sábado, 9 de setembro de 2017

Posto de Saúde Entrega Cadeira de Rodas Motorizada, Manual e de Banho - Veja o vídeo

 Posto de Saúde Entrega Cadeira de Rodas Motorizada, Manual e de Banho

Pessoa com Deficiência tem direito de receber em todo Brasil no Posto de Saúde pelo SUS – Sistema Único de Saúde de forma gratuita Cadeira de Rodas Motorizada, Manual e de Banho.

São necessário possuir uma solicitação e o relatório, laudo do medico informado o nome do paciente e com tipo de deficiência CID e também tipo modelo especificações da cadeira de rodas.

Posto de Saúde quando receber a solicitação do paciente acompanhado dos documentos medico e pessoal deverá entregar o equipamento ao paciente no prazo de até 6 meses conforme determina a Lei.

Assista o vídeo de reportagem com as informações.




Caso tenha algumas dificuldades desse Direito na Secretaria de Saúde do Município.

Solicite o cumprimento do seu direito através das Leis e Jurisprudência Judicial e denuncie ao Ministério Publico e ou Defensoria Pública de sua Cidade!

Follmann volta à Arena Condá com time de futebol formado por amputados

Divulgação/Chapecoense

A partida entre Chapecoense e Palmeiras é cercada de tensão, principalmente porque a equipe catarinense precisa de uma vitória para deixar a zona de rebaixamento e, caso não alcance o objetivo, pode se enrolar nas próximas rodadas.Apesar do nervosismo dos dois lados, A Arena Condá será palco de uma exibição do Audax com jogadores amputados durante os 15 minutos de intervalo entre as etapas. Jackson Follmann, que antes evitava os gols, estará na linha desta vez, e já pensa em marcar gol.

"Voltar a entrar no campo da Arena é uma sensação única, poder proporcionar essa demonstração dos meninos do Audax. É um momento ímpar e prazeroso, porque, com muito orgulho,também sou amputado. Nossa torcida vai gostar. Se tiver uma brecha, bato um pênalti (risos)", disse o atleta.

Apesar de estar conseguindo se destacar nas rodas de altinha, como já visto em alguns vídeos, Follmann não planeja atuar na modalidade, mas partiu dele o convite para o Audax fazer a sua exibição,a fim de promover ainda mais a inclusão e despertar o interesse de mais pessoas nos esportes paralímpicos.

"É uma oportunidade para as pessoas verem que a limitação está na cabeça e existe uma vida após a amputação. É um esporte pouco visto,e é uma chance de os meninos mostrarem que podemos, sim, praticar esporte mesmo quando não se tem um membro", afirmou o ex-goleiro.

O coordenador geral do projeto, Maurício Nery, único biamputado a fazer embaixadinhas, também participará do evento na Arena Condá e promete surpresas.

"Todos tinham o sonho de ser jogador, mas, infelizmente, perderam a perna, seja por acidente ou doença. O Follmann nos ajuda a fazer essa inclusão no futebol.Ele mesmo vai se surpreender com o que vai ver. Agora, faz parte da nossa família", declarou Maurício Nery.

O futebol para amputados não faz uso de próteses e sim de muletas. Os goleiros geralmente têm um dos braços amputado ou com má formação. Vale lembrar que a modalidade não é parte do programa dos Jogos Paralímpicos.

Seleção Brasileira disputa Mundial de Futebol de 7 a partir deste domingo

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Por CPB

A Seleção Brasileira de futebol de 7 já está na Argentina, onde disputará a partir deste domingo, 10, o Campeonato Mundial da modalidade. A equipe comandada por Paulo Alberto Veiga Cabral abre a competição, que acontecerá em San Luís, contra o Canadá. A partida ocorre a partir das 9h (horário de Brasília).

Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, o Brasil está no Grupo A da competição, ao lado de Canadá, Espanha e Irlanda. O Grupo B é composto por Argentina, Irã, Rússia e Portugal, enquanto o C tem Inglaterra, Holanda, Japão e Venezuela, e o D, Austrália, Ucrânia, Estados Unidos e Irlânda do Norte.

O Brasil é uma das principais potências da modalidade, destinada a atletas com paralisia cerebral. O futebol de 7 esteve no programa dos Jogos Paralímpicos até o Rio 2016. Para Tóqui 2020, o esporte deixou a competição e deu lugar ao parabadminton e ao parataekwondo.

A lista completa dos atletas que representarão o Brasil no Mundial de Futebol de 7 pode ser conferida AQUI.

Fonte: cpb.org.br

A teoria da idade mental fere pessoas com deficiências intelectuais

ilustração em inglës mostra escada com bonecos subindo os degraus, o degrau mais baixo "idiota", "imbecil grau baixo", "imbecil médio", "imbecil alto nível", e "moron".

Por Ivanova Smith - Tradução: Isabella Pimentel

Você já ouviu a frase “aquela pessoa tem a cabeça de uma criança de cinco anos no corpo de um adulto?”. Isso é algo com que muitos adultos com deficiências intelectuais, como é o meu caso, têm que lidar. Por anos, profissionais médicos disseram aos pais de pessoas recentemente diagnosticadas com deficiências intelectuais que ele(a)s teriam a mentalidade de crianças por todas suas vidas. Apesar de eu ser uma adulta grávida de 28 anos e um membro do corpo docente da Universidade de Washington, as pessoas ainda me vêm como uma criança. Isso não é só ofensivo como também pode retirar nossos direitos a viver vidas normais como adultos. Historicamente, a assim chamada teoria da idade mental arrancou a dignidade, a liberdade de reproduzir e os direitos de paternidade de pessoas com deficiências intelectuais ou de desenvolvimento. A teoria da idade também tem sido usada para arrancar de nós o direito de tomarmos decisões na vida adulta, como comprar bebidas alcólicas, cigarro ou ter relações sexuais.

