sábado, 19 de maio de 2018

Professora com síndrome de Down ofendida por desembargadora receberá honraria na Alerj

Educadora Debora Seabra Moura será homenageada com Medalha de Tiradentes

POR JÚLIA COPLE E MARTA SZPACENKOPF

Debora Moura é a primeira educadora com síndrome de down no Brasil - Divulgação

RIO — A professora Debora Araújo Seabra Moura, primeira educadora com síndrome de Down do Brasil, vai receber a Medalha de Tiradentes na Assembleia Legislativa do Rio. A profissional será premiada com a honraria na próxima segunda-feira. Em março, a professora recebeu uma onda de apoio e homenagens depois da divulgação de uma postagem na qual a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio, discriminou seu trabalho. A resposta da educadora, que exaltou o ensino do respeito e da tolerância, emocionou a web.

"Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de down!!!. Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social...Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem??? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?", escreveu a desembargadora em seu perfil pessoal no Facebook.

Na ocasião, a Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down (FBASD) emitiu uma nota de repúdio às declarações da magistrada, criticadas por serem preconceituosas. Em resposta à magistrada, Debora escreveu uma carta na qual ressaltava a sua atuação na educação infantil, seu empenho na profissão e na promoção dos ensinamentos de respeito e igualdade.

"Eu ensino muitas coisas às crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito às outras. Aceitem as diferenças de cada uma. Ajudem a quem precisa mais. (...) O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo para acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso!", diz um trecho da carta da professora.

No mês seguinte, Marília Castro Neves enviou uma carta com um pedido de desculpas à educadora, assumiu o erro e ressaltou ter aprendido a lição de que "precisamos ser mais tolerantes e duvidas de pré-conceitos (sic)".

A entrega da medalha e do diploma de certificação do evento partiu de sugestão do deputado estadual Janio Mendes (PDT) e será realizada dia 21 de maio, às 10h, no plenário do Palácio Tiradentes, no Centro do Rio.

Segundo a assessoria do parlamentar, além do trabalho e dos anos de experiência da educadora, a reação preconceituosa contra a professora Debora pesou na decisão de homenageá-la. Os demais deputados da Casa aprovaram a sugestão da honraria no dia 4 de abril.

'ORGULHOSA E GRATA', DIZ MÃE DE EDUCADORA

Mãe da professora Debora, Margarida Seabra de Moura contou que a equipe do parlamentar contatou a família com o convite da solenidade, que a deixou "orgulhosa" pelo reconhecimento do trabalho da filha.

Fiquei muito orgulhosa e grata, é uma solenidade única para ela. A Debora tem tido um destaque, um reconhecimento ao trabalho dela, e isso me deixa, como mãe, naturalmente muito orgulhosa. Estamos sensibilizados e felizes — destacou Margarida, que acompanhará a filha no plenário para representar a família.

Segundo Margarida, Debora "não se vislumbra com afagos", é reservada em relação às emoções, mas certamente a homenagem "fará bem ao ego dela". A mãe destacou que a família decidiu não falar mais da postagem preconceituosa da desembargadora.

— A Debora fez a carta dela, deu a resposta dela e ficou muito feliz com isso. O objetivo de qualquer pai, em relação ao filho, é que ele evolua e saiba se posicionar em uma situação desagradável. Depois da carta da desembargadora, escolhemos nos abster de qualquer comentário. Isso aconteceu, foi bastante pesado e passou. Não existe mais na nossa vida. Bola para frente — ressaltou a mãe da professora.

Fonte:  oglobo.globo.com

Deficiência visual: Orgamizaçao do armário é essencial para uma vida mais independente

É importante setorizar os espaços do guarda-roupa: um local só para shorts, outros só para blusas etc
É importante setorizar os espaços do guarda-roupa: um local só para shorts, outros só para blusas etc Foto: Pixabay

Ana Carolina Diniz

A organização ajuda a vida ficar mais simples. No caso dos deficientes visuais, ter os objetos no mesmo lugar é fundamental. O importante é que seja uma organização que fique fácil para que ele consiga depender pouco dos outros.

A personal organizer Flávia Rãdha, da Mão na Roda - Arrumação sem esfoço, considera que, na educação de uma criança cega, é indispensável que faça parte do currículo o item “organização”.

Ainda na infância, deve-se ensinar à criança cega a arrumar seu armário, gavetas, brinquedos e material escolar. É preciso formar o hábito de organizar e manter as coisas no mesmo lugar.

Para ela, a organização no lar contribui de modo significativo para que se alcance essa independência.

É importante lembrar que a rotina e os hábitos dos cegos podem ser alterados mais com calma e muito cuidado, afinal, eles memorizam seus pertences, compromissos e precisam de tempo para acostumar às mudanças.

Para a personal organizer Priscila Sabóia, da empresa Reorganize, a primeira organização deve ser feito com ajuda, seja de algum parente ou por uma profissional, para que depois a pessoa consiga manter a ordem sozinha.

Priscila pôs tecidos nos separadores para ajudar na identificação
Priscila pôs tecidos nos separadores para ajudar na identificação Foto: Reprodução

Objetos organizadores são essenciais para esta arrumação, diz Priscila. Isso porque eles ajudam a delimitar bem os espaços, o que é muito importante para um deficiente visual.

