sábado, 5 de maio de 2018

Corpo de Bombeiros do Rio realiza evento para conscientização sobre autismo

Foto: Subten Marcelo Ciro
Corpo de Bombeiros promove recepção especial para crianças autistas

Extra

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) realiza, nesta sábado, o evento Bombeiro por um dia, no Complexo de Ensino Coronel Sarmento, em Guadalupe. A festa, que começará às 10h e vai até as 12h, tem o objetivo de conscientizar a população sobre o autismo. Cento e cinquenta pessoas com o transtorno foram previamente inscritas para participar. Elas terão a oportunidade de experimentar um pouco das aventuras e dos desafios que os militares vivenciam em sua rotina.

Serão realizadas atividades lúdicas e supervisionadas. Haverá muro de escalada, pista de cordas, plano inclinado e um mini simulado na torre, com rapel. Também serão realizadas oficinas com cães, demonstrações de materiais operacionais e aulas de capoeira. No evento, pais e responsáveis receberão orientações sobre o transtorno. O objetivo do projeto é destacar a importância da inclusão social como forma de elevar a qualidade de vida dos autistas e, ao mesmo tempo, aproximar a comunidade e a corporação. A iniciativa faz alusão ao mês designado pela ONU para conscientização sobre o tema.

O evento, organizado pelo Estado-Maior Geral, contará com a participação dos bombeiros do Complexo de Ensino Coronel Sarmento (CECS), do Museu Histórico, do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS-Barra), do Grupamento de Socorro Florestal (GSFMA), do Centro de Instrução Especializada de Bombeiros (CIEB), da Diretoria de Assistência Social (DAS) e da Diretoria de Instrução (DI), com apoio da Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros (Fabom).

Sem elevador, funcionária ainda com pontos de cirurgia tem de subir 44 degraus para fazer perícia em Junta Médica da Bahia - Veja o vídeo.

Servidores com problemas de saúde denunciam problemas de infraestrutura no prédio onde funciona o órgão, como, por exemplo, lixo nas escadas e móveis amontoados.


Resultado de imagem para Servidores do estado reclamam da falta de elevadores na junta médica
Servidores do estado reclamam da falta de elevadores na junta médica

Por TV Bahia

O prédio onde funciona a Junta Médica do Estado da Bahia, localizado na Avenida ACM, em Salvador, está com problemas de infraestrutura, como elevadores quebrados, há 45 dias. Com o defeito no equipamento, os servidores precisam subir quatro lances de escadas, o que corresponde a 44 degraus, para ter acesso aos consultórios onde são feitos procedimentos como perícias e inspeções de saúde.

Click AQUI para ver o vídeo

Entre os funcionários do estado que viram de perto os problemas de infraestrutura do prédio, tem uma mulher que preferiu não se identificar, mas relatou que, após fazer uma cirurgia na barriga, e precisou subir os quatro andares a pé.

Ainda com pontos na barriga, por conta da cirurgia, a mulher disse que a dificuldade de acesso não foi apenas pela falta dos elevadores, mas também porque ao passar pelos andares ela encontrou muito lixo nas escadas. O esforço ao subir os degraus teve consequências para saúde da servidora. "De tarde tive que tomar medicamento, analgésico. Então, esse esforço não estava na conta da minha cirurgia. A verdade é essa: a sensação de vulnerabilidade foi muito grande", contou.

De moletas, Cláudia Oliveira, subiu quatro andares de escada para fazer perícia na Junta Médica do Estado da Bahia, em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)
De moletas, Cláudia Oliveira, subiu quatro andares de escada para fazer perícia na Junta Médica do Estado da Bahia, em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)

De moletas, a funcionária pública Cláudia de Oliveira precisou subir todos os degraus para fazer a perícia. "Estou chorando de dor e também por conta do desrespeito que estou sendo submetida", relatou emocionada.

Segundo revelou, desde setembro de 2017, ela está com dificuldade de locomoção por problemas no joelho e disse que, no período de sete meses que vai ao prédio da órgão, ela já passou por diversos problemas, inclusive ficou presa no elevador.

"Teve um dia que todo mundo ficou preso, então, ficamos batendo na porta de dentro, veio o segurança e tirou a gente daqui", disse Cláudia.

Kátia Monteiro, também funcionária pública, subiu os andares pálida e com muita dificuldade. Ela teme que cada degrau vencido seja um obstáculo na recuperação da cirurgia no abdômen. "Estou me sentindo péssima como ser humano, em relação ao acolhimento daqui. Porque a gente faz a cirurgia, pensa que aqui tem um elevador, que vai ser bem atendido", desabafou Kátia.

No fim da escadaria do prédio, o servidor público em tratamento de saúde se depara, além do lixo, com móveis amontoados, ao menos 15 mesas uma em cima da outra.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual da Administração (Saeb), responsável pela operação da Junta Médica, esclareceu que os elevadores passam por manutenção periódica e que já estava prevista a substituição de peças nos equipamentos. Segundo a Saeb, os reparos estão em andamento.

A secretaria informou, ainda, que todo o lixo recolhido no prédio é devidamente acondicionado e descartado diariamente, mais de uma vez ao dia.

Sobre os móveis amontoados, a Saeb informou que as mesas empilhadas encontradas no prédio são patrimônio da administração estadual e que estão em movimentação para outras unidades.

Lixo toma parte das escadas do prédio onde funciona a Junta Médica do Estado da Bahia, em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Lixo toma parte das escadas do prédio onde funciona a Junta Médica do Estado da Bahia, em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Fonte: g1.globo.com

Algoritmo prevê diagnóstico de autismo analisando exames de bebês já a partir dos três meses, diz pesquisa

Diagnóstico precoce pode ajudar no tratamento e até diminuir alguns dos comportamentos associados ao TEA. Estudo foi publicado na revista inglesa Scientific Reports.

