sábado, 19 de agosto de 2017

Corrida Abrace Uma Pessoa com Deficiência e do Abracinho ocorrem dia 28

Inscrições estão abertas desde o dia 19 de julho e vão até este domingo, dia 20, ao custo de R$ 40

Por GloboEsporte.com, Manaus, AM

Corrida abrace uma pessoa com deficiência ocorre no próximo dia 28 (Foto: Lton Santos/Arquivo Semed)
Corrida abrace uma pessoa com deficiência ocorre no próximo dia 28 (Foto: Lton Santos/Arquivo Semed)

No Sábado, dia 28, ocorre a 4ª edição da Corrida Rústica Abrace uma Pessoa com Deficiência e a 3ª Corrida do Abracinho, que serão realizadas no Completo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, a partir das 16h. As inscrições para os dois eventos estão abertas desde o último dia 19 de julho e encerram neste domingo, dia 20.

As inscrições podem ser realizadas na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Manaus (Apae), na Rua Perimetral, s/nº, Parque Dez, zona Centro-Sul. A ação faz parte dos Jogos Adaptados André Vidal de Araújo (Jaavas), da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A edição deste ano tem o objetivo de ajudar a Apae-Manaus, que passa por uma situação financeira difícil.

A Corrida Rústica é voltada para um público a partir de 15 anos e há 1 mil vagas. O valor da inscrição custa R$ 50. Já na Corrida do Abracinho, são 500 vagas, para crianças de 1 a 10 anos, no valor de R$ 40. A outra forma de pagamento é por meio de deposito no Bradesco, agência 3734, conta 32160-5, da Apae.

A programação deste ano contará com a participação de várias instituições e entidades que trabalham com pessoas com deficiência. A ideia é chamar a atenção sobre a inclusão na sociedade.

A oordenadora dos Jogos Adaptados André Vidal de Araújo (Jaavas), Shirley Amaral, a Corrida Rústica terá um percurso de 5 km e do Abracinho haverá trajetos diferentes, de acordo com a idade ou deficiência do participante.

Convidamos toda população para participar dessa atividade, junto com as pessoas com deficiência, justamente para nós abrirmos mais espaços na sociedade. É importante que todos participem, ajudem e se quiser podem conhecer o trabalho da APAE - comentou Shirley.

Outras informações podem ser obtidas pelo número 99962-4300.

Sindicato promove curso de libras para vendedores e lojistas em Goiânia

Objetivo é melhorar a comunicação e o atendimento a pessoas com deficiência no comércio.

Por Paula Resende, G1 GO

Professor Dalson Borges ensina libras a comerciantes e vendedores (Foto: Paula Resende/ G1)
Professor Dalson Borges ensina libras a comerciantes e vendedores (Foto: Paula Resende/ G1)

Goianos que possuem deficiência auditiva ainda sofrem para conseguir comprar produtos sozinhos por nem sempre serem compreendidos. Em busca de melhorar a comunicação, o Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-GO) promove um curso de libras em Goiânia para lojistas e vendedores.

"A maior dificuldade é a comunicação. O surdo consegue se deslocar, mas quando chega na loja enfrenta a falta de acessibilidade em libras", afirma o professor e coordenador do curso, Dalson Borges.

Gerente de uma loja, Daiane Rodrigues Nunes, de 30 anos, conta que já passou por situações constrangedoras por não conseguir entender o pedido de clientes surdos. Ela afirma que já perdeu vendas pela falha na comunicação.

“Você acaba vendendo menos do que queria porque não consegue se comunicar e, às vezes, o cliente perde até a paciência. Fico envergonhada por não ter atendido como deveria”, disse a gerente.

Gerente de loja, Daiane Nunes conta que já passou por situações constrangedoras por não entender o pedido de clientes surdos (Foto: Paula Resende/ G1)
Gerente de loja, Daiane Nunes conta que já passou por situações constrangedoras por não entender o pedido de clientes surdos (Foto: Paula Resende/ G1)

Os participantes do curso aprendem sobre cultura e legislação, além de ter um panorama sobre a realidade de pessoas com deficiência auditiva.Durante as 10 horas de aulas, eles também aprendem o alfabeto manual em libras e a um vocabulário específico para vendas.

De acordo com Borges, como toda língua, os alunos precisam continuar estudando após o curso para se aperfeiçoarem. “O aprendizado requer tempo. Aqui eles estão tendo um primeiro contato com libras e vendo a importância de se comunicar”, explica o professor.

Vendedores e comerciantes apreendem libras durante curso em Goiânia (Foto: Paula Resende/ G1)
Vendedores e comerciantes apreendem libras durante curso em Goiânia (Foto: Paula Resende/ G1)

Filho de pais surdos, Borges afirma que houve avanços importantes na inclusão de pessoas com deficiência auditiva. Porém, ainda há muitas barreiras a serem superadas.

“Temos uma legislação bacana, libras é reconhecida por lei, locais públicos devem ter um servidor com conhecimento da língua, mas na prática ainda precisa avançar muito”, conclui o professor.

Ao final do curso, o comerciante recebe um certificado de “loja acessível em libras" para que os clientes surdos possam identificar os locais em que há profissionais preparados para recebê-los.

Lojas vão receber selo de acessibilidade em Goiânia (Foto: Divulgação)
Lojas vão receber selo de acessibilidade em Goiânia (Foto: Divulgação)

Fonte: g1.globo.com

Seminário aborda a importância da inclusão de deficientes no mercado de trabalho em Alagoas

Evento foi realizado nesta sexta-feira (18), em Maceió. Ação faz parte da Semana da Pessoa com Deficiência.

