sábado, 11 de agosto de 2018

Único cadeirante a disputar o Rally dos Sertões, cearense se desafia: "Não sei o meu limite"

Antônio Cavalcante está prestes a completar 50 anos e após vencer a meia-maratona internacional de Fortaleza, voar num ultraleve e ser campeão de tiro ao prato, irá se aventurar no maior rali do país

Único cadeirante a disputar o Rally dos Sertões, cearense se desafia:

Por Juscelino Filho e Matheus Pereira, Fortaleza, CE

Quando aciona os motores do UTV, Antônio Cavalcante se transforma. Quanto mais potência, melhor! Nada de pouca velocidade. Os terrenos irregulares parecem virar pistas simples com ele ao volante. A poeira, as pedras, a lama, nada disso é dificuldade para o piloto que está prestes a completar 50 anos. Com a vida repleta de desafios, o cearense coleciona conquistas nos mais diversos mundos. Cadeirante, Antônio perdeu o movimento das pernas num acidente há mais de 35 anos. Exemplo de dedicação e perseverança, está prestes a se aventurar no Rally dos Sertões, o maior do país.

Antônio Cavalcante irá disputar o Rally dos Sertões (Foto: Juscelino Filho)
Antônio Cavalcante irá disputar o Rally dos Sertões (Foto: Juscelino Filho)

Apesar da idade, Antônio tem pouco tempo de rali. Começou em 2017 e já coleciona conquistas. Das 18 provas em que participou, subiu ao pódio em 17. Os troféus estão espalhados pelo escritório. Empresário, divide o tempo entre a família e a paixão pelos esportes.

Esta será a primeira participação de Antônio no Rali dos Sertões pilotando uma UTV. Será o único cadeirante. Perdeu o movimento das pernas depois de cair do terceiro andar de um prédio há 36 anos. Nem mesmo isso o limitou a se aventurar, a descobrir o próprio limite. Se no colégio jogava futsal, basquete, handebol, depois do acidente descobriu que não havia nada que o pudesse parar.

- Eu me acidentei em 1982, com 13 anos. Quando me acidentei, passei um ano mexendo apenas o pescoço. Fiz a cirurgia e melhorei. Quando foi em 1989, chegou o primeiro jetski aqui no Brasil e e fui praticar. Depois fui voar de ultraleve. Eu fui o primeiro piloto paraplégico do mundo. Também fui campeão de tiro ao prato que é um esporte olímpico, mas não para cadeirantes. Depois passei um tempo sem esportes. Mas depois conheci o mundo do rali. Conheci o UTV e me apaixonei - explicou.

Antônio exibe os troféus que já conquistou ao longo da vida (Foto: Juscelino Filho)
Antônio exibe os troféus que já conquistou ao longo da vida (Foto: Juscelino Filho)

No dia-a-dia, Antônio é sócio numa empresa de terraplanagem e locação de máquinas pesadas e vai para cima e para baixo na empresa porque não gosta de ficar no escritório. Para aguentar a rotina, ele treina numa academia com um personal, três vezes por semana. Para poder participar da rali, Antônio adaptou a UTV. Pilota com a mão direita e usa o freio e acelerador com a esquerda.

- Eu ainda não sei qual é o meu limite. Eu não sei. Eu achava que não daria para competir com o UTV, mas fui me adaptando. Eu piloto só com uma mão. Com a mão direita eu acelero e freio com a mão esquerda. Eu fui operado seis vezes na coluna. Estou na academia só há dois meses para conseguir competir no Rally dos Sertões, porque vou precisar. Eu ainda não sei qual é o meu limite.

Ao todo, foram 17 pódios em 18 provas de rali (Foto: Juscelino Filho)
Ao todo, foram 17 pódios em 18 provas de rali (Foto: Juscelino Filho)

Em 2017, competiu no rali RN 1500. Venceu. Mas enfrentou, pela primeira vez, um grande desafio. O pneu do carro furou e foi necessário trocar. Sem maiores problemas, Antônio desceu do carro e foi trocar as peças.

- O maior perrengue que eu já passei foi no RN 1500. Tive que descer do carro e trocar o pneu. Enquanto o navegador me ajudava, eu desci e acochava a roda, apertava. Os concorrentes que passavam não acreditavam quando me viam arrastando no chão para trocar os pneus - relembrou.

Antônio realmente não tem limites. Antes que o repórter esqueça de dizer, ele foi campeão da Meia-Maratona Internacional de Fortaleza em 2014. Dá palestras motivacionais para jovens e é a primeira vez que irá participar do maior rali do Brasil. Quando não tiver mais desafios a serem quebrados no kart, já sabe qual será o próximo esporte.

- Depois do rally eu acho que vou começar a fazer kite - concluiu.

Antônio Cavalcante com a família (Foto: Juscelino Filho)
Antônio Cavalcante com a família (Foto: Juscelino Filho)

Aaron Philip: a modelo trans com deficiência que conquistou o mundo

"Sou apenas uma adolescente tentando viver minha vida. Minha deficiência é uma parte de mim, mas não define toda a minha identidade", diz

por D'arcee Neal

                      Aaron usa blazer Chad Stevens LTD Blazer, top Styling Stingy e tênis Fila Silver Sneakers (Foto: Lucca Messer)
              Aaron usa blazer Chad Stevens e top Styling Stingy (Foto: Lucca Messer)

Quem passou as férias em Nova York neste verão teve a chance de esbarrar com uma musa loira desfilando com sua cadeira de rodas pelas ruas de Manhattan. Aaron Philip, de 17 anos, é uma modelo negra, trans e com deficiência física que conquistou o mundo no ano passado ao compartilhar suas fotos em um post viral no Twitter: "Honestamente, quando uma agência de modelos me encontrar, significa que acabou para vocês. Eu represento a verdadeira inclusão e diversidade".

