sábado, 24 de março de 2018

Apae de Petrolina celebra Dia Mundial da Síndrome de Down com programação cultural

Apresentações de teatro, de música e de dança, feitas pelos próprios alunos da associação, alegraram os presentes.

Programação comemora Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio )
Programação comemora Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio )

Por G1 Petrolina

Uma programação cultural repleta de atividades foi realizada nesta sexta-feira (23) na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em alusão ao Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado na quarta-feira (21).

Tiveram apresentações de teatro, de música e de dança, feitas pelos próprios alunos da associação, alegraram os presentes. Atualmente, a Apae de Petrolina cuida de 363 alunos diretos e 300 alunos indiretos, oferecendo serviços de atendimento, habilitação e reabilitação.

Alunos da Apae participam de programação especial  (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio )
Alunos da Apae participam de programação especial (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio )

O Dia Mundial da Síndrome de Down é comemorado anualmente e tem como objetivo conscientizar a sociedade quanto à necessidade de direitos iguais para as pessoas com síndrome de down.

Fonte: g1.globo.com

Fotógrafos mostram cotidiano das pessoas com síndrome de down

Trabalhos ficam expostos em shopping de Aracaju (SE) até o final do mês.

Exposição sobre pessoas com síndrome de down em Aracaju (SE) (Foto: Assessoria de Imprensa)
Exposição sobre pessoas com síndrome de down em Aracaju (SE) (Foto: Assessoria de Imprensa)

Por G1 SE, Aracaju

Os trabalhos foram produzidas por fotógrafos profissionais voluntários e captaram crianças e adolescentes down em diversas situações do cotidiano. A intenção também é despertar o interesse da sociedade para o trabalho da associação.

“A partir do momento em que realizamos um trabalho como este, conseguimos chamar a atenção para a causa e tirar esses meninos e meninas do anonimato, pois esta é a principal questão, muitos deles ainda estão escondidos em casa. Nós queremos que estejam no mundo, pois têm o direito de estar onde quiserem”, conta a presidente da Cidown, Dangelli Lins Figueiroa Martins de Melo.

Cidown 

A Associação Sergipana dos Cidadãos com Síndrome de Down (Cidown ) foi constituída em julho de 1997, por um grupo de pais. O objetivo da instituição é difundir informações sobre a síndrome de down, desmistificando a síndrome para as famílias e a sociedade em geral.

A Cidown não dispõe de sede própria nem de recursos financeiros e conta com a disposição dos voluntários para retirar esta camada da invisibilidade as pessoas com síndrome de down.

"É necessário dar oportunidades às pessoas com síndrome de down para que as suas habilidades possam ser descobertas e desenvolvidas, demonstrando, assim, sua capacidade por meio do processo inclusivo, seja na escola, na vida em sociedade ou no trabalho”, diz Dangelli Melo.

Fonte: g1.globo.com

Inflamação em células nervosas pode ser uma das causas do autismo

Cientistas da USP realizaram a análise a partir de dentes de leite doados por familiares de crianças com autismo

por Larissa Lopes - Com supervisão de Thiago Tanji

AUTISMO (FOTO: CHARAMELODY/FLICKR)
Autismo (Foto: charamelody/Flickr)

Pesquisadores do projeto Fada do Dente, ligado à Universidade de São Paulo (USP), realizaram uma importante descoberta sobre o autismo clássico, transtorno grave que tem como consequências o comprometimento da fala e a estereotipia— nome dado aos movimentos feitos de maneira repetitiva, como estalar os dedos, bater os pés, balançar as mãos.

Utilizando dentes de leite doados por famílias de crianças autistas e não-autistas, os cientistas extraíram e reprogramaram células embrionárias para criar neurônios e astrócitos, que são células responsáveis por sustentar os neurônios e filtrar o que chega do sistema sanguíneo até eles.

Com essas células em mãos, os pesquisadores simularam uma série de combinações que permitiram verificar uma inflamação nos astrócitos e que pode ser uma das causas do autismo clássico.

Reprogramação

O primeiro passo da pesquisa foi a reprogramação das células presentes no dente de leite, um método não invasivo para pesquisas que requerem a análise de partes delicadas, como as células do sistema nervoso.

“Todas as células do nosso organismo tem todos os genes de quando nós éramos um embrião”, explica Fabiele Russo, principal autora do artigo publicado na Biological Psychiatry, e fruto de seu doutorado. “O que vai diferenciar essas células umas das outras são os genes que estão sendo expressos nelas naquele momento ou não. Alguns estão dormindo e outros estão acordados”, compara.

A reprogramação faz com que as células expressem genes que as façam voltar à fase embrionária, caracterizada pela pluripotência, ou seja, a capacidade de formar qualquer célula do organismo human. Dessa maneira, os pesquisadores conseguiram desenvolver neurônios e astrócitos para realizarem a pesquisa.

Com as células à disposição, os cientistas combinaram neurônios e astrócitos de indivíduos autistas e não autistas. Foi assim que observaram que, quando neurônios saudáveis eram combinados com astrócitos autistas, suas ramificações diminuiam, enquanto que, quando o neurônio autista era combinado com um astrócito saudável, ele recuperava suas ramificações.

Esquema de combinações feitas no estudo. (Foto: Fapesp)
Esquema de combinações feitas no estado (foto: Fapesp)

“Isso mostra que o papel do astrócito saudável é o de resgatar o fenótipo sadio de um neurônio”, explica Patrícia Beltrão Braga, professora da USP, orientadora de Fabiele e coordenadora do projeto Fada do Dente.

