sábado, 13 de janeiro de 2018

Menina de 3 anos com paralisia cerebral, morre em MT após paradas cardiorrespiratórias e mãe alega falta de vaga em UTI

Laura Beatriz Dias tinha epilepsia e paralisia cerebral, segundo a mãe dela. O governo alega que disponibilizou transporte aéreo para a transferência, mas não teve retorno.

Por G1 MT

        Laura Aroucha, de 3 anos, teve sete paradas cardiorrespiratórias, segundo a mãe dela (Foto: Luciene Sampaio Aroucha/Arquivo Pessoal)
Laura Aroucha, de 3 anos, teve sete paradas cardiorrespiratórias, segundo a mãe dela (Foto: Luciene Sampaio Aroucha/Arquivo Pessoal)

Uma criança de três anos morreu em Sinop, a 503 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (12), após sofrer sete paradas cardiorrespiratórias. Laura Beatriz Aroucha Dias tinha epilepsia e paralisia cerebral e não conseguiu vaga numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para ser transferida, segundo a mãe dela.

Em nota, a Prefeitura de Sinop afirmou que a menina foi internada numa UPA com quadro infeccioso, pneumonia e crises convulsivas, na quarta-feira (10).

O órgão disse ainda que na quinta-feira (11) solicitou ao governo do estado a transferência da criança para uma UTI.

Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) alegou que disponibilizou um transporte aéreo para a transferência, mas não recebeu retorno se havia condições da paciente ser transportada.

Segundo a mãe de Laura, a filha passou mal e foi levada para um UPA naquele município, na quarta-feira. Assim que chegaram ao local a menina foi sedada e internada.

Os médicos da unidade chegaram a solicitar que a menina fosse transferida, porém, foram informados de que não haviam vagas disponíveis.

“Eles [os médicos] ligaram até em hospitais de Cuiabá, mas não conseguimos a UTI de jeito nenhum. Nem nos hospitais particulares eles conseguiram, estava tudo lotado. Minha filha faleceu por falta dessa vaga”, contou.

Com a piora e a falta de estrutura, Laura passou a apresentar crises convulsivas mais severas e com menor intervalo de tempo. Na manhã desta sexta-feira, Lauren teve a primeira de sete paradas cardiorrespiratórias antes de falecer.

De acordo com a prefeitura, Laura teve um rebaixamento de nível de consciência e piora nos sinais vitais. A menina chegou a ser entubada e reanimada, mas morreu na UPA.

O corpo de Laura está sendo velado no Cemitério Municipal. Não há previsão para o sepultamento.

Fonte: g1.globo.com

Acessibilidade nas Cataratas do Iguaçu

Acessibilidade nas Cataratas do Iguaçu - reportagem Ministério do Turismo

"Rampas, elevadores e até uma espécie de bondinho transformaram uma das principais atrações do Parque Nacional do Iguaçu, o Macuco Safári, em um dos mais novos atrativos acessíveis no Brasil. Todo o trajeto é inclusivo e todas as pessoas com mobilidade reduzida ou que fazem uso da cadeira de rodas são atendidas com soluções pensadas em permitir que elas aproveitem ao máximo o passeio pelo lugar conhecido mundialmente pelas Cataratas do Iguaçu e que ostenta o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Unesco.

Quem aprovou a experiência foi Paulo Henrique Weber, 21 anos, que acompanhado pelo pai Valdemar, conheceu o parque. "Eu acho que isso que está sendo feito em Foz é muito legal, porque não atrai só o cadeirante, pois ele vem com o pai, a mãe, o irmão, a família e todo mundo vem curtir. Se não fosse dessa forma, as pessoas estariam com acesso muito restrito, seria difícil de chegar", comenta Valdemar. "A acessibilidade está legal, o pessoal ajuda bastante. Cada cadeira tem uma situação diferente, mas o pessoal está preparado para ajudar", prosseguiu.

Segundo a Demanda Internacional do Ministério do Turismo, a cidade de Foz do Iguaçu, onde fica o parque, foi o terceiro destino nacional mais procurado pelos turistas estrangeiros que vieram ao Brasil a lazer. As imponentes quedas d’água das Cataratas do Iguaçu são o carro-chefe do turismo na cidade e atraem mais de um milhão de turistas por ano. Somente em 2016 foram registrados visitantes de 172 nacionalidades.

E a ideia do Grupo Cataratas, concessionária responsável pela gestão da visitação do parque é investir cada vez mais na acessibilidade. “Temos toda a disposição de fazer mais investimentos com o objetivo de melhorar a acessibilidade do Parque Nacional no sentido de garantir que todas as pessoas com algum tipo de deficiência possam ter acesso a essa beleza natural que é patrimônio de todos”, afirmou Fernando Henrique de Sousa, diretor institucional de Sustentabilidade do grupo.

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, conheceu de perto o percurso acessível e elogiou a iniciativa. “Iniciativa como essa são fundamentais para fazer com que cada vez mais atrativos brasileiros se preparem para atender de maneira qualificada todos os seus visitantes. Segundo o IBGE, 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência e precisamos garantir o acesso dessas pessoas a todas as maravilhas do turismo”, defendeu.