As fotos foram retuitadas mais de 20 mil vezes e tiveram mais de 80 mil curtidas, além de vários comentários. As pessoas instantaneamente se apaixonaram pelo estilo de Aaron e pela sua energia que é transmitida até pelas imagens. E pessoalmente Aaron é exatamente assim: espontânea, com riso fácil e amável. Seus sonhos de ter sucesso e fama ocupam um lugar secundário na vontade de ajudar aos outros, especialmente por meio do seu trabalho.

                     Aaron usa top Vintage Avalon Hand Sequined Top, bottoms Vintage Cabernet Sleep Wear e tênis Fila Silver Sneakers (Foto: Lucca Messer)
  Aaron usa top vintage Avalon, calça vintage Cabernet e tênis Fila (Foto: Lucca Messer)

Ela nasceu na ilha de Antígua, no Caribe,, com paralisia cerebral tetraplégica,, e foi para o Bronx aos três anos de idade. Desde criança, cresceu ansiosa para representar pessoas com deficiência.

Inclusive, lembra que ficou feliz e orgulhosa ao ver Kylie Jenner posando em uma cadeira de rodas. na Interview Magazine, em 2015. “Quando era mais nova, fiquei empolgada pela imagem e representação [de pessoas com dificuldades de locomoção] porque todos só nos viam como usuários de cadeira de rodas. Mas não sabia como lidar com aquilo, porque eu não vi que Kylie Jenner estava usando nossa imagem como fetiche”, diz. E completa: “se ela não soube promover a inclusão há alguns anos, hoje, Aaron Philip certamente sabe”.

                       Aaron usa top Vintage Avalon Hand Sequined Top, bottoms Vintage Cabernet Sleep Wear e tênis Fila Silver Sneakers (Foto: Lucca Messer)
   Aaron usa top vintage Avalon, calça vintage Cabernet e tênis Fila (Foto: Lucca Messer)

A modelo sempre sonhou ser uma estrela. “Queria fazer fotos para que pudesse me candidatar às agências, mas não estava recebendo o feedback que queria. Então decidi ir ao Twitter”, diz. “Tinha a intenção de fazer esse post , mas não esperava que isso explodisse do jeito que aconteceu”.

Para pessoas como Aaron, a indústria da moda não está evoluindo rápido o suficiente. Apesar do fato de as pessoas com deficiência representarem 15% da população global, a deficiência continua a ser um tabu frustrante quando se trata de discussões sobre diversidade, moda e beleza. "Somos negligenciados no espaço de beleza", opina Aaron. “[O setor tem] a obrigação de criar espaços que sejam acessíveis, limpos, abertos e bem pensados para nós”.

                         Aaron usa blazer Chad Stevens LTD Blazer, top Styling Stingy e tênis Fila Silver Sneakers (Foto: Lucca Messer)
       Aaron usa blazer Chad Stevens, top Styling Stingy e tênis Fila (Foto: Lucca Messer)

Depois do sucesso do tuíte, ela já fez um ensaio para a Paper Magazine,, para a  Them e também participou de algumas campanhas. Se antes estava focada exclusivamente em assinar com uma agência de modelos, agora vê os benefícios de aproveitar as oportunidades que vieram após o post. “As pessoas me mostraram muita gentileza e eu devolvi. Às vezes tem ódio e negatividade, mas estou muito feliz para me importar com isso”, conta ela, que quer estudar fotografia para clicar e apoiar jovens com deficiência.

No fundo, Aaron só quer ser quem realmente é. “Sou apenas uma adolescente tentando viver minha vida. Minha deficiência é uma parte de mim, mas não define toda a minha identidade. Ela não define meu valor ou o que eu posso ou não fazer”. 

                      Aaron usa blazer Chad Stevens LTD Blazer, top Styling Stingy e tênis Fila Silver Sneakers (Foto: Lucca Messer)
              Aaron usa blazer Chad Stevens e top Styling Stingy (Foto: Lucca Messer)

                       Aaron usa blazer Chad Stevens LTD Blazer, top Styling Stingy e tênis Fila Silver Sneakers (Foto: Lucca Messer)
Aaron usa chapéu Styling Stingy, blusa Innermost, calça vintage R&K e colar Louis Vuitton (Foto: Lucca Messer)

                  Aaron usa top Vintage Avalon Hand Sequined Top, bottoms Vintage Cabernet Sleep Wear e tênis Fila Silver Sneakers (Foto: Lucas Messer)
Aaron usa top vintage Avalon, calça vintage Cabernet e tênis Fila (Foto: Lucas Messer)

Fotógrafo: Lucca Messer
Styling: Al-Fuquan Green
Make-up: Lani Barry
Assistente fotografia: Andressa Ocker

Texto originalmente publicado na Them.

Dançarinos com Síndrome de Down farão espetáculo em Cabo Frio, no RJ

'Down Dance, o Sonho' também vai contar com pessoas com limitações físicas e motoras.

Por G1, Cabo Frio

Imagem Prefeitura Municipal de Cabo Frio
Resultado de imagem para "Down Dance, o Sonho"

Dançarinos com Síndrome de Down vão apresentar o espetáculo "Down Dance, o Sonho" em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, nesta sexta (10) e sábado (11). As apresentações contarão também com a participação de pessoas com limitações físicas e motoras.

Ao todo, 60 bailarinos se apresentarão em ritmos como samba, bolero, valsa, rock e forró. O espetáculo é organizado pela Companhia de Dança Alan Lobato e a programação vai acontecer a partir das 20h, no teatro do Colégio Domingos Sávio, no bairro São Cristóvão.

O espetáculo contará com a participação da Companhia Dancing Down, do Rio de Janeiro, da Companhia Rosa Demarchi, de Cabo Frio, da Apae de Búzios e do projeto Cadeirantes na Dança.