Com isso, os pesquisadores puderam verificar uma inflamação que já havia sido citada em pesquisas anteriores, mas que até então não tinha sido relacionada aos astrócitos. Os cientistas finalmente confirmaram que os astrócitos autistas tinham uma produção elevada da proteína interleucina 6, comprometendo as atividades do sistema nervoso.

Tratamento

A pesquisa abrangeu, além de doadores não autistas, apenas pacientes diagnosticados com autismo clássico. Por isso, não se pode afirmar que todas a variantes do espectro autista apresentem a mesma inflamação, mas a descoberta do papel do astrócito abre um novo caminho para que outros estudos sejam feitos.

Com a evidência, cientistas esperam testar novas medicações para melhorar a qualidade de vida de pessoas com autismo clássico.

Milagre? Torcedor 'cadeirante' se levanta para comemorar gol - Veja o vídeo

Milagre em estádio?
Milagre em estádio? Foto: Reprodução/Twitter(80s Casual Clothing @casual_80s)

Por: Fernando Moreira

O futebol é capaz de alguns milagres. Como o que foi visto na vitória do Plymouth Argyle sobre o Bristol Rovers por 3 a 2 no último sábado (17/3), pela Terceira Divisão da Inglaterra.

Um torcedor idoso "cadeirante" foi visto se levantando da cadeira de rodas ao comemorar um gol do Plymouth no estádio Home Park.

Teria o futebol operado um genuíno milagre? Teria o torcedor fingido ser cadeirante para obter alguma vantagem (por um local melhor no estádio ou para não pagar ingresso)?

Nada disso. Na verdade, o "cadeirante" não passa de um torcedor gaiato. Ele simplesmente se sentou na cadeira de rodas de um outro torcedor, Oscar Knight, de 14 anos, e ficou se exibindo durante a partida. Quando o gol saiu, ele encenou o "milagre" viralizado, contou o "Sun". Coisas do futebol...

Confira abaixo a cena:

Pedagoga com Síndrome de Down conta rotina na escola: “eu aprendo a ser flexível”

Em lembrança ao Dia Internacional da Síndrome de Down, o Viver Bem conversou com a pedagoga Laura Deorsola Xavier Negri sobre a sua rotina na sala de aula

Laura Deorsola Xavier Negri, pedagoga de 25 anos trabalha com crianças de dois a cinco anos como assistente de sala de aula - e tem síndrome de Down (Foto: Ana Gabriella Amorim/Gazeta do Povo)

Não há lugar no mundo que Laura substituiria como local favorito para trabalhar do que em uma sala de aula repleta de crianças pequenas. Pedagoga há dois anos, a jovem de 25 anos sabia que queria seguir essa profissão ainda no colégio, quando cursava o magistério no ensino médio. De lá, mirou no curso de pedagogia e, quatro anos depois, estava formada – e realizada.

“Eu gosto de ver eles crescendo, o desenvolvimento de cada um deles no dia a dia. Eles me ensinam tanto quanto eu os ensino. Eu aprendo com eles a ser mais flexível, porque eles são como uma caixinha de surpresas. Eu aprendo a ser alegre, porque eles gostam muito de brincar e aprendo também a ser mais sensível, porque cada um deles tem o jeito próprio”, relata a pedagoga, que trabalha como assistente de sala de aula, em um colégio de Curitiba, para crianças de dois a cinco anos.

O jeito único de cada aluno fez com que Laura adaptasse a forma de tratar os seus. “Alguns exigem mais atenção, enquanto outros precisam de liberdade para florescerem”, diz.

“Tem aquelas crianças que são mais teimosas, outras que se dispersam muito fácil e a gente precisa chamar várias vezes pelo nome. Tem aluno que sente saudade da mãe e então a gente precisa falar: ‘lembra que a sua mãe vem depois do lanche?’, aí só depois ele se acalma”, relata a pedagoga sobre sua rotina diária na escola.

Para o futuro, Laura tem um plano desenhado: quer continuar trabalhando sempre em escolas, de preferência nas inclusivas, mas também naquelas abertas à todos, com deficiência ou sem. “Quero também fazer mais cursos, como o de Libras, que eu já estou no segundo módulo. Também gostaria de um dia dar aula de yoga e de preparo de alimentos”, diz.

Laura não quer deixar de trabalhar. Pelo contrário: para o futuro pensa em ampliar a área de atuação. (Foto: Ana Gabriella Amorim/Gazeta do Povo)

Luz e ação

Ao lado do trabalho na sala de aula, Laura aprendeu que o teatro a ajudaria a se soltar mais e, há dois anos, é atriz de palco e dos bastidores da Cia do Abração, em Curitiba. Todos os anos, participa de apresentações e, no momento, a equipe prepara os ensaios da próxima peça, que será voltada ao público infantil, com as histórias de príncipes e princesas.

“Temos uma professora nova que gosta de trabalharmos o espaço, a respiração, espírito e corpo. A gente se joga no chão, e é legal também. Aquele monte de loucura, as brincadeiras de carneiro e lobo”, relata.

Desde os nove anos, a pedagoga também pratica ballet e ao longo dos anos foi desenvolvendo o olhar para a fotografia.

“Mas eu amo de paixão trabalhar com crianças. Eu fico feliz quando elas me chamam: ‘profe, vem aqui contar essa história para mim’. Tem alguns alunos que não querem, e falam que o livro é deles. Então a gente ensina que tem que dividir, que é preciso compartilhar os brinquedos”, lembra Laura sobre os desafios da rotina.

