sábado, 10 de fevereiro de 2018

Mãe relata empurra-empurra entre Estado e Prefeitura para matricular filho com autismo: 'discriminação' - Veja o vídeo.

Confeiteira diz que menino de 6 anos ainda não foi alfabetizado por falta de professor mediador. Secretaria de SP diz que contrata auxiliar e governo de Ribeirão Preto incluiu garoto em fila de espera.

Por Jornal da EPTV 1ª edição

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Mãe de criança autista tem dificuldades para achar vaga nas escolas de Ribeirão Preto

Aos 6 anos, Enzo Ferreira ainda não sabe ler e escrever. Diagnosticado com autismo, o menino deveria ser alfabetizado este ano, mas a família relata dificuldade para conseguir uma vaga em escolas públicas em Ribeirão Preto (SP).

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Mãe do garoto, a confeiteira Érica Cristina Ferreira afirma que, tanto a rede municipal, quanto a estadual, alegam não ter estrutura para receber o aluno, que precisa de um professor mediador para acompanhá-lo durante as aulas.

“Isso é discriminação. Falar que o menino não pode ficar na escola porque não tem estrutura, dizer para eu ficar com ele no pátio e na hora do recreio ir embora. O autismo precisa de atenção redobrada, é um direito dele”, reclama.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que a Diretoria Regional de Ensino já está contratando um cuidador para acompanhar o menino em sala de aula, e explicou que as aulas perdidas são repostas.

A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, justificou que Enzo está na fila de espera por uma vaga e a família já foi orientada.

A confeiteira Érica Ferreira e o filho Enzo, de 6 anos, em Ribeirão Preto (Foto: Antônio Luiz/EPTV)
A confeiteira Érica Ferreira e o filho Enzo, de 6 anos, em Ribeirão Preto (Foto: Antônio Luiz/EPTV)

Érica conta que o impasse teve início no fim do ano passado, depois que o filho concluiu a educação básica na rede municipal e deveria ter sido matriculado, automaticamente, no ensino fundamental. Segundo a mãe, Enzo foi transferido para uma escola estadual.

“Eu comecei a ligar em 29 de dezembro e eles alegavam sempre alguma coisa: ‘não tem como fazer a matrícula dele agora’, ‘precisa conversar com a direção, primeiro, por causa do autismo’, ‘o diretor quer falar com você’. Cada dia era uma desculpa”, relembra.

Na segunda quinzena de janeiro, Érica diz que, finalmente, se reuniu com a direção da Escola Estadual Dr. Edgardo Cajado e foi informada que a matrícula dependia de uma autorização da Diretoria Regional de Ensino para contratação do professor mediador.

Dias depois, a mãe de Enzo recebeu a notícia de que o colégio não teria condições de receber o aluno especial porque a contratação de um auxiliar demoraria cerca de um ano e meio. A direção sugeriu que Érica ficasse com o filho na escola.

“Mas, como vou ficar todo o tempo com ele na escola? Não tenho como alfabetizar, ajudar ele na alfabetização. Posso acompanhar, mas não na alfabetização dentro da sala. A escola mesma alegou falta de estrutura”, afirma a confeiteira.

Enzo Ferreira, de 6 anos, precisa de vaga no ensino fundamental em Ribeirão Preto (Foto: Antônio Luiz/EPTV)
Enzo Ferreira, de 6 anos, precisa de vaga no ensino fundamental em Ribeirão Preto (Foto: Antônio Luiz/EPTV)

Direcionada à rede municipal, Érica conta que procurou a Secretaria Municipal da Educação e foi informada que deveria ir ao Poupatempo. Após protocolar toda a documentação, Enzo foi incluído em uma lista de espera: é o vigésimo quinto na fila.

“Eles alegam que estão montando uma sala de educação especial na escola municipal em que fizemos a inscrição. A moça disse que não garante a vaga. A única coisa que a gente pode fazer é aguardar. Ela falou para mim que não pode fazer nada”, diz.

Preconceito

A confeiteira relata que essa não é a primeira vez que a família enfrenta dificuldades, pelo fato de Enzo ter autismo, apesar do grau leve. Segundo Érica, o filho também sofreu preconceito da professora e da diretora da creche onde estudava.

“A gente ficava em cima mesmo, ia sempre à escola, eu aparecia de surpresa. Em relação à professora, ele não gostava de se aproximar dela. Ela o deixava mais excluído, do que incluído com as outras crianças. Mas, a mediadora, sim, ele gostava muito dela”.

Sem estar matriculado no ensino regular, Enzo também não pode seguir com o tratamento no Centro Ann Sullivan – a ONG só realiza o atendimento gratuito de pacientes encaminhados pela Secretaria Municipal da Educação.

“Ele fazia acompanhamento com fonoaudiólogo, terapeuta, psicopedagoga, aula de música, aula de dança. Ele brincava mais, ficava mais próximo, se divertia mais, interagia com as outras crianças, ficava mais sociável. Então, faz muita falta”, conclui.

A confeiteira Érica Cristina Ferreira busca vaga em escola para o filho de 6 anos com autismo  (Foto: Antônio Luiz/EPTV)
A confeiteira Érica Cristina Ferreira busca vaga em escola para o filho de 6 anos com autismo (Foto: Antônio Luiz/EPTV)

Contratação

A Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto esclarece que já tramita a contratação de um cuidador que acompanhará Enzo nas atividades escolares. Além disso, será oferecido o acompanhamento no contra turno escolar e transporte.

"A equipe pedagógica da escola também atuará na reposição do conteúdo perdido, de modo que o processo de ensino-aprendizagem seja contemplado", diz o comunicado, sem informar prazo para que o auxiliar seja contratado.

Fonte: g1.globo.com

Último carro da Mocidade Independente terá cadeirantes como destaques

Andreia vai desfilar pela primeira vez na MocidadeAndreia vai desfilar pela primeira vez na Mocidade Foto: Gustavo Miranda

Igor Ricardo

O samba da Mocidade prega a “tolerância entre os desiguais” e a mensagem estará presente na última alegoria da escola, que reproduz o Templo de Lótus, localizado em Nova Deli, na Índia. Em destaque no carro estarão dezenas de pessoas que de alguma forma sofrem preconceito social. Uma delas será a jovem Andreia Elizabeth Barbosa de Sousa Pereira, de 21 anos, que é cadeirante.

A moradora de Realengo, na Zona Oeste do Rio, não esconde a emoção de poder desfilar pela primeira vez em sua escola do coração. Assídua aos ensaios, Andreia é conhecida por toda a escola, já que sempre ficava em seu cantinho assistindo a preparação da Verde e branco. Este ano, porém, ela conseguirá realizar o seu sonho.

