sábado, 14 de abril de 2018

UFF faz obras de acessibilidade no campus da Praia Vermelha

Estão sendo construídos caminhos com piso tátil e rampas na área externa

POR LEONARDO SODRÉ

Paralelepípedos estão sendo removidos em alguns trechos - Fábio Guimarães / Agência O Globo

NITERÓI — O campus da UFF da Praia Vermelha, na Boa Viagem, está passando por uma série de intervenções para dar mais acessibilidade aos estudantes e professores deficientes nas instalações da universidade. A obra, orçada em R$ 432.429,31, prevê a construção de rampas e caminhos com piso tátil na área externa interligando todos os prédios, além de estacionamento com vagas para pessoas com necessidades especiais. A previsão é que tudo fique pronto até o dia 29 de junho.

Segundo a UFF, atualmente, 35 servidores técnicos-administrativos, dois professores e em torno de 200 alunos que apresentam alguma deficiência utilizam diariamente as dependências da universidade. Até 2015, a verba anual do orçamento destinada ao Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (Sensibiliza-UFF) era de R$ 300 mil, segundo informou em setembro ao GLOBO-Niterói a coordenadora do núcleo, Lucília Machado. Como hoje o núcleo trabalha com uma verba de cerca de R$ 150 mil por ano, a solução foi buscar o financiamento para a obra através de emenda parlamentar. O investimento nas intervenções no campus da Praia Vermelha foi captado graças a uma emenda do deputado federal Jean Wyllys (PSOL).

Do total da verba obtida com a emenda de R$ 619.289, cerca de R$ 200 mil serão destinados a obras no Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs), em São Domingos, que receberá reforma nos banheiros e rampas de acesso e ganhará uma nova sala multiuso para professores e alunos, com deficiência ou não, equipada com computadores de última geração.


Implante no cérebro faz tetraplégico sentir toque e movimento nos braços.

Andersen Laboratory
Imagem destaca o córtex somatossensorial, área do cérebro responsável por sensações
Imagem destaca o córtex somatossensorial, área do cérebro responsável por sensações

Do UOL, em São Paulo

Um homem com todos os membros paralisados e incapaz de sentir sensações voltou a experimentar a pressão do toque e o balanço de movimentos em seus braços. Isso graças ao estímulo de eletrodos implantados em uma região do cérebro responsável por sensações corporais. A experiência realizada por cientistas do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), nos EUA, teve seus resultados publicados no periódico científico eLife.

Uma lesão na medula espinhal fez com que o paciente que participou do estudo perdesse os movimentos e a capacidade de sentir sensações em todos os membros abaixo dos ombros. No experimento realizado no hospital Keck, da Universidade do Sul da Califórnia, os pesquisadores implantaram minúsculos eletrodos numa região específica do córtex cerebral, chamada córtex somatossensorial.

Com os eletrodos, a equipe liderada pelo neurocientista Richard Andersen pode realizar estímulos elétricos nos neurônios. As sensações produzidas partiram desses pequenos pulsos no cérebro. O paciente relatou sentir diferentes sensações em seus braços, como a de apertar, bater e de movimento para cima e para baixo.

De acordo com a Caltech. antes do novo trabalho, implantes neurais semelhantes produziam sensações difusas, como as de formigamento. Já o implante realizado pela equipe de Andersen foi capaz de produzir sensações mais naturais, semelhantes às experimentadas pelo paciente antes de sua lesão.

"Foi muito interessante. [Senti] diversas sensações de pressão, aperto, movimentos, coisas assim. Espero que [a técnica] ajude alguém no futuro", disse o participante do estudo, que não teve o nome divulgado.

As sensações variaram em tipo, intensidade e localização no braço dependendo da frequência, da amplitude e da localização dos estímulos realizados pelos eletrodos no cérebro. Para os pesquisadores, o estudo pode levar ao = desenvolvimento de tecnologias que devolvam as sensações dos membros para pessoas paralisadas que utilizam próteses mecânicas controladas pelo cérebro.

University of Pittsburgh Medical Center/Reuters
No futuro, sensores poderão devolver experiência de toque e movimento a pessoas com braços mecânicos controlados pelo cérebro

Sensações naturais produzidas artificialmente

O córtex somatossensorial, local do cérebro do paciente que recebeu os eletrodos, é uma parte do cérebro ligada às sensações corporais, tanto as de movimento ou de posição do corpo no espaço quanto as cutâneas, de pressão, vibração, tato e outras.

Apesar das sensações geradas terem sido mais específicas do que as verificadas em outros experimentos, os códigos neurais que regem essas sensações físicas ainda não estão claros. O desafio dos cientistas agora será determinar os locais exatos de onde colocar os eletrodos para realizar os estímulos sensoriais de forma organizada.

Andersen pretende integrar a tecnologia aos braços robóticos que já são desenvolvidos em seu laboratório. Dessa forma, um homem paralítico poderá utilizar o braço mecânico para pegar uma xícara e ao mesmo tempo sentir o peso da xícara e o toque de seus dedos.

"Atualmente, o único feedback que está disponível em próteses neurais é visual, o que significa que os participantes [só] podem assistir à ação de membros robóticos", diz Andersen. A técnica também permitiria que os pacientes incorporassem com mais facilidade os membros biônicos como partes do próprio corpo.

Célia Leão vai criar cadastro de cuidadores de idosos e deficientes em SP

Célia Leão preside reunião da CCJ em São Paulo: mais benefícios para idosos e pessoas com deficiência


A Comissão de Constituição e Justiça, da Assembleia Legislativa de São Paulo, deu parecer favorável ao Projeto de Lei nº 75/2018, de autoria da deputada estadual Célia Leão, que determina a criação de um cadastro estadual de profissionais que prestam serviço e assistência a crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência no Estado.

