sábado, 12 de agosto de 2017

Aluna cadeirante é carregada por bombeiro para ver aula em faculdade de SP - Veja o vídeo

Elevador da FMU vive quebrado e aluna enfrenta problemas há 2 anos. 'Isso me desanima muito', diz.

Por Luis Ottoni*, G1 - *Sob supervisão de Paulo Guilherme

A aluna Paloma Barbosa em frente ao elevador quebrado (à esquerda), precisou ser carregada por um bombeiro até a classe onde teria aula (Foto: Paloma Barbosa/VC no SP)
A aluna Paloma Barbosa em frente ao elevador quebrado (à esquerda), precisou ser carregada por um bombeiro até a classe onde teria aula (Foto: Paloma Barbosa/VC no SP)

A estudante de Artes Visuais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) - Liberdade, Paloma Barbosa, 23, enfrenta a mesma incerteza há dois anos: não sabe se conseguirá chegar e sair da sala de aula sem o auxílio dos colegas ou do Corpo de Bombeiros. Por ser cadeirante, Paloma depende de um elevador que, de acordo com ela, "está sempre quebrado".

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Na última quinta-feira (10), ao sair da sala de aula, a jovem precisou ser carregada pelo Corpo de Bombeiros do 1º andar ao térreo do prédio. A situação vem se repetindo desde que começou a ter aulas em um laboratório de cerâmica, o qual a Instituição não consegue remanejar para outro local por conta dos equipamentos. "Isso me desanima muito em ir para Faculdade. Já vou pensando no stress que posso passar, pensando se o elevador estará funcionando", lamenta.

                                     Paloma diz que elevador está
Paloma diz que elevador está "sempre quebrado", o que a impossibilita de chegar às aulas (Foto: Arquivo Pessoal/ Paloma Barbosa)

No vídeo enviado ao G1, a jovem aparece chorando após ser carregada pelo Corpo de Bombeiros, uma situação em que diz ter se sentido "incapaz". "Me senti horrível porque a sala é no primeiro andar. Isso me fez pensar como seria tão mais fácil se eu só pudesse conseguir descer a escada. E eu não deveria ter que me sentir assim", disse.

Ao procurar a Instituição, Paloma recebe a promessa de que o problema será resolvido, mas a resposta é sempre a mesma: "o problema pertence a instâncias superiores", disse.

Paloma explica ainda que o único acesso disponível às salas é uma rampa de acesso "muito íngreme". "Quando comecei a estudar na FMU, ainda usava muletas e já reclamava à instituição que o elevador não funcionava e tinha que subir a rampa. Tinha muita dificuldade. Quando me tornei cadeirante, a situação piorou", explica.

Apesar das dificuldades, a jovem não cogita deixar de estudar na Instituição."Sei que conseguir estudar é um privilégio que muitas pessoas com deficiência não têm. Então ocupar aquele espaço é muito importante pra mim porque deveria ser um direito para todo mundo", afirma.

O G1 contatou a FMU e aguarda posicionamento.

Fonte: g1.globo.com

Comissão da OAB de Mogi discute direitos de pessoas com deficiência

Encontro debateu falta de acessibilidade em prédios públicos da cidade.

Por Diário TV 2ª Edição

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Encontro discute acessibilidade em Mogi das Cruzes

Um encontro organizado nesta sexta (11), pela Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes, discutiu a acessibilidade.

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A Apae é uma instituição que existe há quase 50 anos em Mogi das Cruzes e importantíssima porquê atende alunos com deficiência intelectual. Muitos cadeirantes, inclusive, mas olhando pra baixo é nítida a falta de atenção com eles. Na área de embarque e desembarque guias altas. As ruas do cruzamento são de paralelepípedo e na hora de atravessar só tem uma rampa. Os pais reclamam muito por que as cadeiras quebram e os alunos sentem dor.

“Minha filha foi operada há pouco tempo e na cadeira minha como fica balançando, ela sente muita dor. Começa a chorar. A operação sempre é de coluna ou quadril, então incomoda as crianças nesse paralelepípedo alto”, reclama o eletricista montador, Juliano Alves.

Imagine a situação também de milhares de pessoas que circulam todos os dias em uma estação de trem em Brás Cubas o desnível é grande entre a plataforma e o trem. Dentro da estação não existem rampas pra ir de um lado pro outro. No ano passado o Diário TV mostrou esse problema da CPTM que até hoje não foi resolvido.

Nas próprias vagas de deficientes, na área centra de Mogi, as guias são enormes. Nas faixas de pedestres não se encontra rebaixamentos em quase nenhuma esquina. Isso sem falar nas calçadas extremamente estreitas. A Cristina Sobral Duarte sofre com o Gustavo toda semana. “Eu vou passar, quase derrubo meu filho.”

A acessibilidade foi tema de um encontro da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência, da OAB de Mogi. A reunião foi com segmentos da sociedade e entidades de apoio ao deficiente. Foi lançando o "Selo Amigo da Acessibilidade". 

“Esse selo, nada mais é do que um incentivo para as pessoas valorizam a dignidade da pessoa que possui uma deficiência física. É uma forma de incentivar o poder público e privado a respeito esse direito de deslocamento da pessoa com deficiência física” disse o advogado Luiz Paiva, membro da comissão.

O presidente da comissão, advogado Frederico Augusto Costa, disse que o objetivo é fazer um trabalho de conscientização, em relação as questões e as dificuldades da pessoa com deficiência física. E falou sobre a acessibilidade nos prédios públicos como as estações de trem da CPTM na cidade.