— Eu nunca pedi para desfilar por causa das minhas condições físicas. Só que sempre foi meu sonho desfilar. Quando o tio Rodrigo (Pacheco, vice-presidente da Mocidade) e a Cíntia (Abreu, esposa de Rodrigo) me chamaram fiquei muito feliz — diz, emocionada, a jovem, que nasceu com má formação nas células da médula espinhal.

                    A jovem com sua mãe, Márcia Barbosa, e o tio, Guto Júnior
A jovem com sua mãe, Márcia Barbosa, e o tio, Guto Júnior Foto: Gustavo Miranda

A mãe de Andreia, Márcia Barbosa, de 48 anos, é diretora de harmonia da agremiação e não esconde a felicidade de ter a filha por perto no desfile oficial:

— Minha filha é fanática pela Mocidade. Ano passado eu já fiquei muito feliz com o nosso campeonato. Esse ano vou ficar mais ainda se a gente for bicampeão com minha filha desfilando — sonha Márcia.

A Mocidade será a última a desfilar no próximo domingo, com enredo “Namastê... A estrela que habita em mim saúda a que existe em você”, do carnavalesco Alexandre Louzada. Será uma homenagem à Índia.

TESTE

A Mocidade e a Portela fazem hoje à noite o teste de luz e som do Sambódromo, a partir das 19h. Será o único ensaio técnico realizado na Passarela do Samba antes dos desfiles oficiais. A festa começa com a tradicional lavagem da Sapucaí. Logo depois, a Verde e branco faz sua apresentação, seguida da escola de Madureira.

HOMENAGEM

Por causa da crise financeira e do corte de verba para as escolas por parte da Prefeitura do Rio, a Liesa cancelou os ensaios com todas as agremiações. Entretanto, a Portela convocou integrantes das outras 12 escolas do Grupo Especial para desfilar junto com a Azul e branco.

FESTA

Os desfiles oficiais na Marquês de Sapucaí começam na próxima sexta-feira, com as apresentações da Série A, a partir das 22h.



Suspeitos invadem casa de cadeirante e o agridem com golpes de madeira, em RO

Vítima de 43 anos foi atingido com golpes na região das costas, mas teve ferimentos graves. Trio fugiu ao perceber a movimentação de vizinho e nenhum foi deles foi localizado.

Caso vai ser investigado pela polícia (Foto: Reprodução/TV TEM)
Caso vai ser investigado pela polícia (Foto: Reprodução/TV TEM)

Por G1 Ariquemes e Vale do Jamari

Um homem de 43 anos, que é cadeirante, foi agredido com golpes de madeira na noite da última quinta-feira (8) dentro da própria residência no Setor 2, em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. De acordo com a Polícia Militar (PM), três suspeitos invadiram o imóvel da vítima e começaram a agredir o deficiente físico. Os suspeitos fugiram do local ao perceberem a aproximação de vizinhos e ninguém foi preso.

Conforme o boletim de ocorrência, os militares foram solicitados a comparecer até o determinado endereço para atender um caso de lesão corporal. No local, o cadeirante relatou que estava dentro da casa quando foi surpreendido pelos três suspeitos, sendo que um deles estava com um objeto na mão e o disse que estava armado.

Em seguida, outro suspeito que estava com uma ripa de madeira começou a desferir golpes na região das costas da vítima. O cadeirante começou a gritar por socorro e momentos depois, alguns moradores vizinhos começaram a se aproximar da residência. Com a movimentação dos moradores, os suspeitos fugiram do local.

A vítima não soube informar os motivos da agressão, mas disse a PM que conseguiu identificar os três suspeitos. A PM endereço dos suspeitos, mas nenhum deles foi localizado. O caso foi registrado na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Ariquemes.

Fonte: g1.globo.com

Curiosidades sobre a pessoa com deficiência

Mito. Segundo o dicionário é um relato fantástico de tradição oral, protagonizado por seres que encarnam as forças da natureza e os aspectos gerais da condição humana, uma lenda.

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Um fato bastante comum aqui no “Mão na Roda” é a abordagem me questionando sobre “teorias” a respeitos de nós, seres encantados e com deficiência! Já desmitifiquei em algumas postagens alguns desses mitos, contudo com o crescimento do blog, mais leitores estão sentindo-se a vontade pra questionar historinhas que foram contadas a eles desde suas infâncias. Por isso o motivo de eu reciclar esse assunto e trazê-lo novamente no post de hoje.

Senhoras e senhores apresento-lhes a reprise da “minissérie” Mitos e verdades sobre pessoas com deficiência!

No capítulo 01 temos a história da senhora “Fila Preferencial”. Existe prioridade nas filas prioritárias? Sim, você não leu errado e eu não estou ficando maluco. Acredite, mas isso causa uma confusão entre as pessoas que tem o direito a usufruírem dessa garantia. Muita calma nessa hora e muita hora nessa calma que, vou explicar bem simploriamente, é o seguinte:

Imagine a cena da fila preferencial num banco.

Sete clientes da agência estão aguardando atendimento através da fila prioritária. Entre os sete estão, uma senhora com idade entre 70, 75 anos, ela está em pé segurando uma bolsa e usando um sapato com salto Anabela de uns 7cm de altura. Temos ainda 3 senhores sendo que, o primeiro tem uma postura totalmente ereta e firme, mas tem 82 anos de idade. O segundo idoso usa bengala, tem 75 anos e aparenta muito cansaço pra ficar de pé, e o ultimo é um “tiozinho” no auge de seus “sessentões” apoiado no braço da filha. 

Por ultimo uma gestante com os pés bem inchados e com um barrigão de 37 semanas, um cego, e um cadeirante lindo de viver que escreve pra o G1, entretanto ele é dependente de oxigenador mecânico e está usando um oxigenador pequeno pra transporte, é ostomizado etc. O “blogueirinho” do G1 tem em sua companhia um enfermeiro que informa a todos a necessidade do cadeirante ser atendido com prioridade, pois ele precisa resolver outras demandas em outro lugar e que demandam tempo (pra o limite do oxigenador de transporte) que foi minuciosamente calculado antes de sair de casa. 