“Nosso objetivo é fazer uma conscientização sobre inclusão e respeito a essas pessoas. Elas aparentam ser diferentes, mas têm capacidade de aprendizado enorme. São pessoas com muita vontade e muito amor para oferecer”, comentou o organizador do evento, Alan Lobato.

Os ingressos para o espetáculo são vendidos por R$ 30 e a meia por R$ 15 para estudantes, idosos acima de 60 anos, crianças e pessoas com deficiência. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (22) 99948-5180.

Fonte: g1.globo.com

Justiça determina aumento de vagas do Sisu para pessoas com deficiência na UFCG

UFCG diz que segue recomendações do MEC e aguarda liberação do órgão para oferecer vagas.

Por G1 PB

Justiça determina aumento de vagas do Sisu para pessoas com deficiência na UFCG; processo seletivo extraordinário deve ser aberto em até 15 dias (Foto: Marinilson Braga/UFCG/Arquivo)
Justiça determina aumento de vagas do Sisu para pessoas com deficiência na UFCG; processo seletivo extraordinário deve ser aberto em até 15 dias (Foto: Marinilson Braga/UFCG/Arquivo)

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) deve abrir, em até 15 dias, um processo seletivo extraordinário para o preenchimento de vagas ofertadas através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) exclusivamente para pessoas com deficiência. A seleção é referente ao semestre 2018.2.

O Ministério Público Federal reconhece a necessidade da reserva de 13,85% de vagas para pessoas com deficiência, percentual que representa 27,77% do total de vagas oferecidas pela instituição.

Segundo o pró-reitor de ensino da universidade, Alarcon Agra, houve uma redução de vagas em todas as instituições aderentes ao Sisu e a UFCG, como as outras instituições, apenas informa o número de vagas globais ao sistema do Ministério da Educação, que faz o cálculo de forma automática, distribuindo as vagas.

Ainda de acordo com o pró-reitor, para a seleção 2018.2 foram reservadas 6,7% das vagas. Ele contou que o MEC justificou a diminuição na oferta de vagas por causa de uma nova consideração de pessoa com deficiência, que não tem como base só critérios médicos, mas sociais em relação à funcionalidade da pessoa e suas restrições quanto ao ambiente físico e de trabalho.

Segundo Alarcon, a UFCG recebeu do MEC a informação de que vai receber um quantitativo de vagas que permitirá abrir um novo processo seletivo. “Estamos aguardando que a liberação destas vagas se realize no sistema, o que não nos compete. Cabe ao MEC nos informar a abertura efetiva das vagas e a autorização para a abertura do processo seletivo extraordinário”, informou o pró-reitor.

A Justiça definiu o prazo de 30 dias para a conclusão do processo seletivo extraordinário e manteve a multa de R$ 500 mil, caso o descumprimento da sentença continue, já que o primeiro prazo para a finalização do processo seletivo foi estipulado para o dia 30 de julho deste ano.

Fonte: g1.globo.com

Decreto facilita bloqueio de benefício a idoso e deficiente de baixa renda

O Benefício de Prestação Continuada é concedido a pessoas com deficiência e idosos com 65 anos ou mais que comprovem renda insuficiente ao sustento

Por Estadão Conteúdo

Previdência Social/INSS
Pela nova regulamentação, a suspensão do BPC poderá ser efetuada mesmo que o INSS não consiga notificar o beneficiário da suposta irregularidade (Arquivo/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer e o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, editaram decreto que torna mais rápido e fácil suspender o Benefício de Prestação Continuada (BPC) em caso de irregularidades. O benefício, no valor de um salário mínimo mensal, é concedido pelo INSS a pessoas com deficiência e idosos com 65 anos ou mais que comprovem não ter meios nem familiares que possam prover sua manutenção.

Pela nova regulamentação, a suspensão do BPC poderá ser efetuada mesmo que o INSS não consiga notificar o beneficiário da suposta irregularidade. Quando souber do bloqueio, o beneficiário poderá se dirigir ao INSS para entender a situação e pedir o desbloqueio. A partir daí, terá 10 dias para se justificar. Depois disso, o INSS terá 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para analisar a defesa e decidir se restabelece ou não o benefício.

Saiba mais sobre esse novo decreto:
Clique  economia.uol.com.br

Na regra anterior, o caminho até a suspensão do benefício era mais longo e isso só ocorreria depois das várias tentativas e formas de notificação. Depois de avisado por correio, o beneficiário teria 10 dias para a defesa. Caso a notificação não se confirmasse por via postal, era preciso fazê-la por edital em jornal de grande circulação. Nesse caso, o beneficiário ganharia 15 dias para a defesa. O beneficiário também poderia recorrer a um conselho ligado ao INSS, possibilidade que foi mantida no novo decreto.

O decreto desta quinta-feira, 9, traz outras mudanças no regulamento do BPC e cria exigências para a concessão e manutenção do benefício, como inscrição e atualização no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Também lista os casos passíveis de suspensão e de cancelamento definitivo do benefício.

Irregularidades

Dados do governo mostram que, de 1996 a 2017, a quantidade de beneficiários do BPC aumentou de 346 mil para 4,5 milhões. No mesmo período, os gastos com a concessão subiram de 172 milhões de reais para 50 bilhões de reais.

O pente-fino que o governo tem feito em benefícios do INSS identificou inconsistências nos pagamentos do BPC em 2017, tanto por fragilidades cadastrais quanto na operação, que geraram potencial prejuízo de 464,5 milhões de reais por mês aos cofres públicos. Isso corresponde a mais de 5,5 bilhões de reais por ano.

O céu NÃO é o limite para os cadeirantes! - Vejam os vídeos.

