sábado, 27 de janeiro de 2018

Pessoas com deficiência enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho - Veja o vídeo.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, no Pará, cerca de 40 empresas foram fiscalizadas por mês em 2017. Dessas, 30% foram autuadas pelo não cumprimento da cota legal.

Por G1 PA, Belém

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Pessoas com deficiência enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho

No Pará tem mais de um milhão de pessoas com deficiência e a maioria está desempregada. Fabrício Cordeiro, que nasceu com um problema na mão direita, é uma delas. Ele é técnico administrativo, tem qualificação e experiência profissional, mas, mesmo assim, não consegue emprego.

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Segundo o Dieese-Pa, o número de pessoas com deficiência empregadas no Pará aumentou. Entre 2015 e 2016 cresceu 11%. O dado é contestado pelo presidente da Associação Paraense de Pessoas com Deficiência.

“Apesar das empresas terem procurado a gente em busca de currículos, o que temos observado é que as pessoas não estão ficando no local de trabalho”, diz Ney Souza, presidente da APPD.

Há 25 anos foi criada a lei de cotas no Brasil, para garantir a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. E 2% das vagas em qualquer empresa que tenha entre 100 e 200 funcionários devem ser destinados a essas pessoas. A porcentagem varia de acordo com o número de contratados. Chega a 5% no caso de empresas com mais de 1001 funcionários.

Fonte: g1.globo.com

O dilema de uma campeã mundial e paralímpica: escolher um dia para morrer

Francois Nel/Getty Images
Marieke Vervoort comemora vitória no Mundial de Atletismo Paraolímpico de 2015, em Doha
Marieke Vervoort comemora vitória no Mundial de Atletismo Paraolímpico de 2015, em Doha

Thiago Rocha Do UOL, em São Paulo

O ímpeto de não se render às limitações físicas provocadas por uma doença degenerativa, descoberta ainda aos 14 anos, transformou Marieke Vervoort em atleta paraolímpica vencedora. Mas nem adversárias nem resultados abaixo do planejado foram capazes de derrotar mais a belga do que a própria vida dela.

Aos 38 anos, combalida pelas dores e pela saúde frágil, Marieke desistiu de seguir vivendo e está próxima de tomar a decisão mais extrema possível a um ser humano: escolher a data em que quer morrer. Desde 2008, o governo da Bélgica concedeu a ela o direito à eutanásia – permissão legal para alguém com doença incurável obter uma morte rápida e indolor. O método é proibido em vários países, entre eles o Brasil.

Ela está internada desde novembro em um hospital de Diest, a terra-natal da ex-atleta, na companhia de familiares e amigos, que se revezam no quarto, e o apoio da cadela Zen, adestrada para ajudá-la caso sofra ataques epiléticos. O nome é uma homenagem ao budismo, que a ensinou a meditar e ter força espiritual para encarar as dores físicas.

Se as limitações abalam o humor, a opção pela morte tira o sono de Marieke Vervoort, embora acredite ser uma decisão inevitável. "Não estou assustada. Para mim, morrer é como ir dormir e não acordar nunca mais.Dormir e não voltar a sentir dor nunca mais. A única coisa que me inquieta é marcar a data. Escolher o dia em que quero morrer é muito difícil", confessou ao jornal espanhol "El País".

Embora tenha autorização para dar cabo ao sofrimento há dez anos, Marieke deixou a eutanásia como a última alternativa. Cadeirante desde 2000, quando a atrofia muscular aliou-se a uma tetraplegia, a belga optou por praticar = esportes adaptados até quando fosse possível. Começou no basquete em cadeira de rodas, mas foi no para-triatlo que atingiu a elite e conquistou dois títulos mundiais, em 2006 e 2007.

Reprodução/Facebook
Marieke e a cadela Zen

Conciliar as três práticas que compõem o triatlo (natação, ciclismo e corrida), no entanto, ficou inviável. Vervoort, então, migrou para o atletismo, em 2011, e ganhou projeção rapidamente. Em sua primeira participação em Jogos Paraolímpicos, em Londres-2012, conquistou a medalha de ouro nos 100m e a prata nos 200m rasos da categoria T52 (tetraplégicos). Três anos depois, em Doha, sagrou-se campeã mundial nos 100m, 200m e 400m rasos.

Os Jogos do Rio de Janeiro, em setembro de 2016, seriam a última competição da carreira de Marieke Vervoort. Foi neste período que a informação sobre poder escolher quando irá morrer se tornou pública.

"Com a minha história, quero inspirar os países a tentar deixar as pessoas mais felizes. Acho que ocorreriam menos suicídios se a eutanásia fosse permitida. Com a eutanásia, deixei de pensar em suicídio. Não é assassinato, é algo positivo. Ajuda a pessoa a viver por mais tempo", explicou na ocasião.

Marieke despediu-se do esporte paraolímpico com duas medalhas no Rio: a prata nos 400m e o bronze nos 200m rasos.

Desde o fim da trajetória como atleta, a situação médica da belga entrou em progressiva piora. Em casa, recebia o auxílio de três enfermeiras. "Não é fácil depender dos outros", disse. Para ter uma condição melhor de assistência enquanto não toma uma decisão, Marieke resolveu se internar. "Não quero mais sofrer. Está muito difícil para mim agora e estou cada vez mais deprimida. Choro muito. Até a minha visão está desaparecendo."

A aura do quarto 208 do Hospital de Diest transita entre a alegria de receber visitas, ganhar carinho e relembrar histórias, e a angústia de decidir quando será o último dia em que Marieke Vervoort estará viva. "Eu disse à minha mãe que quero esperar até depois do aniversário dela, em 27 de fevereiro. Ela falou que devo decidir sem pensar nisso. Que eu não devo sofrer.".

Entre o dilema e o sofrimento, a ex-atleta vive enquanto pode. Ou até quando suportar viver.

