sábado, 21 de julho de 2018

Músico cria ‘violão terapêutico’ para crianças com paralisia cerebral

Instrumento foi desenvolvido com afinação que dispensa o uso de uma das mãos

TEXTO ISABEL GARDENAL - FOTOS ANTONINHO PERRI - EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA

Foto: Perri
Reinaldo Amorim Casteluzzo: “Os alunos sequer sonhavam em tocar violão”

Reinaldo Amorim Casteluzzo nasceu em Petrolina, interior do Estado de Pernambuco. Veio de uma região de rara beleza natural, próxima do Rio São Francisco. Porém, com tristeza, testemunhou as estatísticas do seu município que, em 2010, tinha 12,5% dos seus habitantes vivendo entre a linha da pobreza e da indigência e 8,3% abaixo dessa linha, sem recursos para viver, apesar da redução de 47,6% nesse percentual. Ele também teve uma vida difícil.

Mas, aos cinco anos de idade, o garoto contou com uma virada a seu favor. Ganhou um violão de presente da mãe, para ser compartilhado com os dois irmãos. Deslanchou. Seguiu carreira de músico, aprendendo o violão clássico. E o irmão se tornou luthier.

Na década de 1980, Reinaldo começou a atuar como professor e não demorou a perceber que não havia instrumentos adaptados mundialmente, escolas especializadas ou métodos dirigidos a pessoas com deficiência. Nessa época, dava aulas de violão em um conservatório. Notou que alguns alunos tinham mutilações, deficiências congênitas, não tinham mobilidade nas falanges. No entanto, tinham em comum o fato de amar a música. Não faltavam aos recitais de violão e piano.

Decidiu que faria algo para incluí-los nesse universo. Ingressou no mestrado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Orientado pelo pediatra Roberto Teixeira Mendes, avaliou o uso de um violão adaptado por crianças com paralisia cerebral (PC). O violão foi criado por Reinaldo sob a alcunha de “violão terapêutico”.

Reinaldo fez uma intervenção com 22 jovens da Apae de Arthur Nogueira, SP, atendidos pelo HC da Unicamp. Apresentou-lhes o violão que, num primeiro momento, não levantou suspeita. Aos primeiros acordes, eles perceberam que o instrumento era diferente: podia ser tocado só com uma mão. E mais: os jovens estavam diante do seu inventor.

Para a intervenção, o pesquisador foi acompanhado de uma psicóloga, de uma assistente social e de uma professora de música. Eles aplicaram um questionário aos pacientes, que avaliou o conceito de autoestima, de Rosenberg (1965), adaptado para língua portuguesa.

Noventa dias após a primeira intervenção, o questionário foi reaplicado. Os resultados surpreenderam. Todos os alunos com paralisia cerebral conseguiram tocar o instrumento e uma grande mudança se operou neles: no visual, no bem-estar e na qualidade de vida.

Violão

Reinaldo criou o violão terapêutico de 12 cordas com base teórica que segue as notas fundamentais da música e que foi trabalhado na luthieria para permanecer com a mesma estética do tradicional, mas exercendo a função de três violões. “Eu os acoplei em um braço só. Ficou um pouco largo, contudo pode ser construído com outras medidas. Fiz várias tentativas. Essa foi a invenção que mais deu certo: uma afinação chamada ‘cebolão’, no popular, de modo que as notas que pertencem à escala já estão todas afinadas”, contou.”

O violão convencional, informou, tem seis cordas e precisa da sincronia das duas mãos para tocar. “O nosso, inédito no mundo, é afinado de uma forma que dispensa o uso de uma das mãos, ficando somente a mão que tange as cordas, que dedilha e faz a batida rítmica.”

Esse violão veio com a proposta de tocar rapidamente porque a mão que faria os acordes acaba sendo substituída pela afinação. “As cordas têm uma afinação que foi construída com a invenção do violão, vinda do alaúde e dos instrumentos remotos”, explicou. “Com uma palheta ou com o próprio dedilhado, já se alcança o acorde desejado.”

O novo violão é aparentemente formado por três acordes. Porém, o método completo emprega mais de 30 acordes. Um capotraste também é utilizado para transpor as notas, afinado em “lá”, mas pode ser transposto para “si”, “dó”, “ré” e outras notas.

“Gosto tanto do violão que eu não quero ver uma pessoa que não o toque por não ter condições físicas”, disse. “Para quem tem dois braços, o violão é o instrumento mais fácil que existe.”

No violão convencional e no adaptado são três cordas grossas (mi, lá, ré). “Eu peguei o ‘mi’ da corda grossa do violão e o abri numa escala tonal (antes era só modal – só dava o ‘mi’). Agora eu consigo fazer o ‘mi’, o ‘lá’ e o ‘ré’ numa escala tonal, com quatro sons cada. Estão abertos em acordes, e não só melódicos da escala modal”, esclareceu.

Fotos: Perri
Alguns dos alunos de Reinaldo Amorim Casteluzzo

Produções

Reinaldo é classicista e foi influenciado por compositores como Francisco Tárrega e Andrés Segovia (o maior intérprete violonístico, pai do violão erudito). Tem 15 CDs gravados, lançou vários métodos de ensino de violão e compôs mais de 200 músicas instrumentais.

