sábado, 17 de junho de 2017

Oftalmologista brasileiro desenvolve lente que evita transplante de córnea - Veja o vídeo.

Técnica cirúrgica revolucionária está sendo feita em vários países. Segredo é pequena peça de material acrílico que é implantada nos olhos do paciente.

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A paisagem é típica do interior de Minas Gerais. Céu azul, natureza, casa de sítio. Elizete mora com a família num sítio na zona rural de Lamin. Vive na rotina da roça. Trabalha na horta, colhe frutas no pomar e, seu maior prazer, cuida da filha única, Ana Clara, de 9 anos. Mas já viveu tempos muito difíceis. 

Com 22 anos começou a ter problemas para enxergar.

Os médicos descobriram que ela tinha uma doença chamada ceratocone, com alta miopia. A única tentativa de solucionar o problema seria entrar na fila para fazer um transplante de córneas.

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Com o tempo, o problema se agravou tanto que Elizete chegou a usar óculos com 20 graus em cada lente.

Em nove anos, Elizete nunca tinha visto o rosto da própria filha direito.

“Ela falava só assim comigo: ‘mãe, se um dia eu ficar cega, a senhora vai tomar conta de mim?’”, diz a mãe de Elizete, Maria Dornelas Cunha.

Sem perder nem a fé nem a esperança, Elizet fez uma verdadeira romaria por consultórios médicos de várias cidades. Chegou a fazer uma cirurgia a laser na capital, Belo Horizonte, sem sucesso.

Quem deu a solução para o problema da Elizete foi Claudio Trindade, um jovem oftalmologista, com a técnica cirúrgica revolucionária que ele criou e que está sendo feita, com sucesso, em vários países.

O segredo é uma pequena peça, feita de material acrílico, que é implantada nos olhos do paciente. Ela funciona como uma espécie de filtro e é muito mais simples do que o transplante de córneas, que Elizete precisaria fazer.

“Já foram realizadas 52 cirurgias com acompanhamento de mais de três anos e, além daqui, essa cirurgia já foi realizada em alguns países, nos Estados Unidos, na Alemanha, na Itália, na Argentina, nos Emirados Árabes e na Austrália, e realmente vem atraindo a atenção de oftalmologistas de todo o mundo”, diz Claudio Trindade.

Globo Repórter: O que que acontece com a visão das pessoas depois de operadas?

Claudio Trindade: Essencialmente essas pessoas não têm nitidez na visão e não conseguem muitas vezes identificar uma pessoa conhecida, nem mesmo ler placas, não conseguem se locomover com tanta facilidade, e depois consegue ver detalhes que há muito tempo não enxergava.

Foi exatamente o que aconteceu com Elizete. Foi como redescobrir o mundo. Elizete recuperou a visão, a autoestima, a alegria e passou a olhar a vida de uma outra maneira.

Fonte: g1.globo.com

Celebre o amor pelo seu filho ou filha com autismo: envie uma foto da família para o 'Encontro' - Veja o vídeo.

Comemora-se em 18 de junho o Dia do Orgulho Autista

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Celebre o amor pelo seu filho ou filha com autismo: envie uma foto da família!

Click AQUI para ver o vídeo.

Como no próximo domingo, 18/6, é o Dia do Orgulho Autista, na segunda-feira, 19/6, vamos falar sobre o tema no Encontro. Por isso, mães e pais com filhos autistas, mandem fotos da família para o programa!


Participe do 'Encontro' (Foto: Artur Meninea/Gshow)
Participe do 'Encontro' (Foto: Artur Meninea/Gshow)



Parque aquático para pessoas com deficiência será aberto nos EUA

‘É um parque de inclusão’, diz criador da atração em cidade do Texas

POR O GLOBO

O Inspiration Island tem cadeiras de rodas à prova d’água para os visitantes - Robin Jerstad/Divulgação

SAN ANTÔNIO, Texas — Se molhar com jatos d’água faz a diversão das crianças, mas aquelas com algum tipo de deficiência muitas vezes eram impedidas de brincar. Não mais. O Morgan’s Wonderland, em San Antonio, no Texas, inaugura neste sábado o primeiro parque aquático do mundo totalmente adaptado às necessidades das pessoas com deficiência.

O Inspiration Island não é um parque de necessidades especiais, é um parque de inclusão — disse Gordon Hartman, fundador da Fundação The Gordon Hartman Family, que desde 2005 investe em projetos que beneficiem a comunidade de pessoas com deficiência, incluindo o parque aquático. — Ele foi projetado com foco nas pessoas com necessidades especiais e construído para a diversão de todos.

Antes da abertura oficial, grupos foram convidados para testarem todos os equipamentos, de forma a garantir que todas as atrações possam ser aproveitadas por todos os visitantes.

Nosso objetivo é fornecer uma experiência ótima num ambiente inclusivo, seguro e confortável — completou Hartman.

O parque aquático ocupa uma área de 32 mil metros quadrados e recebeu US$ 17 milhões em investimentos. Entre as atrações estão um passeio de barco por um rio com tema tropical e cinco áreas com brinquedos, como gêiseres, canhões e cortinas d’água e pequenos escorregas.

Os visitantes têm entre as atrações gêiseres, canhões e cortinas d’água - Divulgação / Robin Jerstad

Na recepção, espaços amplos permitem que os visitantes troquem as suas cadeiras de roda pelas do parque. Existem três tipos de cadeiras de roda à prova d’água. Uma delas, movida a ar comprimido, foi criada para atender pessoas que usem cadeiras elétricas. Um outro modelo é para pessoas que precisam ser empurradas, e um terceiro modelo é para os visitantes que conseguem se mover sozinhos.

O Morgan’s Inspiration Island se concentra na inclusão e convida visitantes com necessidades especiais a fazer coisas que eles pensavam que estavam além de suas capacidades — disse Hartman. — Aqueles com ou sem deficiências, incluindo pessoas em cadeiras de rodas, visitantes com deficiência visual ou auditiva e até visitantes com respiradores, podem brincar lado a lado.