Ano cheio de competições marca calendário da Seleção Brasileira de Judô

Imagem

Por CPB

A Seleção Brasileira de judô está nesta semana no CT Paralímpico, em São Paulo, para mais uma semana de treinamento, em um ano repleto de competições internacionais. Serão quatro eventos em 2018, sendo um deles em São Paulo, o Grand Prix Internacional de Judô Paralímpico, entre os dias 16 de março a 18 de março.

Em fevereiro, os atletas competem no German Open, na Alemanha, de 7 a 13 de fevereiro. Após o GP brasileiro, haverá o Campeonato das Américas, no Canadá, entre os dias 19 e 21. Por fim, em novembro, o Campeonato Mundial de Judô Paralímpico, em Portugal, que acontecerá entre os dias 16 e 18.

“Este ano vamos ter um calendário com muitas competições importantes. Nosso maior objetivo é conquistar a medalha de ouro no Mundial, então começamos o ano bem intenso, com treino de resistência específica de judô”, disse Jaime Bragança, técnico da Seleção Brasileira.

Otimistas com o começo do ano de treinamento, as atletas Alana Maldonado e Giulia Pereira, ambas de São Paulo, estão ansiosas para Mundial em Portugal. “O foco é total no Mundial, em que eu quero ser medalhista de ouro. Esse é o meu objetivo e eu não saio de lá sem isso. A gente está se dedicando ao máximo neste ano", afirmou Alana, que foi prata nos Jogos Paralímpicos do Rio e bronze nos Jogos Mundiais da Coreia do Sul, em 2015.

Já Giulia está na expectativa com o seu primeiro Campeonato Mundial. “Estou bastante ansiosa para o Mundial, mas ainda temos bastante tempo para se preparar e corrigir todos os erros."

O judoca Thiego Maques, do Pará, comenta que os treinos estão pesados, mas que isso é necessário para o crescimento dos atletas, nesse começo de ano. Em 2013, Thiago foi prata no Mundial de Jovens de Judô, nos Estados Unidos, mas 2018 será a sua estreia no Mundial na categoria de adulto. “Eu já participei de um Campeonato Mundial de Jovens, mas agora eu estou ansioso, porque a estrutura de lá é inimaginável, é onde a gente sempre quis estar, então todo atleta fica nervoso”, contou.

Além dessa série de competições ao longo de 2018, a Seleção Brasileira ainda estará no Japão, em junho, para treinamentos. No CT Paralímpico, serão nove fases de treino neste ano.

Fonte: cpb.org.br

Fruto de 'experimento' do Camping Paralímpico retorna ao projeto em 2018

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Por CPB

Uma das primeiras jovens a fazer parte de um projeto de detecção de talentos do Comitê Paralímpico Brasileiro, Stephany Nobre está mais uma vez em destaque. Após figurar no projeto piloto do Camping Escolar Paralímpico, em 2013, em Maringá, ela retorna nesta semana a São Paulo, para duas semanas de vivencia em alto rendimento. Ela integra o projeto Camping Escolar Paralímpico, que é composto por 37 revelações da natação e do atletismo, que participaram das Paralimpíadas Escolares de 2017.

Há cinco anos, o número de atletas foi menor, 16, sendo oito de cada modalidade. Dos jovens que participaram do projeto piloto, cinco integram hoje Seleções principais em 2018. Stephany Nobre, 18, esteve presente em Maringá e agora participa do Camping Escolar, em São Paulo.

A capixaba começou a nadar com quatro anos e, em 2012, iniciou os treinos na natação paralímpica. “Eu estava em momentos diferentes. Naquela época, eu ainda estava conhecendo a natação paralímpica e agora eu já me sinto uma atleta de alto rendimento. O projeto é muito importante por proporcionar troca de conhecimento”, comentou.

A atleta nasceu com má formação e não possui a mão esquerda, por isso pertence à classe S9 (limitação físico-motora). Suas inspirações são Camille Rodrigues, da Seleção Brasileira, e Emyly Silva, que faz parte do grupo da Seleção de jovens, ambas da mesma classe que Stephany.

Para a nadadora, o diferencial do projeto é o local: “O CT muda tudo! É uma estrutura muito maior e que proporciona mais coisas para a gente. A natação paralímpica cresceu muito, temos mais inspirações. Agora eu participo do Circuito Loterias Caixa, treino com as melhores pessoas do Brasil, que estão na Seleção, posso vê-las treinarem, compito com elas no Circuito e o CT proporcionou essa união."

Stephany participou da etapa regional Rio-Sul do Circuito Loterias Caixa em 2017 e conquistou o ouro nas provas: 100m livre, 50m livre e 100m costa. Já na segunda fase nacional, ficou com o bronze 100m costas.

O Camping Paralímpico se estenderá até o dia 5 de fevereiro.

Fonte: cpb.org.br

Blocos que promovem inclusão social animam carnaval do Rio

Isabela Kassow/Divulgação Alegria sem Ressaca
Bloco Alegria sem Ressaca - Foto Isabela Kassow/Divulgação Alegria sem Ressaca
Bloco carnavalesco Alegria sem Ressaca, do Rio de Janeiro

Blocos inclusivos tomam conta da cidade do Rio de Janeiro em variados locais e eventos pré-carnavalescos. No próximo domingo (28), em Copacabana, o Alegria Sem Ressaca promove o décimo quinto desfile, alertando a população para a prevenção ao abuso de álcool e ao uso de drogas durante os dias de folia.

Este ano, o bloco tem como madrinha a cantora Ellen de Lima, uma das rainhas da Rádio Nacional, que fará 80 anos em 2018 e há 20 anos canta no Baile da Cinelândia, na região central do Rio. Criado pelo psiquiatra Jorge Jaber, em 2004, o Alegria Sem Ressaca tem a participação de dependentes químicos em recuperação, familiares, profissionais de saúde, além da adesão de artistas e atletas como Luiza Tomé, José Aldo, Eduardo Dussek e Teresa Cristina, entre outros.

