sábado, 7 de julho de 2018

88% dos municípios que têm transporte por ônibus descumprem lei de acessibilidade, diz IBGE

Do total de cidades do país, 30% contam com ônibus intramunicipais e 15% têm ciclovias.

Por Daniel Silveira, G1 Rio

Prazo para adaptar toda a frota de ônibus do país venceu em dezembro de 2014; apenas 11,7% dos municípios a cumpriram (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)
Prazo para adaptar toda a frota de ônibus do país venceu em dezembro de 2014; apenas 11,7% dos municípios a cumpriram (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Três anos após vencer o prazo para que toda a frota do transporte coletivo rodoviário do país estivesse adaptada a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, apenas 11,7% dos municípios que têm o serviço cumpriram a lei. É o que revela uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, dentre os 5.570 municípios brasileiros, 1.679 (30,1%) contavam com transporte intramunicipal por ônibus até 2017 (ônibus intramunicipais são coletivos que circulam apenas dentro do município).

Entre os 3.891 municípios que não tinham o serviço, 1.222 (31,4% desse grupo) eram atendidos por linhas intermunicipais.

"Vale lembrar que 40% dos municípios brasileiros têm menos de 20 mil habitantes. Então, municípios muito pequenos podem não precisar do transporte intramunicipal", ponderou a gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Vânia Maria Pacheco.

Dentre os 1.679 municípios que dispunham de ônibus intramunicipal, apenas 197 (11,7%) tinham toda a frota adaptada às normas de acessibilidade. Outros 820 (48,8%) tinham sua frota parcialmente adaptada, e os demais 662 (39,4%) tinham frota sem adaptação.

"Isso significa que praticamente 90% dos municípios que tinham transporte intramunicipal por ônibus descumpriam a lei”, apontou a pesquisadora.

A adaptação de ônibus para o acesso a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida está prevista nos artigos 227 e 244 da Constituição Federal de 1988. Ela foi regulamentada somente em 2000, por meio da Lei n° 10.098 e, posteriormente, pelo Decreto n° 5.296, de 2004 que estabeleceu, em seu Art. 38, que "a frota de veículos de transporte coletivo rodoviário e a infraestrutura dos serviços deste transporte" deveriam estar totalmente acessíveis até dezembro de 2014.

                           Tipos de transporte pelo país (Foto: Igor Estrella/G1)

Nordeste tem o menor percentual de frota acessível

Conforme o levantamento do IBGE, a Região Nordeste era a que tinha o menor percentual de municípios (5,3%) com frota acessível, seguida pelo Norte (5,7%) e Sul (9,8%).

Já o Sudeste se mostrava como a região com maior percentual de municípios (16%) com toda a frota adaptada, seguida pelo Centro-Oeste (11,5%).

  • Região Nordeste: 5,3% dos municípios com frota totalmente adaptada, 38,1% parcialmente adaptada e 56,6% sem adaptação.
  • Região Norte: 5,7% dos municípios com frota totalmente adaptada, 41% parcialmente adaptada e 53,3% sem adaptação.
  • Região Sul: 9,8% dos municípios com frota totalmente adaptada, 50,8% parcialmente adaptada e 39,4% sem adaptação.
  • Região Centro-Oeste: 11,5% dos municípios com frota totalmente adaptada, 44,9% parcialmente adaptada e 43,6% sem adaptação.
  • Região Sudeste: 16% dos municípios com frota totalmente adaptada, 53,1% parcialmente adaptada e 30,9% sem adaptação.


O IBGE destacou que entre os 1.017 municípios com frota total ou parcialmente adaptadas, 98 não souberam informar o tipo de adaptação utilizada. Dentre os demais 919:

  • 292 (31,8%) tinham adaptações feitas nas formas indicadas como prioritárias nas normas da ABNT (piso baixo ou piso alto com acesso realizado por plataforma de embarque/desembarque);
  • 549 (59,7%) adaptaram a frota apenas com tipo piso alto equipado com plataforma elevatória veicular;
  • 78 (8,5%) contava com plataforma elevatória e parte piso baixo ou piso alto com acesso realizado por plataforma de embarque/desembarque.


Metrô e trem

A pesquisa mostrou também os tipos de serviços de transporte existentes no país. Metrô está presente em apenas 20 cidades brasileiras (0,35% do total de municípios do país) – 11 delas estão localizadas no Nordeste.

Já 92 contam com trens para o transporte de passageiros, das quais 64 estão no Sudeste.

O transporte aquaviário, feito por meio de barcas, é oferecido em 426 municípios. A maioria deles (167) está localizada na Região Norte.

"É natural que este tipo de transporte seja mais comum no Norte do país, tendo em vista a bacia hidrográfica da região. Em muitas cidades não há outro meio de transporte que não pelos rios", apontou a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco.