Uma caixa de plástico, por exemplo, pode deixar mais fácil a procura pro camisetas que ficam ali dentro.

Veja abaixo algumas sugestões das organizers para organização das roupas

Guarda-roupa

Formar duas grandes áreas para as roupas: as de verão e as de inverno. Se possível cada vestido, saia, blusa, camisa, calça ou bermudas em cabides individuais. E, em cada cabide, pôr uma etiqueta com a cor (para a orientação de quem arruma).

Sapatos

Sapatos e bolsas devem ser de cores padrão: preto, castor e caramelo, por serem compatíveis com todas as cores das roupas. Se possível, em prateleiras separando por estilo e cor (exemplo: prateleira com tênis, prateleira com sandálias, outra prateleira com os sapatos mais esportivos etc).

Visual

Para não correr o risco de errar na formação de “looks”, utiliza-se como critério, calças lisas ou jeans. A parte complementar, caso haja preferência para estampas, serão as blusas.

Texturas

Você pode utilizar texturas para identificar as coisas que ficam dentro de uma gaveta, por exemplo. Colocar um botão na frente de uma gaveta de lingerie, dois botões na gaveta de meia, três botoes na gaveta de pijama. Pode usar também outros tipos de textura: um pedaço de pano, uma tirinha de lixa de unha. Essas texturas serão importantes para pessoa passar os dedos e conseguir identificar que são coisas diferentes que estão em cada gaveta.

Cabides

Os aveludados, atualmente com custo acessível, são adequados para blusas de alças.

Gavetas

É importante deixar o guarda-roupa organizado de forma bem genérica. Exemplo: uma gaveta com pijama, uma gaveta com calcinha/cueca e sutiã, uma gaveta ou caixa com meia etc.

Separadores

Elementos como miçangas, tecidos, texturas são muito bem-vindos para usar em separadores de roupas e objetos. Para quem vai arrumar e não sabe ler braille, por exemplo, use legendas para identificar tons quentes, frios ou roupas estampadas .


Praticidade

Investir numa etiquetadora em braile faz toda a diferença para essa organização. Assim você utiliza etiquetas que a pessoa consiga “ler” com os dedos.

A Microsoft criou um controle de Xbox adaptado para pessoas com deficiências - Veja o vídeo

Um grande passo para a inclusão nos videogames


Novo controle do Xbox para jogadores com deficiência (Foto: reprodução)
Novo controle do Xbox para jogadores com deficiência (Foto: reprodução)

A Microsoft deu um importante passo para a inclusão de pessoas com deficiências físicas no mundo dos videogames. No Twitter, a empresa anunciou nesta semana o lançamento de um novo controle para Xbox com características modulares, criado exclusivamente para pessoas com deficiências motoras.

Novo controle do Xbox para jogadores com deficiência (Foto: reprodução)
Novo controle do Xbox para jogadores com deficiência (Foto: reprodução)

Trata-se de um grande conjunto branco com botões e dois grandes "pads", como são chamados os dois círculos sensíveis ao toque. Além disso, o grande controle apresenta espaços para plugues de outros controles - caso o jogador queira chamar mais jogadores para atuarem como seus copilotos durante os jogos.

Novo controle do Xbox para jogadores com deficiência (Foto: reprodução)
Novo controle do Xbox para jogadores com deficiência (Foto: reprodução)

A empresa ainda não especificou a data de lançamento do controller, mas prometeu disponibilizá-lo ainda neste ano. No mercado americano, ele deverá custar US$ 100 (R$ 368, na cotação atual). No vídeo abaixo, produzido pela própria Microsoft, você pode ver como funcionará a novidade na prática.



Pessoas com deficiência visual poderão receber contas de água, luz, gás e telefone em braile

Empresas terão até 60 dias para se adaptar à medida

POR O GLOBO

Empresas não poderão cobrar pelo serviço - Divulgação

RIO — Pessoas com deficiência visual poderão receber suas contas de serviços públicos e telefonia em braile ou com caracteres ampliados, sem custo adicional. É o que determina a Lei 7.964/18, de autoria do deputado Nivaldo Mulim (PR), sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial do Executivo de quinta-feira. As empresas terão até 60 dias para se adaptar à medida.

Segundo o texto, as empresas fornecedoras de água, energia elétrica e telefonia deverão divulgar permanentemente a disponibilidade do envio das cobranças em braile ou com letras ampliadas e não poderão cobrar pelo serviço.

“Queremos garantir esse direito às pessoas com deficiência visual, para que possam conferir suas contas de forma autônoma e independente”, justificou o autor da lei.

Na última terça-feira. a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou proposta que garante às pessoas com deficiência visual o direito de receber cartões bancários e de crédito com as informações em braile. O texto aprovado assegura às pessoas com deficiência visual, sem custo adicional, um kit contendo uma etiqueta em braile fixa ao cartão com informações de identificação do tipo do cartão e os seis dígitos finais do número; identificação do tipo de cartão em braile, que consiste no primeiro dígito que identifica o tipo de cartão; e porta-cartão que deverá conter em braile o número do cartão, o tipo, a identificação da bandeira, o nome do emissor, a data de validade, o código de segurança e o nome do portador.


