sábado, 17 de fevereiro de 2018

Família faz campanha para conseguir R$ 100 mil para pagar cirurgia nos EUA de criança que não consegue andar - Veja o vídeo.

Ele nasceu prematuro, tem paralisia cerebral e ficou com o desenvolvimento comprometido ainda nos primeiros meses e vida.

Por Vitor Santana, G1 GO

Família faz campanha para conseguir pagar cirurgia nos EUA para menino que não consegue andar, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Família faz campanha para conseguir pagar cirurgia nos EUA para menino que não consegue andar, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Os pais do menino Arthur Sodré de Carvalho, de 3 anos, estão fazendo uma campanha para arrecadar R$ 100 mil para pagar uma cirurgia nos Estados Unidos para que ele consiga andar. Ele tem paralisia cerebral e ficou com o desenvolvimento comprometido ainda nos primeiros meses de vida. O prazo para o pagamento do procedimento é até julho deste mês.

Click AQUI para ver o vídeo.

Ele nasceu com apenas seis meses e pesando 700 gramas. “Com nove meses, em casa, a médica pediatra viu que ele não estava se desenvolvendo bem, não rolava, não sentava”, disse a mãe do menino, Letícia Sodré Carvalho Camargo.

Arthur consegue se locomover apenas com a ajuda de um andador. A família soube da possibilidade da cirurgia durante sessões de fisioterapia no Centro de Reabilitação e Readaptação Doutor Henrique Santillo (Crer).

O procedimento, chamado rizotomia, é o mesmo feito pelo Carlos Eduardo Capucho Maia, de 9 anos, conhecido como Kaká, que conseguiu o valor necessário após uma campanha. “Segundo os médicos, ele é novo e está na idade ideal para fazer a cirurgia. Com dez meses a um ano após a cirurgia, ele já vai andar sem o andador”, disse o pai de Arthur, Fábio Pires de Carvalho.

Ao todo, o procedimento custa R$ 200 mil. Eles já conseguiram metade do valor fazendo bazares com roupas doadas por comerciantes da Rua 44 e outras ações, que começaram em novembro do ano passado.

“Estamos fazendo campanha nas redes sociais. Quem quiser doar, pode ser qualquer quantia. A capital é muito grande, se cada um dez um pouquinho, vamos conseguir”, disse Fábio.


Fonte: g1.globo.com

Cadeirante preso com submetralhadoras fabricava armas para se vingar de agressor, diz polícia - Veja o vídeo.

Homem informou em depoimento à Polícia Civil que produzia as armas caseiras para vingança contra o homem que o deixou paraplégico. Polícia não acreditou por causa da quantidade de armas: sete.

Por Aline Albuquerque*, G1 Sorocaba e Jundiaí - * Colaborou sob a supervisão de Eduardo Ribeiro Jr.

Resultado de imagem para Cadeirante é preso com submetralhadoras de fabricação caseira em Iperó
Cadeirante é preso com submetralhadoras de fabricação caseira em Iperó

O cadeirante de 32 anos preso com submetralhadoras caseiras, em Iperó (SP), disse à Polícia Civil que fabricava as armas para uma vingança contra o homem que o deixou paraplégico. A prisão ocorreu na tarde desta sexta-feira (16), no bairro George Oetterer.

Click AQUI para ver o vídeo.

Em depoimento à polícia, o homem informou ainda que não comercializaria as armas, mas serviriam unicamente para se vingar do agressor.

Apesar do depoimento, a polícia não acreditou no homem por causa da quantia de armas encontradas na residência e que não é possível confirmar se armas estão aptas ao disparo, mas passarão por perícia.

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito foi detido após uma denúncia anônima informar sobre a fabricação caseira das armas.

Uma equipe foi até a casa do homem, onde encontraram sete armas feitas em casa, cinco submetralhadoras e duas pistolas.

Um boletim de ocorrência por porte ilegal de arma foi registrado no plantão norte de Sorocaba. O suspeito ficou à disposição da Justiça e as armas foram apreendidas.

Cadeirante é preso com submetralhadoras caseiras em Iperó  (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Cadeirante é preso com submetralhadoras caseiras em Iperó (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Fonte: g1.globo.com

O Projeto Pedagógico E As Adaptações Currículares


por Emilio Figueira*

Um bom ambiente escolar passa necessariamente pelas questões básicas das características que deve ter uma Sala de Aula Inclusiva. Estratégias metodológicas e ações pedagógicas, permitindo aos alunos o acesso igualitário a um currículo básico, rico e uma práxis pedagógica de qualidade. Planos para incluir alunos com necessidades educacionais especiais estejam presentes no Projeto Político-Pedagógico (PPP), já que toda escola deve ter definida, para si mesma e para sua comunidade escolar, uma identidade e um conjunto orientador de princípios e de normas que iluminem a ação pedagógica cotidiana, com sua perspectiva estratégica, não apenas em sua dimensão pedagógica, conjunto de princípios que norteiam a elaboração e a execução dos planejamentos, envolvendo diretrizes mais permanentes e bem definidas, evita-se a improvisação, serviço malfeito, perda de tempo e de dinheiro.

Nas Adaptações Curriculares teremos um conjunto de modificações que se realizam nos objetivos, conteúdos, critérios e procedimentos de avaliação, atividades e metodologias para atender às diferenças individuais dos alunos. Veja alguns apontamentos de como deve ser uma Sala de Aula Inclusiva tanto para os alunos com necessidades educacionais especiais, quanto para os demais alunos:
  • Promover práticas mais cooperativas e menos competitivas em sala de aula;
  • Estabelecer rotinas de participação igual e plena a todo o grupo;
  • Preocupar-se em garantir em todas as atividades da sala de aula as acomodações necessárias à participação de todos (ativamente);
  • Difundir valores em sala de aula: respeito, solidariedade, cooperação etc;
  • Incentivar o desenvolvimento de redes de apoio (grupo de pessoas que se reúnem para debater, resolverem problemas, trocarem ideias, métodos, técnicas e atividades, com o objetivo de ajudar tanto os alunos, quanto os professores das salas de aula inclusivas;
  • Flexibilizar as práticas de sala de aula para responderem aos desafios de apoiarem os alunos com dificuldades de aprendizagem;
  • Atuar numa postura de ensino inclusivo: espontânea e com a coragem necessária para assumir os riscos que forem se apresentando;
  • Trabalhar em equipes, desenvolvendo novas habilidades e promovendo uma educação de qualidade a todos os alunos;
  • Examinar e adotar várias abordagens de ensino, para trabalhar com alunos com diferentes níveis de desempenho;
  • Reavaliar as práticas e determinar as melhores maneiras possíveis de promover a aprendizagem ativa para os resultados educacionais desejáveis.