A “teoria da idade mental” foi uma característica do movimento da eugenia. Em muitos aspectos, também foi o precursor dos rótulos funcionais modernos. Na virada do século 20, a deficiência intelectual era chamada de “fraqueza” e foi dividida em categorias: um estúpido era alguém com idade mental de 9 a 12 anos, um imbecil era alguém com idade mental de 6- 8 anos de idade, e um idiota era de idade mental ou de 2-5 anos. Em Buck v. Bell, um caso que legalizou a esterilização forçada de adultos com deficiência, o juiz Oliver Wendell Holmes observou: “três gerações de imbecis são suficientes” como justificativa para a esterilização forçada de pessoas com deficiência intelectual. A justificativa também foi usada para negar a nossa liberdade e nos forçar a viver em instituições.

Eu trabalho para o projeto LEND da Universidade de Washington, que consiste em oferecer treinamento interdisciplinário de liderança para profissionais médicos. Às vezes, os profissionais médicos com quem eu trabalho esquecem dos fatos históricos e eu tenho que lembrá-los que é muito prejudicial usar a teoria da idade mental quando falam com pais de crianças recém-diagnosticadas. A teoria da idade mental desmotiva os pais a ensinarem aos seus filhos os seus direitos à independência e autonomia

Muitos dos meus amigos com deficiência intelectual foram mal-assistidos por causa da teoria da idade mental. Eles sentem que nunca se tornarão independentes ou poderão se casar porque a vida toda falaram com eles e os trataram como se fossem crianças. É por isso que eu milito para que as pessoas não usem nunca a teoria da idade mental. Precisamos dizer aos meios de comunicação que não devem usá-la para descrever adultos com deficiência que estão perdidos ou sem rumo. Precisamos educar os profissionais médicos para que haja uma maneira melhor e mais respeitosa de explicar as necessidades das pessoas com deficiências de desenvolvimento e/ou intelectual. Ter dificuldades em fazer uma determinada tarefa não é a mesma coisa que ser uma criança.

É divertido quando me encontro com pessoas que não têm deficiência e elas fazem graça e comentam sobre o bichinho felpudo que eu carrego para me dar conforto. Isso mostra que os adultos podem desfrutar de coisas que as crianças desfrutam sem que as pessoas assumam que têm mentalidade infantil. Leve isso em consideração quando ouvir frases como “idade mental de uma criança de cinco anos” quando se fala sobre adultos. Ensine às pessoas que não é necessário ou apropriado se referir a alguém com deficiência intelectual e de desenvolvimento como sendo mentalmente mais jovens do que elas são! Eu não tenho idade mental de 12 anos. Eu tenho idade mental de 28 anos. Eu apenas tenho uma deficiência intelectual.

Andrew Parsons é eleito presidente do Comitê Paralímpico Internacional

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Por CPB

Andrew Parsons foi eleito nesta sexta-feira, 8, o terceiro presidente da história do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). O ex-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro foi escolhido na Assembleia Geral do IPC, realizada em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. O carioca substituirá britânico Philip Craven, que estava à frente da entidade máxima do paradesporto desde 2001.

Dirigente do CPB de 2009 a 2017, Andrew Parsons recebeu 84 votos e assegurou a vitória em primeiro turno. A segunda mais votada foi a chinesa Haidi Zhang, com 47 votos. O dinamarquês John Petersson (19) e o canadense Patrick Jarvis (12) também concorreram. Participaram da escolha as Associações do IPC (IPC memberships), grupo composto pelos Comitê Paralímpicos Nacionais (NPCs), Federações Internacionais, Organizações Internacionais de Esporte para Deficientes (IOSDs) e Organizações Regionais.

"Estou absolutamente satisfeito e não sei nem o que dizer. Gostaria de agradecer aos membros do IPC pela confiança. Durante a campanha acredito que expliquei o que planejo fazer como presidente do IPC, e os membros entenderam e deram-me seu suporte. Agora é hora de arregaçar as mangas da camisa e trabalhar duro com os membros e o Conselho Executivo. Vencer a eleição em primeiro turno mostra um apoio muito grande. Mostra que há confiança em mim e estou definitivamente satisfeito", disse Andrew.

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Andrew Parsons nasceu em 10 de fevereiro de 1977. Além de dirigir o CPB por oito anos, foi vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), membro do Conselho Executivo do IPC, da Comissão de Rádio e Televisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) e das Comissões da Coordenação dos Jogos de Tóquio-2020 e do Canal Olímpico, ambas do COI.

"É com enorme satisfação que o Comitê Paralímpico Brasileiro recebe a notícia da eleição de Andrew Parsons. Não temos a menor dúvida de que ele está preparado para dar sequência ao brilhante trabalho que foi realizado pelo ex-presidente Philip Craven. Andrew, certamente, com seu dinamismo, elevará o IPC a um patamar de excelência ainda mais alto", disse Mizael Conrado, presidente do CPB.

O Comitê Paralímpico Internacional também escolheu nesta sexta-feira seu novo vice-presidente, o ex-nadador neozelandês Duane Kale. Dez novos membros também foram selecionados para compor o Conselho Executivo (Governing Board). São eles: Debra Alexander (Representante da União Internacional de Triatlo), Mohammed Alhemeli (Emirados Árabes), Muffy Davis (Estados Unidos), Rita van Driel (HOL), Sung Il Kim (Coreia do Sul), Luca Pancalli (Itália), Leonel da Rocha Pinto (Comitê Paralímpico da África), Tim Reddish (Grã-Bretanha), Juan Pablo Salazar (Colômbia) e Yasushi Yamawaki (Japão).

Fonte: cpb.org.br

Curso gratuito capacita pessoas com deficiência para o mercado de trabalho

                              Santa Casa BA

Criar novas oportunidades no mercado de trabalho para todos é o objetivo da Santa Casa da Bahia que, pelo décimo ano, realiza o Curso de Capacitação Profissional Para Pessoas com Deficiência. O curso, que já formou 141 pessoas, oferece qualificação nas áreas de auxiliar administrativo e teleatendimento.

A capacitação acontece entre os dias 2 de outubro e 21 de novembro no Hospital Santa Izabel e no Centro de Desenvolvimento de Pessoas da Santa Casa, em Nazaré, sempre no período da tarde. Após a conclusão do curso, todos os alunos são cadastrados no banco de dados da Santa Casa para participarem de processos seletivos futuros. Os que se destacam em sala de aula já são diretamente encaminhados à Coordenação de Recrutamento e Seleção da instituição. Para ganhar o certificado, é preciso de frequência mínima de 75% nas aulas.