O violonista foi duas vezes premiado no Festival de Música Cidade Canção (Femucic), da TV Cultura do Paraná, graças à sua técnica violonística apurada, construída em 40 anos de estudos eruditos. “Mas a minha grande obra mesmo foi o violão que toca com apenas uma mão. Na verdade, inventei dois violões. Outro eu esqueci no passado, pois não anotei o seu processo. Mas um dia eu me lembro”, torce.

Ao falar sobre outras adaptações, o músico imagina que a nova geração de violões poderá ganhar algum recurso eletrônico de uma mão que faça os acordes sozinho. “Mas o nosso é artesanal e deve continuar sendo o modelo tradicional, pois pode ser tocado em qualquer lugar”, sublinhou.

Ele também falou da expectativa de colocar o seu violão no mercado, porque já tem muitos pedidos, apesar de não se dedicar só a essa área. “Já vendemos mais de 50 violões, porém o custo ainda é alto. Um violão não sai por menos de R$ 2 mil.”

Reinaldo acrescentou que o seu instrumento serve tanto para o paciente quanto para uso pelo terapeuta, em sua atividade profissional. “Em uma semana, qualquer pessoa consegue tocar dezenas de músicas. Alguns participantes da pesquisa tinham comprometimento nos dois braços, outros eram cadeirantes. Para um dos alunos, tivemos que prender uma palheta nos dois dedos. Ele conseguia fazer poucos movimentos, mas era tudo o que precisávamos para a nossa intervenção”, garantiu.

A pesquisa de Reinaldo envolveu pessoas com paralisia cerebral, todavia o seu método pode contemplar pessoas com AVC, sem membro superior ou com outras deficiências, crianças e adultos sem deficiência que sentem que o instrumento fere-lhes os dedos ou que não têm muito tempo para aprender.

O músico crê que pode ter dado o start para a adaptação de instrumentos como o cavaquinho, a viola, a guitarra. “Os alunos sequer sonhavam em tocar violão, por acharem que era impossível. Mas já esperávamos esses resultados porque a música tem o poder de distrair e de acalmar. Explicar isso cientificamente é complexo, quando se analisa a fisiologia, entretanto, comportamentalmente, os resultados foram incontestáveis”, explicou.

Reinaldo, hoje atuando na área terapêutica, contou que agora será preciso elaborar todas as etapas do procedimento para desenvolver o violão, construir o instrumento a um menor custo e oferecê-lo a centros de reabilitação ou às pessoas que trabalhem com reabilitação. “Essa é uma apenas uma retribuição que damos no sentido de incluir essas pessoas, pois elas podem fazer muito mais do que pensamos”, atestou.

Imagem de capa JU-online
Audiodescrição: Em área externa, imagem em perspectiva e de busto, homem sentado dedilha com a mão direita um tipo de violão de doze cordas. Ele está em uma praça com árvores que fazem sombra no local, piso cimentado e banco de concreto. Às costas dele, à direita na imagem, há um grafite pintado em uma parede que reproduz um conqueiro e uma parede de tijolinhos brancos. Imagem 1 de 1.

Fonte: unicamp.br


Representar o segmento das Pessoas com Deficiência: "ou apenas um ato de oportunismo”

Imagem Deficiente Ciente
Resultado de imagem para Representar o segmento das Pessoas com Deficiência

Este texto reflete meu pensamento pessoal - por José Deoclécio de Oliveira

É preciso que os eleitores tenham a devida “consciência de perceber esse oportunismo”. Precisamos evitar que os mesmos não continuem nos enganando, só aparecem em épocas de eleição, com os mesmos discursos e pretensões, apenas focando em acessibilidade nos grandes centros. Sabemos, que é um direito e de interesse de todos e previsto em lei e dever dos órgãos públicos em executarem...

Questões que fazem vistas grossas, que é de suma importância ao segmento:
Defender o LOAS para todos, evitando as injustiças dos governantes através do INSS, que nega esse direito, criando barreiras com regras de um cálculo injusto da chamada renda familiar per capita de ¼ do salário mínimo.

Não defendem uma assistência à Saúde, focada nas diversas patologias com qualidade, com criação de unidades especializadas para amenizar o sofrimento das famílias nesta busca...

Também o dever de cobrar do Ministério do Trabalho, rigor na fiscalização. Entretanto, os “Empresários”, resistem sempre com diversas alegações: apenas contratam pessoas com deficiência leves, para cumprirem a lei e não se esforçam em dar essa oportunidade para aqueles que possuem outras patologias, se eximindo do sistema de cotas.

No tocante, as vagas de inclusão nas escolas públicas, deixam a desejar,não há um esforço destes parlamentares nesta discussão constante, na busca de uma solução que venha suprir as necessidades dos alunos, estruturas nas escolas e principalmente aos educadores...

Referente às isenções de veículos, apenas uma minoria tem acesso, por terem condições socioeconômicas, sendo que, é uma conquista adquirida. Por conseguinte, nossos “representantes”, não tem a mínima inclinação, de exigir que o governo forneça cadeiras de rodas com qualidade à maioria das pessoas com menor poder aquisitivo.

Porém, após as eleições, esses parlamentares e assessores- "não dão á atenção necessária"- menosprezando os pedidos de encaminhamento dos eleitores e vão “empurrando com a barriga”, até a próxima eleição, gerando assim,
falsas esperanças à maioria daqueles que não possuem tal conhecimento do seu direito constituído.

