sábado, 20 de janeiro de 2018

Baile define Rei e Rainha da Acessibilidade do Carnaval 2018 de Teresina - Veja o vídeo.

Nove candidatos e nove candidatas disputaram as coroas repletos de alegria e samba no pé

Por G1 PI

Baile define Rei e Rainha da Acessibilidade do Carnaval 2018 de Teresina (Foto: Divulgação/Semcaspi)
Baile define Rei e Rainha da Acessibilidade do Carnaval 2018 de Teresina (Foto: Divulgação/Semcaspi)

A cidade de Teresina já tem suas majestades da acessibilidade. Aconteceu na noite de quarta-feira (17) a escolha do Rei e Rainha da acessibilidade. Nove candidatos e nove candidatas disputaram as coroas repletos de alegria e samba no pé mesmo diante da limitação física de alguns.

Click AQUI para ver o vídeo.

Cesário Hélio Teixeira, de 38 anos, foi escolhido entre os homens como o Rei da Acessibilidade. Na escolha para as rainhas, a disputa foi tão acirrada que três candidatas ficaram empatadas e após uma nova votação, a candidata Suely foi eleita à majestade.

Cesário Hélio Teixeira é atendido no Centro Dia de Referência e Suely da Conceição Silva é atendida no Centro de Referência de Assistência Social Norte II (CRAS-Norte II).

"Minha vida sempre foi em teatro, carnaval e circo. Eu adoro fazer tudo isso porque leva alegria para quem se sente só. Nós fomos feitos para viver, não podemos ficar dentro de casa escondidos, temos que aproveitar a vida", diz Suely da Conceição, Rainha da Acessibilidade do Carnaval 2018.

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Rei e Rainha da pessoa com deficiência são escolhidos para o Carnaval em Teresina

Samuel Silveira, secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), parabenizou os participantes e lembrou que o direito ao lazer é para todos e fundamental para as pessoas com deficiência.


“A Prefeitura de Teresina, em particular a Semcaspi, se sente muito feliz em, mais uma vez, promover essa atividade, que é de alegria e traz vida para a nossa cidade. É gratificante ver a alegria no rosto dessas pessoas em participar desse momento, que é destacado no calendário nacional, mas Teresina acolheu de uma forma especial. Quero parabenizar a todos os participantes desse primeiro dia e agradecer por tornarem essa festa ainda mais bonita”, frisa o secretário Samuel Silveira.

O evento, que acontece no espaço de eventos 2 do Teresina Shopping, prossegue nesta quinta-feira (18) e sexta-feira (19), com a escolha do Rei e Rainha da Terceira Idade e Rainha Trans, respectivamente.

Os candidatos para Rei e Rainha da Terceira Idade do Carnaval de Teresina em 2018 já foram pré-selecionados no dia 5 de janeiro. Eles se apresentarão em dupla para a seleção final, que acontece no dia 18 de janeiro. Já a escolha da Rainha Trans de Teresina 2018 acontece no dia 19 de janeiro. O concurso para eleger a Rainha Trans acontece pela segunda vez na capital.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirantes fazem blitz de acessibilidade no comércio de BH - Veja o vídeo

Ação é para conscientizar comerciantes e empresários do centro de BH

por Thiago Helton

Thiago Helton e outros dois cadeirantes passando pela Praça Sete
Thiago Helton e outros dois cadeirantes passando pela Praça Sete
RecordTV Minas

Quem acompanha o nosso trabalho em prol da inclusão e da defesa dos direitos das pessoas com deficiência, sabe que um dos assuntos que nós mais abordamos é o respeito e o reconhecimento do cidadão com deficiência enquanto consumidor.

Não diferente de qualquer outra pessoa, nós que temos a qualidade de alguma deficiência também pagamos os mais diversos tipos de tributos, mas infelizmente ainda estamos distantes de encontrar igualdade de condições nos aspectos de acessibilidade e atendimento nas mais diversas relações de consumo.

Nessa época de natal e fim de ano, na qual o capitalismo prevalece no ritmo frenético de compra e venda de produtos e serviços, a exclusão social que acontece na participação da vida econômica do país fica ainda mais evidente.

São milhares de empreendedores que ainda não entenderam que estamos vivendo tempos de inclusão e que o cidadão com deficiência é consumidor e cliente em potencial para qualquer ramo de negócio.

E foi justamente com esse ideal de mandar um recado para o comércio que nós fizemos uma "blitz de acessibilidade" para conscientizar os comerciantes e empresários do centro de BH.

Cadeira motorizada tentando subir o degrau de um estabelecimento comercial
Cadeira motorizada tentando subir o degrau de um estabelecimento comercial
RecordTV Minas

É nítido o descumprimento da legislação de acessibilidade e de defesa direitos das pessoas com deficiência pela maioria dos estabelecimentos comerciais, não apenas em Belo Horizonte, mas em vários cantos Brasil.

Via de regra, qualquer município pode melhorar as condições de acessibilidade no comércio colocando em prática uma política de fiscalização eficiente, periódica e eficaz, bem como revendo mas suas normas locais a fim de buscar maior precisão legislativa quanto às regras de seu código de posturas e também do plano diretor da cidade.

Infelizmente essa ainda é uma dura realidade a ser enfrentada em diversos municípios do país. Mas muito além das obrigações legais, fica o recado, sobretudo para os comerciantes e empreendedores, nós pessoas com deficiência, além de sermos sujeitos de direito, somos consumidores em potencial para qualquer ramo de negócio.

Somos uma clientela literalmente diferenciada e muito antes de olharmos o preço das suas mercadorias ou serviços, nós sempre vamos analisar as condições de acesso e atendimento que nos são oferecidas.

Veja como foi a nossa blitz

Afinal de contas, quem é pessoa com deficiência?

