sábado, 16 de dezembro de 2017

Quatro anos após incêndio, auditório do Memorial da América Latina é reaberto em SP

Com uma área de 6 mil m², o novo auditório mantém projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer. Obra de reconstrução custou R$ 42 milhões.

Por G1 SP

Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, é reaberto 4 anos após incêndio (Foto: Johnny Wilker/ Memorial da América Latina)
Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, é reaberto 4 anos após incêndio (Foto: Johnny Wilker/ Memorial da América Latina)

O auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, foi reaberto na noite desta sexta-feira (15). O local ficou fechado por mais de quatro anos após  um incêndio destruir seu interior.

A festa de reinauguração foi restrita a convidados e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o vice prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB). A reabertura para o público ocorre neste sábado (16).

A obra de recuperação custou R$ 42 milhões. Com uma área de 6 mil m², o novo auditório multiuso mantém o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer. Ao todo, são 1.788 lugares divididos nas plateias A e B.

Tapeçaria
Também destruída no incêndio, uma tapeçaria da artista Tomie Ohtake, considerada a maior do mundo com de 840m² de área, foi refeita com material não-inflamável. Ela reveste toda a parede lateral interior do auditório.

O processo de reconstrução, a partir do croqui original da artista, foi supervisionado pelo casal de artesãos Jorge e Vera Nomiya, do Instituto Tomie Ohtake. A obra levou 200 dias para ser finalizada.

A Tapeçaria de Tomie Ohtake, totalmente reconstruída numa peça única de 840m², foi recolocada no seu local de origem, na parede lateral entre as plateias A e B. A mão-de-obra e material para a nova peça foram doadas por empresas.

Outras obras
No foyer, outras duas obras danificadas no incêndio também foram recuperadas e estão em seus lugares: a “Pomba”, escultura de Alfredo Ceschiatti que fica no alto da rampa de entrada do auditório, e o mural “Agora”, de Victor Arruda.

Cortinas, carpetes e revestimentos do auditório também foram feitos utilizando materiais antichamas para evitar que um novo incêndio possa destruir o auditório.

Obras
De acordo com o Memorial da América Latina, a reconstrução do espaço teve como prioridade a segurança, acessibilidade, conforto e visibilidade do ambiente.

A primeira fase da obra, de reconstrução da estrutura de concretagem foi concluída em abril de 2016. As obras tiveram início em outubro de 2015 e a primeira etapa custou R$ 6,5 milhões. O recurso utilizado foi proveniente do seguro do Memorial.

Na segunda fase, foram realizadas a instalação das partes cenográfica, hidráulica, elétrica, acessibilidade e ar-condicionado. Foram necessários mais R$ 4,5 milhões devido às alterações no projeto inicial para atender exigências do Corpo de Bombeiros. O valor adicional foi custeado com recursos próprios da Fundação Memorial da América Latina.

Já o recurso das poltronas foi captado pelas empresas por meio da captação do projeto incentivado pela Lei Rouanet.

Memorial da América Latina - Gnews (Foto: reprodução GloboNews)
Memorial da América Latina - Gnews (Foto: reprodução GloboNews)

Fonte: g1.globo.com

Jovem com autismo tem surto após ser deixado sem água e alimentos em casa em Cuiabá, diz polícia

Segundo a Polícia Militar, ele estava sem roupas e quebrando os móveis da casa. Testemunhas informaram que a mãe havia viajado para Goiânia em busca de tratamento médico para o filho.

Por G1 MT

Imagem Internet/Ilustrativa
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Um rapaz de 20 anos, portador de autismo, teve um surto psicótico e quebrou os móveis da casa no Bairro Pedregal, em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, ele não tinha acesso à água e estava sem alimentos.

A Polícia Militar disse ter sido informada durante a madrugada que um homem estava quebrando os móveis da casa. Ao chegar na residência, a PM encontrou o jovem identificado sem roupas;

Testemunhas disseram aos policiais que a mãe do rapaz havia viajado para Goiânia em busca de tratamento na saúde pública daquele estado. Segundo o boletim de ocorrência, os militares tentaram conversar com o rapaz, no entanto, ele encontrava-se exaltado.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada para medicá-lo. Em seguida, ele foi encaminhado para a Unidade de Pronto- Atendimento (UPA), do Bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

A PM tentou entrar em contato com a família do jovem, mas não conseguiu.

Central de Libras permanece fechada por falta de profissionais em Juiz de Fora - Veja o vídeo

Instituição inaugurada em 2016 oferecia intérpretes da Língua Brasileira de Sinais a pessoas com deficiência auditiva da cidade.

Por MGTV

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Central de Libras permanece fechada por falta de profissionais em Juiz de Fora

A Central de Libras de Juiz de Fora, instituição que oferece intérpretes da Língua Brasileira de Sinais a pessoas com deficiência auditiva, permanece fechada por causa da falta de profissionais para prestar serviços à população de surdos. O serviço está suspenso desde o dia 28 novembro.

Click AQUI para ver o vídeo.

Em nota, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania informou que o contrato com a empresa que fornecia intérpretes venceu no começo do dezembro e que não foi renovado por falta de interesse da própria empresa. A Secretaria de Desenvolvimento Social disse que não houve notificação do governo sobre a interrupção do serviço.

