sábado, 14 de outubro de 2017

Mesmo com braço decepado em acidente com 5 mortos, dona de casa ajudou a socorrer outras vítimas: 'Foi terrível' - Veja o vídeo.

Veículo em que ela e outras 45 pessoas estavam, que levava crianças para um passeio em parque aquático de Jacobina, no norte da BA, tombou na quinta-feira (12).

Por G1 BA

Dona de casa teve braço decepado em acidente na Bahia (Foto: Reprodução/TV Subaé)
Dona de casa teve braço decepado em acidente na Bahia (Foto: Reprodução/TV Subaé)

Mesmo após ter o braço decepado no acidente envolvendo um ônibus no município de Piritiba, localizado na região da Chapada Diamantina, na Bahia, a dona de casa Ana Carla Pimentel Santos conta que ajudou a socorrer outras vítimas. O veículo em que ela e outras 45 pessoas estavam, que levava crianças para um passeio em parque aquático de Jacobina, no norte do estado, tombou na quinta-feira (12) e  cinco pessoas morreram e cerca de 30 ficaram feridas. A excursão era realizada por conta do Dia das Crianças.

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"Fiquei acordada o tempo inteiro. Apesar de meu braço ter sido decepado, eu não fiquei desacordada. Eu ainda prestei socorro a outras pessoas. Foi terrível, terrível. Você ver crianças, mães, pedindo socorro. No momento, eu fui ver as pessoas que estavam comigo. E minha filha não teve nada, graças a Deus, eu agradeço ao Senhor, e meus sobrinhos. Só a minha prima que está na UTI, vai ter alta e a filha dela, que está no Hospital da Criança. Mas a gente está aqui para lutar e a gente vai vencer. E estou feliz porque Deus me deu uma nova chance de viver", celebra a dona de casa, que está internada no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), no município de Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros de Salvador.

Além dela, outros 26 pacientes foram encaminhados para a cidade: 18 adultos para o HGCA e nove crianças para o Hospital Estadual da Criança (HEC). Assim como Ana Carla, muitos feridos tiveram amputações, fraturas expostas e até traumatismo craniano.

Foram utilizados no resgate aviões e helicópteros do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer/PM-BA). Mais de 15 médicos e quase 40 enfermeiros e técnicos de enfermagem de Piritiba e cidades vizinhas ajudaram no resgate das vítimas.

No Clériston Andrade, apenas nove pessoas permaneciam internadas até esta sexta-feira (13): sete na enfermaria e duas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Oito tiveram alta médica e uma mulher foi transferida para um hospital particular. As vítimas do HGCA, segundo a unidade médica, apresentavam estado estável, sem risco de morte.

Já com relação às crianças, das nove levadas para o HEC, três foram transferidas para o Hospital Geral do Estado, em Salvador. A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que vítimas também seriam transferidas para o Hospital do Subúrbio (HS), também na capital, mas não especificou quantas. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde das crianças.

Ônibus tombou na região de Piritiba (Foto: Reprodução/Mídias Sociais)
Ônibus tombou na região de Piritiba (Foto: Reprodução/Mídias Sociais)

Motorista diz que perdeu controle

motorista do ônibus que tombou prestou depoimento à polícia ainda na quinta na delegacia de Jacobina, no norte da Bahia. De acordo com o delegado Tarcísio Túlio Dantas, o condutor contou que perdeu o controle da direção do ônibus. "Ele disse que passou por duas curvas e em seguida sentiu que perdeu a aderência da pista e o controle do veículo. Ele disse que trabalhava como motorista de ônibus há cerca de quatro anos e que por dois anos trabalhou fazendo a linha Xique-Xique a São Paulo. Ele conhecia a pista", disse o delegado.

Tarcísio Dantas diz que a polícia trabalha com a possibilidade de defeito no veículo. Existe a informação de que a barra de direção do ônibus quebrou. "Mas só a perícia vai apontar o que realmente aconteceu. O tacógrafo também foi encaminhado para a perícia, para sabermos a velocidade que ele seguia", relatou o delegado.

Conforme Dantas, o caso deve ser encaminhado para a delegacia de Piritiba, cidade onde ocorreu o acidente. O condutor ainda disse em depoimento que o veículo não estava superlotado, e que ele seguia com 46 passageiros no ônibus, que a quantidade limite de pessoas que ele poderia transportar.

                          Acidente na Chapada Diamantina (Foto: Arte/G1)
                      Acidente na Chapada Diamantina (Foto: Arte/G1)

Acidente

A viagem, organizada por conta do Dia das Crianças, teve início no municípío de Itaberaba, também na Chapada, e duraria cerca de 207 quilômetros. O tombamento ocorreu na altura do Km-17, próximo à fazenda Santa Luzia. O ônibus pertence à Empresa de Transportes Macaubense (Entram). Um funcionário da empresa disse ao G1, por telefone, que o veículo foi fretado para a realização do passeio.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, foram identificados os corpos de Vanessa Diamantino de Almeida, 16 anos, Maria Ruthe Diamantino dos Santos Souza, 48, Margarida Lopes Mascarenhas, 68, e Penélope Pimentel Lopes, 2. Até a quinta, uma vítima do sexo feminino estava com nome e idade ignorados.

