sábado, 26 de maio de 2018

Empresa americana lança campanha para escalar solução de leitura para cegos

Com promessa de ser aprendida em poucas horas, solução criada pela Elia Life Technology é alternativa ao método braile; campanha de financiamento coletivo no Kickstarter teve meta atingida em poucos dias

por FELIPE TRINGONI, ESPECIAL PARA - O ESTADO DE S.PAULO

Elia Frames foram testadas com 300 participantes de pesquisas; cerca de 175 mil respostas foram analisadas. Foto: Elia Life Technology PBC/Divulgação
Elia Frames foram testadas com 300 participantes de pesquisas; cerca de 175 mil respostas foram analisadas. Foto: Elia Life Technology PBC/Divulgação

Criado no século 19, o Sistema Braile foi responsável por liberar do analfabetismo e da dependência um enorme número de pessoas cegas ou com deficiência visual ao longo dos anos. Contudo, alguns pontos fracos do método ficam evidentes nos dias de hoje: segundo dados da Elia Life Technology PBC, apenas 1% dos norte-americanos que possuem alguma deficiência visual são capazes de ler em braile. Pensando nisso, a empresa desenvolveu um novo método de leitura tátil, lançado oficialmente por meio de uma campanha de financiamento coletivo no site Kickstarter: as Elia Frames ("molduras Elia", em tradução livre).

Junto de sua mãe, o fundador e CEO da startup social Andrew Chepaitis deu início à criação do método quando a avó começou a perder a visão por conta de degenerações maculares causadas pela idade. A busca por alternativas surgiu porque a senhora não conseguia aprender braile.

"Das pessoas que perdem a visão em idade adulta (cerca de 98% da população), pouquíssimos aprendem braile. É necessário ser uma pessoa extraordinária para aprendê-lo totalmente após os 21 anos: extremamente motivada, inteligente e com um tato bastante treinado", diz Chepaitis.

As Elia Frames consistem em um padrão de fontes customizadas para leitura tátil. Com base no alfabeto romano, usam as principais características de cada letra fechadas em molduras, que apontam onde uma letra termina e a próxima se inicia. Segundo o CEO, "isso permite que sistematicamente se explore as letras com o mesmo movimento de dedos, além de indicar onde elas estão no alfabeto."

Um dos desafios do Braile é que o método tem um tamanho único de fonte, já que o espaço entre os pontos possui significado. "Nosso alfabeto pode ser escalado e impresso em qualquer tamanho de fonte necessário", diferencia Cheipatis.

Impressão de Elia Frames hoje. Foto: Elia Life Technology PBC/Divulgação
Impressão de Elia Frames hoje. Foto: Elia Life Technology PBC/Divulgação

Atualmente a empresa utiliza uma impressora fabricada nos anos 1990 que foi "hackeada" para inserir marcações táteis. Ela imprime uma página por vez. "Sua eficiência é de uma página a cada 30 segundos. Mas há uma maneira melhor e mais eficiente de se fazer", diz Byron Johnson, responsável pelas operações na Elia.

Meta alcançada. Lançada no dia 20 de abril, a campanha já ultrapassou a meta de arrecadação de US$ 25 mil – com financiadores dos Estados Unidos, Europa e Ásia – e pretende atualizar, otimizar e produzir em grande escala a tecnologia de impressão das Elia Frames com auxílio de organizações norte-americanas como o National Institute on Aging e o National Eye Institute, além de parceria com a Hewlett-Packard. Os passos seguintes incluem a impressão e distribuição de livros usando essas fontes por livrarias e instituições dos Estados Unidos e de todo o mundo.

TJSP – Companhia aérea é condenada por impedir passageira com deficiência física de continuar em voo

Autora receberá R$ 25 mil por danos morais.

Imagem Internet/Ilustrativa
Resultado de imagem para Justiça manda aérea indenizar passageira com deficiência física impedida de continuar no avião

A 20ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença que condenou uma companhia aérea a indenizar em R$ 25 mil, a título de danos morais, passageira com deficiência física que foi impedida por comandante da aeronave de continuar em voo.

Consta dos autos que a autora comunicou à empresa ré com antecedência sobre sua necessidade de cadeira de rodas para chegar a seu assento, realizando o trajeto entre Portugal e São Paulo sem incidentes. Entretanto, na viagem de volta, já acomodada, foi informada de que, por determinação do comandante, não poderia prosseguir. Após ser retirada da aeronave e aguardar por longas horas no saguão do aeroporto, sem qualquer assistência, a passageira finalmente foi colocada em voo de outra companhia aérea. A requerida alegou que a negativa de embarque se deveu ao fato de a autora estar desacompanhada e ter apresentando atestado médico antigo, sendo impossível ao comandante aferir se havia segurança para que ela pudesse realizar voo de longa duração.

Em sua decisão, o relator da apelação, desembargador Luiz Correia Lima, afirmou que a sentença de 1º grau analisou corretamente todas as provas produzidas e os pontos controvertidos de relevância para a solução da lide. “Todo aquele que se predispõe a exercer atividade econômica no mercado de consumo e que, em razão desse exercício, cause danos (material ou moral) ao consumidor, deverá repará-los, independentemente da demonstração de culpa em sua conduta, bastando que o consumidor prove o nexo de causalidade entre o serviço defeituoso e o dano por ele sofrido.”

“Os fatos por si só são suficientes para demonstrar a lesão aos atributos inerentes aos direitos de personalidade, mormente o abalo psíquico sofrido pela autora que se viu impedida de embarcar no voo de retorno para a cidade de Porto, em Portugal”, escreveu o magistrado.

