sábado, 7 de abril de 2018

A fora de Marina Guimarães: A bailarina cega que conquistou o mundo com a dança.

Paulistana, que se apresentou na cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de Londres, conta como a dança transformou sua vida

POR MARINA BONINI

           Marina Guimarães  (Foto: Angela Rezé/Divulgação)
         Marina Guimarães (Foto: Angela Rezé/Divulgação)

Marina Guimarães nunca encarou a cegueira como uma limitação. Cega desde que nasceu, a paulistana, com o apoio dos pais, sempre teve uma rotina assim como a de qualquer outra pessoa, mas chegou muito mais longe que a maioria. Bailarina desde os dez anos de idade, ela conquistou o mundo ao mostrar sua dança durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012.

Não é a toa que o arrepio, o coração acelerado e a concentração para evitar as lágrimas de emoção que sentiu no momento que antecedia a apresentação, ainda estão frescos em sua memória. Naquela hora, a menina que apenas sonhava em agradar os pais e amigos em espetáculos de dança escolares, era vista por milhões de pessoas.

“Quando iniciei as aulas de balé, não imaginava nada mais do que dançar para os meus pais, amigos e familiares nos finais de ano. Nunca imaginei que chegaria tão longe com o balé em minha vida. Participar da cerimônia de encerramento foi um momento mágico. Passava um filme na minha cabeça, de tudo que vivi e de todos os sacrifícios que fiz para estar ali”, conta.

O balé chegou por acaso na vida de Marina. Aos 10 anos, enquanto estudava em uma escola para cegos, ela foi convidada a fazer aulas da modalidade e por curiosidade aceitou o convite. “Nunca tive interesse pela dança. Pelo contrário, falava para todas as minhas amigas que não gostava de dançar. Entrei para o balé mais por curiosidade mesmo, através de um convite das freiras do colégio especializado onde eu estudava, que no ano anterior havia dado início às aulas de balé aos alunos”, relembra.

“Descobri que o balé é para vida. Aprendemos a ter disciplina, a brigar pelo que queremos, a compreender que, mesmo que você caia, você tem que se levantar e continuar dançando. O que realmente importa na vida é tentarmos ser cada vez melhores e sermos felizes.”

Marina Guimarães  (Foto: Angela Rezé/Divulgação)
Marina Guimarães (Foto: Angela Rezé/Divulgação)

Integrante da Associação de Ballet Fernanda Bianchini, Marina, mesmo com seu talento e dedicação diária à dança, não consegue se dedicar apenas ao balé. Formada em Nutrição, ela trabalha no Tribunal de Justiça acompanhada de Duke, seu cão-guia da raça pastor alemão.

“Hoje, a Associação de Ballet Fernanda Bianchini, da qual eu faço parte, sobrevive, dentre outras maneiras, de projetos de leis de incentivo à cultura. Há algumas bailarinas que vivem somente com o ballet, mas não é fácil. Ser artista no Brasil continua sendo muito difícil. Se você tem alguma deficiência, piorou. Por exemplo, alguém já viu alguma pessoa com deficiência fazendo algum musical ou novela, sem tratar do tema deficiência?”, questiona.

QUEM: Quais foram as principais dificuldades, além da visão, para aprender o balé?
MARINA GUIMARÃES: A falta da visão nunca foi uma dificuldade para que eu pudesse aprender. As pessoas podem ter alguma dificuldade em ensinar. E se o professor não consegue me ensinar, não culpo minha deficiência, e sim, o despreparo do professor. Obviamente, no balé há alguns movimentos que eu não consigo fazer ou tenho mais dificuldade. Mas, atribuo isso à dificuldade do próprio movimento e às limitações do meu próprio corpo. Sempre tive muita dificuldade em entender a leveza dos braços, parte porque eu nunca vi um corpo se movimentando no espaço, e parte porque tenho muita força, e preciso diariamente controlar isso para não exagerar. Força em excesso também prejudica um movimento.

QUEM: Quando decidiu se dedicar ao balé recebeu apoio de seus pais?
MARINA GUIMARÃES: Graças a Deus, sim. Nunca fui desencorajada por eles. Se hoje eu sou quem eu sou, devo muito a eles. Tive a liberdade de fazer tudo o que eu quis. Estudávamos em uma escola de cegos, então, lá todos tínhamos as mesmas condições, e sabíamos das nossas capacidades. Houve preconceito de outros professores de balé… É a questão do despreparo, mas se o professor quiser, a internet é um poderoso meio de comunicação e informação, não só para o balé, mas para muitas outras atividades.

Marina Guimarães  (Foto: Angela Rezé/Divulgação)
Marina Guimarães (Foto: Angela Rezé/Divulgação)

QUEM: O balé para pessoas com deficiência visual tem alguma diferença ou são os mesmos passos e movimentos?
MARINA GUIMARÃES: São os mesmos movimentos. O que muda inicialmente é a maneira de ensinar, que é realizada basicamente através do toque. A nomenclatura do balé é universal, isso ajuda muito. Podemos fazer aula em qualquer lugar do mundo. Talvez, diria que os professores é quem têm que corrigir mais, pois não conseguimos nos ver por vídeos ou através do espelho. Ainda que haja a percepção corporal, a correção continua sendo fundamental para a própria melhoria da nossa percepção.

QUEM: Se lembra de como foi a primeira vez que subiu ao palco para uma apresentação?
MARINA GUIMARÃES: Acho que foi no primeiro espetáculo de final de ano, em 1997. Na verdade, quando iniciei as aulas de balé, não imaginava nada mais do que dançar para os meus pais, amigos e familiares nos finais de ano. Acho que não senti nada diferente do que sinto hoje. Sempre queremos fazer o nosso melhor. Sempre digo que meu objetivo maior não é ser melhor do que ninguém, e sim, simplesmente ser melhor do que eu mesma.