“A estação da CPTM em Brás Cubas está passando por algumas reformas. Não sabemos como vai ficar. Estamos verificando as condições de todas as estações de Mogi. E também vamos por outro viés. Podemos entrar com ação civil pública para que esses direitos sejam respeitados”

É o que espera quem sente na pele as dificuldades do dia-a-dia, como o José Moreira de Assis. Ele é advogado e pai de cadeirante. “Bairros novos que vão surgindo tem calçadas de 80 centímetros com poste na calçada, há falta de planejamento. Não tem acessibilidade é privar as pessoas de ter esses acessos.”

A secretaria municipal de Transportes de Mogi das Cruzes disse que possui o projeto rotas acessíveis, que são projetos executivos para intervenções de acessibilidade em regiões com grande fluxo de pessoas, entre elas as proximidades da Ape, os terminais de ônibus e a região central.

A Apae disse que a melhoria no acesso à entidade é uma reivindicação antiga das mães de alunos que frequentam a unidade. Disse ainda, que técnicos da prefeitura fazem constantes visitas na entidade pra verificar as melhorias necessárias, mas ainda não há um prazo para que as obras de adequações sejam feitas por ali.

Já a CPTM respondeu que está adequando todas as estações antigas para garantir acessibilidade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Em junho, foram iniciadas as obras na estação Brás Cubas.E o prazo de conclusão está previsto para dezembro desse ano.

Acessibilidade é precária em Mogi das Cruzes (Foto: Reprodução/TV Diário)
Acessibilidade é precária em Mogi das Cruzes (Foto: Reprodução/TV Diário)

Fonte: g1.globo.com

São Carlos tem exposição interativa idealizada para pessoas com deficiência - Veja o vídeo

Mostra conta com audiodescrição e textos em braille e português ampliado sobre as obras.

Por G1 São Carlos e Araraquara


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São Carlos tem exposição interativa idealizada para pessoas com deficiência

O Paço Municipal de São Carlos (SP) sedia até o dia 29 de setembro a exposição "Grandes nomes, grandes feitos". Com audiodescrição e textos em braile e português ampliado sobre as obras, a mostra pode ser apreciada por todos os públicos e tem entrada gratuita.

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O evento integra a 7ª Virada Inclusiva e apresenta 12 personalidades com algum tipo de deficiência que marcaram diferentes áreas do conhecimento. São elas: Anita Malfatti, Ludwig Van Beethoven, Cândido Pinto de Melo, Dorina Nowil, Evgen Bavcar, Helen Keller, Henrietta Swan Leavitt, Homero, Maria de Lourdes Guarda, Franklin Roosevelt, Stevie Wonder e Temple Grandin.


                           Exposição ocorre até 29 de setembro (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Carlos )
Exposição ocorre até 29 de setembro (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Carlos )


As obras promovem interação sensorial, fazendo referência às habilidades dos personagens, que lutaram por direitos humanos e pelo acesso à arte e à cultura, e podem ser apreciadas das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Rua Episcopal, 1.575, no Centro.


                            Instalações promovem interação sensorial (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Carlos )     
Instalações promovem interação sensorial (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Carlos )

Fonte: g1.globo.com

Brasil aumenta em 15% a doação de órgãos, mas falta de informação é empecilho para salvar mais vidas

Em junho, 32.952 pessoas estavam na fila de transplantes de órgãos no País

SAÚDE Dinalva Fernandes, do R7

Thinkstock
População mais esclarecida tende a doar mais órgãos, diz especialista
População mais esclarecida tende a doar mais órgãos, diz especialista

O número de transplante de órgãos no Brasil aumentou em 15,7% no primeiro semestre de 2017, se comparado com o mesmo período do ano passado. Com essa porcentagem, o País se mantém em um nível intermediário em um ranking de doações no mundo. No entanto, o médico nefrologista e presidente da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), Roberto Manfro, acredita que o índice poderia ser mais satisfatório se a população tivesse mais acesso à informação sobre as doações de órgãos.

Falar que a doação de órgãos é tabu não é verdade. Hoje em dia, todas as religiões são a favor dos transplantes e não existe malefício relacionado aos transplantes que tenha sido comprovado. O grande problema é a falta de esclarecimento em relação às doações, do que propriamente um tabu. Quando as pessoas são esclarecidas, elas entendem e se posicionam a favor. O diagnóstico de morte encefálica no Brasil é um dos mais seguros do mundo, como exige a legislação, mas tem gente não acredita. Por isso, tem que melhorar a quantidade de informações em todos meios: população, agentes de saúde e classe médica.

O crescimento foi decorrente do aumento da taxa de notificação de potenciais doadores de 4,5% e da taxa de efetivação da doação de 7,2%, explica Manfro.

Uma parte do aumento das notificações é a pessoa deixar claro para a família o desejo de doar seus órgãos. A outra parte das notificações são dos hospitais. Uma lei obriga os hospitais com determinados números de leito a notificarem os casos de morte encefálica.

Já em relação ao último semestre de 2016, o aumento foi de 11,8%. A taxa de doações passou de 14,6 pmp (por milhão de população) para 16,2 pmp, segundo último relatório divulgado na última quinta-feira (10). O especialista esclarece que os países desenvolvidos têm índices melhores porque têm mais experiência nessa área, mais divulgação das informações e populações mais homogêneas.

A Espanha, por exemplo, é o país campeão em doação de órgãos e tem política governamental muito forte em apoio à causa. A lei no Brasil é muito boa também e o governo apoia e financia de forma adequada, tanto que alguns Estados apresentam índices tão bons quanto os de países desenvolvidos. O Brasil está no nível intermediário de doações, com 16,2 doações pmp (por milhão de população) por ano e os mais desenvolvidos, 35 pmp em média.