O tema deste ano é o Carnaval dos Velhos Tempos. “Nosso objetivo é reviver o carnaval saudável, que não é caracterizado por excessos, no sentido de utilização de drogas”, salientou Jorge Jaber. O samba ficará a cargo da Velha Guarda Musical da Escola de Samba Vila Isabel. O jornalista da Rádio MEC AM, Cadu Freitas, vai dirigir o bloco.

Paralisia

Ainda no dia 28, a Praça Paris, no centro do Rio, reúne às 16h os integrantes do bloco Eficiente, voltado para pessoas com necessidades especiais. Mãe de Isabel e madrasta de Artur, ambos com paralisia cerebral, Bruna Saldanha organizou em 2014 uma ala de portadores de necessidades especiais dentro do bloco de um amigo. A adesão foi tão grande que, no ano seguinte, ela fez um desfile independente.

“Mas quem não tem deficiência e quiser participar, é super bem-vindo”, disse Bruna. O tema deste ano do bloco Eficiente é Inclusão se faz com várias mãos. O desfile conta com apoio do AcolheDown, grupo formado por pais de portadores da Síndrome de Down.

O bloco Empurra que Eu Ando também reúne pessoas com e sem deficiência. São “pessoas que usam muletas, cadeirantes e simpatizantes”, ressaltou uma das organizadoras, a fisioterapeuta Viviane Decat. O bloco é uma iniciativa dos fisioterapeutas, médicos e pacientes da Top Fisio, clínica de reabilitação localizada em Icaraí, Niterói, região metropolitana do Rio. Este será o nono desfile do bloco, que sai no próximo dia 3 de fevereiro. “É um bloco bem família, tem muita criança, idosos”, disse Viviane. Mais de 300 pessoas fazem parte do grupo, cuja comissão de frente é formada por cadeirantes.

Escola de samba

Ainda no dia 3, a Feijoada da Alegria abre os trabalhos da primeira e única escola de samba voltada às pessoas com deficiência, a Embaixadores da Alegria. A feijoada ocorrerá no Clube Marapendi, na Barra da Tijuca, zona oeste. O objetivo da agremiação é quebrar todas as barreiras de acessibilidade e os preconceitos de quem ainda vê pessoas com deficiência como incapacitadas.

O fundador da escola é o inglês Paul Davies, que está no Brasil há 30 anos. “Agora, eu sou carioca”, afirmou. Ele fundou a Embaixadores da Alegria em 2006. A escola abre o desfile das campeãs do carnaval do Rio, no dia 17 de fevereiro. Ela vem com cerca de 1,4 mil participantes, dos quais 900 são pessoas com todo tipo de deficiência. O enredo de 2018 é SuperHomem, SuperHeróis, SuperAção.

A Embaixadores da Alegria está com um grupo na Inglaterra ensinando pessoas com deficiência a montar um carnaval no país. “A gente está exportando nosso know- how (conhecimento prático) para países estrangeiros”, destacou Davies. O primeiro desfile ocorrerá em Londres, durante o verão europeu.

Saúde mental

O Coletivo Carnavalesco Tá Pirando, Pirado, Pirou!, que reúne profissionais de saúde mental, pacientes, familiares, foliões e simpatizantes da causa de uma sociedade sem manicômio sai este ano pela Urca, zona sul do Rio, para homenagear a primeira-dama do samba, dona Ivone Lara, de 96 anos.

João Aranha/Divulgação coletivo carnavalesco
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O coletivo carnavalesco Tá pirando, pirado, pirou! se prepara para o carnaval 

A concentração será no dia 4 de fevereiro, domingo que antecede o carnaval, às 15h, na Avenida Pasteur, em frente ao campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O local abrigou o Hospício Pedro II, o primeiro hospital psiquiátrico do Brasil e o segundo da América Latina. O enredo Foram me chamar! Eu estou aqui, na luta, na lida, no samba. Salve Dona Ivone Lara!, foi apresentado por Shirley Martins e escolhido por votação, inclusive por pacientes internados.

Enfermeira, assistente social com especialização em terapia ocupacional, dona Ivone Lara sempre atuou no campo da saúde mental. Trabalhou por 38 anos no antigo Centro Psiquiátrico Pedro II, situado no bairro do Engenho de Dentro, zona norte, até se aposentar, em 1977. Integrou a equipe de monitores da doutora Nise da Silveira, renomada psiquiatra brasileira, que se manifestou radicalmente contra os tratamentos aplicados a pacientes mentais à sua época, que julgava serem muito agressivos, entre eles o confinamento em hospitais psiquiátricos, o eletrochoque, a lobotomia.

Doze músicas, a maioria composta por pacientes de saúde mental, concorreram ao samba-enredo de 2018 do bloco. A eleição ocorreu no último sábado (20) e o samba escolhido foi Dona Ivone Lara, Orgulho Brasileiro, de autoria de André Cabral.

O coordenador do coletivo, Alexandre Wanderley, psicanalista e doutor em saúde coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), disse que a cada ano o bloco cresce um pouco. No desfile deste ano são esperados 2 mil integrantes. A edição de 2018 traz uma inovação, que é a criação de uma ala infantil do Serviço Infantojuvenil do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Carim), chamada Eu vim de lá pequininim, Carim.

Respeito

Criado em 2001, como parte do processo de desconstrução do modelo de asilo, do Instituto Municipal Nise da Silveira, o bloco carnavalesco Loucura Suburbana resgata o carnaval de rua do Engenho de Dentro, zona norte do Rio, reunindo usuários, familiares e funcionários da rede de saúde mental, além de moradores do bairro e adjacências. O objetivo é criar um movimento de integração com a comunidade, tendo como motivação o carnaval. O bloco arrasta foliões e contribui para transformar o preconceito contra a loucura em respeito e desejo de integração.