Conforme o secretário de Saúde de Piritiba, Antônio José, crianças e adolescentes, entre 2 e 16 anos estavam no ônibus, acompanhados de pais, avós, tios e outros parentes. O gestor afirmou também que, entre os mortos, estão mãe e a criança que iria fazer dois anos de idade no dia 22 de outubro. Ainda conforme Antônio José, outro bebê dela, que é gêmeo do que morreu, conseguiu sobreviver e tem quadro de saúde estável.

Quatro pessoas, entre elas a criança e a mãe, morreram ainda no local do acidente. A quinta vítima chegou a ser encaminhada para uma unidade de saúde de Piritiba, de onde seria transferida para outra cidade por conta dos graves ferimentos -- teve dois braços amputados --, mas também não resistiu.

Segundo a PRE, ônibus partiu de Itaberaba e tinha como destino a cidade de Jacobina (Foto: Reprodução/Mídias Sociais)
Segundo a PRE, ônibus partiu de Itaberaba e tinha como destino a cidade de Jacobina (Foto: Reprodução/Mídias Sociais)

Fonte: g1.globo.com

Jovem com paralisia cerebral procura cadela de estimação que desapareceu em Santarém - Veja o vídeo.

A administradora Jéssica Sampaio já divulgou fotos nas redes sociais. Há cinco anos ela convivia com a cadela, que atende pelo nome de Mel.

Por Jornal Tapajós 1ª edição

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Jovem com paralisia cerebral procura cadela de estimação que desapareceu em Santarém

Uma jovem ficou desolada, desde que sua cadela de estimação da saiu de casa e não retornou, em Santarém, no Pará. A administradora Jéssica Sampaio procura a vira-lata Mel desde domingo, dia 8 de outubro. Já se passaram cinco dias.

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Mel foi adotada quando tinha três meses e já estava com pouco mais de cinco anos de idade. Ela foi vista pela última vez no portão da casa onde Jéssica mora com a família. A administradora é cadeirante, devido a uma paralisia cerebral.

A cadelinha trouxe alegria todos da família. Desde que a Mel sumiu, a família está angustiada. “É muito difícil, eu nunca tinha tido cachorro, porque eu sabia que era mais difícil assim quando a gente perdia e tudo mais. Só que a Mel apareceu na minha vida assim de um jeito muito inesperado e eu não contava com aquilo. Dói muito. Eu só queria que ela voltasse”, disse.

O vigilante Jocélio Brandão é pai da Jéssica. A esperança de pai e filha era que Mel voltasse, como fazia sempre que saia pelo portão, mas ela não voltou. “É uma angústia que só... eu imagino quando um filho de uma pessoa desaparece, que a família fica naquela angustia. É o que a gente estar sentido nesses dias. Ela era como membro da família a Mel”, disse.

Segundo a família, a cadela estava em tratamento contra a doença do carrapato e precisa tomar medicamentos, motivo preocupação ainda maior. Todos querem saber se Mel está bem, em algum local seguro e se alimentando. “Eu quero pedir, se você a viu, se você encontrou, por favor, devolva”, reitera Jéssica.

Quem encontrar pode ligar para o telefone (93) 99133 3547.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante é indenizado por danos morais após abordagem excessiva dentro de loja em Rio Branco

Atendente não retirou o lacre das peças compradas e o sensor de segurança disparou na saída da loja. Indenização é de R$ 2 mil e decisão ainda cabe recuso.

Imagem Internet/Ilustrativa
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Por Aline Nascimento, G1 AC, Rio Branco

A Justiça do Acre concedeu uma indenização para um cliente por abordagem excessiva dentro uma loja de Rio Branco. A publicação, do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), diz que Orisvaldo Rodrigues de Araújo, que é cadeirante, foi constrangido quando saia da loja e os sensores de segurança foram acionados. Araújo tinha os comprovantes da compra e entrou na Justiça contra a loja por danos morais.

A decisão é da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do TJ-AC e ainda cabe recuso. Ao G1, um dos advogados contou que a atendente não tinha retirado o lacre das peças de roupas e o sensor de segurança disparou na saída da loja. A reportagem enviou um e-mail para representantes da loja e aguarda resposta.

"Ocorreu um equívoco. A pessoa não retirou o lacre e o sensor apitou na saída. Os seguranças da loja seguraram ele, o levaram para outro lugar para fazer a verificação para saber se ele tinha subtraído alguma coisa da empresa. Ele tinha o comprovante da compra", explicou o advogado Leandro Martins.

Ainda segundo Martins, o caso ocorreu em outubro de 2015. A decisão foi publicada no site do TJ-AC nesta sexta (13). "Em 1º grau, o juiz não reconheceu o dano moral por acreditar as provas não eram totalmente convincentes e o que o ônus caberia ao cadeirante e não à empresa. Recorremos e informamos no recurso que o ônus caberia à empresa", complementou.

Fonte: g1.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Jovem cadeirante é preso por porte ilegal de arma de fogo em Vilhena, RO

Suspeito tem apenas 19 anos e disse que comprou arma de um caminhoneiro. Ele foi detido e levado para Casa de Detenção.

