sábado, 3 de junho de 2017

Atletas do AP vão disputar pela 1ª vez uma competição de goalball no Mato Grosso - Veja o vídeo.

Campeonato Centro Norte de Goalball inicia na sexta-feira (2), em Rondonópolis (MT). Elenco conta com seis paratletas

Por GloboEsporte.com, Macapá - Com informações da Rede Amazônica no Amapá.

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Campeonato Regional Centro Norte acontecerá em Rondonópolis (MT)

Uma equipe do Amapá vai disputar pela primeira vez o Campeonato Regional Centro Norte de Goalball, em Rondonópolis, no Mato Grosso. Competição vai iniciar na sexta-feira (2) e encerra no domingo (4).

Click AQUI para ver o vídeo.

A preparação para a disputa do regional iniciou no mês de fevereiro. A delegação amapaense, composta por seis atletas deficientes visuais, viajou nesta quinta-feira (1º) para Mato Grosso.

Equipe viajou nesta quinta-feira (1º) para o Mato Grosso (Foto: Saulo Silva/Comunicação PMM)
Equipe viajou nesta quinta-feira (1º) para o Mato Grosso (Foto: Saulo Silva/Comunicação PMM)

O time conta com seis jogadores experientes, sendo que alguns já disputaram diversas competições nacionais, mas em outras modalidades paralímpicas, como o paratleta Alessandro Brito, que atualmente é o terceiro melhor do Brasil no arremesso de peso.

É chegar lá e dar o meu melhor porque é a primeira vez disputo este esporte. O meu sonho é chegar na seleção, para isso disputo todas as modalidades para tentar chegar lá - disse o prataleta.

O goalball é praticado apenas por deficientes visuais, e a bola, mais ou menos do tamanho de uma de basquete, tem guizos no interior. O barulho destes sininhos é que orienta os atletas, e apenas quando a bola sai das mãos do arremessador é possível para a defesa determinar qual foi o tipo de lançamento escolhido. Esta percepção, associada ao rápido reflexo do corpo, é fundamental para o bom posicionamento em quadra.



Motorista para ônibus e ajuda cadeirante a atravessar rua: 'Achei que ia ser xingado'

Jhony Cleiton da Silva foi surpreendido com uma salva de palmas pelos passageiros do coletivo. Atitude aconteceu em uma das principais avenidas de Palmas.

Por Patrício Reis, G1 Tocantins

Jhony Cleiton está há pouco mais de um ano trabalhando no transporte coletivo de Palmas (Foto: Arquivo Pessoal)
Jhony Cleiton está há pouco mais de um ano trabalhando no transporte coletivo de Palmas (Foto: Arquivo Pessoal)

A atitude de um motorista de ônibus do transporte coletivo de Palmas tem repercutido nas redes sociais. Jhony Cleiton da Silva, de 28 anos, parou um coletivo lotado para ajudar um cadeirante atravessar uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Ele pensou até que seria hostilizado pelos passageiros, mas ficou surpreso ao ser recebido com uma salva de palmas ao entrar no veículo.

"Eu pensei: quando eu voltar os passageiros vão todos me xingar porque já é tarde e todos estão querendo voltar para casa. Quando eu entrei tive uma surpresa porque todos estavam de pé batendo palmas. A gente sente um arrepio. É difícil não ficar emocionado", comentou.

Motorista de ônibus há pouco mais de um ano Silva diz que o trabalho é estressante, mas é preciso manter a calma e a postura para evitar acidentes. "Tem viagem que os passageiros agridem verbalmente e você não pode ficar nervoso porque pode causar um acidente. Muitas vezes tem que fingir que não ouviu e tentar ajudar. Qualquer falta de atenção pode prender na porta e derrubar alguém", comentou sobre a profissão.

A atitude do motorista aconteceu na penúltima viagem dele na linha 18, que percorre a avenida JK, no centro de Palmas, na noite da última terça-feira (30). "Essa foi a segunda vez que vi o cadeirante tentando atravessar. O trânsito estava bem forte e ele estava no canteiro central com dificuldade para passar."

Na web, a atitude do motorista viralizou: "concordo ter sido um gesto simples e que deveria ser normal e não um grande acontecimento. No entanto, fez-me pensar de como estamos carentes de boas ações", disse uma internauta no Facebook.

"Por mais pessoas assim. Porque diversos motoristas quando tem cadeirante até na parada de ônibus passam reto e fingem que não viu", comentou outra jovem na rede social.

Jhony Cleiton da Silva nasceu em Araguaína, norte do Tocantins, e mudou para Palmas há pouco mais de um ano. Ele diz que procura sempre ajudar os outros sem esperar algo em troca. "É bom ajudar o próximo porque não se sabe o dia do amanhã. Hoje você que está com saúde e amanhã pode estar ruim. Aquilo me tocou e fiz esse gesto que são poucos que entendem."

Fonte: g1.globo.com

O jovem deficiente que conseguiu doutorado em Física graças à ajuda das mãos de sua mãe

Chilena Sara Díaz acompanhou David, que tem restrições motoras, a todas as suas aulas na universidade; ela escrevia enquanto ele 'entendia e pensava'; hoje, é doutor em Física pela Universidade Católica do Chile.

Por BBC

David Valenzuela e sua mãe (Foto: La Tercera)
David Valenzuela e sua mãe (Foto: La Tercera)

Não chorou. Assim que David Valenzuela saiu do ventre de sua mãe, por uma cesárea de emergência, ele não chorou. Sua mãe, Sara Díaz, logo se deu conta disso e estranhou.

Ela pediu que mostrassem seu filho. Foi então que o médico disse as palavras que nunca esqueceu, mesmo 30 anos depois:

"Sara, o menino está um pouco mal. Ele se asfixiou ao nascer".

David Sebastián Valenzuela Díaz é um homem com senso de humor, que sorri com frequência e pede explicações de tudo. Ele gosta de desafiar seu interlocutor. Faz perguntas que exigem inteligência nas respostas. Pede explicações até de detalhes. Mas jamais o faz de maneira brusca. David Valenzuela é uma pessoa amável, um tipo caloroso.

É magro, de cabelo escuro e sobrancelhas grossas.

Quando precisa se mover, as coisas são mais difíceis. Ele caminha firme, mas a seu modo: levanta rápido a coxa e a panturrilha, e dobra o joelho antes de apoiar o pé outra vez no chão. Primeiro uma perna, depois a outra. Assim, com paciência, como se estivesse marchando, segue seus passos.