Entenda de forma clara e didática o conceito jurídico mais atual de pessoa com deficiência

Thiago Helton

Descrição pra cego ver: Banner com símbolos de pessoas no centro com interrogações nos cantos.
Descrição pra cego ver: Banner com símbolos de pessoas no centro com interrogações nos cantos.

Por várias vezes já fui abordado por pessoas com dúvidas sobre ser ou não "pessoa com deficiência". Não que exista determinada característica para que alguém seja "rotulado" como tal, mas é importante esclarecer e compreender o que de fato pode ser considerada uma deficiência, para diversos fins, como por exemplo, o acesso a determinadas políticas públicas, verificar a titularidade de direitos e deveres específicos para esse público, dentre outras finalidades.

Então vamos lá, farei uma breve análise, tomando por base critérios objetivos do ordenamento jurídico brasileiro.

A rigor, um laudo médico é que poderá dizer e provar sobre a existência de uma deficiência. Mas é interessante sair do plano clínico, extrapolar o papel e pensar o porquê alguém pode ser considerado como pessoa com deficiência ou sem deficiência no mundo dos fatos.

Nos termos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assim como reafirmado pelo art. 2º da Lei Brasileira de Inclusão da PcD (Lei nº 13.146/2015), considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

É importante destacar aqui três elementos definidores e necessários que podemos extrair desse conceito legal de deficiência, a saber: 1. Impedimento a longo prazo; 2. Barreira para participação social; 3. Desigualdade de condições.

O primeiro elemento, o "impedimento a longo o prazo", pode ser de ordem física, mental intelectual ou sensorial. Daqui decorrem várias espécies ou classificações de deficiência, como a física, auditiva, visual, mental, intelectual, psicossocial, ou seja, para que se considere pessoa com deficiência, ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre o impedimento será visível ou aparente, essa é uma característica que pode ser comum na deficiência física, mas não na deficiência mental por exemplo.

Então cuidado para não julgar determinadas situações sem ter conhecimento de causa! Vale destacar ainda que, não há óbice para que esses "impedimentos" sejam transitórios, desde que sejam por longo prazo.

O segundo elemento constitui-se pelas "barreiras para participação social", que, na forma da lei, seriam qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros.

Essas barreiras, são destacadas no art. 3º, IV, da Lei Brasileira de Inclusão da PcD, e podem ser de natureza urbanística, arquitetônica, de transportes, de comunicação, tecnológicas e atitudinais. Aqui eu vou chamar atenção para esta última, que entendo ser a mais gravosa para as pessoas com deficiência. As barreiras atitudinais são compostas por atitudes e comportamentos capazes de impedir e prejudicar a participação social da PcD de forma digna e em igualdade de oportunidades, e deve ser combatida, sobretudo, com informação, respeito e cidadania.

O terceiro elemento configura-se pela a "desigualdade de condições". Aqui a ideia fundamental é preservar o princípio constitucional da igualdade, em toda e qualquer forma de participação social. Se, em virtude de algum impedimento, houver barreiras capazes de gerar alguma diferença na forma de participação na sociedade, a desigualdade de condições estará presente e deverá ser combatida.

Sendo assim, na dúvida em ser ou não ser pessoa com deficiência, é interessante que se faça essa leitura refdinada dos fatos e que se busque identificar esses elementos caracterizadores.

Não é atoa que a própria legislação de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, trabalha todos esses conceitos de forma clara e direta. Ser pessoa com deficiência não é privilégio, muito menos um desprivilégio. É ser pessoa humana, como qualquer outra, mas com algumas características diferentes, qualidades que podem implicar em impedimentos ou barreiras que as deixem em desigualdades de condições com as demais pessoas.

A miss cadeirante que luta por segurança após sofrer abusos em estação de trem na Índia

"Fui molestada e apalpada por funcionários", diz Virali Modi

INTERNACIONAL por BBC BRASIL

BBC Brasil
Virali foi coroada a 1ª vice-campeã do Miss Cadeira de Rodas da Índia em 2014
Virali foi coroada a 1ª vice-campeã do Miss Cadeira de Rodas da Índia em 2014

Virali Modi luta por uma Índia mais segura para pessoas com deficiência.

"Na estação central de Bombaim, fui molestada e apalpada em três diferentes ocasiões por funcionários", conta ela.

Precisei da ajuda de dois deles para me levantar da cadeira e entrar no trem. Um deles me segurou por trás, envolveu seus braços ao redor do meu peito e começou a me apalpar. Naquele momento, me senti inútil; senti que as pessoas com deficiência não têm voz e são inúteis na Índia.

Agora, Virali faz campanha para tornar o transporte na Índia mais seguro e acessível para deficientes.

BBC Brasil
Jovem luta por transporte mais seguro e acessível
Jovem luta por transporte mais seguro e acessível

Graças a ela, a estação de Kerala oferece agora treinamento a funcionários, além de rampas portáteis e cadeiras de rodas do tamanho do corredor.

Ela perdeu os movimentos aos 14 anos, após contrair malária. Acabou abandonada por família e amigos.

Tentei me matar duas vezes - a vida era extremamente difícil.

Mas, com o passar dos anos, Virali encontrou motivação em outra cadeirante e foi coroada a 1ª vice-campeã do Miss Cadeira de Rodas da Índia em 2014.

Este é o meu trono. Sou a rainha. Não mexa comigo, pois sou brava.

