sábado, 16 de junho de 2018

Saúde mental: nada justifica internar uma criança, diz psicóloga - Veja o video

Quais os caminhos que levam crianças ao confinamento entre as quatro paredes de um hospital psiquiátrico? E o que isso revela sobre a sociedade?

Saúde mental: nada justifica internar uma criança, diz psicóloga

por Camilla Hoshino

Uma suspeita de “transtorno de conduta”. Uma instituição de saúde que fornece um diagnóstico psiquiátrico. Uma ordem judicial. Remédios e internação. Os caminhos que levam crianças ao confinamento entre as quatro paredes do hospital psiquiátrico ainda são percorridos no Brasil. Embora anos de luta antimanicomial tenham desencadeado a reformulação do modelo de Atenção à Saúde Mental e as conquistas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tenham fornecido novos mapas para compreender a infância, a encruzilhada da “loucura” não se fechou por completo.

Em dezembro de 2017, o Ministério da Saúde, junto com Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde, aprovaram a reformulação do programa de saúde mental no Brasil, com uma proposta que suspende o fechamento dos leitos em hospitais psiquiátricos, encarece o valor das diárias para internação nestes locais e incentiva a criação de enfermarias especializadas em hospitais gerais, um pensamento que, de acordo com especialistas e entidades como o Conselho Federal de Psicologia (CFP), vai contra o modelo de tratamento ambulatorial que vigorava há anos, desde a Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei nº 10.216 de 2001.

Com este novo capítulo do debate manicomial no país, os olhares atentos sobre a infância resgatam uma pergunta essencial: afinal, quem são as crianças encaminhadas para a institucionalização?

“A assistência à infância deve ser pensada a partir de um olhar atento sobre a criança e seu contexto familiar”, defende a psicóloga Flávia Blikstein

Maria, como aqui será chamada, é uma delas. Em novembro de 2007, aos 14 anos, ela se encontrava numa ambulância em direção à internação psiquiátrica. Se estivesse em outro lugar, provavelmente estaria desenhando, brincando com bonecas ou mexendo na água, atividade que podia lhe tomar horas e horas. Maria era pobre, morava com a mãe, a avó e outros quatro irmãos. Havia sido excluída da escola e apresentava crises de agressividade. Durante uma dessas crises foi levada ao Pronto Socorro, e de lá para a ambulância à caminho da internação. Se para os médicos e seus receituários o diagnóstico era claro, para a menina não era tão evidente o motivo de tudo aquilo: “Por que eu vou ficar aqui?” “Quem vai estar aqui comigo?”

O silêncio diante das perguntas de Maria só pode ser quebrado anos mais tarde. A psicóloga e pesquisadora Flávia Blikstein, que acompanhava a menina na ambulância, foi buscar algumas pistas no Núcleo da Infância e Adolescência (NIA) do Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental (CAISM) Philippe Pinel, instituição de referência na internação de crianças e adolescentes, na cidade de São Paulo. Coletou dados referentes a 451 casos e 611 internações, entre janeiro de 2005 e dezembro de 2009. Descobriu que as as internações eram ocasionadas muito mais por conta de como as crianças são tratadas do que pelo comportamento delas em si.

Internação: “não há característica alguma que justifique tal intervenção na vida de uma criança"

“Na grande maioria dos casos, atribuímos ao sujeito que sofre a institucionalização a responsabilidade por tal ação: ‘este era agressivo demais’, ‘agitado demais’, ‘estranho demais’, mas a verdade é que não há característica alguma que possa justificar tal intervenção na vida de uma criança ou adolescente.

Quando isso acontece, comprova-se apenas a nossa ineficiência em garantir os direitos dessa população”, diz Flávia Blikstein.

Para ela, a assistência e a infância devem ser pensadas a partir do olhar atento sobre a criança e seu contexto familiar, a partir de sua história de vida. Caso contrário, crianças que possuem históricos de violência ou outros traumas, e que apresentam comportamento considerados “fora do padrão de normalidade”, receberão diagnóstico neurológico sem que suas trajetórias sejam levadas em consideração. Essa postura, segunda ela, faz com que crianças colecionem fracassos conforme passam pelas instituições.

É o que indica o caso de Maria. Como a menina não falava, quando a escola se deu conta das dificuldades, sugeriu que a família a encaminhasse para uma instituição filantrópica. Com problemas de acesso, sem possibilidade de transporte, sua mãe também teria poucas chances de garantir o deslocamento diário.

Além do trabalho, havia outros quatro filhos. A instituição sugeriu levá-la para passar os dias nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil. Resumindo, Maria foi empurrada de um lado para o outro até chegar ao hospital psiquiátrico durante uma crise noturna. “Serviços não se articularam para pensar outra solução”, aponta a pesquisadora.

De acordo com a  pesquisa de Flávia Blikstein, concluída em 2012, no CAISM Philippe Pinel, 77% das internações são do sexo masculino. A internação de maiores de 12 anos representa 88% dos casos e duram, em média, 41,6 dias, com casos chegando a 1004 dias.

Há dois percursos principais que levam à internação. Em 55% dos casos, as internações são solicitadas por familiares e por outros serviços de saúde.

Nestas situações, a média é de 30 dias e 83% são internados uma única vez. O segundo percurso representa 45% dos casos e ocorre via ordem judicial, apresentando maior incidência de reinternação e maior duração: 92% das internações que duram mais que 150 dias e 85,7% das crianças e adolescentes internados de quatro a seis vezes no NIA o são por ordem judicial.

“A leitura jurídica do discurso do doente mental gera formas de segregação”, sugere o estudo”

O abismo manicomial

Do dia em que Maria foi internada, e Flávia se manteve em silêncio diante das perguntas na ambulância, até hoje, a psicóloga duvida que o cenário tenha mudado significativamente.

