sábado, 1 de setembro de 2018

Programa brasileiro de tradução para Libras é finalista em premiação no México

Software público foi desenvolvido pelo Ministério do Planejamento. Ele concorre com mais duas iniciativas na categoria 'sociedade igualitária e colaborativa'.

Por Gabriel Luiz, G1 DF

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Programa gratuito transcreve conteúdo digital para Libras

software - público brasileiro VLibras – que permite traduzir textos, áudios e vídeos para a Língua Brasileira de Sinais, usada por pessoas com deficiência auditiva – é finalista em uma premiação internacional no México. A cerimônia celebra iniciativas para tornar as cidades “mais inteligentes”.

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Criado pelo  Ministério do Planejamento em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o programa concorre com outros dois finalistas na categoria “sociedade igualitária e colaborativa”. Os vencedores desta edição poderão expor o projeto no próximo congresso, em um stand de 9 metros quadrados.


O VLibras foi selecionado entre mais de 70 projetos assinados por governos, empresas, centros de pesquisa e startups de diversos países da América Latina. A cerimônia de premiação do Latam Smart City Awards 2018 será em Puebla, em 12 de setembro.

O programa recorre a um intérprete de Libras virtual – como aqueles que aparecem em transmissão de sessões do Congresso – para transcrever planilhas, páginas na internet ou filmes, por exemplo.


VLibras 'traduzindo' trecho de página na internet (Foto: Gabriel Luiz/G1)
VLibras 'traduzindo' trecho de página na internet (Foto: Gabriel Luiz/G1)

O G1 já mostrou que o programa pode beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros com algum grau de surdez, uma vez que boa parte não é alfabetizada na língua escrita. Segundo os desenvolvedores, o intérprete virtual consegue identificar 11 mil sinais diferentes.

Como o banco de dados é público, o “dicionário” do programa pode ser incrementado por qualquer usuário. Com custo de cerca de R$ 2 milhões, o VLibras demorou um ano e dez meses para ser desenvolvido.

Além da versão para desktop, a ferramenta também pode ser usada em plataformas móveis, como celulares e tablets, e pode ser instalado como plug-in (diretamente no navegador). Os serviços estão disponíveis para download.

Mais um brazuca

Outro aplicativo brasileiro finalista na mesma premiação é o “Saúde Já”, da Prefeitura de Curitiba. Ele concorre na categoria “transformação digital” e permite o agendamento de atendimentos clínicos e odontológicos nas unidades básicas de saúde, sem necessidade de fazer filas.

Fonte: g1.globo.com

Criança pode perder perna por causa de um erro médico no Hospital Lourenço Jorge, afirmam pais - veja o vídeo.

Menina de 10 anos está internada no CTI após ter veia femoral perfurada. Internação foi conseguida através de diretora da unidade.

Por RJTV

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Criança pode perder uma das pernas por causa de um erro médico , afirmam pais

Pais de uma menina de 10 anos, internada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, acusam médicos da unidade de erro médico.

Maria Eduarda, uma menina de dez anos, tinha na parte direita do quadril, e foi operada dos dois lados do corpo, após ser diagnosticada com um problema no fêmur. Na cirurgia, a veia femoral foi perfurada. Agora, ela luta por sua vida.

O pai está desesperado, como mostrou o RJTV. Julio Cesar Gomes quer tirar ela do hospital e transferi-la para outra unidade.

"Eu quero que ela vá pra um hospital que possa atender ela, que possa salvar ela, a perninha dela. Que eles me entreguem ela do jeito que ela entrou aqui. Sorrindo e brincando " , afirmou ele, que explicou o que deu errado durante a cirurgia.

"Quando ele foi fazer o lado correto, o lado da perna boa, ele quebrou a broca dentro da perna, do fêmur dela. E quando ele foi tirar essa broca, ele furou a veia femoral dela. Então teve que chamar o cirurgião vascular para segurar a veia dela, pra tentar refazer a veia dela. Então o que tá acontecendo. Ela tá dentro do centro cirúrgico... Ela tá dentro do CTI, com risco de perder a perna", lamentou.

Depois da notícia dos médicos, a família foi à 16ª DP (Barra da Tijuca) registrar um boletim de ocorrência. A Polícia Civil já intimou os profissionais para prestar depoimento.

Hospital se defende
Segundo o Hospital Municipal Lourenço Jorge, "houve uma intercorrência e todos os procedimentos foram feitos para reverter o quadro, com imediata assistência do cirurgião vascular"

O hospital afirmou que a unidade "tem todas as condições técnicas e profissionais para atender a paciente. Não há necessidade e nem foi cogitada transferência para outra unidade."