Algoritmo foi capaz de prever diagnóstico clínico com taxas de 95% de acerto. (Foto: William Bosl/Divulgação)
Algoritmo foi capaz de prever diagnóstico clínico com taxas de 95% de acerto. (Foto: William Bosl/Divulgação)

Por G1

O diagnóstico do transtorno do espectro autista (TEA) pode ser realizado mesmo em bebês a partir dos três meses com exames de eletroencefalograma (EEG), aponta estudo publicado na revista inglesa "Scientific Reports". O feito é importante porque o diagnóstico do transtorno é um desafio, sobretudo nas primeiras fases da vida.

De acordo com Charles Nelson, co-autor do estudo e diretor do laboratório de neurociência cognitiva do Boston Children's Hospital, o eletroencefalograma tem baixo custo, é não invasivo e é fácil de ser incorporado nos checkups dos bebês.

"Sua possibilidade de diagnóstico precoce da possibilidade de uma criança ser autista levanta a possibilidade de intervenção muito cedo, antes do surgimento dos sintomais comportamentais mais evidentes. Isso pode melhorar os resultados e até prevenir alguns dos comportamentos associados ao TEA" - Charles Nelson

O estudo analisou um banco de dados (Infant Screening Project) mantido em conjunto pelo hospital e pela Universidade de Boston, que mapeia o desenvolvimento de crianças e o identifica o risco de desenvolver o TEA ou ter complicações de comunicação.

O trabalho está baseado em uma nova forma de analisar os eletrocardiogramas. William Bosl, professor associado da área de informática e saúde e psicologia clínica da da Universidade de São Francisco, também participa do programa que pesquisa as aplicações da computação e informática à saúde do Boston Children's Hospital. Ele vem trabalhando a quase dez anos em algoritimos capazes de interpretar os sinais dos EEGs.

Bosl avalia que mesmo os EEG considerados normais dados profundos que refletem o padrão cerebral e que podem ser avaliados em programas específicos.

Com base nos dados do projeto, os pesquisadores receberam resultados de eletrocardiogramas de 99 bebês considerados de alto risco para TEA e 89 de baixo risco. Para cada criança havai sete EEGs que foram feitos ao longo de um período que foi dos 3 aos 36 meses de idade.

Os algoritimos conseguiram prever o diagnóstico clínico positivo para TEA com taxa de acerto de 95% em algumas faixas etárias.

"Os resultados foram impressionantes", diz Bosl. "Nossa acurácia preditiva aos 9 meses de idade foi de quase 100%. Também conseguimos prever a gravidade do TEA com confiabilidade bastante alta, também já aos 9 meses de idade", afirmou o pesquisador.

Fonte: g1.globo.com

Como a doença de um presidente americano ajudou a criar a vacina contra a paralisia infantil

A poliomielite existe há séculos, mas foi só depois da doença de Franklin D. Roosevelt que os EUA se mobilizaram para tentar erradicá-la.

                     Muitos historiadores destacam a enfermidade de Roosevelt como um importante ponto de inflexão em sua vida como político - arrogante antes de contrair a doença, ele passou a demonstrar uma personalidade humilde. (Foto:  Margaret "Daisy" Suckley/1921/FDR Presidential Library & Museum)
Muitos historiadores destacam a enfermidade de Roosevelt como um importante ponto de inflexão em sua vida como político - arrogante antes de contrair a doença, ele passou a demonstrar uma personalidade humilde. (Foto: Margaret "Daisy" Suckley/1921/FDR Presidential Library & Museum)

por BBC Brasil

"Uma notícia alegre para alguém de idade como eu. Estou quase totalmente 'fora de serviço' no que diz respeito às minhas pernas, mas os médicos dizem que não há dúvidas de que recuperarei seu uso, ainda que isto signifique vários meses de tratamento em Nova York".

Franklin Delano Roosevelt tinha 39 anos quando escreveu esse parágrafo em uma carta.

Vindo de uma família privilegiada, tinha sido subsecretário da Marinha dos EUA e já havia concorrido à vice-presidência da República nas eleições de 1920, pelo Partido Democrata, ao lado do candidato presidencial James Cox.

Era um homem que estava no centro da vida pública americana e tinha um estado de saúde invejável.

Mas, em uma tarde de agosto de 1921, seus filhos o desafiaram para uma disputa de natação e, na manhã seguinte, ele se deu conta de que não conseguia mover direito a perna esquerda.

Naquela noite, Roosevelt teve febre e dores terríveis nas pernas e nas costas. No fim da semana, o político tinha perdido toda a sensibilidade da cintura para baixo.

Depois de se consultar com médicos locais, sua família decidiu procurar um professor da Universidade de Harvard, Roberto Lovett, autor de um livro sobre o tratamento da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

Lovett confirmou o diagnóstico de pólio e disse ao futuro presidente dos EUA que, apesar de não ser um caso grave, não havia como garantir que ele poderia voltar a andar.

Roosevelt encarou a situação de maneira otimista e fez tudo o que estava a seu alcance para recobrar o uso das pernas.

Em 1922, ele brincou com um amigo a respeito do espartilho que estava usando por recomendação médica.

"Quando me sento, (o espartilho) me quebra em dois. Nunca me senti tão feliz por não pertencer ao sexo oposto", escreveu ele.

Mas, apesar de todos os exercícios que eram indicados pelos médicos, com o tempo ficou claro que Roosevelt passaria o restante da vida em uma cadeira de rodas.

Muitos historiadores destacam a enfermidade de Roosevelt como um importante ponto de inflexão em sua vida como político - arrogante antes de contrair a doença, ele passou a demonstrar uma personalidade humilde.

Mas esse episódio também é considerado crucial para mudar a atitude dos americanos em relação às doenças e à saúde pública - e especialmente em relação à pólio. Os EUA acabaram desenvolvendo uma vacina para a doença depois que o tema entrou na agenda política nacional.

Atenção redobrada

Apesar de ser uma doença antiga, a pólio não chamava a atenção da comunidade médica até o século 19, quando a medicina começou a se dividir em especialidades.

Foi na segunda metade daquele século que começaram a surgir hospitais e clínicas dedicados a áreas como a ortopedia, a neurologia e a pediatria.