Funcionando há mais de 30 anos no local, o passeio pelo Macuco Safari coloca o visitante nas águas do Rio Iguaçu e debaixo das quedas d’água. Depois de percorrer a primeira parte do trajeto em um carro elétrico, os visitantes encaram 600 metros de caminhada por uma trilha no meio da mata até chegar aos barcos que levam os corajosos até um banho nas quedas do Rio. A atração é cheia de adrenalina do início ao fim do passeio.

ACESSIBILIDADE - Com o objetivo de reforçar a importância da acessibilidade nos atrativos e prestadores de serviços, o Ministério do Turismo lançou, em 2016, a cartilha “Dicas para atender bem turistas com deficiência”, publicação destinada aos prestadores de serviços turísticos e gestores, com informações gerais e dicas práticas sobre como atender bem este importante público consumidor, afim de tornar o turismo uma experiência agradável e segura para todos".

Quando o preconceito rege o pensamento

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por Alexandre Mapurunga* - 2 de jan de 2013

A parte todos os justificados protestos com relação ao artigo entitulado "O ano das criancinhas mortas", publicado na Veja de 31/12/2012, a autora Lya Luft parece nos fazer um favor. Ela destaca bem em seu texto, sem muitas firulas, o argumento nazista e excludente de que pessoas com deficiência não deveriam frequentar a escola regular para não incomodar as pessoas "normais". É raro alguém assumir essa postura sem eufemismos, o que Lya parece ter feito questão de evitar.

Na opinião da colunista, fica claro que crianças com autismo, por exemplo, não são desejadas na escola e que, mesmo sendo politicamente incorreto, elas não deveriam estar lá, pois "pertubam" a turma. Infelizmente, esse pensamento é reflexo do senso comum com que nos deparamos no dia-a-dia, muitas vezes com eufemismos e disfarçadas boas intenções, outras com deliberada cara-de-pau.

Não vou comentar a falta de coerência no texto de Lya, mas é bom notar que a lógica usada, não se restringe ao ambiente escolar. Ora, se a pessoa deve ser isolada na escola, ela deve também estar afastada dos outros espaços sociais, já que os motivos apresentados são mais que meramente pedagógicos: são pessoas que incomodam os ditos normais; são perigosas aos demais; e se aflingem pois são forçadas a ir além dos próprios limites.

Então, nessa linha de raciocínio, não se deveria mais impor a inclusão, igualdade de direitos e não discriminação como regra. Ninguém é obrigado a gostar de pessoas com deficiência, ninguém é obrigado a gostar de gays e ninguém é obrigado a gostar espinafre. Então ninguém deve ser obrigado a conviver com o que não gosta, não é?

A solução, talvez, seria fazer grandes campos de concentração, deixando todos os ditos normais (sem deficiência) livres da convivência com as pessoas com autismo ou com outras deficiências (anormais). Livres do fardo e do perigo! As pessoas com deficiência também estariam bem mais protegidas e aceitas lá, sem nenhum tipo de aflição, pois nada desafiaria seus limites, não é dona Lya? - Ela não gosta dos termos "normais" e "anormais", mas como escritora não se esforçou para usar outros. Propositadamente incompetente?

Bem, essa é lógica que pune a vítima. É a idéia posta que estamos aqui para enfrentar. A concepção de que os autistas e pessoas com outras deficiências não merecem viver em sociedade.

Infelizmente Lya, Betty e Faustão só fizeram manifestar a expressão de um modelo social construído e impregnado no senso comum. O reflexo do que a sociedade, de uma forma geral, pensa sobre sobre o que é deficiência e o que é ser pessoa com deficiência. A idéia geral de que pessoa com deficiência, incluindo pessoas com autismo, são menos gente, tem menos direitos e que a segregação é medida de proteção, melhor para todos (ditos e não ditos normais).

Infelizmente muitos pais e autistas partilham desse sentimento comum e demoram para se reafirmar como sujeitos de direitos humanos. De todos os direitos humanos. Direitos esses, reafirmados constitucionamente na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Ainda bem que cada vez mais se fortalece a noção de que são as barreiras sociais - inclusive as barreiras atitudinais como o preconceito, a discriminação, a falta de apoio - os elementos que impedem a maior participação na sociedade das pessoas com deficiência, incluindo as pessoas com autismo e as pessoas com deficiência psicossocial.

Nesse sentido, as manifestações da mídia têm uma característica muito peculiar, pois elas influenciam e ao mesmo tempo são o reflexo das atitudes da sociedade. São formadores de opinião pública e também uma espécie de termômetro do senso comum.

Essas última matéria da Veja, assim como a desastrosa participação de Betty Monteiro no Faustão, deve servir alerta para nós familiares e autistas, para sabermos bem de que lado devemos estar e que posição devemos tomar. Nossa missão deve ser conquistar espaços para participação e para contínua mudança das atitudes sociais, refletidas nesse tipo manifestação nazi-fascistas que justifica o preconceito e a apartação.

Lya Luft e Betty Monteiro, por exemplo, dão argumentos para quem queria o artigo 7º do PLS168/2011 como estava, permitindo a impune exclusão de pessoas com autismo da escola regular, como medida de proteção. Ainda bem que nossa presidenta foi sábia e vetou, a despeito do PLS ter passado por unanimidade no Congresso. O que foi demonstração de compromisso com os direitos humanos das pessoas com deficiência, que foram celebrados na nossa Convenção.

