sábado, 22 de julho de 2017

Pais pedem ajuda para balançar bebê com paralisia cerebral

Para se acalmar, Olívia precisava ser ninada o tempo inteiro. Por isso, a família criou um sistema de rodízio e convidou todo mundo a dançar com a pequena

Por Vanessa Lima

Marília com a pequena Olívia no colo: ela só se acalma quando é balançada (Foto: Reprodução/ Facebook )
Marília com a pequena Olívia no colo: ela só se acalma quando é balançada (Foto: Reprodução/ Facebook )

A arquiteta Marília Cireno teve uma gravidez calma, sem turbulências ou sustos. Todos os pais sabem que a vida muda completamente depois do início do trabalho de parto. No entanto, ela e o marido, o artista plástico Fernando, que moram em Recife (PE), não faziam ideia da intensidade em que isso aconteceria no caso deles, depois da chegada de Olívia. "A gravidez foi muito tranquila e saudável. Foi feito um bom pré-natal, que indicou que tudo corria bem. Não houve nenhuma intercorrência", conta Marília, em entrevista à CRESCER.

Por conta de uma complicação na evolução do parto, Olívia, hoje com 4 meses, teve uma paralisia cerebral, que a deixou com uma condição conhecida como encefalopatia hipóxico isquêmica. Uma das consequências disso é que ela só se acalma quando é balançada. Então, desde sua chegada, Marília e Fernando precisaram mudar completamente a rotina para dar conta de acalentar a menina dia e noite sem parar. Eles passaram a se revezar, mas, mesmo assim, era muito complicado conseguir fazer isso e ainda trabalhar e lidar com as outras tarefas da casa.

"Vem dançar com a Olívia!"

    Olívia no colo do pai, Fernando (Foto: Reprodução/ Facebook)
Olívia no colo do pai, Fernando (Foto: Reprodução/ Facebook)

Foi então que Fernando, que é dono de um bar e já usava muito as redes sociais para divulgar o estabelecimento, teve a ideia de pedir ajuda na internet. O casal fez um post e chamou desconhecidos para virem até o apartamento deles, para ajudar a embalar a pequena. O esquema de rodízio deu certo e aliviou, em parte, a pesada rotina da família. "Temos muitos amigos e, como todo mundo perguntava de Olívia, ele usava o Facebook para dar as notícias dela. Aproveitamos para pedir essa força também porque estávamos exaustos de tanto pular com ela!", relata Marília, que tem ainda uma filha mais velha, Lina, de 3 anos.

A encefalopatia: como tudo começou

Os primeiros sinais de que Olívia chegaria vieram quando Marília completou 41 semanas de espera. "O parto foi bem exaustivo e longo. Para mim, o que soou como um sinal de alerta foi o fato de que, em um certo ponto, o trabalho de parto parou de evoluir. Eu já estava com dilatação total e a bebê bem baixa, mas a situação ficou assim por muitas horas, sem evoluir mais, até que as contrações começaram a diminuir de frequência e intensidade", lembra a mãe. Meu desejo era esperar pelo parto naturalmente, mas, nesse caso, tivemos que entrar com anestesia e ocitocina (para estimular as contrações). Um pouco depois disso, os batimentos de Olívia caíram um pouco e a obstetra achou melhor partir para a cesárea. No total foram mais de 20 horas de trabalho de parto", diz.

Depois da cirurgia de retirada do bebê, Marília estava exausta e anestesiada. Além disso, um pano cobria a visão de sua filha. "Não entendi muito o que estava acontecendo. Só soube da gravidade da situação muitas horas depois", relata. Não demorou para que os médicos chegaram ao diagnóstico da encefalopatia. "Ela teve esse problema de oxigenação, precisou ser entubada e, alguns minutos depois, sofreu uma convulsão, que é um forte indicativo de dano neurológico", explica.

Por que ela só se acalma com movimento?

De acordo com Marília, a razão pela qual a pequena Olívia só se acalma ao ser balançada tem a ver com a recepção de estímulos. "Ela sofreu um dano neurológico e, além disso, passou um longo período internada (48 dias), sem muitos estímulos sensoriais. Isso a deixou um pouco traumatizada e provocou o que os terapeutas ocupacionais chamam de distúrbio de integração sensorial. Ou seja, ela ficou com dificuldade em receber estímulos variados (tato, audição, visão etc) e passou a só aceitar o do sistema vestibular (o balançado que os bebês geralmente gostam). Por isso, precisava dele o tempo todo e com muita intensidade", explica. Olívia também tem refluxo gastroesofágico, que provoca dor e irritação.

Ao receber o diagnóstico da filha, os pais sentiram um pouco de receio. "No início, os médicos não sabiam qual tinha sido a gravidade da lesão e não nos davam muitas informações. Meu medo maior era ela depender de aparelhos para viver. À medida que ela foi evoluindo, nós ficamos mais tranquilos e aceitamos a situação com muito amor. Hoje eu vejo que ela está se saindo muito bem, tem um grande potencial de recuperação, mas as certezas ainda não são muitas. Posso dizer que meu maior medo hoje é que ela não consiga se comunicar, conversar", revela a arquiteta.

Quem vai dançar com Olívia?

Além dos amigos e parentes que já sabiam da situação, Marília e Fernando receberam vários desconhecidos durante a fase mais crítica da bebê. "Os amigos compareceram bem. Havia vários dias em que ficávamos sozinhos também, mas quase sempre vinha alguém para ajudar", diz Marília. Segundo ela, a necessidade diminuiu um pouco com o passar das semanas. "Olívia já está mais calma e compreendendo mais esse mundo, então, até preferimos manter o ambiente mais tranquilo e só com os amigos mais próximos", diz.

