sábado, 14 de julho de 2018

“O dia em que a vizinha reclamou da minha filha especial”

Pai fala sobre reclamação que recebeu de uma moradora do prédio e ressalta a importância da empatia e do cuidado com o outro.

Da Redação

(Fernando Guifer/Reprodução)

Dias desses, uma mulher que mora no mesmo condomínio que eu me chamou e disse: “Ei, psiu, vem cá! Tua filha tem problema? Ela fica gritando e os vizinhos já estão reclamando!”. Talvez ela tenha razão em expor seu incômodo, mas a forma como se referiu à Laís me rasgou profundamente porque, sem nenhum cuidado, tocou na ferida mais aberta da minha família, sabe?

Confesso ter sido pego tão de surpresa, que fiquei paralisado por alguns poucos segundos sem nem conseguir esboçar alguma palavra ou reação. Mas compreendo que ela também não tinha a menor obrigação em ser cortês com um problema que é todo MEU. Criar expectativas em torno da sensibilidade das pessoas é um grande equívoco, já que esse negócio de ‘ter coração’ e praticar a empatia é para pouquíssimos se analisarmos o momento em que vive a humanidade.

“Senhora… Minha filha tem, sim, um atraso acentuado em seu desenvolvimento devido à condição que enfrentou sendo prematura extrema, uma vez que passou 80 dias na UTI e teve diversas intercorrências neonatais, como hemorragia no crânio e no pulmão, hidrocefalia, muitos quadros de anemias e transfusões, entre outras graves doenças. Mas ela não grita por ser louca ou por ter ‘problema’, acredite! A Laís grita porque, apesar de todas as dificuldades que a vida já lhe impôs desde o nascimento, ela é uma criança extremamente feliz.

Mesmo com quatro anos e meio ela ainda não fala e, por isso, o ‘grito’ acaba sendo sua única forma de comunicação conosco, pais, na hora de pedir algo ou mesmo quando precisa extravasar toda felicidade que sente ao receber um abraço, um beijo ou uma troca de olhares sincera. Fique tranquila. Avise aos vizinhos que minha filha não vai machucar ninguém. Ela é só uma criança que não sabe nem o que está acontecendo. Aliás, ela é o poço do carinho e da pureza. Ela deseja apenas ser compreendida e amada.

E, para sua condição intelectual, cognitiva, social e seus raciocínios evoluírem conforme o esperado, ela precisará fazer um pouquinho de barulho às vezes. Me perdoe. Não é por maldade, mas tentarei (não sei como) diminuir o tom das reações de felicidade que ela terá a cada conquista nesse árduo e preconceituoso jogo da vida. Saiba que, enquanto para alguns, como você, tudo isso significa não conseguir ouvir a novela direito, para nós, soldados dessa guerra, cada pequeno avanço dela é motivo de lágrimas positivas. Cada aprendizado da minha doce Laís é nosso grande presente divino de todos os pores do sol.

Mas eu sei que é difícil compreender a felicidade de um ser iluminado quando se nasce ‘perfeita’ e não precisa valorizar as coisas mais simples da vida, como, por exemplo, uma sílaba dita pela filha que nunca falou, não é mesmo? Enfim, de qualquer forma, me desculpem pelo transtorno. Estamos em ‘manutenção’ para melhor atendê-los!”.

Ai, ai, gente… Se eu disse tudo isso a essa mulher? Bom… Claro que não. Não tive coragem. E ainda por cima me senti extremamente culpado porque é assim que as pessoas fazem a gente se sentir. Não há como argumentar num mundo em que a intolerância tornou-se a grande palavra mãe. Apenas abaixei a cabeça, disse que procuraria não gerar mais transtornos ao prédio e saí.

Mas, olha… Quando vocês se depararem com uma criança especial, muito cuidado com o tom da abordagem que vão fazer aos pais, por favor. NINGUÉM conhece o tamanho da luta que existe da porta pra dentro e NINGUÉM tem noção do quanto uma palavra fora do lugar pode ferir o coração de quem se doa 200% pela felicidade de um filho – essencialmente quando este necessita de cuidados especiais. Luz. O mundo precisa muito disso.

Idosa é abandonada na porta de asilo em Brusque - Vejam o vídeo.

Instituição, que é privada, acionou a Polícia Militar. A mulher passou a noite em batalhão da PM até a família voltar a acolhê-la.

Por G1 SC

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Idosa é abandonada na porta de asilo em Brusque

Uma idosa, que não soube dizer à Polícia Militar que idade tem, foi deixada na porta de um asilo particular em Brusque, no Vale do Itajaí, na noite de quarta-feira (11). A instituição acionou a PM para denunciar abandono de incapaz. Os mesmos familiares que a deixaram no local a levaram de volta para Tijucas, na Grande Florianópolis, na quinta-feira (12). A Polícia Civil informou que vai investigar o caso.

Click AQUI para ver o vídeo.

As câmeras de segurança do asilo mostram um carro vermelho chegando na frente do local, às 23h46 de quarta. A idosa desce pela porta de trás com uma sacola nas mãos. Em seguida, uma outra pessoa, que também estava no veículo, abre o porta-malas e entrega mais bagagens à mulher.

A idosa, então, segue em direção ao portão do asilo e o carro vai embora. Ela fica olhando e continua a caminhada sozinha em direção ao portão. Em seguida, toca o interfone e fica esperando que alguém apareça. Naquela noite, a temperatura na cidade era de 10º C.

Em um segundo vídeo, a idosa aparece enrolada numa coberta, conversando com uma funcionária do asilo e chorando. O lar de idosos, que é particular, acionou a Polícia Militar, que levou a vítima ao quartel da PM, onde ela passou a madrugada.