Além da Pedagogia, Laura gosta de fotografia, ballet e teatro (Foto: Ana Gabriella Amorim/Gazeta do Povo)

Inspiração

Laura faz parte de uma geração que está fazendo a diferença na inclusão social no país. Ao lado dela está Débora Seabra, primeira professora com síndrome de Down do Brasil, que hoje trabalha como professora assistente de um colégio particular em São Paulo e comemora a carreira de 12 anos.

Por sua atuação em defesa da inclusão, Débora ganhou, em 2015, o prêmio Darcy Ribeiro de Educação, em Brasília. Ela foi a primeira pessoa com Down a receber essa menção honrosa, que é concedida anualmente pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

"País nos trata com crueldade", diz repórter cadeirante que testou acessibilidade em SP, PR e SC.

Denny Cesare/Estadão Conteúdo
O jornalista Dirceu Pio, que sofreu um AVC que paralisou o lado direito de seu corpo
O jornalista Dirceu Pio, que sofreu um AVC que paralisou o lado direito de seu corpo

Isabela Palhares São Paulo

O jornalista Dirceu Pio deu ao jornal O Estado de S. Paulo um depoimento sobre os desafios enfrentados pelos cadeirantes. "Quase cinco anos depois de ter sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) na mesa de cirurgia que paralisou meu lado direito, decidi refazer a viagem que já havia virado uma tradição para mim e minha mulher, Susana: ir à Barra de Ibiraquera, no município de Imbituba, no sul de Santa Catarina. Os 800 quilômetros entre a minha casa, em Vinhedo (SP), e a praia me fizeram mergulhar na perversidade do Brasil.

Dentro de no máximo 50 anos, seremos um País de velhos; ainda assim, tratamos nossos portadores de necessidades especiais (PNEs) com descaso, indiferença e e crueldade. Foi o que eu pude constatar.

Optei por viajar de carro por ser mais econômico, mas também porque queria verificar a acessibilidade de postos de gasolina, hotéis e restaurantes das rodovias nos três Estados que atravessei - São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Eu suspeitava, mas só mesmo uma viagem como essa para comprovar que o País ainda não sabe o que é acessibilidade.

Durante os quatro dias de viagem, encontrei as mais diversas situações que mostram como os estabelecimentos não obedecem à legislação, não seguem as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A maioria dos postos de gasolina do percurso, por exemplo, tem um extenso estacionamento calçado com paralelepípedos até chegar ao restaurante e aos banheiros. Um piso completamente inadequado - uma tortura para alguém como eu, que passou a conviver, desde o AVC, com dores crônicas nas costas.

Além disso, os sanitários ditos acessíveis ficam sempre dentro dos banheiros masculino ou feminino, quase nunca levam em conta que o cadeirante pode estar com um cuidador de outro sexo. Com menos de 40 quilômetros de percurso, já era previsível o que eu iria encontrar: porta abrindo para dentro (as regras determinam que abram para fora), barras na parede apenas de um lado, assentos pouco anatômicos, portas estreitas para a passagem da cadeira de rodas e rampas de acesso muito íngremes.

Ao longo da viagem, fizemos mais de 20 paradas e, em cada uma delas, eu levava um susto. Nem mesmo as grandes redes de restaurante,, como Frango Assado e Graal, escapam do despreparo. No Graal, na região de Registro (SP), os banheiros estão a uma distância de 150 metros do estacionamento.

Nós só encontramos durante o percurso dois banheiros realmente acessíveis, um do lado direito e outro do lado esquerdo da BR-101, na região de Barra Velha (SC): são os postos Sinuelo, um luxo se comparados a tanto descaso e desrespeito de todos os demais.

Cadeira de rodas? Nem postos de gasolina, restaurantes ou hotéis dispõem da cadeiras de rodas minimamente decentes para oferecer aos hóspedes e clientes como alternativa. As cadeiras de rodas que às vezes oferecem lembram uma geringonça frágil, apertada e perigosa.

Nos hotéis, a situação não é diferente. Depois de um dia todo de viagem, paramos no Ibis de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde tive a minha pior noite desde o AVC.

Eles disseram ter um quarto acessível, mas tudo o que vendem como acessibilidade estava errado, perversamente errado. Se eu tivesse optado por um quarto comum, presumivelmente, teria obtido maior conforto.

O quarto era pequeno e não havia espaço para manobrar a cadeira de rodas. Na entrada do banheiro, uma barra de granito, estreita e alta, serve de obstáculo ao cadeirante. O box do chuveiro não tinha espaço para mim e minha cuidadora.

A pia do banheiro lembrava essas pias de banheiro de rodoviária, sem uma base para colocar os objetos da higiene pessoal. E mais: a cama, de casal, tinha o lado de acesso do cadeirante colado à parede. A cuidadora, minha mulher, Susana, teve de subir na cama para se deitar.

No retorno, procuramos pela acessibilidade de outro hotel, o Villa-Vitória. Ao contrário do Ibis, o quarto era espaçoso, mas os donos também não sabem o que é acessibilidade: não há espaço no box do banheiro para duas pessoas e os móveis do quarto são extremamente baixos, como se quisessem oferecer acessibilidade a anões. Dos poucos aspectos positivos, o quarto tinha duas camas de solteiro, confortáveis, espaçosas.

Apesar de todas as dificuldades, a minha grande frustração foi que, ao chegar à praia, não pude ao menos molhar os pés nas águas da lagoa de Ibiraquera (em Imbituba, Santa Catarina), minha paixão, ou pisar na areia da praia.

