sábado, 11 de novembro de 2017

O BLOG da APNEN Nova Odessa está concorrendo ao VI Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência – Edição 2017

   Direto do túnel do Tempo - Foto com o pessoal da ETEC Nova Odessa..em 2008

O BLOG da APNEN Nova Odessa (http://apnendenovaodessa.blogspot.com.br/) foi criado em abril de 2008, e hoje está concorrendo ao VI Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência – Edição 2017, promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiências do Estado de São Paulo. Hoje nosso blog conta com 1.572.673 visualizações de página com 18.348 matérias postadas e temos uma média de 750 visualizações por dia em nossas postagens, no mês passado foram 16.439 visualizações de páginas, e o nosso blog vem sendo muito apreciado em todos os Estados Brasileiros, e também nos Estados Unidos, Alemanha, Rússia, Portugal, Romênia, Irlanda. Ucrânia, França, Japão , Inglaterra. Espanha, Holanda, Polônia, Filipinas, Reino Unido e Canada. Postamos diariamente matérias, sobre Fatos, Acontecimentos, Novas Leis, sobre; Direitos, Educação, Esportes/Lazer, Mercado de Trabalho, Saúde entre outros vários assuntos relativos as Pessoas com Deficiências e seus familiares.

As definições dos 30 finalistas foram no dia 06 de outubro, a apresentação dos finalistas será entre o dia 20 a 30 de novembro, a Cerimônia de Premiação será em 14 de dezembro, a sorte esta lançada.
O dia esta chegando.

Vamos juntos buscar esse prêmio,

Conto com a sua torcida.

Fonte: APNEN Nova Odessa

Mulher é condenada a 15 anos de prisão por matar filho autista

Acusada assumiu o crime e justificou que queria o bem para a criança

Reprodução / RecordTV Minas
Daniela assumiu o crime e disse estar arrempendida
Daniela assumiu o crime e disse estar arrependida

MINAS GERAIS Do R7 com RecordTV Minas

A mulher, acusada de matar o próprio filho autista, de seis anos, em Janaúba, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi condenada, nesta sexta-feira (10), a 15 anos de prisão, em regime fechado. Daniela Cristina dos Santos diz que tomou a decisão de tirar a vida do menino porque acreditava que seria o melhor jeito de acabar com o sofrimento dele.

O crime aconteceu em dezembro 2015. Segundo testemunhas, o irmão da vítima, então com dois anos, presenciou o assassinato. Momentos depois, o pai do menino o encontrou, no quarto, já sem vida. No dia seguinte, Daniela se apresentou na delegacia e confessou ter sido a responsável pela morte da criança. Ela disse estar arrependida.

Na época, Daniela passou por uma série de exames psicológicos e o resultado do laudo revela que ela não sofre de problemas mentais. Roselane Gonçalves de Aquino, tia da vítima, conta que o pai do garoto entrou em depressão após a morte do filho.

Segundo familiares, o irmão da vítima que presenciou o crime faz acompanhamento psicológico para superar o trauma que não foi esquecido pela família.

O julgamento de Daniela aconteceu no fórum de Mateus Leme, também na Grande BH. Daniela, que está presa, chegou ao local em uma viatura do sistema prisional. A imprensa não pode acompanhar o julgamento.



Sesi-SP, AMC-MT e Santos-SP nas finais da Copa Loterias Caixa de Goalball

Sesi-SP, AMC-MT e Santos-SP nas finais da Copa Loterias Caixa de Goalball

Os campeões da Copa Loterias Caixa de Goalball serão conhecidos na manhã deste sábado, 11, no Ginásio do Cruzeiro, em Brasília. Na categoria feminina, AMC-MT x Sesi-SP se enfrentam em busca do título, enquanto na decisão masculina, a associação paulista vai jogar o clássico estadual contra o Santos-SP.

As vagas nas decisões foram realizadas na tarde desta sexta-feira, 10, e as maiores emoções ficaram por conta das mulheres, com partidas equilibradas e decididas nos últimos minutos. Na semifinal que garantiu a AMC-MT na decisão, o time de Cuiabá encarou uma consistente equipe da Apadv-SP. No entanto, Cláudia arremessou belas bolas e foi o nome do jogo na vitória por 6 a 4.
Pelo mesmo placar as meninas do Sesi-SP venceram o Santos-SP, uma das principais candidatas ao título. As santistas saíram na frente, mas levaram a virada, chegaram ao empate, e novamente foram ultrapassadas no placar pela equipe rubro-negra, que garantiu a vitória restando menos de 1 minuto no cronômetro.
Nos duelos da categoria masculina, as finalistas não tiveram muitas dificuldades e conquistaram suas respectivas vitórias por game (diferença de 10 gols). Na partida entre Sesi-SP x Apadv-SP, o time de Parazinho, Alex Labrador e cia venceu por 11 a 1. Já no confronto entre Santos-SP x Urece-RJ, os paulistas venceram por 12 a 2.
O último dia de competição será neste sábado, 11, a partir das 8h, com a disputa pelo terceiro lugar da categoria feminina entre Apadv-SP x Santos-SP. Em seguida, será a vez do jogo que define o bronze no masculino que colocará frente a frente Apadv-SP x Urece-RJ. E a partir das 9h40 as finais da Copa Loterias Caixa de Goalball com a decisão da categoria feminina, AMC-MT x Sesi-SP, e, depois, a peleja pelo título masculino no confronto Sesi-SP x Santos-SP.


Serviço
Copa Loterias Caixa de Goalball 2017
Datas e horários:
07 a 09/11 - 08h30 às 11h e 14h às 18h10
10/11 - 08h30 às 11h e 14h às 16h30
11/11 - 08h às 10h30
Local: Ginásio do Cruzeiro
Endereço: Cruzeiro Novo - Q 811 - Brasília/DF
Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br


Família tradicional e ex-atleta: conheça o novo técnico-nacional da esgrima em CR

Marcio Rodrigues/CPB/MPIX
Imagem
Ivan observa combates durante a prova por equipes do Mundial de Esgrima em CR

Por CPB

Uma das novidades da Seleção Brasileira que disputa o Mundial de Roma, na Itália, não compete em cadeira de rodas. Ao longo dos jogos, é possível ouvir as instruções de uma nova voz, que dirige a equipe nacional desde o término dos Jogos do Rio 2016. É de Ivan Schwantes, ex-atleta da esgrima olímpica e que faz na capital italiana a sua estreia na função em Mundiais. O evento acontece no Hotel Hilton Airport e se estende até domingo, 12.