Órgãos e doações

Dados da ABTO ainda mostram que houve crescimento nos transplantes de rim (5,8%), fígado (7,4%) e córneas (7,6%) e diminuição nos transplantes de coração (3,6%), pulmão (6,5%) e pâncreas (6,0%). Pela primeira vez, desde 2011, o transplante cardíaco deixou de crescer, com queda de 3,6%, mas espera-se recuperação do índice no próximo semestre. O transplante pulmonar também diminuiu (6,5%) e é realizado em apenas três Estados no Brasil (RS, SP e CE).

Em junho, 32.952 pessoas estavam na fila de transplantes de órgãos no Brasil. E, quando se consegue o transplante, é necessário seguir um estilo de vida à risca para manter a saúde, orienta Manfro.

A primeira coisa que o transplantado tem que fazer, assim como qualquer outra pessoa, é seguir um estilo de vida saudável, se alimentar bem, se hidratar, não fumar, não beber, praticar exercícios físicos, controlar o peso e a pressão arterial. A segunda coisa é fazer os exames periódicos, ir nas consultas e nunca deixar de tomas os medicamentos imunossupressores, que previnem a rejeição.

Geralmente, O nefrologista afirma que os órgãos retirados de uma pessoa saudável que sofreu morte cerebral podem beneficiar pelo menos nove pessoas, que podem receber coração, pulmões, rins, fígado, córneas, pâncreas. Porém, invenções podem inutilizar alguns desses órgãos e tecidos.

Qualquer infecção respiratória que pode ocorrer em ambientes hospitalares, por exemplo, pode inutilizar os pulmões, que são muito sensíveis. Se houve algum trauma no abdômen ou a barriga estiver muito inchada, o pâncreas também pode ser descartado.




Engenheiro brasileiro cria cadeira de rodas revolucionária que sobe e desce escadas - Veja o vídeo

Projeto começou com tese de mestrado é alternativa de mobilidade para deficientes

SAÚDE Osvaldo Albuquerque, Do R7

Edu Enomoto
O kit em separado da cadeira, (a direita) mostra praticidade para utilização
O kit em separado da cadeira, (a direita) mostra praticidade para utilização

Uma queixa comum de quem mora nas grandes cidades brasileiras é a falta de infra-estrutura adequada. Agora imagine uma cadeira de rodas como meio de transporte. Pensou? Então, assim como um ônibus precisa uma pista em boas condições, ou seja, com sinalização e acima de tudo, com segurança, um cadeirante também precisa de calçadas sem buracos e com rampas de acesso.

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Pensando nisso, o engenheiro Júlio Oliveto criou em 2011, baseado em sua tese de mestrado, o projeto denominado “Kit livre”. Invenção que ajudará 13 milhões de pessoas cadeirantes que vivem no país, o que representa 7% da população.

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Sou deficiente físico e utilizo muletas para me locomover. Testei o produto Trata-se de uma estrutura que, se acoplada na parte na frente de qualquer cadeira de rodas, transforma-se numa espécie de triciclo motorizado. Esse processo é simples, levando em média, dois minutos. Com a instalação, as rodinhas menores da cadeira, ficam suspensas, o que possibilita subir e descer degraus sem grande esforço braçal, já que o sistema é motorizado. Caso queira retirar kit, basta girar as travas que se soltam sem grande esforço. Aprovei a invenção!

Mas vale a pena adquirir o produto? Sim, vale. Apresenta conforto, estabilidade e segurança para quem usa. Entretanto, como é natural de qualquer nova invenção, necessita de ajustes. Um deles é na utilização da marcha ré na cadeira. Quando testei esta função, apresentou algumas falhas, não obedecendo ao comando dado. Porém nada que não possa ser corrigido com o tempo. Todos os modelos têm buzina e retrovisor, incluindo o que eu testei.



Empresa de Auto Peças é condenada a reintegrar trabalhadora com lúpus

A substituição por outra pessoa com a mesma doença não afastou a presunção de discriminação.

Por Priscila Torres*


A Auto Peças Abreu Teixeira Ltda., de Sete Lagoas (MG), condenada a reintegrar uma empregada com lúpus demitida ao retornar de licença médica, não convenceu a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho de que a dispensa não foi discriminatória, mas sim por questões de organização da empresa. A Turma negou provimento ao agravo de instrumento da empregadora, que pretendia trazer o caso à discussão no TST.

Três meses após ser contratada como caixa, a trabalhadora foi diagnosticada com lúpus eritematoso disseminado. Afastada pelo INSS, retornou a suas atividades em fevereiro de 2015, quando foi dispensada sem justa causa. Em juízo, ela alegou que a dispensa havia sido discriminatória e requereu a reintegração. Em audiência, o representante da empresa afirmou que a caixa foi dispensada porque, durante sua licença, contratou outra pessoa para o lugar dela, também com lúpus, e que não havia mais vaga em seus quadros.

O juiz de primeira instância julgou improcedente o pedido, entendendo que ela não foi dispensada em razão da doença, mas da própria estrutura da empresa, de pequeno porte. “Sendo ambas portadoras da mesma doença, a dispensa de uma delas não importa discriminação, senão ato lícito e inserido no direito do empregador de gerir o seu negócio”, concluiu a sentença.

