sábado, 21 de abril de 2018

Cientistas brasileiros começam testes em humanos de droga que pode recuperar paralisias

Ilustração em 3D da medula espinhal: testes com animais mostraram que substância pode reabilitar nervos lesionados – Shutterstock/Sebastian Kaulitzki

RIO – Pesquisadores da UFRJ começaram a recrutar pacientes para o primeiro ensaio clínico da polilaminina, substância que estudos anteriores em animais mostraram ser capaz de promover a regeneração de nervos danificados. A ideia é aplicar a polilaminina em pessoas que cheguem aos hospitais participantes — Sousa Aguiar, no Centro do Rio, e Azevedo Lima, em Niterói — com lesões na medula para ver se é possível também reduzir as sequelas ou mesmo evitar a paralisia provocada por esse tipo de trauma em humanos.

Nos testes com ratos vimos que, quando as lesões foram moderadas, como a compressão da medula, eles recuperaram totalmente os movimentos. Já quando a transecção (corte) da medula foi completa, a recuperação foi menor — conta Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biológicas da UFRJ, responsável pelo experimento. — Mas nossa expectativa é observar uma melhora motora significativa dos pacientes recrutados, incluindo a possibilidade de voltarem a andar. Dependendo do tipo de lesão e do acompanhamento posterior com neurologistas, fisioterapia etc., isso pode acontecer, sim.

Tatiana explica que a escolha de hospitais especializados em atendimentos de emergência de traumas para esse primeiro ensaio clínico se deveu ao fato de os estudos anteriores com animais terem demonstrado que, quanto mais rápida for a aplicação da polilaminina após a lesão, melhores os resultados. Para participar do experimento, limitado a 20 pacientes, no entanto, as vítimas das lesões devem se encaixar em uma série de critérios: elas não podem ser politraumatizadas, isto é, apresentar vários ferimentos, basicamente só a lesão na medula; devem ter entre 18 e 60 anos de idade; não sofrer com doenças neurológicas; a lesão deve ser entre a quinta vértebra cervical (C5) e a última vértebra torácica (T12); e, por fim, a lesão deve ser considerada completa clinicamente, isto é, o paciente não deve ser capaz de movimentar nem apresentar nenhuma sensibilidade abaixo do local do dano na medula.

Incluímos esse último critério porque cerca de 15% dos pacientes que ainda têm alguma sensibilidade após a lesão na medula voltam naturalmente a recuperar os movimentos, então não saberíamos dizer se a recuperação foi provocada pelo tratamento com a polilaminina ou natural — complementa a pesquisadora, acrescentando que, caso se encaixem nesses critérios estritos, os voluntários deverão receber injeção da substância no local lesionado no prazo máximo de três dias.

Ainda segundo Tatiana, a decisão de limitar esse ensaio clínico inicial a apenas 20 pacientes se deve a diversas dificuldades para sua realização com as devidas segurança e presteza de forma a avançar com as pesquisas em torno do uso da polilaminina em humanos também o mais rápido possível. Isso porque, de acordo com o protocolo do experimento aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), os pacientes deverão ser acompanhados durante um ano por uma equipe multidisciplinar composta por médicos de diversas especialidades, fisioterapeutas e outros profissionais.

É um acompanhamento longo, e depois temos que fechar os resultados e publicá-los. Se fôssemos fazer com mais que isso, ficaríamos eternamente nesse experimento — diz. — Então decidimos fazer um experimento menor, e depois fazemos outro maior.

Assim, o ensaio clínico atual é classificado como sendo do que são conhecidas como fases um e dois desse tipo de experiência. Normalmente, essas fases são conduzidas em separado, com a primeira testando basicamente a segurança da administração de uma substância em um pequeno grupo de voluntários saudáveis, e a segunda já abordando sua eventual eficácia também em um pequeno grupo de pessoas vítimas do que quer que ela se proponha a tratar ou curar. Nesse caso, porém, essas fases foram agrupadas, já que seria “eticamente impensável” injetar a polilaminina na medula de pessoas sem lesões, lembra Tatiana.

Já fizemos os testes de segurança e tolerância em animais, ratos e cães — esclarece a pesquisadora. — Monitoramos eles e não observamos nenhum efeito deletério neurológico, no sangue ou hepático, o que nos deu confiança e subsídios para dar início aos testes com humanos.

Já uma eventual fase três do ensaio clínico — que geralmente expande as avaliações sobre a eficácia de uma substância a centenas ou mesmo milhares de pacientes, além de procurar por possíveis efeitos colaterais ou reações indesejadas, e é a última antes de um novo remédio ou tratamento ser levado para aprovação das autoridades de vigilância sanitária — vai depender não só de bons resultados no experimento inicial como de uma parceria com alguma empresa farmacêutica ou instituição interessada, já que o laboratório chefiado por Tatiana, e mesmo a UFRJ, detentora da patente da polilaminina e seu processo de fabricação, não dispõem dos recursos necessários para esse tipo de investimento.

Não é problema do custo de produção da droga, que é relativamente barata, mas as dificuldades logísticas que tudo isso envolve — destaca.

E, de fato, estas dificuldades não são poucas, como mostra o tempo que Tatiana e sua equipe levaram para conseguir realizar este primeiro ensaio clínico. O estudo com ratos que demonstrou o potencial de regeneração da medula pela substância foi publicado ainda em 2010, mas apenas há dois anos o experimento foi aprovado pelo Conep e só agora ele está começando.

Esta demora foi devido a esta questão de logística, pois tivemos que adquirir competências e montar a equipe multidisciplinar com especialistas de diversas áreas que vai acompanhar o ensaio – conta. – E estas pessoas ainda por cima têm que estar dispostas a trabalhar de graça, pois não há remuneração pela participação. Já depois da aprovação do Conep o problema passou a ser o sistema de saúde do Rio de Janeiro, com os diretores de dois hospitais que a princípio participariam do ensaio recuando. Então, finalmente só agora estamos começando a recrutar pacientes.

E, embora o ensaio clínico foque apenas o uso da polilaminina no tratamento de lesões recentes, estudos já realizados por Tatiana e colegas apontam outras potenciais aplicações da substância. Segundo ela, os testes com animais revelaram que em alguns casos as injeções também podem promover a recuperação de lesões antigas nos nervos, mas ainda não há perspectivas de quando — e se — essa capacidade será avaliada em humanos.

