sábado, 3 de fevereiro de 2018

Vídeo que mostra cadeirante se arrastando para sair de ônibus causa polêmica - Veja o vídeo

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Vídeo que mostra um cadeirante se arrastando por onde deveria ser o elevador da saída do ônibus causa polêmica.

Diversos veículos possuem o sistema, mas ele não funciona adequadamente.

Click AQUI para ver o vídeo.

Fonte: g1.globo.com

Grupo protesta no Centro contra mudanças no transporte especial - Veja o vídeo.

Os usuários protestam contra os novos critérios para o transporte especial - EMÍDIO MARQUES
Usuários protestam contra os novos critérios para o transporte especial - EMÍDIO MARQUES

Com informações de Larissa Pessoa - larissa.pessoa@jcruzeiro.com.br

Cerca de 60 pessoas se reuniram na manhã desta sexta-feira (02) no Largo São Bento, em Sorocaba, para manifestar contra um decreto da Urbes -- Trânsito e Transporte que altera os critérios para a disponibilização ao transporte especial. O grupo pede que seja retirada qualquer condição de renda per capita para o uso do benefício. Os usuários do sistema organizam um abaixo-assinado com pedidos que foram encaminhados ao Ministério Público.


Entre as reivindicações, as pessoas com deficiência e familiares destacam que o novo decreto prevê que o agendamento para o transporte especial seja feito com 72 horas de antecedência, o que é inviável, segundo os usuários. Flávia Ferreira, de 44 anos, mãe de Maria Lívia Ferreira, 24, também afirma que a Urbes deveria disponibilizar um telefone 0800 para os agendamentos.

Os manifestantes também afirmam que no mês de dezembro foram feitas quatro reuniões, além de audiência pública, onde foram expostas as necessidades dos deficientes e todos os pontos apresentados. Todos esses pontos, alegam, foram ignorados no novo decreto, feito sem consultar os principais interessados. "Uma administração que não respeita quem é deficiente não merece o respeito de ninguém", disse Marcos Alexandre Campos, 29, que é cadeirante e afirma que também é necessário o aumento da frota.

O grupo seguiu em passeata até a praça Coronel Fernando Prestes. Agentes de trânsito acompanharam a manifestação.

As mudanças

No decreto municipal foram estabelecidas as regras para o processo de recadastramento ao sistema. O ponto mais polêmico é a obrigatoriedade de inscrição do CadÚnico, sistema que contém informações sobre as famílias brasileiras beneficiárias de programas sociais. O artigo do decreto destaca que o cadastro tem como renda até meio salário mínimo nacional per capita. Representantes de grupos, usuários e familiares interpretam que o acesso ao sistema será restringido por renda e debatiam como combater essas alterações.

De acordo com a Urbes, no entanto, não será limitado o acesso de nenhuma pessoa neste momento em função da renda, tratando-se somente de um critério de desempate, "numa eventual necessidade de escolha". A empresa diz que o transporte especial é um benefício social e como tal deve ser parametrizado por avaliação socioeconômica, feita por um profissional capacitado. Diz, ainda, que a avaliação socioeconômica é ampla e considera todos os gastos da família do solicitante, juntamente com a renda, além das questões de condições de moradia, entre outros.






Aplicativo possibilita que cegos 'enxerguem' através de sons

Desenvolvido há mais de duas décadas, sistema que transforma imagem em som virou app e está disponível para iOS e Android


Basta um pouco de treino para permitir que cegos enxerguem com o método (Foto: divulgação)
BASTA UM POUCO DE TREINO PARA PERMITIR QUE CEGOS 'ENXERGUEM' COM O MÉTODO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Em 1992, um engenheiro holandês chamado Peter Meijer criou um algoritmo capaz de converter imagens simples, em preto e branco, em sons. O vOICe escaneava a imagem e convertia pontos altos da gravura em frequências mais agudas. Pode parecer confuso, mas mesmo com imagens complexas - como uma foto - bastava um pouco de treino para permitir que cegos enxergassem usando o método.

Agora essa tecnologia está a um passo de se popularizar: ela virou dois aplicativo gratuitos para iPhone e Android.

Tela do app para Android (Foto: divulgação)

O sistema tem sido desenvolvido há vários anos e é um grande avanço para possibilitar que cegos percebam melhor o ambiente. Em 2007, um grupo de cientistas na Universidade Hebreia de Jerusalém usou o vOICe para treinar deficientes visuais a "enxergarem" cenas complexas da vida real através de sons, como rostos e cenários, usando uma câmera acoplada em um capacete na cabeça dessas pessoas e fones de ouvido. Depois 70 horas de treino, os deficientes foram capazes de se locomover pelos cenários apenas se guiando pelos sons e reconhecer as posições do corpo de outras pessoas a sua frente.

Ao escanear o cérebro dos pacientes, os cientistas fizeram uma descoberta ainda mais revolucionária. O modelo geralmente aceito diz que o cérebro tem regiões dedicadas a controlar o funcionamento de cada sentido, mas que se aquelas regiões não estivessem sendo usadas - por exemplo, o córtex visual de alguém cego de nascença - aquela região seria reaproveitada pelo cérebro para melhorar a audição desse deficiente visual.

Só que as imagens cerebrais nesse estudo mostraram que a área que se acendeu nos cérebro dos participantes cegos quando eles identificavam silhuetas usando o som é a mesma que é ativada no cérebro de quem enxerga perfeitamente ao reconhecer silhuetas. Basicamente, ainda que os participantes do experimento estivessem apenas escutando sons, seus cérebros eram ativados na região responsável por processar estímulos visuais, e não os sonoros.

Sonda com defeito adia sonho de mãe de bebê com síndrome rara

Cirurgia fracassada de Gabriel Escarso custou cerca de R$ 14 mil, dinheiro doado à mãe por anônimos graças a campanha feita pela internet

Saúde Aurora Aguiar, do R7

Reprodução/Instagram
Gael após a cirurgia com as duas sondas
Gael após a cirurgia com as duas sondas

"Estou péssima, me sentindo fracassada". Foi com essas palavras que Gabriela Escarso descreveu o resultado da cirurgia pela qual o filho Gael passou na última sexta-feira (2).

O menino, de 7 meses, foi submetido ao procedimento para a colocação de uma sonda gástrica no estômago. No entanto, segundo a mãe, o catéter veio com defeito de fabricação.

"O médico disse que a sonda veio obstruída. Após colocada, fizemos testes para que o leite passasse, mas o alimento não desceu", explicou Gabriela. "Agora temos que esperar 30 dias para refazer tudo de novo", relatou.

Com o insucesso da operação, a sonda que Gael usava no nariz foi recolocada. Agora, a criança está com dois artefatos. Os médicos garantiram à mãe que o menino não corre riscos. "Me disseram que não tem perigo. Só que agora preciso ficar atenta às duas sondas", disse Gabriela.