Quinze sambas concorrem ao enredo deste ano, cujo tema é De mulher e de Louco, Todos Nós Temos um Pouco: Deixa Eu Desfilar Minha Alegria, Expressar Minha Humanidade. O bloco faz também, este ano, críticas “ao retrocesso na saúde e na cultura”, destacou a coordenadora do coletivo, a psicóloga Ariadne Mendes. O bloco defende ainda a liberdade de as pessoas se expressarem e se assumirem, tanto em termos de sexualidade, quanto de gênero. O samba vencedor será escolhido hoje (25), na quadra do Só Bola, no Encantado. Os participantes saem do hospital e ganham as ruas do bairro do Engenho de Dentro.

O desfile está programado para o dia 8 de fevereiro, às 17h, com concentração às 16h. Ariadne Mendes convocou as pessoas interessadas a chegarem no Instituto Municipal Nise da Silveira a partir das 13h para escolherem fantasias no barracão. O bloco oferece maquiagem de carnaval gratuita. A música é garantida pela bateria A Insandecida, formada por alunos da oficina de percussão do Ponto de Cultura Loucura Suburbana e amigos.

Cadeirantes

No Catete, o bloco de carnaval Senta Que Eu empurro, formado por pessoas com deficiência, está programado para sair na sexta-feira de carnaval (9). O bloco foi fundado em 2008, no bairro do Catete, zona sul, e tem o objetivo de dar visibilidade, integrar e socializar as pessoas com deficiência de forma descontraída e divertida, promovendo a autoestima dessas pessoas.

A coordenadora do Senta Que Eu Empurro é Ana Claudia Monteiro, membro do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro. Ela ficou cadeirante após um acidente, há 16 anos. Com o bloco, Ana Claudia mostra que limites estão aí para serem superados.

Já o bloco Gargalhada, de surdos-mudos e outras pessoas com deficiência, que desfila em Vila Isabel, na zona norte, não vai sair este ano. O motivo, segundo informou a fundadora do bloco, Yolanda Braconnot, foi a falta de patrocínio. Ela avisa, contudo, aos simpatizantes e integrantes do coletivo que haverá um baile na Associação Atlética Vila Isabel, para não deixar o carnaval 2018 passar em branco.

Fonte: istoe.com.br






sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Com paralisia cerebral, jovem se forma em Direito no AM e sonha em ser juiz - Veja o vídeo.

Werner Lopes, de 26 anos, diz que a conquista é vista por ele como mais um degrau na realização do sonho.

Por Patrick Marques, G1 AM

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Com paralisia cerebral e sem movimento das pernas, homem se forma em direito em Manaus

Durante o anúncio de cada formando, o mais ovacionado. Werner de Albuquerque Lopes, de 26 anos, superou a si mesmo ao se formar em direito, nesta quarta-feira (24), na sede da Ordem dos Avogados do Brasil (OAB), em Manaus. Portador de paralisia cerebral, ele afirma que este é apenas mais um de degrau para a realização do sonho de se tornar juiz.

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Segundo a mãe de Werner, Genir de Albuquerque Lopes, de 57 anos, o filho nasceu com paralisia cerebral, com o movimento dos membros inferiores comprometidos. Mesmo com este diagnóstico, ela disse que não foi algo tão negativo para o filho. Ele, que vê a cadeira de rodas como as "pernas", sempre buscou o que desejou.

"Nunca foi um impecílio para ele. O sonho dele é se tornar um juiz. Ele já passou na primeira fase do Exame da OAB e aguarda o resultado da segunda fase. Ele costuma dizer 'Eu não ando, mas tenho duas rodas. As minhas pernas são a minha cadeira'. Ele nunca botou dificuldade porque não anda", comentou a mãe de Werner.

Werner comemorou conquista ao lado do pai (Foto: Patrick Marques/G1 AM)
Werner comemorou conquista ao lado do pai (Foto: Patrick Marques/G1 AM)

No início da cerimônia e ao ter o nome chamado para entrega do certificado, Werner foi ovacionado pelos colegas, familiares e os demais presentes. A alegria e emoção a eram visíveis em seu rosto.

Para ele, a conclusão da faculdade foi um momento único, gratificante e que deve ficar guardado para sempre em sua vida. Werner vê a vida como barreiras a serem vencidas e afirmou que busca sempre conquistar o que deseja. Não há o que o desmotive.

Werner persegue sonho de se tornar juiz (Foto: Patrick Marques/G1 AM)
Werner persegue sonho de se tornar juiz (Foto: Patrick Marques/G1 AM)

"Não adianta ficar acomodado. Tem que superar os limites. Meu sonho é a magistratura. Estou lutando para isto e tenho certeza que vou conseguir. Sou uma fonte de inspiração, como meus amigos dizem. Eles foram fundamentais por me apoiar e fazer com que eu não desista. Tenho certeza que vou pegar a minha carteira da OAB. Nunca desista dos seus sonhos", finalizou Werner.

Werner recebeu apoio e carinho de colegas de classe (Foto: Patrick Marques/G1 AM)
Werner recebeu apoio e carinho de colegas de classe (Foto: Patrick Marques/G1 AM)

Fonte: g1.globo.com



Parque da Cidade: situação dos banheiros para pessoas com deficiência motiva queixas

                  Foto: Reprodução/Facebook
                     Parque da Cidade: situação dos banheiros para pessoas com deficiência motiva queixas
As pessoas precisam abrir a mente e pensar em todos que precisam da acessibilidade, Rômulo Soares. 

