sábado, 24 de junho de 2017

Doria sanciona Estatuto do Pedestre

Documento prevê intervenções como a melhoria da iluminação das calçadas e o aumento de tempo de travessia nos semáforos.

Por G1 SP, São Paulo

Pedestre enfrenta garoa no fim nas imediações do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)
Pedestre enfrenta garoa no fim nas imediações do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)

O prefeito João Doria sancionou nesta terça-feira (13) o Estatuto do Pedestre. O documento, de autoria do vereador Police Neto (PSD), foi aprovado em segunda votação na Câmara Municipal de São Paulo no dia 7. A sanção será publicada no "Diário Oficial" nesta quarta (14).

A intenção é ter o pedestre no foco da política de mobilidade da cidade, prevendo intervenções como a melhoria da iluminação das calçadas e o aumento de tempo de travessia nos semáforos.

Entre outras regras previstas estão a destinação de recursos do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (Fundurb), a criação de um sistema de informações sobre mobilidade a pé, reunindo dados estatísticos sobre circulação, fluxos, acidentes, atropelamentos, melhorias na sinalização; priorização de pedestres em travessias e pontos de ônibus e maior segurança ao pedestre.

A elaboração do Estatuto contou com a participação de representantes de diversas entidades ligadas à mobilidade da cidade, como Cidadeapé, Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Corrida Amiga e SampaPé.

O número de acidentes e mortes no trânsito tem sido um dos temas dos primeiros meses da gestão João Doria, que decidiu aumentar os limites de velocidade nas marginais. Pelo menos 11 motociclistas morreram desde janeiro em acidentes nas marginais Pinheiros e Tietê.

Fonte: g1.globo.com

Estudo lista as dez piores calçadas da cidade de São Paulo

Levantamento foi feito a partir de denúncias da população e focou em vias que compõem rotas estratégicas. Ou seja, ruas e avenidas com grande movimentação de pedestres.

Por Will Soares, G1 SP, São Paulo

Bueiros quebrados ameaçam pedestres que cruzam a Ponte do Jaguaré, na Zona Oeste de SP (Foto: Marina Moura/Divulgação/ONG Corrida Amiga)
Bueiros quebrados ameaçam pedestres que cruzam a Ponte do Jaguaré, na Zona Oeste de SP (Foto: Marina Moura/Divulgação/ONG Corrida Amiga)

Um estudo promovido pela ONG Corrida Amiga, de São Paulo, listou as dez piores calçadas da cidade do ponto de vista de condição de mobilidade para os pedestres. A análise focou em ruas e avenidas das chamadas rotas estratégicas, que dão acesso a hospitais, escolas ou outros equipamentos públicos e, consequentemente, recebem um maior fluxo de pessoas.

Segundo o estudo, as piores condições foram encontradas nas seguintes vias:
Avenida São João, no Centro;
Rua Bom Pastor, no Ipiranga;
Rua Guaraiúva, em Cidade Monções;
Avenida Doutor Arnaldo, em Pinheiros;
Rua Pio XII, na Liberdade;
Ponte Cidade Universitária, no Butantã;
Rua Heitor Penteado, no Sumaré;
Ponte do Jaguaré;
Avenida da Liberdade, na Liberdade;
Avenida Doutor Abrahão Ribeiro, no Bom Retiro.

                                   Mapa mostra localização das ruas com calçadas precárias, segundo ONG (Foto: Editoria de Arte/G1)
Mapa mostra localização das ruas com calçadas precárias, segundo ONG (Foto: Editoria de Arte/G1)

O top 10 foi definido sem estabelecer um ranqueamento entre as vias. O levantamento foi feito a partir de uma fiscalização realizada pela população, que enviou, por meio de um aplicativo para celulares, quase mil denúncias de problemas em calçadas apenas durante o mês de abril – período em que durou a campanha, batizada de "Calçada Cilada".

Os pedestres denunciaram irregularidades de todo tipo. As mais citadas foram:
Existência de desníveis;
Falta de rampa de acessibilidade;
Própria inexistência do passeio;
Buracos;
Ausência de faixa de pedestres.

“O caminhar é uma rede, assim como a rede de transporte. Não adianta a calçada ser boa e não ter faixa de pedestre ou semáforo, por exemplo”, afirma Sílvia Stuchi, coordenadora do projeto.

As dez calçadas apontadas como as mais problemáticas da capital compõem rotas estratégicas, que foram definidas por lei em 2008, sob a gestão de Gilberto Kassab (ex-DEM, atualmente no PSD), com a criação do Plano Emergencial de Calçadas. “A gente buscou focar nessas rotas estratégicas porque elas são de responsabilidade da Prefeitura”, conta Sílvia.

O Plano Emergencial de Calçadas previa o reparo, por parte da Prefeitura, de diversas calçadas da cidade que registram grande movimentação de pedestres. Após a reforma, que até hoje não foi concluída integralmente, caberia aos proprietários de imóveis das vias manter os passeios “sempre em perfeito estado de preservação”, conforme a lei. O poder público ficaria encarregado, então, de fiscalizar essa manutenção.

Em nota, a Prefeitura informou que, só neste ano, aplicou 1.169 multas relacionadas à má conservação de calçadas. O valor da multa é de R$ 427,07 por metro quadrado linear. A administração municipal ainda diz promover, semanalmente, o Mutirão Mario Covas, "que consiste na reforma de calçadas dos equipamentos públicos da cidade, especialmente na periferia". A ação ocorre todos os domingos.