            Marina Guimarães  (Foto: Angela Rezé/Divulgação)
Marina Guimarães (Foto: Angela Rezé/Divulgação)

QUEM: Mas a emoção de se apresentar no encerramento da Paralimpíada certamente foi diferente?
MARINA GUIMARÃES: Foi de arrepiar. Um momento mágico e de muita responsabilidade. Representávamos nosso país para milhões de pessoas. Por muitos momentos, antes de entrar no palco, me via tentando pensar em outra coisa, para não chorar antes da hora. Dentre alguns desafios, nunca vou esquecer que dançamos ouvindo duas músicas. Estávamos com um ponto eletrônico no ouvido e no outro, escutávamos a música que chegava no estádio. Pela dimensão do estádio, o som chegava em tempos diferentes. Por outro lado, não podíamos ficar com os dois ouvidos com o ponto eletrônico, porque nossas professoras ficam nas coxias, para dar alguma orientação em caso de algum desalinhamento do desenho, por exemplo. Então, se utilizássemos ponto nos dois ouvidos, ficaríamos impossibilitadas de escutá-las. Acho que ficamos sabendo que utilizaríamos o ponto um dia ou no máximo dois da apresentação. Quando acabou, e sabíamos que havia dado tudo certo, a emoção foi incontrolável.

QUEM: Você tem dimensão dessa importância que tem para incentivar outras pessoas com deficiência visual a irem atrás do seu sonho?
MARINA GUIMARÃES: Não somente as pessoas com deficiência visual, mas qualquer pessoa pode e deve ir atrás do seu sonho. Hoje o meu sonho é continuar sendo feliz e poder retribuir para algumas pessoas tudo aquilo que muitas já fizeram por mim.

Marina Guimarães  (Foto: Angela Rezé/Divulgação)
Marina Guimarães (Foto: Angela Rezé/Divulgação)


Adriele Pelentir comenta preconceito com atores com síndrome de down: "AS PESSOAS POSSUEM UM RECEIO"- Veja o vídeo.

Atriz de filme 'Cromossomo 21', de Alex Duarte, conta como foi fazer as cenas românticas com Luis Fernando e abordar um relacionamento entre uma mulher com síndrome de down e um cara não portador

POR MARINA BONINI

Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)
Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)

Adriele Lopes Pelentir, de 30 anos, nasceu no interior do Rio Grande do Sul, fruto do relacionamento de um casal que teve cinco meninas. Se formou em técnica de nutrição em dietética, e além de ser bonita e comunicativa, é muito bem-humorada. O papo com ela fica sério mesmo quando a qualificam como "especial" só por ser portadora da síndrome de Down.

"As pessoas ainda possuem um receio ou desconfiança de que nós não conseguimos executar algo mais complexo, o que não é verdade. Nós temos as mesmas capacidades que qualquer um, basta observar o exemplo da Débora Seabra, que aos 36 é a primeira professora com Down no Brasil. Muitos não aceitam que nós podemos fazer coisas rotineiras e comuns. Somos normais e capazes", explica ela.

Essa personalidade forte inspirou o cienasta Alex Duarte a criar Vitória, personagem de seu filme Cromossomo 21, que teve uma menção honrosa no Festival de Cinema de Gramado e foi eleito melhor filme pelo voto popular no Festival Internacional da Mulher em Punta Del Este

"Eu estava estagiando como repórter de um jornal quando recebi como pauta cobrir a aprovação de uma jovem no vestibular de Nutrição, na cidade de São Luiz Gonzaga no Rio Grande do Sul", relembra Alex.

"Ela desconstruiu todos os meus conceitos sobre o universo da síndrome de Down, ao questionar sua existência. Lembro que ela me disse: 'Por que eu sou diferente de vocês? Por que somos impedidos de amar?'. Ao gritar sua independência, Adriele me desafiou", relembra ele, que após se formar em Publicidade passou a estudar a história de Adriele para fazer o longa.

Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)
Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)

No enredo, Vitória se apaixona por Afonso (Luís Fernando), um jovem sem a síndrome. O casal então passa pelo julgamento da sociedade por manter um relacionamento amoroso.

Duarte decidiu que o papel não poderia ser melhor interpretado do que pela própria Adriele, que descobriu mais uma faceta, a de atriz.

"O interesse pela atuação surgiu aos 22 anos de idade. Nesta época eu conheci o Alex e começamos uma amizade", conta ela, que apesar de nova na profissão, levou com naturalidade as cenas mais românticas.

"Trabalhar com o Luis foi maravilhoso, ele é super atencioso e simpático. Já no que diz respeito às cenas românticas, acredito que foi normal, tendo em vista que é algo comum e que atores profissionais já estão habituados a fazer", diz Adriele.

"A Adriele demonstrou muita maturidade e profissionalismo. Era possível vê-la se esforçando ao máximo para decorar o roteiro, encarnar a personagem e transmitir emoção. Isso me motivou muito para que eu buscasse evoluir em cada cena", elogia seu par romântico no filme, Luís Fernando.

Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)
Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)

QUEM: A Vitória é uma personagem inspirada em Adriele. Como foi a decisão de chamá-la para fazer o papel? Afinal, ela ainda não era atriz.

ADRIELE LOPES PELENTIR: A proposta para trabalhar neste filme surgiu por uma iniciativa do Alex. Ele chegou até mim e me convidou para participar desta produção, não havendo a necessidade de realizar um teste para interpretar a Vitória.
ALEX DUARTE: Eu precisava de uma personagem com entrega, porque a Vitória é um personagem com entrega e energia. É a maior graça do filme. Quando fiz um teste mascarado de brincadeira com a Adriele, eu via esta mesma vontade na dedicação que ela colocava na hora de decorar as cenas. Eu pedia que o estudo fosse realizado à noite, e que no dia seguinte, pela manhã, ela precisava estar com a cena 1 na ponta da língua. Para minha surpresa, ela não só tinha decorado a cena 1, como a 2 e 3. Ela queria muito viver esta experiência.

QUEM: Teve alguma situação do filme que você criou inspirada em algo que a Adriele te contou ter vivido?