Para o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), porém, não ficou comprovado que a dispensa ocorreu por haver excesso de empregados, e a trabalhadora, com necessidade de tratamento e acompanhamento médico vitalício e expectativa de vida limitada, não poderia ter seu contrato de trabalho rescindido, estando afastada ou não do serviço. Para o Regional, a manutenção da atividade de trabalho, “em certos casos, é parte integrante do próprio tratamento médico”. Declarar então a nulidade da dispensa, determinando a reintegração ao emprego, em função compatível com o estado de saúde da trabalhadora.

O relator do agravo pelo qual a empresa pretendia trazer o caso ao TST, ministro Augusto César Leite de Carvalho, assinalou que a Súmula 443 do TST uniformizou a jurisprudência sobre a dispensa de portador de doença grave que suscite estigma ou preconceito, presumindo-a discriminatória.. “Não há dúvidas de que a trabalhadora é portadora de doença grave e incurável”, afirmou. “Cumpre averiguar se o lúpus suscita estigma ou preconceito”.

Sobre esse aspecto, o ministro destacou que o lúpus é uma doença autoimune que atinge múltiplos órgãos e sistemas, causando lesões cutâneas e nas articulações, podendo até levar ao surgimento de psicose. “O poder diretivo do empregador não é absoluto, há limites ao seu exercício, fixados, sobretudo, em razão dos princípios fundamentais de proteção à dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho”, afirmou. Para ele, o argumento da empregadora não foi suficiente para afastar a presunção discriminatória, porque, além de não comprovado, não foi possível concluir que a “organização e excesso de funcionários” ocorreu de forma ampla.

A decisão de negar provimento ao agravo de instrumento foi por maioria. Ficou vencido o ministro Aloysio Corrêa da Veiga.

O número do processo foi omitido para preservar a intimidade da trabalhadora.

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.


3 passos ara acompanhante de Pessoa com Deficiência ter 80% de desconto em passagem aérea.

Através de uma colaboradora do blog, tivemos acesso a uma informação incrível: acompanhante de pessoa portadora de deficiência pode ter 80% de desconto em passagem aérea.


Gostamos tanto da notícia que decidimos compartilhar com os nossos leitores, pois temos certeza que muitos vão gostar de saber essas preciosas informações!
Gostou da ideia? Confira o passo a passo para obter o desconto de até 80% nas passagens aéreas.

Por que o acompanhante tem o tem o desconto de até 80% nas passagens aéreas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou em 2013 novas regras sobre o acesso ao transporte aéreo de passageiros com necessidade de assistência especial.

A resolução n° 280/2013 abrange não só pessoas com deficiência, mas idosos com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas acompanhadas por criança de colo ou qualquer pessoa que tenha limitação na sua autonomia.

Uma das principais medidas da nova norma é o estabelecimento de um desconto mínimo de 80% na passagem do acompanhante de passageiros que “não possam realizar sozinhos os procedimentos para abandono de aeronave em caso de emergência”.

A resolução também proíbe as companhias aéreas de limitarem a quantidade de passageiros com necessidades especiais nos voos. Pela norma anterior, elas podiam fazer essa limitação em alguns casos, como em “situações que afetem a segurança de voo”.

O passageiro deve informar à empresa as assistências especiais que forem necessárias no momento da compra do bilhete, com antecedência mínima de 48 horas antes da partida do voo para casos gerais e 72 horas nos casos em que é necessário acompanhante.

Quer saber como pedir o desconto? Confira o passo a passo a seguir.

1º Passo

Ligue para a empresa aérea que opera o trecho aéreo que pretende viajar
Através da ligação, peça que seja feita a reserva do voo para a pessoa com  deficiência e seu acompanhante

Informe que você ou o outro passageiro tem alguma deficiência e que precisa do MEDIF (Formulário de informações médicas) para preencher
Certifique-se o destinatário e o endereço ( físico ou virtual ) para o envio dos documentos que comprovem a deficiência

2º Passo

Depois de recebido o MEDIF, leve-o para o seu médico, para que o profissional ateste a deficiência preenchendo o formulário
É necessário que peça um laudo do médico também, alegando que você é uma pessoa com deficiência e necessita de um acompanhante para viajar

3º Passo

Depois que o formulário dor preenchido e estiver com o laudo médico em mãos, envie os documentos para a sua companhia aérea.
Entre em contato com o atendimento para confirmar o deferimento do desconto
Por último, compre a passagem aérea e prepare-se para decolar!
Atualmente, este procedimento precisa ser feito apenas na primeira solicitação de desconto, pois nas próximas compras as informações estarão no sistema e algumas companhias possibilitam que a compra seja bem mais simples, pea internet.
O desconto é desconhecido por muitos e só é concedido se a pessoa portadora de deficiência solicita para o seu acompanhante, portanto, não deixe de exigir os seus direitos!

Garoto morre após suposta picada; tio acusa demora

RODRIGO ALONSO E PEDRO HEIDERICH AMERICANA

                         Reprodução | Facebook
                             
                                 CAUÃ SANTOS | 2 anos

Cauã Ferrari Santos, 2, morreu na manhã de ontem após ser supostamente picado por um escorpião. Tio da criança, o diretor comercial Cristiano Salles criticou o atendimento médico em Americana.

A família levou o menino à Unimed Americana. Segundo o hospital, "ele estava sentindo muitas dores e chorando". A hipótese sobre picada de escorpião foi levantada pela equipe médica, em função do quadro clínico de Cauã. No entanto, a unidade apontou que "a família relatou não ter visto o escorpião e não foi encontrado sinal de picada na criança".