Estatuto do Pedestre

O prefeito João Doria também sancionou, no último dia 13, o Estatuto do Pedestre. O documento, de autoria do vereador Police Neto (PSD), coloca o pedestre no foco da política de mobilidade da cidade, prevendo intervenções como a melhoria da iluminação das calçadas e o aumento de tempo de travessia nos semáforos.

De acordo com o levantamento do Infosiga, banco de dados do governo estadual, o atropelamento foi a causa de morte mais recorrente no trânsito da cidade em maio. Foram ao menos 47 acidentes do tipo - uma alta de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o quarto mês seguido em que o órgão registrou aumento no número de pedestres vitimados.

Pessoas com mobilidade reduzida enfrenta dificuldades na Avenida Liberdade (Foto: Divulgação/ONG Corrida Amiga)
Pessoas com mobilidade reduzida enfrenta dificuldades na Avenida Liberdade (Foto: Divulgação/ONG Corrida Amiga)

Fonte: g1.globo.com

Mãe de menino com paralisia em MS ajuda outras pessoas para agradecer apoio

Lene Assunção disse que conheceu muitas pessoas e recebeu apoio durante os 4 anos de caminhada pelo mundo em busca de melhorias para o filho.

Por Juliene Katayama, G1 MS

Último post da Lene Assunção pedindo ajuda (Foto: Reprodução Facebook)
Último post da Lene Assunção pedindo ajuda (Foto: Reprodução Facebook)

A mãe Lene Assunção se descobriu uma mulher generosa depois de quatro anos de tratamento do Iran que nasceu com paralisia cerebral e autismo. Durante esse tempo, a ex-policial conheceu muitas pessoas e também recebeu muito apoio. Vendo o filho comer e sentar sozinho, ela resolveu ajudar outras pessoas pelo Facebook como forma de agradecimento.

“São desconhecidos, uma delas é mãe de um menino especial e ele morreu com a mesma doença do Iran. Ela veio para Dourados reconstruir a vida”, contou Lene.

De Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, ela já percorreu vários lugares do mundo em busca de melhorias da qualidade de vida para o filho. As doenças enfrentadas por Iran são sequelas de um nascimento prematuro. O garoto nasceu com seis meses e meio.

"Tenho que agradecer a Deus de alguma forma, se fornecer algo bom. Através da caridade nós vamos sofrer menos", afirmou a mãe do Iran

Primeiro post da mãe do Iran no Facebook na nova fase  (Foto: Reprodução Facebook)
Primeiro post da mãe do Iran no Facebook na nova fase (Foto: Reprodução Facebook)

A ideia de ajudar outras pessoas surgiu quando Lene, com ajuda de terapia médica e espiritual, conseguiu perceber que o desafio enfrentado por ela e o filho não era culpa de ninguém.

“Quando eu vi que poderia parar de ter culpa. Todos os tratamentos do mundo que busquei para ele. Minha missão estava cumprida. Ele saiu do estado de morte cerebral. Apesar de não andar, ele não tem limitação”, afirmou a mãe.

Lene conta que se apegou à rede social para ocupar o tempo enquanto esperava o filho entre uma terapia e outra. Ali, ela encontrou uma forma de contar o que acontecia na vida de uma família com uma criança com paralisia cerebral e pedir ajuda.

"Meu Facebook virou uma referência. Sempre fui muito transparente, tudo que eu recebia ou pagava eu postava para prestar contas com quem me ajudava", contou.

Agora, na mesma rede social, a mãe divulga as informações adquiridas fora do país nesses anos de tratamento para ajudar outras famílias que vivem as dificuldades de ter um familiar com paralisia cerebral. Além disso, serve de canal para outras pessoas pedirem apoio.

"Os médicos do Brasil são muito taxativos com algumas doenças. Esse conhecimento que adiquiri lá fora, com um pouco de conhecimento a pessoa pode melhorar a qualidade de vida. Penso em divulgar todo conhecimento. Quero deixar minha semente ali, de que uma criança fez, melhorou e outras podem fazem", disse a mãe do Iran.

"A sensação dele sentar numa cadeira de lata e comer pastel sozinho é indiscutível”, disse Lene Assunção

Fonte: g1.globo.com

Pais lutam por remédios para filhos com problemas de saúde - Veja o vídeo.

Victória e Octávio têm AME (atrofia muscular cerebral), doença genética e degenerativa que enfraquece os músculos

Pais lutam por remédios para filhos com problemas de saúde

Com o apoio dos Doutores do Riso e muitos amigos e familiares, a família Leite Coutinho organiza pedágios e festas para arrecadar fundos para o tratamento dos filhos Victória e Octávio. Os pequenos sofrem de AME, atrofia muscular cerebral, uma doença genética e degenerativa que enfraquece os músculos.

Click AQUI para ver o vídeo.

Um remédio de alto custo, vindo dos Estados Unidos, pode ser a cura para a doença das crianças, por isso eles contam com a ajuda das pessoas para poder custear essas despesas.

Neste sábado, 24 de junho, a família organiza uma festa junina no Clube de Regatas Tumiaru, em São Vicente. O evento começa às 18h e segue até a meia-noite e conta com várias atrações, bandas, comidas típicas, brincadeiras e sorteios de brindes. Os convites custam R$10 (crianças até 10 anos não pagam). Toda a renda será destinada ao tratamento dos irmãos Victória e Octávio.