ALEX DUARTE: Muitas, inclusive fiz alterações no roteiro porque sabia da importância em contar uma história verdadeira. Por mais que o filme seja uma ficção, tem muita verdade nas cenas em que ela questiona sobre este amor e os preconceitos.
ADRIELE LOPES PELENTIR: Me identifico muito com ele. Minha personagem é muito ativa no filme, costuma sair, frequentar bailes, ter relacionamentos além do círculo familiar. Bom, acredito que a personagem traz algumas características semelhantes as minhas, mas em alguns outros aspectos nem tanto.

QUEM: Essa foi a primeira experiência da Adriele como atriz. Como foi dirigi-la, Alex?
ALEX DUARTE: No início um desafio, porque tivemos que estudar muito. A Adriele não era atriz, então fizemos um laboratório de quase um ano para ela dar conta. Hoje, foi indicada como melhor atriz em vários festivais, inclusive em Hollywood no LABRFF e ganhou como melhor atriz no Festival do FICC, no RJ. A direção com ela me fez perceber que a deficiência era só um detalhe. Ela é dedicada e veste a camiseta. Quando tinha que cair na água, ela caia sem reclamar. Se tivesse que gravar a madrugada toda, lá estava ela. Adriele é entrega!

QUEM: Teve alguma cena em especial que emocionou vocês?
ADRIELE LOPES PELENTIR: Uma das cenas mais emocionantes e que me marcou neste filme foi quando eu entrei na sala de reuniões de pais e filhos que aconteceu na ONG.
ALEX DUARTE: Sim. Nesta cena eu pedia que ela invadisse uma reunião da ONG e colocasse para fora toda dor e sofrimento relacionado ao preconceito. Ela viveu intensamente aquele momento, fez toda equipe e atores chorarem desesperadamente.

QUEM: E a cena mais divertida de fazer?
ADRIELE LOPES PELENTIR: A cena que mais me diverti foi quando andei a cavalo em casal, por conta da emoção da gravação e também pela adrenalina que foi estar com o animal.

Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)
Adriele Pelentir e Luís Fernando Irgang (Foto: Divulgação)

QUEM: Como foi essa experiência de fazer a primeira cena romântica na estreia como atores, Adriele e Luis Fernando?
ADRIELE LOPES PELENTIR: Trabalhar com o Luis foi maravilhoso, ele é super atencioso e simpático. Já no que diz respeito às cenas românticas, acredito que foi normal, tendo em vista que é algo comum e que atores profissionais já estão habituados a fazer.
LUIS FERNANDO: O primeiro passo foi conhecer a Adriele e entender um pouquinho do seu universo, sua rotina, suas dificuldades e seu sonho. Depois que criamos um vínculo de amizade, ficou mais fácil de interagir nas gravações e criar intimidade e liberdade para atuarmos nas cenas. Confesso que as cenas com beijo foram um pouco mais difíceis, pois no início a gente estava um pouco "travado", mas a Adriele demonstrou muita maturidade e profissionalismo e era possível vê-la se esforçando ao máximo para decorar o roteiro, encarnar a personagem e transmitir emoção. Isso me motivou muito para que eu buscasse evoluir em cada cena e acompanhar a interpretação dele, principalmente nas cenas mais dramáticas.

QUEM: Adriele, já sofreu como esse preconceito de viver um relacionamento com um cara não portador da síndrome?
ADRIELE LOPES PELENTIR: Eu particularmente não vivenciei nenhum ato de preconceito na minha vida pessoal. Nós que possuímos a síndrome de Down entendemos a mensagem do filme muito bem, pois nós como qualquer outra pessoa temos sentimentos naturais, o que inclui se apaixonar também. Ainda há uma certa desconfiança ou até medo no relacionamento com pessoas que possuem a síndrome.

QUEM: Acha que as pessoas ainda estão despreparadas para lidar com pessoas com a síndrome de Down, Adriele?
ADRIELE LOPES PELENTIR: Eu acredito que exista essa barreira pois, conforme mencionei anteriormente, as pessoas ainda possuem um receio ou desconfiança de que nós não conseguimos executar algo mais complexo, o que não é verdade. Nós temos as mesmas capacidades que qualquer um, basta observar o exemplo da Débora Seabra, que aos 36 é a primeira professora com Down no Brasil.

QUEM: Como você se imagina daqui dez anos?
ADRIELE LOPES PELENTIR: Meu sonho é ser uma atriz famosa e conhecida no Brasil. Além disso, espero fazer academia e musculação para continuar linda aos 40 anos de idade.



























Fonte: revistaquem.globo.com

Falta de compromisso com acessibilidade impossibilita transito de Cadeirantes em Ponta Porã.

Presidente Thiago Ogeda, do IECAPP (Instituto Esportivo e Cultural Adaptado de Ponta Porã) fala sobre a falta de compromisso das autoridades com a acessibilidade na fronteira.


Ele apresentou varias situações preocupantes ocorridas na cidade de Ponta Porã, onde o atual prefeito Hélio Peluffo Filho (PSDB) e sua equipe demostraram nenhuma preocupação com a acessibilidade, a falta de acessibilidade, especialmente na área central por conta da falta de estacionamentos para pessoas com deficiências também e um dos grandes problemas enfrentado pelos cadeirantes. Thiago cobrou mais investimentos que garantem acessibilidade nos locais de lazer como o Parque dos Ervais, onde é primordial a instalação de uma academia adaptada, assim como criar acessos nas ruas da cidade.



Durante uma entrevista ao jornalista Carlos da Cruz Almeida do MS TV, Thiago e vários moradores contaram como a falta de acessibilidade cria transtornos aos moradores da cidade que transitam a pé pelas calçadas, a falta de conscientização no transito também os cadeirantes enfrentam grandes problemas, já que o atual alcaide não previu a existência dos cadeirantes, onde os mesmos transitam em meio aos carros ou em muitos caos chegam a disputar o espaço na rua com os veículos automotores.

Em defesa da conhecida falta de compromisso do alcaide da cidade de Ponta Porã com a população, o secretario municipal de Segurança Publica Marcelino Nunes, manifestou que foi realizado um levantamento para em menos de um mês resolver o problema da acessibilidade.

