sábado, 31 de março de 2018

Mães promovem evento em Itabaiana para falar sobre autismo

Encontro ocorrerá na segunda-feira (2) Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Por Anderson Barbosa, G1 SE, Aracaju

Evento ocorre em um shopping do município de Itabaiana (SE) (Foto: Rede Amazônica Roraima/Reprodução)
Evento ocorre em um shopping do município de Itabaiana (SE) (Foto: Rede Amazônica Roraima/Reprodução)

O grupo formado por cerca de 30 mães da Região Agreste de Sergipe promove na segunda-feira (2) o 1º Encontro de Mães e Autistas de Itabaiana, a partir das 17h, na praça do Shopping Peixoto. O evento é gratuito e ocorrerá no Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Aberto para a participação de toda a sociedade, o encontro é organizado pelo grupo Autismo Itabaiana, com o objetivo de discutir o assunto através dos relatos das mães, aliados as experiências dos profissionais como a fonoaudióloga Manuela Nascimento, a psicopedagoga Cláudia Juliana Oliveira Chagas, a psicóloga Gracyelle Barbosa da Mota e a terapeuta ocupacional Neany Barbosa.

“Vamos passar algumas horas discutindo sobre a temática, na tentativa de plantar a semente na sociedade sobre a importância da aceitação do autismo. Como mãe de autista, já vivencie várias situações de constrangimento. É uma batalha, mas cada dia estamos vencendo”, desabafa a bacharel em Direito, Roberta Rocha Ramos.

Ela ressalta que outra dificuldade enfrentada pelas famílias são os gastos com o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois precisam de atenção multiprofissional. “Neste evento são mães lutando para chamar a atenção das autoridades competentes para a necessidade de nos ajudar nesta causa. O tratamento é caro e muitas famílias não têm condição de manter”, desabafa.

Moisés e a mãe Roberta Ramos (Foto: Arquivo Pessoal)
Moisés e a mãe Roberta Ramos (Foto: Arquivo Pessoal)

Descobrindo o autismo

Roberta Rocha é natural de Cedro de São João e há sete anos mora em Itabaiana. A bacharel em Direto é mãe de Moisés, um garoto de 3 anos, que há cerca de dois anos foi diagnosticado com autismo. No ano passado, ela usou a sala de casa para explicar as pessoas sobre o que o filho tinha.

“A minha ideia era explicar aos vizinhos e amiguinhos dele sobre o que é o autismo. As crianças não entendiam, chamavam ele de nervosinho, foi quando percebi a necessidade de explicar o que ele realmente tinha”, conta.

Fonte: g1.globo.com

Calçadas irregulares e falta de rampas são obstáculos para idosos e pessoas com deficiência em Ribeirão Preto - Veja o vídeo

Cadeirantes reclamam de dificuldade para se locomover, inclusive próximo a serviços públicos. Prefeitura diz que obras do PAC contemplam adequações em 56 quilômetros de vias.

Por Jornal da EPTV 1ª Edição

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Falta de acessibilidade causa transtornos a pedestres em Ribeirão Preto

Entulho, lixo, galhos de árvores, calçadas irregulares, rampas em desnível ou construídas em apenas um dos lados da travessia são alguns dos muitos obstáculos relatados pelos deficientes físicos para se locomover pelos bairros de Ribeirão Preto (SP).

O Jornal da EPTV percorreu ruas e avenidas, e constatou que ainda falta acessibilidade aos cadeirantes, inclusive próximo a serviços públicos, com a Prefeitura e o Fórum, e pontos de grande movimento, como shoppings e estádios.

Em nota, a Secretaria de Planejamento e Obras Públicas informou que os projetos do PAC da mobilidade contemplam adequações em 56 quilômetros de vias ligadas aos eixos de transporte público.

Vendedor ambulante, Vilmar de Moura diz que tem dificuldade de transitar pela Avenida Francisco Junqueira, umas das principais da cidade, porque não há rampas em todos os cruzamentos. Quando elas existem, estão danificadas ou desniveladas em relação ao asfalto.

“Esse desnível entre o asfalto e a guia forma esse buraco que segura cadeira. O trânsito é muito perigoso. Para quem tem um pouquinho de habilidade, até vai. Mas, se a pessoa fica presa, pode acontecer um acidente feio”, afirma.

Travessia em frente a universidade tem rampa de acesso em apenas um lado da avenida (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)
Travessia em frente a universidade tem rampa de acesso em apenas um lado da avenida (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)

Um levantamento feito há três anos pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-RP) apontou que 84% das ruas nos bairros Jardim Macedo, Jardim Mosteiro e Jardim Paulista não contavam com rampas nas calçadas.

“As calçadas estão todas irregulares, então, mesmo nas esquinas com rampa, não adianta subir porque, às vezes, a calçada não permite passar”, afirma Souza. “Acho que o governo não tem um olhar carinhoso para as pessoas com deficiência, infelizmente”, desabafa.

No cruzamento da Avenida Meira Júnior com a Rua Camilo de Matos, por exemplo, há faixa de pedestres e rampa apenas na calçada, enquanto o canteiro central da avenida não é rebaixado, ou seja, o deficiente é surpreendido no meio do travessia.

“Eu saio para dar umas voltinhas com o meu netinho, e é um trabalho para descer o carrinho. Com a minha idade, é ruim para levantar. Mas, fazer o que? Precisa corrigir, tem muitas pessoas de idade que precisam das rampas”, diz a advogada Sônia Regina Belletti.

O vendedor ambulante Vilmar de Moura reclama de falta de acessibilidade em Ribeirão Preto (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)
O vendedor ambulante Vilmar de Moura reclama de falta de acessibilidade em Ribeirão Preto (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)

A situação flagrada no Jardim Paulista se repete na Avenida Costábile Romano, em frente a uma universidade, onde só há rampa em um dos lados da calçada. Depois que o deficiente acessa a rua, não consegue subir no canteiro central.