As adaptações curriculares devem ser precedidas de uma rigorosa avaliação do aluno nos seguintes aspectos: competência acadêmica; desenvolvimento biológico, intelectual, motor, linguístico, emocional, competência social e interpessoal; motivação para os estudos, entre outros que indiquem ser as adaptações realmente indispensáveis a sua educação; é imprescindível que se analise o contexto, escolar e familiar, a fim de que possa haver mudanças adaptativas necessárias à educação do aluno; as avaliações relativas às condições do aluno e do seu contexto escolar e familiar devem ser realizadas pela equipe docente e técnica da unidade escolar, com a orientação do corpo dirigente, contando com o apoio da DRE/Secretarias de Educação (dirigente da Educação Especial) da localidade, se necessário; as adaptações curriculares devem estar contextualizadas e justificadas em registros documentais que integram a pasta do aluno; as programações individuais do aluno devem ser definidas, organizadas e realizadas de modo a não prejudicar sua escolarização, seu sucesso e promoção escolar, bem como sua socialização.

Emilio Figueira*
Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programão Neurolinguística . Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

Na Educação Inclusiva somos e podemos mais do que o Governo!


por Emilio Figueira*

Certa vez, convidado pelo professor e psicólogo David Hombras, estive na Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, ministrando uma Aula Inaugural para alunos do curso de Psicologia que estão ingressando ou já fizeram a disciplina “Psicologia e Deficiência”. O auditório vip estava cheio. Foi um encontro bem gratificante, muitas perguntas deles, depoimentos, muitas trocas.

Por algumas vezes o pessoal tocou na questão de que muito pouco tem sido feito por parte do Governo. E isso me incomodou ainda mais naquela semana quando li em um grande jornal que o Governo tucano de São Paulo era um dos piores do país para a Educação Inclusiva. Surpresa? Não para mim…

Pegando uma carona nessas observações, vejo que ainda temos muito da cultura paternalista de esperar que tudo venha de cima, já pronto tanto no sentido de leis como de investimentos e recursos. Como se tudo pudesse acontecer de maneira mágica por meio de decreto-lei ou simplesmente tendo recursos financeiros, por exemplo. Mas gente, o Governo representa 10% da população. Nós somos os outros 90%. Se quisermos, nós mudamos o mundo!

E com a Educação Inclusiva não é diferente. Defendo que ela só terá sucesso se for realizada de baixo para cima, das bases e com o envolvimento de todos. Creio que um dos caminhos mais certos para a Educação Inclusiva seja a afetividade, o coração.

O professor que se despir de seus conceitos e preconceitos, abrir os braços e receber alunos a ser incluídos, trará um novo universo para dentro do seu universo. E um universo precisa de tempo para ser conhecido, ser explorado sem medos e ansiedades. E as descobertas, se não recalcadas, trarão muito mais coisas positivas. Medos, inseguranças e temores são coisas para fracos, não para pessoas de coragens que já demonstram isso ao escolherem a carreira de professor no Brasil!

Posso endossar o que estou dizendo com um relato que tive nesse encontro. Uma aluna de psicologia que trabalha como professora na Rede Municipal de Mogi das Cruzes, relatou-nos que em sua escola há três alunos, entre síndrome de Down e deficiência intelectual salvo engano, sendo incluídos. E com o tempo ela passou a notar um potencial muito grande em certas áreas do desenvolvimento deles.

Vejam que sensibilidade linda, que não está em nenhum manual de regras pedagógicas, teve essa professora. Ela não trouxe para discussão as dificuldades ou impedimentos que poderia ter encontrado ao lidar com a inclusão escolar desses alunos. Ela foi sensível ao ponto de preferir destacar o positivo.

E eu lhe disse (não sei se ela compreendeu a minha dicção, mas se não, ela lerá agora, pois ficou minha amiga!), que se no processo pedagógico essas potencialidades forem focadas e trabalhadas corretamente, eles terão um desenvolvimento muito além das nossas expectativas que serão motivos de orgulho para essa e outras professoras que educam esses três alunos.

Pode até ser que não tenham o mesmo nível de aprendizagem dos demais alunos, se desenvolverão em outras áreas de aptidões e cognições. Mas também por que todos precisam se desenvolver e aprender só as mesmas coisas, não é mesmo?

A Educação Inclusiva é um processo pedagógico, mas se puder contar com a afetividade de todos os envolvidos, ajudará muito. Fundamental para o seu sucesso não será apenas jogar essa responsabilidade nas costas dos professores. Todos, os diretores, os inspetores, os atendentes, o pessoal da cantina, da limpeza, da manutenção, os demais alunos, as famílias e comunidade em geral estejam envolvidos no mesmo objetivo. E se tiver afetividade, melhor!

Professores com alunos em processo de inclusão, se necessário, poderão receber apoio e auxiliares na sala de aula. Esses educadores precisarão de treinamentos constantes. A escola receber de tempos em tempos, a visita dos professores itinerantes e/ou outros especialistas no assunto para avaliar como anda o processo, passar instruções, tirar dúvidas, dar treinamentos.

Enfim, o que quero dizer com tudo isso, é que o professor dentro de uma Sala de Aula Inclusiva é o personagem direto da Inclusão Escolar; mas por trás dele, deverá estar todo um arsenal de apoio material e humano.

O trabalho em equipe entre os profissionais de uma escola pode contribuir, e muito, para uma convivência harmoniosa, construída coletivamente, que certamente irá refletir na relação educador/educando e no processo de ensino e de aprendizagem.