Por fim, estudo publicado recentemente pelo grupo num prestigiado periódico científico da área de neurociências, o “Journal of Neuroscience”, mostrou que a laminina está presente em chamados “nichos” no cérebro que abrigam células-tronco responsáveis pela formação de novos neurônios ao longo de praticamente toda a vida de uma pessoa, a chamada neurogênese. Com isso, abre-se caminho para pesquisas sobre o uso da substância também no tratamento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, marcadas pela morte dos neurônios. Assim, mesmo que não consiga curar esses males, a polilaminina poderia ajudar a frear seu progresso e sintomas com o estímulo à produção de novos neurônios nesses “nichos”.

Fontes: O Globo - panoramafarmaceutico.com.br

Buraco na frente de casa dificulta moradora com paralisia na perna de sair

Moradora da Zona Norte de Sorocaba teve uma infecção que limitou sua locomoção. Saae fez reparos no local na manhã deste sábado (14).

Por Matheus Fazolin, G1 Sorocaba e Jundiaí

                  Moradora de Sorocaba (SP) se recupera de uma infecção e, por isso, precisa da ajuda de um andador para caminhar  (Foto: Rosa Serafim/Arquivo Pessoal)
Moradora de Sorocaba (SP) se recupera de uma infecção e, por isso, precisa da ajuda de um andador para caminhar (Foto: Rosa Serafim/Arquivo Pessoal)

Um buraco na calçada em frente ao portão de uma casa está atrapalhando a vida de uma moradora do Jardim Santo Amaro, na Zona Norte de Sorocaba (SP). Aos 59 anos, Rosa Eliane Serafim se recupera de uma paralisia na perna por causa de uma infecção e só consegue caminhar com a ajuda de um andador.

Rosa teve a infecção na perna e estava internada desde o ano passado. Quando recebeu alta e voltou para casa, no dia 3 de abril, ainda com dificuldades para caminhar, encontrou o buraco em frente ao seu portão.

Rosa informou ao G1 que o Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto (Saae) fez o reparo no buraco na manhã deste sábado (14).

Buraco atrapalha acesso à casa de moradora com a paralisia na perna em Sorocaba (Foto: Rosa Serafim/Arquivo Pessoal)
Buraco atrapalha acesso à casa de moradora com a paralisia na perna em Sorocaba (Foto: Rosa Serafim/Arquivo Pessoal)

A moradora afirma que não é a primeira vez que é surpreendida pela ação indesejada. "O mesmo buraco apareceu em setembro de 2017 e foi fechado pelo Saae, mas agora reapareceu bem quando estou nesta situação. Eu só consigo sair de casa com a ajuda de vizinhos ou preciso ligar para minha filha", relata.

"É um descaso, eu não consigo sair da minha própria casa", lamenta a moradora.

           Foto mostra que buraco é fundo e chega até o portão de entrada da casa, que fica localizada na Zona Norte de Sorocaba (SP) (Foto: Rosa Serafim/Arquivo Pessoal)
Foto mostra que buraco é fundo e chega até o portão de entrada da casa, que fica localizada na Zona Norte de Sorocaba (SP) (Foto: Rosa Serafim/Arquivo Pessoal)

Fonte: g1.globo.com

Moradores sofrem com falta de acessibilidade em Camboinhas

Decisão judicial sobre desobstrução de calçadas não foi cumprida

POR GIOVANNI MOURÃO

Uma árvore e suas raízes tomam a calçada de uma das ruas: cena comum em Camboinhas - Brenno Carvalho / Agência O Globo

NITERÓI — Com ruas desniveladas e calçadas inadequadas, a acessibilidade é limitada em Camboinhas. O problema impede o livre trânsito de idosos e de pessoas portadoras de necessidades especiais e com mobilidade reduzida. A juíza Andrea Gonçalves Duarte Joanes, da 7ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ), determinou que a prefeitura notificasse os proprietários de imóveis da região, cujas calçadas apresentassem obstruções, para que fossem reparadas. A decisão entrou em vigor em 11 de outubro, e a prefeitura tinha 30 dias para cumpri-la, ainda que sem qualquer previsão de sanção no caso de descumprimento. Mais de seis meses depois, a situação permanece a mesma, sem previsão de mudança.

Um dos grandes prejudicados com a situação é o para-atleta Fábio Brandão, de 36 anos, que atualmente mora em Itacoatiara. Mais de 21 anos após perder a visão em um acidente de carro, ele ainda sente dificuldades ao caminhar pelas ruas de Camboinhas e de outros bairros da região.

Morei em Camboinhas da minha infância até 2005, estou sempre por lá visitando os amigos. Se as calçadas tivessem piso tátil e menos obstáculos, provavelmente eu poderia caminhar sem acompanhante pelas ruas — diz o nadador.

A sentença foi proferida pela Justiça após ação proposta pelo Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ). No texto, o promotor João Carlos Brasil também solicita que a prefeitura seja compelida a realizar a sinalização tátil e o nivelamento de todas as ruas de Camboinhas. Porém, devido à falta de previsão orçamentária, tais pedidos ainda não foram julgados, abrindo precedente para que o tão esperado calçamento do último trecho da Avenida Beira-Mar, que dá acesso à praia, permaneça apenas no papel.

Stuessel Amora, presidente da Sociedade Pró-Preservação Urbanística e Ecológica de Camboinhas (Soprecam), afirma que, enquanto a prefeitura não cumpre a decisão, moradores se arriscam andando entre os carros que circulam nas principais vias do bairro.

Ficamos sabendo da sentença apenas pela imprensa. Somos totalmente favoráveis à decisão judicial, que vai trazer mais segurança às pessoas e melhorar o trânsito de quem tem dificuldades de locomoção. Se cumprissem essas determinações pelo menos nas avenidas de grande fluxo, já seria um grande avanço — afirma Amora.

A prefeitura informa que as notificações aos proprietários das calçadas danificadas ou obstruídas serão enviada nos próximos dias, assim que for concluído um levantamento, que se encontra em fase final, sobre a situação das calçadas no bairro.