Então, que esse tipo de manifestação preconceituosa nos sirva de lição. E que fortaleça nossa união na luta contra a apartação social das pessoas com autismo e com outras deficiências.

Alexandre Mapurunga*

Presidente da Abraça

Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo

Fonte: inclusaoediversidade.blogspot.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Inclusão Radical – SIM!

A inclusão escolar das pessoas com deficiência intelectual e autistas tem sido motivo das maiores controvérsias desde que o Governo Federal, através do Ministério da Educação, assumiu a Educação Inclusiva como perspectiva a nortear a Política de Educação Especial.

por Alexandre Mapurunga - 9 de ago de 2013

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Recentemente, sob a alegação de que o Governo Federal quer acabar com as escolas especiais, a Federação das Apaes de São Paulo iniciou nas redes sociais a campanha: "Não à inclusão radical! Sim às escolas especiais!" .

Duas questões são bastante preocupantes na iniciativa. A primeira refere-se à declaração de que o Governo quer fechar as escolas especiais; a segunda vem do chocante clamor por menos inclusão.

O Decreto Presidencial 7.611/2011 foi um dos primeiros a compor o “Plano Viver sem Limite” permitindo, dentre outras coisas, a distribuição dos recursos do Fundeb na educação especial, inclusive para "instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas com o Poder Executivo competente".

A função do Governo é, portanto , quando necessário, conveniar com Organizações Privadas regulando serviço a ser prestado. Isso já era possível, mas foi oportunamente reafirmado no Decreto para que não restasse dúvida.

Então , de onde vem a afirmação de que o Governo quer fechar as "escolas especiais" tendo em vista que os mais recentes documentos são editados permitindo a transferência de recursos?

A verdade é que há uma discussão sobre o papel das chamadas organizações especializadas e a complementariedade do Atendimento Educacional Especializado e também sobre onde deve ser a prioridade de investimento dos recursos públicos.

Nesse contexto, é preciso reconhecer que, pela ausência histórica de políticas públicas, as famílias tiveram que arregaçar as mangas para fazer uma tarefa que seria obrigação do Estado. Pioneirismo que foi importante para romper com a invisibilidade e para garantir atenção para as pessoas com deficiência intelectual durante décadas. No entanto, esse movimento não pode se cristalizar favorecendo a acomodação do Estado.

Foi e continua sendo obrigação do Estado garantir Educação para pessoas autistas e com deficiência intelectual.

Vem à tona então a segunda questão - "Não à inclusão radical"

A inclusão é um dos princípios fundamentais dos direitos humanos. É também meta político-social de quase todos os governos que são minimamente comprometidos com uma agenda global de desenvolvimento. Inclusão significa mais igualdade de oportunidades, mais desenvolvimento para os que foram historicamente excluídos. É adequar e fazer chegar a pobres, negros, pessoas com deficiência, LGBT e outros grupos em desvantagem social, as políticas públicas que geralmente só atingem uma parte mais privilegiada da população. É romper com práticas estabelecidas e construir um ciclo de aprimoramento das políticas públicas.

O imperativo "Não à inclusão radical" estampado em um banner no Facebook, ou mesmo qualquer variante que implique em uma mensagem que pode ser entendida como um pedido por "menos inclusão", "inclusão só pra uns", "inclusão seletiva" ou até "inclusão mais lenta!" é chocante por desconhecer a universalidade dos direitos humanos.

As perguntas que ficam são: menos inclusão para quem? Quem desmerece a inclusão? Quão letárgico ou moderada deve ser a inclusão?

Constantemente são denunciadas a falta de condições, a falta de capacitação dos professores, a persistente recusa e sistemática exclusão das pessoas com autismo e deficiência intelectual da rede regular de ensino, realidade que mostra que é preciso aprofundar (radicalizar) os processos de inclusão, antes do contrário, cobrando que seja garantido o investimento contínuo e as regulamentações para as transformações que forem necessárias.

Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) que foi aprovada com quórum qualificado em dois turnos no Senado e na Câmara, assim obtendo status de Emenda Constitucional.

No seu artigo 24, a CDPD reconhece o direito das pessoas com deficiência à educação, que deve ser efetivado sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, num sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como através do aprendizado ao longo de toda a vida.

A mensagem da Convenção que foi cravada em nossa Constituição e assinada por representantes de toda sociedade é clara: mais inclusão.

Qualquer que seja o Governo, a agenda de Estado deve ser ampliar a inclusão das pessoas com deficiência no sistema regular ensino. Isso é também compromisso internacional assumido com a ratificação da Convenção, do qual o Brasil deve prestar contas dos avanços obtidos.

Ironicamente, a despeito do Decreto 7.611/2011 e da disposição do Governo Federal em apoiar as organizações filantrópicas, a declaração de que se é contra um princípio fundamental da CDPD - a inclusão, coloca a declarante em choque de interesse com o Estado Brasileiro e com sua obrigação de implementar a Convenção.