Quem acompanha o blogue já deve ter percebido que eu adoro dizer "cadeirante pode fazer tudo, porém, de maneiras diferentes...". E é verdade!


Quem faz jus às minhas palavras, são Ederson Henrique e Evandro Bonocchi. Esses dois corajosos tiveram a incrível experiência de ir para as alturas, e não foi de avião! Veja como foi:

Ederson Henrique tem tetraplegia devido a Atrofia Muscular, ele e uma galera, juntos, conseguiram "bolar" uma plano para ele fazer tirolesa. Tudo preparado, Edeson foi para a aventura.

Antes de chegar na tirolesa, ele teve que fazer uma trilha no horto de Campos do Jordão.

"Fiz 20 minutos de trilha toda com a cadeira de rodas, uma trilha normal usada por todos. Tinha partes que eram um pouco complicadas, mas foi tranquilo..." conta Henrique.





"Foi um dia incrível tudo perfeitoe muito tranquilo, melhor do que imaginava. Fui o primeiro cadeirante a fazer isso no Horto de Campos do Jordão, estava meio aprenssivo pela questão do controle da cabeça, usei a cervical, mas foi tão tranquilo que nem precisava..."

Henrique também fez um vídeo muito legal, assista:




Evandro Bonocchi que é paraplégico, também se aventurou nas alturas e contou tudinho pra gente:

"Há algum tempo (uns 3 anos) venho recebendo o convite do meu amigo Augusto Toledo, que também é cadeirante, para viver uma experiência diferente. Voar de paratrike.

O paratrike para quem não conhece consiste em um carrinho com 3 rodas para duas pessoas, impulsionado por um motor com hélice na vertical localizado na parte de trás e uma vela para planar no ar.

Após uma conversa na Reatech desse ano com o amigo Augusto, ficou decidido que encararia esse desafio. Então no sábado passado, saí de São José dos Campos, onde moro, as 5 da manhã para chegar em Indaiatuba as 7:20...percorri os 200 kms assistindo o sol nascer com uma certa apreensão. Fui preparado para o pior, rssrrrs.

Ao chegar no local determinado para a decolagem...apesar do frio o dia estava lindo, sem uma nuvem no céu. Após uma breve explicação sobre o vôo e equipamentos...decolamos. Uhuuullll..."




"...uma sensação incrível...O medo não veio e pude curtir cada momento do vôo de aproximadamente 15 minutos.

O Augusto me permitiou pilotar e sentir um pouco a vela realizando algumas manobras.Uma mistura de adrenalina e paz ao mesmo tempo. Não parei de pensar em meu filho...que um dia ele tem que viver essas sensações que a vida vem me apresentando. Foi demais, inesquecível!!!

Agradeço muito ao meu amigo Ausgusto, que realiza esse trabalho com maestria e para a informação de todos, para malacabados o vôo é free!..."

Veja o vídeo que Evandro fez, e sinta também um pouco de frio na barriga...demais!!




E aí gente, também ficaram com vontade? Eu fiquei, agora só falta a coragem!

Cadeirantes são demais! - Veja o vídeo.

Quem disse que cadeirante é inválido? Que tem que ficar em casa? Que não pode fazer isso ou aquilo?

Imagem Internet/Ilustrativa
Resultado de imagem para Cadeirantes são demais

Se alguém te disser que você não consegue, que não dá conta, que está limitado ou "é melhor ficar mais quieto", mostre esta postagem para ele! Ou mande para aquele lugar...

Cadeirantes rules!!!!




Fonte: blogdocadeirante.com.brImagem Internet/Ilustrativa

Pessoas com deficiência não aparente enfrentam desconfiança

Com problema de visão, Eduarda enfrenta constrangimento até no ônibus

Por Giselle Ulbrich, Afp


Ser portador de necessidades especiais (PNE) ou de doença crônica já não é fácil. Quando a deficiência é aparente, muitos até conseguem a ajuda e compreensão de outras pessoas. Mas aqueles em que a deficiência não é aparente fisicamente acabam passando por situações constrangedras.

Um exemplo é o da estudante Eduarda Bonini, 17 anos, que possui uma doença nos olhos chamada ceratocone, que retirou dela boa parte da visão. Óculos não resolvem o problema, apenas uma lente de contato especial, que na maioria das vezes ela não consegue usar porque dá alergia.

A mãe da jovem, a dona de casa Claudenice Bonini, 34 anos, diz que, por não ser aparente, nem todo mundo percebe a doença. Muito menos Eduarda gosta de ficar falando aos quatro ventos o que tem. Por isso, já passou constrangimentos com professores e até parentes, que ficam perguntando porque ela faz tantas caretas, fica forçando a vista ou olhando de um jeito engraçado.

“Quando ela fala da doença, as pessoas às vezes não acreditam. Por isto ela prefere se calar”, explicou a mãe. A mãe só a manda pras atividades necessárias, como a escola, cursos extras, consultas médicas, etc., ou quando algum familiar pode estar junto.

Meia entrada com pé atrás

Quem também já passou por constrangimentos, tendo que provar a deficiência pra ter acesso aos seus direitos, é o contador Ademar Bueno, 33 anos. Ele possui artrite reumatóide e usa muletas. Uma vez ele comprou um ingresso pro teatro. A lei federal 12.933/2013 garante que os PNE têm direito a meia entrada. Quando ele pediu o desconto, o vendedor perguntou porquê.

Ademar teve que ficar explicando seu problema no microfone do guichê, com todos na fila atrás ouvindo. “Ele (o vendedor) me olhou de cima até embaixo. Me vendeu a meia entrada, mas desconfiado. É sempre assim. Muitas vezes, o constrangimento nem é verbal. As pessoas ficam te olhando estranho, a expressão corporal delas mostra que não estão confortáveis com você”, desabafou o contador.

