sábado, 23 de junho de 2018

Jovem que teria problemas mentais é acorrentado a árvore em Terezópolis de Goiás - veja o vídeo

Polícia Militar esteve no local, libertou o rapaz, que foi encaminhado para uma unidade de tratamento psiquiátrico.

Por Vanessa Martins, G1 GO

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Familiares acorrentam jovem com problemas mentais em quintal de casa em Terezópolis

Um jovem, que não teve a identidade divulgada, foi encontrado por vizinhos acorrentado a uma árvore no quintal da casa da família em Terezópolis de Goiás, no centro do estado. A Polícia Militar informou que ele sofre de problemas mentais e o resgatou do local na quinta-feira (21). O rapaz deve ser encaminhado para uma unidade psiquiátrica de Goiânia.

O G1 tenta contato com o delegado está responsável pelas investigações para comentar o caso.

Segundo apurou a TV Anhanguera, o jovem estava há cerca de cinco dias acorrentado a uma árvore no quintal da casa da família com um galão de água, marcas de ferimentos nas costas e comendo o que era doado por vizinhos.

O sargento da Polícia Militar, Aurélio Chaveiro Rodrigues informou que o jovem precisa de auxílio e que foi acionada uma equipe da Saúde para resgatá-lo.

“Ele tem problemas mentais, toma remédio controlado, mas tem quatro meses que não toma; Quando toma, ingere junto com bebidas alcoólicas e fica extremamente problemático. É uma pessoa que precisa de ajuda, precisa de um tratamento”, disse.

Jovem que teria problemas mentais é encontrado acorrentado a uma árvore no quintal de casa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Jovem que teria problemas mentais é encontrado acorrentado a uma árvore no quintal de casa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma sobrinha do jovem, que não quis ter a identidade revelada, afirmou que a família não sabe como ajuda-lo.

“Ele já foi internado não sei quantas vezes. A gente não sabe o que faz com ele”, contou.

A enfermeira Marina Menegon foi chamada ao local para resgatar o rapaz. Segundo ela, ele vai ser transferido para Goiânia para começar um tratamento.

“Já saiu um encaminhamento para ele lá para o Pronto Socorro Psiquiátrico de Goiânia, acionamos o serviço de assistência social que disponibilizou uma psicóloga que vai acompanhar o paciente”, afirmou.

O G1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Terezópolis e aguarda posicionamento oficial.

Fonte: g1.globo.com

Autismo: excesso de ácido fólico na gravidez pode dobrar o risco

Apesar de ser benéfico na formação dos bebês, o uso excessivo do folato pode aumentar o risco do transtorno, de acordo com estudo americano

Por Da Redação - (Com Estadão Conteúdo)

Mulher grávida tomando comprimidos
Mulher grávida tomando comprimidos (iStock/Getty Images)

O ácido fólico – forma sintética do folato, um tipo de vitamina B – é essencial durante a gestação. Ajuda no desenvolvimento neurológico do feto durante o fechamento do tubo neural, que, quando prejudicado, apresenta problemas morfológicos, como anencefalia, fenda palatina e o lábio leporino. No entanto, seu consumo em excesso pode aumentar em duas vezes o risco de autismo nos bebês, segundo novo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

A pesquisa
Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins analisaram o nível de ácido fólico no sangue de 1.391 mães, logo depois do parto, e de seus filhos durante o período de 1998 a 2013. Os resultados, relevados em 2016, mostraram que as  mães de crianças autistas tinham níveis quatro vezes maiores de folato do que o recomendado – uma a cada dez voluntárias tinham o excesso da substância no sangue.

Excesso é prejudicial
“O excesso de ácido fólico pode prejudicar os genes que fazem a maturação do encéfalo e causar alguma má formação, podendo desenvolver autismo ou autismo parcial”, explicou Antonio Cabral, doutor em obstetrícia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, mas tem como causa outros fatores mais amplos. A quantidade excessiva atua em um quadro muito específico do DNA do feto, um fator isolado. “Tem de ter predisposição genética e outros fatores. O excesso de folato pode ter uma consequência diferente em outra pessoa”, disse o médico.

Na quantidade correta, há benefícios
Na época, alguns médicos rebateram os resultados do estudo. Afinal, a vitamina ainda é essencial na proteção dos riscos de mal formação do feto. Na verdade, de acordo com um estudo anterior, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), a ingestão de ácido fólico, que pode ser encontrado naturalmente em frutas e vegetais ou farinhas enriquecidas, poderia até reduzir o risco de autismo. “O que não deve haver é uso em altas doses”, explicou Cabral.

Segundo o médico, o ideal é ingerir de 0,4 a 0,8 miligramas por dia antes de engravidar e nos três primeiros meses da gestação, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Além disso, se tomada em doses reduzidas durante o resto da gestação, a vitamina auxilia na formação do coração e evita o parto prematuro.

“A suplementação adequada é protetiva, continua sendo o caso do ácido fólico”, disse Daniele Fallin, uma dos autores do estudo principal. No entanto, mais estudos são necessários para determinar a quantidade ideal da vitamina para cada gestação. O alerta é para que médicos e as mulheres grávidas se atentem à dosagem adequada. “Se a mulher tem alguma atividade ou hábito que possa reduzir o ácido fólico [no organismo], como fumar ou atividade física intensa, pode usar dentro dessa dosagem ou um pouco mais. Tem de conversar com o médico para ver se é excessiva”, concluiu Cabral.

Autismo
De acordo com Andreas Stravogiannis, diretor técnico da Associação de Amigos do Autista (AMA), entre as possíveis causas ambientais do autismo podem estar as infecções neonatais, problemas durante o trabalho de parto, exposição a substâncias químicas ou tóxicas durante a gravidez ou os primeiros anos do bebê, parto prematuro e a desnutrição da mãe. “Quando se chega ao diagnóstico de autismo, cabe investigar as possíveis causas, mas, na maioria das vezes, as pacientes não têm evidências suficientes que justifiquem o autismo”, explicou, entretanto.

Sobre o estudo, Stravogiannis salienta o fato de os cientistas terem analisado os níveis de folato no sangue das mães somente no pós-parto. “O ácido fólico age no primeiro trimestre, principalmente, no tubo neural. Teria de ver se nesse período inicial [as mães] tinham valores elevados.”


Autismo: novo exame de sangue pode ajudar no diagnóstico precoce

O novo teste conseguiu prever com 88% de precisão se uma criança tinha autismo

Por Da Redação

Autismo: pesquisas encontram relação entre mutação de três determinados genes e o distúrbio
No Brasil, o autismo atinge cerca de 150 mil indivíduos anualmente. (ThinkStock/VEJA/VEJA)

De acordo com estudo publicado neste mês no periódico Bioengineering & Translational Medicine, um novo exame de sangue pode ajudar a reduzir a idade de diagnóstico do transtorno do espectro do autismo (TEA), garantindo o início precoce do tratamento. Segundo os pesquisadores, o exame é capaz de prever com quase 90% de precisão se uma criança têm o transtorno. O teste fisiológico usa um algoritmo que analisa os metabólitos (substâncias produzidas pelo metabolismo) da amostra de sangue.

Os resultados são parte de um estudo de acompanhamento que confirmam a conclusão de uma pesquisa publicada no ano passado. “Nós olhamos para grupos de crianças com autismo independentemente do nosso estudo anterior e tivemos sucesso semelhante. Somos capazes de prever com 88% de precisão se as crianças têm autismo. Isso é extremamente promissor”, disse Juergen Hahn, principal autor do estudo, ao Eurek Alert.

Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), estima-se que cerca de 1,7% das crianças americanas são diagnosticadas com TEA, doença que prejudica a capacidade de comunicação e interação dos indivíduos. No Brasil, o número de casos chega a 150.000 por ano.

Diagnóstico precoce
De acordo com o CDC, o diagnóstico precoce – que pode acontecer entre os 18 e 24 meses de idade – leva a melhores resultados à medida que as crianças se envolvem em serviços de intervenção precoce. No entanto, como atualmente a descoberta da doença depende apenas de observações clínicas, a maioria das crianças não é diagnosticada com autismo até os 4 anos de idade.

Com o novo exame de sangue, essa realidade pode mudar, principalmente porque, ao contrário da abordagem atual, que procura um único indicador de TEA, o procedimento desenvolvido pela equipe usa técnicas de big data (armazenamento de dados) para pesquisar padrões em metabólitos relevantes conectados com uma série de interações moleculares que podem indicar a existência do autismo.

“O trabalho de Juergen no desenvolvimento de um teste fisiológico para o autismo é um exemplo de como a interface interdisciplinar de engenharia da ciência da vida no Rensselaer traz novas perspectivas e soluções para melhorar a saúde humana”, comentou Deepak Vashishth, diretor do Centro Rensselaer de Biotecnologia e Estudos Interdisciplinares (CBIS).

Estudo anterior
A pesquisa de 2017 analisou dados de um grupo de 149 pessoas, das quais cerca de metade foi previamente diagnosticada com autismo. Para cada membro do grupo, Hahn obteve dados de 24 metabólitos relacionados às duas vias celulares: o ciclo da metionina e a via de transulfuração. Para garantir um resultado preciso, os pesquisadores omitiram dados de um determinado indivíduo do grupo, submetendo os dados restantes a técnicas avançadas de análise e usando os resultados para gerar um algoritmo preditivo.

Apesar da omissão de informações sobre um dos participantes, o algoritmo ainda foi capaz de fazer previsões assertivas. O processo foi repetido com todos os voluntários, recebendo o mesmo diagnóstico. O método utilizado no estudo foi capaz de identificar corretamente 96,1% de todos os participantes com desenvolvimento típico e 97,6% do grupo de autismo.

Novos métodos
Para evitar o longo processo de coleta de novos dados através de ensaios clínicos, os cientistas pesquisaram o conjunto de dados existentes, que incluíam os metabólitos analisados no estudo original. Eles identificaram dados de três estudos – com um total de 154 crianças autistas -, conduzidos por pesquisadores do Arkansas Children’s Research Institute, nos Estados Unidos.

Apesar de ter analisado 24 metabólitos no estudo anterior, para o segundo, ficou determinado que 22 seriam o suficiente para o teste, realizado no grupo original e no novo grupo de crianças. Quando aplicado a cada individuo separadamente, o algoritmo previu corretamente o autismo com 88% de precisão. A diferença entre o resultado primário (acima de 95%) e o novo pode ser explicada pela falta dos dois metabólitos, que foram fortes indicadores na investigação inicial.

“O resultado mais significativo é o alto grau de precisão que podemos obter usando essa abordagem em dados coletados com anos de diferença do conjunto de dados original. Esta é uma abordagem que gostaríamos de ver avançar em ensaios clínicos e em um teste comercialmente disponível”, concluiu Hahn.


Garoto de 21 anos escreve livro sobre herói cadeirante

Profundezas - Cavaleiros Elementares, de Guilherme Massena, será lançado será lançado na Livraria Travessa do Shopping Leblon, neste sábado (23), às 18h

                    (Enova/Divulgação)
                       

Por Redação VEJA RIO

Uma cadeira de rodas com diversos eixos mecânicos comandados pelo movimento dos pés é o que leva o protagonista Rafael para diversas aventuras em Profundezas – Cavaleiros Elementares, o livro de estreia de Guilherme Massena. Publicado pela editora Enova, o romance segue a fórmula utilizada na literatura dedicada ao público jovem: ficção científica com pitadas de aventura e suspense. Na história, o jovem cadeirante Rafael lidera os Cavaleiros Elementares.

Guilherme usa cadeira de rodas por cause de uma doença muscular. Muito curioso, ele adora História desde pequeno e fica horas na internet lendo sobre História Antiga, gregos e curiosidades. É fã de Harry Potter, Star Wars, Star Treck e desenhos antigos. Por causa da dificuldade de locomoção, começou a escrever e desenhar personagens em um tablet. O primeiro livro levou cinco anos para ser finalizado e o jovem já está com o segundo romance quase pronto.

Lançamento de Profundezas – Cavaleiros Elementares, de Gabriel Messena. Livraria Travessa do Shopping Leblon. Sábado (23), às 18h. Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 , loja 205 A, Leblon.

Recadastramento da carteira intermunicipal de gratuidade para pessoas com deficiência começa na segunda, 25

O serviço é realizado entre 25 a 29 de junho, de 8h às 17h, em seis pontos de atendimento em Belém. Confira.

Por G1 PA, Belém

Recadastramento vai de segunda, 25, a sexta-feira, 29, em Belém. (Foto: Reprodução / Agência Pará)
Recadastramento vai de segunda, 25, a sexta-feira, 29, em Belém. (Foto: Reprodução / Agência Pará)

Pessoas com deficiência têm mais pontos de atendimento para emitir carteira de gratuidade no transporte intermunicipal no Pará, após acordo entre o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sespa) e a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado (Arcon). Foi decidido que o CIIR seria um dos pontos de recadastamento e que o serviço deve garantir a identificação do usuário em consultas e exames no CIIR.

A emissão das carteiras de gratuidade será a partir de segunda (25) até sexta-feira (29), de 8h às 17h, nos seguintes locais:

  • CIIC, na Av. Almirante Barroso, nº 1765, em frente ao Hospital Adventista de Belém;
  • CIIR, na Rod. Arthur Bernardes, nº 1000, ao lado do Hospital Sarah;
  • URE Presidente Vargas, na Av. Presidente Vargas, nº 513;
  • URE Demétrio Medrado, na Av. Dr. Freitas, nº 235, entre Av. Senador Lemos e Av. Pedro Álvares Cabral;
  • URE Reduto, na Av. Visconde de Souza Franco, nº 600.

Os documentos necessários são duas fotos 3x4; cópia do documento de identidade; CPF; comprovante de residência; e laudo médico atualizado, caso já possua. Os laudos são válidos quando emitidos há no máximo seis meses e todos os usurários precisam passar por avaliação de profissionais de saúde. Os médicos devem avaliar a necessidade ou não de acompanhante.

"O benefício do passe livre está em lei, é nosso dever garantir esse direito para os usuários que precisem se recadastrar”,disse o diretor do CIIR, José Luz Neto.

A gratuidade no transporte intermunicipal é um direito da pessoa com deficiência, assegurado por lei, através do Decreto Estadual nº 1.935, de 6 de dezembro de 2017.

Fonte: g1.globo.com

Camarote recebe pessoas com deficiência no São João 2018 de Campina Grande

Entradas são distribuídas para entidades associadas. Camarote da Acessibilidade tem capacidade para 26 pessoas.