Por G1 AL

Seminário contou com intérpretes para surdos e audiodescrição para cegos (Foto: Natália Normande/G1)
Seminário contou com intérpretes para surdos e audiodescrição para cegos (Foto: Natália Normande/G1)

"Alagoas precisa abrir portas para os surdos", disse a professora da Língua Brasileira de Sinais (Libras) da Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal) durante o seminário "Avanços da Lei Brasileira de Inclusão e Lei de Cotas" realizado nesta sexta-feira (18) em Maceió. A ação faz parte da Semana da Pessoa com Deficiência.

O evento tem como objetivo discutir os progressos das leis Brasileira de Inclusão e de Cotas. De acordo com a deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB), as leis determinam a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

"As leis trouxeram um avanço enorme para a empregabilidade das pessoas com deficiência. No entanto, ainda há poucas empresas que cumprem devidamente a lei. Um caso muito comum são empresas que contratam pessoas com deficiência mas não os oferecem condição de trabalho", explicou a deputada.

Rosinha ainda disse que as empresas devem ser fiscalizadas pela Superintendência Regional do Trabalho de Alagoas e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Caso haja descumprimento da lei, as empresas podem ser multadas ou fechadas.

A professora Juliana Mafra é surda e ensina Libras para alunos ouvintes dos cursos de fonoaudiologia, terapia e enfermagem.

"No começo fiquei preocupada em ensinar ouvintes porque não sabia como os alunos iam reagir às aulas. Mas eles adoram, são curiosos. E eu sempre trabalho para que eles fiquem ainda mais animados com a língua. Com a aula de Libras, os alunos vão se tornar profissionais capacitados para se comunicar com seus pacientes", disse.

Juliana ainda falou que antes de ser aprovada no concurso público do Estado para ser professora, teve muita dificuldade para conseguir emprego. E quando conseguia, recebia um salário muito baixo. Inclusive afirmou que o salário do professor de Libras surdo é mais baixo que o do intérprete.

"O surdo tem que ter uma formação. Só se aprende Libras através de uma pessoa surda", afirmou juliana destacando a importância da inclusão dos surdos na educação.

Professora Juliana Mafra durante o seminário (Foto: Natália Normande/G1)
Professora Juliana Mafra durante o seminário (Foto: Natália Normande/G1)

Seminário tem como objetivo falar sobre a importância da inclusão dos deficientes no mercado de trabalho (Foto: Natália Normande/G1)
Seminário tem como objetivo falar sobre a importância da inclusão dos deficientes no mercado de trabalho (Foto: Natália Normande/G1)

Fonte: g1.globo.com

Semana da Pessoa com Deficiência é celebrada com ações no Leste de Minas

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ipatinga, Valadares, Coronel Fabriciano e Mantena realizam programação extensa.

Por G1 Vales de Minas Gerais

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Foto: Apae Mantena/ Divulgação)
Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Foto: Apae Mantena/ Divulgação)

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla segue até o dia 29 de agosto com várias atividades em diversas cidades do Leste de Minas Gerais. Uma programação foi planejada com palestras, apresentações culturais, panfletagens para a conscientização da população, mesas-redondas, dias de lazer, palestras e outras atividades.

A mobilização é da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), das cidades de Ipatinga, Governador Valadares, Mantena e Coronel Fabriciano; a programação completa está no site.

O presidente da Apae de Mantena, Ronildo Silva Sobrinho, explica que essa semana de eventos, que acontece há vários anos, estimula a aproximação da população com as pessoas com deficiência. “Essa semana é ímpar, para poder desmistificar o preconceito das pessoas e mostrar a simpatia que os nossos internos têm”, diz.

Além da conscientização, o presidente fala sobre mostrar as várias habilidades que os internos possuem, que, por muitas vezes, não são reconhecidas em razão da deficiência.

“As pessoas com deficiência são diferentes sim, mas isso não as torna incapazes. Elas têm uma vocação especial que nos encanta. A sociedade precisa estar presente para vivenciar esse lado bom e bonito deles", concluiu.

Semana realizada pela Apae de Mantena em 2016 (Foto: Apae Mantena/Divulgação)
Semana realizada pela Apae de Mantena em 2016 (Foto: Apae Mantena/Divulgação)

Fonte: g1.globo.com

Casos de estupro aumentam 11% no Alto Tietê no 1º semestre desse ano - Veja o vídeo

Maior parte das ocorrência é de crianças e pessoas com deficiência.

Por Diário TV

Resultado de imagem para Casos de estupro aumentam 11% no Alto Tietê no 1º semestre desse ano
Casos de estupro aumentam no Alto Tietê

O número de casos de estupros aumentou 11%, no Alto Tietê no primeiro semestre comparando com o mesmo período do ano passado. A maioria dos casos são estupros de vulnerável. Nesse grupo estão as crianças e pessoas com deficiência.

Click AQUI para ver o vídeo.

A mãe de uma criança de 6 anos, vítima de estupro, que prefere não se identificar, conta como soube da violência contra o filho. "No momento eu fiquei muito abalada. Nossa subi lá em cima desesperada, pensei que aconteceu alguma coisa com moleque. Aí o outro chega falando que foi estuprado não sei o quê, a gente fica sem jeito de falar né?

Quando a cabo Tânia Cristina de Barros e o cabo Claudinei, que atenderam essa ocorrência, chegaram no local, encontraram o irmão da vítima pedindo ajuda. "Nos deparamos com o irmão de 12 anos que gritava muito e estava bastante alterado e falava que um homem de nome Claudio teria acabado com a vida desse menorzinho. E nós fomos entender o que tinha acontecido, quando a criança se acalmou mais, ela apontou o indivíduo. Ele disse que os pais saíram para trabalhar e não tinha ninguém em casa e nisso ele retornou para pegar o menor que ficava dormindo, quando se deparou com esse homem em cima do irmão dele, praticando atos obscenos", contou a cabo Tânia.