O TJRJ explica que, apesar de o juízo não ter estabelecido penalidade, se o MPRJ (autor da ação) verificar que houve descumprimento da determinação judicial, poderá peticionar ao juiz, comunicando este fato. Entretanto, o MPRJ achou por bem não recorrer do indeferimento de parte dos pleitos liminares, optando por acompanhar o regular andamento do processo.





Crianças com deficiência visual acompanham jogo de futebol

Iniciativa é desenvolvida por alunos da Pós-Unifor e acontecerá próximo domingo, durante a partida Ceará x São Paulo, na Arena Castelão.

Por Unifor

A primeira edição do projeto “Olhos que enxergam com o coração” aconteceu em fevereiro do ano passao. Na ocasião, as crianças puderam acompanhar a partida do Fortaleza. (Foto: Ares Soares/Unifor)
A primeira edição do projeto “Olhos que enxergam com o coração” aconteceu em fevereiro do ano passao. Na ocasião, as crianças puderam acompanhar a partida do Fortaleza. (Foto: Ares Soares/Unifor)

Formar alunos com ideais e vontade de transformar a sociedade é o grande objetivo da Pós-Unifor, observado já em seu lema: Líderes que Transformam. Alinhado a esse desejo, o projeto “Olhos que enxergam com o coração” levará grupo de 11 crianças com deficiência visual para acompanhar, por meio da audiodescrição em tempo real, o jogo entre Ceará e São Paulo no próximo domingo, 22 de abril, a partir das 16h, na Arena Castelão, pela série A do Campeonato Brasileiro. Esta é a segunda edição do projeto: em fevereiro do ano passado as crianças acompanharam partida do Fortaleza.

Onze crianças, cada uma acompanhada de um familiar, serão contempladas com a ação do próximo domingo. Eles terão garantia de transporte, camisas oficiais de clubes com inscrições em braile, alimentação, cuidados assistenciais de saúde e formas específicas de acolhimento e comunicação. Todo o grupo sairá em conjunto do Instituto dos Cegos, na Av. Bezerra de Menezes, às 13h, com previsão de chegada à Arena Castelão às 15h. Os pequenos vão poder entrar em campo e acompanhar toda partida de futebol por meio de uma narração com equipamentos especiais, semelhantes aos usados para tradução simultânea.

Para o aluno Bruno Santos, da Pós-Unifor, o projeto possibilita por meio de momentos de lazer, um resgate de vivências e contato com novas experiências, questões fundamentais para reabilitação e desenvolvimento. “É um trabalho de inclusão social trazer estas crianças em um ambiente natural da sociedade. Não é só passeio, mas também é um momento de aprendizado. É fundamental que a Pós-Unifor instigue cada vez mais alunos a realizarem ações como esta, pois, assim, impactaremos positivamente na sociedade, exercendo nossa liderança que transforma”, salienta Bruno Santos.

A partir do projeto-piloto idealizado pelos alunos da Pós-Unifor, o Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE), em parceria com 11 instituições, idealizou o projeto “Esporte Acessível”, por meio da assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). No TAC, ficou definido que a iniciativa se destina a propiciar o acesso à Arena Castelão de deficientes visuais vinculados à Sociedade de Assistência aos Cegos (Instituto dos Cegos).

Participam do projeto a Secretaria Estadual de Esporte, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, a Unimed Fortaleza Sociedade Cooperativa Médica, o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência, a Federação Cearense de Futebol e a Sociedade de Assistência aos Cegos (Instituto dos Cegos), além de MPF e MP-CE.

Participam do projeto a Secretaria Estadual de Esporte, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, a Unimed Fortaleza Sociedade Cooperativa Médica, o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência, a Federação Cearense de Futebol e a Sociedade de Assistência aos Cegos (Instituto dos Cegos), além de MPF e MP-CE.

Fonte: g1.globo.com

Pegador de objetos para Pessoas com Deficiências

                                        
                                   Uma "mãozinha" extra na hora de pegar objetos

Quem tem mobilidade reduzida encontra uma série de limitações em casa, e acaba dependendo sempre de alguém ou passando muita raiva. Desde transferir para algum lugar até alcançar um objeto, há muitas situações que podem ser resolvidas com alguns acessórios. Antes de virar cadeirante eu não tinha dificuldade para alcançar quase nada, afinal eu tinha 1,95 metro. Após o acidente, passei para um metro e meio... E de repente tudo ficou meio longe. Para complicar, sofro de dor crônica, e se esticar para pegar as coisas é bem desgastante. E as coisas na casa de um cadeirante vivem se distanciando da gente... Duvida?

Simples e prático, fácil de guardar e de usar

Vou dar um exemplo: quem nunca chegou na cama, ou no sofá, transferiu da cadeira, puxou o corpo para trás, encostou, arrumou as pernas e percebeu que esqueceu de pegar o controle remoto na estante? Aí tem que jogar o corpo para frente, voltar para a cadeira, ir até o controle, e repetir o processo de se sentar. Que ódio. Ou então a gente precisa pegar alguma coisa que está numa prateleira mais alta, como um livro ou uma garrafa, ou mais comum, precisa pegar uma camisa no armário, e não alcança. Para a camisa, a gente vai puxando até sair do cabide, mas pode acabar relaxando a gola ou estragando a camisa. O que fazer, então?

O modelo dobrável é ainda mais compacto e funcional

Para estas situações descobri o pegador de objetos. Ele lembra aqueles brinquedos dos anos 80 que consistem de uma garra presa a uma barra e um sistema para controlar a barra. Alguns tinham formato de mão mesmo, era divertido apertar alguém de longe e esconder o brinquedo, a pessoa ficava procurando e não encontrava o autor do apertão. Mas o pegador não é para brincadeira (apesar de eu usar de vez em quando), é muito útil nas situações que citei. Uso diariamente, tenho um na sala e um no quarto.

                                      
                                 Fim daquele tal de "pega aqui pra mim?"

Além de pegar objetos que estão longe, dá para pegar também objetos que estão no alto. E isso traz muita independência para nós, já que não é necessário chamar ninguém para pegar o que você precisa. E isso se estende também para o armário. Esse pegador azul é melhor, mais resistente e tem duas borrachas na ponta que imitam o movimento de pinça que fazemos com nossa mão. Desta forma é possível pegar até camisas e calças que estiverem penduradas no armário. É o acessório mais útil que já encontrei desde que virei cadeirante. E como conseguir um?