Reprodução/Instagram
Gael precisa aguardar 30 dias para refazer a cirurgia
Gael precisa aguardar 30 dias para refazer a cirurgia

Entenda o caso

Gael Escarso é portador de uma sindrome rara.  De acordo com relatório médico emitido pelo Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), as maiores suspeitas do quadro de saúde do menino são: Síndrome Mitocondrial e/ou Miastenia Congênita.

Gabriela, a mãe da criança, disse que os médicos não sabem se o filho tem uma ou as duas síndromes combinadas — uma situação raríssima. Ambas provocam, entre outros sintomas, fraqueza muscular.

Após os três meses de vida, Gael parou de mamar. Para se alimentar, o pequeno passou a usar uma sonda colocada no nariz. A fonoaudióloga Francine Fernandes Correia Yosetake, que atende Gael no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, afirmou ao R7 que o acessório deveria ser provisório, uma vez que causa incômodo e diversos problemas gástricos como refluxo.

O quadro de Gael tem flutuações. Tem dias que ele está bem, outros não. E por muitas vezes, ele já arrancou a sonda. O caminho do nariz até o estômago fica aberto para a passagem da sonda. Quando isso acontece por muito tempo, a válvula do estômago não fecha e é preciso cirurgia para corrigir. O ideal para o Gael é a gastrostomia.

Arquivo Pessoal
Campanha criada por amigas de Gabriela movimentou as redes sociais
Campanha criada por amigas de Gabriela movimentou as redes sociais

Campanha

A solidariedade em prol a Gael fez com que amigas de Gabriela se movimentassem. Há quatro meses, a campanha  Juntos pelo Gael — Sorte é Ter Com Quem Contar mobilizou as redes sociais.

Com ela, Gabriela conseguiu arrecadar cerca de R$ 14 mil para a cirurgia do filho, que não correu como o planejado na última sexta-feira (2).

Fonte: noticias.r7.com

O olhar profundo de um cego

Imagem Internet/Ilustrativa
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por Presentes que Conquistam

Sim, nós incomodamos, eu sei. Porque no fundo, lá no fundo, vocês têm medo de ficarem cegos; vocês têm medo do escuro, da velhice, da diabetes e do glaucoma. E vocês têm medo do escuro porque nele é muito fácil encontrar o desconhecido, a cadeira no caminho, o orelhão na testa, o poste na cara, o susto. Vocês têm medo do escuro porque nele vocês se sentem tão vulneráveis, tão fragilizados, tão pobrezinhos, tão impotentes, tão improdutivos. Pois devo informar-lhes que é como VOCÊS se sentem no escuro, e não como eu me sinto após uma vida sem visão física. Vocês têm medo do escuro porque nele está o espelho da sua verdade mais profunda, nua e crua, sem a estética das cores e
formas, sem maquiagem, sem roupa da moda, sem nada do que vocês estão
acostumados a ver. Vocês têm medo de se olharem profundamente. Logo nós incomodamos porque nossa cegueira lembra vocês de seus piores
medos...

Sim, nós incomodamos vocês, é verdade. Porque muitos de nós somos felizes, produtivos, trabalhamos e fazemos dinheiro, compramos casa, formamos família, cozinhamos, cuidamos da casa com independência, e muitas vezes, sobrando um tempinho, ainda fazemos trabalho voluntário, ajudando a outros que não enxergam ou que enxergam. E tudo isso num país nada preparado para nós. E vocês se vitimizam reclamando da crise. 

Por outras vezes incomodamos porque ainda muitos de nós pedem esmola no seu caminho de casa, e vocês se lembram da miséria humana, da desigualdade social, do quanto vocês não fazem para transformar todo este cenário. Vocês têm medo e evitam o mendigo, o malvestido, o mal-encarado, o mal-apessoado, o cracudo; e nós, muitas vezes, somos ajudados e guiados por qualquer um desses na rua e nem ficamos sabendo quem são, mas precisamos de ajuda e aceitamos o primeiro braço que se oferece para atravessar a rua conosco. Aliás, não sabemos seus nomes nem suas aparências, mas ficamos sim sabendo quem são: seres humanos que, como qualquer outro, têm seu lado bom, e às vezes só o que lhes falta é uma oportunidade de exercê-lo. Nós incomodamos porque vivenciamos algo do qual a maioria de vocês só fala e fala: a fé.

Sim, incomodamos vocês, sinto muito; porque com tanta tecnologia, tantos chips implantados, tantos curandeiros, tantos “milagres” médicos e espirituais por aí, como ainda não nos curamos? Porque na consciência “cega” de vocês, cegueira é doença, e precisa urgentemente ser curada. Porque se Jesus curou os cegos, sinal de que o certo e saudável é enxergar. Desculpa se agora vou virar seu mundo de cabeça para baixo, mas conto a vocês que eu e muitos outros cegos temos a consciência de que escolhemos não enxergar, pois só assim aprendemos coisas incríveis que não aprenderíamos de outra forma. Não, não aprendemos a ser ninja nem super-herói, como vocês viram em quadrinhos, livros e filmes; e desculpa ainda decepcionar vocês, mas não reconhecemos todas as vozes, não somos todos talentosos para música, não somos todos fluentes em Braille e nem todos gostamos de usar óclos escuros! Somos indivíduos, somos seres humanos, tão únicos quanto cada um de vocês, cada um de nós teve sua criação, seu ambiente, sua família, sua história. Por fim, incomodamos vocês, porque quando vocês conhecem um cego acham que já conhecem e compreendem todos os cegos, e quando conhecem o segundo, enxergam que não é nada disso...

Incomodamos vocês, porque não olhamos vocês nos olhos, não damos tchauzinho na rua, não reagimos aos seus apelos visuais e não respondemos quando vocês nos enviam foto sem legenda no Whatsapp, e assim desafiamos sua zona de conforto, sua forma tradicional de comunicação, suas convicções construídas há séculos. Abra seus olhos e veja: é hora de desconstruir... para reconstruir um olhar muito mais profundo e amplo sobre nós, sobre vocês mesmos, sobre todos nós juntos e misturados, afinal somos membros de uma só família, a família humana. Sim, você tem cegos na família.

Fonte: cantinhoamigoespecial.blogspot.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa


Atletas são convocados para nova fase de treinamento da seleção brasileira de goalball

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Atletas são convocados para nova fase de treinamento da seleção brasileira de goalball
Legenda: Seleção masculina vai defender o título mundial este ano

A cinco meses da disputa do Campeonato Mundial IBSA de goalball, a seleção brasileira das duas categorias foi convocada para a II fase de treinamento, na cidade de São Paulo. O selecionado masculino, atual campeão, ficará de 16 a 23 de fevereiro concentrado, enquanto as meninas, que vão atrás de uma medalha inédita, chegam dois dias antes para darem início na nova etapa da preparação.