Caro leitor, pense num barraco prestes a explodir. Todos querendo o direito à prioridade. A “briga” está armada. O clima de uma luta do UFC domina o ambiente. O motivo? A gestante reclama alegando ter chegado antes do cego e do cadeirante. Os idosos ficam indignados, afinal a “vozinha” da Anabela afirma categoricamente que ninguém será atendido antes dela, pois ela foi a primeira a chegar. O vozinho da bengala retruca dizendo que se o pedido do enfermeiro for aceito ele passará na frente do “tiozinho” com postura ereta que, por sua vez afirmou que o atendimento deve ser por ordem de chegada, recebendo então o apoio do sessentão que estava apoiado na filha. 

E agora? Quem tem prioridade nessa prioridade? Existe alguma doutrina que resolva esse impasse? Respondo calmamente. Existe sim prioridade na fila preferencial. Quem disse isso? Uma doutrina “lindimais” da conta uai. A Lei 10048 de 08/11/2000 criou a obrigatoriedade do atendimento prioritário para as pessoas com deficiência, os idosos com idade superior a 60 anos, as gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e aos obesos, ainda que os locais de atendimento possuam acomodações confortáveis. Mas, porém, contudo, entretanto e todavia com o objetivo de estender esse direito a demais pessoas, foi criado o projeto de lei n° 403, de 2016, que propõe a alteração da lei 10.048/2000, dando prioridade de atendimento às pessoas para assegurar o atendimento prioritário a pessoas com neoplasia maligna que estejam se submetendo a quimioterapia ou radioterapia.


Qual o motivo disso? Pacientes com esses diagnósticos enfrentam muitos efeitos colaterais como deficiência imunológica, diarreia, mal-estar, náuseas, vômitos decorrentes da aplicação dessas terapias durante o tratamento e, justamente por esses e demais fatores, eles não têm condições físicas para enfrentarem filas demoradas. Mais que justo, não? Pois bem... Esse projeto ainda está em tramitação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), torçamos para que seja aprovado o mais rápido possível.

Até aqui tudo muito tranquilo. 
Mas complementando a lei 10.048/2000, o atual Presidente da República, sancionou a lei 13.466, decretando que todas as pessoas com 80 anos ou mais tenham prioridade de atendimento, inclusive em relação a outros idosos. Sendo um novo dispositivo legal, o objetivo dessa sanção baseia-se nas autênticas complexidades de locomoção, de movimento dos idosos octogenários. ENTRETANTO cabe mitigação em alguns casos levando em consideração alguns critérios subjetivos, por exemplo, situações em que aja gravidade e risco. Como? No atendimento de saúde o critério objetivo da gravidade sobrepõe ao da idade. Não entendeu?  Calma é fácil à compreensão.

No artigo 15 do estatuto do idoso, expressamente no parágrafo 7º prevê que “em todo atendimento de saúde, os maiores de oitenta anos terão preferência especial sobre os demais idosos, EXCETO em caso de emergência”. Concluindo. Essa emergência num ambiente hospitalar ou similar, configura um critério subjetivo, pois considera a situação real de cada caso, ou seja, um idoso de 60 anos poderá ter prioridade em relação ao outro idoso de 80. Por quê? Obviamente pelo critério da gravidade e risco de seu estado de saúde. Fácil, não?

– “Uai Túlio, mas desde quando isso é lei?”.
– Desde quarta-feira uai! Mas a quarta do dia 12 de julho de 2017.

Okay. Até aqui continua tudo lindo, bem fácil de compreender. Mas e o deficiente visual citado no nosso exemplo? Ele tem direito de ocupar um lugar na fila preferencial? Sim, ele tem TODO o direito, pois o Decreto Federal nº 5.296/2004, precisamente nos artigos 5º, 6º e 7º, em suma rezam que o atendimento prioritário se enquadra a todas as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Isto é, TODOS com deficiência física, auditiva, visual, intelectual, sensorial e múltipla. Evidenciando ainda que o texto destes artigos também discorre sobre a entrada, a sinalização, o mobiliário e sobre os serviços de atendimento que devem constar nas instituições financeiras. Compreendido isto, como fica a prioridade na “nossa” fila prioritária do papo de hoje? Simples demais. Praticando o BOM SENSO e o ALTRUÍSMO.

Temos leis que garantem o direito do indivíduo em sua coletividade ou singularidade. A doutrina, estatutos, legislações, constituições etc são bem práticas e não deixam dúvidas sobre nossas demandas como parte da sociedade. Temos nossos direitos garantidos e deveres exigidos. Mas com base no tema de hoje e nas leis que citei, o atendimento preferencial refere-se às pessoas que gozam desse direito não com exclusividade apenas aos caixas ou guichês de autoatendimento.

Entra em campo a real NECESSIDADE do indivíduo seja ele idoso, gestante, deficiente, obeso. Por exemplo, na nossa fila o idoso com a postura totalmente ereta e firme, mas um senhor de 82 anos de idade teria total prioridade no atendimento segundo a teoria. A senhorinha estilosa com salto Anabela seria a segunda, o tiozinho da bengala e o sessentão seriam o terceiro e quarto, e  posteriormente a gestante, o deficiente visual e o cadeirante vocacionado a jornalista.

Entretanto... Sejamos bons seres humanos, finjamos que temos nossos corações transbordando respeito, sensibilidade, generosidade etc... Obviamente que com tanta coisa boa exalando em nossas atitudes, o cadeirante “vocacionado” a repórter do “Fantástico” e que é dependente de oxigenador tendo um tempo limite para a interrupção da medicação (sim, oxigênio é medicação) deveria ter total prioridade no atendimento. Seguindo esse raciocínio da necessidade, o tiozinho com 75 anos que apresenta grande cansaço pra ficar de pé e faz uso de uma bengala deveria ser o segundo na fila, seguido pela gestante com os pés bem inchados e com um barrigão de 37 semanas que a tortura quando fica de pé.

Depois seria a vez do idoso octogenário, mas que tem uma postura firme e equilibrada. Em seguida deveria ser a “vozinha” estilosa, afinal se ela tem estilo pra passear com um salto de 7cm, deduzo que ela consiga tolerar uma fila por mais tempo que os clientes que a antecederam e, por os últimos seriam o “tiozinho” no auge de seus “sessentões” apoiado no braço da filha (Que pra mim a filha é quem resolveria alguma coisa e usou o pai como passaporte da agilidade, mas por via das dúvidas sacumé?) e o amigo cego, afinal ele não enxerga, mas tem um “corpitcho” de dar inveja em qualquer “Mauricinho” que se entope diariamente de uma dúzia de ovos, frango, batata doce e selfies na academia.

Simples. Não? Entretanto eu sou brasileiro e infelizmente eu sei que nossa “nação” adora problematizar o que não precisa ser problematizado. Ou seja, mesmo com a explicação super “sensata” e prática que fiz, tenho certeza que alguém está discordando da prioridade que estipulei “fora” da doutrina. Afinal cada um quer defender sua “classe”. 