Qualquer escola precisa estar preparada para receber alunos inclusivos. Mas há uma grande necessidade, principalmente por parte dos pais. A importância de se atentar às necessidades específicas de cada criança, terapias e acompanhamentos especializados, o desenvolvimento global de alunos incluídos como os aspectos psicológicos que precisam ser observados, valorização dos pontos positivos de uma deficiência, possibilidades de uma criança se desenvolver em outras áreas que não sejam impostas pelos padrões culturais. Entrando no campo pedagógico, há a importância de uma parceira em tripé: Escola, Família e Sociedade!

Mas então devemos deixar o Governo de lado? Claro que não. Devemos exigir maiores investimentos, verbas, adaptações físicas e de recursos para as escolas. Treinamentos e constantes reciclagens para o pessoal da Educação.

Digo exigir, porque temos outra velha visão cultural que o Governo é um “ser superior” que não podemos alcançá-lo. Esquecemos que quem os coloca lá somos nós com o nosso voto. Que o dinheiro que é negado para a melhoria da Educação e outros setores é nosso, provém dos impostos pagos. Precisamos unir a nossa parte de 90%, deixar de sermos cordeirinho e nos unirmos numa sociedade politicamente articulada, impondo-nos e deixando claro o que queremos para melhorar tanto a Educação Inclusiva como qualquer outro setor que nos é de fato e de direito.

Deixarmos de reclamar, culpar o Governo por tudo, justificando mesmo que de forma inconsciente a nossa inércia, ou ficar passando o chapéu atrás de migalhas. Mas sim temos que criar uma nova cultura: A de quem manda, é quem paga a conta. Pois os governos executivos e legislativos nada mais são do que funcionários do povo. E pagamos muito caro por isto. Aliás, temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. E disso, eu não tenho o mínimo orgulho!!

Emilio Figueira*
Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programão Neurolinguística . Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

INSS: Benefício da Prestação Continuada (BPC) não sofrerá alterações com reforma


Por Redação

Quem imaginava que as regras para ter acesso ao Benefício da Prestação Continuada (BPC) iriam ser modificadas, percebeu que o item não será inserido na reforma da Previdência. Por ser um tema polêmico, o governo Federal resolveu manter como está a legislação sobre o benefício, mesmo com as mudanças apresentadas na última quarta-feira (07).

O BPC está previsto da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e garante um salário mínimo mensal às pessoas com deficiência e aos idosos com idade a partir de 65 anos que não têm como se manter com os próprios recursos ou com ajuda da família.

Segundo o especialista em finanças Marcos Melo, o resultado era esperado, já que não existia acordo para a inserção do BPC no texto da reforma. “De fato, não havia um consenso. Seria uma ideia difícil de ser votada, de ser alterada mesmo que não tivesse essa urgência de fazer algum ajuste na Previdência.”

Para ter acesso ao Benefício da Prestação Continuada, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja inferior a 1/4 do salário-mínimo, que atualmente equivale a R$ 234,25. O direito ao BPC não é vinculado à necessidade de ter contribuído ao INSS. A pessoa que o recebe não tem direito ao 13º salário e nem à pensão por morte.

É importante lembrar que o BPC não pode ser acumulado com outro benefício relacionado à Seguridade Social, como aposentadorias e pensões. A exceção é válida para benefícios de assistência médica, pensões especiais indenizatórias, além de remuneração proveniente de contrato de aprendizagem.

Mudanças

Na quarta-feira (07), foi apresentada uma nova versão do texto da reforma. Entre as mudanças, está a inclusão de pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combates.

As regras para aposentadorias rurais e o BPC continuam as mesmas e não serão contempladas na reforma. Além, disso, o novo texto manteve a diminuição do tempo de contribuição de 25 para 15 anos para trabalhadores da iniciativa privada que desejam se aposentar com valor parcial.

Mas o governo já avisou que não quer alterações em dois itens: o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadoria e a isonomia entre servidor público e privado. A expectativa é de que as propostas de mudança sejam votadas até o final de fevereiro.

Deficiente não pode ser considerado inapto antes do estágio probatório

Imagem Internet/Ilustrativa
Resultado de imagem para Concurso publico

A pessoa com deficiência aprovada em concurso público não pode ser declarada incompatível com o cargo antes de fazer o estágio probatório. A decisão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao garantir a reinserção de uma candidata com deficiência em concurso para escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O caso envolveu concurso para o cargo de escrevente técnico judiciário. A perícia da comissão examinadora considerou a candidata inapta em exame médico, por ser portadora de distonia focal, deficiência que seria incompatível com o exercício do cargo. A distonia focal pode afetar um ou mais músculos e causar contrações e movimentos involuntários.

Contra a decisão da comissão, a candidata impetrou mandado de segurança, que foi negado pelo tribunal de origem. Segundo o acórdão, “as questões fáticas relativas aos laudos produzidos no período de avaliação não podem ser elucidadas no mandado de segurança, em virtude de seu rito sumário especial, que não admite dilação probatória”.

No STJ, entretanto, o relator do caso, ministro Francisco Falcão, observou que a avaliação da compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência da candidata só poderia ser feita por equipe multiprofissional, durante o estágio probatório, conforme estabelece o artigo 43, parágrafo 2º, do Decreto 3.298 /1999.

“Considerando a ilegalidade na exclusão da candidata do certame, é de se reconhecer o direito líquido e certo da impetrante a voltar a figurar na lista especial e geral de aprovados no concurso público para provimento de cargos de escrevente técnico judiciário”, concluiu o relator. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

RMS 51.307

Fonte: conjur.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Como dizer a uma criança que você tem uma deficiência

Quem ilustra este post é minha linda filha Anne. Ainda não tive essa conversa com ela, mas será bem mais fácil


por Blog do Cadeirante

Semana passada, fui deixar meus filhos na escolinha e resolvi descer do carro e acompanhá-los até a porta da sala, já que era a primeira semana de aula deles. 

Chegando lá, a babá deles tirou minha cadeira, desci e entrei no pátio da escola. 

Várias crianças me cercaram, muitos deles nunca tinham visto um cadeirante ou uma cadeira de rodas. Alguns pais puxaram seus filhos ou seguraram eles quando quiseram vir até mim, o que achei uma bobagem, não tem porque tolher a curiosidade dos filhos. Além disso, eu não mordo!

