sábado, 10 de junho de 2017

Como aplicativos de celular têm auxiliado a mudar a realidade romântica de pessoas com deficiência

POR JAIRO MARQUES

             
          Luana e seu namorado Ricardo se conheceram por meio de um aplicativo

Arrisco dizer que 90% do povo com deficiência passa pelo menos um momento de sua vida sentimental sofrendo e se lamentando pelo impacto que ter os cambitos finos ou por sua aparência “diferentona” causou em seu coraçãozinho.

Sem maturidade, apoio ou autoestima, é muito comum colocar como causa de fracassos românticos aquilo que falta física ou sensorialmente. De certa maneira, parte das pessoas vai mesmo dar um valor determinante nos aspectos físicos na busca por um parceiro (a), mas para avançar é preciso olhar para a outra parte, a que está interessada em amor, em sentimento, em companheirismo.

Com as diversas ferramentas tecnológicas hoje à disposição, é possível ampliar um bocado o campo de “busca” pelo seu “match”. Mas é sempre preciso ter como meta a franqueza daquilo que se é para não botar o outro em uma “armadilha”.

Lááááá nos meus tempos de jovem 🙄 , usei muito a ferramenta de bate-papo (será que isso ainda existe?) online para conhecer e namoricar pessoas. É legítimo, desde que os riscos e consequências sejam bem conhecidos.

Não dizer em um ambiente cibernético que se é cadeirante, cego ou surdo e dar um de “normalzão”, enganando possíveis parceiros, pode ser uma catástrofe não só porque o “alvo” romântico pode se sentir incomodado com sua condição, não entendê-la, como declarar que foi enganado.

De qualquer maneira, a máxima de que “qualquer pé cascudo encontra um chinelo velho” 😀 nunca foi tão válida como atualmente.

O relato abaixo, da talentosa Luana Sanches, mostra com propriedade e emoção como o mundo moderno abre novas possibilidades de conhecer pessoas, se relacionar (encontrar sexo, por que não?) e abrir caminho para uma mudança sentimental.

Boa leitura, bom dia dos namorados e abram seus corações, notebooks, aplicativos e tudo mais para o amor!

Meu nome é Luana, tenho 29 anos. Nasci prematura, aos seis meses (sim, estava com pressa!), e tive anóxia após o vir ao mundo, e isso gerou uma sequela em membros inferiores decorrente de paralisia cerebral.

Na adolescência ia às festinhas de colégio, sempre fui falante e desinibida, mas os meninos nunca chegavam em mim e até comecei a pensar que nunca teria um namorado! 😯

Chegou a época da faculdade, já tinha ampliado meu círculo de amigos, queria conhecer mais gente, ganhar o mundo, ser mais independente. E em um domingo chuvoso sem nada pra fazer, pensei: Vou fazer um Tinder! (aquele aplicativo que todo mundo estava falando) pensei em um perfil engraçadinho que me descrevesse bem

Coloquei nas fotos do perfil, imagens minhas na cadeira e na descrição deixei bem claro que eu era CADEIRANTE! (Pensei, o moço que se relacionar comigo não pode ter nenhum tipo de problema com isso).

Pra quem não conhece o Tinder é um aplicativo em que você curte pessoas baseado nas fotos e perfil delas e se o interesse de vocês for mutuo, podem iniciar uma conversa. 

Já tinha encontrado algumas pessoas com interesses em comum e ao contrário do que muita gente pensa com relação a encontros com pessoas que a gente conhece pela internet, não conheci nenhum maluco. Todos que eu conheci foram pessoas bacanas e alguns são meus amigos até hoje!

Mas ninguém até aquele momento tinha dado aquele famoso “tchan” friozinho na barriga, aquela vontade de encontrar de novo e de novo e cada dia mais!

Até que um belo dia encontrei o Ricardo, ele era especial, o texto do perfil era inteligente, ele estava todo bonitão nas fotos (até achei bastante areia pro meu caminhãozinho, mas pensei: vou curtir! Quem não arrisca não petisca! Kkkk).

            
         O casal, que já está junto há um ano e dois meses

Passamos umas três semanas conversando antes de nos encontrar e a conversa fluía como nunca tinha sido com ninguém anteriormente (eu já sentia em meu coração é ele).

Desde o início, expus as particularidades do mundo Matrix [universo paralelo em que vivem as pessoas com deficiência] pra ele, falei que por causa da minha lesão não conseguia pegar copos de plástico, o que eu conseguia e não conseguia fazer e nada disso o assustava.

Então resolvemos marcar um encontro: fomos tomar um café em um shopping na Paulista, a partir daí não nos desgrudamos mais e uma semana depois ele me pediu em namoro.

                 

Hoje estamos há 1 ano e dois meses juntos, cada dia mais apaixonados e mais dentro do mundo do outro! Ele transformou o meu mundo e eu o mundo dele!

A família dele foi super legal comigo desde o início e me aceitou nunca me tratou com nenhuma diferença por eu ter uma deficiência!

Por isso que eu dou a dica pra vocês, se joguem na vida sem medo, aquela pessoa bacana que vai vir pra somar na vida de vocês pode estar mais perto do que vocês imaginam!

