sábado, 29 de julho de 2017

Justiça obriga Prefeitura de SP a operar recém-nascido internado há 21 dias

Menino tem problema cardíaco e corre risco de vida; família aponta dificuldades para marcar consulta e cirurgia por falta de vagas no sistema.

Por Márcio Pinho, G1 SP, São Paulo

O bebê Thiago Oller na UTI do Hospital Planalto, em Itaquera (Foto: Arquivo Pessoal)
O bebê Thiago Oller na UTI do Hospital Planalto, em Itaquera (Foto: Arquivo Pessoal)

A Justiça de São Paulo concedeu liminar que obriga a Prefeitura da capital a realizar uma cirurgia cardíaca no recém-nascido Thiago Oller Mansano, de 23 dias de vida e há 21 internado no Hospital Planalto (Professor Waldomiro de Paula), em Itaquera, na Zona Leste. Ele precisa ser transferido para um hospital onde esse tipo de cirurgia é realizada, e a família relatou dificuldades para conseguir vaga.

Segundo Cirlene Rodrigues, mãe de Thiago, os transtornos já começaram na dificuldade para conseguir marcar uma consulta com um cardiologista. Apesar de o menino estar internado desde o dia 7, a consulta só foi marcada para esta semana, e o menino não teve condições de ser levado em razão do agravamento do caso.

A família possui laudos médicos mostrando que a indicação de uma cirurgia urgente era feita pelo menos desde quarta-feira (26), sem que uma providência tenha sido tomada.

Após questionamentos feitos pelo G1, a Secretaria Municipal da Saúde informou, na noite desta sexta-feira (28), que uma vaga foi disponibilizada no Hospital Beneficência Portuguesa.

O menino sofre de tetralogia da Fallot, um problema cardíaco congênito que altera o fluxo normal do sangue através do coração e reduz a quantidade de sangue com oxigênio que é bombeado.

Thiago respira através de ventilação mecânica e tem ainda um catéter no pescoço por meio do qual recebe medicação.

Segundo a decisão liminar da Vara da Infância e da Juventude proferida na quarta-feira, está suficientemente provada tanto a necessidade da cirurgia quanto o risco de óbito do infante. A decisão é baseada na avaliação do médico do Hospital Planalto que atende o menino. O juiz afirmou ainda que o menino tem as condições necessárias para a intervenção.

Segundo Cirlene Rodrigues, o quadro do menino piorou nos últimos dias e a cirurgia é urgente. Ela afirma que ele pode ser transportado, apesar de seu problema de saúde. “É um risco que nós vamos ter que correr, mas é melhor do que não fazer nada”, diz.

Prefeitura
A Secretaria da Saúde afirmou em nota que "o Complexo Regulador Municipal informa que, após a estabilização no quadro de saúde do paciente, uma vaga foi disponibilizada na Beneficência Portuguesa". Segundo o comunicado, a transferência "deve ocorrer nas próximas horas". "O Hospital Waldomiro de Paula afirmou ainda que que na última quarta-feira a criança não teve condições de comparecer à consulta agendada em hospital de referência."

Fonte: g1.globo.com

Emprega Bem facilita acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho

Programa oferece orientações e cursos de qualificação profissional para candidatos que não forem selecionados

POR PREFEITURA DE CAMPINAS.

                     Programa Emprega Bem ajuda a colocar pessoas com deficiência no mercado de trabalho (Foto: Gustavo Magnusson)
Programa Emprega Bem ajuda a colocar pessoas com deficiência no mercado de trabalho (Foto: Gustavo Magnusson)

Campinas lançou a plataforma do programa Emprega Bem, um serviço voltado para pessoas com deficiência que facilita o acesso ao mercado de trabalho. As empresas inserem na ferramenta as vagas disponíveis para pessoas com deficiência e os interessados cadastram o currículo e fazem a busca conforme seu perfil.

Todo o processo, desde o cadastro dos currículos e das vagas até a fase de pós-contratação, será acompanhado pela Secretaria da Pessoa com Deficiência. Candidatos que não forem selecionados serão encaminhados para cursos de qualificação.

As Secretarias de Educação e de Trabalho e Renda vão oferecer orientações e cursos de qualificação para as pessoas com deficiência, em parceria com o Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT) e do Centro de Educação Profissional de Campinas (Ceprocamp).

“Emprego é um assunto de grande importância na vida de todos. O grande desafio do futuro é a geração de emprego em todas as áreas. O Emprega Bem é importante não somente pelo contato entre empresas e profissionais com deficiência, mas pela oportunidade de qualificação que é oferecida”, diz o prefeito Jonas Donizette. “Governar é gerar oportunidades na vida das pessoas”, acrescenta.

RECONHECIMENTO

O programa surgiu a partir da demanda dos moradores que buscam o Centro de Referência da Pessoa com Deficiência e de empresas que pediam ajuda para encontrar pessoas qualificadas e preencher vagas disponíveis. Segundo dados do IBGE de 2010, Campinas tem cerca de 140 mil pessoas com algum tipo de deficiência.

“Com o programa, buscamos o reconhecimento da capacidade profissional das pessoas com deficiência. Chamamos essas empresas, que têm responsabilidade em contratar pessoas com deficiência, para que valorizem esses profissionais”, diz a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Cidadania, Eliane Jocelaine Pereira.

AMBIENTE MELHOR

Pela lei, criada em 1991, as empresas têm um percentual obrigatório de vagas que precisam ser destinadas a pessoas com deficiência, de acordo com o número de funcionários.

“Ao oferecer o emprego, a empresa cumpre a lei. E também contribui para melhorar o ambiente de trabalho. É impressionante como o ambiente de trabalho fica mais positivo com uma pessoa com deficiência na equipe. Todos nós temos nossas barreiras e limitações”, afirma o prefeito.

A ferramenta é adaptada para deficientes auditivos e visuais. A Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Cidadania é a responsável pelo programa e por promover a interface entre as empresas e os candidatos às vagas. A plataforma pode ser acessada pelo link https://emprega-bem.campinas.sp.gov.br.