De acordo com artigo 4, o Estado e as autoridades públicas que o representam em todas as instâncias devem abster-se de participar e apoiar qualquer ato ou prática incompatível a Convenção, bem como assegurar que as instituições atuem em conformidade.

Nada mais justo do que a sustentabilidade das organizações filantrópicas, mas para garantir financiamento público o Governo deve assegurar que os recursos sejam aplicados da maneira mais inclusiva possível.

Fonte: inclusaoediversidade.blogspot.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Deficientes enfrentam dificuldades para usar ônibus em Itapetininga - veja o vídeo

A maioria dos ônibus não tem plataformas de acesso e o sistema de orientação aos cegos não funciona, dizem passageiros. Prefeitura informou que empresa responsável será notificada.

Por G1 Itapetininga e Região

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Passageiros com deficiência reclamam da falta de acessibilidade nos ônibus de Itapetininga

Cadeirantes e deficientes visuais, em Itapetininga (SP), afirmam que enfrentam dificuldades em usar o transporte coletivo devido à falta de acessibilidade nos veículos. Segundo eles, a grande parte da frota de ônibus não tem plataformas de acesso aos cadeirantes e que o sistema de orientação aos deficientes visuais não funciona.

Click AQUI para ver o vídeo.

Em nota, a prefeitura informou que está fazendo a fiscalização e que a empresa Viação Rosa, responsável pelo transporte coletivo de Itapetininga, será notificada. Além disso, o Executivo aguarda que os problemas sejam solucionados o mais rápido possível. Já a empresa Rosa não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem da TV TEM.

Aposentado José Emílio espera por horas um ônibus com rampa para cadeira de rodas (Foto: Reprodução/TV TEM)
Aposentado José Emílio espera por horas um ônibus com rampa para cadeira de rodas (Foto: Reprodução/TV TEM)

O aposentado José Emídio conta que usa o transporte coletivo diariamente e que, além dos obstáculos, tem que que esperar por horas até a chegada de um coletivo que tenha rampa para cadeirantes. “Às 7h30 passa o primeiro ônibus, porém preciso verificar se ele tem a rampa. Quando não tem, tenho que esperar o próximo que passa às 8h50, ou então ir até o terminal”, conta.

Para chegar até o terminal, José percorre um trajeto de 40 minutos. “E quando já tem um cadeirante tem que esperar o próximo ônibus, pois ele leva só um cadeirante por vez, pois não têm vagas e não tem como ficar no corredor”, explica.

Uma equipe de reportagem da TV TEM acompanhou José em seu trajeto diário e constatou que até em ônibus com a rampa de acesso ainda existe dificuldade. “Às vezes preciso apertar o botão para descer no ponto e a campainha não funciona. Então, eu preciso pedir aos outros passageiros que avisem o motorista que preciso descer. É uma humilhação, você precisar ir ao médico, pagar contas e sempre ser assim”, lamenta o aposentado.

'Maior dificuldade é saber qual ônibus pegar', conta Rafael Tavares (Foto: Reprodução/TV TEM)
Maior dificuldade é saber qual ônibus pegar', conta Rafael Tavares (Foto: Reprodução/TV TEM)

A reclamação também é feita por deficientes visuais. Wesley Gamaliel de Almeida é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (COMDEFI) e conta das dificuldades do deficiente visual em usar o transporte público. “A acessibilidade não é só a implantação de rampa de acesso para cadeirantes, ela compreende também para a pessoa com deficiência visual e auditiva, mobilidade reduzida. Ou seja, todas as deficiências e não é o que acontece hoje. Eu, por exemplo, sou cego e não tenho acessibilidade e autonomia para pegar um ônibus sozinho”, afirma.

Segundo o paratleta Rafael Tavares, a maior dificuldade dos deficientes visuais é saber qual ônibus esta vindo. Para resolver esse problema um dispositivo para auxiliar deveria ser implantado. “Aqui no terminal recebemos orientação dos fiscais ou passageiros, porém no ponto de ônibus em bairros não tem o fiscal e nem sempre tem passageiro. Então, nós temos que ficar perguntando para os motoristas e nem sempre os motoristas param, mesmo dando sinal. O que falta é um disposto que nos informe qual ônibus está vindo, pois essa é a maior dificuldade de um deficiente visual”, conclui.

Deficientes visuais contam com ajuda de passageiros e motoristas para embarcar em ônibus (Foto: Reprodução/TV TEM)
Deficientes visuais contam com ajuda de passageiros e motoristas para embarcar em ônibus (Foto: Reprodução/TV TEM)

'Ônibus tem capacidade de apenas um passageiro com cadeira de rodas', conta aposetado (Foto: Reprodução/TV TEM)
'Ônibus tem capacidade de apenas um passageiro com cadeira de rodas', conta aposetado (Foto: Reprodução/TV TEM)

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante morre após quarto de casa pegar fogo em Auriflama

Fogo teria começado enquanto ele estava dormindo. Vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no pronto-socorro da cidade.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

                        Imagem Internet/Ilustrativa
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Um cadeirante, de 65 anos, morreu após o quarto da casa em que ele morava pegar fogo, em Auriflama (SP), na madrugada desta quinta-feira (11).