O técnico da seleção feminina, Dailton Nascimento, conta com o retorno de Ana Carolina Custódio, atleta mais experiente do grupo com quatro participações em Jogos Paralímpicos. Ela terá a companhia de outras sete jogadoras, presentes na primeira etapa.

Já o selecionado masculino terá todos os atletas que estiveram na fase anterior, inclusive, Alex Souza, que está em reta final de recuperação de uma lesão e fará trabalhos específicos para chegar em plena forma física e técnica no Campeonato Mundial.

Até a disputa da principal competição no ano, que acontece de 30 de maio a 9 de junho, em Malmö, Suécia, o Brasil terá mais quatro fases de treinamento e a disputa de um torneio preparatório na cidade sede do Mundial, de 29 de março a 1º de abril, quando terá a oportunidade de conhecer os rivais que irá enfrentar na disputa dos títulos.

Confira a relação completa.

Seleção Feminina

Alaine Lilian da Silva Marques (IBC-RJ)
Ana Carolina Duarte Ruas Custódio (SANTOS-SP)
Ana Gabrielly Brito Assunção (SESI-SP)
Gleyse Priscila Portioli Henriques (SESI-SP)
Isis Paes da Cruz (AMC-MT)
Jéssica Gomes Vitorino (UNIACE-MT)
Larissa Santos de Espírito (LMC-SP)
Moniza Aparecida de Lima (ICB-BA)

Comissão Técnica
Dailton Freitas do Nascimento –Técnico
Daniel Martins Brandão – Fisioterapeuta
João Paulo Borin – Coordenador
Jonatas da Silva Cunha Castro – Auxiliar Técnico
Karina Garcia Póvoas – Nutricionista
Lenita Machado Glass – Médica
Robson Santos da Silva – Apoio
Roger Lima Scherer – Preparador Físico
Thereza Cristina Barcellos Xavier – Psicóloga

Seleção Masculina

Alex Melo de Souza (SANTOS-SP)
Alexsander Almeida Maciel Celente (APADV-SP)
André Cláudio Botelho Dantas (UNIACE-DF)
Emerson Ernesto da Silva (APACE-PB)
José Roberto Ferreira de Oliveira (AJEP-PEAMA-SP)
Josemarcio da Silva Souza (SESI-SP)
Leomon Moreno da Silva (SANTOS-SP)
Romário Diego Marques (SANTOS-SP)

Comissão Técnica
Alessandra Amorim Souza – Psicóloga
Alessandro Tosim – Técnico
Altemir Trapp – Analista de Desempenho
Diego Gonçalves Colletes – Auxiliar Técnico
João Paulo Borin - Coordenador
Ketrin Lima – Nutricionista
Rafael Loschi da Silva – Fisioterapeuta

Fonte: cbdv.org.br

Comunicado sobre as condições de inscrição para etapas regionais do Circuito

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Por CPB

Segue abaixo um comunicado referente às condições para as inscrições de equipes nas fases regionais do Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação 2018. O texto detalha a necessidade de a equipe ter um profissional técnico habilitado ao menos em nível I.


Fonte: cpb.org.br

Velocista se destaca no Camping Paralímpico após passar por 12 cirurgias

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Por CBB

Com três medalhas de ouro nas Paralimpíadas Escolares de 2017, o velocista João Gabriel Magalhães é agora um dos participantes do Camping Escolar Paralímpico. Após 12 cirurgias e apenas 13 anos, o carioca começou na natação, mas encontrou sua verdadeira paixão no atletismo, em 2016.

Foi a partir de sua fisioterapeuta, na época, que ele conheceu a turma de atletismo da Associação de Vencedores Adaptados (AVA), que fica no Rio de Janeiro (RJ). Junto com seu técnico, ele começou a aprender as técnicas da corrida em cadeiras de rodas, e já no próximo ano, em 2017, foi convocado para as Paralimpíadas Escolares, no CT Paralímpico, em São Paulo. “Meu técnico, Claudemir Santos, me ajudou muito. Participei da Paralimpíada Escolar do ano passado, ganhei três ouros, nas provas de 100m, 200m e 800m e agora ainda estou aqui no camping”, conta o atleta da classe T54 destinada a cadeirantes.

João nasceu com uma doença congênita rara chamada artrogripose, que se caracteriza por ocasionar múltiplas contraturas articulares e fibrose, além de enfraquecer os músculos. Depois de uma série de cirurgias, ele passou a fazer pequenos movimentos com as pernas, que até então não conseguia fazer. A sensibilidade também melhorou, já que, como ele conta, “qualquer beliscão que você dava nas minhas pernas, eu não sentia nada, agora eu já sinto.”

Mas para praticar o esporte, no entanto, ele precisa compartilhar uma das cadeiras da AVA, já que os custos para ter uma própria são muito altos para a sua família. “Eu não pude trazer a cadeira do clube para o Camping, porque eles não liberaram, já que outras pessoas também usam. Mas nas Paralimpíadas eu usei a cadeira do clube, ganhei três ouros com a minha cadeira de lá.”

Depois de realizar o sonho de participar de uma Paralimpíada Escolar e depois do Camping, ele quer continuar treinando ainda mais para participar de mais projetos como esse e de competições. João pretende ainda levar também os conhecimentos adquiridos aqui para a sua realidade, no Rio de Janeiro, que vão desde reabilitação muscular até uma dieta mais equilibrada. “Eu aprendi bastante coisa aqui, coisas que eu não sabia direito sobre alimentação.”

O Camping Escolar Paralímpico vai até dia 5 de fevereiro.

Fonte: cpb.org.br

Corte de verbas paralisa testes de chip brasileiro que pode devolver movimentos a tetraplégicos

Pesquisador Mario Gazziro, na USP, compara respostas do cérebro a chip implantável | Foto: Arquivo pessoal

Há pouco mais de um ano, pesquisadores brasileiros e americanos unidos em um consórcio científico comemoravam os primeiros resultados de uma inédita interface neural - um dispositivo capaz de conectar o cérebro humano a um aparelho externo - que poderia ser a esperança daqueles sem os movimentos de braços e pernas.

A alegria dos cientistas foi abreviada ainda em 2016, quando cortes de verba generalizados atingiram a produção científica nacional. No caso do consórcio, primeiro, os testes foram paralisados. Depois, o time foi desmantelado.

"Todos são procedimentos muito caros. Fizemos um lote de testes e foi quando o Brasil entrou nessa crise e faltou dinheiro para todo mundo", diz Mario Gazziro, pesquisador na USP São Carlos, professor da Universidade Federal do ABC e um dos que encabeçam o projeto.

A empreitada para construir um chip implantável no cérebro e operante com tecnologia sem-fio para devolver movimentos a tetraplégicos começara ainda em 2010. Gazziro estava voltando do Japão após um período de estudos custeados com bolsa do governo brasileiro. Naquela época, ele já havia trabalhado com interfaces neurais, mas em insetos, e queria saltar para soluções em humanos.