Pessoas com dermatite atópica são mais propensas a desenvolverem problemas emocionais

A depressão, a ansiedade e a ideação suicida são mais comuns entre os indivíduos com dermatite atópica (DA), de acordo com um estudo publicado na revista Allergy


Investigadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e colegas usaram dados de pesquisa de um grande estudo populacional para comparar prevalências de depressão, ansiedade, ideação suicida e ataques de ansiedade em adultos com e sem uma história de DA.

Além disso, o registro nacional de hospitais/clínica e os dados de prescrição foram utilizados para examinar o risco de ansiedade e depressão em adultos dinamarqueses com DA leve e moderada a grave, bem como o risco de hospitalização e suicídio.

Os pesquisadores descobriram que os participantes com DA relataram depressão e ansiedade diagnosticada pelo clínico com mais frequência do que indivíduos não-DA. Aqueles com DA também apresentaram uma prevalência aumentada de ideação suicida e sintomas depressivos.

Os pacientes com DA moderada a grave apresentaram maior risco de uso de antidepressivos e ansiolíticos, enquanto os pacientes com DA leve apresentaram maior risco de uso de medicação ansiolítica.

Não houve associação entre hospitalização ou contatos ambulatoriais e depressão ou ansiedade, ou risco de suicídio em pacientes com DA.

Os 8 principais sintomas da artrite psoriásica


Por Priscila Torres

A artrite psoriásica é um tipo de artrite que se desenvolve em algumas pessoas com a condição de pele psoríase. Normalmente, as articulações afetadas tornam-se inflamadas (inchadas), rígidas e dolorosas. A psoríase é uma condição de pele que causa manchas vermelhas, escamosas e crocantes de pele coberta com escalas prateadas. A artrite psoriásica é uma condição de longo prazo que pode piorar progressivamente. Em casos graves, existe o risco de que as articulações se tornem permanentemente danificadas ou deformadas, o que pode exigir tratamento cirúrgico. No entanto, com um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, é possível abrandar a progressão da condição e minimizar ou prevenir danos permanentes nas articulações.

Causas de artrite psoriásica: Entre uma e duas em cada cinco pessoas com psoríase desenvolvem artrite psoriásica. Geralmente, desenvolve-se dentro de 10 anos de psoríase sendo diagnosticada, embora algumas pessoas possam ter problemas com as articulações antes de perceberem quaisquer sintomas que afetem sua pele. Como a psoríase, pensa-se que a artrite psoriásica ocorre como resultado do sistema imunológico atacando erroneamente o tecido saudável. No entanto, não está claro por que algumas pessoas com psoríase desenvolvem artrite psoriásica e outras não.

Sintomas de artrite psoriásica: A artrite psoriásica é comum o paciente apresentar os seguintes sintomas:

  • Psoríase na pele (inflamação na pele deixando-a avermelhada e com placas branco escamosas), com formato semelhante a salsichas
  • Alterações nas unhas
  • Inchaço de um ou mais dedos das mãos e/ou pés, com formato semelhante a salsichas
  • Dor, vermelhidão, calor
  • Dor nas costas
  • Dificuldade de movimentação das articulações (juntas) pela manhã
  • Cansaço
  • Dores nos músculos e tendões.
  • Os sintomas relacionados às alterações na pele são os mais representativos. Da mesma forma que a psoríase, a artrite psoriásica tende a piorar com o tempo, por isso é fundamental diagnosticar e tratar precocemente.


Diagnóstico de artrite psoriásica: Se o seu médico achar que você pode ter artrite psoriásica, eles devem encaminhá-lo para um reumatologista (um especialista em condições conjuntas) para uma avaliação. Este é um questionário que pode ser solicitado a preencher, o que ajuda seu médico a decidir se você precisa de um encaminhamento. As pessoas com psoríase devem ser convidadas a preencher isso anualmente.

Um reumatologista geralmente poderá diagnosticar artrite psoriásica se tiverem psoríase e problemas com as articulações. Eles também tentarão excluir outros tipos de artrite, como artrite reumatoide e osteoartrite. Uma série de testes podem ser realizados para ajudar a confirmar um diagnóstico, incluindo:

  • Exames de sangue para verificar sinais de inflamação em seu corpo e a presença de certos anticorpos encontrados em outros tipos de artrite
  • Raios-X ou varreduras de suas articulações


Quando Obter Conselhos Médicos: Consulte o seu médico de família se você tiver dor persistente, inchaço ou rigidez nas articulações – mesmo que não tenha sido diagnosticado com psoríase. Se você foi diagnosticado com psoríase, você deve ter check-ups pelo menos uma vez por ano para monitorar sua condição. Certifique-se de informar seu médico se você tiver problemas com suas articulações.

Tratamentos de artrite psoriásica: Os principais objetivos do tratamento serão aliviar seus sintomas, diminuir a progressão da condição e melhorar sua qualidade de vida. Para a maioria das pessoas, isso envolve a tentativa de vários medicamentos diferentes, alguns dos quais também podem tratar a psoríase. Idealmente, você deve tomar um medicamento para tratar sua psoríase e artrite psoriásica sempre que possível. Os principais medicamentos utilizados para tratar artrite psoriásica são resumidos abaixo e incluem:

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)
  • Corticosteroides
  • Medicamentos anti-reumáticos modificadores da doença (DMARDs)
  • Terapias biológicas.



Mulher revela como é viver com vitiligo e vira modelo: "A beleza está além da pele"

Iomikoe Johnson já quis se suicidar e ficava mais de uma hora todos os dias cobrindo as manchas com maquiagem

Saúde Do R7

                      Foto: Reprodução/ The Sun
                         Iomikoe Johnson
de Louisiana, nos Estados Unidos, sofre de vitiligo, uma doença em que
ocorre a perda da pigmentação natural da pele. A modelo tentou se suicidar e ficava horas passando maquiagem para cobrir as manchas da pele. Hoje, 
Iomikoe é modelo e já aceitou sua condição. As informações são do jornal britânico The
Sun
Iomikoe Johnson de Louisiana, nos Estados Unidos, sofre de vitiligo, uma doença em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. A modelo tentou se suicidar e ficava horas passando maquiagem para cobrir as manchas da pele. Hoje, Iomikoe é modelo e já aceitou sua condição. As informações são do jornal britânico The Sun.