Quando conversa, é preciso ouvi-lo com atenção, sem apressá-lo. Fala devagar e tem dificuldade de vocalizar algumas letras.

Suas palavras às vezes podem sair engasgadas. Seus movimentos nas pernas e nos braços nem sempre são fluidos. Mas sua mente é veloz.

Sara Díaz é de Copiapó, no Chile. Aos 18 anos, mudou-se para Antofagasta, para estudar Pedagogia em História. Lá conheceu Francisco Valenzuela, que era da Força Aérea. Eles se casaram, formaram família e Sara engravidou. Uma gravidez sem problemas, ela conta.

Tinham concordado que o bebê nasceria em Copiapó. Quando tinha oito meses e uma semana de gravidez, enquanto fazia exercícios num consultório, Sara teve um sangramento no nariz. Sua pressão disparou. Orientaram que repousasse, mas ela não melhorou. Nesse mesmo dia, ela foi internada e preparada para uma cesárea de emergência.

"Ao aplicarem a anestesia, a pressão foi ao chão", lembra Sara. "Por isso ocorreu o problema com David. Porque quando há menos pressão, há também menos oxigênio no corpo. Ouvi os médicos discutirem antes de tirarem o bebê. Um dizia que o bebê estava sofrendo; outro dizia que eu também estava em risco", lembra Sara.

David Valenzuela nasceu a 20 minutos para a meia-noite de 11 de setembro de 1986; e não chorou. Por causa da asfixia ao nascer, teve uma nota baixa no teste de Apgar, exame clínico que avalia a vitalidade de um recém-nascido. O filho de Sara somou entre 2 e 4 pontos. O normal é a partir de 7.

Com o passar das horas, começou a reagir. Respirou sozinho. Começou a mover-se. Mantiveram-no vários dias na incubadora; e o neonatologista aconselhou Sara que o observasse pelos meses seguintes. Disse a ela que a asfixia tinha sido considerável.

Sara se dedicou à tarefa de observar seu filho. E começou a notar coisas: que ele não chorava de fome ou frio; que não podia se sentar, pois o corpo caía para um lado; que quando ela pegava seus braços, ele se levantava em posição rígida. Depois de consultar vários médicos, um neurologista infantil em Santiago (do Chile) foi direto, disse que o menino tinha uma lesão que afetava todas as suas extremidades e sugeriu que fosse imediatamente submetido a um processo de reabilitação. David tinha 1 ano de idade.

Sara Díaz se lembra: "Eu perguntei se o menino ia caminhar, e o médico me disse que a pergunta certa era se ele ia se deslocar de alguma forma, e ele acreditava que sim. Perguntei se ia falar. Ele me disse que a pergunta certa era se ia se comunicar, e ele acreditava que sim, porque era um menino cheio de vida".

David Valenzuela é inspirado. Qualquer história, qualquer pensamento, ele conta com um pouco de poesia. Como quando se lembra da infância em Copiacó, com sua mãe e uma tia lhe ensinando as cores, as letras, os números, as figuras geométricas. Ele tinha sonhos em que era piloto de avião.

"Me custou a entender este sonho. Demorei 20 anos para entendê-lo. Porque no final das contas o avião sou eu, e tenho que batalhar. De uma ou de outra forma sou o piloto. Eu conduzo este corpo e devo ultrapassar seus limites; ou seja, voar. Sempre tive consciência da minha deficiência e no final entendi porque sonhava com um avião: porque meu espírito deve ser livre. Meu avião é meu espírito, que deve voar.

Ele entrou para o colégio aos 7 anos, no segundo ano básico. Pelo estímulo recebido em casa, já sabia ler e seu nível de matemática - sua matéria favorita - correspondia a de um aluno do sétimo ano. Como na escola não permitiram que sua mãe o acompanhasse, Sara contratou uma assistente para que ficasse com ele nas horas escolares. O menino falava com muita dificuldade, não caminhava sozinho - só faria isso ao completar 13 anos - e não escrevia. Precisava de alguém a seu lado para o ajudar a se locomover, tomar notas, que o levasse ao recreio e lhe desse a merenda.

Terminou o básico com média 7. Sua mãe não quis que fosse dispensado de nenhuma matéria, nem mesmo educação física: desenvolveram para David uma rotina especial - sem corridas ou obstáculos - pela qual era avaliado. Os êxitos acadêmicos se repetiram na escola Mercedes Fritis, de Copiapó, onde terminou com 6,9 e prêmio de melhor aluno. Nesses anos, teve o acompanhamento de uma assistente para fazer o que o corpo de David não era capaz.

David Valenzuela passou anos pensando o que queria ser na vida: físico. Sua mãe, que achava que uma carreira em humanas seria mais fácil para um deficiente, não conseguiu dissuadi-lo. A decisão estava tomada.

Quando seu filho estava no último ano do colégio, em 2004, viajaram a Santiago e chegaram ao campus San Joaquín da Universidade Católica (UC). Ali funciona a Faculdade de Física. Tiveram uma entrevista com o diretor de ensino, Rafael Benguria.

A mãe expôs suas apreensões. Especialmente pelos trabalhos de laboratório, que requerem habilidades motoras refinadas. Benguria a tranquilizou: David seria muito bem-vindo. E com relação aos laboratórios, o acadêmico foi prático: ali os trabalhos eram feitos em duplas; e David podia ser o que pensava e o outro, o que executava as funções.

No ano seguinte, David conseguiu a pontuação na PSU (equivalente ao vestibular brasileiro) para entrar em Física na UC e se tornou o primeiro deficiente a cursar a carreira na universidade.

Seu pai ficou em Copiapó; ele e sua mãe se mudaram para Santiago. Alugaram um pequeno apartamento nos arredores do campus, o mesmo em que vivem há 12 anos. E não era apenas isso. Sara se tornaria as mãos que David precisava - pois ele não pode usar as suas - para seguir seu sonho de se tornar físico.

David Valnzuela desenvolveu uma noção própria de felicidade. Sua mãe diz que David acorda todo dia feliz, que não reclama de nada, que sempre devolve um sorriso.