Fonte: poranews.com

Regional Centro-Leste do Circuito Loterias Caixa abre o calendário da esgrima em CR

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Por CPB

Na próxima semana, de 13 a 15 de abril, Goiânia receberá a quarta e última etapa regional do Circuito Loterias Caixa de atletismo, natação e halterofilismo e a I Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas, que abre o calendário nacional da modalidade na temporada. Mais de 500 atletas de 16 estados estão inscritos, sendo Minas Gerais aquele com o maior número de representantes: 203. Sede do evento, Goiás conta com 51 esportistas.

As disputas de atletismo, halterofilismo e esgrima em cadeira de rodas serão no Centro de Excelência do Esporte, já a natação terá suas competições no Sesi - Clube Ferreira Pacheco. Para o atletismo e a natação, os estados contemplados nessa fase regional do Circuito Loterias Caixa são Acre, Rondônia, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e o Distrito Federal. Já as disputas de halterofilismo e a I Copa Brasil de esgrima em CR têm caráter nacional.

Os atletas que alcançarem os índices estabelecidos pelo departamento técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) garantem participação nas etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa, marcadas para junho e agosto. A terceira fase nacional receberá a denominação de Campeonato Brasileiro, em outubro, reunindo os melhores do ano. As três competições serão realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

As etapas regionais São Paulo, Rio-Sul e Norte-Nordeste foram realizadas em fevereiro e março deste ano. A primeira foi no Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista. Enquanto a segunda e a terceira foram em Porto Alegre e Aracajú, respectivamente.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a etapa regional Centro-Leste do Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação e a I Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa da arena para identificação.

O Circuito
O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais foram separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A esgrima, o halterofilismo e a natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 13, 14 e 15 de março
Cidade: Goiânia (GO)

Atletismo, Halterofilismo e Esgrima: Centro de Excelência do Esporte
Endereço: Av. Oeste, 56-250 - St Aeroporto - Goiânia - GO

Natação: SESI - Clube Ferreira Pacheco
Endereço: Av. João Leite, 915 - Santa Genoveva Goiânia - GO

Programação*
Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação - Etapa Regional Centro-Leste

Sexta-feira (13/4) – 9h30 às 12h30h e 15h30 às 19h (somente halterofilismo)
Sábado (14/4) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (15/4) - 8h às 12h

I Copa Brasil de Esgrima em cadeira de rodas
Sexta-feira (13/4) – 9h às 12h30 e 13h30 às 18h
Sábado (14/4) - 9h às 12h30 e 13h30 às 18h
Domingo (15/4) - 8h às 12h

*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

Copa Brasil de paracanoagem será neste fim de semana, em Curitiba

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Por CPB

O Parque Náutico do Iguaçu, em Curitiba, Paraná, recebe neste fim de semana, 7 e 8 de abril, a Copa Brasil de Canoagem Velocidade e Paracanoagem. Este é o segundo evento do calendário de competições nacionais das duas modalidades. São esperados, pelo menos, 224 atletas de 34 associações de todo o Brasil.

Nas disputas de paracanoagem, os atletas poderão participar de provas do KL1, KL2 e KL3, VL1, VL2 e VL3, além do KLT1 e KLT2, para tetraplégicos. Todas as disputas, com exceção do KLT, que terá a distância de 100m, serão disputadas nos 200m e 500m. A classificação funcional está marcada para esta sexta-feira, 6, nas dependências da competição, dentro do Parque Náutico Iguaçu.

Além das disputas individuais, a Copa Brasil de canoagem velocidade e paracanoagem também apresenta as competições por equipes, onde as Associações adquirem pontos com a posição de seus atletas nas provas.

Programação

O sábado, 7, será reservado às provas eliminatórias, semifinais e finais de 1000m e semifinais das provas de 500m. No domingo, 8, acontecem as finais das provas de 500m, além das eliminatórias, semifinais e finais de 200m e 5000m.

A Copa Brasil de Canoagem Velocidade e Paracanoagem é organizada e supervisionada pela Confederação Brasileira de Canoagem – CBCa, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB, Prefeitura de Curitiba, Sanepar, GE e Itaipu Binacional.

*Com informações de Confederação Brasileira de Canoagem – CBCa

Fonte: cpb.org.br

Seleção de parabadminton treina pela primeira vez no CT visando Tóquio 2020

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Por CPB

A Seleção Brasileira de parabadminton está no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para sua primeira fase de treinamento. Os 22 atletas permanecerão no CT até a disputa da etapa do Circuito Nacional, pelo seus respectivos clubes, que ocorrerá de 12 a 15 de abril.

Um dos jogadores mais novos da equipe é Breno Johann, segundo colocado no ranking nacional da classe SL4 (deficiência nos membros inferiores). Natural de Toledo, Paraná, um município em que o agronegócio é muito importante, Bruno perdeu a perna esquerda em um acidente de colhedeira em 2009, com apenas seis anos. Pouco mais de um ano depois, começou a praticar parabadminton.

“Está sendo uma experiência muito boa porque nunca tivemos uma oportunidade como essa de estar no CT para treinar. Já vejo muita evolução em mim e nos outros colegas também”, comentou o jovem de 15 anos, que planeja fazer faculdade de educação física ou agronomia.

“Com todos os recursos que recebemos do Comitê Paralímpico Brasileiro, como essa estrutura, e o suporte científico, conseguimos galgar novos caminhos. O objetivo principal é evoluir, criar metas, quantificar e organizar tudo. Visamos 2020, mas, também, 2024, logo, temos que trabalhar com os pés no chão sabendo onde queremos chegar”, disse Fábio Bento, técnico das classes SL4 e SL3 (membros inferiores) da Seleção Brasileira. O parabadminton fará sua estreia em Jogos Paralímpicos em Tóquio, daqui a dois anos.

Na temporada 2018, haverá outras cinco competições para os atletas brasileiros da modalidade. Dois dos eventos serão também etapas do Circuito Nacional da modalidade, sendo a última válida como Campeonato Brasileiro. Já no âmbito internacional, ocorrerão o 2º Brasil Internacional de Parabadminton, em agosto, em São Paulo, o Campeonato Sul-Americano, em outubro, e o Campeonato Pan-Americano de Parabadminton, em novembro, ambos em Lima, no Peru.