O projeto foi desenvolvido com apoio de médicos, terapeutas, professores, cuidadores e, claro, as próprias pessoas com deficiência. A inspiração para o parque vem da filha de Hartman, Morgan, uma jovem de 23 anos com necessidades especiais.

Nós decidimos batizar o parque como Morgan’s Inspiration Island porque Morgan verdadeiramente foi a catalizadora de todos os projetos que criamos para ajudar a comunidade de pessoas com deficiência — contou Hartman.




Cadeirante fala dos desafios do sexo: "Tive medo de não poder mais transar"


                    Imagem: Arquivo pessoal
                         Arquivo pessoal
                   Ademar Munin e a esposa, Michele[

Barbara Therrie - Colaboração para o UOL

Vítima de bala perdida, Ademar Munin ficou paraplégico aos 18 anos. Hoje, aos 39, o jogador de basquete conta ao UOL os desafios da sexualidade após o acidente e como mantém uma vida sexual ativa com sua mulher, Michele Munin, 29.

“Fiquei paraplégico no dia 3 de agosto de 1996. Estava num bar com amigos quando começou uma briga. Saiu um tiroteio e uma bala perdida atingiu minha coluna. Fui levado ao hospital e fiquei em choque quando o médico falou que eu tinha perdido o movimento das pernas. Acostumado a andar para todo canto, não foi fácil saber que passaria o resto da vida em cima de uma cadeira de rodas.

Assim que sofri a lesão, fiquei inseguro porque não sentia o meu corpo. Pra ser sincero, não fiquei nem tão preocupado de não voltar a andar, minha preocupação maior era saber se eu conseguiria ter relações sexuais.Com dúvidas de como as coisas seriam dali pra frente, cheguei a pensar que tinha perdido a minha masculinidade.

Demorei um ano para transar após ficar paraplégico.

O primeiro ano foi bastante difícil, cheguei a terminar com uma namorada da época, porque eu não aceitava a minha condição. Depois, vi que era besteira, coisa da minha cabeça.Com o tempo fui me conhecendo, algumas sensibilidades foram voltando e minha vida voltou ao normal; percebi que podia fazer qualquer coisa que quisesse.

Demorei um ano até ter minha primeira relação sexual como paraplégico. Me preparei durante um período, conversei com médicos, com pessoas que já tinham passado pela mesma situação, tomei alguns remédios...até que aconteceu com uma amiga. Não fiquei com medo de falhar. Pelo contrário, me senti bem à vontade e o sexo rolou normalmente.

               Imagem: Arquivo pessoal.
                   Arquivo pessoal
Ademar já ficou com mais mulheres usando cadeira de rodas do que quando podia andar

A partir daí, comecei a sair, a me socializar e a ir para a balada com os meus amigos, como qualquer jovem da minha idade.

Fiquei com mais mulheres estando na cadeira de rodas do que na época em que andava. Em parte, acho que isso se deu pela própria curiosidade delas, que me questionavam se eu era capaz de transar.

Era pecado, mas com o tesão à flor da pele, caímos em perdição

A fase de baladas e curtição ficou para trás em 2001, quando um amigo me convidou para ir a uma igreja evangélica e eu conheci a Michele, hoje minha esposa.Ficamos amigos e começamos a namorar. Ela era virgem e na época tinha 16 anos. Sabíamos que era pecado transar antes do casamento, mas com o tesão à flor da pele, caímos várias vezes em perdição.

Mesmo após ter sido batizado e me tornado membro da igreja, foi uma luta resistir à tentação, em especial para mim. O tempo máximo que conseguimos ficar sem sexo foi por cinco meses.A gente sempre contava para o pastor quando nos desviávamos e ele dizia: ‘já até sei o que aconteceu, vocês não podem continuar assim, não podem fornicar, vocês precisam casar’.

A gente resolveu casar, mas só depois de seis anos. No início, a família da Michele teve um pouco de preconceito. A mãe dela dizia: 'é isso mesmo que você quer, minha filha? Ele é paraplégico'.A minha situação assustava um pouco os familiares dela, até que eles me conheceram melhor, se certificaram de que eu poderia trabalhar e ter as mesmas condições de uma pessoa que anda.

Com a Michele passando por cima da desconfiança de todos e declarando que eu era o homem da vida dela, selamos nossa união no civil e numa cerimônia religiosa em 2007. Depois que casamos, não sentíamos mais culpa ao transar.

Sinto prazer, mas ejacular é um problema.

Hoje, com 10 anos de matrimônio, tenho uma vida sexual ativa com a minha mulher, mas com algumas limitações. Não consigo ficar em posições que exigem que eu fique de pé ou de joelhos, mas variamos bastante. O que a imaginação permite fazer, fazemos.

                Imagem: Arquivo pessoal
                     Arquivo pessoal
          Ademar tornou-se atleta profissional e hoje joga basquete na cadeira de rodas

Normalmente quando eu e a Michele fazemos amor, não tomo remédio para impotência sexual, embora já tenha precisado usar Viagra. Só uso esses remédios quando quero dar uma fortalecida e prolongar o sexo. Nessas situações, os os remédios são sempre bem-vindos.

Esse ano pretendemos ter um filho, vamos fazer inseminação artificial, já que não posso engravidá-la do modo tradicional. Sinto prazer, meu pênis fica ereto,mas tenho ejaculação retrógrada. O que isso significa? Não tenho força para ejacular por causa da paraplegia; o esperma ejaculado fica dentro da minha bexiga e em vez de sair pelo pênis, ele é eliminado na urina.

Basquete sobre rodas

Aprendi muito nesses quase 21 anos em que sou paraplégico. Desde 2001, sou atleta da Associação Desportiva para Deficientes e jogo profissionalmente basquete na cadeira de rodas.