Ivan, 37, vem de família tradicional na modalidade. Ao lado do seu irmão, Athos, integrou regularmente a Seleção olímpica na década passada. Por lesão, acabou cortado do time que representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Seu pai, avô e avó também eram técnicos da esgrima, que sempre esteve presente no cotidiano dos Schwantes. Em 2008, um convite do Comitê Paralímpico Brasileiro para um curso de capacitação o fez ter o primeiro contato com a vertente adaptada do esporte.

Dois anos mais tarde, em 2010, Ivan passou a auxiliar o treinamento de atletas da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP-PR). Desde 2011, acompanha os esgrimistas em cadeira de rodas da Seleção no exterior. Experiência que lhe valeu o convite para ser o técnico-nacional da modalidade no ano passado, encerrados os Jogos Paralímpicos do Rio.

"Fiquei muito feliz em assumir este cargo, mas sei que é ao mesmo tempo uma responsabilidade muito grande. Esse é meu primeiro Mundial como técnico-nacional e ainda estamos em um período de transição entre os ciclos paralímpicos, renovação de equipe e de testar outros atletas. Neste primeiro ano, os resultados ainda não valem para o ranking qualificatório. A partir do ano que vem, já temos de ter foco total em Tóquio 2020", afirmou o treinador.

Nesta sexta-feira, em Roma, Ivan comandou a Seleção na disputa por equipes do florete. O gaúcho Jovane Guissone e os paulistas Alex Souza e Lenílson Oliveira entraram diretamente nas quartas de final, mas foram derrotados pela Rússia, pelo placar de 45 a 14. Em seguida, o time fez parelho duelo com os sul-coreanos, sendo superados no último ponto: 45 a 44. Na disputa pelo sétimo lugar, valeu a maior rodagem dos rivais ucranianos, que fecharam o dia com uma vitória por 44 a 34. O Brasil ficou, assim, com a oitava colocação.

A equipe brasileira está de folga neste sábado, 11, e retorna à competição no domingo. O time encerra a participação do país no Mundial com a disputa da prova por equipes de espada.

No Mundial de Roma, estão inscritos cerca de 210 atletas de 31 nacionalidades. O Brasil conta com uma delegação composta por quatro atletas. Vinte e duas medalhas de ouro estarão em jogo ao longo dos seis dias de competição. A última edição do Mundial de Esgrima em Cadeira de Rodas aconteceu em Eger, na Hungria, em 2015.

Patrocínio
A esgrima em cadeira de rodas tem patrocínio das Loterias Caixa.

Fonte: cpb.org.br

Vice-artilheiro do Rio 2016 disputa Brasileiro de Futebol de 7 pela terceira vez

Igor Goulart/ANDE
Imagem

Por CPB

Leandro Gonçalves do Amaral, conhecido no futebol de 7 como Leandrinho, é um dos destaques do Campeonato Brasileiro de Futebol de 7 (para atletas com paralisia cerebral), no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, até domingo, 12. Vice-artilheiro dos Jogos Paralímpicos de 2016 com seis gols, é meia e capitão do Caira-MS, que disputará uma das semifinais da competição contra o Vasco da Gama-RJ no sábado,11.

Este é o terceiro ano seguido que Leandrinho, 24, compete o Brasileiro de futebol de 7. Em 2015, chegou à final representando a ADD-MS. Agora, no Caira-MS pela segunda temporada seguida, o jogador sonha com a conquista inédita de um título nacional, mas sabe das dificuldades. “Fica difícil ter uma expectativa boa nesse campeonato porque o time do Vasco é bom e se destaca todo ano. É difícil competir com eles. Os outros clubes não têm os mesmos recursos que eles têm”, afirma.

Leandro nasceu tardiamente, que resultou numa paralisia cerebral (falta de oxigenação no cérebro no momento do parto). Natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e tem Lionel Messi como ídolo e referência. O atleta conta que conheceu e começou a praticar o futebol de 7 através de um amigo, que viu que ele tinha limitações para correr e o recomendou a modalidade.

Vasco e CEMDEF-MS, do grupo A, foram os primeiros semifinalistas definidos. O time carioca bateu o sul-matogrossense na manhã desta sexta-feira por 2 a 0. Mesmo com a derrota, o CEMDEF se classificou em segundo lugar no grupo com seis pontos, e enfrenta a Andef-RJ, que no final da tarde desta sexta-feira, aplicou 5 a 0 no Caira. Enquanto que o Vasco passou em primeiro da chave, com nove. Já na outra partida da chave, o Arouca-RJ, que terminou em terceiro, com três pontos, ganhou da SMEL ADMC-SP por 4 a 0. A equipe paulista não somou pontos em nenhum dos três jogos.

Ainda nesta sexta-feira foram do grupo B. A partida entre as equipes sul-mato-grossenses ADD e Ativa terminou em empate por 4 a 4. Com esse resultado, a ADD-MS rebaixada para divisão de acesso na temporada 2018, juntando-se assim à ADMC MOGI-SP, que compôs o Grupo A..

Fonte: cpb.org.br

Geraldo Rosenthal é ouro em Brasileiro de tiro esportivo em ano de bons resultados

Marco Antônio Teixeira / CPB / MPIX
Imagem

Por CPB

Geraldo Rosenthal ficou com a medalha de ouro na prova P5 pistola de ar mista 10m em pé (classe SH1) com 345-3x pontos no primeiro dia de competições do Campeonato Brasileiro de Tiro Esportivo, no Centro Militar de Tiro Esportivo (CMTE), no Rio de Janeiro. O carioca Ricardo Costa fez 337-1x pontos, ficou com o segundo lugar. A capixaba Eloísa Fernandes ficou com o bronze e 304-3x pontos. Rosenthal ainda ficou com a prata ao anotar 224.4 pontos na prova P1 pistola de ar (classe SH1), sendo superado nos últimos 4 tiros por Ricardo Costa (227 pontos). Joaquim Santos ficou com o bronze e 200.3 pontos.