Nesse novo contexto, as vítimas da pólio passaram a chamar a atenção dos médicos - especialmente os casos de paralisia infantil que afetavam crianças menores de 6 anos de idade, e principalmente quando os afetados eram meninos.

Muitos deles começavam a demonstrar os sintomas de forma repentina: iam dormir com a saúde perfeita, começavam a ter febre e de manhã acordavam sem conseguir sentir as pernas.

Na maioria dos casos, a paralisia era irreversível e a criança nunca mais voltava a caminhar.

O mal foi categorizado como um problema neurológico, que afetava os nervos da espinha dorsal. E a paralisia infantil - que também era chamada de "paralisia matinal" - ganhou um nome oficial: poliomielite.

A palavra, de origem grega, significa inflamação da matéria cinzenta (pólio) da medula espinhal. Na mesma época, a imprensa americana apelidou a doença simplesmente de "pólio".

Franklin e Eleanor Roosevelt em agosto de 1932 (Foto: Oscar Jordan/FDR Presidential Library & Museum)
Franklin e Eleanor Roosevelt em agosto de 1932 (Foto: Oscar Jordan/FDR Presidential Library & Museum)

Pioneira nas pesquisas

No século 19, a maior especialista dos EUA em pólio foi uma mulher: Mary Putnam. Ela foi também a primeira pessoa do sexo feminino a se graduar em medicina em Paris, no ano de 1871.

Na França, Putnam se especializou em neurologia. Logo depois da graduação, ela se casou em 1873 com outro médico, Abraham Jacobi, que se tornou o primeiro professor do mundo em pediatria.

Foi combinando os conhecimentos de sua área de estudo e a do marido que Putnam se tornou a principal referência na doença.

A médica percebeu que a paralisia era incurável porque destruía as células nervosas que controlavam os músculos.

Em 1907, houve uma grande epidemia de pólio em Nova York, que logo se alastrou pelo resto do país e chegou ao Canadá.

Desde então, os casos de paralisia infantil nos EUA passaram a ocorrer aos milhares, todos os anos, causando pânico na população.

Cidades inteiras eram postas em quarentena a cada vez que um novo caso aparecia, com a polícia vigiando as ruas para garantir o toque de recolher.

Havia uma ironia nisso: geralmente, acredita-se que países com níveis sanitários piores estejam mais expostos a enfermidades virais como a pólio. Mas, neste caso, a suposta higiene dos EUA - país que se considerava o "mais asseado do mundo" - teve o efeito contrário.

Em países mais "sujos", as crianças costumavam infectar-se ainda muito pequenas, obtendo assim imunidade para o resto da vida - o que derrubava o número de casos de pólio com consequências graves. Ao contrário, nos países mais ricos e "asseados", a população era mais vulnerável quando o vírus aparecia.

O líder e a doença

Depois de assumir a presidência dos EUA, em 1933, Roosevelt criou uma comissão para pesquisar a paralisia infantil - uma das primeiras atividades do comitê foi organizar um famoso baile para levantar fundos.

O primeiro evento usou o slogan "dance para que outros possam caminhar" e arrecadou mais de US$ 700 mil - uma fortuna considerável para a época.

Em 1938, a comissão se transformou na Fundação Nacional para a Paralisia Infantil (NFIP, na sigla em inglês), cujas campanhas de conscientização descreviam a pólio como a ameaça número um à saúde pública.

A NFIP recebeu doações enormes e financiou muitas pesquisas sobre a possibilidade do desenvolvimento de uma vacina contra a pólio.

Mas a ideia de infectar crianças com um vírus tão perigoso era muito controvertida - e demorou trinta anos para que uma solução fosse encontrada.

Depois da Segunda Guerra Mundial, os especialistas discutiam se a melhor opção era usar cepas mortas ou ainda vivas, mas atenuadas.

O virologista de origem polonesa Albert Sabin acreditava que usar cepas mortas do vírus não faria com que os pacientes criassem os anticorpos capazes de protegê-los definitivamente.

Os testes em animais - principalmente macacos - haviam mostrado que a vacina com o vírus vivo funcionava, mas testar o método com humanos - em particular, crianças - ainda era um problema.

'O maior experimento do mundo'

Em 1952, os EUA sofreram com o pior surto de pólio de sua história, e a NFIP ficou sob imensa pressão para produzir logo a vacina.

No mesmo ano, o médico Jonas Salk concluiu os estudos para uma vacina à base de vírus mortos, com financiamento da NFIP, e quis testá-la com crianças.

Decidiu-se - depois de muita polêmica - testar o material em crianças de um instituto psiquiátrico do Estado da Pensilvânia. Os testes foram bem-sucedidos.

O passo seguinte era fazer uma prova com um número maior de indivíduos. A NFIP, então, contatou centenas de milhares de famílias americanas atrás de voluntários.

Nada menos que 90% dos consultados deram autorização para que seus filhos se tornassem "pioneiros" da pesquisa.

O estudo ficou conhecido como "o maior experimento de saúde pública de todos os tempos" e envolveu 1,5 milhão de crianças.

Um ano depois, a Universidade de Michigan anunciou que os resultados do teste eram positivos e que a vacina era segura e eficaz contra a doença.

"Este é um dia maravilhoso para o mundo. Um dia no qual se fez história", disse, na época, um porta-voz das autoridades de saúde dos EUA.

Numa entrevista à rede de TV americana CBS, Salk destacou que a vacina, na realidade, era uma realização coletiva.

Perguntaram-lhe a quem pertenceria a patente, e ele respondeu: "Não há patente. Pode-se patentear o Sol?"

Fonte: g1.globo.com


Conheça o pizzaiolo brasiliense cego que inspirou Edson Celulari

O ator global interpretou um cozinheiro deficiente visual em Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos a partir da observação de Junior Lopes

IGO ESTRELA/ESPECIAL PARA METRÓPOLES
Igo Estrela/Especial para Metrópoles

RAQUEL MARTINS RIBEIRO

A arte imita a vida… Uma das frases mais clichês de todos os tempos é perfeita para explicar a relação do filme  Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos com o cozinheiro Junior Lopes, de 58 anos. Estrelado por Edson Celulari, o longa nacional conta a história de um pizzaiolo cego do bairro do Bixiga, em São Paulo. Na tentativa de entender o universo dos deficientes visuais, o ator global veio à capital conhecer o cozinheiro e compor o personagem Vitório.