Para aqueles que estão na mesma situação que eu, aconselho a pessoa a praticar esporte, estudar e buscar interação social. O apoio dos amigos e familiares é fundamental para esse processo”.

Estudo liga aspirina a risco maior de sangramento grave em idosos

Getty Images
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Por Ben Hirschler

LONDRES - As pessoas com mais de 75 anos que tomam aspirina diariamente para evitar ataques cardíacos enfrentam um risco significativamente elevado de sangramento grave ou mesmo fatal e devem ingerir medicamentos para azia para minimizar o perigo, mostrou um estudo de 10 anos.

Entre 40 e 60 por cento das pessoas com mais de 75 anos na Europa e nos Estados Unidos tomam aspirina todos os dias, estimaram estudos anteriores, mas as implicações do uso a longo prazo em pessoas idosas permaneceram incertas até agora, porque a maioria dos testes clínicos envolve pacientes com menos de 75 anos.

O estudo publicado na quarta-feira (horário de Londres), no entanto, foi dividido igualmente entre os idosos com idade superior a 75 e os pacientes mais jovens, examinando um total de 3.166 britânicos que sofreram ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral e estavam tomando medicação para diluir o sangue para evitar uma recorrência.

Os pesquisadores enfatizaram que as descobertas não significam que pacientes idosos devam parar de tomar aspirina. Em vez disso, eles recomendam o uso amplo de medicamentos para azia, como omeprazol, que podem reduzir o risco de sangramento gastrointestinal superior em 70 a 90 por cento.

Enquanto a aspirina - inventada pela Bayer em 1897 e agora amplamente disponível - geralmente é vista como inofensiva, o sangramento é um perigo reconhecido.

Peter Rothwell, um dos autores do estudo, disse que tomar medicamentos antiplaquetários como aspirina impediram um quinto dos ataques cardíacos e derrames cerebrais recorrentes, mas também levou a cerca de 3.000 mortes por sangramento em excesso anualmente apenas no Reino Unido.

A maioria dessas mortes envolveu pessoas com mais de 75 anos.

"Em pessoas com menos de 75 anos, os benefícios de tomar aspirina para prevenção secundária após um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral compensam claramente o risco relativamente pequeno de sangramento. Essas pessoas não precisam se preocupar", disse Rothwell.

"Nas pessoas com mais de 75 anos, o risco de um sangramento grave é maior, mas o ponto chave é que esse risco é substancialmente evitável tomando inibidores da bomba de prótons junto com a aspirina", completou.

O presidente da Faculdade de Medicina Farmacêutica, Alan Boyd, que não esteve envolvido no estudo, disse tem considerado que os benefícios da aspirina compensam os riscos de sangramento em todos os pacientes e que a nova pesquisa forçaria uma reavaliação.

Rothwell, diretor do centro de prevenção de acidentes vasculares cerebrais e demência na Universidade de Oxford, e seus colegas descobriram que a taxa anual de sangramentos graves ou fatais era inferior a 0,5 por cento em menores de 65 anos, aumentando para 1,5 por cento nos idosos com idades entre 75 e 84 anos e quase 2,5 por cento para as pessoas com mais de 85 anos.

Fontes: Reuters - dci.com.br

O restaurante que emprega apenas pessoas com demência e Alzheimer para incentivar empatia por aqueles que possuem essas doenças

Por Razões Para Acreditar - Em Saúde

Fotos: Mizuho Kudo/Yahoo Japão/Divulgação
O restaurante que emprega apenas pessoas com demência e Alzheimer para incentivar empatia por aqueles que possuem essas doenças

Quando você vai a um restaurante, a última coisa que espera é que o garçom confunda seu pedido, não é mesmo? Mas, se o esquecimento do pedido for por uma boa causa, nem esquentamos a cabeça. Pois é esse o objetivo do Restaurante dos Pedidos Perdidos, inaugurado em formato pocket em Tóquio, no Japão.

Como o nome sugere, o restaurante visa chamar atenção para a demência, um tipo de deficiência cognitiva que provoca a perda gradual e progressiva da memória, além de afetar a capacidade de resolver problemas de fácil solução. O quadro de funcionários do local é formado apenas por garçons que possuem a síndrome, a fim de conscientizar os clientes sobre a doença e incentivar o respeito às pessoas que a possuem.

A próxima causa que o restaurante pretende chamar atenção é o Mal de Alzheimer, doença que tem entre alguns dos seus sintomas a perda da memória e a desorientação.

Empatia, a gente vê por aqui!


Abertas as inscrições para a II Copa Sul-Americana de Tiro Esportivo 2017

Por CPB

Alexandre Magno/CPB/MPIX
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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do seu Departamento Técnico, compartilha os documentos relativos à II Copa Sul-Americana de Tiro Esportivo, a ser realizada no Rio de Janeiro/RJ, de 1º e 10 de setembro, no complexo de Deodoro. O evento será organizado pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE).

Haverá duas formas de participação no evento: por meio da Seleção Brasileira, convocada de acordo com os critérios divulgados no congresso técnico da I Copa Brasil. Os critérios também podem ser encontrados AQUI.

O segundo grupo de representação nacional será feito por qualquer clube interessado, desde que vinculado ao CPB. Para o primeiro grupo, 100% das despesas serão custeadas pelo CPB. Para o segundo grupo, o CPB subsidiará o pagamento da taxa de transporte e de licenciamento do Comitê Paralímpico Internacional (IPC).


Cabe salientar que os clubes interessados deverão encaminhar e-mail para tiroesportivo@cpb.org.br com a confirmação do interesse em participar. O CPB intermediará as inscrições junto ao LOC com base nas inscrições da II Copa Brasil. Para quem não se inscreveu na II Copa Brasil, mas que ainda deseja cadastrar-se, poderá encaminhar um e-mail ao CPB até as 12h do dia 14/6.

