sábado, 1 de julho de 2017

Aluno da Pós-Unifor cria robô para ajudar crianças com paralisia cerebral

Idealizado por Alex Aguiar Lins, do Mestrado em Informática Aplicada, o projeto permite a interação das crianças com um robô, controlado por celular.

POR UNIFOR

A criança controla o robô durante um jogo, que é dividido em fases de acordo com o nível de dificuldade, indo desde a montagem da máquina até controlá-la para pegar objetos (Foto: Ares Soares/Unifor)
A criança controla o robô durante um jogo, que é dividido em fases de acordo com o nível de dificuldade, indo desde a montagem da máquina até controlá-la para pegar objetos (Foto: Ares Soares/Unifor)


Poucas coisas fascinam mais as crianças do que os amigos robôs. Unir tecnologia e criatividade, coisa que os pequenos tem de sobra, gera bons resultados. Foi pensando nisso que o aluno do Mestrado em Informática Aplicada, Alex Aguiar Lins, conciliou sua área de estudos com a vontade de criar algo que impactasse positivamente na sociedade, desenvolvendo justamente um robô para auxiliar na reabilitação de crianças com paralisia cerebral.

Em seu projeto, já em fase de implementação no Núcleo de Atenção Médica Integrada da Unifor (Nami), a criança controla o robô durante um jogo, que é dividido em fases de acordo com o nível de dificuldade, indo desde a montagem da máquina até controlá-la para pegar objetos. No decorrer desse processo, as crianças são testadas para distinguir cores e formas, assim como controlar o robô para direita e esquerda.
“É bastante realizador saber que meu trabalho não é apenas uma produção acadêmica, e está ajudando também pessoas que precisam. Projetos como este mostram como os alunos da Pós-Unifor estão sendo estimulados a criar ideias inovadoras, que não visem apenas o crescimento profissional, mas também tenham forte impacto positivo na sociedade. Me orgulho muito de fazer parte das pessoas que contribuem para o fortalecimento desse propósito. Transformei um hobby em algo de impacto positivo”, ressaltou Alex.
Esse robô atua em parceria com o projeto de realidade virtual criado por outra aluna da Pós-Unifor, também do Mestrado em Informática Aplicada. Com esses trabalhos, se espera que sejam alcançados com mais rapidez e eficiência resultados positivos, como o desenvolvimento da coordenação motora, estímulos para a memória e a cognição da criança, e tudo isso no decorrer de um processo que será divertido e satisfatório para elas.
Fonte: g1.globo.com

Lauro Chaman é prata na Holanda e garante título da Copa do Mundo de Ciclismo de Estrada

Por CPB

Imagem

O brasileiro Lauro Chaman assegurou nesta sexta-feira, 30, o título geral da Copa do Mundo de Ciclismo de Estrada - circuito promovido pela União Ciclística Internacional (UCI). Ele ficou com a segunda colocação no contrarrelógio da classe C5 na etapa de Emmen, na Holanda, e assim não pode mais ser alcançado na classificação de sua divisão.

O paulista de Araraquara, de 30 anos, completou o percurso de 25,8km em 33min09s13 e ficou atrás apeans do holandês Daniel Abraham Gebru, que foi dois centésimos mais veloz. Fechou a composição do pódio o austríaco Wolfgang Eibeck, que registrou o tempo de 33min53s66. Lauro já havia sido campeão desta prova na etapa anterior da Copa do Mundo, em Ostend, na Bélgica.

Ele ainda disputa neste domingo, 2, a prova de resistência na Holanda. No entanto, mesmo que não pontue, não pode mais ser alcançado por seus adversários na classificação geral. Assim, Lauro segue firme rumo ao seu principal objetivo do ano, que será a disputa do Mundial de Ciclismo de Estrada, que acontecerá entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro, em Pietermaritzburg, na África do Sul.

No ano passado, ele consolidou-se como o principal nome do ciclismo paralímpico brasileiro ao faturar duas medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Lauro foi medalhista de prata na prova de estrada e bronze no contrarrelógio, ambos da classe C5.

Fonte: cpb.org.br

Após atraso, estudo para criação de rotas de acessibilidade em Mogi deve ficar pronto em julho

Projeto quer criar alternativas para as calçadas estreitas e falta de rampas, por exemplo. Estudantes protocolaram representação no MP que questiona o atraso e as dificuldades na proximidade da Apae.

Seis rotas de acessibilidade serao criadas no Centro de Mogi das Cruzes.

Um estudo para implantar rotas de de acessibilidade em Mogi das Cruzes, que deveria ter sido finalizado em abril, deverá ser concluído no próximo mês, de acordo coma Prefeitura de Mogi das Cruzes. A administração alegou que o “contrato estabelecia este prazo para elaboração dos projetos executivos de todas as seis rotas, no entanto, por conta do andamento dos trabalhos foi autorizado um aditamento de prazo, sem alteração no custo”.

O projeto está sendo montado por uma empresa de engenharia de tráfego e leva em conta, por exemplo, o estabelecimento de uma largura mínima para as calçadas. Os estudos custaram R$ 197 mil e, depois da conclusão do projeto, ainda será preciso abrir uma licitação para escolher a empresa que fará as adequações. A Prefeitura ainda não divulgou um prazo para que isso aconteça.

Em junho, o Ministério Público recebeu uma representação de um grupo de alunos do curso de Direito da Universidade Braz Cubas (UBC) que cita, entre outros itens, o atraso para a conclusão do projeto. Os alunos ainda ressaltaram as dificuldades que os familiares dos alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) enfrentam na área. Os buracos nas ruas e as calçadas esteitas, com postes que bloqueiam a passagem, são alguns dos problemas que as mães de alunos enfrentam perto da Apae e em outras ruas da cidade.