O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Suzano  como estupro de vulnerável. De acordo com a polícia, o suspeito de 44 anos, está preso no CDP de Suzano.

O crime foi no bairro Quinta Divisão, em Suzano, e está na estatística da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

De acordo com a SSP, no primeiro semestre desse ano 191 crimes de estupro foram registrados no Alto Tietê, sendo que 53% dos casos foi de estupro de vulnerável.

A estatística da SSP mostra ainda que o crime de estupro cresceu 11%. O período de comparação é o primeiro semestre do ano passado com o mesmo período deste ano.

Para a delegada de Defesa da Mulher de Mogi das Cruzes, Valene Bezerra o atendimento em unidades de saúde é o que motivou o aumento do registro de ocorrências. "Vários casos em que a criança chega da creche com órgão sexual vermelho ou reclamando de dor e a mãe leva o filho ao médico e para que seja tratada pede registro de boletim de ocorrência de estupro. E quando vai apurar a criança estava assada ou teve uma infecção urinária e isso pesa muito na estatística."

O diretor técnico da Santa Casa de Mogi das Cruzes, Ricardo Bastos explica que desde o fim do ano passado, quando o protocolo de atendimento à pacientes vítimas de violência foi implantado, o município começou a contabilizar as vítimas de qualquer tipo de violência. "Até o final do ano passado todos os pacientes vítimas de violência eram tratadas em São Paulo no Hospital Pérola Bygton. Não estavamos preparados para atendimento e não tinhamos o registro desses pacientes. A partir do ano passado e em 2017, passamos a atender todas as pacientes vítimas de violência em nosso município. E assim conseguimos construir o registro dos antedimento feitos no nosso municipio."

De acordo com o balanço da Santa Casa, de janeiro a julho deste ano, 22 pacientes procuraram atendimento com algum sinal de violência. Deste total foram nove crianças e 13 adultos.

Além das notificações feitas pela rede de saúde, em muitos casos, o primeiro pedido de socorro é feito para a Polícia Militar.

A tenente Kelly Ferreira dá algumas orientações. "Quando é estupro envolvendo crianças tem que ter sensibilidade maior e cuidado maior. Nós procuramos a família que pediu apoio porque a crianças se reporta a mãe ou ao pai, a quem ela tem mais confiança. Nós contamos sempre com o apoio de quem testemunhou o fato. A orientação nesses casos é sempre ligar para o disque-denúncia ou para a PM."

Os números para denúncias é o 180, da central de atendimento à mulher e 190, da Polícia Militar. Ainda, segundo o protocolo municipal de atendimento às vítimas de violência, todas as unidades de saúde de Mogi das Cruzes estão preparadas para atender os pacientes vítimas de violência e também fazem o encaminhamento necessário para o tratamento.

Fonte: g1.globo.com

Rapaz precisa arrecadar 5 MILHÕES DE REAIS para fazer translante de intestino nos Estados Unidos

                           

Por Junior Almeida

Dezenas de pessoas estão empenhadas pelas redes sociais e também visitando o comércio de Garanhuns e algumas cidades próximas, como por exemplo, a feira de Capoeiras, para arrecadar dinheiro e também solidariedade para David Nilo da Silva, de 35 anos, que precisa fazer um transplante de intestino em Miame, nos Estados Unidos.

David é de Recife, mas tem ligações com Garanhuns, pois é casado com uma filha da terra, da família Protásio.

As despesas para tal procedimento giram em torno dos 5 milhões de reais, e os parentes e muitos amigos de David, resolveram arregaçar as mangas para tentar salvar a vida do rapaz. Além de fazerem movimentos nas ruas, disponibilizam contas em três bancos diferentes para que o máximo de pessoas possa contribuir.

Banco do Brasil- Agência 0697-1 Poupança 67.615-2 Variação 51

Caixa Econômica- Agência 2348 Poupança 2096-6 Operação 013

Bradesco-  Agência 6327-4 Poupança 1000636-8

Para conhecer melhor a vida de David e seu grave problema, uma página foi criada no Facebook onde todos os detalhes estão explicados sobre a campanha de solidariedade em prol do rapaz. Você pode acessar aqui a página  #TodosComDavid

Pai de duas crianças com autismo se surpreende com empatia de funcionária

Parabéns à funcionalidade pela sensibilidade!

Foto: Facebook/Reprodução
autismo

Por Redação RPA

Pais de crianças autistas sabem como ninguém que os pequenos são sensíveis ao barulho e à luz. Elas costumam ficar bastante agitadas quando estão expostas a essas condições. Kris Cruicksshank e a esposa têm dois filhos com autismo, um de 6 anos e outro de 4.

A família vive na Noruega, mas viaja com frequência para a Escócia para visitar os parentes que vivem lá. Barulho e luzes são duas coisas que não faltam em qualquer aeroporto do mundo. Kris e a esposa tomaram todas as precauções quando voavam do aeroporto de Aberdeen, na Escócia, rumo à Noruega, no dia 7 de julho.

Conforme escreveu em um post no Facebook, o filho mais velho do casal possui autismo severo: ele não fala e têm enormes dificuldades para lidar com lugares públicos, filas ou muito barulho. “Chegamos ao controle de segurança que estava um pouco ocupado e, quando nos aproximamos das esteiras onde se colocam as bandejas, ele não conseguiu lidar mais e teve um colapso muito intenso.”


Eles disseram a uma funcionária da segurança que o filho era autista, “porque sabíamos que estávamos atrapalhando a todos”. “A moça que trabalhava na segurança avisou todos os colegas para pararem de passar as esteiras de bagagem pelo raio-x para parar o barulho e chamou alguns outros colegas para nos ajudar. Eles levaram minha esposa e meu filho mais velho pelo detector de metal até uma sala silenciosa para que ele pudesse se acalmar”, conta Kris.