Justamente por essa convicção da discordância e egoísmo brasileiro, eu asseguro a todos que necessitam usufruir o direito da fila preferencial que SEMPRE, vou repetir, SEM-PRE que houver a NECESSIDADE de prioridade na prioridade (fácil de compreender), TODOS PODEM e DEVEM solicitar o atendimento mais ágil sobre os demais. Seja em filas preferenciais de instituições públicas ou privadas. 

Recomendo que anunciem ao responsável pelo atendimento a inevitável, a  indispensável, imprescindível, primordial necessidade de prioridade. É correto e indispensável que não se faça isso em benefício próprio por safadeza, por favor, sejam humanizados, senão terei que colocar seus nomes no meu caderninho de capa preta (um diário sobre “pecados” como estacionar em vagas preferenciais e que merecem punição e oração pela salvação das almas). Bem “fácin”, né? Pois bem... Compartilhem essas informações, tenho certeza que você conhece alguém que precisa de esclarecimentos sobre tais direitos.

Caro leitor... 
Eu deveria encerrar nesse minuto...

Entretanto, se você é ou conhece algum cidadão com deficiência e que tenha bons mitos, verdades e curiosidades sobre nosso “universosinho”, compartilhe com a gente essa “demanda”, afinal o Mão na Roda compartilha a ideologia de mencionar os “fatos” com total respeito e muita transparência, afinal o que é um mito pra você, pode ser a nossa verdade ou o contrário. Lembrando que a inexistência de um bom diálogo sobre a existência de opiniões incertas aumenta a geração de preconceitos. Que consequentemente são transmitidas inconscientemente como normais. E qual a solução pra amenizar tamanha confusão? Conversarmos a respeito. E foi isso que procurei fazer entrevistando algumas pessoas com deficiência sobre o assunto. Acompanhe:

A primeira é a estudante Lusdélia Silva de 35 anos, ela é deficiente visual: 

“Túlio, as pessoas falam alto com a gente como se fossemos surdos (risos). Acontece muito! Outra coisa que é muito comum no dia-a-dia é uma pessoa apontar o dedo como se a gente estivesse vendo, (risos). Isso acontece muito dentro do ônibus, quando a pessoa não quer ceder o lugar, sempre apontam o dedo para o lugar vazio. Minha mãe está sempre comigo, e ela me fala quando isso acontece, (risos). Túlio, outra coisa que infelizmente é muito comum, quando não se tem a visão, é que somos vistos como seres transparentes, pois as pessoas passam por nós e cumprimentam só nosso acompanhante (risos). Em nossas rotinas passamos por várias situações, espero compartilhar mais vezes com as pessoas através do seu blog no G1”.

O segundo entrevistado foi um “mineirin” custoso demais, ele é o Bruno Araújo, deficiente visual ou “cegueta” pra os íntimos, tem 21 anos e é estudante de Direito. O Brunão fez questão de mencionar que é estagiário num escritório de advocacia e, que é um excelente músico. Pois bem, depois da venda do “peixe” desse ceguinho lá de Monte Carmelo, segue o relato: 

“Túlião, uma coisa engraçada e que acontece muito comigo, e aconteceu esses dias, é o fato de que quando estou na rua e peço ajuda ao pessoal... alguns “kéeeridos” (censurado em respeito a moral e os bons costumes da família brasileira #SQN), eles saem me puxando pela bengala. Geralmente quando isso acontece, eu solto a bengala na mão da pessoa, e fica por isso mesmo. Outra coisa é quando algumas pessoas me perguntam: “Você viu tal filme?”. Mas imediatamente pedem desculpas e falam: “Você  não vê o filme né?! Você escuta o filme.”. Pô Túlião... “Cara Léo” sô! Eu também tenho o direito de assistir o filme, uai. (Risos).Uma vez eu pedi uma ajuda na rua e o cara me disse, fica na próxima rua, em uma casa com o portão branco, então eu disse: “Obrigado, não sabe o quanto me  ajudou!”

A terceira história é da uberlandense Camila Pilares, ela tem 26 anos e é atleta:

“Ai Deus me lembro de um. Eu era bailarina de dança do ventre, aí era o meu aniversario de 15 anos, aí quando me apresentei dançando no chão, um dos convidados disse que não achava bonita a forma na qual eu apresentava. Mas era mentira, pois no meu ponto de vista quem estava ali pra me ver me aplaudia de pé independente ou não se eu estava na cadeira. Todas as minhas gafes aconteceram na escola, pois eu sempre caia da cadeira. (Essa história da Camila deixa bem claro que na cadeira ou fora dela, é possível sensualizar minha gente! Tem que ter muita coragem e amor próprio, seja com dança do ventre ou um forró pé de serra. Sucesso Camila.)

O também uberlandense e atleta paralímpico, Luciano Bezerra Dantas de 35 anos disse:

“Então cara, eu tenho nanismo, mas nem sempre as pessoas PRECISAM se abaixar para falar comigo”. (Então já sabe caro leitor, quando for conversar com alguém com naninsmo, pergunte qual a melhor “posição” para você conversar com ele. Em pé ou sentado?).

O nosso quinto personagem tem 46 anos e é funcionário público municipalele solicitou que eu o identificasse através de um nome fictício. Respeitei a exigência e o chamarei de Fernando. Ele contou o seguinte:

“Túlin, eu sou autista. O fato desse diagnóstico ser considerado um “espectro” e consequentemente não ser visível “fisicamente” como deficiência, quando eu comento que tenho autismo, as pessoas se espantam e reagem com aquele infeliz comentário: “Nossa nem parece!". Há também os que fazem perguntas, por exemplo: “Você nasceu assim? O que causa?”. Mas o pior de todos são os que “recuam” sem demonstrarem um pingo de amabilidade ou altruísmo. Na verdade meu caro, a maioria faz isso. Nós autistas, desenvolvemos uma hipersensibilidade a um dos sentidos, por exemplo, a aversão a lugares como o Parque do Sabiá, os shoppings etc por causa do excesso de barulho. Nós ainda não gostamos de contato físico. Mas no meu caso essa questão do contato físico soa um pouco de estranheza, pois eu realizei o sonho de me tornar pai, entretanto quanto menos contato, pra mim é melhor. O garotinho que você vê na minha foto é o meu filhão, meu pequeno, ele também tem autismo, mas é mais comprometido que eu, a versão a barulho e toque é mais aflorada nele. Alguns dos muitos mitos que cercam nossas vidas com o espectro é o de que vivemos num mundo a parte. Isso é um absurdo! Obviamente que o diagnóstico tem “graus” distintos, mas nós em maioria temos clareza do que acontece ao nosso redor, vivemos no mesmo planeta que todo mundo (risos). Outro mito bem latente é que não somos capazes de desenvolvermos intelectualmente. Sem comentários, né Túlio! Ah pra concluir nós não temos a compreensão de rótulos, cargos, títulos, mas quando mostramos isso, e tratamos as pessoas com igualdade, alguns acham "engraçado", outros estranham. Por exemplo, o meu “pequeno” chama todos que conhecem como tio e tia, seja o médico, terapeuta professores etc. Agora a dica de uma grande verdade que eu quero que publique é a que quando alguém for conversar com um autista, use uma linguagem clara, simples, objetiva, exata, evite o uso de linguagem figurada. Afinal, alguns de nós não abstraímos a mensagem. Resumindo, quanto mais sentido literal mais fácil será a compreensão da conversa. “Túlin” não sei se você sabe, mas o Bill Gates é autista (moderado, mas é). Existem vários atores em Hollywood que são. Acredita-se que Bethoveen também era (não existia o reconhecimento cientifico naquela época, mas a literatura especifica o cita como autista por causa de vários fatores.). É isso cara, espero ter ajudado”.

E o ultimo entrevistado foi o Flávio Heron, ele tem 32 anos, é roteirista e amputado (ausência do braço direito). Confesso que me identifiquei com ele pra “Cara Léo”, ele tem uma acidez leve em relatar situações em que se vê “obrigado” a enfrentar. Ele disse o seguinte: 

“Bom, no meu caso, quando as pessoas me cumprimentam com um aperto de mãos, geralmente se confundem. Por exemplo, primeiro vêm com a mão direita, imediatamente recolhem e estendem a esquerda, mas quando eu é que estendo a minha mão primeiro, eles nem sempre conseguem reagir e a gente fica girando as mãos tentando se “agarrar”. Cara, sinceramente não tem um jeito certo, porque elas não se dão conta imediatamente da ausência do meu braço direito. As mais atentas dão a mão esquerda ou giram a direita. Além disso, tem o comportamento assistencialista na rua. O exemplo clássico é oferecer o assento do ônibus mesmo quando não levo absolutamente nada na mão, nem pendurado, enfim. Como se eu não conseguisse ficar de pé segurando as barras! Tentando me visualizar na terceira pessoa, imagino que pra elas sou vulnerável aos trancos e balanços dentro do ônibus. Bom, quem leva sacolas ou pilha de livros nos braços ta na mesma situação. Honestamente eu não consigo pensar em mitos ou verdades no meu caso. Ahhhh... mas conheço umas "regras" como não levar pessoas cegas pelo braço, mas apenas oferecer o apoio no trajeto. Fiz isso uma vez no terminal, apenas ofereci meu braço, o cara se apoiou e eu só tive que dizer em qual plataforma estávamos. Se ajudar, ao cumprimentar alguém que só tem o braço direito e por ser um gesto inconsciente, a confusão vai se repetir mesmo com quem já te conhece a mais tempo. É ter bom humor apenas. Ah e as meninas não esperem ser carregadas nos braços do herói que só tem o braço esquerdo, só se ele for super poderoso, halterofilista. Mas lógico que dá pra segurar como se fosse uma criança de colo dependendo do tamanho da “lenhadora de jardim”, se é que me entende. Vi no seu blog que já abordou temas envolvendo relacionamento amoroso, sexo, crushes, etc. Não sei se ficaria repetitivo, mas converso com muita gente e me perguntam se me envolveria com uma garota deficiente. Cai no mito do seu último post, sobre o clube dos “PNE”. Parece um inconsciente provocado por casos expostos em reportagens, filmes de casais com Down, enfim, que eleva pra um novo nível da cara metade como se eu precisasse encontrar a “mina” dos sonhos sem o braço direito e assim formaríamos um espécie de super gêmeos. Ou sem o braço esquerdo, um espelho! Não sei se falaram pra você, mas quando o assunto envolve “App’s” de relacionamento já tive minhas decepções porque pra elas eu fui, de certa forma, também uma "decepção". Resumindo, achavam que eu deveria ter fotos de corpo inteiro pra mostrar a falta do braço pra não causar surpresa, espanto quando nos encontrássemos na real. Acreditavam ainda que eu deveria abrir o jogo como "olá, sou fulano, não tenho um membro", como se isso fizesse parte do meu cartão de visitas. Esse assunto tem vindo à tona, muito influenciado pelo seu blog. Quem lê realmente faz uma reflexão sobre a realidade e revê muita coisa sobre si. Quem entende seu tom provocador e ácido sem cair numa falácia do espantalho, sabe o marco que seu trabalho representa. Túlio é difícil pontuar, não penso tanto nessas coisas a menos que experimente cada situação, afinal sou um cara solteiro, moro sozinho e costumo dizer aos curiosos que só não faço coisas que pessoas com os dois braços não conseguiriam fazer.”


Bom pra essa quinta-feira é isso, resalto que existem muitos mitos e verdades sobre deficiências, por isso, continuarei em outras postagens promover o diálogo sobre essas curiosidades saudáveis em busca de informações e o convívio natural com pessoas diferentes, mas iguais. 

Afinal, quando conhecemos e compreendemos a diferença do outro, conseguimos refletir o altruísmo e respeito, ficando bem mais fácil combater qualquer preconceito. Ahhh... Externo minha gratidão a cada um dos deficientes que me autorizaram compartilhar suas histórias, obrigado ainda pelos feedbacks enviados, salvei todos na minha pasta “IMPORTANTE”. Foi um grande prazer receber a confiança de pra com o “Mão na Roda”. Bom...


Fonte: g1.globo.com


Decreto inclui pessoas com deficiência em cotas para universidades federais

Sala de aula na UFF em Niterói
Sala de aula na UFF em Niterói Foto: Eduardo Naddar / Agência O Globo

O Globo

O presidente Michel Temer alterou por decreto o público-alvo incluído na Lei de Cotas para ingresso nas universidades públicas brasileiras. De acordo com texto publicado nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União, a partir de agora também terão direito às cotas os candidatos com deficiência. O Ministério da Educação afirma que alteração valerá já para o Sisu do segundo semestre.

A Lei 12.711 institui reserva de 50% das vagas nas instituições brasileiras para estudantes que fizeram todo o Ensino Médio em escola pública. Metade dessas vagas são destinadas para alunos com renda familiar bruta igual ou menor a um salário mínimo e meio per capita.