De acordo com o Ministério Público, a representação está sendo analisada. Já a Prefeitura afirma que a área da Apae é “um dos locais prioritários de elaboração dos projetos executivos, inclusive com discussões envolvendo o Conselho Municipal para Assuntos da Pessoa com Deficiência. A partir das definições do projeto executivo a Prefeitura de Mogi das Cruzes buscará recursos para a execução dos serviços.”

Rotas

De acordo com a administração municipal, o objetivo é aliviar os problemas de quem é portador de deficiência e precisa caminhar pelo Centro. A intenção é montar seis rotas de acessibilidade para que estes trajetos possam atender essas necessidades especiais.

A previsão inicial é que as obras fiquem orçadas entre R$ 250 e R$ 300 mil e a Prefeitura diz que buscará recursos, junto ao Ministério das Cidades, para a execução. Ainda não há um prazo definido para o início dos trabalhos.

Ao todo, 15 quilômetros de vias serão atendidos pelas mudanças. Entre as alterações que estão previstas, está o alargamento das calçadas. “Você mexe com o alargamento da calçada intervindo nas vagas de estacionamento da rua, você amplia para o lado de fora e não mexe na estrutura dos imóveis. A calçada será ampliada para o lado da via igual acontece em alguns pontos onde estão instalados os parquímetros”, explica o secretário de Transportes, Eduardo Rangel.

De acordo com o secretário, rampas de acesso poderão ser instaladas e os pontos de ônibus poderão ter pequenas mudanças para atender aos deficientes de uma maneira mais eficaz. “Todas as rotas terão marcação no solo e piso tátil para facilitar para os deficientes visuais”, completa.

O G1 questionou a respeito da situação da Rua Ipiranga, inclusa em uma das rotas e onde as calçadas são estreitas e não há bolsões de estacionamento que poderiam ser utilizados, mas o secretário de transportes não soube informar quais medidas o estudo está levando em conta para o local.

De acordo com o projeto, a primeira rota vai contemplar a Rua Professor Álvaro Pavan, Avenida Candido Xavier de Souza, Rua Manoel Bezerra de Lima Filho, Avenida Narciso Yague Guimarães, Rua Olegário Paiva e Rua Carmela Dutra.

Já a Rota 2 será implantada nas ruas Professor Flaviano de Melo, Braz Cubas, Tenente Manoel Alves dos Anjos, Princesa Izabel de Bragança, Joaquim Fabiano de Melo e Carmem Moura Santos.

Na Rota 3, estão previstas adequações nas ruas Dom Antônio Candido Alvarenga, Cel. Cardoso de Siqueira, Dr. Correa, Dr. Ricardo Vilela, Cel. Souza Franco, Barão de Jaceguai, Otto Unger, Padre João, Professor Flaviano de Melo, Major Pinheiro Franco e Antônio Candido Vieira.

As ruas Cel. Cardoso de Siqueira, Primeiro de Setembro, Olegário Paiva e Senador Dantas fazem parte da Rota 4. Já a Rua Ipiranga terá uma rota própria (Rota 5).

Por fim, na Rota 6 serão feitas mudanças na Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, Rua Dr. Deodato Wertheimer, Rua Engenheiro Eugenio Motta, Rua Cel. Santos Cardoso, Rua Major Silvio de Miranda e na Rua Presidente Campos Salles.

Fontes: G1 Mogi das Cruzes e Suzano  - turismoadaptado.com.br/blog

Casal apaixonado por trilhas cria cadeira de rodas adaptada para esposa continuar praticando montanhismo

Da Redação - Letícia Ferro Ferraz

Juliana, Guilherme e Benjamin na Serra da Canastra
Juliana, Guilherme e Benjamin na Serra da Canastra

Desde que se conheceram, Guilherme Simões Cordeiro e Juliana Tozzi sempre gostaram de fazer trilhas e escaladas, mas durante a gravidez, Juliana acabou desenvolvendo uma síndrome neurológica rara, que dentre os sintomas causa dificuldade de locomoção, e isso acabou impedindo-a de praticar os esportes que tanto gostava. O marido, então, fez uma promessa a ela, que apesar das dificuldades, eles iriam voltar a praticar os esportes. Desse determinismo nasceu o projeto "Montanha para Todos", que foi apresentado no Fórum de Acessibilidade e Inclusão de Mato Grosso, que aconteceu no dia dez de junho no Centro de Eventos do Pantanal.

O casal se conheceu na faculdade, em 2005, durante uma viagem da universidade em que frequentaram. Ela estava no último semestre do curso de Ciências Sociais, e ele no primeiro semestre do curso de Química. Desde o início do namoro eles viajavam acampando, e logo depois que o irmão do Guilherme começou a praticar escalada em rocha, o casal fez um curso e começou a praticar o esporte.

Apesar de gostarem, eles se achavam meio solitários, já que quase sempre eram só os dois escalando. Até que conheceram um grupo que fazia trilhas, o que mudou a relação deles com as montanhas. “Acabamos indo fazer uma trilha com cachoeira junto do grupo. Com eles conhecemos um casal que nos falou de uma montanha chamada Pico dos Marins, que fica no município de Piquete, interior de São Paulo, e fez o convite para tentarmos ir nessa montanha. Fomos no próximo fim de semana, e foi assim que nossa paixão pelas montanhas começou”, relata Guilherme.