Para os surdos, a Central de Libras é uma forma de ter acesso a serviços públicos garantidos aos cidadãos, por ser uma maneira dos deficientes se comunicarem com os funcionários públicos que não sabem falar a língua de sinais.

De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população de Juiz de Fora com deficiência auditiva é de quase 26 mil pessoasm. Mais de 19 mil delas têm alguma dificuldade, 5.293 com grande dificuldade e 643 possuem perda total da audição.

Os estudantes Hiago Thales Furtado e Carlos Basílio contaram que já usaram o serviço da central muitas vezes e que agendam um intérprete e este os acompanham durante um atendimento, como uma consulta médica ou uma ida ao banco.

A Central de Libras é uma das formas de atender à lei que garante a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva. A presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Valéria Andrade disse que o governo Federal é responsável pelos equipamentos, o Estadual mantém o pagamento dos intérpretes e o Municipal cede o espaço para funcionamento da sede.

"Houve um impasse na negociação entre a empresa que contratava os intérpretes e o Estado. Não houve acordo na questão salarial e, com isso o prazo acabou vencendo, sendo interrompido os serviços que a Central presta à comunidade surda", afirmou.

Ela disse que um posicionamento já foi cobrado e que aguarda retorno. "Estamos esperando uma resposta o mais rápido possível para que os surdos tenham o direito básico de todo mundo, que é o de se comunicar", cobrou.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania informou, em nota, que o contrato com a empresa que fornecia dois profissionais intérpretes venceu no começo de dezembro e não foi renovado por falta de interesse da própria empresa. Outro processo de licitação para seleção de uma nova empresa já começou.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Social disse que não houve notificação do governo sobre a interrupção do serviço e que aguarda informações para que outras medidas possam ser adotadas, caso seja necessário.

Fonte: g1.globo.com

Carro do Detran-DF ocupa vaga exclusiva para pessoas com deficiência

Veículo, de uso administrativo, estava estacionado na quadra central de Sobradinho I; reserva de vaga especial é assegurada por decreto federal. Detran diz que servidor terceirizado já foi afastado.

Por Marília Marques, G1 DF

Carro de uso administrativo do Detran estacionado em vaga para deficientes (Foto: Arquivo pessoal/G1)
Carro de uso administrativo do Detran estacionado em vaga para deficientes (Foto: Arquivo pessoal/G1)

Um internauta fotografou um carro do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) estacionado em uma vaga exlusiva para pessoas com deficiência. A foto foi feita na quinta-feira (14), na quadra central de Sobradinho I. O carro é de uso administrativo do órgão, responsável por manter a legalidade do trânsito nas vias da capital do país.

O G1 procurou o Detran para comentar a situação. Por meio de nota, o departamento diz que o motorista do veículo pertence a uma empresa terceirizada e não é agente de trânsito da autarquia.

"Esclarecemos que o motorista em questão não faz parte do quadro regular de servidores terceirizados que prestam serviços ao órgão e foi contratado apenas para cobrir férias."

Diante da situação, o Detran disse, ainda, que o funcionário foi "devolvido" à empresa com uma recomendação de "não mais ser designado para atender ao contrato do Detran."

A reportagem questinou ainda se o condutor possui algum tipo de deficiência, mas a pergunta não foi respondida. Ainda que ele tivesse alguma deficiência, precisaria estar em um carro com a permissão para poder estacionar na vaga. A reserva de vaga especial é assegurada por decreto federal.

Situação recorrente

A moradora de Sobradinho Valéria Ribeiro, de 52 anos, tem deficiência física e viu, nas redes sociais, a foto do carro do Detran estacionado em uma vaga de uso exclusivo. A servidora pública contou ao G1 que esta não é a primeira vez em que vê a vaga ocupada irregularmente.

"Nunca consigo parar nessa vaga, porque está sempre ocupada por algum carro sem o adesivo de identificação."

Valéria coordena uma comissão de acessibilidade em um órgão público federal e diz que ficou "indignada" com a recorrência das irregularidades. A moradora de Sobradinho lembrou, ainda, que, como o local fica próximo a shoppings e a uma agência de serviços do Na Hora, as vagas de estacionamento são disputadas.

Fonte: g1.globo.com

Exposição sobre o folclore brasileiro chega ao memorial da inclusão


Lara Souto durante a abertura da exposição na Virada Inclusiva.

Para retratar as lendas, cantigas e adivinhas das histórias folclóricas do país, a exposição “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro” traz em forma de xilogravuras, a sensibilização e a celebração da cultura popular, do direito à diferença cultural e à diversidade humana.

As peças trazem uma reflexão sobre a importância da sensorialidade e acessibilidade para a construção e fluidez de uma sociedade mais inclusiva; com a apresentação de personagens com corpos diferentes que tendem a aguçar a curiosidade para a exploração das possibilidades e das percepções corporais.

Entre os personagens escolhidos estão: o Saci, um garoto negro e travesso, de uma perna só; o Curupira, um homem com nanismo com o corpo revestido de pelos, cabelos longos e avermelhados e pés virados para trás; a Iara, uma sereia, criatura que é metade mulher e metade peixe; além da Lenda da Mandioca e do Nascimento da Noite.