O julgamento teve votação unânime e contou com a participação dos desembargadores Luis Carlos de Barros e Manoel Ricardo Rebello Pinho.

Processo nº 1022180-31.2016.8.26.0002

Fontes: Tribunal de Justiça de São Paulo - aasp.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Ensino Médio inclusivo: agulha no palheiro?

"Experiências exitosas de inclusão escolar acontecem em muitas escolas e podem ser significativamente ampliadas, desde que apostemos no protagonismo dos gestores, dos educadores e, acima de tudo, no protagonismo estudantil", afirma Rodrigo Mendes, do Instituto Rodrigo Mendes

Foto: Freepik

Rodrigo Hübner Mendes*

Todos Pela Educação

“Pensar em inclusão no Fundamental é uma coisa. Agora, quando chega o Ensino Médio, a coisa complica bastante”. Lembro-me dessa frase quando entrevistei uma diretora que relatava as experiências de Educação Inclusiva vivenciadas em sua escola. Muito tem se discutido sobre o anacronismo do modelo adotado por esse nível de ensino no Brasil. O excessivo número de disciplinas, a falta de contextualização dos conteúdos curriculares em relação à vida dos estudantes e o sufocante foco nas provas que propiciam o ingresso à Educação Superior são alguns dos elementos comumente criticados e relacionados aos altos índices de evasão que temos constatado.

Quando consideramos a participação dos estudantes com deficiência, o tema torna-se ainda mais complexo, tendo em vista a grande quantidade de barreiras já naturalizadas pelo modus operandi das escolas. A padronização das estratégias pedagógicas, dos materiais didáticos e das expectativas de resultados são exemplos claros de obstáculos que prejudicam toda pessoa que se distancia de um tipo idealizado de aluno. Ou seja, atrapalham a maioria. Será justificável nos entregarmos ao discurso da inviabilidade da inclusão no Ensino Médio?

Desde 2016, tenho participado de perto da concepção e da implementação de um curso de formação continuada para profissionais de redes estaduais de ensino, promovido pelo Instituto Unibanco e pelo Instituto Rodrigo Mendes. A iniciativa começou em Minas Gerais e Pernambuco e, em sua segunda edição, foi realizada em São Paulo. O objetivo era prover conhecimento e referências práticas sobre o atendimento de adolescentes com deficiência em salas de aula comuns das escolas que compõem tais redes.

Durante o curso, os participantes assumiam o compromisso de elaborar um diagnóstico sobre as escolas em que atuavam, identificando barreiras e facilitadores para o acolhimento das diferenças humanas. Com base nesse retrato, os cursistas elaboravam um projeto de intervenção, envolvendo os demais integrantes das respectivas equipes pedagógicas. Como resultado, em um horizonte de dois anos, foram realizados 135 projetos nessas escolas. Apresentarei a seguir uma síntese de alguns desses projetos em São Paulo.

Escola Estadual Eunice Marques

A diversidade dos estudantes era um dos predicados que caracterizavam a escola Eunice Marques, localizada na zona leste da cidade de São Paulo. Dentre seus 1.303 alunos, havia imigrantes, refugiados, mães adolescentes, pessoas LGBT, pessoas com deficiência (física, visual, auditiva e intelectual) e transtorno do espectro autista. A comunidade do entorno era formada por famílias de classe média-baixa, com renda média de dois salários mínimos.

O projeto de intervenção implementado nessa escola tinha como objetivos reconhecer o direito à inclusão, incentivar a criatividade dos alunos e valorizar as habilidades e competências por eles demonstradas. Almejava-se, também, melhorar sua autoestima. Como resultado, o grupo conseguiu repensar atitudes discriminatórias sofridas e impostas por eles. Tiveram, também, a percepção de que havia muitas barreiras físicas no espaço escolar, até então invisíveis, que prejudicavam a participação plena de alguns colegas. De acordo com a coordenadora pedagógica, o projeto gerou uma importante transformação na comunidade.

Escola Estadual Maria José

Localizada na região central da cidade de São Paulo, a escola Maria José atendia a mais de 1.000 estudantes do Ensino Fundamental, Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). De acordo com seus professores, a instituição carecia de ações pensadas para a inclusão de adolescentes com deficiência. Havia um entendimento de que era preciso sensibilizar toda a comunidade para essa questão. O projeto elaborado para a E. E. Maria José partia do pressuposto de que valeria a pena criar um canal de escuta dos jovens e apostar na sua capacidade de expressão. A estratégia elegida foi a produção de curtas-metragens que tratassem do acolhimento das diferenças.

O projeto foi batizado de “Luz, câmera e inclusão” e teve como participantes os alunos da turma do primeiro ano do Ensino Médio. Após aprenderem noções básicas sobre recursos de acessibilidade para produções audiovisuais, os estudantes criaram os roteiros de seus curtas-metragens, assumindo como objeto de suas narrativas o cotidiano das pessoas com deficiência. O resultado final foi celebrado por todos e os curtas foram postados na página do Facebook da escola.

Escola Estadual Joaquim Adolfo

Situada em Santo Amaro, bairro da zona sul da cidade de São Paulo, a escola Joaquim Adolfo atendia a 938 estudantes do Ensino Fundamental e Médio. De acordo com os educadores dessa instituição, a falta de conhecimento sobre a temática da Educação Inclusiva era o principal obstáculo para o atendimento dos alunos com deficiência. Diante desse contexto, surgiu a proposta de se oferecer formação durante as aulas de trabalho pedagógico coletivo. Um dos focos elegidos para esse processo foi a diversificação de estratégias pedagógicas.