Nas trilhas que eles fizeram ao longo dos anos, já passaram por diversas aventuras. A mais engraçada de todas, que riem sempre que lembram, é de uma trilha na Serra dos Poncianos, que fica na divisa de Minas Gerais com São Paulo. “Achávamos que ia ser fácil, e não levamos suprimentos adequados. No segundo dia da travessia ficamos sem água. Dividimos então uma laranja para quatro pessoas matarem a sede. No final do dia encontramos um cachorro com sua vasilha de água, e não pensamos duas vezes”, contam.

Desde que se conheceram, os dois já foram a mais de 30 diferentes locais, até que Juliana foi diagnosticada com câncer de mama. Com o apoio da família e determinação, eles venceram esta batalha. No entanto, logo após o susto, o casal decidiu dar uma pausa nas trilhas e montanhas e viver uma nova aventura: a de serem pais.

Durante a gestação da Juliana, ela foi diagnosticada novamente com câncer e também com um novo problema de saúde: Degeneração Cerebelar Paraneoplásica, uma síndrome neurológica extremamente rara. Apesar ds problemas, Juliana conseguiu concluir a gestação até o 7° mês, e então o Benjamin nasceu.

O amor de Juliana e Guilherme pelas montanhas continuava, mas por conta da dificuldade de locomoção que a doença trouxe, ela não conseguia mais chegar até elas. Guilherme, então, prometeu à esposa, que carinhosamente chama de Ju, que iria dar um jeito, e foi assim que ele criou a Julietti.


“Como a Ju estava perdendo muita coisa, no início da doença fiz uma promessa a ela, que o esporte não perderíamos. Encontrei na europa um equipamento com um propósito bem parecido, porém chegaria no Brasil com valor próximo de R$30 mil. Aí fui atrás de desenvolver algo para nossa realidade. Fiz só para levar a Ju, mas quando vimos toda a mídia que estávamos gerando, decidimos abraçar isto, como uma missão e obrigação de espalhar para mais pessoas esta ideia.”

O equipamento desenvolvido foi uma cadeira adaptada para montanhismo com o nome de Julietti, em homenagem a Juliana. Ela deu tão certo que eles começaram um projeto para proporcionar oportunidade para que pessoas com dificuldade de locomoção pudessem praticar montanhismo. O nome desse projeto? Montanha para Todos.

O objetivo do projeto, segundo Guilherme, é que pessoas com qualquer tipo de deficiência saiam da rotina de médico, terapia e casa. “Eles tem que ver que a vida não acaba, temos muito para viver, só que de uma forma adaptada à realidade e limitações de cada um. Queremos que as pessoas normais olhem com mais atenção para com esse grupo enorme, que precisam do nosso apoio". Ele diz que o lema de sua família é mostrar que tudo é possível com determinação, amigos e adaptação.

Para usar alguma das 11 Juliettis distribuídas pelo Brasil, já no primeiro ano do projeto, é só entrar no site do projeto (AQUI), mas eles tem um projeto de aplicativo para facilitar esse processo de encontrar e reservar Juliettis. “Estamos buscando parceiros para desenvolver um aplicativo para efetuar a reserva e notificar por email o voluntário daquela região que está com a tutela da cadeira. Hoje no nosso site tem apenas uma lista com os contatos do tutor de cada cadeira, e para utilizar, você que tem que entrar em contato e combinar a atividade”.

“Queremos transformar o Montanha Para Todos em uma Ong voltada para a inclusão de pessoas especiais nos esportes radicais e atividades outdoor. Queremos distribuir equipamentos adaptados para estas atividades em diversos locais pelo mundo, onde qualquer pessoa poderá utilizá-los sem custo algum. Para tornar tudo isso realidade, vamos montar uma banco de voluntários pelo mundo, dispostos a ajudar e interagir com essas pessoas”, ressalta.


Durante toda essa vida de trilhas de Guilherme e Juliana, a história que mais os marcou foi o primeiro teste da Julietti, no dia dos namorados do ano passado. “Foi um momento muito forte para nós dois. Foi ali que vimos que, mesmo com a doença, poderíamos continuar fazendo o que mais gostamos, e o sentimento da Ju, de estar vivendo aquela sensação de novo, é algo que nunca sairá das nossas cabeças”.

Após a criação da cadeira de rodas, o casal voltou a frequentar trilhas, e agora com a companhia do Benjamin, que já começa a praticar o esporte. “É muito bacana ter o Benjamin conosco, mas muito difícil e trabalhoso para conseguir conciliar os cuidados com ele e com a Ju. Só que tudo é questão de tempo, e logo mais ele estará nos ajudando bastante a proporcionar super momentos para a Juliana.” conta Guilherme.

Em janeiro de 2018, Juliana, Guilherme e o Benjamin planejam iniciar uma viagem de volta ao mundo, em lugares onde planejam conseguir patrocinadores para o projeto, e distribuir uma Julietti em cada estado brasileiro e uma em cada país que passarem na viagem, aumentando assim os lugares disponíveis em que cadeirantes poderão praticar montanhismo pelo mundo.

Mara Gabrilli poderá ser a 1ª representante brasileira em Comitê da ONU


Pré-candidatura de Mara Gabrilli ao Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU é anunciada na 10ª Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O Brasil pode ganhar, a partir do ano que vem, um representante em um órgão da ONU do qual nunca participou: o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O nome de Mara Gabrilli foi indicado como pré-candidata ao cargo, durante reunião da delegação brasileira na 10ª sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada entre 13 e 15 de junho, na sede da ONU em Nova Iorque.

O Comitê da ONU é formado por 18 membros independentes, de diferentes países, peritos na temática da pessoa com deficiência, e monitora a implementação da Convenção pelos Estados Partes. Geralmente, se reúne em Genebra, na Suíça, duas vezes ao ano.

As próximas eleições estão previstas para junho de 2018 e elegerão nove membros para um mandato de quatro anos.