Serviço:

Exposição temporária “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro”

Data de visitação: 12 de dezembro 2017 a 31 de janeiro de 2018, das 10h às 17h e aos sábados, das 13h às 17h, exceto feriados e emendas

Acessibilidade: Audiodescrição, interpretação em Libras, xilogravura tátil e caixas sensoriais

Local: Memorial da Inclusão, sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10, Barra Funda, São Paulo/SP (Próximo da Estação Palmeiras – Barra Funda, do Metrô – CPTM)

Informações: (11) 5212-3727


Lavrador baiano cria cadeira adaptada para filho com deficiência rara - Veja o vídeo.

Encontro estudantil trouxe outras novidades, como a empada de palma

Joaquim (ao fundo, de azul) criou cadeira adaptada para o filho Erick, de 10 anos (Betto Jr./CORREIO)

O lavrador Joaquim Silva Castão, 49 anos, foi pego de surpresa em 2009. Ele descobriu que seu filho estava com Artrogripose, um tipo raro de deficiência, que dificulta o movimento dos membros inferiores. Quando foi diagnosticado com a doença, Erick Silva, 10 anos, começou a usar cadeira de rodas. No entanto, a rejeição ao instrumento veio logo após os primeiros meses de uso. Após perceber a necessidade do garoto, Joaquim não mediu esforços para facilitar a mobilidade do filho.

O pai lançou mão da criatividade e criou uma cadeira diferenciada e adaptada à deficiência de Erick. A Cavalinho, como é chamada, é feita com ferro tubular e possui rodinha, banco de bicicleta e cinto de segurança.

“Na época eu não sabia nem ler direito, mas queria ajudar meu filho. Então, comecei a fazer a cadeira e ele passou a usar”, conta Joaquim.

Oito anos após a invenção, o lavrador, que hoje é estudante do projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA), no município de Livramento de Nossa Senhora, no Sudoeste baiano, exibe sua criação, com a ajuda animada do filho, o único usuário do protótipo até agora.

Ele foi um dos quatro mil alunos da rede pública que mostraram seus projetos ligados ao esporte, ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo, na tarde desta terça-feira (21), no 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O evento ocorre até quinta (23), das 8h às 18h, com entrada gratuita, pelo setor sul da praça esportiva, em frente ao Dique do Tororó.

O secretário estadual de educação, Walter Pinheiro, foi ao local para acompanhar os projetos dos alunos. “Esse é um movimento cultural e científico, mostrando que é possível dar uma sacudida na escola, sem perder o caminho dessas viagens pelas ciências duras”, afirmou.

Projetos de dança, teatro, cinema, canto-coral, música e artes visuais também fazem parte do evento.


           

Universidade desenvolve aplicativos para pessoas com deficiência


Tecnologias a Serviço das Pessoas com Deficiência

Aplicativo de audiodescrição e tradução simultânea para espetáculos ao vivo e um sistema que dá autonomia a deficientes visuais em ambientes naturais, são tecnologias a serviço das pessoas com deficiência que estão em desenvolvimento na Universidade Carlos III de Madrid, em parceria com empresas do setor privado e instituições especializadas no atendimento de pessoas com deficiência visual ou auditiva.

A Universidade Carlos III de Madrid (UC3M) está a participar, em conjunto com outras instituições do campo artístico, científico e tecnológico, no desenvolvimento de inovações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e do seu acesso à cultura e ao conhecimento.

Audiodescrição e tradução simultânea para surdos

O projeto STARTIT é um dos exemplos de apoio à deficiência. É um software desenvolvido pela Aptent, um spin-off da UC3M, com o objetivo de tornar mais viáveis e econômicas as legendas de texto, a descrição de áudio e a tradução simultânea para os centros cênicos. Com este projeto, já premiado com o prêmio de “Acessibilidade e eliminação de barreiras de comunicação” da Associação de Implante Coclear Espanhol-AICE, a Aptent procura trazer cultura teatral às pessoas com deficiência sensorial.

No projeto de Artes Escénicas Accesibles (ARESAC) confluem também a accesibilidade e o teatro. As associações de pessoas com deficiência, criadores e produtores apresentam seus pontos de vista para alcançar um objetivo comum: artes cênicas mais inclusivas para todos. Este projeto está a ser implementado através do Centro Espanhol de Legendagem e Audiodescrição (CESyA) da Royal Board of Disability do Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, um centro estatal liderado pela UC3M e que se tornou um ponto de referência em de acessibilidade audiovisual nos campos do cinema, museus, teatro e outros eventos culturais.

Tecnologia de som binaural e navegação por satélite para invisuais

Outro projeto de inovação apoiado pela UC3M tem como enfoque a forma de tornar a natureza mais acessível. A startup apoiada é a BIC Comunidad de Madrid, a Geko Navsat desenvolveu uma aplicação móvel gratuita que orienta pessoas com deficiências visuais em ambientes naturais. O aplicativo Blind Explorer usa tecnologias de som binaural (3D) e navegação por satélite para melhorar a autonomia de pessoas com deficiência visual que atravessam espaços naturais e caminhos desconhecidos.