Ana Clara Arantes - anaclara.arantes@grupojbr.com

Os banheiros para pessoas com deficiência do Parque da Cidade estão fechados. A constatação provoca a indignação de quem depende da acessibilidade, entre eles o atleta Rômulo Soares, 49 anos. Cadeirante há 22 anos, ele próprio procurou a administração do espaço. Como resposta, ouviu que os recintos estavam trancados por causa de depredação.

Sem acesso ao sanitário adequado, Rômulo utilizou um convencional e relata que isso gerou os piores transtornos possíveis. “Foi muito complicado. Como consigo ficar um pouco de pé, foi possível, com muita dificuldade. Mas o vaso estava solto” denuncia.

Ele frisa que o banheiro não atende apenas cadeirantes. “Uma mãe com carrinho de bebê, um idoso com andador, todos precisam do banheiro com acessibilidade. As pessoas precisam abrir a mente e pensar em todas as pessoas que precisam da acessibilidade”, destaca.

Na administração, Rômulo ouviu que não era possível deixar as portas destrancadas, e por isso seria necessário procurar os funcionários da limpeza ou da manutenção, que ficam com as chaves. Ele recebeu ainda a promessa de providências sobre o caso ainda nesta semana.

O atleta conta ainda que, quando finalmente conseguiu a chave do banheiro, observou que havia materiais de limpeza guardados ali: “Existe uma tendência em se deixar os banheiros exclusivamente para funcionários usarem ou guardarem seus materiais de trabalho”.

Outras falhas na acessibilidade estão espalhadas pelo parque, conforme aponta o cadeirante. “Se alguém precisa chegar até o bebedouro, por exemplo, o chão é todo irregular”, exemplifica.

Na avaliação de Rômulo, a situação retrata a falta de respeito com as pessoas. “Se há vandalismo, isso é uma questão de polícia. Não devo ser penalizado pelo erro de outros”, lamenta.

Descaso

Aos 10 anos, Ícaro Ziller costuma frequentar o parque com o pai e com frequência também se depara com os banheiros fechados – inclusive os convencionais. “Acho muito injusto os banheiros estarem sempre fechados, principalmente os com acessibilidade, pois os cadeirantes são os que mais precisam”, defende.

Augusto Ziller, 42, empresário, concorda com o filho. “Já aconteceu de precisar usar o banheiro e encontrá-lo fechado, mas não são todos. Onde tem maior fluxo de pessoas, sempre os encontro abertos, mas deixam a desejar nos quesitos manutenção e higiene”, pondera.

Quem tem a mesma opinião é Rita Valério, 62, técnica em eletrocardiograma. “É um local tão antigo, cheio de cultura e lazer, mas com uma administração que deixa a desejar”, reclama.

Marco Antônio Tavares Pires de Almeida, 70, militar da reserva, também costuma encontrar os banheiros trancados. “Acho que os banheiros são um serviço de utilidade pública e deveriam ser mantidos abertos para a população. No caso dos sanitários para os deficientes, o problema é maior ainda. Eles deveriam ter facilidade máxima no uso das instalações”, diz.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Secretaria de Turismo (responsável pelo parque) não respondeu sobre a questão até o fechamento desta edição.





Lei sancionada institui cotas para pessoas com deficiência em universidades federais

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Luiz Antônio Bichir Garcia ingressou na Universidade de Brasília (UnB) em 2012 no curso de História e, por sofrer de uma paralisia cerebral, precisou de estrutura adaptada para acompanhar as aulas

Da Redação

As pessoas com deficiência serão incluídas no programa de cotas de instituições federais de educação superior, que já contempla estudantes vindos de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos e indígenas. É o que estabelece a Lei 13.409/2016 , sancionada nessa quarta-feira (28) pela presidência da República e publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União.

A nova lei tem origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 46/2015 , aprovado na Casa em setembro de 2015 e votado na Câmara dos Deputados apenas com emenda de redação em dezembro de 2016. Entra em vigor já nesta quinta-feira (29).

O texto altera a lei que instituiu as cotas no ensino superior federal (Lei 12.711/2012)). Atualmente, as instituições federais de educação superior reservam no mínimo 50% de suas vagas nos cursos de graduação, por curso e turno, para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa cota, 50% das vagas deverão ser reservadas a estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.

As cotas são preenchidas, ainda, de acordo com a proporção de autodeclarados pretos, pardos e indígenas na população da unidade da federação (estados ou DF) em que a instituição se encontra. A nova lei acrescenta as pessoas com deficiência a essa cota, que também será regida pela proporcionalidade em relação à população, medida pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi mantida a previsão de revisão da política de cotas no prazo de dez anos a partir da lei que instituiu o programa, ou seja, em 2022.



Superação: paraplégico e morador de abrigo, Adrian passa no vestibular da UFRGS

Estudante de 21 anos que perdeu movimentos após ser atingido por bala perdida cursará Ciência da Computação

Bruna Vargas / Agencia RBS
Bruna Vargas / Agencia RBS

No pátio interno do Abrigo Cônego Paulo de Nadal, na Avenida Padre Cacique, uma faixa pendurada em frente a uma das residências estampa com pontos de exclamação o orgulho de um feito inédito entre os cerca de 50 acolhidos do local. É uma homenagem a Adrian Torres, 21 anos, morador do abrigo que será calouro de Ciência da Computação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A comoção não tem nada de exagero. Se em muitos contextos uma faixa de bixo é algo comum, nas dependências do abrigo em Porto Alegre onde vivem pessoas com diferentes tipos de deficiências motoras e cognitivas é evento tão raro que os funcionários não lembram de outro nos 41 anos de existência da instituição.

Paraplégico desde 2013, quando foi atingido por uma bala perdida no pescoço, o jovem tornou-se exemplo de superação, provocando reações emocionadas da equipe que trabalha no local na sexta-feira (19), quando soube da aprovação na universidade.