Jovens com deficiência motora participam de passeio de moto pela primeira vez

                        
André Hawle (gerente comercial da Ducati Campinas), João Eleotério (coordenador do Pernas de Aluguel), Nanda Olegário (voluntária do projeto) e o jovem Anderson, que fará seu primeiro passeio de moto no domingo

Proporcionar a pessoas com deficiência motora momentos de diversão, dando a elas a oportunidade de vivenciar a experiência libertadora de um passeio de moto, com a sensação do vento no rosto. Esse é o objetivo da ação ‘Garupa da Alegria’, uma iniciativa da Ducati Campinas que beneficiará os participantes do projeto ‘Pernas de Aluguel’. O primeiro passeio será neste domingo, 21, com saída às 08 horas da concessionária Ducati, à Avenida Brasil, 342, Guanabara, em Campinas. Dez jovens serão conduzidos por pilotos voluntários experientes até a Lagoa do Taquaral, onde participarão de uma corrida, às 09 horas. Esta será a primeira vez que a maioria deles subirá em uma moto.

O gerente comercial da Ducati Campinas, André Hawle, explica que o objetivo é romper barreiras e promover maior inclusão dessas pessoas que, dificilmente, teriam condições de realizar um passeio motociclístico com toda segurança por conta própria. “Uma de nossas colaboradoras integra o quadro de voluntários do 'Pernas de Aluguel' e acompanhamos o trabalho realizado por eles. Assim, surgiu a ideia de oferecer uma experiência de lazer a mais aos jovens atendidos pelo projeto", explica Hawle.

Ainda de acordo com o gerente comercial, serão feitas avaliações físicas e clínicas de cada caso e, aqueles que apresentarem as condições necessárias para a atividade, serão incluídos no 'Garupa da Alegria'. A cada edição um grupo será contemplado.

O ‘Garupa da Alegria’ integra um projeto maior a ser desenvolvido este ano pela Ducati Campinas, o Ducati Campinas Xperience (DCX), voltado a agregar a ‘experiência do universo Ducati’ a diferentes ações e inciativas da comunidade.

Sobre o ‘Pernas de Aluguel’

Projeto sem fins lucrativos cujo objetivo é promover diversão para pessoas com deficiência motora e proporcionar aos atletas voluntários a oportunidade de transformar a linha de chegada em algo mais especial do que normalmente é.

O projeto participa em corridas de rua com as crianças e adolescentes assistidos pela Associação Beneficente Comunidade de Amor Rainha da Paz (abcrainhadapaz.org.br), que são conduzidos por corredores voluntários denominados ´Pernas de Aluguel.

O ‘Pernas de Aluguel’ não está voltado somente às crianças e adolescentes do Rainha da Paz. Qualquer cadeirante, independente de idade, que apresentar condições físicas suficientes e clinicamente comprovadas por um profissional para suportar provas de 10 a 42 km, está apto a participar.

Hoje, o ‘Pernas de Aluguel’ atua em Belo Horizonte (MG) e Campinas (SP) e, além do Rainha da Paz, leva atletas de várias entidades.

Equipe júnior de tênis em CR treina no CT Paralímpico de olho em Paris 2024

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, recebe até este sábado, 20, a primeira fase de treinamento da equipe júnior do Brasil de tênis em cadeiras de rodas. Os treinamentos visam monitorar a geração de futuros tenistas em cadeira do país, que podem eventualmente representar nossa bandeira nos Jogos Paralímpicos de 2024, que acontecerão em Paris, na França.

O grupo é formado por oito jovens promessas – duas mulheres e seis homens –, entre 13 a 18 anos, que foram escolhidos para essa semana de treino. A Seleção foi formada a partir de seus resultados em torneios que aconteceram em 2017 em todo o Brasil.

Mas Wanderson Cavalcante, coordenador da modalidade na Confederação Brasileira de Tênis, diz que antes de pensar nos Jogos de 2024, eles ainda têm que se preparar para outras competições nacionais, como o Circuito Brasileiro de Tênis em Cadeiras de Rodas, cuja primeira etapa ocorrerá em fevereiro (falta informação).

Um dos destaques desta Seleção de atletas juniores é Jucélio Torquato, de 17 anos. Atleta de Itajaí, em Santa Catarina, Jucélio conheceu o esporte paralímpico em 2011, quando descobriu que tinha Síndrome de Legg-Calvé-Perthes (doença de Perthes), que se caracteriza por ser uma doença degenerativa que afeta as articulações do quadril e causa necrose na cabeça do fêmur.

Nesta temporada, ele já foi campeão do São Paulo Wheelchair Tennis Open, vice na Semana Guga Kuerten, vice no Grand Prix Brazil Wheelchair e medalha de bronze no BNP Paribas World Team Cup 2017, a Copa do Mundo por equipes do tênis em cadeira de rodas, que ocorreu na Itália.

“Nunca imaginei que fosse viajar o mundo todo ou mesmo estar aqui. O esporte é muito importante para mim, mudou a minha vida, se não fosse isso, não sei o que eu seria hoje”, diz Jucélio.

Na próxima semana, ele viaja para Tarbes, na França, para competir a Cruyff Foundation Junior Masters, a Masters Cup Juvenil do Tênis em Cadeira de Rodas. O torneio acontecerá entre os dias 25 e 28 de janeiro e reúne os oitos melhores tenistas da modalidade no masculino e as quatro melhores no feminino. No ano passado, ele e a Maria Fernanda Alves já representaram o Brasil nesse mesmo torneio, quando Jucélio alcançou o quinto lugar no ranking da ITF.

Além do atleta catarinense, os treinos também contam com a presença dos medalhistas dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens de 2017, Maria Fernanda Alves, Jade Lanai Oliveira Moreira e Fábio Bernardes (falta informação).

Fonte: cpb.org.br

Ex-ator de Carrossel treina tênis em CR e sonha com Jogos Paralímpicos

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Oito atletas, de 13 a 18 anos, estão reunidos no CT Paralímpico, em São Paulo, para a semana de treinamento de tênis em cadeira de rodas juvenil até este sábado, 20. Um dos tenistas é João Lucas Takaki que atuou na novela Carrossel, exibida pelo SBT de 2012 a 2013, antes de migrar para as quadras.