Sei que ainda são poucos os lugares no País que contam com acessibilidade nas praias, mas me espantou e entristeceu sentir a ausência de qualquer preocupação com a acessibilidade nas praias de Imbituba, extremamente charmosas.

Lembrei-me de que aqui, no litoral paulista, começam a prover acessibilidade aos PNEs - transporte acessível, sinalização adequada em muitas praias e até a implementação de passarelas de cimento para permitir o acesso de cadeira até o mar.

Eu frequentei bares e restaurantes, lojas de comércio, supermercados e farmácias: o padrão é muito parecido em toda parte. Quase ninguém sabe o que é acessibilidade e os que tentam provê-la erram feio na receita.


Chocado com tudo o que vi e senti nessa viagem, cuido agora em organizar uma reunião em São Paulo com pessoas que podem fazer algo de impacto em prol da acessibilidade no Brasil.

Já confirmaram presença no encontro a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP); a deputada estadual Célia Leão (PSDB-SP); o secretário dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo, Cid Torquato; o presidente da Comissão de Segurança Pública da 33ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Jundiaí (SP) e vice-presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência, Leandro Ienne; os fisioterapeutas Maurício Moreira, Leonardo Benatti e Gisele Cristina de Souza, todos com vasta experiência em tratamento de PNEs; e o jovem Pablo Medeiros, músico de Belo Horizonte, que, sensibilizado por mim, já trabalha em composições que ajudem a a despertar a consciência da acessibilidade no Brasil."

Defesas

Procurada, a rede Frango Assado informou que está "dentro das normas solicitadas" pelos órgãos competentes e disse que as "questões de acessibilidade" são previstas em todos os seus projetos de reforma, adequações e melhorias.

O Ibis disse que o hotel preza pelo conforto e bom atendimento aos seus hóspedes e que tem "empenhado esforços para se adequar às necessidades dos portadores de deficiência".

No entanto, a rede salientou que o hotel ainda está no prazo de quatro anos de adaptação previsto pelo decreto federal, publicado no início deste mês, sobre acessibilidade em hotéis, que regulamenta artigo do Estatuto da Pessoa com Deficiência.

A norma prevê que todas as áreas livres de hotéis, pousadas e hostels respeitem as normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e ofereçam pelo menos 5% de dormitórios acessíveis.

Os estabelecimentos construídos até 29 de junho de 2004 têm quatro anos para se adaptar às novas regras.

A reportagem não conseguiu contato com a comunicação do Graal até a publicação desta matéria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Microsoft desenvolve cadeira de rodas que pode ser controlada só com o olhar

Divulgação/Microsoft 
O objetivo é dar mais autonomia para as pessoas com deficiência física
O objetivo é dar mais autonomia para as pessoas com deficiência física

DO BOL, em São Paulo - (Com informações da Microsoft News)

Com o objetivo de melhorar a locomoção de cadeirantes, a equipe da Microsoft Brasil está testando uma cadeira de rodas que pode ser controlada apenas com o olhar.

O protótipo, que foi apresentado na quinta-feira (22), em São Paulo, foi desenvolvido a partir de uma tecnologia que já existe no Windows, criada com o objetivo de auxiliar o ex-jogador de futebol americano Steve Gleason, que de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença que compromete os movimentos.

Para que a cadeira de rodas responda ao comando dos olhos, os cientistas criaram um mapeamento do movimento ocular padrão fazendo com que ele funcione como um ponteiro de mouse, direcionando-a para qualquer direção.

De acordo com os desenvolvedores da Microsoft Brasil, nenhum movimento de pescoço é necessário, nem o da cabeça. O cadeirante pode ainda gravar comandos e atalhos para que trajetos de rotina, como ir do quarto para o banheiro,sejam feitos de uma maneira mais prática.

Para o diretor de Engenharia e Inovação da Microsoft Brasil, Alessando Jannuzzi, o projeto, que está em fase de teste e sem data para entrar no mercado, visa dar mais autonomia a pessoas com deficiência física.

Antônio Tenório participa de evento paralímpico e olímpico no Pará

                          Foto: Daniel Zappe/CBDV/MPIX
                              Antônio Tenório participa de evento paralímpico e olímpico no Pará
Legenda: Antônio Tenório em ação no Grand Prix Internacional Infraero de Judô Paralímpico

Lenda do judô paralímpico mundial, Antônio Tenório é uma das atrações do I Seminário Paralímpico e Olímpico, do Projeto Dorinha e da Associação Souza Filho de Artes Marciais (ASFAM), neste final de semana, em Belém, no Pará. O multicampeão terá a companhia da vice-campeã mundial de judô, Erika Miranda. A programação conta com palestras e treinos técnicos.

“Espero que esse Seminário seja muito proveitoso para o desporto paralímpico e olímpico. Um projeto da ASFAM e Dorinha, através do professor Reinaldo e da professora Ana Cecília, onde saíram diversos atletas para a seleção. Pra mim é muito importante poder contribuir para o crescimento do esporte aqui em Belém, com essas pessoas que se dedicam todos os dias doando um pouco do tempo para que estes atletas sejam vencedores”, exaltou Antônio Tenório.

O Projeto Social Dorinha, desenvolvido pela ASFAM, iniciou em 2010 com o objetivo de dar oportunidade às pessoas com deficiência e menores carentes de treinar o judô sem custos, na faixa etária de 3 a 50 anos, e conta com o tetracampeão paralímpico (também detentor de outras duas medalhas) como embaixador.