Fonte: cpb.org.br

Em estreia no CT, Seleções de basquete em CR elogiam estrutura

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Por CPB

Estreando no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, as Seleções Brasileiras feminina e masculina de basquete em cadeira de rodas chegaram para a sua primeira semana de treinamento do ano nesta semana, de 2 a 7 de abril.

Acostumados a se reunirem no Rio de Janeiro, nas instalações da ANDEF (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos), as delegações decidiram mudar, em 2018, o local de treinamento das duas equipes. A opção pela troca de ambientes se deu por uma série de motivos, entre eles a estrutura, as condições e a possibilidade de intercâmbio entre atletas de diferentes modalidades que o CT Paralímpico oferece, como contou o técnico da Seleção feminina, Martoni Sampaio. “Está sendo fantástico. Toda essa estutura do CT vai nos ajudar muito na melhor preparação possível para as competições", disse.

Além dos treinos, os atletas também passaram por alguns testes, monitoramentos e avaliações nos últimos dias. O técnico da Seleção masculina, Tiago Frank, diz que trazer as semanas de treinamento para o CT abre a possibilidade “não só para a prática do basquete em cadeira de rodas em si, mas para outro campos que avaliam as capacidades físicas dos atletas e os ajudam em seu desenvolvimento.”

Vileide de Almeida, de Belém, Pará, faz parte da Seleção Brasileira desde os Jogos de Pequim, em 2008, e já havia estado no CT para o Campeonato Brasileiro feminino de basquete em cadeira de rodas. “As pessoas são muito acolhedoras e, quando o atleta encontra um lugar assim, é como se fosse a casa dele. É muito agradável”, comentou ela, que perdeu os movimentos do pé esquerdo por uma mordida de cobra na perna quando tinha 11 anos.

As Seleções Brasileiras feminina e masculina do basquete em cadeira de rodas voltam ao CT em maio, entre 13 e 20, em julho, entre 8 e 19 e, por último, em agosto, de 5 a 13, período que antecede o Campeonato Mundial na Alemanha, marcado para 14 a 26 de agosto.

Fonte: cpb.org.br

Brasil perde duas partidas e não se classifica para Mundial de rugby em CR

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Por CPB

A Seleção Brasileira de rubgy em cadeira de rodas perdeu duas partidas nesta sexta, 6, no Torneio de Qualificação para o Mundial em Nottwil, na Suíça. Nesta manhã, o time foi derrotado pela Irlanda por 55 x 47 e, à tarde, o revés veio contra a Nova Zelândia (58 x 49). Apesar da vitória sobre a Coreia do Sul na estreia, na quinta, 4, a equipe não somou pontos suficientes para ficar entre os dois melhores do grupo B e, desta maneira, está fora do Mundial da modalidade, marcado para agosto, na Austrália.

Apenas os dois mais bem colocados de cada grupo se classificavam para a competição mais importante do ano. Austrália, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Japão e Suécia já haviam garantido suas vagas no torneio em Sydney. Agora, se juntarão a esses países Colômbia e Polônia, primeiro e segundo colocados do Grupo A, e Irlanda e Nova Zelândia, primeiro e segundo colocados do Brupo B.

O Brasil volta à quadra neste sábado, às 9h (horário de Brasília), para jogo contra a Alemanha. O vencedor disputará a partida que decidirá o quinto e sexto colocados do torneio no domingo, 8. "A Seleção Brasileira vem se firmando como potência no cenário global. Ocupamos o 12º lugar no ranking e temos atletas e profissionais que podem nos levar para o pódio muito em breve nas próximas competições. Infelizmente, aqui, não foi possível avançar na busca pelo título e ficar entre os quatro primeiros”, comentou Luis Claudio Pereira, presidente da Associação Brasileira de Rugby em CR (ABRC).

O Torneio de Qualificação está sendo exibido ao vivo no site do Comitê Paralímpico Internacional. O cronograma completo e as listas de equipes também estão disponíveis no site do evento.

Fonte: cpb.org.br

Saci-pererê é tema de exposição no Memorial: humor com acessibilidade

Luiz Carlos Lopes, ao microfone, na abertura da exposição

Nesta sexta-feira, 06 de abril, foi lançada a exposição “Isso é Coisa de Sacy”, no Memorial da Inclusão, espaço da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. O evento contou com a presença do Secretário Adjunto de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Luiz Carlos Lopes, além da museóloga do Memorial da Inclusão, Carla Grião, e o presidente da Associação de Cartunistas do Brasil, José Alberto Lovreto, o Jal, entre outros artistas.

O ponto focal da exposição é abordar o saci-pererê, personagem do folclore brasileiro, publicado em livro de Monteiro Lobato, em 1917. O saci possui deficiência física e o intuito dos cartunistas é de quebrar paradigmas do humor e, também, relatar sobre a inclusão, onde desempenha funções que pessoas com e sem deficiência possam realizar.

ilustração "Saci, o maratonista"

O Secretário Adjunto, Luiz Carlos, enfatizou o aspecto brincalhão do personagem. “O mais interessante é que a mostra trabalha com humor e este jeito mais leve de ser do brasileiro. O saci é um brincalhão, uma entidade com deficiência”. Ele destaca que existe preconceito relacionado a autoestima da pessoa com deficiência e o saci é uma ferramenta importante para mudar essa percepção. “É como se a pessoa com deficiência fosse triste, e este personagem tipicamente brasileiro mostra ser bem-humorado”, completa.

Ao todo são 20 ilustrações criadas por cartunistas diversos, apresentando recursos táteis para acesso de pessoas com deficiência visual. A mostra também conta com recursos de audiodescrição. José Alberto Lovreto, o Jal, ressalta a adaptação dos cartuns para pessoas com deficiência visual. “O humor foi adaptado para pessoa com deficiência visual e a gente aprendeu bastante com isso”.