Algumas crianças ficaram no "que legal" outros só olhavam curiosos, até que uma menina de uns quatro anos me olhou nos olhos e perguntou:

- Porque você está nesse carrinho?
Achei de uma linda inocência e uma coragem enorme ela vir me perguntar, enquanto os amiguinhos só olhavam. Respondi:
- Isso que eu estou chama cadeira de rodas e estou nela porque tenho um dodói nas pernas e não consigo ficar de pé nem andar. Aí uso ela para andar.

Ela ficou pensativa, olhando pra mim, olhando pra cadeira. Aí perguntou:

- Mas você vai sarar?

Essa pergunta me pegou e fiquei pensando na resposta. Me sai com essa:
- Não vou sarar não, mas eu não ligo de andar nela, acho até legal.
Mais alguns segundos me olhando, e mais uma pergunta da minha curiosa amiguinha:

- Nem se sua mãe te der um beijinho?

Tive vontade de rir, mas fui pego novamente de surpresa, sem saber bem o que falar. Nesse momento a professora chamou e ela saiu correndo. No fundo pensei "ufa" pois não tinha decidido ainda o que responder. Fiquei entre contar a verdade, e estragar a crença dela que tudo que mamãe beija sara, o que ajuda ela a enfrentar o sofrimento, ou falar algo como "vou pedir para ela da próxima vez que a encontrar" mas aí ela ia achar que eu sou triste porque não tenho minha mamãe para beijar meus dodóis. Acho que o melhor seria falar a verdade, explicando que meu dodói é muito grande, que eu machuquei porque caí da moto, então não ia sarar com o beijinho da mamãe. Seria ótimo, ganharia outra adepta ao grupo anti-moto.

Acho que no geral me saí bem, queria ter tempo para responder a ela, e explicar que é normal usar a cadeira, muita gente usa, que é perfeitamente possível ser feliz assim, mas foi o que deu para fazer frente a essas questões tão complexas num tempo tão curto. Quem sabe da próxima vez?



Corrida que devolveu medalhista Paralímpico ás pistas foi de táxi

Medalha de prata na Rio 2016, paratleta que se refugiou no Brasil após gesto de protesto volta a treinar com ajuda de taxista em SP; ele teme morrer se voltar à Etiópia

Resultado de imagem para Corrida que devolveu medalhista Paralímpico ás pistas foi de táxi


POR LUIZ GUILHERME GERBELLI, YURI EIRAS

Foi necessário usar o Google Tradutor para que a conversa tomasse sentido. O taxista paulistano Bruno Auciello tentava entender por que aquele jovem atleta etíope, medalhista paralímpico, havia deixado de treinar logo após chegar ao pódio nos Jogos do Rio em 2016, e vivia circulando em busca de sinal de wi-fi perto do ponto de táxi. Vertido do inglês ao português pelo aplicativo, Tamiru Demisse explicou tudo o que lhe faltava. O corredor que conquistou a medalha de prata nos 1 500 metros na Paralimpíada do Rio de Janeiro agora vivia de favor no Centro de São Paulo. Não tinha quase nada: nem tênis, nem pista, nem dieta adequada, nem treinador, nem informações sobre bolsas de auxílio… Era o suficiente para levar um atleta de ponta, um dos melhores em sua categoria (para deficientes visuais), a abandonar a carreira no Brasil.

O taxista encontrava Tamiru diariamente nos arredores de seu ponto de táxi, a duas quadras de um centro de acolhida de imigrantes no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Aos poucos, por frequentarem a mesma lanchonete, Auciello soube da história de Tamiru. O meio-fundista ficou conhecido internacionalmente após sua maior vitória em 2016. Ao conquistar a medalha de prata na Paralimpíada, comemorou cruzando os punhos acima da cabeça, em protesto contra o governo de seu país. O gesto o levou a ser banido da competição pela federação etíope. Logo depois, ele alegou que “seria preso ou morto” se voltasse à Etiópia e pediu refúgio ao governo brasileiro. Tamiru tentou se estabelecer como atleta no Rio de Janeiro e em São Paulo ao longo de boa parte do ano passado, mas, sem apoio, atingira um ponto em que quase desistia.

Fã de esportes, o taxista Auciello não se conformou. Para além do aplicativo de tradução, olhou o WhatsApp do atleta e viu várias mensagens não respondidas, com convites para conhecer o Centro de Treinamento Paralímpico, na Rodovia dos Imigrantes, a 15 quilômetros dali. Eram colegas atletas que, individualmente, tentavam ajudá-lo. “Mas eu não tinha estímulo, nem sabia como responder”, contou Tamiru à piauí, em um inglês carregado, relembrando como fez para voltar às pistas. O encontro com o taxista foi fundamental.

Auciello se ofereceu para levar o paratleta e seu colega Megersa Bati, também atleta etíope, até o centro de treinamento (sem cobrar a corrida). “Eles estavam desconfiados, mas aos poucos entenderam que eu queria ajudar. Comecei a conversar com aquelas pessoas ligadas ao centro paralímpico pelo WhatsApp dele e marcamos um dia para levá-los até o centro”, disse Auciello, há três anos no ponto de táxi perto do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes, o Crai. “Mostrei ao Tamiru que eu queria ajudar e as coisas foram se encaixando.”

Com a medalha de prata paralímpica no bolso (conquistada com uma marca que lhe renderia o ouro na Olimpíada), mas sem dinheiro nenhum depois dos Jogos, o atleta de 24 anos viveu durante sete meses em um albergue no Rio de Janeiro, junto com Bati. Em abril do ano passado, decidiram mudar-se para São Paulo, ao saber da existência do Crai. Os imigrantes encontraram ali, no centro de referência, um lugar para passar a noite, mas ainda estavam longe de terem boas condições para treinos. Pouco tempo depois, Bati desistiu da carreira de atleta.

Na peregrinação entre Rio e São Paulo, Tamiru se alimentou mal, ficou mais fraco e passou a sofrer com lesões crônicas. Agora, depois da ajuda do taxista Auciello e na nova fase no centro paralímpico, a meta é voltar à antiga forma física. Ele retomou a rotina de exercícios: atualmente, corre entre 10 e 15 quilômetros diários, ou no centro paralímpico da Imigrantes, ou no Parque Ibirapuera. Parte do treino é feito em uma academia, como fortalecimento muscular. “Como ele ficou sem correr durante alguns meses, o trabalho é principalmente para colocar em ordem a parte física”, comentou Fabio Breda, técnico da seleção nacional de provas de fundo e meio-fundo.