Nos dois casos há ainda uma subdivisão. Deve ser reservado um percentual mínimo correspondente à população de pretos, pardos e indígenas no estado onde fica a instituição de ensino superior, segundo dados do IBGE. A partir de agora, essa reserva mínima também deverá incluir pessoas com deficiência.

Segundo o decreto, o Ministério da Educação deverá confeccionar em até 90 dias um documento para detalhar os critérios para a distribuição dessas vagas e regulamentar a alteração na lei. Antes, a regulamentação da lei de cotas permitia inclusão de deficientes no benefício, mas a medida era opcional e ficava a critério de cada instituição. Em dezembro do ano passado, o presidente Michel Temer já havia sancionado uma lei que incluía pessoas com deficiência nessa ação afirmativa.

'Projeto Superar' resgata autoestima de pessoas com deficiência em Belo Horizonte - Veja o vídeo.

São quase 770 vagas em 14 atividades, tudo de graça. Para 2018, a meta é alcançar 850 alunos.

Por MG1, Belo Horizonte

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Projeto Superar oferece vagas de práticas esportivas a pessoas com deficiências em BH

Esporte e lazer como forma de inclusão é o objetivo do “Programa Superar” da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). São 770 vagas para pessoas com deficiência, em 14 atividades, tudo de graça.

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Quem antes ficava em casa, sem ter o que fazer, se diverte, conhece amigos e serve de exemplo de como não há limites para quem tem incentivo e força de vontade. "O ‘Superar’ foi uma bênção pra gente. A Rapha está sempre ativa, alegre e tem um sentimento de fazer parte de um grupo que a ama e a acolhe", descreve dona Maria Helena Almeida, mãe de Raphaela, que tem 26 anos e entrou no projeto em 2009.

Segundo a dona Maria Helena, na época a filha tinha perdido um pouco a alegria, porque a idade não a permitia que ela continuasse em projetos e programas que participava.

A mãe ficou sem saber o que fazer, e conheceu o “Superar”. A Rapha faz aula de natação e de bocha. Dona Maria Helena disse que a jovem, apesar da paralisia cerebral, se tornou muito ativa e alegre depois do programa.

O objetivo do programa é promover a inclusão social por meio do esporte. Neste ano será ampliado o novo núcleo do “Superar” na Escola Municipal Frei Leopoldo, no bairro Havaí, na Região Oeste.

As atividades são realizadas em dois núcleos de atendimento, no Centro de Referência Esportiva para Pessoas com Deficiência, que conta com duas piscinas, ginásio poliesportivo coberto e espaço multiuso para prática de tênis de mesa, dança e judô. Além disso, a escola vai passar por adequações e obra de ampliação.

Em 2017, 770 alunos foram atendidos mensalmente e 3.091 atendimentos realizados ao longo do ano, em atividades de formação e capacitação, como cursos, palestras e outras.

Para 2018, a meta é alcançar o número de 850 alunos. Vale registrar que o centro, no Carlos Prates vai receber investimentos como cobertura na piscina e construção de sala multiuso, enquanto a escola, no bairro Havaí, vai passar por expansão e adequações.

No plano de ações consta ainda a criação de um núcleo na Regional Venda Nova, nas dependências da sede do antigo CAC Venda Nova, que passará por obras que incluirão cobertura de três quadras esportivas, reforma de duas piscinas, vestiários e prédio administrativo.

Um dos requisitos para ingressar no “Superar” é ter idade superior a seis anos, além de apresentação de laudo de deficiência e a existência de vagas.

Os contatos para o programa são pelo e-mail superar@pbh.gov.br, pelos telefones (31) 3277- 4546 e 3277-7681 ou no site da PBH.

Veja quais são as 14 atividades

Atletismo
Basquetebol
Bocha regular
Bocha paralímpica
Dança
Futsal
Goalball
Judô
Natação
Patinação
Rugby em cadeira de rodas
Tênis de mesa
Voleibol sentado
Percussão

Fonte: g1.globo.com

CPB celebra nesta sexta-feira 23 anos de fundação: mensagem do presidente

CPB/MPIX
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Por CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) celebra com muito orgulho nesta sexta-feira, 9 de fevereiro, seu 23º aniversário de fundação. Uma trajetória ainda curta no sentido de tempo, porém inversamente proporcional ao inventário de conquistas e alegrias da instituição.

De um espaço acanhado em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, inaugurado em uma abafada quinta-feira de fevereiro, para o atual e imponente Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, foram muitos os esforços, empenho, dedicação, obstinação de uma série de pessoas que nos fizeram grandiosos e relevantes.

Por isso, o Comitê Paralímpico Brasileiro tem como uma de suas missões proporcionar o esporte para pessoas com deficiência, e durante quase um quarto de século alcançou muitos de seus objetivos. Somos um dos oito países do mundo em número de medalhas em Jogos Paralímpicos, gerando ídolos no esporte que servem de referência para aumentar a consciência das pessoas em relação ao nosso movimento e, ato contínuo, expandir nossa base de atletas. Porque assim, conquistamos mais medalhas, criamos novos ídolos e criamos um círculo virtuoso.

Na condição de presidente deste comitê desde a tarde de 31 de março de 2017, eu me jacto em dizer que sou fruto deste meio. Naquele fevereiro de 1995, eu era um jovem jogador de futebol de cinco (para cegos), disputando minhas primeiras competições internacionais pela Seleção Brasileira mundo afora.

O futebol me deu a oportunidade de realizar grandes sonhos, como ter sido o melhor do mundo em 1998, bicampeão mundial com o escrete nacional nos Jogos de Atenas 2004 e Pequim 2008. Por isso, o sentimento que ora me aplaca nesta data tão especial é de gratidão e de responsabilidade.

Sou grato por tudo que o CPB proporcionou à minha carreira de atleta e carrego agora a tarefa de retribuir aos atletas desta geração - e também das próximas - todas as condições para que o Comitê Paralímpico Brasileiro siga sendo esta fonte diária de orgulho, respeito, confiança e vitórias no cenário nacional e internacional.

Mizael Conrado de Oliveira

Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte: cpb.org.br

Seleção de parataekwondo treina e busca atletas para os Jogos de 2020

Divulgação: CBTkd
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Por CPB

Em 2015, foi anunciado que o taekwondo – junto com o badminton – faria parte do programa paralímpico, com estreia marcada para 2020, nos Jogos de Tóquio. Desde então, a Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd), com o coordenador-técnico do parataekwondo, Rodrigo Ferla, e o técnico da equipe, Alan Nascimento, estão trabalhando para desenvolver a modalidade em todo o Brasil e formar ainda mais atletas para integrar a Seleção Brasileira.