Ainda nessa avenida, em frente ao Estádio Santa Cruz, também não há rampas, apesar de um semáforo para travessia ter sido instalado no local há uma semana. Gramado, o canteiro central também é um obstáculo para idosos.

“Tenho medo porque já aconteceu acidente com várias pessoas. Eles deveriam fazer uma rampinha mais baixa. É dificuldade não só para mim, como para muitas pessoas, muitos idosos, cadeirantes, mulheres com crianças”, reclama a aposentada Maria Batista.

Avenida Professor João Fiusa, em Ribeirão Preto, tem rampa improvisada no gramado do canteiro central (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)
Avenida Professor João Fiusa, em Ribeirão Preto, tem rampa improvisada no gramado do canteiro central (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)

Responsabilidades

Especialista em planejamento e gestão de trânsito, Luiz Gustavo Correia explica que existem leis em âmbito federal, estadual e municipal que tratam do planejamento de mobiliário urbano para pessoas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida.

“A gente percebe que o planejamento, a execução, a liberação desse semáforo específico para pedestre não contemplou a acessibilidade. Então, e as pessoas com necessidade, não tem o direito de transitar, de ir e vir? Onde está o planejamento?”, ironiza.

Correia afirma também que é responsabilidade do proprietário do imóvel construir as rampas de acesso na calçada, mas cabe à Prefeitura orientar a forma correta de se fazer, assim como fiscalizar a manutenção.

“Em um comércio, por exemplo, onde há grande fluxo de pessoas, a gente tem que contemplar acessibilidade. O proprietário vai fazer a rampa e a Prefeitura vai fazer a fiscalização, e liberar o local para que as pessoas tenham segurança no seu transitar”, diz.

Fonte: g1.globo.com

Médica que anunciou 'morte assistida' no Facebook busca sentido para vida na pesquisa de síndrome

A médica Letícia Franco
Antes de começar a ter crises por conta da doença autoimune, Letícia Franco trabalhava como oftalmologista em Cuiabá Foto: Arquivo pessoal

Lígia Mesquita Da BBC Brasil em Londres

Logo que atende a chamada telefônica por vídeo, Letícia Franco, de 36 anos, se desculpa por estar desarrumada. Ajeita-se rapidamente na cama, vestida de camiseta e calça legging, e aponta o pescoço para a repórter. "Tá vendo aqui essa cicatriz feia? É do respirador que eu usei ano passado", diz à BBC Brasil sobre a traqueostomia pela qual passou. O procedimento consiste em fazer um orifício na traqueia para colocar um tubo que ajuda o ar a chegar aos pulmões.

A médica de Cuiabá retornava de mais uma de várias internações em hospitais que acumula desde 2010 - só na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) foram 34 vezes. O grande sofrimento causado por uma doença crônica degenerativa fez com que ela postasse, dias antes da conversa com a BBC Brasil, uma espécie de despedida nas redes sociais: "Em 16 dias estarei longe, na Suíça, fazendo o que me deixará livre da dor e do medo. Acho que amanhã ou depois desligo esse facebook [...] (sic) Toda minha família deixo meu mais sincero amor", postou no dia 1º de março.

A viagem à Suíça citada na mensagem apontava para o plano de suicídio assistido em uma conhecida clínica que oferece esse serviço para pacientes terminais que desejam por um fim a sua vida, prática que é legal naquele país, ao contrário do que acontece no Brasil.

O recado no Facebook comoveu várias pessoas e chegou ao portal cuiabano O Livre. Sua posterior repercussão a fez apagar a mensagem logo depois.

A decisão de colocar fim à vida, segundo a oftalmologista, foi extremamente difícil e envolveu questões religiosas. No momento, Franco afirma ter suspendido o plano - a possibilidade de poder ter seu caso estudado e ajudar outras pessoas que tenham a mesma doença a levou a mudar de ideia.

Há oito anos, Letícia foi primeiramente diagnosticada como portadora de uma doença autoimune chamada dermatopolimiosite. Doenças autoimunes são aquelas em que o organismo passa a atacar células saudáveis do próprio corpo. No caso da dermatopoliomiosite, o principal efeito é sobre os músculos e a pele. Mas pela complexidade de seu quadro, recebeu, mais tarde, outro diagnóstico: de ter uma rara síndrome ligada ao uso de próteses de silicone.

Em sua primeira internação, quando seus membros ficaram paralisados e ela mal conseguia abrir os olhos, conta ter passado três meses no hospital. "Nunca tinha ouvido falar nessa doença, não lembro de ter estudado isso na faculdade. Ali eu soube que meus músculos estavam morrendo. Eu corria, participava de competições, malhava muito. Tenho 1,73 m e cheguei no hospital pesando 78 kg, a maior parte de músculo. Quando eu tive alta estava pesando 43 kg."

O primeiro diagnóstico veio quando ela estava de casamento marcado. A perspectiva de ter crises ainda piores, fez com que seu então noivo terminasse o relacionamento, segundo ela. "Eu estava horrorosa, ele não quis mais saber. Como ele era médico também, sabia que ia ser difícil e falou pra eu ficar sendo cuidada pelos meus pais."

Franco passou a ter crises da doença a cada quatro meses - e manifestou sintomas de outras enfermidades, como lúpus e esclerodermia. Em decorrência da alta carga de cortisona tomada, relata ter desenvolvido osteoporose e passado a sofrer fraturas a cada vez que caía ou batia em algum lugar - quebrou braço, perna e até o queixo.

Hoje, Franco se locomove em cadeira de rodas e afirma que a dor que sente é tanta que precisa tomar morfina de quatro em quatro horas - algumas vezes em que a BBC Brasil tentou contato com a médica, ouviu de sua enfermeira que ela estava dormindo após ter ingerido essa medicação.