Para saber como ajudar os pequenos Victória e Octávio, entre em contato com a mãe Vanessa Pereira Leite através do telefone (13) 99700-9719.

Deficiente visual, filha de Roger ganha surpresa e sente gol do pai: "Eu consegui" - Veja os vídeos.

Sem enxergar desde o nascimento, Giulia recebe quadro em alto relevo com momentos da pintura feita pelo atacante diante do Sport. Jornalista Luis Roberto surpreende a família

Por Felippe Costa e Marco Antônio Araújo, Rio de Janeiro

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Luis Roberto dá presente especial para Giulia, filha do atacante Roger do Botafogo

Brincalhona, inteligente e, principalmente, feliz. Assim podemos definir a vida de Giulia, filha do atacante Roger, do Botafogo. Mesmo sem enxergar desde que nasceu há 11 anos, "Tatá", como é carinhosamente chamada pela família, sempre acompanhou a carreira do pai e os gols narrados na televisão através das sensações. Agora, um deles ficará marcado para sempre em sua vida.

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Giulia ganhou uma surpresa no mês do aniversário. Responsável pela narração do golaço de Roger (confira, abaixo), contra o Sport, pela Copa do Brasil, o jornalista Luis Roberto, da TV Globo, visitou a casa do atacante e levou um quadro em alto relevo com três momentos da jogada para que ela pudesse sentir o feito do pai. Roger, então, foi explicando o lance, enquanto a filha acompanhava tudo com as mãos e se entusiasmava a cada detalhe narrado.

Descrição da imagem: filha de Roger sente o gol do pai no quadro em relevo, ao lado do atacante e de Luis Roberto (Foto: Felippe Costa)
Descrição da imagem: filha de Roger sente o gol do pai no quadro em relevo, ao lado do atacante e de Luis Roberto (Foto: Felippe Costa)

- Estou muito feliz de poder sentir um gol do meu pai. Sempre acompanho os jogos e comemoro os gols pela televisão, mesmo sem saber como eles são feitos. Vocês conseguem entender o que fizeram? Gente, eu nunca tive essa noção... Eu queria ter essa noção algum dia e vocês conseguiram trazer. Pai, o gol foi lindo! Foi, não foi? Agora, eu consegui - vibrou.

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Gol do Botafogo! João Paulo lança e Roger dribla marcador e marca aos 11 do 1º tempo

Tratamento na China

A deficiência visual começou a ser percebida quando ela tinha apenas três meses. Depois de alguns exames, foi constatada uma Displasia Septo-Óptica, que trata-se de um raro transtorno caracterizado por malformações da linha média do sistema nervoso central.

O diagnóstico dos médicos fez com que o atacante chegasse a apostar em um tratamento experimental desenvolvido na China. Inconformado com a situação de sua filha, Roger, que na época jogava no Vitória, seguiu os conselhos de um casal de amigos e mandou Giulia e sua mãe Elizabeth para fora do país em busca da tão sonhada cura. A experiência, no entanto, não deu o resultado esperado. Mas serviu para confortar a família.

- Giulia ficou em tratamente por 45 dias, mas não foi o que esperávamos. Começamos a entender que esse era o plano de Deus para a nova vida. Era ter a Giulia do jeito que Deus nos mandou. Fomos escolhidos para ter uma filha tão especial e querida. Realmente foi duro, mas hoje encaramos com tranquilidade. Eu tentei. O que eu quero é que ela saiba que eu e minha esposa tentamos o que tinha de melhor. As pessoas precisam tentar. O tratamento melhorou muito de um tempo para cá. Quero vê-la na paralimpíada. Faz natação muito bem. O esporte quebra barreiras, agrega, anima... Vivo sonhando por ela. A Giulia não tem limites.

Descrição da imagem: quadro 3D com o gol de Roger, do Botafogo (Foto: Felippe Costa)
Descrição da imagem: quadro 3D com o gol de Roger, do Botafogo (Foto: Felippe Costa)

Visivelmente emocionado, Luis Roberto falou da importância da narração e disse que é fundamental descrever o lance com detalhes. Segundo ele, é preciso passar tudo com o coração.

- O tom da narração é importante. É a soma de uma série de coisas. O futebol é muito paixão e você precisa falar com o coração. Esse gol era muito importante e valia a classificação na Copa do Brasil. A dimensão disso tudo você tem que passar. Tem que ser com o coração, ser apaixonado. E um pouco da descrição da situação. A televisão é um veículo de ruído. Às vezes... É um telefone que toca, é alguém que te chama em casa... Então o tom da narração é um chamativo para o cara voltar para a televisão. É o que procuramos passar.

Descrição da imagem: Roger posa para foto ao lado de Giulia, a mulher e o narrador Luis Roberto (Foto: Felippe Costa)
Descrição da imagem: Roger posa para foto ao lado de Giulia, a mulher e o narrador Luis Roberto (Foto: Felippe Costa)

Enquanto segue sonhando com a Paralimpíada, Giulia, que também já fez aulas de jiu-jitsu, alimenta outro grande objetivo: participar do The Voice Kids, programa musical da TV Globo. Roger aproveitou a presença de Luis Roberto, fez um marketing pela filha e brincou:

- Esse padrinho tem força, Giulia (risos).