Colocando assim, sua confiança nesses candidatos, chamados “Defensores da Pessoa com Deficiência” que não cumprem o prometido, se tornando inconsequentes.

Fonte: recantodasletras.com.br - Imagem Deficiente Ciente

Deputada questiona Ministério dos Direitos Humanos sobre avaliação da deficiência

Foto da Mara discursando em um microfone com uma feição interrogativa.

Deputada apresentou  um requerimento de informação (nº 3382/2018) para esclarecer as medidas que vêm sendo tomadas para definir a metodologia de avaliação da deficiência no Brasil.

Segundo a parlamentar, a Lei Brasileira de Inclusão, da qual foi relatora na Câmara, alterou o conceito de deficiência até então presente na legislação brasileira, adotando a definição presente na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

De acordo com o texto internacional, “considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

A LBI esclarece que a avaliação da deficiência, quando necessária, será realizada por equipe multidisciplinar, com caráter biopsicossocial, e determina que compete ao Poder Executivo criar instrumentos para a avaliação da deficiência. “A lei estabeleceu prazo de dois anos para que a avaliação da deficiência seja efetuada segundo tal metodologia, prazo que já foi esgotado, e isso traz grande prejuízo para as pessoas com deficiência”, afirma Mara.

No documento enviado ao Ministério dos Direitos Humanos, a deputada questiona:

A previsão para que sejam publicados os instrumentos para a avaliação da deficiência previstos na LBI;
As medidas que serão adotadas pelo Poder Executivo diante de eventual lacuna regulamentar, uma vez que o prazo estipulado em lei já se esgotou;
As diretrizes que serão definidas pelo Ministério dos Direitos Humanos para a uniformização do conceito de deficiência expresso na LBI até que sejam publicados os instrumentos de avaliação previstos na Lei.
O Requerimento de Informação é o documento legislativo que tem como objetivo solicitar informações a Ministro de Estado. A partir de seu recebimento, o Ministério terá 30 dias para responder os questionamentos, sob pena de cometimento de crime de responsabilidade.

Mara alerta para desafios enfrentados por pessoas com Parkinson

Foto tirada de Mara de perfil. Ela está em uma das bancadas da comissão. Está com olhar compenetrado

As comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Seguridade Social e Família promoveram audiência pública para debater aspectos relacionados às pessoas com a doença de Parkinson.

A deputada Mara Gabrilli (SP) foi uma das que pediram a realização do evento, que abordou questões como a necessidade do diagnóstico precoce, a reformulação e ajuda aos centros de reabilitação e acesos aos medicamentos para tratamento da doença (assista AQUI a íntegra da audiência).

Mara alega que uma das primeiras mudanças a ocorrer é o diagnóstico antecipado, principalmente do Parkinson precoce, que pode ajudar muito no tratamento. Ela pondera que estes casos não acontecem somente com o Parkinson, mas também com outras doenças raras e autismo. Ela propõe sugerir ao Conselho Nacional de Educação uma proposta na qual as faculdades e universidades de medicina possam ter disciplinas mais específicas nessa área, assim como estão fazendo com os casos de autismo. “Talvez seja o caso também de pensarmos em algum tipo de fomento às faculdades de Medicina para tentar abreviar o tempo de diagnóstico”, sugeriu.

Além disso, Mara chamou atenção para as dificuldades estruturais na implantação de programas, aquisição de equipamentos e medicamentos, tratamento e acompanhamento. A parlamentar falou também sobre a melhoria de incorporação de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) para a distribuição a todas as pessoas que precisam da medicação. Atualmente os critérios dos programas de farmácia popular permitem somente ao portador de Parkinson maior de 51 anos o acesso ao principal medicamento adotado no tratamento dos sintomas da doença, o Prolopa.

Mara conta que a habilitação e reabilitação é um direito do brasileiro. Por isso é necessário também uma atenção especial aos centros de reabilitação. Ela alega que os centros não têm capacidade de atendimento para todos os tipos de doença, o que precisa mudar. “Temos que trabalhar na diversidade de atendimento dentro dos centros especializados de reabilitação”, defendeu.

A parlamentar apontou que somente por meio das lutas e debates é possível chegar a algum lugar. Ela contou que os avanços têm sido gradativos e que hoje é possível contar com a Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência, da qual é presidente, que tem o cuidado em tratar somente de assuntos relacionados ao tema. “Quando falamos de políticas públicas para determinadas pessoas dentro do universo daquelas com deficiência, seja doença rara ou não, é um trabalho de formiguinha”, disse.

A reunião contou com a presença do Coordenador Substituto da Coordenação de Pesquisa Clínica em Medicamentos e Produtos Biológicos- Copec, Claudiosvam Martins Alves de Sousa; do diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde/DABS – CNPq, Marcelo Marcos Morales; do coordenador substituto de Atenção Especializada- DAET/SAS/MS, Eduardo Davis Sousa; do membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, Nasser Allam; da professora Titular e pesquisadora da Universidade de São Paulo – USP, Elaine Del-Bel; além da idealizadora e coordenadora do projeto Vibrar com Parkinson, vinculado à UFG, Danielle Lanzer.