"Nós chamamos a polícia, porque é um caso de polícia. Um abandono de um incapaz é caso de polícia. Então a gente nem poderia receber porque iríamos se complicar", disse o presidente do asilo, Max Otto Reigert.

Conforme o secretário de Assistência Social de Brusque, Davis da Silva, às 7h45 de quinta (12) a idosa foi levada para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A família foi encontrada em Tijucas e acionada.

De acordo com o Creas, a idosa mora com o sobrinho e com a mulher dele, e justificou o abandono por falta de condições financeiras e desentendimento familiar. A Assistência Social de Tijucas disse que vai acompanhar o caso.

O delegado Wesley de Sousa Costa, da Polícia Civil de Brusque, informou que vai abrir um inquérito sobre o caso.

Fonte: g1.globo.com

Justiça manda Ministério da Saúde regularizar envio a SP de remédios para esclerose múltipla

Atrasos e remessas parciais dos medicamentos esgotaram estoques em farmácias do SUS no estado. Ministério alega entraves em processos licitatórios para justificar demora nos envios.

Por G1 SP, São Paulo

Decisão também determina estoque estratégico que garanta disponibilização dos remédios aos pacientes por 30 dias em caso de novos problemas nas remessas (Foto: Pixabay)
Decisão também determina estoque estratégico que garanta disponibilização dos remédios aos pacientes por 30 dias em caso de novos problemas nas remessas (Foto: Pixabay)

A Justiça Federal determinou que o governo federal deverá disponibilizar imediatamente ao estado de São Paulo lotes de sete remédios utilizados no tratamento de esclerose múltipla. A entrega desses medicamentos tem sido feita pelo Ministério da Saúde de forma irregular.

A decisão, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, foi proferida após pedido do Ministério Público Federal (MPF). Cabe recurso.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda retorno.

A demora no envio e a remessa de quantidades insuficientes colocam em risco a saúde de quase 33 mil pacientes que dependem dos medicamentos para o controle da doença, segundo o MPF. O Ministério da Saúde alega entraves em processos licitatórios para justificar a demora nos envios desses lotes a São Paulo.

A Promotoria informou que os problemas na distribuição, registrados desde o segundo semestre de 2016, atingiram um ponto crítico neste ano, quando o estoque de algumas das drogas chegou a se esgotar em estabelecimentos da rede pública paulista.

Pela decisão judicial, o Ministério da Saúde deverá comprovar, em até 15 dias úteis, a entrega integral dos lotes de Betainterferona (1a 22 mcg, 1a 30 mcg, 1a 44 mcg e 1b 300 mcg), Glatirâmer, Fingolimode e Natalizumabe programados para distribuição aos pacientes de São Paulo nos meses de julho, agosto e setembro, sob pena de pagamento de multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.

Nos dois trimestres anteriores, a Secretaria Estadual de Saúde enfrentou dificuldades devido aos atrasos e ao envio de apenas parte das quantidades requisitadas à pasta. Em junho, por exemplo, comprimidos de Fingolimode, prescritos em casos mais graves da doença, já estavam em falta em seis farmácias públicas, entre elas a do Hospital das Clínicas, na capital.

Estoque estratégico

A decisão judicial determina ainda que o volume de medicamentos enviados inclua um estoque de segurança, que garanta a disponibilização dos remédios aos pacientes por 30 dias em caso de novos problemas nas remessas pelo governo federal.

“O estoque estratégico é uma forma de contornar eventuais contingências na distribuição e, obviamente, de evitar os nefastos efeitos do desabastecimento e da interrupção do tratamento das pessoas com esclerose múltipla”, destacou o MPF na ação civil pública que resultou na concessão da liminar.

A esclerose múltipla é uma disfunção crônica que afeta o sistema nervoso e se manifesta geralmente por surtos agudos que levam à paralisia de membros e à falta de coordenação motora, entre outros sintomas. O uso de medicação contínua permite evitar a progressão da doença e diminuir a frequência dos ataques. A interrupção do tratamento por 15 dias já é suficiente para que o paciente tenha piora no quadro clínico.

A aquisição e a distribuição dos medicamentos é centralizada no Ministério da Saúde devido ao preço elevado e à indisponibilidade dos itens no mercado convencional. Segundo o MPF, os problemas não se limitam às remessas dos fármacos usados no tratamento de esclerose múltipla.

Desde o ano passado, a relação de remédios entregues pelo ministério com atraso ou em quantidade inferior à solicitada vem crescendo, segundo a promotoria. No início de 2017, as falhas atingiam 19 das 79 drogas que compõem a lista de medicamentos de alto custo destinados a diferentes terapias. Dois trimestres depois, esse número já havia saltado para 75.

Fonte: g1.globo.com

Robô é usado como ferramenta para tratar o autismo em escola de Natal

Humanoide francês NAO é utilizado em diversas disciplinas, além de ajudar o processo de socialização das crianças.

Por G1 RN

Robô é utilizado como ferramenta para facilitar processo de aprendizagem de crianças autistas (Foto: Andressa Vieira)
Robô é utilizado como ferramenta para facilitar processo de aprendizagem de crianças autistas (Foto: Andressa Vieira)

Uma escola em Natal tem utilizado a robótica como ferramenta para tratar o autismo. Uma das tecnologias utilizadas é o robô francês NAO que é usada como ferramenta pedagógica para o ensino de programação, matemática, física, língua inglesa, literatura, entre outras disciplinas, além de que contribuir no processo de socialização de crianças com autismo.

Com a ajuda desta tecnologia, o estudante Danilo Nogueira - de apenas 11 anos - já desenvolveu a própria guitarra elétrica, construiu um Minecraft composto por centenas de peças, um suporte de celular que permite adaptação no ângulo de apoio, um spinner e um chaveiro.