Em julho do ano passado, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou o Projeto de Lei 7127/17, de autoria do deputado Celso Russomanno (PRB-SP), que torna mais grave o desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor (CDC - Lei 8.078/90) praticado contra pessoa com deficiência. Na mesma época foi aprovado ainda o Projeto de Lei 3513/15, do senador Jayme Campos (DEM-MT), que obriga fabricantes de produtos a fornecer ao consumidor com deficiência visual versão em áudio do manual de instruções de uso. Pelo texto, caberá ao consumidor interessado solicitar a versão em áudio do manual de instruções do produto. O arquivo sonoro deverá ser disponibilizado na internet para ser baixado gratuitamente no prazo de até 15 dias.

'Disque 100' no AC recebeu 38 denúncias de violação de direitos contra pessoas com deficiência

Em todo o país, ouvidoria recebeu mais de 11,8 denúncias em 2017. Maioria dos casos é de pessoas com deficiência mental.

Por Iryá Rodrigues, G1 AC, Rio Branco

'Disque 100' no Acre recebeu 38 denúncias de violação de direitos contra pessoas com deficiência (Foto: John Pacheco/G1)
'Disque 100' no Acre recebeu 38 denúncias de violação de direitos contra pessoas com deficiência (Foto: John Pacheco/G1)

O Acre registrou 38 denúncias de casos envolvendo pessoas com deficiência por meio do Disque 100 em 2017. O número faz parte do balanço anual sobre denúncias de violações de direitos humanos, divulgado pelo Ministério dos Direitos Humanos.

Conforme os dados, o mês em que a ouvidoria mais recebeu chamados foi junho, com seis denúncias. O total da população com deficiência no estado do Acre chega a mais de 165,8 mil. Em todo país, a ouvidoria recebeu mais de 11,8 denúncias em 2017.

Dos casos denunciados, oito foram por abuso financeiro e econômico, um por discriminação, um por falta de acessibilidade e 23 por negligência. Além disso, mais 14 por violência física, oito por violência institucional, 18 por violência psicológica e duas por violência sexual foram denunciados.

Os dados apontam que das denúncias de violência física, 13 são por lesão corporal e nove por maus-tratos. A violência psicológica envolve oito casos de ameaça, um de calúnia, 14 de hostilização e 11 de humilhação.

Com relação ao perfil das vítimas, o estudo mostra ainda que a maioria dos casos de violação de direitos das pessoas com deficiência ocorre com mulheres. A faixa etária das vítimas varia de 0 a 91 anos e, na maioria dos casos, as vítimas têm entre 25 e 30 anos.

Fonte: g1.globo.com

Ligação de carinho entre cão indicado para tratamento de menino com paralisia viraliza na internet; Veja o vídeo

Em apenas dois dias, o vídeo postado pelo irmão de Henrique no Facebook teve 3,2 milhões de visualizações e 57 mil compartilhamentos.

Por G1 PR e RPC Curitiba

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Conheça a história do menino Henrique e seu cãozinho, o Pipo

Uma forte ligação de amor entre o pequeno Henrique, de seis anos, e o cãozinho de estimação dele, o Pipo, tem feito sucesso na internet. Em apenas dois dias, o vídeo postado pelo irmão de Henrique no Facebook teve 3,2 milhões de visualizações e 57 mil compartilhamentos. 

Click AQUI e assista o vídeo.

Henrique tem paralisia cerebral e todos os dias quando chega da escola é recebido com o maior carinho do mundo pelo seu melhor amigo - o Pipo. A intimidade é tanta que Pipo nem pensa duas vezes em pular no colo do amigo e ganhar aquela caroninha na cadeira de rodas do portão até dentro de casa.

"Nunca na minha cabeça eu imaginei que iria expandir e viralizar tanto", contou o irmão Rodrigo Muraro.

Pipo e Henrique, de seis aninhos  (Foto: Arquivo pessoal )
Pipo e Henrique, de seis aninhos (Foto: Arquivo pessoal )

A mãe, Marilaine Muraro, contou que os médicos recomendaram que o tratamento de Henrique poderia melhorar com a ajuda de um cão. Com a chegada do Pipo, garante Marilaine, o menino melhorou os movimentos dos braços, das pernas e soltou as primeiras palavras.

Segundo a mãe, em seis meses na companhia do Pipo, Henrique melhorou 90%.

"A única coisa que se resolveu para o Henrique foi o Pipo. Você não vê nas pessoas, o amor que existe entre os dois", ressaltou Marilaine.

A família agora está na luta para conseguir sessões de equoterapia, feita com cavalos. O objetivo é estimular os músculos e ossos do Henrique. "Há uma chance e uma possibilidade de ele estar andando. E é o que nós pais sonhamos", acrescentou, emocionada, a mãe.

Fonte: g1.globo.com

Desde 2015, Brasil teve 351 mortes de fetos, bebês e crianças associadas ao vírus da zika

País registrou 3596 casos confirmados e prováveis nesse período. Notificações caíram a partir de 2017, com 505 delas até abril de 2018.

Por G1

Jessé, 10 meses, foi diagnosticado com microcefalia logo após o nascimento. A foto foi feita no Distrito Federal em  2017.  (Foto: Marília Marques/G1 )
Jessé, 10 meses, foi diagnosticado com microcefalia logo após o nascimento. A foto foi feita no Distrito Federal em 2017. (Foto: Marília Marques/G1 )

Desde o início do registro das más-formações associadas  ao vírus da zika no Brasil (novembro de 2015), o país teve 351 mortes provocadas por infecção pelo vírus, mostra último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (que contabilizou dados até 14 de abril de 2018).