Dá até para pegar cabides e roupas

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Equipes do PR, RS e SC iniciam disputa pelo título do Regional Sul de Goalball

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Equipes do PR, RS e SC iniciam disputa pelo título do Regional Sul de Goalball
Legenda: Atleta da ACERGS-RS vibra após marcar um dos gols da vitória sobre a APESBLU-SC.

Doze partidas abriram o Regional Sul de Goalball nesta sexta-feira, 20, no Ginásio Costa Cavalcante, em Foz do Iguaçu. E logo no primeiro dia de competição, ACESA-SC, IRM-PR e AMACAP-PR garantiram vaga nas semifinais da categoria masculina. Além do título, as equipes disputam ainda a vaga nas Séries A e B nacional.

Atual campeã masculina, a ACESA-SC terminou o primeiro dia na liderança do Grupo A e com a vaga assegurada para a próxima fase da competição. Os catarinenses venceram duas partidas por game (dez gol de diferença). Na abertura do Regional, vitória sobre a APADAVIX-PR por 14 a 4, e depois voltou à quadra e superou a ADEVIFOZ-PR pelo placar de 12 a 2. O outra vaga está em aberto e tem o time de Foz do Iguaçu, a APADAVIX-PR e a ACERGS-RS na disputa.

A outra chave tem tudo definido. IRM-PR e AMACAP-PR venceram os jogos que fizeram e somaram 6 pontos e não podem mais serem alcançados pelos concorrentes do Grupo B, APESBLU-SC e ADEA-PR, que não somaram nenhum ponto ainda e só podem chegar a três.

A disputa da categoria feminina tem cinco participantes, todas num único grupo, onde se enfrentam entre si. ACERGS-RS e AEDV-PR largaram na frente com uma vitória e um empate cada e somam 4 pontos, com a gaúchas em primeiro por conta do saldo de gols. A ADEVIFOZ-PR aparece em terceiro com 3 pontos, e ADEA-PR e APESBLU-SC não pontuaram.

Neste sábado, 21, serão conhecidas as finalistas da competição e as equipes que continuam na briga por uma das vagas nos campeonatos nacionais. O jogo que abre o dia será às 8h30, entre ADEA-PR x APESBLU-SC, pela categoria feminina. A Rádio CFA transmite a competição ao vivo (clique para acessar).

Confira a tabela completa:  https://bit.ly/2GP0FOZ

Veja álbum de fotos: https://bit.ly/2vuXgUh

Fonte: cbdv.org.br

Treze países vêm ao Open Internacional Loterias Caixa na próxima semana

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Por CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, será sede na próxima semana do Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação 2018. Principal competição do esporte paralímpico em solo brasileiro nesta temporada, o evento acontecerá de 26 a 28 de abril e receberá 400 atletas, sendo 226 do atletismo e 174 da natação. Ao todo, 13 países estarão representados: África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Equador, El Salvador, Gana, Israel, México, Peru, Portugal e Turquia.

Em ambas as modalidades, o Brasil estará representado pela sua Seleção Brasileira. Vale ressaltar que o evento faz parte do Grand Prix de atletismo e da World Series de natação, que são circuitos organizados pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). Os países também terão a concorrência de atletas de clubes nacionais, que atingiram os índices estabelecidos para obter a classificação ao Open.

"O Open Internacional Loterias Caixa é a principal competição anual que recebemos e é estrategicamente importante no nosso calendário. Por um lado, coloca o Brasil e o Centro Paralímpico no radar dos grandes eventos. Por outro, é a oportunidade de os nossos atletas competirem em alto nível sem nem sequer precisar sair de casa. Estamos ansiosos e certos de que os melhores resultados estão por vir na próxima semana", disse Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Na natação, destaque para Daniel Dias. Vinte e quatro vezes medalhista paralímpico, o paulista terá em São Paulo a chance de replicar a performance que lhe rendeu o título de melhor atleta de 2017 da World Series. O atletismo, por sua vez, será estrelado sobretudo por Petrúcio Ferreira. Atual campeão paralímpico e mundial dos 100m T47, para atletas com amputação de braço, o paraibano vem à capital paulista para firmar-se mais uma vez como principal nome da velocidade no país.

As disputas da natação acontecerão com eliminatórias por tempo nas sessões pela manhã, com premiação por classe. À noite, estão previstas finais balizadas com base no índice técnico competitivo (ITC) dos atletas. A etapa noturna da sexta-feira, 27, será transmitida pelo canal SporTV, a partir das 17h.

No atletismo, quinta e sexta-feira serão dias de eliminatórias com balizamento por tempo. No sábado, 28, acontecerão os superdesafios, que serão balizados de acordo com os ITCs obtidos pelos atletas nos dois primeiros dias. Os oito primeiros disputarão o superdesafio prova A, com premiação também por ITC. Os atletas que ficarem de nono a 16º lugares farão a prova B. O SporTV transmitirá os desafios, no sábado, a partir das 9h.

Credenciamento de Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados na cobertura do Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação precisará enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, veículo, função e telefone para contato. O prazo para credenciar-se é quarta-feira, 25.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Time São Paulo
O atleta Daniel Dias é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

Serviço
Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação
Data: 26,27 e 28 de abril
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo)

Fonte: cpb.org.br


Projeto de Mara Gabrilli revisa lei do IPI sobre veículos para beneficiar pessoas com deficiência

Mara em bancada de comissão falando ao microfone segurado por sua assistente pessoal. Ao seu lado está o deputado Eduardo Barbosa

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou nesta quarta-feira (18) parecer favorável ao projeto de lei de Mara Gabrilli (PSDB-SP) que pretende revisar a lei do IPI sobre veículos

O PL 7240/17 afasta o prazo mínimo de dois anos para o benefício de isenção do IPI nas aquisições de veículos por pessoas com deficiência e motoristas de táxi quando for o caso de substituição de veículo roubado, furtado ou destruído.

O PL teve voto favorável da relatora Soraya Santos (PR – RJ), que usou como justificativa as dificuldades de locomoção inerentes à maioria das cidades brasileiras relacionadas às pessoas com deficiência. “Nada mais justo do que incluir na legislação algo que possa acontecer”, disse a relatora na audiência desta quarta-feira.