Americana ajuda homem cego a pegar táxi e imagens viralizam

Fazer o bem sem olhar a quem

hora7.r7

Um fã do clube de baseball Chicago Cubs, Ryan Hamilton, capturou essas imagens de uma jovem moça ajudando um fã cego do esporte a pegar um táxi depois de uma partida

                           Foto: Reprodução/Facebook
                                  Um fã do clube de baseball Chicago Cubs, Ryan Hamilton, capturou essas imagens de uma jovem moça ajudando um fã cego do esporte a pegar um táxi depois de uma partida

"Eu perguntei se ele precisava de um táxi, e ele respondeu que sim", diz Casey Spelman, que não pegou o nome do deficiente visual

                        Foto: Reprodução/Facebook
                              'Eu perguntei se ele precisava de um táxi, e ele respondeu que sim', diz Casey Spelman, que não pegou o nome do deficiente visual

"Ele me abraçou e nos despedimos depois"

                         Foto: Reprodução/Facebook
                               'Ele me abraçou e nos despedimos depois'

Spelman só foi encontrada graças ao post de Ryan Hamilton no Facebook, que foi o cara que tirou as fotos

                                 Foto: Reprodução/Facebook
                                         Spelman só foi encontrada graças ao post de Ryan Hamilton no Facebook, que foi o cara que tirou as fotos

O post teve milhares de likes e compartilhamentos, e chamou a atenção da mídia local

                                 Foto: Reprodução/Facebook
                                          O post teve milhares de likes e compartilhamentos, e chamou a atenção da mídia local

Fãs dos Cubs ficaram felizes com a atitude dela, mas também reclamaram da necessidade de um estranho ter que ajudar um deficiente visual a pegar um táxi. Para eles, devia ter uma equipe no estádio para ajudar pessoas como ele

                          Foto: Reprodução/Facebook
                                 Fãs dos Cubs ficaram felizes com a atitude dela, mas também reclamaram da necessidade de um estranho ter que ajudar um deficiente visual a pegar um táxi. Para eles, devia ter uma equipe no estádio para ajudar pessoas como ele


Fonte: hora7.r7.com

Doença misteriosa faz menina nascer sem os lábios: "Várias pessoas já pediram para colocarmos máscara nela"

Aparência da garota a distanciou da própria família e dos amigos

Do R7

     Foto: Reprodução
       Uma menina russa de apenas três anos chamada Darina Shpengler está sendo rejeitada pela família e pelos amigos por causa de uma doença desconhecida que a fez nascer sem os lábios.Moradora da Sibéria, a pequena Darina também não tem o queixo por causa do problema e, segundo a mãe, ela precisou até se mudar para que parentes não a tratassem mal.— Darina não tem os lábios. A boca dela fica o tempo todo aberta e cheia de sangue. Só minha irmã me dava suporte, todos os outros parentes cortaram qualquer comunicação com a gente

Uma menina russa de apenas três anos chamada Darina Shpengler está sendo rejeitada pela família e pelos amigos por causa de uma doença desconhecida que a fez nascer sem os lábios.

Moradora da Sibéria, a pequena Darina também não tem o queixo por causa do problema e, segundo a mãe, ela precisou até se mudar para que parentes não a tratassem mal.

Darina não tem os lábios. A boca dela fica o tempo todo aberta e cheia de sangue. Só minha irmã me dava suporte, todos os outros parentes cortaram qualquer comunicação com a gente.

                         Foto: Reprodução
                               Apesar da aparência da filha, os pais de Darina se recusam a evitar a exposição da menina e procuram por cirurgiões que possam reconstruir o rosto dela.— Meu marido também não se sente envergonhado de forma alguma. Ele leva a Darina para todo lugar. Várias pessoas já pediram para colocarmos uma máscara nela, mas ele responde: 'Se você não quer ver, não olha para ela. Nós a aceitamos do jeito que ela é'
Apesar da aparência da filha, os pais de Darina se recusam a evitar a exposição da menina e procuram por cirurgiões que possam reconstruir o rosto dela.

Meu marido também não se sente envergonhado de forma alguma. Ele leva a Darina para todo lugar. Várias pessoas já pediram para colocarmos uma máscara nela, mas ele responde: "Se você não quer ver, não olha para ela. Nós a aceitamos do jeito que ela é".

Foto: Reprodução
A doença de Darina ainda faz com que ela tenha muitas dificuldades de viver em sociedade, tendo até matrícula em uma creche recusada porque as outras crianças 'ficariam com medo'.— Nós precisamos fazer de tudo para ajudar Darina. Temos que criá-la e ajudá-la. Ela tem muita coisa para superar

A doença de Darina ainda faz com que ela tenha muitas dificuldades de viver em sociedade, tendo até matrícula em uma creche recusada porque as outras crianças "ficariam com medo".

Nós precisamos fazer de tudo para ajudar Darina. Temos que criá-la e ajudá-la. Ela tem muita coisa para superar.

                        Foto: Thinkstock
                              Darina nasceu com apenas sete meses de gestação e a mãe lembra que, após o parto, os médicos impediram que ela visse a filha.O primeiro encontro entre as duas só aconteceu horas, quando ela implorou para ver Darina e as enfermeiras perguntarem se ela estava 'preparada para ver'

Darina nasceu com apenas sete meses de gestação e a mãe lembra que, após o parto, os médicos impediram que ela visse a filha.

O primeiro encontro entre as duas só aconteceu horas, quando ela implorou para ver Darina e as enfermeiras perguntarem se ela estava "preparada para ver"


Médica que se recusou a atender bebê pode responder por homicídio culposo

O bebê Breno Rodrigues Duarte da Silva teve socorro negado por médica e faleceu em seguida
O bebê Breno Rodrigues Duarte da Silva teve socorro negado por médica e faleceu em seguida

A equipe da ambulância da empresa Cuidar, que transportava a médica Haydee Marques da Silva, de 59 anos, acusada de negar atendimento a uma criança de 1 ano e seis meses, discutiu com a profissional de saúde para que ela socorresse a criança, contou o motorista do veículo Robson de Almeida Oliveira, de 50 anos. Ele prestou depoimento à polícia nesta sexta-feira (9).

A médica pode responder por homicídio culposo, em que não há intenção de matar. O bebê Breno Rodrigues Duarte da Silva morreu uma hora e meia depois de a ambulância ir embora.