No total, foram registrados 1015 mortes suspeitas; dessas, 308 foram confirmadas e 43 foram classificadas como prováveis. Ainda, 53 mortes foram inconclusivas, 181 óbitos permanecem em investigação, e 363 foram descartados.

Em relação às notificações -- e não casos confirmados -- os estados que apresentaram maior número foram: Pernambuco (175), Bahia (103), Rio de Janeiro (88), Minas Gerais (71) e Ceará (69). Confira a divisão por região (não há mortes na Sul):

Em relação ao número de casos, o país registrou 3596 casos de anomalias em fetos no período. Desses, 3149 foram confirmados por exames laboratoriais e 447 foram classificados como prováveis.

Ao todo, foram notificados 15.874 casos no período; desses, 7140 foram descartados e 2795 permanecem em investigação.

Como no início do surto, a maior parte das notificações ocorreu no Nordeste (59,8%); depois, a região Sudeste com (24,4%) e a Centro-Oeste (7,3%). ).

Consistente com os estados que registraram mais mortes, os cinco estados com maior número de casos notificados foram Pernambuco (16,7%), Bahia (16,1%), São Paulo (9,3%), Paraíba (7,2%) e Rio de Janeiro (7,1%).

Cuidados em saúde

Segundo o boletim, de todos os casos confirmados, 72,8% estavam recebendo algum tipo de cuidado em saúde.

Em relação ao protocolo do Ministério da Saúde, 24% estavam recebendo o tratamento completo (puericultora - orientações após o nascimento, estimulação precoce e atenção especializada).

Dificuldades de locomoção e de vagas, além da complexidade do tratamento, podem justificar a ausência de todo o tratamento.

Fonte: g1.globo.com

Vítimas de esterilização forçada no Japão processam o governo

Leis de eugenia em vigor entre 1948 e 1996 permitiram a esterilização forçada de mais de 16 mil pessoas no Japão.

Por France Presse

Kikuo Kojima, de cadeira de rodas, entrou com ação contra o governo do Japão por esterilização forçada (Foto: Daisuke Tanaka/Kyodo News via AP)
Kikuo Kojima, de cadeira de rodas, entrou com ação contra o governo do Japão por esterilização forçada (Foto: Daisuke Tanaka/Kyodo News via AP)

Três pessoas que foram esterilizadas à força com base em uma lei de eugenia decidiram processar o governo do Japão por considerar que suas vidas foram arruinadas pela operação. As ações integram um movimento que exige uma indenização do Estado às vítimas, além de um pedido de perdão.

As novas ações na justiça foram anunciadas depois que um primeiro caso foi apresentado este ano.

"Espero que outras vítimas, que sofreram durante décadas como eu, levantem suas vozes e se unam ao nosso movimento de busca de justiça", afirmou um homem de 75 anos, que entrou com o processo em Tóquio.

"Quero que o governo admita a verdade e quero recuperar minha vida", completou o demandante, que usou o pseudônimo Saburo Kita.

Ele foi esterilizado quando era adolescente. Anos depois se casou, mas não contou nada à esposa. Ele só revelou a verdade quando a companheira estava no leito de morte em 2013.

Kita pede uma indenização de 30 milhões de ienes (US$ 273 mil), informou o advogado Naoto Sekiya.

De forma simultânea, outras duas pessoas apresentaram demandas em outras regiões do país.

"O Parlamento falhou ao não adotar as medidas necessárias para abolir as leis que possibilitaram as esterilizações forçadas", declarou Sekiya aos jornalistas. "E o governo também falhou ao aplicar dispositivos que violavam claramente a Constituição, inclusive naquela época", completou.

Leis de eugenia

O ministério japonês da Saúde admitiu que quase 16.500 pessoas foram esterilizadas à força, com base em leis de eugenia que permaneceram em vigor entre 1948 e 1996.

A lei permitia que os médicos esterilizassem pessoas com deficiências intelectuais transmitidas geneticamente.

Outras 8.500 pessoas foram esterilizadas com seu consentimento, de acordo com as autoridades, mas os advogados afirmam que inclusive estes casos foram "de fato" provocados por pressões sobre as vítimas ou suas famílias.

Fonte: g1.globo.com

Adolescente quase morre e “troca de pele” depois de usar absorvente

Jovem achou que estava com dor de cabeça e insolação até perder a consciência e parar na UTI e ver pele das mãos e pés caindo

Giovanna Orlando, do R7 - Estagiária do R7, sob supervisão de Thiago Calil

                            Foto: Reprodução/ The Sun
                                A jovem contou ao tabloide inglês The Sun que um dia começou a sentir fortes dores de cabeça e náusea, mas achou que era insolação e ignorou os sintomas. Até que eles evoluíram para vômitos e diarreia, e ela desmaiou em casa 
A adolescente inglesa Jessica Read ficou entre a vida e a morte depois de contrair uma bactéria através de um absorvente