“Não enfrentamos o problema”, problematiza a especialista.

Mas não só isso, a suspeita é que antes mesmo de algumas conquistas terem sido consolidadas, se esteja caminhando mais rápido para o abismo manicomial.

Com a resolução aprovada em dezembro de 2017, que estabelece novas diretrizes para a Rede de Atenção Psicosocial (RAPS), especialistas temem que o atendimento volte a ser centrado em hospitais psiquiátricos.

“Já tivemos décadas desse pensamento vigente, proporcionando institutos específicos para patologias das crianças, por exemplo. O resultado foi uma população enorme de pessoas que se tornaram moradores de hospitais psiquiátricos”, recorda a psicóloga Flávia Blikstein.

De acordo com o  Censo Psicossocial realizado em 2009 em São Paulo, havia mais de seis mil moradores nestes locais. Justificativa: ao serem institucionalizadas, as pessoas perdem os seus vínculos.

Em 2014, esse número reduziu para 4.439. Neste ano foram identificadas 10 pessoas entre 13 e 18 anos, 50% delas com regime de internação de 1 a 5 anos. A mesma pesquisa identificou que houve menor frequência de internações de longo prazo após a conclusão do primeiro Censo.

O decréscimo pode ter relação com o cumprimento da política que inibe este tipo de tratamento e que procura regular o tempo das internações por meio do incentivo ao cuidado em rede, territorializado e com equipamentos predominantemente extra-hospitalares, segundo o próprio estudo.

Um dos argumentos utilizados pelo coordenador nacional de saúde mental Quirino Cordeiro e pelos representantes que aprovaram as mudanças, é o de que os leitos em hospitais psiquiátricos são insuficientes para atender os “pacientes com quadros agudos”.

Para Blikstein, que se apoia em uma experiência empírica, o motivo que abre espaço para as “exceções” ou “quando necessário” parece um contrasenso.

Os dados do CAISM Philippe Pinel apontaram para uma média de cem “exceções” por ano.

“Se há lugar para internação ‘apenas para casos graves’, tudo pode eventualmente se tornar ‘grave’. Trata-se de duas lógicas diferentes de pensar a saúde mental”, diz.

Histórico da luta antimanicomial

A luta social que levantou a bandeira contra a marginalização provocada pelo asilamento dos usuários da saúde mental dentro dos manicômios data do final dos anos 1970 e começa a ganhar mais visibilidade no final dos anos 1980 no Brasil. Até esse período, os mecanismos utilizados nos tratamentos realizados em grandes complexos de hospitais psiquiátricos produziam danos maiores do que benefícios aos sujeitos. É o que explica a psicóloga da Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Paraná e militante da luta antimanicomial, Renata Moraes.

“O isolamento, pelas alongadas internações, o grande uso de psicotrópicos, com muitos efeitos colaterais crônicos, o atendimento estritamente médico e não multidisciplinar, entre outros, acabavam por não olhar as especificidades de cada paciente, produzindo um massificação da forma de tratamento e a consequente não melhora dos sujeitos internados”, recorda. Muitas atrocidades e violações de direitos humanos corroboradas pela ideia de “higienização”, “medicalização” e “loucura” foram relembradas no livro Holocausto Brasileiro , escrito pela jornalista Daniela Arbex.

O livro-reportagem Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, relata as atrocidades cometidas durante a maior parte do século XX, no maior hospício do Brasil, conhecido como Colônia. Localizado na cidade de Barbacena, em Minas Gerais, o hospício protagonizou a morte de pelo menos 60 mil pessoas. Cerca de 70%, sem diagnóstico de doença mental. Crianças e adolescentes também estão entre a população que viveu e morreu no local.

                 
A Reforma Psiquiátrica tratou de reformular o modelo de Atenção à Saúde Mental, transferindo o foco de tratamentos concentrados nas instituições hospitalares para uma Rede de Atenção Psicossocial, organizada em unidades de serviços comunitários e abertos. Isso significou, na prática, contar na saúde pública com uma estrutura de apoio ao atendimento, que inclui os  Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs), Centro de Convivência e Cultura e leitos de atenção integral em hospitais gerais e nos Caps III, que atendem 24 horas e podem oferecer acolhimento noturno.
“Nesse sentido, a reforma possibilitou um acúmulo teórico e prático de outros métodos para atenção à saúde mental de crianças e adolescentes. Os CAPS infantojuvenis são os centros especializados no SUS para este tratamento. Eles preconizam o acompanhamento da família e o diálogo com a escola e outras instituições que a criança frequenta, para compreender a determinação de seu sofrimento e criar estratégicas para sua melhora”, explica a psicóloga e militante Renata Moraes.

“A internação é considerada apenas em casos de crise, como uma estratégia dentro de um conjunto intersetorial de cuidado e atenção infantojuventil, e não como um tratamento em si”

“A lei da reforma, contudo, não resolveu problemas fundamentais na estrutura do SUS, tampouco no pensamento retrógrado de que os transtornos mentais devem ser tratados pela via da internação prolongada”, pondera Moraes.

Ela atenta que os CAPS seguiram subfinanciados e com capacidade de atendimento aquém da demanda da população. Além de muitos serem terceirizados e geridos por Oss, organizações sociais sem fins lucrativos ou fundações, o que faz com que o tenha alta rotatividade de profissionais e uma precarização no atendimento. “É temeroso que a saúde em geral e a saúde mental estejam submetidas à lógica dos lucros de empresas em saúde, que se beneficiam com a precarização dos atendimentos no SUS.”

Os tratamentos na Saúde Pública

Atualmente, os transtornos mentais mais comuns entre crianças e adolescentes são a depressão, os transtornos ansiosos, o déficit de atenção, o uso de substâncias psicoativas e os transtornos de conduta. Isso é confirmado por pesquisas, mas também pela observação clínica psicossocial, conforme garante a psicóloga e coordenadora do CAPS Infantojuvenil do bairro Pinheirinho, zona sul da cidade de Curitiba, Paraná, Stephanie Abrão Gorte.