“Quando chegamos à portaria do prédio e ela soube da idade do paciente, disse que se recusaria a atender. Eu achei um absurdo e tentei convencer a socorrer a criança. Mas ela começou a surtar dentro da ambulância, a gritar, botou o dedo na minha cara e rasgou o bilhete de atendimento. Achei um absurdo uma pessoa estudada fazer isso. A responsabilidade é só dela, e não do resto da equipe. Ela omitiu socorro”, disse Oliveira.

De acordo com o motorista, a médica estava no início do plantão, e não no fim do expediente, como foi divulgado inicialmente. Ele esteve na manhã desta sexta-feira na 16ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento.

A médica Haydee Marques da Silva ainda não foi encontrada pela polícia. De acordo com a delegada Isabelle Conti, a médica havia sido acusado de agredir paciente, em 2011, que havia pedido para ser submetida à tomografia.

“A paciente se exaltou e a médica, indignada, chegou a arranhar a vítima. Isso foi em uma unidade de saúde no bairro de Todos os Santos, na zona norte do Rio. O caso foi para o Ministério Público e foi oferecido a ela uma transação penal, ou seja, uma pena alternativa. No entanto, ela não cumpriu as medidas impostas pela transação penal. O processo prescreveu pelo tempo decorrido”, contou a delegada.

Ainda hoje, prestarão depoimento o porteiro do edifício e uma técnica de enfermagem.

Para saber mais sobre o assunto Click AQUI

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Fontes: Polêmica Paraíba - zero83.com.br

Rede de Reabilitação Lucy Montoro Mogi Mirim completa cinco anos de serviços

O Serviço de Reabilitação Lucy Montoro Mogi Mirim celebrou na manhã desta sexta, 9/06, cinco anos de funcionamento. A celebração contou com a participação de autoridades e representantes das diretorias do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, gestora da unidade. Também prestigiou a cerimônia a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, responsável pela gestão de toda a Rede Lucy Montoro, presente em 15 cidades do estado de São Paulo.

Equipe de Gestores da Rede Lucy Mogi Mirim e a Secretária Dra. Linamara, ao centro, de saia preta.

O Serviço de Reabilitação Lucy Montoro Mogi Mirim é um centro multidisciplinar que oferece assistência ambulatorial e serviços como o fornecimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. Também realiza consultas médicas que definem a proposta terapêutica para o programa de reabilitação multidisciplinar, de acordo com a necessidade de cada paciente, além de desenvolver terapias complementares como oficinas, esporte adaptado, condicionamento físico e terapia robótica de membro superior.

Dra. Linamara prestigia aniversário de cinco anos da unidade da Rede Lucy Mogi Mirim

Atualmente, a unidade conta com aproximadamente 50 colaboradores e uma infraestrutura de cinco salas multiprofissionais, consultórios médicos, atendimentos de Psicologia e Fonoaudiologia, Enfermagem e Serviço Social. Conta também com quadra para esporte adaptado. Mensalmente, são realizados aproximadamente 3.000 atendimentos, entre consultas médicas, avaliações, terapias e procedimentos. As 15 unidades da Rede de Reabilitação Lucy Montoro prestam cerca de 100 mil atendimentos por mês.

Plateia cheia prestigia quinto aniversário da Rede Lucy Mogi Mirim.

PARCERIAS
O Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês é vinculado ao Hospital Sírio-Libanês e, além do Serviço de Reabilitação Lucy Montoro Mogi Mirim, também faz a gestão do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, da Prefeitura de São Paulo, do Hospital Geral do Grajaú, Hospital Regional de Jundiaí e do AME Maria Cristina Cury, todas do Governo do Estado de São Paulo. Em 2016, essas unidades foram responsáveis pela realização de quase 1,5 milhão de exames e 7,8 mil internações.

Urece-RJ e Aduc-MG estão perto da classificação no Sudeste 1 de Goalball

Urece-RJ e Aduc-MG estão perto da classificação no Sudeste 1 de Goalball
Foto: AADV-PC começou com vitória o Regional Sudeste 1 de Goalball 2017

A corrida pelo título do Regional Sudeste 1 de Goalball começou nesta quinta-feira (8), no Ginásio Tartarugão, em Vila Velha/ES, com a atual campeã da categoria masculina perto da vaga para a semifinal. Além do troféu, as equipes disputam duas vagas em cada categoria na Copa Loterias Caixa 2017.

Nas duas partidas que teve no primeiro dia de competição, a Urece-RJ venceu o ICBC-MG (11 a 1) e a Unicep-ES (15 a 5), e assumiu a liderança, ao lado da Aduc-MG, que também soma 6 pontos e venceu os mesmos adversários pelos mesmos placares. Cariocas e mineiros decidem quem vai ser o primeiro lugar do Grupo A nesta sexta-feira, às 17h10, e consequentemente garantir vaga na próxima fase.

No Grupo B, a Adevibel-MG estreou com vitória de 10 a 0 sobre a Apae-MG, enquanto o Ilbes-ES superou a Adevitrim-MG em partida de muitos gols pelo resultado de 16 a 12. Na chave C, outra equipe mineira está na liderança. Os meninos da AADV-PC passaram pelo time da Fada-MG pelo placar de 13 a 3. Com a mesma quantidade de pontos, mas em desvantagem no saldo de gols a Ceibc-RJ, vitoriosa no duelo contra Fases-MG por 18 a 14.

A versão feminina da Urece-RJ também começou com o pé direito com dois triunfos que deixaram a equipe na liderança do Grupo B. As cariocas venceram a Fases-MG na abertura da competição por 16 a 13 e depois superaram a Fada-MG por 15 a 5. Logo em seguida vem a Adevibel-MG que venceu a ACJF-MG por 14 a 4.

No Grupo A, o atual campeão IBC-RJ iniciou a caminhada rumo ao bi vencendo por 10 a 0 a Adevitrim-MG. As cariocas dividem a liderança com a Aduc-MG que venceu o Ilbes-ES por 9 a 6.