                                  Foto: Reprodução/ The Sun
                                       A modelo e empresária notou uma pequena mancha branca no braço há 12 anos atrás. Na época, ela achou que estava com algum câncer, mas as manchas se espalharam pelos olhos e pelo órgão sexual
A modelo e empresária notou uma pequena mancha branca no braço há 12 anos atrás. Na época, ela achou que estava com algum câncer, mas as manchas se espalharam pelos olhos e pelo órgão sexual.

            Foto: Reprodução/ The Sun
              Aos 25 anos, Iomikoe estava com medo de sofrer bullying por ter duas cores de peles diferentes, já que na infância, ela sofria preconceito por ser negra. Por causa disso, a modelo tentou tirar a própria vida
Aos 25 anos, Iomikoe estava com medo de sofrer bullying por ter duas cores de peles diferentes, já que na infância, ela sofria preconceito por ser negra. Por causa disso, a modelo tentou tirar a própria vida.

                                Foto: Reprodução/ The Sun
                                     Durante um
tempo, Iomikoe chegava a ficar mais de uma hora por dia cobrindo sua pele com
maquiagem e só usava blusas com mangas comprimidas
Durante um tempo, Iomikoe chegava a ficar mais de uma hora por dia cobrindo sua pele com maquiagem e só usava blusas com mangas comprimidas.

                        Foto: Reprodução/ The Sun
                            A modelo conta que nunca vai esquecer de quando descobriu o vitiligo.  — Eu estava devastada, senti que meu mundo havia sido destruído. Foi doloroso. Até pensei em tirar minha própria vida várias vezes, mas eu tinha filhos, o que me impediu. As pessoas costumavam olhar minhas mãos e não quereriam me tocar, apertar minha mão. Elas olhavam e diziam coisas muito ruins, desrespeitosas para mim e as crianças tinham medo de mim
A modelo conta que nunca vai esquecer de quando descobriu o vitiligo.

Eu estava devastada, senti que meu mundo havia sido destruído. Foi doloroso. Até pensei em tirar minha própria vida várias vezes, mas eu tinha filhos, o que me impediu. As pessoas costumavam olhar minhas mãos e não quereriam me tocar, apertar minha mão. Elas olhavam e diziam coisas muito ruins, desrespeitosas para mim e as crianças tinham medo de mim

                               Foto: Reprodução/ The Sun
                                   Iomikoe, que tem quatro filhos e dois netos,
diz que agora ama ser diferente e que não se imaginaria de outra maneira.  — Um dia eu acordei e vi uma foto no meu
Facebook da Winnie Harlow, uma modelo que tem vitiligo. Eu pensei “Meu Deus,
ela é tão bonita”. Ela tem a mesma doença de pele que eu e abraçou sua beleza,
então pensei por que não deveria fazer o mesmo. Então, acordei um dia e não
coloquei nenhuma maquiagem. Estava cansada de pessoas definindo o que elas
acham bonito e era meu trabalho mostrar que a beleza está além da pele
Iomikoe, que tem quatro filhos e dois netos, diz que agora ama ser diferente e que não se imaginaria de outra maneira.

Um dia eu acordei e vi uma foto no meu Facebook da Winnie Harlow, uma modelo que tem vitiligo. Eu pensei “Meu Deus, ela é tão bonita”. Ela tem a mesma doença de pele que eu e abraçou sua beleza, então pensei por que não deveria fazer o mesmo. Então, acordei um dia e não coloquei nenhuma maquiagem. Estava cansada de pessoas definindo o que elas acham bonito e era meu trabalho mostrar que a beleza está além da pele

                       Foto: Reprodução/ The Sun
                          A modelo ressalta a importância que a família
teve em sua decisão.  — Meus filhos me amam, todos me animam, estão
todos orgulhosos de mim, eles me amam, apesar da minha pele, eles me amam por
causa de quem eu sou e o que eu represento e são meus maiores líderes de
torcida, eles me encorajaram para que eu seja eu mesma         
A modelo ressalta a importância que a família teve em sua decisão.

Meus filhos me amam, todos me animam, estão todos orgulhosos de mim, eles me amam, apesar da minha pele, eles me amam por causa de quem eu sou e o que eu represento e são meus maiores líderes de torcida, eles me encorajaram para que eu seja eu mesma

                       Foto: Reprodução/ The Sun
                           Iomikoe quer que a história dela sirva de
inspiração para as pessoas.  — Eu quero que as pessoas se fortaleçam com minha
história. Para que eles não julguem e não tenham vergonha de ser quem são. O vitiligo
pode aparecer em qualquer momento da vida e todas as raças podem ter
Iomikoe quer que a história dela sirva de inspiração para as pessoas.

Eu quero que as pessoas se fortaleçam com minha história. Para que eles não julguem e não tenham vergonha de ser quem são. O vitiligo pode aparecer em qualquer momento da vida e todas as raças podem ter

                           Foto: Reprodução/ The Sun
                               Cerca
de um por cento da população mundial de pessoas tem vitiligo. Iomikoe tem vitiligo
universal. No futuro, o corpo dela ficará completamente branco.
Cerca de um por cento da população mundial de pessoas tem vitiligo. Iomikoe tem vitiligo universal. No futuro, o corpo dela ficará completamente branco.

Rede social reúne pessoas com deficiência, parentes e cuidadores para troca de informações

do BOL, em São Paulo

iStock
Site permite troca de experiências entre parentes e pessoas com deficiência
Site permite troca de experiências entre parentes e pessoas com deficiência

Criada no Brasil, a rede social D+eficiência procura conectar pessoas com deficiência, familiares, profissionais médicos e cuidadores para compartilhar informações e relatos, procurando melhorar a qualidade de vida dos portadores de deficiência e as pessoas ao seu redor.