Foi quando conheceu o pesquisador americano Stephen Saddow, que há 15 anos pesquisava um material para interfaces neurais que pudesse ser espetado no cérebro apenas uma vez e ali ficasse para o resto da vida, sem irritar os anticorpos do entorno.

"O material dele era flexível e permitia uma inserção cerebral sem causar traumas. O eletrodo que ele desenvolveu é como uma folhinha de papel, que precisa ser inserida no córtex cerebral. Ninguém faz isso hoje", explica Gazziro.

A descoberta da biocompatibilidade do material, à base de carbeto de silício, pavimentaria o início do projeto Interface Neural Implantável (INI), que reuniria, além de Gazziro e Saddow, a cientista Luciene Covolan, da Unifesp, e uma pequena empresa catarinense, a Chipus Microelectronics, fundada por ex-pesquisadores da Unicamp e da USP São Carlos.

Juntos, eles buscavam desenvolver um chip minúsculo, que transmitiria, via tecnologia wireless, ordens dos cérebro a uma máquina fora do corpo humano, que executaria os movimentos que os membros dos tetraplégicos não conseguem fazer. Se bem-sucedida, a pequena interface seria o elo que finalmente conectaria humanos e exoesqueletos.

"Há anos, pesquisas no campo da ciência biomédica buscam devolver movimentos a pessoas com deficiência, mas essa solução ainda não existe", afirma Paulo Augusto Dal Fabbro, cofundador da Chipus. "O projeto é algo esperançoso."

Primeira geração da Interface Neural Implantável, comparada ao tamanho de moeda de um centavo de euro: ainda com fios, para testar a integração entre o chip (Cortex IC) e o eletrodo de carbeto de silício cúbico (3C-SIC) | Foto: Chipus

Sem dinheiro

Em 2012, dois anos após a aproximação inicial entre Gazziro e Saddow, o cientista americano conseguiu uma bolsa para ser professor-visitante na USP São Carlos e participar das pesquisas. O dinheiro veio pelo programa Ciências Sem Fronteiras, que buscava, além de enviar pesquisadores brasileiros para o exterior, trazer cientistas de alto impacto para o Brasil.

Em meados de 2015, com a primeira geração da interface pronta, os testes em animais começaram, e os resultados foram animadores. "Nos nossos dados preliminares, o carbeto de silício praticamente não cria resposta inflamatória no tecido nervoso. O tecido responde de uma maneira muito mais satisfatória que com os eletrodos tradicionais", afirma Covolan.

No entanto, logo após os resultados positivos, veio o revés inesperado: a verba de R$ 400 mil solicitada pelos cientistas para a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), agência do governo federal, em 2015, não saiu. Como resultado, ficou impossível cobrir os custos dos estudos clínicos, entre R$ 25 e R$ 30 mil reais cada.

No mesmo ano, a bolsa de Saddow com o Ciências sem Fronteiras foi suspensa. O cientista mudou-se para a Itália, onde passou os últimos anos para aprimorar interfaces motoras neuromusculares. Em abril de 2016, o Ciências sem Fronteiras foi definitivamente encerrado.

Sem dinheiro para os testes e com o corte de verbas para pesquisadores, no ano passado Covolan mudou-se para os Estados Unidos, onde tinha uma oferta para continuar suas pesquisas, sobre epilepsia e acidentes vasculares cerebrais (AVC), no Lerner Research Institute, na Cleveland Clinic.

"O ano de 2016 foi muito difícil. Você conversava com as pessoas e havia desânimo geral", diz Covolan. "Isso levou várias pessoas a buscar outros caminhos. (Vir para os EUA) foi uma alternativa que encontrei para continuar meus projetos e não perder produtividade".

Gazziro lamenta a dispersão do time: "Depois de três anos com todo mundo trabalhando junto, de repente, por uma crise, perdemos dois pesquisadores. Foi muito triste."

Procurado para comentar o corte de verbas e o impacto do fim do programa Ciência sem Fronteiras em pesquisas no Brasil, o Ministério da Ciência e Tecnologia não respondeu.
Chip entre os três de menor consumo de energia no mundo

Apesar da falta de investimentos, as pesquisas não pararam. No último ano, os pesquisadores refinaram a parte teórica do projeto e melhoraram o consumo de energia do chip implantável. "Naquela época, (o nosso chip) já estava entre os três de menor consumo de energia do mundo, mas melhoramos aquele resultado em dez vezes de lá para cá", diz Gazziro.

Os pesquisadores também encontraram uma nova frequência de operação para o chip, que resulta em menor absorção de energia pelos tecidos e a água que existem no córtex cerebral, o que melhora o funcionamento da interface. "O chip tem o eletrodo que capta informações do córtex para enviar aos membros, e ele precisa de energia para trabalhar. Com essa descoberta, vamos redesenhar parte do circuito", explica Augusto Dal Fabbro, da Chipus.

Em 2018, os cientistas tentarão novo financiamento. Se sair e a pesquisa obtiver sucesso, os pesquisadores pretendem doar a patente a grandes laboratórios para testarem a interface. "Os exoesqueleto estão prontos, mas não existe ainda uma interface cerebral que permita que esse exoesqueleto seja unido ao corpo de maneira segura e permanente", afirma Gazziro.

"O mundo todo está buscando uma interface que funcione. O nosso trabalho é provar para o mundo que essa solução é a nossa."

Carlos Nader, diretor de cinema, afirma: Mais que autista, meu filho é artista!

Carlos Nader em frente a uma das obras de Auto (Foto: Divulgação)

Paixão de JL”, o paulistano Carlos Nader volta às suas origens na videoarte com uma parceria inédita. Ele expôs pela primeira vez um conjunto de seis novas obras, três delas criadas em parceria com seu filho, Teo, de 17 anos, que tem autismo. Batizada de “Auto”, a mostra fica em cartaz até 17 de março, na Galeria Lume, em São Paulo. Nesta entrevista, o cineasta paulistano de 53 anos conta como a parceria o fez querer voltar às artes visuais e discute as mudanças na percepção que a sociedade tem do autismo.

O que o motivou a voltar às galerias? O nascimento do Teo e o diagnóstico do autismo, quando ele tinha mais ou menos 1 ano e meio, foram divisores de águas na minha vida pessoal e profissional. Comecei numa cena da videoarte bem específica (passagem dos anos 1980 para os 90), mas depois segui pelo cinema, tanto que hoje sou mais conhecido como documentarista. Não há edital para a videoarte como há para o cinema, então esse tipo de trabalho acaba sendo muito pessoal e, com o tempo, começou a escassear. Nunca deixei de receber convites de galerias, mas não queria voltar com algo sem uma linguagem específica para o meio. Então, no segundo semestre de 2017, encontrei, nessa possibilidade de parceria com o Teo, a vontade de voltar para as artes visuais.