Ele diz que é pelo seguinte: "Ser feliz é uma decisão, não algo que ocorre às vezes. Ser feliz é aprender a navegar pelas estrelas. A gente normalmente busca o dia, o sol, e se desespera com a escuridão. Mas a pessoa realmente feliz olha para as estrelas e segue caminhando. A felicidade não é uma emoção, é um estado de consciência. É libertar-se de tudo. É igual à chuva, à noite, ao inverno. Eu sou feliz porque decidi sê-lo. Aprendi a navegar na noite, entre as estrelas".

Na universidade, David Valenzuela não precisou mais de assistentes que o acompanhassem às aulas. Esse papel foi assumido por sua mãe, autorizada pela UC, porque era quem mais conhecia seu filho, quem melhor sabia guiá-lo e que cuidaria de seu estado físico. Nesse último quesito, era insubstituível. Desde que seu filho era criança, Sara fez todos os exercícios aconselhados por terapeutas. Chegou a comprar um atlas da anatomia humana.

"Para estimular sua boca tinha que fazer movimentos circulares, porque os músculos dali funcionam dessa forma. Para falar, são usados 32 músculos diferentes", diz, como especialista.

Durante os cinco anos de estudos de graduação universitária de seu filho, Sara foi com ele a todas as aulas. Eles se sentavam juntos, sempre na frente. Ela anotava o que os professores escreviam no quadro negro, enquanto David escutava o que era explicado.

Sara escrevia; David prestava atenção. Sara conferia fórmulas, sinais e números que não entendia; David - que é rápido para os cálculos mentais e tem uma memória privilegiada - resolvia os exercícios de cabeça. Sempre tinha o resultado antes que sua mãe terminasse de escrever.

"Eu fui as mãos de David. Anotava tudo, que é o que fazem as mãos, embora não entendesse. Também não me esforcei para entender; não queria que o meu conhecimento interferisse no do meu filho. Me limitava a escrever o texto do quadro e, nas provas, a anotar o que David me dizia. Ele era o cérebro", disse Sara.

David concorda. "Na prática, foi assim. Eu prestava atenção, ela escrevia. O que não quer dizer que ela não entenda. Quando alguém quer entender, entende."

Mãe e filho assistiram juntos às aulas de cálculo, álgebra, geometria, mecânica clássica, equações diferenciais e teoria eletromagnética, entre outras. David terminou o curso com 6,1. Entre os "top 10" de sua geração.

Em 2011, David começou seu doutorado em Física. Nos cinco anos seguintes, cada vez que tinha uma aula, sua mãe o acompanhava. Sempre da mesma forma: ela escrevia, ele escutava. Terminou em junho do ano passado, com nota 7 em sua tese. Hoje está se candidatando a um pós-doutorado, que pode ser em Valdívia, ou no México.

"Ou onde quer que seja", diz David. Sua mãe disse que o acompanhará. Que é um compromisso. Que estará com ele até que seu filho consiga ter uma vida independente num lugar com as comodidades necessárias à sua deficiência.
"Ainda que...", diz Sara, antes de respirar fundo e continuar. "Ainda que acredite que sempre vamos viver juntos. Tenho minha vida feita com ele. Nunca me rebelei nem perguntei a Deus por que comigo. Eu me sinto abençoada com o meu filho".

Entre os pensamentos inspirados de David, não pode faltar um sobre a física:

"A física nasce de contemplar a natureza. Mas hoje, que aula de física inclui contemplar a natureza, pelo menos um dia? Nunca me levaram para passear numa aula de física. Sempre foi como a matemática, mas isto não é física. Tem que sair para contemplar a natureza, daí surge tudo. Se isto é esquecido, a física se torna puro número. Melhor sair para passear, olhar o céu, olhar um pássaro. Isso é física para mim."

Algo de eso está en la dedicatoria que hizo en su tesis doctoral. Un párrafo que a más de un colega le haría arrugar la nariz, que a David Valenzuela lo dejó feliz y que dice esto:
Algo disso está na dedicatória que fez em sua tese de doutorado. Um parágrafo que faria alguns colegas torcerem o nariz, mas que deixou David Valenzuela feliz, e que diz isso:
"Ao pasto, às plantas, por me dar o descanso quando estou esgotado. Aos animais, por alegrar-me a cada dia. Graças à Terra, por me ensinar que depois de cair no chão, aprende-se a se levantar. À água, por me ensinar a flutuar, a me ajustar, a me expressar sem medo. Ao ar, aos ventos, por me ensinar que grandes mudanças são originadas por ações pequenas, imperceptíveis, mas constantes. Ao fogo, por me ensinar que nada é mais poderoso que a vontade. 

E como diz um trecho do poema 'Invictus', atribuído a William Ernest Henley: 'Agradeço a quaisquer sejam os deuses por minha alma inconquistável'".

Fonte: g1.globo.com

Feira em São Paulo apresenta novas tecnologias para Pessoas com Deficiência

A feira conta com 300 expositores e espera atrair 52 mil visitantes

Por Agência Brasil

5ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), na São Paulo Expo (Foto: Divulgação)
5ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), na São Paulo Expo (Foto: Divulgação)

Um carro acessível, que proporciona autonomia total para motoristas usuários de cadeiras de rodas, é um dos produtos para pessoas com deficiência que estão sendo apresentadas, de hoje (2) a domingo (4), na 15ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), na São Paulo Expo, localizada na Rodovia dos Imigrantes, na capital paulista.

Além do carro. estão sendo mostrados um dispositivo que possibilita alinhar a prótese com mais perfeição, um joelho biônico à prova d'água e um espaço para equoterapia, método que utiliza o cavalo como agente motivador para ganhos físicos e psicológicos.

Nesta edição, a feira conta com 300 expositores e espera atrair 52 mil visitantes. Segundo dados da organização do evento, com base na Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), produtos e serviços voltados para esse setor movimentam um mercado de R$ 5,5 bilhões por ano.