Não há dúvida de que o Ensino Médio nos impõe um conjunto de desafios urgentes, que pedem soluções capazes de dialogar com as demandas dos adolescentes do século XXI. É bom lembrar que as impreteríveis mudanças dizem respeito a todos os estudantes. Nesse sentido, as experiências apresentadas anteriormente, pautadas pela garantia do direito à Educação, trazem evidências de que é possível sair da inércia e prover oportunidades de aprendizagem para todos.

Tenho trabalhado a partir da visão de que uma escola inclusiva acolhe todos e persegue altas expectativas para cada um. Para que isso ocorra, algumas premissas precisam ser levadas em conta. A começar pela consciência de que as expectativas devem conversar com as singularidades de cada estudante e, portanto, precisam ser personalizadas e constantemente revistas. Outra premissa é a convicção de que não há como educar para a diversidade sem que haja planejamento pedagógico contínuo e diversificação do formato dos conteúdos, da mediação da aprendizagem e do engajamento dos alunos.

Com a reformulação do Ensino Médio e a construção da Base Nacional Comum Curricular para essa etapa, mais do que nunca, se faz necessário garantir que a discussão sobre equidade e valorização das diferenças ocupe a agenda do debate, de forma contundente e democrática. Experiências exitosas de inclusão escolar no Ensino Médio não são mais agulhas no palheiro. Já acontecem em muitas escolas e podem ser significativamente ampliadas, desde que apostemos no protagonismo dos gestores, dos educadores e, acima de tudo, no protagonismo estudantil.Para mais informações, acesse: http://rm.org.br/ensino-medio-inclusivo

*Rodrigo Hübner Mendes, 46, é fundador do Instituto Rodrigo Mendes, organização que desenvolve programas de educação inclusiva. É mestre em administração pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP), membro do Young Global Leaders (Fórum Econômico Mundial) e Empreendedor Social Ashoka

A inclusão da pessoa com deficiência na sociedade com o advento da Lei 13.146/15

Desde muito a pessoa com deficiência era tratada como alguém inválido, que era inútil a sociedade. Entretanto, houve uma evolução da concepção da sociedade quanto a pessoa com deficiência, e com o advento da referida lei, houve uma real inclusão destes.

Imagem Internet/Ilustrativa
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Há tempos atrás, as pessoas que nasciam ou adquiriam ao longo da vida alguma deficiência física ou mental eram tratadas como inválidos, assumindo uma posição na sociedade de pessoas sem valor.

No Código Civil de 2002, as pessoas alguma deficiência mental eram tratados como absolutamente incapazes, ou seja, eram proibidos de praticar os atos da vida civil. Deste modo, tinham capacidade limitada, o que os impediam de tomar decisões a cerca de sua vida civil, independente do grau de sua deficiência.

Este fato fez com que as pessoas com deficiência fossem colocadas a parte da sociedade, espalhando no consciente coletivo a idéia de que estavam um nível abaixo do restante da sociedade.

Entretanto, através de políticas públicas e sociais, foi dado mais atenção à essas pessoas, retirando o estigma pejorativo de “inválido” que a sociedade tinha quanto aos que possuem alguma deficiência.

No mesmo passo, o direito também evoluiu, uma vez que este é resultado da sociedade, e com o advento da Lei 13.146/15 houve uma evolução do tratamento quanto á essas pessoas. O artigo 1º estabelece que:

Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. “Grifos nossos”

Desta feita, a pessoa com deficiência passou a ser tratada em tom de igualdade às demais, sendo consideradas plenamente capazes, salvo se não puderem exprimir sua vontade. Portanto, a incapacidade não tem fundamento na deficiência que a pessoa possui, mas sim na impossibilidade de exprimir sua vontade, como acontece com todo o restante da sociedade.

Neste diapasão, passou a aplicar-lhes a capacidade como regra, sendo a incapacidade um caso de exceção, que para caracterizá-la deve haver uma comprovação de tal estado. Assim sendo, houve a correta aplicabilidade do princípio da dignidade da pessoa humana e da equiedade, atribuindo a estes a capacidade plena.

Esta evolução deu às pessoas com deficiência a oportunidade de serem tratados como todos os outros cidadãos, tendo em suas mãos o destino de suas vidas, o que é assegurado através do caput do artigo 84 da lei em apreço:

Art. 84. A pessoa com deficiência tem assegurado o direito ao exercício de sua capacidade legal em igualdade de condições com as demais pessoas. “Grifos nossos”

Com a capacidade plena, as pessoas com deficiência puderam praticar os atos da vida civil isoladamente, não somente tendo os direitos, mas também podendo exercê-los em condição de igualdade com os demais.

Lado outro, surgiram questionamentos quanto à uma possível desproteção jurídica a essas pessoas, que deixaram de ter curadores responsáveis pelos atos de sua vida civil.

Entretanto, este argumento não possui respaldo, uma vez que o fato de a capacidade ser tratada como regra e não como exceção, não significa que a capacidade é absoluta, mas sim presumida, sendo que nos casos em que a pessoa com deficiência não possa exprimir sua vontade, poderá ser invocada a curatela, conforme ocorre com as pessoas sem deficiência.

Neste ínterim, foi alcançado mais um grande avanço, tendo em vista que não houve a aplicação da modalidade “tudo” ou “nada”, capaz ou incapaz, considerando a criação de uma figura que ajuda a pessoa com deficiência sem restringir seus atos, denominada de Tomada de Decisão Apoiada.