A pesquisadora chamou a atenção para o fato de que 2.560 municípios – quase a metade do total do país – contam com o serviço de mototáxi. "Este serviço está presente nas cidades com todas as classes de tamanho de população", disse.

O meio de transporte mais comum no país, conforme o levantamento, é o táxi, presente em 4.110 cidades (73,78% do total).

Ciclovias

Oitocentos e dezessete municípios brasileiros (quase 15% do total) têm ciclovias. Foi a primeira vez que essa pesquisa do IBGE investigou a presença de infraestrutura para ciclistas nas cidades.

Ao todo, 303 municípios tinham bicicletários – apenas 5,4% do total.

Apesar de pouco frequentes, a maioria das ciclovias e bicicletários está em cidades de grande porte. 97,5% das cidades com mais de 500 mil habitantes relataram ter ciclovia. 54,8% delas têm bicicletários.

Proporção de municípios com ciclovia
Veja a taxa conforme as faixas de tamanho da população
Proporção (em %)4,64,65,55,58,88,820,720,739,239,261,961,997,697,6até 5.0005.001 até 10.00010.001 até 20.00020.001 até 50.00050.001 até 100.000100.001 até 500.000Maior que 500.0000100255075125
50.001 até 100.000
Habitantes 39,2
Fonte: IBGE


Gratuidade

A Constituição determina que é obrigatória a gratuidade nos transportes públicos para pessoas acima de 65 anos. Mas cada município pode criar isenções adicionais. Mais de 70% das cidades oferecem passe livre a maiores de 60 anos. Em cerca de metade dos municípios, crianças menores de 5 anos e deficientes físicos também não pagam.

As isenções para estudantes da rede pública ocorrem em 539 municípios (32,1%), e para estudantes da rede privada, em 219 municípios (13%).

Ao todo, 311 municípios informaram não oferecer nenhuma isenção adicional.

Gestão do transporte

Pouco mais de 1,4 mil municípios (25,5%) não têm nenhum órgão para gestão das políticas de transporte. A proporção de municípios com essa estrutura é maior conforme o tamanho da população. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, mais de 90% têm órgão e secretaria exclusiva para transporte.

Fonte: g1.globo.com


Na Bahia, 95% dos municípios com transporte por ônibus não cumpriam lei de acessibilidade até 2017 - Veja o vídeo

Levantamento consta em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por G1 BA

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Bahia é o 2º estado com pior índice de acessibilidade no transporte púlico, segundo o IBGE

Na Bahia, 95% dos municípios onde há ônibus municipais não cumpriam, até o ano de 2017, a Lei nacional de acessibilidade, que estabeleceu que toda a frota de veículos de transporte coletivo do país estivesse totalmente acessível desde 2014. O levantamento consta na  Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), referente ao ano passado, divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Click AQUI para ver o vídeo.

Conforme a pesquisa, das 120 cidades baianas onde há ônibus municipais, apenas cinco informaram em 2017 que toda a frota de ônibus era adaptada: Feira de Santana, Irecê, Itabuna, Jacobina e Maragogipe.

Outras 36, incluindo Salvador, tinham a frota parcialmente adaptada e 79 não tinham nenhum veículo com acessibilidade.

A Secretaria de Mobilidade Urbana da capital baiana (Semob) disse que, atualmente, a cidade conta com 95% dos total de 2,6 mil ônibus com acessibilidade e que os 5% restantes são veículos da frota reserva, colocada nas ruas após um  incêndio ter destruído 80 coletivos na garagem da empresa CSN, localizada na Avenida Santiago de Compostela, no Parque Bela Vista, em janeiro.

Na Bahia, 95% dos municípios com transporte por ônibus não cumprem lei de acessibilidade (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)
Na Bahia, 95% dos municípios com transporte por ônibus não cumprem lei de acessibilidade (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Dentre os municípios que possuíam no ano passado, pelo menos, um ônibus com algum tipo de adaptação, segundo a pesquisa do IBGE, a mais comum era a plataforma elevatória veicular para acesso ao ônibus de piso alto, informada por 27 prefeituras, inclusive a da capital baiana, conforme o IBGE.

A recomendação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é que a plataforma elevatória seja utilizada apenas se não houver possibilidade de utilização das duas outras soluções de acessibilidade: piso baixo nos ônibus (informada por 10 municípios baianos) ou plataforma de embarque/desembarque para a acesso a ônibus com piso alto (informada por 11 municípios baianos).

No Brasil, 39,4% dos municípios onde havia ônibus municipais (662 de 1.679) não tinham nenhum veículo adaptado em 2017. A plataforma elevatória veicular também foi o tipo de adaptação mais comum no país como um todo, informada por 627 municípios brasileiros.