A Unimed comunicou que solicitou soro antiescorpiônico ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, mas, antes da entrega do medicamento, o quadro da criança tinha se estabilizado. Devido à melhora do estado de saúde, as duas ampolas de soro fornecidas pela prefeitura não foram aplicadas em Cauã na Unimed.

O garoto e as duas ampolas foram encaminhados para o Hospital Samaritano de Campinas, onde há UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica - esse tipo de unidade não existe na rede pública de Americana. No Samaritano, a situação evoluiu para um quadro grave e Cauã não resistiu, de acordo com a Unimed.

Salles afirmou que o soro foi aplicado em Campinas. "Com um atendimento emergencial da década dos anos 40, ele levou mais de quatro horas para receber a dose do remédio contra picada de escorpião", declarou, em sua página no Facebook.

Até as 21h de ontem, ainda não havia horário para o sepultamento, conforme informou a funerária Bom Pastor. O velório teve início ontem, no Cemitério da Saudade.

HOSPITAIS
Em nota, a Unimed ressaltou que "todo o socorro foi prestado imediatamente". "Ela (a criança) recebeu toda a assistência adequada, incluindo atendimento pelo médico plantonista e fazendo um ultrassom", comunicou.

A prefeitura destacou que o Manual Técnico do Ministério de Saúde "não descreve ser imprescindível a administração do soro sob retaguarda de UTI Pediátrica". "A falta dela não deve obstar jamais as condutas pertinentes ao socorro imediato, conforme preconizado nos protocolos da assistência em urgência e emergência, bem como no referido manual", apontou.

O Samaritano, através de seu departamento jurídico, declarou que não se manifestaria sobre o caso.

João Paulo Borin vai ministrar palestra em Congresso Internacional na Argentina

João Paulo Borin vai ministrar palestra em Congresso Internacional na Argentina
Foto: Borin durante uma das fases de treinamento da seleção. (Foto: Tadeu Casqueira/CBDV)

O coordenador de seleções da CBDV, João Paulo Borin, foi convidado para participar do I Congresso Internacional de Esporte Paralímpico e Adaptado, em Córdoba, na Argentina. O evento será realizado de 23 a 25 de agosto e o profissional será responsável por ministrar duas conferências sobre o trabalho desenvolvido no Futebol de 5 brasileiro no último ciclo paralímpico.

O encontro, organizado pelo Ministério do Esporte, Educação Física e Recreação da Argentina, possui o objetivo de trocar experiências entre profissionais do mais alto nível mundial, com o lema "Esporte: um espaço de convivência" tem a missão primordial de proporcionar um intercâmbio acadêmico e convivência envolvendo todos os níveis das Paralimpíadas e Esporte Adaptado – explicou Borin.

O convite veio durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016 feito pelo Professor Gonzalo Zufiaurre devido ao excelente trabalho realizado com a Seleção Brasileira de Futebol de 5, quando atuava como fisiologista da equipe. O coordenador vai passar a sua experiência em duas conferências.

A primeira voltada para discutir sobre a seleção, promoção e detecção de talento no esporte. Este é um tema atual e que ao longo do tempo diferentes informações vêm sendo discutidas na relação entre teoria e prática. Na segunda, com o tema Avaliação, Monitoramento e Controle do Treinamento, abordarei informações científicas de como a Seleção Brasileira de Futebol de 5, no último ciclo paralímpico, trabalhou de forma multi e transdisciplinar para alcançar o sucesso em todas as competições que participou – detalhou o coordenador.

João Paulo Borin se juntou à comissão técnica da Seleção Brasileira no ciclo passado, em 2013, e ao lado do preparador físico Luis Felipe de Campos, realizou um trabalho de desenvolvimento na qualidade física dos atletas, que contribuiu para o Brasil alcançar os objetivos, como a conquista do ouro nas Paralimpíadas do Rio 2016 e no Parapan-Americano de Toronto 2015, além do título Mundial de 2014 e da Copa América, em 2013.

Esta é uma conquista coletiva, desde os gestores, passando pelos membros da comissão técnica e os atletas. O reconhecimento vindo de uma entidade reconhecida internacionalmente vem coroar o planejamento e a organização de um ciclo paralímpico vitorioso, em que procurei, junto com todos os profissionais envolvidos, aliar, sempre que possível, o conhecimento científico, que procuro produzir devido as minhas atividades na docência e como pesquisador, na Faculdade de Educação Física na UNICAMP, com a prática do dia a dia do treinamento desportivo – finalizou.

Fonte: cbdv.org.br

Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo recebem equipamentos de acessibilidade

Imagem ilustrativa de biblioteca com livros diversos

Na próxima terça-feira, 15 de agosto às 14h, acontece no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, a assinatura do Termo de Cessão de Equipamentos do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas. Realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o projeto entregará a 55 municípios do Estado de São Paulo equipamentos de alta tecnologia para acessibilidade de suas bibliotecas.

O evento conta com a presença da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella e do Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Ao todo, 55 municípios serão agraciados e 62 bibliotecas públicas do Estado de São Paulo receberão equipamentos acessíveis, que serão distribuídos em dois Kits. O Kit Tipo 1 contém computador, ampliador automático, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário e software de voz sintetizada para atuação com o software leitor de tela NVDA. O Kit 2 contém todos os elementos do Kit 1 e acrescenta um display braile e impressora braile.

Um dos equipamentos que compõem os Kits de acessibilidade a serem entregues às bibliotecas

As bibliotecas públicas que receberão os kits participaram de um concurso promovido em 2016 pela Secretaria, que selecionou bibliotecas que contam com projetos de inclusão interessadas em receber os equipamentos.