Segundo informações da Polícia Militar, o homem estava dormindo na cama quando o incêndio começou.

Vizinhos perceberam a fumaça e acionaram o Corpo de Bombeiros, que controlou as chamas. O cadeirante foi socorrido com vida, mas morreu no pronto-socorro da cidade.

O quarto onde o cadeirante estava ficou destruído. As causas do incêndio ainda são desconhecidas, mas a polícia vai investigar a ocorrência.

Fonte: g1.globo.com -  Imagem Internet/Ilustrativa

Chinês paraplégico escala montanha de 495 metros em cadeira de rodas: 'Ainda posso fazer o que mais amo' - Veja o vídeo.

Lai Chi-wai foi indicado para prêmio após o feito. Ele ficou paralisado após acidente de carro em 2011.

Por Reuters

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Atleta cadeirante é indicado a prêmio após escalar montanha em Hong Kong

Lai Chi-wai, de 35 anos, é o primeiro atleta chinês a ser nomeado para o prêmio Laureaus World Best Sporting, após ter escalado uma montanha de 495 metros em dezembro sentado numa cadeira de rodas.

Quatro vezes campeão do Campeonato Asiático de Escalada e primeiro vencedor chinês do torneio de esportes radicais X-Games, Lai, tinha uma carreira brilhante até um acidente de carro o deixar paralisado da cintura para baixo em 2011.

Apesar de suas limitações físicas, Lai tentou praticar uma série de esportes para cadeiras de rodas, como boxe, esgrima e tênis de mesa. Mas nada substituiu seu amor pela escalada.

Lai escala a Lion Rock (Foto: Reuters)
Lai escala a Lion Rock (Foto: Reuters)

Lion Rock

"Adoro escalar a rocha. Antes tinha muito mais liberdade - eu podia ir a vários espaços de escalada indoor, ou se eu quisesse subir ao ar livre, podia fazê-lo sempre que quisesse. Mas agora que estou em cadeira de rodas, preciso considerar muitas coisas. É apropriado? É seguro? As pessoas poderão me ajudar?", conta.

Demorou meses para Lai se acostumar com suas novas limitações. Deixar de ser o melhor montanhista da Ásia para ficar preso a um cadeira de rodas foi muito difícil. No quinto aniversário do acidente, em 9 de dezembro de 2016, ele decidiu escalar a montanha Lion Rock, de 495 metros de altura, considerada um símbolo do espírito, persistência, resiliência e unidade de Hong Kong.

"Para mim, subir ao topo era realizar um sonho um sonho meu e também significava que poderia mostrar aos meus amigos e admiradores que superei um dos momentos mais difíceis da minha vida. Mesmo que esteja numa cadeira de rodas, posso desafiar outros esportes e ainda fazer o que mais amo ", disse Lai à agência Reuters.

Fonte: g1.globo.com

Universidades federais de todo o país terão cota para deficientes físicos - Veja o vídeo.

Para concorrer as vagas nas universidades federais pelo Sisu, o aluno precisa ter estudado em escola público e feito o Enem.

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Cristiane Leite Belo Horizonte, MG

Este ano, todas as universidades federais vão ter cota para pessoas com deficiência física.

Algumas já estão se adaptando.

Click AQUI para ver o vídeo.

Toda Universidade Federal já reserva 50% das vagas para cotas raciais e sociais. Parte dessas vagas, a partir de agora, vai para os deficientes.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) já está se preparando. A expectativa é receber até 700 calouros que deverão apresentar laudo médico e passar por perícia. As necessidades dos deficientes variam muito. Mas, alguns equipamentos para ajudar no aprendizado já estão disponíveis.

Em um lugar tão grande, como o deficiente visual pode se orientar sem o piso tátil? Também não vai ser fácil para quem depende de uma cadeira de rodas. Tem mais: faltam banheiros adaptados e elevadores em alguns prédios. A UFMG admite que ainda precisa dar muitos passos para garantir a acessibilidade.

“Não tem cabimento a gente colocar as pessoas nas instituições de ensino superior se a gente não oferecer o suporte necessário ou a acessibilidade necessária para isso”, diz Adriana Valadão, diretora do núcleo de acessibilidade e inclusão da UFMG.

Para concorrer as vagas nas universidades federais pelo Sisu, o aluno precisa ter estudado em escola público e feito o Enem.

Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), trinta e cinco alunos com deficiência foram aprovados pelo Sisu no semestre passado. No campus faltam elevadores, rampas e piso tátil. Mas, já tem um programa que treina professores e oferece monitoria.

“A gente precisa de uma equipe que seja preparada, que seja uma equipe com conhecimentos específicos”, diz Adriene Santanna, coord. Núcleo Educação Inclusiva UFOP.

O Allef Câmara nasceu com uma síndrome que dificulta a concentração e a interpretação das matérias. Ele entrou para a universidade pelo sistema de cotas e já faz planos para quando se formar em Letras. "Eu quero ser escritor de livro, de série, de filme."

"Ele será um ótimo profissional e é isso que o Brasil precisa, de bons profissionais”, diz Elisângela Milagre dos Santos, mãe do Allef.

As inscrições para o Sisu - o Sistema de Seleção Unificada para universidades públicas - poderão ser feitas a partir do dia 29 de janeiro.