Vans e ciclovias

O levantamento aponta que as vans são o meio de transporte mais comuns nos municípios baianos: estão presentes em 85,1% das 417 cidades do estado.

A presença das vans na Bahia, segundo a pesquisa, é a quarta maior do país, ficando muito acima da média nacional: no Brasil como um todo, pouco mais da metade (53,5%) dos 5.570 municípios dispunham de transporte por vans em 2017.

Por outro lado, apenas 34 cidades (8,2% do total) têm ciclovias, percentual abaixo da média nacional (14,3%). Apenas sete cidades informaram ter ciclovia e bicicletário público em 2017: Alcobaça, Canavieiras, Dias d'Ávila, Mata de São João, Prado, São Francisco do Conde e Salvador.

Dentre os estados, os maiores percentuais de municípios com ciclovias foram encontrados no Rio de Janeiro (38 dos 92 municípios, ou 41,3%), Acre (9 dos 22 municípios ou 40,9%) e Santa Catarina (92 dos 295 municípios, ou 31,2%).

No país como um todo, 817 dos 5.570 municípios (14,3%) informaram ter ciclovias.

Em nível nacional, os táxis são o meio de transporte mais presente, operando em 73,8% dos municípios (4.110 cidades em números absolutos). Na Bahia, 73,6% dos municípios (305 no total) ofereciam serviço de táxi em 2017, segundo modal mais frequente no estado.

Tanto na Bahia quanto no Brasil, os mototáxis são o terceiro meio de transporte mais comum nos municípios, operando, respectivamente, em 71,5% das cidades baianas (298) e em 46,0% das cidades brasileiras (2.560).

Os ônibus municipais (que rodam exclusivamente dentro do município) vêm apenas em quarto lugar, presentes em menos de 1 em cada 3 municípios, tanto em nível estadual (28,8% ou 120 cidades na Bahia) quanto nacional (30,1% ou 1.679 municípios).

Dentre os modais de transporte público, o metrô é o menos comum no Brasil, presente em apenas 20 municípios, sendo Salvador um deles.

Fonte: g1.globo.com

Brasileiro cria aplicativo para se comunicar com filha que tem paralisia cerebral - Veja o vídeo.

O aplicativo foi considerado pela Organização das Nações Unidas o melhor aplicativo do mundo na área de inclusão social.

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Click AQUI para ver o vídeo.

Carlos Pereira criou um aplicativo pensando em melhorar a comunicação com a filha que tem paralisia cerebral. O Livox usa algoritmos que se adaptam de acordo com a deficiência do usuário. O aplicativo foi considerado pela ONU como o melhor do mundo na área de inclusão social. Se você quiser saber mais sobre o aplicativo é só acessar livox.com.br

Fonte: g1.globo.com

Projeto insere deficientes visuais no mercado de trabalho em Fortaleza

Os profissionais com deficiência visual oferecem serviços de massoterapia em diversos pontos da cidade

Por G1 CE

Projeto Visão nas Mãos insere cegos no mercado de trabalho em Fortaleza (Foto: Divulgação)
Projeto Visão nas Mãos insere cegos no mercado de trabalho em Fortaleza (Foto: Divulgação)

Disponibilizar espaços públicos para a execução de atividades de massoterapia para a inserção de 47 cegos ao mercado de trabalho é o que objetiva o Projeto Visão nas Mãos, da Prefeitura de Fortaleza. O projeto atua na oferta de oportunidade de trabalho e renda para pessoas com deficiência visual.

As pessoas com deficiência visual que participam do Projeto Visão nas Mãos recebem consultoria, capacitação gerencial, disponibilização de material de trabalho (cadeiras quick massage, macas e biombos), bem como distribuição de materiais de consumo (camisas, toalha de rosto, mochila, loção hidratante, touca descartável, papel toalha e álcool em gel).

Cada sessão custa R$ 15 com duração de 20 minutos. O valor cobrado nas sessões é repassado integralmente aos massoterapeutas.

Em julho, os profissionais oferecem serviços de massoterapia em diversos pontos da Cidade como Praça dos Estressados, Mercado Central de Fortaleza, Ouvidoria e Controladoria do Estado, Fórum Clóvis Beviláqua, SDE Fortaleza, Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Coordenadoria Especial de Relações Internacionais e Federativas (Cerif) e nas Regionais I, II e IV.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 081 4141.