“Tenório é o nosso Embaixador. Desde 2014, tem nos acompanhado de perto, nos orientando, nos dando forças para continuar nossa caminhada nada fácil. Ele deu a ideia do evento, estamos passando por diversas dificuldades financeiras, e o objetivo do evento é angariar fundos para pagar os custos fixos da ASFAM no ano de 2018”, disse a professora Ana Cecília, uma das responsáveis pelo Projeto, que revelou uma novidade.

“Neste evento lançaremos a ação “Adote um Atleta do Projeto Dorinha”, projeto esse que qualquer pessoa física ou jurídica poderá adotar um atleta com o custo entre 50 reais (pessoa física) a 100 reais (pessoa jurídica) por mês, dando condições de um atleta de baixa renda ou paratleta treinar judô em um local de qualidade com profissionais capacitados”.

A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) é parceira da ASFAM na realização do seminário e a professora Ana Cecília reconheceu a importância da entidade no apoio ao evento.

“A CBDV é o órgão máximo do judô paralímpico brasileiro e não mede esforços para que suas entidades filiadas cresçam e se capacitem com seus gestores e técnicos. Procuramos a Confederação, em nome do secretário geral Helder Araújo, e imediatamente fomos atendidos”, encerrou Ana Cecília.

Programação

Sexta-feira – 23/3
15h – Exibição do Filme B1 – Tenório em Pequim
Local: Faculdade Fibra – Av. Gentil Bittencourt, 1144 – Nazaré, Belém/PA

Sábado – 24/3
10h – Palestras com Antônio Tenório e Érika Miranda & Lançamento “Adote um Atleta Projeto Dorinha”
Local: Faculdade Fibra – Av. Gentil Bittencourt, 1144 – Nazaré, Belém/PA

15h – Treinamento Técnico
Local: ASFAM – Av. Alcindo Cacela, 322 – Umarizal, Belém/PA

Patrocínio e apoio ao esporte

Com o patrocínio da Infraero desde 2009, o judô paralímpico brasileiro conta com recursos oriundos desta parceria, fundamentais na execução das fases de treinamento, realização das duas etapas do Grand Prix, intercâmbios dos atletas da seleção, contratação de profissionais para a equipe multidisciplinar, além de atender outros projetos importantes para o crescimento da modalidade no país.

Fonte: cbdv.org.br

Medalhista da bocha no Rio 2016 volta ao CT com novo técnico e mira o Mundial

Daniel Zappe/MPIX/CPB
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Por CPB

Entre os 15 atletas da Seleção Brasileira de bocha que estão no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, até o domingo, 25, para a primeira fase de treinamento da temporada 2018, está o medalhista paralímpico Antônio Leme, mais conhecido como Tó. Em fevereiro, Fernando Leme, irmão e ex-calheiro do atleta, faleceu devido a um infarto. Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, os irmãos Leme comoveram a todos ao rolarem no chão comemorando o ponto que lhes concedia o inédito ouro da classe BC3.

Esta é a primeira vez que Tó volta ao CT Paralímpico após a preparação para os Jogos do Rio 2016. “Sinto saudade do meu irmão, querendo ou não eu fiquei com ele aqui 45 dias e, estar de volta, me remete lembranças. Agora as homenagens serão tanto para o Fernando quanto para o nosso pai, que faleceu pouco antes dos Jogos em 2016, quando eu estava em uma fase de treinamento da Seleção”, contou o atleta, emocionado.

Após os Jogos do Rio, Fernando Leme se afastou dos treinos, pois não tinha condições de proporcionar ao irmão o suporte que ele necessita. “Ele tinha uma dor no quadril e não podia mais me pegar, mas ele amava a bocha”, explicou Tó. No início de 2017, o atleta migrou para o Clube SESI, quando passou a ser treinado por Adriano Ramos.

“Eu já treino com o Tó há um ano. De lá para cá, nós temos trabalhado algumas questões de adaptação, já que ele trabalhava de outra forma com o Fernando. Temos nos identificado bastante e, aos poucos, nós vamos criando uma sintonia. Não vai ser igual ele tinha com o irmão, mas nós vamos tentar que seja próximo do que eles tinham", destacou Adriano, técnico de bocha desde 2011.

Na temporada 2017, a nova dupla técnico e atleta alcançou bons resultados. “Nós fomos para a Copa América de Cali, na Colômbia, e eu fiquei em terceiro lugar no individual e em primeiro nos pares”, lembrou Tó.

“Na verdade, foi um desafio e uma grande responsabilidade ter um campeão paralímpico nas minhas mãos. Nós estamos caminhando em direção ao nossos objetivos. Os dez primeiros no ranking mundial garantem vaga para os Jogos de Tóquio 2020. O Tó está entre os 20, vamos trabalhar para subir no ranking”, enfatizou Adriano.

A Seleção de Bocha tem atletas de cinco estados brasileiros e terá mais quatro fases de treinamentos. O calendário da modalidade conta com quatro competições internacionais: World Open de Montreal (Canadá), em abril; Open Regional de São Paulo, em maio; World Open de Povoa (Portugal), em julho; Campeonato Mundial, em Liverpool, em agosto.

Fonte: cpb.org.br

Jovens halterofilistas são destaques no primeiro dia de competição em Aracaju

Leandro Martins/MPIX/CPB
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Lara Aparecida Ferreira, até 49kg

Por CPB

Começou nesta sexta-feira, 23, a etapa regional Norte-Nordeste de atletismo, halterofilismo e natação do Circuito Loterias Caixa, em Aracaju, Sergipe. Até este domingo, 25, a Universidade Tiradentes (Unit) será palco da competição.