Por G1 Vilhena e Cone Sul

Delegacia de Polícia Civil em Vilhena (Foto: Christian Wentz/G1)
Delegacia de Polícia Civil em Vilhena (Foto: Christian Wentz/G1)

Um cadeirante de 19 anos foi preso por porte ilegal de arma de fogo, durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) nesta sexta-feira (13), em Vilhena (RO), distante cerca de 700 quilômetros de Porto Velho. Em depoimento, ele disse que comprou a arma de um caminhoneiro, cuja identidade não soube informar.

Segundo o boletim de ocorrência, a polícia chegou ao suspeito quando apurava a denúncia de venda de drogas, em uma casa no Setor 19. Quando chegaram no local, as autoridades conversaram com o dono do imóvel, que permitiu uma revista na casa.

Durante a ação, os militares encontraram na sala da residência um invólucro de maconha e, nos quartos, um revólver calibre 32, com numeração raspada, e 12 cartuchos intactos.

O cadeirante estava na casa no momento da abordagem e confessou que a arma e os cartuchos eram dele. Já o proprietário da casa assumiu a posse do entorpecente.

Os dois suspeitos foram levados para a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp). No local, o cadeirante prestou depoimento e alegou que havia comprado a arma de um caminhoneiro, mas que não se lembrava o nome dele.

De acordo com a Polícia Civil, o jovem tem passagem por roubo, porém, foi inocentado da acusação.

O delegado de plantão lavrou auto de prisão em fragrante delito por porte ilegal de arma de fogo e ele foi encaminhado para a Casa de Detenção do município. Já outro homem envolvido na ocorrência foi liberado.

Fonte: g1.globo.com

Aposentadoria para pessoas com deficiência já beneficiou 6.168 trabalhadores

Agência do INSS em Brasília
Agência do INSS em Brasília Foto: Jorge William/Agência O Globo/18-08-2017 / Agência O Globo

Geralda Doca - O Globo

BRASÍLIA — A aposentadoria da pessoa com deficiência, modalidade criada há quatro anos, já beneficiou 6.168 trabalhadores, segundo estudo da Secretaria de Previdência. Do total das concessões, 67% foram para homens e 33% para mulheres — dado que reforça uma maior inserção de pessoas do sexo masculino com deficiência no mercado de trabalho brasileiro. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio concentram quase 66% dos beneficiados, o que tem relação com o fato de a região Sudeste concentrar a maior fatia da distribuição populacional no país (42,13%), de acordo com o levantamento.

Essa modalidade de aposentadoria — criada pela Lei Complementar 142/2013 — pode ser concedida por idade (60 anos, homens e 55 anos, mulheres) ou por tempo de contribuição. Neste caso, o benefício depende do grau da deficiência do trabalhador (leve, moderado e grave), constatado por avaliação médica do INSS.

Se for grave, por exemplo, é exigido tempo mínimo de contribuição de 25 anos (homem) e 20 anos (mulher). Para casos leves, são 33 anos para homens e 28 anos para mulheres. A proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso fixa um limite de redução para a aposentadoria a pessoa com deficiência, de até 10 anos na idade e até 5 anos no tempo de contribuição - em relação à idade mínima de 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) e tempo mínimo de recolhimento de 25 anos.

De acordo com o estudo, 96% das concessões foram destinadas a trabalhadores com idades entre 45 anos e 69 anos. Mais da metade do total (53,6%) está concentrada na faixa etária até 54 anos.

Desde a criação desse tipo de aposentadoria, 15.116 segurados passaram por perícia médica, mas nem todos atendiam os requisitos para se aposentar. Diferentemente dos idosos e deficientes de baixa, que nunca contribuíram, mas são beneficiados pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), esses trabalhadores são filiados e contribuem para o sistema.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, 403.255 trabalhadores com deficiência estavam empregados em 2015. Do total, 200.794 (49,7%) apresentavam deficiência física; 19,6% (auditiva) e 11,6% (visual).


Tatuagem inteligente muda de cor para indicar desidratação e diabetes - Veja o vídeo.


Ao sinal de alguma fraqueza o mal-estar, confira a tatuagem. Se ela tiver mudado de cor, é porque houve alterações no sangue e há necessidade de cuidados. É isso o que faz uma tinta inteligente para tatuagens desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard e do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

A tinta possibilita monitorar a saúde e indicar, por exemplo, se a pessoa tatuada está desidratada ou com alta concentração de açúcar no sangue – no caso de diabéticos. A ideia dos pesquisadores ao desenvolverem a tecnologia foi a de radicalizar o conceito de wearables -- as tecnologias vestíveis que estão na crista da onda da inovação. E, claro, aplicar a ideia na saúde.

A tatuagem inteligente superaria desvantagens dos atuais dispositivos wearable. Além de se integrar totalmente ao corpo, não dependeria de baterias e de internet. Chamado de "Dermal Abyss", o produto ainda está em desenvolvimento.
Entre os aspectos que requerem aperfeiçoamento está a própria cor e tom da tinta, que não pode ficar mais fraco e nem espalhar para o entorno do tecido.
Testadas em pele de porco, as tintas de tatuagem muda de cor de acordo com as condições químicas do fluído interno da pele, que indicam a composição do sangue. Os pigmentos criados pelo grupo de cientistas mudam de verde para marrom quando aumenta a concentração de glicose (indicação de crise de diabetes), ou de verde menos intenso para mais intenso quando aumenta a concentração de sódio, (que indica desidratação). 
Veja no GIF uma simulação da tatuagem inteligente funcionando:


Tatuando doenças?

