sábado, 8 de setembro de 2018

Claudia Rodrigues vence processo contra a Globo

Claudia Rodrigues venceu processo (Imagem: Reprodução / RedeTV!)

Por Da Redação

O processo trabalhista movido pela atriz e humorista Claudia Rodrigues contra a Globo terminou com parecer favorável à artista.

De acordo com Fernando Oliveira, do jornal Agora, a Justiça determinou que o canal carioca recontrate imediatamente Claudia e, além disso, pague todos os salários correspondentes aos quase 36 meses em que ela esteve desligada da empresa.

À época da abertura do processo, Rodrigues alegava que não poderia ter sido demitida, já que estava em pleno tratamento contra a esclerose múltipla, doença neurodegenerativa de que descobriu ser portadora no ano de 2000.

Claudia fez sua estreia na Globo em 1996, no elenco fixo da novelinha de Angélica, “Caça Talentos”. Marcou presença no “Zorra Total”, “Sai de Baixo” e “Escolinha do Professor Raimundo” até ganhar seu próprio seriado, “A Diarista”, que protagonizou entre 2004 e 2007.

No dia 13 de agosto, Claudia Rodrigues deu boas notícias sobre seu estado de saúde em entrevista ao programa “Superpop” (foto acima). “Melhorei muito, estou bem melhor. O que me falta é equilíbrio, mas devagarinho vai. Tomo antibiótico e antiviral todo dia. Leite, açúcar, chocolate, glúten, ovo não posso, cortei tudo“, disse à apresentadora Luciana Gimenez.

Fonte: rd1.com.br

Pais da menina que motivou fila para doação de medula óssea adaptam casa após jogo solidário com ex-atletas

Júlia Abrame, moradora de Tatuí (SP), fez transplante em fevereiro deste ano com o pai, que tinha órgão 50% compatível. Família arrecadou R$ 36 mil; jogo teve a presença dos ex-jogadores Túlio Maravilha, Veloso, Batata e Jean Carlo.

Por Paola Patriarca, G1 Itapetininga e Região

Júlia Abrame fez transplante de medula óssea com o pai (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)
Júlia Abrame fez transplante de medula óssea com o pai (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)

A família da pequena Júlia Abrame de Oliveira, de 7 anos, que foi submetida a um transplante de medula óssea com o pai em fevereiro deste ano, conseguiu arrecadar R$ 36 mil para a reforma da casa após  o jogo beneficente com ex-jogadores da seleção brasileira e um bingo promovido por moradores, em Tatuí (SP).


No dia 28 de fevereiro, os pais foram informados pela equipe médica que  o procedimento “foi um sucesso” e a medula nova “pegou” no corpo da Júlia.

Porém, a casa estaria impossibilitada de receber a menina, pois estava com mofo, rachaduras, bolor e infiltrações.  Com isso, campanhas foram feitas para ajudar a família a adaptar o imóvel.

Segundo a mãe Adriana Cristina Delalori Abrame de Oliveira, a reforma da casa foi essencial para que Júlia possa continuar com o tratamento.

A adaptação ocorreu durante quase dois meses e a família retornou para o imóvel no final do mês de agosto.

“A casa estava com infiltrações, rachaduras, bolor e mofo, o que deixava o imóvel impossibilitado, já que com a Júlia transplantada os cuidados serão mais intensos e tudo tem que ser muito higienizado. Graças a Deus conseguimos reformar e estamos na nossa casa. Deus é muito bom e agradeço todo mundo que ajudou”, afirma.

Júlia Abrame comemorou  7 anos em hospital onde passou por transplante de medula (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)
Júlia Abrame comemorou 7 anos em hospital onde passou por transplante de medula (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)

Vida nova

De acordo com Adriana, após sete meses do transplante ter sido realizado, Júlia ainda está com restrições para receber visitas, mas se recupera bem.