"Todas as informações estão sendo prestadas pelos médicos à família, inclusive pelo próprio cirurgião ortopedista que operou a paciente. A cirurgia ocorreu no fim da tarde de ontem e toda a documentação que venha a ser solicitada pela família será fornecida. Uma cópia do prontuário médico já foi entregue à autoridade policial na 16ª DP (Barra). A direção instaurou sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento."

A direção do HMLJ reitera que não houve favorecimento no atendimento da paciente. Uma consulta foi feita à direção da unidade que, diante do relato de que a menina se queixava de fortes dores, orientou que fosse levada à Emergência. No atendimento foi diagnosticada epifisiolise, que é uma fratura da placa de crescimento da cabeça do fêmur, considerada uma urgência cirúrgica e que, por isso, demanda rápida intervenção.

Fonte: g1.globo.com

Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás do Metrô é inaugurada com falhas em acessibilidade - Veja o vídeo.

Vão entre plataforma e trem tem desnível e faltam catraca e guichê adaptados para cadeirantes. Ponto positivo na acessibilidade são 9 elevadores e 12 escadas rolantes que facilitam a chegada.

Por Marina Pinhoni, G1 SP, São Paulo

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Metrô inaugura mais uma estação na Linha 5 - Lilás

Com quatro anos de atraso, a estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo foi inaugurada na manhã desta sexta-feira (31) na Vila Clementino, na Zona Sul da capital paulista.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Construída pelo Metrô e operada pela concessionária ViaMobilidade, a estação foi anunciada como um local de total acessibilidade para pessoas com deficiência e dificuldade de locomoção. A estação fica próxima da sede da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e do Hospital do Servidor, que recebem muitas pessoas com necessidades especiais.

Passageiros que utilizaram a linha nesta sexta-feira, no entanto, relataram não perceber muitas diferença entre outras linhas já existentes.

"Não achei tão diferente das outras. Agora que está vazio é bem fácil de andar, mas quando começar a encher vai dar no mesmo que outras que já usei", afirma o técnico em enfermagem Marco Antônio da Rosa.

Marco e o filho Rafael foram na inauguração da estação (Foto: Marina Pinhoni/G1)
Marco e o filho Rafael foram na inauguração da estação (Foto: Marina Pinhoni/G1)

Marco é de Cambuí (MG), e vem com o filho Rafael da Rosa há 20 anos para São Paulo fazer tratamento na AACD. Os dois aguardaram o encerramento da cerimônia de inauguração que começou às 11h para testar a estação.

Empurrando a cadeira do filho, Marco teve que passar pelo portão de acesso liberado por funcionários ao lado da catraca, pois não há uma entrada especial mais larga como as que existem em outras estações do metrô. Os guichês de atendimento também não são rebaixados para atender cadeirantes.

O Metrô informou que em relação ao desnível entre a plataforma e os vagões do trem, que "pelos próximos 15 dias, período de Operação Reduzida, essa questão, que é de ajuste, estará equacionada".

Sobre as catracas não serem adaptadas para cadeirantes: "Há portão específico para passagem de cadeiras de rodas, uma vez que cadeirantes não pagam passagem".

Sobre os guichês de atendimento não serem rebaixados para cadeirantes: "Cadeirantes não pagam passagem em todo o Transporte Público de São Paulo".

Um ponto positivo na acessibilidade são os 9 elevadores e 12 escadas rolantes que facilitam a chegada.

Na Estação AACD do Metrô não tem uma catraca mais larga para cadeirantes passarem (Foto: Marina Pinhoni/G1)
Na Estação AACD do Metrô não tem uma catraca mais larga para cadeirantes passarem (Foto: Marina Pinhoni/G1)

Para embarcar no trem, contudo, é necessário ultrapassar o vão entre a plataforma, pois não há rampa de nivelação para que a cadeira entre sem esforço.

"Eu já estou acostumado a empurrar a cadeira dele, entalhes mim não é esforço. Mas para quem está sozinho ou tem alguma dificuldade é complicado", afirma.

Marco coloca o filho Rafael dentro do vagão; vão entre plataforma e trem tem desnível (Foto: Marina Pinhoni/G1)
Marco coloca o filho Rafael dentro do vagão; vão entre plataforma e trem tem desnível (Foto: Marina Pinhoni/G1)

A estação AACD-Servidor deve receber cerca de 22 mil passageiros por dia útil e será operada pela concessionária ViaMobilidade como as demais estações da linha.

A estação começa a operar de forma reduzida, das 9h às 16h, com a cobrança de tarifa. O horário de atendimento será ampliado gradativamente.

Além do AACD e do Hospital do Servidor Público Estadual, a estação é a mais próxima do Parque do Ibirapuera, cerca de 1 km de distância, do Centro Olímpico, Parque das Bicicletas, Hospital Edmundo Vasconcelos, Banco de Sangue e Tribunal de Contas do Município.