O pai disse que o menino ficou mais calmo depois de cinco minutos. No momento do embarque, a funcionária comunicou que a família viajava com uma criança autista e eles embarcaram primeiro que todos os outros passageiros. Após a decolagem, o filho mais velho do casal dormia o sono dos deuses. “Minha esposa e eu gostaríamos de repassar nossa gratidão sincera a toda a equipe do Aberdeen Airport por tudo que eles fizeram”, finalizou Kris, emocionado.

Autista é mantida em cárcere privado pelo pai e pela a madrasta

Vítima foi deixada em um lote ao lado da casa da família

MINAS GERAIS Do R7 com RecordTV Minas

Reprodução / Google Street View
Crime aconteceu no bairro Goiânia, região nordeste de BH
Crime aconteceu no bairro Goiânia, região nordeste de BH

Uma mulher autista, de 39 anos, foi mantida em cárcere privado pelo pai e pela madrasta em uma casa do bairro Goiânia, na região nordeste de Belo Horizonte. 

A vítima identificada como Keila Reis Cruz estava em um lote ao lado da casa da família em situação de maus tratos.

Segundo informações da Polícia Civil, José Tomé Cruz, de 61 anos, e a madastra Vera Lúcia dos Santos, de 47 anos, foram autuados em flagrante por cárcere privado.

A polícia chegou até a casa após uma denúncia anônima. No local foi constatado que os suspeitos jogavam comida para a mulher. A motivação do crime ainda é desconhecida.

A astrônoma cega que criou técnica para 'escutar' o céu em busca de vida fora da Terra

Exoplanetas - planetas orbitando estrelas fora do Sistema Solar - tornaram-se a mais nova aposta de astrônomos em busca de vida extraterrestre. Cientistas como a porto-riquenha Wanda Diaz Merced esquadrinham o espaço em busca de pistas que possam indicar que "não estamos sós".

TED
Wanda Diaz Merced
Wanda perdeu a visão quando tinha apenas 19 anos

Só que a relação de Wanda com o céu é fora do comum. A astrônoma, de 35 anos, perdeu a visão quando ainda estava na universidade, em consequência de complicações da diabetes. Para fazer seus estudos e compensar a deficiência visual, ela precisou aprender a "escutar" o céu.

E a porto-riquenha é rápida para dizer que não considera sua carreira na astronomia um feito heroico.

"Na verdade, todos nós deveríamos reaprender a usar outros sentidos que não a visão. Há poucas décadas, por exemplo, até a astronomia se valia exclusivamente do som para explorar o espaço", conta ela, em uma conversa com a BBC Brasil em um restaurante de Londres.
Wanda se refere à radioastronomia, o estudo de corpos celestes através das ondas de rádio por eles emitidas, uma descoberta feita em 1932 e que em anos posteriores revolucionou o conhecimento sobre o universo antes de sondas percorrerem os confins do sistema solar.
"Nossa civilização é muito orientada para o visual e isso se reflete na ciência. Ficamos acostumados em confiar apenas nos dados que vemos, quando nossa percepção pode ser aumentada se também dermos atenção a outros sentidos", acrescenta.

WANDA DIAZ MERCED
Wanda Diaz Merced com fones de ouvido
'A ciência tem o dever de promover a inclusão. Todos nós podemos contribuir para o conhecimento humano', diz Wanda

E foi isso que Wanda fez para realizar o sonho de estudar o espaço. Em vez de visualizar dados, ela se propôs a estudá-los através de uma técnica chamada sonificação - a conversão de informações em sinais sonoros. À primeira vista, pode (sem trocadilho) soar complicado, mas um exemplo mais básico da técnica é o contador Geiger, instrumento usado para detectar a presença de radioatividade e que, além de um medidor, emite sinais sonoros que se intensificam proporcionalmente aos índices de radiação.

"Era minha única chance de conseguir realizar meu sonho de ser astrônoma. Em 1999, um orientador vocacional me recomendou desistir, mas eu não conseguia parar de pensar que podia ser útil. Intuição e sensibilidade não são mutuamente exclusivas. Por que eu não poderia fazer um trabalho do mesmo nível dos meus colegas?", questiona.

A chance de mostrar serviço veio durante um estágio em um centro de pesquisas da Nasa, a agência espacial americana: seu mentor, o astrofísico Robert Candey, desafiou Wanda a criar uma forma de incluir pesquisadores com deficiência visual na análise de dados coletados pelas novas gerações de radiotelescópios.

Nasa
Registro de pulso de raio gama
Dados sonoros podem ajudar a estudar eventos complexos de monitorar, como pulsos de raios gama

Foi quando ela desenvolveu uma técnica de converter dados complexos em sons audíveis, usando variações de duração, tom e timbre, entre outras propriedades.

Com essa técnica, ela conseguiu detectar "emissões de energia em explosões estelares que haviam passado despercebidas pela análise visual". "O uso do som aumentou a quantidade de informações que astrônomos podem coletar."

É com base nisso que Mercedes tem agora se dedicado à tarefa de tentar interpretar sonificações de dados de exoplanetas para buscar informações sobre condições atmosféricas e propriedades químicas que possam indicar condições para a existência de vida.

Ainda mais quando avanços tecnológicos resultaram em um salto no número de exoplanetas descobertos - apenas em 2016, mais de mil foram acrescentados a uma base de dados internacional sobre novos mundos.

Acima de tudo, a técnica permitiu que Wanda não precisasse desistir do sonho de explorar as estrelas - quando menina, ela fingia que sua cama era uma espaçonave. Sem falar que sua pesquisa abriu espaço para que mais pessoas com deficiência visual busquem uma carreira em ciência.