O garoto, que completa 15 anos nesta sexta-feira, 19, destacou-se na televisão aos 9. Interpretou o personagem Tom na novela Carrossel. “Minha mãe viu o anúncio dos testes para a novela no jornal e ela me inscreveu, mas nem tínhamos em mente que escalariam um cadeirante. Aí me chamaram para fazer o teste. Fiz dois. Fiquei um ano sem receber resposta, mas surgiu um papel e me chamaram”, contou o atleta.

O paulistano nasceu com um neuroblastoma na coluna vertebral, o que comprimiu sua medula nas vértebras T11 e T12 deixando-o paraplégico. João sempre praticou esportes. Quando tinha oito anos, sua mãe Adriana abriu uma ONG de esporte adaptado. “Com seis meses eu já fazia natação, hidroterapia. Também já fiz basquete e tiro com arco”, comentou.

Há três anos, João Lucas Takaki começou a treinar tênis. “Eu gostei muito de atuar, mas me identifico mais com o esporte. É uma preferência minha. Já apareceu uns merchans para eu fazer, só que se atrapalha os treinos eu nem faço”.

Nesta temporada o atleta planeja participar de todos os campeonatos nacionais para subir de posição no ranking e realizar o sonho de representar o Brasil em uma edição de Jogos Paralímpicos.

Fonte: cpb.org.br

CPB apresenta diretrizes da versão 2018 do projeto Time São Paulo

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Em uma reunião no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira, 18, foram apresentadas as novas diretrizes para a renovação de contrato dos atletas para o Time São Paulo. Ao todo, dez modalidades serão representadas por 62 atletas de alto rendimento e seis atletas-guias.

Os atletas que serão patrocinados nesta temporada foram selecionados pelo departamento técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Os critérios de seleção envolvem a análise do desempenho do atleta e seu potencial para evolução. Ao todo, o orçamento do programa em 2018 contará com R$ 3,3 milhões.

Vale ressaltar que o Time São Paulo teve início em 2011. O projeto é uma parceria do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com o Comitê Paralímpico Brasileiro.

Fonte: cpb.org.br

Aniversário de São Paulo terá mais de 20 atividades acessíveis para surdos

Serão 25 horas de programação que contará com tradução em Língua Brasileira de Sinais, incluindo o show da cantora Anitta

Foto aérea do Vale do Anhangabaúm, em São Paulo

Para celebrar os 464 anos da maior cidade brasileira, a Prefeitura de São Paulo promove a Festa da Cidade, 25 horas de programação de atividades culturais gratuitas que contará com acessibilidade no dia 25 de janeiro, a partir das 11h até às 12h do dia seguinte.

Organizada pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) com apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), toda a programação do palco do Vale do Anhangabaú e da Biblioteca Mário de Andrade ganhará tradução para Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo que pessoas com deficiência auditiva participem das comemorações.

Além das atividades do Centro da cidade, o Tendal da Lapa também garantirá acessibilidade para os surdos em sua programação, que contará com apresentações circenses, música e contações de histórias para toda família.

De acordo com o Censo 2010 do IBGE, a capital possui 516 mil pessoas que se autodeclararam com alguma deficiência auditiva, sendo 120 mil surdos ou com grande dificuldade em ouvir.

“É um direito de todas as pessoas participarem da vida ativa da cidade. Não apenas de serviços básicos, como saúde e educação, pessoas com deficiência precisam de lazer e cultura. Nada melhor que na comemoração do aniversário de São Paulo para garantir a inclusão de todos”, disse o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

A abertura dos shows no Vale do Anhangabaú, que acontece ao meio-dia do dia 25/01, fica por conta da cantora Paula Fernandes. A partir das 15h, Letrux, Tulipa Ruiz, Raquel Virgínia e Thiago França fazem um tributo à cantora Rita Lee.

Anitta, que lançou recentemente o hit “Vai malandra”, sobe ao palco às 23h15. A cantora, que é sucesso internacional, apresentará as músicas “Bang” e “Deixa ele sofrer”, entre outros hits.

A biblioteca Mário de Andrade será palco de apresentações musicais e atividades literárias, que contarão com interpretação em Libras. Às 11h, Cida Moreira e Roberto Camargo fazem show intimista no auditório. Na parte da tarde, às 16h, a atriz Rosi Campos conduz uma leitura encenada.

A Prefeitura de São Paulo espera mais de 2 milhões de pessoas para a festa.

Vale do Anhangabaú

25/01

11h às 7h – Festas
12h – Paula Fernandes
15h – Tributo à Rita Lee com Thiago França, Letrux, Raquel Virgínia e Tulipa Ruiz
18h – Tributo a David Bowie com André Frateschi e Banda Heroes
20h30 – BaianaSystem e Karol Conka
23h30 – Anitta

26/1

2h – Banda Uó, Jaloo e Glória Groove
4h – Gilmelândia
8h – Fanfarras
9h30 – Coral
11h30 – Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Centro Cultural Tendal da Lapa

10h – Contação de histórias, cantigas e brincadeiras infantis
11h30 – De Lucca Circus Show (circo)
12h30 – Cortejo Suno (circo)
13h30 – Intervenções circenses com Circo de Ébano, TIC Cultural e ciclistas bonequeiros
14h – A Carta (circo)
14h40 – Intervenções circenses com Circo de Ébano, TIC Cultural e ciclistas bonequeiros
15h – Mjiba – A boneca guerreira (circo)
16h40 – Circo de Doisdo
17h30 – Banda Paralela
19h – Tânia Alves – show Alma Latina

Biblioteca Mário de Andrade

11h – Cida Moreira e Roberto Camargo
14h – Marquinhos Moura canta Adoniran Barbosa
16h – Leitura Encenada: Rosi Campos

O quê: Programação Inclusiva – Aniversário de 464 anos de São Paulo
Quando: 25 e 26/1, das 10h às
Onde: Palco Vale do Anhangabaú, Biblioteca Mário de Andrade e Tendal da Lapa

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Esporte como inclusão: conheça a história de Giuliano Gemma - Veja o vídeo.