Adrian também não disfarça a satisfação pelo esforço recompensado, sorrindo fácil ao falar sobre a novidade. Mas, para ele, não houve surpresa. Resultado de um ano dedicado aos estudos, a conquista da vaga na UFRGS (em um curso com 10,08 candidatos por vaga) era esperada.

Fui bem nas matérias no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas mal na redação, então não estava confiante. Mas para a UFRGS, sim — conta.

Com problemas de motricidade na mão em função do incidente, o garoto precisa utilizar um adaptador para conseguir escrever, o que faz com que demore mais para redigir. O problema é levado em consideração pelas bancas avaliadoras, que cedem mais tempo para a conclusão da redação quando solicitado. Envolvido com a prova, Adrian esqueceu-se de reivindicar seu direito no dia do Enem e entregou o texto pela metade. Já na UFRGS valeu-se do tempo extra para elaborar uma redação que mereceu 19 dos 25 pontos dos avaliadores, garantindo seu lugar entre os aprovados.

Estou achando normal, mas também estou preocupado. É tudo muito novo — conta.

Se o momento é de comemorar, o caminho de Adrian até a UFRGS foi marcado por uma série de eventos conturbados. Retirado do convívio da família anos atrás e encaminhado para um abrigo residencial do governo do Estado, o garoto assimilava uma mudança de rotina quando houve o incidente que tirou seus movimentos do peito para baixo.

Foi bem difícil. Eu pensei que não ia mais mexer os braços. Nem sabia se ia poder voltar a estudar — recorda.

À época estudante do 1º ano do Ensino Médio, Adrian passou três meses no hospital e teve, de fato, de abandonar a escola em 2013. Também mudou de endereço: passou a morar no Cônego Paulo de Nadal, mantido pelo Estado, onde teria a assistência adequada à nova realidade. Retomou os estudos no ano seguinte, determinado a ir até o fim.

Assim que concluiu o ensino regular foi aprovado em duas faculdades por meio do Enem. Mas, sonhando com uma vaga na UFRGS, resolveu dedicar seus esforços para passar vestibular deste ano. Para manter o foco na prova, cursou o pré-vestibular popular Dandara dos Palmares.

Livre dos compromissos até o começo das aulas, em março, concilia o resto das férias entre o corre-corre atrás da documentação necessária à matrícula, idas ao cinema e sessões de filmes em casa — é fã de histórias de super-herói e terror. Ainda não sabe o que esperar das aulas na universidade, mas já tem planos profissionais para quando concluir o curso: quer atuar na área de TI.

Já fiz alguns cursos de informática, mas só o basicão. Vi que ia gostar da faculdade e que é um curso que tem futuro — diz sorrindo.

Seleções de goalball iniciam treinos para o Mundial da Suécia, em junho

Imagem

Por CPB

As Seleção Brasileiras feminina e masculina de goalball estão no CT Paralímpico, em São Paulo, para a primeira fase de treinamento para o Campeonato Mundial de Goalball IBSA 2018, na Suécia, que acontecerá entre os dias 30 de maio e 9 de junho. Até a viagem para a Europa, haverá mais quatro fases de treinamento.

De acordo com o técnico da Seleção masculina, Alessandro Tosin, este é o momento em que os atletas serão avaliados e colocados em condições de jogo, já que alguns deles ainda não tinham feito nenhum trabalho com bola neste ano.

“A nossa meta é, a partir das próximas fases, trabalhar sistemas táticos e construir um volume de jogo para chegar muito forte no Campeonato Mundial”, disse.

Campeã do último Mundial de 2014, na Finlândia, a Seleção masculina quer manter a posição e garantir novamente o ouro para o Brasil. Com rivais fortes e tradicionais, como Lituânia, Suécia e Estados Unidos, Alessandro diz que eles não haverá jogos fáceis, principalmente porque as equipes estão evoluindo muito em termos defensivos. “Talvez estejam até nos observando, já que temos uma defesa muito forte”, completou.

Nesta temporada, a equipe brasileira conta ainda com novos integrantes, como Emerson Ernesto, 18, de Campina Grande, Paraíba. O jogador nasceu com uma doença congênita na retina e joga goalball desde os 11 anos.

“Treinar com a Seleção Brasileira é sempre uma ótima experiência, primeiro porque aqui eu aprendo muito, além de ser uma oportunidade de conviver e treinar com os melhores jogadores do mundo”, disse Emerson, futuro estudante de Educação Física.

O Campeonato Mundial da Suécia será a única competição da Seleção Brasileira de goalball do ano, mas representa uma das portas de entrada para o Brasil nos Jogos de Tóquio, em 2020, já que distribui vaga para os três mais bem colocados.

Fonte: cpb.org.br

Negar matrícula a aluno com deficiência é crime


Por Drª Andressa Tonetto Fontana

Ao iniciarmos um novo ano, muitos pais deparam-se com uma grande preocupação: poderei matricular meu filho/minha filha com deficiência em uma escola regular?

Certamente sim! Ainda que cada vez mais se fale a respeito da inclusão escolar, o tema segue gerando muitas dúvidas a pais e responsáveis por crianças e adolescentes que dela necessitam, seja por dificuldades físicas quanto por diversos outros tipos de necessidades, como as de ordem cognitiva e comportamental.

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/15), conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, assegura um sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, ao longo de toda a vida. Assim, nenhuma escola regular, seja pública ou privada, pode recusar a matrícula de alunos portadores de deficiência. Salienta-se que nas escolas privadas é vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades ou matrículas.

Além disso, as escolas devem oferecer projetos pedagógicos, serviços, adaptações e medidas de apoio que possibilitem a participação plena dos estudantes portadores de deficiência, respeitando-se as limitações individuais, porém visando sempre a igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas. Os critérios de avaliação devem ser adaptados para cada necessidade específica e é obrigatório a oferta de profissionais de apoio escolar.