FOTO: LUIZ GUILHERME GERBELLI
Resultado de imagem para Corrida que devolveu medalhista Paralímpico ás pistas foi de táxi
Tamiru treina no Parque Ibirapuera, em São Paulo 

Mesmo em fase de recuperação, o medalhista etíope manteve as boas marcas e tem treinado, desde agosto, com a elite dos atletas paralímpicos brasileiros. Sete meses depois de quase desistir, finalmente voltará a disputar uma prova oficial – dentro de duas semanas, disputará a prova Loterias Caixa, um circuito em São Paulo.

Com o retorno às pistas e a expectativa de bom resultado, o plano de Tamiru é se naturalizar brasileiro. “Quero conquistar duas medalhas de ouro, uma na prova dos 800 metros e outra nos 1 500 metros”, contou o atleta, no alojamento da Associação Desportiva para Deficientes, no bairro Parque Jabaquara, onde passou a morar desde que começou a treinar no centro paralímpico, junto com outros sete atletas – todos do basquete ou do atletismo. A meta de Tamiru é defender a seleção paralímpica brasileira de atletismo nos Jogos Parapamericanos de 2019, em Lima, no Peru. Ele entrou com processo para se naturalizar brasileiro no mês passado, mas o prazo costuma levar até dois anos (ou quando o estrangeiro se casar).

Por ainda não ser naturalizado, o etíope – que começou a perder a visão aos 10 anos de idade e hoje enxerga parcialmente – não pode ter acesso aos recursos do Bolsa Atleta, programa de patrocínio do governo federal para esportistas. Também não consegue emprego por causa da rotina de treinamentos e por não falar português.

A delicada situação financeira do etíope ficou evidente com a volta aos treinos. O medalhista chegou a correr apenas com sapatilhas para poupar o tênis. As sapatilhas são usadas apenas em provas de alto rendimento. São calçados duros, sem amortecedores e machucam o pé do atleta.

Ao saber da condição do etíope, a paratleta paulista Verônica Hipólito, medalhas de prata e bronze na Paralimpíada do Rio, comprou uma bolsa, roupas de treino e calçados novos. Com 18 mil seguidores no Instagram, ela publicou a história de Tamiru com uma foto em que o etíope aparece sorrindo com os presentes recebidos. “Ao fazer um protesto no final da prova, ele mostrou que seu ideal estava muito acima de qualquer medalha ou dinheiro. Fico arrepiada só de pensar. Sinto a obrigação de ajudar.”

Postada em 30 de janeiro, a publicação teve quase mil curtidas em menos de 24 horas. Com a rápida comoção dos seguidores, Verônica teve a ideia de criar um crowdfunding, para que ele pudesse receber o dinheiro em espécie – já que Tamiru não tem conta bancária no Brasil. A meta de R$ 20 mil foi estipulada pela própria atleta, calculando que o valor, dividido em dois anos, manteria o atleta em São Paulo com pouco mais de R$ 800 mensais.

Verônica lançou o financiamento coletivo em 2 de fevereiro, no site Vakinha. Colocou uma foto – não poderia ser outra, a de Tamiru com os punhos cruzados –, escreveu um texto contando a trajetória do atleta e anunciou novamente nas redes sociais. Até aqui, foram arrecadados 1 165 reais, quase 6% do valor total. O financiamento se encerra em 20 de abril.
“Tempos atrás, dei umas camisas da seleção brasileira, e ele não tirou mais. Achei que era porque ele gostava muito das cores, mas na verdade ele não tinha outras”, conta Verônica. “Então dei outras peças de roupa novas e falei que logo ele guardaria a camiseta brasileira para vestir em competições.”

Tamiru fala pouco do protesto que o levou a deixar seu país e a sua família – pais e cinco irmãos. Mas não se arrepende. “É um governo que está lá há décadas, não acredito nele”, disse, em referência ao partido Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope, no poder há 27 anos. A raiz do protesto de Tamiru – e do também atleta etíope Feyisa Lilesa, que fizera o mesmo gesto semanas antes na Olimpíada do Rio – está na expulsão de fazendeiros da etnia Oromo, da qual os atletas fazem parte, da região de Addis Abeba, a capital do país (que os Oromos, 40% dos 106 milhões de habitantes do país chamam Finfinne).

Os protestos contra a expansão da capital Addis Abeba esquentaram justamente no segundo semestre de 2016, no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, quando manifestações foram reprimidas violentamente pelo governo. Relatório da Human Rights Watch aponta que mais de 500 pessoas foram mortas em confrontos com as forças do governo entre 2015 e 2017.

Atualmente, Tamiru não pensa em voltar ao seu país – antes, o contrário. Quer naturalizar-se para facilitar visitas de familiares. Enquanto isso não acontece, conta novamente com a acolhida de amigos atletas. “O Tamiru é uma fera, ficamos muito próximos. Moramos juntos e nos comunicamos como dá”, disse o atleta sul-matogrossense Yeltsin Jacques, companheiro de quarto no alojamento de atletas perto do centro paralímpico, e que disputou a final dos 1 500 metros da Paralimpíada na raia ao lado do etíope. “Tamiru é muito resistente, e agora está se adaptando muito bem ao Brasil.”

Nas últimas semanas, um pouco alheio à contagem da vaquinha virtual, o etíope tem se dedicado ao retorno às provas oficiais, no Circuito Caixa. “Vai ser bom, porque apesar de medalhista olímpico, tenho pouca experiência”, contou o paratleta, em um intervalo do treino no Ibirapuera. “A Paralimpíada foi só minha segunda competição grande. Antes eu só havia corrido o torneio continental africano. Vai ser um novo começo.”

Entre um alongamento e outro no Ibirapuera, o atleta relatou o que mais o incomoda em sua atual situação. O fato de, nos dias em que não vai ao centro paralímpico, ter de treinar sozinho. “Na Etiópia, os atletas se juntam em grandes grupos e formam um batalhão de oitenta corredores, seguem todos juntos”, disse Tamiru. “É bom porque há sempre um campeão no meio, um estímulo para outros atletas.”