Acessibilidade

Cadeirantes, por exemplo, deveriam ter uma ala separada, com fácil acesso ao banheiro, ao invés de ficar misturados no meio do público. O próprio Ademar sente dificuldade de ficar em pé com os outros espectadores, devido às dores que sente. “Eu não quero conforto e privilégios. Só quero ver o show. Hoje em dia, se eu quero um canto adequado pra ficar numa casa noturna, por exemplo, tenho que pagar um camarote, que custa caro. Não tenho esse dinheiro”, lamentou.

Hora de sair e reagir

A jornalista Adriana Czelusniak, da Associação de Pais Para o Autismo (APPA), diz que já passou a época dos pais ficarem trancafiados dentro de casa, pra evitar que seus filhos com necessidades especiais passem por constrangimentos em ambientes públicos. “Hoje temos mais mães com coragem de sair com as crianças, mais confiantes em reagir às discriminações. Quando isso acontece, na maioria das vezes as pessoas acabam pensando no que fizeram e pedem desculpas. Estamos tentando acelerar esse processo de inclusão na sociedade”, diz Adriana.

No caso da jornalista, muitas pessoas num restaurante, por exemplo, não entendem por que o filho dela, de 10 anos, levanta de tempos em tempos, anda, bate palmas e volta à cadeira, já que a deficiência dele não é aparente fisicamente. Ela explica que as pessoas com autismo, em geral, não suportam som alto, tem medo do escuro e não conseguem ficar muitas horas sentados. Pra que estas pessoas tivessem mais acesso à cultura, por exemplo, os cinemas poderiam fazer sessões especiais pras pessoas com autismo, uma vez por mês, assim como já existe o Cinematerna, uma sessão de cinema especial pra mães com bebês.

Dificuldades nos ônibus

Pegar ônibus também é difícil. Ele mora no Umbará e as vindas ao centro são viagens doloridas. ,“Quando consigo uma cadeira pra sentar, tudo bem. Mas quando vou em pé, sacolejo que nem um cabrito nessas ruas de antipó ou esburacadas”, relatou Ademar.

O contador também já trabalhou no transporte coletivo de Curitiba e via sempre a dificuldade dos deficientes físicos. Ele diz que estes elevadores de tubos e ônibus vira e mexe quebram. Pra ser consertados, precisam de licitação, um processo que às vezes dura meses com o equipamento parado.

Projetos

Dois vereadores já propuseram dois projetos de leis: um deles prevê que o cartão transporte de portadores tenha identificação (a lei passou e depende da aprovação do prefeito); outro propõe que o carnê do IPTU seja escrito em braile.

A Urbs já possui um procedimento pra ceder o cartão de isento a pessoas com deficiências ou patologias crônicas. Primeiro, a pessoa procura um Centro de Referência e Assistência Social (Cras). Depois de comprovar a renda familiar, é encaminhado ao serviço de saúde pública. Com o laudo positivo, a pessoa vai à Urbs pra adquirir o cartão.

Pais de crianças com autismo organizaram protesto.

Discriminação no shopping

Recentemente, um rapaz de 20 anos, portador de autismo, e sua mãe, passaram por um constrangimento dentro de um shopping no Batel. Por causa de seu problema, misturado a outras doenças – que não são aparentes fisicamente – o rapaz solta alguns pequenos gritos. Mãe e filho estavam numa cafeteria do shopping, quando, segundo a mãe, o próprio diretor do estabelecimento reclamou dos gritos do rapaz e pediu que ela o controlasse. Já a versão dada pela direção do shopping diz que o ocorrido não foi bem assim e que tudo não passou de um mal entendido.

Mas, como resultado do que aconteceu, a Associação de Pais Para o Autismo (APPA) decidiu fazer um protesto pacífico. Uma semana depois, levou crianças e adolescentes com autismo pra uma tarde de brincadeiras dentro do shopping. Foi uma forma de protesto.

A jornalista Adriana Czelusniak tem um filho de 10 anos com autismo e faz parte da APPA. “Ele tem um carro no nome dele. Foi comprado com isenção de IPI, ICMS e eu também não pago IPVA, pois a lei garante que veículos que transportem pessoas com deficiências têm todos estes direitos”, explicou a jornalista.

Enfermeira que tem autismo é demitida após denunciar boicote no Hospital do Servidor Público de SP

Andrea Batista tem síndrome de Asperger e está na unidade há menos de três meses, mas não recebeu apoio especializado para aprender rotinas e procedimentos.

Questionado pelo blogVencerLimites, hospital desqualificou a profissional, destacando suas deficiências técnicas, e afirmou que a interação social "não é fator relevante" no caso. "É como dizer ao cego que seu ponto negativo é não enxergar", desabafa a enfermeira, que diz ser discriminada por colegas e superiores. Para a neuropsicóloga que tratou Andrea, o HSPE tem a obrigação de oferecer suporte adicional à funcionária.

IMAGEM 01: Andrea Batista tem síndrome de Asperger e está na unidade há menos de três meses, mas não recebeu apoio especializado para aprender rotinas e procedimentos. Questionado pelo blogVencerLimites, hospital desqualificou a profissional, destacando suas deficiências técnicas, e afirmou que a interação social
Andrea Batista tem síndrome de Asperger e está na unidade há menos de três meses, mas não recebeu apoio especializado para aprender rotinas e procedimentos. Questionado pelo blogVencerLimites, hospital desqualificou a profissional, destacando suas deficiências técnicas, e afirmou que a interação social “não é fator relevante” no caso. “É como dizer ao cego que seu ponto negativo é não enxergar”, desabafa a enfermeira, que diz ser discriminada por colegas e superiores. Para a neuropsicóloga que tratou Andrea, o HSPE tem a obrigação de oferecer suporte adicional à funcionária. Descrição #pracegover: Andrea aparece sorrindo junto com quatro colegas em uma ala infantil hospitalar. Crédito da foto: Arquivo pessoal / Andrea Batista da Silva

por Luiz Alexandre Souza Ventura

A enfermeira Andrea Batista da Silva, de 44 anos, recém-admitida na ala infantil do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, foi demitida nesta sexta-feira, 10, após denunciar que tem sido discriminada e boicotada por colegas de trabalho, inclusive superiores. Ela tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas não recebeu orientação especializada para aprender os procedimentos da unidade e, por isso, foi avaliada de maneira correta e equivalente.