Com a lei em questão, foi criado o artigo 1.738-A, que tem a seguinte redação:

Art. 1.738-A A tomada de decisão apoiada é o processo pelo qual a pessoa com deficiência elege pelo menos 2 (duas) pessoas idôneas, com as quais mantenha vínculos e que gozem de sua confiança, para prestar-lhe apoio na tomada de decisão sobre atos da vida civil, fornecendo-lhes os elementos e informações necessários para que possa exercer sua capacidade. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015)

Este instituto permite que a pessoa com deficiência tenha total controle de sua vida, ao estabelecer que a própria pessoa com deficiência escolherá quem irá o ajudar, bem como os eleitos somente o apoiarão, prestando o auxílio necessário para que a própria pessoa com deficiência exerça sua capacidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste toar, compreende-se que houve uma real inclusão da pessoa com deficiência, que deixou de ser tratada como inferior aos demais membros da sociedade, e foi equiparado a todos, passando a valer o princípio de que “todos são iguais perante a lei”.

Prova disso é que a capacidade passou a ser tratada como regra, sendo que a incapacidade é um caso de exceção, ou seja, passou a ser decidido da mesma maneira que as pessoas sem deficiência.

Desta feita, o sistema jurídico não abandonou as pessoas com deficiência, mas sim deu mais liberdade à esses, ressaltando que somente as que não puderem exprimir sua vontade serão protegidas pelo curador. No mesmo sentido, para dar maior proteção sem retirar-lhes direito de exercer sua capacidade, foi instituída a Tomada de Decisão Apoiada, onde a própria pessoa com deficiência poderá eleger pessoas de sua confiança, não para tomar as decisões por eles, mas sim para auxiliá-los em suas escolhas.

Hugo Junior Gonçalves*
Graduando em Direito pela UEMG - Universidade do Estado de Minas Gerias; estagiário em escritório de advocacia; atividades de monitoria na disciplina de Direito Constitucional.

REFERÊNCIAS

BRASIL, Lei Nº 13.146,, de 6 de Julho de 2015;

BRASIL, Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002;

GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil 1: esquematizado: parte geral,obrigações, e contratos. 8. ed. São Paulo. Saraiva Educação, 2018.

Fonte: jus.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Boca de urna na Irlanda indica que opção por permitir o aborto ganhará por ampla margem em referendo

Pesquisa indica que 68% votaram a favor de acabar com uma das proibições mais rígidas do mundo à interrupção da gravidez. Referendo foi realizado nesta sexta; 32% são contra.

Por G1

Mulher com bebê no colo chega para votar em referendo que abranda legislação do aborto em Dublin, na Irlanda, nesta sexta-feira (25)  (Foto: Max Rossi/ Reuters)
Mulher com bebê no colo chega para votar em referendo que abranda legislação do aborto em Dublin, na Irlanda, nesta sexta-feira (25) (Foto: Max Rossi/ Reuters)

Pesquisa de boca de urna Ipsos/MRBI indica que os eleitores da Irlanda optaram por ampla margem (68% contra 32%) mudar a constituição para tornar o aborto legal. O país europeu tem atualmente uma das proibições mais rígidas do mundo à interrupção da gravidez.

Os eleitores formaram longas filas nas zonas eleitorais nesta sexta para votar no referendo que deve ser um marco de uma trajetória de mudanças em um país que, só duas décadas atrás, era um dos mais conservadores da Europa em questões sociais.

Analistas já anunciavam que um comparecimento alto, especialmente em áreas urbanas, provavelmente favoreceria a vitória do "Sim".

Saiba mais sobre o assunto click AQUI

Mulher distribui folheto em campanha contra o fim da proibição do aborto (Foto: Barry Cronin/AFP )
Mulher distribui folheto em campanha contra o fim da proibição do aborto (Foto: Barry Cronin/AFP )

O eleitorado da nação profundamente católica foi indagado se queria descartar uma proibição que foi introduzida na Constituição por meio de um referendo 35 anos atrás, e que foi revertida parcialmente em 2013 para casos nos quais a mãe corre risco de morte.

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, que votou "Sim" em sua seção eleitoral em Castleknock, um subúrbio de Dublin classificou o referendo como uma chance que ocorre "uma vez por geração".

"Acho que esta questão é importante porque se passaram 35 anos desde que alguém teve a escolha de votar a respeito", opinou Sophie O'Gara, de 28 anos, que votou "Sim".

"Muitas mulheres viajaram por toda a Inglaterra para conseguir cuidar de suas famílias e ter cuidados de saúde, e acho que isso é uma vergonha e que tem que mudar", disse, referindo-se às mulheres que foram ao Reino Unido para fazer abortos.

A Irlanda vem mudando rápido. O país legalizou o divórcio por uma maioria estreita só em 1995, mas três anos atrás se tornou o primeiro do mundo a aprovar o casamento gay por votação popular – mas nenhum tema social divide tanto seus 4,8 milhões de habitantes como o aborto.

Fonte: g1.globo.com

Trinta medalhistas vêm ao CT para primeira nacional do Circuito Loterias Caixa

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Por CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, receberá nos dias 2 e 3 de junho, a primeira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de Atletismo. Ao todo, 287 atletas de 22 Estados e do Distrito Federal estão inscritos, sendo São Paulo a unidade da federação com o maior número de representantes: 122. Trinta medalhistas paralímpicos participarão desta etapa, como o paraibano Petrúcio Ferreira, o alagoano Yohansson Nascimento, a sul-mato-grossense Silvânia Costa e a paraense Jhulia Karol.