Ao mesmo tempo que promete amplas aplicações, a tatuagem inteligente levanta debates éticos. Um deles envolve o quanto as pessoas estariam dispostas a ter informações de saúde tatuadas no corpo e exibidas para que todos vejam.
Uma possível forma de solucionar esse dilema é a criação de uma tinta inteligente invisível, que muda de cor para indicar problemas no corpo, mas que só é legível sob tipos específicos de luz. Para facilitar a consulta à tatuagem – facilidade essa que dá sentido à tecnologia --, a tattoo poderia se tornar visível com a luz emitida por um smartphone.
As tatuagens podem ser duradouras, para monitorar condições crônicas, ou temporárias, para monitoramento de doenças de menor duração. O uso vai de pacientes normais a astronautas, que checam as condições de saúde.

Responsáveis por pessoas com deficiência querem laudo médico gratuito

O documento é utilizado para concessão de isenção de impostos para aquisição de veículos adaptados

Foto de uma vaga de estacionamento exclusiva para pessoa com deficiência, com o símbolo de um cadeirante pintado em azul e branco
Serviço era oferecido pelo Detran, porém agora é realizado por clínicas credenciadas pelo órgão

O Governo de São Paulo sancionou uma lei que estende o benefício pela isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e ICMS a responsáveis e tutores de pessoas com deficiência. Porém, para isso, é necessário um laudo, que só é feito por clínicas credenciadas.

O laudo é exigido para concessão da isenção do veículo utilizado pelo transporte da pessoa com deficiência, mesmo se guiado pelo responsável ou tutor. Enquadram-se nas regras pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, e portadores de Transtorno do Espectro Autista.

O documento para os responsáveis pela pessoa com deficiência custa até R$ 600, o que preocupa os beneficiários. Tanto que um grupo solicitou à Prefeitura de Ribeirão Preto que os exames para emissão do laudo sejam realizados pelo sistema público de saúde do município.

A advogada Samira Marquezin, da comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ribeirão Preto, conta que um grupo de pais já solicitou ao município que seja possível conseguir o laudo pelo sistema público, por considerá-lo muito caro.

A Secretária da Saúde informa que ficou de analisar o pedido junto à Secretaria de Negócios Jurídicos. Isso porque a pasta esclarece a obrigatoriedade da realização dos referidos laudos por parte do sistema público.

No Estado de São Paulo, os laudos eram elaborados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran.SP). Porém, em consequência de alterações internas, a atividade foi direcionada para as clínicas credenciadas pelo órgão.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SUS vai oferecer próteses 3D para adultos e crianças amputados

Implantes de pés, braços e pernas poderão ser produzidos e entregues aos pacientes de graça; serviço será realizado pelo Into, no Rio de Janeiro


Shutterstock/Divulgação
Próteses de silicone feitas de impressão 3D já são utilizadas em muitos pacientes amputados, na área da ortopedia
Próteses de silicone feitas de impressão 3D já são utilizadas em muitos pacientes amputados, na área da ortopedia

Desde 2000, quando a impressão 3D passou a ser utilizada pela medicina, a réplica de órgãos se tornou uma grande aliada para diversas áreas, principalmente na ortopedia, onde os avanços em relação a esse tipo de recurso foram mais significativos, resultando na produção de implantes e próteses.

De acordo com o Ministério da Saúde, a tendência também chegou ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com o uso da tecnologia de impressão 3D está sendo utilizada para o desenvolvimento de próteses para pacientes amputados pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad.

Até o momento, a técnica já era aplicada na confecção de instrumentos utilizados pelos médicos em pacientes com artrose de ombro do instituto. Entre as vantagens do tratamento, as cirurgias ficavam mais precisas e ágeis, além de colaborarem para diminuir de maneira mais rápida a fila de espera das operações.

Agora, a novidade é a utilização dos implantes para substituir também braços, pernas e pés amputados , inclusive de crianças. “A ideia é realizar essa cirurgia em larga escala e, a partir daí, extrapolar para outras articulações, como coluna e quadril”, conta o cirurgião Marcus Vinicius, que realizou as primeiras cirurgias em 3D no Into.

COMO FUNCIONA

Para produzir as peças tridimensionais, é preciso da ajuda de um programa especial de computador, que reúne as informações para configurar os instrumentos vindas das imagens geradas por meio de exames de tomografia computadorizada. A partir dos dados de cada paciente, é objeto feito de um plástico apropriado é desenvolvido.

Um dos principais desafios das cirurgias é colocá-las na posição correta. Por isso, a grande vantagem da impressora é gerar peças que elevam a precisão da inserção dos equipamentos no corpo de forma menos agressiva.