As inscrições são gratuitas e acontecem até 11 de setembro e podem ser feitas, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, na Coordenação de Serviço Social da Santa Casa, localizada na Pupileira, em Nazaré. Os candidatos precisam apresentar RG, CPF, comprovante de residência, currículo e laudo atualizado atestando deficiência.

Brasil fatura duas medalhas no Aberto da República Tcheca de tênis de mesa

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Por CPB

O tênis de mesa paralímpico brasileiro continua somando conquistas. No Aberto da República Tcheca, a delegação verde e amarela conquistou duas medalhas no torneio individual. Welder Knaf ficou com o ouro na Classe 3 e Claudiomiro Segatto com o bronze na Classe 5.

Welder Knaf chegou ao lugar mais alto do pódio após bater Jenson Van Emburgh, dos Estados Unidos, na semifinal, por 3 sets a 2 (11/6; 9/11; 12/10; 7/11 e 11/9) e, na decisão, derrotar o japonês Shinichi Yoshida por 3 a 0 (11/5; 11/8 e 11/6).

Já Claudiomiro Segatto fez um bom jogo, mas acabou ficando com o bronze ao ser derrotado na semifinal pelo tcheco Rene Taus 3 sets a 2 (11/8; 11/9; 11/13; 6/11 e 11/8).

Além de Welder e Claudimiro, o Brasil contou também com a participação de Claudio Massad, na Classe 10. Ele deu adeus à competição após ficar na terceira colocação do grupo, ainda na primeira fase.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) - Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal - Ministério do Esporte.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Refugiado do Burundi que vive em SP arrecada R$ 14 mil em vaquinha na internet para fazer transplante de rim - veja o vídeo.

Depois de receber o que chamou de 'sentença de morte' em seu país, Egide Nshimirimana encontrou no Brasil tratamento de saúde gratuito e a possibilidade de uma vida melhor.

Por Gabriela Bazzo, G1

Egide Nshimirimana, refugiado do Burundi que arrecadou R$ 14 mil para viabilizar transplante de rim (Foto: Rafael Leal/G1 )
Egide Nshimirimana, refugiado do Burundi que arrecadou R$ 14 mil para viabilizar transplante de rim (Foto: Rafael Leal/G1 )

Após uma campanha de arrecadação na internet, um refugiado do Burundi que vive no Brasil há dois anos e meio conseguiu juntar R$ 14 mil reais para trazer seu irmão da África.

Click AQUI para ver o vídeo.

Egide Nshimirimana não veio para o Brasil fugindo de um conflito, mas atrás de cuidado de saúde gratuito. A vinda do seu irmão, Thomas Niyakire vai colocar fim a um tratamento que já dura mais de quatro anos. Thomas vai doar um rim para Egide, que sofre de insuficiência renal crônica.

Em 2013, aos 24 anos, Egide Nshimirimana recebeu o que chamou de "sentença de morte" em seu país natal, o Burundi. Uma insuficiência renal, doença silenciosa e descoberta tardiamente, o forçou a fazer viagens periódicas a Ruanda, devido à falta de equipamentos de hemodiálise no seu país.

“Quando descobri, já era tarde para tratar. Minha única opção era a hemodiálise. Depois do diagnóstico, comecei a fazer hemodiálise em Ruanda. Viajava quatro horas para ir, quatro para voltar, e ficava no hospital quatro horas fazendo o tratamento”, contou ele ao G1.

                                 (Foto: Arte/G1)
                           (Foto: Arte/G1)

O deslocamento se repetia três vezes por semana. O alto custo das viagens e as despesas médicas fizeram com que ele começasse a ir apenas duas vezes ao país vizinho semanalmente. “O governo não me ajudava com nada. Quem se organizou foram minha família e meus amigos”, conta ele, que tem dez irmãos.

Ele diz que sua família chegou a gastar US$ 3.000 (R$ 9.420) por mês. “Muito do dinheiro que usamos, foi emprestado. E depois que eu deixei o país, eles precisaram ficar pagando lá. Esse montante é muito grande, nem que minha família ficasse só juntando dinheiro para isso, sem fazer mais nada, seria sustentável”, explica Egide.

De acordo com dados do Banco Mundial, o Burundi tem cerca de 10,5 milhões de habitantes, e segundo o Fundo Monetário Internacional, a renda anual per capita do país gira em torno de US$ 342 (R$ 1.074).

As viagens a Ruanda viraram rotina até que a situação financeira da família se agravou. “Minha família chegou a vender uma casa para custear meu tratamento, mas o dinheiro não durou mais do que quatro meses.”

Com sua situação financeira complicada e seu estado de saúde piorando, Egide chegou a cogitar fazer o transplante de rim na Índia. O alto custo do tratamento – entre US$ 14 mil (R$ 44 mil) e US$ 25 mil (R$ 78 mil) – o impediu, novamente.

Vinda para o Brasil
Depois te tentar ir para a França e para o Canadá, sem sucesso, Egide foi ao Quênia, onde solicitou a permissão para vir para o Brasil.

“Depois que consegui o visto, pensei que poderia tentar conseguir o tratamento aqui, ou então sair daqui para ir a outro país, onde tivesse um sistema de saúde gratuito”.

A crise política no seu país também contribuiu para que Egide deixasse o Burundi. Muitas vezes, conta ele, a viagem de volta de Ruanda se tornava perigosa, por conta de milícias que frequentemente cometiam crimes nas estradas.

Nos primeiros dias de 2015, Egide desembarcou em Guarulhos, sem conhecer ninguém no Brasil. Ele trouxe também US$ 2.000 (R$ 6.280), dinheiro que seria suficiente para se manter no país nos primeiros meses, mas teve seu dinheiro roubado por uma africana que prometeu ajudá-lo.

“Tive todo meu dinheiro roubado. Ela me enganou para pegar meu dinheiro, me disse que conseguir o tratamento aqui era muito complicado, mas que poderia me ajudar a conseguir um visto para a Europa”.