O site é criação da professora Fabiana Faleiros Santana Castro, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP), que defendeu a ideia em uma tese de doutorado na Alemanha, em 2012.A ideia tomou forma quando a EERP fechou uma parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade de Dortmund, no país europeu.

O D+eficiência funciona de maneira semelhante a outras redes sociais, com compartilhamento de páginas, fotos e vídeos. O diferencial, segundo seus responsáveis, fotos e vídeos. O diferencial, segundo seus responsáveis, é que os conteúdos são supervisionados por profissionais de saúde, procurando compartilhar conhecimento cientificamente válido.

Além disso, Fabiana espera que, ao funcionar como rede social ao invés de um fórum de discussões online, o D+eficiência ofereça uma experiência de uso mais interessante e dinâmica.

Para participar do D+eficiência, basta fazer um cadastro no site:  http://demaiseficiencia.com/

Fonte: noticias.bol.uol.com.br- (Com informações do Jornal da USP).

Maior barreira aos direitos da pessoa com deficiência é a atitude

É preciso entendê-las como sujeitos de direitos para combater negligência histórica do processo civilizatório

Por Redação

Foto: Cesar Brustolin / SMCS via Fotos Públicas

Segundo Linamara Battistella, professora titular da Faculdade de Medicina (FM) da USP e secretária de Estado da Pessoa com Deficiência, a principal barreira à garantia de direitos de pessoas com deficiência são as atitudes.

Para a professora, é necessário compreender a deficiência como parte da diversidade humana.

Ela explica que políticas públicas têm dado cada vez mais importância às questões relacionadas à deficiência. Desde 2009, a arquitetura de programas habitacionais como a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão ligado ao governo estadual paulista, segue um padrão universal em todos os andares visando à acessibilidade.

Outra medida está no transporte público, com 100% das composições acessíveis. No entanto, Linamara pondera que é preciso as condições de maneira multidimensional.

Fonte: jornal.usp.br

Jogadores da seleção analisam novo tamanho da baliza de Futebol de 5

                                Jogadores da seleção analisam novo tamanho da baliza de Futebol de 5
Foto: No novo tamanho, bola de Ricardinho teria entrado na final dos Jogos do Rio contra o Irã (Alexandre Urch/CPB/MPIX)

Uma alteração na regra do Futebol de 5 deixou a comissão técnica e atletas em alerta para o início do novo ciclo paralímpico. O aumento da trave para 3,66m x 2,14m – antes era 3m x 2m – foi motivo de atenção na I Fase de Treinamento da seleção brasileira, realizada de 08 a 16 de julho, em São Paulo.

O técnico Fábio Vasconcelos, que vestiu a camisa 1 do Brasil por 10 anos, prevê dificuldades na defesa. No entanto, ele acredita que o novo tamanho vai ser bom para os brasileiros, já que é uma seleção acostumada a marcar muitos gols ainda com o tamanho antigo.

A tendência é sair mais gols e como o Brasil é uma seleção muito ofensiva, é possível que a gente possa marcar mais gols, mas com certeza a dificuldade na defesa vai ser bem maior e a gente pode acabar levando mais também. Nossa defesa sempre fui muito sólida e de levar poucos gols, mas com o aumento dessa trave não vai ser fácil – prevê o treinador.

Outro que acredita que o Brasil possa ter a vida facilitada no ataque é o craque Ricardinho. O melhor jogador do mundo afirma que o aumento será benéfico para os dois lados, mas espera que a Seleção consiga se adaptar para aproveitar bem durante as partidas.

Sem dúvida essa mudança na trave vai beneficiar os atacantes. Os goleiros vão ter que se adaptar, mas eu acredito que é para os dois lados, e o time que conseguir produzir mais em termos ofensivos vai ter uma vantagem. Vamos procurar nos adaptar em tentar utilizar desse recurso a mais – espera Ricardinho.

Enquanto os atacantes vibram com o aumento do alvo, os jogadores de defesa são mais cautelosos e já começam a pensar em alternativas para evitar os perigos que possam surgir durante os jogos.

O atacante vai encontrar mais uma brecha, vai ter um espaço maior para chutar ao gol. A dificuldade que defesa vai ter é que vai ter que trabalhar mais em conjunto, jogar mais fechada e marcar sempre colada com o atacante – analisou Marquinhos.

O primeiro teste que o Brasil vai ter com a nova trave será na disputa da Copa América de Futebol de 5 de 25 de novembro a 04 de dezembro, em Santiago, no Chile. O evento vale vaga no Campeonato Mundial IBSA, marcado para junho do ano que vem em Madrid, na Espanha.

Fonte: cbdv.org.br

Novos membros do STJD tomam posse em São Paulo

                        Novos membros do STJD tomam posse em São Paulo
Foto: Membros do STJD ao lado dos presidentes José Antônio Freire, da CBDV, e Mizael Conrado, do CPB, e do Secretário Geral da CBDV, Helder Araújo.

Os membros indicados para compor o STJD da CBDV tomaram posse nesta quinta-feira (27), no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A nova composição da pasta foi através da indicação da OAB, dos clubes, do conselho de atletas, da equipe de arbitragem, da diretoria executiva da Confederação e do Comitê Paralímpico Brasileiro.

O ex-presidente do STJD, Caio Pompeu Medauar de Souza, foi o responsável a dar posse aos indicados. Além do próprio, Renato Cícero Freire de Brito Neto, Luiz Fernando Aleixo Marcondes, Renata do Nascimento Melo, Gerson Lima Duarte, Vinicius Leonardo Loureiro Morrone e Tadeu Correa.

Além da posse aos novos membros, houve eleição para presidente e vice. E Vinícius Leonardo Loureiro Morrone e Renato Cícero Freire de Brito Neto foram eleitos por aclamação, respectivamente para os cargos. E para Procurador Geral o nome eleito foi o de Caio Pompeu Medauar de Souza.