“Há casos que inserimos no CAPS infantojuvenil, cujo atendimento durou quatro meses, enquanto há outros que são acompanhados há mais de oito anos”, explica Gorte.

“Os exemplos de acompanhamento mais prolongado, segundo ela, envolvem problemáticas como o autismo e o uso de drogas iniciado na segunda infância, associados a um baixo suporte social”

Nesse período, a criança ou o adolescente tem uma rotina organizada conforme o Projeto Terapêutico Singular (PTS), que inclui diagnóstico, estabelecimento dos objetivos do tratamento e estratégias empregadas no tratamento, os dois últimos itens negociados com os pacientes e responsáveis.

“Pode incluir estratégias desde grupos psicoterapêuticos, passando pela realização de atividade esportiva em um local da comunidade até reuniões colegiadas com a escola e o judiciário”, descreve a coordenadora do CAPS.

Crianças e adolescentes chegam a ficar uma década confinadas em instituições, contrariando os princípios legais do ECA e diretrizes da Reforma Psiquiátrica.

O tempo que o paciente permanece nas dependências do CAPS Infantojuvenil é bastante variável. Há momentos de atendimento em grupo ou individual, que tem duração de uma hora, até momentos mais vulneráveis ou agudos, em que se aciona o acolhimento diurno: permanência de dia no CAPS e retorno à noite para casa.

“Esta é uma estratégia que se mostra eficaz, muitas vezes, para inclusive substituir um período de internação”, explica Stephanie Gorte”

A psicóloga ainda conta que, em 2017, os internamentos hospitalares realizados incluíram exclusivamente adolescentes em uso abusivo de substância psicoativa, associado ao baixo suporte social, com os quais haviam sido realizadas diversas tentativas prévias de acompanhamento, somado ainda à determinação do Poder Judiciário.

“Porém, é algo que evitamos ao máximo, tendo em vista a possibilidade de prejuízos associados ao período de retirada do convívio comunitário e a restrição do convívio familiar aos períodos de visita”, afirma. A internação nesta modalidade dura cerca de um mês e é acompanhada pela equipe do CAPS Infantojuvenil.

Os anos de pesquisa no CAISM Philippe Pinel levaram Flávia Blikstein a defender uma posição categórica: não deve existir indicação de institucionalização de crianças e adolescentes para nenhum diagnóstico ou situação. Quando há uma patologização de um comportamento infantil, de acordo com ela, é porque se está partindo de uma ideia pré-determina sobre a infância, de uma idealização de comportamentos esperados para determinada fase da vida.

“Privar um sujeito de liberdade por motivos de doença ou deficiência é um equívoco histórico, uma distorção do significado de cuidar”, crítica.

Quais são as alternativas?

Segundo a pesquisadora, elas existem, sim. Mas é preciso que a saúde pública receba incentivo e investimentos, que instituições se articulem, que o debate seja ampliado.

No caso de Maria, a saída sugerida pela psicóloga passa por um funcionamento em rede: a escola poderia, em vez de excluir, dividir os cuidados da menina com a instituição filantrópica. O transporte público poderia fornecer acesso à escola não apenas para Maria, mas também para os outros quatro irmãos. O CAPS Infantojuvenil, neste caso, seria não o único, mas outro agente de apoio e amparo à família.

“O atendimento psiquiátrico para a criança deve ser multidisciplinar e integral, ou seja, acompanhado por profissionais de diversas áreas e atento às dimensões sociais, emocionais e físicas da criança”

Mas o futuro do pretérito não serve à Maria e nem a nenhuma criança ou adolescente. A menina passou três meses no hospital psiquiátrico e não obteve mudança em seu diagnóstico. Mas não se sabe exatamente quantas crianças ainda percorrem os corredores destes locais e nem por quanto tempo permanecem ali. Algumas por 1807 dias, como no caso de Raquel. Em 2015, aos 19 anos – cinco deles roubados pela internação e pelo diagnóstico da “loucura” – ela vagava pelas ruas e albergues de São Paulo. Fora ela, quantas mais?

Para quem quiser se aprofundar nas histórias contadas nesta reportagem, os depoimentos de Maria e Raquel foram compartilhados pela psicóloga Flávia Blikstein durante uma palestra no TEDx Talks, em 2015.

Resumo
Conversamos com a psicóloga Flávia Blikstein. Para ela, a assistência psiquiátrica à infância deve ser pensada a partir do olhar atento sobre a criança e seu contexto familiar, a fim de não submeter os pequenos a intervenções desnecessárias que ferem sua integridade.


Goalball, o jogo que ninguém vê - Veja o vídeo

Acessibilidade, inclusão social, esporte e saúde unidos por meio da prática do Goalball.

Por Unimed Centro-Oeste Paulista

Goalball faz parte das modalidades paraolímpicas e exige a concentração dos atletas (Foto: Yuri Higuchi)
Goalball faz parte das modalidades paraolímpicas e exige a concentração dos atletas (Foto: Yuri Higuchi)

É ano de mundial! Ano de reunir a família, os amigos, a vizinhança e torcer junto. Ano repleto de emoções e de expectativas acerca do futebol, considerado como um dos esportes mais aclamados e assistidos por 49,6% dos brasileiros. O grande evento proporciona momentos de união dentro do lar, no país e, principalmente, entre todos os esportes. É no detalhe de cada emoção, no agito das palmas, na alegria ou na tristeza que transparecem nas lágrimas, na tensão dos minutos finais de cada partida, na vibração do grito da torcida e no brilho nos olhos ao prestigiar o tão esperado “gol”. A essência de todos torcerem e compartilharem juntos dos mesmos sentimentos.