Marília, com Olívia no colo e a filha mais velha, Lina, de 3 anos (Foto: Reprodução/ Facebook)
Marília, com Olívia no colo e a filha mais velha, Lina, de 3 anos (Foto: Reprodução/ Facebook)

Mas dançar com Olívia não é assim tão simples. É preciso captar a maneira como ela gosta de ganhar colo. Se não, não faz efeito. "A pessoa precisa ter 'jeito'. No período em que ela estava mais irritada, era preciso balançar com vigor para ela gostar e tinha gente que se sentia inseguro e não conseguia. Aí era choro certo!" relembra Marília. "Hoje, ela está bem mais fácil, mas também já percebe mais os rostos e cheiros conhecidos, então, às vezes, estranha um pouco quando vai para algum colo diferente", afirma.

Além de obter ajuda para embalar a menina, a família também recebeu colaborações de várias formas: comida, dinheiro, fraldas, leite... Isso porque, como os cuidados com a menina exigia muito deles, ficava mais difícil se dedicar à carreira e reunir condições para pagar as contas, que não param de chegar. 

"Vamos nos virando como dá, mas é bem difícil. Até recebemos ajuda financeira dos amigos e da família, porque realmente ainda não está dando muito para trabalhar. Mas, agora que Olívia completou 4 meses, a irritabilidade diminuiu muito e estamos nos organizando para voltar com tudo ao trabalho", planeja a mãe.

Outro ganho que eles tiveram com as visitas foi a oportunidade de conhecer pessoas novas e até o contato com pessoas que vivem situações similares. 

"Tenho uma colega que conheci através de um grupo do Facebook que passou por uma situação muito parecida, mas o bebê dela não teve tanta irritação como Olívia", conta.

A pequena Olívia, com 4 meses (Foto: Reprodução/ Facebook Fernando Peres)
A pequena Olívia, com 4 meses (Foto: Reprodução/ Facebook Fernando Peres)
O futuro de Olívia

Os próximos passos do tratamento incluem diversas sessões de terapia e muito estímulo. De acordo com Marília, só assim ela pode conseguir desenvolver todo o seu potencial, minimizar as sequelas do trauma e levar uma vida o mais normal possível. "A paralisia cerebral é um quadro que não evolui e nem regride e, por isso mesmo, não é uma doença, e sim uma condição. Ela pode ter diversas dificuldades motoras ao longo do tempo e isso vai sendo trabalhado com as terapias", conta a mãe.

Como o cérebro não se regenera, não dá para dizer que existe uma cura para a bebê. No entanto, o órgão pode se reorganizar e manter um bom funcionamento, apesar da lesão. Assim, com cuidados específicos, dá para ela superar as limitações. "Talvez ela tenha apenas algumas dificuldades físicas para realizar movimentos mais sofisticados", prevê Marília.

Padrasto brinca com garoto de cadeira de rodas em rampa de skate e vídeo faz sucesso na internet - Veja o vídeo.

Apesar de antiga, a filmagem só foi compartilhada na semana passada nas redes sociais

Por Crescer online

O padrasto e Logan em um parque de diversões (Foto: Reprodução)
O padrasto e Logan em um parque de diversões (Foto: Reprodução)

Um vídeo de um padrasto empurrando uma cadeira de rodas, brincando com seu enteado Logan, que tem paralisia cerebral, por uma rampa de skate ressurgiu nas redes sociais e já teve milhões de visualizações. A filmagem foi feita há sete anos e postada originalmente no Youtube, mas depois de ser compartilhada no Facebook recebeu centenas de comentários apoiando a atitude do homem, Jason McGee.

Atualmente Logan tem 10 anos e dois irmãozinhos saudáveis Leviathan, 8, e Axel, 4. De acordo com informações do site Today Parents, Logan quase morreu depois do parto, estrangulado pelo cordão umbilical. Os médicos conseguiram reanimá-lo, mas o menino sofreu um dano cerebral permanente e até hoje não fala, nem anda.


Apesar dos obstáculos, a mãe do menino, Keri Fleury, tem como objetivo proporcionar a Logan uma diversa gama de experiências. “Que garoto de 10 anos não deveria ter experiências positivas?”, disse Keri. “Imagine ficar trancado em uma jaula - uma jaula em que você não pode falar nem andar. É mais ou menos isso o que Logan vive. Seu corpo é uma jaula e o mínimo que posso fazer é me esforçar para que ele desenvolva seu potencial e tentar dar a ele a melhor qualidade de vida possível”, conta.

Jason McGee afirmou ao site que se considera pai de Logan e, apesar de ter se separado de Keri há cinco anos, ainda mantém relação próxima com o garoto e seus irmãos. “Acho que o vídeo tocou as pessoas porque a maioria não pensa que os deficientes são mais do que o nome da sua doença, ou do que o par de muletas que usam”, disseMcGee. “Muita gente que passa por uma situação semelhante vê isso como um fardo... Nós escolhemos o caminho do vitorioso – precisamos fazer isso porque o Logan merece ter a sua volta pessoas que são fortes o suficiente para não focar no que ele não pode fazer, mas descobrir o que ele pode”.

Menino com paralisia cerebral anda pela primeira vez aos 8 anos e vídeo viraliza - Veja o vídeo.

Kaio foi diagnosticado com paralisia cerebral aos oito meses. A mãe dele, Juliane, registrou o momento em que ele conseguiu dar os primeiros passos sem ajuda. O vídeo está fazendo sucesso na internet

Por Crescer online

Kaio em uma das sessões de hidroterapia (Foto: Arquivo pessoal)
Kaio em uma das sessões de hidroterapia (Foto: Arquivo pessoal)

Juliane Horschutz é mãe dos gêmeos Kaio e Vitor, 8 anos, e da Manuela, 6. Ela é autora do vídeo caseiro que caiu nas graças da internet por um daqueles momentos grandiosos da vida.

Click AQUI para ver o vídeo.