As disputas do halterofilismo abriram a fase regional Norte-Nordeste na manhã desta sexta-feira,23, com quebra de recordes brasileiros, júnior e adulto. Ao todo, 112 halterofilistas estão inscritos, e a partir dos resultados desta competição a coordenação-técnica convocará os atletas da Seleção Brasileira para o Campeonato Aberto Europeu, na França, em maio.

A atleta Lara Aparecida, da CDDU/MG, de apenas 14 anos, da categoria até 41kg, bateu recorde brasileiro júnior ao levantar 66kg. A marca também lhe rendeu a melhor performance do país entre os adultos. A jovem halterofilista treina há quatros anos com um dos técnicos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) da modalidade, Weverton Santos, em Uberlândia.

Outro jovem halterofilista que obteve bons resultados foi Lucas Santos, de 16 anos, que faturou a medalha de bronze na categoria até 49kg. No ano passado, o amazonense sagrou-se campeão mundial júnior de halterofilismo em sua categoria, no México. Em Aracaju, Lucas levantou 102 kg e fez a sua melhor marca pessoal.

Para o coordenador-técnico do halterofilismo, Felipe Dias, a competição começou bem e até o surpreendeu. “Pelos resultados é possível ver que os atletas fizeram uma ótima pré-temporada. Os extremos de categoria, como a até 41kg, são categorias difíceis. A Lara é a nossa primeira atleta dessa categoria, mulher, com grandes chances de se tornar muito competitiva a nível internacional. Ela é nova, sem vícios, está com um bom técnico, tem muito o que evoluir devido à idade dela”, destacou Felipe.

Mais três atletas estabeleceram novos recordes brasileiros: João Maria de França, até 49kg, bateu a marca em duas pedidas de peso ao levantar 141kg; Maria Luzineide, até 50kg, colocou 82kg na barra e teve o movimento válido; e Rene Belcassia, até 55kg, com 87kg.

O halterofilismo conta com três etapas nacionais e o Campeonato Brasileiro, evento que reunirá os melhores do ano. A segunda fase nacional será realizada em abril, de 13 a 15, durante a regional Centro-leste, em Goiânia (GO). A terceira etapa nacional e o Campeonato Brasileiro acontecerão no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, em junho e outubro, respectivamente.

Imprensa

Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a etapa regional Norte-Nordeste do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa da arena para identificação.

O Circuito

O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais serão separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios

O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação e halterofilismo tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço

Data: 23, 24 e 25 de março
Cidade: Aracaju (SE)
Universidade Tiradentes (UNIT)
Endereço: Avenida Murilo Dantas, 300 – Farolândia – Aracaju (SE)

Programação* 

Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação - Etapa Regional Norte-Nordeste
Sexta-feira (23/3) – 9:30h às 12:30h e 15:30 às 19h
Sábado (24/3) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (25/3) - 8h às 12h
*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br


Brasileiros celebram evolução no segundo dia do Mundial de Paraciclismo do Rio

Imagem

Por CPB

Os atletas da Seleção Brasileira de paraciclismo mostraram evolução e muita garra durante o segundo dia de competição no Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista, disputado no Velódromo do Parque Olímpico do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. A competição segue até o próximo domingo e tem entrada gratuita.

A dupla brasileira da Tandem, formada pelas ciclistas Marcia Fanhani e Taise Benato (Piloto), terminaram o dia como um dos destaques da Seleção. As atletas disputaram a prova de Perseguição Individual e finalizaram a corrida classificatória na sexta colocação, com o tempo de 3min50s186. O resultado, 20 segundos mais rápido do que o tempo feito na Rio 2016, foi visto com muita alegria pela delegação.

“É um resultado de todo o trabalho que está sendo desenvolvido no Paraciclismo brasileiro. Apesar de não ter conseguido avançar para a disputa de medalhas, terminamos a prova na sexta posição e ainda vinte segundos mais rápidos do que o tempo marcado nos Jogos. Essa evolução é muito importante para as atletas se sentirem confiantes e cada vez mais próximas da disputa por medalhas”, declarou Claudio Civatti, técnico da seleção.

Para Marcia Fanhani, mais importante do que vencer é enxergar a evolução dentro da pista e o crescimento da modalidade em todas as categorias.

“Fizemos uma prova muito consistente, com a consciência que estaríamos competindo contra as melhores do mundo. Participar do Mundial já está sendo uma experiência única, mas estou muito feliz pelo tempo que fizemos e também por estar percebendo um forte crescimento da nossa modalidade”, destacou Marcia, que é deficiente visual.

Os atletas Marcelo Lemos e Christian Novello (Piloto) terminaram a prova de perseguição individual da Tandem na 13ª colocação. Já no 1km contrarrelógio da categoria C1 masculino, a seleção competiu com Carlos Soares, que terminou na 11ª colocação. Fabio Lucato, da categoria C3, finalizou a prova do 1km contrarrelógio na 16ª posição.

Programação

Neste sábado (24), a sessão da manhã será aberta, a partir das 10h. Lauro Chaman disputa medalhas na prova de Perseguição Individual (4km) da categoria C5, enquanto Soelito Gohr faz a prova de Scratch. Na prova contrarrelógio da Tandem, a seleção participa com Marcia Fanhani e Taise Benato (Tandem) e Marcelo Andrade e Marcos Novello (Piloto).

O Paraciclismo é o terceiro esporte no ranking dos que mais dão medalhas em Jogos Paralímpicos, atrás apenas do atletismo e da natação. O Mundial é composto por três provas em cada umas das categorias – Tandem (para cegos), C1, C2, C3, C4 e C5 (para pessoas com deficiências físico-motoras e amputados) tanto no masculino quanto no feminino. Além disso, há uma prova de Sprint com equipes mistas.