Aluno de judô do Sesc, Giuliano é o primeiro judoca com Síndrome de Down faixa preta do Norte/Nordeste.

Por Sistema Fecomércio

Giuliano frequenta o Sesc desde criança (Foto: Fecomercio)
Giuliano frequenta o Sesc desde criança (Foto: Fecomercio)

Além de trazer diversos benefícios para a saúde e o bem-estar, a prática esportiva é sinônimo de inclusão. No esporte os desafios são superados e os limites físicos deixados para trás. Nesse sentido, a história de Giuliano Gemma é inspiradora: aluno de judô do Sesc, ele é o primeiro judoca com Síndrome de Down faixa preta do Norte/Nordeste, conquista alcançada em dezembro de 2015.

Click AQUI para ver o vídeo.

Anos depois da conquista, as aulas de judô ainda são momento de diversão e também de superação. No Sesc, Giuliano integra turmas de alunos de variadas idades e faixas de judô, onde é tratado sem nenhuma regalia ou diferença com relação aos outros alunos. O mesmo acontece nos campeonatos e nas avaliações para graduação de faixa, onde Giuliano pôde mostrar toda a sua habilidade com o esporte.

“Giuliano frequenta o Sesc Ceará desde criança, já que sempre estudou na Escola Educar Sesc Fortaleza, londe encontrou educação inclusiva, única escola que o aceitou como uma criança especial, na época”, reforça sua mãe Galgani Galgani. Aos seis anos de idade, o menino sentiu vontade de fazer atividade física, momento em que iniciou as aulas na Unidade Fortaleza do Sesc.

Sempre apoiado pela mãe, Gemma Galgani, que também participa das atividades do Sesc há muitos anos, Giulliano conquistou, depois de quase 20 anos de prática, além de medalhas, disciplina, coordenação motora, amigos e alegria de viver.

Informações atividades de Lazer no Sesc: 0800.275.5250

Fonte: g1.globo.com

Pessoas com deficiência e o acesso à informação: Recomendações de acessibilidade indicadas para web

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por Tulio Mendhes

A internet e suas possibilidades estão acessíveis por todo o mundo. Ouso dizer que os “Apps” como WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter etc tem sido os meios de comunicação mais utilizados, possibilitando o acesso em inúmeras coisas como pesquisas com finalidade profissional, acadêmica, política, vida social, sexual etc. Obviamente que a internet e seus aplicativos têm seus prós e contras. Existem diversas discordâncias sobre a internet como parte integrante do meio. Um dos debates mais acalorados sobre esse universo virtual é sobre a alienação e dependência dos usuários sem “filtro” na utilização de suas ferramentas. Em outra vertente temos os favoráveis que defendem a globalização virtual de nossa sociedade que, facilita e muito ao acesso a informação e maior produtividade em praticamente todas as áreas de nossas rotinas mega “aceleradas” etc.

Okay. Entendemos a magnitude que a internet tem ganhado em nosso mundo. Mas o que dizer sobre nós, pessoas com deficiência e as “coisitas” do mundo virtual? Bom, para acessarmos a internet em qualquer canto que estivermos, basta sacarmos nossos celulares mega modernos com acesso ao mundo “virtual” que conseguiremos obter qualquer informação que desejarmos.

Contudo, nós pessoas com deficiência e lindeza, necessitamos também de acessibilidade nesse infinito mundinho de acesso a informação.

– Como assim? Acessibilidade na internet? Como isso funciona?

Antes de explicar a garantia do direito a acessibilidade na internet, vamos relembrar o conceito de acessibilidade. Temos discutido praticamente em todas as postagens que acessibilidade é nada mais nada menos que, permitir à pessoa com deficiências ou mobilidade reduzida a participação ativa de quaisquer atividades que incluam o uso de produtos, serviços e informação.

Pois bem...
No Brasil acessibilidade na internet refere-se principalmente às recomendações do e-MAG – Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico. O e-MAG está alinhado às recomendações internacionais como o WCAG (World Content Accessibility Guide). Vamos tratar isso no âmbito legal da coisa. Entenda!

O artigo 9 do Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009 que promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007, deixa bem claro sobre a finalidade a ACESSIBILIDADE que é “possibilitar às pessoas com deficiência viver de forma independente e participar plenamente de todos os aspectos da vida, os Estados Partes tomarão as medidas apropriadas para assegurar às pessoas com deficiência o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação, inclusive aos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, bem como a outros serviços e instalações abertos ao público ou de uso público, tanto na zona urbana como na rural. Essas medidas, que incluirão a identificação e a eliminação de obstáculos e barreiras à acessibilidade, serão aplicadas, entre outros (...)”. Especificamente nas alínea “f”, “g”, “h” é bem claro que os Estados tomarão as medidas apropriadas para “promover outras formas apropriadas de assistência e apoio a pessoas com deficiência, a fim de assegurar a essas pessoas o acesso a informações”; (...) o acesso de a novos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, inclusive à Internet; (...) promover, desde a fase inicial, a concepção, o desenvolvimento, a produção e a disseminação de sistemas e tecnologias de informação e comunicação, a fim de que esses sistemas e tecnologias se tornem acessíveis a custo mínimo”.