A Lei de Inclusão deve ser necessariamente respeitada por todas as escolas do país, cabendo aos pais e responsáveis exigir da instituição escolhida a efetivação do direito à educação plena. Caso isso não ocorra, busque o auxílio de um advogado de sua confiança ou da Defensoria Pública.

Fonte: Jus Brasil

Lei Federal n.13146/2015

Art. 98.  A Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 8o  Constitui crime punível com reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa:
I – recusar, cobrar valores adicionais, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, em razão de sua deficiência;

A direção pedagógica das escolas, responsáveis pela parte acadêmica, precisa ficar atenta para não sofrer uma ação judicial.

Caso a escola se recuse a matricular o aluno com deficiência, os pais devem denunciar ao Ministério Público ou constituir um advogado ou Defensoria Pública para acionar judicialmente a escola.




Plano da pessoa com deficiência está disponível em versão acessível na internet


O primeiro Plano Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Paraná já está disponível pela internet, em formato que permite a programas de computador traduzirem o texto escrito em áudio. As versões impressas, que incluem, além da padrão, uma para quem tem baixa visão e outra em braile, serão distribuídas pela Secretaria da Família e Desenvolvimento Social para as prefeituras e conselhos municipais.

O documento, elaborado para os próximos quatro anos (2018-2021), pode ser consultado nas páginas da Secretaria da Família ((www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br) ou do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (www.coede.pr.gov.br). Os volumes impressos já haviam sido apresentados em 3 de dezembro, para lembrar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Na internet, o plano foi formatado na extensão PDF acessível, que permite a programas leitores de texto irem diretamente à página desejada, pelo índice, e leitura de notas de rodapé no momento da leitura da citação. Na página da secretaria, na aba superior Acessibilidade, são dadas opções de recursos de acessibilidade que auxiliam a leitura.

ARTICULAÇÃO – Flavia Bandeira Cordeiro, coordenadora da Política da Pessoa com Deficiência, da Secretaria da Família, explica que o plano articula ações entre secretarias com o objetivo de possibilitar a essas pessoas a conquista e a conservação máxima de independência, autonomia e pleno desenvolvimento físico, mental, social e profissional.

“As limitações de cada indivíduo não determinam seu destino. É o ambiente que precisa ser adaptado para possibilitar a plena e efetiva participação de todos”, esclarece Flávia. Para ela, o plano é um marco na história do Paraná e assegura a efetivação da lei nacional.

PARTICIPAÇÃO – O material é resultado do trabalho da Coordenação da Política da Pessoa com Deficiência, em parceria com os representantes da Atenção Especial à Pessoa com Deficiência de 11 secretarias estaduais e cinco órgãos da administração indireta, além de ampla participação da sociedade civil.

Para se chegar ao texto final, foram consideradas as propostas elaboradas nas conferências municipais e estaduais. Na sequência, o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência aprovou o documento. Dessa forma, conseguiu-se interligar diretrizes e propostas de intervenção pública, sobre dados reais.

CONTEÚDO – A situação da pessoa com deficiência no Paraná tem um capítulo especial. O levantamento mostra, por exemplo, que, no estado, 21,8% da população possui algum tipo de deficiência, o que corresponde a aproximadamente 2,2 milhões de pessoas. São deficiências visual, auditiva, motora e mental ou intelectual.

Os dois primeiros capítulos apresentam o desenvolvimento da legislação, com a contextualização legal sobre os direitos da pessoa com deficiência, e apresenta diretrizes do planejamento público para os próximos anos.

O terceiro capítulo analisa situações e temas dessa área, e o quarto apresenta ações e indicadores de acompanhamento das metas. Uma dessas ações é a criação do Fundo Estadual da Pessoa com Deficiência, que deverá ser implementado até 2019.

AVANÇOS – Outro avanço importante nesta área foi em 2015, quando o governador Beto Richa sancionou o Estatuto da Pessoa com Deficiência do Estado do Paraná (Lei 18.419/15). Esse documento estabelece diretrizes, em áreas como saúde, educação, profissionalização, trabalho, assistência social e acessibilidade, que propiciam o bem-estar social e econômico das pessoas com deficiência.

A Secretaria da Família também já divulgou duas cartilhas da Coleção Paraná Inclusivo: Conhecendo a Pessoa com Deficiência e os Direitos da Pessoa com Deficiência. As cartilhas são forma de conscientizar a população a respeito do tema, para que os direitos conquistados sejam reconhecidos e respeitados. Esse material também está disponível na aba Publicações, no site da Secretaria da Família.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Moradores denunciam a falta de acessibilidade das calçadas da cidade de Belém - Veja o vídeo

Além de deteriorado, espaço que deveria servir para a caminhada dos cidadãos de todas as necessidades acaba sendo ocupada por lixo, entulho, ambulantes e carros.

Por G1 PA, Belém

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Falta de acessibilidade nas calçadas de Belém prejudicam deficientes visuais e físicos

Moradores de Belém denunciam a falta de acessibilidade das calçadas na cidade, além da ocupação irregular do espaço. Segundo a denúncias, muitas calçadas estão deterioradas, ocupadas por lixo, entulho, ambulantes, com construção inadequada de imóveis e até mesmo servindo como estacionamento para veículos.

Click AQUI para ver o vídeo

De acordo Ney Souza, o presidente da Associação Paraense das Pessoas com Deficiência, a falta de padronização e acessibilidade das calçadas de Belém é culpa da Prefeitura da cidade que não realiza projetos para captar recursos federais.

“Existe a verba nível federal, pronto para que as prefeituras façam projetos e façam a acessibilidade nas cidades. Então nós entendemos que não se pode reclamar de dinheiro”, contou.

“Porque nós fizermos as calçadas acessíveis a todos. Ela não vai só atender a pessoa com deficiência, mas todos os cidadãos dessa cidade", completou Ney Sousa.

Em nota, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) disse que mantém fiscalização constante na cidade autua veículos estacionados irregularmente nas calçadas.