Ele foi, então, à Polícia Federal para tentar buscar ajuda. Sem fazer hemodiálise há 11 dias, dezessete quilos mais magro desde quando descobriu a doença, sem documentos e vindo do continente africano, Egide foi internado no Hospital Emílio Ribas, com suspeita de contaminação pelo vírus ebola.

Foram quatro meses no hospital, e uma acolhida que surpreendeu o refugiado. Primeiro, um amigo ofereceu uma quarto para que ele, então desempregado, vivesse sem pagar aluguel. A distância do hospital Cruz Azul, onde faz tratamento pelo Sistema Único de Saúde, fez com que Egide se mudasse para a Vila Monumento, onde atualmente vive em um cômodo de um antigo hotel.

Thomas Niyakire, irmão de Egide, que vem ao Brasil para fazer doação de rim (Foto: Arquivo Pessoal)
Thomas Niyakire, irmão de Egide, que vem ao Brasil para fazer doação de rim (Foto: Arquivo Pessoal)

Campanha
O problema, no entanto, persistia e, sem o transplante, Egide ficaria a vida toda dependendo da hemodiálise. Foi quando ele conheceu Bruno Saike, músico e embaixador da European Society for Organ Transplantation, em uma ação filantrópica para incentivar a doação de órgãos.

“Quando ele me contou a história dele eu fiquei besta, a luta dele é pela vida. Ele veio de outro continente, atravessou o oceano pela saúde dele. Se o cara tem tanta força para fazer isso acontecer, não tinha como dar de ombros. Quando ele me contou, eu disse que queria ajudar. Eu já tinha o não. Se não desse, pelo menos teria tentado”, contou Bruno ao G1.

Começava, então, uma nova etapa. Demorou pouco mais de um mês para que a campanha arrecadasse R$ 14 mil reais para viabilizar a vinda de Thomas, irmão de Egide, para o Brasil. Os exames que mostram que ele é compatível com o irmão foram feitos no Burundi, e o dinheiro vai servir para pagar os custos de emissão de visto, passagem e estadia no Brasil. A previsão é de que o irmão de Egide chegue ao Brasil nos próximos meses.

"Alguns [doadores] eu conheço, gente que ajudou. Todo mundo ajudou mesmo. Muita gente compartilhou, amigos compartilharam. Agradeço muito muito muito a quem ajudou de alguma forma, quem compartilhou, doou, eu não tenho palavras para dizer mais. Eu realmente percebi que eu tenho mais família do que eu imaginava”.

Estudioso, Egide aprendeu a falar português lendo e estudando por conta. Atualmente, ele dá aulas de francês e frequenta o cursinho pré-vestibular da USP. Seu grande sonho é entrar no curso de medicina, mas ele não descarta seguir a carreira em outras áreas, como matemática e física – curso que interrompeu ainda no Burundi, por conta do tratamento. “Depois do transplante imagino que vou conseguir alcançar meus planos e continuar a estudar”.

Egide Nshimirimana durante tratamento para insuficiência renal no Brasil  (Foto: Arquivo Pessoal)
Egide Nshimirimana durante tratamento para insuficiência renal no Brasil (Foto: Arquivo Pessoal)

Fonte:  g1.globo.com

Se quer que a criança tenha ossos mais saudáveis, então vá além do leite


Por Priscila Torres*

É a partir da infância que os cuidados com a saúde óssea devem passar a ser prioritários. Em causa, não está apenas o crescimento saudável da criança, mas também a saúde futura e a prevenção de umas das doenças mais comuns e mais impactantes da velhice: a osteoporose.

Segundo o Instituto de Saúde Nacional dos Estados Unidos, diz o The Washington Post, a osteoporose é “uma doença pediátrica com consequências geriátricas”, devendo os pais cuidar da saúde dos ossos dos filhos o mais cedo possível.

Uma vez que os ossos são compostos pelos minerais cálcio, magnésio, zinco, cobre, manganês e potássio e ainda de vitamina D e K, torna-se fundamental dar ao organismo dos mais novos alimentos que sejam ricos neste cocktail de nutrientes.

Apesar de o leite de vaca ser a fonte de cálcio mais comum na infância, a verdade é que existem outras opções igualmente saudáveis e eficazes, como os vegetais de folha verde (espinafre, couve kale, brócolos, alcachofra, etc.), os frutos secos e sementes – que fornecem cálcio e zinco, sendo que o primeiro precisa do segundo para atuar corretamente -, as leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilhas, etc) e o caldo de osso feito em casa (sem corantes, conservantes ou químicos alimentares) são outras opções a ter em conta além do copo de leite, diz a publicação.

Por serem detentores de vitamina D e possuírem um poder anti-inflamatório, também os peixes gordos(sardinha e salmão, por exemplo) devem ser incluídos na alimentação dos mais novos, uma vez que os processos inflamatórios aniquilam os efeitos do cálcio e, por consequência, enfraquecem a saúde dos ossos.

Apesar de a alimentação ser o fator-chave para uma boa saúde óssea, a atividade física é também importante para um crescimento saudável.

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil. http://www.artritereumatoide.blog.br/

Cientistas usam vírus da zika para matar células de tumor cerebral


Por Priscila Torres*

O vírus da zika é capaz de matar células-tronco de glioblastoma, um tipo mortal de câncer no cérebro, de acordo com um novo estudo realizado por cientistas americanos. As células-tronco dos tumores são especialmente resistentes aos tratamentos convencionais contra o câncer.

De acordo com os autores da pesquisa, publicada nesta terça-feira, 5, na revista científica “The Journal of Experimental Medicine”, a descoberta abre caminho para que um dia o zika seja utilizado como um tratamento complementar para o glioblastoma.

Sabendo que o zika tem preferência por destruir células-tronco do cérebro de bebês em desenvolvimento – causando malformações como a microcefalia -, os pesquisadores decidiram investigar se essa característica do vírus poderia ser dirigida contra as células de glioblastoma, que é o tipo mais comum de tumor cerebral.