Serviço
Regional Sudeste 1 de Goalball
Data: 08 a 11 de junho de 2017
Horário: 08:00 às 18:50 (08/06); 08:00 às 20:30 (09/06); 08:30 às 11:00 e 15:00 às 17:30 (10/06); e 08:00 às 10:30 (11/06).
Local: Ginásio Poliesportivo Presidente João Goulart - Tartarugão
Endereço: Avenida Perimetral, s/n - Coqueiral de Itaparica - Vila Velha/ES
Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Mesa-tenistas brasileiros avançam no Aberto da Espanha e lutam por medalha

Por CPB

Alexandre Urch/CPB/MPIX
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O primeiro dia de competição individual do torneio adulto do Aberto Paralímpico da Espanha foi de resultados positivos para o Brasil. Todos os quatro representantes da delegação verde e amarela passaram da fase de grupos e continuam na briga por medalha.

Catia Oliveira enfrentará a francesa Claire Launay na semifinal da Classe 2-3 feminina. Na Classe 4-5, a brasileira Joyce Oliveira pegará a tailandesa Supalak Butgunha também pela semifinal. Nas disputas masculinas, Ecildo Oliveira, Classe 4, vai encarar o russo Aleksandre Sokolov nas quartas de final. Na Classe 10, Lucas Carvalho terá o tailandês Bunpot Sillapakong nas quartas.

Todas as partidas eliminatórias serão disputadas neste sábado, 10. Catia jogará às 5h (horário de Brasília), enquanto Joyce vai à mesa às 4h30. As partidas de Ecildo e Lucas serão às 12h.

Na primeira fase, Catia ficou na liderança do Grupo B com duas vitórias em dois confrontos. Na estreia, bateu Diane Bellini, dos Estados Unidos, por 3 sets a 0 (11/3; 11/0 e 11/3). Momentos depois, venceu a tailandesa Pattaravadee Wararitdamrongkul por 3 sets a 1 (10/12; 11/3; 11/9 e 11/8).

Assim como Catia, Joyce também passou em primeiro no grupo. A brasileira venceu Lin Yen Ying, do Taipei, por 3 sets a 0 (11/6; 11/2 e 11/1), e a tailandesa Panwas Sringam, também por 3 a 0 (11/3; 11/4 e 11/3).

Na Classe 4 masculina, Ecildo Oliveira ficou com a segunda colocação do Grupo C. O brasileiro superou o espanhol Jorge Jose Benavente, por 3 sets a 0 (11/6; 11/5 e 11/5), e o irlandês Greg Keogh pelo mesmo placar (11/4; 11/5 e 11/8). Contudoo, foi derrotado por Ko Kun-nan, do Taipei, por 3 sets a 1 (7/11; 11/5/ 12/10 e 11/8).

Lucas, na Classe 10, também passou em segundo. No Grupo B, o atleta do Brasil venceu Elliott Josh Medland, da Grã-Bretanha, por 3 sets a 0 (11/4; 11/7 e 11/5), mas perdeu para o espanhol Jorge Cardona pelo mesmo placar (11/5; 11/7 e 11/5).

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Fonte: cpb.org.br

Capixaba é destaque na abertura da I Copa Brasil de Tiro Esportivo, em Brasília

Por CPB

Alexandre Magno/CPB/MPIX
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Uma atleta do Espírito Santo teve a principal performance da abertura da I Copa Brasil de Tiro Esportivo, nesta sexta-feira, 9. Eloisa Miranda foi ouro na pistola de ar - 10m - feminina. Disputada na Federação Brasiliense de Tiro Esportivo (FBTE), no Setor de Clubes Sul, em Brasília, a competição é a primeira do calendário nacional que ajudará a compor o ranking anual de tiro esportivo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Eloisa Miranda conquistou o lugar mais alto do pódio com a marca de 348 pontos. Beatriz Dias da Cunha ficou com o segundo lugar, com 343 pontos, e a terceira colocada, com 322 pontos, foi Andreia Úrsula Oliveira Lima.

No tiro esportivo há apenas dois anos e meio, Eloisa já foi convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Ela sonha alto - mais especificamente com os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. "No início do ano eu tive o meu primeiro treinamento junto à Seleção, e isso me ajudou muito. São disponibilizados fisioterapeutas e psicólogos, tudo para um trabalho pensando em Tóquio 2020. Estamos vendo um resultado muito legal e a cada competição eu cresço mais um pouquinho e conquisto uma pontuação mais alta", comemorou.

A atleta ainda disputará na Copa Brasil a P4 (pistola 50m – mista – SH1) no domingo. Ela está classificada e participará da sua primeira competição internacional pela Seleção Brasileira, em setembro: a II Copa Sul-Americana, no Rio de Janeiro.

Na disputa da P1 - pistola de ar – 10m – masculino – SH1, quem levou o primeiro lugar no pódio foi Ricardo Augusto Gomes da Costa, com 225,2 pontos. Ele foi seguido de Geraldo Von Rosenthal, com 221,2 pontos, e de Ailton Balbino, com 202,9. A marca de Ricardo lhe valeu o novo recorde brasileiro, superando a marca de 195,2, dele próprio, feita no Rio de Janeiro, em outubro de 2013.

A I Copa Brasil de Tiro Esportivo segue neste sábado, a partir de 8h. A competição conta com a presença de 59 atiradores de 18 clubes, vindos de oito estados do país.

SERVIÇO
I Copa Brasil de Tiro Esportivo
Local: Federação Brasiliense de Tiro Esportivo (FBTE) – SCHS Trecho 4, próximo à antiga Academia de Tênis.
Data: 9 a 11 de junho
Horários: 9h às 12h e de 14h às 17h

Fonte: cpb.org.br

Esta mulher não deixa sua deficiência impedir que ela viaje

 
Alysia Kezerian, que usa uma cadeira de rodas para se mover, viajou para uma grande quantidade de países diferentes.