O Mundial de Paraciclismo de Pista é uma realização da CBC, com suporte da Agência de Legado Olímpico (AGLO), do Ministério do Esporte e do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Com informações da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC)

Fonte: cpb.org.br

Troféu Thiago Pereira cria categoria paralímpica e realiza etapa no CT Paralímpico

Daniel Zappe/MPIX/CPB
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Ana Karolina Soares, da classe S14, competirá neste domingo no Troféu Thiago Pereira.

Por CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, recebe no domingo, 25, a primeira etapa classificatória do Troféu Thiago Pereira – Circuito FAP 2018. Pela primeira vez, o torneio terá uma categoria para nadadores paralímpicos e uma outra especifica para atletas com síndrome de Down.

No Troféu Thiago Pereira, na categoria paralímpica, podem participar nascidos entre os anos 2000 a 2003, das 14 classes funcionais, assim como os nadadores com síndrome de Down. Atletas como João Pedro Drumont, da classe S9, que integra a Seleção Brasileira de jovens da natação, e Ana Karolina Soares, S14, destaques das Paralimpíadas Escolares do ano passado e recordista brasileira em sua classe.

“É interessante por ser uma competição inclusiva, existem poucas com atletas convencionais e paralímpicos”, destacou Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A competição é dividida em quatro etapas classificatórias e a super final. Todas serão no estado de São Paulo. A segunda etapa será no dia 12 de maio, em Americana, a terceira no dia 26 do mesmo mês, em Ribeirão Preto. Em agosto acontecerá a quarta e última fase classificatória, em São José dos Campos. Para definirem os nadadores que disputarão a super final, que acontecerá em 29 de setembro, será utilizada a tabela de índice técnico de cada prova/classe, para os atletas paralímpicos. A soma destes índices classificará os nadadores para super final.

Esta será a terceira edição da competição que recebe o nome do nadador Thiago Pereira, maior medalhista em Pan-Americano com 23 medalhas. O atleta também conquistou a prata nos 400m medley nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 23 de março de 2018

Universidades federais de todo o país vão ter cota para pessoas com deficiência física

Toda Universidade Federal já reserva 50% das vagas para cotas raciais e sociais. Parte dessas vagas, a partir de agora, vai para os deficientes. Para concorrer as vagas nas universidades federais pelo Sisu, o aluno precisa ter estudado em escola público e feito o Enem.


Este ano, todas as universidades federais vão ter cota para pessoas com deficiência física.

Algumas já estão se adaptando.

Toda Universidade Federal já reserva 50% das vagas para cotas raciais e sociais. Parte dessas vagas, a partir de agora, vai para os deficientes.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) já está se preparando. A expectativa é receber até 700 calouros que deverão apresentar laudo médico e passar por perícia. As necessidades dos deficientes variam muito. Mas, alguns equipamentos para ajudar no aprendizado já estão disponíveis.

Em um lugar tão grande, como o deficiente visual pode se orientar sem o piso tátil? Também não vai ser fácil para quem depende de uma cadeira de rodas. Tem mais: faltam banheiros adaptados e elevadores em alguns prédios. A UFMG admite que ainda precisa dar muitos passos para garantir a acessibilidade.

“Não tem cabimento a gente colocar as pessoas nas instituições de ensino superior se a gente não oferecer o suporte necessário ou a acessibilidade necessária para isso”, diz Adriana Valadão, diretora do núcleo de acessibilidade e inclusão da UFMG.

Para concorrer as vagas nas universidades federais pelo Sisu, o aluno precisa ter estudado em escola público e feito o Enem.

Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), trinta e cinco alunos com deficiência foram aprovados pelo Sisu no semestre passado. No campus faltam elevadores, rampas e piso tátil. Mas, já tem um programa que treina professores e oferece monitoria.

“A gente precisa de uma equipe que seja preparada, que seja uma equipe com conhecimentos específicos”, diz Adriene Santanna, coord. Núcleo Educação Inclusiva UFOP.

O Allef Câmara nasceu com uma síndrome que dificulta a concentração e a interpretação das matérias. Ele entrou para a universidade pelo sistema de cotas e já faz planos para quando se formar em Letras. "Eu quero ser escritor de livro, de série, de filme."

"Ele será um ótimo profissional e é isso que o Brasil precisa, de bons profissionais”, diz Elisângela Milagre dos Santos, mãe do Allef.

As inscrições para o Sisu - o Sistema de Seleção Unificada para universidades públicas - poderão ser feitas a partir do dia 29 de janeiro.

Prefeitura de Viçosa normatiza vagas de estacionamento para pessoas com deficiência e idosos

As novas regras para utilização de vagas especiais foram publicadas em um decreto assinado pelo prefeito e complementam resoluções do Contran.

Por G1 Zona da Mata

Vaga exclusiva para deficiente (Foto: Reprodução/TV Integração)
Vaga exclusiva para deficiente (Foto: Reprodução/TV Integração)

O prefeito Ângelo Chequer (PSDB) publicou nesta quarta-feira (21) um novo decreto que institui regras para emissão e utilização de credenciais de estacionamento em vagas especiais em Viçosa. O documento visa disciplinar a emissão e utilização dos cartões em estacionamentos públicos e privados.

No decreto, que complementa resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), fica determinado que “os veículos estacionados nas vagas reservadas deverão portar identificação a ser colocada em local de ampla visibilidade, confeccionado e fornecido pelos órgãos de trânsito, que disciplinarão sobre suas características e condições de uso”.