De posse dessas “regrinhas” básicas da acessibilidade no acesso à informação, a internet... O “Mão na Roda” reforça mais uma vez que é preciso urgentemente que os gestores públicos mantenham a acessibilidade em todas as suas pautas, pois somente assim conseguiremos ampliar o acesso à internet da sociedade com deficiência. Afinal a internet representa um enorme passo para nossa inclusão, promovendo autonomia e independência. Por isso, a importância de sites desenvolvidos englobando diferentes níveis de escolaridade, faixa etária e pouca experiência na utilização do computador, bem como ser compatível com as diversas tecnologias utilizadas para acessar uma página da Web. Note mais uma vez que a acessibilidade não diz respeito apenas a pessoas com deficiência, mas a equidade de TODOS os cidadãos.

Falando em equidade, separei alguns “Apps” que garantem a pessoas com alguns tipos de deficiência como visual, auditiva e até física o acesso livre e sem barreiras a internet. Bora lá? Salva aí no cantinho e acesse esses aplicativos. Se você não é deficiente, mas conhece alguém, recomende essa postagem sendo um cidadão que respeita a inclusão, a acessibilidade plena a informação, educação, cultura, lazer, trabalho etc...

Bom sobre os “Apps” começo falando sobre o:

“HAND TALK” que possibilita uma comunicação eficiente e funcional a pessoas com deficiência auditiva. Como? Realizando a tradução automática de áudios e textos digitais para a Língua Brasileira de Sinais, tendo como protagonista o simpático intérprete virtual, Hugo, que é um personagem em 3D que torna a comunicação interativa e de fácil compreensão. Ou seja, esse aplicativo democratiza o acesso à informação e à comunicação quebrando a barreira que existe entre os “surdos” e os “ouvintes”. Esse recurso é disponível para sistemas Android e iOS.

O segundo app é o “TALK BACK” um aplicativo que oferece acessibilidade na interação com seus respectivos aparelhos para usuários com deficiência visual ou com problemas de visão, implementando o feedback falado, audível e por vibração. Ele vem pré-instalado na maioria dos dispositivos Android permitindo uma leitura da tela para os deficientes visuais.

E minha terceira indicação fica pras pessoas com dislexia. O app adequado para essa deficiência é o “ARAMUNO” que foi criado pela ITABits, iniciativa de desenvolvimento de software dos alunos do ITA, em parceria com o Instituto ABCD. O objetivo do “app” é auxiliar o ensino de pessoas com distúrbios de aprendizagem (especialmente dislexia). O usuário, ouve um conjunto de palavras e então arrasta as bolhas flutuantes na tela às posições corretas na grade quadricular, de forma que as setas correspondam às palavras ouvidas. É um “joguinho” peculiar e interessante com bolhas flutuantes na tela do celular, uma espécie de palavras cruzadas onde o jogador deve formar palavras com sílabas, ampliando o vocabulário e estimulando a aprendizagem através de uma interface atraente e, o melhor, pode ser baixado nos dispositivos com sistema Android.

Lá na segunda indicação falei do “TALK BACK” o aplicativo que oferece acessibilidade na interação dos usuários com deficiência visual ou com problemas de visão, deixei claro que esse “app” está disponível para Androids. Okay, mas e os coleguinhas “ceguetas” ou quase... que possuem telefones com sistema IOS? Muita calma nessa hora cato leitor, pois existe solução. E se chama “VOICE OUVER” que é um leitor de tela baseado em gestos que permite usar o iPhone mesmo sem enxergar. Uma vez habilitado, o acesso ao “app” pode ser feito a partir de qualquer lugar do iOS com três cliques no botão de Início. O usuário ouvirá a descrição de tudo que acontece na tela, da carga da bateria a quem está ligando ou até de qual “app” o dedo está em cima. Ah e ainda possibilita o ajuste, o tom e a velocidade da voz. Com esse recurso um cego pode tirar selfies em grupo, um surdo pode ligar para a mãe em outro país e um tetraplégico pode enviar mensagens de texto para os amigos. Traduzindo. Acessibilidade funcional a gente encontra no “Voice Ouver”.

E minha ultima indicação nessa postagem fica pra o aplicativo “GUIADERODAS” que oferece com precisão um mapa pra o “arco-íris” dos deficientes, o mundinho da acessibilidade. Como? Por meio de questionário os cadeirantes ficam informados sobre ambientes acessíveis com plenas condições de circulação interna no estabelecimento, o oferecimento de serviço de manobrista, vagas preferenciais, rampas de acesso, banheiros adaptados etc, tudo para evitar possíveis e infelizmente frequentes constrangimentos. As indicações abrangem, por exemplo, casas de show, barzinhos, teatros, cinemas, “baladinhas”, farmácias, clínicas médicas, supermercados, restaurantes e demais locais que nós pessoinhas “fora dos padrões” da sociedade costumamos frequentar – mesmo as pessoas sem deficiência desacreditando que temos e podemos ser ativos em diversas atividades do dia-a-dia. O “app” está disponível para sistemas Android e iOS.

Fonte: g1.globo.com

5 filhos com Síndrome de Down dão forças para a mãe lutar contra o câncer

Há quem olhe para esta família e veja cinco crianças com Síndrome de Down. Mas ela, a mãe, só vê cinco crianças.


Denis Kuvaev / Shutterstock

Aleteia Brasil

É muito frequente que os desafios de educar um filho com Síndrome de Down aterrorize os pais – e muitos, diante desta situação, escolhem o aborto em vez da vida. Esse medo, normalmente, nasce da ignorância, porque muitas dessas famílias nunca conheceram de perto ninguém que tenha a síndrome – nem conhecerão, nos países em que a eliminação eugênica de bebês através do aborto é legalizada… É um círculo vicioso.

Mas a história de Leah Spring e seu marido Dean Ellingson é diferente.