Polícia investiga suspeita de fraude em campanhas para arrecadar dinheiro em nome de menina tratada pelo SUS

Taylla, de 9 anos, sofre de cardiopatia complexa e escoliose acentuada. HC Ribeirão Preto emitiu alerta à população sobre possibilidade de golpe. Mãe nega manter ações na internet para obter recursos.

Por G1 Ribeirão e Franca

Postagem pede doações para cirurgia de Taylla Cristina Silva, de 9 anos (Foto: Reprodução/Facebook)
Postagem pede doações para cirurgia de Taylla Cristina Silva, de 9 anos (Foto: Reprodução/Facebook)

A Polícia Civil em Franca (SP) instaurou inquérito para apurar as suspeitas de fraude em campanhas feitas na internet em nome da menina Taylla, de 9 anos. A mãe dela, Taisa Almeida Borges, registrou um boletim de ocorrência nesta quinta-feira (19) após o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP) emitir um alerta à população, afirmando que a criança é tratada na instituição pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As páginas na internet buscam arrecadar dinheiro para cirurgias. Taylla sofre de cardiopatia complexa e também escoliose acentuada, doenças que foram descobertas logo após o parto, segundo a mãe.

Taisa nega que tenha feito as vaquinhas virtuais e alega que oportunistas têm usado dados pessoais e de contas bancárias, além do histórico da menina, para conseguir dinheiro.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a investigação em Franca será conduzida pelo 5º Distrito Policial. Em Ribeirão Preto, a documentação reunida pelo HC está sendo analisada pelo 6º Distrito.

Taisa Almeida Borges diz que não mantém campanhas para arrecadar dinheiro em nome da filha Taylla (Foto: Reprodução/EPTV)
Taisa Almeida Borges diz que não mantém campanhas para arrecadar dinheiro em nome da filha Taylla (Foto: Reprodução/EPTV)

Suspeitas
O caso ganhou repercussão na quarta-feira (18) após comunicado emitido pelo HC. Nele, a instituição afirma que tomou conhecimento das campanhas para financiar uma cirurgia cardíaca. Segundo o hospital, Taylla recebe tratamento pelo SUS e nunca foi operada nas datas citadas nas mensagens divulgadas na internet.

O hospital também alega que não cobra por consultas, exames, cirurgias e medicamentos, uma vez que todos os procedimentos são realizados gratuitamente pelo SUS.

Em uma busca pela internet é possível localizar várias vaquinhas virtuais em nome da campanha “Todos pela Taylla”. Vários famosos chegaram a compartilhar mensagens em suas redes sociais para incentivar doações.

No entanto, após a repercussão das suspeitas, o perfil da menina e as páginas da campanha disponíveis no Facebook e no Instagram, foram apagadas.

Campanha 'Todos pela Taylla' arrecada fundos para cirurgia de menina de Franca, SP (Foto: Reprodução/EPTV)
Campanha 'Todos pela Taylla' arrecada fundos para cirurgia de menina de Franca, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Mãe nega que faça campanha
A mãe afirma que Taylla é acompanhada pelo HC e pelo Ambulatório da Criança de Alto Risco (Acar), em Franca, desde que nasceu, mas que as instituições tratam apenas o problema cardíaco.

“Desde bebê sempre fez tratamento no Sistema Único de Saúde. A única coisa que a gente está buscando no particular é a cirurgia da coluna, porque foi encaminhada para fazer em Franca, no NGA [Núcleo de Gestão Assistencial], mas a fila de espera é muito grande”, diz.

Taisa afirma que o procedimento para corrigir a coluna de Taylla custa em média R$ 180 mil e será realizado no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Entretanto, a mãe nega ter iniciado “vaquinhas” na internet para obter esse recurso.

A mulher explica, por outro lado, que fez campanhas virtuais em prol da filha há dois anos. As ações levaram Taylla a um programa de televisão, onde foram divulgados os números das contas bancárias de Taisa e da mãe dela, avó da menina.

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)
Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

“Eu não fiz campanha nenhuma. Eu não reconheço campanha nenhuma. Aqueles vídeos foram todos para o programa de televisão. Foi com esses vídeos que a gente conseguiu chegar até à TV, para ela participar do programa”, justifica.

Taisa diz, por fim, que o valor obtido para a cirurgia, assim como doações anônimas que ainda chegam às contas bancárias da família, são utilizados para pagar medicamentos e alimentação da menina.

“A gente usa para ela, porque ela precisa de uma alimentação específica, tem cuidados especiais e o dinheiro está em conta para ser usado para ela. A gente não tem campanha nenhuma. As doações que a gente recebe são anônimas”, finaliza.

Hospital em Curitiba
Procurada pelo G1, a assessoria do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, informou que Taylla não é paciente de nenhum médico da instituição - tanto pelo SUS, como convênio e particular - e também não passou por consulta no local.

"Pode ser que a mãe tente reunir um dinheiro e fazer a cirurgia particular no hospital. Só que ela não está na lista, no mapa de cirurgias ou de consultas particulares. Para o hospital, essa criança até agora não existe, não chegou até a gente", diz.

Ainda segundo a assessoria, os custos com uma cirurgia ortopédica desta complexidade superam os R$ 180 mil citados pela mãe de Taylla. De acordo com o hospital, há necessidade de internação em UTI particular e a família precisaria permanecer na cidade durante a recuperação, porque o procedimento exige retornos ao menos duas vezes na semana.