Segundo a pasta da Saúde, em cinco anos, o instituto que irá implementar as próteses em 3D em sua gama de serviços oferecidos ampliou a sede no Rio de Janeiro e reduziu a fila cirúrgica de 22 mil para 11.123 pacientes em espera. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas 4.323 operações e 108.389 consultas ambulatoriais.

*Com informações do Portal Brasil

Pai começou customizando fantasia para filho cadeirante e agora tem ONG para atender mais crianças


Por Redação RPA

Quando Reese Davis tinha 3 anos de idade, seu filme favorito era “Wall-E”, da Pixar. E um dos seus desejos era se vestir como o personagem principal do filme para uma festa de Halloween.

Mas Reese, que foi diagnosticado com neuroblastoma aos dois meses de idade, usa uma cadeira de rodas para se locomover. Seus pais sabiam que encontrar um traje em uma loja onde a cadeira de rodas de Reese coubesse, seria impossível.

Então, Lon Davis, o pai de Reese, teve uma ótima ideia: ele mesmo resolveu fazer a fantasia. Junto com sua esposa, Anita Davis, o casal fez um traje do robô Wall-E que pudesse se encaixar sobre a parte superior da cadeira de rodas do filho. A fantasia ainda possuía braços mecânicos, que Reese poderia operar de dentro do traje.

Depois do sucesso da primeira fantasia, todos os anos Reese dava uma ideia nova e seu pai descobria uma forma de conseguir bolar o traje, adaptado para a sua cadeira.

Então, no Comic-Con em Kansas City, Missouri ,Davis foi convidado a mostrar para outras famílias como fazer as fantasias. Davis percebeu que muitas famílias não teriam dinheiro para a compra de materiais para fazer as fantasias, e ele queria encontrar uma maneira de ajudar.

Ele lançou a Walkin ‘& Rollin’, uma organização sem fins lucrativos que cria fantasias gratuitamente para crianças que usam andadores e cadeiras de rodas.

As famílias podem solicitar uma fantasia através do site da Walkin ‘e Rollin’, e Davis trabalha com a família para projetar um traje com base no que a criança quer. Em primeiro lugar, Davis cria desenhos e conceitos de design e os envia para a criança aprovar. Com a ajuda de Reese, agora com 10 anos, ele começa a trabalhar construindo o traje de materiais como papelão, tubos de PVC e outros materiais de artesanato leves.

“Reese me ajuda a compreender o que funciona para uma criança em uma cadeira de rodas e o que não”, disse Davis ao The Mighty.

Davis espera estabelecer uma rede de construtores voluntários em todo o país. Dessa forma, ele pode mais facilmente fazer as roupas para crianças fora da área de Kansas City. Ele também planeja expandir o Walkin ‘& Rollin’ para um canal de YouTube com vídeos para que as próprias famílias possam construir fantasias para suas crianças.

“Meu filho me disse recentemente que ele não pensa em sua cadeira de rodas como uma cadeira de rodas. Ele pensa nela como parte dele. Onde quer que vá, a cadeira de rodas vai”, Davis disse.

Veja algumas das fantasias:





                      





                   

Fontes: The Mighty –   razoesparaacreditar.com - Fotos: Divulgação


Para realizar sonho de amigo com deficiência de conhecer a Europa, jovens criam cadeira-mochila

Amigos levam cadeirante nas costas em viagem à Europa

POR GIOVANNA MAZZEO

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Fazer um mochilão pela Europa é o sonho de muito jovens do mundo inteiro e este também era o desejo do americano Kevan Chandler, de 30 anos. Contudo, havia um empecilho no caso dele: Kevan tem atrofia muscular e é cadeirante, o que tornaria impossível seu acesso a locais que são difíceis de chegar até mesmo andando.

“Nós queríamos ir a lugares em que uma cadeira de rodas não poderia ir, então fez mais sentido para todos nós que os meninos me carregassem”, comentou Kevan, em entrevista ao Vix.

WE CARRY KAVEN/FACEBOOK
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Foi aí que Kevan e seu amigo Tom tiveram uma ideia: criar uma mochila adaptada para que seus amigos pudessem carregá-lo nas costas durante a viagem. “Nós trabalhamos nesta ideia por alguns anos. Fizemos outras versões antes da final, mas esta em que viajamos foi a mais segura”, conta Kevan, ao explicar que foram várias tentativas e erros até chegar ao resultado final.

Depois de encontrarem a mochila que acreditavam ser a ideal, seus amigos fizeram modificações com a ajuda do pai de Kevan, que é mecânico de aviões. “Nesta mochila, fizemos modificações por alguns meses para tentar ideias diferentes e encontrar o que funcionasse melhor”, explica Kevan.

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Após anos de dedicação, em junho deste ano, Kevan finalmente conseguiu tornar o seu sonho realidade e iniciou o mochilão com três amigos. O quarteto viajou por três semanas e passou por quatro países: Inglaterra, Irlanda, França e País de Gales.

Para conseguirem viajar, eles criaram uma vaquinha online intitulada “We Carry Kevan” (“Nós Carregamos Kevan”) e arrecadaram US$ 33 mil em poucos meses. O dinheiro foi suficiente para cobrir despesas com passagens de avião, acomodação e refeições de todos.