A Comissão Disciplinar será formada por Evandra Duarte Botteon, Raquel Lima, Ramon Bisson Ferreira, Tarsila Machado e Silvia Rosa Federicci. Já para os cargos de auditores suplentes os nomes eleitos foram de Cirlei de Jesus Guieiro, Renato Souza Braga e Ricardo Jorge Russo Junior.

Fonte: cbdv.org.br

Judoca sul-mato-grossense de 19 anos leva dois ouros na estreia dos Jogos Paralímpicos Universitários 2017

Por CPB

Alexandre Urch/CPB/MPIX
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Luan aplica o golpe vencedor em Jonatan Valim (faixa azul)

As disputas dos Jogos Paralímpicos Universitários 2017 começaram nesta sexta-feira, 28, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. E no primeiro dia, o judoca sul-mato-grossense Luan Pimentel se destacou com duas medalhas de ouro - uma no peso médio e outra no absoluto. A modalidade encerrou suas disputas hoje, e ainda teve a experiente Karla Cardoso dominando a categoria feminina, também com duas medalhas de ouro (uma no meio-leve e outra no absoluto).

O jovem de 19 anos venceu todas as lutas por ippon (golpe perfeito) para levar as duas medalhas. Apesar de ser faixa verde, Luan venceu atletas mais graduados em sua campanha, como o vice-campeão Enaldo Costa, que é faixa preta. A técnica apurada em quatro anos de prática tem outro segredo, segundo o judoca. "Comecei o judô com 15 anos. Mas já praticava jiu-jitsu dois anos antes de começar, sou faixa roxa, então aproveitei um pouco das técnicas no judô", contou.

Luan é albino e tem baixa visão, mas começou no judô lutando contra atletas sem deficiência. "O projeto que comecei era para todas as pessoas, com deficiência ou não. Meu professor viu que eu tinha baixa visão e me indicou para treinar também com uma sensei especializada no judô paralímpico. Depois disso, as coisas foram acontecendo muito rápido para mim", contou. Nos últimos dois anos, Luan chegou à Seleção de jovens e venceu importantes competições na categoria até 73kg, como o Grand Prix e os Jogos Parapan-Americano de Jovens São Paulo 2017.

Aluno do sexto semestre de Educação Física, Luan pensa em trabalhar com esporte no futuro. Antes, porém, tem outro plano como atleta. "Tóquio 2020 é uma meta para mim. Vou seguir treinando bastante, competindo para chegar lá. É o principal objetivo agora", acrescenta.

Os Jogos Paralímpicos Universitários 2017 são organizados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU). A competição oferece seis modalidades (atletismo, bocha, judô, natação, parabadminton e tênis de mesa) e se estende até este sábado, 29, com provas das 8h às 18h. Aos todo, são 200 atletas inscritos representando 20 estados e o Distrito Federal.

Além do judô, a manhã desta sexta ainda teve disputas de parabadminton, tênis de mesa, bocha e atletismo. À tarde, os nadadores farão a estreia nos Jogos Paralímpicos Universitérios 2017.

Fonte: cpb.org.br

Nadador carioca leva dois ouros nos Jogos Universitários e comemora tempo que não fazia desde a adolescência

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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O nadador Douglas Matera, classe S13 (baixa visão), teve motivo de sobra para comemorar na edição 2017 dos Jogos Paralímpicos Universitários. O atleta conquistou na tarde desta sexta-feira, 28, primeiro dia de disputas, duas medalhas de ouro - uma nos 100m borboleta e outra nos 200m medley - e melhorou os tempos nas duas provas.

Douglas ficou animado em especial com os 100m borboleta, quando completou a distância em 1min04s64. "Baixei em três segundos o tempo que vinha fazendo ultimamente. Gostei bastante", contou. "Ainda fico mais feliz que é o tempo que eu fazia antes de parar de nadar para estudar, em 2009. Então é um bom sinal de que voltei à velha forma", acrescentou.

O nadador carioca treinava ao lado do irmão Thomaz Matera, nadador da Seleção Brasileira Paralímpica principal, até os 16 anos, e parou para se dedicar aos estudos. Douglas só voltou a treinar no começo deste ano, quando o irmão o incentivou.

O tempo alcançado hoje ainda é mais lento que o do irmão mais velho, mas Douglas brinca com a possibilidade de nadar lado a lado com Thomaz. "Não existe rivalidade entre a gente, e ainda falta muito para chegar nele, mas vontade não me falta e já já eu chego lá", brincou o nadador.

Douglas ainda compete os 100m costas neste sábado, e, na próxima semana, volta ao Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para a segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa. "Fico mais animado sabendo que voltei ao que era antes de parar. Quero melhorar meu tempo amanhã e no Circuito também", planeja.

Fonte: cpb.org.br

Autismo é capa de Veja. E daí?

10 anos e parece que pouca coisa mudou na forma como a mídia trata o autismo.

10 anos e parece que pouca coisa mudou na forma como a mídia trata o autismo.

                        
Por Rita Louzeiro*

A revista Veja desta semana trouxe, como matéria de capa, o autismo. Toda vez que a grande mídia toca no assunto há um misto de entusiasmo e ansiedade na comunidade autista: o entusiasmo por ver a questão sendo trazida ao grande público com o medo da abordagem que será feita, se trará algo novo ou se somente irá requentar velhos estereótipos.

A falada reportagem da Veja sobre autismo esqueceu um ponto básico e importante: “nada sobre nós sem nós!”. Em suas muitas páginas não há autistas falando sobre autismo. Daí decorre um efeito dominó: a definição vem de pais/mães e psiquiatras. Nisso, obviamente, o autismo é chamado de doença (pelo psiquiatra) e não há uma vírgula sobre nerodiversidade, capacitismo, stims.

Fala-se em 2 milhões de autistas no Brasil, presumem-se 3 milhões, sem citar a fonte desses números. As fotos e exemplos trazidos são todos de meninos brancos. Não foi visto nenhum autista não branco na matéria. Este padrão vem interferindo e até mesmo impedindo o diagnóstico de autista de raça, gênero, classe e faixa etária distintos do padrão “capa de revista”. Evidentemente, esta questão sequer foi mencionada na matéria. A única autista mulher é Temple Gradin.