Nesta sexta-feira, a estação Moema passou a operar em período integral.

Previstas para julho, as estações Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin, ligando a linha lilás às linhas 1-azul e 2-verde, ficarão prontas só em setembro. Já a estação Campo Belo será inaugurada somente em dezembro deste ano.

Quando finalizada a linha 5-Lilás terá 17 estaçőes distribuídas em 20 km de extensão entre Capão Redondo e Chácara Klabin. Ao todo, 850 mil pessoas devem ser transportadas diariamente na linha. O investimento será de R$ 10 bilhões.

Fonte: g1.globo.com

Aluno com deficiência física é levado nos braços por colega até sala de aula na UFCG - Veja o vídeo.

Aula seria no 2º andar de um bloco da instituição. UFCG diz que busca implantação de acessibilidade vertical.

Por G1 PB

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Aluno com deficiência física é levado nos braços por colega até sala de aula na UFCG

Um vídeo feito por alunos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostra o momento em que eles ajudam a carregar nos braços um dos colegas com deficiência física, por falta de acessibilidade em um dos blocos da instituição. O G1 teve acesso às imagens através de uma aluna que relatou o caso, mas preferiu não ser identificada.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Os alunos decidiram carregar nos braços o colega Ben Hur Bismark Lima, que pediu para conhecer a sala onde a turma iria assistir aula. No vídeo, um dos estudantes leva Ben Hur, de 23 anos, até o 2º andar do bloco, enquanto outro leva a cadeira de rodas do colega.

"A falta de acessibilidade gera insegurança para os demais cadeirantes que queiram entrar na UFCG, pois a UFCG se diz preparada para receber pessoas com algum tipo de deficiência. Na realidade, ela tem muitos pontos sem acessibilidade alguma", diz o estudante.

Nesta sexta-feira (31), o representante da Prefeitura Universitária da UFCG, Mário Neto, informou ao G1 que a instituição já implantou soluções de acessibilidade horizontal, como rampas e pisos táteis no entorno dos bloco, mas, devido à diversidade de blocos existentes no campus, a acessibilidade vertical demandou um estudo mais apurado para escolha das soluções.

O estudo já foi concluído e a universidade afirma que busca recursos específicos para sua implantação. "A prefeitura da universidade tomou conhecimento do caso através dos alunos e da coordenação de Comunicação Social. O vídeo foi gravado em um bloco de um prédio antigo da instituição. A sala já está para ser transferida para um prédio novo onde há acessibilidade", explica Mário Neto.

Universidade Federal de Campina Grande (Foto: Leonardo Silva/Jornal da Paraíba)
Universidade Federal de Campina Grande (Foto: Leonardo Silva/Jornal da Paraíba)

Colega separado da turma por não ter acessibilidade
Segundo a estudante que preferiu não se identificar, ela e os outros alunos decidiram fazer as imagens após o colega que tem deficiência física não poder ter acesso à aula que seria em uma sala do 2º andar de um dos blocos do Departamento de Comunicação Social da universidade.

Após gravarem as imagens, os alunos publicaram o vídeo em uma das páginas da instituição. Segundo eles, a ideia era denunciar as dificuldades que o colega e outros estudantes com deficiência física enfrentam pela falta de acessibilidade na instituição.

A aluna disse que ela e os colegas se sentiram no dever de ajudar Ben Hur a subir as escadas até à sala do 2º andar. Ela conta que ele seria separado da turma durante a aula, já que ele não teria como ir até o local.

Ainda de acordo com a estudante, o vídeo feito por ela e pelos colegas foi para denunciar que a falta de acessibilidade nas instituições impossibilita a educação inclusiva de alunos como o Ben.

Fonte: g1.globo.com

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida participam do Desfile Inclusivo em Piracicaba

Evento no shopping, aberto ao público, terá 30 modelos que apresentam tendências de moda para os próximos meses nesta sexta.

Por G1 Piracicaba e Região

Nona edição do desfile ocorre no Shopping Piracicaba (Foto: Davi Negri/Arquivo pessoal)
Nona edição do desfile ocorre no Shopping Piracicaba (Foto: Davi Negri/Arquivo pessoal)

O 9º Desfile Inclusivo de Piracicaba (SP) ocorre nesta sexta-feira (31) às 19h, na praça de eventos do Shopping Piracicaba. Segundo a organização, o evento envolve moda e ações em favor da inclusão. O evento é aberto ao público.

Entre os inscritos foram escolhidos 30 modelos entre crianças, adolescentes e adultos com alguma deficiência ou mobilidade reduzida. Eles vão apresentar tendências de moda para os próximos meses.