Fonte: g1.globo.com

Família faz campanha para ajudar bebê de oito meses que tem paralisia cerebral após nascer

Menina, que está internada no Hospital Martagão Gesteira, sofre com convulsões e paradas respiratórias, além de ter luxação no quadril. Campanha pede ajuda para pagar leite especial, remédio para aliviar dor e uma prótese.

Por G1 BA

Sophia Victoria sofreu uma paralisia cerebral que deixou sequelas. (Foto: Josis Meng)
Sophia Victoria sofreu uma paralisia cerebral que deixou sequelas. (Foto: Josis Meng)

A família de Sophia Victoria, de oito meses, faz uma campanha para ajudar no tratamento médico da criança, que tem uma paralisia cerebral logo após nascer, no Instituto de Perinatalogia da Bahia (Iperba), em Salvador.

Sophia tem constantes convulsões e paradas respiratórias, sequelas da paralisia cerebral. Ela passou sete meses internada, ficou cinco em casa e voltou para o Hospital Martagão Gesteira, onde segue em tratamento.

"Sophia estava em casa no domingo (15) quando teve mais uma convulsão. Eu e o pai dela demos os primeiros socorros e o Samu levou ela para o hospital", disse Josis Sacramento Meng, mãe da menina.

Segundo Josis, a criança também tem uma luxação no quadril e usa uma prótese que precisa ser substituída conforme o crescimento da menia. "Minha filha chora de dor toda vez que espreguiça, que vai trocar a fralda e sempre que faz movimentos com as pernas", disse a mãe de Sophia.

A campanha realizada pela família e amigos de Sophia tem o objetivo de conseguir dinheiro para a compra do remédio Morfina, que ameniza a dor do bebê, o leite especial que custa R$ 200, cada lata, e as próteses de quadril, que custam R$ 1.880, cada.

                       Menina já passou por dois processos cirúrgicos. (Foto: Josis Meng)
                    Menina já passou por dois processos cirúrgicos. (Foto: Josis Meng)

Com apenas oito meses de vida, o bebê já passou por dois procedimentos cirúrgicos. Uma gastrotomia, processo de fixação de uma sonda alimentar, em dezembro, e uma traqueostomia, abertura na traquéia para melhorar a passagem de ar.

Para ajudar, os interessados devem entrar em contato com a família pelo telefone 71 9 9292-8015.

Gravidez


                         Família faz campanha para ajudar a pequena Sophia (Foto: Josis Meng)
                     Família faz campanha para ajudar a pequena Sophia (Foto: Josis Meng)

De acordo com Josis Meng, a gravidez foi tranquila e nenhum dos exames feitos no período detectou problemas de sáude. Para o espanto da mãe de Sophia, a menina "nasceu cinza" e não chorava.

"Comecei a gritar quando eu vi. Os médicos levaram e disseram que ela teve uma parada respiratória, mas foi reanimada", contou Josis Meng.

"Sophia foi uma gravidez desejada, fez todos os exames, dentro da barriga era sadia e não sabemos até hoje o que aconteceu", explicou.

Fonte: g1.globo.com

Sarampo e Reumatismo: Alerta!

Reumatismo e Sarampo

por Reumato Care

O Brasil está passando por um surto de sarampo, uma doença que tinha sido eliminada das Américas em 2016, e que pode causar complicações muito graves e até a morte. Uma das maneiras de se prevenir é com a vacinação, mas o portador de doença reumática pode se vacinar?

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa extremamente contagiosa. A transmissão pode ocorrer por gotículas com partículas do vírus no ar, principalmente em ambientes fechados como escolas, ônibus e aviões.

Quais os sintomas?

  • Febre alta – maior que 38,5 graus
  • Manchas vermelhas no corpo todo, que aparecem geralmente 14 dias depois do contato com o vírus
  • Sintomas respiratórios: coriza e tosse
  • Sintomas nos olhos: Conjuntivite, sensibilidade à luz e lacrimejamento
  • Pequenos pontos brancos na mucosa da boca (manchas de Koplik)

Por que a doença é perigosa?

Além do risco de morte, o sarampo pode afetar o sistema imunológico, aumentando o risco de desenvolver outras doenças infecciosas, e é capaz de causar complicações neurológicas que podem deixar sequelas.

Quais as áreas mais afetadas?

Até o dia 17 de julho de 2018, 444 casos foram confirmados no Amazonas e 216 em Roraima, todos importados. Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio Grande do Sul (8); e Rondônia (1). Até o momento, o Rio de Janeiro informou ao Ministério da Saúde, oficialmente, 7 casos confirmados.

Como é a vacina?

A vacina que previne o sarampo é a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), uma vacina feita com vírus vivo atenuado. Para ser considerado protegido, o indivíduo dever ter tomado duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, independentemente da idade.

Como é o esquema de vacinação?

  • Crianças: uma dose aos 12 meses e aos 15 meses de idade
  • Quem não foi vacinado na infância: duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas

O sarampo confere proteção permanente, ou seja, pessoas com histórico confirmado da doença não precisam se vacinar. Como a maioria das pessoas com 50 anos ou mais provavelmente já teve sarampo, o Ministério da Saúde disponibiliza duas doses da vacina para todos até 29 anos de idade e dose única para aqueles entre 30 e 49 anos.

Quem não pode receber a vacina?