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Porém, em meio aos olhares voltados aos jogos desta grande competição mundial, existem aqueles que praticam outras modalidades inclusivas e buscam a visibilidade social no âmbito esportivo. Dentre essas modalidades existem as participações de outros esportes olímpicos, como o próprio futebol, vôlei, natação, entre outros. Em contrapartida destes, o Goalball é uma modalidade criada e disputada por atletas paraolímpicos, portadores de alguma deficiência visual.

Há quem confunda o goalball como uma adaptação do futebol, porém, ambos são totalmente divergentes (Foto: Yuri Higuchi e Getty Images)
Há quem confunda o goalball como uma adaptação do futebol, porém, ambos são totalmente divergentes (Foto: Yuri Higuchi e Getty Images)

O esporte para você, para nós... paraolímpico!
A prática de atividades esportivas exige que os atletas se esforcem nos treinos e garantam um bom condicionamento físico. Além de trabalhar na preparação psicológica para a superação de desafios, o esporte traz benefícios à saúde, o que garante um ônus de disposição para o dia a dia.

A rotina dos atletas olímpicos está acerca do alcance de metas, que são estabelecidas a cada treino realizado, tornando-se um desafio diário que se renova a cada superação. Para os atletas paraolímpicos, não é diferente. Em contrapartida, os paratletas são postos a uma rotina de treinos adaptados e mais intensos, findada à superação de novos desafios. O praticante de modalidades paraolímpicas busca, também, pela inclusão social, além do reconhecimento esportivo na comunidade.

Após a Segunda Guerra Mundial, período onde houve o aumento de esportes paraolímpicos, visto a necessidade de ajuda na reabilitação e na inserção social dos soldados que foram mutilados durante a guerra. A intenção era oferecer uma alternativa de tratamento, porém, em 1944, o médico alemão, Dr. Ludwig Guttmann, inaugurou um centro de traumas medulares dentro do Hospital de Stoke Mandeville. Depois disso, o esporte paraolímpico ganhara força e incentivo inimagináveis.

Os Jogos Paraolímpicos foram organizados pela primeira vez na cidade de Roma, na Itália, em 1960, logo após os Jogos Olímpicos. Desde então, os Jogos Paraolímpicos são organizados a cada quatro anos, junto das Olimpíadas. Resultante do crescimento do esporte adaptado, em 1964, foi criada a Organização Internacional de Esportes para Deficientes (ISOD). Hoje o esporte paraolímpico é gerido pelo Comitê Paraolímpico Internacional, IPC (Internacional Paraolimpic Comitee).

Não é futebol adaptado, é Goalball!

Confundir a modalidade, criada especialmente para atletas com deficiência visual, como uma adaptação do futebol, é comum por pessoas leigas no assunto. Porém, o esporte paraolímpico não se relaciona com as partidas de futebol.

De acordo com o histórico e o crescimento da modalidade, o Goalball foi apresentado como um esporte de alto rendimento para os atletas, durante os Jogos de Toronto, em 1976. A apresentação deu um impulso na modalidade no âmbito esportivo que, ao longo dos anos, foi considerada com uma das principais forças do esporte paraolímpico do Brasil. Atualmente, as seleções masculina e feminina colecionam inúmeras medalhas de campeonatos, como as “Paraolimpíadas” e o “Parapan-Americano”.

Para explicar melhor sobre como funciona uma partida de Goalball, as regras, a história e o contexto social que o esporte abrange, entramos em quadra para entrevistar a treinadora e responsável pela fundação do esporte na cidade de Bauru, Marli Nabeiro, os atletas Gabriel Davi e Lorena Barbosa e a voluntária e bolsista do projeto, formada em Educação Física pela Unesp de Bauru, Maria Aparecida.

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Conheça a história do Goalball, esporte paralímpico que surgiu no pós-guerra

Saúde em jogo

“A realização de atividades físicas e a prática de esportes, contribuem com inúmeros benefícios para todos os seus praticantes e, especialmente, para os portadores de necessidades especiais”, confirma o Dr. João Luiz Parra Marinello, médico neurologista e especialista em neurocirurgia e cirurgia da coluna vertebral, atuante pela Unimed Lins. Dentre estas vantagens proporcionadas, algumas ganham destaque, como:

  • O fortalecimento da musculatura do tronco e outros membros.
  • O alívio da dor crônica (especialmente da dor neuropática).
  • Melhora na resistência física e na capacidade cardiopulmonar.
  • Promoção da integração social e do bem-estar geral.


Paratletas devem passar por acompanhamento médico especializado (Foto: Getty Images)
Paratletas devem passar por acompanhamento médico especializado (Foto: Getty Images)

O Dr. João Luiz afirma, também, que todo praticante de atividade física deve realizar acompanhamento médico regularmente a fim de prevenir lesões musculoesqueléticas. “De acordo com o tipo de atividade física proposta, há a necessidade de fortalecimento muscular prévio e adequado, com o objetivo de evitar lesões articulares”, recomenda.

O neurologista destaca a importância de dialogar e abordar todos os benefícios físicos e sociais relacionados à atividade física e ao esporte, bem como demonstrar o desempenho progressivo e individual de cada paciente. “São ferramentas importantes no estímulo para a realização regular de atividades físicas”, afirma.

                   O neurologista, Dr. João Luiz, destaca a importância de praticar esportes independente da condição física (Foto: João Luiz Parra Marinello)
O neurologista, Dr. João Luiz, destaca a importância de praticar esportes independente da condição física (Foto: João Luiz Parra Marinello)

Do Goalball ao futebol, independente do esporte ou da atividade física, a prática destes deve ser sempre uma opção recomendada para os portadores de necessidades especiais, seja física, neurológica ou visual.

Se interessou pelo projeto de Goalball? Saiba como fazer parte!