Assim que os gêmeos, frutos de uma fertilização in vitro, nasceram, a mãe notou uma diferença entre eles. “Kaio nasceu bem menor e magrinho. Até aí, tudo bem, até porque o médico disse que era normal”, conta. No entanto, com o passar dos meses, Juliane, começou a notar que o desenvolvimento dos dois não acontecia de maneira semelhante. “Todos os meses, nas consultas com o pediatra, eu falava sobre isso e ele dizia que cada criança tem seu tempo de desenvolvimento. Quando eles completaram oito meses, eu e meu marido levamos Kaio a uma neuropediatra, que diagnosticou a paralisia cerebral. A partir daí, iniciamos os tratamentos: fisioterapia, hidroterapia e até a equoterapia. Sempre com muito esforço, deixando umas coisas para poder fazer outras porque os tratamentos são caros”, lembra.

“Foram quase dois anos para ele conseguir sentar. Com quase 3, ficou em pé pela primeira vez, por segundos. Foi nossa primeira grande emoção. Depois, foram os passos minúsculos: era meio passo e um tombo. Tudo acontecia de uma forma muito lenta, mas todo esforço sempre foi recompensado. E de uns tempos pra cá, os passos dele estão ficando mais firmes, ele está se soltando, já consegue ir de uma parede a outra sozinho”, conta. Conquistas que a muitos olhos parecem pequenas são enormes para uma criança com paralisia cerebral.

Foi exatamente uma dessas vitórias que Juliane filmou e postou: o momento em que o filho conseguiu dar os primeiros passos sozinho, sem ajuda de equipamentos ou de outras pessoas. Tudo aconteceu na quarta-feira (19). “Essa foi a primeira vez que ele andou sem eu ter que ficar atrás dele, cuidando para não cair, por isso ele ficou tão feliz. Foi uma conquista nova. Quando ele tinha 3 anos, um médico neuropediatra me disse com todas as letras que o Kaio nunca iria andar e que não era pra eu ficar cultivando esperanças. Isso me destruiu, mas nunca desistimos e o resultado está aí”, diz.

Para quem já assistiu ao vídeo, é nítida a fisionomia concentrada de Kaio enquanto ele caminha. Ao levantar o rosto e olhar para a mãe, o sorriso entrega toda a alegria. “Meu filho é uma criança muito feliz, graças a Deus. Ainda temos um longo caminho pela frente. Ele ainda tem bastante insegurança, mas é só uma questão de tempo", conclui Juliane.

Passageiros são retirados de ônibus após quebra da plataforma para cadeirantes

Como a estrutura emperrou, a porta do ônibus não fechava e o veículo não poderia circular dessa forma nas ruas de Bauru (SP). Empresa enviou outro veículo para seguir o trajeto.

Por Mariana Bonora, G1 Bauru e Marília

Plataforma do ônibus em Bauru emperrou e os passageiros tiveram que sair do veículo  (Foto: Tiago de Moraes / G1 )
Plataforma do ônibus em Bauru emperrou e os passageiros tiveram que sair do veículo (Foto: Tiago de Moraes / G1 )

Os passageiros da linha Isaura P. Garmes /Jardim Estoril do transporte coletivo de Bauru (SP) enfrentaram um transtorno na tarde desta sexta-feira (21) depois que a plataforma para cadeirantes emperrou no momento em que um passageiro na cadeira de rodas iria embarcar no veículo.

O motorista informou que como a porta não poderia ser fechada por conta da estrutura emperrada, ele não poderia circular dessa forma. Todos tiveram que descer do veículo no ponto que fica na Rua Monsenhor Claro, em frente ao Hospital de Base.

De acordo com a assessoria de imprensa da Transurb um mecânico foi acionado para avaliar a situação e foi feita a substituição do veículo, que acabou sendo levado para a revisão. No entanto, como essa troca demorou um pouco mais de uma hora, muitos passageiros já tinham embarcado em outros veículos do transporte coletivo, inclusive, o cadeirante.

Recentemente o TEM Notícias mostrou a dificuldade que as pessoas que utilizam cadeiras de roda enfrentam para se locomover pela cidade, a reportagem inclusive acompanhou um cadeirante em um dos trajetos e a plataforma também apresentou problemas.

Na ocasião, a Transurb informou que todos os 234 ônibus que atendem às 69 linhas do transporte coletivo urbano de Bauru estão equipadas com plataforma de acessibilidade desde 2011. Além da manutenção preventiva periódica da frota, reparos são realizados sempre que identificado algum problema. A empresa também disponibiliza o transporte especial que deve ser agendado previamente pelo telefone (14) 4009-1744.

Porta do ônibus não fechava por conta do problema na plataforma em Bauru  (Foto: Tiago de Moraes / G1 )
Porta do ônibus não fechava por conta do problema na plataforma em Bauru (Foto: Tiago de Moraes / G1 )

Fonte: g1.globo.com

Senac oferece 30 vagas para pessoas com deficiência em cursos gratuitos no Recife

Aulas dos cursos de porteiro e vigia, assistente administrativo e operador de computador começam na segunda (24). Iniciativa faz parte do projeto Pessoas com Deficiência, que busca fomentar a inclusão social.

Por G1 PE

Unidade de Tecnologia da Informação e Comunicação (UTIC) do Senac, na Rua João de Barros, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife (Foto: Giovanni Chamberlain/Divulgação)
Unidade de Tecnologia da Informação e Comunicação (UTIC) do Senac, na Rua João de Barros, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife (Foto: Giovanni Chamberlain/Divulgação)

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) recebe inscrições para 30 vagas distribuídas em três cursos gratuitos no projeto Pessoas com Deficiência. Há, ao todo, dez oportunidades para o curso de assistente administrativo, dez para operador de computador e outras dez para porteiro e vigia. As aulas começam na segunda-feira (24), no Senac Recife.

De acordo com a instituição, o projeto tem o objetivo de promover a inclusão social, já que as turmas são mistas. No caso do curso para assistente administrativo, as aulas acontecem na Unidade de Educação Profissional Recife (UEP), localizada no número 20 da Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio. Para se inscrever, é preciso ter pelo menos 15 anos e o ensino médio incompleto como grau mínimo de escolaridade.