“Ela está ótima. Está com restrições de visita porque só poderá se vacinar no ano que vem. Mas está muito bem e sou muito agradecida por tudo que aconteceu. Não tem dinheiro que pague ver minha filha ótima. É um recomeço que não tem nem palavras para explicar minha alegria”, afirmou ao G1.

Ainda segundo a mãe, aos poucos a família está retornando para suas atividades de rotina.

“Eu voltei a trabalhar, mas no período da noite para a Júlia e a irmã ficarem com o pai. Estamos retomando a vida. É uma sensação ótima e só quem passou pelo que passamos sabe o quanto isso significa”, diz.

Jogo solidário

Ex-jogadores participaram de jogo solidário para ajudar família de Júlia Abrame (Foto: Arquivo Pessoal/Farid Ohamad Jamoul)
Ex-jogadores participaram de jogo solidário para ajudar família de Júlia Abrame (Foto: Arquivo Pessoal/Farid Ohamad Jamoul)

Ex-jogadores da seleção brasileira, além de ex-atletas que atuaram no Corinthians, Londrina e Palmeiras, participaram do jogo solidário no Estádio Clube de Campo de Tatuí (SP), no dia 10 de junho.

De acordo com o organizador do evento Farid Ohamad Jamoul, entre os ex-jogadores que participaram estão Túlio Maravilha, Eliseu, Junior, Batata, Rodrigo Costa, Derley, Gustavo Nery, Carlos Alberto, Vitor e Jean Carlo.

Ao G1, Túlio afirmou que foi emocionante ter participado do evento, que teve como objetivo arrecadar dinheiro para que a família da criança possa reformar a casa e continuar com o processo de recuperação da Júlia.

“Foi uma alegria muito grande fazer parte desse evento, de ter participado desse jogo. Eu soube da história da Julinha, fui convidado para a partida e sem dúvida nenhuma aceitei vir de Goiânia para prestar essa solidariedade. Os pais ficaram emocionados e nós também. É emocionante demais. A Júlia ainda foi quem deu o ponto inicial da partida. Foi sensacional”, diz.

Túlio Maravilha participou de jogo solidário em Tatuí (Foto: Arquivo Pessoal/Farid Ohamad Jamoul)
Túlio Maravilha participou de jogo solidário em Tatuí (Foto: Arquivo Pessoal/Farid Ohamad Jamoul)

Doença

Júlia Abrame com os pais Antônio Sérgio e Adriana Abrama (Foto: Arquivo pessoal/Adriana Abrame)
Júlia Abrame com os pais Antônio Sérgio e Adriana Abrama (Foto: Arquivo pessoal/Adriana Abrame)

Júlia foi diagnosticada com leucemia há seis anos e os pais lançaram uma campanha nas redes sociais em busca de um doador de medula óssea, já que nem a irmã mais nova é 100% compatível.

Como não encontraram um doador compatível e o organismo da menina não suporta mais quimioterapia, os médicos sugeriram que Júlia fosse submetida ao transplante de medula haploidêntico, que é feito com alguém 50% compatível. No caso, o doador foi o pai.

O jogador da ex-seleção brasileira e ídolo do Botafogo Túlio Maravilha foi uma das principais atrações do jogo.

Júlia Abrame ficou internada desde fevereiro para transplante de medula ossea (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)
Júlia Abrame ficou internada desde fevereiro para transplante de medula ossea (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)

Transplante
O pai da Júlia, Antônio Sérgio de Oliveira, disse ao G1 que o sentimento é de gratidão após ter feito o procedimento de doação de medula para sua filha.

“O sentimento agora é de gratidão. A gente faz tudo pelos nossos filhos. Então, pela minha filha, eu faria de novo, mil vezes se fosse necessário, a doação de medula óssea. O que importa é que ela fique bem e se recupere”.