Os treinos de Goalball acontecem na Praça de Esportes do Departamento de Educação Física da Unesp de Bauru, semanalmente, às sextas-feiras, sob supervisão e coordenação da treinadora e fundadora do projeto, Marli Nabeiro.

Para mais informações, entre em contato: mnabeiro@fc.unesp.br.

Fonte: g1.globo.com

Ozonioterapia no tratamento para o autismo será tema de ciclo de diálogos na Uepa em Santarém

Evento será sábado (16), de 8h30 às 12h no auditório. Público alvo são profissionais e estudantes; veja valor de inscrições.

Por G1 Santarém

Universidade do Estado do Pará (UEPA) em Santarém (Foto: Agência Pará/Divulgação)
Universidade do Estado do Pará (UEPA) em Santarém (Foto: Agência Pará/Divulgação)

O autismo será tema de um ciclo de diálogos inovadores que vai reunir profissionais, estudantes e a sociedade em Santarém, no oeste do Pará. O evento será sábado (16), no auditório principal da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Entre os temas abordados, os benefícios da Ozonioterapia no tratamento para o autismo e outras doenças. O médico Fábio Botelho, a neuropsicóloga Leonise Oliveira, a psicóloga Priscila Borges e o advogado Venildo Hoff estarão no encontro.

Ozonioterapia - consiste na mistura dos gases oxigênio e ozônio por diversas vias de administração com finalidade terapêutica e promove melhoria de diversas doenças. Usado na odontologia, neurologia e oncologia.

Inscrições
As inscrições podem ser feitas na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sucessão Santarém e custam: R$ 40 para profissionais e R$ 15 para estudantes ou quem mais tenha interesse em participar. Também é possível fazer no dia do evento.

Serviço
O quê: I Ciclo de Diálogos sobre Autismo
Quando: dia 16 de junho, de 8h às 12h
Onde: na Uepa Santarém, na avenida Plácido de Castro, 1399, Aparecida
Quanto: inscrições R$ 40 e R$ 15

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante encontra dificuldades para ir de trem para o trabalho no Rio - Veja o vídeo

Trajeto que poderia ser feito em 45 minutos, leva uma hora e meia. SuperVia informou que estações serão adaptadas até 2016.

Do G1 Rio

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O operador de telemarketing Fábio Xavier é cadeirante e vive um drama diário para se deslocar de sua casa em Senador Camará, Zona Oeste do Rio, até o trabalho no Méier, Zona Norte do Rio. Ele pega o trem em Senador Camará, onde o acesso é feito por uma passarela com três níveis de rampa. Como mostrou o RJTV, Fábio precisa da ajuda de sua mulher Patrícia Xavier para passar por diversos obstáculos como escadas, falta de elevadores nas estações de trem e vagões superlotados.

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“Seria bem melhor ter em todos os carros o espaço específico para ele. Ia facilitar bastante”, disse a mulher do cadeirante.

Depois de passar por três estações, Fábio chega a um terminal onde existe elevador para ele poder fazer a transferência de linha e seguir ao seu destino. Da estação de Senador Camará até o Méier, Fábio leva em média 1h30. Esta viagem poderia ser bem mais curta, se não fossem tantos obstáculos. Se todas as estações fossem equipadas e adaptadas para pessoas portadoras de deficiência física, ele faria o trajeto em 45 minutos.

“Eu quero ter o meu direito de ir e vir, minha liberdade de visitar os pontos turísticos e andar na minha cidade. É só isso que eu peço”, disse o cadeirante.

A SuperVia informou que já reformou 14 estações e informou que nas demais existe uma acessibilidade assistida. Outras seis estações serão totalmente adaptadas até 2016.

Fonte: g1.globo.com

Cadastro Único amplia prazo para a inscrição de idosos e pessoas com deficiência em benefício social

Confira os locais onde pode ser realizada a inscrição no Cadastro Único. No Pará, são mais de 29 mil pessoas com direito ao benefício.

Por G1 PA, Belém

Imagem Internet/Ilustrativa
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No Pará, cerca de 29 mil idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que não estão inscritos no Cadastro Único, estão sendo convocados para serem inseridos no sistema que abrange todos os programas sociais do Governo Federal. O prazo para a inserção foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano. Essa foi uma das mudanças que constam na portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Antes, o serviço de cadastro era feito no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Agora, após a triagem médica realizada pelo INSS, os beneficiários devem procurar os 12 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou a sede da Central do Cadastro Único, localizada na rodovia Augusto Montenegro nº 6955. A atualização no Castro Único é feita de dois em dois anos.

Os documentos necessários para inclusão no Cadastro Único são RG, CPF, Título de Eleitor, comprovante de residência (preferência de energia e atual) e certidão de nascimento. Caso o beneficiário more com a família, é necessário apresentar os documentos de cada membro familiar (todos devem ter CPF) e incluir carteira de trabalho e declaração escolar, caso haja criança ou adolescente.

Os números de CPF de todos os integrantes da família devem ser registrados no Cadastro Único para permitir a identificação do beneficiário e de sua família no momento da avaliação do benefício pelo INSS. Caso o beneficiário não possa ir até aos locais de atendimento, o familiar poderá ir mediante apresentação da documentação. Após o procedimento de análise, será gerado o Número de Identificação Social (NIS) para a pessoa ser inserida no Cadastro Único.

“O idoso tem até o final do ano para vir com toda a documentação para poder ser atendido. O beneficiário do Cadastro Único pode ter acesso a outros benefícios como a Carteira do Idoso e o Bolsa Família se estiver dentro da renda per capita”, informou o operador do Cadastro Único, Mércio Gonçalves.