  • Gestantes
  • Pessoas imunossuprimidas por doença ou por medicação
  • Certos grupos de pessoas que vivem com HIV
  • História de alergia grave à vacina ou algum de seus componentes

Como ficam os portadores de doenças reumáticas? 

Nem todas as doenças reumáticas são tratadas com imunossupressores ou causam imunossupressão. Os portadores de fibromialgia, artrose, gota tendinite ou bursite, entre outras, podem se vacinar conforme a recomendação para pessoas saudáveis.

Existem também aquelas doenças reumáticas que alteram o sistema imunológico ou que precisam de tratamento imunossupressor, como artrite reumatoide, artrite psoriásica, lúpus, espondilite anquilosante, esclerodermia, vasculites, polimialgia reumática, dermatomiosite, polimiosite, entre outras. Nestes casos é necessário fazer uma avaliação individualizada do risco e do benefício da vacinação, analisando-se o tipo de doença, o seu grau de atividade e o nível de imunossupressão do tratamento. Os pacientes são divididos em 3 grupos:

  1. Não imunossuprimidos: pessoas com doença controlada sem medicação, ou em uso de sulfassalazina, hidroxicloroquina, corticoide tópico, inalatório, peri ou intra-articular.
  2. Baixo grau de imunossupressão: uso de prednisona em dose menor que 20mg ao dia por menos de 2 semanas, ou metotrexato menor do que 20mg por semana, ou leflunomida 20mg ao dia.
  3. Alto grau de imunossupressão: uso de prednisona em dose maior do que 20mg ao dia, pulsoterapia com metilprednisolona, micofenolato mofetil, ciclosporina, tacrolimus, azatioprina, tofacitinibe ou biológicos (infliximabe, etanercepte, golimumabe, certolizumabe, adalimumabe, abatacepte, tocilizumabe, ustequinumabe, belimumabe, secuquinumabe). Estes pacientes não devem ser vacinados enquanto estiverem em uso destas medicações.


A primeira vacina pode ser feita para as pessoas não imunossuprimidas conforme as recomendações da rotina. Já as pessoas com baixo ou alto grau de imunossupressão possuem um risco de contrair a doença pela vacina, e só poderão recebe-la com orientação do reumatologista, após suspender as medicações durante um intervalo de segurança. Em outras palavras, o reumatologista orienta o paciente a suspender por um tempo a medicação, ele recebe a vacina e reinicia o medicamento 4 semanas depois. Este intervalo de suspensão varia conforme o medicamento. NUNCA suspenda o seu tratamento por conta própria, sempre consulte o seu médico para tomar qualquer decisão, pois isso pode trazer graves consequências!
Quem tem baixo grau de imunossupressão e já foi vacinado uma vez, poderá receber o reforço após avaliação do reumatologista para considerar os riscos e benefícios.
Qual o intervalo de descontinuidade dos medicamentos imunossupressores para aplicação das vacinas atenuadas?
Medicamento​

                                                            Intervalo entre Suspensão e Vacinação

Prednisona > 20mg/dia ou

Pulsoterapia com metilpredinisolona                     Pelo menos 1 mês

Sulfassalazina, hidroxicloroquina, metotrexato menor ou igual a 20mg/semana, leflunomida                                                        Nenhum

Metotrexato > 20mg/semana                           1 mês

Ciclofosfamida, Ciclosporina, Micofenolato de Mofetil, Tracrolimus, Azatioprina
Pelo menos 1 mês

Tofacitinibe                                                       2 semanas

​Infliximabe                                                       45 dias

Etanercept                                                       25 dias 

Golimumabe                                                    70 dias

Certolizumabe                                                 70 dias

Abatacept​                                                       70 dias 

Belimumabe                                                   105 dias

Ustequinumabe                                              105 dias

​Canaquinumabe                                             105 dias

Tocilizumabe                                                 65 dias

Rituximabe                                                   6 meses

Adalimumabe                                               70 dias

​Existe alguma outra medida de proteção?

A melhor maneira de prevenir a doença é com a vacina. As pessoas que não podem tomá-la podem seguir as seguintes recomendações para diminuir a chance de contrair a doença:

  • Lavar as mãos com frequência
  • Se não tiver água e sabão, utilizar álcool gel
  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca. Se precisar tocar o rosto, certificar-se de que as mãos estão limpas
  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir
  • Evitar contato com pessoas doentes


Para mais informações sobre doenças reumáticas, acesse: www.reumatocare.com.br/doencas

CBDV forma novos árbitros regionais de futebol de 5 e goalball

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
CBDV forma novos árbitros regionais de futebol de 5 e goalball
Legenda: Trio formado por Rafael Glock, Valmir Dantas e Wagner Miranda na final do Regional Sul-Sudeste de Futebol de 5

A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) realizou na primeira quinzena de julho dois cursos de arbitragem (futebol de 5 e goalball) com o objetivo de ampliar o quadro de árbitros pelo país, e também conseguir expandir o conhecimento das modalidades.

Na primeira semana do mês, o coordenador de arbitragem nacional de futebol de 5, Lúcio Morgado, ministrou um curso durante o Regional Sul-Sudeste, em São Paulo, e formou cinco novos árbitros, na primeira clínica da modalidade no ano.

Já na semana seguinte, foi a vez da coordenadora Carla da Mata lecionar para a formação de novos árbitros de goalball. A quarta capacitação de 2018 aconteceu entre os dias 12 e 15, na cidade de Cuiabá/MT, durante o Regional Centro-Norte.