Síndrome Asia

Há três anos, o quadro de Franco piorou. Além das dores nas articulações e músculos, e as constantes paralisias, começou a ter paradas respiratórias e outros sintomas inesperados para a doença que supunha ter.

Foi então que um médico do Hospital das Clínicas de São Paulo a diagnosticou como portadora de uma nova síndrome, chamada Asia (sigla em inglês para síndrome autoimune/autoinflamatória induzida por adjuvantes), que ainda está sendo estudada e sequer foi definitivamente reconhecida no mundo científico.

Os adjuvantes, que detonam a reação, são elementos externos que basicamente estimulam os anticorpos de quem é geneticamente propenso a ter doenças autoimunes a atacar o próprio organismo. Até agora, entre as substâncias estranhas ao corpo humano identificadas como tendo efeito adjuvante estão implantes de silicone e alguns tipos de vacina.

Franco relatou que ela e o reumatologista que a atendeu no Hospital das Clínicas, em São Paulo, acreditam que a prótese de silicone colocada pela primeira vez aos 18 anos, e que se rompeu anos depois, teria sido a responsável para que ela desenvolvesse a doença. Contatado pela reportagem, o médico não quis dar entrevista.

Os sintomas da síndrome, segundo os estudos, se assemelham muito aos de algumas doenças autoimunes, como a dermatopolimiosite, com a qual Franco foi inicialmente diagnosticada. Os mais comuns relatados são dores e inflamações dos músculos e nas articulações, fadiga crônica, comprometimento cognitivo, perda de memória e manifestações neurológicas associadas à desmielinização (quando há algum tipo de perda ou danificação da bainha de mielina dos nervos, como na esclerose múltipla).

"O médico então me disse que essa doença também não tinha cura [como a dermatopolimiosite], que eu ia continuar tendo crises e podia tentar tratamentos paliativos", lembra Franco. "Aí eu falei: doutor, e agora? O que vai ser de mim? Eu sabia que ia piorar mais...E eu não queria isso."

Letícia no hospital
A médica em uma das suas internações - só de UTI foram 34 Foto: Arquivo pessoal

Quero partir

Foi no ano passado, quando foi internada e fez a traqueostomia para poder respirar, que começou a pensar no suicídio assistido. Como médica, ela sempre defendeu que pacientes de doenças incuráveis ou com morte cerebral pudessem ter essa opção.

"Eu não quero morrer cheia de tubos, ter uma morte sofrida, horrível como eu sei que é. Se fosse só eu que sofresse, tudo bem. Mas é a família inteira que sofre. A coisa mais difícil é olhar para o olho da mãe e do pai e ver a tristeza enorme que eles têm por você estar com dor, ver eles sem esperança de que você vá melhorar, esperando por um milagre", diz ela, cujos pais também são médicos.

"Quantas vezes minha mãe pegou na mão e disse 'Descansa, que vai ficar tudo bem.' E eu via aquele olhar cheio de lágrimas. Isso pra mim dói mais que a doença, eu tô matando meus pais com tudo isso. Por isso pensei: se eu não posso voltar atrás e não ter essa doença, o que posso tentar é um final melhor, com dignidade."

Católica praticante, a oftalmologista conta que a decisão pela eutanásia a fez perder algumas noites de sono. "Tinha medo de Deus não me perdoar. Dizem que quem comete suicídio vai para o inferno", fala.

A coisa mais difícil é olhar para o olho da mãe e do pai e ver a tristeza enorme que eles têm por você estar com dor, ver eles sem esperança de que você vá melhorar, esperando por um milagre

Ao receber um e-mail com instruções da clínica de morte assistida Dignitas, na Suíça, Franco comunicou a decisão aos pais. Em um primeiro momento, eles aceitaram levá-la até o local. Mas depois desistiram da ideia. "Minha mãe me disse 'Como eu posso te levar pra morrer? Eu pedi tanto para ter uma filha, como vou fazer isso?'."

Se fosse a situação oposta, ela assegura que levaria os pais doentes em direção ao fim escolhido.

Desesperada com a negativa da família, a médica conta que tentou tirar a própria vida com um bisturi dias após o post de "despedida" no Facebook. Foi salva pelos pais e ficou internada mais alguns dias.

Nesse período no hospital, Franco consultou três padres. "Falei pra eles do sofrimento meu e da minha família e perguntei se Deus ia me perdoar, se estava vendo a cruz que eu carrego", diz. "Um me perguntou o que eu faria se fosse o contrário, se eu levaria minha mãe [para morrer]. E eu disse que sim, eu levaria. E todos me falaram que não iriam interferir na minha decisão, que só Deus conhecia meu coração."

Cobaia

Logo depois, recebeu um e-mail que a fez suspender o plano do suicídio assistido. Ela havia escrito para o médico israelense Yehuda Shoenfeld, um dos principais pesquisadores da síndrome Asia no mundo, relatando seu caso e oferecendo-se para servir de cobaia para suas pesquisas sobre a doença.

Na mensagem, à qual a BBC teve acesso, o cientista, que é professor da Universidade de Tel Aviv, sugere que Franco tentasse se submeter a um dos tratamentos recomendados por ele para tentar evitar crises, mas não se compromete a recebê-la para estudar seu caso.

Mesmo assim, Franco diz que pretende ir a Israel conhecer Shoenfeld. "Eu sou médica, minha vida toda foi doação, então pensei que é um final justo eu poder ajudar os outros."

Franco com um colega de corrida em Cuiabá
Franco era corredora antes de adoecer; hoje ela se locomove em cadeira de rodas Foto: Arquivo pessoal

Ajudar os outros

Em entrevista à BBC Brasil, Shoenfeld afirma que a síndrome Asia não é terminal. "Tem gente que vive 94 anos e tem gente que pode viver quatro meses, assim como acontece com quem tem outras doenças autoimunes. Não significa que alguém vá morrer", diz.