Entre os produtos que estão sendo lançados este ano na feira está a Lysa, um cão-guia robô. “A ideia surgiu quando fui professora de uma escola pública. Lá eu dava aula de robótica e uma aluna me falou: 'professora, e se fizéssemos um cachorro?'. Comecei a imaginar para que ele serviria e pensei que poderia ajudar muita gente. Comecei a entrevistar uma aluna, que tinha deficiência visual, para me falar sobre as dificuldades do dia a dia e ela me contou que eram os objetos aéreos. Grande parte dos deficientes visuais tem cicatriz no rosto porque a bengala não pega esse obstáculo”, contou Neide Sellin, 37 anos, fundadora da empresa Vixsystem, responsável pelo robô. O cão-guia robotizado, segundo ela, foi produzido por uma equipe de pesquisadores e contou com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O cão-guia robô detecta os obstáculos e avisa os deficientes visuais sobre essas dificuldades, por meio de mensagens sonoras tais como “objeto à frente” ou “obstáculo à direita”. Ele pesa em torno de 2,5 quilos, é portátil, equipado com sensores e tem uma bateria recarregável, que dura em torno de oito horas. A Lysa, explicou Neide, é totalmente autônoma. “O usuário não a empurra. Ela anda sozinha. Ela tem motores que andam à frente do usuário. Ela encontra os obstáculos e vai desviando deles”, explicou. A cão-guia Lysa custa hoje R$ 6,95 mil.

Segundo Neide, o cão-guia robô vem suprir uma necessidade, principalmente porque há poucos cães-guias no Brasil. “No Brasil, há 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual e apenas 100 cães-guias”, disse ela, em entrevista à Agência Brasil.

Cadeira infantil
Ana Paula, 3 anos, filha da fisioterapeuta Fernanda Cristina Teixeira, 35 anos, foi a inspiração para que ela e o marido desenvolvessem uma cadeira de rodas infantil, bem próxima ao chão, permitindo que a criança pegue seus brinquedos e explore o ambiente. “Temos uma filha que, aos 8 meses, teve uma lesão medular e começamos a ver que ela estava em uma fase em que não conseguia se deslocar e era primordial começar esse tipo de deslocamento, até mesmo para seu aprendizado. Começamos a procurar e não existia nada no Brasil desse tipo. Então, resolvemos botar a mão na massa para fazer uma cadeira, um carrinho, ou algo que pudesse atender às necessidades dela”, contou.

A cadeira, da empresa que eles criaram, a Fly Children, é voltada para crianças de 1 a 4 anos que tenham deficiência motora, principalmente no membro inferior, ou doenças que acarretem dificuldades para que ela fique em pé ou sentada, sem apoio. A cadeira é feita em espuma de poliuretano e pesa em torno de 8 quilos.

“A criança toca sozinha a cadeira. Ela tem a capacidade de tocar com os braços ou com as mãos porque é uma cadeira leve, de fácil manuseio. Nossa ideia não é que os pais empurrem a criança, mas que ela tenha essa independência e possa se deslocar pela casa”, explicou. A cadeira custa R$ 1,5 mil e, a cada venda, Fernanda doa uma para alguma família de baixa renda.

Atletas
O primeiro dia da feira atraiu vários atletas brasileiros consagrados, como a ex-ginasta Laís Souza, que ficou tetraplégica em 2014 após sofrer um acidente treinando para as Olimpíadas de Inverno, e o nadador aposentado Clodoaldo Silva, vencedor de 14 medalhas paralímpicas. Eles foram bastante procurados para fotos durante o evento.

O estudante João José Paulino, 19 anos, é uma das pessoas que aguardaram para tirar foto ao lado da ex-ginasta. Aos 17 anos, ele sofreu um acidente de carro que o deixou tetraplégico. Paulino saiu da cidade de Paranaíta, no norte de Mato Grosso, para visitar a feira pela primeira vez. Uma das coisas que mais chamou a atenção dele foi o carro que pode ser conduzido por quem está em cadeira de rodas. “Ele dá bastante independência para a gente. Ele não tem um preço acessível, mas se tivemos condições, queremos”, disse. “Há muitos produtos novos aqui para melhorar a vida da gente. Estamos aqui para viver e ser feliz. Então, é tocar pra frente”, acrescentou.

Para Laís Souza, além da venda e apresentação de produtos, a feira é também uma forma de expressão. “É uma forma de fazer com que os deficientes, os cadeirantes, abram a mente e os conhecimentos para estar próximos de uma vida mais simples, mais prática e adaptada”, disse a ex-ginasta, que contou à reportagem que seu tratamento vem evoluindo bem. “Estou melhorando, acho. Pelo menos minha saúde está melhor, estou um pouco mais forte para encarar o dia a dia. Muitas vezes, acabo ficando mal, sentindo alguma dificuldade, mas está indo. Estou trabalhando bastante”,afirmou.

Veterano das piscinas e da feira, que costuma visitar sempre, Clodoaldo Silva disse que, apesar dos avanços, as pessoas com deficiência ainda se ressentem de produtos e mecanismos para que tenham mais acessibilidade em todo o mundo. O “tubarão” das piscinas, como foi apelidado, lembra que grande parte dessa tecnologia ainda não está disponível para todas as pessoas com deficiência.

Ele observou que infelizmente, [essa tecnologia] ainda não está acessível para a maioria das pessoas com deficiência, que o país vive atualmente uma crise sem precedentes e as pessoas com deficiência sofrem com esse desafio. “Mas acredito que essas condições podem evoluir, melhorar, para, aí sim, um dia, quem sabe, essa tecnologia e essa acessibilidade estarem disponíveis para todos”, ressaltou.

Nadador Daniel Dias encara quatro provas no Circuito Loterias Caixa como parte da preparação para Mundial

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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O nadador Daniel Dias, maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos, com 24 pódios, começa neste sábado, 3, em São Paulo, sua participação no Circuito Loterias Caixa na temporada 2017. A competição faz parte da preparação do atleta para o principal campeonato do ano, o Mundial, na Cidade do México, em setembro. Daniel é um dos 212 nadadores inscritos para esta primeira etapa nacional do Circuito. Além da natação, o evento também oferece provas de atletismo e halterofilismo e será realizado no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro.

O paulista é favorito na classe S5 nas quatro provas em que disputará, e como já fez o índice para o Mundial em abril, durante o Open Loterias Caixa, acredita que poderá nadar com mais tranquilidade nesta etapa. "Foi bom ter feito essa marca logo, assim posso focar aqui em melhorar técnica, e ir afinando o movimento dentro da água", explicou. No Circuito, Daniel seguirá o que planejou logo após os Jogos do Rio 2016, quando decidiu dedicar-se nos estilos livre e costas, diminuindo, assim, a maratona de provas que costuma encarar nas competições.