As aulas do curso de porteiro e vigia acontecem na UEP localizada na Avenida Visconde de Suassuna, 500, em Santo Amaro, no Centro do Recife. Os candidatos precisam ter, no mínimo, 18 anos completos e o ensino fundamental II incompleto como escolaridade mínima.

No caso do curso de operador de computador, as aulas ocorrem na Unidade de Tecnologia da Informação e Comunicação, situada no número 1593 da Avenida João de Barros, no Espinheiro, na Zona Norte da capital pernambucana. Os candidatos desse curso precisam ter, no mínimo, 15 anos e ensino fundamental II incompleto como grau mínimo de escolaridade.

Para se inscrever, os interessados precisam ir pessoalmente à Central de Atendimento, no número 500 da Avenida Visconde de Suassuna, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. No ato da inscrição, é necessário apresentar documento de identidade, CPF e comprovantes de residência e escolaridade. A unidade funciona de segunda a sexta, das 8h às 20h. Dúvidas podem ser solucionadas através do telefone (81) 3413-6728.

Fonte: g1.globo.com

ABDV-DF e CFCP-PA avançam no Regional e garantem vaga na Série B de Fut 5

ABDV-DF e CFCP-PA avançam no Regional e garantem vaga na Série B de Fut 5
Foto: Os goleiros fecharam o gol e garantiram o placar em branco entre AMC-MT x ABDV-DF.

A última rodada da fase de grupos do Regional Centro-Norte de Futebol de 5 realizada nesta sexta-feira (21), no Ginásio Moreninho, em Campo Grande/MS, confirmou as semifinais da competição e as duas equipes classificadas para a Copa Loterias Caixa - Série B 2017.

Pelo Grupo A, AMC-MT e ABDV-DF estavam classificadas com uma rodada de antecedência e se enfrentaram para decidir quem ficaria com a primeira colocação. As duas equipes não conseguiram sair do 0 a 0, e o empate beneficiou o time de Brasília, que levou vantagem no saldo de gols.

No jogo do Grupo B o Ismac-MS enfrentou a Uniace-DF, que precisava da vitória a todo custo para avançar para a próxima fase e ficar na briga por uma vaga na segunda divisão. No entanto, o time da casa não deu chances e venceu por 2 a 1, com dois de Espinillo. Jhony descontou para os candangos.

Com a vitória do Ismac-MS, ABDV-DF e CFCP-PA se beneficiaram pelo resultado e confirmaram presença na competição nacional, onde vão buscar o acesso à elite contra outras seis equipes.

As disputas pela vaga na grande final da competição acontecem neste sábado (22). Às 09h, ABDV-DF x Ismac-MS se enfrentam, e logo após, às 10h30, será a vez de CFCP-PA x AMC-MT irem em busca de um lugar na decisão.



Fonte: cbdv.org.br


Brasil já tem seis ouros no Mundial de Atletismo Paralímpico

Agência Brasil

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
O atleta Mateus Evangelista ganha medalha de prata no salto em distância T37, sua terceira no Mundial de Atletismo Paralímpico em Londres
O atleta Mateus Evangelista ganha medalha de prata no salto em distância T37, sua terceira no Mundial de Atletismo Paralímpico em Londres

O Brasil já conquistou seis medalhas de ouro, seis de prata e cinco de bronze, num total de 17, no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico, que está sendo disputado em Londres. Nesta sexta-feira, Mateus Evangelista obteve prata no salto em distância para atletas da classe T37 (paralisados cerebrais), a terceira obtida por ele, depois do ouro nos 100 metros (m) e prata nos 200 m.

Com as 17 conquistadas até o momento, o Brasil está em sétimo lugar no quadro geral de medalhas. A China lidera com 54 (22/16/16), seguida por Estados Unidos, com 42 (15/15/12) e Reino Unido, com 30 (14/3/13). O mundial termina neste domingo (23).

O rondoniense Mateus conquistou a medalha de prata com ao saltar 6,10 m, em sua quarta tentativa. O ouro ficou com o chinês Guangxu Shang, que também derrotou Mateus no salto em distância nos Jogos do Rio 2016, com 6,58 m, recorde da competição. O bronze em Londres foi para o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, com 5,95m.

Outro brasileiro que subiu ao pódio foi o acreano Edson Pinheiro, medalha de bronze nos 100 m da T38, também para paralisados cerebrais, com o tempo de 11s30, atrás do australiano Evan O’’Hanlon, vencedor da prova, com 11s07 – mesmo tempo do chinês Jianwen Wu, atual campeão paralímpico, que ficou com o segundo lugar. Edson repetiu o resultado dos Jogos do Rio 2016, quando também foi superado por O’’Hanlon e Wu.

Petrúcio Ferreira (22s17) e Yohansson Nascimento (22s43) estão classificados para a final dos 200 m T47 (amputados de braço), com o primeiro e o terceiro melhores tempos, respectivamente. A final será disputada neste sábado (22) às 15h40 (de Brasília). Os dois atletas brasileiros já conquistaram medalhas de ouro e prata em Londres, respectivamente, nos 100 m da mesma classe.

Em Londres, cerca de 1.300 atletas de 100 países disputam as 213 medalhas da oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico, todas no Estádio Olímpico. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil ficou com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento: oito medalhas de ouro, 14 de prata e mais 13 de bronze.

*Com informações da Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Fonte: istoe.com.br

Jovem sem braço e pernas supera dificuldades e se torna fisiculturista famoso na internet

Jovem sem braço e pernas supera dificuldades e se torna fisiculturista famoso na internet

Do R7

Foto: Reprodução/ Daily Mail
Nick Santonastasso, de 21 anos, nasceu com doença genética rara, conhecida como síndrome de Hanhart, que afeta o crescimento de membros. A taxa de sobrevivência é de apenas 30%
Nick Santonastasso, de 21 anos, nasceu com doença genética rara, conhecida como síndrome de Hanhart, que afeta o crescimento de membros. A taxa de sobrevivência é de apenas 30%.