Artilheiro do Botafogo na temporada e destaque do time na vitória por 3 a 1 diante do Vasco, na última quarta-feira, Roger vive um grande momento. Feliz, realizado pessoalmente e profissionalmente, o atacante sabe que, mais do que fazer um gol, ele estará sempre proporcionando alegria para sua fã número 1, que, de casa, torce como ninguém pelo seu sucesso.

"Seja gentil, amiga”

Por Fabiana Ribeiro*, Incluir para Crescer

Ser gentil é um bom começo (Foto: Thinkstock)
Ser gentil é um bom começo (Foto: Thinkstock)

Dia desses, uma amiga me pediu dicas de como fazer o filho, de 10 anos, ser mais inclusivo.

Disse que, por mais que as diferenças sejam um tema recorrente em sua casa, ela não via no seu menino muita paciência com aquilo que não é lá muito de seu interesse. Se existisse uma cartilha, portanto, ela compraria. Um manual, seguiria. Regras, adotaria. Infelizmente, não há nada disso.
Então, lá estava ela na minha frente, pura angústia, querendo uma resposta. Precisava fazer de seu rebento um ser capaz de entender que, em alguns momentos, é preciso ceder a vez a alguém que simplesmente não dê conta de lidar com a espera numa fila. Ela precisava de um caminho para que seu filho não sentisse inveja ou despeito do colega que tem mais tempo para fazer prova porque ele tem dislexia ou baixa visão. Também queria ajuda para que o menino compreendesse que nem toda criança consegue controlar seus sentimentos como ele.
Então, disse apenas: “Seja gentil”.
“Oi?”
“Seja gentil com vizinhos. Com amigos e desconhecidos. Seja gentil com a empregada, com a tia que mora longe, com a irmã de sua sogra. Com o cachorro, com o vendedor de mate e com o professor de judô. Seja gentil com o trocador do ônibus, com o primo do irmão do seu colega de trabalho, com o manobrista do restaurante. Seja gentil com o seu filho. Sempre. Todos os dias”.
“Fácil para mim que sou educada, vim de boa família, sou gente boa”, garantiu a amiga. “Mas não pode ser só isso”.
Não, não é. Mas a gentileza, gesto tão simples quanto nobre, é o primeiro passo para quem busca pensar mais no outro. E o que não seria o exercício da inclusão senão uma genuína manifestação de empatia?
Dias depois a amiga voltou. Dessa vez, queria um novo conselho: como faço para ser gentil?
*FABIANA RIBEIRO é jornalista e co-fundadora do Movimento Paratodos que visa a promover a inclusão das pessoas com deficiência. É mãe corujíssima de Pedro, 10 anos, e Vitor, 8 - dois meninos que, a cada dia, a desafiam a querer ser uma pessoa melhor. Quer escrever para ela? Mande um e-mail para: fabiana.ribeiro@paratodos.net.br

Vacina contra HPV: meninos também devem se imunizar

Entenda a importância da vacina e quem pode tomá-la na rede pública

Por Crescer online

As reações a vacinas são raras. Mantenha o calendário de vacinação do seu filho atualizado (Foto: Thinkstock)
As reações a vacinas são raras. Mantenha o calendário de vacinação do seu filho atualizado (Foto: Thinkstock)

Verrugas nos genitais? Elas podem ser causadas pelo papiloma vírus humano – mais conhecido pela sigla HPV. A literatura médica estima que 80% dos indivíduos sexualmente ativos já entraram em contato com o vírus. Em alguns casos, quando a infecção não é devidamente tratada, pode haver a evoluir para um câncer de colo de útero, vulva, vagina, pênis, anus ou orofaringe.

Para evitar tudo isso, é importante se vacinar. No Brasil, até 2016, apenas as meninas estavam sendo imunizadas contra o HPV (as que têm de 9 a 15 anos são o alvo da atual campanha) na rede pública de saúde. Mas, como o vírus é transmitido pelo contato sexual, é importantíssimo que os garotos também estejam protegidos. É por isso que o Ministério da Saúde ampliou a vacinação. Agora, meninos de 11 até 14 anos e 11 meses podem (e devem!) ser imunizados no SUS.

“A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020”, informou o Ministério da Saúde órgão em nota. De acordo com o órgão, os cânceres de garganta e de boca, que também podem ser causados pelo HPV, são o sexto tipo de câncer mais frequentes no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. A vacinação ajuda a diminuir esses números. Na rede particular, cada dose (são necessárias três) custa cerca de R$ 567.



Abertas inscrições para o IV Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência

Representantes das empresas premiadas em 2016.

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo anuncia a abertura das inscrições para o IV Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência, que chega à sua quarta edição respaldado com ótimos resultados obtidos nas edições anteriores, como maior visibilidade das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e de iniciativas exemplares de inclusão profissional deste segmento que reúne mais de 45 milhões de pessoas no país.

O objetivo do Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência é se tornar um instrumento adicional de apoio à inserção profissional de pessoas com deficiência, além de incentivar constantes melhorias nas iniciativas inclusivas das empresas. O período de inscrições é até 31 de agosto. A premiação será realizada na primeira quinzena de dezembro.

A edição desse ano contará com a inserção de uma nova categoria que contemplará as empresas internacionais, somando quatro categorias: Grandes Empresas (com 100 ou mais funcionários); Micros, Pequenas e Médias empresas (com até 99 funcionários); Prêmio Empreendedores com Deficiência; e Prêmio Empresa Estrangeira.