O idoso que quiser se cadastrar, deve levar a cópia do documento da identidade e comprovante de residência em nome do beneficiário com endereço em Viçosa na Diretoria de Trânsito.

Para as pessoas com deficiência e/ou dificuldade de locomoção, os documentos são os mesmos e também será exigido atestado médico. O modelo deve seguir o guia de serviços que está disponível no site da Prefeitura.

As credenciais terão validade de dois anos.

Fonte: g1.globo.com

Amigos da Inclusão: artesã cria linha de bonecos que promove o respeito às diferenças

Reprodução/Facebook
A linha "Amigos da Inclusão" traz bonecos de varias etnias e que retratam algum tipo deficiência
A linha "Amigos da Inclusão" traz bonecos de varias etnias e que retratam algum tipo deficiência

Diana Carvalho Do BOL, em São Paulo

Pelas mãos de Cristiane Mendonça, um brinquedo pode trazer muito mais que diversão. Ela, que cria bonecas e bonecos de pano, conseguiu inserir nas famílias um tema tão importante e pouco discutido na infância: a representatividade.

Tudo começou após o pedido de uma amiga. A artesã, que já fazia diversas bonecas e itens decorativos, recebeu a missão de criar um boneco para Guilherme. A mãe queria que o filho, com Síndrome de Down, tivesse um boneco em que pudesse se reconhecer.

                Reprodução/Facebook
                   
                 "Os bonecos de pano ajudam a falar sobre representatividade e inclusão"

"Quando fui entregar o boneco para Guilherme, levei a minha filha, Sofia, de 6 anos. Ela não parava de olhar pra ele, e ficou curiosa, já que nunca havia conhecido uma criança com Síndrome de Down Foi neste momento que senti a necessidade em discutir as diferenças e trabalhar a inclusão", contou Cristiane ao BOL.

Aos poucos, a artesã foi transformando o universo lúdico dos bonecos em pequenas doses de autoestima e empoderamento aos pequenos. Foi assim que surgiu a linha "Amigos da Inclusão", com bonecos que retratam crianças com algum tipo de deficiência, seja motora, visual ou auditiva.

"Fui percebendo que os bonecos ajudavam a falar sobre representatividade. Dessa maneira, o brincar lúdico se torna também pedagógico, promovendo a interação social e o respeito às diferenças", comenta.

Natural do Rio Grande do Norte, Cristiane hoje mora no Rio de Janeiro e por lá participa de feiras de artesanato com sua marca Bottega das Artes (que também faz vendas pelo site). Além disso, é possível encontrar o seu trabalho nas lojas Parceria Carioca, no Shopping da Gávea, no Jardim Botânico e no Museu do Amanhã.

"Amo trabalhos manuais e faço com amor. O que me encanta nos bonecos de pano é que cada um é único, com isso consigo valorizar o trabalho artesanal e ajudo os nossos pequenos a criar um vínculo de amizade, resgatando a importância do brincar livre e da fantasia das brincadeiras saudáveis", afirmou a artesã, que também é mãe de Samuel, de 13 anos.

Judocas treinam no CT Paralímpico para o Mundial de Lisboa em novembro

Daniel Zappe/CBDV/MPIX
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Por CPB

O maior desafio dos judocas brasileiros na temporada 2018 será o Campeonato Mundial de Judô Paralímpico IBSA em Lisboa, capital de Portugal, de 16 a 18 de novembro. Para darem o seu melhor nos tatames portugueses, 25 atletas permaneceram no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, após o Grand Prix Internacional de judô, para uma semana de treinos que encerra no domingo, 25.

No último sábado, 17, o GP Internacional reuniu no CT Paralímpico, em São Paulo, cerca de 150 atletas, com a presença de sete países e medalhistas dos Jogos Rio 2016. O Brasil fechou o evento com 11 ouros nas 13 categorias disputadas.

Além de mais seis semanas de treinamento, a Seleção Brasileira disputará outras três competições antes de embarcar para Portugal: a Copa do Mundo de Judô IBSA 2018 em Antalya, na Turquia, de 19 a 26 de abril, o Campeonato das Américas em Calgary, no Canadá, de 17 a 23 de maio, e o Grand Prix Infraero de Judô na capital do Rio de Janeiro, de 6 a 8 de setembro.

“O grande objetivo é voltar de Portugal com medalhas de ouro, então os atletas estão fazendo uma excelente preparação. Este ano já participamos de um campeonato internacional na Alemanha (German Open) e tivemos o Grand Prix Internacional aqui no CT, além das próximas competições que são ótimas oportunidades para eles enfrentarem adversários com os quais lutarão no Campeonato Mundial”, destacou Jaime Bragança, técnico da Seleção de judô.

No time que está em treinamento no CT Paralímpico, há representantes de nove estados brasileiros. Entre eles está Luan Pimentel, o único sul-mato-grossense do grupo. Ele foi bicampeão na categoria 73kg, no último GP Internacional, e sonha alto: “Eu procuro fazer bem cada passo da preparação e, nas competições ao longo do ano, vou aprimorar mais para chegar lá no Mundial e ter uma boa colocação, até mesmo um pódio, mas quero mesmo é fazer muitos pontos que o que vale para poder ir a Tóquio em 2020.”

Esta é a segunda das oito fases de treinamento que antecedem o Mundial de Lisboa. A próxima visita da Seleção Brasileira de judô ao CT, para treinos oficiais, será de 15 a 24 de abril, antes de disputar a Copa do Mundo na Turquia.

Fonte: cpb.org.br