O Shopping Piracicaba fica localizado na avenida Limeira, 722, na Vila Areião.

Fonte: g1.globo.com

MP Eleitoral recorre contra exigência de comprovação de escolaridade em braile para candidato com cegueira adquirida

Para a Procuradoria exigência de alfabetização em braile contraria esforços para conferir acessibilidade plena a pessoas com deficiência ao processo eleitoral

Arte: Secom/PGR
Arte: Secom/PGR

O Ministério Público Eleitoral recorreu nesta sexta-feira (31) contra acórdão que indeferiu o pedido de registro da candidatura de José Erivaldo da Silva ao cargo de deputado estadual pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) negou o registro porque entendeu que o candidato, que tem deficiência visual adquirida e havia apresentado declaração de escolaridade de próprio punho, comprovasse ser alfabetizado em braile.
Em seu recurso, a Procuradoria Regional Eleitoral afirma que a alfabetização em braile não pode ser exigida, pois o deficiente visual não está obrigado a aprender dessa forma, já que existem outros métodos. Ainda mais no caso de alguém que ficou cego já na idade adulta.
A Procuradoria aponta ainda a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão, Lei 13.146/2015 incentivam a participação da pessoa com deficiência na vida política. Por essa razão, pede que o registro seja deferido ou, alternativamente, que seja dada nova oportunidade ao interessado a apresentar prova de sua escolaridade, com o uso das ajudas técnicas que forem necessárias, tendo em vista o tratamento diferenciado a que faz jus.
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria Regional da República da 3ª Região
(11) 2192 8620 / 8766 / 8925 // (11) 9 9167 3346 

Fonte: mpf.mp.br

Guerras mataram 5 milhões de crianças na África em 20 anos, diz estudo.

S. Morrison/picture-alliance/dpa
Conflitos armados afetam a saúde das crianças africanas mesmo após seu fim
Conflitos armados afetam a saúde das crianças africanas mesmo após seu fim

Estudo aponta que conflitos armados privaram crianças de água potável, saneamento e cuidados básicos de saúde, levando muitas a morrer de doenças evitáveis. Efeitos são sentidos em vastas áreas e ao longo de anos.

Cerca de 5 milhões de crianças na África com menos de cinco anos morreram em decorrência de conflitos armados entre 1995 e 2015, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (31). Cerca de três milhões delas tinham no máximo 12 meses de vida.

A pesquisa científica foi publicada na revista médica The Lancet. A análise mostrou que as crianças morreram de doenças evitáveis, pois os conflitos armados as privaram do acesso a água potável e cuidados básicos de saúde.

"O impacto da guerra gera uma série de efeitos letais indiretos nas comunidades, causados por doenças infecciosas potencialmente evitáveis, desnutrição e interrupção dos serviços básicos, como água, saneamento e e saúde materna", explicou o pesquisador Eran Bendavid, da Universidade americana de Stanford.

O estudo analisou quase 15,5 mil conflitos em 34 dos 54 países do continente africano ao longo de duas décadas e examinou dados sobre mortes relacionadas a conflitos, nascimentos e taxas de mortalidade infantil.

Os pesquisadores concluíram que os conflitos tiveram um impacto substancial na taxa de mortalidade infantil (morte de crianças dentro do primeiro ano de vida), , que representou cerca de 7% de todas as mortes infantis.

Os bebês nascidos num raio de 50 quilômetros de uma zona de conflito tiveram um risco maior de morte em seu primeiro ano de vida em em comparação com aqueles nascidos em anos livres de conflitos dentro da mesma região.

Quando a intensidade da violência relacionada a conflitos aumentou, os pesquisadores descobriram que o risco de morte infantil foi elevado para cerca de 30%. As taxas de mortalidade infantil alcançaram níveis quatro vezes maiores em conflitos com duração de cinco anos ou mais, segundo o estudo.

Esse maior risco de morte infantil se mantinha prevalente mesmo a uma distância de 100 quilômetros de um conflito, e as crianças nascidas em até oito anos após o abrandamento de um conflito ainda enfrentavam riscos de morte.

"Conflitos aumentam substancialmente o risco de morte e desnutrição de crianças em vastas áreas e por muitos anos, mesmo após o término deles"
Bendavid

Os pesquisadores afirmaram esperar que as descobertas enfatizem o peso que conflitos têm para crianças e a importância de "desenvolver intervenções para abordar a saúde infantil em áreas de conflito".

5 Direitos das pessoas com deficiência nos concursos públicos

Entenda alguns direitos que toda pessoa com deficiência tem nos concursos públicos

THIAGO HELTON*

Sala de aula com candidatos fazendo uma prova de concurso público
Sala de aula com candidatos fazendo uma prova de concurso público

Ingressar em uma carreira pública é o sonho de milhões de brasileiros e não deixa de ser uma ótima opção quando o assunto é a busca por inclusão profissional. Contudo, em matéria de direitos das pessoas com deficiência muita gente desconhece alguns direitos que podem contribuir para transformar esse sonho em uma realidade.