“Minha sensação é de que estou inventando alguma coisa que vai revolucionar o mundo. Acredito que posso transformar a realidade quando estudo e pratico robótica”, disse Danilo, que há poucos meses foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas enfrenta as peculiaridades da condição há anos.

A mãe do menino, Andressa Nogueira, relembra que o filho já passou por nove escolas diferentes. “Desde que começou a frequentar as aulas de robótica, identificamos uma melhora significativa na socialização e no estímulo às suas habilidades de criação”, explica Andressa. Além de todos os benefícios de apoio à aprendizagem, interdisciplinaridade e aplicação prática, a robótica também pode melhorar a interação de pessoas autistas, proporcionando mais qualidade de vida.

A tecnologia do robô humanoide francês NAO é utilizada pela escola de robótica educacional Robô Ciência tanto no contexto do aprendizado em ciência quanto para estratégias de socialização para crianças e adolescentes que se enquadram no TEA, caso de Danilo.

O NAO tem 57 centímetros de altura e é composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. Considerado o humanoide prodígio da robótica educacional, é um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques. Ele é utilizado em pesquisas por várias universidades do mundo, principalmente no campo educacional.

Robótica e autismo

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo. Para a psicopedagoga e especialista em neuropsicopedagogia Carla Lúcio Alves, a eficiência do tratamento dá-se com a possibilidade que a criança enxerga de “confiar” no robô, já que pessoas com TEA apresentam melhor interação quando desenvolvem confiança em alguém. “Os robôs compostos de inteligência artificial e estrutura global semelhante a dos humanos não ridicularizam o jeito de ser de ninguém, não julgam, não criticam e fazem aquilo que os demais brinquedos não fazem. Talvez assim fique fácil confiar que esse ‘amigo’ lhe entende”, explica a especialista.

Ela acrescenta que a ludicidade e a objetividade de brincar com o robô devem estar associadas ao trabalho de elaboração e montagem desses instrumentos, já que dessa forma a criança com autismo poderá desenvolver habilidades psicomotoras. No entanto, ela adverte que é interessante que existam mediadores nessa relação, e outras crianças e adolescentes da mesma idade, pois com todas as vantagens que o robô traz, deve existir o cuidado para que o indivíduo não se isole. “Para isso, é importante aderir a estratégias de trabalho da sociabilidade, por exemplo, brincadeiras que envolvam o robô e mais de uma criança, considerando integrar aquelas que têm os mesmos desejos”, conclui.

Para Alexandre Amaral, físico e professor da escola, o resultado é perceptível no dia a dia da escola, à medida em que, ao interagirem com o Robô, crianças e adolescentes com TEA começam a se relacionar mais efetivamente com colegas e professores, passando até a executar gestos e atividades não costumeiras, como sorrir e dançar. “É inenarrável a emoção de uma criança ou adolescente ao ver o NAO recitar um poema, explicar as leis de Newton, jogar bola, ou até mesmo ler um texto em outro idioma”, finaliza.

Fonte: g1.globo.com

Paciente com paralisia cerebral espera há mais de dois meses por cirurgia no fêmur em São Roque - Veja o vídeo

José Luiz de Castro tem paralisia cerebral e foi hospitalizado na Santa Casa em maio, após sofrer uma queda. Estado afirma que são priorizados casos de urgência e emergência.

Por G1 Sorocaba e Jundiaí

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Homem espera há mais de dois meses por cirurgia na perna em São Roque

Um homem que sofre de paralisia cerebral espera há mais de dois meses por uma cirurgia na perna, na Santa Casa de São Roque (SP). José Luiz de Castro, de 48 anos, é morador de Alumínio (SP) e quebrou o fêmur após sofrer uma queda.

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O paciente deu entrada na Santa Casa no dia 5 de maio e, desde então, aguarda na fila da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) do Estado para fazer o procedimento. Por conta da fratura, José não consegue andar e nem sair da cama.

À TV TEM, o diretor clínico da Santa Casa, Bruno Junqueiro, informou que, como o paciente é morador de Alumínio, onde não há estrutura hospitalar para fazer o acolhimento, a função do hospital é apenas mantê-lo estável até a liberação de uma vaga pelo Cross.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado informou que o paciente José Luiz de Castro foi avaliado por ortopedistas do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e a previsão é de que a cirurgia seja feita nas próximas semanas. A pasta ressalta que são priorizados casos de urgência e emergência.

Previsão é de que a cirurgia seja feita nas próximas semanas (Foto: Reprodução/TV TEM)
Previsão é de que a cirurgia seja feita nas próximas semanas (Foto: Reprodução/TV TEM)

Fonte: g1.globo.com

Faixas de pedestres são pintadas em frente de rampas de acessibilidade que levam a lugar nenhum: 'Transtorno' - Veja o vídeo

Rampas e faixas fazem parte de um projeto de obras de recapeamento e acessibilidade que recebeu mais de R$ 1 milhão dos governos estadual e federal. Prefeitura diz que abriu processo administrativo contra a equipe técnica de engenharia responsável pelas obras.

Por Beatriz Buosi, TV TEM Itapetininga

Faixas de pedestres levam a lugar nenhum em Capão Bonito (Foto: Reprodução/TV TEM)
Faixas de pedestres levam a lugar nenhum em Capão Bonito (Foto: Reprodução/TV TEM)

Após a construção de rampas de acessibilidade para deficientes físicos que levam a lugar nenhum foi a vez das faixas de pedestres deixarem os moradores de Capão Bonito (SP) indignados.

O motivo é que entre as ruas que receberam as faixas estão justamente a das rampas, o que faz com que o pedestre questione como usá-las, já que elas levam a muros, barrancos e matagais.