Andrea obteve diagnóstico de síndrome de Asperger somente aos 41 anos, após conviver por toda a vida com dificuldades de interação social. Prestou concurso para o HSPE em 2017 e ficou na quarta colocação da lista de pessoas com deficiência. “Desde o primeiro dia de treinamento, em junho, expliquei que tenho Asperger, mas ninguém parece entender o que isso significa e, muito menos, conseguem lidar com essa condição”, comenta a enfermeira.

“Os argumentos para a demissão foram os mesmos das avaliações” disse Andrea ao blog Vencer Limites depois de ser dispensada. “A gerente de enfermagem ainda foi irônica e disse ‘Você é esclarecida, né? Sabe procurar seus direitos’, porque eu denunciei a situação”, contou a enfermeira.

Questionado, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), que administra o HSPE, confirma que não ofereceu qualquer suporte adicional à funcionária e ainda desqualifica a colaboradora, destacando suas deficiências técnicas e ressaltando que a interação social “não é fator relevante” nas avaliações da enfermeira.

“Essa é justamente a minha maior dificuldade, que demorei 41 anos para entender. É como dizer ao cego que seu ponto negativo é não enxergar, e ainda não oferecer acessibilidade”, desabafa a enfermeira.

IMAGEM 02: Andrea foi aprovada para trabalhar no HSPE em concurso de 2017 e ficou na quarta colocação da lista de pessoas com deficiência. Crédito da foto: Arquivo pessoal / Andrea Batista da Silva
Andrea foi aprovada para trabalhar no HSPE em concurso de 2017 e ficou na quarta colocação da lista de pessoas com deficiência. Crédito da foto: Arquivo pessoal / Andrea Batista da Silva

Funcionária há 22 anos do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos (SP), Andrea recebeu pontuação máxima na avaliação mais recente, referente ao período entre abril e junho, com destaque para seu alto nível de qualidade, interesse excepecional e confiança total em seus trabalhos.

“Pretendia manter os dois empregos. Trabalho 12 horas em cada um, intercalando os dias”, explica a enfermeira, que mora em São Vicente, também no litoral paulista.

Andrea atua na área desde 1992, quando fez curso de auxiliar de enfermagem e começou a trabalhar no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. Em Santos, integrou as equipes da Santa Casa, do Hospital Ana Costa, da Casa de Saúde e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil do Gonzaga.

Em 2008, formou-se em enfermagem na Universidade Paulista (UNIP) de Santos. Atualmente, tenta concluir uma pós-graduação em UTI pediátrica e neonatal, que precisou interromper porque não conseguia bancar a mensalidade.

IMAGEM 03: Laudo de neuropsicóloga confirma a síndrome de Asperger,
Laudo de neuropsicóloga confirma a síndrome de Asperger, “sem comprometimento intelectual e de linguagem, mas com déficits na comunicação e interação social em múltiplos contextos”. Crédito da foto: Arquivo pessoal / Andrea Batista da Silva

Toda a bagagem profissional de Andrea, no entanto, parece ser irrelevante no HPSE. “Eu preciso de um tempo para conhecer a rotina do hospital, saber como funcionam os sistemas no computador, e pergunto bastante, mas as colegas designadas para minha orientação me boicotaram desde o primeiro dia e colocaram nas avaliações que eu não socializo com o grupo”, diz Andrea.

“Fiquei na UTI pediátrica, que é minha principal especialidade, durante o primeiro mês (junho). Então, fui transferida, sem explicação, para a endoscopia infantil, com essa avaliação sobre a falta de interação”, conta.

“Após cinco dias na endoscopia (julho), a avaliadora repetiu o relatório sobre a interação, e ainda escreveu que eu não aprendia a operar todos os sistemas. Como eu poderia saber tudo em cinco dias? Quem aprende a rotina de um novo emprego nesse período?”, pergunta Andrea, que foi novamente transferida, dessa vez para o pronto-socorro infantil, onde também afirma ser alvo de preconceitos. “Uma das colegas me disse que eu deveria esconder que tenho Asperger para me preservar”, comenta.

A enfermeira diz ter procurado a coordenação do HSPE para relatar todos os problemas que está enfrentando no hospital, mas a situação não mudou. “Disseram que tudo seria revisto e que descartariam as avaliações anteriores sobre a interação, mas as mesmas informações estão incluídas na terceira avaliação”, ressalta Andrea.

“Socialização é a minha maior dificuldade, que demorei 41 anos para entender”

DIAGNÓSTICO – A neuropsicóloga Sandra Dias Batochio da Silva confirmou, três anos atrás, que a enfermeira Andrea tem a síndrome de Asperger, “sem comprometimento intelectual e de linguagem, mas com déficits na comunicação e interação social em múltiplos contextos”, diz o laudo emitido pela especialista.

“Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm direitos previstos em leis, porém se vê um processo desestruturado, para cumprir a lei de cotas. Para mudar esse quadro é preciso criar uma cultura de inclusão eficiente e conscientizar todos os agentes: empresa, sociedade e governo”, afirma a neuropsicóloga.