“Nós mostramos que o vírus da zika pode matar o tipo de célula de glioblastoma que tende a ser resistente aos tratamentos atuais, levando a maior parte dos pacientes à morte”, disse um dos autores do estudo, Michael Diamond, da Universidade Washington, em St. Louis.

Atualmente o tratamento padrão para o glioblastoma é extremamente agressivo, incluindo cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Ainda assim, a maior parte dos tumores voltam a aparecer dentro de seis meses.

De acordo com os autores do estudo, as chamadas células-tronco do glioblastoma frequentemente sobrevivem ao agressivo tratamento e continuam se dividindo, produzindo novas células tumorais que substituem aquelas que foram mortas pelas cirurgias e drogas.

“É frustrante tratar um paciente de forma tão agressiva, apenas para vermos seu tumor voltar a aparecer alguns meses depois. Nós imaginamos que talvez a natureza pudesse fornecer uma arma para atacarmos as células que são provavelmente as maiores responsáveis por esse ressurgimento”, disse outro dos autores do estudo, Milan Chheda, também da Universidade Washington.

Os cientistas notaram que as células-tronco do glioblastoma, com sua capacidade quase ilimitada de produzir novas células, lembram as células neuroprogenitoras, que são responsáveis por gerar células novas para o cérebro em desenvolvimento. As células neuroprogenitoras são os alvos preferidos do vírus da zika.

Em colaboração com pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, os cientistas da Universidade de Washington testaram se o vírus poderia matar células-tronco em glioblastomas removidos de pacientes em biópsia para realização do diagnóstico.

Os cientistas infectaram os tumores com o vírus da zika, que se espalhou pelos tumores, infectando e matando as células-tronco de câncer, evitando claramente as demais células tumorais.

A descoberta sugere que a infecção por zika e um tratamento com quimioterapia e radioterapia podem ter efeitos complementares. Os tratamentos padrão matam as células tumorais em massa, mas frequentemente deixam intactas as céulas-tronco, que acabam regenerando o tumor.

O vírus da zika, por sua vez, ataca as células-tronco, mas ignora a maior parte do tumor. “Imaginamos que um dia o zika vá ser utilizado em combinação com as terapias já existentes para erradicar o tumor completamente”, disse Chheda.

Para descobrir se o vírus poderia ajudar a tratar o câncer em um animal vivo, os cientistas injetaram o vírus da zika nos cérebros de 18 camundongos e uma solução de água salgada (um placebo) no cérebro de outros 15 animais.

Duas semanas após a injeção, os tumores ficaram consideravelmente menores nos camundongos tratados com zika, que também sobreviveram bem mais tempo que os animais que receberam o placebo.

Injeção no cérebro

Se o zika fosse utilizado em humanos, o vírus precisaria ser injetado no cérebro, provavelmente durante a cirurgia de remoção do tumor primário. Se o vírus fosse introduzido em outra parte do corpo, o sistema imunológico da pessoa o destruiria antes que ele chegasse ao cérebro.

De acordo com os autores do estudo, a ideia de injetar no cérebro de uma pessoa um vírus conhecido por causar danos cerebrais pode soar alarmante, mas o zika poderia ser seguro para uso em adultos, porque seus alvos principais – as células neuroprogenitoras – são raras no cérebro já desenvolvido.

O cérebro do feto, por outro lado, é repleto dessas células, o que explica, em parte, por que a infecção por zika antes do nascimento produz graves danos cerebrais – enquanto a infecção natural na idade adulta causa sintomas mais amenos.

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil. http://www.artritereumatoide.blog.br/

Criança com deficiência é deixada na escola em dia de excursão

              Imagem: Reprodução/Facebook
                Reprodução/Facebook
          Garoto com paralisia cerebral foi impedido de fazer passeio com escola em BH

Denise de Almeida Do UOL

Uma mãe usou as redes sociais para denunciar que seu filho, que tem paralisia cerebral e é cadeirante, foi barrado de ir ao cinema com a turma da escola municipal em que estuda, em Belo Horizonte.

Adriane Cruz contou que a criança ficou das 7h às 11h20 apenas circulando pelo corredor da escola, na companhia de um funcionário, enquanto as outras crianças participaram do passeio.

"Hoje vendo meu filho chegar da escola não tive como não chorar. Vê-lo chegando com um balãozinho, pendurado na cadeira como prêmio de consolação, doeu-me ainda mais", ela escreveu.

A mãe contou que o garoto estuda há 9 anos em escolas que não conseguiram, segundo ela, colocar o projeto de inclusão em prática. "Ele não vai aos passeios da escola. Neste ano nem mesmo convidado a festa junina da escola foi".

Adriane disse que, entre os motivos apresentados pela escola para excluir a criança em situações anteriores, chegou a ouvir coisas como "estava frio", que não sabem qual será a reação dele e que o garoto grita e levanta a perna.

"Até quando a inclusão vai ser algo que existe apenas nos projetos escritos em folhas? Como ele vai formar suas ideias e sentimentos sem o apoio da escola e da sociedade? Não desisto, mas me sinto muito cansada", desabafou a mãe.

O relato, publicado no dia 29 de agosto, gerou mais de 12 mil reações no Facebook, além de 6,5 mil compartilhamentos da história e mais de 3 mil comentários.

Outro lado

Em comunicado oficial enviado ao UOL, a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte afirmou que o ocorrido não reflete as ações adotadas pela Secretaria em sua política de inclusão. "Todas as escolas são orientadas a desenvolver atividades que contemplem a participação dos estudantes com deficiência", diz a nota.

O órgão disse ainda que foi realizada uma reunião com a mãe, direção da escola, professores do estudante, coordenação da escola integrada e a diretora regional de educação "para esclarecimento dos fatos e reforço dos preceitos da da política de inclusão, de maneira a garantir que esse fato não se repita".

Claudia Rodrigues revela que irá voltar a trabalhar: “Quero provar que estou bem”

Claudia Rodrigues
Claudia Rodrigues (Reprodução/TV Gazeta

POR GUILHERME RODRIGUES

Longe dos holofotes desde 2013, quando passou a tratar uma esclerose múltipla que foi diagnosticada em 2000, Claudia Rodrigues contou que planeja voltar ao batente pelo Youtube.