Criança visitando exposição no Memorial da Inclusão

Ele acrescenta que também as pessoas com baixa visão se beneficiam desta mostra, devido aos contrastes das cores das ilustrações e trata como novidade cartuns para pessoas com deficiência. “É a primeira vez que trabalhamos com este público e buscamos ser o mais correto possível”, finaliza ao tratar sobre a acessibilidade da exposição.

O nome do Sacy, escrito com a letra ípsilon, tem uma explicação. Carla Grião esclarece que o Memorial optou por manter o “y” da grafia original do livro de Monteiro Lobato, ‘Sacy-pererê: resultado de um inquérito’, de 1917.

A exposição “Isso é Coisa de Sacy” ficará disponível até o dia 29 de maio. Confira um pouco mais sobre a exposição na entrevista com a museóloga responsável pela exposição, Carla Grião:

De que trata a nova exposição “Isso é coisa de Sacy”?

A exposição é composta por 20 cartuns produzidos por artistas brasileiros e suas 20 adaptações táteis realizadas por pessoas com e sem deficiência durante uma oficina coletiva no Memorial da Inclusão.

Como nasceu a ideia de reunir cartuns sobre um personagem brasileiro?
A ideia surgiu como desmembramento da exposição “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro”, realizada para a Virada Inclusiva. A mostra tem como objetivo abrir espaço para explorarmos e refletirmos acerca das reapropriações contemporâneas de um tema bastante tradicional da cultura popular: o saci. Também, destacar que o personagem continua sendo percebido, apropriado e representado sempre a partir do filtro das nossas questões sociais, políticas e culturais contemporâneas. Da mesma forma, a condição da deficiência, como o saci, passou por inúmeras remodelações no decorrer da história e o próprio personagem, não poucas vezes, foi mobilizado e problematizado dentro do universo da deficiência, como também se deu no âmbito de outros movimentos sociais e de minorias.

O que as crianças, jovens e adultos que visitam o Memorial vão encontrar nessa nova exposição?

Desenhos humorísticos e suas adaptações táteis/sensoriais sobre o lendário saci-pererê, além do incentivo à imaginação e à diversão.

A grafia correta do personagem de Monteiro Lobato é saci-pererê, porque o nome do saci da exposição é com “y” no lugar de “i”?

A equipe optou por manter o “y” da grafia encontrada no livro do Monteiro Lobato, “O sacy-pererê: resultado de um inquérito”, de 1917.

A quem não conseguir ir pessoalmente ao Memorial, como faço para acessar essa e outras exposições?

Esta exposição não é itinerante, mas nas redes sociais do Memorial da Inclusão e da SEDPcD as pessoas encontrarão matérias sobre a mostra.

SERVIÇO
Exposição “Isso é Coisa de Sacy”
Visitação: De 07 de abril a 29 de maio, de segunda a sexta-feira das 10h às 18h e aos sábados das 13h às 17h (exceto feriados e pontos facultativos)
Acessibilidade: Audiodescrição, interpretação em Libras e adaptação tátil
Local: Memorial da Inclusão na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência|
Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10, Barra Funda, São Paulo/SP, ao lado do metrô Barra Funda.
Informações durante a semana: (11) 5212-3727
Entrada Gratuita

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Fórum AMA de Autismo de Goiás discute sexualidade, saúde e uso do canabidiol em tratamentos; veja programação

Evento da Associação de Pais e Amigos do Autista de Goiânia (AMA) acontece nesta sexta-feira (6) e sábado (7), no Sesc Cidadania, em Goiânia. Veja como participar

Por Murillo Velasco, G1 GO

Nicolas Brito Sales com os pais Alexsander Sales e Anita Britto vão dar palestra no evento (Foto: Alexsander Sales/Divulgação)
Nicolas Brito Sales com os pais Alexsander Sales e Anita Britto vão dar palestra no evento (Foto: Alexsander Sales/Divulgação)

Começa, nesta sexta-feira (6), o 1º Fórum AMA de Autismo, em Goiânia. O evento vai discutir, por meio de palestras e debates, aspectos como a sexualidade, a saúde, e o uso do canabidiol no tratamento de quem tem o transtorno (veja programação abaixo). Para participar é necessário se inscrever.

O evento é organizado pela Associação de Pais e Amigos do Autista de Goiânia (AMA), e vai ser realizado nesta sexta-feira e sábado (7), no Auditório do Centro Educacional Sesc Cidadania, no Jardim América, em Goiânia. A programação inclui mesa-redonda sobre sexualidade e reprodução e, além de palestras sobre temas ligados à saúde.

Também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), o autismo consiste em transtornos no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e no comportamento social do indivíduo. Atualmente, estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo todo possuem algum tipo de autismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A presidente da AMA de Goiânia, Cássia Gouveia, conta que o fórum priorizou temas que são poucos abordados sobre o autismo. O enfoque do fórum é atrair o público em geral sobre o assunto.

“Muitas vezes o autismo está restrito apenas ao conhecimento dos pais e das pessoas que convivem diretamente com o indivíduo autista. O fórum vem para divulgar e difundir para a sociedade em geral um pouco mais sobre o tema”, contou ao G1.

Uma das palestrantes, a psicóloga e especialista em análise do comportamento aplicada ao autismo Lorena Lobo conta apresentará a análise de casos práticos e acessíveis. Ela pretende ajudar a responder como proceder diante de situações hipotéticas e quais aspectos devemos considerar para lidar com comportamentos "difíceis".

“Muitas vezes as famílias se deparam com situações que não sabem lidar em relação aos comportamentos de seus filhos autistas. Por isso, torna-se fundamental o debate sobre a importância do trabalho profissional para os tratamentos. Mesmo considerando todas as dificuldades em lidar com o TEA, tenho o prazer de comemorar as alegrias vividas pelos pacientes e famílias em vivenciar alguma evolução nesta caminhada”, disse a psicóloga.