Até o momento, 27.638 idosos recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Desses, 11.405 estão incluídos no Cadastro Único. Cerca de 16 mil faltam ser inseridos no CadÚnico. Já 22.066 de pessoas com algum tipo de deficiência estão inclusas no BPC. Apenas 9.977 estão inseridos no Cadastro Único. Pouco mais de 12 mil ainda faltam realizar o procedimento.

Atendimento
O atendimento na Central do Cadastro Único é realizado de segunda a quinta-feira, de 8h às 16h, por ordem de chegada.
Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) em Belém e distritos:
Cras Aurá: BR 316, Km 06 – Ananindeua – Granja Modelo Aurá. Tel: (91) 3235-5102
Cras Barreiro: Trav. Djalma Dutra nº 265 - Telégrafo Tel: (91) 3233-8868
Cras Benguí: Rua Betânia, Alameda Ananindeua Casa 16 – Benguí Telefone: 3279.6100
Cras Cremação: Avenida Alcindo Cacela, nº 2993, Praça Dalcídio Jurandir. Tel: (91) 3219-1204
Cras Guamá: Rua Augusto Correa, nº 494, (prox. ao portão da UFPA) Tel: (91) 3219-1214
Cras Icoaraci: Rua Monsenhor José Maria de Azevedo, 237, entre Pass. Maguari e Cristovão Colombo – Campina de Icoaraci. Tel: (91) 3297-7000
Cras Jurunas: Rua dos Mundurucus, nº 360, entre Travessa de Breves e Av. Bernardo Sayão, Jurunas. Telefone: 3272.3710
Cras Mosqueiro: Trav. Francelino Santos (Rua da Bateria), S/N Farol. Tel: (91) 3771-5988
Cras Outeiro: Rua. Dr. Evandro Bonna, nº 99, Itatiteua. Telefone: 3267.7120
Cras Pedreira: Trav. Pirajá s/n, esquina com Av. Pedro Miranda. Aldeia Amazônica Davi Miguel. Tel: (91) 3233-7223
Cras Tapanã: Avenida Augusto Montenegro, km 7 – Rua das Rosas, nº 194, Parque Verde. Telefone: 3289.5243
Cras Terra Firme: Travessa Lomas Valentina 2585, entre João Paulo e Almirante Barroso– Marco. Tel: (91) 3277- 4700.

Fonte: g1.globo.com  - Imagem Internet/Ilustrativa

Cemitérios e capelas de Campo Grande terão de ter cadeira de rodas para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida

Lei entra em vigor em 60 dias e prevê para o descumprimento as penas de notificação, multa e até na não renovação do alvará de funcionamento.

Por Anderson Viegas, G1 MS

Cemitérios e capelas de Campo Grande terão de ter uma cadeira de rodas para atender as pessoas com deficiência e as com mobilidade reduzida (Foto: Osni Miranda/TV Morena)
Cemitérios e capelas de Campo Grande terão de ter uma cadeira de rodas para atender as pessoas com deficiência e as com mobilidade reduzida (Foto: Osni Miranda/TV Morena)

Os cemitérios e capelas públicas e privadas de Campo Grande terão de ter no mínimo uma cadeira de rodas em suas instalações para atender as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. É o que determina lei publicada no Diário oficial do município desta sexta-feira (15) e que entra em vigor em um prazo de 60 dias.

O projeto que deu origem a lei foi apresentado pelo vereador William Maksoud (PMN) e após ser aprovado em duas votações na Câmara de Campo Grande foi sancionado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Conforme a lei, a cadeira deverá ser mantida na administração do cemitério ou capela, sempre limpa e apta para o uso e ainda em local de fácil acesso. Além do equipamento, os responsáveis pelos locais deverão fazer adaptações estruturais para viabilizar a locomoção das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

O descumprimento da lei pode resultar em notificação, multa no valor de R$ 1.000,00 e até na não renovação do alvará de funcionamento do estabelecimento. A fiscalização será feita pela prefeitura.

Em Campo Grande, conforme o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 21,6% dos moradores possuem algum tipo de deficiência.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante realiza sonho e se levanta antes de Rússia x Arábia Saudita.

Imagem: Matthias Hangst/Getty Images
Matthias Hangst/Getty Images
Polina Haeretdinova foi a primeira cadeirante a entrar em campo acompanhando um jogador em Copas do Mundo

Do UOL, em São Paulo

Quando as seleções de Rússia e Arábia Saudita entraram em campo nesta quinta-feira para o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2018, o goleiro Igor Akinfeev, capitão russo, precisou passar para o lateral esquerdo Yuri Zhirkov a flâmula que trocaria com Osama Hawsawi, dono da braçadeira saudita. O motivo, porém, foi nobre: coube ao camisa 1 levar ao gramado do estádio Luzhniki a jovem Polina Haeretdinova, de 11 anos.

Assim, Polina fez história: segundo a agência de notícias russa Tass, foi a primeira pessoa cadeirante a entrar em campo ao lado de um jogador na história das Copas do Mundo. E fez mais do que isso.

                   Imagem: Lars Baron - FIFA/FIFA via Getty Images.
                      Lars Baron - FIFA/FIFA via Getty Images
Com ajuda de jogadores, Polina conseguiu se levantar por alguns instantes no gramado do estádio Luzhniki

A história da jovem torcedora com o futebol começou bem antes do jogo do Grupo A. Portadora de um problema na medula, ela já havia entrado em campo durante a Copa das Confederações de 2017,na abertura de Rússia x Portugal. Na ocasião, os portugueses venceram por 1 a 0, graças ao gol de Cristiano Ronaldo logo aos 8 min do primeiro tempo.

Polina revelou naquele dia um de seus principais sonhos: entrar novamente em campo na Copa do Mundo de 2018, mas conseguir ficar em pé desta vez. Desde então, intensificou seu tratamento com o auxílio do ministério da Saúde do Tartaristão (uma das subdivisões da Rússia), de médicos, hospitais e de um programa de assistência da rede de lanchonetes que patrocina a Fifa.