“Foi uma experiência maravilhosa. Eu amo os amigos com quem viajei e eu fui modificado pelos lugares que visitei”, comenta Kevan, que pretende fazer mais viagens desta mesma forma. “Nós amaríamos fazer mais viagens. Nós também queremos ajudar outras pessoas deficientes a viajar”, complementa.

Fotos da viagem

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Fonte: vix.com



Ministério orienta pessoas com deficiência sobre o acesso às vagas disponíveis no mercado

Ministério orienta pessoas com deficiência sobre o acesso às vagas disponíveis no mercado

Imagem Internet/Ilustrativa
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Embora se trate de um direito constitucional, a contratação de pessoas com deficiência (PcDs) ainda é um desafio para esses trabalhadores. Havia no mercado de trabalho, em março deste ano, 717 mil vagas reservadas para PcDs ou reabilitados do INSS. Dessas, apenas 355 mil estavam ocupadas, restando ainda 362 mil para ocupar.

Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia no Brasil mais de 9 mil pessoas com deficiências severas, na faixa etária dos 15 a 64 anos, enquadráveis nas cotas legais. Esse número, porém, não leva em consideração os beneficiários reabilitados e as pessoas com deficiência mental que são elegíveis para as cotas, o que acarreta no aumento do número de pessoas disponíveis. Do total de pessoas com deficiência apontadas pelo Censo, retirando os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) de todas as idades, existem no país mais de 9,5 pessoas com deficiência para cada vaga no mercado de trabalho.

Para a auditora-fiscal Fernanda Cavalcanti, responsável no Ministério do Trabalho pela fiscalização do cumprimento da Lei de Cotas, a baixa procura se deve, entre outros fatores, ao fato de os candidatos não saberem como encontrar uma vaga no mercado de trabalho. Ela os orienta a cadastrarem seu currículo no Sistema Nacional de Emprego (Sine). "Esse é o caminho mais rápido para conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Você precisa de um trabalho, e a empresa precisa de você; ela só precisa lhe encontrar", explica Fernanda Cavalcanti.

A inclusão do currículo pode ser feita em uma das agências da rede Sine ou pelo site Emprega Brasil: no menu 'Trabalhador - Vagas de Emprego', a pessoa deve se cadastrar na 'Intermediação de Mão de Obra' e pesquisar para encontrar vagas de emprego, de acordo com o seu perfil. Ao se candidatar à oportunidade, o trabalhador receberá um e-mail com orientações sobre o local em que deverá se apresentar para a entrevista.

Também é importante ficar atento aos locais onde ocorrerão as ações do Dia D, em 29 de setembro, no estado ou município, e comparecer portando carteira de trabalho, carteira de identidade, cartão com o número do PIS e CPF.

O auditor-fiscal do trabalho Rafael Faria Giguer, que tem deficiência visual e atua na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, aponta outras dificuldades para inserção desses trabalhadores. Segundo ele, o preconceito das empresas em relação à capacidade desses profissionais e a falta de acessibilidade impedem que eles possam demonstrar suas potencialidades.

"As empresas alegam ter dificuldade em encontrar PcDs capacitados", diz Guiger. "No meu caso, mesmo sendo engenheiro formado, quando eu chegava às empresas e as pessoas percebiam a deficiência visual, as vagas simplesmente sumiam", ele relata. "Minha grande dificuldade era provar que eu conseguia trabalhar".

Depois de procurar emprego na sua área de formação, o auditor-fiscal optou pelo concurso público e hoje trabalha para assegurar o direito das pessoas ao trabalho. "Quando chego para fiscalizar as empresas, e as pessoas se deparam com um auditor que é deficiente visual, cai o argumento de que a empresa não comporta essas pessoas devido a alguma complexidade na atividade. Elas percebem que não conhecem o potencial desses trabalhadores".

Fiscalização - O Ministério do Trabalho atua para que as contratações de PcDs se deem da melhor maneira possível, incentivando e cobrando das empresas sua responsabilidade legal e social. A empresa que não cumprir a legislação é autuada, e a multa varia de R$ 2.281,05 a R$ 284.402,57, considerando seu porte e o número de vagas não preenchidas. Além disso, a companhia continua sob fiscalização até que cumpra a lei, sendo autuada reiteradamente.

A empresa que tem acessibilidade, não realiza as adaptações necessárias nos ambientes, móveis e processos de trabalho e não fornece tecnologias assistivas está agindo com discriminação contra as PcDs e, nesses casos, a multa é de 10 vezes o valor do maior salário pago pelo empregador, acrescido em 50% em caso de reincidência.

Fontes: Ministério do Trabalho - MT - contabeis.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

CONFIRA EDITAL DA VIRADA INCLUSIVA PARA APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS


Nos dias 1º, 02 e 03 de dezembro de 2017, o Estado de São Paulo será palco do evento cultural Virada Inclusiva, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

Pelo oitavo ano consecutivo, a Virada acontece na capital e em municípios do Estado de São Paulo, com centenas de atividades culturais simultâneas, voltadas às pessoas com e sem deficiência.