Não é ao acaso que a capa da Veja dessa semana repete a capa da Revista Época de 2007 (10 anos atrás!): um menino branco e uma chamada falando em um novo olhar/novo mundo do autismo.

A matéria também tem suas qualidades. Ponto positivo por trazer um bom histórico, claramente apoiado no livro recém lançado “Outra Sintonia” e por citar o referido livro. Ponto positivo também por citarem as consequências das fraudes envolvendo médicos e cientistas ao longo da história. Ponto positivo por citarem como escolas usam de estratégias desonestas para barrar alunos autistas. Há alguns poucos anos, não tínhamos esse tipo de informação sendo veiculada na mídia de massa.

Porém, ainda é muito pouco diante de tudo que temos que avançar. É lamentável que um psiquiatra tenha espaço para falar sobre autismo, e ainda chamar de doença, numa matéria na qual nenhum autista fala por si mesmo e não se diz absolutamente nada sobre o movimento da neurodiversidade que muito tem avançado.

Lamentável porque é uma revista que alcança uma boa parte da população, pessoas passam a tratar os temas com certa familiaridade e elas irão reproduzir a visão do autismo como um grande enigma, um mistério que deve ser desvendado e controlado.

Sei que há ativistas na linha “melhor falar alguma coisa do que não falar nada” ou “pelo menos está divulgando o autismo” e entendo e reconheço os avanços com relação a isso. Mas já está mais que na hora da começar a mudar o foco do modelo médico para o modelo social e de direitos humanos quando resolve falar sobre condições neurodiversas como o autismo. Menos pais falando de amor e aceitação e mais pais que lutam para conseguir direitos básicos para seus filhos. Menos diversos meninos brancos e mais autistas diversos, de diversas idades, gêneros, raças e classe sociais.

Precisamos de uma vez por todas entender que não ter autistas falando sobre autismo é um absurdo comparável a ter uma matéria sobre direitos das mulheres em que só homens falam sobre o tema ou uma matéria sobre racismo em que somente pessoas brancas tem voz. É inadmissível e não há outro nome para definir isso a não ser capacitismo.

*Rita Louzeiro é ativista pela neurodiversidade.

                       veja_2540


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Governador decreta gratuidade para pessoas com deficiência em ônibus intermunicipais

Serão reservados até dois assentos em cada viagem de ônibus e um lugar em cada viagem.


Imagem Internet/Ilustrativa
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O governador Camilo Santana regulamentou a Lei Nº 12.568, de 3 de abril de 1996, alterada pela Lei Estadual nº 16.050, de 28 de junho de 2016, que institui o benefício da gratuidade para pessoas com deficiência e com hemofilia, comprovadamente carentes, nos serviços regulares de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros do Estado do Ceará e a obrigatoriedade de disponibilização de cadeiras de rodas nos terminais rodoviários para pessoas com deficiência. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado na última quarta-feira (25).

Serão reservados até dois assentos em cada viagem realizada no Serviço Regular Interurbano Convencional e até um assento em cada viagem realizada no Serviço Regular Interurbano Complementar, preferencialmente na primeira fila de poltronas. Para as viagens do Serviço Regular Metropolitano Convencional e do Serviço Regular Metropolitano Complementar, não há limitação na quantidade de assentos reservados.

“Esta ação é mais uma atenção que o Estado, através de suas políticas públicas, dispõe para garantir uma vida mais digna. O decreto traz um prazo de seis meses para implementação, mas já temos a determinação do governador Camilo Santana para fazer o mais rápido possível. Em breve estaremos lançando o cadastro, anunciando as regras e permitindo que as pessoas possam usufruir efetivamente desse direito. Todas as cidades da Região Metropolitana receberão esse benefício para o transporte e o interior do Ceará também. Nas viagens intermunicipais de longa distância e em Fortaleza já temos um beneficio similar”, afirma Igor Ponte, superintendente do Detran.

A deficiência do requerente deverá ser comprovada mediante laudo específico padronizado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE) e pela Secretaria de Saúde do Estado, original, com carimbo e assinatura de médico, expedido por profissional vinculado ao Detran/CE, à Rede de Saúde Pública Estadual ou outra instituição conveniada.

O decreto também obriga as administradoras dos terminais rodoviário a disponibilizar, no mínimo, duas cadeiras de rodas para a utilização por pessoas portadoras de deficiência física ou mobilidade reduzida, providenciar a instalação de rampas, elevadores e portas adaptadas.

Fonte: cearaagora.com.br  - Imagem Internet/Ilustrativa

USP alerta para circulação de vírus que causa sintomas parecidos com os de dengue e zika - Veja o vídeo

Febre oropouche é transmitida por mosquito conhecido como maruim ou pólvora, de dois milímetros. Doença pode evoluir para meningite, mas não há registros de morte, diz virologista.

Por Jornal da EPTV 2ª Edição

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USP alerta para perigo da chegada de um novo vírus à região

O Departamento de Virologia da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (SP) alerta para a circulação do vírus da febre oropouche nas cidades brasileiras. Transmitido por um mosquito, ele causa sintomas muito parecidos com os de doenças como dengue, zika e febre chikungunya, e pode evoluir para meningite.

Para o virologista da USP Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, é importante que o vírus seja discutido para que profissionais da saúde estejam preparados para fazer o diagnóstico da doença.

Click AQUI para ver o video

O vírus oropouche foi identificado pela primeira vez no Brasil na década de 1960, e há registros frequentes da ocorrência de pessoas doentes na região da Amazônia, no Peru e em países do Caribe.

Segundo Figueiredo, o oropouche é transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis, popularmente conhecido como maruim ou pólvora. O inseto tem dois milímetros de tamanho e também se reproduz em ambientes úmidos e com água parada, assim como o Aedes Aegypti, e é encontrado em todo o país.

“É um vírus potencialmente emergente, já que o vetor que o transmite está presente em nosso meio, em várias regiões do Brasil. Essa virose está acontecendo nas proximidades, não está longe daqui. Então, ela pode vir a emergir e causar epidemias na cidade”, diz o virologista.