Para a deputada, essas pessoas representam grande número de cidadãos no Estado e necessitam da garantia de bom atendimento. "O cadastro registrará informações sobre quem são esses profissionais, de onde vêm, o que fazem e qual é o grau de profissionalismo de cada um", disse.

A justificativa do projeto faz referência às denúncias de agressão por par­te de cuidadores, que se aprovei­tam da fragilidade de crianças, idosos e deficientes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 16% das pessoas acima de 60 anos já sofreram algum tipo de abuso, como negligência, violência física, psicológica ou sexual. A ideia é que os profissionais que forem processa­dos por maus-tratos sejam excluídos do cadastro estadual.

Criança cadeirante dribla escadas e buracos em saga por Bilhete Único

Jennifer, 11 anos, foi baleada na coluna em 2016. Ela saiu de Parelheiros para fazer perícia por cartão de gratuidade e demorou quatro horas no trajeto

Kaique Dalapola, do R7

Kaique Dalapola/R7
Elevadores da Estação Grajaú não estavam funcionando
Elevadores da Estação Grajaú não estavam funcionando

Em cima de uma cadeira de rodas, a menina Jennifer Santos de Freitas, de 11 anos, precisou superar buracos em ruas e calçadas, elevadores da CPTM quebrados e sinalizações falhas no Metrô para ir de sua casa — no bairro de Vargem Grande, região de Parelheiros (extremo da zona sul de São Paulo) — até a SPTrans, no bairro do Pari (centro paulistano).

A garota e a mãe, Andreia Helena de Freitas, 29 anos, foram fazer perícia na região central para tirar o Bilhete Único que dá direito à gratuidade no transporte público da capital. O R7 acompanhou a viagem, que durou quatro horas.

Jennifer não consegue andar desde quando foi baleada, há um ano e quatro meses. Ela perdeu o movimento das pernas na noite de 16 de dezembro de 2016, depois que foi baleada em uma tentativa de assalto à sua família, em frente à casa da avó, também em Vargem Grande.

Atualmente, a garota consegue ficar de pé e a expectativa da família — com base nas informações médicas — é de que ela volte a andar nos próximos dois ou três anos.

Na sexta-feira (6), dia da perícia na SPTrans, a reportagem foi recebida na casa da família pelo pai da menina, Luciano dos Santos Silva, 38 anos, às 3h30.

A irmã da garota dormia, enquanto ela e os pais estavam havia meia-hora se preparando para pegar o primeiro ônibus da linha 6093-10 (Vargem Grande/Terminal Grajaú), que sai às 4h sentido a estação da linha 9-Esmeralda da CPTM.

"Vamos na perícia para ver se a gente consegue o bilhete para não precisar mais pagar condução, porque tem sido bem puxado pagar as conduções das duas [mãe e filha] toda vez que temos que sair para médico, tratamento", conta Andreia Helena de Freitas, 29 anos, mãe da menina.

Em cima da cadeira de rodas, Jennifer demonstra rapidamente duas de suas características: é bastante vaidosa e muito responsável. Passando creme no rosto e no cabelo, a menina coloca a televisão em um canal que está passando jornal. "Eu gosto de jornal, e prefiro assistir ao Balanço Geral por causa da Hora da Venenosa", diz a garota.

Um longo caminho

Depois de tomar café, com pão e bolo, Andreia e Jennifer são acompanhadas por Luciano até o portão. Ele não vai levá-las porque, assim que amanhece, sai para exercer o trabalho de motorista em uma empresa na região de Interlagos (também na zona sul). Logo após a despedida, os primeiros desafios do dia de mãe e filha.

Kaique Dalapola/R7
Mãe e filha na rua da casa onde moram, na zona sul
Mãe e filha na rua da casa onde moram, na zona sul

Em uma estrada de terra, esburacada e sem calçadas, Andreia  empurra a cadeira de rodas de Jennifer nas ruas úmidas, com muitas pedras e poças causadas pela chuva do dia anterior.

Poucos minutos antes das 4h, mãe, filha e outras cinco pessoas aguardam o primeiro ônibus para ir sentido centro. A expectativa é chegar no destino antes das 8h, horário marcado pela perícia da SPTrans.

Dez minutos depois de sair do final da linha, às 4h10, o transporte passa no ponto onde Jennifer e Andreia estão. Não teve nenhum problema: o coletivo era adaptado e rapidamente mãe e filha subiram o elevador da escada do ônibus para iniciar a primeira viagem. "Aqui todo mundo conhece, porque só ela de cadeirante sai na rua e pega ônibus por aqui", afirma Andreia.

Ainda desconfiada, Jennifer passa os 38 minutos de viagem até o Terminal Grajaú acordada, mas falando pouco: "Eu sou tímida". A mãe retruca, alegando que o que ela deseja seguir não sugere que ela tenha timidez.

"É, eu quero ser youtuber. Eu faço vídeos de desafios e brincadeiras, junto com meus primos, mas mesmo assim eu tenho um pouco de vergonha aqui", explica a menina.

Jennifer tem várias referências de jovens youtubers, e usa a plataforma para publicar vídeos que grava principalmente na casa de sua avó materna, em Carapicuíba (região metropolitana de São Paulo). O preferido dela é o de "torta na cara", segundo do canal, publicado em 28 de outubro de 2016, menos de um mês antes de ser baleada.

Terminais e estações

Kaique Dalapola/R7
Andreia e Jennifer não conseguem usar calçada no Brás (região central de SP)
Andreia e Jennifer não conseguem usar calçada no Brás (região central de SP)

Às 4h48 o ônibus chega ao destino, no Terminal Grajaú. Depois de todos do coletivo desembarcar (cerca de 40 pessoas), motorista e cobrador descem Jennifer e Andreia para elas irem para a segunda etapa do trajeto: da estação Grajaú para a estação Pinheiros, onde farão a transferência da linha 9-Esmeralda da CPTM para linha 4-Amarela do Metrô.