Bebês da zika cresceram, mas alguns ainda não conseguem ver, andar ou falar

Bebê nascido com microcefalia causado pelo vírus zika em centro de reabilitação em Recife
Bebê nascido com microcefalia causado pelo vírus zika em centro de reabilitação em Recife

Adriana Zehbrauskas / The New York Times - Tradutor: George El Khouri Andolfato

À medida que os primeiros bebês com danos cerebrais causados pela epidemia da zika completam 2 anos, aqueles afetados mais severamente estão ficando cada vez mais para trás em seu desenvolvimento e exigirão cuidados por toda sua vida, segundo um estudo publicado na quinta-feira (14) pelos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

O estudo, o primeiro a realizar uma avaliação abrangente de alguns dos bebês mais velhos da zika no Brasil, se concentrou em 15 das crianças mais deficientes que nasceram com cabeças anormalmente pequenas, uma condição chamada microcefalia. Com cerca de 22 meses de idade, essas crianças apresentam o desenvolvimento físico e cognitivo de bebês com menos de 6 meses. Eles não conseguem se sentar ou mastigar e virtualmente não falam.

"A criança pode fazer alguns ruídos, mas não apresenta nem mesmo sons consonantes como 'mama, baba, dada."

Foi o que disse Georgina Peacock, autora do estudo e diretora da divisão de desenvolvimento humano e deficiência do Centro Nacional para Defeitos de Nascença e Deficiências de Desenvolvimento dos CDC.

                                Adriana Zehbrauskas/NYT
                                     
As crianças mais gravemente afetadas pelo vírus da zika levam uma vida cercada de muitos cuidados

Não está claro quantos dos quase 3.000 bebês brasileiros da zika nascidos com microcefalia apresentarão resultados tão severos quanto os das crianças no estudo, mas as experiências dos médicos que trabalham no Brasil sugerem que podem chegar a centenas.

"É de partir o coração", disse a diretora dos CDC, Brenda Fitzgerald. "Nossa expectativa é de que essas crianças exigirão uma quantidade enorme de trabalho e uma quantidade enorme de atenção."

O novo estudo, conduzido em conjunto com o Ministério da Saúde do Brasil e outras organizações, avaliou crianças no Estado da Paraíba, no Nordeste, que foi o epicentro da crise da zika. Os pesquisadores estudaram inicialmente 278 bebês nascidos na Paraíba entre outubro de 2015 e o final de janeiro de 2016. Dentre esses, 122 famílias concordaram em participar de avaliações posteriores neste ano. O estudo divulgado na quinta-feira envolve aqueles que foram considerados os mais severos desses casos, disse Peacock.

As crianças foram avaliadas quando tinham entre 19 e 24 meses de idade. Quatro das 19 avaliadas tinham muito poucos sintomas ou problemas de desenvolvimento, e os pesquisadores concluíram que foram "classificadas erroneamente" como bebês da zika, possivelmente devido a erros em exames de laboratório ou medição da cabeça.

Mas 15 crianças, oito meninas e sete meninos, apresentavam uma série de sintomas, sendo que a maioria não melhorou desde que eram bebês. Todas apresentavam habilidades motoras severamente prejudicadas, com todas, exceto uma criança, atendendo os critérios para um diagnóstico de paralisia cerebral. A maioria sofria de convulsões e problemas de sono. Oito foram hospitalizadas a certa altura, a maioria por bronquite ou pneumonia. Nove apresentavam dificuldade para comer ou engolir, algo que pode ser um risco à vida, pois a comida pode ficar presa nos pulmões ou as crianças podem se tornar desnutridas.

A maioria exibia problemas na visão e audição sérios o bastante para impedir sua capacidade de aprender e se desenvolver, disse Peacock. "As crianças não se viram ao som de um chocalho ou não conseguem acompanhar um objeto, algo que uma criança costuma poder fazer aos seis a oito semanas de idade", ela disse. "Nós suspeitamos que isso se deve a terem sofrido um dano muito grande no cérebro, a ponto de a conexão entre um objeto apresentado e sua transmissão à parte posterior do cérebro não estar acontecendo, resultando em uma deficiência cognitiva significativa."

Adriana Zehbrauskas/NYT
Os bebês apresentam problemas na visão e audição sérios o bastante para impedir sua capacidade de aprender e se desenvolver

Médicos brasileiros não envolvidos no estudo disseram que isso bate com a experiência deles. "Nossos resultados são semelhantes ao desse estudo", disse Camila Ventura, chefe de pesquisa clínica da Fundação Altino Ventura, que fornece fisioterapia, oftalmologia e outros serviços ao seu registro de 285 bebês da zika no Estado de Pernambuco.

Ela e seus colegas estão avaliando seus pacientes em conjunto com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e com a RTI International, um instituto de pesquisa sem fins lucrativos. Ela disse que um estudo piloto envolvendo 40 crianças apontou que elas não estavam balbuciando ou fazendo sons de linguagem, muitas não conseguem nem mesmo engolir leite comum, algumas necessitam de tubos gástricos e apenas duas das 40 estão andando. "As outras têm dificuldade até mesmo para manter suas cabeças levantadas", ela disse.

Agora, o número de bebês nascidos com complicações da zika tem diminuído à medida que as pessoas na região ganham imunidade, após serem picadas pelos mosquitos infectados durante a crise e à medida que algumas mulheres adotam precauções para impedir a infecção durante a gravidez. Todavia, Ernesto Marques, um especialista em doenças infecciosas da Universidade de Pittsburgh e da Fundação Oswaldo Cruz no Recife, disse que cerca de 3% de 1.000 mulheres grávidas em uma amostra recente estavam infectadas com o vírus da zika.