As provas do Circuito também darão a Daniel o ritmo para enfrentar a etapa de Indianápolis (EUA) da World Series do Comitê Paralímpico Internacional. Na segunda-feira, 5, o nadador já embarca para os Estados Unidos com o objetivo de enfrentar o seu principal rival, o norte-americano Roy Perkins. "É importante ganhar esse ritmo e também participar da World Series para competir contra o meu grande adversário, que é o Roy. Será o momento de avaliar o nível geral dos outros nadadores e o meu também", disse Daniel.

Como maior nadador do país na atualidade, Daniel certamente é um ícone do esporte e verá outros sete atletas de seu clube (Instituto Daniel Dias, em Bragança Paulista) disputando medalhas na piscina do CT Paralímpico durante o Circuito Loterias Caixa. "É bom ser um ídolo de atletas mais novos e é melhor ainda ver que o trabalho do instituto está dando certo. Acredito que eles vão representar bem o nome da instituição", opinou.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pela Caixa Loterias. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Time São Paulo
O atleta Daniel Dias é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia de 10 modalidades.

Patrocínios
A equipe brasileira de atletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
As equipes de natação e halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

SERVIÇO
Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação - 1ª fase nacional
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, ao lado do São Paulo Expo, em São Paulo)
Data: 2 a 4 de junho
Horários:
Atletismo - sábado, das 8h30 às 11h25 e das 15h às 17h50, e domingo, das 8h às 11h40
Natação - sábado, das 10h às 12h30 e das 15h às 18h, e domingo, das 10h às 12h10
Halterofilismo - sexta e sábado, das 9h30 às 12h e das 15h30 às 18h, e no domingo, das 9h30 às 12h

Fonte: cpb.org.br

Halterofilista potiguar quebra recorde, garante vaga no Mundial e fica com medalha de ouro na abertura do Circuito Loterias Caixa

Por CPB

Marco Antonio Teixeira/CPB/MPIX
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O Circuito Loterias Caixa começou nesta sexta-feira, 2, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, com as disputas no halterofilismo. Já no primeiro dia, uma atleta fez o pacote completo na disputa feminina até 55kg. Rene Belcássia (Sadef/RN) levantou 85kg na barra, conquistou a medalha de ouro e ainda estabeleceu novo recorde brasileiro da divisão.

A marca alcançada por Rene assegurou a atleta no Mundial da modalidade, em setembro, na Cidade do México. Em maio, durante a Copa do Mundo da Hungria, ela havia tentado, sem sucesso, os 80kg necessários para competir em solo mexicano.

"Acabei de chegar da Hungria, onde fiquei em terceiro lugar, mas não tinha chegado à marca de 80kg. Já tinha alcançado esse peso antes de ir para a Copa do Mundo, mas precisava fazer de novo. Lá, não encaixou, mas hoje tudo deu certo. Fiquei feliz com os 85kg. Lavei a alma e conquistei tudo logo [medalha de ouro, recorde brasileiro e vaga no Mundial]", resumiu. Completaram o pódio junto com Rene as atletas Camila de Andrade (CDDU/MG), com 72kg, e Helaine da Silva (Adfego/GO), com 55kg.

Ainda na parte da manhã, competidores do feminino leve (unificado até 41kg, até 45kg e até 50kg) e masculino até 49kg competiram. No feminino leve, as medalhas foram decididas com a Tabela AH, que leva em consideração o peso do atleta em relação ao peso na barra. A campeã foi Lara Aparecida de Lima (CDDU/MG), com 60kg e 72,33 pontos na tabela AH, novo recorde brasileiro júnior; e a medalhista de prata foi Isabela Soares (APNH/SP), com 66kg e 70,73 pontos. No masculino até 49kg, o campeão foi Josenildo da Silva (Sadef/RN), com 117kg. A prata foi para Eduardo Soares (Adefa/AM), com 116kg, e o bronze, para Ailton da Silva (Sadef/RN), com 105kg.

No período da tarde, as disputas foram dominadas por atletas garantidos no Mundial do México. As três disputas de medalha foram em provas masculinas, nas divisões até 54kg, até 59kg e até 65kg.

Entre atletas com até 54kg, o campeão foi João França (Sadef/RN), com 141kg. O potiguar de 21 anos é um dos halterofilistas que alcançou o índice estabelecido pelo CPB para o Mundial. João França ficou à frente de Erinaldo Ferreira (Adfego/GO), com 107kg, e Anderson Marcílio (Aesa-Itu/SP), com 105kg.

Outro que estará na Cidade do México e dominou a disputa foi Bruno Carra (Aesa-Itu/SP), na divisão até 59kg. O paulista está em uma fase mais leve para a preparação para o Mundial, mas alcançou 163kg na barra para ficar com a medalha de ouro. A prata foi para Alexandre Gouvea (Andef/RJ), com 125kg, e o bronze, para Marcos Rogerio da Cunha (APNH/SP), com 111kg.

Luciano Dantas (CDDU/MG) foi o medalhista de ouro da divisão até 65kg. O atleta do clube mineiro levantou 150kg para garantir o lugar mais alto do pódio. Contudo, ficou 5kg abaixo do índice para o Mundial. Em segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, José Mendes Filho (Sadef/RN), com 135kg, e Alexsander Whitaker (CPSP/SP), com os mesmos 135kg de José. O desempate foi pelo peso corporal, e como José era o mais leve dos dois, ficou com a prata.

As disputas da modalidade voltam neste sábado, às 9h30, com as disputas dos pesos médios masculino (até 72kg, até 80kg e até 88kg) e feminino (até 61kg, até 67kg e até 79kg).

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pela Caixa Loterias. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Time São Paulo
O atleta Bruno Carra é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia de 10 modalidades.

Patrocínios
A equipe de halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

SERVIÇO
Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação - 1ª fase nacional
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, ao lado do São Paulo Expo, em São Paulo)
Data: 2 a 4 de junho
Horários:
Halterofilismo - sexta e sábado, das 9h30 às 12h e das 15h30 às 18h, e no domingo, das 9h30 às 12h

Fonte: cpb.org.br

Cinco equipes garantem vaga na semifinal do Regional Centro-Norte de Goalball

                        Cinco equipes garantem vaga na semifinal do Regional Centro-Norte de Goalball
              Foto: Time feminino da Uniace venceu as duas partidas com propriedade.