No exercício da advocacia tenho me deparado com diversas questões que envolvem essa temática, razão pela qual resolvi elencar aqui 5 direitos essenciais que todo candidato com deficiência tem ao prestar um concurso público em nosso país. Tomem nota!

1. Direito de atendimento especializado e tempo adicional

Existem determinadas deficiências que o candidato necessitará de atendimento especializado para que possa realizar as etapas do concurso público em igualdade de oportunidades com os demais. Por exemplo: a realização de uma prova discursiva em meio digital para um candidato tetraplégico; uma prova em braile ou com fonte ampliada para candidatos com deficiência visual; tempo adicional para um candidato com deficiência motora nas mãos que comprometa o manuseio do caderno de provas ou o desempenho em uma etapa de digitação em meio a todo universo de deficiências e eventuais necessidades. Uma boa dica é levar o edital até o médico e pedir para que faça constar expressamente no laudo - que será usado para se inscrever no certame - a descrição da necessidade desse atendimento especializado e/ou do tempo adicional, inclusive esclarecendo as justificativas para tanto.

2. Direito de adaptação de provas práticas e testes físicos conforme o grau da deficiência

Segundo o art. 39 do Decreto Federal 3.298/99 o próprio edital do concurso já deve prever as adaptações de provas, do curso de formação e do estágio probatório, conforme a deficiência do candidato. Se o edital do concurso público trouxer a previsão de vagas para pessoas com deficiência é direito dos candidatos inscritos nessa qualidade que essas adaptações sejam concedidas respeitando as suas peculiaridades e a participação adaptada em todas as etapas.

3. Direito de não ser eliminado na perícia médica admissional sem ingressar no estágio probatório

Uma vez aprovado em concurso público e nomeado para o cargo, o candidato com deficiência não pode ser eliminado em fase de exames médicos ou admissionais sob alegação de que sua deficiência seria incompatível com as atribuições do cargo. Esse entendimento decorre do art. 43. §2º do Decreto 3.298/99, que prevê que essa análise deve ser feita durante o estágio probatório, assim como por inteligência do art. 34 §3º da Lei 13.146/2015 (LBI), que veda a discriminação da pessoa com deficiência em exames admissionais, bem como a exigência de aptidão plena.

4. Direito de concorrer na lista de ampla concorrência além da reserva de vagas legal

Ao contrário do que muita gente pensa por aí, em qualquer concurso público que haja reserva de vagas para PcD, a famosa cota, o candidato inscrito como pessoa com deficiência concorre em duas listas: uma lista especial formada apenas pelos aprovados com deficiência e a lista geral, de ampla concorrência, formada por todos os aprovados. Logo, não há que se falar em um concurso segregado, pois a pessoa nessa qualidade concorre por todas as vagas, com a mera prerrogativa de ser nomeado pela reserva de vagas para PcD, caso fique melhor colocado na lista especial do que na lista geral. Lembrando que um direito não retira o outro.

5. Direito de indenização caso ocorra qualquer tipo de discriminação em virtude da deficiência

A Lei Brasileira de Inclusão da PcD, em seu art. 88, tipifica como crime de discriminação a prática, indução ou a incitação de qualquer pessoa em virtude de sua deficiência. Deste modo, qualquer situação causada pela banca organizadora, pelo órgão responsável ou autoridade competente para fornecer o atendimento isonômico e a igualdade de oportunidades em qualquer fase de um concurso público, pode acarretar a responsabilidade penal do agente envolvido, assim como a responsabilidade civil por eventuais danos morais ou materiais que a pessoa venha a sofrer pelo atendimento desigual ou inadequado durante o certame. Em caso de violação de qualquer desses direitos procure um advogado especialista no assunto e faça valer a letra da lei.

THIAGO HELTON*
Advogado. Bacharel em Direito pela PUC Minas. Pós-graduado em Direito Constitucional e membro da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB/MG. Apresentador do quadro "Faça Parte" exibido no Balanço Geral pela Record TV Minas e palestrante. Thiago Helton é tetraplégico desde 2008, vítima de acidente de trânsito. Aqui no blog você fica por dentro de todo o universo da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência.

Correndo no escuro: o dia em que fui guia de um atleta cego

"Só conseguia pensar na responsabilidade, na hipótese de não conseguir proteger o corredor cego que levava amarrado em meu pulso."

Rodrigo Longatto
Turma do Grupo Terra depois do treino. O Geons é o da direita!
Turma do Grupo Terra depois do treino. O Geons é o da direita!