Locais de Atendimento

Onde Quando
Praça dos Estressados (Av. Beira Mar, S/N - Meireles) Todos os dias (6h30 às 11h/ 17h às 21h)
Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado ((Av. Gal Afonso Albuquerque Lima, S/N - Cambeba) Dia 26/07 (8h às 16h)
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (Av. Gal Afonso Albuquerque Lima, S/N - Cambeba) Todas as quintas-feiras (11h às 16h)
Fórum Clóvis Beviláqua (Rua Des. Floriano Benevides, 220 - Edson Queiroz) Todas as terças-feiras (8h às 17h)
Mercado Central (Av. Alberto Nepomuceno, 199 - Centro) Todos os sábados (9h às 15h)
SDE (Rua Tibúrcio Cavalcante, 1233 - Aldeota) Dia 6/07 (8h às 12h)
Seuma / Seinf (Av. Deputado Paulino Rocha, 1343 - Cajazeiras) Todas as quintas-feiras (8h às 16h)
Fórum das Turmas Recursais (Av. Santos Dumont, 1400 - Aldeota) Todas as sextas-feiras (8h às 17h)
Secretaria Regional I (Rua Dom Jerônimo, 20 - Farias Brito) Dia 04 e 05/07 (8h às 17h)
Secretaria Regional II (Rua Professor Juraci Oliveira, 1 - Edson Queiroz)

Fontes:  Prefeitura de Fortaleza - g1.globo.com

Menina síria refugiada dá primeiros passos com próteses depois de usar pernas de canos e latas

Médicos acreditam que ela vai conseguir andar normalmente em três meses.

Por Reuters

Maya Mehri em clínica de Istambul para receber prótese  (Foto: REUTERS/Osman Orsal)
Maya Mehri em clínica de Istambul para receber prótese (Foto: REUTERS/Osman Orsal)

A menina síria Maya Merhi, de 8 anos e que nasceu sem as pernas, teve que se movimentar por um campo no norte da Síria com membros improvisados feitos com latas de atum e canos velhos.

Agora, ela está dando seus primeiros passos ainda hesitantes com próteses, depois que imagens de suas dificuldades no acampamento de Idlib apareceram em redes sociais e ela foi levada à Turquia.

Seu pai, Mohammed Merhi, que sofre do mesmo problema congênito, fugiu dos combates na cidade de Aleppo com a mulher e os seis filhos e se refugiou em Idlib, controlada pelos rebeldes.

"Enfrentamos muitos desafios, especialmente mudar do local em que morávamos em barracas... a situação em geral era difícil", disse. "Ela não conseguia andar, então tivemos que criar algo para protegê-la do chão", disse, referindo-se às pernas improvisadas que criou com canos e latas.

Os médicos torcem para que Maya consiga andar normalmente com suas novas próteses em três meses e disseram que a determinação de seu pai facilitou seu trabalho.

"Ele fez tudo para fazer esta criança andar, e Deus os ajudou", disse o especialista em próteses turco Mehmet Zeki Culcu. "Normalmente ninguém acreditaria que ela conseguiria andar com estes membros improvisados."

O conflito sírio deslocou mais de 11 milhões de pessoas, cerca de metade dentro do país e metade como refugiados no exterior, incluindo mais de 3,5 milhões na vizinha Turquia.

Fonte: g1.globo.com

Maconha medicinal pode não aliviar dor crônica ou reduzir uso de remédios

Imagem: iStock
iStock
Os cientistas dizem que a pesquisa ainda não pode fornecer a resposta definitiva sobre os benefícios e malefícios associados à maconha medicinal

Do VivaBem

Uma grande pesquisa, publicada na quinta (5) no periódico The Lancet, contradiz pesquisas anteriores ao descobrir que o uso de maconha medicinal não diminui a dor crônica ou substitui o uso remédios para o problema.

Os pesquisadores da Universidade de New South Wales, na Austrália, recrutaram 1.514 adultos que receberam prescrição de medicamentos (incluindo fentanil, morfina, oxicodona, buprenorfina, metadona e hidromorfona) por mais de seis semanas para tratar a dor com duração superior a três meses. Foram analisados o estilo de vida, os fatores psicológicos, os escores de dor e o uso de maconha medicinal no passado e durante o estudo. Os voluntários foram observados por quatro anos.

Surpreendentemente, a análise revelou que pessoas que usavam maconha medicinal relataram escores mais altos de dor do que aqueles que não usam maconha por dois, três ou quatro anos. Transtornos de ansiedade generalizada também foram significativamente maiores nos usuários de Cannabis e, mesmo após o ajuste para múltiplos fatores, como idade, dor inicial e dose de medicamentos, os autores não encontraram associação entre o uso da maconha e a redução dos remédios para a dor.

Os cientistas ainda observam que uma proporção maior daqueles que nunca relataram o uso de Cannabis descontinuou os remédios para dor após quatro anos.