Foram necessários três meses de preparação para que Celulari pudesse dar vida a um dos papéis mais desafiadores de sua carreira. “É um personagem diferente de tudo que já fiz. Precisei engordar quase 20 quilos, busquei referências em alguns atores norte-americanos, mas observar o Junior foi essencial. Usei muito do gestual dele, descobri como ele sabia o ponto certo da massa e a hora de tirar a pizza do forno”, contou o artista em entrevista ao Metrópoles.

O encontro aconteceu em meados de 2016, quando Junior e Celulari foram apresentados pelo chef Dudu Camargo, em uma das tantas visitas do ator a Fratelllo Uno (Asa Sul). “Nem acreditei quando o Dudu disse que um ator gostaria de me conhecer, fiquei um pouco nervoso, mas ele me deixou bem à vontade. É diferente cozinhar com as pessoas observando cada movimento seu”, relembra o pizzaiolo.

  

               


Cozinhar para recomeçar

Diferentemente do ficcional Vitório – cego de nascença –, Junior perdeu a visão em um acidente de carro, em 1983, quando tinha 23 anos. Durante mais de uma década, o então funcionário do Banco do Brasil viveu uma batalha de idas e vindas a salas de cirurgia, na tentativa de reverter o problema.

“Foi uma fase difícil, passei por 35 operações, além de dois transplantes de córnea”, relata o brasiliense. Nenhum dos procedimentos, porém, foi suficiente para que o cozinheiro voltasse a enxergar, mesmo que parcialmente.

Em 2004, durante um curso de orientação e mobilidade para deficientes visuais, Junior foi convidado a participar de um workshop ministrado pelo chef Dudu Camargo. A formação idealizava montar um restaurante às escuras, no qual os cozinheiros (todos cegos) e os clientes (que seriam vendados) não enxergariam. “Aprender a fazer pizza me veio como um novo fôlego de vida, me abriu muitas possibilidades. Foi meu recomeço”, ressalta o pizzaiolo.

Os oito meses de aulas renderam bons frutos, não só para os alunos. “Foi a maior experiência da minha carreira. Aprendi muito com eles, como a sensibilidade de cozinhar utilizando todos os sentidos. E, para a vida, de ser feliz com o que temos”, afirma Dudu.

IGO ESTRELA/ESPECIAL PARA METRÓPOLES
Igo Estrela/Especial para Metrópoles
Mentor do pizzaiolo, o chef Dudu Camargo acompanhou de perto a superação de Junior

Preconceito

Cozinhar, então, tornou-se mais que um hobby e passou a complementar a renda da família. Ao lado da esposa, a administradora Juliana Cardim, de 43 anos, Junior começou a comercializar pizzas congeladas. “Cheguei a vender cerca de 800 pizzas em menos de 15 dias. As pessoas sempre elogiavam o sabor, mas havia sempre aqueles clientes descrentes se eu era mesmo o mestre-cuca”.

Para Junior, o filme quebra preconceitos e mostra que os cegos são independentes e capazes de fazer qualquer coisa. “Quando alguém fala que a minha pizza é feita por um deficiente, corrijo e falo: ‘foi feita por uma pessoa eficiente'”, garante. “Disse ao Celulari que vou conferir se ele me representou bem”, completa.

IGO ESTRELA/ESPECIAL PARA METRÓPOLES
Igo Estrela/Especial para Metrópoles
Cozinhar é uma terapia para Junior Lopes

Se depender das boas intenções de Celulari e do diretor Paulo Nascimento, o brasiliense ficará bastante satisfeito. “Queríamos mudar essa imagem que as pessoas têm dos cegos. Falamos de liberdade, de aceitação, de deixar os indivíduos livres para serem como gostam”, considera o ator.

De acordo com o cineasta, a inspiração para o roteiro surgiu a partir do relato da sócia e produtora executiva do longa, Marilaine Castro da Costa. Ela contou sobre cegos de nascença que tinham a possibilidade de enxergar, passavam por cirurgias e, depois de não se adaptarem, faziam a reversão.

No processo, descobrimos que os caras são muito mais bem resolvidos que as pessoas ao redor deles. Mesmo não fazendo por mal, alguns familiares se acham no direito de interferir nas escolhas dos cegos"
Paulo Nascimento

Assim como na ficção, Junior está na fila para um transplante de células-tronco, procedimento que promete, enfim, devolver-lhe parte da visão. “Sempre me pergunto se quero mesmo passar por isso. Estou completamente adaptado, levo uma vida normal. Como a espera pode demorar, tenho muito tempo ainda para decidir”, explica. Independentemente da decisão, o cozinheiro não abrirá mão do seu maior sonho: “Quero ter meu próprio restaurante”.

Jovem ganha triciclo adaptado de Whindersson, mas caso vai parar na Justiça

                             Imagem/Arquivo pessoal
                                 O estudante André Nunes Nachtigall, que tem paralisia cerebral: veículo adaptado bancado por youtuber não foi entregue por empresa
O estudante André Nunes Nachtigall, que tem paralisia cerebral: veículo adaptado bancado por youtuber não foi entregue por empresa

Gilvan Marques Do UOL, em São Paulo

Diagnosticado com paralisia cerebral ainda na infância, o estudante André Nunes Nachtigall usou o Facebook, em fevereiro do ano passado, para pedir ajuda a um dos seus ídolos, Whindersson Nunes.Estudante de engenharia da computação, ele pediu "uma força" ao youtuber, com quase 29 milhões de seguidores, para divulgar a campanha que havia criado para comprar um triciclo adaptado que o ajudaria a ir sozinho para a faculdade em Pelotas (RS).

Whindersson, então, surpreendeu na resposta. "Onde é que tem esse troço moço? 'Nois' compra agora!"