Durante a primeira reunião da CPD conduzida por Mara Gabrilli, os deputados também aprovaram requerimentos de autoria da parlamentar. Os pedidos aprovados tratam de audiências públicas sobre doenças neurológicas, bolsa para atletas paraolímpicos, revisão de leis a respeito de pessoas com deficiência, entre outros temas.

Em uma das audiências, o debate será sobre a cumulatividade de benefícios assistenciais e previdenciários recebidos por atletas paraolímpicos. Muitos destes indivíduos são aposentados por invalidez e recebem um subsídio junto ao programa bolsa-atleta. A deputada aponta que as atividades físicas podem melhorar a condição do atleta e não configuram uma atividade laboral, mas sim algo que integra a reabilitação e inclusão social.

Outro debate será sobre a acessibilidade de pessoas com deficiência e pessoas obesas em aviões. A deputada diz que há muitas reclamações a respeito de cobranças de taxas extras no caso de pacientes que precisam de mais de uma poltrona, tendo em vista os equipamentos que utilizam, entre outras dificuldades.

Em outra audiência pública será debatida a possibilidade de exclusão do aprendiz com deficiência para fim do cumprimento da lei de cotas para a contratação de funcionários com deficiência pelas empresas. A deputada quer debater os aspectos da empregabilidade dessas pessoas. Segundo ela, as pessoas com deficiência continuam a poder ser aprendizes a qualquer idade – assim como os contratos de aprendizagem das pessoas com deficiência não estão restritos ao prazo máximo de 2 (dois) anos –, mas não devem entrar no cálculo para o cumprimento da lei de cotas.

Outro requerimento foi aprovado para a realização de uma audiência pública que vai debater a Lipofuscinoses Ceroides Neuronais. A deputada justifica que é necessária a averiguação da capacidade do sistema de saúde nacional em tratar adequadamente pacientes que tenham a doença, tendo em vista que a enfermidade pode gerar neurodegeneração do indivíduo e necessita de cuidados muito específicos.

Ainda na reunião, foi aprovado um pedido de Mara Gabrilli para a realização de seminário do Mundial de Luta contra a ELA, em 20 de junho de 2018.

As datas de cada audiência, que devem ocorrer ainda no primeiro semestre, serão definidas em breve. A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, presidida por Mara Gabrilli, se reúne todas as quartas-feiras, às 14h e podem ser acompanhadas ao vivo pela internet.

Primeiros jovens promissores aparecem no Centro de Formação Esportiva, em SP

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Por CPB

Crianças e adolescentes que estão participando do Centro de Formação Esportiva já despertam a atenção dos professores. As atividades, que tiveram início no dia 2 de abril, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, têm como objetivo promover a iniciação de estudantes com deficiência física, visual ou intelectual na faixa etária de 10 a 17 anos em oito modalidades paralímpicas: atletismo, bocha, futebol de 5, goalball, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado.

Para mais informações sobre o projeto, entrar em contato pelo e-mail: formacaoesportivaparalimpica@cpb.org.br

Um exemplo é João Pedro Santos. O garoto está na segunda semana de atendimento em sua primeira modalidade no projeto, o atletismo. Ele nasceu com má formação do membro inferior direito e sua mãe Kátia contou que ele começou a utilizar prótese ainda pequeno, quando aprendeu a ficar em pé. Ainda nas primeiras aulas, o professor teve uma boa impressão do potencial dele.

“Eu vejo no João Pedro uma criança com muita disposição, inteligência e agilidade. O repertório motor dele é muito bom, provavelmente ele deve ter sido bastante estimulado desde que nasceu. Ele tem condição de seguir pelo atletismo ou qualquer outra modalidade. É importante ele experimentar outras e escolher a que mais o encanta”, ressaltou Henrique Gavini, professor do Centro de Formação Esportiva.

O garoto adora jogar futebol e deseja que sua próxima modalidade no Centro de Formação Esportiva, que oferece gratuitamente a experimentação de modalidades adaptadas, seja o tênis de mesa. “Eu estou achando muito legal, porque surgiu do nada essa oportunidade na minha vida e agora eu estou treinando e vejo que eu posso competir um dia e ganhar prêmios”, disse animado João Pedro, morador da capital paulista.

Podem participar do Centro de Formação Esportiva promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) apenas os residentes na cidade de São Paulo ou nos municípios vizinhos, e que estejam matriculadas em rede de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). As atividades são realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. O projeto espera atender 350 crianças nesse semestre, com a possibilidade de chegar até 500.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail formacaoesportivaparalimpica@cpb.org.br, contendo idade, tipo de deficiência e a cidade de residência ou pessoalmente no CT Paralímpico (Rodovia dos Imigrantes, km 11.5, São Paulo), com o departamento de Coordenação de Esporte Escolar.

Fonte: cpb.org.br

Comissão de Ciência e Tecnologia aprova emenda de Mara Gabrilli em PL que acelera pesquisa clínica no Brasil

Mara em comissão da Câmara falando ao microfone em bancada ao lado de outros deputados

Durante sessão, deputados aprovaram uma emenda proposta por Mara, prevendo que o fornecimento gratuito de medicamento experimental tenha prazo determinado nos casos e nas condições específicas em regulamentos, editados pela Instância Nacional de Ética em Pesquisa Clínica.A deputada federal Mara Gabrilli comemorou a aprovação, nesta quarta-feira (18/4) do projeto de lei nº 7082/2017, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara.

De autoria da Senadora Ana Amélia, o projeto dispõe sobre a pesquisa clínica com seres humanos e institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa Clínica com Seres Humanos. O texto contém dispositivos que visam proteger a saúde do voluntário de pesquisa, mediante a garantia de assistência médica com pessoal qualificado durante toda a execução do estudo. A ideia é, sobretudo, desburocratizar o sistema e acelerar a liberação de novos testes.

“A aprovação deste projeto acelera a pesquisa clínica no país. É um projeto muito esperado pela comunidade científica, pacientes e familiares de pessoas com doenças raras, pois traz uma esperança a milhares de brasileiros”, afirma Mara Gabrilli.

Durante a sessão da Comissão, os deputados aprovaram uma emenda de plenário, proposta por Mara, prevendo que o fornecimento gratuito de medicamento experimental poderá ter prazo determinado nos casos e nas condições específicas em regulamentos, editados pela Instância Nacional de Ética em Pesquisa Clínica. O texto original do relator, deputado Afonso Motta, previa prazo indeterminado para esse fornecimento.