Para o morador Lucas Vinícius de Oliveira, nada justifica a pintura da faixa e a construção da rampa onde nem dá para passar.

“Um transtorno muito grande, porque é inviável. Não há porque ter essa faixa se não tem acessibilidade”, diz.

De acordo com o ajudante geral Vinicius Azevedo, o pedestre precisa se arriscar e não adianta nada. “Só se arriscando. Tem vez que carro passa rápido. Aí fica difícil né?”, indaga.

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Faixas de pedestre são feitas perto de rampas de acessibilidade que levam a lugar nenhum

A construção das rampas já tinha sido motivo de polêmica na cidade. Elas e as faixas fazem parte de uma obra de recapeamento e acessibilidade com recursos dos governos estadual e federal. O custo das obras é de mais de R$ 1 milhão.

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Neste mesmo projeto a prefeitura também é responsável pela sinalização, rampas para cadeirantes e faixas de pedestres.

Contudo, em diferentes bairros, a reportagem da TV TEM encontrou rampas em frente a barranco de aproximadamente cinco metros, entulhos, tronco de árvores, orelhão e muros de casas. Além disso, os moradores reclamam do desnível entre a rampa e o asfalto.

No Jardim Alvorada, por exemplo, as rampas levam o cadeirante a muros de casa, poste de iluminação e até orelhão. Além disso, tem rampa até em lugar que não há calçada.

Deficientes físicos encontram rampas que levam a muros de casas em Capão Bonito (Foto: Reprodução/TV TEM)
Deficientes físicos encontram rampas que levam a muros de casas em Capão Bonito (Foto: Reprodução/TV TEM)

Na época, o diretor da Secretaria de Planejamento e Serviços Urbanos afirmou que a obra estava dentro da garantia e que as adequações não iriam gerar mais custos, mas não deu um prazo pra que isso fosse feito.

Disse ainda que o projeto de recapeamento só foi liberado pelo governo federal e estadual porque previa acessibilidade.

Rampa construída em Capão Bonito leva a lugar nenhum (Foto: Reprodução/TV TEM)
Rampa construída em Capão Bonito leva a lugar nenhum (Foto: Reprodução/TV TEM)

Responsabilidade

Sobre as faixas, o Secretário de Governo Francisco Lino afirmou para a reportagem da TV TEM que reconheceu que houve falhas.

Quanto ao custo para refazer o serviço, ele afirmou que só para readequar as rampas de acessibilidade seriam necessários aproximadamente R$ 2 mil e que a prefeitura abriu um processo administrativo contra a equipe técnica de engenharia responsável pelas obras.

“Já determinamos o bloqueio do pagamento da empreiteira responsável. Não vai receber até adequar o serviço correto”, afirma.

Em nota, a construtora Madri, responsável pelas obras em Capão Bonito, afirmou que entrou em contato com a prefeitura para saber o que esta acontecendo, pois até o momento não tinha conhecimento dos problemas.

Afirmou também ainda que o projeto das rampas de acessibilidade e a sinalização foram fornecidos pela prefeitura e seguidos pela construtora, e que no contrato não está previsto a construção de calçadas e que isso seria responsabilidade do município.

O secretário de governo Francisco Lino afirmou que a empresa foi notificada dos problemas e que as calçadas são de responsabilidade dos donos dos imóveis e que a prefeitura vai fiscalizar a situação.

Moradores ficaram indignados com faixa de pedestre que leva a lugar nenhum (Foto: Reprodução/TV TEM)
Moradores ficaram indignados com faixa de pedestre que leva a lugar nenhum (Foto: Reprodução/TV TEM)

Fonte: g1.globo.com

Uso de Libras no Poder Judiciário avança no País

Justiça habilita servidores para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e a nomeia tradutores e intérpretes.FOTO:Arquivo
Justiça habilita servidores para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e a nomeia tradutores e intérpretes.FOTO:Arquivo

Com o objetivo de adequar as atividades de órgãos do Poder Judiciário às determinações da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em 2016, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução CNJ nº 230. Entre as medidas previstas na norma está o adequado atendimento às pessoas surdas, o que inclui a habilitação de servidores em cursos oficiais de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e a nomeação de tradutores e intérpretes dessa língua.

Desde então, vários tribunais e magistrados se empenham para atender e incluir esse público. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) e dos Territórios é um deles. Desde 2010, a Escola de Administração Judiciária (SEEF), coordenada pelo desembargador George Lopes Leite, já realizou 26 ações educacionais voltadas ao ensino de Libras, com atendimento de 359 pessoas.

Entre os cursos oferecidos – entre básico e avançado - há modalidades com 10, 20 e até 60 horas e também educação a distância. Além de servidores, magistrados já participaram das aulas. “A gente começou com professores muito especializados, da Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos (Apada/DF), instituição muito reconhecida.

Depois, passamos a desenvolver por consultoria interna, pois temos profissionais capacitados aqui no tribunal”, explica Arlete Garcia Rodrigues, secretaria da SEEF.

Interpretação e tradução

Em fevereiro de 2017, o TJDFT deu um novo passo na inclusão das pessoas surdas. Por meio do Núcleo de Inclusão (NIC), o tribunal começou a oferecer serviço de interpretação e tradução em Libras para eventos e audiências da 1ª instância. Um contrato com uma empresa especializada garantiu, em um ano, a realização de 98 atendimentos.

Desses, 56 foram audiências, quatro atendimentos psicossociais, quatro mediações, uma oitiva de vítima, 25 eventos e seis reuniões, em um total de 167 horas de serviço prestado.