Para integrar o calendário da Virada Inclusiva Edição 2017, a Secretaria está convidando artistas, individuais ou grupos, para apresentar-se voluntariamente, nos dias 02 (sábado) e 03 de dezembro (domingo), nas estações da CPTM Barra Funda, Brás, Luz, Osasco e Tamanduateí; e nas estações do Metrô Sé, Paraíso e República.


Seminário “Mídia e deficiência – avançando na inclusão”- 24/10 – BSB

Foto de homem sentado em sofá, de costas, com controle remoto na mão, em frente a uma TV. Na TV, um homem numa piscina, de óculos de natação, com os braços apoiando na borda da piscina, sendo um deles com amputação do antebraço. Logotipo da Câmara dos Deputados e da Deputada Rosinha da Adefal. Texto: A comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência convida para seminário "A mídia e a pessoa com deficiência - Discutir o papel da mídia na remoção de barreiras atitudinais como forma de acelerar a inclusão das pessoas com deficiência". 24/10, 3a. feira, às 14h. Plenário 13 - Anexo II.

Seminário: “Mídia e Pessoa com Deficiência – avançando na inclusão”.
24/10 – terça-feira, às 14h
Plenário XIII – Anexo II
Câmara dos Deputados
Brasília DF


A cada dia a pessoa com deficiência consegue aumentar a sua participação na sociedade, porém ainda se depara com várias barreiras atitudinais. 
A mídia é uma grande aliada para a inclusão social, pois tem o papel de comunicar e construir a visão da sociedade sobre diversos assuntos, e, com isso derrubar barreiras. 
Ela deve mostrar que é possível conviver com as diferenças, sendo o respeito a base de toda interação. 
Além do conteúdo, os veículos de comunicação devem se preocupar em adotar métodos de comunicação inclusivos e acessíveis, empregar termos corretos e respeitosos, sempre difundindo a inclusão e o respeito. 
Participe da audiência pública sobre o tema “Mídia e Deficiência”, presencialmente ou pelo site da Câmara dos Deputados: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/aoVivo.html

Violinista com paralisia volta a tocar com tecnologia de brasileiro - Veja o vídeo.


Voltar a tocar mesmo sem andar, falar ou se expressar. Uma violinista que perdeu os movimentos depois de um acidente de carro há 30 anos voltou a tocar graças a uma tecnologia com ondas cerebrais.

A técnica foi desenvolvida por um brasileiro, o professor Eduardo Miranda, da Universidade de Plymouth, na Inglaterra.

Há anos ele faz pesquisas que combinam música, computação e biologia pra que pessoas com deficiência possam se expressar musicalmente.

Rosemary Johnson não consegue mais se mover ou falar, mas usando sensores acoplados à sua cabeça conseguiu selecionar notas exibidas em uma tela – que foram, tocadas, então, em tempo real, por uma antiga colega, a violinista Alison Balfour-Paul.

Tudo foi registrado num curta metragem. (vídeo abaixo)

Veja como foi emocionante:
                     

Comunicação pela música

“Na primeira vez que fizemos um teste com a Rosemary, fomos às lágrimas. Podíamos sentir a alegria vindo dela”, lembrou o brasileiro, que também é compositor de música clássica contemporânea.

“Quando vi Rosie pela primeira vez, algo estalou. É muito interessante trabalhar com ela.

Uma vez que ela é uma musicista clássica, não preciso perguntá-la muitas coisas. Por meio da tecnologia, estamos quase instantâneamente trabalhando no domínio da comunicação musical”.

“Trabalhar com ela está nos ajudando a desenvolver e formatar esta tecnologia. É uma mistura maravilhosa entre ciência e criatividade”, diz Eduardo Miranda.

Acidente

Johnson tinha 22 anos e era a quarta violinista da Ópera Nacional de Gales em 1988 quando sofreu um acidente de carro, a caminho de um concerto.

Ela estava na orquestra havia apenas nove meses quando se acidentou.

Balfour-Paul, que vive em Cardiff, capital do País de Gales, foi contatada há seis semanas por uma amiga em comum, que manteve contato com Johnson.

Até então, a equipe não havia encontrado uma pessoa que pudesse tocar com ela. Balfour-Paul permaneceu na Ópera Nacional de Gales após o acidente da violinista e agora trabalha como instrumentista autônoma.

“Aceitei porque fui colega de Rosie há 29 anos. Ela era uma musicista amável, com tudo indo a seu favor. Mas se envolveu neste terrível acidente, que danificou gravemente o seu cérebro”, conta Balfour-Paul.

Técnica brasileira

A tecnologia do professor brasileiro vem sendo estudada desde 2003 com uma equipe de engenheiros e profissionais da área da saúde do Hospital Real para Deficiências Neurológicas em Londres e “A ideia surgiu quando eu li uma notícia que cientistas estavam desenvolvendo métodos para controlar máquinas usando sinais elétricos cerebrais, chamados eletroencefalogramas.

Eu achei a ideia fascinante e comecei a investigar a possibilidade de usar esse tipo de tecnologia para criar instrumentos musicais eletrônicos”, lembra o brasileiro.

“No início, minha intenção era de desenvolver algo parecido com um estetoscópio cerebral para escutar e gravar os sinais elétricos do meu cérebro”.