O especialista diz ter identificado cerca de 300 casos no mundo e alega que a síndrome só não é mais conhecida no meio científico "por pressão da indústria de vacinas e de próteses de silicone".

A Sociedade Brasileira de Reumatologia, por meio da médica Gecilmara Pileggi, membro da comissão de doenças endêmicas e infecciosas da entidade, afirma que a síndrome Asia não foi reconhecida como doença e que é preciso muita cautela antes de dizer que ela é causada por alguma vacina.

A mesma posição tem a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "O silicone pode causar reações em casos raríssimos quando a prótese se rompe e algumas moléculas entram em contato com a corrente sanguínea. Mas essa síndrome é raríssima e ainda necessita ser estudada", diz o cirurgião Paulo Godoy, responsável pela área de biomateriais e próteses da entidade.

Franco está convencida que é portadora da síndrome. Diz ter ciência de que não deve viver muito, o que a fez alterar sua perspectiva sobre as coisas. "Nesse tempo todo eu aprendi a dar valor e a gostar das pequenas coisas, a ver a vida de outro jeito. Hoje me dá alegria ficar com a família, ver uma série na TV ou cuidar de algum gatinho da rua."

Letícia Franco antes de ficar doente
A médica diz que desistiu da eutanásia por enquanto para tentar ajudar outros pacientes com a mesma doença Foto: Arquivo pessoal

Fonte: bbc.com



Quatro equipes continuam na disputa do título do Centro-Norte de futebol de 5

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Quatro equipes continuam na disputa do título do Centro-Norte de futebol de 5

Foram definidas as semifinais do Regional Centro-Norte de futebol de 5. Após quatro partidas, válidas pela última rodada da primeira fase, o ISMAC-MS garantiu a liderança do Grupo A e vai enfrentar a AMC-MT. A outra vaga na decisão será entre ABDV-DF e CFCP-PA. Os jogos serão neste sábado, 31, no ginásio Amando Grecco, em Trindade, região metropolitana de Goiânia, a partir das 14h.

Garantida na semifinal com uma rodada de antecedência e com a liderança assegurada, a ABDV-DF enfrentou na última rodada da fase de grupos uma AMC-MT com bastante apetite. O time de Mato Grosso precisava da vitória para avançar e partiu para o ataque. O jogo truncado, com possibilidades para ambas as equipes foi decidido nos detalhes. O pênalti sofrido por Jorge Villalba foi crucial para os cuiabanos saírem com a vitória. Teófilo Sanchez cobrou e garantiu a classificação com o triunfo por 1

Pelo Grupo A, ISMAC-MS e CFCP-PA chegaram na última rodada rigorosamente iguais em todos os critérios de desempate. E caso a partida terminasse empata haveria sorteio para decidir quem seria o primeiro colocado. Mas Toninho não permitiu que o destino das equipes fosse decidido na sorte e com um belo gol deu a vitória para o time de Campo Grande por 1 a 0.

Além do título, as equipes disputam ainda a vaga na Série B. Exceto a AMC-MT, time que joga a primeira divisão, as outras três semifinalistas buscam uma das duas vagas no grupo de acesso do futebol de 5 nacional. E, às 14h, ISMAC-MS x AMC-MT iniciam a partida que garante a primeira finalista. Em seguida, às 15h30, será a vez de ABDV-DF x CFCP-PA.

Transmissão

A competição será transmitida ao vivo pela Rádio CFA.

Acesse o link:  https://bit.ly/2fFnRmX

Confira a tabela completa: https://bit.ly/2I7ewjU

Serviço

Regional Centro-Norte de Futebol de 5

Data: 29/3 a 1/4

Horário: 14h e 15h30 (31/3); e 8h e 9h30 (1/4)

Local: Ginásio de Esportes Amando Grecco

Endereço: Avenida Manoel Monteiro - Trindade/GO

Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Brasil estreia na Malmo Intercup de goalball com três vitórias e uma derrota

Foto: Leandro Martins/CPB/MPIX
Time masculino conseguiu duas vitórias maiúsculas.
Legenda: Time masculino conseguiu duas vitórias maiúsculas.

O Brasil conquistou três vitórias no primeiro dia da Malmo Intercup, disputado na Suécia com a presença das dez seleções melhores ranqueadas e que estarão no Campeonato Mundial marcado de 3 a 8 de junho, na mesma cidade que dá nome ao evento preparatório.

Pela categoria masculina, os atuais campeões mundiais venceram a Bélgica por 12 a 2. No segundo jogo da equipe no primeiro dia do evento, foi a vez de derrotar os donos da casa, quase pela mesmo placar: 11 a 2, e lideram o Grupo A. Neste sábado, 31, o Brasil enfrenta a Turquia às 7h40, e para fechar a primeira fase, o Canadá, às 12h20.

“Viemos com o objetivo de sair com a defesa menos vazada da competição, e por enquanto estamos atingindo a nossa meta. No próximo jogo vamos enfrentar a Turquia com uma bola quicada, um pouco mais pesada, e depois o Canadá, que é aquele jogo mais tradicional que estamos acostumados”, projetou o técnico Alessandro Tosim.

Na disputa feminina, as meninas do Brasil estão em segundo na chave X. A estreia foi animadora e vitória indiscutível por 7 a 0. Mas no jogo seguinte, a equipe acabou sendo derrotada pela Rússia por 5 a 2. Mesmo com revés a seleção canarinho só depende de si para ficar com a ponta do grupo. E para isso, precisa de vitória nas duas próximas partidas. Às 8h50 contra o Japão, e depois, às 13h30, contra a Argélia.