O Departamento técnico coloca-se à disposição para esclarecimentos por meio do telefone (61) 3031-3037 ou pelo tiroesportivo@cpb.org.br.

Fonte: cpb.org.br

Conheça Leticia...

  

Me chamo Letícia, tenho 24 anos moro em Congonhal Sul de Minas, apenas trabalho sou administradora de compras e vendas em um site virtual , minha deficiência é distrofia muscular ,

Parei de andar com 9 anos, quem sempre me deu força foi família e amigos. Minha irmã mais velha também tem o mesmo problema que eu e jamais abaixamos a cabeça pra qualquer tipo de preconceito, sempre estamos enfrentando tudo de cabeça erguida e correndo atrás dos nossos sonhos.

Tive um namoro de 2 anos e 3 meses, mais acabou devido à distância . Meu sonho é conhecer vários lugares do mundo, conhecer várias pessoas, conseguir a minha cadeira motorizada também haha, e acho que um dia poder construir também uma família... No momento, acho que é isso, pois muitos sonhos eu consegui realizar.

E quero dizer pra você, que também é cadeirante, nunca desista do seus sonhos e nunca reclame por ser um cadeirante pois, mesmo sendo cadeirante pode ter uma vida ótima e muito melhor do que muitos andantes... vai por mim, Eu sou cadeirante já a 15 anos e nunca reclamei por estar numa cadeira, até porque, com ela eu vou onde quero e quando quero, sou feliz demais do jeito que sou , reclamar não adianta então bota um sorriso no rosto e viva a vida.

Videoprova Traduzida em Libras será aplicada para 1,9 mil participantes do Enem 2017

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Novidade no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, a Videoprova Traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi o recurso escolhido por 1.897 participantes com inscrições já confirmadas para o Exame. A Videoprova foi a preferida dos participantes surdos ou com deficiência auditiva. Outras opções eram o Tradutor-Intérprete de Libras, que teve 1.489 solicitações, e o recurso de Leitura Labial, escolhido por mil pessoas. Cerca de 52 mil participantes solicitaram Atendimento Especializado para o Enem. Desses, 4.957 são deficientes auditivos e 2.184 são surdos.

O novo recurso de acessibilidade do Enem foi desenvolvido pelo Inep em parceria com professores, pesquisadores e especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), entre outros. Algumas IES têm usado o recurso com bons resultados em seus vestibulares, entre elas a UFSC e a Universidade Federal de Santa Maria.

Para a preparação da Videoprova do Enem em Libras, foram desenvolvidos vários estudos. O mais recente envolveu pesquisadores do Inep e da UFSC e resultou na tradução de 60 questões de edições anteriores do Exame, que estão disponíveis para que o público conheça melhor o recurso. A única diferença é que as respostas às questões do estudo podem ser marcadas no próprio computador e no Enem elas deverão ser marcadas no Cartão-Resposta. As questões do estudo podem ser acessadas em simuladolibras.coperve.ufsc.br.

Como funciona

Na Videoprova Traduzida em Libras as questões e as opções de respostas são apresentadas em Língua Brasileira de Sinais por meio de um vídeo. A videoprova terá o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular, além da garantia de qualidade e normas de segurança máxima de todas as provas do Enem. Só não serão integralmente traduzidas para Libras as questões de Língua Estrangeira Moderna. Nessas questões, somente os trechos originalmente em português serão traduzidos para Libras.

Cada participante receberá um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas serão apresentadas em Libras por meio de vídeos gravados em DVDs. O menu do vídeo é simples, fácil e autoexplicativo. Junto com o notebook e os DVDs, o participante também receberá o Caderno de Questões, a Folha de Redação e Cartão-Resposta, onde deverá marcar as respostas. O participante poderá escolher qual Área do Conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir.

A prova será aplicada em ambientes especialmente preparados para garantir sigilo, autonomia e segurança. A sala poderá ter até 20 participantes usando o recurso, e nela atuarão dois intérpretes, três fiscais e um técnico de informática. Os intérpretes farão a mediação entre ouvintes e usuários de Libras. Esses profissionais não irão auxiliar os participantes na tradução das questões da prova.

Dúvidas sobre o novo recurso podem ser encaminhadas para o e-mail enemlibras@inep.gov.br

Fonte: portal.inep.gov.br - Assessoria de Comunicação Social

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Testemunhas dizem que médica que se negou a atender bebê tinha conhecimento do quadro de saúde dele

Haydee Marques da Silva também teria recebido informações de que paciente seria uma criança.

Por Bom Dia Rio

Bebê morre depois que médica se negou a prestar socorro (Foto: Reprodução)
Bebê morre depois que médica se negou a prestar socorro (Foto: Reprodução)

Mais três testemunhas afirmaram em depoimento ontem na 16ª DP (Barra da Tijuca) que a médica Haydee Marques da Silva tinha recebido informações que o próximo paciente que ela atenderia seria uma criança, antes de chegar à casa do menino Breno, de 1 ano.

Saiba mais sobre o assunto:




Segundo os depoimentos, ela também já sabia sobre o quadro da criança e que se tratava de um chamado urgente, com prioridade. Breno Rodrigues Duarte da Silva tinha um problema neurológico, passou mal e só podia ser transportado para o hospital de ambulância e acabou morrendo.

Na última segunda-feira (12), Haydee disse que não tem não tem responsabilidade na morte da criança não corria risco de vida e tinha uma unidade de cuidados especiais em casa. De acordo com o relato da médica, a técnica em enfermagem teria informado que o quadro era de uma gastroenteirite de uma criança de um ano com neuropatia.

"Estou triste e muito abalada pela criança ter morrido, mas não estou arrependida porque não fiz nada de errado do código de conduta médica. Eu pedi outra unidade, com pediatra para atendê-lo. Não sou pediatra, não sou neurologista, pedi à outra unidade de ambulância para atender esta criança. Disseram que a unidade estava indo”, disse a médica.