BORA CORRER - Thiago Contreira*

São oito e meia da manhã de um domingo gelado. Acabei de chegar correndo ao ponto de encontro em frente à saída da Estação Carandiru do metrô. Da minha casa até esse local são menos de dois quilômetros. Procuro por Rodrigo, meu cunhado.

Antes de seguir o texto, é preciso falar dele. Rodrigo é a pessoa mais generosa que conheço. Um cara que admiro profundamente. Uma confissão: queria ter a força interior que ele tem. Possuir, entre minhas características inatas, um pouco da abnegação que dele sobra. Queria poder, como ele, gastar meus poucos momentos de descanso para visitar crianças em hospitais. Incorporar um palhaço qualquer (com nariz vermelho e suspensório) e entrar de quarto em quarto, tentando arrancar um singelo sorriso de pessoas que nunca vi e, provavelmente, nunca mais verei. Queria ser assim, mas não sou. Quem sabe um dia?

Pois bem, sigamos. Alguns minutos depois encontro Rodrigo. Nos cumprimentamos e ele me diz “o pessoal já deve ter ido para o parque”. Seguimos para lá.

Lá é o interior do Parque da Juventude. O espaço onde ficava o Complexo Penitenciário do Carandiru e hoje abriga campos verdes, quadras, pistas de corrida. Ainda há algo estranho no ar. Uma áurea tenebrosa, um clima pesado. Ao andar pelo parque, não consigo deixar de pensar em tudo o que já se passou por lá: rebeliões, mortes, sofrimento, vingança… Quantas energias negativas. O que me conforta é que, ao menos agora, o lugar é dedicado ao lazer e ao esporte em uma área muito carente de opções.

Chegamos ao centro do parque, onde estão os integrantes do Grupo Terra - uma turma que trabalha para incluir os deficientes visuais em diversas atividades, especialmente o esporte. Eles reúnem-se todos os domingos para correr ou caminhar pelo parque.

Fui apresentado ao grupo. Cerca de 15 pessoas dos mais variados perfis. Logo uma das senhoras quis saber como eu era. Pediu para que eu me aproximasse dela. Levantou as mãos buscando meu rosto. Me tocou, como se procurasse algo. Narrava, à medida que descobria minhas características: “usa óculos… tem barba… parece bonito”. Abriu um sorriso ao descobrir que não tenho cabelo. Provavelmente, decepcionou-se.

Conheci o professor de educação física, Vitor Tessuti. Um voluntário que oferece seu conhecimento e talento para ajudar o próximo. Ele auxilia os participantes no aquecimento. Orienta as atividades. Também é apaixonado pela corrida. Engatamos uma conversa sobre o nosso assunto predileto.

Vitor me pergunta se já tinha sido guia. Respondo que não, mas que estava disposto a tentar. Disse a ele que estava preocupado com a responsabilidade de “ser os olhos de outro corredor” e, também, de faltar fôlego para acompanhar um atleta mais rápido do que eu.

Fiquei mais tranquilo depois de receber algumas orientações básicas e de saber que ele iria me ajudar nas primeiras voltas pelo parque.

A essa altura, entra em cena um pernambucano arretado chamado Geons. Isso mesmo, o nome dele é Geons. Perdeu a visão ainda jovem. “Com vinte e poucos anos", disse ele. Precisou reaprender a viver. Antes da escuridão, treinava forte e sonhava com as corridas de rua. “Meu objetivo era correr maratonas”, conta.

Pois bem, depois das apresentações e da nossa conversa inicial, apesar da timidez de ambos, começamos a correr. Primeiro, o professor Vitor foi como guia. Usava, para isso, uma corda fina amarrada ao seu braço direito e ao braço esquerdo de Geons.

                               Rodrigo Longatto
                                    Em ação com o Geons
                               Em ação com o Geons

“Você precisa dizer a ele tudo que vem pela frente”, tenta me explicar Vitor. “Se vamos passar por um terreno diferente, como o de paralelepípedo, você precisa avisar.” Eu seguia concentrado nas orientações de Vitor. “Tem que ficar atento às pessoas que estão vindo na direção oposta”, continuou ele. É impressionante como as pessoas que enxergam e estão passeando pelo parque não ajudam. Mesmo ao notarem que estamos correndo com um deficiente visual, não mudam o curso de suas passadas, nem um centímetro sequer. Para que ajudar, não é mesmo? Lembre-se de que estamos num domingo e, apesar do frio, o parque está movimentado. Os "obstáculos" à frente geram uma tensão.