O Regional Centro-Norte de Goalball começou nesta sexta-feira (2), no Sesc, em Rondonópolis, Cuiabá, e após as 14 partidas que movimentaram o primeiro dia de competição, cinco equipes garantiram vaga na semifinal. No masculino uma vaga está em aberto, e no feminino, quatro equipes jogam por duas vagas na repescagem.

A Uniace-DF, atual campeã nas duas categorias, sobrou nos duelos que teve. Foram quatro vitórias, duas no masculino e outras duas no feminino. Os triunfos garantiram a associação de Brasília na fase semifinal. A competição masculina teve ainda a Ueejaa-PA e o Icemat-MT classificados com uma rodada de antecedência.

No feminino, a AMC-MT, assim como a Uniace-DF, venceu as duas partidas e garantiu a liderança do grupo B, e avançou. Os segundos e terceiros colocados de cada chave jogam na repescagem para decidirem as duas últimas classificadas para as semifinais. O Ismac-MS enfrente a ASF-DF, enquanto a Ueejaa-DF encara o Icemat-MT.

A competição continua neste sábado (3) com o encerramento da primeira fase, repescagem e semifinal. O primeiro jogo será entre Ueejaa-PA x Icemat-MT na disputa da liderança do Grupo B. A vitória vale fugir do confronto com a Uniace-DF na semi.



Fonte: cbdv.org.br

Atletas da Seleção Brasileira de Judô são convocados para intercâmbio no Japão

                            Atletas da Seleção Brasileira de Judô são convocados para intercâmbio no Japão
Foto: Lúcia Teixeira faturou a segunda medalha de prata paralímpica da carreira no Rio. (Crédito: Fernando Maia/CPB/MPIX)

De olho nas grandes competições que estão por vir, alguns atletas da seleção brasileira de judô paralímpico vão participar de um intercâmbio na cidade de Aomori, no Japão, de 10 a 28 de julho. A viagem faz parte do planejamento da comissão técnica de preparar os judocas para o novo ciclo.

Os atletas selecionados para participar deste período de treinamento são os medalhistas dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Alana Maldonado (Amei-SP), Antônio Tenório (Cesec-SP), Lúcia Teixeira (Cesec-SP) e Wilians Araújo (Ceibc-RJ), que conquistaram a prata. Os judocas vão acompanhados dos técnicos Alexandre Garcia e Jaime Bragança.

Este ano o judô paralímpico brasileiro terá pela frente o Campeonato das Américas, no dia 26 de agosto, no Centro de Treinamento, em São Paulo. Ano que vem, os desafios serão maiores, principalmente pela disputa do Campeonato Mundial.

Fonte: cbdv.org.br

Fórum Estadual de Gestores Municipais da Área de Pessoas com Deficiência propicia debate sobre desafios e soluções

Auditório com representantes dos municípios no Fórum Estadual de Gestores Municipais da Área de Pessoas com Deficiência

A troca de experiências e o conhecimento das diferentes realidades regionais são fundamentais para fortalecer instâncias que têm missão semelhante, apesar dos desafios que podem variar em tempos de crise. Com esse foco, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo realizou nesta sexta, dia 02, o 3º Encontro do Fórum Estadual de Gestores Municipais da Área de Pessoas com Deficiência. O objetivo foi propiciar espaço para debate sobre as políticas públicas e as boas práticas de inclusão e acessibilidade desenvolvidas nos municípios paulistas.

Para a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, “não é fácil sobreviver em momentos de crise, mas é neste momento que aprendemos a ser mais eficientes. E no estado de São Paulo não houve corte dos projetos sociais e nem cortes de custeio: mantemos todos os programas e estamos ampliando ações na área da saúde, da educação, e, ainda temos uma delegacia voltada às pessoas com deficiência”, destacou.

“Temos que ter a certeza de que não é solidariedade apenas, embora ela seja super importante no mundo; que não seja compaixão, porque ninguém está precisando disso, é direito, é inclusão, é a certeza de que no mundo todos precisam estar dentro, ninguém pode ficar de fora, ninguém pode ficar atrás”, ressaltou a Secretária.

Dra. Linamara Rizzo Battistella no Fórum Estadual de Gestores Municipais

O primeiro Fórum foi em 2015, em São Paulo; a segunda edição foi em 2016, em Capivari, interior paulista. Este 3º Fórum aconteceu no Centro de Tecnologia e Inclusão (CTI), espaço da Secretaria, no parque Fontes do Ipiranga, em São Paulo, voltado a cursos e apresentação de tecnologias para pessoas com deficiência.

O ponto focal para os trabalhos do 3º Fórum foi identificar as principais demandas das pessoas com deficiência. Como parte importante do evento, foi enviado no ato da inscrição, encerrada em maio, um questionário que foi preenchido e devolvido pelos gestores e o resultado foi compilado antes e apresentado no Fórum, para conhecimento de todos e debate.

DEMANDAS E DESAFIOS

Os questionários foram respondidos por 35 municípios do estado de São Paulo. Entre os principais desafios apontados pelos gestores municipais foram de ordem estrutural: equipe reduzida, orçamento reduzido e falta de especialistas na área da pessoa com deficiência. Também foi apontada baixa interatividade entre os municípios e a população, além de pouca divulgação das ações e conhecimento insuficiente sobre a legislação.

Entre os apoios que os municípios necessitam estão: informações sobre captação de recursos; maior intercâmbio com instâncias similares; informações sobre legislação e direitos da pessoa com deficiência e informações técnicas sobre acessibilidade.

Os participantes foram divididos em grupos para debater sobre as seguintes questões: Quais dificuldades encontra para interagir com outros setores da Prefeitura? Sugira formas de ampliar o intercâmbio entre as instâncias e trocar experiências. Que tipo de informação (técnica, legal etc) e de capacitação gostaria de receber? Como obter mais participação popular e estreitar os laços com a sociedade civil? Como o Estado pode contribuir para aperfeiçoar o trabalho em seu município? Como resultado, os grupos apresentaram as seguintes propostas:

Luiz Carlos Lopes, coordenador do Fórum Estadual de Gestores Municipais

Trabalhar em rede local envolvendo diversos segmentos, com reuniões intersetoriais; criação de redes entre os setores e campanhas de integração sobre informações e conscientização, por meio de fóruns regionais, ampliando as condições de participação das pessoas com deficiência em todos os espaços (dar condições para isso); fortalecimento dos Conselhos; intercâmbio entre instâncias; informações sobre legislação; capacitações em diversas áreas, como: aplicabilidade da CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade), tecnologia, aspectos legais, etc. Foram propostos também a realização de encontros mensais de gestores; criação de novas oficinas municipais de política para pessoas com deficiência; cadastro de entidades participantes; capacitação de novas lideranças; fomentar uma rede de comunicação.