“Andrea cresceu, amadureceu e desenvolveu estratégias compensatórias para alguns desafios sociais, mas enfrenta dificuldades em situações novas ou sem apoio, sofrendo com esforço e ansiedade para calcular o que é socialmente correto para a maioria das pessoas. O prejuízo pode ser relativamente sutil em contatos superficiais, mas perceptível na interação dia a dia, no campo laboral e social”, explica a especialista.

Na opinião da neuropsicóloga, Andrea precisa de acompanhamento na fase probatória para ser avaliada com equivalência. “A inclusão preconiza uma série de ações que, na prática, não ocorrem. Neste caso, conscientização e informação sobre os sintomas característicos fariam uma grande diferença“, defende Sandra Dias Batochio da Silva.

“A inclusão preconiza uma série de ações que, na prática, não ocorrem”.

RESPOSTA – Questionado pelo blogVencerLimites sobre a situação da enfermeira Andrea Batista da Silva, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) enviou nota por e-mail na qual esclarece que, atualmente, trabalham no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) 20 servidores com algum tipo de deficiência, todos devidamente efetivados, além de mais 28 na área administrativa.

“O Iamspe não pactua com quaisquer tipos de discriminação ou preconceito contra seus profissionais.

No caso da servidora Andrea Batista da Silva, durante o primeiro ciclo de avaliação (45 dias) foram identificados problemas técnicos na execução do trabalho pela profissional, entre elas dificuldade em priorizar atendimento de urgência, necessidade de aprimorar seus conhecimentos para atender a pacientes em consultas de enfermagem, dificuldade na conferência diária de medicamentos psicotrópicos, grande dificuldade no cumprimento da escala diária, dificuldade na compreensão e desenvolvimento de seu papel como líder de equipe, deficiência no uso do sistema informatizado do hospital para solicitação de insumos e remédios e nas ações rotineiras de um enfermeiro, entre outros.

Em sua entrevista admissional, ela relatou que se identificava com a área de terapia intensiva neonatal e pediátrica e, por isso, foi alocada na UTI pediátrica. Diante das limitações técnicas apresentadas, o hospital propôs que ela mudasse de setor. A servidora referiu que, no Hospital Guilherme Álvaro, onde exerce cargo de auxiliar de enfermagem (nível técnico) e não de enfermeira (nível superior), atua no setor de endoscopia. A gerência de enfermagem propôs, então, que ela continuasse seu período probatório no setor de endoscopia do HSPE, a fim de se sentir mais à vontade com o ambiente e com as rotinas assistenciais.

Porém, a servidora apresentou dificuldades semelhantes às já apontadas. Com o objetivo de adaptar as características da profissional às atividades assistenciais, e procurando evitar o desligamento da funcionária antes do término do contrato de experiência, a gerência de enfermagem propôs que ela trabalhasse no ambulatório da pediatria, onde o ritmo de trabalho é mais tranquilo do que em outros setores, o arcabouço de conhecimento técnico requerido do profissional enfermeiro é menor e onde o horário de trabalho é mais salubre, de seis horas por dia, em vez das 12h desempenhados pela servidora.

No entanto, ela não concordou com a proposta e solicitou sua alocação no pronto-socorro infantil, no que foi prontamente atendida, pois o hospital ainda apostava na adaptação da funcionária, o que, infelizmente, não ocorreu.

Durante todo o período probatório a profissional foi avaliada por três chefias diferentes, e todas foram unânimes em apontar problemas de ordem técnica para o desempenho na atividade de enfermagem, que poderiam causar prejuízo na assistência aos pacientes do hospital.

Por esses motivos, o Iamspe entende que a interação social não é fator relevante para possível continuidade ou não do contrato de trabalho, e sim as questões de ordem estritamente técnica elencadas nos processos de avaliação.

O Iamspe e a direção do HSPE estão à inteira disposição da profissional para quaisquer esclarecimentos”, conclui a nota.

“A área de recursos humanos deveria oferecer suporte adicional”

SUPORTE ADICIONAL – “Vão usar questões de ordem estritamente técnica para dispensá-la’, diz a neuropsicóloga Sandra Dias Batochio da Silva. “Deveria haver sensibilização de todos os atores, visto que, no caso do autismo, pessoas que tiveram diagnósticos tardios desenvolveram estratégias para se adaptarem”, explica.

“A área de recursos humanos deveria oferecer suporte adicional, com profissionais capacitados e, por meio de atividades e programas que auxiliariam na desconstrução de barreiras à inclusão, o suporte vocacional também seria um facilitador neste processo de inclusão, pois os autistas poderiam aprimorar suas competências e aprenderiam a lidar com suas próprias expectativas”, esclarece.

EMPREGO APOIADO – O blogVencerLimites questionou o Iamspe sobre a estrutura de emprego apoiado que a enfermeira, por ser uma pessoa com deficiências cognitivas, deveria receber para que sua avaliação fosse elaborada em equivalência.

Em nota, a unidade confirma que não ofereceu qualquer suporte adicional à funcionária. “A enfermeira é acompanhada pela própria equipe de enfermagem e pela chefia, inclusive consta em relatório que a profissional diz formalmente que foi muito bem recebida pela coordenadora, sempre orientando tudo que foi perguntado por ela. O período probatório ainda está em curso”, conclui o Instituto.


Gerson Brenner se emociona com visita surpresa de Jandir Ferrari

"Foi lindo, emocionante. Eles não se viam há 19 anos", contou a mulher do ator, a psicóloga Marta Mendonça

Arquivo Pessoal
Vista surpresa deixa Gerson Brenner emocionado
Visita surpresa deixa Gerson Brenner emocionado

Aurora Aguiar, do R7

Gerson Brenner se emocionou com uma surpresa organizada pela mulher, a psicóloga Marta Mendonça, na tarde desta sexta-feira (10). Brenner recebeu a visita do ator Jandir Ferrari, parceiro dele nas novelas A Rainha da Sucata (1990) e Deus Nos Acuda (1992). Nas duas tramas, eles deram vida aos irmãos Gerson e Gino, filhos da saudosa Dona Armênia, interpretada por Aracy Balabanian.