O youtuber cumpriu a promessa, deu todo o valor correspondente ao triciclo, e a Honda, ao tomar conhecimento do caso, doou o valor relacionado à moto --o triciclo é feito em cima de uma moto. Ao todo, foram doados cerca de R$ 25 mil.

O dinheiro, no entanto, foi depositado diretamente na conta do proprietário de uma empresa responsável por fazer o veículo adaptado, que até hoje não fez a entrega.

"Whindersson e a Honda pagaram a ele tudo direitinho e ele sumiu, não imaginava que ele fosse assim", lamenta o jovem de 24 anos, em conversa com o UOL, quase um ano depois.

O caso foi levado à Justiça por Nachtigall, que está recebendo assessoria jurídica de duas estudantes e um professor de direito da universidade onde estuda. Duas audiências já foram realizadas, sem acordo.

Segundo o estudante, o empresário que faria o veículo adaptado mora em Ananindeua, no Pará, e foi o escolhido por ele já que é considerado o único no país que faz a documentação para triciclo.

Sem dinheiro e o veículo, ele conta que continua dependendo da mãe para levá-lo à faculdade em um cadeira de rodas. "Só que ela é cheia de coisas pra fazer também", ressalta.

Após o episódio, Nachtigall afirma que Whindersson chegou a oferecer outro triciclo, que ele não aceitou.

Procurada pelo UOL, assessoria do youtuber lamentou o corrido. "A NonStop Produções Artísticas, empresa que cuida da carreira do youtuber Whindersson Nunes, lamenta o fato e informa que o artista fez o depósito para a empresa Triciclos Freeway que fabrica a moto adaptada para a cadeira de rodas e que a mesma se comprometeu a ajudar e entregar o produto, porém, depois de inúmeros contatos, essa mesma empresa parou de responder nossa equipe e não cumpriu sua parte no acordo.Informamos também que estamos colaborando para que esse episódio se solucione o mais rápido possível", diz a nota.

Lauro Chaman é ouro na Copa do Mundo de Paraciclismo na Bélgica

Imagem

Por CPB

Lauro Chaman venceu, nesta sexta-feira, a prova contrarrelógio individual (27km), no segundo dia de competição da Copa do Mundo de Paraciclismo de Estrada em Ostend, na Bélgica. O brasileiro, da classe C5, que é campeão geral da competição, garantiu a medalha de ouro terminando a corrida em 36min30.

O britânico William Bjergfelt (37min20) ficou em segundo lugar e o austríaco Wolfgang Eibeck (37min37) em terceiro. Lauro volta as pistas no domingo, último dia da competição, quando compete a prova de resistência, que é o atual campeão mundial.

Também representando o Brasil, Jady Malavazzy finalizou a corrida (18km), na classe H3, da prova contrarrelógio, em 6º lugar (36min08). Alicia Dana, dos Estados Unidos, garantiu a medalha de ouro, fechando a corrida em 33min27.

Esta é a primeira das três etapas da Copa do Mundo. A próxima será de 6 a 8 de julho em Emmen, na Holanda, da qual o Brasil também irá participar. A última ocorrerá de 15 a 19 de agosto em Baie-Comeau, no Canadá.

Fonte: cpb.org.br

Florianópolis recebe II etapa da Copa Brasil de Paratriatlo neste domingo, 6

Fernando Maia/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

A praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina é o cenário da segunda etapa da Copa Brasil de Paratriatlo, neste domingo, 6. A competição será disputada na distância sprint (750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida).

Entre os 18 inscritos está Carlos Viana (PTS5) e Jorge Fonseca (PTS4), integrantes da Seleção Brasileira de paratriatlo. A dupla também se prepara para uma temporada de intercâmbio e provas na Itália. "Espero fazer uma corrida forte, preparando o corpo para os desafios que irei encarar no circuito europeu nos próximos meses", conta Carlos Viana.

A terceira etapa da Copa Brasil de Paratriatlo será no dia 10 de junho em Palmas, Tocantins. O maior desafio da temporada 2018 é o Campeonato Mundial da miodalidade, de 12 a 16 de setembro, em Gold Coast, na Austrália.

*Com informações da Confederação Brasileira de Triathon (CBTri)

Fonte: cpb.org.br

São Paulo recebe na próxima semana os Jogos Paralímpicos Universitários

Imagem

Por CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, receberá nos dias 10 e 11 de maio a edição 2018 dos Jogos Paralímpicos Universitários. O evento terá atletas universitários de todo o Brasil, de sete modalidades: atletismo, natação, bocha, judô, parabadminton, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas.

Ao todo, 252 competidores estão confirmados, com cerca de 200 instituições de ensinos representadas. Vale ressaltar que a pontuação para determinar o vencedor geral do evento se dará por universidade. Os números mostram um crescimento em relação ao ano passado. Em 2017, 192 alunos-atletas estiveram nas dependências do CT Paralímpico para a disputa da competição. A edição de estreia do evento, em dezembro de 2016, contou com cerca de 150 inscritos.

"Os Jogos Paralímpicos Universitários estão consolidando uma área que estava um pouco apagada. Havia as Paralimpíadas Escolares e o alto rendimento, mas não havia o trabalho no esporte adaptado universitário. Então são nichos de oportunidade que nós podemos fortalecer e aumentar. Hoje a ideia é de que o Comitê preencha este caminho e dê a oportunidade de que o garoto saía do Escolar, passe pela universidade, vá ao alto rendimento, mas não tenha prejuízo da carreira dele de formação", disse Ivaldo Brandão, vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Uma mudança em relação ao evento do ano passado refere-se ao número de modalidades nas quais os alunos podem se inscrever. Em 2017, havia a possibilidade de participar de mais de uma modalidade. Neste ano, contudo, o participante poderá inscrever-se em apenas um esporte.

A competição será organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, em parceria com a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e o Ministério do Esporte, com apoio do Governo do Estado de São Paulo e do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF).