Alysia Kezerian é uma formadora de faculdade recente, residente de Danville, Califórnia e um viajante mundial, que diz que visitou quase uma dúzia de países na Europa.
Ela também está em uma cadeira de rodas. Kezerian caminhava no Smith Rock State Park, Oregon, quando perdeu o controle e caiu. "Ela continuou a cair mais 20-30 pés abaixo do terreno íngreme", de acordo com Craig Hospital, em Englewood, Colorado , onde Kezerian mais tarde receberia fisioterapia.
O acidente fez com que Kezerian questionasse se ela poderia perseguir seu amor de viajar no futuro. "Sempre amei as viagens e passei muitas aventuras com minha família nos EUA e na Europa", disse Kezerian ao ABC em um e-mail. "Eu estava aterrorizado por nunca poder viajar novamente por causa da minha deficiência".
Mas quando Kezerian passou pela reabilitação no Craig Hospital, ela soube que viajar não seria impossível. "Quanto mais eu aprendi com o meu PT e OT, assim como com outras pessoas em cadeiras de rodas que eu procurei, percebi que a viagem ainda era uma coisa muito possível para mim", disse Kezerian. "Então, quando voltei à escola no inverno de 2016, decidi aposentar para estudar marketing internacional em Viena para o semestre de verão de 2016, e foi isso que começou tudo".
Kezerian visitou vários países da Europa, incluindo França, Suíça, Itália e Países Baixos. Por causa de sua cadeira de rodas, ela tinha que considerar coisas como se houvesse banheiros acessíveis para deficientes ou se houvesse elevadores ou apenas escadas onde ela estivesse viajando. Mas Kezerian olhou para a situação com otimismo.
"Sempre haverá obstáculos, mas o que mais importa é como você lida com eles no momento", disse ela. "Eu deixo a falta de escadas me incomodar e arruinar meu dia? Ou eu coloco um sorriso, viro e encontre uma nova loja / museu / etc para explorar? (Eu sempre escolhi o 2º) ".
O graduado também agradece a equipe de apoio em sua alma mater, a Universidade do Oregon, bem como Karin Obermeyer, diretora do site do programa para fazer sua viagem possível.
"Essa aventura de estudo no exterior instilou em mim essa confiança que eu não tinha antes", disse Kezerian. "A confiança que eu, de fato, posso fazer isso e fazer com que algo como viagem aconteça, mesmo que eu se quiser".
Fontes: abc7NY -  hurismoadaptado.wordpress.com

Estudo de universidade inglesa diz que maconha melhora os resultados de quimioterapia


Mais uma pesquisa confirma aquilo que diversos dos importantes cientistas vêm apontando no que diz respeito ao tratamento de algumas das mais sérias doenças humanas: que o caminho para a cura pode passar pela maconha – e, nesse caso, para vencer a árdua batalha contra o câncer. A pesquisa realizada pela Universidade de St. George,, em Londres, confirma que os canabinóides, princípios ativos da cannabis, são bastante eficientes em matar as células cancerígenas quando alinhados ao tratamento com quimioterapia.

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Além disso, outros usos podem trazer benefícios analgésicos e naturais – tratando a dor sem qualquer efeito colateral – e ainda estimular o apetite nos pacientes, elementos fundamentais para um tratamento bem sucedido. Com o uso da cannabis e seus derivados, a quimioterapia pode ser de menor duração e intensidade, e com isso, diminuem também os diversos e intensos efeitos colaterais desses tratamentos.

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O tratamento utilizado na pesquisa não é através do fumo, mas sim de extratos concentrados e puros que, segundo um dos pesquisadores responsáveis, podem sim mudar tudo que sabemos a respeito do tratamento de câncer. “Canabinóides são um prospecto muito excitante na oncologia, e estudos como o nosso servem para estabelecer as melhores maneiras que podem ser usados para maximizar o efeito terapêutico”, disse o Dr. Wai Liu, da universidade.

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Novas pesquisas estão sendo desenvolvidas, mas não é exagero afirmar, diante da colossal quantidade de trabalhos científicos que revelam a planta como o caminho para verdadeiras revoluções medicinais, que o futuro de nossas saúdes passa pela maconha.

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Fonte: hypeness.com.br - © fotos: Getty Images/divulgação

Como é a sua viagem de sonho? A do Edgar é de marcha-atrás, em cadeira de rodas

Edgar Silva, com paralisia cerebral, começa em cadeira de rodas, a sua peregrinação de Fátima até Santiago de Compostela.

Egdar Silva, 55 anos, natural do Seixal, da Lourinhã. Nasceu com paralisia cerebral. A doença impede-o de caminhar, além de lhe afectar a capacidade de expressão, mas não o impede de sonhar.

“Quando põe as coisas na cabeça, luta por elas, contrariamente a nós, que desistimos facilmente”, conta à Renascença Miguel Paulo, o amigo que parte com Edgar para mais uma aventura.

“É uma maneira de se manter vivo, de querer, de fazer. Não está acomodado à sua situação e vai arranjando estes objectivos”, acrescenta.

Edgar Silva anda sempre de costas para o percurso, empurrando a cadeira com os pés para trás. “Ele só consegue empurrar, com os pés. Não consegue puxar. Ele não utiliza as mãos nos aros. Ele vai com as mãos nuns manípulos que foram adaptados à cadeira e, quando é para travar, vira-se para a frente e trava com os pés. É um rapaz que gasta um par de sapatos por semana, porque ele treina muito”, conta Miguel.

“Na vida de Edgar, tudo é difícil”, sublinha Miguel, “até o comer”. E prossegue o relato: “No início das caminhadas, não comia. Perguntávamos o porquê, mas ele nada respondia, até que percebemos que era difícil para ele”, conta Miguel, com a voz embargada, acrescentando que “Edgar precisa que lhe partam a comida”.