Como percebeu que poderia criar obras junto com ele? Eu já tinha vontade de fazer algo e sofria a cobrança de fazer um documentário ou mesmo escrever um livro sobre o autismo. Mas o Teo não gosta nem de ser fotografado. Ele prefere ficar na dele, e eu não queria expô-lo dessa forma. Ao mesmo tempo, observava que, mais que um autista, o Teo é um artista. Tem um senso estético muito forte. Outro dia, ele estava com uma camisa amarela e me pediu para trocar, só consegue dormir depois de arrumar o quarto inteiro da forma que lhe agrada visualmente. Gosta muito de assistir a vídeos no tablet, e vai acrescentando vídeos a partir de critérios estéticos, sem seguir narrativa. Há coisas desde Teletubbies, que ele vê desde criança, até imagens de pessoas aleatórias. Claro, isso não faz dele um artista, mas o Teo também interfere nessas imagens. Descobriu um recurso para editar no YouTube que nem eu, que trabalho com audiovisual há anos, conhecia. E gosta de interferir nos vídeos, para deixar do jeito que ele quer.

E como funciona a parceria? Como o Teo vive o tempo de uma forma específica, nossa construção narrativa de passado e futuro não significa nada para ele, não faz sentido criar algo para o futuro. Então essa nossa parceria não convencional foi estabelecida a partir da experiência, da fruição. Crio influenciado pela experiência do Teo, pela forma como ele vê o mundo e se relaciona com as imagens. Depois mostro os trabalhos, para ver se ele gosta ou se mudamos algo. Tem um díptico, chamado “Espaço tempo”, que usa imagens que o Teo sempre vê. Numa tela, passa um foguete decolando em loop (ele decola, some na própria fumaça, e aparece de novo). Na outra, essa cena surge fragmentada em centenas de frames. Outra obra é “Reter éter”, em que essa frase, que é um palíndromo, surge no fundo de um vaso, e é percebida de forma circular. Ela tem uma relação com o concretismo, que sempre identifiquei com a questão do autismo.

Em que sentido? Os portadores de autismo utilizam mais o lobo temporal direito, ligado à percepção visual e espacial, do que o esquerdo, que é a área da linguagem. Isso tem uma relação direta com a comunicação. O Teo se conecta com as palavras por sua estética, ele gosta do desenho das letras, a forma é mais importante do que o significado. De certa maneira, o concretismo também tem esse aspecto visual forte, em que esses dois lados se equilibram.

O autismo tem sido retratado em livros, filmes e séries. De algum modo, essas representações trazem melhorias para os portadores do distúrbio? As coisas melhoraram, em vários sentidos. Do ponto de vista médico, houve um avanço enorme nas últimas décadas. Há 15 anos você ia ao médico e ele não sabia absolutamente nada sobre o assunto, e hoje estas informações são muito mais disseminadas. Em 2004, uma pesquisa da Universidade John Hopkins que relaciona o autismo a inflamações no cérebro e à atividade do sistema imune foi um divisor de águas na área. A neuroimunologia, que estuda estes dois sistemas, tem avançado bastante. Pelo lado cultural, a presença mais forte do tema ajuda a diminuir o preconceito, as pessoas lidam melhor, as escolas não recusam mais, e quebram-se alguns mitos.

Quais? Por exemplo, a história de que os autistas não gostam de ser tocados tem a ver com o excesso de sensibilidade, mas também está muito relacionada à cultura americana, em que as pessoas têm menos hábito de se tocarem. É ótimo que personagens autistas apareçam mais, só é preciso cuidado para que não vire mais uma indústria cultural. Quando me cobravam que me manifestasse sobre o tema de maneira pública, eu ficava ressabiado, porque é algo que “pega bem”. As pessoas acham lindo o pai que luta pelo filho, e eu não queria entrar nessa. O ideal é achar um meio-termo para evitar os excessos.



Comissão defenderá direitos de pessoas com deficiência

A Comissão Estadual da Mobilidade Urbana foi instalada hoje

Por Yago de Andrade e Verlane Estácio

Comissão irá defender os direitos das pessoas com deficiência (Fotos: Portal Infonet)

Com o intuito de defender os direitos das pessoas com deficiência em Sergipe, foi lançada na tarde desta terça-feira, 30, a Comissão Estadual da Mobilidade Urbana (CEMA). O evento aconteceu na sede da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (SEIDH).

José Leonel Aquino é o presidente da comissão.

Empossado na tarde de hoje, o presidente da Comissão, José Leonel Aquino, explica que a CEMA vem para cobrar das autoridades o cumprimento das leis que garantem os direitos das pessoas com deficiência. “Nós vamos nos unir com várias entidades e juntos nós iremos batalhar por uma vida mais digna”, destaca.

Uma das propostas já idealizadas pela Comissão é implantação dos elevadores no transporte público, que é uma das principais dificuldades enfrentadas por estas pessoas.

A estudante de Jornalismo e o presidente do conselho municipal aprovam a instalação da Comissão.

A estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Elizângela Corcíneo dos Santos, é uma das pessoas que precisam lidar diariamente com essa realidade. Ela explica que precisa utilizar pelo menos dois ônibus para se deslocar da sua casa para Universidade, mas essa locomoção sempre resulta em transtorno, isso porque boa parte dos veículos não possuem elevadores. "Nós também somos seres humanos, precisamos estudar, trabalhar e fazer outras coisas. Não somos desocupados, queremos que as leis sejam postas em prática", declara.

Atuação na capital e no interior

De acordo com o presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Romário Vieira, o Conselho Estadual terá o papel de garantir os direitos das pessoas com deficiência em todo Sergipe, principalmente nos municípios do interior. “Temos grande expectativa para que o processo de acessibilidade torne-se uma coisa evidente em nosso Estado. As pessoas do interior tem a sua acessibilidade não garantida em todos os sentidos, e a criação da CEMA as coisas vão começar a acontecer para as pessoas com deficiência do interior do estado”, acredita.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

INSS vai conceder aposentadoria por tempo de contribuição sem atendimento presencial - Veja o vídeo.

A partir da 2ª quinzena de fevereiro, Previdência ampliará benefícios que poderão ser concedidos sem necessidade de ida a uma agência; pedido precisa ser feito por telefone ou internet.

Por TV Globo e G1

Fachada de agência do INSS em Embu-Guaçu, em São Paulo (Foto: Previdência Social/Divulgação)
Fachada de agência do INSS em Embu-Guaçu, em São Paulo (Foto: Previdência Social/Divulgação)

Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não precisarão mais comparecer a um posto de atendimento para pedir a aposentadoria por tempo de contribuição. Desde setembro a aposentadoria por idade, dos segurados urbanos, já é concedida de forma automática. E, a partir da segunda quinzena de fevereiro, outros serviços também poderão ser realizados dessa forma, incluindo aposentadorias por tempo de contribuição e salário-maternidade.