Por Iara Alves, G1 PB, Campina Grande

Camarote da Acessibilidade no São João 2018 de Campina Grande (Foto: Iara Alves/G1)
Camarote da Acessibilidade no São João 2018 de Campina Grande (Foto: Iara Alves/G1)

No São João 2018 de Campina Grande, o Camarote da Acessibilidade funciona durante toda a festa junina, com acesso gratuito e vista para o palco principal do Parque do Povo. O espaço existe para promover direitos no espaço público para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Segundo a coordenadora do camarote Adenise Duarte, estrutura tem capacidade para receber 26 pessoas por noite, 13 portadores de necessidades especiais e 13 acompanhantes. A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande coordena o espaço e distribui as entradas para 11 entidades que são associadas ao órgão. A definição de quem vai ao espaço foi feita através de sorteio.

Aryanne Felícia, de 24 anos, e Jéssica Silva, 19 anos, são amigas e foram juntas para a festa junina. O espaço agradou, mas elas esperam que o número de vagas aumente para atender um público maior. “É uma oportunidade que muitos não tinham e agora podem curtir os shows de uma forma mais segura. Quero só que a capacidade seja aumentada pra que mais pessoas possam aproveitar”, justificou Aryanne.

Aryanne Felícia e Jéssica Silva no Camarote da Acessibilidade, no São João 2018 de Campina Grande  (Foto: Iara Alves/G1)
Aryanne Felícia e Jéssica Silva no Camarote da Acessibilidade, no São João 2018 de Campina Grande (Foto: Iara Alves/G1)

Entre as associações contempladas pela STTP estão: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Instituto do Cegos, Associação de Surdos e Mudos, Rede de Proteção aos Idosos, Associação dos Aposentados, Associação de Amigos dos Autistas (AMA), Associação Campinense de Pais de Autistas (ACPA), Ampara e Grupos preferenciais (paratletas).

O ambiente é decorado com elementos juninos, oferece água e conta com uma equipe de apoio. O acesso à estrutura é controlado por dois seguranças que fazem a revista dos convidados e entregam pulseiras de identificação. A entrada do camarote fica na rua Sebastião Donato, na lateral do Parque do Povo, onde a festa acontece.

Fonte: g1.globo.com

Novo tratamento acelera recuperação motora após Acidente Vascular Cerebral

iStock
Os cientistas notaram uma melhora significativa na mobilidade do braço nos pacientes.
Os cientistas notaram uma melhora significativa na mobilidade do braço nos pacientes

Do VivaBem, em São Paulo

Um dos efeitos mais comuns do Acidente Vascular Cerebral (AVC) é deixar o paciente com um dos braços, ou mesmo uma das pernas, paralisado -- justamente aquele no lado oposto do corpo de onde ocorreu o problema no cérebro.

Agora, uma pesquisa feita por hospitais da Universidade de Genebra (Suíça), em parceria com outras instituições, faz com que vítimas de AVC possam ser capazes de recuperar o uso de seus membros um pouco mais rápido e de forma consistente.

A abordagem pioneira dos cientistas reúne dois tipos conhecidos de terapias - uma interface cérebro-computador (ICC) e estimulação elétrica funcional (FES - Functional Electrical Stimulation).O resultado da pesquisa foi publicado na Nature Communications.

José del R. Millán, um dos participantes do estudo, explica que a chave é estimular os nervos do membro paralisado precisamente no momento em que a parte do cérebro afetada pelo AVC fica ativa para mexê-lo, mesmo que o paciente não consiga de fato realizar o movimento. "Isso ajuda a restabelecer a ligação entre os dois nervos", explica.

Vinte e sete pacientes, entre 36 e 76 anos, participaram do estudo clínico. Todos tiveram uma lesão semelhante e que resultou em paralisia do braço moderada a grave após um AVC ocorrido pelo menos dez meses antes.

A metade dos pacientes tratada com a abordagem de terapia dupla dos cientistas relatou melhorias clinicamente significativas. O restante, tratado apenas com FES, serviu como controle.

Para o primeiro grupo, os cientistas usaram um sistema BCI que ligava o cérebro dos pacientes aos computadores usando eletrodos. Isso permitiu identificar exatamente onde a atividade elétrica ocorria no tecido cerebral no momento em que esses pacientes tentavam alcançar a outra mão. Toda vez que a atividade elétrica foi identificada, o sistema imediatamente estimulou o músculo do braço, controlando os movimentos correspondentes do pulso e dos dedos.

Os pacientes do segundo grupo também tiveram seus músculos do braço estimulados, mas em momentos aleatórios. Esse grupo de controle permitiu que os cientistas determinassem quanto da melhoria adicional da função motora poderia ser atribuída ao sistema BCI.

Tecido reativado

Eles notaram uma melhora significativa na mobilidade do braço nos pacientes do primeiro grupo após apenas dez sessões de uma hora. Quando a rodada completa de tratamento foi concluída,algumas das pontuações desses pacientes na Avaliação de Fugl-Meyer (um teste usado para avaliar a recuperação motora entre os pacientes com hemiplegia pós-AVC) foram duas vezes maiores do que a do segundo grupo.

As eletroencefalografias (EEGs) dos pacientes ainda mostraram claramente um aumento no número de conexões entre as regiões do córtex motor de seu hemisfério cerebral danificado, o que correspondeu a uma maior facilidade em realizar os movimentos associados. Além disso, a função motora melhorada não parece diminuir com o tempo. Isso porque, ao serem avaliados novamente de seis a 12 meses depois, os pacientes não perderam a mobilidade recuperada.

Atletas dão pausa em competição no CT Paralímpico para ver vitória da Seleção

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Por CPB

Os atletas do halterofilismo e da esgrima em cadeira de rodas tiveram a oportunidade de assistir ao jogo entre Brasil e Costa Rica, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo Fifa, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A partida aconteceu horas antes da abertura da 3ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo e da 2ª Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas, no CT. As duas competições vão até domingo, 24.

Mais de 150 participantes da competição, entre atletas, arbitragem e comissão técnica, de ambas modalidades, se reuniram na arena do halterofilismo para torcer pela Seleção do Tite.

“Quando o árbitro deu seis minutos de acréscimo, falei com o meu amigo: acho que vem algo aí! E, logo depois, o Brasil fez um gol. Estou rouca, torci muito e faria isso em qualquer lugar, mas aqui, com todo mundo reunido, foi maravilhoso”, comentou Marcia Menezes, medalhista mundial do halterofilismo.

"Quase enfartei. O jogo foi emocionante. Perdemos algumas boas oportunidades de gols, mas, no final, deu tudo certo. Agora, é me preparar para a competição. Já vou entrar na pista com a adrenalina voando”, comentou Jovane Guissone, medalhista paralímpico em Londres 2012 na esgrima em cadeira de rodas.

A iniciativa do CPB de reunir os atletas para torcerem pelo Brasil também atraiu esportistas de outras modalidades que utilizam o CT Paralímpico, como os jogadores de vôlei sentado, que participam da semana de treinamento da Seleção nas instalações.

A 3ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo é a última oportunidade para os atletas conquistarem os índices estabelecidos pelo departamento técnico da modalidade para obtenção de vaga no Campeonato Brasileiro, em outubro, também em São Paulo. Mais de 160 atletas participam desta fase - número recorde de inscrições na modalidade.