PATRICK MANSELL, PENN STATE
Mark Ballora
Mark Ballora criou experimento que ajuda a diagnosticar apneia do sono
"A ciência pode se beneficiar imensamente de um aumento de percepção. E eu posso continuar a fazer o que amo e estimular mais pessoas como eu a não desistir de perseguir seus sonhos. A ciência tem o dever de promover a inclusão. Todos nós podemos contribuir para o conhecimento humano".

A participação não precisa estar restrita à astronomia. O pesquisador americano Mark Ballora, professor de tecnologia musical da Universidade Estadual da Pensilvânia, desenvolveu um projeto de sonificação que, a partir da conversão de dados de eletrocardiogramas, conseguiu diagnosticar casos de Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono antes da realização de uma polissonografia - o teste de registro do sono usado no diagnóstico tradicional.

"A audição não precisa competir com a visão, mas sim trabalhar em conjunto. À noite, nossos ancestrais às vezes não podiam ver o que estava em volta, mas sons poderiam alertar para a presença de inimigos ou predadores. A sonificação de dados meteorológicos, por exemplo, já possibilitou que cientistas aumentassem sua compreensão sobre padrões de comportamento de tempestades", conta Ballora.

MAP CORAÇÃO
Wanda atualmente vive em Cidade do Cabo, na África do Sul. Além de suas pesquisas em astrofísica, dá aulas para crianças cegas, para quem leva constantemente amostras de suas sonificações. É parte de seu trabalho em um projeto da União Astronômica Internacional (UAI). Ela também dá palestras ao redor do mundo em escolas e universidades.

"A perda da minha visão na verdade me deixou ainda mais determinada a ser astrônoma. Quando faço palestras ou dou aulas, minha principal missão é estimular que as pessoas não desistam de seus sonhos e que vejam as oportunidades que estão à frente. Qualquer pessoa no mundo pode algum dia desenvolver uma doença e precisar de uma nova forma de exibir seus talentos. Somos todos exploradores naturalmente", finaliza.

Fonte: bbc.com

Após compra frustrada, marca cria sapato adaptado para cadeirante.

Do UOL, em São Paulo.

                            Reprodução/Facebook
                                Calçado foi adaptado especialmente pela marca
                            Calçado foi adaptado especialmente pela marca

Uma história que aconteceu com Maria Do Carmo Vorcaro tem chamado a atenção nas redes sociais, após ser publicada por sua filha, Letícia, no Facebook. No texto, ela explica que a mãe é cadeirante e tem certa dificuldade em encontrar calçados apropriados.

Após comprar um tênis de zíper pela internet, achando facilitaria o uso do calçado, Maria do Carmo descobriu que o detalhe era apenas um adereço. Optou por devolver para a marca, explicando sua dificuldade em usá-lo. Não imaginava, porém, que receberia em casa a versão dele adaptada e personalizada especialmente para ela.

"Quanta gentileza da pessoa que a atendeu, conduziu todo o processo e a presenteou. Parabéns Arezzo, gostava dos sapatos, agora gosto da marca", escreveu Letícia,em agradecimento. O tênis adaptado ainda veio com um bilhetinho escrito pela funcionária que cuido do caso. Confira!.

                   

Minha mãe, Maria Do Carmo Vorcaro , é cadeirante e tem certa dificuldade em encontrar calçados. Comprou pela internet um tênis de zíper achando que seria de fácil uso, mas descobriu que era apenas um adereço. Devolveu à AREZZO explicando sua dificuldade em usá-lo. Não imaginava que receberia em casa a versão dele adaptada, personalizada especialmente para ela. Quanta gentileza da pessoa que a atendeu, conduziu todo o processo e a presenteou. Parabéns Arezzo , gostava dos sapatos, agora gosto da marca.

Ele ficou paraplégico e com o esporte reaprendeu a amar seu corpo.

Saudável e vaidoso, Ulisses Leal Freitas, 37, teve que se reinventar após um acidente de moto o deixar na cadeira de rodas. Depois de conhecer o paraciclismo, ele voltou a se sentir bem com o seu corpo e, quando passou a competir, notou que seu maior adversário era seu peso e conseguiu eliminar 30 kg. Leia seu depoimento:

Imagem: Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Após sair do hospital, Ulisses chegou a pesar 65 quilos que logo viraram 115

Thamires Andrade Do UOL

"Eu e meu irmão éramos policiais militares na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, que ficava a 200 km da nossa casa, em Paripiranga. Há nove anos, estávamos voltando do trabalho de moto, quando um bêbado,dirigindo na contramão, 'pegou' a gente. Meu irmão morreu seis dias depois e eu fiquei onze meses no hospital. Antes do acidente, jogava futebol e era professor de capoeira.

Tinha 100 quilos e 1,84 m de altura. Era bem vaidoso e sempre gostei de malhar. Depois do acidente, minha massa muscular se foi. Saí do hospital com 65 quilos em uma cadeira de rodas e estava irreconhecível.Deprimido, não aceitava a cadeira e só ficava trancado no quarto. Trocava o dia pela noite e só ficava na internet. Comecei a comer descontroladamente e a balança pulou de 65 para 115 quilos.

Já tenho tendência natural a engordar e, nessa época, eu comia de tudo: coisas gordurosas e calóricas, tanto fazia se era doce ou salgado. Meu corpo nem estava pedindo, mas eu queria comer.Era aquela coisa de, em uma sentada, acabar com um bolo inteiro.

Em 2010, conheci o basquete em cadeira de rodas, mas não levava muito a sério. Ainda estava acima do peso e tudo mais. Em 2012, eu conheci o paraciclismo e comecei a competir, mesmo chegando em último lugar.