As partidas serão transmitidas ao vivo pela internet pela página oficial do evento no facebook (clique para acessar). Fique por dentro dos jogos do Brasil no link:  http://bit.ly/2GlfhWh

Fonte: cbdv.org.br




ABDV-DF garante vaga nas semifinais do Regional Centro-Norte de futebol de 5

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
ABDV-DF garante vaga nas semifinais do Regional Centro-Norte de futebol de 5
Legenda: ADBDV-DF derrotou a ASCEPA-PA no jogo de abertura.

A bola rolou nesta quinta-feira, 29, no ginásio Amando Grecco, em Trindade, região metropolitana de Goiânia, no primeiro dia do Regional Centro-Norte de futebol de 5. Com duas vitórias, a ABDV-DF foi a primeira equipe a garantir classificação para as semifinais da competição.

Os candangos abriram o regional contra a ASCEPA-PA e venceram com grande atuação de Abraão Vieira, autor de dois gols na vitória de 3 a 1. Na segunda vez que entrou em quadra, o time de Brasília conseguiu garantir vaga para a próxima fase com uma rodada de antecedência ao vencer a ADVAM-AM pelo placar mínimo alcançado com o oportunismo de Leandro Silva.

Ainda pelo Grupo B, a AMC-MT empatou as duas partidas que fez. No primeiro jogo os matogrossenses saíram atrás contra a ADVAM-AM, mas conseguiram buscar a igualdade em 1 a 1. Já no jogo que encerrou o dia, a equipe não saiu do zero contra a ASCEPA-PA, que com o empate continua na briga pela segunda vaga do grupo na próxima fase.

Na chave A, o CFCP-PA contou com grande atuação de Davison Monteiro para derrotar a UNIACE-DF por 2 a 0. A outra equipe do grupo é o ISMAC-MS, que ainda não estreou na competição. E vai encarar duas partidas nesta sexta-feira, 30, em busca da classificação.

Às 9h, os sul-matogrossenses enfrentam a UNIACE-DF. Em seguida, às 10h30, será a vez de ADVAM-AM x ASCEPA-PA duelarem ainda em busca da vaga. À tarde, mais dois jogos movimentam a última rodada da primeira fase. A ABDV-DF encara a AMC-MT, às 17h, e fecham o dia CFCP-PA x ISMAC-MS, às 18h30.

Vaga na segundona

Além do título em disputa as equipes jogam por duas vagas na Copa Loterias Caixa - Série B. Exceto a AMC-MT, equipe da elite do futebol de 5 nacional, todas as outras seis estão no páreo, sendo assim, as duas melhores colocadas ao final da competição garantem um lugar na divisão de acesso.

Transmissão

A competição será transmitida ao vivo pela Rádio CFA.

Acesse o link: https://bit.ly/2fFnRmX

Confira a tabela completa: https://bit.ly/2I7ewjU

Serviço

Regional Centro-Norte de Futebol de 5

Data: 29/3 a 1/4

Horário: 9h, 10h30, 17h e 18h30 (30/3); 14h, 15h30 (31/3); e 8h e 9h30 (1/4)

Local: Ginásio de Esportes Amando Grecco

Endereço: Avenida Manoel Monteiro - Trindade/GO

Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Brasil desembarca na Suécia para a disputa do Intercup de goalball

Foto: Leandro Martins/CPB/MPIX
Seleção masculina comemora o título do Campeonato das Américas 2017.
Legenda: Seleção masculina comemora o título do Campeonato das Américas 2017.

A seleção brasileira de goalball desembarcou nesta quinta-feira, 29, em Malmo, Suécia, onde irá participar do Intercup até o próximo domingo. A competição serve como preparação para a disputa do Campeonato Mundial, que será realizado na mesma cidade no mês de junho.

O evento contará com a participação de dez países, em cada modalidade, todos classificados para o Mundial. O time masculino brasileiro está no Grupo A ao lado de Bélgica, Suécia, Turquia e Canadá. A outra chave conta com a presença da Lituânia, Alemanha, EUA, Argélia e Japão.

Pela categoria feminina, o selecionado canarinho tem a companhia de Japão, Rússia, Argélia e Grécia, enquanto o outro grupo tem Turquia, EUA, Canadá, Grã Bretanha e Suécia.

As duas melhores equipes de cada chave avançam para as semifinais. A estreia do Brasil será na madrugada desta sexta-feira, 30, às 5h20, contra a Bélgica pela categoria masculina, e em seguida, às 6h30, será a vez das meninas entrarem em quadra para encarar a Grécia.

As partidas serão transmitidas ao vivo pela internet pela página oficial do evento no facebook (clique para acessar). Fique por dentro dos jogos do Brasil no link:  http://bit.ly/2GlfhWh

Fonte: cbdv.org.br

Florianópolis recebe II Seminário Regional Escolar Paralímpico de 4 a 6 de abril

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Por CPB

A Academia Paralímpica, braço educativo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), organiza na próxima semana, de 4 a 6 de abril, o segundo Seminário Regional Escolar Paralímpico, em Florianópolis, Santa Catarina. O objetivo é difundir o conhecimento sobre o esporte adaptado. Ao longo do ano, serão seis encontros que atendem a todas as regiões do país. O primeiro deles foi em Belém, Pará, no mês de março.

Na capital catarinense, os estados atendidos serão Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Cerca de 200 pessoas estão inscritas nos cursos, palestras, mesas redondas, conferências e apresentações de trabalhos científicos na capital catarinense. Belém recebeu o mesmo número de inscrições.

Em todos os seminários, haverá três cursos-padrão, sendo cada um sobre um tipo de deficiência: visual, física e intelectual. O projeto espera atender 1260 profissionais da área de educação e de saúde ligados ao esporte. Para participar do seminário, os inscritos precisam estar vinculados com alguma instituição de ensino.