“Se a pessoa participa de uma audiência e não tem como se manifestar ou de entender o que está sendo dito, da forma como um intérprete permite, ela não consegue exercer seus direitos e deveres de cidadão. O acesso à Justiça fica limitado”, afirma Simone Fernandes Cosenza, supervisora do NIC. Ela destaca que o apoio da Presidência do tribunal é fundamental para o sucesso da ação.

Entre os eventos, em setembro de do ano passado, foi realizada uma visita guiada para surdos na exposição do artista plástico Alexsandro Almeida, que ocorria no Memorial do TJDFT. Na oportunidade, o artista explicou o processo criativo e tirou dúvidas dos visitantes.

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Julgamento inédito

Em agosto de 2017, o Tribunal de Justiça da Bahia protagonizou um acontecimento inédito. A juíza Márcia Cristie Leite Vieira, titular da Vara do Tribunal do Júri de Itabuna promoveu o primeiro julgamento com tradução em Libras do Brasil. “Acho que foi o momento mais bonito da minha carreira, pois não tinha ideia do interesse dos surdos em participar do mundo jurídico. Tenho muito orgulho de ter realizado esse Júri”, diz a magistrada. Com 15 horas de duração, o julgamento contou com a atuação de três intérpretes e foi acompanhado por 40 pessoas com deficiência auditiva. Antes da sessão, a juíza teve reuniões com os profissionais especializados em Libras.

“Muitos termos jurídicos são difíceis de traduzir, por isso, tivemos de conversar muito para fazer adaptações”, afirma Márcia. O julgamento foi filmado e está disponível no YouTube. Para conferir, clique aqui. O interesse do público é uma motivação para juíza, que planeja para este mês um novo julgamento, desta vez com transmissão ao vivo e também com audiodescrição.

Márcia destaca que teve apoio do TJBA para remunerar os profissionais. Ela afirma que é necessário mais apoio do tribunal para garantir ações que promovam a inclusão de pessoas com deficiência.

Uma atitude individual também permitiu a realização de três audiências em Libras na comarca de Mafra (SC) e uma em Florianópolis. “O Poder Judiciário deve estar aparelhado com mecanismos que possibilite o contato com pessoas portadoras de deficiências para contribuir até mesmo com a inclusão social dela e entender como funciona o processo judicial”, afirma o juiz Válter Túlio Amado Ribeiro titular da 2ª Vara do Trabalho de Florianópolis.

O magistrado, que fez um curso de Linguagem Brasileira de Sinais oferecido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, explica que, depois de tomar o depoimento das partes, fez questão de detalhar as fases do processo e o destino da solução a ser decidida. Os autores de uma das ações tinham surdez causada pelo trabalho com serras elétricas.Libras no Portal do CNJ Desde julho de 2016, o CNJ disponibiliza todo o conteúdo do Portal em Libras.

A tradução automática do Português para a Língua Brasileira de Sinais é feita por uma ferramenta que ampliar a acessibilidade a pessoas com deficiência auditiva a conteúdos on-line. O VLibras pode ser acessado na página inicial do Conselho, no canto superior direito, juntamente com a possibilidade de tradução de conteúdo para Inglês e Espanhol.Para tanto, é preciso fazer o download da ferramenta.

Em seguida, o conteúdo selecionado no Portal do CNJ é traduzido em uma nova janela, contendo um avatar humano que reproduz todo o conteúdo para o usuário. O sistema permite também a ativação de diversas funcionalidades, como a tradução mais rápida ou mais lenta e a inclusão de legendas em Português de forma simultânea. O VLibras pode ser usado tanto no computador desktop quanto em dispositivos móveis.

Fonte: cnj.jus.br

‘Me senti humilhada’, diz mãe de criança com paralisia que denuncia falta de acesso adequado em cinema de Belém

Com a sala lotada, a criança teria que sentar longe da mãe pois, segundo ela, não tinha lugar disponível. Ao desistir da sessão, denunciou o caso nas redes sociais e à Polícia. A Defensoria Pública pediu esclarecimentos à empresa.

Por G1 PA, Belém

Mãe denuncia falta de acessibilidade e inclusão em cinema de Belém. (Foto: Reprodução / Facebook)
Mãe denuncia falta de acessibilidade e inclusão em cinema de Belém. (Foto: Reprodução / Facebook)

A mãe de uma criança de 10 anos com paralisia cerebral denunciou nas redes sociais problemas com a acessibilidade e inclusão social no cinema da rede Moviecom no Shopping Pátio Belém. Um procedimento administrativo preliminar foi aberto pela Defensoria Pública do Estado (DPE) para apurar a adoção de medidas que assegurem direitos de pessoas com deficiência no estabelecimento. A Moviecom negou os problemas com acessibilidade.

Na publicação, Arianne Assunção disse que a empresa não providenciou lugar adequado e que ela não teria como sentar próximo à filha. A sessão estava lotada e os assentos disponíveis estavam dispersos pela sala. A postagem já foi compartilhada por quase 8 mil pessoas, até esta quinta-feira (22).

Publicação de mãe que denunciou falta de acessibilidade em cinema de Belém é compartilhada quase 8 mil vezes nas redes sociais. (Foto: Reprodução / Facebook)
Publicação de mãe que denunciou falta de acessibilidade em cinema de Belém é compartilhada quase 8 mil vezes nas redes sociais. (Foto: Reprodução / Facebook)

"Na verdade foram vários transtornos", disse a mãe em entrevista ao G1. "Primeiro esperamos mais de 30 minutos para conseguir uma cadeira de rodas; depois, bastante tempo para entrar em algum elevador pois sempre estava bastante lotado e ninguém ajudava; por último, não havia lugar para a minha filha e para que eu sentasse do lado dela. Me senti humilhada e constrangida".