Representantes das empresas premiadas em 2016 e a Secretária Dra. Linamara Battistella


PRÉ- REQUISITOS
- Ter o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
- Ser empresa pública ou privada, de micro, pequeno, médio ou grande porte que conte com pelo menos um colaborador com deficiência;
- O Questionário deverá ser respondido pelo próprio colaborador com deficiência;

O Regulamento, etapas do Prêmio, metodologia de avaliação e informações sobre as inscrições devem ser conferidos no site http://pmetcd.sedpcd.sp.gov.br/ 

SERVIÇO 
IV Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência
Inscrições: até 31 de agosto
Informações e inscrições:  http://pmetcd.sedpcd.sp.gov.br/  


Estudante com Síndrome de Down é aprovado em vestibular de Direito em Sobral- Veja o vídeo

A família agora luta para conseguir arcar com as despesas do curso

por Maristela Gláucia

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Um estudante com síndrome de Down venceu vários obstáculos e conseguiu alcançar o sonho de passar no vestibular. Willian Vasconcelos vai cursar direito em sua cidade natal, Sobral.

Click AQUI para ver o vídeo.

As dificuldades enfrentadas por ele começaram logo cedo. Quando nasceu, a família não sabia que Willian tinha a síndrome. "A médica do posto de saúde disse para mim. Na época ela não usou 'síndrome de Down', e também não vou dizer qual nome ela usou. Me entregou meu filho, disse que ia ser difícil ele andar, falar", contou a mãe, Eridam Vasconcelos.

Segundo Eridam, no entanto, isso foi motivo de ainda mais amor para todos. "Eu passei a amar muito mais. A cuidar como se fosse um cristal", disse.

Willian cresceu e terminou o ensino médio no ano passado, mas enfrentou diversos desafios diante do preconceito das pessoas. A frustração foi grande ao se inscrever nos vestibulares das universidades públicas e no Enem. "Duvidaram da capacidade dele intelectual, cognitiva. Nos fizeram perguntas absurdas, se conhecia cores, se sabia segurar a caneta, se andava só", relatou a irmão, Klívia.

Apesar de uma boa pontuação, ele não foi aprovado. Chegou a pensar em desistir, mas renovou as esperanças quando surgiu a oportunidade em uma universidade particular. Sua professora Roberta Araújo foi um incentivo fundamental. "Sempre foi muito estudioso, muito empenhado, muito sociável, extremamente organizado e muito disciplinado", afirmou Roberta.

O problema enfrentado pela família agora é financeiro. "Não é barato, não é fácil manter um filho numa faculdade particular. Minha preocupação é essa, mas eu não vou desistir", disse Eridam.

Willian tem grandes esperanças. "Eu quero ser um bom advogado, pra ajudar minha família", revelou. Ele tem ainda um segundo plano. Apaixonado por televisão, ele quer virar ator.

Ceibc-RJ e Urece-RJ dividem a liderança do Regional Sudeste de Futebol de 5

Ceibc-RJ e Urece-RJ dividem a liderança do Regional Sudeste de Futebol de 5
Foto: Ramon (chamador), Juliano e Quintero comemoram mais um dos gols da Ceibc.

O Regional Sudeste de Futebol de 5 começou nesta sexta-feira (23), em Campos/RJ, com pleno domínio carioca. Nas vezes que entraram em quadra, Ceibc-RJ e Urece-RJ venceram seus jogos e dividem a ponta da tabela com seis pontos cada. No retorno à competição, a Adevibel-MG acumulou duas derrotas e a briga pelo título ficou mais difícil.

Atual campeão Ceibc-RJ abriu a competição encarando a Adevibel-MG, que não participava desde 2014, os cariocas contaram com partida inspirada do Juan Quintero para vencer por 3 a 0. Felipinho, da seleção brasileira de jovens, deu duas assistência e também teve destaque. No segundo jogo dos cariocas, já no período da tarde, o colombiano repetiu o feito e marcou mais três na vitória de 5 a 0 sobre a ADVC-RJ. Juliano fechou o placar com mais dois gols.

Quem também venceu as duas partidas que realizou foi a Urece-RJ. Os Tigres de Bengala primeiro tiveram confronto equilibrado contra a Unicep-ES. Liwisgton fez o gol que decretou a vitória pelo placar mínimo. No jogo que fechou o primeiro dia de competição, o camisa 7 mais uma vez se destacou, dessa vez com dois gols, e ajudou os cariocas a passarem pela Adevibel-MG por 3 a 0. Dias deu números finais ao jogo.

Os cariocas dividem a liderança da competição, com leve vantagem da Ceibc-RJ, que tem quatro gols a mais de saldo que a Urece-RJ. As equipes voltam à quadra neste sábado (24). Às 08h30, ADVC-RJ x Adevibel-MG se enfrentam em busca da reabilitação na competição, e para ver quem se aproxima da vaga na Copa Loterias Caixa - Série B. Após o jogo, será a vez de Ceibc-RJ x Unicep-ES. Completam a rodada Urece-RJ x ADVC-RJ, às 15h, e Unicep-ES x Adevibel-MG.