Ainda em abril, será realizado o seminário referente a região Nordeste em Natal, Rio Grande do Norte, de 18 a 20. No mês seguinte, será a vez de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, de 2 a 4 de maio. Depois, o evento retornará à região Norte de 23 a 25 de maio em Manaus, Amazonas. Por fim Belo Horizonte, Minas Gerias, de 6 a 8 de junho.

Para mais informações, acesse o link:  www.seminarioescolar.cpb.org.br

Fonte: cpb.org.br

Projeto inédito do CPB, Centro de Formação Esportiva começa nesta segunda-feira, 2

MPIX/CPB
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Por CPB

Começa nesta segunda-feira, 2, o Centro de Formação Esportiva - Esportes Paraolímpicos. O inédito projeto promoverá a iniciação em modalidades adaptadas de mais de 330 jovens residentes nos municípios de São Paulo e da Grande ABC. Para isso, será utilizada a estrutura do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Crianças de 10 a 17 anos com deficiência visual, intelectual ou física - dentro da classificação funcional reconhecida no esporte paralímpico - irão praticar atletismo, bocha, futebol de 5, goalball, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado. Como muitos destes alunos nunca competiram e, consequentemente , não possuem classificação funcional, ocorrerão festivais mensais para tal fim.

O projeto tem como objetivo a experimentação, de forma que cada jovem aprenderá as modalidades elegíveis para sua deficiência. Por exemplo, um atleta deficiente visual poderá ter atendimento de atletismo, natação, judô, goalball e futebol de 5, passando, no máximo, três meses em cada uma delas. O Centro de Formação Esportiva disponibilizará, além do atendimento esportivo, transporte, lanche, uniforme e material, gratuitamente.

“O esporte é uma das ferramentas mais eficazes para a integração de uma pessoa com deficiência na sociedade, de sua afirmação pessoal e descoberta de limites. Esse projeto é importante para mostrar às crianças que elas podem praticar esportes e fazer coisas que elas consideravam inimagináveis na vida delas”, destacou Elza Leão, coordenadora do projeto.

Inicialmente, os atendimentos acontecerão de segunda a quinta-feira, em dois horários: das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30. Os alunos serão divididos em aulas duas vezes por semana, em um dos horários, podendo ser às segundas e quartas ou às terças e quintas-feiras.

Ainda há vagas disponíveis. Pessoas dentro da faixa etária estipulada pelo projeto podem ser inscritas por meio do endereço formacaoesportivaparalimpica@cpb.org.br ou pessoalmente no CT Paralímpico (Rodovia dos Imigrantes, km 11.5, São Paulo).

Fonte: cpb.org.br


Museu do Amanhã realiza seminário sobre autismo

O seminário, que acontece nos dias 4 e 5 de abril, reunirá profissionais renomados; as inscrições gratuitas pelo site da instituição

Imagem Internet/Ilustrativa
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Em celebração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo – comemorado em 2 de abril, data criada pela ONU –, o Museu do Amanhã promove na próxima quarta e quinta-feira, dias 4 e 5/04, o I Seminário Rio TEAMA: Autismo tem Tratamento. O objetivo é propor debates que contribuam para a melhoraria da qualidade de vida da comunidade autista do Brasil e de seus familiares.

O seminário apresentará palestras sobre os mais avançados tratamentos, contemplando informações sobre o diagnóstico, medicação e terapias. O evento contará ainda com profissionais nacionais e internacionais renomados, como o médico Carlos Gadia, diretor do Dan Marino Center, Miami Childrenʼs Hospital, centro de referência para avaliação e tratamento de autismo e outras desordens de neurodesenvolvimento. Confira programação completa no site da instituição.

Novidade na programação
A partir de abril, o Museu do Amanhã passará a oferecer, uma vez por mês, às quartas-feiras, visita mediada especialmente para autistas e pessoas com deficiência intelectual. A atividade será sempre às 9h, antes da abertura da instituição ao público, com ambiente especialmente preparado – luz e som ambiente reduzidos. Cada grupo poderá ter até 20 pessoas.

Jornalistas interessados devem se credenciar pelo e-mail  imprensa@museudoamanha.org.br.

O quê: I Seminário Rio TEAMA: Autismo tem Tratamento
Quando: 4 e 5/4, das 9h às 18h
Onde: Auditório do Museu do Amanhã
Endereço: Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro

Fonte: vidamaislivre.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Não se deixe enganar! A LBI favorece a aprendizagem e não subtrai direitos!

Você sabia que as empresas são obrigadas por Lei a cumprir duas cotas?

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Pois é, temos desde 1991 a cota de contratação da pessoa com deficiência (Art. 93 da Lei nº 8.213/1991) e existe a cota de aprendiz (Arts. 428 a 433 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT). As duas cotas têm funções distintas e a empresa precisa contratar os dois.

A Lei Brasileira de Inclusão, relatada pela deputada Mara Gabrilli com o apoio de toda a sociedade civil por meio de uma consulta pública que durou seis meses, em nada alterou os requisitos e as condições de acesso à aprendizagem: as pessoas com deficiência continuam a poder ser aprendizes a qualquer idade, assim como os contratos de aprendizagem das pessoas com deficiência não estão restritos ao prazo máximo de 2 (dois) anos, como os das pessoas sem deficiência.

Além disso, a LBI ampliou um direito muito importante para os aprendizes com deficiência: alterou a LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social) e garantiu que os rendimentos decorrentes da aprendizagem e do estágio supervisionado não podem ser computados no cálculo da renda familiar per capita de acesso ao Benefício da Prestação Continuada – BPC. Isso significa que se a pessoa com deficiência recebe o BPC e é contratada como aprendiz ou estagiário, o seu salário não entre no cálculo da renda familiar e ela pode SIM continuar a receber o BPC.

As duas cotas são de extrema importância e nenhuma empresa pode contratar uma pessoa com deficiência para cumprir as duas cotas.