“Essa sugestão, gentilmente acolhida pelo relator e demais deputados, visa dar base legal aos avanços já conquistados, em sede regulamentar, pelas pesquisas clínicas no Brasil, além de representar um estímulo ao ingresso de novas alternativas terapêuticas no país”, disse Mara.

Atualmente, tanto a ANVISA quanto a CONEP – Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, já reconhecem a singularidade das pesquisas clínicas em doenças raras e ultrarraras. A CONEP estabelece, inclusive, o prazo determinado de 5 anos, a partir da data de definição do preço do medicamento, para que pacientes tenham acesso aos medicamentos.

“Muitas vezes, participar de uma pesquisa dessas é a única esperança de um paciente com doença rara. A não participação nesse tipo de pesquisa experimental pode ser a sentença de morte dessas pessoas. Por outro lado, a participação pode não só elevar sua qualidade de vida, como, quem sabe, trazer a cura”, afirma Mara.

A parlamentar também apresentou dados que mostram que a participação em pesquisa por tempo indeterminado deixa de ser um atrativo para a realização de pesquisas no país. “Só entre março e julho de 2017, o Brasil já perdeu a oportunidade de abrigar cerca de 80 estudos experimentais. O índice brasileiro de perda de participação nas pesquisas clínicas é de 1,3%”, disse.

Aprovado em 2017 no Senado Federal e agora na CCTCI da Câmara dos Deputados, o projeto ainda precisa passar pelas comissões de “Seguridade Social e Família” e “Constituição e Justiça e de Cidadania” da Câmara, antes de ser apreciado pelo plenário.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Crianças usam fitas no rosto para que colega com síndrome de Down que faz tratamento 'não se sinta diferente' - Veja o vídeo.

Adesivos ajudam menino a exercitar musculatura da boca. Professora conta que ideia de usar fita crepe veio da turma, que é de uma escola no DF.

Por Marcelo Cardoso* e Ana Luiza de Carvalho*, G1 DF - *Sob supervisão de Maria Helena Martinho

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Olha Que Legal: Crianças usam fitas no rosto para apoiar colega com síndrome de Down

Pelo menos duas vezes por semana, os alunos do 2º ano do ensino fundamental de uma escola da Asa Sul, em Brasília, colam tiras de fita crepe no rosto. Não se trata de uma brincadeira, mas de um gesto de solidariedade ao colega Miguel Gadelha. Miguel, que tem síndrome de Down, começou um tratamento para exercitar a musculatura da boca que envolve usar fitas coladas no rosto. Aí os colegas decidiram ajudar.

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"É pra aguinha mágica não cair", diz uma das meninas.
"Essa aguinha mágica é a baba", explica um colega.
"E é pra ajudar a musculatura da face, né?", reforça a professora.

Uma das características mais comuns da síndrome de Down é a falta de tônus muscular, o que dificulta a fala. Miguel tem 10 anos e muita dificuldade para pronunciar as palavras. O uso das tiras, além de melhorar a capacidade de se comunicar, vai melhorar a mastigação e reduzir "a aguinha mágica" (veja abaixo).

Estudantes colocaram fitinha no rosto para Miguel não se sentir excluído do grupo (Foto: Facebook/Reprodução)
Estudantes colocaram fitinha no rosto para Miguel não se sentir excluído do grupo (Foto: Facebook/Reprodução)

A diretora pedagógica da escola, Consuelo Carvalho, diz que a ideia surgiu dos próprios colegas. "Quando o Miguel chegou pela primeira vez com a fita perguntaram o que era. Quando explicamos, eles perguntaram 'a gente pode usar também?'"

"Ele se sente menos diferente, mais incluído, mais aceito."

A professora Cynthia Rosal, responsável pela turma, gruda tiras de esparadrapo em cada um dos alunos às terças e quintas, quando Miguel tem sessões de fonoaudiologia e coloca os adesivos. As fitinhas dele são aplicadas apenas pela fonoaudióloga.

O tratamento inclui outros recursos além dos adesivos. Há alguns dias, Miguel chegou na sala de aula com uma porção de creme de avelã sobre os lábios. O que num primeiro olhar dos colegas pareceu descuido, na verdade era um exercício para que o menino exercitasse a língua, "limpando" o produto da pele.

Como Miguel fala pouquíssimas palavras, ele também não consegue ler e escrever. Agora o foco tanto da fonoaudióloga como dos educadores é estimulá-lo a superar essa barreira e, para isso, o apoio dos colegas é fundamental.

A professora Cynthia Rosal cola esparadrapos nas crianças da turma de Miguel Gadelha ao menos duas vezes por semana (Foto: Ana Luiza de Carvalho/G1)
A professora Cynthia Rosal cola esparadrapos nas crianças da turma de Miguel Gadelha ao menos duas vezes por semana (Foto: Ana Luiza de Carvalho/G1)

Ele fala 'oi'

O pai de Miguel, Leandro Gadelha, diz que ficou emocionado quando a diretora pedagógica mostrou a foto da turma do 2º ano inteirinha com a fita crepe colada perto da boca. "Eu fui tomado de uma emoção muito grande porque eu percebi a inclusão acontecendo de fato", afirma.

Gadelha é funcionário da área administrativa da escola, mas não sabia do gesto dos colegas do filho. Para ele, além dos benefícios para Miguel, a inclusão modifica o grupo inteiro porque todos passam a aprender com as diferenças:

"Ali a turma tá aprendendo, ela tá aprendendo a trabalhar a questão de preconceito, ela tá aprendendo a trabalhar a solidariedade."

Enquanto o G1 acompanhava uma manhã de aula, os colegas de Miguel chamaram a atenção para as conquistas do amigo.

"Ele vai aprender a falar normal, e não assim, ó." Explicou um colega, dando uma espécie de grunhido.
"Mas dá pra entender ele", disse outro.
"Ele já falou oi", contou uma das crianças.
"Ele falou oi agorinha", chamou a atenção outra.
"Oi, fala oi, Miguel", diz a professora.
"Oi", diz Miguel com um sorriso.