Fila gigante

Campanha para cadastro de medula óssea mobilizou centenas em Tatuí (Foto: Arquivo Pessoal)
Campanha para cadastro de medula óssea mobilizou centenas em Tatuí (Foto: Arquivo Pessoal)

Mais de 1,6 mil pessoas formaram uma fila para se cadastrar como doador de medula óssea para ajudar a Júlia no dia 28 de outubro. O mutirão foi organizado no Centro Médico de Especialidades Médicas (Cemem) por uma amiga da mãe da menina, que é enfermeira e se sensibilizou pela história.

“Fiquei emocionada com tanto amor e carinho das pessoas que se mobilizaram para ajudar uma criança, muitos nem a conhecem, mas deixaram de lado seus afazeres e enfrentaram uma fila para se cadastrar. Além dessas pessoas, recebi mensagem de outros estados e até da Argentina e Dubai, dizendo que fizeram o cadastro para ajudar a Júlia. Eu só tenho a agradecer”, conta emocionada.

Adriana conta que, além das pessoas que se cadastraram, cerca de 400 pessoas foram dispensadas, pois havia acabado os kits para coleta de sangue.

Júlia Abrame comemora sucesso de transplante de medula óssea (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)
Júlia Abrame comemora sucesso de transplante de medula óssea (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)

Fonte: g1.globo.com


Homem morre em acidente de moto após matar enteada cadeirante que tentou proteger mãe de agressão, diz PM

Segundo a corporação, homem e a companheira estavam em um bar quando começaram a discutir. Ao voltarem para casa, a briga continuou e o padrasto atirou contra as vítimas.

Por Vitor Santana, G1 GO

Delegacia de Goianésia vai apurar o caso (Foto: Liliane Bueno/G1)
Delegacia de Goianésia vai apurar o caso (Foto: Liliane Bueno/G1)

Um homem de 45 anos morreu na madrugada desta sexta-feira (7) em um acidente de trânsito após, segundo informações da Polícia Militar, matar a enteada cadeirante que tentou proteger a mãe de ser agredida, em Goianésia, na região central de Goiás. A corporação disse que o agressor estava embriagado no momento do crime.

De acordo com o registro de ocorrência o casal estava em um bar quando começaram a discutir e trocar agressões. O homem, então, voltou sozinho para casa e iniciou uma briga com a enteada, de 25 anos. Quando a esposa retornou, tentou defender a filha, que usava cadeira de rodas.

No meio da discussão, a jovem tentou proteger a mãe de uma agressão. Nesse momento, o homem pegou uma arma e atirou três vezes contra a enteada, que morreu no local. Ele ainda atirou contra o braço da companheira.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrências, o homem guardou a arma, pegou sua moto e fugiu. Porém, durante a fuga, ele acabou se envolvendo em um acidente de trânsito na GO-230 e morreu no local. O caso será investigado pela delegacia da cidade.

Fonte: g1.globo.com

Jovem de 15 anos cria bengala com GPS para ajudar deficientes visuais

A canadense Riya Karumanchi desenvolveu produto que ajuda usuários a se locomover, avisa quando ele pode se chocar com algum objeto e compartilha localização com amigos e parentes da pessoa

A jovem Riya Karumanchi, de 15 anos (Foto: Divulgação)
A jovem Riya Karumanchi, de 15 anos, e sua "bengala inteligente" (Foto: Divulgação)

A jovem canadense Riya Karumanchi, de apenas 15 anos, desenvolveu uma solução que pode ajudar pessoas de todo mundo. Ela é a criadora da Smart Cane, uma “bengala inteligente” para deficientes visuais.

A Smart Cane tem um sistema de GPS integrado. Caso seu portador deseje se locomover, a bengala avisa os momentos do usuário virar à direita – vibrando uma vez – ou à direita – com uma vibração dupla.

O produto tem ainda sensores, que avisam quando a bengala está próxima de algum objeto perigoso, ajudando o deficiente visual a parar ou desviar da ameaça.