No terminal de ônibus, o primeiro desafio é subir um andar em direção às catracas da estação de trem. Depois de 11 minutos de espera, um funcionário a serviço da CPTM passou via rádio de comunicação a seguinte informação ao empregado a serviço da SPTrans: "Nenhum dos elevadores da CPTM está funcionando, um funcionário vai ajudar nas escadas".

Mais três minutos e dois funcionários descem para levar Jennifer pelas escadas rolantes. O outro elevador da estação, que leva à plataforma onde embarca no trem, funciona normalmente.

Pouco depois das 5h inicia a nova etapa da saga. Quase toda viagem de cerca de 40 minutos no trem, Jennifer passa dormindo. Ela conta que está cansada porque, como faz todos os dias, foi dormir às 22h, depois de tomar os medicamentos — teve cinco horas de sono. "Ela toma os remédios, passa a sonda, sabe a hora e faz tudo sozinha, eu nem falo nada", diz a mãe.

Na estação Pinheiros, sem nenhum grande problema, Jennifer e Andreia fazem a transferência da CPTM para o Metrô, e embarcam sentido Luz, para fazer nova transferência na estação República (desta vez da linha 4-Amarela para a 3-Vermelha).

As novas dificuldades aparecem na estação República, onde elas desembarcam às 6h05 para pegar o metrô sentido estação Brás da linha 3-Vermelha (último ponto antes de ir para o destino final).

Por causa da falta de sinalizações, Jennifer e Andreia não conseguiram localizar o elevador que as levaria para a plataforma que precisam. Novamente, foram pela escada rolante — desta vez sem ajuda de funcionários.

Ruas e calçadas

Kaique Dalapola/R7
Jennifer comeu um churrasco grego antes de voltar
Jennifer comeu um churrasco grego antes de voltar

Os problemas de locomoção para cadeirantes não se limitam às ruas das periferias de São Paulo. A ida da estação Brás até a SPTrans, no bairro do Pari, região central da capital, é cheia de obstáculos. Andreia precisa usar a força e a coragem em vários momentos para subir as calçadas e andar no meio da rua movimentada por causa da falta de espaço adaptado para cadeira de rodas nas calçadas.

Depois de parar em uma banca de jornal no largo da Concórdia e comprar água para Jennifer tomar os medicamentos, a distância até chegar no endereço desejado é de aproximadamente 40 minutos.

"Eu não ligo para a distância que tem que andar. Ando o tanto que for necessário para levar a Jennifer onde for preciso"
Andreia, mãe de Jennifer

"Eu não ligo para a distância que tem que andar. Ando o tanto que que for necessário para levar a Jennifer onde for preciso. Os obstáculos no caminho que são complicados", afirma Andreia. Sorrindo e em tom de brincadeira, a criança fala sobre a distância que percorreram: "Também cansei".

O atendimento na perícia da SPTrans estava agendado para 8h. Jeniffer e Andreia chegaram cerca de 15 minutos antes. Foram chamadas com cinco minutos de atraso e, depois de três minutos de atendimento, saem com a notícia de que "deu tudo certo, graças a Deus". Ficou acordado que, em 20 dias, a família receberá uma carta comunicando a próxima etapa para tirar o Bilhete Único com gratuidade.

A volta à estação Brás foi de transporte público. "É muito longe, vamos esperar o ônibus mesmo", sugere Jennifer. Pelas janelas do coletivo, fica evidente que seria impossível voltar na cadeira de rodas. Devido ao horário, as calçadas já estão sendo tomadas por pessoas e barracas, e as ruas estão mais movimentadas com os carros.

Mãe e filha descem próximo à estação Brás. "Na rua, gosto de comer esse pão com carne ou pão de queijo, igual ao meu pai", avisa Jennifer antes de comer o churrasquinho grego vendido bem em frente ao ponto, se preparando para iniciar o caminho de volta para a casa.

ROTINA

                        Kaique Dalapola/R7
                           No Brás, a menina parou para tomar os medicamentos
                        No Brás, a menina parou para tomar os medicamentos

Aluna do 6º ano do ensino fundamental de uma escola estadual próxima de onde mora, Jennifer estuda à tarde e, às terças-feiras e sextas-feiras, é levada pelo Atende (Serviço de Atendimento Especial). Nos outros dias é levada pela mãe.

Um dos horários que a menina deve tomar remédio e passar a sonda, coincide com o período de aula. Ela sai e faz as obrigações sozinha, apesar de ter uma cuidadora à disposição para auxiliá-la fora da sala.

Jennifer gosta de matemática, apesar de achar que o professor é muito exigente. Ela tem bastante amizade na sala, mas algumas amigas ficaram em outra turma quando elas mudaram de escola. Os melhores relacionamentos da criança, no entanto, são nos dias de tratamento na Rede de Reabilitação Lucy Montoro.

Andreia leva a filha para a fisioterapia no instituto às segundas-feiras e quartas-feiras. Elas saem de casa às 5h, são atendidas entre 8h e 9h, e voltam para casa. Falta pouco tempo para a menina conseguir a internação na unidade de reabilitação, o que representará, segundo a mãe, um grande avanço para a recuperação da menina.

Outro fator que auxiliaria na recuperação seria a prática de esportes, mas a família enfrenta dificuldades em conseguir vagas. Uma tentativa é colocar Jennifer para fazer natação no CEU (Centro Educacional Unificado) de Parelheiros. No entanto, segundo Andreia, sempre que tenta fazer matrícula é informada que não tem vaga.

As artes marciais na unidade de Parelheiros do CEU também não contam com professores preparados para atender pessoas com necessidades especiais, de acordo com a mãe.

Já no CER (Centro Especializado em Reabilitação) de Santo Amaro, Andreia conta que para receber atendimento deve ser encaminhado pelo posto de saúde e, no local, a alegação para não atender Jennifer é a distância da residência da menina para a unidade.