“Até onde sabemos, esse é um dos estudos prospectivos mais longos e aprofundados de uma parcela de pessoas com dor crônica não relacionada ao câncer, examinando os efeitos do uso de Cannabis sobre a dor e o uso prescrito de remédios para o problema”, escreveu a equipe.

Mas, segundo eles, a pesquisa não pode fornecer a resposta definitiva sobre os benefícios e malefícios associados à maconha medicinal.Isso porque é possível que os indivíduos que usaram medicamentos a base de maconha estivessem mais angustiados com a dor e tivessem maiores taxas de ansiedade.

Além disso, o estudo foi realizado antes da legalização da maconha medicinal pela Austrália, mostrando que os indivíduos que a estavam tomando esses medicamentos tinham que recorrer a fontes ilícitas e provavelmente não tinham acesso a produtos especialmente projetados para o tratamento da dor, o que poderia ter levado a diferenças significativas nos resultados.

Portador de doença incapacitante poderá ter direito a aposentadoria sem carência


Pessoas com esclerose múltipla, artrite reumatoide ou esclerose lateral amiotrófica (ELA) podem ser beneficiadas por projeto aprovado na terça-feira (3) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O PLS 319/2013 permite que pacientes com formas incapacitantes de doenças reumáticas, neuromusculares ou osteoarticulares crônicas ou degenerativas não cumpram mais o prazo de carência para receber auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, que é de um ano.

Hoje o direito já é dado, por exemplo, a segurados que têm doença de Parkinson, câncer, hanseníase, alienação mental, tuberculose ativa e Aids.

Nem todas as pessoas com doenças reumáticas, neuromusculares ou osteoarticulares crônicas ou degenerativas, porém, vão se beneficiar da isenção. Para ter direito ao benefício é preciso que a doença tenha provocado incapacidade para o trabalho. Outra condição, segundo a proposta, é que o paciente tenha se filiado ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) antes da manifestação da doença.

O autor, senador Paulo Paim (PT-RS), destaca que várias dessas doenças são graves e incuráveis, podem prejudicar a capacidade de trabalho do doente e até mesmo levar à morte. Para o relator, senador Cristovam Buarque (PPS-DF), a medida trará mais justiça social aos trabalhadores doentes.

— Ele [o projeto] toca pouquíssimo nos gastos com a saúde, porque o número de pessoas que têm essas doenças é muito pequeno, mas o impacto de cuidar dessas pessoas é imenso para essas pessoas e suas famílias. Então, com um custo mínimo para nós todos, brasileiros, nós vamos trazer benefícios muito altos para um número pequeno de nossos compatriotas — defendeu Cristovam.

— Eu conheço pessoas com doenças incapacitantes e sei da dimensão do drama que essas pessoas vivem — disse na reunião de terça.

Como foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em decisão terminativa, a proposta vai diretamente à Câmara dos Deputados, a não ser que haja requerimento para votação pelo Plenário do Senado.

Fontes: Agência Senado - artritereumatoide.blog.br

Governo publica decretos para acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida


Foram publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira, 12, os decretos assinados na véspera pelo presidente Michel Temer para garantir mais acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida. O Decreto 9.404 dispõe sobre a reserva de espaços e assentos em teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, locais de espetáculos e de conferências e similares para pessoas com deficiência.

O texto determina que 4% dos lugares nesses locais sejam destinados para pessoas com mobilidade reduzida. Em locais com capacidade acima de mil pessoas, deverão ser garantidos pelo menos 40 espaços.

Já o decreto 9.405 dispõe sobre adaptação de microempresas e empresas de pequeno porte ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, de forma a assegurar condições de acessibilidade ao estabelecimento, atendimento prioritário e igualdade de oportunidades na contratação de pessoal.

Pelo decreto, adaptações, modificações e ajustes necessários para garantir maior acessibilidade não podem acarretar “ônus desproporcional e indevido” para as empresas. Para isso, as mudanças não podem ultrapassar 2,5% da receita bruta do exercício contábil anterior no caso de microempreendedor individual; 3,5% no caso da microempresa; ou 4,5% no caso da empresa de pequeno porte.

Para que as medidas do decreto sejam cumpridos, as companhias terão 48 meses, no caso de empresas de pequeno porte e 60 meses, no caso de microempreendedores individuais e microempresas.


Fontes: Isto É - nandoacesso.blogspot.com

Quatro equipes seguem na disputa do título do Sul-Sudeste de Futebol de 5

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Quatro equipes seguem na disputa do título do Sul-Sudeste de Futebol de 5
Legenda: Juliano comemora com o chamador o primeiro gol da APADV-SP

Um clássico gaúcho e outro interestadual, entre paulistas e cariocas, formam as semifinais do Regional Sul-Sudeste de futebol de 5. AGAFUC-RS, ACERGS-RS, URECE-RJ e APADV-SP passaram pelas quartas de finais nesta sexta-feira, 6, no Centro de Treinamento Paralímpico e continuam na disputa do título da competição.