O coordenador do Fórum, Luiz Carlos Lopes, secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, destacou estar desenhando um modelo de sistema estadual de instâncias de pessoas com deficiência, que poderá nortear as diretrizes de ações regionais e fomentar o protagonismo e a inclusão social das pessoas com deficiência no estado de São Paulo. Ele também divulgou um canal de comunicação já criado, no Facebook, para permitir acesso e troca de informações e contribuições: https://www.facebook.com/groups/forumdef

Para continuidade dos trabalhos, a fim de propiciar intercâmbio de experiências e soluções que enfrentem as demandas regionais, foi criada uma Coordenação do Fórum Estadual de Gestores Municipais da Área de Pessoas com Deficiência, formada por representantes voluntários de quatro municípios: São Paulo, Santos, Campinas e Rio Claro.

Além dos representantes dos mais de 30 municípios; do Secretário Adjunto, Luiz Lopes; e da Secretária Estadual Dra. Linamara Battistella, o 3º Encontro do Fórum Estadual de Gestores Municipais da Área de Pessoas com Deficiência contou com a presença da presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD), Maria Helena Mozena; do Secretário Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Antonio Pellegrini; e da secretária adjunta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Marinalva Cruz.

Tribunal Federal rejeita o recurso VIA Rail em casais com scooters de mobilidade que viajam juntos

 
Martin Anderson e Marie Murphy dizem que há muito tempo estão trabalhando para obter espaços adicionais de empacotamento para scooters e cadeiras de rodas nos comboios VIA e estão cansados ​​de esperar que a ferrovia atue. (Adrian Cheung / CBC)

O Tribunal Federal rejeitou um recurso da VIA Rail de uma decisão que permitiria que um casal de Toronto que confia em cadeiras de rodas e scooters viajasse juntos em um único comboio.

Em março, a CBC Toronto informou que a VIA Rail estava apelando uma decisão da Agência Canadense de Transportes pedindo que ele revisasse suas políticas para permitir o armazenamento de dois dispositivos de mobilidade em uma única área de ancoragem ou fornecer duas áreas de ancoragem Cada trem até 15 de maio de 2017. A alternativa envolve provas de que nenhuma das opções seria possível sem "dificuldades indevidas".

A decisão não era esperada em julho, mas como resultado da ordem de 25 de abril, a decisão da agência de transporte será válida.

"Reconhecemos a decisão do tribunal e estamos trabalhando nos próximos passos", disse hoje a porta-voz da VIA Rail, Mariam Diaby.

Isso vem como uma boa notícia para o casal de Toronto, Martin Anderson e Marie Murphy, que ambos contam com scooters para dar uma volta.

"Isso foi muito mais cedo do que esperávamos", o casal escreveu em um e-mail para a CBC Toronto. "Isso significa que a ordem do CTA está em pé. VIA quer tem que permitir que Martin e eu viajem juntos com os nossos scooters com mais facilidade ou satisfaçamos o CTA que ter que fazê-lo causa VIA dificuldades indevidas ".

No momento, todos os trens VIA Rail estão equipados para amarrar apenas uma scooter. A ferrovia já havia dito à CBC Toronto que, nos casos em que uma pessoa pode transferir para um banco de carro, não há limite para o número de passageiros que viajam com um dispositivo de mobilidade. Em ambos os casos, disse que fornece passagem gratuita para um companheiro de viagem.

"A decisão da Corte Federal de Recurso sobre VIA Rail é um avanço muito necessário para os canadenses com deficiência." - David Lepofsky, defensor da deficiência

Anderson e Murphy argumentaram que a ferrovia faltou acomodação para scooters e colocou uma pressão sobre cavaleiros como eles. Eles dizem que lutaram por mais acessos em VIA Rail desde 2005.

O casal se aproximou da VIA Rail em julho passado com a idéia de amarrar dois scooters em um espaço e disse ter tido a oportunidade de testá-lo na presença de um consultor.

Acharam que foi bem. Mas, apesar dos repetidos pedidos de cópias do relatório do consultor, eles dizem que não ouviam praticamente nada de volta.

"Este é 2017", disse Anderson em março. "Devemos esperar mais do que apenas um assento por trem".

Nova frota para apresentar múltiplos pontos de acessibilidade, a ferrovia argumentou

Em março, Diaby disse que a empresa estava eliminando os trens mais antigos e substituindo-os por novos mais com mais acessibilidade.

"A atual frota QC-Windsor está chegando ao fim de sua vida útil. Consequentemente, a VIA Rail recebeu financiamento no orçamento de 2016 para realizar análises pré-contratação para uma nova frota ", disse a declaração da Diaby.

A VIA Rail apelou da decisão da Agência Canadense de Transporte, que tornaria possível para um casal de Toronto que confia em scooters e cadeiras de rodas para viajarem juntos em um único comboio. (Peter McCabe / Canadian Press)

"A acessibilidade de cada trem para vários viajantes com cadeiras de rodas é um dos principais requisitos da nova frota. Isso reflete o compromisso da VIA Rail de continuar sendo o meio de transporte nacional e interurbano mais acessível no Canadá ".

A demissão desta semana também é uma novidade para o advogado de deficiência David Lepofsky, professor visitante na Escola de Direito de Osgoode Hall, que também é presidente da Aliança de Acessibilidade para Onerários da Ontário.

"A decisão da Corte Federal de Recurso sobre o VIA Rail é um avanço muito necessário para os canadenses com deficiência", escreveu o jornal Lepofsky num domingo.

"A ViaRail precisa parar de gastar dinheiro em advogados para lutar contra a acessibilidade e, em vez disso, continuar a fornecer uma verdadeira acessibilidade aos passageiros com deficiência", disse ele, acrescentando que Murphy e Anderson enfatizam o porquê o Canadá precisa promulgar um canadense forte com deficiência.

"Essa lei deve garantir que esses tipos de barreiras de acessibilidade sejam derrubadas, sem que os passageiros com deficiência tenham que lutar contra eles um de cada vez".