OUTRO LADO

Buracos e calçadas

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria das Prefeituras Regionais disse que "de acordo com a legislação, a responsabilidade pela conservação de calçadas é do proprietário do imóvel". A secretaria afirma ainda que "a Prefeitura Regional Parelheiros realiza os serviços de regularização mecânica nas ruas de terra e de zeladoria".

Questionada em ligação telefônica sobre a ausência de calçadas na região, impossibilitando qualquer tipo de manutenção realizada por moradores, a assessoria da pasta informou que a prefeitura não pode fazer as calçadas no bairro por ser  tombada pelo Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo e está no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

Sobre o problema na locomoção na região central, a secretaria disse que, "desde o início da gestão em 2017, foram executadas 100 rampas de acessibilidade na região da Mooca, inclusive no Pari e no Brás".

Elevador no Grajaú

A reportagem informou à CPTM e à SPTrans sobre o problema que Jennifer encontrou com os elevadores do terminal para a estação Grajaú e questionou sobre como seria solucionado. Por telefone, a assessoria da SPTrans informou que a responsabilidade era da companhia de trem.

Em nota, a companhia disse que "a empresa contratada para a manutenção dos elevadores da Estação Grajaú, RV Manutenção em Elevadores, já foi notificada e multada pela CPTM por não manter pelo menos um dos elevadores de acesso ao terminal de ônibus em funcionamento".

A assessoria de imprensa ainda informou que, desde a última terça-feira (10), "dois elevadores estão funcionando na estação Grajaú — um de acesso à plataforma e outro de acesso ao terminal". O terceiro elevador, que também dá acesso do terminal à estação, segue em manutenção, com previsão de conclusão até este sábado (14).

Elevador na República

Informada e questionada sobre a falta de sinalizações para o elevador na transferência para da linha 3-Vermelha para a 4-Amarela do Metrô, a assessoria de imprensa da companhia disse que a responsabilidade é da empresa ViaQuatro, responsável pela linha Amarela.

Em nota, a ViaQuatro disse que "suas estações são totalmente acessíveis para pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida, contando com elevadores preferenciais, dispostos nos mezaninos e plataformas". Ainda segundo a assessoria, "os colaboradores da ViaQuatro estão preparados para atender a pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida, inclusive em condução de cadeirantes".

Limitação no Atende

Sobre o serviço do Atende utilizado por Jennifer, a SPTrans afirmou que a menina utiliza o atendimento às terças-feiras e sexta-feiras para ir à escola, e às segundas-feiras e sextas-feitas para ir ao tratamento no Lucy Montoro, "estando ainda pendente somente o atendimento para a escola às quintas-feiras, devido a dificuldade de encaixe imediato".

A assessoria da SPTrans ainda disse que as análises de solicitações de pedidos para o uso do Atende são realizadas diariamente e "a disponibilidade de atendimento depende da estrutura de logística do serviço, com base na rota comum a outros usuários, dias, horários e condição de transporte (se há cadeira de rodas e acompanhante), para que seja sempre compatível a inclusão de novos pedidos à rota de atendimento".

Por fim, a assessoria disse que "todos os cuidados são tomados para que o serviço chegue a um maior número de pessoas possível de tal maneira que ninguém fique sem ser atendido".

Vaga no CEU

Em contato telefônico, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação disse que "o CEU tem uma política de inclusão" e todos alunos que praticam esportes nos centros têm atendimento igualitário sendo que as pessoas com necessidades especiais têm preferência no surgimento de vagas.

Ainda de acordo com a pasta, não existe registro de Jennifer na lista de espera por vaga no CEU de Parelheiros e informou que a solicitação deve ser feita pela mãe diretamente na coordenação da unidade. Depois disso, a gestão entra em contato com a família disponibilizando a vaga para a prática das atividades do local.

Atendimento no CER

A reportagem também repassou para a Secretaria Municipal de Saúde os questionamentos feitos pela mãe a respeito das burocracias e impossibilidade que Jennifer tem para receber atendimento no CER de Santo Amaro. Em resposta, a CRS (Coordenadoria Regional de Saúde) Sul disse que "a mãe da paciente em questão já foi contatada pelo CER (Centro Especializado em Reabilitação) Santo Amaro para o tratamento".


Lucia Araújo retorna à cidade da primeira medalha para a disputa da Copa do Mundo

Foto: Bruno Miani/CBDV/Inovafoto
Lucia Araújo retorna à cidade da primeira medalha para a disputa da Copa do Mundo
Legenda: Lúcia Araújo durante o Grand Prix Internacional Infraero de Judô Paralímpico

Na madrugada da próxima quinta-feira, 19, a Seleção Brasileira de judô paralímpico embarca para a Turquia para a disputa da Copa do Mundo na cidade de Antalya, nos dias 22 e 23 e para a realização de treinos com atletas de outros países. A delegação do Brasil seguirá para o desafio com seis judocas e os dois treinadores.

A competição vale pontos para o ranking que garante vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e serve como preparação para o principal evento do ano, o Campeonato Mundial que será realizado na cidade de Lisboa, em Portugal, no mês de novembro.

Uma das convocadas para a Copa do Mundo é Lucia Araújo, que neste ciclo subiu de categoria e agora está no meio-médio (até 63kg). A judoca vem de um retrospecto de causar inveja a muitos atletas e em seu cartel constam medalhas em todas as competições disputadas desde 2010. De lá pra cá foram 18 pódios.

“Fruto de muito treino. Buscando sempre corrigir o que precisa e com o pensamento de sempre melhorar. Você sai de uma competição com uma medalha, mas tem que ter a consciência de que a medalha veio, mas sempre tem espaço para melhorar. Procurar sempre estudar os adversários. Mas o principal é não se acomodar, cada dia buscar sempre fazer o seu melhor”, exaltou Lúcia.