"Foi lindo, emocionante", disse Marta ao R7. "Eles não se viam há 19 anos", acrescentou ela.

Marta contou que num primeiro momento, Gerson ficou em choque. "A impressão que ele teve era que aquilo não estava acontecendo. E em seguida, ele começou a sorrir."

A tarde foi de recordações. Jandir relembrou fatos que aconteceram com eles antes do assalto sofrido pelo amigo. Marta disse que Gerson ficou atento o tempo todo e concluiu: "Isso faz muito bem para a qualidade de vida dele".

Segundo dia de Parapan-Pacífico tem dois recordes brasileiros e sete medalhas

Alaor Filho/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

O segundo dia de finais do Parapan-Pacífico de natação rendeu à delegação brasileira dois novos recordes brasileiros e sete medalhas, sendo duas de ouro, três de prata e duas de bronze. O Brasil contou com representantes em dez finais nesta sexta-feira, 10. A competição acontece em Cairns, na Austrália, e segue até a segunda-feira, 13, e é o principal evento da modalidade nesta temporada. O Brasil convocou 15 atletas para a disputa.

Leia AQUI como foi o primeiro dia de disputas do Parapan-Pacífico, em Cairns, na Austrália.

O primeiro recorde brasileiro veio com o carioca Caio Oliveira (da classe S8) nos 100m livre com a marca de 1min01s34, que também lhe garantiu a medalha de bronze. Ele já havia batido este recorde em junho, na primeira etapa nacional do Circuito Loterias Caixa, em São Paulo. Completaram o pódio o australiano Ben Pophan (59s33) em primeiro e o americano Robert Griswold (59s82) em segundo. Nesta mesma prova, Gabriel Cristiano terminou em quinto lugar com o tempo de 1min01s83.

Já a capixaba Patrícia Santos quebrou o recorde brasileiro nos 50m peito (SB3). Ao finalizar a prova em 1min02s62, ela garantiu vaga na final e a nova marca nacional. Na disputa por medalhas, Patrícia ficou com a prata (1min02s80). Na etapa da Itália da World Series, em maio, ela havia estabelecido 1min02s98 como melhor marca nacional. A americana Leanne Smith conquistou o ouro (57s62). O bronze ficou com a australiana Rachel Watson (1min13s32).

Nos 100m livre, Daniel Dias (S5) terminou em primeiro em sua classe com o tempo de 1min09s32. Esta foi a terceira medalha de ouro do nadador nesta competição - ouro nos 200m livre e no revezamento misto 4x50m livre 20 pontos. Na versão feminina desta prova, a potiguar Joana Neves também ficou com a medalha de ouro ao finalizar a distância em 1min26s12.

“Muitos atletas estão fazendo as melhores marcas da temporada aqui e isso é bom porque priorizamos esta competição, esse ano, e mostra que os atletas estão conseguindo atingir seu melhor na principal competição”, disse Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação.

Também segundo Tomasello, as provas mais disputadas nesta sexta-feira foram os 100m masculino das classes S8 e S10. Phelipe Rodrigues (S10) ficou com a medalha de prata (53s03). O mais rápido foi o australiano Rowan Crothers com 51s16, que terminou a temporada passada como o primeiro do ranking mundial. Outros dois brasileiros disputaram esta prova, Ruan Souza terminou em quinto lugar (56s97) e Gabriel Tomelim em sexto (57s78).

As eliminatórias e as finais das provas foram disputadas com atletas de múltiplas classes. A organização do evento, contudo, premia os atletas de acordo com a classe. As eliminatórias acontecem às 21h e as finais às 4h (horário de Brasília).

Ao todo, dez países participam do evento. As disputas acontecem no Tobruk Memorial Pool, piscina construída para homenagear os soldados australianos que lutaram na Batalha de Tobruque, durante a Segunda Guerra Mundial. O Parapan-Pacífico de natação acontece a cada quatro anos, e sua última edição foi em 2014, na Califórnia, nos Estados Unidos. Apenas Austrália, Japão, Canadá e Estados Unidos podem sediar a competição e a organização fica a cargo de seus comitês paralímpicos nacionais.

As transmissões ao vivo das disputas podem ser acompanhadas pelo link a seguir: www.swimming.org.au/live-streaming/live-streaming-(1).aspx

Confira os resultados dos brasileiros nesta sexta-feira, 10:

100m livre
Edenia Garcia (S3) - 2'01"58 - 2° Lugar na classe
Maiara Barreto (S3) - 2'06"10 - 3° Lugar na classe
Joana Silva (S5) - 1'26"12 - 1° Lugar na classe
Phelipe Rodrigues (S10) - 53"03 - 2° Lugar na classe
Ruan Souza (S10) - 56"97 - 5° Lugar na classe
Gabriel Tomelin (S10) - 57"78 - 6° Lugar na classe
Caio Oliveira (S8) - 1'01"34 (RB) - 3° Lugar na classe
Gabriel Souza (S8) - 1'01"83 - 5° Lugar na classe
Daniel Dias (S5) - 1'09"32 - 1° Lugar na classe

50m peito
Patrícia Santos (SB3) - 1'02"80 - 2° Lugar na classe (nas eliminatórias: 1'02"62 - RB)

Confira a programação das eliminatórias do terceiro dia de disputas - provas nesta sexta-feira, 10, às 21h (horário de Brasília):

11 de agosto – 3º dia
50m costas S2-S5
Edênia Garcia
Maiara Barreto

50m costas S1-S5
Daniel Dias

200m medley S6-S14
Ruan Souza
Talisson Glock
Roberto Alcalde

Fonte: cpb.org.br