Click AQUI para ver o vídeo.

Atualmente, o reconhecimento destes benefícios não é automático – o segurado precisa agendar o pedido pela Central de Teleatendimento 135 ou pela internet, e se dirigir até uma agência da Previdência Social para dar entrada no requerimento.

Como vai funcionar

Pelo novo modelo de agendamento, o segurado que possui todas as condições necessárias para ter direito ao benefício poderá entrar em contato com o INSS, pela internet ou telefone, para dar entrada no pedido. Pelas regras atuais, são exigidos 35 anos de contribuição (homem) e 30 anos de contribuição (mulher) para ter direito à aposentadoria por tempo de contribuição.  Veja aqui as regras.

Uma vez constatado que todas as informações nas bases cadastrais do INSS estão corretas, o benefício será então concedido automaticamente, sem a necessidade de o segurado ir à agência.

Mas para que a concessão do benefício seja automática será necessário que os dados do trabalhador segurado estejam todos corretos na base de dados do INSS.

Segundo o INSS, até o momento foram concedidas apenas 200 aposentadorias por Idade, urbanas, de forma automática e 300 segurados preferiram não dar andamento ao pedido mesmo tendo recebido o comunicado.

Segundo o governo, no próximo mês será possível também a atualização de endereço diretamente pelo site do INSS. Hoje, esse serviço pode ser realizado pelo 135 ou diretamente nas agências.

INSS entrará em contato por carta e e-mail

O INSS informou que está sendo feita uma filtragem nos cerca de 200 mil agendamentos já marcados para solicitação de aposentadoria por tempo de contribuição para averiguar aqueles que podem ter o benefício concedido de forma automática. Em seguida, os segurados serão avisados por carta e e-mail (caso o segurado tenha cadastrado nos sistemas do INSS).

Também é possível conferir essas informações diretamente no site do INSS, na seção "Meu INSS", ou pelo aplicativo para celulares. O instituto lembra que "o INSS não envia mensagens eletrônicas solicitando qualquer dado do segurado".

"Uma vez informado do direito e, se o segurado concordar com as informações apresentadas pelo instituto e nem desejar acrescentar outros elementos (tais como vínculos que não foram informados antes), o benefício será concedido automaticamente", explica o INSS.

Aposentadoria por idade

No caso da aposentadoria por Idade, o INSS enviará comunicado ao segurado que possui todas as condições necessárias um mês antes do aniversário para informá-lo que já tem direito a este benefício, ou seja, realizou 180 contribuições (o correspondente a 15 anos) e que tenha idade de 65 anos (homem) ou 60 anos (mulher).

Ao receber a notificação de que tem direito à aposentadoria por idade e, caso tenha interesse em receber o benefício, o cidadão confirma diretamente pelo 135. Neste caso, o INSS envia outro comunicado já com as informações sobre o pagamento do benefício.

Também é possível conferir essas informações diretamente no site do INSS, na seção "Meu INSS", ou pelo aplicativo para celulares.

Para os próximos meses, o INSS promete lançar um simulador do tempo de contribuição, de forma a indicar ao segurado se ele tem direito à aposentadoria ou, caso contrário, quanto tempo falta para que ele tenha direito ao benefício.

Fonte: g1.globo.com

Quatro pessoas são presas em operação envolvendo farmácias de manipulação de fórmula para autismo que prejudicou a criança. , em Curitiba

Conselho Regional de Farmácia afirmou que recebeu uma denúncia de uma mãe sobre uma fórmula para autismo que prejudicou a criança.

Por Bibiana Dionísio e Thais Kaniak, G1 PR, Curitiba

Quatro pessoas foram presas em operação envolvendo farmácias de manipulação, em Curitiba (Foto: Luiza Vaz/RPC Curitiba)
Quatro pessoas foram presas em operação envolvendo farmácias de manipulação, em Curitiba (Foto: Luiza Vaz/RPC Curitiba)

Quatro pessoas foram presas em flagrante, em Curitiba, durante uma operação da Polícia Civil, deflagrada na segunda-feira (29) e finalizada na madrugada desta terça (30).

O Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR) afirmou que recebeu uma denúncia e acionou a Vigilância Sanitária, o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil.

Segundo o delegado-titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa), Vílson Alves de Toledo, foram presas duas empresárias e duas farmacêuticas. O delegado disse que elas devem responder por crimes contra a saúde pública.

A polícia informou que cinco farmácias de manipulação estão envolvidas no caso. Uma delas foi interditada pela Vigilância Sanitária. Conforme o CRF-PR, todas pertencem ao mesmo dono.

Elas ficam no Centro, no Fazendinha, no Sítio Cercado, no Novo Mundo e no Alto Boqueirão. Os nomes não foram informados.

"Foram encontrados produtos vencidos, produtos sem rastreabilidade, sem origem, produtos impróprios para consumo por estarem vencidos, sujidades no local e também manipulação de produtos que têm a necessidade de liberação da Anvisa para ser feito”, disse o delegado da Decrisa.

Segundo a Polícia Civil, uma das cinco farmácias foi interditada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Segundo a Polícia Civil, uma das cinco farmácias foi interditada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Conforme o CRF-PR, uma mãe procurou o conselho em outubro de 2017 para denunciar a farmácia de manipulação onde comprou um produto para o filho autista.

Ela alegou que a fórmula, além de não fazer efeito, agravou o caso da criança – que tem entre seis e dez anos. O CRF-PR não soube dizer a idade exata do menino.

A farmácia, segundo o CRF-PR, alegava que o produto auxiliaria no tratamento do autismo. A fórmula custava R$ 172, ainda de acordo com o conselho.

"Eram produtos que ofereciam, conforme o próprio site da empresa, tratamento para crianças autistas, ou produtos que não tinham contaminação de produtos alérgicos, como lactose e soja”, comentou Eduardo Pazin, gerente do setor de fiscalização do CRF/PR.

Conforme o delegado da Decrisa, não há informações sobre possíveis outras vítimas ou sobre quanto dinheiro as farmácias movimentaram com a venda dos medicamentos.

"Uma vez que os produtos não têm origem, nós não sabemos se são produtos vindos do Paraguai. Com certeza, eles adquiriam produtos de qualidade inferior. Então, a lucratividade era maior do que a de uma farmácia regular, que atua dentro da lei", afirmou Toledo.