Para 2018, a fórmula de disputa do Circuito Loterias Caixa está diferente. Até então, o Circuito reunia torneios de natação, atletismo e halterofilismo em um mesmo fim de semana. Agora, cada modalidade será realizada em fins de semanas diferentes, atendendo a uma demanda dos atletas e dos clubes participantes. A primeira a experimentar a mudança será o atletismo.

Dentre os participantes da competição do próximo sábado, 237 adquiriram vaga em uma das etapas regionais do Circuito Loterias Caixa, que ocorreram de fevereiro a abril, em quatro Regiões do País. Outros 50 já detinham o índice técnico mínimo que os credenciou para as nacionais. A segunda etapa será em agosto. E, em outubro, a terceira fase ganhou a alcunha de Campeonato Brasileiro, reunindo só os melhores do ano. Os três estágios serão no CT Paralímpico, na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

Após a etapa nacional, a Seleção Brasileira de atletismo embarca para França, para disputar a etapa de Paris do Grand Prix da modalidade, nos dias 14 e 15 de junho. Depois a equipe segue para Berlim, na Alemanha, para outra etapa do Grand Prix, de 30 de junho a 1 de julho. Os eventos compõem o principal circuito internacional da modalidade - organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).

“A etapa nacional vai servir como uma excelente preparação para o Grand Prix. O calendário deste ano está movimentado e isso é bom para nos mantermos competitivos. Os próximos anos serão muito importantes, com grandes competições, Mundial e Parapan no ano que vem e em 2020 temos os Jogos Paralímpicos”, comentou Yohansson Nascimento, medalhista de bronze nos 100m da classe T47 (amputados de braço) nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e campeão nos 200m em Londres 2012.

O calendário das etapas nacional do Circuito Loterias Caixa em junho ainda contempla a abertura do nacional de natação, no final de semana dos dias 9 e 10, e halterofilismo em 22, 23 e 24 – esse último, será realizado simultaneamente à II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas, também no CT Paralímpico.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a 1ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de atletismo não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa da arena para identificação.

O Circuito
O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais serão separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

Serviço
Data: 2 e 3 de junho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo)

Programação*
Circuito Loterias Caixa de atletismo
Sábado (2/6) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (3/6) - 8h às 12h
*Programação sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

Brasil conquista primeiras medalhas em Campeonato Europeu de halterofilismo

Imagem

Por CPB

O Brasil conquistou uma medalha de ouro e duas de prata no primeiro dia de competição do Campeonato Aberto Europeu de Halterofilismo, nesta sexta-feira, 25. O evento, que está sendo realizado em Berk Sur Mer, na França, e se estenderá até o dia 29 de maio, conta com a presença de 17 brasileiros entre os 173 atletas inscritos, de 33 países.

João Maria França Junior, que competiu na categoria masculina até 49kg, ficou em segundo lugar, com a marca de 137kg. O atleta do Azerbaijão, Parvin Mammadov, garantiu o ouro, ao levantar 143kg em sua terceira e última tentativa.

A outra medalha de prata, veio da Lara Aparecida de Lima, da categoria feminina até 41kg, que levantou 65kg, em sua segunda tentativa. A britânica Zoe Newson, com a marca de 91kg, ficou com a primeira colocação. Na mesma prova, mas na categoria juvenil, a brasileira levou também a medalha de ouro.

A próxima competição internacional para os halterofilistas brasileiros, em 2018, será o Campeonato Regional das Américas em Bogotá, na Colômbia, de 5 a 9 dezembro. Este é o principal foco do ano para a Seleção. Vale ressaltar que as competições até a Copa do Mundo de Dubai, em maio de 2020, contarão pontos para o ranking mundial. Os oito primeiros homens e as oito primeiras mulheres de cada categoria se classificarão para os Jogos de Tóquio 2020.

Confira abaixo a programação dos halterofilistas brasileiros no Campeonato Aberto Europeu - horário de Brasília. A competição será transmitida na página do Facebook do CPB.

26/05 – sábado
-55kg: Rene Belcassia - 7h45
-59kg: Bruno Carra - 10h15
-61kg: Terezinha Mulato - 12h30

27/05 - domingo
-65kg: Luciano Dantas - 5h
-67kg: Mariana D’Andrea - 7h30
-72kg: Ezequiel Correa - 10h15
-73kg: Amanda Pereira - 13h
-79kg: Márcia Menezes - 13h

28/05 - segunda
-80kg: Ailton de Souza - 5h
-86kg: Tayana Medeiros - 7h15
-88kg: Evânio Rodrigues - 10h

29/05 – terça
-97kg: Rodrigo Marques - 5h30
-107kg: Mateus de Assis - 8h15
+107kg: Christian Porteiro - 10h

Fonte: cpb.org.br

Brasileiros faturam três medalhas de ouro no segundo dia da World Series, na Itália

Marco Antônio Teixeira/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

Nesta sexta-feira, 25, os nadadores brasileiros faturaram três medalhas de ouro e duas de bronze na quarta etapa da World Series 2018. A competição, que acontece em Lignano Sabbiadoro, na Itália, se encerra neste sábado, 27. Ao todo, 20 atletas representam o Brasil na Europa, sendo 12 deles integrantes da Seleção.

As premiações foram por Índice Técnico Competitivo (ITC). Nos 50m costas masculino, o ouro foi para Daniel Dias (S5), que fez 1038 pontos de ITC. Já na categoria feminino, Edenia Garcia (S3) levou o ouro, com 954 pontos, e Susana Schnarndorf (S4) o bronze, com 690 pontos.

A nadadora Patrícia Santos (SB3), fez 770 pontos de ITC nos 50m peito, o que lhe rendeu a medalha dourada. A outra medalha de bronze foi de Beatriz Borges (SB14), nos 100m peito, que atingiu 934 pontos de ITC.