Em campo, a menina não conseguiu ficar em pé por muito tempo – com a ajuda dos próprios Igor Akinfeev e Yuri Zhirkov, levantou-se por alguns instantes. Ainda assim, foi bastante celebrada. E a seleção da casa, que venceu por 5 a 0, fez a festa.

O feito foi semelhante ao de Juliano Pinto, então com 29 anos, na abertura da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Na ocasião, o cadeirante brasileiro - que não acompanhava atletas - se levantou de uma cadeira de rodas utilizando um exoesqueleto e deu um pontapé inicial simbólico antes da partida Brasil x Croácia na Arena de São Paulo.

Publicados decretos que regulamentam Estatuto da Pessoa com Deficiência

Normas versam sobre reserva de espaço e sobre pessoas com deficiência em empresas de pequeno porte.


Foi publicado nesta terça-feira, 12, no DOU, dois decretos que regulamentam Estatuto da Pessoa com Deficiência. As normas garantem mais acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida.

O decreto 9.404/18 dispõe sobre a reserva de espaços e assentos em teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, locais de espetáculos e de conferências e similares para pessoas com deficiência. Os estabelecimentos devem se atentar à porcentagem de espaços que devem ser destinados às pessoas com deficiência. Por exemplo, no caso de edificações com capacidade de lotação de até mil lugares, 2% de espaços dever ser destinados para pessoas em cadeira de rodas, com a garantia de, no mínimo, um espaço.


Já o decreto 9.405/18 dispõe sobre o tratamento diferenciado, simplificado e favorecido às microempresas e às empresas de pequeno porte, a fim de assegurar que a pessoa com deficiência possa gozar ou exercer, em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos e liberdades fundamentais.




Regional Sudeste 1 de Goalball chega à reta final com seis times classificados

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
                           Regional Sudeste 1 de Goalball chega à reta final com seis times classificados
Legenda: Letícia tem se destacado pela ADEVIBEL-MG.

Afunilou! Das 20 equipes participantes do Regional Sudeste 1 de Goalball, 11 no masculino e nove no feminino, somente oito vão seguir na briga pelo título. Seis delas já comemoraram a classificação antecipada para as semifinais, quatro na disputa entre as mulheres e duas na corrida do troféu entre os homens, após mais 15 jogos realizados nesta sexta-feira, 15, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Com cem por cento de aproveitamento, IBC-RJ, ADUC-MG, ADEVIBEL-MG e ILBES-ES, no feminino, e ADEVIBEL-MG e AADV-PC-MG, no masculino, avançaram para a próxima fase com uma rodada de antecedência. As últimas duas classificadas sairão dos jogos da manhã e tarde deste sábado, 16, quando também serão disputadas as semifinais da competição, a partir das 17h10.

Se na competição feminina o assunto está resolvido, restando apenas a definição da liderança dos grupos, a disputa masculina ainda aguarda a definição no Grupo A. URECE-RJ e ADUC-MG estão na liderança com 6 pontos cada, mas podem ser alcançadas por ICBC-MG (tem um jogo a mais) e CEIBC-RJ, terceiro e quarto colocados, respectivamente, com 3 pontos.

No jogo que abre o penúltimo dia do evento, às 8h, CEIBC-RJ x ADUC-MG se enfrentam em partida que pode definir o rumo das equipes na competição. Em seguida, será a vez da URECE-RJ enfrentar a lanterna ADEVITRIM-MG.

Vale lembrar que além do título as equipes lutam para conseguir a vaga na Copa Loterias Caixa - Série A, destinada aos campeões de cada categoria, mais o vice-campeão masculino. E também para a Série B, que vai credenciar o terceiro e quarto colocados da competição dos homens, e a medalhista de prata pelas mulheres.

Confira os resultados desta sexta-feira, 15.

Categoria masculina

Grupo A

ICBC-MG 18 x 11 ADEVITRIM-MG

ADEVITRIM-MG 2 x 12 CEIBC-RJ

ICBC-MG 7 x 15 ADUC-MG

Grupo B

ADEVIBEL-MG 16 x 6 UNICEP-ES

FADA-MG 0 x 10 APAE-LEOPOLDINA-MG

ACJF-MG 2 x 12 AADV-PC-MG

ADEVIBEL-MG 9 x 7 APAE-LEOPOLDINA-MG

UNICEP-ES 6 x 10 AADV-PC-MG

FADA-MG 17 x 13 ACJF-MG

Categoria feminina

Grupo A

IBC-RJ 13 x 3 ADEVITRIM-MG

ADUC-MG 11 x 4 ADEVIUDI-MG

Grupo B

FADA-MG 14 x 11 ACJF-MG

APAE-LEOPOLDINA-MG 2 x 12 ADEVIBEL-MG

ACJF-MG x ADEVIBEL-MG

FADA-MG x ILBES-ES

Tabela completa da competição:  https://bit.ly/2l5GdA9

Transmissão ao vivo pela Rádio CFA:  https://bit.ly/2fFnRmX

Regional Sudeste 1 de Goalball

Data: 14 a 17 de junho de 2018

Horário: 8h às 20h (14 a 16/06) e 8h às 12h (17/06)

Local: Centro de Treinamento Paralímpico

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km11,5 - Vila Guarani/SP

Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Daniel Dias conquista segundo título seguido da World Series de natação do IPC

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Por CPB

O paulista Daniel Dias foi anunciado nesta sexta-feira, 15, como campeão da temporada 2018 da World Series de natação do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), o mais importante circuito anual da modalidade, composto por seis etapas.

Campeão em 2017, Daniel destacou-se com performances no Open Internacional Loterias Caixa, em São Paulo, além de ter brilhado nas etapas de Lignano Sabbiadoro, na Itália, e Sheffield, na Inglaterra. Nesta última, bateu o recorde mundial dos 50m livre, classe S5.