“Vou lançar um programa com meus quadros. Vou fazer a Thalia, a Sirene. Criei a Camélia que é irmã da Ofélia, é tão burra quanto. A Ofélia não posso usar porque é da Globo”, afirmou a humorista em entrevista à revista Veja.

Questionada sobre o futuro, a famosa disse sonhar em retornar aos palcos. “Deus fala que, quando se tira um reino, quando ele volta vai ter o dobro do reino. Não é que eu queira mais fama, não é nada disso, eu quero provar que estou bem”, explicou Rodrigues.

Com relação aos comediantes da atualidade, a estrela falou alguns que acompanha. “Gosto do Whindersson Nunes. Do Marcelo Adnet eu gosto, do Fabio Porchat eu gosto. A Tatá Werneck, adoro, uma comediante de ponta, acho genial. Sei que ela gosta de mim e por isso eu vou falar bem dela, mentira (risos). Estou falando porque ela é muito boa. A Dani Calabresa também é muito boa”, concluiu Rodrigues.

Claudia Rodrigues fala sobre humor na atualidade: “Está muito gritado”

POR WILLIAM VIEIRA @WILLIAM__VIEIRA

Claudia Rodrigues, a filha, Isa, e a repórter Simone Garuti
Claudia Rodrigues, a filha, Isa, e a repórter Simone Garuti, da RedeTV! (Reprodução/Instagram)

Afastada da TV por problemas de saúde, a atriz e humorista Claudia Rodrigues foi entrevistada ao vivo nessa quarta-feira (2) pelo SuperPop, de Luciana Gimenez, da RedeTV!. Ela destacou que segue em processo de melhora e falou também sobre o humor na atualidade e sobre novas promessas do gênero na televisão brasileira.

O humor está muito gritado”, disse Claudia, afirmando que antigamente os humoristas não gritavam, que era preciso que o público entendesse a piada. Ela disse ainda que esse tipo de humor não a agrada.

Sobre as revelações do gênero da comédia na televisão brasileira, ela citou três nomes: Marco Luque, Tatá Werneck e Dani Calabresa.

Claudia Rodrigues passa por tratamento intensivo das 6h às 22h

POR GUILHERME RODRIGUES

Claudia Rodrigues
Claudia Rodrigues (Reprodução)

Diagnosticada em 2010 com esclerose múltipla, doença que não possui cura, Claudia Rodrigues passou a se submeter a um tratamento intensivo para mitigar as sequelas do problema.

Segundo o site da revista Veja, a humorista vive atualmente numa clínica do interior de São Paulo onde de domingo a sexta-feira, acorda às 6h e faz atividades até 22h.

“Conversei com os médicos e a melhora foi maior do que o esperado. A fala já melhorou completamente e ela continua tratando sequelas, como um pequeno desvio no olho e a marcha [caminhada]“, afirmou Adriane Bonato, empresária da estrela.

CPB comemora marco de 1 ano da abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

"Da unidade vai nascer a nova idade. Da unidade vai nascer a novidade."

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Por CPB

Marco Antônio Teixeira/CPB/MPIX

A composição de Gonzaguinha que embalou a entrada dos 286 atletas brasileiros no Estádio do Maracanã no dia 7 de setembro de 2016, para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, não poderia ser mais adequada.

Mais de 50 mil pessoas uniram-se na arena mais simbólica do esporte nacional para conferir a novidade. A primeira edição de Jogos Paralímpicos na América Latina começou com a festa que emocionou tanto aos presentes no estádio quanto aos brasileiros, que de casa geraram a maior audiência da história do canal SporTV 2, que a transmitiu.

Os onze dias que se seguiram também foram marcantes. Nos locais de competição, os atletas brasileiros brilharam e conquistaram 72 medalhas (14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze), 67% a mais do que em Londres 2012. O melhor desempenho do Brasil em uma edição de Jogos Paralímpicos. Treze modalidades subiram ao pódio, quatro delas (canoagem, ciclismo, halterofilismo e vôlei sentado) pela primeira vez.

Os atletas fizeram sua parte e receberam apoio à altura. Cerca de 2,1 milhões de ingressos vendidos fizeram do Rio 2016 a Paralimpíada com o segundo maior público de todos os tempos, atrás apenas de Londres 2012 (2,7 milhões). Quase 170 mil pessoas lotaram o Parque Olímpico da Barra no sábado, 10 de setembro, e quebraram o recorde do local no período tanto dos Jogos Olímpicos quanto Paralímpicos.

"Acredito que, depois dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, o Movimento Paralímpico alcançou um novo status entre as pessoas. Passou a ser visto também como um produto interessante, que tem retorno. Nossa meta é continuar trabalhando próximo à mídia para que possamos colocar em pauta todo o novo ciclo até Tóquio e mostrar que nossos atletas podem ainda mais", disse Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

A "nova idade" e as "novidades" não pararam por aí. As nove medalhas conquistadas por Daniel Dias fizeram dele a cara da competição e do esporte paralímpico nacional. Ao sentar na bancada do Jornal Nacional do dia 19 de setembro, o nadador entrou no seleto rol que conta com o pentacampeão mundial de futebol Ronaldo e o tricampeão de Roland Garros Gustavo Kuerten, únicos esportistas convidados a falar no espaço nobre da TV Globo.

O simbolismo da presença de Daniel Dias no Jornal Nacional retrata o espaço conquistado pelos atletas paralímpicos. Sem coitadismo, a delegação brasileira pôde ser retratada da maneira que fez por merecer, como atletas de alto rendimento que alçaram o Brasil ao status de uma das maiores potências do Movimento Paralímpico mundial.

"O esporte paralímpico nunca mais será o mesmo depois dos jogos do Brasil. Acredito que conquistamos um espaço e o respeito das pessoas. No primeiro dia que entrei para a final (dos 200m livre S5), eu me assustei. Não esperava ter tanta gente ali. Foi uma surpresa incrível e procurei desfrutar essa experiência ao máximo. Foi algo incrível, único", disse Daniel, à época dos Jogos.