Miranda conheceu Wendy Magee, uma médica australiana que trabalha com terapia musical para pacientes severamente paralisados, e resolveu focar o projeto em pessoas nessa situação.

Agora, o professor conta que a tecnologia ainda tem um longo caminho de aperfeiçoamento pela frente e deve chegar ao Brasil.

“Estou em contato com algumas instituições brasileiras para ver se podemos mostrar o trabalho no país no ano que vem. Mas, o trabalho não está pronto ainda para ser usado mais amplamente. Tem muito a ser feito para resolver vários problemas técnicos e práticos”, disse o brasileiro que precisa da disponibilidade de colaboradores e de financiamento para seguir em frente com a tecnologia.

O professor brasileiro Eduardo Miranda Foto: Divulgação/ Plymouth Universit



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Instituto Magnus busca pessoas que acolham cães-guias para sua socialização

Voluntários passarão por entrevista e ficarão cerca de 1 ano com os cães. Brasil tem cerca de 7 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual que necessitam da ajuda animal.

Instituto Magnus busca pessoas que acolham cães-guias para sua socialização

Por Instituto Magnus

Suporte técnico de treinamento dos cães-guias é oferecido gratuitamente pelo Instituto Magnus (Foto: Divulgação)
Suporte técnico de treinamento dos cães-guias é oferecido gratuitamente pelo Instituto Magnus (Foto: Divulgação)

O Brasil tem aproximadamente 7 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual. Para elas, os cães-guias são companhias essenciais que garantem a autonomia em tarefas simples, como ir ao banco. No entanto, o país tem apenas cerca de 160 animais com esta função em atividade.

Localizado em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, o Instituto Magnus é a primeira entidade sem fins lucrativos especializada no treinamento de cães-guias para dar assistência a quem precisa: deficientes visuais.

No entanto, antes de chegarem aos seus companheiros, os futuros cães-guias precisam passar por um período de socialização. O maior desafio do Instituto Magnus é encontrar famílias que se candidatem a acolher os cães e socializá-los no seu primeiro ano de vida.

As famílias socializadoras não precisam ter um número mínimo de membros. Basta estar disposta a dar muito amor e ter muita vontade de construir os alicerces da causa do instituto. Quem tiver interesse, pode procurar o instituto para agendar a entrevista através do Facebook ou e-mail contato@institutomagnus.org.


Projeto do Instituto Magnus precisa de mais de 200 familias voluntárias (Foto: Divulgação)
Projeto do Instituto Magnus precisa de mais de 200 familias voluntárias (Foto: Divulgação)

Instituto Magnus fornece gratuitamente alimentação, atendimento veterinário, medicamentos e suporte técnico de treinamento. A família socializadora fica responsável pelos cuidados, higiene e passeios.

Os filhotes em socialização têm os mesmos direitos de um cão-guia já formado, podendo entrar e permanecer junto com seu tutor em qualquer ambiente público e privado de uso coletivo, incluindo transportes e áreas de alimentação.

“É uma ótima experiência para quem gosta de cães. Aprendemos a usar algumas técnicas básicas de treinamento, e a melhor parte de ser socializador, é poder levá-lo conosco em todos os lugares”, explica a socializadora Helena Marum.

As famílias socializadoras ficam com os cães por aproximadamente um ano. Após o período, os animais retornam ao instituto para receber o treinamento específico para ser guia. Ao todo, o processo de treinamento de um cão-guia leva aproximadamente 18 meses até que ele esteja apto a guiar uma pessoa com deficiência visual.

Nos próximos anos, Instituto Magnus poderá formar até 60 cães-guias por ano (Foto: Divulgação)
Nos próximos anos, Instituto Magnus poderá formar até 60 cães-guias por ano (Foto: Divulgação)

Infraestrutura

Instituto Magnus conta com uma área aproximada de 15 mil m². A sede administrativa própria ainda está em construção. O local terá maternidade canina, canil com 16 baias, área de treinamento de cães-guias, salas, auditório, hotel para acomodações das pessoas com deficiências visuais em fase de adaptação com o cão-guia.

O instituto conta atualmente com 14 filhotes no período de socialização e treinamento comportamental, que é realizado com a ajuda de famílias voluntárias.

Cães-guias formados no Instituto Magnus ajudarão as pessoas com deficiências visuais (Foto: Divulgação)
Cães-guias formados no Instituto Magnus ajudarão as pessoas com deficiências visuais (Foto: Divulgação)

O envolvimento da sociedade na causa do  Instituto Magnus é essencial para o sucesso do projeto. Nos próximos anos, já em capacidade plena de trabalho, o instituto terá estrutura para formar até 60 duplas - cão e usuário - por ano.

Mas para que isso aconteça, o projeto precisa de mais de 200 famílias voluntárias dispostas a socializar os futuros  cães-guias. Você pode colaborar com a causa do Instituto Magnus compartilhando o conteúdo e também se tornando uma família socializadora. Entre em contato!

Instituto Magnus desenvolve trabalho com cães-guias para autonomia de deficientes visuais (Foto: Divulgação)
Instituto Magnus desenvolve trabalho com cães-guias para autonomia de deficientes visuais (Foto: Divulgação)

Fonte: g1.globo.com