O problema não desaparecerá. Ainda temos casos."

Na área continental dos Estados Unidos, há registro de nove mortes do feto e 98 nascimentos vivos envolvendo defeitos de nascença associados à zika, disseram os CDC. Nos territórios americanos, foram oito mortes de feto e 142 nascimentos vivos. Os CDC estão acompanhando cerca de 7.000 mulheres grávidas com evidência de infecção pelo vírus da zika nos Estados Unidos e seus territórios. "Com certeza vimos uma diminuição do número de casos, mas não é zero", disse Fitzgerald.

No Brasil, o futuro dos bebês da zika é complicado pela pobreza e falta de recursos. "A maioria desses bebês é de um status socioeconômico baixo e depende dos cuidados fornecidos pelo sistema público de saúde", disse Marques. "É muito difícil cuidar dessas crianças porque precisam de múltiplos tipos de especialistas."

Ele disse que as intervenções mais promissoras incluem terapia para a visão e óculos fornecidos aos bebês pela Fundação Altino Ventura, assim como as injeções de botox que ajudam a relaxar os músculos rígidos. Peacock disse que um ponto positivo é que muitos bebês superaram seu choro intenso e irritabilidade inicial e parecem capazes de se acalmar ou serem acalmados por suas mães.

Mas em alguns dos casos mais severos, tratamentos como fisioterapia ou terapia ocupacional conseguem deixar apenas as crianças mais confortáveis, não melhorar seu desenvolvimento. "Esses são os piores de nossos temores", disse Fitzgerald.

As autoridades dos CDC desejam monitorar os bebês da zika por anos para entender todas as dificuldades e ver se os problemas se desenvolvem em crianças afetas de forma mais leve e "crianças que a esta altura parecem normais", disse Fitzgerald. "Precisamos continuar trabalhando nessa questão e precisamos tentar descobrir o que está acontecendo com esses bebês."


Final da Liga Nacional de Vôlei Sentado terá transmissão do SporTV 3

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Por CPB

A decisão da edição 2017 da Liga Nacional Masculina de Vôlei Sentado terá transmissão do canal SporTV 3. O duelo acontecerá na manhã deste domingo, 17, a partir das 10h (de Brasília). Dez equipes de seis unidades federativas (São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará, Paraná e Sergipe) disputam desde quinta-feira, 14, o título brasileiro. O evento é realizado pela Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD) e encerra o calendário no CT Paralímpico, em São Paulo (SP).

A transmissão do confronto será mais uma iniciativa que decorre da criação do Selo Brasil Paralímpico - parceria firmada entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e o Grupo Globo que, entre outras ações, prevê a transmissão de eventos paralímpicos. Neste ano, já foram televisionados, por exemplo, a decisão da Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 e o Prêmio Paralímpicos - que homenageou os destaques brasileiros do Movimento Paralímpico.

"Mais uma vez, ficamos muito satisfeitos pela oportunidade de ter um importante evento do nosso calendário esportivo alcançando o maior número possível de pessoas. O vôlei sentado do Brasil é bastante forte no cenário internacional, e o nosso time masculino é o atual vice-campeão mundial da modalidade. Então é de suma importância que o público tenha acesso e possa prestigiar a principal competição do vôlei sentado brasileiro pela TV", disse Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Nesta sexta-feira, 15, acontecem os duelos que encerram a fase de classificação do evento. As equipes estão divididas em duas chaves com cinco participantes cada, e os quatro melhores avançam às quartas de final. Neste sábado, 16, haverá os duelos eliminatórios que decidirão os finalistas. O atual campeão do evento e um dos favoritos no certame é o Clube dos Paraplégicos de São Paulo (CPSP).

Confira abaixo a tabela completa com os horários dos jogos deste sábado.

Quartas de final - sábado, 16/12
8h30min 1º da chave A X 4º da chave B
9h30min 1 2º da chave B X 3º da chave A
8h30min 2º da chave A X 3º da chave B
9h30min 1º da chave B X 4º da chave A
10h30min 5º da chave A X 5º da chave B

Semifinais - sábado, 16/12
15h30min e 16h30min

Credenciamento
Os veículos de imprensa que tiverem interesse na cobertura da final da Liga Nacional Masculina de Vôlei Sentado devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br até sábado, 16.

Patrocinio
O vôlei sentado tem patrocínio das Loterias Caixa.

Fonte: cpb.org.br

Israel Stroh fica com a prata no Aberto dos EUA, em Las Vegas

Imagem

Por CPB

Representante do Brasil no Aberto dos Estados Unidos de Tênis de Mesa, realizado em Las Vegas, o atleta paralímpico Israel Stroh soma mais uma prata à sua coleção de medalhas. O torneio começou na terça-feira, 13, e terminou nesta quinta, 15. O brasileiro foi derrotado apenas pelo holandês Jean Paul Montanus, na final da classe 7 masculina.

A competição contou com a participação de 12 atletas de diferentes nacionalidades, e Israel foi o cabeça de chave número dois da disputa. Nas primeiras partidas do brasileiro, contra os atletas Dustin Eier (HOL), Takuya Shibasaki (JAP) e Farell Anthony (GBR), pelo grupo B, ele levou a melhor em todas e terminou em primeiro em sua chave. Todas as disputas foram realizadas na última quarta-feira.