Sobrevivemos a duas voltas no parque, cerca de 3 km, num ritmo bom - pace de 4:50. Foi aí que Vitor me perguntou: “quer conduzir o Geons pelo restante do treino?” Tensão no ar. Segundos de hesitação, mas aceitei, afinal, estava lá para ajudar. Só conseguia pensar na responsabilidade, na hipótese de não conseguir proteger o corredor cego que levava amarrado em meu pulso.

“O mais difícil é coordenar as passadas”, tenta me explicar Geons, com sua voz mansa e serena. Ele percebe meu pânico e tenta me acalmar. Reclama de maneira educada da minha falta de ritmo. “Você precisa inverter a passada, para que o movimento do seu braço seja igual ao meu”.

Tento me adequar. Preciso aprender a correr com a perna dos outros. O movimento do braço é invertido com o das pernas e isso faz eu me cansar ainda mais.

Mais 4 voltas no parque. Geons dita o ritmo e nem parece estar perto de querer parar. Alternamos momentos de conversa e de silêncio. Ele me pergunta sobre as provas que vou disputar, conto para ele que minha preferência é por correr em trilhas, em meio à natureza. Ele me revela que é massagista, que foi uma maneira de manter e utilizar as habilidades sensoriais.

Tudo vai bem, começo a relaxar. A corrida vai fluindo e esqueço do meu cansaço. Eis que, de repente, um cão solto - um Golden Retrivier - dispara saindo do gramado central do parque. O bicho invade a pista de corrida e, sem que eu pudesse ver, se enfia por entre as pernas de Geons. Vamos todos ao chão. Caímos feio e eu não pude proteger meu parceiro de corrida.

Levanto rapidamente e pergunto ao Geons se ele está bem, se está machucado. Ele responde que não, mas eu vejo que seu joelho está ralado e sangrando. Só consigo pedir desculpas a ele. Tento me justificar por não ter visto o cão. Fiquei mal.

"Como alguém deixa um cão solto no parque?" O bicho só queria brincar, mas fico indignado com os donos do animal.

Volto a perguntar a Geons se ele está bem. “Fique tranquilo, estou ótimo. Vamos voltar a correr”, ordena. Corremos por mais alguns minutos, fechando o treino em uma hora e quase doze quilômetros.

Alongamos sem tocar no assunto 'queda'. Na hora de me despedir, Geons me diz, sorrindo: “Thiago, não vá se traumatizar, hein? Venha correr mais com a gente! Foi ótimo. Obrigado!”.

Foi mesmo ótimo, Geons. Eu é que agradeço!

Se você gosta de correr e quer ajudar, apareça lá no Parque da Juventude (Estação Carandiru do Metrô) todos os domingos, às 09:00. Só procurar o pessoal do Grupo terra (camiseta vermelha) na praça central do parque.

Se você não gosta de correr, apareça por lá também! Tem sempre alguém disposto a engatar uma caminhada e uma conversa!

Thiago Contreira*
É jornalista e um apaixonado por corridas. Já participou de uma centena de provas, em diversas distâncias - no asfalto e nas montanhas. Também publica vídeos de suas aventuras no Youtube.

Pessoas com deficiência contra fim dos canudinhos de plástico

Em São Francisco, na Califórnia, foi aprovada uma lei que proíbe os canudinhos plástico de utilização única. Associações de pessoas com deficiência dizem que as alternativas não são viáveis.


Disney e Starbucks são duas das entidades que aderiram ao movimento mundial contra os canudinhos de plástico, prometendo acabar com a sua utilização nos próximos anos. A campanha ganhou uma forte expressão nos últimos meses, mas tem vindo a ser criticada por algumas organizações, nomeadamente de defesa dos direitos de pessoas com deficiência.

"Se as pessoas não precisam de usar canudinhos, esquecem-se que existem pessoas que precisam", diz Lawrence Carter-Long, diretora de comunicações do Disability Rights Education and Defense Fund, citada pelo The Guardian. Este tipo de situações, lamenta, acontece "repetidamente", porque as pessoas com deficiência não são lembradas.

Apesar das vozes que se opõem, diz a publicação britânica, há proibições do uso deste objeto a avançar a um ritmo sem precedentes. Depois de Washington, Malibu e Carmel, e Vancouver, foi a vez de São Francisco, na Califórnia, aprovar uma lei que proíbe o uso de utensílios de plástico de utilização única, onde estão incluídas os canudinhos .

Katy Tang, autora da legislação em São Francisco, diz que o objetivo não é envergonhar quem usa canudinhos de plástico, mas fazer com que as pessoas reflitam sobre as consequências do uso do plástico. Apesar da proibição, o novo decreto permite que as empresas forneçam este utensílio às pessoas com deficiência ou que necessitem dele por outras razões médicas.