“Foi um bom dia, mas poderia ter sido melhor. Sei que fiquei bem abaixo do que posso fazer na prova que me deu o ouro.", avaliou Geraldo. Embora o resultado não tenha sido perfeito, é um exemplo da boa fase do atirador de 42 anos, nascido em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. Ele tem sido presença frequente em pódios.

Em fevereiro deste ano, ele garantiu dois bronzes na etapa de Al Ain, nos Emirados Árabes, da Copa do Mundo de Tiro Esportivo, na prova P4 pistola 50m misto (SH1) e P5 pistola de ar 10m em pé, classe mista (SH1). Em setembro, ficou com o ouro na etapa de Ojisek, na Croácia, quebrando também o recorde das Américas na mesma prova. Ele também foi ao pódio três vezes na II Copa Sul-Americana de Tiro Esportivo, em setembro, no Rio de Janeiro.

“Essa preparação foi toda focada no Mundial do ano que vem, quero uma vaga lá. Então eu vou a todas as provas que puder, a experiência ajuda. Atiro também pra aprender a controlar a ansiedade. O tiro esportivo é diferente de outras modalidades porque é muita precisão, ganha a prova quem desliza menos”, explicou o atleta que tem uma má formação na mão direita, conhecida como Síndrome de Poland. O Mundial de tiro esportivo paralímpico será em maio, na Coreia do Sul e esta edição do Campeonato Brasileiro no Rio de Janeiro é fundamental para a formação da delegação nacional que irá à competição.

Como parte de sua preparação, Geraldo também atira em todas as provas de pistola, que vão do número um ao cinco, por acreditar que as competições se completam. Ele encarará os alvos até domingo, último dia da competição.

Nas outras provas do dia, Beatriz da Cunha (356 pontos), Eloísa Fernandes (343 pontos) e Andreia Lima (307 pontos) formaram o pódio na P2 pistola de ar feminino (SH1). Na R7 Carabina .22 3 posições- 50m (SH1), Carlos Garletti levou o ouro com 1.076 pontos, seguido por Benedito da Silva (962 pontos) e Luiz Azevedo (874 pontos). Na R9 - Carabina.22 deitado misto (SH2), Alexandre Galgani (605,5 pontos) e Flávio Campos (544,7 pontos) formaram o pódio.

Patrocínio
O tiro esportivo paralímpico é patrocinado pelas Loterias Caixa

O evento
O Campeonato Brasileiro de Tiro Esportivo ocorre de 10 a 12 de novembro no Centro Militar de Tiro Esportivo, (CMTE). A competição é organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro no mesmo local em que foram realizadas as disputas da modalidade nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Serviço
Horário
Sábado – 11/10 – 9h às 12h e 14h às 17h
Domingo – 12/10 – 9h às 12h30
Local: Centro Militar de Tiro Esportivo (CMTE) - Av. Brasil, 26.196 - Gericinó – RJ

Fonte: cpb.org.br

Memorial da Inclusão: história, informação, cultura e acessibilidade para pessoas com e sem deficiência

Desde 2009, o espaço expõe mostras temporárias e permanente sobre o movimento e as lutas por direitos e protagonismo das pessoas com deficiência

Painel sobre Esportes do Memorial da Inclusão

O Memorial da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência foi inaugurado em 3 de dezembro de 2009, data que celebra anualmente o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo criou o espaço com mais de 700 imagens com momentos importantes de avanços e conquistas das pessoas com deficiência. Reúne arquivos com recursos acessíveis expostos em cerca de 700 metros quadrados.

Coordenado por Elza Ambrosio, o Memorial da Inclusão recebe diariamente o público em geral e também estudantes do ensino público, crianças e jovens que têm a oportunidade de conhecer mais sobre o local, que reúne informações sobre os militantes pelos direitos da pessoa com deficiência, os murais e arquivos com recursos acessíveis.

O Memorial está sediado na parte térrea da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, na Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, bairro Barra Funda, capital paulista. O espaço está disponível para visitas de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h e aos sábados, das 13h às 17h, exceto feriados, com entrada franca. Não existem restrições para visitantes; todos podem prestigiar. As visitas são monitoradas, de segunda a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados a partir das 13h, exceto feriados.

A coordenadora do Memorial, Elza Ambrosio, apresenta painel a visitantes

Por dentro do Memorial

O Memorial conta com diversos painéis abordando vários temas: Movimento Social, Reabilitação e Secretaria, os Sentidos da Comunicação, Paradesporto, Linguagens e Direitos. Também há a Sala dos Sentidos, que gera bastante curiosidade em virtude de apresentar aos visitantes experiências sensoriais diversas relacionadas a audição, visão, tato e olfato, como cheiros distintos e barulhos inusitados em plena escuridão. “A Sala dos Sentidos é uma oportunidade de reflexão e debate sobre os sentidos humanos; de como utilizamos todos os sentidos não apenas para construir o conhecimento ao longo da vida, como também para a comunicação entre os indivíduos”, explica a coordenadora.

Há possibilidade também de conhecer o Memorial da Inclusão por meio de tour virtual. O site, em 3D, apresenta mapa do local e a possibilidade de acompanhar o acervo e sua estrutura.

O Memorial também recebe exposições temporárias que percorrem caminhos inclusivos. Atualmente, “Criação e Movimento: experiência corporal através de elásticos”, organizada pela Cia de Rodas para o Ar está em cartaz. O projeto teve início em 2015 e a exposição ficará disponível no Memorial da Inclusão até o dia 28 de novembro.

Lançamento do Memorial da Inclusão, em 2009, pela Secretária, Dra. Linamara Battistella

Pessoas interessadas em trazer exposições no Memorial da Inclusão precisam ficar atentas ao site, pois o processo de inscrição ocorre anualmente no endereço virtual, desde que atendam a proposta da exposição ter relação com a pessoa com deficiência, bem como agregar recursos acessíveis para que todos possam prestigiar.