O caso aconteceu na terça-feira (9). A família toda estava no passeio - a garota, os pais e o irmão de 1 ano. Os quatro moram em Benfica, distrito de Benevides localizado a cerca de 35 quilômetros de Belém.

Arianne disse que queria ter um momento de lazer, pois em duas semanas a filha deverá passar por cirurgias nos quadris, joelhos e pés. Aproveitando que estavam em Belém para uma consulta médica, resolveram tentar assistir ao filme Os Incríveis 2 para a menina ficar mais tranquila.

"Ela queria muito assistir e passou vários dias falando disso. Na hora que disseram que a gente não ia sentar juntas, eu quis sentar no chão, mas não deixaram. Não aguentei a frustação dela e resolvi postar, indignada", disse Arianne.

Ao desistir de ver o filme, a família registrou um boletim de ocorrência na Seccional da Cremação. E após a repercussão nas redes sociais uma advogada se dispôs a ajudar no caso, que também está sendo acompanhado pela Defensoria Pública.

De acordo com a DPE, o procedimento foi instaurado acerca do descumprimento do Código de Defesa do Consumidor e do Estatuto da Pessoa com Deficiência. A ação questiona a rede de cinemas sobre a disponibilidade de assentos especiais e para acompanhante, além da política de reservas de vagas para cada sessão nas salas.

Além disso, a DPE também pede que seja apresentado mapa de assentos das salas, mostrando a disposição e a localização das vagas ou assentos destinados às pessoas com deficiência, bem como a de eventuais acompanhantes.

A DPE disse que a empresa tem até 10 dias para apresentar os esclarecimentos e que deve estudar ações a serem feitas em caso de inexistência dos termos citados.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Federal 13.146/2015), que assegura o direito, a liberdade e a acessibilidade da pessoa com deficiência, dispõe no artigo nº 44, que “nos teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, locais de espetáculos e de conferências e similares, serão reservados espaços livres e assentos para a pessoa com deficiência, de acordo com a capacidade de lotação da edificação, observado o disposto em regulamento”. Além disso, o parágrafo 3º garante assento para pelo menos um acompanhante em qualquer um destes locais.

"Eu só postei, na verdade, para que as pessoas não tenham medo de denunciar e que as mãe de filhos com necessidades especiais não se calem diante de problemas assim", afirmou Arianne.

Em nota, a Moviecom informou que segue estritamente todas as normas e diretrizes em benefício dos portadores de necessidades especiais, possuindo espaço adequado para o recebimento de cadeirantes e seus acompanhantes. O cinema disse ainda que a notícia que vem sendo veiculada acerca de “humilhações” a uma jovem e impossibilidade de receber pessoa portadora de necessidades especiais não se mostra verdadeira.

Segundo a Moviecom, diante da impossibilidade de acomodar a acompanhante da menor em assento ao lado e do risco para a própria acompanhante e demais clientes em se sentar no chão ao lado da filha, foi sugerida poltrona em outra localidade. Com a negativa, tentou-se oferecer novos ingressos para outras sessões, mas tal sugestão também foi rejeitada pela cliente.

A empresa disse que possui um projeto de sessão inclusiva chamado “MoviecomTodos”, em que junta pessoas portadoras de necessidades especiais em uma sessão exclusiva. As sessões do “MoviecomTodos” acontecem esporadicamente conforme divulgação pelo cinema.

Fonte: g1.globo.com

Mineiro é destaque no fisiculturismo em cadeira de rodas

Jovem mineiro passou por cima de uma leucemia e dos desafios da lesão medular para se tornar referência no fisiculturismo em cadeira de rodas

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Foto do Rafael fazendo exercício de barra levantando seu próprio corpo e a cadeira de rodas

"A vida não é sobre quão duro você é capaz de bater, mas sobre quão duro você é capaz de apanhar e continuar indo em frente." Essa famosa frase do Rocky Balboa pode até parecer clichê, mas retrata exatamente a história de vida do Rafael Silva.

Aos 11 anos de idade o mineiro, que desde criança tinha o sonho de "puxar ferro", foi diagnosticado com leucemia. Após vencer o duro tratamento e todos os efeitos da quimioterapia ele acordou sem os movimentos das pernas.

Meses depois, a competente equipe do Hospital Sarah Kubitschek descobriu uma lesão na medula do Rafael, uma paraplegia decorrente de esquistossomose medular.

A nova condição de vida não impediu o Rafa de ir atrás dos seus sonhos. Aos 20 anos de idade resolveu ir para a academia malhar em busca de qualidade de vida.

Treinando forte e pesado não demorou para que o seu talento para o fisiculturismo fosse descoberto. Atualmente o Rafael é bi-campeão brasileiro e campeão sul-americano de fisiculturismo em cadeira de rodas.

O Faça Parte foi lá conferir os treinos desse "monstro" e você vai se impressionar com força de vontade do atleta.

O jovem não parou aqui e precisa de apoio da corrente do bem! Quem quiser ajudá-lo pode acessar este link aqui.

Fontes: R7 - fernandazago.com.br

Regional Centro-Norte de goalball tem primeiras classificadas para as semifinais

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Regional Centro-Norte de goalball tem primeiras classificadas para as semifinais
Legenda: Leandro Moreno arremessa bola durante jogo da UNIACE-DF

Três equipes garantiram vaga para as semifinais da categoria masculina do Regional Centro-Norte de goalball, disputado na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá/MT. Após partidas realizadas nesta sexta-feira, 13, UNIACE-DF, ICEMAT-MT e ARDV-DF continuam na briga pelo título e aguardam a definição da última classificada.