Foto: Reprodução/ Instagram
Santonastasso
começou a chamar atenção na internet com vídeos de brincadeiras, como quando
ele se vestiu de zumbi para assustar um ator de um seriado americano
Santonastasso começou a chamar atenção na internet com vídeos de brincadeiras, como quando ele se vestiu de zumbi para assustar um ator de um seriado americano.

Foto: Reprodução/ Daily Mail
Uma das redes sociais do jovem atleta também está repleta de selfies na academia. Ele mostra sua rotina rígida de treinos 
Uma das redes sociais do jovem atleta também está repleta de selfies na academia. Ele mostra sua rotina rígida de treinos.

Foto: Reprodução/ Daily Mail
— Eu recebi minha notoriedade na internet cedo dos meus vídeos, e decidi que queria me tornar um modelo de fitness, palestrante motivacional e um construtor de corpo
Eu recebi minha notoriedade na internet cedo dos meus vídeos, e decidi que queria me tornar um modelo de fitness, palestrante motivacional e um construtor de corpo.

Foto: Reprodução/ Daily Mail
Santonastasso é frequentemente filmado carregando pneus de 70 kg em uma academia em Tampa, na Florida (EUA)
Santonastasso é frequentemente filmado carregando pneus de 70 kg em uma academia em Tampa, na Florida (EUA).

                Foto: Reprodução/ Instagram
                  O
jovem afirma que ele é uma das poucas pessoas vivas que já nasceram com a
condição.
—
De 12 [nascidos com a doença], oito estão mortos
O jovem afirma que ele é uma das poucas pessoas vivas que já nasceram com a condição.

De 12 [nascidos com a doença], oito estão mortos.

Foto: Reprodução/ Instagram
Santonastasso
se descreve em seu último vídeo como 'um garoto de 21 anos nascido com a
síndrome de Hanhart, que é um transtorno genético super raro que deixa bebês
com membros não desenvolvidos ou órgãos subdesenvolvidos e com 30% de chance de
viver'
Santonastasso se descreve em seu último vídeo como "um garoto de 21 anos nascido com a síndrome de Hanhart, que é um transtorno genético super raro que deixa bebês com membros não desenvolvidos ou órgãos subdesenvolvidos e com 30% de chance de viver".

Foto: Reprodução/ Instagram
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[A doença] só efetuou meus (membros), meus órgãos são saudáveis
[A doença] só efetuou meus (membros), meus órgãos são saudáveis.


Segunda edição dos Jogos Paralímpicos Universitários começa na próxima semana, em São Paulo

Por CPB

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São Paulo receberá, na próxima semana, a segunda edição dos Jogos Paralímpicos Universitários. Ao todo, serão 200 atletas representando universidades de 20 estados e o Distrito Federal e disputando medalhas em seis modalidades (atletismo, bocha, judô, natação, parabadminton e tênis de mesa). A competição será disputada nos dias 28 e 29 deste mês no Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista.

O evento é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em parceria com a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), e é mais uma iniciativa que tem como objetivo fortalecer o paradesporto brasileiro.

"O Universitário será mais um degrau para esse aperfeiçoamento do atleta. Notamos que havia um hiato muito grande entre o esporte escolar e o alto rendimento. Alguns chegavam a interromprer treinos para estudar e outros faziam o caminho contrário: deixavam a universidade de lado pelo esporte. Então essa competição será uma forma de unir as duas coisas. Acredito que vai incentivar universidades a manterem a prática esportiva para seus estudantes com alguma deficiência e, no fim das contas, o esporte paralímpico brasileiro terá uma evolução mais clara, sem pular etapas", explicou Ivaldo Brandão, vice-presidente do CPB.

A opinião é compartilhada com o presidente da CBDU, Luciano Cabral. "O CPB é um Comitê que está devidamente estruturado, que acabou de sair dos Jogos Paralímpicos, enquanto a CBDU tem toda a estrutura voltada ao ambiente esportivo universitário. Então temos certeza que iremos oferecer aos paradesportistas universitários do Brasil uma plataforma onde eles possam praticar seus esportes e desenvolver sua performance esportiva", acrescentou.

Nos dois dias de disputa, os três melhores atletas de cada prova receberão medalhas por sua performance. Ao fim da competição, as melhores universidades do evento receberão troféus nas categorias masculino geral e feminino geral (três premiados por categoria).

Fonte: cpb.org.br

Petrúcio e Yohansson lutam por novo pódio duplo neste sábado, 22; Confira a programação

Por CPB

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A final dos 200m T47 é o grande destaque deste sábado dos brasileiros no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Londres. A partir das 15h40 (de Brasília), Yohansson Nascimento e Petrúcio Ferreira são favoritos a um novo pódio duplo brasileiro. Yohansson passou com 22s43 e chega com o terceiro melhor tempo à decisão. Já Petrúcio correu tranquilo para alcançar a final com a melhor marca (22s17). Entre os dois brasileiros está o americano Tanner Wright, com 22s31. O polonês Michal Derus, grande rival da dupla nacional na prova, alcançou o quarto melhor tempo (22s51).

Outro que pode chegar regressar ao pódio londrino é o goiano radicado em Uberlândia, Rodrigo Parreira. O atleta da classe T36 (paralisado cerebral) já acumula na bagagem o bronze nos 200m e a prata no salto em distância. Agora luta pelo pódio nos 100m, na qual é o atual medalhista de bronze dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. A eliminatória começa às 8h20 (de Brasília) e a final, caso Parreira avance, será às 16h10.

Já o primeiro brasileiro a sagrar-se campeão no Mundial de Atletismo Paralímpico, Thiago Paulino, no arremesso de peso, no sexta-feira anterior, dia 14, faz sua última apresentação na competição, agora no lançamento de disco, do qual é o recordista mundial. Em abril, durante o Open Internacional Loterias Caixa, no Centro de Treinamento Paralimpico, em São Paulo, ele registrou 48,04m. É com este status, dono da melhor marca da prova na competição, que ele busca se despedir do Mundial com mais uma medalha de ouro.