                         Foto: Reprodução/ The Sun
                             A jovem contou ao tabloide inglês The Sun que um dia começou a sentir fortes dores de cabeça e náusea, mas achou que era insolação e ignorou os sintomas. Até que eles evoluíram para vômitos e diarreia, e ela desmaiou em casa 
A jovem contou ao tabloide inglês The Sun que um dia começou a sentir fortes dores de cabeça e náusea, mas achou que era insolação e ignorou os sintomas. Até que eles evoluíram para vômitos e diarreia, e ela desmaiou em casa


Foto: Reprodução/ The Sun
A família da jovem a levou para o hospital, onde os médicos não sabiam o que estava acontecendo. Segundo eles, ela tinha 30% de chance de sobreviver à misteriosa doença
A família da jovem a levou para o hospital, onde os médicos não sabiam o que estava acontecendo. Segundo eles, ela tinha 30% de chance de sobreviver à misteriosa doença


Foto: Divulgação
Um dos médicos então perguntou à jovem se ela usava absorvente interno. Ela disse que sim. Foi então que foi revelado que ela estava sofrendo da Síndrome do Choque Tóxico, que é quando uma bactéria invade o corpo e libera toxinas. A infecção se espalha rapidamente pelo corpo, pode causar a falha dos órgãos e levar o paciente a morte se não for tratada rapidamente 
Um dos médicos então perguntou à jovem se ela usava absorvente interno. Ela disse que sim. Foi então que foi revelado que ela estava sofrendo da Síndrome do Choque Tóxico, que é quando uma bactéria invade o corpo e libera toxinas. A infecção se espalha rapidamente pelo corpo, pode causar a falha dos órgãos e levar o paciente a morte se não for tratada rapidamente


                             Foto: Reprodução/ The Sun
                                  O caso da jovem ficou ainda mais curioso quando a pele das mãos e dos pés começou a enrijecer e cair, como se fosse a escama de um réptil
O caso da jovem ficou ainda mais curioso quando a pele das mãos e dos pés começou a enrijecer e cair, como se fosse a escama de um réptil


                              Foto: Reprodução/ The Sun
                                   Depois de oito dias na UTI, Jessica foi liberada, mas precisou de repouso por meses. Ela contou que mesmo depois do descanso, ela sentiu uma redução drástica na flexibilidade e resistência física 
Depois de oito dias na UTI, Jessica foi liberada, mas precisou de repouso por meses. Ela contou que mesmo depois do descanso, ela sentiu uma redução drástica na flexibilidade e resistência física


Foto: Divulgação
Os sintomas da Síndrome do Choque Tóxico são febre acima de 39 graus, dores de cabeça, dor nos músculos, dor de garganta, tosse, tontura, diarreia, vermelhidão nos olhos ou língua e dificuldade de respirar. A doença é rara, mas deve ser tratada imediatamente
Os sintomas da Síndrome do Choque Tóxico são febre acima de 39 graus, dores de cabeça, dor nos músculos, dor de garganta, tosse, tontura, diarreia, vermelhidão nos olhos ou língua e dificuldade de respirar. A doença é rara, mas deve ser tratada imediatamente

Fonte: hora7.r7.com


Brasil conquista duas pratas na Copa do Mundo de canoagem, na Hungria

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
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Por CPB

Os canoístas Luis Carlos Cardoso e Caio Ribeiro começaram bem na 1ª Etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade e Paracanoagem 2018. Nesta sexta, 18, os brasileiros conquistaram duas medalhas de prata no primeiro dia de finais. A competição acontece até domingo,20, em Szeged, na Hungria, e conta com a presença de 62 países.

Luis Carlos foi o primeiro a garantir a prata no KL1 masculino e, por apenas três centésimos de segundo, não ficou com o ouro na prova. O atleta terminou a prova com o tempo de 48s084, atrás apenas do campeão, o italiano Esteban Farias, com 48s051. O húngaro Róbert Suba, com 48s562, completou o pódio. “Estou feliz em levar a medalha para casa. Quase peguei o primeiro lugar e, agora, é aguardar que amanhã tem mais”, disse Luis, que disputa a Final A do VL2 masculino neste sábado,19.

Já Caio Ribeiro disputou a final A do KL3 masculino e, também terminou em segundo lugar, com o tempo de 40s506. O ouro ficou com o ucraniano Serhii Yemelianov (39s379) e, o bronze, com o australiano Dylan Littlehales (40s729).

“Foi uma prova complicada. Quando eu estava entrando na água para competir, surgiu uma nuvem escura, o vento mudou e o clima começou a virar. Teve uma prova em um mundial passado onde isso também aconteceu e eu acabei tendo um resultado ruim. Hoje, quando vi a cena se repetindo, comecei a perder toda a minha concentração lembrando daquela outra ocasião, mas consegui reverter e fui mais forte, mantive a calma e o pensamento positivo quando estava chegando na raia. Agora, vamos continuar com o sorriso no rosto e manter o pensamento positivo para a final de amanhã”, comentou o atleta. Caio disputa a final A do VL3 Masculino também neste sábado, 19.

Para o supervisor da Paracanoagem na Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), Leonardo Maiola, os resultados eram esperados, mas a expectativa é que sejam ainda melhores no Mundial. “Foram dois bons resultados até agora. Contudo, nossa expectativa é nos aprimorarmos ainda mais para a disputa do Campeonato Mundial e, lá, também garantirmos mais medalhas”, afirmou. O Mundial será em agosto, em Portugal.