Serviço
Regional Sudeste de Futebol de 5 2017
Data: 23 a 25 de junho de 2017
Horário: 08:30 às 10:30 e 15:00 às 16:30 (23/06 e 24/06); e 08:30 às 10:00 (25/06).
Local: Sest Senat
Endereço: Avenida Doutor Nilo Peçanha, 614/822 - Parque Santo Amaro - Campos dos Goytacazes/RJ
Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Conheça, Juliana...

                              

Oi meu nome é Juliana, tenho 25 anos, solteira, me formei no ensino médio aos 17 anos.

Tenho uma doença genética chamada distrofia muscular de cinturas (doença degenerativa, crônica, progressiva), parei de andar com 13 anos devido a perda de forças musculares e agora também já não tenho forças em meus braços (tenho sensibilidade no corpo todo mas não tenho forças).

No estágio que a deficiência está agora, dependo de ajuda pra fazer quase tudo (costumo falar pra minha mãe que ela é minhas pernas e meus braços rs), tenho osteoporose muito forte o que causa muitas dores, embora todas essas dificuldades eu agradeço muito a Deus pela família maravilhosa e amigos que sempre elevam minha alto estima!

Não tive problema algum pra aceitar usar cadeira de rodas, aliás, eu pedi a cadeira pois já não estava aguentando mais parar em pé, já sofri alguns preconceitos, mas te digo uma coisa se você for dar bola pra esse tipo de coisa, você não sai mais de casa.

Como toda pessoa eu tenho meus dias de estresse, tristeza, daí eu grito, choro (o choro alivia), e quando os dias são de risos, aproveito cada segundo, cada detalhe, adoro uma festa, uma boa conversa, amo música, canto desde criança no coral da igreja, cantar é minha paixão.

Tenho vários sonhos, um deles é conseguir uma cadeira motorizada pra eu ter um mínimo de independência, é muito cara a cadeira mas espero um dia consegui- la.

O que me motiva é minha fé e esperança, é como uma frase que li uma vez "Enquanto houver esperança, haverá a possibilidade do sonho ser realizado."

                              

Itaú Cultural celebra 30 anos com exposição acessível em SP

Objetos táteis, criados especialmente para essa ocasião, fazem parte do acervo. Mostra também conta com audiodescrição de obras e narração de textos

Foto de obra tátil que representa uma fotografia com dois copos em cima de uma mesa e suas sombras

O Itaú Cultural celebra suas três décadas de funcionamento com a exposição “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos”. A exposição, que começou em maio, conta com centenas de obras de arte, incluindo parte do acervo do Itaú Unibanco.

Os quatro andares da Oca, no Parque do Ibirapuera, estão ocupados pela mostra, que tem recursos de acessibilidade desenvolvidos pela Mais Diferenças. São oito objetos táteis criados pela MD. Além disso, há audiodescrição de 16 obras e narração dos textos institucional e curatorial.

Esta é mais uma oportunidade em que Itaú Cultural e a Mais Diferenças unem esforços em torno de uma exposição acessível. A mais recente foi a Ocupação Laura Cardoso, encerrada em maio.

A exposição ressalta os esforços do instituto em incentivar a criação, a manutenção da memória e o pensamento crítico na cultura. Publicações impressas e produtos audiovisuais produzidos pelo Itaú Cultural estarão disponíveis no espaço.

O quê: Exposição Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos

Quando: de terça-feira a domingo, das 9h às 18 horas. Até 13 de agosto
Onde: Oca
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, entrada pelo portão 3 do Parque Ibirapuera. São Paulo/SP.
Telefone: (11) 3105-6118
Gratuito

Foto em plano aberto da exposição mostrando dois andares da Oca. No chão, há diversas esculturas e, nas paredes, quadros de tamanhos diversos

sexta-feira, 23 de junho de 2017

ONG doa próteses de plástico fabricadas com impressora 3D - Veja o vídeo.

Missão do grupo é fabricar próteses de plástico e fazer com que elas cheguem a quem precisa. No Brasil, 20 pessoas já receberam essa doação.

Resultado de imagem para BRASIL          Empresa brasileira faz prótese em impressora 3D com plástico ecológico

Agora um exemplo de solidariedade que está ajudando quem precisa de uma prótese. Voluntários de uma ONG internacional fabricam os equipamentos de plástico com uma impressora em 3D. No Brasil, 20 pessoas já receberam a doação.

Click AQUI para ver o vídeo.

O sorriso é de quem está redescobrindo a vida aos nove anos. Ana Luísa nasceu sem um dos braços. Mas ganhou um novo, de plástico. Brincar de boneca, de bicicleta. Agora ela está craque. “Agora eu consigo pegar direito as coisas. Eu ganhei minha mão, finalmente. Eu estava esperando por esse dia há tanto tempo”, diz Ana Luisa, de 9 anos.

E olha que é só a fase de adaptação. Ela recebeu a prótese há menos de um mês. “Ela está bem criativa, ela quer descobrir coisas novas, tudo ela quer mexer com a mão”, diz Bruna Negrini, mãe da Ana Luísa.

O advogado Paulo Renato perdeu quatro dedos quando trabalhava em uma máquina de ração. Se hoje o advogado do interior de São Paulo toca violão e teclado é por causa das próteses. “Você poder abrir, poder fechar uma porta, você poder fixar a faca junto com o gafo, poder comer como todo mundo te traz uma alegria, um sentimento que não tem explicação", conta.