Miguel Gadelha durante atividade escolar (Foto: Ana Luiza de Carvalho/G1 DF)
Miguel Gadelha durante atividade escolar (Foto: Ana Luiza de Carvalho/G1 DF)

Apoio da família

Leandro Gadelha, o pai de Miguel, conta que a família sempre trabalhou para que o menino fosse independente. Miguel foi adotado quando tinha 11 meses e, até então, eles pouco sabiam sobre a síndrome de Down.

Leandro e Fabiana Gadelha, que moram em Brasília, já tinham uma filha, Valentina. Eles estavam no Cadastro Nacional de Adoção à espera do segundo herdeiro. Um dia, receberam o tão esperado telefonema para buscar o bebê e tiveram duas surpresas, lembra ele: a primeira era que o filho tão esperado tinha síndrome de Down. A segunda, que ele estava em Tibagi, no interior do Paraná.

"Quando nós chegamos no abrigo, o Miguel estava limpinho, muito bem cuidado", recorda o pai. Mas apesar da boa aparência, Gadelha afirma que o desenvolvimento do menino não era animador:

"Ele tinha 11 meses mas parecia ter 2, mesmo com o acompanhamento da APAE da cidade."

A família, então, envolvida por uma espécie de "amor à primeira vista", começou uma corrida para recuperar o tempo perdido. Miguel veio de Tibagi para Brasília e começaram as consultas com psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

Quase uma década depois, eles garantem que tudo valeu a pena, ainda mais quando descobrem que o filho é tão querido pelos colegas. "Tanto eu quanto a minha esposa, a gente ficou muito emocionado de ver como ele é bem recebido e como ele tem aprendido tanto com os colegas", afirma Gadelha.

"O fato de todo mundo da turma inteira ter se envolvido nessa missão do Miguel, que era ficar com essa fitinha porque é uma orientação da fonoaudióloga [...]. Eu achei fantástico."

Miguel com os irmãos Arthur e Valentina, e os pais, Fabiana e Leandro Gadelha em foto de 2012 (Foto: Arquivo pessoal)
Miguel com os irmãos Arthur e Valentina, e os pais, Fabiana e Leandro Gadelha em foto de 2012 (Foto: Arquivo pessoal)

Fortalecimento muscular: exercício para a fala

O uso terapêutico de fitas adesivas foi trazido por profissionais da fisioterapia, que aplicavam o método em atletas lesionados. Depois, estudos acadêmicos revelaram que a fita também era uma possibilidade para a fonoaudiologia.

Como uma característica da síndrome de Down é a hipotonia, ou seja, os músculos flácidos, as terapias incluem fortalecimento de todos os músculos, desde os das pernas necessários para andar até os da mandíbula utilizados na fala.

A fonoaudióloga Clarissa D'Almeida, que atende MIguel, explica que os adesivos agem de forma mecânica, dando continuidade aos exercícios feitos no consultório. "A fita exerce uma pressão no sentido contrário do movimento natural dele", diz.

"Quando a gente aplica uma fita na bochecha, no queixo, a criança que tem dificuldade de vedamento labial vai ter um aviso, como se a fita tivesse avisando que ela precisa fechar a boca."

A expectativa é que, com o fortalecimento gradual da mandíbula e dos mais de 200 músculos envolvidos na fala, Miguel consiga se expressar mais com as palavras. Atualmente ele consegue pronunciar "bom dia" e "papai", por exemplo, além do nome dos irmãos e do "oi", dito para a reportagem do G1.

Clarissa afirma que a capacidade cognitiva do menino é normal e ele entende comandos, mas não consegue executá-los: "Ele tem o comando de mexer a boca, só que o processamento desse comando, o ato motor, está interrompido".

"Quando eu peço pra ele falar, ele olha pra minha boca e abre a dele. A linguagem é intelectual, mas a fala movimenta os músculos, e pra isso são feitos os exercícios."

Segundo a fonoaudióloga, é difícil prever quando Miguel vai começar a falar e qual vai ser a complexidade das frases pronunciadas por ele. Por isso, uma das possibilidades é que o pequeno aprenda Libras, a Lingua Brasileira de Sinais.

"A minha intenção é que ele se comunique, seja por linguagem de sinais, gestos, o que seja. A fala é um resultado de uma compreensão, então o objetivo de se comunicar não é necessariamente falar", assegura.

                           Post publicado nas redes sociais agradecendo a atenção dos colegas e da escola de Miguel (Foto: Facebook/Reprodução)
Post publicado nas redes sociais agradecendo a atenção dos colegas e da escola de Miguel (Foto: Facebook/Reprodução)

Além da fala, a fita ajuda em outras atividades que dependem do tônus muscular, como a mastigação e a salivação. Clarissa diz que o primeiro ponto trabalhado com Miguel foi a salivação excessiva.

Ela chama a saliva de "água mágica" – por isso os colegas do menino também se referem a "aguinha mágica". Miguel está aprendendo que o líquido precisa ser engolido, e isso, conforme a fonoaudióloga, é fundamental para diminuir o preconceito que acaba cercando as crianças com Down.

"Muita gente não queria chegar perto dele porque existe esse estigma que a saliva é suja. Quando combinamos com a professora em como fazer aquilo [uso de fitinhas em toda a turma], foi um cuidado a mais para o Miguel não se sentir sozinho", diz ela.

"Já existe a exclusão na sociedade, imagina se ele fosse o único usando fita na boca."

Miguel, aos 10 anos, tem certa autonomia. Ele faz sozinho atividades como comer, ir ao banheiro e recolher os brinquedos ao final do recreio. A independência do filho é a maior preocupação de Leandro. "Quando eu estiver com 80 anos e respirando com um balão de oxigênio, o que vai ser dele? Ele precisa saber pegar um ônibus, esquentar a comida no microondas", diz.

Enquanto isso, o menino conta com a ajuda dos pais e dos irmãos. Depois da chegada de Miguel, a família adotou um terceiro filho, Arthur. Leandro afirma que não espera como "recompensa" que Miguel trabalhe ou vá para uma universidade.

"Eu vi aquela professora com síndrome de Down e achei incrível", diz ele ao lembrar de Débora Seabra, a brasileira que ultrapassou as barreiras da deficiência e se tornou professora. "Mas cada criança é de um jeito", afirma Gadelha.

"Existe o ideal, o possível e o que de fato acontece. A gente tem que incentivar, dar as terapias que ele precisa, mas respeitar o tempo dele."