Já na esgrima em cadeira de rodas, competem até domingo 47 atletas, de cinco Estados. Todos estão automaticamente aptos a participarem do Brasileiro, também marcado para outubro.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a 3ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo e a II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa do CT para identificação.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais foram separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
A esgrima em cadeira de rodas e o halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 22, 23 e 24 de junho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo)

Programação
Circuito Loterias Caixa de halterofilismo - 3ª etapa nacional
Sexta (22/6) – 11h30 às 14h40 – 17h às 20h
Sábado (23/6) – 10h às 13h – 16h às 20h
Domingo (24/6) – 10h às 13h

II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas
Sexta (22/6) – 13h30 às 18h30
Sábado (23/6) – 9h às 19h30
Domingo (24/6) – 8h às 13h

Fonte: cpb.org.br

Mulheres quebram recordes na 3ª nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

A terceira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo começou nesta sexta-feira, 22, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A etapa teve mais 160 halterofilistas inscritos, dos quais 39 são mulheres. Logo no primeiro dia da competição, elas representaram. Três recordes brasileiros foram quebrados: Lara Aparecida, Maria Luzineide de Oliveira e Mariana D´Andrea foram as responsáveis.

A jovem Lara (CDDU/MG), de apenas 15 anos, superou sua antiga marca de 66kg na categoria até 41kg e estabeleceu novo recorde adulto e júnior ao erguer, nesta sexta, 67kg. “Eu vim preparada para isso. Sou uma jovem atleta e já tive bons resultados competindo há apenas um ano”, comentou. A mineira de Uberlândia nasceu com má formação congênita e começou no halterofilismo aos 10 anos. Em maio, participou do Campeonato Europeu, na França, quando faturou o ouro após levantar 65kg.

Outra atleta que estabeleceu nova marca nacional foi Maria Luzineide (ASDEF/PB), da categoria até 50kg, ao erguer 84kg. A marca anterior era de 82kg. “Essas atletas que quebraram recorde hoje se enquadram nos extremos: uma jovem e uma veterana, que ao logo do tempo mudou a forma de encarar o treinamento. É uma estratégia. Tenho pedido para os treinadores buscarem mais mulheres, porque tem muitas categorias no mundo com pouca representatividade feminina, principalmente na mais leve e na mais pesada. Então, as atletas que competirem nessas categorias têm mais chance de medalha. Investimos nisso e os resultados estão aparecendo”, explicou Felipe Dias, coordenador técnico de halterofilismo.

Na sessão da tarde, Mariana D´Andrea superou em 1kg o antigo recorde adulto e júnior da categoria até 67kg. A atleta da AESA/Itu levantou 114kg. No masculino, destaque para Bruno Carra (AESA-Itu), categoria até 54kg, que também bateu o recorde brasileiro ao colocar na barra 170kg, oito quilos a mais que a marca anterior.

A 3ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo vai até domingo, 24, e ocorre simultaneamente à II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas. As duas competições reúnem mais de 200 atletas de 13 estados mais DF no CT Paralímpico.


Resultados do dia (22/6):

Feminino
Categoria até -41kg
1º - Lara Aparecida (CDDu/MG) - 67kg
2º - Camilla Feitosa (CAN/SE) - 32kg

Categoria até -45kg e até -50kg (prova unificada)
1º - Maria Luzineide (ASDEF/PB) - 84kg
2º - Maria Rizonaide (SADEF/RN) - 79kg
3º - Maria Iracema (CFB/DF) - 49kg

Categoria até 55kg
1º - Camila Pilares (CDDU/MG) - 66kg
2º - Auricélia Nunes (CBA 40 graus/ RJ) - 50kg

Categoria até 61kg
1º - Terezinha Mulato (SADEF/RN) - 92kg
2º - Ana Paula Gonçalves (CFB/DF) - 66kg
3º - Vanessa Menezes (FEPAM/AM) - 54kg

Categoria até 67kg
1º - Mariana D´Andrea (AESA-Itu) - 114kg
2º - Naira Gomes (SADEF/RN) - 72kg
3º - Fernanda Teixeira (CDDU/MG) - 65kg


Masculino
Categoria até 49kg
1º - Eduardo Dantas Soares (ADEFA/AM) - 111kg
2º - Josenido Alexandre (SADEF/RN)- 105kg
3º - Lucas Galvão (FEPAM/AM) - 105kg

Categoria até -54kg
1º - Bruno Carra (AESA-Itu) - 170kg
2º - João Maria (SADEF/RN) - 151kg
3º - Ailton Clemente (SADEF/RN) - 116kg

Categoria até 59kg
1º - Alexandre Gouvea (ANDEF/RJ) - 126kg
2º - Damião Gomes (SADEF/RN) - 111kg
3º - Israel Gonçalves (CDDU/MG) - 72kg

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a 3ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo e a II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa do CT para identificação.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais foram separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
A esgrima em cadeira de rodas e o halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

Time São Paulo
O atleta Bruno Carra é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

Serviço
Data: 22, 23 e 24 de junho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo)

Programação*
Circuito Loterias Caixa de halterofilismo - 3ª etapa nacional
Sexta (22/6) – 11h30 às 14h40 – 17h às 20h
Sábado (23/6) – 10h às 13h – 16h às 20h
Domingo (24/6) – 10h às 13h

II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas
Sexta (22/6) – 13h30 às 18h30
Sábado (23/6) – 9h às 19h30
Domingo (24/6) – 8h às 13h
*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

Copa Brasil de ciclismo começa neste sábado, 23, em São Paulo

Divulgação/CBC
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Por CPB

A segunda etapa da Copa Brasil de paraciclismo – Troféu João Schwindt 2018 acontecerá neste sábado, 23, em Leme, São Paulo, e contará com a participação de 98 atletas. Um dos confirmados é Lauro Chaman, classe C5, campeão da prova de contrarrelógio individual na primeira Copa do Mundo de Paraciclismo de Estrada em Ostend, na Bélgica, em maio, e medalhista nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A competição segue até domingo, 24.

A Copa Brasil de Paraciclismo etapa de Leme conta pontos para o ranking nacional (para todas as classes) e para o mundial (neste caso, apenas na classe C2).

Neste sábado, 23, serão realizadas as provas de contrarrelógio individual para todas as categorias. A concentração para as disputas será na Rua Antônio Brandt, Santa Carolina, em Leme (SP). Já no domingo, 24, acontecerão as provas de estrada.

A 2ª etapa da Copa Brasil de Paraciclismo – Troféu João Schwindt é uma organização e realização da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e Prefeitura Municipal de Leme.

*Com informações da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC)

Fonte: cpb.org.br

Paranaense celebra ouro na II Copa Brasil de Esgrima e convocação internacional

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Por CPB

A paranaense Carminha Celestina de Oliveira (ADFP) sagrou-se nesta sexta-feira, 22, campeã na espada feminina A pela II Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de rodas, competição que começou hoje e vai até domingo, 24, no CT Paralímpico, em São Paulo. O título veio após duelo contra a companheira de clube Karina Maia na grande final (15 x 8) e consagra a boa fase da atleta de 27 anos.

Única mulher entre os cinco convocados para a Copa do Mundo de Varsóvia, na Polônia, de 5 a 9 de julho, Carminha, nascida em Guaraniaçu, sequer sabia da existência do esporte paralímpico há dois anos. Foi graças ao Jogos Paralímpicos Rio 2016, ao qual ela assistiu pela televisão, que a esgrimista tomou conhecimento do movimento.

Com uma atrofia na parte inferior da perna direita por causa de uma vacina de polio vencida tomada quando tinha apenas três anos, Carminha procurou o atual clube para ver se se encaixava em alguma modalidade. Tentou inicialmente o tênis de mesa, mas encantou-se pela esgrima em cadeira de rodas. "A minha primeira competição na esgrima foi em novembro de 2016. No ano passado, participei das duas Copas Brasil e do brasileiro. E, neste ano, veio a primeira convocação internacional", conta.