“Ele passa o dia sempre sentado, mas não se queixa. Pode estar em ferida, que não há ali um queixume”, diz o amigo Miguel.

A dupla – Edgar e Miguel – parte esta quinta-feira, do Santuário de Fátima e vai fazer cerca de 100 quilómetros, até segunda-feira. O objectivo é ir fazendo o caminho por etapas e a primeira terá a duração de quatro dias, terminando em Coimbra.

O trajecto de Fátima a Santiago de Compostela está inserido num sonho ainda maior deste peregrino que pretende, depois, fazer Santiago de Compostela a Lourdes (França), prosseguindo até ao Vaticano.

“A vida só sobrevive graças à generosidade de outra vida”

Miguel Paulo, 52 anos, trabalha por conta própria em sistemas de segurança e vai tirar dias da sua actividade para acompanhar o peregrino. Quando lhe perguntamos a razão, responde, a custo, por causa da emoção, com palavras do Papa Francisco, em Fátima: “A vida só sobrevive graças à generosidade de outra vida”. E acrescente: “É isso que eu sinto”.

“Não podemos ser egoístas. Temos de fazer alguma coisa pelos outros”, reforça.

Miguel acompanha a pé o peregrino Edgar. A pé, a acompanhar e a puxar pela cadeira. “Puxo pela cadeira nos sítios difíceis, porque ele, como anda para trás, qualquer pedra lhe prende a roda e, depois, a cadeira vira, prende”.

O percurso “será feito por trilhos ou caminhos de terra com areias, pedras, riachos…”, conta Miguel à Renascença, lembrando que é preciso “ultrapassar todos os obstáculos que possam aparecer”.

Na mochila, transporta “tudo o que é preciso”. E tudo é muito. “São cerca de 13 quilos às costas, porque não temos carro de apoio”.

“Transporto sempre o nosso almoço, dois pares de sapatos, as gabardines para a chuva, as marmeladas, os protectores solares…”

Para o caminho de Santiago de Compostela, Miguel Paulo afirma que o percurso será “tanto mais rápido, quanto condições houver para o fazer”.

Os peregrinos partem para esta especial ‘viagem de sonho’, “sem fundo de maneio”, contando apenas com “algumas dádivas”, na certeza de que “Deus providenciará”.

Fontes: Enascença - urismoadaptado.wordpress.com

Esta cantora surda é a prova de que você nunca deve desistir dos seus sonhos - Veja o vídeo


Se em um primeiro instante Mandy Harvey parece simplesmente mais uma concorrente tentando provar seu talento no programa de jurados America’s Got Talent, rapidamente é possível perceber que há algo de incomum em tal cena: sorridente com seu ukulele nas mãos, Mandy é questionada pelo jurado Simon Cowell quem seria aquela pessoa que, de fora do palco, parecia pronta a lhe acompanhar em seu número. Mandy responde que aquela é sua intérprete – descobre-se então que a cantora a tomar o palco é surda.

America's Got Talent - Season 12

Mandy perdeu sua audição aos 18 anos, por conta de uma doença, mas ao invés de desistir da música – e, logo, de toda sua vida até ali, visto que ela cantava desde os 4 anos de idade – ela decidiu apostar em sua memória muscular e sua afinação. Utilizando a vibração do som (e é por isso que ela se apresenta descalça, para sentir o tempo e as batidas da canção) e referências visuais de afinação, ela simplesmente seguiu cantando, apesar de simplesmente não mais escutar. E o resultado é impressionante.



Ainda que o sentido de superação de sua apresentação dê à cena o componente emocional que torna as lágrimas inevitáveis, para além disso a apresentação de Mandy é de fato incrível, tanto na qualidade da canção – de sua autoria – quanto, pasmem, em sua bela afinação e voz. Mandy cantou a canção “Try” (Tente), que escreveu depois de tomar a decisão de não desistir por conta de sua condição.

Mandy2

Se a música é uma forma de arte naturalmente capaz de levar o maior dos cínicos aos prantos mais sinceros, nesse caso emocionar-se não é opcional para se ter certeza de que há um coração batendo no peito de quem vê a comovente e linda apresentação.

Fonte:  hypeness.com.br

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sucção de ralo de piscina suga intestinos de adolescente

por Odele Souza

Crédito da Imagem: Jorge Amaral/Global Imagens

"Um adolescente de 14 anos encontra-se em estado grave depois de um acidente que resultou de uma brincadeira durante uma aula de natação em Carpesa, na zona de Valência, Espanha.

A situação provocou graves danos físicos ao jovem. Sofreu rasgos nos intestinos e uma parte foi mesmo arrancada. Foi operado de urgência no Hospital La Fe, em Valência."

O texto abaixo é de minha autoria.(Odele Souza)

                                       EVISCERAÇAO OU PROLAPSO RETAL

Muitas vezes crianças e adolescentes por brincadeira, sentam-se sobre o ralo da piscina, correndo um imenso risco de sofrerem evisceração dos intestinos, um acidente que tem consequências gravíssimas, podendo levar a pessoa à morte.

Uma piscina segura tem que ter uma tampa ante aprisionamento afixada ao ralo por parafusos, só podendo ser removida com ferramentas adequadas.

Tenho esperança de que em um tempo não muito distante as piscinas possam ser consideradas locais onde a segurança dos usuários seja considerada prioridade absoluta.

O acidente aqui mencionado ocorreu na Espanha, mas poderia ter sido no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. Somos todos irmãos e a segurança nas piscinas é uma causa de todos nós.

Noticia completa deste acidente que causou a evisceração do adolescente pode ser lida  AQUI



'Revoltado', diz cadeirante após pessoas sem deficiência usarem espaço reservado no São João

Pessoas sem deficiência ocupavam áreas exclusivas no Parque do Povo, no São João de Campina Grande, nesta noite de quarta-feira (7).