Fontes: CBC News Toronto - turismoadaptado.wordpress.com

Tradutor portátil do MIT cria textos em Braille em tempo real

 
O futuro o dispositivo deverá ser semelhante a um scanner portátil.

Um grupo formado por seis estudantes de engenharia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou um dispositivo portátil que funciona como um tradutor em tempo real para Braille. Conhecido como Tactile, o gadget foi imaginado inicialmente durante uma hackathon ocorrida no início de 2016 e passou por diversas etapas de desenvolvimento desde então.

Embora os estudantes já tenham conseguido criar uma versão funcional do aparelho, um novo modelo mais completo já está sendo desenvolvido por eles. Uma das vantagens do dispositivo é o fato de que ele poderá custar somente US$ 200, enquanto soluções do tipo já existentes chegam a ser vendidas por mais de US$ 2 mil.

“Atualmente a câmera só tira uma foto de seu campo de visão”, explica Chandani Doshi, um dos membros responsáveis pelo aparelho. “Queremos tornar o dispositivo semelhante a um scanner portátil que permite ao usuário registrar uma página inteira em uma única vez”, explicou.

Para tornar o gadget mais completo, a equipe conta com US$ 10 mil obtidos através dos prêmios Lemelson-MIT Student Prizes de 2017. A previsão é que a versão comercial do Tactile chegue às lojas em um espaço de dois anos, permitindo que qualquer livro se torne acessível a pessoas que dependem do Braille para obter informações e estudar.

Fontes: Tec Mundo - turismoadaptado.wordpress.com

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mulher dá à luz quadrigêmeos após batalha contra câncer de mama - Veja o vídeo.

Ela enfrentou o câncer por quatro anos, e sua gestação, de alto risco, só foi possível com um processo de fertilização

*Com informações da repórter Daniela Calsavara, da RICTV Londrina

Os bêbes nasceram com pesos entre 1,2 e 1,3 quilo, o que é dentro do esperado para uma gestação de sete meses (Foto: Reprodução RICTV)

Após vencer uma luta contra o câncer, uma mãe de Londrina, no norte do Paraná, deu à luz quadrigêmeos. No momento, os recém-nascidos, todos meninos, estão no Hospital Evangélico da cidade.

Click AQUI para ver o vídeo.

Ao falar à imprensa sobre os filhos, a mãe se confundiu com os nomes "É muito nome, até a mãe se atrapalha ainda, não sabe quem é quem", riu. O pai dos bêbes brincou que será necessário manter em casa as pulseiras que eles estão usando no hospital.

Sílvia Helena da Rosa, a mãe das crianças, enfrentou por quatro anos um câncer de mama, descoberto logo após seu casamento. Ela passou por quimioterapias e muitos momentos de angústia.

Sua gestação, de alto risco, só foi possível com um processo de fertilização. Três embriões foram implantados, e a princípio dois se desenvolveram - mas depois se dividiram.

Os bêbes nasceram com pesos entre 1,2 e 1,3 quilo, o que é dentro do esperado para uma gestação de sete meses. A mãe passou o último mês internada, em repouso.

Para o parto de quatro crianças ao mesmo tempo, o centro cirúrgico "parou", mobilizando nada menos que 15 profissionais.




Sancionada lei que obriga triagem para detectar autismo, um tema abordado em documento recente da SBP

SBP EM AÇÃO

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) comemorou a sanção da Lei nº 13.438/2017, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a adotar protocolos padronizados para a avaliação de riscos ao desenvolvimento psíquico de crianças de até 18 meses de idade. A nova norma foi publicada no Diário Oficial da União em 26 de abril e começa a valer 180 dias depois.

“A aprovação da lei é um marco porque a detecção precoce dos sinais da doença permitirá avaliar e tratar os transtornos de forma a trazer bem-estar mental e emocional para a criança. É uma profilaxia para o adulto”, comemora a dra. Ana Márcia Guimarães Alves, do Departamento Científico de Desenvolvimento e comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

LANÇAMENTO - Ela é uma das integrantes desse grupo de especialistas da SBP, responsável pela produção do documento científico Triagem precoce para Autismo/ Transtorno do Espectro Autista, que foi lançado duas semanas antes da sanção da Lei. O trabalho está disponível no site da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O transtorno do espectro autista, popularmente conhecido como autismo, é caracterizado por déficits e dificuldades na comunicação e interação social, associados a interesses e atividades restritas e circunscritas. Suas características podem ser detectadas nos primeiros anos da infância. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido o tratamento poderá ser iniciado, possibilitando resultados positivos mais expressivos, uma vez que a velocidade de formação de conexões cerebrais e a neuroplasticidade estão na fase de maior desenvolvimento.

Segundo ela, o autismo é um espectro que pode se manifestar com diferentes intensidades: desde formas mais leves até mais graves. Contudo, alerta, o diagnóstico precoce pode beneficiar a todos. Hoje a prevalência do espectro autista é de um bebê para cada 88 em todo o mundo. Por ser uma combinação de fatores genéticos com ambientais, a incidência em todos os continentes é semelhante.

SINAIS - Segundo o trabalho da SBP, o bebê pode demonstrar sinais de autismo desde os primeiros meses de vida. O atraso em adquirir o sorriso social e em demonstrar interesse em objetos sorrindo para eles ou movimentando o corpo, assim como o pouco interesse pela face humana, a preferência por dormir sozinho no berço e a demonstração de irritabilidade quando ninado no colo, são alguns dos sinais que podem indicar autismo.

Em parceria com o site Autismo & Realidade, a SBP está disponibilizando uma triagem, composta por um questionário com 23 questões, com resposta sim ou não, que devem ser respondidas pelos pais ou cuidadores durante a consulta pediátrica. O resultado do questionário somado a exames físicos vai levar o pediatra a orientar os pais a procurarem um tratamento adequado. Além de indicar sinais de autismo, os resultados podem apontar a existência de outros transtornos de desenvolvimento, como por exemplo, atraso na linguagem. O que permite aos o encaminhamento para avaliação de um médico especialista.

Para a presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva, o documento científico disponibilizado está em acordo com os compromissos da gestão da entidade de oferecer aos seus associados acesso a ferramentas e conteúdo que os permitam exercer a medicina com rigor e qualidade. “Além desse trabalho, continuaremos firmes em nosso propósito em contribuir pela qualificação da pediatria brasileira por meio da SBP”, disse.

Fonte: sbp.com.br