As semifinalistas não tiveram muitas dificuldades para vencerem seus respectivos jogos. No primeiro confronto, a AGAFUC-RS passou pelo MAESTRO-PR por 2 a 0. Em seguida, foi a vez da APADV-SP passar pela CEIBC-RJ pelo placar de 3 a 0. O resultado se repetiu nas duas partidas seguintes: a URECE-RJ venceu a ASDEFIPEL-RS, enquanto a ACERGS-RS passou pelo CESEC-SP.

As semifinais serão realizadas neste sábado, 7, a partir das 9h, com transmissão ao vivo pela Rádio CFA (clique para acessar). O jogo que abre o penúltimo dia de competição será entre AGAFUC-RS x ACERGS-RS. Logo após, às 10h30, será a vez de APADV-SP x URECE-RJ brigarem pela segunda vaga na final.


Fonte: cbdv.org.br

São Paulo recebe 2ª Copa Brasil de canoagem neste domingo, 8

Imagem

Por CPB

Neste domingo, 8, o Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPE-USP), em São Paulo, recebe a segunda etapa da Copa Brasil de canoagem. A competição conta com 35 atletas inscritos, com destaque para Luis Carlos Cardoso, da classe KL1 e VL2, medalhista de prata na 1ª Copa do Mundo da modalidade, na Hungria, no mês de maio.

Após dois anos, São Paulo volta a receber um evento da canoagem, estado com relevância para a modalidade. Nesta competição, os atletas poderão conquistar pontos para o ranking nacional e pleitearem vagas em disputas internacionais ao atingirem os índices estabelecidos pela coordenação técnica.

“Essa competição é importante para dar ritmo de competição aos atletas, para a coordenação conseguir ver o rendimento desses canoístas. No início do ano estabelecemos índices para competições internacionais e os atletas terão a oportunidade de conquistá-los nesta etapa para eventos desta temporada, como o Mundial e o Pan-Americano", disse Leonardo Maiola, coordenador da modalidade da Confederação Brasileira de canoagem (CBCa).

Internacionalmente, o calendário da modalidade reserva para o mês de agosto, de 22 a 26, o Campeonato Mundial, em Montemor-o-velho, Portugal. Em setembro, no Canadá, a Seleção Brasileira disputará o Campeonato Pan-Americano de Canoagem de Velocidade e Paracanoagem. O campeonato brasileiro acontecerá de 30 de agosto a 2 de setembro, em Curitiba, Paraná.

Fonte: cpb.org.br

Plataforma Sofia avança no Global Challenge Brasil 2018

Uma fita colorida e o nome
Fonte: Facebook.

Criada pelos pais e terapeuta de uma menina de seis de ano idade com síndrome de Down, a plataforma SOFIA visa integrar, orientar e instrumentalizar professores, terapeutas, familiares e estudantes a ampliarem métodos e práticas que possibilitam a quebra de barreiras no âmbito acadêmico e social de pessoas com deficiência intelectual.

Andreia e Pablo Stanger, junto com a terapeuta, Priscila Garcia, desenvolveram uma ferramenta com o objetivo de acelerar o processo de ensino por meio da tecnologia, além de dar acesso ao conteúdo proposto pela Base Nacional Comum Curricular.

A plataforma SOFIA pretende integrar, orientar e instrumentalizar os profissionais da escola, terapeutas e famílias com o melhor caminho de aprendizagem e ensino sugerido para o aluno com deficiência intelectual nos âmbitos educacional, terapêutico e social desde a educação infantil ao ensino superior. Buscamos com SOFIA Plataforma igualdade de oportunidades e pleno exercício de cidadania, porque para nós a integração tem que ser em todos os âmbitos: social, cultural, econômico e educacional. A sociedade necessita compreender que temos que dar voz a suas escolhas para que eles sejam independentes, assim sendo protagonistas de suas próprias vidas.

Com informações do  IDG NowLinkedIn.

Saiba mais no Facebook.


Venda de autos com isenção para PCDs bate recorde no primeiro semestre

A lei também vale para pessoas com mobilidade reduzida em graus elevados, como: tendinite crônica e problemas graves na coluna, quadril, joelho e outros

Foto em uma grande feira, com um homem cadeirante entrando em um carro vermelho

A venda de carros para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida disparou nos primeiros 6 meses de 2018. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef) mostra que as vendas de carros com isenção de impostos já atingiram, no primeiro semestre de 2018, quase que a totalidade do volume veículos vendidos na mesma condição em todo o ano passado (2017). Em 2016, foram vendidos 139 mil veículos com isenção e em 2017, esse volume passou de 187 mil carros.