Por Artur Lira, G1 PB, Campina Grande

Paulo precisou esperar pessoa sem deficiência sair do banheiro para usá-lo e já havia outras pessoas na fila (Foto: Artur Lira/G1)
Paulo precisou esperar pessoa sem deficiência sair do banheiro para usá-lo e já havia outras pessoas na fila (Foto: Artur Lira/G1)

O camarote da acessibilidade e o banheiro exclusivo, que deveriam ser usados apenas por pessoas com deficiência, no Parque do Povo, durante o São João 2017 de Campina Grande, são usados por pessoas sem nenhuma limitação física - e que "não perceberam" a sinalização de locais exclusivos. O G1 flagrou o problema durante a noite desta quarta-feira (7), durante show do cantor Mano Walter, ao acompanhar um cadeirante na festa.

Paulo Robson da Silva Neves, 25 anos, precisou pedir licença às pessoas que estavam no local de maneira indevida para poder ter acesso ao espaço. Ele ainda foi constrangido por ter “demorado” ao usar o banheiro acessível, que deveria ser de uso exclusivo dele e de outros deficientes.

Empresa disse que, se problema não for resolvido, vai desmontar camarote exclusivo para pessoas com deficiência no Parque do Povo (Foto: Artur Lira/G1)
Empresa disse que, se problema não for resolvido, vai desmontar camarote exclusivo para pessoas com deficiência no Parque do Povo (Foto: Artur Lira/G1)

As assessorias de imprensa das empresas Aliança, responsável pela organização do evento, e Medow Promo, que fez a montagem da estrutura da festa, informaram que o camarote foi uma solicitação do presidente da Comissão de Acessibilidade da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Lívio José da Silva, em reunião no Ministério Público da Paraíba (MPPB), e que esta comissão ficou encarregada de controlar o acesso aos locais.

A empresa Medow Promo informou ainda que já havia tomado conhecimento do problema, inclusive com registro de fotos, e que comunicou o MPPB e a comissão para sanar a irregularidade. A Medow informou que vai desmontar o camarote caso o problema não seja resolvido pela comissão. O G1 tentou entrar em contato com o Lívio José da Silva, mas as ligações não foram atendidas.

Camarote 'invadido'



Paulo precisou pedir licença às pessoas sem deficiência para ter espaço para ver show no camarote da acessibilidade (Foto: Artur Lira/G1)
Paulo precisou pedir licença às pessoas sem deficiência para ter espaço para ver show no camarote da acessibilidade (Foto: Artur Lira/G1)

Paulo Robson da Silva Neves é da cidade de São Domingos do Cariri, na Paraíba, e estava visitando O Maior São João do Mundo nesta quinta-feira. Ele precisa usar cadeira de rodas desde 11 de maio de 2011, depois que ficou tetraplégico em um acidente de moto. Ele conta que ficou sabendo do camarote acessibilidade apenas quando chegou ao Parque do Povo, através de um amigo. Ao ver outras pessoas sem deficiência usando o local, Paulo ficou revoltado.

“Eu fico revoltado. Eu vejo que ninguém tem deficiência aqui e está se aproveitando (do espaço). Até o banheiro está interditado (pelas pessoas sem deficiência)”, disse ele.

Paulo contou com ajuda do amigo Alan, que também ficou revoltado, para chegar ao camarote (Foto: Artur Lira/G1)
Paulo contou com ajuda do amigo Alan, que também ficou revoltado, para chegar ao camarote (Foto: Artur Lira/G1)

Alan rodrigues, 20 anos, é amigo de Paulo Robson, e estava ajudando o deslocamento do cadeirante pelo Parque do Povo. Ele também ficou revoltado diante da situação. “Eu me sinto mal por vir ajudar e ver que as pessoas estão no lugar dele”, disse Alan. Mesmo após a chegada de Paulo, as pessoas sem deficiência continuaram no camarote dançando e consumindo bebidas.

Constrangimento no banheiro

Quando Paulo Robson foi ao banheiro acessível, havia cerca de 20 pessoas sem deficiência na fila. Depois que a pessoa que usava o banheiro – e que não era deficiente - saiu, ele entrou para usá-lo e ficou no local por cerca de 10 minutos, tendo em vista a dificuldade em sair da cadeira de rodas, fazer as necessidades fisiológicas e voltar para a cadeira. Enquanto ele estava no banheiro, pessoas sem deficiência batiam na porta, pedindo para que ele fosse mais rápido. Uma jovem chegou a abrir a porta do banheiro por três vezes, enquanto ele usava o banheiro.

Ao sair do banheiro, ele também comentou ao G1 que o local estava muito sujo, pois, além das pessoas usando o banheiro exclusivo para deficientes, de maneira indevida, também não estavam tendo cuidado com a higiene.

“Está podre lá dentro”, disse o cadeirante Paulo Robson.

Ao lado do banheiro para deficientes, algumas pessoas ainda usaram um pedaço de madeira como barricada para fazer necessidades fisiológicas fora do banheiro.

'Não sabia'

Bianca disse que não percebeu sinalização e não sabia que camarote era para deficientes (Foto: Artur Lira/G1)
Bianca disse que não percebeu sinalização e não sabia que camarote era para deficientes (Foto: Artur Lira/G1)

Bianca Karina Rocha, que se identificou como blogueira, foi uma das pessoas sem deficiência que entrou no camarote e no banheiro de acessibilidade. Ela disse que não sabia que eram locais exclusivos para deficientes, apesar das placas, e que deveria haver alguém controlando o local.

“Não sabia, não. Faltou sinalização, porque a gente estava no camarote vizinho e pensou que podia acessar esse. Para falar a verdade, eu nem prestei atenção. Poderia ter alguém para controlar, mas poderia ser aberto também, já que não tem cadeirante entrando e saindo. Eu acho que foi um erro da organização, porque não tem banheiros (comuns) desse lado, nem mostrando que (este banheiro) é para cadeirante. Está todo mundo entrando como se fosse uma coisa aberta”, disse a blogueira.