Confira, abaixo, a programação completa dos brasileiros neste sábado, 22
8h30 - Rodrigo Parreira (semifinal dos 100m T36)
15h06 - Thiago Paulino (final do lançamento de disco F57)
15h40 - Yohansson Nascimento e Petrúcio Ferreira (final dos 200m T47)
16h10 - Rodrigo Parreira (final dos 100m T36) - caso avance
*Horário de Brasília

Esta é a oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Cerca de 1.300 atletas de 100 países disputam as 213 medalhas, todas no Estádio Olímpico de Londres. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil ficou com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento. Foram oito medalhas de ouro, 14 de prata e mais 13 de bronze.

Acompanhe a transmissão ao vivo pelo Facebook (facebook.com/comiteparalimpico), e a cobertura nos perfis no Twitter (@cpboficial) e no Instagram (ocpboficial)

Patrocínio
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias da Caixa e da Braskem.

Time São Paulo
O atleta Yohansson Nascimento é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia de 10 modalidades.

Fonte: cpb.org.br

Mateus Evangelista é prata no salto e chega a três medalhas no Mundial de Atletismo

Por CPB

Marcio Rodrigues/CPB/MPIX
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Mateus Evangelista retornou ao Estádio Olímpico de Londres nesta sexta-feira, 21, e conquistou novamente uma medalha para o Brasil no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico. O atleta da classe T37 (paralisados cerebrais) voltou a ser a estrela da participação brasileira, agora com o vice-campeonato no salto em distância. Assim, o país acumula seis ouros, seis pratas e cinco bronzes - 17 medalhas ao todo. O evento se encerrará neste domingo, 23.

O rondoniense de 23 anos já havia garantido um ouro nos 100m e uma prata nos 200m na capital britânica. Nesta sexta, foi superado apenas pelo chinês Guangxu Shang, que também havia lhe tirado a vitória no salto em distância nos Jogos do Rio 2016. Mateus ficou com a prata com o salto de 6,10m, obtido em sua quarta tentativa. A primeira posição ficou com o asiático (6,58m - novo recorde do campeonato). Completou o pódio o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, com 5,95m.

"Eu demorei bastante para conseguir entrar na prova, mas fui crescendo a cada salto. O chinês começou bem logo de cara. Saio muito satisfeito desse Mundial, porque conquistei medalha nos 100m, nos 200m e aqui no salto em distância. Esperava dois pódios e conquistei três, então não tenho do que reclamar", disse Mateus que, por falta de oxigênio na hora do nascimento, teve uma paralisia cerebral que prejudicou os movimentos do seu lado direito do corpo.

Edson Pinheiro também subiu ao pódio. O acreano foi terceiro colocado nos 100m da T38, também para paralisados cerebrais. Ele cumpriu a prova em 11s30, atrás apenas do australiano Evan O'Hanlon, que venceu a disputa com 11s07 - mesmo tempo do chinês Jianwen Wu, atual campeão paralímpico, que ficou com o segundo lugar. Edson repete o resultado dos Jogos do Rio 2016, atrás justamente dos mesmos atletas que o superaram há um ano.

Elizabeth Gomes ficou com a oitava posição no lançamento de disco F55 (15,41m). Petrúcio Ferreira (22s17) e Yohansson Nascimento (22s43) passaram com o primeiro e o terceiro melhores tempos, respectivamente, à final dos 200m T47 (amputados de braço). A decisão será disputada neste sábado, 22, às 15h40 (de Brasília). Vale ressaltar que os dois já foram medalhas de ouro e prata em Londres, respectivamente, nos 100m da mesma classe. Por fim, Daniel Martins completou os 800m T20 (deficientes intelectuais) em 2min05s53 - não suficientes para ir à briga pelo pódio.

Confira, abaixo, a participação dos brasileiros neste sábado, 22, penúltimo dia do Mundial de Londres. O SporTV anuncia a transmissão das provas a partir das 6h e das 15h45. O perfil do CPB no Facebook também exibirá, via streaming, ao vivo, toda a programação do dia.

Esta é a oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Cerca de 1.300 atletas de 100 países disputam as 213 medalhas, todas no Estádio Olímpico de Londres. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil ficou com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento. Foram oito medalhas de ouro, 14 de prata e mais 13 de bronze.

Programação dos brasileiros - sábado (22/7)*
8h20 - Rodrigo Parreira (semifinal dos 100m T36)
15h06 - Thiago Paulino (final do lançamento de disco F57)
15h40 - Yohansson Nascimento e Petrúcio Ferreira (final dos 200m T47)
16h10 - Rodrigo Parreira (final dos 100m T36) - caso avance
16h30 - Daniel Martins (final dos 800m T20)
*Horário de Brasília

Acompanhe a transmissão ao vivo pelo Facebook (facebook.com/comiteparalimpico), e a cobertura nos perfis no Twitter (@cpboficial) e no Instagram (ocpboficial)

Patrocínio
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias da Caixa e da Braskem.

Time São Paulo
Os atletas Mateus Evangelista e Yohansson Nascimento são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia de 10 modalidades.

Fonte: cpb.org.br

SRT aponta benefícios na contratação de PCDs

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015 apontam que 403.255 novas vagas foram criadas para PCDs. Porém, a lei ainda não é uma realidade para a maior parte das empresas

Foto de um senhor negro, sentado em uma cadeira de rodas, olhando curioso a tela de um notebook


A contratação de pessoas com deficiência (PCDs) no mercado de trabalho pode trazer muitos benefícios à equipe, mas, até hoje, é um desafio mesmo sendo uma exigência legal. Como toda medida afirmativa, a lei ainda não é uma realidade para a maior parte das empresas. Apesar disso, dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015 apontam que 403.255 novas vagas foram criadas para PCDs.

Desde 1991 existe a Lei 8.213, conhecida como lei de cotas, que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratarem pessoas portadoras de deficiências. A lei prevê que uma determinada quantidade de vagas, que varia de 2% a 5% do número total de funcionários, deve ser reservada para pessoas com deficiência. O objetivo é dar oportunidade para que estas pessoas voltem a fazer parte da sociedade.