*Com informações da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa)

Fonte: cpb.org.br


Dez anos da Rede Lucy Montoro: reabilitação e inovação no estado de São Paulo


Dra. Linamara Rizzo Battistella, idealizadora e criadora da Rede Lucy Montoro, fala ao microfone

Na manhã desta quinta-feira, 17 de maio, o estado de São Paulo celebrou os dez anos da Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Nesses dez anos, a Rede implementou 20 unidades, das quais 17 atualmente em funcionamento e três em processo de instalação no estado de São Paulo. Nesse período foram cerca de 6,8 milhões de atendimentos multiprofissionais.

Um ano depois de sua criação, em 2009, foi consolidada a Rede de Atendimento em Reabilitação, de forma hierarquizada e descentralizada dentro dos parâmetros do Sistema Único de Saúde – SUS, nas unidades de Campinas, Clínicas, Fernandópolis, Lapa, Marília, Mogi Mirim, Morumbi, Pariquera-Açu, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Umarizal e Vila Mariana. Novas unidades em Diadema, Sorocaba e Botucatu foram anunciadas recentemente. Taubaté está em construção.

Estiveram presentes na comemoração do décimo aniversário a idealizadora da Rede Lucy, a médica fisiatra, professora de Medicina da USP e Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella; o Secretário de Estado da Saúde, Marco Antônio Zago; o Diretor Administrativo da unidade Morumbi da Rede, Fábio Pacheco; e o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato. Também participaram os filhos da Sra. Lucy Pestana Silva Montoro, que inspirou a criação da Rede, e diretores e colaboradores das unidades da capital e do interior de São Paulo, entre outras autoridades.

A Secretária Dra. Linamara falou sobre a importância da Rede nesses dez anos. “Conseguimos construir uma teia que se coloca a serviço da sociedade, uma teia que abraça as unidades da rede na capital, no interior e que vai transmitir conhecimento, facilitando a formação de novos especialistas, mas acima de tudo garantindo nosso principal objetivo: tratamento de qualidade, tratamento baseado absolutamente em evidências científicas”.

Dra. Linamara observou que a Rede vai além do tratamento de reabilitação para as pessoas com deficiência. Segundo ela, “a Rede produz também gestores de políticas que vão se colocando em lugares absolutamente necessários para que a gente possa falar da dimensão da pessoa com deficiência não apenas no âmbito da saúde, mas abraçando todas as questões que envolvem a cidadania”.

Outro ponto citado pela Dra. Linamara foi a implantação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, há dez anos junto ao Governo de São Paulo e as demais Pastas. “As Secretarias de Governo trabalham articuladas com a mesma missão e construindo resultados que tenham significado não apenas para a instituição, mas para a sociedade, na mudança dos parâmetros, dos paradigmas pela mudança do processo que faz com que cada cidadão entenda o valor do outro, o valor de cada pessoa com deficiência, para que tudo seja organizado de uma forma absolutamente tranquila, serena, mas com muita energia”.

Descerramento da placa dos dez anos da Rede Lucy

Lucy Montoro foi assistente social e primeira-dama do estado de São Paulo durante o governo de André Franco Montoro (1983-1987), e deu nome à Rede de Reabilitação. Sobre ela, a Secretária destacou: “uma mulher à frente de seu tempo, com história, com a presença na vida pública, na vida familiar e dos amigos. Esta Rede irradia todos os nossos valores e é melhor ainda que a gente entenda que cada um de nós, no fundo, é um pouco de Lucy”.

Ela própria, a Dra. Linamara, vez ou outra é abordada nos corredores da Rede Lucy, e se depara com pacientes cumprimentando-a como “Dona Lucy”. “Quem dera”, devolve ela. A celebração do décimo ano da Rede Lucy foi encerrada com o descerramento da placa de dez anos, "parabéns" e bolo de aniversário.

ROBÓTICA

Na ocasião em que completa dez anos, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro apresentou o Vivax, equipamento inusitado de robótica que possibilita movimentos tridimensionais dos membros superiores. Produção 100% nacional, foi idealizado pelo engenheiro brasileiro Antonio Massato Makiyama, com financiamento pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


O aparelho passa por testes clínicos na Rede Lucy Montoro, pioneira em uso de robôs na reabilitação. A tecnologia do equipamento permite uma amplitude do movimento do braço, em movimentos tridimensionais mais realistas e próximos às atividades cotidianas dos pacientes. É dos poucos robôs de reabilitação que possibilitam movimentos tridimensionais e não apenas no plano, permitindo, inclusive, exercícios contra a gravidade. Utiliza um número maior de cadeias musculares simultaneamente, exigindo um esforço maior do cérebro e resultando em avanços na reabilitação.

O equipamento é voltado para vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), pessoas com paralisia cerebral, lesão encefálica, lesão medular, traumatismo craniano e doenças degenerativas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o AVC é a principal causa de incapacidade no Brasil e a segunda maior responsável por mortes.

A cada ano, o país registra mais de 200 mil casos de AVC, metade deles mortais. Entre os sobreviventes, cerca de 50% ficam com alguma sequela. A Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE 2013 registrou no Brasil um total de 2,23 milhões de pessoas que haviam sofrido um AVC e sobrevivido. O equipamento apresentado pela Rede Lucy promete ser um aliado importante nesse processo. Enquanto uma fisioterapia convencional permite fazer cerca de 100 movimentos por sessão, sua tecnologia possibilita cerca de 750 a 1.000 movimentos, dependendo da capacidade do paciente.