"Faço faculdade de serviço social e estava em um estágio, mas decidi priorizar o esporte. As três coisas exigem muito e, se eu quiser ser uma boa atleta, preciso me dedicar. Sai do estágio e vou para Varsóvia muito empolgada. Será ótimo para pegar experiência e enfrentar adversárias diferentes", comentou. Carminha embarca para a Polônia ao lado de Jovane Guissone, Alex Sandro Aparecido de Souza, Rodrigo Massarutt e Lenílson Tavares.

Nesta sexta, na competição, também comemoraram Jovane (ADFP), campeão no florete masculino B, e Moacir Ribeiro (ADFP), ouro na espada masculina A.

A II Copa Brasil de esgrima em CR ocorre simultaneamente à 3ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo. As duas competições reúnem mais de 200 atletas de 13 estados e do Distrito Federal no CT Paralímpico.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a 3ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo e a II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa do CT para identificação.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais foram separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
A esgrima em cadeira de rodas e o halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 22, 23 e 24 de junho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo)

Programação
Circuito Loterias Caixa de halterofilismo - 3ª etapa nacional
Sexta (22/6) – 11h30 às 14h40 – 17h às 20h
Sábado (23/6) – 10h às 13h – 16h às 20h
Domingo (24/6) – 10h às 13h

II Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas
Sexta (22/6) – 13h30 às 18h30
Sábado (23/6) – 9h às 19h30
Domingo (24/6) – 8h às 13h

Fonte: cpb.org.br

Sendo mamãe pela primeira vez... Suellen Calixto

               

Olá, me chamo Suellen Gomes Calixto, 27 anos... Há um tempinho atrás já contei minha história aqui, se quiser relembrar clique AQUI, mas como muitas coisas aconteceram, vim novamente contar um pouquinho sobre minha nova fase, a de mamãe!

Tenho neuropatia periférica de Charcot Marie Tooth, ela atinge os membros inferiores e superiores. Por isso sou cadeirante há aproximadamente 11 anos.

Eu nunca sonhei em me casar, muito menos ser mãe.Meu maior medo era de não conseguir cuidar de um bebê, não queria colocar filho no mundo para outras pessoas terem que cuidar... Mas acabei casando e meu marido sempre quis ser pai e aos poucos ele foi me convencendo até que conseguir ficar mais segura e me arriscar, conversei com meu marido e procuramos um médico para nos orientar.

Não recebemos muitas informações sobre a gravidez de uma mulher com essa deficiência, mesmo assim resolvemos arriscar. Foi tudo muito leve, apenas parei com os anticoncepcionais e não nos afobamos de sempre termos relação para que eu engravidasse logo, continuamos nossas vidas deixamos nas mãos de Deus, se viesse viria no tempo Dele.

5 meses se passaram e nada então pensamos "Vamos deixar isso para outra hora?". Mas depois de umas 2 semanas depois descobri a gravidez! Algumas pessoas ficaram surpresas, outras acharam loucura, outras maravilharam-se...

O engraçado era a reação das pessoas nas ruas, uns olhares de admiração, outros de tipo "que sem noção, deficiente e ainda grávida!" Haha... Mas esses a gente releva né?!

Minha maior insegurança nunca foi sobre a gestação ou parto, mas sim de como eu iria cuidar do meu bebê, se eu iria dar conta, se eu poderia cuidar de um bebê, se as pessoas respeitariam a forma de como cuido do meu filho ou se achariam no direito de tomá-lo de meus braços quando achassem que o meu cuidado não era bom?! Tudo me preocupava

Meu pré natal foi super tranquilo, aqui em minha cidade (Taubaté-Sp) tem um lugar chamado "Mãe Taubateana" que atendem gestantes com gravidez de alto risco e mesmo que meu ginecologista não quisesse me encaminhar para lá pelo meu caso não ser de alto risco, insisti pois me sentiria mais segura devido a toda uma equipe preparada com fisioterapeutas e tudo mais.

          

Mas, minha gravidez foi super tranquila e normal "obstétricamente" falando. Não tive diabetes, pressão alta, nem nada grave.. a gravidez foi como qualquer outra, óbvio que um pouco mais cansativa que as outras por eu não andar.

Nas últimas semanas foram as piores, pois o barrigão não ajudava em muita coisa, principalmente em transferências. E quando eu menos esperava, na 33ª semana de gravidez, ele nasceu!

Infelizmente não posso elogiar a sistema do hospital, pois ficou nítido que os profissionais não estão preparados para atender grávidas como eu. Fui hospitalizada com 2 dedos de dilatação e logo me deram medicação para inibir o parto, ainda assim, dilatei mais 4 dedos.

No dia seguinte, vieram 2 médicas conversar comigo e disseram que meu bebe queria nascer e não havia um porquê já que minha gestação estava tão tranquila, mesmo assim acharam melhor eu já tomar o medicamento para dilatar e aguardar. Porém, as enfermeiras chegaram com a medicação e logo a maca para a cesárea, não entendemos nada e não me falaram nada, apenas me subiram para a sala de cirurgia. Mas sem entender nada, fui e depois de algumas horas o meu bebe nasceu... Esperamos ansiosamente pelo primeiro chorinho, e nada! Logo vimos a Dra. fazendo massagem cardíaca no Théo até que ele conseguiu respirar e me trouxeram ele... De olhinhos fechados e chorando eu disse "oi filho!" E ele abriu os olhinhos e me olhou! Sentimento inexplicável!

Logo o levaram para a UTI Neo, e eu para a sala de pós parto. Fiquei umas 5 horas sem ter notícias do meu filho, ninguém me falava nada sobre ele, indo para a maternidade encontrei com meu esposo que me disse que o Théo estava bem e no mesmo dia ele já foi desentubado.

Theo nasceu com 46cm, 2,360kg! Saiu da Uti Neo em 3 dias e ficou 12 dias no berçário, pois pegou uma bactéria na Uti! Depois de alguns dias de seu nascimento, com muita insistência, nos contaram que subimos com pressa para a cesárea porque o Théo estava entrando em sofrimento fetal e teve parada cardíaca na hora do parto por isso! Sobre a bactéria só nos contaram depois de dias, por insistência também... Sequelas?? Com a Graça de Deus não foi detectada nenhuma até agora! Como estamos agora?? Se estou dando conta??? Até então sim, com algumas limitações obviamente, mas nada que Jesus não ajude, Ele tem nos sustentado em todas as áreas!

Se você quiser acompanhar de perto nossa trajetória, nosso dia-a-dia se inscrevam em nosso canal: O Nerd e a Cadeirante, esperamos vocês!

        

Impacta abre inscrições para curso de Excel em libras para alunos com deficiência auditiva - Veja o vídeo

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Destinado a alunos com deficiência auditiva que desejam ingressar no mercado de trabalho, o programa possui legendas e tradução, garantindo acessibilidade ao conteúdo das aulas


Com intuito de levar capacitação para Pessoas Com Deficiência (PCD), o Instituto Tecnológico Impacta (ITI) em parceria com a OpenSenses, criaram o curso “Excel 2013 – Módulo I” em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Destinado a alunos com deficiência auditiva que desejam ingressar no mercado de trabalho, o programa possui legendas e tradução, garantindo acessibilidade ao conteúdo das aulas.

Considerado um requisito básico na descrição para diversas oportunidades de emprego, o curso de Excel em Libras permite que o usuário elabore planilhas de cálculos simples e avançados, desenvolvendo suas habilidades para que esteja preparado para enfrentar os processos seletivos. O treinamento é 100% online e pode ser realizado de acordo com carga horária e disponibilidade de cada aluno.