Credenciamento de imprensa

Os jornalistas interessados na cobertura dos Jogos Paralímpicos Universitários não precisarão de credenciamento prévio. Bastará vir ao CT Paralímpico e procurar a sala de imprensa, localizada próximo às quadras de tênis.

Fonte: cpb.org.br

Seleção vence o Egito no Desafio Internacional de Vôlei Sentado

Imagem

Por CPB

A Seleção Brasileira de vôlei sentado conseguiu uma expressiva vitória nesta sexta-feira, 4. O time comandado pelo técnico Celio Mediato superou o Egito por 3 sets a 0, em duelo que reeditou a decisão do bronze dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Na ocasião, a equipe africana venceu o Brasil por 3 a 2 e ficou com o terceiro lugar. O jogo desta sexta contou com transmissão ao vivo do canal SporTV 3.

O primeiro set do confronto foi o mais disputado. O Egito esteve à frente em grande parte da parcial, mas sucumbiu ao volume de jogo do Brasil, que fechou em 25-23. Nos dois sets seguintes, a superioridade brasileira foi mais clara. A Seleção concluiu o jogo em pouco mais de 1h20, com parciais de 25 a 18 e 25 a 16.

"O Egito é um grande time e joga bem contra bem nós há muito tempo. Houve uma modificação na equipe, em que o Renato Leite voltou a ser o nosso líbero, o que fez com nós tivéssemos um volume de jogo um pouco maior. Nossos testes deram certo e foi um bom preparativo nessa reta final para o Mundial", disse Fred Dória.

O confronto encerra mais uma fase de preparação do time brasileiro, que tentará, no Mundial da Holanda, em Haia, de 15 a 22 de julho, manter o bom histórico recente em grandes eventos internacionais. Além da quarta colocação na última edição de Jogos Paralímpicos, o Brasil também é o atual vice-campeão mundial. Em 2014, no Mundial da Polônia, o Brasil foi derrotado pela Bósnia apenas na disputa pela medalha de ouro.

Durante a semana, Brasil e Egito aproveitaram para fazer uma série de jogos-treino, sempre com a disputa dos 5 sets. Com exceção do último jogo, vencido por 4 a 1 pela Seleção, todos os outros confrontos terminaram com o placar de 3 a 2. No cômputo geral, cada time venceu duas partidas.

Fonte: cpb.org.br

Bruna Alexandre é ouro no Aberto da Eslováquia de tênis de mesa

Imagem

Por CPB

O Brasil conquistou a sua primeira medalha de ouro no Aberto Paralímpico da Eslováquia de tênis de mesa. Bruna Alexandre bateu a turca Ümran Ertis, na manhã desta sexta-feira, 4, por 3 a 0 (11/7, 13/11 e 11/6), em Bratislava, conquistando o título da classe 10.

Não foi a única medalha da manhã. Jennyfer Parinos ficou com a prata na classe 9, depois de ser derrotada pela turca Neslihan Kavas, por 3 a 0 (7/11, 10/12 e 10/12). Na semifinal, ela bateu a também brasileira Danielle Rauen, num duelo bem disputado, por 3 a 2 (12/10, 11/9, 6/11, 4/11 e 12/10). Danielle ficou com o bronze.

Outros dois brasileiros caíram nas quartas de final. Cátia Oliveira, na classe 2, foi eliminada pela sul-coreana Su Yeon Seo, por 3 a 2 (11/9, 11/9, 6/11, 9/11 e 8/11). Paulo Salmin foi batido pelo tailandês Chalermpong Punpoo, por 3 a 2 (11/5, 11/6, 10/12, 6/11 e 10/12).

Bruna Alexandre comemorou a conquista, apesar das dores no pé, que torceu durante a competição. Ela sabe que este foi um resultado animador para a principal competição do ano: o Mundial Paralímpico, em outubro, na Eslovênia.

“Com certeza, foi um resultado muito positivo, principalmente por ser um ano de Mundial. A gente consegue ter uma noção do que precisa melhorar e do que precisa ser feito ainda”, avalia.

A evolução de Bruna chama a atenção da própria atleta. Recentemente, ela jogou a Copa Brasil, em Concórdia, entre os olímpicos, e ganhou o título, vencendo uma das grandes atletas do país em todos os tempos, Lígia Silva. E ela afirma que esta competição ajudou muito na conquista do Aberto da Eslováquia.

“Estou bem positiva, pois estou ganhando os jogos de 3 a 0. Isso me dá muita força, de querer mais. Isso mostra que eu estou conseguindo evoluir. Há uns dois anos atrás, eu só fazia 3 a 2 ou perdia para essas meninas. Antes de vir para cá, participei da Copa Brasil, jogando no olímpico e isso ajuda, dá um nível de jogo muito bom no paralímpico”, explica a campeã.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa - CBTM

Fonte: cpb.org.br

Caravana da Inclusão chega a Queluz cidade do Vale do Paraíba

No próximo dia 10 de maio, quinta-feira, a cidade de Queluz, da região administrativa do Vale do Paraíba, recebe a 9ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania.

banner com logomarca da 9ª Caravana 2018

Realizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, a Caravana acontece neste ano em cinco cidades do interior paulista e já passou por mais de 70 cidades nos últimos anos.

Os encontros visam o fortalecimento da interlocução com os municípios paulistas, sensibilizando e orientando os gestores públicos locais e a sociedade civil em geral acerca dos temas relativos à acessibilidade e inclusão.

O tema central da Caravana de 2018 é “O Ciclo das Políticas Públicas Inclusivas”, sendo abordados os principais aspectos para a elaboração, implementação e acompanhamento dessas políticas.

Reconhecimento e valorização da atuação dos municípios na elaboração, planejamento, implementação e operacionalização de ações e projetos que garantam a igualdade de acesso, além de acesso a todos os bens, produtos e serviços, públicos e privados, também são objetivos dos encontros.