 
SERVIÇO
Assinatura do Termo de Cessão de Equipamentos do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas
Data: 15 de agosto
Horário: 14h
Local: Palácio dos Bandeirantes
Endereço: Avenida Morumbi, 4500 - São Paulo/SP


Caravana da Inclusão chega a Cruzeiro e reúne mais de 100 gestores públicos

Luiz Carlos Lopes ao microfone, durante a abertura da Caravana da Inclusão, em Cruzeiro

Começou a nova temporada da Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania. Em sua oitava edição, Cruzeiro foi a primeira cidade a receber a Caravana, em 11 de agosto de 2017. Iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, em parceria com o CEAPcD (Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência), e apoio do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, reuniu cerca de 100 participantes pela manhã. Houve também uma dinâmica à tarde com participação de cerca de 70 pessoas, além de 19 jovens alunos com deficiência.

A Caravana de Cruzeiro contou com a abertura do Secretário Adjunto de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Luiz Carlos Lopes. Um ponto importante da Caravana é a troca de conhecimentos entre gestores de diversas prefeituras do interior de SP, sobretudo, em relação a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.

À tarde houve uma dinâmica com os alunos da região, com o tema “Jovens Lideranças”, focando em estimular o aluno com deficiência em relação aos estudos, tendo acesso a diversas informações sobre o universo das pessoas com deficiência. Trata-se também da oportunidade da criação de laços e maior debate em assuntos inclusivos.

Plateia de Cruzeiro atenta na Caravana da Inclusão

Em suas edições anteriores, a Caravana já visitou 66 municípios pelo Estado de São Paulo, reunindo cerca de 20.500 participantes, de mais de 310 prefeituras, entre gestores públicos municipais de diferentes áreas, representantes de entidades de e para pessoas com deficiência, iniciativa privada, imprensa, academia e conselhos.

Até o final do ano, outros cinco municípios irão receber a Caravana da Inclusão: Ipaussu (23/08); Barretos (22/09); Barrinha (20/10); Piracicaba (10/11) e Ibiúna (1º/12).

Atividade com a juventude de Cruzeiro e região, na tarde de 11 de agosto.


O próximo encontro da Caravana da Inclusão será em Ipaussu, em 23 de agosto. Para saber mais detalhes sobre a Caravana da Inclusão, acesse: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ultimas-noticias/caravana-da-inclusaoacessibilidade-e-cidadania-no-interior-paulista

SERVIÇO:
Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania 2017
Próximo encontroIpaussu
Data: 23/08
Local: Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
Endereço: Av. Emília Rodrigues Moraes Leite, 30 - Jardim Cocajá I, Ipaussu – SP.


Funcionários Públicos de São Caetano aprenderão Libras para ajudar no trabalho

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A Sedef (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida) iniciou um curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) no início do mês, em São Caetano. O curso tem 265 inscritos, e desses, 51% são funcionários públicos que sentiram a necessidade de aprender a linguagem dos sinais para melhorar o atendimento ao público.

O censo do IBGE de 2010 aponta que, em São Caetano, cerca 8.000 pessoas têm alguma deficiência auditiva, seja total, parcial ou moderada.

Além da grande procura por parte de servidores públicos, a sociedade civil corresponde aos 49% dos inscritos, com idades entre 9 e 64 anos, o que superou as expectativas da Sedef.

O curso de Libras traz duas inovações neste ano, sendo uma turma de gramática em Libras para surdos, que não aprendem a gramática comum, e o fornecimento gratuito de todo o material didático necessário, elaborado por Marcelo e ilustrado pela mulher dele, Sandra Fontalvo Bessa de Lima.

Fontes: DGABC - saocaetanodosul.info

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Brasil tem mais de 4 mil suspeitas de alterações devido à zika e apenas 391 confirmações em 2017; entenda o motivo

Falta de detecção do zika durante a gravidez e no nascimento do bebê, acompanhamento insuficiente no pré-natal e possibilidade de infecção por outras doenças são alguns dos motivos apontados pelos médicos.

Por Carolina Dantas, G1

Especialista observa exame de imagem de um bebê com microcefalia em hospital do Recife, em foto de 26 de janeiro de 2016 (Foto: Reprodução TV Globo)
Especialista observa exame de imagem de um bebê com microcefalia em hospital do Recife, em foto de 26 de janeiro de 2016 (Foto: Reprodução TV Globo)

Desde de que os casos de zika e microcefalia explodiram no Brasil, a confirmação da relação entre a malformação e o vírus ocorreu em 20% das suspeitas enviadas ao governo. Neste ano, a taxa é de 9,3% -- são 4.221 notificações e 391 confirmações. O que dificulta que seja confirmado o diagnóstico das alterações no crescimento e desenvolvimento causado pelo vírus da zika?

De acordo com o Ministério da Saúde, já é esperado que as investigações levem um certo tempo para serem concluídas. Deve-se considerar que diversos exames precisam ser feitos para a efetividade do diagnóstico, incluindo de imagem e laboratoriais.

                                                       (Foto: Arte/G1)

Sequência ideal
Os médicos Antonio Bandeira, coordenador do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia, e Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Dengue/Arboviroses explicam que, para garantir uma confirmação de que as alterações no crescimento e desenvolvimento normal do bebê foram causadas definitivamente pela zika é necessário um conjunto de informações e, às vezes, um cenário ideal.

O primeiro passo para a detecção da influência do zika durante a gestação é o diagnóstico de que a mãe realmente foi infectada. Para isso, a mãe precisa desenvolver os sintomas e, então, fazer os exames necessários -- sorológico e molecular (chamado de PCR).