Meu maior adversário era meu peso.

Imagem: Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

A competição foi o estalo que me fez querer emagrecer. No paraciclismo, nós pedalamos com os braços, então, devido ao meu excesso de peso eu não conseguia evoluir, só ganhava lesões.Os meus adversários passavam por mim e riam. ‘Lá vai o Ulisses ficar em um último lugar’, falavam.

Em agosto de 2013, decidi que seria campeão e foi aí que eu busquei um nutricionista para me ajudar. Eu já tinha conseguido emagrecer uns dez quilos sozinho.Nessa época, estava com 96, mas queria reeducar minha alimentação, pois o objetivo era competir profissionalmente, levar o esporte mais a sério.

No fim de outubro, venci uma competição em Curitiba pela primeira vez. No ciclismo, se você engordar gramas já faz diferença. O peso influencia demais. Minha genética é para engordar e meu maior adversário é meu peso.

Mas, mesmo assim, segui a dieta religiosamente. Se estava com fome, ia dormir para não ficar pensando. Em poucos meses, perdi 20 quilos. Cheguei a comprar balança e pesar tudo direitinho.Deixava o plano alimentar colado na geladeira e a minha esposa me ajudou muito a enfrentar esse processo.

Quando alguém me pergunta como eu fiz para trincar a barriga, sou sincero. Falo para fazer uma reeducação alimentar e ser feliz. Essa coisa de barriga trincada é para quem ganha para isso,não nego que seja um sofrimento, porque a gente precisa ser bem regrado.

Apesar de hoje minha dieta ser menos restrita, teve coisas que aboli, como arroz branco e açúcar refinado. Agora é só integral e mascavo. Precisei pensar na saúde, pois, por ser cadeirante,posso ter mais complicações no decorrer da vida. Por isso, preciso cuidar bem do meu corpo.

Me sinto bem com meu corpo, mas é uma luta diária.

Hoje me sinto feliz comigo e com meu corpo. Deixei de comer as porcarias. Sei que quanto mais gostoso, mais faz mal. Atualmente, meu peso varia de 72 a 78 quilos, tudo depende se estou treinando para competição ou não.

Nunca mais quero voltar ao que era antes, mas reconheço que é uma luta diária. A luta com a mente permanece e é a mais difícil. Ter o foco no ciclismo me ajuda, porque hoje eu treino e me alimento para isso.Sou muito competitivo. Teve uma vez que vi um adversário rindo de mim e eu falei: ‘Você não vai mais ganhar de mim’ e eu to seguindo essa promessa até hoje.

Não tenho planos para me aposentar, afinal, o campeão mundial é um polonês de 42 anos. Acho que ainda vou competir por muitos anos. Mas o ciclismo mudou minha vida para melhor.Por onde eu passo, as pessoas perguntam o que eu fiz para ficar assim e isso levanta o ego.

Hoje meus treinos são pesados e sou tricampeão brasileiro.

Por conta do esporte, preciso de um pouco de reserva de gordura, então, tomo comprimidos de ômega 3, que é gordura boa, óleo de carne e até como carne com músculo.Ser ciclista é diferente de ser fisiculturista, que pensa mais na estética. Eu preciso de energia para meu corpo.

Imagem: Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

Comecei a musculação em 2010, logo que entrei no basquete, mas chegava na academia, levantava 120 quilos no supino e ia embora. Tinha força.Mas quando comecei a usar a handbike, que é a bicicleta adaptada para quem é cadeirante, achei que ia pedalar muito por ter força, mas não aguentei.

Aí passei a treinar três vezes por semana, mas ainda não era profissional, pedalava por fazer. Hoje, meus treinos são pesados. Afinal, sou tricampeão brasileiro, já cheguei a representar o Brasil na Itália e na Bélgica.

Atualmente, treino de duas a quatro horas de ciclismo seis vezes por semana, fora a parte de musculação que eu faço quatro vezes por semana. Fora alguns treinos funcionais que faço em casa com exercícios de abominais, argolas e corda naval.

Tenho 37 anos, também preciso respeitar os momentos de descanso. Não adianta querer pedalar muito, se o corpo não estiver descansado e alimentado. Prefiro não ir treinar do que treinar errado."

Experiente, Harlley Arruda sonha em participar de sua terceira Paralimpíada

Experiente, Harlley Arruda sonha em participar de sua terceira Paralimpíada
Foto: Harlley Arruda posa com a medalha de bronze dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. (Foto: Marcelo Régua/CPB/MPIX)

Com duas Paralimpíadas no currículo, Harlley Arruda, de 38 anos, começa o ciclo motivado para chegar mais uma vez ao principal evento do paradesporto mundial. A caminhada não é fácil, passa por campeonatos mundiais, continentais e outros desafios que valem pontos no Ranking classificatório para os Jogos de Tóquio.

O experiente judoca ficou cego aos 18 anos em um acidente com arma de fogo e três anos depois começou a praticar judô a convite do tetracampeão paralímpico Antônio Tenório. Em seu terceiro ciclo, Harlley Arruda conhece as dificuldades e sabe o que precisa fazer para participar mais uma vez da Paralimpíada.

Meu maior desafio, o que primeiramente vou procurar, é pontuar e ficar bem no Ranking Mundial para conseguir classificar essa categoria para os Jogos Paralímpicos de 2020, a intenção é essa – disse o paulista.

Medalha de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 e Guadalajara 2011, o meio-médio (81kg) está convocado para participar do Campeonato das Américas de Judô IBSA 2017 no próximo dia 26, em São Paulo, e promete ir forte na disputa por uma medalha de ouro.