Leah Spring, hoje com 47 anos, tinha dado à luz uma menina com a Síndrome de Down e, depois de perceber que tinha um “anjo” dentro de casa, decidiu, juntamente com o esposo, adotar outras quatro crianças: todas com um cromossomo a mais.

E foram esses filhos que lhe deram as forças para lutar contra um tumor no seio. Leia o relato:

Naquela casa amarela, em cima de uma colina de Eagan, Leah corta o pão enquanto os filhos lhe preparam cartões para o Dia das Mães.

“Escreve assim: ‘Eu amo muito você, mamãe’”, orienta Angela, de 18 anos, a Axel, de 14. “E: ‘Eu gosto de você, mamãe’. ‘Você é minha mamãe preferida’. 

‘Você é a melhor arrumadeira’. Escreve: ‘melhor cozinheira’. E ‘a melhor rainha do mundo’”.

Quando a melhor rainha do mundo está pronta para servir o jantar, seu assistente Dean Ellingson, também conhecido como “papai”, chama Abel, de 12 anos, e Audrey e Asher, de 10.

Há quem olhe para esta família e veja cinco crianças com Síndrome de Down.

Mas não Leah.

“Eu só vejo crianças”, diz ela.

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Conheça mais sobre esta família maravilhosa  neste artigo (em inglês)

Bebê nasce sem cérebro mas, surpreendentemente, nem os médicos conseguem explicar seu desenvolvimento

Reprodução / Caters

Há quatro anos, Noah Wall nasceu com um dano cerebral gravíssimo, onde ele não possuía cérebro em parte alguma. Os médicos disseram que seu tecido estava gravemente danificado e provavelmente não sobreviveria.

Quando Shelly estava grávida de 3 meses, os médicos diagnosticaram que o bebê tinha espinha bífida, ou seja, a medula espinhal não é desenvolvida de modo adequado. Como se não bastasse, foi descoberto que o menino também tinha hidrocefalia.

Os médicos já estimavam que a hidrocefalia já havia matado quase 100% do tecido cerebral de Noah. Quando nasceu, ficou nítido que realmente a doença havia feito algo. E, embora não tivessem absolutamente nenhuma esperança sobre a vida do filho, Noah passou a surpreendê-los.

Mesmo com a pequena quantidade de cérebro em funcionamento, ele continuou crescendo, de forma que seu cérebro crescesse junto, retrocedendo a microcefalia. Embora seu desenvolvimento fosse mais lento comparado ao de outras crianças, Noah já conseguia rir e falar, coisa que nenhum dos médicos acreditava conseguir. Ainda ninguém sabe explicar o que aconteceu.

Noah atualmente está quase nos 5 anos de idade e ainda tem muitos desafios pela frente, como o fato de ser paralisado do peito para baixo por conta da espinha bífida e sua parte inferior do corpo ser desalinhada. Com um número de cirurgias pré-marcadas, ele terá ajuda de seus pais e de todos seus amigos para conseguir crescer como qualquer outra pessoa. Sabemos que coragem ele tem, não é mesmo?

Novo tratamento usa ultrassom para combater câncer de próstata.

                 iStock
                   

Élcio Padovez Colaboração para o VivaBem.

Muitas pessoas conhecem o ultrassom como o exame que as mulheres fazem durante a gravidez. Mas a técnica tem diversas outras funções na medicina, e uma delas está trazendo resultados animadores para homens diagnosticados com com câncer de próstata.

Um estudo publicado no Journal of Urology, da Associação Americana de Urologia, mostra que o uso do aparelho chamado de High Instensity FocusedUltrassound (HIFU) é uma alternativa positiva para pacientes em fase inicial da doença e com o tumor recém-localizado.

As vantagens do ultrassom

Segundo a pesquisa, a técnica se mostrou eficaz na realização da hemiablação (tratamento de metade da glândula) e ainda trouxe menos prejuízos na qualidade de vida dos pacientes, quando comparada a métodos mais tradicionais para combater o câncer de próstata, como a radioterapia e a cirurgia.

Como funciona o HIFU?

O procedimento com o aparelho robótico de ultrassom dura um dia. O paciente precisa ser internado e passar por uma com uma hora e meia de duração. Nela, acontece a queima das células tumorais da próstata em estágio inicial. Em casos muito positivos, os índices de biópsias negativas chegam a 80%.

Antes de realizar o tratamento é preciso fazer um exame de imagem da área afetada, pois o câncer de próstata não se desenvolve apenas em um lugar isolado. Algumas vezes, a doença é multifocal. Nesses casos, se o ultrassom for aplicado apenas em um lado da próstata, o tumor pode continuar crescendo do outro.

Como a próstata não é retirada no tratamento com HIFU, no pós-operatório os pacientes podem apresentar alterações do PSA, diferentemente de quando a próstata é removida, o que zera a presença dessa enzima no organismo afetado pelo câncer.

Por ser um procedimento relativamente novo (chegou no Brasil há cerca de cinco anos), alguns especialistas defendem que é preciso esperar para ter certeza absoluta de que o HIFU é realmente eficaz."Qualquer tratamento novo de câncer de próstata precisa de pelo menos 10 anos de avaliação e de resultados para mostrar realmente sua eficácia", argumenta Daher Chade, urologista do Instituto de Câncer de São Paulo (ICESP).

Prevenir ainda é o melhor negócio

Praticar exercícios, se alimentar bem, não fumar e maneirar no consumo de bebidas alcoólicas são hábitos importantes para evitar o câncer de próstata e outros tipos de tumores.

A partir dos 40 anos, os homens devem realizar anualmente o exame de sangue para medir o PSA no organismo e o exame de toque. Lembre-se que, quando diagnosticada precocemente, a chance de cura da doença é muito maior.