Daniel Dias ainda disputará as provas dos 50m livre e 50m borboleta. Ele busca bons tempos para tentar o bicampeonato da competição. Já Patrícia Santos, Susana Schnarndorf e Edenia Garcia ainda nadam os 50m livre.

Depois de competir em Lignano Sabbiadoro, os atletas brasileiros seguem para Sheffield, na Inglaterra, para a próxima etapa da World Series, entre os dias 31 de maio e 3 de junho. O circuito da World Series é uma oportunidade para os atletas se classificarem para o Parapan-Pacífico 2018, competição mais importante da temporada de natação, que ocorrerá entre os dias 9 a 13 de agosto, na Austrália.

Time São Paulo
O atleta Daniel Dias é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

Fonte: cpb.org.br

Atenção à pessoa com deficiência visual é tema de fórum na Secretaria



Durante toda essa sexta-feira, 25 de maio, aconteceu na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o 1° Fórum Nacional de Atenção à Pessoa com Deficiência Visual, organizado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia - CBO com o apoio do Centro de Tecnologia e Inovação – Humaitá e da Secretaria.

Com o tema: “Reabilitação, Educação e Tecnologia: inovações e perspectivas para atendimento à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência”, o evento teve participação de autoridades nacionais e internacionais, entre elas a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella; o Presidente da CBO, José Augusto Alves Ottaiano; o Secretário Geral do CBO, Cristiano Caixeta Umbelino; a coordenadora do CTI – Humaitá, Maria Aparecida Onuki Haddad, também conhecida como Dra. Bia; entre outras autoridades.

A Secretária Dra. Linamara ressaltou a importância do evento, “esse encontro mostra a articulação que a pessoa com deficiência nos proporciona, ele fala da saúde, da educação, da inclusão e nos mostra uma sociedade que vai abraçando cada pessoa e tornando o mundo melhor”.

Dra. Linamara destacou que as unidades da Rede de Reabilitação Lucy Montoro de Diadema, Sorocaba e Mogi Mirim e Marília, contarão com ações de reabilitação em deficiência visual, coordenadas pelo CTI - Humaitá.

Segundo Dra. Linamara ter a tecnologia como aliada para a inclusão de pessoas com deficiência é fundamental, sobretudo na área da educação. “A oferta de tecnologias digitais impacta na vida de pessoas com e sem deficiência. Quando levamos tecnologia para a sala de aula não é apenas o aluno com deficiência que sai ganhando é a sociedade que ganha, mais equidade”.

O Fórum reuniu cerca de 300 pessoas e buscou dar luz ao tema, bem como a reabilitação de pacientes com deficiência visual. A ideia é que haja diminuição de barreiras na obtenção de melhor qualidade de vida para pessoas nessas condições. A deficiência visual atinge cerca de 3% da população brasileira, conforme o Censo IBGE/2010.

O evento discutiu o tema, por meio das áreas de saúde, educação e assistência social, visando a promoção do melhor atendimento e autonomia para essa parcela da população.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Tadinho do moço, mãe

Meu coração gelou. Só pensava: "onde errei? Onde errei para esse menino sentir pena de uma pessoa estar numa cadeira de rodas?"

menino; correndo; parque (Foto: Shutterstock)

Por Fabiana Ribeiro, Incluir para Crescer

Num desses domingos de futebol, o Botafogo ganhou do Vasco. Meu caçula estava feliz com essa vitória, que tinha um gosto especial: afinal, ele e o pai puderam festejar juntos a conquista do time. Exultante, logo cedo na manhã do dia seguinte, Vitor vestiu a camisa alvinegra e desfilou sua felicidade pelas ruas de Copacabana no caminho até o parquinho.

Imaginem um torcedor orgulhoso. Esse era o Vítor naquela manhã de segunda-feira. As pessoas que o viam lhe davam parabéns, tapinhas nas costas, sorrisos de cumplicidade. Todos menos um senhor que, vendo o menino de longe, resolveu dar aquela provocada no meu filho. Sem poder chegar muito perto, de sua cadeira de rodas quase encostada na grade de um prédio, ele faz alguma piada para o Vítor, que em retribuição lhe responde com outra brincadeira. Tipica provocação pós-jogo.
As brincadeiras duraram segundos. E, findo o dialogo, Vitor se vira para mim e diz:
- Tadinho do moço, mãe.
Meu coração gelou. Só pensava: "onde errei? Onde errei para esse menino sentir pena de uma pessoa estar numa cadeira de rodas?". Fiquei desolada. Todo meu discurso - e minha prática - no lixo. Tadinho? Tadinho é ainda pior do que coitado. Fiquei lívida.
Por sorte, eu me segurei e, com muita naturalidade, apenas questionei o meu menino:
- Por quê?
- Porque ele é Vasco e o time dele perdeu ontem. Você não entendeu que ele é Vasco, mamãe?
- Lógico – pensei.
E, seguimos para o parquinho, felizes da vida pelo Botafogo.
Ciça Melo e Fabiana Ribeiro são jornalistas, mães de crianças com deficiência e co-fundadoras do Paratodos, que faz da inclusão uma bandeira real. Aqui, elas contam histórias e falam de demandas urgentes.