Pesquisadores estudam formas de diagnosticar autismo precocemente  (Foto: Samuel Peregrino/UEG/Divulgação)
Pesquisadores estudam formas de diagnosticar autismo precocemente (Foto: Samuel Peregrino/UEG/Divulgação)

Testemunho

Alexsander Sales, pai de Nicolas Brito Sales, conta que o filho tem um grau moderado de autismo. Ele escreveu um livro com a mãe, Anita Brito, e se dedica hoje à fotografia. Desde os 12 anos, ministra palestras por todo o Brasil juntamente com os pais.

“Minha esposa, doutoranda em autismo pela USP, abre a palestra conceituando o autismo no Brasil e no mundo. Eu entro abordando a questão da união da família pós-diagnóstico, da luta e da superação, e o Nicolas conta sua experiência de vida no seu processo de inclusão e de como ele enxerga o mundo. ‘Nem todo ser humano é autista, mas todo autista é ser humano’”

Haverá ainda uma palestra ministrada por Nicolas Brito, autista de 19 anos, juntamente com seus pais. O evento conta também com um coffe break e almoço para os participantes.

Programação

Dia 6 de abril (sexta-feira)

  • 18h - 19h - credenciamento

  • 19h - 19h30 - abertura

  • 19h30 - 20h10 - Apresentação da AMA Goiás e projetos em Andamento - Cássia Gouveia - Presidente da AMA Goiás20:10 - 20:50 - Intervenções baseadas no ABA - Dra. Leana Bernardes - Psicóloga Comportamental

  • 20h50 - 22h - Uso do canabidiol no tratamento do autista - Dr. Junior Gibelli - Diretor de Assuntos Médicos da Hempmeds


Dia 7 de abril (sábado)

  • 8h - 08h30 - Saúde bucal do autista - Francine do Couto Lima Moreira - Cirurgiã dentista

  • 08h30 - 09h - Inclusão do Autista na rede pública do estado de Goiás - Rodrigo Gondim - Gerente de Ensino Especial da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte de Goiás

  • 09h - 09h30 - Intervenções baseadas no método Teach - Dra. Juliana Freitas - Fonoaudióloga

  • 09h30 - 09h50 - Coffee Break

  • 09h50 - 10h50 - Causas genéticas dos Transtornos do Espectro do Autismo - Dr Décio Brunoni - Médico Geneticista do Mackenzie

  • 10h50 - 12h20 - A importância do relacionamento entre pais e filhos autistas - Nicolas Brito –Autista - Anita Brito e Alexsander Sales -Pais do Nicolas Brito

  • 12h20 - 14h - Almoço

  • 14h - 14h30 - Intervenções baseadas no modelo DIR/FloorTime - Dra. Maria Paula Chaim - Psicóloga Clínica

  • 14h30 - 15h - Sexualidade e Reprodução - Dra. Maria das Graças Brasil - Médica europediatra e Psiquiatra Infantil

  • 15h - 16h - Mesa Redonda sobre sexualidade e reprodução Dra. Maria das Graças Brasil, Dr. Décio Brunoni, Dra. Lorena Lobo, Silvana Modesto

  • 16h - 16h20 - Coffee Break

  • 16h20 - 17h - Questões de linguagem no autismo, Dra. Andressa Saad - Fonoaudióloga do Mackenzie

  • 17h - 17h30 - Diagnóstico tardio - Dr. Hélio Van Der Linder Júnior - Médico Neurologia

  • 17h30 - 18h30 Manejo de comportamento - Dra. Lorena Lobo - Psicóloga Comportamental.

  • 18h30 - Encerramento


1º Fórum AMA de Autismo

Dias: 6 e 7 de abril (sexta-feira e sábado)

Horário: Das 18h ás 22h na sexta-feira (6) e das 8h ás 18h30 no sábado (7)

Local: Auditório do SESC Cidadania (Avenida C-198, nº 224, Jardim América - Goiânia-GO)

Valor das inscrições: R$ 70 (público em geral); R$ 60 (estudantes e profissionais da educação e saúde); R$ 40 (associados da AMA Goiás, apenas por telefone)

Informações: (62) 9 9304-0697 (somente WhatsApp) (62) 9 8186-0026 (somente WhatsApp) (62) 9 8485-8402 (somente WhatsApp

Após o envio do formulário é necessário aguardar o recebimento do boleto via e-mail. A confirmação da vaga é feita mediante pagamento da inscrição.

O evento contará com certificado de participação com carga de 40 horas.

Fonte: g1.globo.com

Complacência com o AUTISMO


por Tulio Mendhes

Em 2008 a ONU (Organização das Nações Unidas) decretou o dia 2 de abril como o dia Mundial da Conscientização do Autismo; dessa forma surgiu a Campanha Abril Azul, de modo a chamar a atenção e ampliar o conhecimento acerca dessa patologia, a qual se manifesta mais comumente no sexo masculino (por isso a cor azul foi escolhida para representar a campanha). Até então, a complexidade que o assunto envolve tornava o diagnóstico do Autismo em algo absolutamente difícil de compreender, até mesmo para os pais das crianças que conviviam com o espectro em si.

Mas o que é autismo?

É um transtorno do desenvolvimento caracterizado pelo atraso no desenvolvimento das habilidades sociais, comunicativas e cognitivas.

O que desencadeia o transtorno do espectro autista?

Existem muitas informações a respeito do que seria a “causa” do que desencadeia o Transtorno do Espectro Autista.

  • Muitos estudos sugerem que o Transtorno do Espectro Autista pode ser influenciado pelo aspecto da herança genética. Ainda sobre o fator genético os mesmos levantamentos apontam que em determinados casos, cujo mais de um membro da mesma família apresente sinais de autismo, pode haver algum padrão de autismo ou deficiência que seja relacionado. Isso reforça a ligação genética que tende a existir.

  • Aspectos genéticos e ambientais respondem por grande parte dos casos, embora a hereditariedade seja um fator relevante, tal aspecto só corresponde à metade dos casos. A outra parte fica por conta dos fatores ambientais.