Nas fases eliminatórias, o brasileiro avançou direto para a semifinal por bye, e enfrentou então Nicklas Thomas Westerberg, da Suécia. Israel venceu por 3x0. Na decisão, Jean Paul, que ocupa a sétima posição no ranking da classe 7 masculina, acabou superando Israel por 3 sets a 1 e se sagrou-se campeão. O duelo terminou com parciais de 11-4, 12-10, 9-11 e 11-5.

"Foi um campeonato que mostrou uma evolução mental minha muito grande. Estava muito ansioso para ver o que aconteceria e cheguei a ter momentos ruins. Mas o que me deixou muito feliz aqui foi minha capacidade de sair de momentos delicados e me classificar para a final. Na semi eu reverti um placar adverso de 6-2 no set decisivo para vencer por 11-8", falou Israel.

*Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Fonte: cpb.org.br

SP promove 1º Seminário Acessibilidade e Desenho Universal no Contexto Urbano para arquitetos e urbanistas

No dia 19 de dezembro, das 9h às 11h45, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por meio do Centro de Tecnologia e Inclusão, promove o 1º Seminário Acessibilidade e Desenho Universal no Contexto Urbano. A iniciativa é promovida em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) . O encontro vai ser realizado na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Entre os presentes, o evento contará com a participação da secretária de Estado Linamara Rizzo Battistella. Os interessados podem se inscrever por meio do  site do CAU/SP.

Foto de dois homens em pé olhando um prédio. Um deles está usando macacão e outro está usando blusa social. Um deles está com capacete branco na cabeça.

Voltada para arquitetos e urbanistas, a iniciativa tem o objetivo de fomentar o conhecimento e o entendimento dos profissionais sobre os conceitos de acessibilidade e desenho universal para que todas as obras e projetos passem a contemplá-los. Na oportunidade, os participantes discutirão sobre os workshops realizados durante o ano de 2017 nos municípios que têm sedes regionais da CAU: São Paulo, Santos, São José dos Campos, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Campinas, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Bauru, Santo André e Piracicaba. Na ocasião, serão debatidos temas como o desenho universal e acessibilidade, desenho urbano e mobilidade e acessibilidade e patrimônio histórico.

Centro de Tecnologia e Inclusão

Em dezembro de 2013, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, inaugurou o primeiro Centro de Tecnologia e Inclusão para pessoas com deficiência. O Centro, localizado na Rodovia dos Imigrantes km 11,5, em São Paulo, é composto por quatro casas e um teatro com capacidade para 50 pessoas. Ele conta com mil metros quadrados construídos e abriga 30 ambientes que oferecem orientação, aconselhamento profissional, atividades artísticas para estimular a relação interpessoal, laboratório de imagem e autocuidado, orientação e mobilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva com oficinas de libras, braile e comunicação alternativa.

Há atividades para formação de gestores de política e profissionais que trabalham como gestores de pessoas com deficiência e também para os profissionais, como cursos de atualização para órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, manutenção e cuidado para cadeira de rodas e formação de cuidadores ou atendentes de pessoas com deficiência.

Mais informações

1º Seminário Acessibilidade e Desenho Universal no Contexto Urbano
Data: 19/12/2017
Horário: 9h às 11h45
Local: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda – São Paulo (SP).


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Aluna que ficou paraplégica após ser baleada por colega diz que não era alvo: 'Ele falou que não era para ter me atingido' - Vejam os vídeo

Isadora de Morais, de 14 anos, recebeu alta após quase dois meses internada em Goiânia. Tiros causaram a morte de dois colegas e deixaram, além dela, outros três feridos.

Por Paula Resende, G1 GO

Resultado de imagem para Estudante é recebida por Israel Novaes ao deixar hospital
Estudante baleada por colega em escola recebe alta de hospital de Goiânia

A estudante Isadora de Morais, de 14 anos, que ficou paraplégica após ser baleada por um colega dentro do Colégio Goyases, contou que o atirador disse a ela que não tinha a intenção de machucá-la. A declaração foi dada nesta quinta-feira (14), um dia após adolescente receber alta de um hospital de Goiânia.

Click AQUI para ver os vídeos.

“Eu me lembro de tudo, mas o que fica marcado mesmo é o momento em que eu fui atingida e ele falou pra mim que não era para ter me atingido, e eu rastejando, não estava sentindo as pernas. Pedia socorro, ninguém vinha”, contou Isadora.

Os tiros disparados pelo colega de 14 anos causaram as mortes de João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, e deixaram Isadora e mais três alunos feridos no dia 20 de outubro. Filho de um casal de policiais militares, o atirador foi apreendido após o ato e está em um centro de internação para menores infratores.

De acordo com a estudante, ela viu quando João Vitor foi baleado. Porém, só soube da morte de João Pedro quando estava no hospital.

" O João Pedro era um dos meus melhores amigos. Fiquei muito triste, teve um dia que passou a reportagem, eu chorei muito, e meu pai teve de desligar a televisão porque eu podia passar mal", relatou a adolescente.

Isadora conta que não era próxima do atirador. Ela não compreende o motivo de ele ter atirado contra a turma.

“Eu tento entender o motivo, mas não consigo. Tenho muita vontade de saber. São muitas perguntas sem resposta”, lamenta.