Fonte: g1.globo.com

Seleções Brasileiras conhecem grupos do Mundial de Goalball da Suécia

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Por CPB

Os grupos da primeira fase do Campeonato Mundial de Goalball IBSA 2018 foram sorteados nesta quinta-feira, 11. A competição será em Malmo, na Suécia, de 30 de maio a 9 de junho. A Seleção Brasileira masculina está no grupo B, já a feminina, no grupo D. Ambas enfrentarão nesta fase inicial os Estados Unidos e o Canadá, fortes adversários.

A preparação para esta competição começa na I Fase de Treinamento, para a qual as equipes já foram convocadas. A primeira etapa de treinamento é de 20 a 28 de janeiro no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Na primeira convocação do ano, as duas comissões técnicas mantiveram a base das equipes, mas com algumas novidades, principalmente no time feminino, que tem o retorno da dupla campeã brasileira pelo SESI-SP, Ana Gabrielly e Gleyse Portioli, e Isis Cruz, da AMC-MT, que debuta na seleção.

A equipe masculino, que defenderá o título mundial, contará com os campeões continentais mais a presença de um dos maiores nomes da história do goalball brasileiro, Alexsander Celente (Gaúcho), e do jovem Emerson Silva, que cresce gradativamente e começa a ganhar espaço entre os selecionados do técnico Alessandro Tosim.

Confira os grupos do Campeonato Mundial de Goalball IBSA 2018:

Masculino

Grupo A:
Lituânia
Argélia
China
Bélgica
Argentina
Suécia
Austrália
Turquia

Grupo B:
Estados Unidos
Brasil
Canadá
Alemanha
Irã
Egito
República Tcheca
Japão

Feminino

Grupo C:
Turquia
Rússia
Japão
Austrália
Israel
Suécia

Grupo D
China
Estados Unidos
Argélia
Canadá
Grécia
Brasil

Confira a convocação para a I Fase de Treinamento:

Seleção Feminina

Amanda Emilly Fernandes de Santana (IERC-RN)

Ana Gabrielly Brito Assunção (SESI-SP)

Gleyse Priscila Portioli Henriques (SESI-SP)

Isis Paes da Cruz (AMC-MT)

Jéssica Gomes Vitorino (UNIACE-MT)

Larissa Santos de Espírito (LMC-SP)

Moniza Aparecida de Lima (ICB-BA)


Comissão Técnica

Dailton Freitas do Nascimento –Técnico

Daniel Martins Brandão – Fisioterapeuta

João Paulo Borin – Coordenador

Jonatas da Silva Cunha Castro – Auxiliar Técnico

José Dionizio Barbante Junior – Preparador Físico

Lenita Machado Glass – Médica

Mirtes Stancanelli – Nutricionista

Robson Santos da Silva – Apoio

Thereza Cristina Barcellos Xavier – Psicóloga


Seleção Masculina

Alex Melo de Souza (SESI-SP)

Alexsander Almeida Maciel Celente (AJEP-PEAMA-SP)

André Cláudio Botelho Dantas (UNIACE-DF)

Emerson Ernesto da Silva (APACE-PB)

José Roberto Ferreira de Oliveira (AJEP-PEAMA-SP)

Josemarcio da Silva Souza (SESI-SP)

Leomon Moreno da Silva (SANTOS-SP)

Romário Diego Marques (SANTOS-SP)


Comissão Técnica

Alessandra Amorim Souza – Psicóloga

Alessandro Tosim – Técnico

Altemir Trapp – Analista de Desempenho

Diego Gonçalves Colletes – Auxiliar Técnico

Mirtes Stancanelli – Nutricionista

Rafael Loschi da Silva – Fisioterapeuta

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Visuais (CBDV)

Fonte: cpb.org.br

Seleção de halterofilismo participará do Campeonato Europeu da modalidade

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Por CPB

A Seleção Brasileira de halterofilismo já tem definido o seu principal objetivo no primeiro semestre de 2018. Após a disputa do Mundial da modalidade, em dezembro, na Cidade do México, os levantadores de peso do país focam agora na disputa do Campeonato Europeu, que acontecerá de 25 a 30 de maio, em Berk Sur Mer, na França.

Inicialmente, a intenção da coordenação da modalidade seria viajar com o grupo para Dubai, onde será disputada a Copa do Mundo, em fevereiro. No entanto, como o Mundial da Cidade do México foi postergado de outubro para dezembro, o tempo curto de preparação demandou uma readequação do calendário.

Com a anuência do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), abriu-se a possibilidade de disputa do Campeonato Europeu. Nele, os brasileiros terão a chance de obter índices classificatório para o Regional das Américas, que acontecerá em dezembro, em Bogotá (Colômbia).

Os critérios de convocação para o Campeonato Europeu podem ser conferidos no link abaixo.


Fonte: cpb.org.br


Retorno de Jefinho é destaque da convocação da Seleção de futebol de 5

Washington Alves/CPB/MPIX
Imagem

Por CPB

A comissão técnica da seleção brasileira de futebol de 5 elaborou a lista com 16 atletas convocados para a I Fase de Treinamento , de 20 a 28 de janeiro, em São Paulo. A programação conta com cinco etapas até a disputa do Campeonato Mundial em junho, na cidade de Madri, Espanha, no qual o Brasil vai em busca do penta. Foram convocados também atletas das seleções sub-23 e sub-15.