Miguel com a colega Larissa durante uma atividade escolar (Foto: Ana Luiza de Carvalho/G1)
Miguel com a colega Larissa durante uma atividade escolar (Foto: Ana Luiza de Carvalho/G1)

Inclusão nas escolas: expectativa e realidade

Em cada turma da escola Cresça, onde Miguel estuda, em Brasília, há dois estudantes com alguma necessidade especial. Uma colega de Miguel, por exemplo, tem autismo. "Não dá para colocar mais porque precisamos atendê-los de forma diferenciada", explica a diretora Consuelo Carvalho.

Para atender às crianças, um dos cuidados é a presença de um educador extra em sala de aula, o chamado monitor. Os professores passam por treinamentos e se reúnem pelo menos uma vez por mês para traçar novas diretrizes pedagógicas. Além disso, o currículo e o método de avaliação são diferentes dos demais alunos.

"As provas têm de ser menores e adaptadas à deficiência do aluno. O conteúdo é mais específico daquilo que ele sabe".

Cynthia Rosal, a professora de Miguel, trabalha com crianças especiais desde 2011, quando chegou à escola. A primeira experiência prática em uma turma adaptada só veio 13 anos depois de concluir o curso de Pedagogia. Ela afirma que a formação dos profissionais não dá a devida atenção às crianças especiais.

“Ainda precisa evoluir, a faculdade precisa melhorar. A gente aprende muito na teoria, mas o professor tem que buscar se atualizar e conhecer na prática."

Débora Nunes, monitora de Miguel há dois anos, se formou no final de 2017, mas afirma que mesmo os currículos mais recentes de pedagogia não são suficientes. “A faculdade não te dá esse suporte, tem que buscar. E atendendo a demanda de cada um”, afirma.

artigo 205 da Constituição Federal define a educação como um direito de todos e prevê que é dever do Estado oferecer atendimento educacional especializado (AEE) para as crianças deficientes.

Segundo Consuelo, porém, são raras as escolas que obedecem a legislação. "Muitas não recebem mesmo. Falam que não têm vaga, mas a verdade é que não querem ter o trabalho de ensinar alunos com necessidades especiais", desabafa.

Fonte: g1.globo.com

Pai registra forte emoção de judoca brasileiro com síndrome de down após voltar de pódio na Holanda - Veja o vídeo.

Com cartazes e bolas, escola em Petrópolis, RJ, recebeu Matheus Domingues Moreira, que conquistou o troféu de bronze no campeonato World Judo Games 2018, da Special Needs Judô Foundation.

Por Aline Rickly, G1, Petrópolis

Matheus Moreira se emocionou ao receber uma homenagem da escola onde estuda em Petrópolis (Foto: André Fernandes Moreira | Arquivo Pessoal)
Matheus Moreira se emocionou ao receber uma homenagem da escola onde estuda em Petrópolis (Foto: André Fernandes Moreira | Arquivo Pessoal)

André Fernandes Moreira, pai do judoca Matheus Domingues Moreira, registrou uma imagem que retrata a forte emoção do filho após voltar da conquista de um pódio na Holanda.

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Aos 13 anos, Matheus, que tem síndrome de down, conquistou o terceiro lugar no campeonato World Judo Games 2018, da Special Needs Judô Foundation, que ocorreu no domingo (15).

De acordo com o pai, Matheus participou de três lutas, ganhou uma contra um atleta holandês e perdeu duas. Ele voltou na segunda-feira (17) para Petrópolis, na Região Serrana do Rio, onde mora com a família.

Na terça (17), o judoca foi surpreendido com uma homenagem na escola, que teve bolas, cartazes e reuniu professores e alunos no pátio da unidade que fica no bairro Quissamã. Durante o discurso da coordenadora que dizia o quanto estava orgulhosa do aluno, ele acabou chorando de emoção.

"Ficamos muito felizes em ver esse carinho e a alegria que o Matheus sente em estar participando dos campeonatos e conquistando troféus. A gente sente a felicidade dele e isso nos faz querer investir mais nesse sonho. O Matheus tem potencial e se comporta como atleta nas competições", disse o pai, André, que registrou o momento de emoção do filho na escola.

Matheus passou uma semana na Holanda para participar da competição de judô (Foto: Valéria Domingues Moreira | Arquivo Pessoal)
Matheus passou uma semana na Holanda para participar da competição de judô (Foto: Valéria Domingues Moreira | Arquivo Pessoal)

A mãe, Valéria Domingues Moreira, acompanhou o filho na viagem à Holanda que durou uma semana. Ela contou que eles foram com mais 13 atletas, todos com necessidades especiais, que fazem parte da Associação Brasileira de Judô para Todos.

"Eram atletas do país todo que participaram das competições e também trouxeram medalhas para o Brasil. Vivemos uma experiência enriquecedora. Tenho certeza de que o Matheus nunca mais vai esquecer dessa viagem", disse Valéria.

Valéria acompanhou o filho na viagem à Holanda e comemorou com ele a conquista do troféu (Foto: Valéria Domingues Moreira | Arquivo Pessoal)
Valéria acompanhou o filho na viagem à Holanda e comemorou com ele a conquista do troféu (Foto: Valéria Domingues Moreira | Arquivo Pessoal)

Nesta quarta (18), Matheus já voltou aos treinos à noite e para a rotina atarefada. Pela manhã, ele foi para a aula de natação e à tarde teve aula na escola. Segundo a mãe, o ritmo das atividades não pode parar porque no mês que vem já tem competição agendada em Minas Gerais.


Para André, a conquista do filho no país europeu foi muito importante.

"Para conseguirmos ir até a Holanda, fizemos uma campanha para vender cordas de pular e tivemos o apoio da Prefeitura de Petrópolis que nos cedeu um espaço em frente ao Parque de Exposição de Itaipava. O Matheus acompanhou todo nosso esforço e a felicidade dele também é em função dos desafios que tivemos para que nosso atleta pudesse chegar na Holanda", afirmou.

Judoca de Petrópolis conquistou troféu de bronze na Holanda (Foto: Valéria Domingues Moreira | Arquivo Pessoal)
Judoca de Petrópolis conquistou troféu de bronze na Holanda (Foto: Valéria Domingues Moreira | Arquivo Pessoal)

Fonte: g1.globo.com