Memorial Itinerante

O Memorial da Inclusão, por meio de suas exposições itinerantes, passa por vários municípios do estado de São Paulo, disseminando momentos históricos de luta das pessoas com deficiência. A ideia é que todos, de fato, possam prestigiar a mostra do acervo original exposto na capital paulista.

Vários municípios do estado de São Paulo já receberam a exposição itinerante do Memorial, dentre os quais: Mogi das Cruzes, Jundiaí, Araçatuba, Barretos Cruzeiro e São Carlos, entre outros. As apresentações já realizadas são: “Exposição sobre o movimento social das pessoas com deficiência” e a “História das Paralimpíadas”.

A exposição “Grandes Nomes, Grandes Feitos”, em Barretos, é a mais recente, relatando sobre personalidades com deficiência. Com recursos acessíveis, é possível prestigiar, por exemplo, a “Ode à Alegria”, da 9ª Sinfonia de Beethoven, por meio de um display. Beethoven apresentava deficiência auditiva quando compôs essa e outras sinfonias.

Pensando na adequação do local, o Memorial já disponibilizou exposições nas versões: retrátil, menor e maior. O representante do município interessado precisa entrar em contato com o Memorial da Inclusão com o intuito de checar a disponibilidade para receber a exposição itinerante.

Visitantes ouvem a história das pessoas com deficiência pelo corpo técnico do Memorial

Virada Inclusiva, ação do Memorial: fim de semana com lazer e inclusão

Iniciada em 2010, a Virada Inclusiva é uma ação coordenada pelo Memorial da Inclusão para comemorar o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência, 3/12. Em geral, a Virada ocorre no fim de semana próximo a esta data. Incentiva e possibilita que pessoas com e sem deficiência possam estar juntas em ações inclusivas nas ruas, praças, parques, museus, teatros, salas, estações de metrô, e todos os espaços possíveis. Conta com o apoio da Abaçaí, organização social de cultura, além de diversos parceiros. Em sua oitava edição, a Virada Inclusiva reúne e congrega pessoas com e sem deficiência em centenas de atrações simultâneas pelo estado de São Paulo. Em 2017, acontece em 1º, 2 e 3 de dezembro.

A Virada Inclusiva contou, em 2016, com cerca de 200 municípios e mais de mil atrações culturais, esportivas e de lazer pelo estado de São Paulo. Foi inspirada pela Virada Cultural, evento anual criado na cidade de São Paulo e que conta com diversas apresentações artísticas.

Apresentação cultural durante a Virada Inclusiva

É possível, além de prestigiar a Virada, ser voluntário. Trata-se de uma oportunidade única de agregar conhecimento social e destinar um tempo para um evento inclusivo, que visa o empoderamento e lazer da pessoa com deficiência.


É possível, além de prestigiar a Virada, ser voluntário. Trata-se de uma oportunidade única de agregar conhecimento social e destinar um tempo para um evento inclusivo, que visa o empoderamento e lazer da pessoa com deficiência.
 
A produtora da Virada Inclusiva, Eliana Filinto afirma que tem por expectativa receber número imensurável de pessoas e deu início, recentemente, ao processo de organização da programação. “Em breve teremos novidades”, reitera.
Para informações sobre como atuar como voluntário na Virada Inclusiva e também acompanhar a programação, acesse: http://viradainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/paginas/evento.html

Para integrar o calendário da Virada Inclusiva Edição 2017, a Secretaria está convidando artistas, individuais ou grupos, para apresentar-se voluntariamente, nos dias 02 (sábado) e 03 de dezembro (domingo), nas estações da CPTM Barra Funda, Brás, Luz, Osasco e Tamanduateí; e nas estações do Metrô Sé, Paraíso e República.
 
SERVIÇO
 
MEMORIAL DA INCLUSÃO 
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, bairro Barra Funda, capital paulista.
Visitas: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h e aos sábados, das 13h às 17h, exceto feriados, com entrada franca.


NEUROCAR - Brasileiro cria sistema para cadeirante estacionar seu carro através de pequenos gestos do lado de fora do veículo! - Veja o vídeo.



Garanto que assim como eu, se você também visse um carro se movimentando com simples comando por gestos acharia que estava assistindo um filme futurista, certo? Pois saiba que isso não é coisa de filme, mas é real!

O estudante de Engenharia Biomédica, Guilherme Gomes, desenvolveu uma tese de conclusão que acabou resultando no projeto do Neurocar, um sistema para carros que funciona através de gestos realizados com a mão ou outra parte do corpo e coletados através de um grupo de sensores posicionados no braço. Porém, esta ideia é apenas um conceito, pois o produto será lançado para funcionar através de um smartphone!

Veja o vídeo:


"Desde o começo da minha graduação em engenharia, sempre imaginei que deveria existir uma forma mais simples de dirigir os veículos, que facilitasse principalmente nas manobras. Hoje, este conceito surge de forma bem tímida no mercado de automóveis estrangeiro, porém em carros de alto luxo e de elevado preço (como os autônomos, ou com algum tipo de controle assistido). Então a idéia foi de aplicar este mesmo conceito utilizando carros e tecnologias nacionais.diz, Gulherme.


O projeto foi desenvolvido utilizando um carro popular, mas a idéia é que se utilize em modelos procurados por condutores PCD e que já contam com direção elétrica e câmbio automático.  Hoje a BMW Serie 7, o Audi A7 (que será lançado ano que vem) já começam a vir com alguns recursos tecnológicos como o controle remoto. Mas o Neurocar já traz tudo isso num modelo popular, para que todos possam ter acesso. 

Por enquanto, Guilherme está trabalhando no projeto para atender às normas de mercado e do Inmetro para que logo em seguida seja lançado para venda com um preço justo, conforme afirma Guilherme: "Não sabemos ainda o preço final que o produto chegará no mercado, mas a idéia é que ele se torne atraente o suficiente para que as pessoas consigam ter em seus veículos um recurso desse tipo, mesmo sendo modelos populares."