Fontes: Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e do Hospital Sírio-Libanês, e Alex Meller, urologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - noticias.bol.uol.com.br

Seleções brasileiras chegam ao CT Paralímpico neste sábado, 20, para treinamento

Foto: Alaor Filho/CPB/MPIX
Seleções brasileiras chegam ao CT Paralímpico neste sábado, 20, para treinamento
Legenda: Jogadores da seleção de futebol de 5 treinam no Centro Olímpico de Tênis para a Rio 2016.

As seleções brasileiras, de futebol de 5, goalball e judô paralímpico, estão a dois dias de iniciarem os primeiros treinos de preparação para os campeonatos mundiais de suas respectivas modalidades, que acontecem este ano. Os atletas desembarcam em São Paulo neste sábado, 20, e seguem direto para o Centro de Treinamento Paralímpico, onde ficarão até o próximo dia 28 concentrados para a I Fase de Treinamento.

Futebol de 5

Maior campeão da modalidade, o Brasil começa o ano com o objetivo de recuperar o primeiro lugar do pódio. E nada melhor que no mundial que acontece em Madri, em junho, já que é o vencedor das últimas duas edições da competição (Inglaterra e Japão), além de outras duas. A seleção canarinho terá o retorno de Jefinho, peça importante no esquema do técnico Fábio Vasconcelos e para as aspirações de títulos.

A seleção principal terá a companhia das equipes sub-23 e sub-15. Em 2018 tem campeonato mundial da categoria intermediária e o Brasil vive a expectativa de chegar forte na briga pelo troféu. Alguns jogadores da equipe de cima têm idade para participar da competição e podem figurar entre os convocados, casos do campeão paralímpico Tiago Paraná e Maxwell.

Já os meninos da equipe sub-15 ganham uma oportunidade de ouro na seleção em termos de ambientação e vivência. O projeto da comissão técnica tem como objetivo fortalecer e revelar jogadores para o futuro brasileiro na modalidade. Entre os jovens, tem Adrian, irmão de Jonathan da equipe sub-23. O gaúcho se interessou na prática da modalidade após a última edição da Paralimpíada.

Confira a programação de treino

Goalball

O goalball brasileiro começa o ano com status de atual campeão mundial na categoria masculina e com uma renovada e promissora equipe feminina. Em 2017, o Brasil fechou com ótimos resultados nas quadras com a conquista das medalhas de ouro e prata do Campeonato das Américas pelos homens e mulheres, respectivamente.

A preparação para a Copa do Mundo da modalidade começa com o Brasil já ciente dos adversários que terá pela frente na competição (confira os grupos), o que facilita no planejamento da comissão técnica. No final de março, ambas as equipes terão uma prova de fogo na disputa da Malmö Intercup, que será realizada na cidade que leva o nome da competição e sede do principal evento do ano.

Confira a programação de treino

Judô Paralímpico

Com algumas caras novas, a seleção brasileira de judô paralímpico terá pela frente uma agenda cheia de eventos até o Mundial que acontece em novembro, na cidade de Lisboa. E o primeiro desafio será a disputa do German Open, em Heidelberg, Alemanha, logo após a I Fase de Treinamento, de 7 a 13 de fevereiro.

Além da competição em terras germânicas, os brasileiros encaram ainda o Grand Prix Internacional INFRAERO, em São Paulo, o Campeonato das Américas, no Canadá e, assim como em 2017, um intercâmbio no Japão, através da parceria firmada com a cidade de Hirosaki. Para esta primeira etapa de treinos foram convocados 24 atletas.

Confira a programação de treino

Fonte: cbdv.org.br


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

'Por pouco não perdi a cabeça', diz mãe de menino com paralisia cerebral beijado por estranho em hospital

Agressor foi detido no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), preso em flagrante e autuado por estupro de vulnerável. Caso será investigado pela DDM.

Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí

Criança de seis anos foi assediada por homem dentro do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (Foto: Arquivo pessoal)
Criança de seis anos foi assediada por homem dentro do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (Foto: Arquivo pessoal)

A mãe do menino de seis anos com paralisia cerebral que foi beijado por um homem dentro do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), na terça-feira (16), acredita que o suspeito escolheu o filho dela para fazer a maldade por acreditar que ele estivesse sozinho no local. O suspeito foi detido pela segurança da unidade e levado à polícia.

"Ele [suspeito] escolheu a criança para fazer a maldade. Acredito que meu filho foi atacado porque é brincalhão e parecia estar sozinho naquele momento. Fiquei desesperada. Por pouco não perdi a cabeça, porque o cara era muito frio e fingia que nada daquilo era com ele", conta a mãe da vítima.

Em entrevista ao G1, a mulher, que terá a identidade preservada, lembra que conversava com uma enfermeira perto do quarto, quando ouviu o grito de outra mulher. No momento em que a mãe do menino estava com a enfermeira, o suspeito foi até o quarto e beijou a criança. No local, havia outra mãe acompanhando a filha e impediu que o suspeito avançasse com o assédio.

A mãe da vítima diz que o suspeito foi empurrado pela mulher que estava no quarto com a filha, na pediatria do CHS. Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Estado informou que a direção da unidade acionou a polícia imediatamente após tomar conhecimento do ocorrido, registrou boletim de ocorrência e está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.

Segundo a nota, uma investigação interna sobre o ocorrido também foi aberta e informa que o CHS repudia a atitude e presta atendimento multidisciplinar à família.

Em seguida, o suspeito foi levado para um quarto pela segurança da unidade até a chegada da Polícia Militar. Ele foi encaminhado para o plantão policial da zona norte e autuado por estupro de vulnerável. Segundo a polícia, ele já tem passagem por furto.

O caso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher e, se condenado, o agressor pode pegar de 8 a 15 anos de prisão. A criança passa bem.

Fonte: g1.globo.com