Antalya traz boas lembranças para a judoca. Foi na cidade turca que Lucia Araújo conquistou a sua primeira medalha internacional. A vice-campeã dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e Londres 2012 espera um novo sucesso oito anos depois e afirma que vai em busca da medalha de ouro.

“Diferentemente do ano passado, que estava iniciando no novo peso, e conseguir subir no pódio (prata na Copa do Mundo do Uzbequistão), vou para ser campeã. O meu objetivo é estar no ponto mais alto do pódio. Sinto que estou capacitada para isso e espero encontrar a campeã e vice paralímpica. As minhas expectativas são as melhores, a minha primeira medalha internacional foi na Turquia, em Antalya, e espero repetir este feito”, disse a judoca.

Lucia Araújo terá a companhia de Alana Maldonado (-70kg), Antônio Tenório (-100kg), Rebeca Silva (+100kg), Thiego Marques (-60kg) e Wilians Araújo (+100kg), além dos técnicos Alexandre Garcia e Jaime Bragança. As disputas pelas medalhas serão nos dias 22 e 23, e nos dias 24 e 25 os judocas treinam com representantes de outros países.

Confira a programação completa:  https://bit.ly/2q5wJrw

Patrocínio e apoio ao esporte

Com o patrocínio da Infraero desde 2009, o judô paralímpico brasileiro conta com recursos oriundos desta parceria, fundamentais na execução das fases de treinamento, realização das duas etapas do Grand Prix, intercâmbios dos atletas da seleção, contratação de profissionais para a equipe multidisciplinar, além de atender outros projetos importantes para o crescimento da modalidade no país.

Fonte: cbdv.org.br

Seleção brasileira de halterofilismo é convocada para Aberto Europeu na França

Leandro Martins/CPB/MPIX
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Por CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro, por meio da coordenação-técnica de halterofilismo, divulgou nesta sexta-feira, 13, a convocação dos atletas que participarão do Campeonato Aberto Europeu da modalidade. A competição será de 25 a 30 de maio, em Berk Sur Mer, na França.

Inicialmente, a intenção da coordenação da modalidade era disputar a Copa do Mundo em Dubai, no início do ano. No entanto, como o Mundial da Cidade do México, no ano passado, foi postergado de outubro para dezembro, o curto tempo de preparação demandou uma readequação do calendário.

Com a anuência do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), abriu-se a possibilidade de disputa do Campeonato Europeu. Nele, os brasileiros terão a chance de obter índices classificatório para o Regional das Américas, que acontecerá em dezembro, em Bogotá (Colômbia).

Confira AQUI os convocados.

Fonte: cpb.org.br

Medalhistas paralímpicos disputam 2º Desafio CBAt/CPB, no domingo, em SP

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Por CPB

No próximo domingo, 15, acontece no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, a segunda edição do Desafio de Atletismo CBAt/CPB, quando atletas olímpicos e paralímpicos estarão juntos em uma mesma competição. Esta é uma parceria entre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Nesta edição, estarão presentes 18 medalhistas paralímpicos, entre eles Felipe Gomes, dono de cinco medalhas em Jogos Paralímpicos na classe T11 (cego total). Therezinha Guilhermina também participará da competição. A atleta, que compete na classe T11, ganhou sua primeira medalha em Atenas 2004. Após participar de quatro edições dos Jogos, ela já subiu em oito pódios paralímpicos.

Os atletas Yohansson do Nascimento (T46) e Verônica Hipolito (T38), medalhistas nos Jogos do Rio 2016, também estarão no CT para a competição. Verônica participou da primeira edição do Desafio, em 25 de março, e celebrou o clima amigável entre todos os atletas.

O principal objetivo deste evento é promover uma maior interação entre os atletas, porém, sempre respeitando as especificações técnicas de cada um dos lados. Ao todo, serão 48 atletas paralímpicos, sendo 28 homens e 20 mulheres. Além de ser uma oportunidade rara de competir ao lado de atletas convencionais, essa é uma forma dos participantes paralímpicos conseguirem melhorar as suas marcas e, consequentemente, suas colocações no ranking mundial.

A programação prevê provas de velocidade, lançamento de dardo e disco, salto em distância e arremesso peso. A provas acontecem das 9h até às 13h30, no Centro de Treinamento Paralímpico, no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, na capital paulistana. A entrada é gratuita.

Fonte:cpb.org.br

Em retorno, gaúcha fica com primeiro ouro da Copa Brasil de esgrima em CR

Marco Antônio Teixeira / CPB / MPIX
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Por CPB

Dayane Perón, gaúcha de 32 anos, foi a primeira atleta a conquistar um ouro na I Copa Brasil de Esgrima em CR, competição que abre a temporada nacional da modalidade em 2018, no Centro de Excelência, em Goiânia. Nesta sexta-feira, 13, no sabre feminino, a esgrimista terminou em primeiro após derrotar Karina Maia, da ADFP, por 15 a 14, em uma virada emocionante.

“Foi muito importante porque, na verdade, jogo com o florete. Estou voltando agora e com a espada. Espero conquistar muitas outras vitórias fazendo o que realmente amo”, comemorou. Em 2014, Dayane parou de treinar e competir na modalidade por causa dos estudos na faculdade de educação física e do trabalho. Em 2017, após aceitar o emprego no Grêmio Náutico União (GNU), clube que defende atualmente, voltou aos treinos durante os intervalos no expediente.

A gaúcha de Sananduva amputou os dois pés após um acidente doméstico quando tinha um ano. Ela puxou um bule e teve queimaduras de terceiro grau. Devido a complicações no tratamento, perdeu também parte do braço direito. Aos 14, leu um folheto sobre oportunidades para pessoas com deficiência e soube que Porto Alegre, capital do estado, seria o lugar que as encontraria. Aos 17, mudou-se para lá e conheceu a esgrima em cadeira de rodas.