As primeiras pessoas a manifestarem interesse e quiserem adquirir o produto, pode entrar em uma lista de espera para que seja realizada a instalação do sistema em seu veículo. Uma vez consolidado no mercado, a ideia é que o kit de adaptação seja disponibilizado em estabelecimentos que tratam de assuntos automotivos e representem a marca.

Quem tiver interesse, deve entrar em contato pelo e-mail neurocarbrasil@gmail.com , outotaltechengenharia@gmail.com e o site (que ainda está em construção) www.neurocar.com.br, registrar na newsletter e aguardar nosso contato próximo sobre o lançamento do produto.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Menina surda desenvolve a fala após implante: 'Cada novo som é uma festa', diz mãe - Vejam os vídeos.

‘Ela ficou encantada quando ouviu o barulho do próprio xixi’, conta a mãe de Júlia, de 3 anos, que passou por procedimento em Bauru. Centrinho é referência na reabilitação de surdos; inclusão deles ganhou repercussão como tema da redação do Enem.

Por Mariana Bonora e Tiago de Moraes, G1 Bauru e Marília

Com implante coclear, a pequena Júlia pode desenvolver a audição e, por consequência, a fala (Foto: Kátia Fugiwara de Oliveira/Arquivo pessoal )
Com implante coclear, a pequena Júlia pode desenvolver a audição e, por consequência, a fala (Foto: Kátia Fugiwara de Oliveira/Arquivo pessoal )

Nesta sexta-feira (10) é comemorado o Dia de Prevenção e Combate à Surdez. A data reforça a importância das formas de reabilitação das pessoas que nasceram surdas ou perderam a audição por algum motivo.

Click AQUI para ver os vídeos

Em Bauru (SP), o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-faciais da USP, conhecido como Centrinho, desenvolve um trabalho que é referência na reabilitação dos surdos por meio de implantes, dando possibilidade dessas pessoas desenvolverem a audição. Foi um desses implantes que mudou a vida da pequena Júlia Bezerra, de apenas 3 anos.

Com implante coclear bilateral, a menina ouve normalmente e está desenvolvendo a fala. Para isso ela é acompanhada diariamente pela equipe multidisciplinar do Serviço de Educação e Terapia Ocupacional do Centrinho.

Resultado de imagem para Com implante feito em hospital de Bauru, menina surda começa a ouvir e desenvolve a fala
Com implante feito em hospital de Bauru, menina surda começa a ouvir e desenvolve a fala

A bióloga e mãe da Júlia, Claudeany Bezerra Pereira, conta que a menina nasceu prematura e ficou 11 dias na UTI. Exames apontaram que a bebê tinha uma cardiopatia chamada de Comunicação Interatrial (CIA), conhecida como sopro no coração, que causa uma espécie de buraco no órgão onde os sangues venoso e arterial se misturam, provocando aumento no fluxo de sangue que vai para o pulmão.

“Nós ficamos focados nesse problema e não fizemos os testes como o da orelhinha, do olhinho. Só quando a Júlia tinha um ano que nós percebemos que havia algo errado. Ela falava muito pouco, umas três palavras como 'mamãe, papai e não', além de gesticular muito. A gente via que ela se esforçava e não conseguia falar”, conta Claudeany.

Depois de vários exames, Júlia foi diagnosticada com perda auditiva severa nos dois ouvidos e a família, que é do Pará, iniciou uma peregrinação em busca de tratamento. Eles descobriram que a esperança da menina ouvir estava no implante coclear, conhecido como ouvido biônico, no qual o Centrinho é pioneiro.

Após a viagem de quase 3 mil quilômetros, a Júlia fez o primeiro implante coclear com 2 anos. A equipe de reportagem da TV TEM acompanhou a ativação do implante no ano passado, que permitiu que ela ouvisse a voz da mãe pela primeira vez. E a partir daí cada som foi uma nova descoberta, segundo a mãe.

“É engraçado, mas o som que eu acho que foi marcante para ela foi ouvir o xixi dela. Ela ficou encantada com o barulho, ela sabia o que era fazer xixi, mas ela nunca tinha ouvido o barulho. Então ela ficou me chamando e apontando a orelha, como se tivesse falando ‘você está ouvindo mamãe, o barulho que eu faço’”, lembra Claudeany.

O som da chuva também foi um dos que despertaram a emoção na mãe pela reação da menina. “A gente mostrava a chuva para ela, colocava a mãozinha dela para ela sentir, mas ela não conseguia ouvir o barulho. O dia que ela ouviu a chuva foi muito emocionante, ela ficou no jardim de inverno observando e me chamando para ouvir também.”

Júlia fez a cirurgia do implante com 2 anos no Centrinho de Bauru (Foto: Claudeany Bezerra Pereira / Arquivo pessoal )
Júlia fez a cirurgia do implante com 2 anos no Centrinho de Bauru (Foto: Claudeany Bezerra Pereira / Arquivo pessoal )

Ouvido eletrônico

O implante coclear é um dispositivo auditivo eletrônico e é inserido por meio de uma cirurgia, dentro de uma parte interna do ouvido, que recebe o nome cóclea, e exerce a função das células possibilitando a percepção dos sons pelo paciente.

“Quando o paciente tem uma perda profunda na audição, o aparelho convencional não é suficiente para dar aquisição de linguagem por isso a reabilitação é com implante coclear, no qual nós somos pioneiros. Para as crianças que nascem surdas ou com perda profunda é importante que façam o implante coclear até os 2, 3 anos”, explica Luiz Fernando Lourençone, médico do Centrinho.

“O trabalho visa à reabilitação da criança depois do implante, porque não basta só colocar o implante e ir para casa, a criança precisa do acompanhamento dessa equipe multidisciplinar para aprender a ouvir e identificar cada som novo. E tudo isso precisa estar integrado com a família e também a escola, e nesse aspecto que a gente procura contribuir”, explica a chefe do serviço, Márcia Fernandes Morais.

E assim, cada novo som identificado pela Júlia é uma vitória. “Não é tanto o primeiro som que ela ouviu, mas as coisas do dia a dia, cada novo som é um motivo de festa, parece uma coisa simples para gente que sempre ouvir, mas para a Júlia e para mim como mãe não é”, diz Claudeany.