A indicação brasileira foi recebida com entusiasmo por representantes de diversos países que participaram do evento na ONU. Atualmente, apenas um membro dentre os 18 integrantes do Comitê é mulher – a alemã Theresia Degener. A América Latina não possui nenhum representante.

A atual diretoria da ONU vem trabalhando para fortalecer a igualdade de gêneros e tem pedido a todos os países que assegurem uma base sólida em suas agendas, garantindo que a voz e a experiência de meninas e mulheres ressoem dentro de suas deliberações.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez desse tema e da igualdade de representação das mulheres uma prioridade de seu mandato.

Sobre a Convenção

Há dez anos, em 13 de dezembro de 2006, a Assembleia Geral da ONU adotou resolução que estabeleceu a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, com o objetivo de “proteger e garantir o total e igual acesso a todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, e promover o respeito à sua dignidade”. Atualmente, 174 países ratificaram a Convenção e outros 13 são signatários. No Brasil o documento foi ratificado pelo Congresso Nacional em 2008 e internalizado em 2009, com status de emenda constitucional.

As funções do Comitê

A cada quatro anos os países que aderiram à Convenção e seu protocolo facultativo são obrigados a apresentar ao Comitê, relatórios periódicos sobre a implementação dos direitos expressos nesse tratado. Durante as suas sessões, o Comitê analisa os relatórios dos Estados Partes e aborda suas preocupações e recomendações, sob a forma de observações finais.

Além disso, o Protocolo Facultativo da Convenção confere competência ao Comitê para examinar denúncias individuais em relação a alegadas violações da Convenção pelos Estados Partes no Protocolo Facultativo ou para realizar indagações no caso de evidências confiáveis ​​de violações graves e sistemáticas da Convenção.

De acordo com dados da ONU, atualmente existem cerca de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo.

Menina que sofreu bullying a vida inteira hoje está se candidatando a Miss de seu país


A jovem Evita Delmundo, de Sabah, na Malásia, nasceu com manchas espalhadas por todo o corpo, incluindo seu rosto. Por conta disso, perdeu as contas de quantas vezes foi alvo de bullying e piadinhas de mau gosto.

Não foram poucas as vezes que a jovem chorou escondido, chegando até mesmo a procurar um médico para descobrir se poderia fazer uma cirurgia para a retirada das pintas. ”Minha infância não foi fácil. As outras crianças me chamavam de monstro e outras coisas terríveis. Era muito duro de lidar”, contou ao DailyMail.

Mas Evita cresceu, e sua autoconfiança também. A jovem acaba de se candidatar ao concurso Miss Malásia e, caso seja selecionada, pode vir a se tornar a garota mais bonita do seu país, representando a Malásia no Miss Universo. Mas o que importa é que, independente do resultado, Evita já está quebrando tabus, e empoderando garotas do mundo inteiro.

“Eu aprendi a aceitar minhas marcas de nascimento e a me amar. Aos poucos, fui ganhando confiança para mostrar ao mundo que sou única”, comentou a garota. Vamos ficar na torcida!

  


     

     

     


Fonte: hypeness.com.br -  Todas as fotos © Evita Delmundo

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Convívio com animais serve de terapia para crianças com autismo - Veja o vídeo.

Contato com animais ajuda na terapia social da criança autista. Os cachorros são os preferidos para ajudar nesse processo.

Por TV Anhanguera

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Convivência com cachorros serve de terapia para crianças com autismo

A interação com animais pode estimular melhoras no convívio social de crianças com autismo. Os cachorros são os preferidos quando o assunto é brincadeira. Para auxiliar no desenvolvilmento da criança autista, os mais recomendados são os cães das classe um e oito, como o labradores e o golden retriever, que são cosiderados mais dóceis.

O adestrador Antônio Pereira, que tem um filho autista, afirma que o contato com os cães traz bons resultados para as crianças. "Quando deram o diagnóstico de que ele era autista, eu realmente não sabia o que era um autista. Meu filho não gostava de cães, principalmente dos de grande porte, mas eu comecei a trabalhar levando ele até os cachorros e ele foi gostando, foi desenvolvendo e eu fui aprimorando mais a técnica".

Click AQUI para ver o vídeo.

Uma universidade norte americana publicou um estudo que afirma que as crianças autistas que convivem com animais respodem melhor a terapia social. A psicóloga Graziela Carvalho, explica como funciona esse processo.

"A criança autista tem um dificuldade muito grande de relacionamento interpessoal, do toque, do abraço e do beijo. Quando você tem um cachorrinho por perto aos poucos ele vai estimulando que a criança permita ser tocada e abraçada, porque inicialmente ele vai permitir o cachorro. Ele vai primeiro abraçar, beijar e brincar com o cachorro.

Para a psicóloga o contato com o animal é uma forma de aprimorar a interação social. "O contato com o animal faz com que a criança fique mais disposta. Isso voce pode ver na escola com a melhora no desenpenho dele. Pode ver isso também em casa e nos ciclos maiores", afirma.

Cachorros auxiliam em terapia social de crianças com autismo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Cachorros auxiliam em terapia social de crianças com autismo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)


Fonte: g1.globo.com

Deficiente visual do ES é aprovado em três universidades da Inglaterra - Veja o vídeo

Felipe Rigoni, de Linhares, ganhou bolsa e escolheu estudar mestrado em Oxford. Universidade é uma das mais conceituadas do mundo.

Por Ariele Rui, TV Gazeta

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Deficiente visual do ES é aprovado para fazer mestrado em 3 universidades na Inglaterra

Felipe Rigoni tem 26 anos e é deficiente visual. A limitação aparente não o impede de realizar seus sonhos. Depois de concluir o curso de engenharia de produção, o jovem do Espírito Santo se prepara para fazer um mestrado em políticas públicas na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Click AQUI para ver o vídeo.