'Por uma inclusão com I maiúsculo', diz professora com Síndrome de Down ofendida por desembargadora

Primeira educadora do país com Síndrome de Down recebeu a Medalha Tiradentes

Agência O Globo

A educadora Débora recebeu, a Medalha Tiradentes da Assembleia Legislativa do Rio (Foto: Divulgação/Octacílio Barbosa/Alerj)

A professora Débora Araújo Seabra Moura, primeira educadora do Brasil com Síndrome de Down, não via, ontem à tarde, a hora de se despedir do Rio e voltar para Natal (RN), onde mora e trabalha. O motivo da pressa: mostrar para alunos e colegas a Medalha Tiradentes que acabara de ganhar da Assembleia Legislativa (Alerj).

Em março, Débora recebeu uma onda de apoio e homenagens depois de ser alvo de comentários preconceituosos publicados no Facebook pela desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio. A magistrada é a mesma que divulgou, na rede social, falsas informações sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março. Na época, a resposta da educadora, que exaltou o ensino do respeito e da tolerância, emocionou internautas de todo o país.

Discursando na tribuna da Alerj, a professora, homenageada por iniciativa do deputado Jânio Mendes (PDT), falou da importância da inclusão:

— Recebo essa medalha com muito carinho, e divido essa homenagem com todas as pessoas com Síndrome de Down no Brasil. Temos muito trabalho pela frente, queremos uma inclusão com “I” maiúsculo. Estou aqui pelo direito de estudar, namorar, dar opiniões. Pelo direito de ser cidadão.

A cerimônia contou com a participação de pesquisadores, gestores públicos e famílias de portadores de deficiência. Fernanda Honorato, a primeira repórter com Síndrome de Down do país, também esteve presente.

— Ela é um grande exemplo para todos nós — disse Fernanda.

Na ocasião do anúncio do recebimento da medalha, a mãe da professora, Margarida Seabra de Moura contou que a equipe do parlamentar contatou a família com o convite da solenidade, que a deixou "orgulhosa" pelo reconhecimento do trabalho da filha.

— Fiquei muito orgulhosa e grata, é uma solenidade única para ela. A Débora tem tido um destaque, um reconhecimento ao trabalho dela, e isso me deixa, como mãe, naturalmente muito orgulhosa. Estamos sensibilizados e felizes — destacou Margarida.

Com tradução em libras e balé de cadeirante, Parada LGBTI+ de SP foca a inclusão


Comitiva de deficientes físicos, interpretação em libras e balé de cadeirantes. Essas são algumas das atrações previstas para a Parada Gay de São Paulo, que neste ano acontece no dia 3 de junho.

“A Parada não é só para gays. É para LGBT, para a família e para todos. Somos o maior evento do mundo”, afirma o diretor artístico Heitor Werneck. Esse é o segundo ano dele à frente do evento, que promete focar na inclusão em sua 22ª edição.

O desfile seguirá seu percurso tradicional, saindo da frente do Masp, na av. Paulista, e descendo a rua da Consolação, contando com ao menos 18 carros alegóricos. Na edição anterior foram 19, mas Werneck diz que mais três ainda podem ser incluídos na programação.

Os artistas que se apresentarão neste ano ainda não foram divulgados, mas o diretor artístico diz que todos os carros terão uma performance teatral, de dança ou circense, além de DJs transexuais, cegos, gays, entre outros. No primeiro trio, a cantora lírica Maude Salazar ficará responsável pelo Hino Nacional.

Ainda como parte da inclusão prometida pelo diretor artístico, são esperados cortejo folclórico, grupo de índios —que fará um grito de guerra antes da entrada do primeiro carro alegórico— e um estande de ciganos. Bonecos gigantes agêneros, feitos de papel machê, também desfilarão.

O esquenta, que acontece das 8h às 11h, terá um jogo do time de vôlei gay Angels, na avenida Paulista, com direito a torcida organizada. Já no palco montado no Anhangabaú, estará entre as atrações para depois do desfile a drag Kitana Dreams, que faz sucesso no YouTube se comunicando em libras.

Eleições

Em um ano com potencial para muitas definições no cenário político nacional, os organizadores da Parada Gay decidiram transformar as eleições em tema da festa. O anúncio já tinha sido feito no final do ano passado.

Na época, a associação responsável pelo desfile afirmou que pretendia, com o tema, dar visibilidade a candidatos que realmente se interessam pela causa LGBT, sigla que neste ano ganhou mais uma letra.

Segundo a associação, essa é a primeira vez que a ONG inclui o I e o sinal + na sigla LGBT para representar o intersexo e outras identidades, ficando LGBTI+.

Apesar de uma reivindicação da comunidade, Werneck minimizou a importância da mudança na sigla. “Eu, particularmente, acho isso uma besteira. São várias letras, mas somos todos um”.

Fontes: Folha de S. Paulo -  agenciaaids.com.br

Mulher de Cadeirante é amordaçada e morta dentro de casa em Timon; dois homens ficaram feridos

O marido da vítima, que é cadeirante, e um hóspede foram baleados e encaminhados para o HUT. A polícia ainda não sabe o que de fato aconteceu.

Por Catarina Costa, G1 PI

Corpo de jovem foi levado para Instituto de Medicina Legal (IML) em Timon (Foto: Reprodução/TV Clube)
Corpo de jovem foi levado para Instituto de Medicina Legal (IML) em Timon (Foto: Reprodução/TV Clube)

Uma jovem, identificada como Clauciane, foi encontrada morta e amordaçada na tarde desta quinta-feira (24) dentro de casa no conjunto Palestina, em Timon, Maranhao. Segundo a polícia, o marido da vítima, que é cadeirante, e um hóspede ficaram feridos e foram socorridos.

"Não sabemos se ocorreu uma briga entre eles ou alguém entrou na casa. Até o momento não temos testemunhas do crime e estamos ouvindo os vizinhos para saber se alguém viu algo", contou o delegado George Tales, da titular da Delegacia Regional de Timon.