As câmeras de segurança do condomínio onde a criança morava mostraram que a ambulância da empresa Cuidar, terceirizada, chegou às 9h10. Mas a médica que aparece gesticulando e rasgando papéis sequer desceu do carro. Foi embora três minutos depois, sem atender o menino. Ele morreu às 10h26, antes que a segunda ambulância chegasse ao endereço.

A médica foi à 16ºDP (Barra da TIjuca) nesta segunda-feira (12) (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)
A médica foi à 16ºDP (Barra da TIjuca) nesta segunda-feira (12) (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)

Assim que a notícia se tornou pública, outros casos apareceram, como o do paciente Leonel Martins, que respirava com a ajuda de aparelhos. Ele precisou ser levado de ambulância para fazer um exame de ultrassonografia. A médica encarregada de transportar Leonel para o hospital era a Haydée. A família diz que ela foi negligente.

“Quando a ambulância chegou, ela olhou para o meu pai, viu que era paciente de traqueostomia e ventilação mecânica, mas super saudável, conversando, se alimentava com a própria mão. Ela pegou, falou assim: ‘Ué, mas o paciente é de ventilação mecânica?’ Ela se assustou. Aí, quando ela chegou, ela falou assim: ‘Vamos fazer logo o atendimento porque eu estou com fome, eu quero almoçar. Vamos logo com esse atendimento’”, contou um ex-colega.

Haydée também tem uma anotação criminal por agredir uma paciente, em 2010. O Conselho Regional de Medicina disse também que a médica já sofreu uma sanção técnica, mas não explicou exatamente qual foi a punição e nem por qual caso.

Fonte: g1.globo.com

Doação de medula une homem e família do bebê que ele salvou

Michael Menafee foi um doador compatível apesar da diferença étnica - algo que surpreendeu os médicos -, salvou a vida do pequeno Jaxson e criou com ele uma conexão que hoje vai além de sangue e osso.

Por BBC
Michael Menafee (centro) conhece toda a família Slade (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)
Michael Menafee (centro) conhece toda a família Slade (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)

Estatisticamente falando, eles eram um par improvável. Mas depois que Michael Menafee doou sua medula para o pequeno Jaxson Slade, três anos atrás, os dois criaram uma conexão que hoje vai além de sangue e osso.

Quando Menafee chegou ao aeroporto de St John, na ilha canadense de Newfoundland, em abril, ele não sabia o que esperar. O homem de 32 anos, natural de Chicago (EUA), havia viajado mais de 4 mil km para passar a Páscoa com uma família que ele nunca havia conhecido.

Ao ser recebido por estranhos no aeroporto, porém, ele rapidamente percebeu que já era parte da família Slade.

"Eu me senti muito confortável, foi como se nos conhecêssemos há anos", disse ele à BBC em sua casa na Guatemala, onde ele trabalha para o Corpo da Paz dos Estados Unidos.

Em 2014, Menafee doou parte de sua medula para Jaxson Slade, que foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda quando ele tinha apenas 13 meses de idade.

Apesar de o procedimento de doação ser doloroso, Menafee disse que é "viável" e que ele se recuperou em duas semanas.

Sua doação foi feita ao hospital da Universidade de Georgetown, em Washington, e Jaxson recebeu o transplante no Hospital Infantil de Toronto. Doador e receptor sequer sabiam o nome um do outro.

Michael Menafee (à esquerda) com Jaxson Slade, depois de se encontrarem pela primeira vez. (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)
Michael Menafee (à esquerda) com Jaxson Slade, depois de se encontrarem pela primeira vez. (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)

Menafee só soube que Jaxson havia sobrevivido ao transplante quando a mãe do menino, Melissa Slade, pediu seus contatos ao programa responsável pela doação, DKMS, em 2016. Segundo as regras de doação, os participantes precisam esperar dois anos para revelar suas identidades, e apenas se o doador concordar.

Para Melissa Slade, agradecer a Menafee foi tão importante quanto o próprio transplante no processo de cura do filho.

"Eu sou a mãe dele, mas eu não conseguia lhe dar a vida de fato. Foi Michael quem lhe deu o dom da vida", diz a mãe. "Como você agradece a alguém por isso?"

Quando Jaxson foi diagnosticado com leucemia, em 2013, os médicos disseram que a única coisa que poderia curá-lo seria um transplante de medula. Mas, na ausência de um doador compatível em sua família, Jaxson precisou recorrer a um desconhecido.

Cerca de metade das pessoas na lista de doação não encontram um doador com compatibilidade, mas Jaxson teve sorte. Menafee havia visto um cartaz sobre doação de medula óssea na Universidade do Estado de Indiana, onde ele cursava sua graduação em Saúde Pública.

Menafee sabia quão importante é ser doador voluntário: sua mãe morreu de leucemia em 2006. Mas a maioria das pessoas que doam uma amostra de sangue não são chamadas para doar a medula, de acordo com o DKMS.

Jaxson durante o tratamento de câncer (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)
Jaxson durante o tratamento de câncer (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)

Quando Menafee ficou sabendo que havia um menino de um ano de idade precisando de sua medula no Canadá, ficou entusiasmado. Sua compatibilidade surpreendeu os médicos porque Menafee é negro e Jaxson, branco.

Os médicos medem a compatibilidade de medula óssea de acordo com proteínas chamadas de antígenos leucocitários humanos (HLA, na sigla em inglês). Com tantos marcadores HLA diferentes, pode ser especialmente difícil conseguir compatibilidade entre pessoas de raças diferentes.

"Os pacientes têm mais chances de encontrar compatibilidade com um doador da mesma origem étnica", diz David Means, diretor de logística médica do DKMS.

Essa é uma das razões pelas quais os programas de doação estão sempre buscando diversidade entre os voluntários.