Júlia é acompanhada pela equipe multidisciplinar do Serviço de Educação eTerapia Ocupacional (Foto: Tiago de Moraes/G1 )
Júlia é acompanhada pela equipe multidisciplinar do Serviço de Educação eTerapia Ocupacional (Foto: Tiago de Moraes/G1 )

Ajudando a ouvir

O Centrinho realiza por mês cerca de 400 adaptações de aparelhos de amplificação sonora individual, que são aqueles aparelhos mais comuns para perdas auditivas leves e moderadas. De implantes cocleares como o da Júlia, implantados de forma cirúrgica, são de 8 a 10 mensais. Além das próteses ancoradas no osso, para aqueles pacientes que têm alguma mal formação na orelha, sendo feito dois implantes como esse por mês em média.

A auxiliar de escritório Itamara Caroline da Silva passou por esse procedimento no Centrinho no ano passado. A jovem de 26 anos nasceu com a síndrome de Treacher Collins que causa mal formação na face, afetando a audição, a fala e a respiração. Por causa da síndrome, Itamara não tem as orelhas e antes da prótese, utilizava um aparelho de amplificação sonora que permitiu que ela conseguisse identificar os sons ao redor dela.

“Eu costumo dizer que eu comecei a viver de verdade com 20 anos, porque foi quando eu ganhei o aparelho auditivo. Lembro até hoje do dia que ele foi ativado veio aquela explosão de sons e no meio de tudo isso eu consegui identificar o som de um passarinho, foi muito emocionante, me senti livre”, lembra.

Resultado de imagem para Jovem que nasceu sem orelhas por causa de síndrome consegue ouvir após implante
Jovem que nasceu sem orelhas por causa de síndrome consegue ouvir após implante

Ela conta que a adaptação não foi fácil. Pelo fato dela não ter as orelhas, o aparelho era utilizado com um arco que muitas vezes pressionava a cabeça e oxidava com frequência, além dos ruídos. Mas a vontade de ouvir era mais forte e o aparelho possibilitou que se comunicasse muito melhor e que se aproximasse das pessoas.

“Antes eu tinha muita vergonha até de conversar com a minha família, com medo de não entender o que eles falavam. Hoje eu sou uma pessoa muito mais feliz.”

Antes do uso do aparelho, ainda adolescente, Itamara passou por uma cirurgia para implante de orelhas que não deu certo. “Foi uma grande decepção porque além de querer escutar, eu tinha um sonho de ter orelha para poder colocar o cabelo atrás dela, era uma coisa simples, mas eu achava muito bonito e queria poder fazer isso.”

Com a prótese ancorada no osso, procedimento realizado no Centrinho em Bauru, Itamara consegue ouvir com mais clareza (Foto: Itamara Caroline da Silva / Arquivo pessoal )
Com a prótese ancorada no osso, procedimento realizado no Centrinho em Bauru, Itamara consegue ouvir com mais clareza (Foto: Itamara Caroline da Silva / Arquivo pessoal )

Já com a prótese óssea, a adaptação foi muito mais fácil. Nesse caso um pino implantado por meio de cirurgia na cabeça próximo ao local onde seriam as orelhas e com um transmissor, que fica acoplado na parte externa, a pessoa consegue ouvir com mais clareza.

“A adaptação foi muito fácil, nem percebo a prótese na minha cabeça e consigo entender perfeitamente o que as pessoas falam, não tenho mais medo de me aproximar delas, conversar, sou muito mais independente. Só preciso superar o medo de falar ao telefone”, conta.

Sistema FM

A reabilitação das pessoas surdas teve um ganho com o sistema FM que pode ser utilizado por pessoas que usam tanto os aparelhos amplificados como os que são implantados, seja o coclear ou prótese óssea ancorada.

A eficácia dele, especialmente em termos da inclusão na educação, foi comprovada em pesquisa realizada pela Faculdade de Odontologia da USP (FOB).

Em 2013, uma portaria do Mistério da Educação estabeleceu fornecimento gratuito pelo SUS dos componentes que permitem o uso desse sistema para estudantes de 5 a 17 anos.

O sistema possui dois componentes - um de transmissão, uma espécie de microfone que fica com o professor na sala de aula, por exemplo, e transmite a fala em frequência modulada para o outro componente que é o receptor acoplado no aparelho amplificador ou nos implantes. Segundo a fonoaudióloga da seção de implante coclear do Centrinho, Liége Franzini Tanamati, o sistema diminui os ruídos e facilita a aprendizagem.

“Por mais moderno que seja o dispositivo do implante, só ele não resolve todas a questão dos ruídos, especialmente em sala de aula, e o sistema consegue melhorar isso. Para a criança que está em processo de linguagem e tem dificuldade de ouvir o que professor está falando é um ganho muito importante.”

Moséis começou a tocar violino com 7 anos e o uso do aparelho amplificador sonoro e do sistema FM facilitaram a aprendizagem tanto na escola como na música (Foto: Marta Amancio / Arquivo pessoal )
Moséis começou a tocar violino com 7 anos e o uso do aparelho amplificador sonoro e do sistema FM facilitaram a aprendizagem tanto na escola como na música (Foto: Marta Amancio / Arquivo pessoal )

O estudante Moisés Amancio da Silva de 19 anos utiliza o sistema no aparelho amplificador sonoro, que ele usa desde os 14 anos, e conta que foi muito importante para o aprendizado dele, inclusive na música.

Moisés toca violino desde 7 anos, e a perda auditiva profunda no ouvido direito e moderada no esquerdo, descoberta somente quando ele tinha 4 anos, não impediu que ele se desenvolvesse como músico. 

“Na verdade acho que a música até foi um estímulo para aprimorar a audição e com o aparelho e o sistema FM tudo ficou bem melhor no meu dia a dia, eu passei a ouvir bem melhor o professor, facilitou muito meus estudos. Recentemente eu estava tirando carta de motorista e durante as aulas teóricas o professor usou o sistema e isso facilitou muito também”, conta o jovem que recentemente passou em um processo seletivo em primeiro lugar para curso de logística.