Ao Guardian, a fundadora de um projeto para dar visibilidade às pessoas com deficiência, Alice Wong, de 44 anos, que sofre de uma doença neuromuscular progressiva, lamentou que a maioria das pessoas não perceba a importância dos canudinhos. "Para uma pessoa com deficiência, são uma ferramenta de acessibilidade", sublinhou.

A par do movimento contra este objeto, vão surgindo algumas alternativa ao plástico, como as canudinhos de bambu ou de aço inoxidável. Contudo, dizem as associações, as opções recicláveis, por exemplo, não são adequadas para bebidas quentes, além de não poderem ser usadas por quem tem alergias alimentares.

Já as de metal, não são maleáveis, o que pode ser um problema para algumas pessoas com deficiência. Além disso, Wong alerta para o incomodo que será se as pessoas tiverem que andar com as seus próprios canudinhos.

O debate vai, no entanto, muito além da questão das canudinhos de plástico. Para quem defende os direitos das pessoas com deficiência, o que está em causa é o facto de serem frequentemente esquecidas pela sociedade.

Seleção Brasileira de goalball é convocada para treinamento e desafio internacional

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Seleção Brasileira de goalball é convocada para treinamento e desafio internacional
Legenda: Gaby e Carol em ação durante o Mundial 2018.

Classificados para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 com dois anos de antecedência, as seleções brasileiras de goalball masculina e feminina foram convocadas para a VI Fase de Treinamento, de 18 a 27 de setembro, em São Paulo. Durante o período será realizado um torneio com a participação do Canadá, Chile e Estados Unidos.

A seleção bicampeã mundial contará com a presença dos seis atletas que estiveram na conquista do título em Malmö, além do paraibano Emerson Silva. O Brasil também contará com todas as medalhistas de bronze da categoria feminina. As novidades ficam por conta do retorno da ala Victória Nascimento, que precisou ficar ausente em período de gestação, e de Israele Gomes.

As duas equipes vão receber as seleções do Canadá, Chile e Estados Unidos para o Desafio Internacional de Goalball, de 24 a 26. Na categoria masculina, brasileiros e americanos terão dois times, enquanto na feminina, as canadenses serão terão duas representantes. Já os chilenos participarão apenas da disputa entre os homens.

Confira a convocação:

Seleção Brasileira Feminina
 
AtletaNome CompletoPosiçãoEquipe
CarolAna Carolina Duarte Ruas CustódioAlaAPADV-SP
JéssicaJéssica Gomes VitorinoAlaUNIACE-DF
AlaineAlaine Lillian da Silva MarquesAlaIBC-RJ
MonizaMoniza Aparecida LimaPivôICB-BA
VictóriaVictória Amorim do NascimentoAlaSESI-SP
GabyAna Gabrielly Brito AssunçãoPivôSESI-SP
GleyseGleyse Priscila Portioli HenriqueAlaSESI-SP
IsraeleIsraele Letícia Pereira GomesAlaIERC-RN

Seleção Brasileira Masculina
AtletaNome CompletoPosiçãoEquipe
AndréAndré Cláudio Botelho DantasAlaUNIACE-DF
Alex LabradorAlex de Melo SousaAlaSANTOS-SP
ParazinhoJosemarcio da Silva SouzaAla/PivôSESI-SP
RomárioRomário Diego MarquesAla/PivôSANTOS-SP
LeomonLeomon Moreno da SilvaAla/PivôSANTOS-SP
José Roberto Ferreira de OliveiraPivôAPACE-PB
EmersonEmerson Ernesto da SilvaAlaAPACE-PB
 
 
Comissão Técnica
 
Seleção Brasileira Feminina
 
NomeFunçãoEstado
Dailton Freitas do NascimentoTécnicoPB
Jonatas da Silva Cunha CastroAuxiliar TécnicoPB
Daniel Brandão MartinsFisioterapeutaRJ
Thereza Cristina Barcellos XavierPsicólogaRJ
Karina Garcia PóvoasNutricionistaSP
Lenita Machado GlassMédicaSP
Roger Lima SchererPreparador FísicoSC
Robson Santos da SilvaApoioPB
Kelvin Gyulo BakosCoordenadorSP
Lauslaine PereiraÁrbitra/ApoioMG

Seleção Brasileira Masculina
NomeFunçãoEstado
Alessandro TosimTécnicoSP
Diego Gonçalves ColletesAuxiliar TécnicoSP
Rafael Loschi da SilvaFisioterapeutaSP
Altemir TrappAnalista de DesempenhoPR
Alessandra Amorim SouzaPsicólogaSP
Ketrin Gonçalves Dias LimaNutricionistaSP
Kelvin Gyulo BakosCoordenadorSP
Cristiane AmorimÁrbitra/ApoioSP
 
Fonte: cbdv.org.br