Ao descobrir que Jaxson estava vivo e saudável, Menafee diz ter sentido um alívio enorme. Sua própria mãe morreu devido a complicações resultantes de um transplante de células-tronco e ele temia que sua doação não fosse suficiente para salvar Jaxson.

Mas no final os dois eram um "par perfeito", disse Means à BBC.

"Eu estava surpreso e grato por descobrir que eu tinha uma compatibilidade 10/10, o que é extremamente raro em raças diferentes", diz Menafee.

Depois de os dois lados terem se comunicado regularmente por e-mail, os Slades convidaram Menafee para visitar a família em Newfoundland na Páscoa.

E fez uma festa em casa para recebê-lo. Menafee foi levado para as cidades litorâneas da região, viu icebergs e experimentou a culinária típica da parte atlântica do Canadá.

"Ele realmente se sentiu parte da família, foi uma conexão imediata", diz Slade.
E Jaxson - que agora já tem quase cinco anos - pôde conhecer o homem que salvou sua vida, mesmo sem entender realmente como. Segurando um ursinho de pelúcia branco, Jaxson deu um abraço apertado em Menafee e sorriu, especialmente quando viu que Menafee carregava uma sacola de Mario Brothers com um presente para ele.

Jaxson brinca no jardim de casa (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)
Jaxson brinca no jardim de casa (Foto: Melissa Slade/Arquivo Pessoal)

Agora, seu câncer está em remissão e há uma chance muito pequena de voltar, diz Slade.

"Você jamais imaginaria isso ao vê-lo hoje. Ele é uma bola de energia que não para nunca".

Menafee e a família Slade não sabiam da existência um do outro até o ano passado e agora eles se falam toda semana. Quando Menafee deixou Newfoundland depois do feriado, ele prometeu voltar.

"Isso não é um adeus, é um até logo", disse.

Fonte: g1.globo.com

Viajantes com deficiência falam sobre os desafios de fazer turismo

É possível viajar mesmo em locais que oferecem pouca acessibilidade

POR EDUARDO MAIA

A paulista Michele Simões, momentos antes de remar no Charles River, em Boston - Michele Simões/Arquivo

RIO - Num dia de sol, como qualquer outro daquele verão de 2013 em Boston, a estilista Michele Simões fez um passeio de caiaque no Charles River. Vestiu colete, cravou as pás do remo na água e deslizou por quase uma hora. Nada muito diferente das outras pessoas a seu redor. A não ser pelo fato de que ela deixara sua cadeira de rodas no píer.

Paraplégica desde 2006, a paulista Michele é uma entre tantos viajantes com alguma deficiência que deixam o medo de lado na hora de fazer as malas para viajar pelo mundo. Com ajuda de serviços adaptados ou encarando os obstáculos que a falta de acessibilidade deixam pelo caminho.

Sucesso de público, a Paralimpíada do Rio jogou luz sobre essa parcela considerável da população — somente no Brasil são cerca de 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, segundo o censo do IBGE de 2010 — e motivou ações necessárias à maior inclusão. O aeroporto do Galeão, por exemplo, investiu R$ 5,5 milhões em projetos de acessibilidade, que incluem novos elevadores, banheiros adaptados, rampas de acesso, pisos táteis, placas em braile, avisos sonoros e treinamento de libras para 45 funcionários, que foram úteis para os mais de quatro mil paratletas que desembarcaram na cidade, e continuarão sendo para os passageiros que não fazem parte da chamada Família Paralímpica.

As principais melhorias estão no novo Píer Sul e no Terminal 2. Mas as grandes aquisições podem ser as 26 novas pontes de embarque, ou fingers, fundamentais para passageiros com necessidades especiais.

A companhia aérea pode avisar, com até 72 horas de antecedência, se terá algum passageiro com necessidade de atendimento especial a bordo. A partir daí, essa aeronave passa a ter prioridade para o uso dos fingers. Temos agora 58 deles, e a expectativa é que nenhum passageiro com dificuldade de locomoção precise mais descer na pista. Se isso acontecer, temos dois ambulifts — diz o gerente de Qualidade e Serviços de Segurança do Galeão, Alessandro Oliveira, se referindo aos veículos com uma espécie de elevador que coloca os passageiros na altura da porta do avião.

Escada no avião ainda é comum

A Gol também promete legados dos Jogos Paralímpicos. A empresa já utiliza novas rampas de acesso para aviões que fazem embarque e desembarque remoto no Santos Dumont e em Congonhas. Elas são acopladas às portas das aeronaves.

Isso é importante. Infelizmente, subir ou descer de avião pela escada ainda é situação muito comum a pessoas com deficiência no país — relata Laura Martins, outra cadeirante que não tem medo de rodar o mundo.

Quando viajar ensina a domar o medo

Antes de pousar no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, o engenheiro agrônomo Luiz Thadeu Nunes e Silva tinha medo de atravessar as avenidas de sua cidade, São Luís. Mas ao desembarcar, teve que andar na neve, com seu par de muletas.

O engenheiro Luiz Thadeu na Ilha de Páscoa: 104 países no currículo de viajante - Luiz Thadeu Nunes e Silva/Arquivo Pessoal

Foi meu teste de fogo, em pleno gelo europeu — relembra o maranhense, que passou a caminhar com muletas há nove anos, após um acidente de trânsito. — Fiquei quatro anos de cama. Quando tirei os ferros das pernas, quis compensar esse tempo. Desde 2009 já fui a 104 países. E quero conhecer muito mais. A próxima viagem será à África. E um dia vou visitar Kiribati (no Pacífico), onde o sol nasce primeiro e que está afundando.

Luiz Thadeu, que se tornou especialista em garimpar passagens em promoção, ganhou o mundo ao visitar o filho, que fora estudar na Irlanda. Só naquela viagem foram oito países, incluindo França, Itália e Marrocos. Já para Michele Simões, o mundo se abriu quando ela virou estudante. E aprendeu uma lição que nunca esqueceria:

Foi um intercâmbio em Boston. Dois meses em outro país, outra língua. Foi um divisor de águas. Vi que podia ir aonde quisesse, se me dessem condições. Só eu poderia me colocar limites.