Por isso, não se deixe enganar! Vamos fazer a LBI ser cumprida! Acesse a lei em:  https://bit.ly/2aoqsjD

Descrição da imagem #PraCegoVer: Arte nas cores laranja, cinza escuro e branco, com os dizeres "Não se deixe enganar. A Lei Brasileira de Inclusão favorece aprendizagem profissional. Ela não tira direitos! Acesse a LBI e confira o que é seu.

quinta-feira, 29 de março de 2018

88% dos RHs veem pessoa com deficiência como apenas "cota", diz pesquisa.

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                            A consultora Andrea Schwarz, 41

Marcos Candido Do UOL, em São Paulo


Do dia para a noite, Andrea Schwarz, 41, recebeu o diagnóstico dos médicos: ela tinha uma malformação congênita na medula espinhal. Isso significava que, dali em diante, ela teria de usar cadeira de rodas.

De 1997 para cá, Andrea tem como missão incluir a pessoa com deficiência na sociedade. “Transformei a adversidade que aconteceu comigo em oportunidade para lutar pela inclusão”, diz.

Andrea, há 19 anos é presidente da i.Social, consultoria que conectou mais de 12 mil candidatos com deficiência a vagas em empresas. Sobre esse assunto, porém, ela avalia que “ainda é preciso mudar a mentalidade sobre a pessoa com deficiência física no mercado de trabalho”.

Pesquisa mostra cota como único motivo da contratação.

A conclusão é baseada em pesquisa feita com quase 2,500 entrevistados, entre pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, profissionais de RH e líderes de empresa. Divulgado agora, é fruto de uma parceria com o site de emprego Catho, ABRH Brasil e ABRH-SP, ambas associações que unem profissionais dos recursos humanos.

“A principal conclusão é de que as empresas ainda contratam pela obrigação de leis de cotas”, avalia.

Por lei, empresas com 100 ou mais empregados são obrigadas a preencher de 2% a 5% do quadro de funcionários com pessoas com deficiência. “A cota é uma ferramenta preciosa, que transformou muita gente”, analisa. “Mas muitas das empresas ainda não reconhecem o colaborador com deficiência como um profissional produtivo, que agrega valor ao negócio”.

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                          Com o marido Jaques Haber

Pesquisa

O levantamento mostrou que 88% dos profissionais de recursos humanos veem a cota como o principal motivo para contratações desse tipo.

“As empresas carimbam quais vagas vão ser destinadas para pessoa com deficiência, e como se faz o cumprimento de cotas, a estes profissionais são destinadas vagas na base da pirâmide [auxiliares administrativos, por exemplo], menos custosas à empresa”, defende.

O estudo aponta, porém, que 57% das pessoas com deficiência que responderam à pesquisa estão na graduação em ensino superior, sendo que 4% estão com uma pós-graduação em andamento, 8% com com a pós-graduação concluída e 1% com mestrado.

A pessoa com deficiência não vive em um mundo a parte.

Os profissionais de RH e chefes apontam que a acessibilidade, ambiente de trabalho sensibilização e programa de inclusão estruturado são os fatores “de maior atratividade” para o trabalhador com deficiência.

Por outro lado, as pessoas com deficiência indicam salário (20%), plano de carreira (18%) e pacote de benefícios (15%) como itens mais importantes em uma oportunidade de trabalho. “As pessoas ainda costumam ter um conceito, por por falta de informação, de que deficientes fazem parte de um mundo apartado dos demais”.

A empresária do outro lado do balcão.

“Como ser uma líder com deficiência? Bem: é igual a ser uma líder sem deficiência”, retruca ao ser questionada sobre como é, hoje, ser uma deficiente que está do outro lado do balcão.

“Desde que se tenha os instrumentos, a pessoa com deficiência física pode fazer qualquer coisa. Um líder que não sabe mexer no pacote Office não faz nada. Assim como um cego sem um software de leitura instalado na máquina”.

A sociedade diminui ou aumenta a limitação do deficiente.

No início dos anos 2000, Andrea publicou o “Guia São Paulo Adaptada”, livro com passeios, hotéis e restaurantes acessíveis na maior cidade do país. A obra trouxe à tona um debate em prol de uma cidade com espaços mais acessíveis pessoa com deficiência.

Além do guia, com o marido Jaques Haber, criou o “Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência”, que avalia e identifica as melhores práticas de inclusão no mercado empresarial.

“A sociedade pode diminuir a minha limitação ou aumenta-la. Me coloque em um lugar de acordo com as minhas necessidades: com uma rampa, um banheiro adaptado. Aí a competição é de igual para igual”.

Cientistas portugueses criarão minicérebros para tratar autismo

A pesquisa acontecerá nos próximos dois anos no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra

Catarina Seabra (centro) e os cientistas João Peça e Guiomar Oliveira (Foto: EFE)
CATARINA SEABRA (CENTRO) E OS CIENTISTAS JOÃO PEÇA E GUIOMAR OLIVEIRA (FOTO: EFE)

Cientistas de Portugal, liderados pela pesquisadora da Universidade de Coimbra (UC) Catarina Seabra, criarão minicérebros de 4 milímetros a partir de células dentárias de pessoas autistas para estudar a doença.

O projeto, que desenvolverá cérebros tridimensionais de origem humana para o estudo do autismo, será financiado com uma Bolsa de Estudos Marie-Curie, de 150 mil euros, que a Comissão Europeia concedeu à pesquisadora portuguesa.

A pesquisa acontecerá nos próximos dois anos no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC, dentro do projeto "ProTeAN", dirigido pelo pesquisador João Peça, do Grupo de Circuitos Neurais e Comportamento. "O objetivo final é possibilitar uma medicina personalizada para cada pessoa com autismo", explicou Catarina Seabra à Agência Efe.