O desempenho crescente desse mercado deve-se à lei de isenção para pessoas com deficiência, que vigora há mais de 20 anos e, em 2013, foi estendida a familiares das pessoas que não podem dirigir, como as que têm deficiência visual, mental ou física grave. O mesmo vale para pessoas com mobilidade reduzida em graus elevados, como: tendinite crônica e problemas graves na coluna, quadril, joelho e outros. Isso significa que, praticamente, 1 pessoa em cada 2 brasileiros tem direito à isenção de impostos na hora da compra de automóveis 0 Km.

“Pela legislação em vigor, milhares de brasileiros se enquadram no direito à compra de automóveis de até R$ 70 mil com isenção de impostos (IPI, IPVA, IOF e ICMS). O benefício pode gerar um desconto no valor total do carro, que pode chegar até a 30%. Os veículos são registrados no nome da pessoa beneficiada pela lei, mas também poderão ser conduzidos pelos tutores ou cuidadores legais”, informa Rodrigo Rosso, presidente da Abridef e organizador da Mobility & Show 2018, uma das maiores feiras de tecnologia e inovação para pessoa com deficiência e mobilidade reduzida, que acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 27, 28 e 29 de julho, no Riocentro na Barra da Tijuca com entrada franca.

O objetivo da Mobility & Show 2018 é oferecer test-drive, infraestrutura, serviços e completa consultoria gratuita para aquecer ainda mais este mercado em franco crescimento. “Somente na Mobility Rio 2018 serão mais de 10 marcas de automóveis com seus carros adaptados à disposição do público.

Os visitantes poderão realizar test-drive e obter todas as informações e orientações sobre a compra e as isenções, tudo de forma gratuita”, diz Rosso. Estarão presentes: Fiat, Jeep, Citroën, Toyota, Nissan, GM, Honda, Volvo, BMW e Peugeot. “A expectativa é que sejam realizados mais de 800 test-drivers com foco em contribuir para o crescimento desse segmento do mercado automobilístico”, ressalta Rosso.

A Mobility & Show Rio acontecerá de 27 a 29 de julho de 2018, no Riocentro, na Avenida Salvador Allende, 6.555 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A entrada é gratuita, assim como todas as atrações do evento. Mais informações pelo telefone 0800 772 661 2.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Cadeirante é flagrado entre carros em faixa da Av. Nossa Senhora do Carmo, em BH - Veja o vídeo.

Autor das imagens diz que ele estaria a mais de 60 km/h. De acordo com a legislação de trânsito, a cadeira de rodas não é um veículo e, portanto, não poderia transitar pela rua.

Por MG2, Belo Horizonte

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Cadeirante desce avenida de BH em faixa de trânsito

Um cadeirante foi flagrado, na tarde desta quinta-feira (5), transitando entre carros em uma das faixas da Avenida Nossa Senhora do Carmo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O vídeo foi enviado para o WhatsApp do MG2.

Click AQUI para ver o vídeo.

Nas imagens, é possível ver que o homem segue na faixa da direita, em direção à Avenida do Contorno. Segundo o autor do vídeo, o cadeirante estaria a mais de 60 km/h.

De acordo com a legislação de trânsito, a cadeira de rodas não é um veículo e, portanto, não poderia transitar pela rua. O cadeirante precisa seguir as mesmas regras dos pedestres, usar a calçada e atravessar nas faixas de pedestres.

Fonte: g1.globo.com

Erradicação de pólio e sarampo criou 'falsa sensação' de que vacinação não é mais necessária, diz Ministério da Saúde

Campanha nacional começa em agosto; recomendação é de que estados reforcem importância da imunização.

Por Luiza Garonce, G1 DF

Agente de saúde vacina uma criança contra poliomielite (Foto: K.M. Chaudary/AP)
Agente de saúde vacina uma criança contra poliomielite (Foto: K.M. Chaudary/AP)

A erradicação da poliomielite – que provoca a paralisia infantil –, desde 1990, e do sarampo, desde 2016, é a principal hipótese do Ministério da Saúde para a recente  baixa no número de vacinações contra as doenças.

Em 312 municípios do Brasil, menos da metade das crianças com até 1 ano foram imunizadas contra a pólio e, segundo a pasta, o risco de contaminação também existe onde a cobertura está abaixo de 95%. Ao mesmo tempo, há um  surto de sarampo em Roraima e no Amazonas.

"A eliminação do sarampo, da poliomielite, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita em razão do sucesso dos programas de vacinação criou um ambiente de segurança, porque elas desapareceram", explicou a pasta, por meio de nota.

"Isso tem causado a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar."