Legado tornou-se o vocábulo da moda no Brasil a partir de 2009, quando da escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016. Como herança intangível, a mudança de percepção do brasileiro em relação aos atletas e às pessoas com deficiência é notória. No aspecto material, o esporte paralímpico também se beneficiou.

A ocasião dos Jogos Paralímpicos fez com que fosse construída em São Paulo a casa do esporte adaptado brasileiro. O Centro de Treinamento Paralímpico abriu as portas em maio de 2016, foi sede da aclimatação brasileira para a competição e pode receber até 280 atletas de 15 modalidades simultâneamente.

Um ano após a abertura do Rio 2016, o Comitê Paralímpico Brasileiro já tem seu foco voltado para os Jogos de Tóquio 2020. Para que, daqui três anos, um grande desempenho da delegação paralímpica do país deixe de ser novidade para o público.

Fonte: cpb.org.br

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Em Natal, Justiça obriga plano de saúde a oferecer terapia para paciente com autismo

Método terapêutico está na lista de procedimentos da Agência Nacional de Saúde. Multa por descumprimento é de R$ 2 mil por dia.

Por G1 RN

Claudia Queiroz, defensora pública responsável pela ação (Foto: Ascom/DPE)
Claudia Queiroz, defensora pública responsável pela ação (Foto: Ascom/DPE)

Um paciente portador de autismo conseguiu na Justiça que o plano de saúde ofereça tratamento terapêutico diferenciado para ele. A decisão autoriza o tratamento pelo prazo de 12 meses e prevê multa diária por descumprimento no valor de R$ 2.000,00.

A ação foi movida pela Defensoria Pública do Rio Grande do Norte. O paciente comprovou ser portador da síndrome do Autismo Infantil e, em razão disso, precisa ser submetido ao método terapêutico 'ABA' (Applied Behavior Analysis, em português Análise de Comportamento Aplicada). Segundo a ação, apesar da indicação médica para realização do tratamento, o plano de saúde negou a cobertura alegando que o procedimento não é obrigatório pelas regras da Agência Nacional de Saúde (ANS).

No entanto, a síndrome denominada TEA (transtorno do espectro autista) está prevista como de cobertura obrigatória na lista de procedimentos da ANS. De acordo com a decisão, havendo cobertura contratual, "a obrigação de arcar com o serviço e a metodologia a ser aplicada não é de escolha do plano de saúde, mas sim do médico que acompanha o paciente”.

O método 'ABA' consiste em ensinar, para crianças diagnosticadas com autismo, habilidades dividindo-as em etapas e recompensando as respostas corretas. 

“Esta terapia pode ser usada para corrigir comportamentos e também para ajudar a adquirir novas habilidades. O método ABA é utilizado geralmente de 30 a 40 horas por semana individualmente, com a ajuda de psicólogos e terapeutas ocupacionais”, explica Claudia Queiroz, defensora pública responsável pela ação.
Legislação

A Lei Berenice Piana, nº 12.764, institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e prevê a participação da comunidade na formulação das políticas públicas voltadas para os autistas, além da implantação, acompanhamento e avaliação da mesma. A legislação prevê em seus artigos 2°, III e 3°, III, “b” a obrigatoriedade do fornecimento de atendimento multiprofissional ao paciente diagnosticado com autismo.

Fonte: g1.globo.com

Com cadeirante liderando equipe, Rock in Rio promete acessibilidade total na Cidade do Rock

Passeio na roda gigante é um dos destaques entre os serviços oferecidos as pessoas com necessidades especiais

G.LAB PARA ROCK IN RIO ACADEMY BY HSM

O Rock in Rio teve um papel transformador na vida de Thiago Amaral, que de público se tornou líder da equipe de PNE do festival (Foto: Foto: Marco Visi/Divulgação)
O Rock in Rio teve um papel transformador na vida de Thiago Amaral, que de público se tornou líder da equipe de PNE do festival (Foto: Foto: Marco Visi/Divulgação)

O objetivo da equipe do Rock in Rio é proporcionar uma experiência inesquecível em entretenimento para todas as 700 mil pessoas que passarão pela Cidade do Rock em setembro. Todas mesmo, sem exceção. Esse cuidado inclui dois mil pessoas com necessidades especiais. Esse público contará com uma plataforma exclusiva para assistir aos shows e lounge com serviços para cadeirantes. O festival ainda reservou para eles duas atividades que prometem ser inesquecíveis: um salto radical numa tirolesa adaptada e um passeio na roda gigante que oferece a melhor vista da festa.

Thiago Amaral, de 27 anos, é quem está por trás dessa política de acessibilidade total, que busca ser a referência no quesito para os festivais mundo afora. Ele é cadeirante desde 2011, quando o carro que o trazia de volta de uma competição de mountain bike capotou, o deixando tetraplégico.

“Há necessidade de inclusão porque existe a exclusão. E a exclusão, muitas vezes, vem do próprio cadeirante, que deixa de participar de algo por achar que não será recebido adequadamente. Trabalhamos para garantir o maior conforto possível. Em minhas pesquisas, nunca vi um festival com um olhar tão especial para isso quanto o Rock in Rio. É com certeza uma porta de entrada para outros festivais voltarem sua atenção para as pessoas com necessidades especiais”, avalia Thiago, que conta com 70 pessoas em sua equipe.

O plano de trabalho é minucioso e inclui muitos detalhes, que consideram não só pessoas com necessidades especiais, mas também a estrutura que os cerca. Os cães-guia, por exemplo, terão um espaço só para eles. Já os deficientes auditivos terão um lugar bem perto das caixas de som, podendo sentir assim as vibrações.

O Rock in Rio teve um papel transformador na vida de Thiago Amaral, que de público se tornou líder da equipe de PNE do festival (Foto: Marco Visi/Divulgação)
O Rock in Rio teve um papel transformador na vida de Thiago Amaral, que de público se tornou líder da equipe de PNE do festival (Foto: Marco Visi/Divulgação)

“Haverá ainda estacionamento exclusivo, vans especiais para PNE (portadores de necessidades especiais) saindo do shopping Metropolitano e do terminal olímpico do BRT rumo à Cidade do Rock. Carrinhos de golfe poderão ser usados para explorar toda a área, e triciclos, que se acoplam em cadeiras de rodas, também serão emprestados. A infraestrutura completa ainda conta com balcões e mesas acessíveis na área gastronômica, piso e mapas táteis para deficientes visuais, 22 banheiros exclusivos e até uma oficina lounge para reparos de cadeiras de rodas”, lista o coordenador de PNE do festival, sem disfarçar o orgulho.