Para suportar a solidão, um de seus planos é aumentar a frequência das aulas de português – e assim evitar o Google Tradutor. Por enquanto, no tempo livre em São Paulo, costuma jogar futebol aos domingos, com um grupo de amigos de Bruno Auciello. Toda semana o taxista vai buscá-lo no Jabaquara e o leva até o campo, na Bela Vista. Não cobra a corrida.

Temporada 2018 do Circuito Loterias Caixa inicia-se na próxima semana em SP

Imagem

Por CPB

Nos dias 24 e 25 de fevereiro, o Centro de Treinamento Paralimpico receberá a etapa regional de São Paulo do Circuito Loterias Caixa de atletismo e natação. O evento abre o calendário nacional das modalidades. Ao todo 655 atletas estão inscritos: 409 na pista e no campo do CT, outros 246 na piscina.

São Paulo será a primeira parada das fases regionais do Circuito Loterias Caixa na temporada. Em março, serão realizadas as fases Rio-Sul, em Porto Alegre (RS), nos dias 10 e 11, e Norte-Nordeste, do dia 22 a 25, em Aracajú (SE). Goiânia (GO) receberá a última fase, Centro-Leste, de 12 a 15 de abril.

Os atletas que alcançarem os índices estabelecidos pelo departamento técnico do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) garantem participação nas etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa, em junho e agosto. A terceira fase nacional receberá a denominação de Campeonato Brasileiro, em outubro, reunindo os melhores do ano. As três competições serão realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

O Circuito Loterias Caixa também contempla as disputas do halterofilismo, que nesta temporada, terá três de suas quatro etapas realizadas no mesmo fim de semana da esgrima em cadeira de rodas. O calendário reserva para a segunda quinzena de março, em Aracaju, Sergipe, a abertura do ano no halterofilismo, já a esgrima, para abril, em Goiânia, Goiás.

A mudança no formato do Circuito Loterias Caixa 2018 foi realizada para que atletas das três modalidades possam se hospedar no residencial do Centro de Treinamento Paralímpico durante o período de competição, promovendo uma economia nos custos das equipes.

Para a regional de São Paulo, o destaque ficará por conta da natação. O técnico-chefe de modalidade, Leonardo Tomasello, definiu a participação de 19 nadadores que treinam no CT - alguns deles já com acesso direto às fases nacionais. O objetivo é aumentar o número de competições disputadas no ano, a fim de prepará-los aos principais eventos do ano. Em 2018, a natação paralímpica brasileira tem como principal competição o Parapan-Pacífico, de 9 a 13 de agosto, na Austrália.

“Solicitamos uma mudança no regulamento para que os atletas que já têm índice para as etapas nacionais pudessem nadar. A maioria desses atletas está entre os 50 melhores que não precisariam nadar. Mas eles não vão ganhar medalha tampouco pontuar para o clube, só vão ter oportunidade de nadar. É bom porque é uma competição a mais, bom para vermos como eles estão, para avaliar o treinamento também", comentou Leonardo Tomasello.

Entre os nadadores que participarão do regional está Henrique Nascimento, da classe S9, convocado para Seleção Brasileira de jovens, que embarca no domingo, 25, para Copenhague, na Dinamarca, para disputar etapa da World Series entre os dias 2 e 4 de março.

Imprensa

Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a etapa regional São Paulo do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa do Centro de Treinamento Paralímpico para identificação.

O Circuito

O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais serão separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios

O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço

Data: 24 e 25 de fevereiro
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5 - ao lado do São Paulo Expo

Programação*

Circuito Loterias Caixa de Natação e Atletismo - Etapa Regional São Paulo
Sábado (24/2) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (25/2) - 8h às 12h
*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

Seleção feminina de goalball treina em SP e visa definir grupo para o Mundial

CBDV/Divulgação
Imagem

Por CPB

O Campeonato Mundial de Goalball IBSA 2018 acontecerá entre os dias 30 de maio e 9 de junho em Malmö, na Suécia. Para obter o melhor resultado possível na competição, a Seleção Brasileira feminina de goalball está no CT Paralímpico, em São Paulo, até a próxima sexta-feira, 23, para a segunda fase de treinamento do ano. O grupo é composto por oito atletas, das quais seis serão selecionadas para o Mundial.

A preparação será dividida em duas partes. A primeira será a Malmo Intercup, de 29 de março a 1º de abril. “É um torneio que sempre acontece no cenário internacional na Suécia, em que as melhores equipes estão presentes, então é superimportante a participação das meninas. A ideia é avaliá-las colocando todas em quadra e fechar o primeiro ciclo da preparação”, explicou Dailton Freitas, técnico da Seleção feminina de goalball.

Após retornar ao Brasil, o time feminino terá mais duas fases de treinamento no CT Paralímpico, em São Paulo, para fechar a preparação para o Campeonato Mundial de Goalball, cujos três primeiros colocados garantem vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio em 2020.

Uma das oito atletas é Isis Paes, 23, que joga goalball há dois anos e foi convocada pela primeira vez para a Seleção. Ela tem expectativa de ir para seu primeiro Mundial. “É uma experiência nova e uma oportunidade bastante válida para mim. As meninas que já foram para fora e já participaram de uma competição internacional passam um pouquinho de experiência para mim”, comentou a matogrossense, que tem baixa visão.

A competição de março não será apenas um treino, mas também uma oportunidade para a comissão técnica observar as garotas. “Nós vamos usar todos os critérios técnicos, táticos, comportamentais e físicos para escolhermos as seis melhores jogadoras para representarem o goalball brasileiro no Campeonato Mundial”, ressaltou Dailton Freitas.

Moniza Aparecida, 19, é de Salvador, capital da Bahia, e pratica goalball há cinco anos. Ela é convocada para a Seleção Brasileira desde setembro de 2017 e está se esforçando para integrar o time no Mundial, em junho. “Eu quero treinar muito para eu conseguir a vaga que está aberta de pivô. Quero dar o meu melhor para ver se eu consigo chegar lá”, disse a jovem que tem baixa visão devido ao glaucoma congênito.

Fonte: cpb.org.br

Jovane Guissone é bronze no florete na abertura da Copa do Mundo da Hungria

Imagem

Por CPB

O gaúcho Jovane Guissone começou bem a disputa da Copa do Mundo de Eger (HUN) de Esgrima em Cadeira de Rodas. Nesta sexta-feira, 16, ele abriu o evento com uma medalha de bronze no florete B - classe para esgrimistas com menor mobilidade de tronco e equilíbrio. A competição se estenderá até domingo, 18.