Partilhando experiências

Para compartilhar o que aprendeu se virando lá fora, Michele começou o blog Guia do Viajante Cadeirante, onde escreve sobre suas viagens. Do Canadá, guarda ótimas lembranças.

Em Toronto, há um serviço chamado Paratransit, uma van adaptada que custa o mesmo preço do ônibus normal e me levava por toda a cidade — explica a estilista.

As experiências de viagem de mineira Laura Martins também fizeram surgir um blog, o Cadeira Voadora. Nele, ela conta como chegou a lugares bem distantes de sua Belo Horizonte natal.

Dos lugares que tive, o mais bem preparado para cadeirantes foi Londres. Os ônibus vermelhos são perfeitamente adaptados, assim como os museus, as calçadas. Adorei também Nova York, principalmente no centrão turístico. Longe de Midtown já há algumas dificuldades — conta, ressaltando que o famoso metrô de Nova York deixa a desejar no quesito acessibilidade. — Aliás, estou para conhecer um metrô bom mesmo. O melhor em que já andei foi o do Rio.

Para essa funcionária pública, acessibilidade só existe quando representa liberdade e segurança para a pessoa com deficiência. Mas o termo muitas vezes é mal aplicado:

Muitos hotéis se dizem acessíveis, mas não têm um balcão rebaixado na altura da cadeira de rodas para o check-in. Em banheiros, barras de segurança parecem colocadas de qualquer maneira. Há normas a serem seguidas, não é de qualquer jeito.

Laura diz que prefere sempre se hospedar em hotéis de grandes redes e, de preferência, novos. Para Michele, essa é uma questão crucial. Depois de uma traumática viagem para Buenos Aires, ela passou a sempre pedir fotos dos quartos e banheiros antes de fechar a reserva.

Disseram que o banheiro era acessível, mas só havia uma banheira. Como não tenho equilíbrio no tronco, se não estivesse com meu namorado, não poderia tomar banho nenhum dia.

Pelo Brasil: turismo inclusivo de Noronha a Socorro

Laura, Michele e Luiz Thadeu têm histórias diferentes e estilos de viagem distintos entre si. Mas os três concordam quando dizem que o Brasil ainda precisa avançar muito na questão da acessibilidade de uma forma geral, inclusive no segmento do turismo.

Ainda não há uma cultura inclusiva bem estabelecida no país, mas as coisas estão mudando. Devagar, mas estão — considera Laura, que cita Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais, como uma atração amigável às pessoas com deficiência.

O parque artístico nos arredores de Belo Horizonte é um dos cerca de 530 mil estabelecimentos cadastrados no novo Guia do Turismo Acessível, recém-lançado pelo Ministério do Turismo, durante a Paralimpíada do Rio. Trata-se de um portal onde usuários podem avaliar restaurantes, serviços de hospedagem, lojas, áreas de lazer, praias, serviços de turismo e atrações como museus, parques e zoológicos em todo o país. A ideia é que esse banco de dados gere um grande guia, no qual se possa consultar a qualidade do serviço prestado a pessoas com deficiência. Cada local é avaliado de acordo com quatro tipos de deficiência: auditiva, visual, física ou motora, ou mobilidade reduzida.

Fernando de Noronha: o mirante acessível garante a bela vista para o Morro Dois Irmãos - Beto Lima/Divulgação

O Guia do Turismo Acessível pode ser acessado pelo site turismoacessivel.gov.br ou em aplicativos para smartphones com os sistemas iOS, Android e Windows. O material traz ainda um manual que ensina ao prestador de serviço como atender melhor a pessoa com deficiência.

Outro importante destino turístico brasileiro que pode ser avaliado no guia virtual lançado pelo governo é Fernando de Noronha. Desde 2013 o arquipélago pernambuco entrou para o mapa do turismo acessível, com a construção de três trilhas suspensas, de madeira, nos percursos para os mirantes dos Golfinhos, do Sancho e Dois Irmãos. Já na Praia do Sueste funciona o Projeto Praia Sem Barreiras, que oferece esteiras até a água e cadeiras especiais para que pessoas com deficiência possam tomar banho de mar. E este ano foi lançado o Guia Turístico de Acessibilidade da Ilha, onde constam os serviços, equipamentos e atrativos acessíveis da região. E 21 restaurantes confeccionaram cardápios em braile.

Hotéis acolhem cães-guia

Noronha está no caminho que a pequena Socorro, no interior de São Paulo, começou a trilhar há pouco mais de dez anos, ao adaptar sua oferta de turismo de aventura para visitantes com deficiência. Aos pés da Serra da Mantiqueira, hotéis fazenda e agências especializadas oferecem rafting, tirolesa, escalada, cavalgadas e estações termais para visitantes com e sem deficiência.

Não basta adaptar fisicamente, botar só uma rampa. Às vezes é preciso mudar o processo do passeio. No circuito de arvorismo convencional, o visitante vai na frente do instrutor. No arvorismo adaptado, vão os dois juntos — explica Carlos Tavares, consultor de marketing dos hotéis fazenda Campo dos Sonhos e Parque dos Sonhos, pioneiros nesse segmento e vencedores da categoria de Melhor Hospedagem para Pessoas com Deficiência do World Responsible Tourism Awards, em 2014.

Os hotéis têm também sinalização em braile, quartos e escadas acessíveis e até espaço para cão-guia. Hoje, os concorrentes seguem os mesmos passos. O que não deixa Tavares aborrecido:

A verdade é que o turismo acessível fez de Socorro uma cidade inclusiva como um todo. A cidade recebeu diferentes obras de acessibilidade e atualmente é um lugar adaptado para acolher nossos hóspedes. Isso nos orgulha muito.