Mas o centro das atenções deve ser mesmo a tirolesa adaptada. “O brinquedo é o mesmo, só que anteriormente, os cadeirantes tinham dificuldade para subir por ser uma escada em formato de espiral. E não há como instalar um elevador. Nas edições anteriores chegaram a levar pessoas no colo para o salto na tirolesa, mas era desconfortável. Agora compramos uma cadeira especial, com encosto alto e cinto de segurança de quatro pontos, que sobe e desce com muita segurança graças às roldanas”, revela o coordenador.

O próprio Thiago fez questão de testar o brinquedo. “Subi e desci na cadeira várias vezes e deu certo. Mas não encarei o salto no cabo. Tenho medo de altura”, confessa.

Start para uma nova vida
A estreia de Thiago no Rock in Rio foi em 2013, já na condição de cadeirante. Ele relembra a experiência libertadora: “Na época, ainda estava com um pouco de medo de vir ao evento e um amigo me encorajou. Não dirigia, minha mãe me trouxe, e amigos empurraram a cadeira em certos momentos. Foi bom, vi os shows bem. Gostei tanto que comprei mais dois ingressos”.

“Foi aí que comecei a despertar para fazer outras coisas, como recomeçar a faculdade de Administração e voltar a dirigir. O Rock in Rio me proporcionou voltar à vida social. Foi um ‘start’ para eu perceber que a cadeira de rodas não era uma cruz para mim e tinha que retomar minha vida normal”, prossegue Thiago, que também é atleta de rúgbi em cadeira de rodas.

Na edição de 2015 festival, já mais independente com a evolução de seu tratamento, Thiago não teve uma experiência positiva por conta das limitações do Parque dos Atletas e do seu entorno, com obras para a Olimpíada Rio-2016 na época. Resolveu então tomar uma atitude que acabou lhe rendendo um convite para trabalhar no evento.

Thiago Amaral: “O Rock in Rio me proporcionou voltar à vida social” (Foto: Jairo Junior/Divulgação)
Thiago Amaral: “O Rock in Rio me proporcionou voltar à vida social” (Foto: Jairo Junior/Divulgação)

“Ficou ruim e muita gente reclamou. Eu percebi muitas coisas que poderiam ser melhoradas e resolvi mandar o e-mail para a organização e foi parar no Rodolfo Medina, vice-presidente de marketing do Rock in Rio, que me contratou para desenhar todo o projeto de PNE”, conta Thiago, revelando seu grande estímulo. “O que mais me motiva hoje é a oportunidade de quem sabe nesta edição ter um novo Thiago e que o festival possa ser, mais uma vez, o start desta pessoa”.

Gerente de Operação do Rock in Rio, Márcio Cunha diz que o público PNE está contemplado em toda a Cidade do Rock. “Só nas calçadas do Parque Olímpico investimos R$ 1,5 milhão. A nova Rock Street é mais ampla e mais larga já pensando no cadeirante. Na edição de 2015 era difícil entrar por conta da lotação. Agora ele vai ter uma experiência melhor. O respeito é total”, conclui.

Com elevador parado, pais levam filho cadeirante por escada para atravessar Aguanambi - Veja o vídeo.

A família subiu com o filho por um dos elevadores da passarela, mas o equipamento estava quebrado do outro lado.

Por G1 CE

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Com elevador parado, pais levam filho cadeirante por escada para atravessar Aguanambi

Por causa de um elevador quebrado na passarela da Avenida Aguanambi, em Fortaleza, uma família com filho cadeirante precisou carregar a criança, com a cadeira, pelas escadas da passarela, para atravessar a avenida. O caso foi denunciado nesta quarta-feira (6), e registrado em vídeo. 

Click AQUI para ver o vídeo.

Segundo os pais, eles subiram por um dos elevadores, mas o outro, que seria utilizado para descer do outro lado, não estava funcionando. O equipamento, destinado a pessoas com mobilidade reduzida, foi consertado após a denúncia.

De acordo com o coordenador de Obra de Infraestrutura de Fortaleza, Guilherme Gouveia, da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), o problema foi causado por um defeito na placa, que precisa ser substituída. O conserto realizado é temporário.

Segundo Gouveia, a peça só existe em São Paulo, e a Seinf já realizou o pedido. O coordenador também informou que o elevador ainda é de responsabilidade da empresa contratada. “Como a obra ainda não foi entregue em definitivo, a empresa tá sendo responsável pela manutenção da estrutura. Existe um contrato de manutenção preventiva e corretiva”, afirmou.

A passarela começou a funcionar há cerca de seis meses.

Fonte: g1.globo.com

"Regional Nordeste de Bocha" será realizado em Caruaru

Competição é organizada pela Associação de Pessoas com Deficiência de Caruaru (Apodec)

Por GloboEsporte.com, Caruaru

Competição de Bocha será em Caruaru (Foto: Reprodução/TV Integração)
Competição de Bocha será em Caruaru (Foto: Reprodução/TV Integração)

O Campeonato "Regional Nordeste de Bocha" será realizado em Caruaru ente os dias 7 e 10 de setembro na quadra da Asces.

A competição é organizada pela Associação de Pessoas com Deficiência de Caruaru (Apodec) e vai receber atletas de toda região Nordeste. Confira abaixo a programação do evento:

Dia 7
14h - Chegada das delegações
15h - Classificação funcional
19h - Curso de Bocha - Asces Unita

Dia 8
8h - Abertura oficial - quadra da Asces
9h30 - Início dos jogos - quadra da Asces

Dia 9
8h às 18h - Sequência dos jogos - quadra da Asces
18h30 - Entrega das premiações e encerramento

Dia 10
8h às 12h - Retorno das delegações