"Se você tem a informação durante a gravidez, já no momento em que a mãe está com o vírus, é mais fácil. Mas, muitas vezes, a infecção é silenciosa e não tem sintomas", diz Sáfadi.

Depois, caso a infecção seja detectada, é preciso acompanhar o crescimento do feto e seu desenvolvimento. O ultrassom pode ajudar a ver se há algum problema. Os médicos chamam a atenção para a importância do pré-natal.

"O médico obstetra acompanha as medidas do bebê, como o padrão para crescimento, o desenvolvimento do Sistema Nervoso Central, assim como alterações dentro do crânio. Esse acompanhamento é feito uma vez por mês. Em uma criança que vai até o final da gestação e não apresenta nada disso, é muito pouco provável que tenha sido afetada pelo zika”, explicou Bandeira.

As dificuldades
Como aponta Sáfadi, muitas vezes a mãe é assintomática -- é infectada pelo zika, mas não sentiu uma febre que seja. A suspeita vai surgir, muitas vezes, quando o vírus nem está mais no organismo da gestante, mas só quando o bebê passa a apresentar as malformações.

Sem a possibilidade de fazer o teste em PCR e/ou sorologia e confirmar a infecção durante a gravidez, surgem diversas possibilidades: existem outras doenças que causam as mesmas alterações no feto, como a sífilis, a toxoplasmose e a infecção por citomegalovírus.

"A gente sabe que a microcefalia pode ter várias causas. As possibilidades são muito variadas. Outros casos têm a ver com malformações congênitas, hereditárias, e outras situações têm a ver com outras infecções como sífilis", avalia Bandeira. O médico diz, no entanto, que o número dos casos de microcefalia aumentou muito após o início da zika, e que não se pode acreditar que o índice inferior de confirmações está inteiramente ligado a outras doenças.
"Uma coisa eu garanto: são 4 mil suspeitas neste ano, com certeza não é outra causa que está por trás disso. Um número bastante significativo é zika”, diz.

A importância do cordão umbilical
Se o bebê nasceu sem a realização das etapas anteriores (detecção do vírus na mãe e o pré-natal) -- cenário comum em algumas partes do país --, os médicos chamam a atenção para a importância de detecção do vírus no momento do nascimento.

"É um momento oportuno para você colher o exame. Mesmo assim, a amostra pode não ser conclusiva. Nem sempre a coleta do cordão umbilical vai conseguir identificar o vírus", explica Sáfadi.

Bandeira lembra que, mesmo que os exames sejam feitos na mãe e no bebê, na gestação e no cordão umbilical, muitos estados não têm acesso ao PCR, apenas à sorologia. Segundo ele, o molecular é mais preciso e seguro, enquanto a sorologia pode dar um "falso positivo" ou não acusar o vírus.

"A grande maioria dos casos não vai ter uma confirmação, mas terão o zika. Por questões também de infraestrutura, que o próprio Ministério deveria estar equipando", questionou o infectologista.

"Você não precisa liberar o teste molecular em todas as maternidades do Brasil. Mas você pode ter um sistema de coleta, armazenamento do material e envio para um laboratório central público que faça o teste molecular em cada estado".

Fonte: g1.globo.com

Vídeo mostra homem agredindo mulher em cadeira de rodas na rua em Botucatu

Cadeirante tentou embarcar em um ônibus, mas a plataforma demorou para descer. Revoltada ela protestou em frente ao veículo e o agressor ficou irritado.

Por G1 Bauru e Marília

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Vídeo mostra agressão a cadeirante em ponto de ônibus de Botucatu

Uma cadeirante foi agredida por um passageiro de ônibus em Botucatu (SP) e as testemunhas registraram a agressão, que ocorreu na última terça-feira (8).

Click AQUI para ver o vídeo

Segundo a polícia, a cadeirante tentou embarcar no coletivo, mas o elevador demorou para descer até a calçada. Com isso, a mulher ficou revoltada e foi protestar na frente do ônibus.

O vídeo postado em uma rede social mostra a cadeirante protestando e várias pessoas em volta. Na sequência um homem, que estaria dentro do coletivo vai até ela e a agride. Depois sai andando pela rua e acaba detido pelas pessoas que testemunharam a agressão. 

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Defesa da Mulher e, como não se enquadra na Lei Maria da Penha, o agressor vai responder processo em liberdade.

Testemunhas ficaram indignadas com a agressão em Botucatu  (Foto: Reprodução / TV TEM )
Testemunhas ficaram indignadas com a agressão em Botucatu (Foto: Reprodução / TV TEM )

Fonte: g1.globo.com

Follmann é homenageado com prêmio nacional de inclusão de pessoas com deficiência

Prêmio Brasil Mais Inclusão é promovido pela Câmara dos Deputados e busca apoiar o reconhecimento à pessoa com deficiência no país

Por Eduardo Florão, Chapecó (SC)
Jakson Follmann receberá prêmio em setembro (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)
Jakson Follmann receberá prêmio em setembro (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)

O ex-goleiro, que virou embaixador da Chapecoense, agora representa uma parcela da sociedade muitas vezes marginalizada pela deficiência física. Jakson Follmann ainda não sabe, mas na manhã desta quinta-feira será anunciado como um dos vencedores do Prêmio Brasil Mais Inclusão, uma homenagem realizada pela Câmara dos Deputados a personalidades que realizam ações em prol da inclusão de pessoa com deficiência ou sejam exemplos de vida e superação.