  • Além do aspecto genético, a questão ambiental pode responder por uma parcela considerável na incidência do Transtorno do Espectro Autista ainda na fase fetal. Pesquisas afirmam que situações como estresse, exposição a substâncias químicas e tóxicas, infecções, desequilíbrios metabólicos e problemas durante a gravidez podem ser causadores de autismo. Além disso, outros estudos não descartam o uso de alguns medicamentos durante a gestação como possíveis aspectos para a ocorrência do TEA em crianças.


Como é diagnosticado?

O diagnóstico é feito exclusivamente pela observação comportamental da criança, além de entrevista com os pais ou responsáveis. Ou seja, os especialistas chegam ao diagnóstico do autismo por meio da observação direta e de entrevistas, realizadas com os pais do paciente, a fim de se obter informações que possam reforçar a análise do médico.

É possível saber quais são os sintomas de Autismo com facilidade?Se meu filho apresentar algum sinal que sugira a existência do espectro, quem eu devo procurar?

Estes questionamentos que vivem tirando a o sono de milhares de pais diariamente. A preocupação é justificável, pois se o diagnóstico for confirmado, o tratamento deve começar em tempo hábil. Quanto mais cedo iniciar as intervenções, maiores serão as chances do alcance considerável de melhoras.

Quais os sintomas?

O Transtorno do Espectro Autista nunca se manifesta de maneira idêntica nos pacientes. Há pessoas com autismo que trabalham, estudam e aproveitam tudo que uma vida social pode oferecer. Por outro lado, existem aqueles que precisam de mais cuidados por não desfrutarem de tanta independência. Logo nos primeiros anos de vida, a criança começa a mostrar alguns sinais dos sintomas de Autismo como:,

  • Demonstração de maior interesse por objetos que pessoas

  • Ausência de contato visual quando chamada por alguém.

  • Não demonstra curiosidade em manusear objetos à sua volta.

  • Na literatura tem sido descrita uma relação direta do autismo com a nutrição, visto que em seu comportamento alimentar o autista pode apresentar seletividade na escolha dos alimentos, recusa, bem como indisciplina durante a realização das refeições.

  • Padrões restritos e repetitivos de comportamento.

  • Interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou comportamentos sensoriais incomuns.

  • Excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento.

  • Interesses restritos, fixos e intensos.

  • Algumas cores também podem afastar completamente qualquer possibilidade de aproximação do autista, tendo em vista a sensibilidade visual (tanto a hipersensibilidade quanto a hipossensibilidade) que deve ser levada em conta. Há casos de pacientes que ficam sobrecarregados visualmente quando estimulados. O indivíduo com autismo pode ter uma menor discriminação cromática em relação àqueles que não têm o TEA. No entanto, tudo isso entra na questão da característica que cada um traz consigo, ou seja, não se pode generalizar. Cada caso é diferente.


Ressaltando que esses sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades. Portanto, nota-se uma ampla variedade quanto aos sinais que o transtorno causa na vida do paciente e de toda a família. Diante disso, é importante que o tratamento esteja nas mãos de pessoas que tenham todo o preparo para lidar em cada caso. A partir do momento que o profissional diagnostica a existência do Autismo, o passo seguinte é a proposição de uma intervenção interdisciplinar que possa oferecer melhores condições para o seu desenvolvimento. O autismo é uma condição que exige o máximo de conhecimento por parte daqueles que convivem com os portadores deste transtorno, a modo de que se saiba lidar com as peculiaridades e necessidades do paciente, sobretudo durante a fase inicial – na infância –, possibilitando melhorias na qualidade de vida e minimizando os “prejuízos” quanto ao crescimento e desenvolvimento.

Abaixo segue na íntegra uma carta escrita por Elda Maria Rabelo, bacharel em Direito, membro da diretoria Centro de Convivência Autismo e Otimismo aqui em Uberlândia e desempenha a função mais importante, ser MÃE de uma criança autista.

“Dia 2 de Abril. Dia Mundial da Conscientização do Autismo temos muito que conscientizar nossa população. Deixo aqui o meu desabafo como mãe. Meu filho está dentro do espectro no quadro leve, inicialmente não falava quase nada e hoje com tratamento fala de tudo, porém junto vieram também outras dificuldades que é falar muito e muita coisa ao mesmo tempo. Comportamento este que requer outros tratamentos e treinamentos. Bom, faço um desabafo, porque meu filho entende bem os comandos e sempre conversando e ensinando com muita persistência ele vai aprendendo, mas é um trabalho de formiguinha e demorado, não é de um dia pra o outro que essa luz ascende por completo.

Ultimamente passei por duas situações em estabelecimentos na cidade de Uberlândia que me incomodou bastante. Uma foi numa credenciada pra renovação Carteira de Habilitação do meu marido e outro num consultório Médico – clínica particular – aguardando retorno médico. Mais de uma hora e meia esperando pra ser atendida. Nos dois lugares houve reclamação que meu filho estava falando muito e estava atrapalhando os atendimentos. Em um dos lugares um médico falou:

– “Quem é a mãe do menino que está falando muito"? Chama atenção dele porque está atrapalhando minhas consultas”.

No mesmo tom, respondi: – “Para um autista é difícil falar pra fazer silêncio, mas vou tentar. Pra quem conhece o meu filho sabe o quanto eu o corrijo. Infelizmente as pessoas estão intolerantes em entender o próximo e já vão com 7 pedras questionando”.

Depois que falei que meu filho era autista e que tinha dificuldades, o referido médico disse pra eu ficar a vontade. A pergunta que se faz é: Será que vou ter que falar pra todo mundo que meu filho é autista? Eu na batalha diária pode ter certeza que sempre ensinarei o meu filho ter uma postura dentro dos padrões e acima de tudo ser uma pessoa boa e complacente com o próximo”

Caro leitor, encerro essa postagem com a seguinte reflexão: “A mãe concluiu sua carta afirmando que ensinará seu filho ter uma postura dentro dos padrões sociais, mas acima de tudo ser uma pessoa boa e complacente com o próximo. Em cima dessa afirmação, pergunto? O autista tem aprendido ser complacente com o próximo. Mas e o próximo? Tem sido complacente com o autista e seus familiares?

Fonte: g1.globo.com