Felipe ganhou uma bolsa para fazer o curso na universidade, que é uma das mais conceituadas do mundo. Ele parte em viagem para Inglaterra em setembro.

“A gente vai tocando, vai descobrindo o que a gente gosta, porque acho importantíssimo descobrir o que você gosta de fazer, o que te move. E não importa a deficiência e a dificuldade. Uma vez que você se move por algo muito claro, e eu tenho algo muito claro que me move, os obstáculos vão aparecer na vida de qualquer um, com deficiência ou não”, disse.

O jovem escolheu Oxford, mas já tinha passado para fazer o mestrado em outras duas universidades inglesas: King’s College London e a London School of Economics.

Felipe contou que vai estudar Mestrado na Universidade de Oxford (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Felipe contou que vai estudar Mestrado na Universidade de Oxford (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

A preparação de Felipe acontece em casa mesmo, na frente do seu computador. São pelo menos sete horas por dia estudando. Ele conta com a ajuda de um programa especial de computador para fazer as leituras. Agora que já passou, ele foca em estudar a língua inglesa.

“Eu percebi duas coisas que eu gostaria de trabalhar a nível mais macro, a níveis de programa de desenvolvimento de uma sociedade e também percebi que para as pessoas se desenvolverem elas precisam de um ambiente que estimule e dê recursos para que ela se desenvolva. E o melhor lugar para fazer isso é na gestão pública e na política. Por isso, eu decidi me preparar para fazer isso”, contou o jovem.

A mãe de Felipe, Jane Rigoni, disse que está confiante com a estadia do filho durante um ano em Oxofrd. “O coração aperta, mas eu confio nele. Acredito muito em Deus e entrego para ele, que só assim para ter paz. Eu confio que tudo dê certo. Até agora deu”, afirmou.

Felipe Rigoni tem deficiência visual e vai estudar na Inglaterra durante um ano (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Felipe Rigoni tem deficiência visual e vai estudar na Inglaterra durante um ano (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Fonte: g1.globo.com

Nenhuma aula de dança aceitava esta menina com autismo, então a sua mãe resolveu fazer ISTO - Veja o vídeo.

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Ava Whipple é uma linda menina de 9 anos que ama dançar. Ela pediu para sua mãe, Kim Smith, para lhe colocar em uma aula de dança para praticar. A mãe contatou diversas escolas locais, mas ele não aceitavam Ava como aluna. O motivo era, que como Ava tem um baixo nível de autismo, as escolas não se sentiam confortáveis em aceitar uma aluna com necessidades especiais.

Click AQUI para ver o vídeo.

Kim ficou de coração partido, mas ela estava determinada a fazer o sonho da sua filha se tornar realidade. A mulher não tinha outra opção além de começar uma aula de dança por ela mesma. A sua aula foi chamada de “Uma Chance para Dançar” e aceitava crianças com necessidades especiais físicas ou mentais.

“Qualquer coisa é possível com estas crianças” Kim diz. “Você somente precisa dar uma chance”. Como uma mãe de uma menina autista, Kim sabe que incluir e encorajar as crianças com necessidades especiais lhes dá confiança para seguirem os seus sonhos.

A aula de Kim teve um grande impacto na comunidade local, e logo, fará parte de uma competição de dança. Se você pensa que todos merecem uma chance de participar na sociedade, independentemente de suas necessidades, compartilhe esta história!

Fonte: perfeito.guru

Cadela consegue fazer menino com grave deficiência dar seu primeiro sorriso

Johnny é uma criança de 9 anos bastante consciente do mundo, apesar das dificuldades. Por conta de complicações na hora do parto, ele nasceu com uma paralisia cerebral tetraplégica. Tem dificuldades para engolir, respira com um aparelho especial e frequentemente sofre com convulsões sem controle do corpo.

Mesmo com todas as complicações de saúde e limitações físicas, Johnny tem um olhar curioso para a vida. Ele observa muito bem as atividades ao seu redor, apesar de não conseguir realizá-las.

Reprodução / Katherine Scandasis-Finn
 Reprodução / Katherine Scandasis-Finn

Mas seu olhar começou a ficar mais doce quando alguém especial apareceu saltitando à sua volta: era Lexi, uma Golden Retriever bem serelepe!

Mas Lexi nem sempre foi assim… Ela teve uma vida difícil com seus antigos donos, antes de ser entregue ao Golden Beginnings Golden Retriever Rescue, uma organização que cuida especialmente de cachorros dessa raça. Aos 5 meses ela chegou por lá, cheia de pulgas, vermes, magrinha…

Reprodução / Katherine Scandasis-Finn
 Reprodução / Katherine Scandasis-Finn

Mas cuidaram muito bem de Lexy e logo ela ficou saudável. Aos poucos, começou a mostrar para a equipe da ONG seu jeitinho de ser: sensível, madura, calma, amorosa, cheia de energia!

A mãe de Johnny mostrou interesse em adotar um cão da instituição e não demorou muito para escolherem Lexi. Ela tinha todas as melhores qualidades para viver naquele novo lar.

Reprodução / Katherine Scandasis-Finn
 Reprodução / Katherine Scandasis-Finn

Ao chegar na casa de Johnny, Lexi ficou empolgada, elétrica, cheirava tudo pelo quintal. Quando avistou o menino deitado na cama, no entanto, ela parou. Observou bem e cuidadosamente se aproximou. Parece que ela percebeu a situação de forma rápida, simples. Deitou ao lado de Johnny e encostou a cabeça em seu ombro.