Soberana no Grupo A, a UNIACE-DF venceu todas as partidas por game. E as duas vitórias no segundo dia de competição garantiram a equipe nas semifinais. Primeiro venceu a ADVIMS-MS por 11 a 1, e depois superou a SEDEL-AP pelo placar de 10 a 0.

Quem também passou com propriedade para a próxima fase foi o ICEMAT-MT. Os matogrossenses derrotaram todas as adversárias do Grupo B e confirmaram a classificação ao vencer a ARDV-MT por 10 a 6. Mesmo com a derrota o time de Rondonópolis avançou como o melhor segundo colocado, já que não pode mais ser alcançado pelos concorrentes das outras chaves.

O último classificado para a fase seminal sairá do Grupo C, que tem na disputa pela vaga o RDM-DF, CFCP-PA e ISMAC-MS. O time de Brasília lidera com 6 pontos e precisa apenas de um empate para continuar na briga pelo título. Já paraenses e sul-matogrossenses precisam vencer e tirar a uma diferença no saldo de gols.

Já na disputa entre as mulheres, AMC-MT e UNIACE-DF venceram mais uma e estão empatadas com 6 pontos, com vantagem do time da casa que tem 20 gols de saldo contra 14 das brasilienses. A RDM-DF também soma a mesma pontuação, mas tem um jogo a mais.

Com mais uma rodada dupla neste sábado, 14, será encerrada a fase inicial da competição, e primeira e segunda colocadas vão decidir o título regional. O terceiro dia do Centro-Norte começa às 8h, com RDM-DF x AMC-MF, pela categoria feminina. E a partir das 14h as semifinais masculinas.

Acompanhe todas as partidas através de uma das nossas parceiras


Serviço
Regional Centro-Norte de Goalball
Data: 12 a 15 de julho de 2018
Horário: 14h30 às 20h20 (12/7), 8h às 20h30 (13/7), 8h às 15h30 (14/7) e 7h30 às 10h (15/7)
Local: Escola Estadual Presidente Médici
Endereço: Avenida Mato Grosso, 564 - Araes - Cuiabá/MT
Entrada Franca


Fonte: cbdv.org.br

Semana de treinamento para classes baixas tem jovem recordista das Américas

MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

Dezenove nadadores estão no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para a primeira semana de treinamento destinada a atletas de classes baixas - S1 a S3. Os atletas, com maior comprometimento funcional, participam de diversas atividades até sábado, 14. O mineiro Gabriel Geraldo, da classe S3, de apenas 16 anos, é uma das grandes promessas da natação brasileira.

O jovem nadador bateu o recorde das Américas dos 50m borboleta no Open Internacional de Natação, em abril, em São Paulo. Um dos desafios para o atleta durante esta semana de treinamento é o tamanho da piscina. Isso porque ele treina em uma piscina de apenas 16m.

“Lá, onde eu treino, a piscina é pequena, tem só 16m, aqui são 50m, a diferença é grande. Se treinando em piscina pequena eu bati o recorde das Américas, imagina o que vem quando treinar em uma piscina grande”, brinca o atleta que nasceu com focomelia – má formação congênita dos membros superiores e inferiores.

Apesar do recorde nos 50m borboleta, Gabriel e seu técnico planejam focar em outros eventos. O motivo é que esta prova não compõe o programa de grandes competições, como Mundial, Jogos Parapan-Americanos e Paralímpicos.

Gabriel treina cerca de três vezes na semana e concilia a rotina de treinos com a escola técnica. Ele cursa o primeiro ano do Ensino Médio-Técnico de meio ambiente, no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET). “Não é fácil conciliar escola e treino, tenho aula de manhã e à tarde. A escola é bem forte, preciso me dedicar bastante. Quando tem prova, às vezes, não consigo treinar porque preciso estudar”, comentou.

Este ano, ele ainda disputará a 2ª etapa nacional do Circuito Brasil de natação, em agosto, e as Paralimpíadas Escolares, em novembro, ambos no CT Paralímpico.

As classes S1, S2 e S3 são destinadas à nadadores com maior grau de comprometimento físico-motor. A classificação funcional da natação vai de um a 10, sendo a classe S1 para atletas com mais comprometimento físico-motor e a 10 para nadadores com menor. O multimedalhista Daniel Dias, por exemplo, é S5. Já os medalhistas André Brasil e Phelipe Rodrigues são da classe S10. As classes S11 a S13 são destinadas à deficientes visuais e a S14 para intelectuais.

Fonte: cpb.org.br

Brasil estreia no Campeonato Mundial de Vôlei Sentado na Holanda, neste domingo

Washington Alves/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

O Brasil estreia neste domingo, 15, no Campeonato Mundial de Vôlei Sentado. A Seleção masculina joga contra a Croácia às 7h (horário de Brasília) em Venlo, na Holanda. Já o time feminino entra em quadra para enfrentar o Egito às 9h em Arnhem, também no país europeu. Os finalistas desta competição garantem vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A primeira etapa do campeonato será a fase de grupos. Ao término desta, os dois primeiros colocados de cada chave disputarão as quartas de final, cujos vencedores seguem na disputa pelo ouro. Ao todo, 21 países participam do Mundial de vôlei, sendo que 11 deles possuem seleções competindo nos dois gêneros, feminino e masculino.

A Seleção Brasileira feminina está no grupo D com Egito, Ucrânia e Finlândia. Esta chave fará cruzamento com o grupo B no qual está os Estados Unidos, vice-campeão mundial, e a Rússia, terceira colocada no último Mundial da modalidade.

“Os principais adversários da Seleção feminina são os que ocupam lugar de destaque no ranking mundial mais a Rússia, que não participou dos Jogos do Rio, mas é uma das maiores potencias do mundo. A China, os Estados Unidos, a Ucrânia, o Brasil e a Rússia vão brigar pelo pódio desta competição”, afirmou José Guedes técnico da Seleção feminina de vôlei sentado.