Em 2010, o Departamento de Virologia da USP diagnosticou duas pessoas com a doença – uma jovem de 18 anos, que viajou a Porto Seguro (BA), e um homem de 61 anos, que contraiu a doença em Rondônia.

Na Bahia, dois casos da doença foram descobertos em julho deste ano  – uma criança de 10 anos que mora em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, e um adolescente de 16 anos que mora em Salvador. Um deles estava na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, quando ficou doente.

Mosquito que transmite o vírus oropouche é conhecido como maruim ou pólvora e mede 2 milímetros (Foto: Reprodução/EPTV)
Mosquito que transmite o vírus oropouche é conhecido como maruim ou pólvora e mede 2 milímetros (Foto: Reprodução/EPTV)

Diagnóstico
No Brasil, segundo o pesquisador, mais de 500 mil casos de febre oropouche foram registrados nas últimas décadas. Em 2002, Figueiredo participou de um estudo com 128 pessoas infectadas com o vírus em Manaus (AM), mas que foram apontadas com quadro clínico de dengue. A maior dificuldade é compreender os sintomas para eliminação de doenças causadas pelo Aedes aegypti

De acordo com Figueiredo, há poucos lugares com recursos para confirmação em laboratório. N região de Ribeirão Preto, apenas o Hospital das Clínicas está preparado para exames para identificar o vírus.

“São doenças agudas que dão febre, dor de cabeça, dor muscular. Elas são muito parecidas e podem ser confundidas. Eventualmente sim, pode estar sendo confundido com outra coisa”, explica o pesquisador.

Embora possa evoluir para um quadro de meningite, doença considerada grave por atingir o sistema nervoso central, o oropouche não é capaz de causar patologias congênitas, como é o caso do zika vírus.

“O zika tem esse potencial de infectar o sistema nervoso central, principalmente causando doença congênita, a paralisia flácida de Guillain-Barré, que não é o caso da febre do oropouche. Um percentual dos casos de febre do oropouche desenvolve meningite, mas não há relatos de mortes de meningite por oropouche.”

Figueiredo alerta para a criação de políticas públicas de treinamento de profissionais da saúde para que a população não seja surpreendida, mais uma vez, por uma possível epidemia.

“Seria importante que a gente pensasse nessa possibilidade desse vírus aparecer por aqui e começasse a se preparar, fazer exames para diagnosticar casos, senão ele sempre não vai ser descoberto, porque ninguém pensa, ninguém lembra.”

O virologista da USP Ribeirão Preto, Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, estuda o vírus oropouche (Foto: Reprodução/EPTV)
O virologista da USP Ribeirão Preto, Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, estuda o vírus oropouche (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: g1.globo.com

SUS oferecerá novo tratamento contra hepatite C

Pacientes terão acesso a remédios que apresentam 90% de cura da doença

SAÚDE Da Agência Brasil

Reprodução
Medicamentos serão combinados no novo tratamento
Medicamentos serão combinados no novo tratamento

O Ministério da Saúde anunciou hoje (27) o novo tratamento para pessoas diagnosticadas com hepatite C. Independentemente do estágio de comprometimento no fígado, pacientes terão acesso gradativo a medicamentos que apresentam 90% de cura da doença. Atualmente, o País tem 135 mil pessoas diagnosticadas com a doença.

O novo protocolo está vinculado à mudança na modalidade de compra dos medicamentos sofosbuvir, daclatasvir ou simeprevir, conhecidos como "combinação 3D". A partir de agora, a pasta vai condicionar os pagamentos para indústria farmacêutica à comprovação da cura do paciente. O modelo novo deve reduzir os custos no tratamento de U$ 6,9 mil para U$ 3 mil, o que possibilitará a inclusão de até três vezes mais pessoas do que as atendidas atualmente no SUS (Sistema Único de Saúde).

A hepatite C é subdivida conforme o estágio da doença entre os níveis F0 a F4. Após essas etapas, a doença pode evoluir para cirrose, câncer de fígado e levar à necessidade de transplante do órgão. Para que evitar a evolução da doença, que inicialmente não apresenta sintomas, a pasta estima aplicar 12 milhões de testes em todo País, informou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Queremos alcançar as 135 mil pessoas que estão contaminadas em qualquer nível de hepatite. Nesse ano, após os 12 milhões de testes de hepatite C, vamos procurar identificar mais pessoas que precisam do tratamento. Há muitas pessoas com hepatite que não sabem. A testagem é fundamental.



A meta do ministério é zerar a fila de pacientes graves que aguardam o tratamento para a hepatite C. Atualmente, 2.800 pessoas esperam para ser tratadas. Até o momento, são medicados os pacientes em grau avançado da doença (F3 e F4). A pasta espera incluir os demais pacientes em até dois anos no tratamento.

Segundo Barros, a medida prevê o tratamento dos casos em estágio inicial da doença para que não haja a propagação do vírus, principalmente quando o paciente ainda não tem sintomas.

É uma política nova, de erradicação da hepatite C no País.

Hepatites B e C

Em 2016, o Brasil registrou 42.830 casos de hepatites virais. Nestes registros, 14.199 são casos de hepatite B, o que equivale a 6,9 casos por 100 mil habitantes. A transmissão da hepatite B se dá por sexo desprotegido e sangue contaminado. De acordo com Ministério da Educação, a vacina disponível no SUS é a melhor estratégia de prevenção contra a doença.

No ano passado, os registros de hepatite C alcançaram 27.358 casos, o que representa 13,3 casos por 100 mil habitantes. A doença é transmitida pelo contágio com sangue contaminado, como transfusão de sangue, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates, tesouras. Ainda não existe vacina para a hepatite C.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as hepatites virais (tipos B e C) causaram 1,4 milhão de mortes em 2015, em todo o mundo. A maioria ligada às doenças hepáticas crônicas, como cirrose e câncer no fígado. No ano passado, 2.541 pessoas morreram em decorrência de hepatites virais, das quais 79,8% relacionadas à hepatite C.