“No começo achei que não era pra mim, não era fã de esporte, de suar. Mas quando testei e consegui fazer um ponto, fiquei maravilhada”, relembrou. Ela não foi a única gaúcha a conseguir o ouro neste primeiro dia: Jovane Guissone, que defende a ADFP, também conquistou a medalha dourada no florete masculino B, após vencer Vanderson Chaves (GNU).

Na espada feminina A, Carminha Oliveira venceu sua companheira de clube Karina Maia (ADFP), Rudineia Mânica (GNU) e Fabiana Soares (SCM), completaram o pódio. Finalizando o primeiro dia de disputa, Lenilson Oliveira (Adeacamp) venceu Moacir Ribeiro (ADFP). Sandro Colaço e Clodoaldo Zafatoski, também da AFDP, ficaram com o bronze.


Além da I Copa Brasil de Esgrima em CR, também ocorre em Goiânia, neste fim de semana, a etapa regional Centro-Leste do Circuito Loterias Caixa de atletismo, natação e halterofilismo.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a etapa regional Norte-Nordeste do Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação e a I Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa da arena para identificação.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A esgrima, o halterofilismo e a natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 13, 14 e 15 de março
Cidade: Goiânia (GO)

Atletismo e Esgrima em CR: Centro de Excelência do Esporte
Endereço: Av. Oeste, 56-250 - St Aeroporto - Goiânia - GO

Natação e Halterofilismo: SESI - Clube Ferreira Pacheco
Endereço: Av. João Leite, 915 - Santa Genoveva Goiânia - GO

Programação*
I Copa Brasil de Esgrima em cadeira de rodas
Sexta-feira (13/4) – 9h às 12h30 e 13h30 às 18h
Sábado (14/4) - 9h às 12h30 e 13h30 às 18h
Domingo (15/4) - 8h às 12h

Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação - Etapa Regional Centro-Leste
Sexta-feira (13/4) – 9h30 às 12h30 e 15h30 às 19h (somente halterofilismo)
Sábado (14/4) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (15/4) - 8h às 12h

*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

Jovem halterofilista bate recorde das Américas júnior, em Goiânia

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

A etapa regional Centro-Leste do Circuito Loterias Caixa começou na manhã desta sexta, 13, em Goiânia, Goiás, com as disputas do halterofilismo no SESI – clube Ferreira Pacheco. Lucas dos Santos, de 16 anos, da FEPAM/AM, foi um dos destaques após quebrar os recordes juniores brasileiro e das Américas na categoria até 49 kg.

As marcas anteriores eram 103kg e 100kg, respectivamente. O jovem levantou 105kg em sua segunda tentativa e garantiu, além dos recordes, o ouro na disputa. A prata ficou com Daniel de Almeida, da AESA-ITU/SP, com 83kg, e, o bronze, com Mateus Moreira, da CFB/DF, que ergueu 72kg. Lucas foi campeão mundial júnior da modalidade, no México, no ano passado, quando levantou 100kg.

"Fiquei feliz pelos recordes. Competi no final de março, em Aracaju, e o tempo para me preparar foi curto, mas consegui fazer o que precisava. Fiquei surpreso em ver que também bati o recorde das Américas”, comentou o manauara.

Ao todo, 111 halterofilistas, de 12 estados, participam da competição, que tem caráter nacional. Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe são os estados com representantes.

No período da tarde, Mariana D'Andrea, da categoria até 67kg, representante da AESA-ITU/SP, bateu o recorde brasileiro júnior ao erguer 113kg, na sua segunda pedida de peso. A atleta superou a melhor marca brasileira em oito quilos, e faturou a medalha de ouro. Mariana representará o Brasil no Campeonato Aberto Europeu, no fim de março, na França. Completaram o pódio as atletas Najara da Silva, FEPAM/AM, com 60kg e Viviane de Almeida, CDB/DF, com 56kg.

Outro atleta que participará do Aberto Europeu e competiu nesta sexta,13, é Bruno Carra, da categoria 59kg, também da AESA-ITU/SP. Carra levantou 171kg e conquistou a medalha de ouro. Seguido por Alexandre Gouveia, da ANDEF, com 127kg. O terceiro lugar ficou Marcos da Cunha, da APNH/SP, com 120kg.

As disputas de halterofilismo continuam neste sábado e domingo, 14 e 15. Natação e atletismo terão brigas por medalhas no fim de semana. Além do Circuito, a I Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas também ocorre na capital goiana.

Outros resultados:
Até 41kg, até 45kg e até 50kg fem.
1º - Maria Luzineide (ASDEF/RS) - 81kg
2º - Maria Rizonaide (SADEF/RN) - 78kg
3º - Lara Ferreira (CDDU/MG) - 60kg

Até 55kg fem.
1º - Camila Pilares (CDDU/MG) - 73kg
2º - Ana Paula Gonçalves (CFB/DF) - 65kg

Até 61kg fem.
1º - Terezinha Mulato (SADEF/RN) - 88kg
2º - Eliana Pereira (CAN/SE) - 45kg

Até 54kg masc.
Anderson Marcílio (AESA-ITU/SP) - 105kg
Rogério Garcia (AEA/PR) - 87kg
Lucas Matheus Souza (CDDU/MG) - 75kg

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a etapa regional Norte-Nordeste do Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação e a I Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa da arena para identificação.