A bengala ainda permite que o usuário compartilhe sua localização, seus dados pessoais e seu histórico médico na internet, permitindo que algum parente ou amigo possa auxiliá-lo em um momento emergencial.

Em entrevista à "CBC", uma rede de TV canadense, Riya afirmou que a inspiração para a criação da Smart Cane veio após ela descobrir que a avó de uma de suas amigas tinha problemas de visão. A ideia nasceu em Riya depois que ela conheceu a avó de uma amiga que era quase cega. “Percebi como as pessoas com deficiências visuais ou auditivas estavam lutando para se locomover sozinhas”, afirmou.

Sensor da Smart Cane impede que o usuário se choque com objetos perigosos (Foto: Divulgação)
Sensor da Smart Cane impede que o usuário se choque com objetos perigosos (Foto: Divulgação)

Ela também disse que ficou meio decepcionada ao perceber que não havia nenhum recursos tecnológico à serviço dos deficientes visuais. “Eles dependem de uma bengala que, há muito tempo, não passa por nenhum aperfeiçoamento.”

A jovem empresária Riya Karumanchi (Foto: Divulgação)
A jovem empresária Riya Karumanchi (Foto: Divulgação)

A iniciativa de Riya despertou o interesse de uma aceleradora canadense, a DMZ, e da incubadora de negócios da Universidade de Ryerson – as duas entidades estão ajudando no desenvolvimento do negócio.

Projeto de Riya deve ir ao mercado no fim de 2018 (Foto: Divulgação)
Projeto de Riya deve ir ao mercado no fim de 2018 (Foto: Divulgação)

Além disso, a jovem recebeu US$ 56 mil (cerca de R$ 220 mil) em investimentos para aperfeiçoar a bengala. A Microsoft foi uma das empresas que contribuiu para o projeto.

No momento, a Smart Cane é um protótipo e precisa passar por mais alguns ajustes antes de ser levada ao mercado. A meta de Riya, que tem 11 pessoas trabalhando com ela no projeto, é que a bengala esteja à venda em dezembro.

Idosa é mantida em cárcere privado por corretor de imóveis em Piracicaba

Suspeito prendeu a vítima no corredor na casa, a proibia de tomar remédios e de se alimentar; diz Guarda Civil; homem foi preso em flagrante nesta sexta (7).

Por G1 Piracicaba e Região

Homem é preso em flagrante após manter idosa de Piracicaba em cárcere privado (Foto: Guarda Civil de Piracicaba)
Homem é preso em flagrante após manter idosa de Piracicaba em cárcere privado (Foto: Guarda Civil de Piracicaba)

Uma idosa de 63 anos foi mantida em cárcere privado durante 20 dias, em Piracicaba (SP), por um corretor de imóveis aposentado, conhecido da vítima. A mulher foi encontrada pela Guarda Civil debilitada e sem partes das roupas no corredor de uma residência em condições insalubres, na noite desta sexta-feira (7). O homem foi preso em flagrante. A perícia técnica esteve no local.

O espaço onde a vítima era mantida presa tem cerca de um metro de largura por cinco de comprimento. No local, havia lixo, jornais, cobertores e objetos pelo chão. Segundo a corporação, o suspeito, de 52 anos, que afirmou ser corretor de imóveis, a proibia de tomar medicamentos e não a alimentava.

A Guarda Civil informou ao G1 que recebeu a denúncia do caso pela mãe da vítima, que já tinha ido outras vezes à residência, no bairro Piracicamirim, para tentar libertar a filha. Mas, era proibida de entrar ou conversar com a mulher.

O G1 questionou à Polícia Civil sobre a existência de registros de desaparecimento em nome da vítima, mas até a publicação desta reportagem, não houve confirmação porque o caso ainda estava em processo de apresentação na delegacia plantão da cidade.

O homem usava um tapume de madeira para impedir a passagem da vítima as outros cômodos da casa. A mulher contou à Guarda Civil que foi abordada pelo suspeito perto de uma igreja, na Avenida Rio das Pedras, quando saída do culto religioso. Como já eram conhecidos, a idosa não desconfiou da atitude do homem.