REDE LUCY

Desde 2008, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro atende a pacientes com lesão medular, traumas, AVC (acidente vascular cerebral), e doenças degenerativas. Foi criada pelo Governo do Estado de São Paulo, pelo decreto 52.973/2008, e regulamentada pelo decreto 55.739/2010, alterado pelo decreto 58.050/2012.

Os tratamentos da Rede Lucy são realizados por equipes multidisciplinares, composta por profissionais especializados em reabilitação, entre médicos fisiatras, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, educadores físicos e fonoaudiólogos, entre outros.

A Rede Lucy tem como objetivo proporcionar o melhor e mais avançado tratamento de reabilitação para pacientes com deficiências físicas incapacitantes, motoras e sensório-motoras. São realizados programas de reabilitação específicos, de acordo com as características de cada paciente.

banner com imagem de equipamento de robótica

Uma das unidades da Rede Lucy, o Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – IMREA HC FMUSP recebeu certificação internacional. O IMREA é a primeira Instituição brasileira a obter a certificação fornecida pela CARF, sigla em inglês para Commission on Accredition of Rehabilitation Facilities, entidade canadense mundialmente reconhecida por seus altos níveis de exigência na acreditação de centros de reabilitação do mundo.

A Dra. Linamara declarou que a acreditação conquistada pelo IMREA permite que o Instituto figure entre os principais centros de referência em reabilitação física do mundo. Além disso, desde 2017, o IMREA é reconhecido como Centro Colaborador da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) para Reabilitação.

Além das unidades presentes na capital e interior, há ainda a Unidade Móvel, uma carreta 100% adaptada, de 15m por 2,60m e 20 toneladas, destinada ao fornecimento de órteses, próteses, cadeiras de rodas e meios auxiliares de locomoção. Desde 2009, quando foi lançada, a Unidade Móvel já atendeu a mais de 2.000 pacientes e forneceu mais de 4.000 equipamentos. Conta com elevador hidráulico para atender cadeirantes ou pessoas em maca, banheiro adaptado, consultório médico, sala de espera e oficina de órteses e próteses, composta por salas de prova, de máquinas e de gesso. A equipe de atendimento é formada por médicos fisiatras, técnicos de órtese e prótese, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e enfermeiros.

Saiba mais sobre a Rede Lucy Montoro: 


Três Vivas para a Adoção!

“Se elas não nasceram de nós, certamente nasceram para nós”. Andréa e Luciene

Desenho infantil com 3 criancas um homem, uma mulher e um cachorro - texto - três vivas para a adoção.

O Cadastro Nacional de Adoção mostra uma realidade que precisa ser mudada. De um lado, mais de 40 mil pais pretendentes a adotar. Do outro, menos de 9 mil filhos possíveis em busca de uma família.

Isso se dá porque a maioria das pessoas indica um perfil muito restrito, deixando de fora as crianças reais que estão cadastradas para adoção – maiores de 5 anos, pardas ou negras, com deficiência, doença crônica ou grupos de irmãos.

Só que estas, na verdade, são as crianças que mais precisam de uma família carinhosa e cuidadosa.

Várias varas da infância e da juventude têm tomado medidas para motivar a adoção de crianças fora do perfil, as chamadas adoções necessárias. Os trâmites são mais rápidos, voluntários e ONGs são convocados a auxiliar na Busca Ativa de famílias para estas crianças e adolescentes.

Nosso objetivo com a publicação “Três Vivas para a Adoção” é propor uma reflexão àqueles que têm o desejo de adotar, para promover cada vez mais encontros entre pais e filhos, entre pretendentes a pai e/ou mãe que têm um lar e futuros filhos e filhas à espera de uma família.

Além do passo a passo para a adoção, explicações sobre a Busca Ativa e informações sobre os diversos tipos de adoção, também há depoimentos de famílias que se formaram fora do perfil majoritário, de uma coordenadora de instituição de acolhimento, de um juiz e de uma pessoa que foi adotada.

O E-book do “Três Vivas para a Adoção” é gratuito.

“Três Vivas para a Adoção” é uma realização do MAIS – Movimento de Ação e Inovação Social (Movimento Down e Movimento Zika), com apoio da Angaad – Associação Nacional de de Grupos de Apoio à Adoção, Aconhego – Grupo de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária e da Fundação Ford.

Autoras – Patricia Almeida e Fabiana Gadelha



Prefeitura de São Paulo lança Selo de Acessibilidade Digital com apoio do Web para Todos - Veja o vídeo.

Encontro aconteceu nesta quinta-feira (17/05), com a participação do Movimento Web para Todos (WPT) no lançamento do Selo de Acessibilidade Digital. A iniciativa é da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED)

Em um auditório fechado, uma mulher se apresenta ao público. Ela é alta, morena e está de pé. Na tela ao fundo, há o texto "CPA e Selo de Acessibilidade Digital"

Nesta quinta-feira (17/05), o Movimento Web para Todos (WPT) participou do evento de lançamento do Selo de Acessibilidade Digital. A iniciativa é da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED).