O último Mundial de vôlei sentado foi em 2014, na Polônia. A equipe brasileira feminina terminou o torneio em sexto lugar. No entanto, conquistou a primeira medalha paralímpica da história do vôlei sentado brasileiro ao derrotar a Ucrânia por 3 sets a 0, na disputa pelo bronze dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O ouro ficou com as americanas e a prata, com as chinesas.

Já o time masculino, que estreia contra a Croácia, no domingo, compõe o grupo C ao lado de Ucrânia e Cazaquistão. “O vôlei sentado na Europa é muito forte e dois times europeus estão na nossa chave, mas estou confiante que a gente avance para a final e garanta a vaga em Tóquio ainda este ano”, comentou Renato Leite, que devido a um acidente de moto amputou a perna abaixo do joelho.

A Seleção Brasileira masculina ganhou a medalha de prata na final do Mundial de 2014, após derrota para a Bósnia por 3 sets a 1. Já nos Jogos Paralímpicos do Rio perdeu por 3 sets a 2 para o Egito na disputa pelo bronze, terminando em quarto lugar.

Este ano, as equipes brasileiras realizaram quatro fases de treinamento no CT Paralímpico, em São Paulo. O jogador Wescley Conceição, 34, considerou um bom preparo. “Eu espero que a gente tenha o mesmo resultado do último Mundial ou melhor. Treinamos bastante. Não tem adversário menos forte. É uma competição de alto nível”, declarou Wescley, que perdeu perna após um atropelamento quando tinha 16 anos.

O Campeonato Mundial de Vôlei Sentado se encerra no dia 22 de julho, na Holanda. No ano que vem, nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, no Peru, as equipes terão outra oportunidade de conquistar um lugar no Japão.

Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Sarampo: o que você precisa saber sobre a volta da doença

Infectologista pediátrico explica quais sintomas devem chamar a atenção dos pais e reitera importância da vacina diante da notícia de três surtos no Brasil

Por Milene Saddi com Agência Brasil

Bebê com manchas vermelhas no corpo (Foto: Thinkstock)
Bebê com manchas vermelhas no corpo (Foto: Thinkstock)

Mães e pais estão - compreensivelmente - em alerta depois da notícia de que três estados brasileiros têm surtos confirmados de sarampo. Juntos, Amazonas e Roraima contabilizam mais de 470 casos confirmados e mais de 1,5 mil em investigação. No Rio Grande do Sul, seis casos da doença foram confirmados neste ano. O Rio de Janeiro investiga quatro casos – dois deles com resultado positivo para sarampo. Os dados são do Ministério da Saúde.

“O ano de 2018 está sendo marcado pela volta dessa doença comum da infância, porém considerada erradicada e que deixa sequelas importantes, além de ser letal para bebês que ainda não foram vacinados”, diz Victor Horácio, infectologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe. Em 2016 o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Seu reaparecimento é uma consequência que condiz com as baixas coberturas vacinaisregistradas no país.
Com a ajuda do especialista, explicamos a seguir tudo o que você precisa saber sobre os sintomas, o esquema de vacinação e o tratamento do sarampo.
          sarampo_doenca_triste_crianca_ (Foto: thinkstock)
         sarampo_doenca_triste_crianca_ (Foto: thinkstock)

Sintomas, tratamento e sequelas

- Sarampo é uma doença infecciosa e extremamente contagiosa. A transmissão se dá pelo vírus expelido na tosse, no espirro, durante a fala ou a respiração. A fase mais crítica para o contágio é dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

- É uma doença de notificação; portanto, se houver suspeita, leve a criança ao posto de saúde ou ao pronto-socorro.

- Os sintomas: o doente apresenta febre alta, acompanhada de tosse persistente, irritação no olho, secreção no nariz e manchas brancas na mucosa bucal. Em seguida, podem vir manchas avermelhadas no rosto, que podem se disseminar até o pé, e que duram 3 dias - é o vírus agindo.

- É necessário isolar o doente para evitar transmissão - nada de levar à escola. Ou melhor: nada de sair de casa nem receber visita. No mais, ele fica prostrado, com febre alta.

- O tratamento, orientado por um médico, é sintomático; recebe-se medicação contra a febre e intensifica-se a hidratação.

- A doença pode ocasionar diarreia, pneumonia, otite e meningite, ou deixar sequelas importantes, como olho lesionado (úlcera de córnea).

Como evitar?

- O único jeito de evitar a doença é tomando a vacina tríplice-viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente nos postos de saúde.

- A primeira dose da vacina deve ser tomada aos 12 meses; a segunda, entre 4 e 6 anos de idade - ou até os 29 anos, caso a pessoa tenha pulado o reforço (confira a caderneta de vacinação).

- Dos 29 aos 49, a vacina também existe nos postos, gratuitamente, mas em dose única.A partir dos 50 anos, a pasta considera que a pessoa já foi exposta ao vírus.

- A vacina vale para vida toda. Mas se você tem dúvida se está imunizado ou não, vale a pena tomar de novo.

- Não podem receber a vacina: gestantes, casos suspeitos da doença, crianças com menos de 6 meses e pacientes imunodeprimidos.

- As grávidas devem esperar parir para tomar a vacina. O ideal é checar, antes de engravidar, via exame de sangue, se a gestante está ou não imunizada. Os obstetras costumam pedir esse exame nas primeiras consultas.

- A vacina é o vírus atenuado. Os registros, raros, de reação são de alergia a algum componente.

- Importante: se você já teve a doença, tranquilize-se, pois já está imunizado.