O Circuito
O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais serão separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A esgrima, o halterofilismo e a natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 13, 14 e 15 de março
Cidade: Goiânia (GO)

Atletismo e Esgrima em CR: Centro de Excelência do Esporte
Endereço: Av. Oeste, 56-250 - St Aeroporto - Goiânia - GO

Natação e Halterofilismo: SESI - Clube Ferreira Pacheco
Endereço: Av. João Leite, 915 - Santa Genoveva Goiânia - GO

Programação*
Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação - Etapa Regional Centro-Leste
Sexta-feira (13/4) – 9h30 às 12h30 e 15h30 às 19h (somente halterofilismo)
Sábado (14/4) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (15/4) - 8h às 12h

I Copa Brasil de Esgrima em cadeira de rodas
Sexta-feira (13/4) – 9h às 12h30 e 13h30 às 18h
Sábado (14/4) - 9h às 12h30 e 13h30 às 18h
Domingo (15/4) - 8h às 12h
*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

Começa a Caravana da Inclusão 2018, em Pederneiras


A cidade de Pederneiras é a primeira a receber a 9ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, realizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. O evento acontece no Teatro Municipal Flávio Razuk, que fica no centro da cidade, no dia 26 de abril, a partir das 9h.

A cidade conta com cerca de 10 mil pessoas com deficiência, de acordo com dados do Censo IBGE 2010. Além de Pederneiras, outras quatro cidades do interior paulista recebem o evento.

A Caravana visa trazer à tona assuntos importantes para o segmento das pessoas com deficiência. O tema central dos encontros de 2018 será “O Ciclo das Políticas Públicas Inclusivas”, sendo abordados os principais aspectos para a elaboração, implementação e acompanhamento dessas políticas.

Desde 2010, a Caravana já passou por mais de 70 cidades e visa o fortalecimento da interlocução com os municípios paulistas, sensibilizando e orientando os gestores públicos locais e a sociedade civil em geral acerca da acessibilidade e inclusão.

Reconhecimento e valorização da atuação dos municípios na elaboração, planejamento, implementação e operacionalização de ações e projetos que garantam a igualdade de acesso, além de acesso a todos os bens, produtos e serviços, públicos e privados, também são objetivos da Caravana.

Agenda da Caravana 2018:

26/abril - Pederneiras
10/maio - Queluz
25/maio - Francisco Morato
15/junho - Pirassununga
29/junho - Ribeirão Pires

SERVIÇO
9ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania – Pederneiras
Data: 26 de abril
Horário: 9h às 13h
Local: Teatro Municipal Flávio Razuk
Endereço: Rua Prudente de Morais, S-201 – Centro Pederneiras – Pederneiras – SP
Informações: (11) 5212-3700

Parque Vila Sésamo qualifica-se para receber crianças autistas

A iniciativa é parte das ações de conscientização que a marca Vila Sésamo está criando

Foto da personagem Julia, da Vila Sésamo, segurando um ursinho de pelúcia. Ela tem uma aparência lúdica, com uma cabeça grande e amarela, nariz e cabelos laranja

O Sesame Place, parque temático dedicado ao programa Vila Sésamo, na Filadélfia, tornou-se o primeiro do mundo a receber a certificação de local preparado para receber autistas. O selo de aprovação foi dado pelo Conselho Internacional de Padrões de Credenciamento e Educação Continuada (IBCCES), entidade especializada em treinar profissionais e certificar escolas, hospitais e a indústria do turismo, entre outros, para receberem pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Para ganhar a certificação, anunciada no Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), o parque treinou os funcionários em sensibilização e conscientização, habilidades motoras, sociais e comunicacionais e outros conhecimentos importantes para as interações com crianças autistas e suas famílias. O parque deverá repetir o treinamento a cada dois anos para manter o certificado.

O Sesame Place também adicionou ao seu site um “guia sensorial” que mostra em que níveis os cinco sentidos são estimulados em cada atração. Assim, famílias com crianças autistas podem planejar sua visita pensando em como as atrações podem afetar a recepção sensorial dos pequenos.

Além disso, o parque terá ainda duas salas silenciosas com luminosidade ajustável; áreas de menor sensorialidade para que os visitantes possam descansar ou assistir aos desfiles e fones de ouvido que bloqueiam sons, para pessoas com sensibilidade auditiva.

A iniciativa do Sesame Place vai ao encontro das novas políticas adotadas pela marca Vila Sésamo para aumentar a conscientização sobre o autismo e se tornar mais inclusiva para crianças no espectro. Entre as novidades, está Julia, uma nova personagem autista que entrou no programa (e no parque) em 2017.

O Sesame Place abrirá novamente no dia 28 de abril, para sua 38º temporada.

Capacidade Civil da Pessoa com Deficiência: Tomada de Decisão Apoiada e Curatela.

martelojustica

Bruna Katz e Raquel Tedesco*

A Lei Brasileira de Inclusão das Pessoas com Deficiência (Lei n. 13.146/15), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, ampliou significativamente o espectro de proteção conferido às pessoas com deficiência, ao mesmo tempo em que reconheceu a importância da autonomia, independência e liberdade desses indivíduos para fazerem suas próprias escolhas.

A referida legislação, portanto, não se limitou a garantir a inclusão das pessoas com deficiência, como também a emancipação pessoal e social destas, garantindo, assim, o exercício pleno de seus direitos, dentre os quais o direito à liberdade, à intimidade e à afetividade.

Houve uma importante mudança relacionada ao regime de capacidade das pessoas com deficiência mental e intelectual, retirando-as da condição de absoluta ou relativamente incapazes que até então ocupavam no ordenamento jurídico.

O Estatuto previu expressamente que a deficiência não afetará a plena capacidade civil da pessoa, a qual terá assegurado o direito ao exercício dessa capacidade em igualdade de condições com os demais (art. 6º), podendo casar-se, constituir união estável, exercer direitos sexuais e reprodutivos, decidir sobre o número de filhos, ter acesso a informações adequadas sobre reprodução e planejamento familiar, conservar sua fertilidade, exercer direito à guarda, tutela, curatela e adoção.