                 Corretor de imóveis manteve mulher em cárcere privado por 20 dias em Piracicaba (Foto: Guarda Civil de Piracicaba)
Corretor de imóveis manteve mulher em cárcere privado por 20 dias em Piracicaba (Foto: Guarda Civil de Piracicaba)

Fonte: g1.globo.com

TRE suspende programas eleitorais com intérprete de Libras acusado de inventar sinais no Espírito Santo Veja o vídeo.

A decisão é da juíza auxiliar do TRE-ES Maria do Céu Pitanga de Andrade, desta sexta-feira (7). Partidos precisam apresentar novas peças.

Por Rodrigo Rezende e Luiza Marcondes, G1 ES

Resultado de imagem para TRE suspende programas eleitorais com intérprete de Libras acusado de inventar sinais no Espírito Santo
Associação dos Surdos de Vitória diz que intérprete fez sinais errados e inexistentes em propaganda na TV (Foto: Reprodução/ Propaganda Eleitoral Gratuita)

As propagandas eleitorais que foram ao ar na TV com o intérprete de Libras Cássio Veiga, acusado pela Associação de Surdos de Vitória de inventar sinais, foram suspensas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta sexta-feira (7), até que os partidos apresentem novas peças.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A decisão é da juíza auxiliar do TRE-ES Maria do Céu Pitanga de Andrade.

O problema surgiu após reclamações de telespectadores de que a interpretação de Libras de feita por Cássio nas propagandas eleitorais não batia com o que candidatos falavam.

Cássio foi contratado por pelo menos quatro partidos para traduzir o que os candidatos diziam para as pessoas surdas.

Associação dos Surdos
Segundo a associação, ele usou sinais desconexos, sem contexto, desrespeitando a estrutura gramatical da língua de sinais. Alguns sinais são até mesmo desconhecidos pelos surdos.

O secretário da Associação dos Surdos de Vitória e tradutor e intérprete de Libras, Josué Rego, entende que a decisão do TRE é um marco e uma importante vitória para a comunidade surda e para intérpretes de Libras.

“Vimos toda a comunidade sendo desvalorizada e ridicularizada por uma pessoa que não estava fazendo um trabalho adequado. Esse é o reconhecimento do direito à comunicação dos surdos, que tem esse como importante momento para exercer o voto. Para isso, é necessário que eles entendam a proposta dos candidatos”.

A Advogada da Associação, Vanessa Brasil, explica que essa é uma decisão liminar e já foi encaminhada aos partidos. As propagandas devem ser retiradas do ar até sábado (8), às 12 horas.

Partidos
De acordo com o TRE, os partidos notificados foram o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

A reportagem do G1 tentou contato com os partidos por e-mail e ligação telefônica, mas, até a publicação da matéria, não obtivemos resposta.

‘Problema de sincronia’
No dia da denúncia, Cássio foi ouvido pelo G1 e reconheceu que houve um problema de sincronia, mas atribuiu a um erro de edição. "O meu ritmo de Libras é diferente. Fiz uma opção de fazer uma interpretação mais prática. Às vezes, o surdo não entende uma metáfora (por exemplo) e tento fazer uma linguagem mais didática", comentou.

Sobre a alegação de erro de edição, o secretário da associação, Josué Rego, reforçou o problema com o intérprete.

“Existe uma edição onde a tradução ocorre de forma mais rápida, mas, em sua maioria, ele faz completamente errado. Faz muitas omissões e adições que não condizem com a fala. Até quem não entende Libras, percebe que ele é muito desconexo”, diz.

A produtora
Na quarta-feira (5), um dos responsáveis pela equipe contratada pelas coligações para fazer a gravação dos programas eleitorais, João Victor Bona, disse que contratou Cássio porque ele apresentou certificados.