Mesmo realizando diversas ações para fazer com que as empresas cumpram a legislação, o Ministério do Trabalho revela que, se todas obedecessem o que determina a lei, pelo menos 764 mil postos de trabalho estariam disponíveis para pessoas com deficiência.

Diversidade

Segundo o coordenador-geral da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), Antonio Artequilino, a questão da inclusão de PCDs é uma oportunidade incrível para as empresas e organizações. Estudos mostram que promover a diversidade no mercado de trabalho traz muitos benefícios. A heterogeneidade enriquece a dinâmica grupal. “As pessoas são diferentes, seja como pensam, reagem ou por suas limitações. Mas existe uma barreira promovida pelo preconceito que só será superada por meio da educação”, revelou.

Para receber uma pessoa com deficiência, a empresa precisa fazer algumas adaptações, como instalações de rampas, de banheiros adaptados para cadeiras de rodas, de sinais sonoros e instruções em braille para deficientes visuais, entre outras. As maiores adaptações, no entanto, estão relacionadas a questões comportamentais. Os empregados não sabem lidar com as diferenças, a maioria não tiveram oportunidades de conviver com pessoas com deficiência. Por isso, a sensibilização de gestores e funcionários é fundamental.

A pessoa com deficiência pode trazer muitos benefícios para a organização. Seu potencial de produtividade pode ser igual ou superior à média dos outros trabalhadores. Além disso, a equipe terá muitos aprendizados sobre inclusão e cooperação. “É importante deixar claro que a pessoa com deficiência tem de ser vista como um ser humano capaz de desempenhar funções, desenvolver suas habilidades. A aceitação das limitações nos humaniza”, disse Artequilino.

Do ponto de vista de desempenho profissional, os funcionários deficientes deverão ser avaliados da mesma maneira que qualquer outro funcionário. O que será preciso avaliar permanentemente é o programa de inclusão em si: devem ser revistas periodicamente as fontes de recrutamento, os métodos de seleção e treinamento e as ações de sensibilização e integração, visando melhorar continuamente o programa. De acordo com Artequilino, é importante saber que a experiência exigida de um empregado “dito normal” não pode ser a mesma exigida de um trabalhador com deficiência.

Ano após ano, as políticas de inclusão procuram eliminar preconceitos, estereótipos e atitudes de gestores, entrevistadores ou colegas de trabalho que desvalorizam o direito das pessoas com deficiência de terem um trabalho de igual importância com os demais trabalhadores sem deficiência. Investir em informações que desmistifiquem tais preconceitos ainda é um ponto fundamental para garantir a existência de um ambiente de trabalho justo e inclusivo para os profissionais com deficiência ou usuários reabilitados pela Previdência Social.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Jovem que emocionou web ao homenagear pai deficiente em formatura sonha ser juíza - Veja o vídeo

Vídeo da homenagem já foi compartilhado por mais de 70 mil pessoas.

Por Gilcilene Araújo, G1 PI

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Formanda emociona na web ao entrar com pai deficiente em formatura

A bacharel em Direito Rosany Caetano realizou um sonho de infância quando entrou com o pai, deficiente físico, em sua colação de grau. Alexandre José da Silva, 79 anos, é trabalhador rural, tem atrofia nas pernas e não consegue caminhar desde os 15 anos. A homenagem da jovem emocionou os presentes e mais de 70 mil pessoas que já compartilharam nas redes sociais o vídeo feito durante a cerimônia.

Click AQUI para ver o video.

A jovem se formou em Direito pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi) em abril deste ano. Passada a euforia pela formatura, Rosany direciona esforços para buscar outros sonhos: ser juíza e comprar uma cadeira de rodas elétrica para o pai.

“Ele precisa de uma cadeira desta porque daria mais descanso para meu pai. Ele faz questão de andar da forma dele, mas a idade está avançando, ele está doente e com certeza vai precisar de uma cadeira assim para se locomover. Uma pena é que nós não temos condições de comprá-la porque custa em média R$ 15 mil”, desabafou a jovem.

Rosany declara seu amor aos pais  (Foto: Gilcilene Araújo/G1)
Rosany declara seu amor aos pais (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Primeira da família com curso superior

Os pais de Rosany, Alexandre José da Silva e Maria de Sousa, são trabalhadores rurais da cidade de Landri Sales  cidade que fica a 370 km de Teresina. 

Aposentados e com pouca instrução escolar, eles não entendem porque o gesto da filha na formatura comoveu tanta gente.

“Todo mundo estava abraçando ela naquele dia. Eu não sonhava, mas deu certo. Sempre desejei coisas boas para minha filha e graças a Deus deu tudo certo”, disse o pai.

Rosany é a primeira pessoa da família que possui um curso superior. Um orgulho para os pais e os dois irmãos. Há 10 anos, ela abandonou o convívio familiar em Landri Sales e veio para Teresina em busca de realização e melhores condições de vida. Os pais, de longe, tentavam ajudar a filha. Mas para custear os estudos a menina precisou trabalhar e agora deseja retribuir o que os pais fizeram por ela.

“Continuo estudando para concurso porque quero ser juíza. Além disso, quero dar uma vida mais digna para meus pais que têm algumas limitações”, disse.

Sobre o vídeo, a jovem finaliza dizendo que não esperava a repercussão nas redes sociais. “Eu nunca imaginava, nem pensava que iria comover tanta gente.

Na mesma noite, eu recebi vários vídeos e a cada dia só aumentam as visualizações e compartilhamentos nas redes sociais. Eu apenas quis eles comigo nesse momento maravilhoso”, declarou.

Fonte: g1.globo.com

Polícia Civil investiga mortes em clínica que recolhe moradores de rua em Jarinu - Veja o vídeo.

Em um mês, 14 pacientes morreram na Associação Missão Belém. Entidade atende cerca de 800 pessoas com deficiências físicas e mentais.