Jovane avançou à fase eliminatória da competição com quatro vitórias em seis combates. Nas oitavas de final, superou o francês Maxime Valet por 15 a 14. Com moral após a vitória apertada, Jovane bateu o ucraniano Oleg Naumenko por 15 a 11 nas quartas. Na semifinal, outro ucraniano no caminho: desta vez, Anton Datsko levou a melhor e o superou por 15 a 8. O atleta de 34 anos garantiu assim o bronze. O título ficou com o russo Albert Kamalov, enquanto Datsko foi medalhista de prata.

Vale ressaltar que o florete não é a arma principal de Jovane. Nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, sagrou-se campeão da espada B - evento que disputará neste sábado, 17, na Hungria.

Além de Jovane, competiu nesta sexta-feira Alex Souza. O paulista disputou o florete A e ficou com a 28ª posição, ao não passar da fase de classificação.

Esta é a primeira de uma série de eventos que estão marcados para a esgrima em cadeira de rodas em 2018. Somente neste ano, acontecerão seis Copas do Mundo. Logo após a de Eger, acontecerá a de Pisa, na Itália, de 9 a 11 de março. De 27 a 29 de abril, Montreal, no Canadá será o palco, seguido por Varsóvia, na Polônia, de 5 a 9 de junho. Já no segundo semestre, de 8 a 11 de novembro, o circuito ocorrerá em Tbilisi, na Geórgia, e por último, em Kyoto, no Japão, de 13 a 16 de dezembro.

Fonte: cpb.org.br

Pesquisa revela quais são os smartphones com mais acessibilidade para idosos

Resultado de imagem para Pesquisa revela quais são os smartphones com mais acessibilidade para idosos

Por Redação

Alguns idosos precisam de smartphones com algumas configurações especiais, como o aumento de letras para facilitar a leitura, layouts mais simples e iluminação mais forte. Pensando nisso, a Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, publicou um relatório comparativo entre mais de 100 aparelhos para descobrir quais são os melhores modelos para os idosos.

Os smartphones escolhidos para a avaliação contam como modo de acessibilidade e oferecem diferentes formas de adaptação para quem precisa de necessidades especiais, e são das marcas Samsung, LG, Apple e Motorola.

Dos dispositivos avaliados, apenas os da LG e da Samsung oferecem a configuração de acessibilidade logo no início, assim que o aparelho sai da caixa. Além disso, eles ainda se destacam por contarem com divisões de necessidades, como visão e audição.

A Apple e a Motorola não se destacam tanto na pesquisa. Segundo a Proteste, além de não oferecerem a possibilidade de configuração logo no início, a Apple exige mais tempo e conhecimento prévio para o ajuste inicial, e a Motorola possui recursos e funcionalidades inferiores aos de outros modelos testados.

Modelos ideais

A Proteste recomenda, após os testes, os seguintes modelos da Samsung e LG:

Samsung Galaxy S7 (32GB)
Samsung Galaxy A5 (2017)
LG G5 SE
LG K10 Power Dual
LG Q6
Samsung Galaxy J7 Prime
De acordo com a pesquisa, esses aparelhos não só são mais acessíveis, como também contam com boas avaliações de qualidade, como ergonomia, facilidade de efetuar ligação, navegação via GPS, câmera e vídeo, entre outros.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pessoas com deficiência poderão ter cursos profissionalizantes gratuitos

Descrição da imagem #PraTodosVerem: Imagem no formato retangular, na horizontal. Quatro mulheres e um homem durante uma aula de panificação. Elas estão manuseando pães e bolos. Todas usam roupas e toucas brancas. Fim da descrição.Projeto prevê a oferta de cursos profissionalizantes gratuitos para pessoas com deficiência (Foto: Fotos Públicas/GERJ)

por Juliana Reis*

As pessoas com deficiência poderão ter direito a cursos profissionalizantes gratuitos. É o que consta no Projeto de Lei do Senado 211/2017, do senador Romário (Pode-RJ), aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Pelo texto, as instituições de ensino públicas e privadas deverão oferecer cursos gratuitos de capacitação profissional, com carga horária de, no mínimo, 500 horas/aula e ter número de vagas proporcional à população de pessoas com deficiência em idade economicamente ativa residentes na área abrangida pelo sistema de ensino estadual ou municipal. As ofertas deverão ter por base os dados atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Lei de Cotas

Para justificar a proposta, Romário argumentou que o Brasil tem encontrado dificuldades para cumprir as cotas para emprego de pessoas com deficiência determinadas pela legislação (Lei 8.213/1991). Pelo texto da lei, as empresas que tenham a partir de 100 empregados devem reservar pelo menos 2% das vagas para pessoas com deficiência. Essa reserva cresce até atingir 5% para empresas com mais de mil empregados.

Muitos empregadores, porém, argumentam que há dificuldade para contratar pessoas com deficiência com a qualificação necessária para o ingresso no trabalho. Por outro lado, algumas instituições de defesa dos direitos das pessoas com deficiência apontam que as instituições formadoras nem sempre oferecem cursos gratuitos diante da demanda existente ou oferecem cursos incompatíveis com a exigência do mercado.

Relator da matéria na CDH, o senador Telmário Mota (PTB-RR) lembrou que foi realizada audiência pública para discutir o tema e que todos apoiaram a proposta. O texto segue para Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde será votado em decisão terminativa.

Juliana Reis*
Atuo há 7 anos desenvolvendo conteúdo para projetos editoriais no segmento de inclusão. Co-fundei a Ludik para criar soluções inteligentes, que facilitem e auxiliem o dia-a-dia de pessoas com deficiência e/ou mobilidade





Fontes: Agência Senado - portalacesse.com

Memorial da Inclusão resgata lutas e conquistas das pessoas com deficiência_ Veja o vídeo

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Parte do acervo do Memorial da Inclusão, disponibilizada em paineis brancos. Fim da descrição.
Memorial foi idealizado para mostrar lutas e conquistas das pessoas com deficiência no Brasil (Foto: Divulgação)

por Juliana Reis*

Muita gente que hoje vê uma calçada com rampas, ou ainda, informações em braile no elevador, não sabe que cada adaptação foi conquistada com muita luta por pessoas com deficiência. Para prestar uma homenagem a essas pessoas, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do estado de São Paulo inaugurou, há sete anos, o Memorial da Inclusão.