Apesar de não saber do prêmio, o que Jakson Follmann sabe bem é lidar com a amputação de uma das pernas, que colocou fim à sua carreira de jogador profissional de futebol. 254 dias depois de ter sua vida mudada pelo acidente com o avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, é comum ver o goleiro ostentar o largo sorriso nas dependências da Arena Condá.

Alegria parece mesmo ser uma tônica na vida de Follmann. Foi entre sorrisos e lágrimas, que o ex-goleiro viu o retorno aos gramados de outro sobrevivente da tragédia na Colômbia, Alan Ruschel. Apesar disso, o caminho de Jakson agora ganha trajetórias fora das quatro linhas. Com o prêmio, ele passa a ser também referência na luta pelo reconhecimento das pessoas com deficiência.

Indicado pelo deputado catarinense Jorginho Mello (PR), o ex-goleiro será anunciado nesta sexta como vencedor, e o prêmio será entregue apenas no dia 20 de setembro, um dia antes do Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. O evento é organizado anualmente pela Câmara dos Deputados desde 2015.

Robôs de inteligência artificial buscam novos medicamentos para doença degenerativa

Tecnologia analisa banco de dados e sugere drogas promissoras com rapidez. Uma delas está em testes para a esclerose lateral amiotrófica.

Por Reuters
O famoso físico Stephen Hawking , diagnosticado com doença degenerativa os  21 anos (Foto: Reuters)
O famoso físico Stephen Hawking , diagnosticado com doença degenerativa os 21 anos (Foto: Reuters)

Robôs de inteligência artificial estão acelerando a corrida para encontrar novos medicamentos para combater a esclerose lateral amiotrófica (ELA).

A enfermidade, também conhecida como doença de Lou Gehrig, ataca e mata as células nervosas que controlam os músculos, provocando fraqueza, paralisia e, por fim, insuficiência respiratória.

Existem apenas dois remédios aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA para retardar a progressão da esclerose lateral amiotrófica, uma disponível desde 1995 e outra aprovada apenas este ano.

Cerca de 140.000 novos casos são diagnosticados por ano globalmente e não há cura para a doença, conhecida por afetar o físico Stephen Hawking. Diagnostica com a condição aos 21 anos, ele vive em uma cadeira de rodas e se comunica por computador.

"Muitos médicos a consideram a pior doença da medicina e a demanda não atingida é enorme", disse Richard Mead, do Sheffield Institute of Translational Neuroscience.

Robôs
Softwares complexos executados por computadores poderosos trabalham como super-pesquisadores incansáveis e imparciais. Eles analisam enormes bancos de dados químicos, biológicos e médicos muito mais rápido do que o humanamente possível, produzindo novos alvos biológicos e possíveis remédios.

Em testes pré-clínicos em Sheffield, um candidato a medicamento proposto por tais máquinas produziu recentemente resultados promissores na prevenção da morte de neurônios e atraso no início da doença.

Caso a pesquisa produza novos medicamentos, marcaria uma vitória notável para a inteligência artificial na descoberta de remédios, impulsionando as perspectivas de um crescente número de startups focadas na tecnologia.

Estas empresas estão se baseando na premissa de que, embora os robôs de inteligência artificial não substituam cientistas e médicos, podem economizar tempo e dinheiro, descobrindo fármacos muito mais rapidamente que processos convencionais.

Fonte: g1.globo.com

Criança autista é espancada por monitor em escola de BH - Veja o vídeo.

Em vídeo, suspeito dá tapas, puxa o nariz e ameaça o aluno

Do R7 com RecordTV Minas

Reprodução / RecordTV Minas
Mãe da criança contou que o filho apareceu em casa com um dente quebrado
Mãe da criança contou que o filho apareceu em casa com um dente quebrado

Vídeos gravados dentro de uma escola municipal de Belo Horizonte mostram um aluno, de 10 anos sendo agredido por um monitor da unidade de educação. Segundo denúncia realizada pela mãe da vítima, o garoto que é autista e tem deficiência mental estava voltando com machucados da escola, com frequência, desde o ano passado.

Click AQUI para ver o vídeo.

Nas imagens é possível vê-los em uma aula de informática e o homem dando ordem para que a criança ficasse quieta. Ele puxa o nariz do menino e mais uma vez repete que não é pra mexer em nada.

Em outro vídeo, o monitor parece morder a orelha do aluno, debruça sobre ele que começa a chorar. Também é possível ver a criança sendo atingida com um tapa no rosto. Em certo momento, o menino está no chão da sala de aula. Ele se arrasta até próximo a alguns colegas. Em seguida, o professor pega o garoto, coloca na cadeira e manda não sair do lugar. Em seguida, faz ameaças:

Vou levar ele para tomar injeção agora. Aí ele vai ver o que é bom para tosse.

Em mais uma cena de agressão, o suspeito pega as orelhas do aluno. Na sequência, o menino aparece com os braços amarrados sentado no chão de outra sala e o monitor debocha. Katia Alves, mãe do garoto, disse que essa violência contra o filho começou em dezembro do ano passado. Ela encontrou o menino com a boca machucada e um dente quebrado. A mãe do menino se emociona ao rever as imagens das agressões. E se revolta.

Acontecia o fato às 11 horas e eles me ligação às 15h30

Kátia registrou um boletim de ocorrência por causa das lesões. Segundo ela, em fevereiro, com o retorno das aulas, o filho voltou a aparecer com machucados e que a escola não socorria o garoto. Segundo a mãe da criança, a direção da escola teve acesso às imagens nessa segunda-feira (7) e demitiu o funcionário no mesmo dia. Segundo a mãe, a equipe disse, ainda, que, a partir de agora, vão cuidar melhor do menino.