“Eu vou ter mais cuidado, porque eu não sabia e não prestei atenção. Até eu acessei o banheiro, pois eu são sabia que era para cadeirante, exclusivo”, disse Bianca Barros.

Banheiros distantes

Segundo o bombeiro civil que trabalhava ao lado do camarote da acessibilidade, em uma saída de emergência, e que pediu para não ser identificado, a distância do local do camarote e do banheiro acessível para os banheiros comuns é de 400 metros. Passando em meio ao público, demoraria cerca de 10 minutos para fazer o trajeto, dependendo da quantidade de pessoas, podendo chegar a 15 minutos, fora o tempo de espera da fila.

“Muita gente está fazendo suas necessidades fisiológicas fora do banheiro”, destacou o bombeiro civil.

Sobre a reclamação de falta de banheiros, a empresa disse que já está analisando uma forma de instalar novas baterias de banheiros químicos, mas destacou o cuidado necessário para que novos banheiros não prejudiquem a mobilidade do público e as saídas de emergência.

Fonte: g1.globo.com

Médica negou atendimento porque paciente era criança, diz diretora da Cuidar - Veja o vídeo.

por Rodrigo Bertolucci


Breno morreu ontem no prédio da família, no Recreio dos Bandeirantes
Breno morreu ontem no prédio da família, no Recreio dos Bandeirantes Foto: Arquivo pessoal

A médica Haydee Marques da Silva, da Cuidar Emergências Médicas, que não prestou socorro a Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e 6 meses, na manhã desta quarta-feira, negou o atendimento quando soube que o paciente era uma criança. A informação é de uma diretora da empresa, que pediu para não ter seu nome divulgado.

Breno sofria de uma doença neurológica chamada síndrome de ohtahara, que provoca convulsões severas. Na quarta-feira de manhã, ele apresentou um quadro infeccioso, e a família chamou uma ambulância da Cuidar, por meio do plano de saúde Unimed-Rio. O veículo chegou com Haydee por volta de 9h no condomínio da criança, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Mas, conforme mostrou o EXTRA nesta quarta, a profissional foi embora sem subir ao apartamento de Breno, que morreu 1h30 depois.

Infelizmente a unidade saiu do local porque a médica alegou que não atenderia uma criança, já que ela é clínica geral e anestesista, e não pediatra - explicou a diretora da Cuidar, que demitiu a médica nesta quinta-feira.


                        Felipe e Rhuana lamentam a morte do filho
                   Felipe e Rhuana lamentam a morte do filho Foto: Arquivo pessoal

Em entrevistas, os pais de Breno, Felipe Duarte e Rhuana Rodrigues, disseram que funcionários do prédio ouviram a médica gritando que não iria atender o filho deles porque já tinha passado de seu horário de trabalho. Entretanto, de acordo com a diretora da empresa, ela tinha começado seu expediente duas horas antes, às 7h.

Um vídeo gravado por uma câmera interna mostra a médica, dentro da ambulância, rasgando um documento, antes de o veículo ir embora do prédio, às 9h13. Breno Rodrigues Duarte da Silva morreu esperando outro socorro. Segundo a família, funcionários do condomínio ouviram a médica gritar que tinha passado de seu horário de trabalho.


Click AQUI para ver o vídeo.

A Cuidar Emergências Médicas é prestadora de serviços da Unimed-Rio. A médica envolvida no caso estava na empresa há quatro anos. A diretora garantiu que, independentemente da especialização, ela tinha qualificação técnica para fazer o transporte do paciente.

Nosso serviço tem a mesma lógica do bombeiro. Falei com ela (médica) hoje por telefone e ela disse que não tinha visto nada na televisão e que estava indo ao dentista. Se limitou a me ouvir - disse a executiva, que pediu para não ter seu nome publicado porque já recebeu ameaças depois que o caso foi publicado.

                       Familiares e amigos de Felipe e Rhuana apoiaram casal
Familiares e amigos de Felipe e Rhuana apoiaram casal Foto: Carolina Heringer/EXTRA

Breno foi enterrado por volta das 16h desta quinta-feira. Os parentes, além de inconsoláveis, estão indignados com o que chamam de omissão de socorro por parte da médica.
- Agora vou viver com esse 'se' para o resto da minha vida: se ela tivesse levado será que o meu filho estaria vivo? Ele morreu 1h30 depois. Dava tempo de levá-lo ao hospital. É desumano. Abri mão da minha vida para cuidar do meu filho, que era especial, e agora não tenho mais o meu Breno. Ela negou socorro - lamentou a mãe do menino.

Em nota, a Unimed-Rio lamenta o falecimento do pequeno e explica que a ambulância pertence à Cuidar Emergências Médicas, que presta serviços para o plano de saúde. Veja a nota na íntegra:

"A Unimed-Rio lamenta profundamente o falecimento do pequeno Breno Rodrigues Duarte da Silva na manhã desta quarta-feira, 7/6 e vem prestando apoio irrestrito à família nesse momento tão difícil. A cooperativa tomará todas as providências para descredenciar imediatamente o prestador 'Cuidar', pela postura inadmissível no atendimento prestado à criança. Além disso, adotará todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em razão da recusa de atendimento por parte do prestador de serviço".

O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) abriu uma sindicância para apurar o caso. A 16ª DP (Barra da Tijuca) está investigando o ocorrido.

                         Homenagens são feitas ao pequeno Bruno
                   Homenagens são feitas ao pequeno Bruno Foto: Carolina Heringer

O velório e o sepultamento de Breno aconteceram nesta quinta-feira, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Norte do Rio. Muito emocionados, os pais do menino vestiam uma camisa com a foto do bebê com os dizeres "Para sempre nosso campeão Breno".