Os aprovados nos cursos receberam a habilitação de árbitros regionais. Confira a lista:

Futebol de 5

Aline Santos do Nascimento
Felipe Mariá dos Santos
Leandro Donizete Lamorata Romero
Leandro Luciano Sousa
Renata Neves Leite

Goalball

Maiara Paula e Silva

Fonte: cbdv.org.br

CT Paralímpico recebe Pan e Parapan Universitário a partir desta sexta,20

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

Começa nesta sexta-feira,20, o Parapan-Americano Universitário no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Ao todo, estão inscritos 109 atletas de quatro países: Brasil, Chile, Uruguai e Argentina. A competição contempla três modalidades: atletismo, natação e tênis de mesa.

As disputas do atletismo começam neste sábado, 21, natação e tênis de mesa começam na segunda-feira, 24, e encerram-se na próxima sexta, 27. Esta é a primeira edição da competição. Entre os participantes, no atletismo, destaque para Ádria Santos, da classe T11, maior medalhista paralímpica brasileira, 13 ao todo, participará das provas de 1.500m e lançamento de disco.

Natural de Nanuque, Minas Gerais, Ádria perdeu a visão aos poucos por causa de uma retinose pigmentar, doença degenerativa que a deixaria completamente cega aos 20 anos. Sua primeira participação em Jogos Paralímpicos foi em Seul 1988, com duas medalhas de prata, nos 100m e 400m (T11). Em 2008, nos Jogos de Pequim, ela fez sua última atuação paralímpica e faturou um bronze nos 100m. Na cerimônia de abertura dos Jogos do Rio 2016, ela participou do revezamento da tocha paralímpica no Estádio do Maracanã. No início desse ano, Ádria voltou a treinar e no início do mês de maio participou dos Jogos Universitários, também no CT Paralímpico.

Simultaneamente, acontecerá o Pan Americano Universitário, também nas dependências do CT Paralímpico. A cerimônia de abertura está marcada para esta sexta-feira, às 19h.

Na segunda-feira, 23, às 15h, atletas e paratletas poderão assistir uma palestra com o ex-nadador e medalhista olímpico Gustavo Borges, padrinho do evento.

Confira a programação do Parapan-Americano Universitário:
Atletismo – 21,22,23 e 24 de julho
Natação – 24, 25, 26 e 27 de julho
Tênis de mesa – 24, 25, 26 de julho

Fonte: cpb.org.br

Etiquetas em braile e QR code para incluir os deficientes visuais na moda

Etiqueta em braile e QR code

por Ricardo Shimosakai

Etiqueta em braile e QR code. Pensar em maneiras de tornar a moda mais inclusiva é um dos desafios que movem as jovens Amanda Gotado e Camila Dinapoli, que desenvolveram um sistema de etiquetas para roupas voltado para o público com deficiência visual. Parte do projeto Sense, que elas criaram para o Trabalho de Conclusão de Curso de Design de Moda, do Centro Universitário Belas Artes, de São Paulo, as etiquetas trazem, além do braile, QR Codes que podem ser acessados pelo celular. Assim, os deficientes visuais podem acessar informações como cor, tamanho, detalhes visuais e instruções de lavagem de forma autônoma.


De acordo com a dupla, as ideias do projeto surgiram a partir de entrevistas com pessoas cegas, que relataram as principais dificuldades na hora de comprar roupas. Falta de acessibilidade nas lojas, falta de profissionais aptos a ajudar, dificuldade para interpretar as peças e a necessidade de ir fazer compras acompanhado foram os problemas mais apontados. As etiquetas com braile e QR Code auxiliam nas duas últimas, mas não resolvem todos os problemas. É por isso que Amanda e Camila também estão desenvolvendo um treinamento para lojistas, que ajudaria a entender as necessidades específicas na hora de atender clientes com deficiência, além de um serviço de consultoria para ajudar cada cliente a encontrar seu próprio estilo e a se expressar através da forma como se veste. Fonte: hypeness



sexta-feira, 20 de julho de 2018

Aluno cadeirante da UFRGS luta para evitar entrada pelos fundos na própria formatura

Alex Viana tenta solução junto à universidade há quase três meses para que possa participar da colação da mesma forma que os colegas. Ele considera as alternativas oferecidas pela instituição 'constrangedoras'.

Por Gabrielle de Paula, G1 RS

Cadeirante, o formando tenta uma solução junto à universidade há quase três meses (Foto: Arquivo pessoal)
Cadeirante, o formando tenta uma solução junto à universidade há quase três meses (Foto: Arquivo pessoal)

Formando do curso de Relações Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alex Viana é cadeirante e busca desde abril uma solução junto à universidade para poder entrar na cerimônia de formatura da mesma maneira que os colegas.

Segundo o estudante, as alternativas oferecidas pela administração foram "constrangedoras". Uma seria ser carregado no colo, e a outra seria entrar pela rampa de acesso localizada nos fundos do palco.

"Na mesma semana em que a universidade é divulgada como uma das melhores da América Latina, eu estou passando por um gasto de energia desnecessário, em um momento que deveria ser de celebração", desabafa.