“Nosso objetivo é – por meio da acessibilidade – fazer com que a ferramenta Excel seja um instrumento utilizado por todos, garantindo que alunos com deficiência auditiva consigam ingressar no mercado de trabalho com mais conhecimento, diz Célio Antunes, presidente do Grupo Educacional Impacta Tecnologia.

Para saber mais sobre o programa, acesse o  site da Impacta

Fonte:vidamaislivre.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Como falar sobre as pessoas com deficiência

TERMINOLOGIA SOBRE DEFICIÊNCIA NA ERA DA INCLUSÃO

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Texto extraído do livro "Diversidade - Mídia e Deficiência" publicado pela ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e pela Fundação Banco do Brasil.

por Romeu Kazumi Sassaki*

1. Adolescente normal
Desejando referir-se a um adolescente (uma criança ou um adulto) que não possua uma deficiência, muitas pessoas usam as expressões adolescente normal, criança normal e adulto normal. Isto acontecia muito no passado, quando a desinformação e o preconceito a respeito de pessoas com deficiência eram de tamanha magnitude que a sociedade acreditava na normalidade das pessoas sem deficiência. Esta crença fundamentava-se na idéia de que era anormal a pessoa que tivesse uma deficiência. A normalidade, em relação a pessoas, é um conceito questionável e ultrapassado.
TERMO CORRETO: adolescente (criança, adulto) sem deficiência ou, ainda, adolescente (criança, adulto) não-deficiente.

2. Aleijado; defeituoso; incapacitado; inválido
Estes termos eram utilizados com freqüência até a década de 80. A partir de 1981, por influência do Ano Internacional das Pessoas Deficientes, começa-se a escrever e falar pela primeira vez a expressão pessoa deficiente. O acréscimo da palavra pessoa, passando o vocábulo deficiente para a função de adjetivo, foi uma grande novidade na época. No início, houve reações de surpresa e espanto diante da palavra pessoa: “Puxa, os deficientes são pessoas!?” Aos poucos, entrou em uso a expressão pessoa portadora de deficiência, freqüentemente reduzida para portadores de deficiência. Por volta da metade da década de 90, entrou em uso a expressão pessoas com deficiência, que permanece até os dias de hoje. Ver comentários ao item 47.

3. "Apesar de deficiente, ele é um ótimo aluno"
Na frase acima há um preconceito embutido: ‘A pessoa com deficiência não pode ser um ótimo aluno’.
FRASE CORRETA: "ele tem deficiência e é um ótimo aluno".

4. "Aquela criança não é inteligente"
Todas as pessoas são inteligentes, segundo a Teoria das Inteligências Múltiplas. Até o presente, foi comprovada a existência de oito tipos de inteligência (lógico-matemática, verbal-lingüística, interpessoal, intrapessoal, musical, naturalista, corporal-cinestésica e visual-espacial).
FRASE CORRETA: "aquela criança é menos desenvolvida na inteligência [por ex.] lógico-matemática"

5. Cadeira de rodas elétrica
Trata-se de uma cadeira de rodas equipada com um motor. TERMO CORRETO: cadeira de rodas motorizada.

6. Ceguinho
O diminutivo ceguinho denota que o cego não é tido como uma pessoa completa. A rigor, diferencia-se entre deficiência visual parcial (baixa visão ou visão subnormal) e cegueira (quando a deficiência visual é total).
TERMOS CORRETOS: cego; pessoa cega; pessoa com deficiência visual; deficiente visual.

7. Classe normal
TERMOS CORRETOS: classe comum; classe regular. No futuro, quando todas as escolas se tornarem inclusivas, bastará o uso da palavra classe sem adjetivá-la. Ver os itens 25 e 51.

8. Criança excepcional
TERMO CORRETO: criança com deficiência mental. Excepcionais foi o termo utilizado nas décadas de 50, 60 e 70 para designar pessoas deficientes mentais. Com o surgimento de estudos e práticas educacionais na área de altas habilidades ou talentos extraordinários nas décadas de 80 e 90, o termo excepcionais passou a referir-se a pessoas com inteligência lógica-matemática abaixo da média (pessoas com deficiência mental) e a pessoas com inteligências múltiplas acima da média (pessoas superdotadas ou com altas habilidades e gênios) quanto a pessoas com inteligência lógico-matemática abaixo da média (pessoas com deficiência mental) - daí surgindo, respectivamente, os termos excepcionais positivos e excepcionais negativos, raríssimo uso.

9. Defeituoso físico
Defeituoso, aleijado e inválido são palavras muito antigas e eram utilizadas com freqüência até o final da década de 70. O termo deficiente, quando usado como substantivo (por ex., o deficiente físico), está caindo em desuso.
TERMO CORRETO: pessoa com deficiência física

10. Deficiências físicas (como nome genérico englobando todos os tipos de deficiência).
TERMO CORRETO: deficiências (como nome genérico, sem especificar o tipo, mas referindo-se a todos os tipos). Alguns profissionais não-pertencentes ao campo da reabilitação acreditam que as deficiências físicas são divididas em motoras, visuais, auditivas e mentais. Para eles, deficientes físicos são todas as pessoas que têm deficiência de qualquer tipo.

11. Deficientes físicos (referindo-se a pessoas com qualquer tipo de deficiência).
TERMO CORRETO: pessoas com deficiência (sem especificar o tipo de deficiência). Ver comentário do item 10.

12. Deficiência mental leve, moderada, severa, profunda
TERMO CORRETO: deficiência mental (sem especificar nível de comprometimento). A nova classificação da deficiência mental, baseada no conceito publicado em 1992 pela Associação Americana de Deficiência Mental, considera a deficiência mental não mais como um traço absoluto da pessoa que a tem e sim como um atributo que interage com o seu meio ambiente físico e humano, que por sua vez deve adaptar-se às necessidades especiais dessa pessoa, provendo-lhe o apoio intermitente, limitado, extensivo ou permanente de que ela necessita para funcionar em 10 áreas de habilidades adaptativas: comunicação, autocuidado, habilidades sociais, vida familiar, uso comunitário, autonomia, saúde e segurança, funcionalidade acadêmica, lazer e trabalho.

13. Deficiente mental (referindo-se à pessoa com transtorno mental)
TERMOS CORRETOS: pessoa com doença mental, pessoa com transtorno mental, paciente psiquiátrico

14. Doente mental (referindo-se à pessoa com déficit intelectual)
TERMOS CORRETOS: pessoa com deficiência mental, pessoa deficiente mental. O termo deficiente, quando usado como substantivo (por ex.: o deficiente físico, o deficiente mental), tende a desaparecer, exceto em títulos de matérias jornalísticas.