Encaro essa competição com muita garra e determinação. Estou treinando forte para essa competição, então vou lá e dar o meu melhor e, se Deus permitir, trazer a medalha de ouro – espera Harlley, que sabe que além dos estrangeiros, precisará encarar uma disputa interna para alcançar os objetivos pessoais.

Estamos aí concorrendo à vaga com os próprios brasileiros e o pessoal que está vindo de fora. Vou procurar pontuar, então, vou precisar entrar no tatame com muita concentração para conseguir o melhor resultado – encerrou.

Harlley Arruda e outros 20 judocas brasileiros encaram forças da Argentina, Canadá, Colômbia, Estados Unidos e Porto Rico no Campeonato das Américas, no dia 26 de agosto, no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo. Em outubro, o Brasil vai até o Uzbequistão para a Copa do Mundo. Um bom resultado no evento continental pode ser fundamental para aqueles que almejam participar da competição na Ásia.

Fonte: cbdv.org.br

Congresso fomenta a relação da saúde com a inovação em São Paulo

Dra. Linamara no Congresso CIMES, sobre inovação na Saúde.

Nessa quinta-feira, 17, aconteceu a abertura do 6° CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde), organizado pela ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios).

Com o tema: Saúde 4.0 – Inovação e Conectividade, contou com a presença da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, que é professora titular de Medicina, da USP. Também participaram os presidentes da ABIMO e SINAEMO (Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo), Franco Pallamolla e Ruy Baumer, respectivamente. O encontro foi realizado no Hotel Maksoud Plaza, na capital paulista.

O ponto focal do evento foi soluções e grandes inovações para a saúde. Dra. Linamara destacou avanços no campo hospitalar, para um resultado ainda mais efetivo. “Quando falamos do modelo 4.0, onde o mundo digital gira mais perto do objetivo final, que é o paciente, estamos revertendo uma política ‘hospitalocêntrica’ para um atendimento cada vez mais especializado”, explica.

“Adicionar novas tecnologias à saúde tem sempre um grande significado, não apenas como inovação, mas como garantia do acesso qualificado”, esclareceu a Secretária, ressaltando os ganhos para paciente e médico, visando um ambiente mais inclusivo.

O presidente da ABIMO, Franco Pallamolla, exaltou o diferencial da realização do evento, explicando que é de fundamental importância a discussão do futuro das indústrias. Pallamolla coloca CIMES como um meio essencial para fomentar a reciclagem de experiências.

O 6° CIMES: Saúde 4.0 – Inovação e termina nesta sexta-feira, 18. Os encontros são feitos anualmente, em prol da inovação no setor da saúde.

Fontes: cimes.org.br - pessoacomdeficiencia.sp.gov.br

Vida de cadeirante

Muita gente imagina que a cadeira de rodas é sinônimo de dependência. Ao contrário: para o cadeirante, a cadeira de rodas é sinônimo de liberdade.

Por Mara Gabrilli*

Imagem Internet/Ilustrativa
Resultado de imagem para Vida de cadeirante

Muita gente imagina que a cadeira de rodas é sinônimo de dependência. Ao contrário: para o cadeirante, a cadeira de rodas é sinônimo de liberdade. Afinal, é esse equipamento que garante à pessoa com deficiência física um dos direitos mais importantes de qualquer ser humano: o direito de ir e vir.

Desde 2015, passei a trabalhar em Brasília com uma cadeira de rodas motorizada. Agora, diferente de ter minha cadeira empurrada por alguém, eu faço meu caminho. Essa autonomia, que para muita gente pareceu repentina, é fruto de um trabalho de longa data com o meu braço, por meio de eletroestimulação, fisioterapia e muitos exercícios simples, constantes e repetitivos, como, por exemplo, pendurar o braço em tecidos presos ao teto e às paredes de casa.

Resgatar esse movimento do meu braço, por mais sutil que ele pareça, envolveu uma série de fatores. Mas o principal, pois sem ele nada disso seria possível, foi o de acreditar no potencial do meu corpo. Eu nunca aceitei ter uma musculatura atrofiada por ser tetra.

A nossa cadeira de rodas guarda nossa história, nossas possibilidades de ir e vir, nossos esforços, inclusive financeiros, para ter acesso a este equipamento. Infelizmente, sabemos o quão difícil ainda é para uma pessoa com deficiência ter acesso a uma cadeira de rodas decente.

Em alguns estados brasileiros, as pessoas aguardam até cinco anos por uma cadeira de rodas. E quando conseguem ter acesso a uma, o equipamento – entregue sem a devida adaptação – já não serve mais para o corpo e a idade atual da pessoa. Não por acaso, essa população acaba contraindo infecção e escaras enquanto aguardam, muitas vezes acamada, por uma cadeira que se adapte ao seu corpo e necessidade.

O mais triste é que muitas dessas pessoas passam a vida toda sem acesso à educação, à saúde, ao trabalho e qualquer outro direito. Tudo isso porque não conseguem sair de casa. E, muitas vezes, quando conseguem as calçadas em péssimo estado não ajudam na circulação. Não por acaso, nas grandes periferias do Brasil, a qualidade de vida da pessoa com deficiência costuma despencar. Sem calçada para circular, oferta de transporte público de qualidade e acesso à reabilitação, a situação fica muito difícil.

Segundo dados do Banco Mundial, a pobreza e seus fatores são um dos causadores de grande parte das deficiências no mundo. Prova disso está nos países em desenvolvimento, onde 80% das pessoas com deficiência vivem em situação de vulnerabilidade social. Infelizmente, o Brasil se enquadra neste cenário, pois ostenta uma das piores políticas de distribuição de órteses e próteses do mundo.