Com o desempenho, Daniel somou 4.111 pontos, sete a mais do que o colombiano Carlos Serrano (4.104), e também à frente do chileno Alberto Abarza, que registrou 4.080 pontos e ficou com o terceiro lugar.

“É uma grande alegria manter o título como melhor atleta masculino do World Series! Esse ano a disputa foi mais acirrada, com mais participantes e isso foi muito bom, ver mais envolvimento dos países nas etapas. Fico satisfeito com o resultado, e ainda mais animado com este ciclo para Tóquio 2020. Agradeço a Deus por mais essa conquista, aos meus patrocinadores, ao meu técnico e a toda equipe multidisciplinar que me acompanha”, disse o nadador de 30 anos.

Entre as mulheres, o título da World Series ficou com a britânica Louise Fiddes. O Brasil ainda destacou-se na competição por equipes, em que ficou com o terceiro posto, com 15.343 pontos - atrás apenas da Grã-Bretanha (15.742) e Holanda (15.345).

Daniel Dias terá, junto com a Seleção Brasileira, mais um grande desafio nesta temporada. Entre os dias 9 e 13 de agosto, o time viajará a Cairns, na Austrália, para a disputa do Parapan-Pacífico.

Time São Paulo

O atleta Daniel Dias é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

Fonte: cpb.org.br

Petrúcio Ferreira quebra recorde mundial dos 100m no Grand Prix de Paris

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Por CPB

Petrúcio Ferreira quebrou nesta sexta-feira, 15, o recorde mundial dos 100m, classe T47 (para atletas amputados de braço). O paraibano de 20 anos registrou o tempo de 10s50 na etapa de Paris (França) do Grand Prix de atletismo do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), disputada no Stade Sébastien Charléty. Foi a segunda marca mundial estabelecida pelo Brasil na competição, já que Elizabeth Gomes bateu a marca do lançamento de disco (F52), na última quinta-feira, 14.

Petrúcio baixou em três centésimos o seu próprio recorde mundial, anteriormente feito no Mundial de 2017, no Estádio Olímpico de Londres. A marca atual é a segunda mais veloz da história do esporte paralímpico, atrás apenas dos 10s46 cravados pelo irlandês Jason Smyth, em 2012, na classe T13, para atletas com baixa visão.

"Eu estou muito feliz por ter conquistado esse bom desempenho na França. Foi um ótimo resultado nos 100m, mas não vou dizer que era a minha meta bater o recorde aqui. No entanto, acabei me sentindo muito bem e o tempo aconteceu. Estou muito feliz e isso mostra o quanto meu trabalho está evoluindo", disse Petrúcio.

O jovem de São José do Brejo do Cruz perdeu parte do braço esquerdo ao sofrer um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos de idade. Iniciou a sua trajetória no esporte em 2013 e, com apenas dois anos de carreira, representou o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos do Chile. Além da marca histórica dos 100m, é dono ainda do melhor tempo dos 200m, com 21s21.

Já a paulista Elizabeth Gomes, de 53 anos, alcançou o recorde mundial do lançamento de disco F52. Nesta quinta-feira, 14, ela registrou a marca de 16,82m - quase 40cm a mais do que os 16,44m que ela própria havia conseguido na primeira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa, em São Paulo, há duas semanas.

Aos 27 anos, ela foi diagnosticada com esclerose múltipla. Após uma piora clínica em sua doença, em novembro de 2017, a atleta teve que passar por algumas adaptações, devido a uma lesão no lado esquerdo do corpo - o que usa para arremessar. No Open Loterias Caixa 2018, em abril, Beth foi submetida a reclassificação funcional e passou da classe F55 para F52. Nesta ocasião, a atleta tornou-se recordista das Américas no lançamento de disco em sua nova classe.

O Brasil encerrou a sua participação no Grand Prix de Paris com 18 medalhas. Foram 14 ouros, três pratas e um bronze. A equipe composta por 20 atletas seguirá na Europa nas próximas semanas. A primeira parada será Leipzig, na Alemanha, onde participarão de um camping de treinamento. Em seguida, viajarão a Berlim, que sediará em 30 de junho e 1º de julho o último estágio do Grand Prix do IPC.

Confira um resumo dos resultados dos brasileiros no Grand Prix de Paris (França)

Alessandro Silva (SP) - ouro no lançamento de disco F11 - 43,49m
Claudiney Batista (MG) - ouro no lançamento de disco F56 - 45,21m
Elizabeth Gomes (SP) - ouro no lançamento de disco F52 - 16,82m
Fábio Bordignon (RJ) - ouro nos 100m T35 - 12s71
Felipe Gomes (RJ) - ouro nos 100m T11 - 11s38
Mateus Evangelista (RO) - ouro nos 100m T37 - 11s56
Mateus Evangelista (RO) - ouro nos 200m T37 - 23s55
Petrúcio Ferreira (PB) - ouro nos 100m T47 - 10s50
Petrúcio Ferreira (PB) - ouro nos 200m T47 - 21s39
Silvânia Costa (MS) - ouro nos 100m T11 - 12s85
Silvânia Costa (MS) - ouro no salto em distância T11 - 5,10m
Thalita Simplício (RN) - ouro nos 200m T11 - 25s55
Thiago Paulino (SP) - ouro no arremesso de peso F57 - 14,28m
Vinicius Rodrigues (SP) - ouro nos 100m T63 - 12s15

Fábio Bordignon (RJ) - prata nos 200m T35 - 26s20
Lucas Prado (MT) - prata nos 100m T11 - 11s51
Washington Júnior (RJ) - prata nos 100m T47 - 10s90

Emicarlo Souza (RN) - bronze nos 200m T47 - 22s93

Fonte: cpb.org.br