Reprodução / Katherine Scandasis-Finn
 Reprodução / Katherine Scandasis-Finn

Johnny notou a presença de Lexi e naturalmente esboçou um sorriso iluminado, lindo de ver.

Em minutos os dois ficaram amigos. A família do menino não esperava uma reação tão maravilhosa. Lexi nunca havia convivido com crianças, nunca foi treinada. Impressionante como seu instinto foi capaz de assimilar tudo com tanta harmonia.

Reprodução / Katherine Scandasis-Finn Reprodução / Katherine Scandasis-Finn

Desde então, Lexi é uma companheira inseparável de Johnny e o vínculo de amor entre eles só cresce. Lexi ajuda Johnny nas sessões de terapias, assiste desenhos com ele, brincam. Não à toa, Johnny está progredindo tanto! Sua vida está colorida!

Reprodução / Katherine Scandasis-Finn
 Reprodução / Katherine Scandasis-Finn

Como é bom ter alguém puro e sincero ao nosso lado!

Bebê quase morre após sofrer convulsão provocada por prisão de ventre

Lily-May ficou 5 minutos sem respirar; médicos descobriram que ela é intolerante à lactose

Do R7

                             Foto: Reprodução/ Daily Mail
                                 Uma bebê de um ano parou de respirar por cinco minutos
depois de sofrer uma convulsão causada por constipação. A menina foi salva pela
mãe, Chloe Cook, 19 anos, que realizou os primeiros-socorros nela. As informações
são do jornal Daily Mail
Uma bebê de um ano parou de respirar por cinco minutos depois de sofrer uma convulsão causada por constipação. A menina foi salva pela mãe, Chloe Cook, 19 anos, que realizou os primeiros-socorros nela. As informações são do jornal Daily Mail.

                             Foto: Reprodução/ Daily Mail
                                 Depois de se recuperar, Lily-May foi diagnosticada com intolerância à lactose, o que provavelmente causou a constipação quase fatal, segundo Chloe 
Depois de se recuperar, Lily-May foi diagnosticada com intolerância à lactose, o que provavelmente causou a constipação quase fatal, segundo Chloe.


Foto: Reprodução/ Daily Mail
— Ela tinha problemas para ir ao banheiro desde que nasceu. Isso
significava que ela estava tão bloqueada que seu corpo se desligou para lidar
com a dor
Ela tinha problemas para ir ao banheiro desde que nasceu. Isso significava que ela estava tão bloqueada que seu corpo se desligou para lidar com a dor.


              Foto: Reprodução/ Daily Mail
                De acordo com o médico Anton Emmanuel, da British Society of Gastroenterology, a intolerância à lactose pode causar constipação mesmo que as pessoas tendem a associá-la mais a causar diarreia
De acordo com o médico Anton Emmanuel, da British Society of Gastroenterology, a intolerância à lactose pode causar constipação mesmo que as pessoas tendem a associá-la mais a causar diarreia.


                              Foto: Reprodução/ Daily Mail
                                  — A constipação grave não está associada a convulsões e os
pacientes não devem ficar alarmados. No entanto, ser constipado pode ser parte
de estar predisposto a convulsões em jovens
A constipação grave não está associada a convulsões e os pacientes não devem ficar alarmados. No entanto, ser constipado pode ser parte de estar predisposto a convulsões em jovens.


                                      Foto: Reprodução/ Daily Mail
                                           A mãe de Lily-May criou um grupo de apoio para aumentar a
conscientização sobre a importância dos primeiros-socorros
A mãe de Lily-May criou um grupo de apoio para aumentar a conscientização sobre a importância dos primeiros-socorros.

                              Foto: Reprodução/ Daily Mail
                                   — Quero ajudar outras mães a estarem prontas para salvar a vida de
seus pequenos se precisam. Eu estava preocupada porque Lily-May não tinha ido
ao banheiro durante um tempo e sua temperatura ficou realmente muito alta
Quero ajudar outras mães a estarem prontas para salvar a vida de seus pequenos se precisam. Eu estava preocupada porque Lily-May não tinha ido ao banheiro durante um tempo e sua temperatura ficou realmente muito alta.

        Foto: Reprodução/ Daily Mail
          — Ela estava apertando os punhos e tremendo. Ela não estava respirando, ficou azul, totalmente imóvel e fria. Era como se estivesse morta
Ela estava apertando os punhos e tremendo. Ela não estava respirando, ficou azul, totalmente imóvel e fria. Era como se estivesse morta.

                              Foto: Reprodução/ Daily Mail
                                  Após os primeiros-socorros prestados pela mãe, a menina voltou a
respirar e foi levada ao hospital
Após os primeiros-socorros prestados pela mãe, a menina voltou a respirar e foi levada ao hospital.

                           Foto: Reprodução/ Daily Mail
                               Atualmente com dois anos, a menina segue uma dieta livre de lactose e glúten
elaborada por uma nutricionista 
Atualmente com dois anos, a menina segue uma dieta livre de lactose e glúten elaborada por uma nutricionista

Cegos criam relações mais intensas e verdadeiras com a arte - Veja o vídeo

A realizadora Maya Kosa considera que muitos visitantes têm “uma relação de consumo e superficial com as obras nos museus”, enquanto os cegos passam duas horas em frente a uma obra, criando “uma relação mais verdadeira e intensa”.

“Antão, o invisível” propõe «uma visita ao Museu Nacional de Arte Antiga, pela mão de uma técnica do serviço de educação que acompanha pessoas cegas

Maya Cosa e Sérgio da Costa, dupla de realizadores luso-suíça, foram premiados este ano no Festival de Cinema IndieLisboa com o filme “Antão, o Invisível”, sobre o trabalho do serviço educativo de um museu de Lisboa com deficientes – galardão entregue ex-aequo a “Num Globo de Neve”, de André Gil Mata.