Por G1 Sorocaba e Jundiaí

Clínica em Jarinu está na mira da Polícia Civil e do Ministério Público (Foto: Reprodução/TV TEM)
Clínica em Jarinu está na mira da Polícia Civil e do Ministério Público (Foto: Reprodução/TV TEM)

A Polícia Civil vai investigar 14 mortes registradas em um mês na Associação Missão Belém, que é um centro de acolhida para pessoas com deficiências físicas e mentais em Jarinu (SP).

Equipes da Polícia Civil estiveram nas unidades da Missão Belém nesta quarta-feira (19) e requisitou uma perícia.

Click AQUI para ver o video

O objetivo é avaliar em quais condições e possíveis doenças em que as mortes ocorreram, além de conhecer o nome dos médicos que assinaram os atestados de óbito.

O responsável da Missão Belém - que está em uma missão no Haiti - informou em nota que 800 assistidos têm doenças físicas e mentais, e que essas pessoas que morreram tinham a saúde extremamente debilitada por conta do uso de alcóol e drogas ao longo da vida.

A nota diz também que a missão é sem fins lucrativos e que pagava um médico e uma enfermeira para atender os internos.

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Polícia Civil irá investigar mortes na Associação Missão Belém de Jarinu

Investigação

O secretário de Saúde de Jarinu, Antenor Gomes Gonçalves disse que está acompanhando toda essa situação e que apoia a investigação da Polícia Civil.

Já o Ministério Público informou também em nota que, em 2011, instaurou um inquérito civil para averiguar a internação de idosos e adolescentes na associação.

Deste inquérito, concluiu-se que fechar a associação "não era medida correta, podendo criar um problema social ainda maior".

Com relação as 14 mortes registradas recentemente na Associação Missão Belém, a nota do Ministério Público disse que não constam no inquérito.

Fonte: g1.globo.com

Deficiência intelectual. Da relação familiar à inclusão profissional

Integrar uma família é a primeira experiência de vida em sociedade de toda criança.


O Brasil tem quase 46 milhões de pessoas com deficiência, segundo o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e quase 3 milhões são pessoas com deficiência intelectual.

Pensando nessa população, a Best Buddies Brasil - Melhores Amigos, associação sem fins lucrativos, vai além de seus programas permanentes de Amizade, Liderança e Trabalho. Incentiva o empoderamento de famílias com crianças com deficiência intelectual.

Em março deste ano, a Best Buddies Brasil participou de duas apresentações exclusivas acerca deste tema. Até porque segundo educadores e estudiosos da área da inclusão social, muitas mães vão aquém das sensações agradáveis geradas pela maternidade quando são informadas da tarefa de lidar com um bebê com deficiência.

"A Best Buddies Brasil também tem ampliado parcerias com escolas, universidades, empresas e comunidade para realização da Inclusão Social de Pessoas com Deficiência Intelectual através de seus Programas de Amizade, Trabalho e Liderança."


Ciente dessa realidade, na ocasião, Julia Serpa Pimentel, doutora e docente do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) de Lisboa, Portugal, participou das apresentações e evidenciou sobre a criação e implantação do projeto Oficinas de Pais, na Associação Pais em Rede de Portugal, que, desde 2008, conscientiza e informa familiares sobre o saber lidar com o nascimento e a criação de um filho com deficiência.

Durante uma das apresentações, na sede da Best Buddies Brasil, Julia descreveu parte de suas experiências a frente do projeto Oficinas de Pais da Associação Pais em Rede. Mencionou casos de pais que chegaram a culpar o mundo pelo fato de conceberem um bebê com deficiência, além do misto de reações, da rejeição ao sofrimento. Da aceitação ao amor para com um filho. Nesse contexto, o projeto Oficina de Pais da Associação Pais em Rede trabalha a organização emocional, amenizando gradativamente as incertezas e os conflitos existenciais de famílias atendidas.

Roberta Cruz Lima, diretora da Best Buddies Brasil, observa que o projeto português serve de modelo aos pais e familiares brasileiros. "Integrar uma família é a primeira experiência de vida em sociedade de uma criança. A apresentação de Julia promoveu a troca de saberes e experiências úteis referentes à Cultura Inclusiva".

DO EMPODERAMENTO FAMILIAR À INSERÇÃO PROFISSIONAL

A Best Buddies Brasil também tem ampliado parcerias com escolas, universidades, empresas e comunidade para realização da Inclusão Social de Pessoas com Deficiência Intelectual através de seus Programas de Amizade, Trabalho e Liderança.

Incentivar o voluntariado é um dos principais objetivos do Programa de Amizade que tem sido bem aceito pelas empresas, porém foi desenvolvido para acontecer em escolas e universidades. É um programa que realiza um trabalho grande em rede; que desenvolve a autonomia dos participantes com deficiência intelectual e dá oportunidade de aprendizado através das diferenças (Diversidades) para o participante sem a deficiência intelectual.

Já o Programa de Trabalho objetiva a inclusão do Profissional com deficiência intelectual no mercado de trabalho, através da metodologia do Emprego Apoiado. Visando sempre assegurar os direitos e deveres do profissional, contribuindo para sua autonomia, desenvolvendo suas habilidades, potencialidades e favorecendo a disseminação da cultura inclusiva da organização.

O Programa de Desenvolvimento e Liderança (conhecido como Programa de Embaixadores) é exclusivo para Pessoas com deficiência intelectual. Conta com a orientação da equipe da Best Buddies Brasil, que se reúne com os participantes uma vez por mês e, através de workshops e treinamentos em grupo, auxilia no desenvolvimento de habilidades especificas de cada um deles, além de potencializá-los para que se tornem embaixadores da Best Buddies Brasil e de sua própria causa.

A associação Best Buddies Internacional foi criada em 1989, nos Estados Unidos, por Anthony Kennedy Shriver, sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy. Vale ressaltar que a família Kennedy tem uma extensa história de trabalho social no campo da deficiência intelectual.

Para mais informações acesse: http://melhoresamigos.org/

Fonte: terra.com.br