Durante minha vida de tetra, eu tive o privilégio de ter algumas cadeiras que me possibilitaram trabalhar, ter uma vida ativa e ser saudável. Cada uma, a seu modelo, marcou uma fase diferente da minha vida. Em cada uma delas há o registro do avanço do meu corpo, da minha saúde e, principalmente, da minha luta para recuperar movimentos. Prova maior disso é não ter condicionado a minha felicidade ao fato de estar em uma cadeira de rodas. Dessa forma, sigo o meu caminho – sobre rodas e feliz.

Mara Gabrilli*
Mara Gabrilli é psicóloga e publicitária, 48 anos, ficou tetraplégica por conta de um acidente de carro em 1994. Em 1997, fundou a Ong Projeto Próximo Passo, hoje Instituto Mara Gabrilli, que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal, fomenta pesquisas científicas para cura de paralisias e é parceiro oficial do Vida Mais Livre.

Fonte: vidamaislivre.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Musical Les Misérables terá sessões com acessibilidade

Baseado na obra da literatura francesa Les Misérables, musical terá audiodescrição e será interpretado na Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Divulgação

O espetáculo Les Misérables terá três sessões com acessibilidade neste segundo semestre. As apresentações com audiodescrição e interpretadas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) acontecerão, às 16h, dos dias 16 de agosto; 13 de setembro e 11 de outubro. Os ingressos custarão R$ 25 (meia entrada) e R$ 50 (inteira).

Os ingressos para as sessões de acessibilidade do dia 16 de agosto já estão à venda. Todos os ingressos dpodem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Renault (sem taxa de conveniência – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista), pela internet (www.ticketsforfun.com.br) e pontos de venda espalhados pelo país, com parcelamento em até duas vezes.

As outras sessões de Les Mis acontecem às quintas e sextas, às 21h; aos sábados, às 16h e 21h; e aos domingos, às 15h e 20h.

O espetáculo Les Misérables é baseado no clássico romance de Victor Hugo e já foi visto por mais de 70 milhões de pessoas em 44 países e traduzido para 22 idiomas. Também já venceu mais de 125 prêmios internacionais. Esta mais recente produção de Alain Boublil e Claude-Michel Schönberg, foi reinventada para celebrar o 25º Aniversário da produção em Londres em 2010 e quebrou os recordes de bilheteria. Impressionou público e críticos no Reino Unido, EUA, Austrália, Ásia, Canadá, Dubai, França e Espanha e mais: inspirou os cineastas a fazer a versão do filme que ganhou três Oscar, três Globos de Ouro e quatro prêmios BAFTA, e se tornou um dos mais bem sucedidos filmes musicais já realizados.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O Corinthians esqueceu que há CADEIRANTES em sua torcida?

Resultado de imagem para O Corinthians esqueceu que há CADEIRANTES em sua torcida?


Um descaso total do Corinthians. O que era time do povo virou time de poucos. Em meio ao clima de festa em virtude da primeira partida oficial da Arena Corinthians, há um grande descaso com deficientes físicos no palco da abertura da Copa do Mundo, em São Paulo.

Administrado pelo Timão, a Arena sediará o duelo entre o clube paulista contra o Figueirense, neste domingo, válido pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo, que era para ser uma grande festa, tornou-se um gigantesco ato de falta de respeito com os deficientes físicos.

O clube divulgou na última sexta-feira (9) um e-mail com a informação que a Arena Corinthians não fornecerá ingressos gratuitos para crianças menores de 12 anos, deficientes físicos e idosos maiores de 60 anos.

Apesar de ser um fato inédito em estádios do futebol paulista, o Corinthians, por ser o dono e administrador, tem o direito de exigir o pagamento de ingressos de qualquer pessoa. Esta decisão é diferente do estádio Pacaembu, que, por ser Municipal, precisa atender a Lei Municipal 11.256/92, que exige uma cota de bilhetes gratuitos para os mesmos que o clube acatou exigir o pagamento.

Mas o problema maior é que os deficientes físicos não podem comprar ingressos para qualquer área do estádio, limitando-se a adquirir apenas entradas para o setor inferior leste, que custa R$ 180. De acordo com o clube, este é o único setor capaz de atender às necessidades e garantir a acessibilidade para os cadeirantes. Para efeito de comparação, a arquibancada custa R$ 50.

“Se o Corinthians me trata como um torcedor comum, também tenho o direito de comprar ingresso para onde eu quiser”, contou ao El Hombre Bruno Flavio de Azevedo, que completará 24 anos no próximo domingo. Ele é um cadeirante que sofre de osteogénese imperfeita, conhecida como doença dos ossos de vidro.

“Isto é lei! Não tenho que ser obrigado a comprar o local mais caro só porque eles não tem como garantir a minha acessibilidade. O problema é do Corinthians e não meu. É uma falta de respeito muito grande. O Corinthians, de certa forma, excluiu todos os deficientes físicos deste jogo.”

O Corinthians ofereceu o desconto de 30% para torcedores cadastrados no plano Fiel Torcedor. O tempo de ativação da conta no sistema de um novo usuário, entretanto, demora até 15 dias. Só desta forma o inscrito pode fazer sua primeira compra.

A venda foi aberta inicialmente apenas para interessados fidelizados ao programa, que acabaram com todas as entradas no primeiro dia (quarta-feira, dia 13). Portanto, quem não era fidelizado ao Fiel Torcedor não conseguiu garantir sua ida para a partida para ver o primeiro jogo oficial da Arena Corinthians.

“Quer dizer, eu não pude comprar ingresso mesmo. Eles avisaram na segunda-feira que o deficiente físico seria obrigado a pagar e não tive nem chance de me cadastrar na Fiel Torcedor a tempo para conseguir comprar o meu ingresso ou comprar o ingresso com desconto. Veja se isso não é falta de respeito?”, reclamou Bruno.

Concordamos 100% com ele.