15. "Ela é cega mas mora sozinha"
Na frase acima há um preconceito embutido: "Todo cego não é capaz de morar sozinho".
FRASE CORRETA: "ela é cega e mora sozinha"

16. "Ela é retardada mental mas é uma atleta excepcional"
Na frase acima há um preconceito embutido: "Toda pessoa com deficiência mental não tem capacidade para ser atleta".
FRASE CORRETA: "ela tem deficiência mental e se destaca como atleta"

17. "Ela é surda (ou cega) mas não é retardada mental"
A frase acima contém um preconceito: "Todo surdo ou cego tem retardo mental". Retardada mental, retardamento mental e retardo mental são termos do passado.
FRASE CORRETA: "ela é surda (ou cega) e não tem deficiência mental"

18. "Ela foi vítima de paralisia infantil"
A poliomielite já ocorreu nesta pessoa (por ex., "ela teve pólio"). Enquanto a pessoa estiver viva, ela tem seqüela de poliomielite. A palavra vítima provoca sentimento de piedade.
FRASE CORRETA: "ela teve [flexão no passado] paralisia infantil” e/ou “ela tem [flexão no presente] seqüela de paralisia infantil"

19. "Ela teve paralisia cerebral" (referindo-se a uma pessoa no presente)
A paralisa cerebral permanece com a pessoa por toda a vida.
FRASE CORRETA: "ela tem paralisia cerebral"

20. "Ele atravessou a fronteira da normalidade quando sofreu um acidente de carro e ficou deficiente"
A normalidade, em relação a pessoas, é um conceito questionável. A palavra sofrer coloca a pessoa em situação de vítima e, por isso, provoca sentimentos de piedade.
FRASE CORRETA: "ele teve um acidente de carro que o deixou com uma deficiência"

21. "Ela foi vítima da pólio"
A palavra vítima provoca sentimento de piedade.
TERMOS CORRETOS: poliomielite; paralisia infantil e pólio.
FRASE CORRETA: "ela teve pólio"

22. "Ele é surdo-cego"
GRAFIA CORRETA: "ele é surdocego". Também podemos dizer ou escrever: "ele tem surdocegueira" Ver o item 55.

23. "Ele manca com bengala nas axilas"
FRASE CORRETA: "ele anda com muletas axilares". No contexto coloquial, é correto o uso do termo muletante para se referir a uma pessoa que anda apoiada em muletas.

24. "Ela sofre de paraplegia" (ou de paralisia cerebral ou de sequela de poliomielite) A palavra sofrer coloca a pessoa em situação de vítima e, por isso, provoca sentimentos de piedade.
FRASE CORRETA: "ela tem paraplegia" (ou paralisia cerebral ou sequela de poliomielite)

25. Escola normal
No futuro, quando todas as escolas se tornarem inclusivas, bastará o uso da palavra escola sem adjetivá-la.
TERMOS CORRETOS: escola comum; escola regular. Ver o item 7 e 51.

26. "Esta família carrega a cruz de ter um filho deficiente"
Nesta frase há um estigma embutido: "Filho deficiente é um peso morto para a família".
FRASE CORRETA: "esta família tem um filho com deficiência"

27. "Infelizmente, meu primeiro filho é deficiente; mas o segundo é normal"
A normalidade, em relação a pessoas, é um conceito questionável, ultrapassado. E a palavra infelizmente reflete o que a mãe pensa da deficiência do primeiro filho: "uma coisa ruim".
FRASE CORRETA: "tenho dois filhos: o primeiro tem deficiência e o segundo não tem"

28. Intérprete do LIBRAS
TERMO CORRETO: intérprete da Libras (ou de Libras).
GRAFIA CORRETA: Libras. Libras é sigla de Língua de Sinais Brasileira. “Libras é um termo consagrado pela comunidade surda brasileira, e com o qual ela se identifica. Ele é consagrado pela tradição e é extremamente querido por ela. A manutenção deste termo indica nosso profundo respeito para com as tradições deste povo a quem desejamos ajudar e promover, tanto por razões humanitárias quanto de consciência social e cidadania. Entretanto, no índice lingüístico internacional os idiomas naturais de todos os povos do planeta recebem uma sigla de três letras como, por exemplo, ASL (American Sign Language). Então será necessário chegar a uma outra sigla. Tal preocupação ainda não parece ter chegado na esfera do Brasil”, segundo CAPOVILLA (comunicação pessoal).

29. Inválido (referindo-se a uma pessoa)
A palavra inválido significa sem valor. Assim eram consideradas as pessoas com deficiência desde a Antiguidade até o final da Segunda Guerra Mundial.
TERMO CORRETO: pessoa com deficiência.

30. Lepra; leproso; doente de lepra
TERMOS CORRETOS: hanseníase; pessoa com hanseníase; doente de hanseníase. Prefira o termo a pessoa com hanseníase ao os hansenianos. A lei federal nº 9.010, de 29-3-95, proíbe a utilização do termo lepra e seus derivados, na linguagem empregada nos documentos oficiais. Alguns dos termos derivados e suas respectivas versões oficiais são: leprologia (hansenologia), leprologista (hansenologista), leprosário ou leprocômio (hospital de dermatologia), lepra lepromatosa (hanseníase virchoviana), lepra tuberculóide (hanseníase tuberculóide), lepra dimorfa (hanseníase dimorfa), lepromina (antígeno de Mitsuda), lepra indeterminada (hanseníase indeterminada). A palavra hanseníase deve ser pronunciada com o h mudo [como em haras, haste, harpa]. Mas, pronuncia-se o nome Hansen (do médico e botânico norueguês Armauer Gerhard Hansen) com o h aspirado.

31. LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais
GRAFIA CORRETA: Libras.
TERMO CORRETO: Língua de Sinais Brasileira. Trata-se de uma língua e não de uma linguagem. segundo CAPOVILLA (comunicação pessoal), "Língua de Sinais Brasileira é preferível a Língua Brasileira de Sinais por uma série imensa de razões. Uma das mais importantes é que Língua de Sinais é uma unidade, que se refere a uma modalidade lingüística quiroarticulatória-visual e não oroarticulatória-auditiva. Assim, há Língua de Sinais Brasileira. porque é a língua de sinais desenvolvida e empregada pela comunidade surda brasileira. Não existe uma Língua Brasileira, de sinais ou falada".

32. Língua dos sinais
TERMO CORRETO: língua de sinais. Trata-se de uma língua viva e, por isso, novos sinais sempre surgirão. A quantidade total de sinais não pode ser definitiva.

33. Linguagem de sinais
TERMO CORRETO: língua de sinais. A comunicação sinalizada dos e com os surdos constitui um língua e não uma linguagem. Já a comunicação por gestos, envolvendo ou não pessoas surdas, constitui uma linguagem gestual. Uma outra aplicação do conceito de linguagem se refere ao que as posturas e atitudes humanas comunicam não-verbalmente, conhecido como a linguagem corporal.

34. Louis Braile
GRAFIA CORRETA: Louis Braille. O criador do sistema de escrita e impressão para cegos foi o educador francês Louis Braille (1809-1852), que era cego.

35. Mongolóide; mongol
TERMOS CORRETOS: pessoa com síndrome de Down, criança com Down, uma criança Down. As palavras mongol e mongolóide refletem o preconceito racial da comunidade científica do século 19. Em 1959, os franceses descobriram que a síndrome de Down era um acidente genético. O termo Down vem de John Langdon Down, nome do médico inglês que identificou a síndrome em 1866. "A síndrome de Down é uma das anomalias cromossômicas mais freqüentes encontradas e, apesar disso, continua envolvida em idéias errôneas... Um dos momentos mais importantes no processo de adaptação da família que tem uma criança com síndrome de Down é aquele em que o diagnóstico é comunicado aos pais, pois esse momento pode ter grande influência em sua reação posterior." (MUSTACCHI, 2000, p. 880)

36. Mudinho
Quando se refere ao surdo, a palavra mudo não corresponde à realidade dessa pessoa. O diminutivo mudinho denota que o surdo não é tido como uma pessoa completa.
TERMOS CORRETOS: surdo; pessoa surda; deficiente auditivo; pessoa com deficiência auditiva. Ver o item 56.