Um espaço 100% dedicado à história de lutas e conquistas das pessoas com deficiência, o Memorial da Inclusão foi inaugurado em dezembro de 2010, na sede da secretaria, que fica no Memorial da América Latina.

Acervo do Memorial da Inclusão

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Parte do acervo do Memorial da Inclusão, disponibilizada em paineis brancos. Fim da descrição.
Memorial conta com mostra permanente sobre a evolução das pessoas com deficiência (Foto: Divulgação)

Segundo a curadora do espaço, Elza Ambrósio, o Memorial reúne o maior acervo de documentos e dados sobre deficiências do país, que podem ser consultados na mostra permanente do espaço, por meio de painéis que contam a história de lutas e conquistas das pessoas com deficiência, ao longo dos anos, em 12 ambientes, com diversas temáticas relacionadas ao assunto.

O Memorial da Inclusão conta ainda com uma programação de mostras temporárias, durante todo o ano.

Centro de referências à inclusão

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Fachada do prédio do Memorial da Inclusão. O prédio tem formato circular, e é pintado de preto, com detalhes na cor branca. Fim da descrição.
Memorial funciona no prédio da Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Foto: Divulgação)

Por se tratar de um espaço dedicado à inclusão, o Memorial dispõe de todos os recursos de acessibilidade necessários para garantir que pessoas com as mais variadas deficiências possam conhecer seu acervo.

O espaço conta com piso podo-tátil, legendas em braile e audiodescrição para as obras, legendas e ampliação de fonte nos vídeos exibidos, além de disponibilizar monitores para atender pessoas com deficiência auditiva.

Visita a distância

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Parte do acervo do Memorial da Inclusão, disponibilizada em paineis brancos. Fim da descrição.
Espaço pode ser visitado, de forma virtual, por pessoas de qualquer parte do mundo (Foto: Divulgação)

Idealizado com o objetivo de reunir documentos que registram a luta das pessoas com deficiência pela inclusão, o Memorial pode ser visitado por pessoas de qualquer parte do mundo.

Isso porque o site do Memorial da Inclusão propõe aos interessados, uma visita online, que faz com que os internautas sintam-se dentro do Memorial.

Conheça o Memorial da Inclusão:


O Memorial da Inclusão fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, no Portão 10, ao lado do metrô Barra Funda, em São Paulo, e as visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas, sendo que visitas monitoradas devem ser agendadas pelo e-mail:  memorial.sedpcd@sp.gov.br.


Juliana Reis*
Atuo há 7 anos desenvolvendo conteúdo para projetos editoriais no segmento de inclusão. Co-fundei a Ludik para criar soluções inteligentes, que facilitem e auxiliem o dia-a-dia de pessoas com deficiência e/ou mobilidade.





Falta de acessibilidade é problema nas maiores cidades do Tocantins - Veja os vídeos

Rampas de acesso são obstáculos por causa de ondulações e inclinação. Só em Araguaína, 36 mil pessoas são portadoras de deficiência.

Do G1 TO

Resultado de imagem para Falta de acessibilidade é problema nas maiores cidades do Tocantins

A falta de acessibilidade é problema nas três maiores cidades do Tocantins. Deficientes físicos ou pessoas com mobilidade reduzida enfrentam desafios de locomoção diariamente e dependem da ajuda de outros. Na região sul de Palmas, as dificuldades são encontradas até em avenidas comerciais. 

Em Taquaralto, na Avenida Tocantins, o autônomo Welder Barbosa que se tornou cadeirante há dez anos, relata a dificuldade de locomoção. "As rampas são bem altas, e o acesso que tem a gente não é respeitado", conta.

Click  AQUI para ver os vídeos.

No trecho da avenida, na região dos comércios, não existe nenhum tipo de sinalização que marque os pontos de acessibilidade e garanta a prioridade para pessoas com deficiência. "Nas poucas rampas que existem, as pessoas estacionam carros na frente e as lojas têm poucos acessos", conta.

Araguaína

Em Araguaína, na região norte do estado, os deficientes também enfrentam problemas diariamente com excesso de escadas e calçadas irregulares. No prédio da Prefeitura de Araguaína não existem vagas de estacionamento reservadas, rampas de acessibilidade ou elevador.

Rampas de acessibilidade se tornam obstáculos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Rampas de acessibilidade se tornam obstáculos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Após sofrer um acidente vascular cerebral, há sete anos, o aposentado, Marcos Andrade da Silva, com mobilidade reduzida encontrou dificuldade de locomoção na cidade.

Agora andando com a ajuda de muleta, ele conta que o problema começa na tentativa de estacionar o carro. As calçadas irregulares aumentam o risco de acidente. "A sensação é de indignação. Realmente o deficiente não tem o seu espaço e nosso direito é desrespeitado constantemente", reclama Andrade.

Uma lei federal criada no ano 2000 diz que em todas as áreas de estacionamento de veículos, localizadas em vias ou espaços públicos devem ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção.

A Prefeitura de Araguaína reconheceu a falta de acessibilidade na cidade, mas disse que implantou um conjunto de ações desenvolvidas para eliminar as barreiras e estimular construções mais acessíveis. A Prefeitura não comentou sobre a estrutura do próprio prédio.

Gurupi

Em Gurupi, no sul do Tocantins, cadeirantes também enfrentam diversas dificuldades de locomoção. As próprias rampas de acessibilidade se tornam obstáculos, já que grande parte foi construída com muita inclinação ou ondulações. Enquanto isso, uma rampa sinalizada foi construída recentemente em um local onde não possui calçada.

Durante a reportagem, dois cadeirantes precisaram de ajuda depois de não conseguirem passar pela rampa. Em grande parte do trajeto, eles precisam se arriscar trafegando na rua junto com veículos.

Procurada, a Prefeitura de Gurupi informou que a responsabilidade pela conservação e manutenção das calçadas é do proprietário do imóvel que, por descumprimento podem ser multados.

Fonte: g1.globo.com