Dito isso, não restam dúvidas de que as ideias de deficiência e incapacidade foram desvinculadas. Ou seja, a pessoa com deficiência é, em regra, plenamente capaz. É possível, porém, que haja necessidade de adoção de procedimentos de auxílio para a prática dos atos civis pela pessoa com deficiência, quais sejam, a tomada de decisão apoiada e a curatela.

Tomada de Decisão Apoiada.
A tomada de decisão apoiada é um procedimento judicial, de iniciativa da própria pessoa com deficiência, que dele se valerá quando pretender a obtenção de auxílio de terceiros para realizar certos atos de sua vida.

É importante que se leve em consideração o significado da palavra apoio, devendo ser compreendida como ajuda, auxílio, proteção. Ou seja, a tomada de decisão apoiada deve respeitar as vontades e preferências da própria pessoa apoiada, não sendo substituída pela vontade de seus apoiadores. Tanto é assim que os apoiadores – a lei prevê que sejam dois – serão escolhidos pela própria pessoa com deficiência, exigindo o Estatuto que se trate de pessoas idôneas, com relação às quais o apoiado mantenha vínculos e possua confiança.

O termo de apoio será apresentado ao Juiz, que ouvirá o Ministério Público antes de se pronunciar quanto ao pedido. Com isso, fica ampliado o espectro de proteção à pessoa com deficiência.

A situação não se assemelha às hipóteses de mero conselho ou palpite. Os apoiadores desempenham um encargo de suporte à pessoa apoiada, cumprindo-lhes zelar pelos interesses desta, inclusive noticiando ao Juiz circunstâncias de negócios jurídicos que possam representar risco ou prejuízo relevante ao apoiado.

A lei não estabelece o prazo mínimo de duração da tomada de decisão apoiada, nem arrola os atos que se submeterão a apoio. Quando o apoiado formula o pedido, é necessário que especifique os limites do apoio pretendido, bem como o seu prazo de vigência. A sentença judicial que julgar esse pedido indicará necessariamente a sua duração.

De outro lado, considerando que a pessoa apoiada é plenamente capaz, a ela é conferida autonomia para requerer a extinção da medida de apoio a qualquer tempo. Também os apoiadores poderão solicitar sua exclusão do processo, sendo ambos os pedidos submetidos à decisão judicial.

Como visto, há uma via assistencial para a pessoa com deficiência que possui o necessário discernimento para praticar os atos de sua vida: o procedimento de tomada de decisão apoiada. Esse instituto é menos invasivo à esfera pessoal da pessoa com deficiência, garantindo sua autonomia e liberdade. Daí por que deve ser a primeira opção a ser considerada.

A lógica do Estatuto é a seguinte: a pessoa com deficiência é plenamente capaz. Em alguns casos, todavia, o grau de comprometimento da pessoa, em decorrência da deficiência, poderá afetar sua capacidade de expressão da própria vontade. É para essas hipóteses em que há comprometimento da capacidade plena que a curatela se presta.

O procedimento de curatela, portanto, terá caráter excepcional e temporário. Ou seja, a curatela somente será adotada quando realmente necessária para a preservação dos interesses do própria pessoa com deficiência. Prescreve a lei que a curatela deve ser proporcional às circunstâncias do caso e durar o menor tempo possível.

Diferentemente do procedimento de tomada de decisão apoiada, que é de iniciativa exclusiva da pessoa com deficiência, a curatela possui outros legitimados para ingressarem com a ação, dentre os quais se incluem cônjuges ou companheiros do curatelado, seus parentes, o representante da instituição onde esteja abrigado e, na falta desses, o Ministério Público.

Nesse processo, o juiz contará com a ajuda de um expert ou de uma equipe multidisciplinar, os quais têm como função realizar perícia para avaliar e delimitar os atos para os quais haverá a necessidade de curatela da pessoa com deficiência.

Na sentença que decidir o processo, o juiz explicitará seus limites, indicando os atos que esta atingirá, circunscritos às questões patrimoniais e negociais, bem como o tempo pelo qual perdurará, sendo possível, ainda, sua revisão periódica.

Importante referir que a curatela não atingirá atos de índole existencial, de modo que ao curador fica vedado interferir em questões como o casamento, religião, filhos e liberdade sexual.

Conclusão.
O Estatuto da Pessoa com Deficiência alterou significativamente o regime de incapacidades previsto no Código Civil. Por mais difícil que seja mudar mentalidades e desconstruir estigmas, é importante se ter em mente que pessoa com deficiência é, em regra, plenamente capaz para os atos de sua vida.

Não se está, aqui, dizendo que essa pessoa não mereça especial proteção. Pelo contrário, o reconhecimento de sua vulnerabilidade impõe um tratamento diferenciado em diversas questões, o que a Lei de Inclusão garante. A pessoa com deficiência é vulnerável, mas não incapaz.

Nessa toada, os institutos da tomada de decisão apoiada e da curatela devem ser compreendidos como instrumentos de apoio para o exercício da capacidade da pessoa com deficiência, e não limitadores de sua autonomia e liberdade.

As preferências, interesses e vínculos afetivos da pessoa com deficiência devem ser preservados e levados sempre em consideração; seja num, ou no outro procedimento. Até mesmo a curatela, que é excepcional e extraordinária, perde seu caráter de medida substitutiva da vontade.

Tratando-se de regramento bastante recente em nosso ordenamento, o qual rompeu com a lógica anterior do sistema, ainda pendem dúvidas quanto à orientação que os Tribunais pátrios darão a respeito da matéria.

Confia-se, porém, que a compreensão do sistema como um todo dará um norte a essas decisões, afastando a ideia de substituição da vontade, para dar lugar a um modelo de auxílio capaz de garantir a emancipação da pessoa com deficiência em todas as esferas de sua vida, eliminando-se os obstáculos que impedem o pleno exercícios de seus direitos.

*Bruna Katz e Raquel Tedesco são advogadas.

Fonte: inclusive.org.br