De acordo com a polícia, não há informações sobre quanto dinheiro as farmácias movimentaram com a venda dos medicamentos. (Foto: Luiza Vaz/RPC Curitiba)
De acordo com a polícia, não há informações sobre quanto dinheiro as farmácias movimentaram com a venda dos medicamentos. (Foto: Luiza Vaz/RPC Curitiba)

Segundo o o CRF-PR, uma mãe procurou o conselho em 2017 para denunciar a farmácia de manipulação onde comprou um produto para o filho autista (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Segundo o o CRF-PR, uma mãe procurou o conselho em 2017 para denunciar a farmácia de manipulação onde comprou um produto para o filho autista (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A polícia informou que cinco farmácias de manipulação estão envolvidas no caso (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A polícia informou que cinco farmácias de manipulação estão envolvidas no caso (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Fonte: g1.globo.com

Vídeo mostra cadeirante transitando em rua com buraco e lama no Amapá - Veja o vídeo.

Maria Almeida diz que encara desafios diários e divide a rua com carros para chegar aos lugares. Gravação foi feita no município de Santana.

Por Fabiana Figueiredo, G1 AP, Macapá

Cadeirante transita em rua com buraco e lama no Amapá (Foto: Reprodução)
Cadeirante transita em rua com buraco e lama no Amapá (Foto: Reprodução)

Uma das maiores dificuldades de uma pessoa que usa cadeira de rodas é poder transitar com tranquilidade e segurança pelas ruas de uma cidade, de acordo com a cadeirante Maria Almeida, de 32 anos. Um vídeo mostra ela encarando uma rua esburacada e com lama em Santana. O local é caminho percorrido diariamente por ela, devido a ausência de calçadas com acessibilidade.

Click AQUI para ver o vídeo.

Segundo Maria, a situação é comum no município onde ela mora, a 17 quilômetros de Macapá. No vídeo, ela é filmada quando saía do trabalho e ia para a igreja, em um trecho da Rua João Leite Coutinho, no bairro Fonte Nova.

“Em Santana temos muita dificuldades em encontrar lugares adaptados. Eu estava saindo do meu trabalho e uma pessoa viu e gravou minha situação. Essa é a realidade do nosso estado. Eu passo nesse local todo dia para ir para a igreja, fica próximo de casa. Não tem calçada, assim como as outras ruas de Santana”, disse Maria.

A cadeirante trabalha como psicóloga em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Santana e faz atendimento também na casa de pacientes. Ela conta que no dia a dia mostra para outras pessoas as dificuldades de um cadeirante para se locomover.

“Eu faço atendimento a domicílio. As pessoas veem as dificuldades que o cadeirante tem em uma casa que não é adaptada para todos. Quando a pessoa não faz uma calçada adaptada, impede nosso direito de ir e vir. Hoje a gente já consegue conscientizar um pouco, mas é bem difícil”, contou Maria.

A cadeirante descreve que a falta de calçadas acessíveis a faz dividir espaço com os carros na rua, quando precisa ir a algum lugar.

“Como eu ando em cadeira motorizada, a precariedade da calçada dificulta ainda mais. O governo faz a pavimentação de várias ruas no município, mas não tem calçadas acessíveis. Todo projeto de pavimentação tem que ter calçada com acessibilidade, mas em nenhuma rua tem isso”, denunciou.

Plano de Mobilidade Urbana contempla calçada com acessibilidade em Santana, segundo Setrap (Foto: Maksuel Martins/GEA)
Plano de Mobilidade Urbana contempla calçada com acessibilidade em Santana, segundo Setrap (Foto: Maksuel Martins/GEA)

Sobre calçadas com acessibilidade na obra realizada pelo governo do Amapá, a Secretaria de Estado de Transporte (Setrap) informou em nota que, na próxima semana, vai iniciar a segunda etapa do projeto que inclui calçadas, sinalização e meio-fio com acessibilidade para cadeirantes. Cerca de 23 quilômetros de pavimentação, drenagem e terraplanagem estão contempladas no Plano de Mobilidade Urbana.

Cadeirante desde os 12 anos devido uma distrofia muscular progressiva, Maria é líder do movimento “A Luta é Nossa Juntos”, que reúne pessoas com deficiência física de todo o estado e que lutam pelos direitos.

“A ideia é conscientizar as pessoas que nós temos direito ao trabalho, ao lugar acessível, e principalmente que a cidade deve ser planejada para todos e não apenas para a maioria, deixando de lado uma minoria que precisa, como as pessoas com deficiência física e idosos”, reforçou Maria.

O G1 solicitou informações na terça-feira (30) à prefeitura de Santana sobre a infraestrutura da cidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, mas, até a última atualização desta matéria, a instituição não deu retorno.

Fonte: g1.globo.com

Terminologia no tratamento da Pessoa com Deficiência


por Tulio Mendhes


– “Túlio, qual a maneira certa de chamar um deficiente?”. (SIC)

Essa dúvida “atormenta” a cuca das pessoas desde o surgimento do primeiro “homem sapiens e da primeira mulher sapiens” com deficiência! (Tudo bem rolou uma dose de exagero aqui, mas que há tempos essa questão vem sendo discutida, isso é um fato). Eu já escrevi aqui sobre a terminologia politicamente correta quanto ao tratamento da pessoa com deficiência que, aliás, acabei de citar tal “regrinha”. Contudo, recebo frequentemente pedidos pra que eu reforce sobre o uso dessa terminologia. Então decidi reciclar um material sobre o tema “repostando” o texto do dia 20 de julho de 2017. Compreenda:

TERMINOLOGIA, o que é isso? Bom, segundo o dicionário Aurélio é um “tratado dos termos técnicos de uma arte ou ciência; conjunto de termos técnicos; nomenclatura”.

Esse significado lindinho é muito querido por grupos considerados minorias, no caso de hoje, os deficientes, opa... Errei, digo PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. Esse grupinho VIP do INSS, das cotas em universidades, das filas preferenciais, cotistas no mercado de trabalho etc. gostam de ser chamados de acordo com a terminologia adequada, ou seja, PESSOA COM DEFICIÊNCIA, RESUMIDA NA SIGLA PCD.

De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ratificou com valor de emenda constitucional em 2008 que é totalmente inadequado o termo “pessoa portadora de deficiência ou portador de deficiência”. Por quê? Simples, nós não portamos, não carregamos nossas deficiências, simplesmente as temos e, antes de termos a deficiência, somos pessoas como qualquer outra”. Até que essa justificativa é totalmente plausível no sentido amplo da coisa. Ou seja, o uso adequado da terminologia de acordo com as deficiências “funciona” mais ou menos assim:

Cadeirantes, amputados, ostomizados etc = (Pessoa com Deficiência Física)
Autista = (Pessoa com TEA) Transtorno do Espectro Autista
Síndrome de Down = Pessoa com Deficiência Intelectual
Surdos = Pessoa com Deficiência Auditiva
Cegos = Pessoa com deficiência visual

E assim por diante. Com a preocupação de facilitar os processos pedagógicos, médicos, jurídicos, sociais etc cada tipo de deficiência deve ser “pronunciada” de acordo com a terminologia correta, sempre colocando a PESSOA COM DEFICIÊNCIA em primeiro lugar, seguido da própria deficiência. Enfim...