Estudantes de Educação Física realizam workshop de atividades motoras adaptadas

A programação é aberta ao público e ocorre nesta quinta-feira (15) na praça São Sebastião. Seleção santarena de vôlei sentado participará do evento

Por Nice Soares, GloboEsporte.com Santarém

Seleção Santarena de Volei Sentado vai participar do evento (Foto: Arquivo/Ulbra)
Seleção Santarena de Volei Sentado vai participar do evento (Foto: Arquivo/Ulbra)

Os acadêmicos do curso de educação física do Centro Universitário Luterano (Ulbra) do município de Santarém, no oeste do Pará, realizam workshop de atividades motoras adaptadas. Com o tema "Inclusão pelo esporte: Superando desafios!", a programação será aberta ao público e ocorre de 17h às 19h30, desta quinta-feira (15), na praça São Sebastião, ao lado do Centro Cultural João Fona. O evento terá a participação especial da seleção santarena de vôlei sentado.

De acordo com a coordenador, Wellington Alves, o evento objetiva a inclusão de crianças e adolescentes que necessitam de atendimento especializado dentro dos esportes adaptados, classificados em três modalidades: bocha, vôlei sentados e basquete adaptado. Além de atividades lúdicas para as crianças especiais das instituições convidas de Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra.

As oficinas buscam repassar que é possível pessoas com deficiência realizarem atividades esportivas. Um exemplo é a seleção santarena de vôlei sentado da Asdepa, que fará uma participação especial. Foram convidadas instituições que atendem esse público como a Casa Azul, Apae, Escola Santo Antônio de Belterra, e outros - informou Alves.

Segundo a coordenação o evento é aberto ao público e quem precisar de certificado com carga horária de 5h, de atividade complementar será cobrado uma taxa de R$10. Esta é a 4ª edição do evento que faz parte da disciplina do curso de Educação Física da Ulbra, no enceramento será ofertado um coquetel para os participantes.

Fonte: globoesporte.globo.com

Após terem membros mutilados, crianças albinas da Tanzânia recebem próteses e tratamento especial nos EUA

No país africano, partes do corpo de albinos são usadas em poções e talismãs

Do R7, com Reuters

Foto: Reuters
Após terem dedos, dentes, braços e outros membros mutilados, quatro crianças albinas da Tanzânia receberam próteses especiais nos Estados Unidos e voltaram à sua terra de origem com a auto-confiança recuperada
Após terem dedos, dentes, braços e outros membros mutilados, quatro crianças albinas da Tanzânia receberam próteses especiais nos Estados Unidos e voltaram à sua terra de origem com a auto-confiança recuperada.

Foto: Reuters
As crianças, com idades de 7, 14, 15 e 16 anos, receberam tratamento gratuito em um hospital da Filadélfia
As crianças, com idades de 7, 14, 15 e 16 anos, receberam tratamento gratuito em um hospital da Filadélfia.

Foto: Reuters
Na Tanzânia, partes do corpo de pessoas que sofrem com o albinismo são usados em poções e talismãs. Existe uma crença popular de que braços os pernas dos albinos podem curar doenças e trazer sorte e prosperidade. Além disso, acredita-se que os albinos são fantasmas que propagam o azar
Na Tanzânia, partes do corpo de pessoas que sofrem com o albinismo são usados em poções e talismãs. Existe uma crença popular de que braços os pernas dos albinos podem curar doenças e trazer sorte e prosperidade. Além disso, acredita-se que os albinos são fantasmas que propagam o azar.

Foto: Reuters
O albinismo é uma condição congênita caracterizada pela falta de pigmentação na pele, no cabelo e nos olhos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1 a cada 15 mil pessoas é afetada pela anomalia. Na Tanzânia, o índice aumenta para 1 a cada 1.400 indivíduos
O albinismo é uma condição congênita caracterizada pela falta de pigmentação na pele, no cabelo e nos olhos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1 a cada 15 mil pessoas é afetada pela anomalia. Na Tanzânia, o índice aumenta para 1 a cada 1.400 indivíduos.

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A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que pelo menos 75 albinos foram assassinados na Tanzânia em decorrência das crenças populares entre os anos de 2000 e 2015. De acordo com a organização, o número pode ser ainda maior, já que boa parte dos homicídios acontece em rituais secretos em áreas remotas
A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que pelo menos 75 albinos foram assassinados na Tanzânia em decorrência das crenças populares entre os anos de 2000 e 2015. De acordo com a organização, o número pode ser ainda maior, já que boa parte dos homicídios acontece em rituais secretos em áreas remotas.

Foto: Reuters
Elissa Montanti, diretora da organização de saúde que recebeu as crianças na Filadélfia, afirma que elas chegaram à instituição com a auto-estima bastante comprometida. 'Nós tentamos recuperar a força delas', disse em entrevista à agência Reuters
Elissa Montanti, diretora da organização de saúde que recebeu as crianças na Filadélfia, afirma que elas chegaram à instituição com a auto-estima bastante comprometida. "Nós tentamos recuperar a força delas", disse em entrevista à agência Reuters.

Foto: Reuters
Elissa Montanti, diretora da organização de saúde que recebeu as crianças na Filadélfia, afirma que elas chegaram à instituição com a auto-estima bastante comprometida. 'Nós tentamos recuperar a força delas', disse em entrevista à agência Reuters
Nos EUA, as crianças albinas visitavam o hospital cinco vezes por semana, ao longo de três meses.

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Elas receberam próteses que facilitam atividades como desenhar, usar o computador e até lavar as roupas, pendurá-las ou preparar as refeições. Sua autonomia foi retomada, afirmam os médicos
Elas receberam próteses que facilitam atividades como desenhar, usar o computador e até lavar as roupas, pendurá-las ou preparar as refeições. Sua autonomia foi retomada, afirmam os médicos