O Paulo Renato, a Ana Luísa e outras centenas de pessoas no mundo já ganharam a prótese. O Filipe faz parte de uma rede de voluntários que estão espalhados pelo mundo. A missão deles é fabricar essas próteses de plástico e fazer com que elas cheguem a quem precisa. No Brasil, 20 pessoas já receberam essa doação.

As próteses são feitas na casa dele, em uma impressora 3D. Os modelos são padronizados pela ONG americana que criou o projeto. Com fios de plástico, a impressora dá forma às peças que vão montar a prótese. Em meia hora, um dedo fica pronto. A vantagem é o preço: R$ 500, incluindo o material importado e a energia elétrica.

Uma prótese convencional pode custar R$ 100 mil. Por enquanto, os voluntários estão arcando com os custos. Filipe já tinha a impressora 3d quando conheceu o projeto e quis ajudar. “Eu sempre tive interesse em construir dispositivos de auxílio humano. Eu entrei em contato com eles e comecei a ajudá-los”, diz Filipe Wiltgen, voluntário.

No Brasil, a ONG tem 10 voluntários. Quatro são fabricantes, como o Filipe. “É uma emoção muito grande entregar um dispositivo para uma criança e a criança já sair usando e a gente vê como é fácil a gente ajudar os outros. Como é simples ajudar os outros. Basta a gente querer e começar”, conclui o voluntário.

Fonte: g1.globo.com

Após 3 anos, só 20% dos objetivos do Plano Nacional de Educação foram cumpridos, aponta levantamento - Veja o vídeo.

Análise considera medidas que deveriam ter sido implementadas até 2017. Lei completa três anos em 25 de junho e tem etapas previstas até 2024.

Por Ardilhes Moreira, G1

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Plano Nacional de Educação falha ao não definir prioridades, diz presidente do Todos

Levantamento realizado por entidades do setor apontam que apenas 20% dos objetivos previstos para até 2017 foram cumpridos dentro do Plano Nacional de Educação (PNE). A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada sem vetos por Dilma Rousseff (PT), completa três anos no domingo (25). Ao todo, o PNE tem 20 metas centrais com diferentes prazos previstos, sendo que o prazo final é 2024. Oito metas têm prazos intermediários já vencidos.

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No balanço de três anos, entidades parceiras do Observatório do PNE reuniram dados que apontam que apenas seis dos 30 dispositivos relacionados à Educação Básica que deveriam ter sido cumpridos até o ano de 2017 foram realizados total ou parcialmente, segundo dados reunidos por parceiros do Observatório do PNE (OPNE).

Sala de aula em Macapá (Foto: Arquivo/Fabiana Figueiredo/G1)
Sala de aula em Macapá (Foto: Arquivo/Fabiana Figueiredo/G1)

"O PNE é um grande avanço (...). Acontece que ele não é um plano estratégico. Ele não coloca o que precisa vir antes, as políticas mais prioritárias", afirma Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, um dos integrantes do Observatório.

Abaixo, veja um resumo e o status do que deveria ter sido cumprido em 2015, 2016 e 2017:

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Debate sobre o financiamento

De acordo com análise do Observatório, o governo federal precisa melhorar a distribuição de recursos, como previsto na meta 20. "Os mecanismos de financiamento atuais (...) ainda não focam na equidade como deveriam", aponta.

"Enquanto municípios paulistas receberam em 2017 um valor de R$ 3.586,93 por aluno dos anos iniciais do Ensino Fundamental, em Alagoas, um dos estados com piores indicadores educacionais do País, o valor é de R$2.875,03 por aluno", afirma o Observatório.

O tema inclusive virou assunto de Justiça. O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) entrou com uma ação civil pública na Justiça para exigir que o governo federal defina o Custo Aluno Qualidade inicial. a comissão criada pelo Ministério da Educação para propor os valores foi criada mas nunca chegou a se reunir, como mostrou reportagem do G1.

Fonte: g1.globo.com

Bancário vence leucemia e vai defender o Brasil em olimpíada para transplantados - Veja o vídeo.

Rodrigo Machado, de 44 anos, embarca nesta sexta-feira (23) para Málaga, na Espanha, onde vai disputar provas de natação. 'Existe vida após um transplante', diz.

Por Gabriela Gonçalves, G1 SP, São Paulo

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Bancário vence leucemia e defende o Brasil em olimpíada para transplantados

Quatro anos após fazer um transplante de medula óssea para tratar de uma leucemia, Rodrigo Machado, de 44 anos, embarca, nesta sexta-feira (23) para participar dos Jogos Mundiais dos Transplantados em Málaga, na Espanha. Ele é o único brasileiro a competir na modalidade de natação.

"A expectativa principal dos jogos é incentivar a doação de órgãos e mostrar que existe vida após um transplante. É servir de exemplo para muitas pessoas que estão em um hospital que há luz no fim do túnel e que tem que seguir lutando e acreditar e fazer tudo o que precisa ser feito."

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Liberado pela médica hematologista desde abril para praticar atividades físicas, o bancário decidiu que se inscreveria na olímpiada e voltaria a treinar natação, esporte que se dedicou entre os 13 e 18 anos. Ex-federado, Rodrigo procurou o coordenador do Ginásio Poliesportivo Milton Feijão de São Caetano do Sul, Walter Luis Rodrigues Júnior, para voltar a treinar.

Com apenas oito semanas para o início dos jogos, Walter assumiu os treinos de Rodrigo e elaborou uma rotina de preparação. Exercícios diários, alimentação equilibrada e muita dedicação é a aposta do treinador para uma boa competição.