O objetivo do Selo é incentivar a consciência e a prática da acessibilidade na web em todo o país. O WPT é o principal apoiador institucional da iniciativa nesta etapa de lançamento. “Nós contribuímos na elaboração da metodologia e dos critérios de avaliação e, a partir de agora, seremos um dos grandes divulgadores do projeto pelo País afora”, disse Simone Freire, idealizadora do Movimento.

Cid Torquato, Secretário Municipal da Pessoa Com Deficiência, destaca a questão da obrigatoriedade em relação à acessibilidade dos sites. “A Lei Brasileira de Inclusão estabelece a obrigatoriedade de haver acessibilidade nos sites de empresas ou governos, garantindo que as informações cheguem para todas as pessoas. Como não havia um órgão que regulamentasse este direito, a Comissão Permanente de Acessibilidade, autoridade consultiva e deliberativa no assunto, está liderando esta iniciativa inédita no País”, afirma.

O WPT terá ainda um papel fundamental na transformação dos sites que desejam obter o Selo de Acessibilidade. “Temos um time incrível de profissionais e parceiros especialistas em acessibilidade digital. Para nós, essa iniciativa chancela o trabalho transformador que já estamos desenvolvendo com diversas empresas e organizações referente à adequação de suas plataformas para este público”, acrescenta Simone.

Como vai funcionar

A avaliação de cada site vai seguir com os critérios estabelecidos no Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) e as diretrizes de verificação previstas na Portaria nº 08/SMPED-GAB/2018, que regula o Selo de Acessibilidade Digital.

Após o requerimento, a Divisão de Acessibilidade Digital e Comunicação Inclusiva (DADCI) emitirá Relatório Técnico de Avaliação da Acessibilidade e submeterá à apreciação, para concessão do Selo, da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão vinculado à SMPED.

A solicitação do Selo poderá ser realizada pelo Portal 156 ou pelo site da SMPED, com encaminhamento de documentos pelo e-mail da Secretaria.

As dúvidas sobre o serviço podem ser encaminhadas ao e-mail da iniciativa.

O que a lei diz sobre o assunto?

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) é destinada a “assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”.
O documento conta com um capítulo dedicado exclusivamente ao acesso à informação e à comunicação e um artigo que aborda a acessibilidade pelos sites da Internet no Brasil. O artigo 63 estabelece que:

“É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”

Além da obrigatoriedade, a dúvida muito comum é se existe algum tipo de punição ou multa para empresas e organizações que não têm os sites acessíveis. E, ainda, se isso já está valendo ou precisa de regulamentação.

Alexandre Pacheco da Silva, professor e pesquisador da Escola de Direito FGV-SP, respondeu essas perguntas no vídeo que o Web para Todos fez com ele sobre o assunto (o vídeo conta com recursos de acessibilidade: legenda, Libras e audiodescrição).


Saiba o que a lei diz sobre sites não acessíveis (com audiodescrição)




sexta-feira, 18 de maio de 2018

Cadeirantes protestam contra falta de transporte adaptado em São José, SP

Cerca de 50 cadeirantes protestaram na sessão da Câmara desta quinta-feira (17). Empresa que faz o transporte foi trocada e eles dizem que não conseguem mais utilizar o sistema.

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Cadeirantes protestam contra falta de transporte adaptado na São José (Foto: Arquivo Pessoal)
Cadeirantes protestam contra falta de transporte adaptado na São José (Foto: Arquivo Pessoal)

Cerca de 50 cadeirantes realizaram uma manifestação contra a falta de transporte adaptado na noite desta quinta-feira (17), durante sessão da Câmara de São José dos Campos (SP).

Segundo os cadeirantes, o problema começou depois que a prefeitura trocou o sistema de transporte adaptado na cidade. O anterior contava com 20 vans e atendia 450 pessoas. O atual é feito por motoristas autônomos e, segundo a prefeitura, deve atender 700 moradores.

No entanto, nesse período de adaptação, o cadeirantes reclamam que não conseguem utilizar o transporte e que estão perdendo compromissos importantes.

“A empresa nova não tem carros, nem van pra fazer transporte e a prefeitura diz que temos que aguardar até 40 dias para a empresa fazer ajustes. Só que eles estão sem consulta médica, fisioterapia, meu filho de 32 anos não consegue e ir para o trabalho “, reclamou Eitene Moreno, que participou da manifestação com o filho, que é cadeirante.

Outro lado

Por meio de nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que está ampliando de 20 para 220 veículos a capacidade de atendimento do serviço de transporte para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida e que com a mudança, novos usuários poderão ter acesso ao benefício.

“O novo formato de atendimento começou a funcionar nesta terça-feira (15) e ainda passa por ajustes e adaptações, entretanto, a previsão é de que o serviço esteja normalizado em breve”, diz trecho da nota.

Na manhã desta sexta-feira (18), a prefeitura informou que fez uma reunião à noite, e que por 30 dias, dez vans serão contratadas para prestar o serviço aos deficientes.

Cadeirantes se reuniram na Câmara para protestar contra o transporte adaptado em São José (Foto: Arquivo Pessoal)
Cadeirantes se reuniram na Câmara para protestar contra o transporte adaptado em São José (Foto: Arquivo Pessoal)

Fonte: g1.globo.com