A convocação apresenta jogadores que participaram da Copa América 2017, no Chile, além de algumas novidades. A principal delas é o retorno do craque Jefinho, que esteve ausente da seleção durante o ano passado inteiro. O camisa 7 retorna e terá ainda a companhia do conterrâneo Gledson Barros, que ganha nova chance após boa temporada pela APADV-SP.

Além da seleção principal, a comissão técnica chamou ainda jogadores da equipe sub-23 e sub-15, que tem como objetivo buscar novos talentos do futebol de 5 nacional e fortalecer o Brasil para os próximos anos. Confira a lista de convocados.

Seleção Principal

Goleiro
Luan de Lacerda Gonçalves (AGAFUC-RS)
Matheus Barros Silva (ADVP-PE)
Vinícius Tranchezzi Holzsauer (APADV-SP)

Fixo
Damião Robson de Souza Ramos (AGAFUC-RS)
Tiago Santos Nascimento (ICB-BA)

Ala
Cássio Lopes dos Reis (ICB-BA)
Gledson da Paixão Barros (APADV-SP)
Jardiel Vieira Soares (CEDEMAC-MA)
Marcos José Alves Felipe (APACE-PB)
Mauricio Tchopi Dumbo (AGAFUC-RS)
Maxwell Carvalho Valente (CEDEMAC-MA)
Severino Gabriel da Silva (APACE-PB)
Tiago da Silva (AGAFUC-RS)

Pivô
Jeferson da Conceição Gonçalves (ICB-BA)
Raimundo Nonato Alves Mendes (AGAFUC-RS)
Ricardo Steinmetz Alves (AGAFUC-RS)

Comissão Técnica
Fábio Luiz Ribeiro de Vasconcelos – Técnico
Josinaldo Costa Sousa – Auxiliar Técnico
Luis Felipe Castelli Correia de Campos – Preparador Físico
Halekson Barbosa de Freitas – Fisioterapeuta
Thaís Néri de Souza – Nutricionista

Seleção Sub-23
Goleiro
Wesley Cassiano Gangemi Leite (CESEC-SP)

Fixo
Ezequiel Felipe da Silva (CEDEMAC-MA)
Thiago Nascimento Moreira (CEIBC-RJ)

Ala
Felipe Sabino (CEIBC-RJ)
Maicon Junior dos Santos Mendes (ICB-BA)

Pivô
Jonatan Felipe Borges da Silva (AGAFUC-RS)

Seleção Sub-15 (20 a 26/01)
Adrian Alex Borges da Silva (AGAFUC-RS)
David Pereira de Sena (ESCEMA-MA)
Jordan Soares dos Santos (APADEVI-PB)
Kawan Sabino da Silva (APADV-SP)
Marco Antônio Batista da Silva (APADV-SP)
Paulo Vitor Pinheiro (ESCEMA-MA)
Ryan Carlos Gomes dos Santos Lima (ICB-BA)
Samir Santana da Silva (CESEC-SP)

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Visuais (CBDV)

Fonte: cpb.org.br

Tóquio 2020 lança competição para definir design de medalhas

Divulgação
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Por CPB

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), divulgou na última semana uma competição para o projeto das medalhas oficiais para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020. A disputa está aberta agora a cidadãos japoneses e residentes do Japão com mais de 18 anos.

A competição é dirigida a pessoas com experiência em design, tanto estudantes quanto profissionais da área. Em uma primeira etapa, os candidatos precisam enviar seus perfis pessoais e exemplos de trabalhos de projeto para avaliação até 19 de janeiro de 2018.

Os candidatos precisam:

• ter 18 anos ou mais até 1 de abril de 2017

• residir no Japão durante o período de seleção (entre janeiro e agosto de 2018)

• ser capaz de se comunicar em japonês - será necessário manter contato com a empresa de criação durante o processo de produção da maquete

• enviar trabalhos de arte 3D em suas carreiras acadêmica ou profissional

As diretrizes de competição estão disponíveis para download no site dos Jogos de Tóquio 2020 (apenas em japonês).

Os escolhidos dessa primeira fase terão que enviar projetos para a medalha olímpica (lado traseiro) e para o design da medalha paralímpica (lados dianteiro e traseiro). Os designers devem enviar suas propostas para os três projetos em conjunto.

O painel de seleção da Tóquio 2020 (TBC, sigla em inglês), composto por membros do Conselho Consultivo de Tóquio 2020, ex-atletas e designers profissionais, analisará todas os projetos e selecionará uma lista de escolhidos até abril de 2018. Os designers escolhidos junto com a empresa de produção terão que criar três mapeamentos dimensionais dos projetos selecionados com o conjunto vencedor selecionado em agosto de 2018. As novas medalhas serão apresentadas em 2019.