A inclusão desse público, em especial na educação, também  ganhou destaque ao ser tema da redação do Enem deste ano.

Fonte: g1.globo.com


Como um grupo de jornalistas surdos conseguiu lançar um dos programas mais assistidos em Moçambique - Veja o vídeo.

No ar desde fevereiro, a TV Surdo trata de temas ligados a pessoas com deficiências e também do noticiário em geral, principalmente saúde e esporte; repórter da BBC Brasil acompanhou os bastidores.

por BBC Brasil

No ar desde fevereiro, atração já está entre as mais populares aos domingos (Foto: BBC)
No ar desde fevereiro, atração já está entre as mais populares aos domingos (Foto: BBC)

"Olá, nós somos a TV Surdo, a mídia inclusiva. Hoje entramos na sua casa para 30 minutos de muita informação". Assim, Sousa Pinto Camanguira e Carla Xerinda recebem os telespectadores para um programa de notícias, transmitido nas manhãs de domingo pela principal emissora de Moçambique. Surdos, eles falam em língua de sinais moçambicana e são acompanhados por uma narração em português, língua oficial do país.

A atração entrou no ar em fevereiro. Poucos meses depois, em setembro, a TV Surdo já ingressava na lista dos programas mais vistos aos domingos, ao lado de concorrentes brasileiros que caíram no gosto local, como Programa do Gugu, Domingo Espetacular e A Hora do Faro (todos da Record TV).

Click AQUI e assista ao vídeo.

"Existe muito acesso a informação para ouvintes. Mas não para pessoas surdas. Esse é o nosso papel. As pessoas surdas precisam ser informadas", diz Sousa, que também é o criador e diretor da TV Surdo.

Existem mais de 60 mil pessoas surdas em Moçambique. Dois terços delas não sabem ler nem escrever português, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Jornalismo de superação

As reportagens do programa abordam temas ligados a pessoas com deficiências, mas também o noticiário em geral, principalmente saúde e esporte. Nos bastidores, a realidade da produção é em si um exemplo de jornalismo de superação.

A redação é formada por oito jornalistas - sete deles surdos e um cadeirante. Além do repórter e do operador de câmera, há um terceiro integrante fundamental na equipe que sai às ruas: o intérprete. Todo o trabalho é feito com a intermediação dele. Na TV Surdo, são dois.

Sem apoio na escola, Sousa levou 13 anos para cursar até a 6ª série (Foto: BBC)
Sem apoio na escola, Sousa levou 13 anos para cursar até a 6ª série (Foto: BBC)

Há vezes ainda, durante a gravação, em que é preciso encontrar um tradutor para o intérprete, porque o entrevistado não fala português - em Moçambique, são faladas mais de 30 línguas. Certa vez, para produzir uma só reportagem, foi preciso se comunicar em três línguas e fazer duas traduções.

Nenhum dos jornalistas surdos cursou ensino superior. Na verdade, a maioria nem concluiu o ensino regular. Com dificuldades para acompanhar as aulas, os jornalistas da TV Surdo foram abandonando a escola - sua formação em jornalismo vem de um curso intensivo oferecido por uma ONG.

José Fernando Mulambo, repórter cinematográfico, cursou até a segunda classe, equivalente ao segundo ano do ensino fundamental no Brasil. Jorge Elias Mavamba, também repórter cinematográfico, foi até a quinta classe. Felismina Banze, editora, chegou à nona classe. Beatriz Majope, fotógrafa, e Lizete Vieira, repórter, fizeram até a décima.

A apresentadora Carla é a única que concluiu a décima segunda classe, e agora está no segundo ano no ensino superior.

Sousa, o diretor, estudou até a sexta. Levou treze anos, de 1982 a 1995, para completar um ciclo que deveria ter levado apenas seis anos. O jornalista precisou repetir cada ano duas vezes. "Quando terminei a sexta classe, eu já deveria estar na universidade."

Acesso à informação

A redação é formada por oito jornalistas, sete deles surdos e um cadeirante (Foto: BBC)
A redação é formada por oito jornalistas, sete deles surdos e um cadeirante (Foto: BBC)

Sousa ficou surdo aos 6 anos, depois de uma meningite. Assim como ele, seis de cada dez pessoas surdas em Moçambique não nasceram surdas, mas tiveram alguma doença que provocou a perda de audição.

De repente, assistir televisão com a família deixou de ser um divertimento. Havia momentos em que todos riam, menos Sousa. Ele perguntava qual era o motivo das risadas e lhe respondiam que iriam lhe explicar depois. Mas, muitas vezes, o "depois" nunca chegava.

Isso acontecia com outros colegas surdos. Quando se encontravam, conversavam sobre os programas de televisão para ver o que cada um tinha entendido. Afinal, do que os parentes riam? Foi assim que surgiu a ideia de criar a TV Surdo.

"As pessoas surdas recebem 'informações escuras'. A informação é dada, mas a pessoa surda não pode perceber. É assim na rádio, na televisão, nas escolas, nos hospitais", fala o criador do programa.

"A língua portuguesa é muito difícil para pessoas surdas. Por isso, devem aprender primeiro a língua de sinais, depois o português. A TV Surdo é uma oportunidade de se informarem pela língua de sinais", diz Sousa.

Ele chegou à escola especial com oito anos, sem saber nada da língua de sinais moçambicana. Foram os amigos que lhe ensinaram, pouco a pouco. Juntos, eles iam construindo o seu novo vocabulário, começando pelo universo do colégio e das crianças: caderno, cadeira, árvore, pássaro.

Apesar de a turma ser formada apenas por crianças surdas, as aulas não eram em língua de sinais. "Os professores só usavam língua oral. É um desrespeito. Dentro da sala, ficávamos calados. Se o professor nos visse conversando em língua de sinais, dava palmatória", lembra Sousa.

Foram muitas as vezes em que ele e os amigos cabularam a aula e foram para um parque perto da escola. "Tinha balanços, brinquedos, mas a gente não usava. O que nós gostávamos de fazer era conversar. Sentávamos e conversávamos todo o tempo, até a hora de ir para casa."