Alerta: Droga usada para controlar ansiedade e insônia mata mais que cocaína e heroína

Substância presente em remédios psiquiátricos, como Rivotril e Valium, são mais nocivas à saúde do que muitas drogas ilegais, afirma pesquisa; entenda


Um dos principais motivos para a proibição do uso de drogas ilícitas é que o seu consumo pode levar à morte. No entanto, não são apenas os produtos proibidos pelo governo que são capazes de causar um efeito tão nocivo à saúde.

De acordo com dois estudos realizados recentemente, um composto presente em medicamentos psiquiátricos, como Rivotril, Valium, Xanax, Ativan e outros remédios receitados para pessoas com ansiedade e insônia, a Benzodiazepina (BZD), está mais associado ao risco de morte do que substâncias como heroína e cocaína.

As pesquisas foram publicadas no American Journal of Public Health e no Vancouver Sun. Em uma das análises feita por pesquisadores da University of British Columbia (UBC), em Vancouver, Canadá, estudou-se o impacto do uso da benzodiazepinas nas taxas de mortalidade. O resultado mostrou que a BZD estava mais relacionada aos casos de óbito do que outras drogas ilegais.

O professor de medicina na UBC, Thomas Kerr, verificou que os casos de óbito associados à substância dos remédios contra ansiedade e ficaram até quatro vezes maiores nos Estados Unidos entre 1999 e 2014.

Além disso, há 50% mais mortes nos país anualmente por conta do uso de medicamentos psiquiátricos do que ligadas à heroína. "Esses estudos realmente revelam quão perigosas são essas drogas e como devem ser usadas ​​com grande cautela", disse Kerr.

“Há muitas pesquisas sobre o abuso de drogas mais tradicionais ou outras ilegais como heroína, cocaína e anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso desse tipo de droga", declarou Keith Ahamad, cientista clínico da UBC e médico especialista em vícios no St. Paul's Hospital.

Levantamento Para realizar um dos estudos, foi preciso acompanhar, durante cinco anos e meio, quase 3 mil pessoas. Ao final do período, 527 dos participantes havia morrido, o que correspondia a quase 20% do total.

Desses, foi possível perceber que a taxa de mortalidade foi quase 1,86 maior entre os usuários de BZD. O cientista clínico da UBC ainda ressaltou que mesmo excluindo outros fatores que poderiam ter influenciado a mortalidade, como o uso de drogas ilícitas, HIV, infecções e outros fatores que caracterizam comportamento de alto risco, os usuários de benzodiazepinas ainda apresentavam índices altos de mortalidade.

Hepatite C
A segunda análise foi feita dentro do mesmo grupo de pessoas, mas com uma parte menor delas, para verificar a relação entre o uso de BZD e infecção por hepatite C (HCV). No início do estudo, 440 indivíduos estavam atestados como HCV negativos. Mas com o tempo, foi possível descobrir que esse número diminuiu, indicando que o uso do composto estava ligado à infecção.

"O interessante sobre isso é que é uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, como verificamos, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma maneira que está causando danos”, apontou Ahamad.

O cientista também defende que por não saberem o que realmente os remédios para ansiedade e insônia podem causar, muitos prescrevem a droga de maneira indiscriminada. "Há riscos que acompanham esses medicamentos e precisamos ter muito, muito cuidado com a forma como estamos prescrevendo-os", finaliza.

Reumatismo é um genérico para muitas doenças

 

Por Priscila Torres

Os americanos utilizam a palavra artrite para se referir a mais de cem enfermidades. De acordo com a Arthritis Foundation, esta é a principal causa de invalidez nos EUA, atingindo 50 milhões de adultos e 300 mil crianças. No entanto, idosos são os que mais sofrem: depois dos 65 anos, quase 50% acabam tendo que lidar com o problema.

Aqui, é a expressão reumatismo que funciona como um genérico que abrange dezenas de doenças, a começar pela sua forma mais comum: a osteoartrite, ou osteoartrose, ou artrose. Ela se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas. Entre os fatores de risco, além do histórico familiar e da idade, está o excesso de peso. Lesões e atividades com maciça repetição de movimentos também representam riscos para qualquer indivíduo. Há sintomas que não podem ser ignorados e devem levar o paciente a buscar um reumatologista, ainda mais se forem frequentes e persistirem:

1) Dor, inchaço (edema) e rigidez em uma ou mais articulações;

2) Vermelhidão e sensação de calor nas articulações;

3) Dificuldades de movimento ou para realizar atividades diárias simples, como abrir um pote, usar a escova de dente, abotoar uma camisa.

Sem tratamento, que pode incluir antiinflamatórios e fisioterapia, o quadro tende a se agravar e resultar em dor crônica e incapacidade física. Há tipos de artrite que afetam coração, pulmões, rins, olhos e pele, demandando o trabalho em conjunto com outros especialistas. Muitos idosos acreditam que articulações que incomodam fazem parte do envelhecimento e não buscam o atendimento adequado.

O diagnóstico vai ajudar na adoção dos devidos cuidados para controlar a dor e evitar danos permanentes – sem esquecer que um quadro desses abre a porta para a depressão. As limitações mais comuns são para caminhar, subir e descer escadas e segurar objetos, o que leva a um círculo vicioso de menos atividade física e os benefícios que ela traz. A Sociedade Brasileira de Reumatologia relaciona em seu site uma lista com cartilhas sobre as doenças; grupos de apoio em todo o país e mitos e verdades sobre a enfermidade.

A fundação americana tem um livro com dicas para viver com artrite à venda em seu site, cobrindo a rotina de uma pessoa desde a hora em que se levanta. Exercitar-se é fundamental, principalmente para fortalecer os músculos, mas sempre com supervisão e respeitando os limites do corpo. O mercado já oferece utensílios que contornam a dificuldade para segurar ou abrir objetos e eles podem ser comprados on-line. Pequenos ajustes farão toda a diferença para diminuir o estresse e trazer mais conforto ao dia a dia.