As medalhas olímpicas e paralímpicas são muito especiais para todos os atletas. A medalhista de boxe dos Jogos de Londres e a atual campeã na categoria de peso médio da WBA, Ryota Murata, comentou: "As medalhas precisam durar para sempre. Um projeto simples que você nunca se cansa é melhor. As medalhas de Tóquio 1964 e Nagano de 1998 foram impressionantes na medida em que elas trouxeram um sentimento do Japão para eles."

No início deste ano, o Comitê Organizador de Tóquio 2020 iniciou a coleção nacional de dispositivos eletrônicos descartados e obsoletos, para usar o metal que eles contêm na produção de medalhas - a primeira vez que uma abordagem inovadora e ambientalmente amigável foi adotada por um comitê de organização olímpico e paralímpico.

Com informações do Comitê Paralímpico Internacional (IPC)

Fonte: cpb.org.br

CPB divulga critérios de convocação para o Mundial de Tiro Esportivo, em maio

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Por CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro, por meio do seu departamento técnico, divulga nesta quinta-feira, 11, os critérios de convocação para o Campeonato Mundial de Tiro Esportivo, que será disputado entre os dias 1º e 12 de maio, em Cheongju, na Coreia do Sul.

Para classificarem-se ao Mundial, os atletas terão de atingir o índice mínimo qualificatório (MQS, em inglês) em uma competição do World Para Shooting, a federação internacional do tiro esportivo paralímpico. A performance terá de ser, necessariamente, obtida entre os dias 1º de janeiro de 2017 e 19 de abril de 2018 - ou então ter sido conseguida nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. A lista completa de índices pode ser conferida no documento abaixo.


Uma das oportunidades de obtenção do índice acontecerá na Copa do Mundo de Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos. A competição será realizada entre os dias 19 e 28 de março, no Oriente Médio, e a equipe brasileira será composta por meio dos critérios estabelecidos no documento abaixo.


Fonte: cpb.org.br

Brasil conhece adversários do Campeonato Mundial de goalball da Suécia

Foto: Leandro Martins/CPB/MPIX
Brasil conhece adversários do Campeonato Mundial de goalball da Suécia
Legenda: Carol é uma das referências da seleção brasileira feminina

O Brasil conheceu na manhã desta quinta-feira, 11, os adversários que terá pela frente na primeira fase do Campeonato Mundial de goalball, na cidade de Malmo, Suécia, de 3 a 8 de junho. Na última edição da competição, o selecionado masculino brasileiro sagrou-se campeão, enquanto as meninas ficaram em quinto lugar.

O sorteio aconteceu na cidade sede do evento com transmissão ao vivo pela internet na página oficial da competição. A disputa masculina terá 16 equipes e a feminina 12 participantes. Elas foram divididas em dois grupos, nas suas respectivas categorias.

Os três primeiros colocados dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 não entraram no sorteio e foram direto para os grupos da categoria masculina. O Brasil, por ter conquistado o bronze, caiu na chave B ao lado dos EUA, vice-campeões. Além dos americanos, a seleção canarinho vai encarar na primeira fase o Canadá, Alemanha, Irã, Egito, República Tcheca e Japão. Já a atual campeã paralímpica, Lituânia, ficou como cabeça de chave do Grupo A e vai ter a companhia de Argélia, China, Bélgica, Argentina, Suécia, Austrália e Turquia.

“O que a gente tem que analisar é a competição de forma geral. Todas as equipes são muito fortes. Tem uma Alemanha que está chegando forte com esses garotos. Canadá e EUA que a gente já conhece. O Japão por ser o país sede da próxima Paralimpíada. A República Tcheca que vem com um novo treinador, e não sabemos ainda quem foi anunciado. Então, todas as equipes são fortes, o que a gente precisa é se preparar para enfrenta-los. Já estamos fazendo análise de algumas equipes do Mundial pegando alguns jogos do Campeonato Europeu e vamos preparar a equipe para que a gente possa ter um grande desempenho no Mundial. E hoje nós somos uma equipe muito forte, madura dentro de quadra, então o que precisa é fazer todas as ações que vão ser treinadas durante a competição”, analisou o técnico Alessandro Tosim, que busca o bicampeonato.

Quinta colocada no Mundial de 2014, a seleção feminina vem de bons resultados nos últimos anos e pode sonhar com uma medalha. O Brasil ficou no pote 5 do sorteio e caiu no Grupo D com China, EUA, Argélia, Canadá e Grécia. A chave C foi formada com Turquia, Rússia, Japão, Austrália, Israel e Suécia.

“É uma chave forte, com a presença da China, e dos EUA e Canadá, pois as duas demonstraram muito equilíbrio conosco no Campeonato das Américas. É uma competição que todo mundo se prepara muito bem e já querem a vaga para Tóquio. Por isso, a necessidade de fazermos uma boa preparação, objetivando fazer bons jogos e conquistar já a vaga”, projetou o técnico Dailton Nascimento.

O Campeonato Mundial de goalball vale vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e vai garantir as três primeiras colocadas de cada categoria na principal competição do paradesporto. E para garantir o título e a vaga antecipada, o Brasil se prepara para alcançar os objetivos. Serão cinco fases de treinamento e a disputa da Malmo Intercup, como evento preparatório.

Mais informações sobre o Campeonato Mundial:  http://bit.ly/2AQ3z2j

Fonte: cbdv.org.br