Os minicérebros serão bolas de células cerebrais humanas que crescem e serão capazes de formar estruturas similares às do cérebro em cerca de um mês. As células dentárias, coletadas quando um dente ou os dentes de leite do paciente caírem, serão transformadas a partir de cultivo.

"O cérebro terá atividade a partir dos 4 ou 8 meses e poderá ser usado durante um período de dois anos, uma vez que a partir desse momento começam a morrer, porque não têm circulação sanguínea", explicou.

De acordo com os cientistas que participam da iniciativa, com estes minicérebros será possível explorar de forma inovadora as caraterísticas do cérebro de pessoas com autismo, com especial atenção às mudanças morfológicas e à comunicação entre os neurônios. "Também poderemos ver como estão organizados os neurônios, a sua forma e como se comunicam uns com os outros", contou.

Isto possibilitará fazer comparações entre o funcionamento de um cérebro de uma pessoa saudável com o de outra que tem autismo. Após as comparações, Catarina Seabra explicou que serão aplicados fármacos para reverter diretamente o que foi comprovado nos minicérebros. "A partir daí será possível analisar os objetivos terapêuticos ajustados às especificidades de cada paciente", disse.

Além disso, serão substituídos testes convencionais de laboratório, como os feitos em cérebros de ratos. Um dos problemas que geralmente acontecem depois dos ensaios com ratos é que os fármacos aplicados em animais podem falhar quando aplicados em humanos, com as conseguintes perdas de tempo e dinheiro

Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que o autismo afetava uma em cada 160 crianças no mundo.

Por enquanto, embora a investigação esteja em fase inicial, 150 pessoas com autismo já foram selecionadas das 1.500 que a Unidade de Autismo do Hospital Pediátrico de Coimbra tem registro. A iniciativa também terá a colaboração do Instituto para Investigação do Cérebro do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

Autoridades debatem políticas de proteção às pessoas com autismo em Juiz de Fora

Secretários estaduais e municipais debateram inclusão de crianças e adolescente e melhorias na qualificação de profissionais.

Secretários de Juiz de Fora se reúnem na Câmara Municipal para discutir sobre as políticas de proteção das pessoas com autismo  (Foto: TV Integração/Reprodução )
Secretários de Juiz de Fora se reúnem na Câmara Municipal para discutir sobre as políticas de proteção das pessoas com autismo (Foto: TV Integração/Reprodução )

Por MGTV

No mês em que é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, representantes das secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde estaduais e municipais se reuniram nesta segunda-feira (26), na Câmara Municipal de Juiz de Fora, para discutir sobre as políticas de proteção aos direitos das pessoas com autismo na cidade.

A inclusão de crianças e adolescentes portadores do transtorno e a importância da qualificação de profissionais da sáude e da educação para lidar com os autistas foram temas discutidos na audiência pública.

De acordo com o vereador Marlon Siqueira (MDB), pais e responsáveis compareceram à reunião e pediram mais atenção às pessoas com o transtorno.

"Recebemos essas pessoas com questionamentos em relação à docência compartilhada e como o município irá lidar com a situação. Sendo assim, nós nos reunimos também com a Secretaria de Educação e com o Estado para discutir os problemas", explicou.

Segundo a dona de casa, Bianca Franca, a filha enfrenta problemas de depressão devido a falta de recursos para atendê-la. "Ela se encontra neste estado por causa da constante troca de professores de apoio. Não reivindicamos somente a questão de educação, queremos que o espaço de saúde, esporte e lazer também melhorem", disse.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara marcou uma reunião no dia 16 de abril, para voltar a discutir sobre a falta de inclusão e a falta de professores monitores, e outras demandas apontadas pelos pais e responsáveis.

Fonte: g1.globo.com

Seis atletas são convocados para a Copa do Mundo IBSA de Judô

Fernando Maia/MPIX/CPB
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Por CPB

A Seleção Brasileira de Judô Paralímpico foi convocada para a Copa do Mundo IBSA de 18 a 27 de abril, em Antalya, Turquia. A delegação foi confirmada com a presença de seis atletas, além dos técnicos. O campeonato vale pontos no ranking mundial que garante vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

O Brasil vai para a Turquia com os quatro medalhistas dos Jogos do Rio 2016 e duas promessas. Rebeca Silva, 17, e Thiego Silva, 19, destaques nos últimos anos, estarão juntos de nomes mais consagrados, como Antônio Tenório, Wilians Araújo, Alana Maldonado e Lúcia Araújo. No último dia 17, todos estiveram presentes no Grand Prix Internacional Infraero de Judô Paralímpico e conquistaram medalhas.

Depois do GP, os seis atletas participaram de um training camp com judocas da Argentina, Estados Unidos, França, Grã Bretanha e Porto Rico até o último sábado, 24, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, com o objetivo de se prepararem para os próximos desafios.

Convocação

Alana Martins Maldonado (AMEI-SP) - até 70kg
Antônio Tenório Silva (CESEC-SP) - até 100kg
Lúcia da Silva Teixeira Araújo (CESEC-SP) - até 63kg
Rebeca de Souza Silva (APADV-SP) - acima de 70kg
Thiego Marques da Silva (AEPA-PA) - até 60kg
Wilians Silva Araújo (CEIBC-RJ) - acima de 100kg

Comissão técnica

Alexandre de Almeida Garcia - Técnico
Jaime Roberto Bragança - Técnico

Confira a programação do evento aqui.

Patrocínio e apoio ao esporte

Com o patrocínio da Infraero desde 2009, o judô paralímpico brasileiro conta com recursos oriundos desta parceria, fundamentais na execução das fases de treinamento, realização das duas etapas do Grand Prix, intercâmbios dos atletas da seleção, contratação de profissionais para a equipe multidisciplinar, além de atender outros projetos importantes para o crescimento da modalidade no país.

Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV)

Fonte: cpb.org.br