De acordo com o delegado, na casa foram encontrados cápsulas. As duas pessoas feridas foram encaminhadas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e ainda não prestaram depoimento do fato.

"A perícia esteve no local e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal. Vamos aguardar a investigação para saber de fato o que aconteceu", acrescentou George Tales.

Fonte: g1.globo.com

Irlanda vota em referendo para abrandar lei do aborto, abrirá as portas para o "aborto sob demanda" e o fim das gestações de fetos com deficiências físicas ou mentais.

Mais de três milhões de pessoas podem participar da consulta com o objetivo de amenizar a legislação vigente.

Por Agencia EFE

Padre Tom Harrington chega a um posto de votação do referendo sobre o aborto na Irlanda (Foto: Paul Faith / AFP Photo)
Padre Tom Harrington chega a um posto de votação do referendo sobre o aborto na Irlanda (Foto: Paul Faith / AFP Photo)

Os centros de votações na República da Irlanda abriram, nesta sexta-feira (25), para que os eleitores escolham em um referendo sobre a reforma da lei do aborto, uma das mais restritivas da Europa.

Das 6h (hora local) às 21h (hora local), pouco mais de três milhões de pessoas poderão participar da consulta convocada pelo governo do partido democrata-cristão Fine Gael, com o objetivo de amenizar a legislação vigente.

O eleitorado deve dizer "sim" ou "não" ao fim da chamada "oitava emenda", incluída em 1983 na Constituição, e que garante igualmente o direito à vida do "não nascido" e da mãe.

De acordo com esta disposição, a lei do aborto promulgada em 2013, a primeira da história da Irlanda, permite apenas a interrupção da gravidez em circunstâncias excepcionais, como quando a vida da mãe está em perigo, que inclui a ameaça de suicídio, mas não contempla casos de incesto, estupro ou malformação do feto.

Também prevê penas de prisão de até 14 anos para a mulheres que abortem e para profissionais que a procuram com base em normas estabelecidas.

Se a "oitava emenda" desaparecer, o governo do Fine Gael, no poder desde 2011, redigirá uma nova legislação para permitir o aborto em todas as circunstâncias durante as primeiras 12 semanas de gravidez e, em casos excepcionais, até 24 semanas.

O Executivo, juntamente com os principais partidos da oposição, grupos de direitos humanos e maioria dos coletivos médicos, pediu o "sim" neste referendo, o sexto realizado sobre este tema em 35 anos.

No lado oposto, a Igreja Católica e os grupos pró-vida se opõem à reforma da lei, dizendo que ela abrirá as portas para o "aborto sob demanda" e o fim das gestações de fetos com deficiências físicas ou mentais.

As últimas pesquisas indicam que a maioria do eleitorado votará a favor da reforma da lei, embora sua vantagem tenha sido reduzida no último mês.

Fonte: g1.globo.com

Curso gratuito é oferecido para pessoas com deficiência em Araxá

Inscrições para aulas na área administrativa terminam nesta sexta-feira (25).

Por G1 Triângulo Mineiro

Curso de auxiliar administrativo é oferecido para pessoas com deficiência (Foto: Sectti/Divulgação)
Curso de auxiliar administrativo é oferecido para pessoas com deficiência (Foto: Sectti/Divulgação)

Um curso gratuito de assistente administrativo está com inscrições abertas para pessoas com deficiência em Araxá, no Alto Paranaíba. São 20 vagas oferecidas pela concessionária da BR-262, a Triunfo Concebra. As inscrições terminam nesta sexta-feira (25).

De acordo com a empresa, o curso terá duração de aproximadamente quatro meses. As aulas começam no dia 28 de maio e serão oferecidas no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Araxá, de segunda a quarta-feira, das 7h às 11h.

O interessados devem ser maiores de idade e comparecer no Senai, localizado na Avenida Ítalo Rossi, no Bairro Santa Rita, com documentos pessoais, comprovante de residência, comprovante de baixa renda, que pode ser feito no local, e atestado de deficiência emitido há no máximo um ano.

Fonte: g1.globo.com

Atletas do tiro esportivo se classificam para Parapan de Lima 2019

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Por CPB

Os atletas do tiro esportivo Geraldo Rosenthal (classe SH1) e Alexandre Galgani (SH2) já conquistaram suas vagas para os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. A classificação foi possível a partir dos resultados que os dois tiveram no Campeonato Mundial da modalidade, em Cheongju, na Coreia do Sul.

Os brasileiros garantiram vagas diretas nas provas pistola sport P3 e carabina de ar em pé (R4). No Mundial, Geraldo ficou em 19º lugar na prova P3 e Alexandre em 34º lugar na R4.

Essa é a primeira vez o tiro esportivo participa do programa dos Jogos Parapan-Americanos. De acordo com o coordenador da modalidade, James Walter Lowry, isso será muito importante para a classificação dos atletas brasileiros para os Jogos Paralímpicos Tóquio 2020.

“Essa é uma oportunidade muito grande para gente, porque nunca tivemos um campeonato desse nível nas Américas. Provavelmente essa competição dará vaga para os Jogos, assim como já acontece no Europeu e no Asiático.”

Em setembro, os atletas ainda participam da Copa do Mundo de Tiro Esportivo, em Chateauroux, na França, entre os dias 24 e 29. Essa competição também dará vagas para os Jogos de Tóquio.

Patrocínios

A equipe brasileira de tiro esportivo tem patrocínio das Loterias Caixa.

Time São Paulo

O atleta Alexandre Galgani é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

Fonte: cpb.org.br