Rodrigo Machado é o único brasileiro a competir em modalidade de natação nos Jogos Mundiais dos Transplantados (Foto: Fabio Tito/G1)
Rodrigo Machado é o único brasileiro a competir em modalidade de natação nos Jogos Mundiais dos Transplantados (Foto: Fabio Tito/G1)

O desafio é mútuo. Há oito anos longe das piscinas, Rodrigo teve que se dedicar em dobro para recuperar o ritmo, técnica e bons tempos que tinha quando ainda era adolescente. Já Walter, precisou estudar e entender os limites do novo atleta.

“Se na minha carreira toda eu tivesse tido dez atletas como ele, eu seria um técnico realizado. Eu tenho que estar atento, se ele chega ofegante, se ele está vermelho são atenções que eu preciso ter. Eu tenho que respeitar os limites dele, mas eu não posso deixar muito aberto, porque ele é folgado e vai querer descansar muito. A rédea é curta”, conta o treinador.

Rodrigo vai competir em cinco modalidades: 50m e 100m costas; 100m e 200m livre e 200m medley. "Cinco provas que é o máximo que pode participar. Eu quero competir. Ser primeiro ou último faz parte, mas eu quero ser mais competitivo, me sentir mais fortalecido."

Com 17 esportes diferentes, os Jogos Mundiais dos Transplantados acontecem anualmente e é uma olímpiada em que os competidores devem ter tido algum tipo de transplante. “É uma forma de integrar todas as pessoas que passaram por doenças graves. É como a gente fala, é a celebração de uma segunda oportunidade. Nós todos transplantados estamos tendo uma segunda chance de continuar vivendo e vivendo bem”, define Rodrigo.

Com oito semanas de treino, Rodrigo vai competir em cinco modalidades de natação (Foto: Fabio Tito/G1)
Com oito semanas de treino, Rodrigo vai competir em cinco modalidades de natação (Foto: Fabio Tito/G1)

Diagnóstico

Dois meses após participar de uma meia maratona em São Paulo, Rodrigo começou a sentir fraqueza, cansaço excessivo e fadiga. Ao procurar um médico e fazer exames, foi diagnosticado em novembro de 2012 com leucemia.

Na semana seguinte ao diagnóstico, Rodrigo iniciou um ciclo com seis quimioterapias, transplante de medula e isolamento. Durante o tratamento, exercícios físicos com um professor particular permitiram que ele recuperasse parte da massa muscular que perdeu durante as internações. “Eu queria chegar mais forte para o transplante”, explica o bancário.

Os treinamentos continuaram e “com trabalho progressivo”, em 2015, competiu sua segunda meia maratona e voltou ao trabalho, que estava afastado de 2012. Mas, no início de 2016, ele foi obrigado a dar outra pausa. A leucemia se manifestou novamente, mas, dessa vez, em forma de um tumor no intestino.

Com queda de imunidade, foram três meses internado, uma cirurgia para fazer a biópsia, mais ciclos de quimioterapia e um tratamento “bem mais complexo”. Com a recaída na doença, Rodrigo precisou pedir outra licença médica no trabalho, nas atividades físicas, ficou recluso e teve de redobrar os cuidados com possíveis infecções.

“O esporte ajudou muito o Rodrigo ao longo do tratamento. Até nos momentos mais críticos, ele nunca ficou com a massa muscular muito debilitada e isso ajudou muito”, acredita a hematologista que acompanha o bancário desde o início, Maria Cristina Macedo.

Rodrigo Machado vai representar o Brasil nos Jogos Mundiais dos Transplantados em Málaga, na Espanha (Foto: Fabio Tito/G1)
Rodrigo Machado vai representar o Brasil nos Jogos Mundiais dos Transplantados em Málaga, na Espanha (Foto: Fabio Tito/G1)

'Três pilares do paciente'

Para passar pela doença, Rodrigo assumiu algumas responsabilidades. Além de coragem e muita disciplina com o tratamento, estabeleceu os “três pilares do paciente”. Para ele, o tratamento é divido entre o que compete a Deus e ao enfermo.

“Acreditar e ter fé no tratamento; se alimentar bem e praticar atividades físicas é o que nós podemos fazer, nós temos que nos movimentar”, explica.

Com autorização da médica, Rodrigo é treinado por Walter Luis (Foto: Fabio Tito/G1)
Com autorização da médica, Rodrigo é treinado por Walter Luis (Foto: Fabio Tito/G1)

Fonte: g1.globo.com

Câmara estima gastar R$ 2,3 milhões com legendas em programação da TV da Casa

Justificativa é garantir acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva

GUILHERME CAETANO, COM EDIÇÃO DE MURILO RAMOS

Transmissão de sessão plenária na TV Câmara (Foto: Reprodução)
Transmissão de sessão plenária na TV Câmara (Foto: Reprodução)

A Câmara dos Deputados abriu uma licitação para contratar serviços de legendas em tempo real para a programação da TV Câmara.

A previsão de gastos é de R$ 2,3 milhões. A justificativa é que a inserção das legendas - closed caption - garantirá que pessoas com deficiência auditiva tenham acesso ao conteúdo do canal. Uma exigência da licitação é que o índice de acertos na produção das legendas supere 98%.

Caso o resultado não seja atingido, a empresa contratada está sujeita ao pagamento de multa.