“Há uma relação temporal diferente na descoberta duma obra pelas pessoas cegas”, sustentou a cineasta, contactada pela agência Lusa, sobre o filme, galardoado dois anos após a primeira longa-metragem da dupla, “Rio Corgo”, ter recebido o prémio para melhor filme português no Festival DocLisboa.

Filme “Antão, o Invisível” mostra como os cegos conseguem ver obras de arte

O filme “Antão, o Invisível”, da dupla de realizadores Maya Kosa e Sérgio da Costa, galardoado com o Prémio Árvore da Vida no Festival de Cinema IndieLisboa 2017, mostra como os cegos podem “ver” obras de arte num museu.

O filme acompanha uma visita de deficientes visuais e auditivos, feita por técnicos do serviço educativo do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, à obra icónica “As tentações de Santo Antão” (1505-1506), tríptico criado pelo pintor holandês Hieronymus Bosch.

Os visitantes cegos “não podem ver com os seus olhos, mas podem ver de outra maneira”, disse à agência Lusa Adelaide Lopes, técnica do serviço educativo do MNAA, que participa no filme, descrevendo a obra a um grupo de cegos e a um jovem deficiente cego e surdo, através da linguagem escrita nas mãos.


Fontes: Jornal Açores 9 - turismoadaptado.com.br

DO SONHO DE INFÂNCIA À REALIDADE - Ícaro se tornou fotógrafo e conquistou sua independência

  

Nascido em Brasília, Icaro Santos sempre sonhou em ser fotógrafo e depois de muita persistência e dedicação, o sonho do pequeno garotinho se tornou realidade. Hoje com 28 anos, ele é considerado um profissional de sucesso devido ao seu belo trabalho.

Desde pequeno Icaro sabia que tinha Distrofia Muscular, mas nem por isso deixou de experimentar a arte de fotografar. Com várias tentavas e experiências, hoje ele consegue captar momentos únicos registrados em suas fotografias.

                                

O site Cantinho dos Cadeirantes teve o privilégio de poder conversar com Ícaro e conhecer melhor o seu trabalho. Veja o que ele nos contou:

(Matéria para o site Cantinho Dos Cadeirantes)
-Você em algum momento tentou ter alguma outra profissão, ou sempre quis ser fotógrafo?

Eu tive algumas oportunidades em um escritório, depois em uma gráfica como designer...

Mas desde pequeno sempre sonhei em fotografar, eu vivia brincando com câmeras.

Com o passar do tempo, fui crescendo e comecei a fazer fotos da minha irmã, das amigas dela e aos poucos começou a surgir alguns serviços.

A partir deste momento comecei a ser pago e com isso pude iniciar minha carreira investindo em equipamentos melhores. Hoje já fazem 3 anos que a fotografia se tornou a minha profissão.


Em algum momento você ficou apreensivo se as pessoas iriam aceitar e confiar no seu trabalho por ser cadeirante?

No inicio sim, ficava apreensivo mas logo vi que era capaz e confio muito bem no que faço, afinal os clientes precisam sentir seguros diante a adversidade de um cadeirante ser fotografo.


Como se sente quando está fotografando?

Fisicamente me sinto bem, pois faço aquilo que consigo.

Tenho que ter a consciência do meu problema e aceitar que não é tudo que vou conseguir fazer. Por exemplo: não faço fotos de casamentos, fotos em rios, cachoeiras, matas fechadas, pois são lugares que não consigo me locomover.

Mesmo não fazendo estes tipos de fotos, existem muitas possibilidades que deixam meus clientes muito satisfeitos. Uso o studio, faço fotos externas em praças, clubes, fotografo casais, crianças, famílias, gestantes, ensaios femininos e também ensaios sensuais.

Muita gente elogia o meu trabalho e me procura por isso. Me considero uma pessoa de sorte, pois ao mesmo tempo que faço o que gosto, conquistei minha independência com o meu trabalho.

                            

Quer ver mais fotografias do Ícaro Santos? Então não deixe de conferir pelo seu instagram @icarosantosfotografias

Crianças surdas se emocionam ao 'sentir' os sons da Orquestra Sinfônica de Campinas - Veja o vídeo.

Alunos de uma escola pública da cidade tiveram a chance de assistir e sentir cada vibração dos instrumentos.

Por Bom Dia Brasil

Resultado de imagem para Crianças surdas se emocionam ao 'sentir' os sons da Orquestra Sinfônica de Campinas
Alunos com deficiência auditiva participam do ensaio de Orquestra Sinfônica em SP

Acostumados a viver com o silêncio, alunos surdos de uma escola municipal participaram pela primeira vez de um ensaio da Orquestra Sinfônica de Campinas (SP). Observando cada detalhe e sentindo as vibrações dos instrumentos, as crianças e pré-adolescentes se emocionaram e ficaram encantadas com as descobertas.

O primeiro passo foi observar à distância, da plateia. Os movimentos chamaram a atenção e garantiram olhares atentos. Em seguida, as sensações aumentaram. Descalças, as crianças subiram no palco e puderam chegar bem perto e até tocar em alguns dos instrumentos. O silêncio era acompanhado de sorrisos.

Depois de uma conversa com o maestro chileno, Victor Hugo Toro, cada criança pode escolher o instrumento preferido. Júlia da Silva, de 13 anos, optou pelo violoncelo. 

Click AQUI para ver o vídeo.

“Eu senti uma emoção muito grande, foi uma sensação muito boa que eu senti quando eu estava lá no violoncelo”, contou a estudante à professora, que traduziu da linguagem de sinais para a língua portuguesa os seus sentimentos.