Compreendido isto, exponho minha opinião. Acho tudo isso muito frufruzento e cheio de “mimimi” desnecessários. Já falei sobre isso e falarei quantas vezes forem necessárias.

– “Como devo chamar um cadeirante?”.
PERGUNTE O NOME DELE! Simples demais minha gente.

Com toda a certeza assim como eu sou cadeirante, uma parcela da elite “mimizenta” discorda de mim.

– “Ai eu acho falta de respeito”; “Isso é um absurdo”; “O Túlio não me representa, “Fora Dilma, fora Temer, fora Túlio”... blábláblá...

Eu luto por igualdade. Quero ser tratado como igual num todo. Com direitos e deveres, sem frescuras, sem “dorzinha” e sem vitimismo. Se eu e o Joãozinho trabalhamos no mesmo local, temos o mesmo cargo e seremos apresentados aos novos colegas, quero que nos apresentem assim: – “Pessoal, esse aqui é o analista “Joãozinho”. Esse aqui é o analista “Túlio Mendhes”.

Não quero ser apresentado como: – “Esse aqui é a pessoa com deficiência física e analista Túlio “coitadinho”, ele é o mais fraquinho da equipe, por favor, o respeitem. Não pode chamar a atenção dele, ele pode trazer 1000 atestados, o intervalo de quinze minutos ele pode fazer em uma hora, ele tem direito de chegar atrasado, porque usa cadeira de rodas, por favor, respeitem nosso colaborador pessoa com deficiência. Ah e pelo amor de Deus, cuidado pra não brincarem chamando-o de cadeirante, aleijadinho, baixinho, nunca fale pra ele ANDAR de pressa, jamais pronunciem que ele ANDA aprontando todas etc. Não queremos receber mais um processo, pois o defici (...) a pessoa com deficiência que trabalhou aqui anteriormente levou a gente no “pau”. CUI-DA-DO!

– “Ah Túlio, mas você está generalizando e exagerando!”.
Acredite leitor, não estou. Vivo levando “puxadas de orelha” pela elite que não anda, não enxerga, não fala, nem ouve, raciocina, resumindo... pelos deficientes mais chatos que espinha dentro do nariz. Preciso esclarecer uma coisa. Atenção...

Não chamem o cadeirante de cadeirante, pois as pernas dele vão parar de funcionar se você o tratar assim. O surdo vai ficar mais surdo se chamado de (adivinhe), o cego vai perder a visão se você chamá-lo de? (Isso mesmo que pensou).

Quando eu digo que não me importo em ser chamado de aleijadinho, coxo, cadeirante, paraplégico, estou afirmando que EU NÃO ME IMPORTO. Nenhuma terminologia mudará minha condição física. EU, euzinho, “euzão”, “euzérrimo” Túlio, “Túlinho”, “Túlião”, “Tuliérrimo” continuarei sem andar. Simples, não?

Não sou contra terminologias. Concordo sim com o uso adequado, mas em momentos adequados. Entenda: Doutor tem doutorado. Bacharel fez bacharelado. O mestre fez mestrado. O cadeirante, não anda. O cego é cego. O mudo não solta uma palavrinha. Quer mais fácil que isso?

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA devem ser chamadas pelos NOMES que contam em suas certidões de nascimento ou se, o colega deficiente opta por outro gênero chame-o pelo nome social. Não é difícil, gente!

O presidente da república, o coordenador do curso na faculdade, o reitor, o prefeito devem usar a terminologia PCD (pessoa com deficiência) em seus discursos, notas, pronunciamentos. Isso é adequado. Contudo, o Zé da oficina, a tia da cantina, o jardineiro do condomínio, a cobrador do ônibus, os meus amigos, meus médicos, professores, você, não precisa de formalidades quando falar sobre mim. Diga apenas o TÚLIO é “phoda”, o TÚLIO é lindo, o TÚLIO é esperto, o TÚLIO é legal e o mais importante o TÚLIO é tímido, modesto e muito “Ómilde”.

Mais uma vez, reforço que terminologia é uma coisa, frescura é outra. Defendo a idéia de não sermos chamados de “portador de deficiência”, “portador de necessidade especial”, afinal não portamos nada e o que portamos tá financiado e os juros do cheque especial tá comendo.

Esclareço pra galera da nação brasileira que gosta de aprender e acima de tudo que não é “mimizenta”: no momento em que o uso adequado de terminologia referente aos deficientes for exigido, JAMAIS usem o termo “portador”, pois implica em algo que se “leva, carrega, segura, porta”.

Afinal, eu mais uma vez em toda minha “ómildade” e modéstia me coloco como exemplo: “Túlio não é portador de beleza, Túlio é belo. Túlio não porta simpatia, Túlio é simpático.”. Portar eu porto talão de cheque, cartões de crédito, porto um amor reprimido (mentira, isso é brincadeira hein, acredite, ou não).

Entretanto pra não ficar a impressão de que eu sou o radical da “tchurma” com defeito de fábrica ou vítimas de sinistros, explico um fato.

A maioria dos idosos que tenho ou tive um vínculo, quando falam de mim como deficiente, eles usam termos como “aleijado”, “inválido”, “incapacitado” ou algo do tipo. De maneira alguma isso me ofende. Eles foram educados, “criados” ouvindo esse tipo de pronúncia referindo-se a nós, pessoas com deficiências. As mudanças começaram acontecer em meados da década de 80. Essas palavras “grosseiras”, “brutas” foram substituídas pelo termo “deficiente”, essa migração terminológica deu-se em razão da influência do Ano Internacional e da Década das Pessoas Deficientes, estabelecida pela ONU em 1981. Desde então, algumas mudanças aconteceram com certa velocidade. De “pessoa portadora de deficiência” ou “portadores de necessidade especial” a década de 1990 foi marcada com a terminologia que estamos discutindo. PESSOA COM DEFICIÊNCIA.

– “Ah Túlio, mas por que não posso falar pessoa com necessidade especial?”
– Vamos lá! A única necessidade especial que eu tenho e urgentemente é de uma casa própria, dinheiro na conta, lançar meu livro, uma viagem pra o Egito, Canadá, New York, Dubai, Argentina, Caribe etc. Só isso. Vai me dizer que você não tem nenhuma necessidade especial?

É inadmissível a discriminação, desrespeito, segregação no que diz respeito às pessoas com deficiência. Esse é o motivo de eu vir aqui repetir o tema “TERMINOLOGIA”. Não mudo meu ponto de vista quanto ao excesso de frescura no cotidiano, mas ressalto que o TÚLIO MENDHES é maior que a cadeira de rodas, o BRUNO ARAÚJO é um cego “phodão”, a MARIA é linda e autista. Sempre coloque em evidência a PESSOA.

Lembre-se que a pessoa com deficiência é, superior a sua deficiência. É simplesmente uma PESSOA. 

Fonte: g1.globo.com