Nesse contexto, alguns atletas foram convocados para treinar no CT Paralímpico, em São Paulo, durante esta semana (entre os dias 5 e 9 de fevereiro). Essa é uma preparação para que novos lutadores façam parte da Seleção Brasileira de parataekwondo, que hoje conta com três integrantes (Nathan Torquato, Debóra Menezes e Cristiana Nascimento).

“Com a Seleção a gente está fazendo da seguinte forma, no boca a boca mesmo. Falamos ‘gente, estamos precisando de atletas, se vocês souberem de alguém que está querendo migrar, venha para cá”, contou Alan.

Porém, essa busca por novos atletas tem algumas regras. Para competir nos Jogos Paralímpicos é preciso ter graduação de faixa e ser da classe K44 – atletas com amputação unilateral do cotovelo até a articulação da mão. Nos demais campeonatos, as outras classes funcionais também podem participam.

“Hoje estamos procurando novos talentos, mas também tem a questão da graduação. Se você é faixa branca, não pode ir. Tem que fazer a graduação de faixa para então poder competir”, explicou.

Para a definição das classes funcionais, é preciso que eles sejam categorizados. Porém, não há esse tipo de categorização no Brasil. Mesmo depois de selecionar os melhores atletas para a Seleção Brasileira, ainda é necessário que eles sejam levados para um campeonato internacional – que tenha classificação funcional – para então estar apto e competir internacionalmente e fazer parte de fato da Seleção.

“Hoje não existe uma seletiva, nós vemos quando um atleta tem qualidade técnica e um nível elevado. Depois nós levamos ele para um campeonato internacional, onde tem a classificação funcional, porque não são todos que têm, faz a classificação dele e então começa a integrar a Seleção.”

A expectativa para esse ano é participar de campeonatos internacionais, fazer a classificação técnica de novos atletas e manter uma boa posição no ranking. Em janeiro deste ano, no US Open, a Seleção trouxe para casa três medalhas: uma prata, de Nathan Torquato, e duas de bronze, da Debóra Menezes e Cristiana Nascimento. A próxima competição será em Alair, no Marrocos, onde acontece o Africa Para Taekwondo Championships, no dia 28 de abril.

A classificação para os Jogos de Tóquio, porém, acontecerá entre 2019 e 2020, quando a Seleção poderá mandar até quatro atletas para a disputa.

Fonte: cpb.org.br

Triatleta será primeira biamputada a desfilar no Carnaval de SP

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Por CPB

Biamputada há cinco anos devido a uma septicemia grave (infecção generalizada), a triatleta Adriele Silva, que no ano passado se tornou a primeira biamputada a participar do Ironman, desfilará pela escola de samba paulista Vai-Vai, que se apresentará no domingo, 11.

Adriele precisou dar um tempo nos treinos intensivos do triatlo para se dedicar aos ensaios e adaptação aos novos pés de salto alto que adquiriu para suas próteses. Os pés a possibilitam usar sapatos com saltos de cerca de 9cm.

O enredo da tradicional escola de samba do Bexiga, no Centro de São Paulo, será "Sambar com Fé Eu Vou", em uma homenagem ao cantor Gilberto Gil.

“A fé, como diz a letra do Gil, não costuma falhar mesmo. Por isso vou desfilar”, comentou a atleta.

Fantasia e a ala que a triatleta irá desfilar não foram divulgados. A Vai-Vai será a quarta escola de samba a passar pelo Sambódromo do Anhembi, no domingo, às 1h45 (de Brasília).

Fonte: cpb.org.br

Memorial da Inclusão inaugura exposição tátil com acervo do Sesc São Paulo

A mostra traz doze trabalhos de artistas contemporâneos nacionais e internacionais, do acervo do Sesc, traduzidos em reproduções táteis com variadas técnicas e recursos

Foto de um grande painel preto, com três aviões voando em diferentes direções. Os aviões são feitos de tecido, plástico e outros materiais com diferentes texturas, em laranja, azul, detalhes em dourado, prateado e plástico-bolha. Há dizeres em braile, com o texto: Obra Tapete Voador I, II e III; artista: Alex Flemming; adaptação tátil: Marina Baffini


O Memorial da Inclusão, ação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, recebe a exposição temporária “INCLUA-ME Arte e Cultura para Todos”, da artista plástica Marina Baffini.

Por meio dos sentidos e da exploração da estética tátil, cada visitante poderá experimentar e amplificar sua maneira de se relacionar com a obra de arte; além de investigar sensações e analogias entre relevos, formatos e texturas.

A informação estética da sua realização e a essência das obras foram preservadas, para que a original e a sua tradução revelem-se em diferentes linguagens, mas mantenha entre si uma relação de mesma forma. A palheta de cores foi mantida e valorizada nas adaptações, algumas vezes modificadas em contraste, tornando as imagens acessíveis para todas as pessoas.

A exposição fica no espaço até 28 de março e pode ser visitada gratuitamente, de segunda a sexta-feira das 10h às 18h e aos sábados das 13h às 17h (exceto feriados e pontos facultativos).

O quê: Exposição INCLUA-ME Arte e Cultura para Todos

Quando: de 3/2 a 28/3, de segunda a sexta-feira das 10h às 18h e aos sábados das 13h às 17h (exceto feriados e pontos facultativos)
Onde: Memorial da Inclusão
Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10, Barra Funda, São Paulo/SP
Tel.: (11) 5212-3727

Obs: Com Audiodescrição, interpretação em Libras e adaptação tátil

Inscrições abertas para o V Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo anuncia a abertura das inscrições para o V Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência, que chega à sua quinta edição no ano de 2018. O período para realizar as inscrições é até dia 15 de abril de 2018.


Cerimônia de entrega do Prêmio de 2017, no Palácio do Governo de São Paulo

O Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência tem o intuito de valorizar e reconhecer publicamente empresas que tenham colaboradores com deficiência em seus quadros de funcionários.


O objetivo é incentivar as organizações a aprimorarem seus planos de inclusão profissional, com foco na construção e manutenção de um ambiente profissional participativo, produtivo e igualitário, em que trabalhadores com e sem deficiência, juntos, contribuam para uma economia sustentável e humanizada.
 