Crianças são de escola municipal de Campinas (Foto: Toni Mendes/EPTV)
Crianças são de escola municipal de Campinas (Foto: Toni Mendes/EPTV)

Eles sentiram as cordas e alguns também conseguiram perceber os sons mais graves. Mas um gesto, esse sim silencioso, chamou a atenção tanto quanto os instrumentos: a regência do maestro. Os alunos chegaram a imaginar que cada movimento pudesse ser aleatório e, ao comprenderem como é reger uma orquestra, se encantaram mais uma vez.

Aos 8 anos, Isabela Lira quis experimentar e se sentiu à vontade deslizando com a batuta pelos ares.

"Eu senti um grande prazer, todos me olhando. Foi muito emocionante poder reger a orquestra. Gostei bastante, foi uma sensação única", disse a menina na linguagem de Libras.

Isabela Lira, de 8 anos, regeu a orquestra ao lado do maestro (Foto: Toni Mendes/EPTV)
Isabela Lira, de 8 anos, regeu a orquestra ao lado do maestro (Foto: Toni Mendes/EPTV)

A interação da música com a surdez já gerou grandes frutos no passado. O gênio e compositor alemão Ludwig van Beethoven, do século XVIIIl, teve sérios problemas auditivos e ficou surdo. Mas, ainda assim, conseguiu compôr algumas das maiores obras-primas da história.

"Essas coisas que a música pode fazer, essa união, essa sensação, essa vitalidade através dessa energia. Foi realmente uma grande, grande experiência", conta o maestro Vitor Hugo Toro.

Através do toque, crianças sentiram a vibração dos instrumentos (Foto: Toni Mendes/EPTV)
Através do toque, crianças sentiram a vibração dos instrumentos (Foto: Toni Mendes/EPTV)

Fonte: g1.globo.com

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Família de menino com doença rara luta para que União cumpra decisão da Justiça e forneça remédio importado

Doença que provoca fraqueza e restrição de movimentos. Decisão da Justiça saiu em 30 de março; Ministério da Saúde diz que busca cumprir decisão em caráter de urgência.

Por G1 SP

Página de Gianlucca Trevellin tem detalhes da luta da família pela liberação de medicamento pela Anvisa (Foto: Reprodução/Facebook/Gianlucca Trevellin)
Página de Gianlucca Trevellin tem detalhes da luta da família pela liberação de medicamento pela Anvisa (Foto: Reprodução/Facebook/Gianlucca Trevellin)

A família do menino Gianlucca Trevellin, de 5 anos, trava uma luta na Justiça para fazer com que a União cumpra decisão judicial proferida há três meses e forneça o medicamento Spinraza 12 mg para o tratamento de uma doença rara chamada atrofia muscular espinhal. A doença afeta as células do anterior da medula, provoca fraqueza e restrição nos movimentos voluntários.

Com o passar do tempo a doença vai enfraquecendo os músculos. O tratamento repõe o gene, segura a progressão da doença e apresenta uma certa melhora.

Gianlucca está em uma UTI em sua casa em Santo André, no ABC paulista, respira com ajuda de aparelhos, é alimentado por sondas em casa e já sofreu cinco paradas respiratórias, de acordo com a família. Cada dose custa nos Estados Unidos US$ 125 mil. Gianlucca precisa tomar seis doses no primeiro ano e nos anos seguintes quatro doses por ano.

O medicamento é aprovado nos Estados Unidos e na Europa, mas no Brasil não tem ainda aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A família obteve uma decisão judicial favorável em 30 de março para que o Ministério da Saúde fornecesse o medicamento, mas isso ainda não foi realizado. A decisão determinava que o governo comprasse em 48 horas o remédio.

"Estou aguardando manifestação do juiz sobre o descumprimento da decisão e deve sair em breve", Arlyson Horta, advogado da família. "A informação que temos é que o ministério sequer comprou a medicação. Não demonstram se foi feita alguma atitude para a compra do medicamento. O Gianlucca tem uma saúde muito frágil. A doença é uma muito grave."

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou: "O Ministério da Saúde esclarece que a demanda judicial referente ao fornecimento do medicamento Spiranza 12mg, para o paciente Gianlucca Trevelinn, está em andamento em caráter de urgência no setor responsável. É importante destacar que, por se tratar de um medicamento importado, o prazo médio estimado para a sua aquisição é de 90 a 120 dias."

"Quando ele era bebê a gente percebia que ele era molinho. Com seis meses passou a fazer fisioterapia, mas com oito meses foi internado, teve a primeira parada respiratória, foi pedido um exame de DNA", revela Renato Trevellin, pai de Gianlucca. O resultado do exame confirmou que o menino tinha atrofia muscular espinhal.

A família começou a luta na Justiça primeiro para receber o tratamento médico em casa bancado pelo convênio médico. Com um novo convênio médico conseguiu o home care e há quatro anos Gianlucca é tratado.

"Comecei a acompanhar o tratamento nos Estados Unidos em 2013 e em 2015 começou a aparcer vídeos de crianças que recebiam o medicamento lá fora. Começamos uma campanha para pedir a aprovação da liberação do remédio. Montamos uma associação e estamos na luta. Se conseguir esse remédio para meu filho vamos abrir porta para outras crianças."

Há duas semanas percebemos que Gian não consegue mais sorrir. Os músculos da boca não se mexem mais para fazer ele sorrir. Não consegue

Página no Facebook tem 57 mil integrantes. Em três meses dez crianças morreram vítimas da doença.

Na segunda-feira (26), o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer obrigando o Estado a fornecer medicamentos não previstos na lista do SUS.

Fonte: g1.globo.com