37. Necessidades educativas especiais
TERMO CORRETO: necessidades educacionais especiais. A palavra educativo significa algo que educa. Ora, necessidades não educam; elas são educacionais, ou seja, concernentes à educação (SASSAKI, 1999). O termo necessidades educacionais especiais foi adotado pelo Conselho Nacional de Educação (Resolução nº 2, de 11-9-01, com base no Parecer nº 17/2001, homologado em 15-8-01).

38. O epilético
TERMOS CORRETOS: a pessoa com epilepsia, a pessoa que tem epilepsia. Evite fazer a pessoa inteira parecer deficiente.

39. O incapacitado
TERMO CORRETO: a pessoa com deficiência. A palavra incapacitado é muito antiga e era utilizada com freqüência até a década de 80.

40. O paralisado cerebral
TERMO CORRETO: a pessoa com paralisia cerebral. Prefira sempre destacar a pessoa em vez de fazer a pessoa inteira parecer deficiente.

41. "Paralisia cerebral é uma doença"
FRASE CORRETA: "paralisia cerebral é uma condição". Muitas pessoas confundem doença com deficiência.

42. Pessoa normal
TERMOS CORRETOS: pessoa sem deficiência; pessoa não-deficiente. A normalidade, em relação a pessoas, é um conceito questionável e ultrapassado.

43. Pessoa presa (confinada, condenada) a uma cadeira de rodas
TERMOS CORRETOS: pessoa em cadeira de rodas; pessoa que anda em cadeira de rodas; pessoa que usa uma cadeira de rodas. Os termos presa, confinada e condenada provocam sentimentos de piedade. No contexto coloquial, é correto o uso dos termos cadeirante e chumbado.

44. Pessoas ditas deficientes
TERMO CORRETO: pessoas com deficiência. A palavra ditas, neste caso, funciona como eufemismo para negar ou suavizar a deficiência, o que é preconceituoso.

45. Pessoas ditas normais
TERMOS CORRETOS: pessoas sem deficiência; pessoas não-deficientes. Neste caso, o termo ditas é utilizado para contestar a normalidade das pessoas, o que se torna redundante nos dias de hoje.

46. Pessoa surda-muda
GRAFIA CORRETA: pessoa surda ou, dependendo do caso, pessoa com deficiência auditiva. Quando se refere ao surdo, a palavra mudo não corresponde à realidade dessa pessoa. A rigor, diferencia-se entre deficiência auditiva parcial (quando há resíduo auditivo) e surdez (quando a deficiência auditiva é total). Ver item 57.

47. Portador de deficiência
TERMO CORRETO: pessoa com deficiência. No Brasil, tornou-se bastante popular, acentuadamente entre 1986 e 1996, o uso do termo portador de deficiência (e suas flexões no feminino e no plural). Pessoas com deficiência vêm ponderando que elas não portam deficiência; que a deficiência que elas têm não é como coisas que às vezes portamos e às vezes não portamos (por exemplo, um documento de identidade, um guarda-chuva). O termo preferido passou a ser pessoa com deficiência. Ver comentários aos itens 2 e 48.

48. PPD’s
GRAFIA CORRETA: PPDs. Não se usa apóstrofo para designar o plural de siglas. A mesma regra vale para siglas como ONGs (e não ONG’s). No Brasil, tornou-se bastante popular, acentuadamente entre 1986 e 1996, o uso do termo pessoas portadoras de deficiência. Hoje, o termo preferido passou a ser pessoas com deficiência, motivando o desuso da sigla PPDs. Ver o item 47.

49. Quadriplegia; quadriparesia
TERMOS CORRETOS: tetraplegia; tetraparesia. No Brasil, o elemento morfológico tetra tornou-se mais utilizado que o quadri. Ao se referir à pessoa, prefira o termo pessoa com tetraplegia (ou tetraparesia) no lugar de o tetraplégico ou o tetraparético.

50. Retardo mental, retardamento mental
TERMO CORRETO: deficiência mental. São pejorativos os termos retardado mental, pessoa com retardo mental, portador de retardamento mental etc. Ver comentários ao item 12.

51. Sala de aula normal
TERMO CORRETO: sala de aula comum. Quando todas as escolas forem inclusivas, bastará o termo sala de aula sem adjetivá-lo. Ver os itens 7 e 25.

52. Sistema inventado por Braile
GRAFIA CORRETA: sistema inventado por Braille. O nome Braille (de Louis Braille, inventor do sistema de escrita e impressão para cegos) se escreve com dois l (éles). Braille nasceu em 1809 e morreu aos 43 anos de idade.

53. Sistema Braille
GRAFIA CORRETA: sistema braile. Conforme MARTINS (1990), grafa-se Braille somente quando se referir ao educador Louis Braille. Por ex.: ‘A casa onde Braille passou a infância (...)’. Nos demais casos, devemos grafar: [a] braile (máquina braile, relógio braile, dispositivo eletrônico braile, sistema braile, biblioteca braile etc.) ou [b] em braile (escrita em braile, cardápio em braile, placa metálica em braile, livro em braile, jornal em braile, texto em braile etc.). Ver o item 58.

54. "Sofreu um acidente e ficou incapacitado"
FRASE CORRETA: "teve um acidente e ficou deficiente". A palavra sofrer coloca a pessoa em situação de vítima e, por isso, provoca sentimentos de piedade.

55. Surdez-cegueira
GRAFIA CORRETA: surdocegueira. É um dos tipos de deficiência múltipla. Ver o item 22.

56. Surdinho
TERMOS CORRETOS: surdo; pessoa surda; pessoa com deficiência auditiva. O diminutivo surdinho denota que o surdo não é tido como uma pessoa completa. Os próprios cegos gostam de ser chamados cegos e os surdos de surdos, embora eles não descartem os termos pessoas cegas e pessoas surdas. Ver o item 36.

57. Surdo-mudo
GRAFIAS CORRETAS: surdo; pessoa surda; pessoa com deficiência auditiva. Quando se refere ao surdo, a palavra mudo não corresponde à realidade dessa pessoa. A rigor, diferencia-se entre deficiência auditiva parcial (quando há resíduo auditivo) e surdez (quando a deficiência auditiva é total). Evite usar a expressão o deficiente auditivo. Ver o item 46.

58. Texto (ou escrita, livro, jornal, cardápio, placa metálica) em Braille
TERMOS CORRETOS: texto em braile; escrita em braile; livro em braile; jornal em braile; cardápio em braile; placa metálica em braile. Ver comentários ao item 53.

59. Visão sub-normal
GRAFIA CORRETA: visão subnormal. TERMO CORRETO: baixa visão. É preferível baixa visão a visão subnormal. A rigor, diferencia-se entre deficiência visual parcial (baixa visão) e cegueira (quando a deficiência visual é total).

*Romeu Kazumi Sassaki: Consultor de inclusão social. E-mail: romeukf@uol.com.br. Autor do livro Inclusão: Construindo uma Sociedade para Todos (3.ed., Rio de Janeiro: Editora WVA ,1999) e do livro Inclusão no Lazer e Turismo: Em Busca da Qualidade de Vida (São Paulo: Áurea, 2003). Co-autor do livro Trabalho e Deficiência Mental: Perspectivas Atuais (Brasília: Apae-DF, 2003) e do livro Inclusão dá Trabalho (Belo Horizonte: Armazém de Idéias, 2000)

Fonte: 2.camara.leg.br - Imagem Internet/Ilustrativa