Ele já havia passado pela experiência de entrar pela porta dos fundos na própria formatura em 2007, quando concluiu um curso técnico em gestão na instituição. Mais de uma década depois, Alex diz que, desta vez, espera ser tratado com igualdade.

A comissão de graduação da Faculdade de Comunicação encaminhou uma correspondência oficial ao setor responsável pelas cerimônias de colação, pedindo uma solução para o impasse. Ainda assim, universidade só se manifestou depois que o aluno fez uma denúncia por discriminação no Ministério Público.

Sem respostas da universidade, o aluno entrou com uma denúncia no Ministério Público (Foto: Arquivo pessoal)
Sem respostas da universidade, o aluno entrou com uma denúncia no Ministério Público (Foto: Arquivo pessoal)

Na tarde de quarta-feira (18), Alex participou de um encontro com nove representantes de diferentes setores da UFRGS. "No início, o objetivo da reunião era claramente me convencer a mudar de opinião", diz.

O estudante afirma ter saído da reunião com a promessa de que uma rampa metálica será instalada na parte da frente do palco. A cerimônia de formatura será realizada no dia 10 de agosto.

O G1 fez contato com a assessoria da universidade, que na tarde desta quinta não sabia informar quando a rampa de acesso pela frente do palco será instalada.

Em nota, a universidade afirma que está "atenta à demanda feita pelo aluno" e "reafirma seus esforços em adequar os espaços da instituição para oferecer acessibilidade" (nota na íntegra abaixo).

Nota da UFRGS

"Atenta à demanda feita pelo aluno do curso de Relações Públicas Alex Viana, a UFRGS realizou na tarde de ontem, dia 18, reunião para apresentar as alternativas possíveis para que o estudante participe da cerimônia de colação de grau no Salão de Atos da Universidade. No encontro, que contou com a presença de Alex e de docentes e técnicos da UFRGS, foram discutidas as opções de acessibilidade oferecidas pelo Salão de Atos e, por fim, chegou-se a uma solução: a construção de rampa que permitirá que o aluno acesse o palco conjuntamente com seus colegas formandos, conforme o trajeto requisitado, de forma segura e autônoma.

Deste modo, a UFRGS reafirma seus esforços em adequar os espaços desta quase centenária instituição para oferecer acessibilidade, processo que vem sendo conduzido tendo também em vista que a partir de 2018 o Programa de Ações Afirmativas reserva vagas para o ingresso nos cursos de graduação de pessoas com deficiência".

                Alex diz que esperava ser tratado com mais igualdade (Foto: Arquivo pessoal)
       Alex diz que esperava ser tratado com mais igualdade (Foto: Arquivo pessoal)

Fonte: g1.globo.com

Homem invade casa em Salvador e faz jovem com deficiência auditiva refém; vídeo mostra resgate

Vítima ficou em poder do suspeito por duas horas, no bairro de São Cristovão. Sequestrador foi preso e encaminhado para a 12ª, em Itapuã.

Por G1 BA

Resultado de imagem para Homem invade casa em Salvador e faz jovem com deficiência auditiva refém
PM realiza resgate de refém após 2 horas de negociação no bairro Vila Verde, em Salvador

Uma jovem, que é deficiente auditiva, foi mantida refém, na manhã desta segunda-feira (16), na casa onde mora, no bairro de São Cristovão, em Salvador. Um vídeo divulgado pela Polícia Militar mostra o momento em que a jovem é resgatada por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), sob aplausos de moradores da região. 

Click AQUI e veja o vídeo

De acordo com a PM, o crime ocorreu na comunidade de Vila Verde. A vítima, ficou cerca de 2 horas em poder do criminoso, identificado como Joseanderson Santana Souza, conhecido como "Kléber", que ameaçava a jovem com uma faca de cozinha.

O criminoso foi capturado por agentes do Bope e da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/São Cristóvão) por volta das 13h, após negociação. Joseanderson foi encaminhado para a 12ª Delegacia, no bairro de Itapuã.

A vítima passou mal após o resgate e foi encaminhada ao Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. Ele deve ser ouvida na 12ª Delegacia, para onde o suspeito foi levado.

Negociações

Suspeito foi escoltado por agentes de Bope após se render (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)
Suspeito foi escoltado por agentes de Bope após se render (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)

A PM chegou à Rua Prado por volta de 10h20, após ser acionada pelos vizinhos da jovem. A suspeita é de que Joseanderson tentou se esconder na casa para tentar fugir da polícia após cometer um assalto na região de São Cristóvão.

No entanto, após ser preso, conforme a PM, o suspeito alegou que entrou na casa da vítima para fugir de rivais do tráfico de drogas.

Ao chegar no local, uma equipe da 49ª CIPM fechou o perímetro e assumiu a negociação. Logo em seguida, os agentes solicitaram reforços do Bope.

Policiais do Bope negociaram libertação da vítima com o suspeito em Salvador (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)
Policiais do Bope negociaram libertação da vítima com o suspeito em Salvador (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)

Policiais do Bope durante negociação com o suspeito no bairro de São Cristovão (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)
Policiais do Bope durante negociação com o suspeito no bairro de São Cristovão (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)

Caso ocorreu na tarde desta segunda-feira (16), no bairro de São Cristovão, em Salvador (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)
Caso ocorreu na tarde desta segunda-feira (16), no bairro de São Cristovão, em Salvador (Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA)

Fonte: g1.globo.com