Era um momento precioso. Muitas vezes, nem em casa as crianças surdas conseguiam conversar, porque suas famílias tampouco falavam língua de sinais.

Como diretor do programa, Sousa quer levar informação para deficientes auditivos (Foto: BBC)
Como diretor do programa, Sousa quer levar informação para deficientes auditivos (Foto: BBC)

Hoje, já se usa língua de sinais nas escolas especiais para surdos em Moçambique, mas a maioria das crianças com a deficiência não tem acesso a elas.

"As crianças surdas precisam de oportunidades iguais na educação. Não pode haver diferença. Não podem esperar ou depender da boa vontade das pessoas. É preciso ver como as pessoas surdas aprendem e preparar material adequado", diz o diretor da TV Surdo.

Redação do Enem

O diretor de advocacia e saúde da TV Surdo, Emerson Chiloveque acompanhou com interesse o debate sobre o tema da redação do Enem de 2017, sobre o desafio da educação dos surdos no Brasil.

"Vi que esse tema pegou as pessoas desprevenidas. O fato de ter havido um tema desses em um exame de admissão à universidade já é um grande passo. Tudo que está debaixo do tapete precisa ser exposto. Mas não se trata de um confronto. Agora é preciso aprofundar esse debate. Só falar sobre a pessoa surda não vai resolver", opina.

Único integrante do grupo que fez ensino superior, Chiloveque é um exemplo do caminho tortuoso dos surdos para chegar à faculdade.

Ele queria ir à universidade. Não passou no exame de admissão em universidades moçambicanas, então buscou bolsas de estudo fora do país. Concorreu e foi aceito na Rússia, um país parceiro de Moçambique desde a luta pela independência de Portugal. A necessidade de falar em russo, idioma que assustaria muita gente, não o deteve. Aprendeu a ler em russo e contou com o apoio dos professores locais.

Chiloveque estudou Relações Internacionais e História na Universidade Pedagógica de Tula. Na Rússia. Em russo.

Nenhum dos jornalistas surdos da equipe do programa cursou ensino superior (Foto: BBC)
Nenhum dos jornalistas surdos da equipe do programa cursou ensino superior (Foto: BBC)

Na TV Surdo, ele é a única pessoa que, apesar de não ouvir, fala português. Ficou surdo aos 18 anos, devido a uma meningite, e conservou a fala. Naquela altura, estava terminando a escola. Teve que ficar um ano afastado e, quando voltou, "não compreendia absolutamente nada".

Para conseguir concluir, criou seu próprio método de estudo: emprestava cadernos de colegas e copiava as anotações. Em casa e na biblioteca, estudava sozinho.

"A minha história é diferente porque eu não nasci surdo. A maioria dos surdos em Moçambique tem uma educação muito pobre, tem dificuldade de leitura e escrita em português. A maioria não consegue chegar à décima classe. Há uma desistência muito grande. Temos que parar com esse ciclo", diz. "Pode haver outro Emerson a espera de oportunidades."

Além da produção de reportagens, a TV Surdo também realiza palestras de saúde. Um dos assuntos é o HIV, a principal causa de morte de adultos em Moçambique. Nos últimos meses, Emerson Chiloveque visitou escolas para falar sobre o tema com jovens surdos. E viu que muitos não tinham informação a respeito, ao contrário dos jovens ouvintes.

A dificuldade de comunicação com os surdos leva à falta de informação, diz ele. "Temos mostrado a necessidade de existir uma comunicação inclusiva. Queremos transmitir informação de forma inclusiva."

Língua de sinais

Tive a oportunidade de conviver na redação da TV Surdo em outubro, como parte de uma formação para jornalistas moçambicanos. Ali, eu era uma das únicas pessoas que não falava a língua de sinais. Quem não podia se comunicar era eu, não eles.

"Vamos fazer um exercício de substituição", propôs Sousa. "Se há 900 mil pessoas ouvintes e 100 mil pessoas surdas, as pessoas surdas são a minoria. Mas se há 900 mil pessoas surdas e 100 mil pessoas ouvintes, os ouvintes são a minoria. Então, quem teria dificuldade na comunicação seriam os ouvintes. Se existissem muitos surdos, os ouvintes iriam querer aprender língua de sinais para não se sentirem excluídos."

Muito acolhedora, a equipe da TV Surdo se esforçou para me incluir. Com paciência, foi me ensinando novos sinais, embora eu não tenha conseguido reter mais que vinte deles. É como aprender uma língua nova. Se era difícil para mim aprender a língua de sinais, eu não podia deixar de pensar como devia ter sido (e como ainda deve ser) difícil para eles aprenderem português.

Eu tinha muita dificuldade em compreender uma conversa sozinha. Era dependente da ajuda do intérprete. Fernando, repórter cinematográfico, foi o que mais insistiu comigo. Tentava me fazer entender o que ele dizia de diversas formas e, quando eu tentava buscar o socorro do intérprete, me estimulava a tentarmos de novo. A sensação era de frustração por eu não conseguir corresponder à dedicação da TV Surdo em me ensinar a nova língua.

"Quantas pessoas surdas você conhece no Brasil?", foi a primeira pergunta que Fernando me fez. Eu fiquei desconcertada. Não conheço nenhuma. "Por que não conhece?", Fernando replicou, com a surpresa colada no rosto. Por que eu não conheço? Essa pergunta me acompanha até hoje. Segundo o IBGE, são quase 350 mil surdos no Brasil.

A experiência com a TV Surdo me ensinou muito sobre dedicação, motivação, superação, inclusão. E me ensinou sobre minha própria dificuldade de comunicação com pessoas surdas. A limitação não é só deles, é de todos nós.

*Amanda Rossi é jornalista da BBC Brasil. Entre setembro e outubro, deu aulas de jornalismo de dados para jornalistas moçambicanos, da TV Surdo inclusive.

A jornalista da BBC Brasil (de pé, ao fundo, com blusa azul) visitou Moçambique e conheceu a TV Surdo (Foto: BBC)
A jornalista da BBC Brasil (de pé, ao fundo, com blusa azul) visitou Moçambique e conheceu a TV Surdo (Foto: BBC)

Fonte: g1.globo.com