Agenda da Caravana 2018:

  • 26/abril - Pederneiras
  • 10/maio - Queluz
  • 25/maio - Francisco Morato
  • 15/junho - Pirassununga
  • 29/junho - Ribeirão Pires

SERVIÇO
9ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania – Queluz
Data: 10 de maio de 2018
Local: Escola Estadual Professor José de Paula França
Endereço: Ladeira Manoel Rodrigues, 132 – Centro – Queluz - SP

Pinterest atualiza acessibilidade para pessoas com deficiências visuais



O Pinterest anunciou nesta quarta-feira (2) novas ferramentas para melhorar a navegação para usuários com deficiências visuais. Grande parte do aplicativo e também da versão web agora são acessíveis para que este grupo consiga navegar, pesquisar e salvar posts na plataforma.

Entre as novidades, está o aumento no contraste de cores, para melhorar a leitura em fundo colorido. Outra mudança é uma melhor hierarquização das fontes, com tamanhos e negritos, junto com uma nova possibilidade para que usuários consigam mudar o tamanho das fontes de forma mais fácil.

Outra introdução, para pessoas com visão e mobilidade reduzidas, são os indicadores de foco claros para melhorar a navegação sem mouse ou painel tátil. Por fim, o Pinterest passa a ter também suporte com leitor de tela.

As melhorias foram feitas ao longo de um ano. Agora, os desenvolvedores têm à mão uma nova biblioteca de design que contém ferramentas de acessibilidade, além de verificações automáticas que garantem que ícones e componentes da plataforma sejam acessíveis.

As novidades já estão disponíveis para as versões do Pinterest para navegadores e iOS. A versão em Android deve ser atualizada em breve.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Crianças com síndrome de Down barradas de CMEIs de Curitiba voltam para sala de aula depois de nova decisão da Justiça

'A sensação é de vitória, por ora. Hoje foi um dia que a gente ganhou, mas o processo corre', afirmou Marile Bravo, mãe de uma das crianças envolvidas.

Por Thais Kaniak, G1 PR, Curitiba

Quatro crianças com síndrome de Down foram proibidas de  frequentar CMEIs de Curitiba, mas a Justiça voltou atrás da decisão (Foto: Rafaela Fiedldr da Silva Machado/Arquivo pessoal)
Quatro crianças com síndrome de Down foram proibidas de frequentar CMEIs de Curitiba, mas a Justiça voltou atrás da decisão (Foto: Rafaela Fiedldr da Silva Machado/Arquivo pessoal)

As quatro crianças com síndrome de Down, que tinham sido barradas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Curitiba,  a pedido da prefeitura, podem voltar a frequentar as creches.

Uma nova decisão da Justiça, de quarta-feira (2), determinou o retorno imediato das crianças, de acordo com a advogada Maira Bianca Belém Tomasoni, que representa as famílias.

"A colocação das crianças no ensino fundamental poderia gerar um atraso ao desenvolvimento neuropsicomotor", disse Maira.

Ao G1, a Secretaria Municipal da Educação informou, nesta quinta (3), que a administração municipal foi notificada e cumprirá a decisão.

A advogada explicou que o desembargador Luiz Antonio Barry, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), reconsiderou a decisão anterior. A liminar havia suspendido permissão judicial que as quatro crianças tinham para continuar nos CMEIs por mais um ano.

Contudo, o agravo de instrumento, que é o recurso principal da prefeitura, ainda não foi julgado, conforme a advogada. Decisões liminares são provisórias e precisam ser confirmadas. Portanto, a situação das crianças não está 100% definida.

"A sensação é de vitória, por ora. Hoje foi um dia que a gente ganhou, mas o processo corre", afirmou Marile Bravo, mãe da Ana, uma das crianças envolvidas.

Ana com a camiseta assinada pelos que incluem ela na escola, segundo escreveu o pai, Kraw Penas, no Facebook (Foto: Arquivo pessoal)
Ana com a camiseta assinada pelos que incluem ela na escola, segundo escreveu o pai, Kraw Penas, no Facebook (Foto: Arquivo pessoal)

Marile contou ao G1 que a menina e os três garotos já retornaram aos CMEIs.

"A decisão, para nós, mostra a fragilidade do entendimento do que é inclusão", explicou Marile.

Ela disse que agora é preciso discutir o que é inclusão. "A Secretaria de Educação não consegue apreciar a Lei de Inclusão e os outros artigos da LDB e a Lei Internacional do Direito da Pessoa com Deficiência", pontuou.

Liminares anteriores

Quando obteve a liminar impedindo a permanência das crianças nos CMEIs, a administração municipal alegou que elas deveriam ser matriculadas no ensino fundamental por causa da idade. As crianças completam seis anos em 2018.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prevê que toda criança a partir dos seis anos estude no ensino regular.

Em fevereiro, as famílias tinham entrado com uma ação na Justiça pedindo a retenção das crianças na educação infantil.

Elas conseguiram, ainda em fevereiro e em março, a autorização judicial para continuarem frequentando os CMEIs, mas, depois, foram barradas pela liminar que saiu a favor da prefeitura.

Então, no dia 23 de abril, as crianças foram obrigadas a deixar os CMEIs, segundo relataram os pais.

Educação especial

O Paraná tem mais 35 mil matrículas de alunos com deficiência intelectual, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Há ainda outras três mil matrículas de estudantes com deficiência intelectual que estudam em classes exclusivas.

São alunos que têm alterações significativas no desenvolvimento intelectual e na conduta adaptativa na forma expressa em habilidades práticias, sociais e conceituais. Uma delas é a síndrome de Down.

Especialistas defendem que as escolas regulares devem dar condições de aprendizado para as crianças com deficiência intelectual e ressaltam as aptidões delas. Confira.

Fonte: g1.globo.com

Psiquiatra desmente mitos sobre autismo e afirma: 'Atrasa o diagnóstico' - Vejam os vídeos.