PRÉ-REQUISITOS
- Ter o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
- Ser empresa pública ou privada, de micro, pequeno, médio ou grande porte que conte com pelo menos um colaborador com deficiência;
 
As inscrições para o Prêmio são gratuitas e devem ser feitas pelo site: http://pmetcd.sedpcd.sp.gov.br/. Para participar, a empresa deve preencher o formulário de inscrição e seguir todos os procedimentos detalhados no Regulamento.
 
A coordenação do Prêmio poderá ser contatada pelo e-mail coordpremio@ctipfi.spdm.org.br caso haja outras dúvidas.
 
O Regulamento, etapas do Prêmio, metodologia de avaliação e informações sobre as inscrições devem ser conferidos no site.
 
SERVIÇO 
V Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência
Inscrições: até 15 de abril
Realização: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo  
Informações e inscrições: http://pmetcd.sedpcd.sp.gov.br/




Analisando personagens com Deficiência dos filmes da Disney (parte 1)

Escrito por: Ana Luiza Schmidt

Muitas vezes assistimos filmes, séries e desenhos e nem percebemos que alguns dos personagem tem alguma deficiência. E isso é incrível, pois só comprova que se todos tratarem essas questões sem nenhum preconceito, o que é "diferente" acaba sendo "normal".

Por isso, vamos analisar personagens dos filmes da Disney e tenho certeza que você já assistiu um deles:


Quasímodo (O Corcunda de Notre Dame) - É um personagem que se liberta do seu próprio preconceito. Ele se acha inferior, um monstro. Mas não consegue perceber o quanto é incrível construindo uma cidade inteira de madeira ou escalando corajosamente os prédios e torres. Mas tudo dependeu de sua criação: Frodo o trancou em uma torre durante sua vida inteira, o fez pensar que sua mãe não o queria (quando na verdade, no início do filme mostra que foi Frodo que não o quis) e que ele era um monstro e reforçou que a vida lá fora era difícil demais para alguém que tem deficiência como ele. Mas, quando ele conhece outras pessoas que não eram preconceituosas, especialmente Esmeralda, uma mulher que já tinha um histórico de luta por igualdade e justiça, ele descobre que na verdade, a vida de quem tem deficiência só é mais difícil por causa de pessoas preconceituosas como Frodo. Fantástico!

O filme só tem um defeito: sequer menciona a acessibilidade. Sequer menciona o que, traduzindo para a nossa sociedade atual, por exemplo, seriam rampas de qualidade, pisos táteis ou psicopedagogos em escolas públicas e privadas. Para o filme, um mundo sem acessibilidade ou com não fariam tanta diferença. O que todos sabemos que é uma grande bobagem.


Capitão gancho (Peter Pan) - O filme compara uma deficiência com, por exemplo, uma quebra temporária de joelho.

Lembro-me quando quebrei meu joelho. Eu o quebrei dançando. Hoje, tenho pavor de entrar em uma pista de dança.

Um crocodilo comeu a mão de Gancho. Hoje, ele tem pavor daquele crocodilo.

Mas é importante lembrar que deficiências são muito diferentes de machucados. Machucados são dores temporárias, mas deficiências são partes daqueles que tem alguma, além de que mudam totalmente a personalidade da pessoa, muitas vezes para melhor. Mas não foi o caso de Gancho: ele ficou traumatizado e sua vida ficou infernal após a perda de sua mão.

E outra coisa. Há aqueles que acham que o Capitão Gancho é empoderado, conseguindo fazer várias coisas que muitos preconceituosos duvidariam que alguém com deficiência fariam. Mas ele nem consegue matar o menino Peter Pan ou o crocodilo.

Entretanto, para aqueles que gostam do personagem e querem defende-lo, vai aí um argumento convincente: Peter Pan foi lançado em 1953.

                               

Soluço (Como Treinar o Seu Dragão) - Soluço realmente é um garoto que aprende a não ter preconceitos. Em sua convivência com Banguela, ele descobre que o que os habitantes de Berg sabiam sobre dragões era baseado em experiências rasas. E isso pode ser aplicado a qualquer preconceito, inclusive o capacitismo (aquele que se refere às pessoas com deficiência). Diante disso tudo, todo o preconceito gera uma reação, ruim e trágica na maioria dos casos. Os vikings achavam que os dragões eram ferozes por natureza, e portanto matavam os pobres animais. Certas pessoas acham que pessoas com deficiência são inúteis, e portanto excluem. Em entrelinhas, é isso o que o filme critica.

E isso sem falar de a partir do momento em que ele fica amputado. Primeiramente, ele se torna uma pessoa com deficiência, o que já desmistifica a ideia de que quem tem defiiciência já nasce com uma. Em segundo lugar, em seus primeiros minutos aparecendo amputado, Soluço é glorificado por todos de Berg, não por ter deficiência, mas por ter revolucionado Berg. Em nenhum momento do filme (nem em sua continuação, o "Como Treinar o Seu Dragão 2"), ele não é tratado de maneira desigual em nenhum momento. Muito pelo contrário: com algumas acessibilidades (como na sela do Banguela (o dragão dele) ou usando prótese), ele é um hábil viking que consegue ir longe e encontrar sua mãe no segundo volume. Terceiro que na própria continuação, ele descobre quem ele é por dentro, de forma a desmistificar que pessoas com deficiência são apenas pessoas com deficiência: Soluço tem ensinamentos de seu histórico com Banguela, e principalmente, é um filho que herdou o jeitinho da mãe. Ele é muito mais que só com deficiência. Por último (mas não menos importante hahaha), ele tem uma namorada, Astrid, além de amigos fantásticos. Isto prova que pessoas com deficiência podem ter uma vida social normal e que nem sempre são assexuais.


Banguela (Como Treinar o Seu Dragão) - não nascido com deficiência, Banguela, o dragão de Soluço, é um exemplo claro do quanto a acessibilidade é importante para pessoas com deficiência. Ele também é amputado, perdeu parte de sua cauda. Diante disso, Soluço, seu dono, faz um ato inclusivo: constrói uma prótese para ele. Com ajuda da prótese e de Soluço, Banguela consegue voar novamente. Sem essas acessibilidades, o pobre bichinho iria morrer exilado.


Bocão (Como Treinar o Seu Dragão) - Apesar de ser o menos empoderado dentre os três personagens com deficiência da trama de Berg, Bocão é versátil: cumpre muito bem o seu papel de assistente do rei e de treinador de futuros matadores de dragões. Com um pouco de acessibilidade (perceba que o gancho dele está sempre mudando. Uma hora, é apropriado para tomar cerveja. Outra hora, para trabalhar, etc.), ele consegue tudo também.

Detalhe: assim como Soluço e Banguela, ele não tem deficiência desde que nasceu.