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Estudante é recebida por Israel Novaes ao deixar hospital

Alta médica
Isadora ficou 54 dias internada. Inicialmente, ela foi levada ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e, desde 9 de novembro, estava no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

Ao deixar o hospital na tarde de terça-feira (13), a  estudante foi surpreendida pelo ídolo, o cantor Israel Novaes. O sertanejo a recebeu cantando e fez uma homenagem para a fã. "Fico feliz de poder estar aqui. A música pode proporcionar alegria e superação. A própria Isadora representa superação e felicidade e mostra que a felicidade depende de coisas bem simples", disse.

Isadora de Morais recebeu uma festa surpresa ao chegar em casa após receber alta médica (Foto: Lorena Pereira/Arquivo pessoal)
Isadora de Morais recebeu uma festa surpresa ao chegar em casa após receber alta médica (Foto: Lorena Pereira/Arquivo pessoal)

O diretor geral do Crer, Valmy Luís da Rocha, explicou que a paciente se recuperou no tempo previsto pela equipe médica. Ela já consegue sair da cama e manusear a cadeira sozinha, mas continuará indo ao Crer três vezes por semana.

"Vamos trabalhar para que ela tenha uma vida independente. Ela vai continuar fazendo fisioterapia, fisioterapia ocupacional e acompanhamento psicológico, que é muito importante. A proposta é que continue por um ano, mas vamos reavaliando a cada três meses, podemos mudar a frequência e o tipo de atendimento", explicou.

Isadora se mostrou animada com a saída do hospital e contou que se sente mais forte depois de tudo o que passou. "A gente nunca pode perder o sorriso. Eu sempre fui assim e vou continuar sendo. Essa experiência me amadureceu muito. Temos que amar mais as pessoas e não deixar nada nos abalar. Não podemos perder a felicidade, a fé a esperança", afirmou.


Estudante que atirou contra a turma está em um centro de internação (Foto: Vitor Santana/ G1)
Estudante que atirou contra a turma está em um centro de internação (Foto: Vitor Santana/ G1)

Após sair do hospital, Isadora ainda ganhou uma festa surpresa Prima da adolescente, a estudante Lorena Pereira dos Santos, de 22 anos, contou que todos se juntaram para limpar a casa e decorar tudo para a chegada da estudante.

“Veio muita gente e ela adorou. [Ela] Não sabe para quem dá atenção primeiro. Para nós é maravilhoso ver ela voltando para casa, ver a alegria dela, que sempre foi muito sorridente. Vê-la é muito bom. O pessoal está muito animado. A casa ficou pequena para todo mundo que veio”, disse em entrevista ao G1.

Investigação

A Polícia Civil foi ao Crer ouvir a aluna. O delegado responsável pelo caso, Luiz Gonzaga Júnior, disse que este era o último depoimento pendente e só aguarda um laudo de local de morte violenta para concluir a investigação.

Mesmo assim, o delegado explicou que já remeteu o auto de investigação à Justiça e que não tem mais dúvidas sobre o que aconteceu. "Já está concluso o procedimento, falta só a juntada do laudo. Mas quando à dinâmica dos fatos, a motivação e demais esclarecimentos já foram apresentados na investigação", explicou.

João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gomes foram mortos a tiros por colega (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gomes foram mortos a tiros por colega (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O atirador levou a pistola .40 da mãe para a escola. No intervalo entre duas aulas, ele sacou a arma e atirou contra os colegas. A coordenadora da unidade, Simone Maulaz Elteto, foi quem convenceu o aluno a parar de atirar.

Segundo o delegado, o autor dos tiros disse que  sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime. O menor foi apreendido logo após os tiros.

Menor apreendido

O Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, decidiu, no dia 28 de novembro,  manter o adolescente internado. A sentença cita que ação foi "premeditada" e "impossibilitou por completo qualquer defesa" dos baleados.

De acordo com a advogada de defesa da família do adolescente, Rosângela Magalhães, o estudante pode ficar até três anos internado, sendo reavaliado a cada seis meses. Na ocasião, ela afirmou que não vai recorrer da decisão e pontuou que o menino deve voltar a estudar.

Fonte: g1.globo.com

Evento beneficente reúne fãs da saga Star Wars em Atibaia

Metade da renda será revertida para clínica que atende 79 internos com autismo.

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Evento espera reunir dois mil fãs de Star Wars em Atibaia, SP  (Foto: Alessandra Nascimento/Arquivo pessoal)
Evento espera reunir dois mil fãs de Star Wars em Atibaia, SP (Foto: Alessandra Nascimento/Arquivo pessoal)

Um evento para os fãs de Star Wars espera atrair mais de duas mil pessoas neste sábado (16) em Atibaia (SP). A ideia é aproveitar o lançamento do oitavo título da saga, Star Wars: Os últimos Jedi', ocorrido no Brasil nesta quinta-feira (14), para reunir o público fã dos filmes, além de ajudar uma clínica que atende 79 autistas na cidade.

Metade do valor arrecadado será revertido para a clínica, localizada no bairro Jardim do Lago, para compra de comida, roupas, chinelos, entre outros produtos para o dia a dia dos atendidos, que moram no local. A metade restante será usada para o custeio dos personagens presentes no evento.