'Conversa' tratou de temas como inclusão escolar, importância do diagnóstico e mitos sobre o transtorno

Resultado de imagem para Luiz Fernando Vianna e Raquel del Monde falam sobre suas profissões e o autismo
Luiz Fernando Vianna e Raquel del Monde falam sobre suas profissões e o autismo

O Conversa com Bial desta quinta-feira, 3/5, promoveu um debate sobre autismo com convidados que, de alguma forma, estão ligados ao tema. Participaram do papo a arte-educadora e autista Amanda Paschoal, a psiquiatra infantil Raquel del Monde e o jornalista Luiz Fernando Vianna. Na plateia, pais de autistas e seus filhos acompanharam o papo e deram seus depoimentos sobre o assunto. Raquel fez um alerta sobre a falta de profissionais preparados para lidarem com o caso:

Click AQUI para ver os vídeos.

"Existe um déficit de formação na área médica. Inclusive das áreas que deveriam se dedicar à saúde mental".

"Ainda existe um contato muito superficial com autismo".

"Infelizmente a presença de mitos que se replicam entre os profissionais de saúde de maneira geral. Isso acaba atrasando o diagnóstico".

"Nosso maior desafio agora é a capacitação dos profissionais dessa área para diagnóstico e intervenção e na área da educação.

Conversa com Bial promoveu debate sobre autismo (Foto: TV Globo)
Conversa com Bial promoveu debate sobre autismo (Foto: TV Globo)

Importância do diagnóstico precoce

“O objetivo é detectar o mais precocemente possível para que se comece as intervenções porque aí a gente consegue aproveitar a plasticidade cerebral para que as crianças se desenvolvam mais".

"Em casos mais leves, que não tem atraso de fala - por exemplo-, esse diagnóstico está em torno de sete, oito anos".

Autismo não é doença

“Não falamos em cura para uma condição que não é uma doença”.

“É uma configuração cerebral, é uma condição do desenvolvimento. Ela se origina desde a formação inicial do sistema nervoso e acompanha o indivíduo pela vida toda".


Psiquiatra infantil, Raquel tem um filho autista  (Foto: TV Globo)
Psiquiatra infantil, Raquel tem um filho autista (Foto: TV Globo)


Resultado de imagem para Raquel fala sobre mitos relacionados ao autismo
Raquel fala sobre mitos relacionados ao autismo

Graus de autismo

“Os graus se referem à questão de autonomia. A necessidade suporte de cada pessoa”, afirmou Raquel.

“Nível 1 seria uma pessoa que consegue morar sozinha e o nível 3 são pessoas que precisam de suporte de suporte até para necessidades mais básicas do dia a dia”, explicou Amanda.

Amanda deu um verdadeiro show de simpatia ao explicar questões relacionadas ao autismo (Foto: TV Globo)
Amanda deu um verdadeiro show de simpatia ao explicar questões relacionadas ao autismo (Foto: TV Globo)

Pais X Vergonha

"Autismo é uma deficiência invisível. Quando a criança tem sobrecarga sensorial, e ela grita e se joga no chão, as mães que estão de fora julgam essas famílias, acham que os filhos são mal educados. Os pais de autistas ficam constrangidos e se trancam dentro de casa", comentou a jornalista Andrea Werner.

Resultado de imagem para Andréa Werner fala sobre encontros promovidos para inclusão de autistas
Andréa Werner fala sobre encontros promovidos para inclusão de autistas

Inclusão escolar

Andrea Werner fez um apelo durante o programa:

"Temos uma inclusão escolar que não está acontecendo".

"A lei que diz que a criança que tem que ir preferencialmente para a escola regular. A lei diz que tem que ter uma moderadora. Cadê? O estado não dá e as escolas particulares, que são obrigadas a custear, não custeiam".

"É uma inclusão que não está acontecendo".

"Temos que começar do começo: criança na escola para aprender".

"Temos que ter pessoas capacitadas para ensinar da forma que essas crianças aprendem".

Lições de Amanda

"Autismo é uma parte fundamental de quem eu sou. Assim como eu sou brasileira, mulher, jovem, brasiliense...".

Resultado de imagem para Amanda Paschoal fala sobre a Síndrome de Asperger
Amanda Paschoal fala sobre a Síndrome de Asperger

"Infelizmente, existe profissionais com a visão de que ter autismo signifca parar para sempre no desenvolvimento. Não é verdade! Vai melhorar, as crianças desenvolvem".

Resultado de imagem para Amanda Paschoal fala sobre suas conquistas
Amanda Paschoal fala sobre suas conquistas

"Se a pessoa está com uma hiposensibilidade, ela não sente os braços. Então, ela balança para sentir que ele existe.

Resultado de imagem para Amanda Paschoal fala sobre sintomas do autismo
Amanda Paschoal fala sobre sintomas do autismo

“Não é modificando a pessoa que vamos chegar num mundo mais inclusivo é fazendo a sociedade respeitar o que a gente é”.

Resultado de imagem para Amanda Paschoal encerra programa cantando "Máscara"
Amanda Paschoal encerra programa cantando "Máscara"

Relato de um pai de autista

Luiz Fernando é pai de um menino autista que, atualmente, tem 17 anos (Foto: TV Globo)
Luiz Fernando é pai de um menino autista que, atualmente, tem 17 anos (Foto: TV Globo)

Luiz Fernando escreveu um livro chamado "O Menino Vadio e Seu Pai Estranho" para contar sua experiência com o filho, que atualmente tem 17 anos:

"Por ser jornalista, achei que a melhor maneira de falar da história era escrevendo. Achei que a historia do meu filho não poderia ficar restrita à minha família. Havia algo ali que poderia interessar a um número maior de pessoas".

"Na hora de escrever, achei que não fazia sentido em colocar meu filho como se fosse um objeto externo a mim. Eu tinha que falar de mim mesmo e como eu sou o estranho. Porque senão fica aquela coisa de 'meu filho é diferente'. Como se nós não tivéssemos nada a ver com isso'.

Resultado de imagem para Luiz Fernando Vianna conta sua experiência como pai de um autista
Luiz Fernando Vianna conta sua experiência como pai de um autista

A vida como ela é...

“A ideia da cura é muito atraente do ponto midiático, sensibiliza muito as famílias, mas ela não é concreta", afirma Luiz Fernando.

"No futuro pode até ser que exista, mas não é algo palpável", conclui.