Já em relação ao lixo e entulho nas calçadas, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informou que recolhe esse material das calçadas. O diretor do Núcleo de Código do Postura da Seurb, Jacyntho Campina, disse também que as fiscalizações são feitas na cidade, assim que a secretaria recebe as denúncias de descaracterização das calçadas, e que o cidadão pode fazer a sua parte denunciando à Seurb pelo número 3039-3707.

Fonte: g1.globo.com

Ruas do Embaré, em Santos, receberão obras para implantação de acessibilidade

Obras durarão quatro meses. Ao todo, serão 13 vias contempladas com as intervenções.

Por G1 Santos

Obras garantirão acessibilidade nas calçadas do Embaré, em Santos, SP (Foto: Marcelo Martins/Prefeitura de Santos)
Obras garantirão acessibilidade nas calçadas do Embaré, em Santos, SP (Foto: Marcelo Martins/Prefeitura de Santos)

A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, abrirá em fevereiro o processo de concorrência para obras de melhoria em acessibilidade das esquinas do bairro Embaré. Ao todo, serão 13 vias contempladas com os serviços.

A princípio, a Rua Alexandre Martins será a primeira a ganhar a reconstrução dos passeios em concreto desempenado, com faixas livres e de serviço. Além disso, haverá sinalização tátil no piso, com ladrilho hidráulico podotátil. Também haverá o nivelamento da Avenida Bartolomeu de Gusmão, com direito a melhorias no sistema de drenagem subterrânea, novas guias e sarjetas.

Também receberão melhorias as ruas Frei Vital, Major Santos Silva, Galeão Coutinho, São José, Castro Alves, Benjamin Constant, Presidente Arthur Bernardes, Particular Frei Francisco Sampaio, além das travessas A, B, C e D.

O prazo previsto de execução das obras é de quatro meses, com valor estimado em R$ 1.843,033,91, vindos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento do Municípios Turísticos (Dadetur), por meio do convênio ‘Calçada para Todos – Etapa 1’, do Governo do Estado.

Fonte: g1.globo.com

Vento forte destrói casa no Oeste de SC e deixa idosa cadeirante ferida

Mulher de 70 anos sofreu ferimento na cabeça após telhado da casa onde mora ser arrancado, em Marema. Vento chegou a 89 km/h na região.

Por G1 SC

Residência onde idosa estava foi destrupida por vento em Marema (Foto: Bombeiros/Divulgação )
Residência onde idosa estava foi destrupida por vento em Marema (Foto: Bombeiros/Divulgação )

Uma idosa de 70 anos ficou ferida após a casa onde ela mora ter sido destruída por fortes ventos no fim da tarde de terça-feira (24) em Marema, no Oeste catarinense. Segundo os bombeiros, ela estava no banheiro com a irmã durante a tempestade.

O vento na região chegou a 89 km/h, conforme registrado pela Epagri/Ciram em Chapecó, a cerca de 30 quilômetros do município. Outras duas casas da cidade também foram danificadas.

O atendimento à idosa Maria Salete Bertela ocorreu por volta das 18h, na Linha Carlos Gomes. O telhado da casa foi arrancado pelo vento e o madeiramento ficou espalhado em volta da casa.

“A tia é cadeirante, ela estava com a irmã, que é minha sogra, indo tomar banho, só elas em casa. Se estivessem no quarto não daria tempo de ir até o banheiro. Foi tudo muito rápido, foi um susto, mas elas estão bem”, conta Sidiane Provence, casada com um sobrinho de Maria.

Segundo ela, o marido estava no pátio da residência e foi atingido por algumas telhas, mas não se feriu. “Falei muito rápido com ele, que está lá porque destruiu a casa, o aviário. Elas agora estão na nossa casa em Xaxim e depois a tia vai ficar na casa de uma irmã em Marema, até arrumarem tudo lá”, conta Sidiane.

Ela diz que a cadeira de roda da tia também foi atingida e que ainda não sabe o valor estimado do prejuízo na propriedade.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Xaxim, o banheiro da casa foi um dos poucos cômodos que não foram destruídos.

Bombeiros socorreram idosa após telhado de residência desabar  (Foto: Bombeiros/Divulgação )
Bombeiros socorreram idosa após telhado de residência desabar (Foto: Bombeiros/Divulgação )

A idosa sofreu um pequeno corte na cabeça, foi atendida no Pronto-Socorro de Xaxim e liberada logo depois. Os bombeiros não souberam detalhar qual objeto atingiu a idosa. A irmã dela não se feriu.

Ainda conforme os bombeiros, moradores disseram que viram um funil de vento se formar dentro do rio que passa próximo à residência destruída, além de rajadas de vento. Outras duas casas da localidade foram danificadas, mas ninguém se feriu.

Outras casas da cidade também foram atingidas, mas sem gravidade, segundo bombeiros (Foto: Bombeiros/Divulgação )
Outras casas da cidade também foram atingidas, mas sem gravidade, segundo bombeiros (Foto: Bombeiros/Divulgação )

Ainda no Oeste, em Quilombo, os bombeiros também foram acionados para cortar árvores caídas em estradas da cidade, além de auxiliar na retirada de lama em uma escola.

Já em Chapecó, dez casas também foram destelhadas e lonas foram distribuídas para as famílias afetadas. Em Vargeão, a Defesa Civil registrou pontos de alagamentos.

Chuva afetou diversas cidades

Além do Oeste, a Grande Florianópolis, o Norte catarinense, o Litoral Norte e o Vale do Itajaí também registraram problemas. Em São Francisco do Sul, por exemplo, teve destelhamentos no Centro da cidade e, em Florianópolis, árvores foram arrancadas. Em Balneário Camboriú, casas foram destelhadas e até a Câmara de Vereadores ficou danificada.

Fonte: g1.globo.com