"Parte desse valor arrecadado vai ser usado para a compra do kit de Natal para nossos internos, que têm de 13 a 50 anos. Como eles vivem aqui o dia inteiro, eles infelizmente não vão poder ir, mas só de receber doações e presentes já é algo especial", explicou Flavia Amorim, funcionária da Casa de David.

Quem for ao local poderá ver sete personagens do Star Wars – entre eles Darth Vader, Darth Vader Maul, Stormtroopers, Chewbacca e Princesa Leia.

Encontro contará com a presença de artistas fantasiados com trajes dos personagens da saga   (Foto: Alessandra Nascimento/Arquivo pessoal)
Encontro contará com a presença de artistas fantasiados com trajes dos personagens da saga (Foto: Alessandra Nascimento/Arquivo pessoal)

“O evento será não só para os apaixonados pelo filme, mas também para aqueles que querem entender um pouco mais da saga. É muito importante porque as crianças atendidas pelo projeto precisam desse apoio”, contou a Alessandra Nascimento, uma das organizadoras do evento.

A primeira edição do ‘Festival do Sr. Vader’ começa às 15h e vai até às 22h. O ingresso custa R$ 15 por pessoa. Além dos personagens, o evento vai contar com brincadeiras temáticas sobre o filme, como a batalha de sabre e também feira de artesanato e praça de alimentação.

         Novo filme da saga Star Wars foi lançado nesta quinta-feira (14) no Brasil (Foto: Alessandra Nascimento/Arquivo pessoal)
Novo filme da saga Star Wars foi lançado nesta quinta-feira (14) no Brasil (Foto: Alessandra Nascimento/Arquivo pessoal)

Fonte: g1.globo.com

Acessibilidade: 2ª Mostra de Arte Sensorial e Inclusiva chega ao DF nesta quarta

Mostra 'faz refletir sobre a questão do corpo com deficiência', diz organização. Programação inclui companhias do DF, Rio de Janeiro, São Paulo e Eslovênia; entrada é gratuita.

Por G1 DF

Público participa do espetáculo ''O pequeno príncipe sensorial' (Foto: Keiko Kataoka/Divulgação)
Público participa do espetáculo ''O pequeno príncipe sensorial' (Foto: Keiko Kataoka/Divulgação)

A segunda edição da mostra de arte sensorial ''Sentir'' começa nesta quarta-feira (13), a partir das 19h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília. A programação foi idealizada para que o público desfrute de novas experiência sensoriais na percepção da arte.

Segundo a organização da ''Sentir'', as apresentações fogem do padrão teatral e musical, sendo uma mostra para "ser vistas a partir do som, ouvida pelo olfato e escutado pelo silêncio dos gestos".

Ao todo, serão 10 apresentações no CCBB e em outros locais de Brasília (veja programação abaixo). Todas as produções apresentadas durante os cinco dias de mostra terão recursos de acessibilidade, com tradução em libras e audiodescrição para deficientes visuais.

Apresentação da companhia 'Projeto pés', do DF  (Foto: Divulgação/CCBB )
Apresentação da companhia 'Projeto pés', do DF (Foto: Divulgação/CCBB )

Ao G1, a produtora Jenny Choe explicou que os temas apresentados na mostra "fazem refletir sobre a questão do corpo com deficiência". "A ideia é desafiar os limites que os sentidos possuem, independentemente da importância que têm para cada indivíduo", afirma.

Os espetáculos mostram que a pouca acuidade ou a ausência de determinado sentido pode intensificar a potencialidade poética da obra.

Além das apresentações, a mostra terá palestras, performances e oficinas durante a programação.

Programação
Espetáculos
13 de dezembro (quarta-feira)

Abertura e apresentação artística - Barbara Pia Jenič – Sensorial theatre language in Senzorium (Eslovênia)
Hora: 19h
Local: Teatro I do CCBB/DF

14 e 15 de dezembro (quinta-feira e sexta-feira)

Similitudo – Projeto Pés (DF)
Hora: 19h
Local: Teatro II do CCBB/DF

Ninguém mais vai ser bonzinho – Escola de Gente e Os Inclusos e os Sisos (RJ)
Hora: 21h
Local: Teatro I do CCBB/DF
16 e 17 de dezembro (sábado e domingo)

O pequeno príncipe sensorial – Grupo Sensus (SP)
Hora: 16h
Local: Teatro II do CCBB/DF

D... Equilíbrio – Marcos Abranches (SP)
Hora: Sábado às 21h e Domingo às 19h
Local: Teatro I do CCBB/DF

Oficinas e atividades paralelas
14 de dezembro (quinta-feira)

Palestra / Mesa de debate - Arte, deficiência e inclusão
Hora: 15h
Local: Universidade de Brasília -

15 de dezembro (sexta-feira)

Barbara Pia Jenič (Eslovênia) – Sensorial theatre language in Senzorium
Hora: 15h
Local: Faculdade de Ciências da Saúde (FS - UnB) - Auditório 1

16 de dezembro (sábado)

Oficina Coreatetose com Marcos Abranches
Hora: 10h
Local: PROMODEF - Estação 112 sul metrô

Serviço
Sentir - 2° mostra de Arte Sensorial e Inclusiva
Data: 13 a 17 de dezembro
Entrada gratuita mediante a retirada de senha uma hora antes do espetáculo

Fonte: g1.globo.com