Criança recebe vacina em posto de saúde  (Foto: Secom PMI/Divulgação)
Criança recebe vacina em posto de saúde (Foto: Secom PMI/Divulgação)

A lógica adotada, porém, deve ser oposta. A erradicação não é uma barreira à disseminação das doenças, mas um estado de saúde de quem vive dentro das fronteiras brasileiras, alerta o ministério. Quem não for imunizado pode se contaminar em outro país ou ser contaminado por alguém que venha visitar o Brasil e reintroduzir o vírus.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a poliomielite é considerada endêmica no Paquistão, na Nigéria e no Afeganistão. Já os casos de sarampo são mais comuns, com registros na Europa e nas Américas.

Bebê somaliano recebe gotinha da vacina contra pólio em centro de saúde de Mogadíscio (Foto: Ben Curtis/AP)
Bebê somaliano recebe gotinha da vacina contra pólio em centro de saúde de Mogadíscio (Foto: Ben Curtis/AP)

No Brasil, o Ministério da Saúde tem registros de contaminação de pólio e sarampo em Roraima, Amazonas, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Desinformação

Segundo o ministério, há "um desconhecimento individual" sobre a importância e os benefícios das vacinas e, por isso, é preciso desmistitificar a ideia de que ela traz malefícios.

"Em alguns casos, as vacinas podem levar a eventos adversos, assim como ocorre com os medicamentos, mas são infinitamente menores que os malefícios trazidos pelas doenças. É principalmente no momento de calmaria (quando não há surtos das doenças) que a população deve se vacinar. Ou seja, enquanto a doença não está circulando", apontou a pasta.

Reverter o quadro

Para contornar o cenário, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a reforçar as campanhas de vacinação e fazer parcerias com entidades públicas que envolvem o núcleo familiar, como creches e escolas. O calendário nacional, porém, segue o mesmo – sem alterações.

Enfermeira aplica vacina no braço de mulher (Foto: Prefeitura de Curitiba/Divulgação)
Enfermeira aplica vacina no braço de mulher (Foto: Prefeitura de Curitiba/Divulgação)

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, para imunizar crianças de até 5 anos, vai durar de 6 a 31 de agosto. Mesmo as crianças já vacinadas devem tomar o reforço. A ação é realizada a cada 5 anos, em média, para intesificar a imunização.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, a recomendação foi de que os governadores "organizem suas redes", podendo, inclusive, alterar os horários de vacinação para que sejam "mais compatíveis com a rotina da população".

Em setembro, começará a campanha anual para atualização das cadernetas de vacinação. A pasta recomenda que os pais e responsáveis fiquem atentos especialmente com as crianças de até 5 anos. O calendário nacional de vacinação contempla 19 vacinas.

Como são as doenças?

Poliomielite

Também chamada de "paralisia infantil", a doença infecto-contagiosa é transmitida por um vírus e caracterizada por um quadro de paralisia flácida.

O início é repentino e a evolução do déficit motor ocorre, em média, em até três dias. A doença acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular.

Um médico administra uma vacina contra a poliomielite em uma criança em um centro de saúde de Sanaa, capital do Iémem. (Foto: Mohammed Huwais/AFP)
Um médico administra uma vacina contra a poliomielite em uma criança em um centro de saúde de Sanaa, capital do Iémem. (Foto: Mohammed Huwais/AFP)

Para evitar contaminação, a primeira dose da vacina deve ser aplicada na criança aos 2 meses de vida. A segunda, aos 4 meses; a terceira, aos 6 meses; e a quarta dose (chamada de reforço) com 1 ano e 3 meses.

O ministério entende por "criança adequadamente vacinada" aquela que recebeu três ou mais doses da vacina oral contra a poliomielite, com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada uma.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990, segundo o Ministério da Saúde. Em 1994, o país recebeu a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Sarampo

Doença infecciosa aguda, transmitida por vírus, de caráter grave e "extremamente contagiosa", o sarampo é transmitido pelo ar e por contato físico.

A presença do vírus no sangue provoca uma "vasculite generalizada" – inflamação dos vasos sanguíneos –, além de tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas.

Criança recebe vacina contra sarampo, em Manaus (Foto: Altemar Alcantara/Semcom)
Criança recebe vacina contra sarampo, em Manaus (Foto: Altemar Alcantara/Semcom)

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. A recomendação é que as crianças sejam imunizadas aos 12 meses e, depois, tomem uma segunda dose com 1 ano e 3 meses.

O Brasil recebeu o certificado da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de eliminação da doença em setembro de 2016. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2013 e 2015, pessoas contaminadas vindas de outros países provocaram surtos da doença. Neste período, foram registrados 1.310 casos.

Fonte: g1.globo.com