“Foi uma indicação, vi alguns outros trabalhos dele, e ele tinha certificação. A gente confiou, ele mostrou certificado. Quando começaram essas reclamações, entrei em contato com outro intérprete, e ele disse que o trabalho estava mal feito, que algumas coisas não batiam”, explicou.

De acordo com João, a primeira atitude da equipe foi demitir Cássio e providenciar a regravação de todas as interpretações feitas por ele.

Libras
A tradução nos programas eleitorais é uma obrigação prevista na lei. A Língua Brasileira de Sinais foi instituída como segundo idioma oficial do Brasil em 2002. Ela garante que instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde atendam e tratem pessoas com surdez.

Fonte: g1.globo.com

Com apenas dois anos superou obstáculos, aprendeu a andar e está a inspirar o mundo - Veja o vídeo

“Deu esperança a muitas outras pessoas”, diz a mãe do menino.


Às 20 semanas de gestação, um ultrassom revelou que Roman Dinkel tinha espinha bífida, um defeito na coluna que se desenvolve na fase embrionária e que pode levar à incapacidade motora.“Só esperávamos ouvir as coisas normais: o tamanho da cabeça, o tamanho dos pés, todas as coisas engraçadas. Mas disseram que ele tinha um fluído extra no cérebro e na espinha”, contou Whitney Dinkel, mãe de Roman.

O menino, agora com dois anos, tem um par de irmãos e mora em Overland Park, Kansas, com a família. Os pais de Roman sempre lutaram por ele e, enquanto ainda estava no útero, foi sujeito a uma cirurgia com o intuito de aumentar a probabilidade de poder andar.

“Tive que deixar que ele caísse algumas vezes para perceber que eu não iria estar sempre lá para o levantar. Teve que aprender a segurar-se”, conta Whitney.

Foi através da fisioterapia e da quiropraxia que a criança começou a andar, com a ajuda de um andarilho. Recentemente, Roman começou a usar muletas e já consegue caminhar de uma forma mais autônoma.

Dias depois de começar a praticar com os novos apoios, Roman estava tão entusiasmado que mostrou a Maggie, a cadela da família, o seu progresso. Whitney gravou o momento e mostrou-o na página de Facebook “Defying Odds: Roman’s Journey”, que criou para partilhar vídeos da evolução do filho. Em poucas horas tornou-se um sucesso de visualizações e partilhas. “Deu esperança a muitas outras pessoas”, assegura a mãe de Roman.

A família afirma que todos os comentários são uma forma de ajudar a melhorar o modo como Roman vê a vida e de sentir que não está sozinho nesta jornada.

Conheça os sinais de hérnia de disco

Muito além de um simples cansaço, sensações de incômodos nas pernas e na coluna podem ser um alerta de risco



por Priscila Torres*

Nos últimos dias, a cantora pop brasileira, Anitta, revelou aos fãs que foi diagnosticada com hérnia de disco. A artista usou as redes sociais para dividir com seus seguidores a notícia de que deve evitar movimentos mais bruscos no palco, dentre eles, o chamado “quadradinho”, em que o quadril desenha um quadrado. Para o movimento, ela acaba forçando a lombar, o que prejudica o tratamento.

Apesar de afetar 2 milhões de indivíduos todos os anos, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), o problema é considerado comum e muitas pessoas ainda desconhecem as causas e o tratamento da doença.

O ortopedista Fernando Arturo, do Hapvida Saúde, explica que a hérnia de disco, também chamada de hérnia discal representa um mal gerado pelo desgaste do material contido no interior do disco intervertebral para a área externa. “Esse escape provoca a compressão da medula espinhal ou da raiz nervosa e resulta em um processo inflamatório na região afetada, o que causa muita dor”, esclarece o médico.

O desgaste do disco intervertebral acontece de forma natural e conforme o processo de envelhecimento do organismo avança. Mas o que tem chamado a atenção é a quantidade de jovens, ou indivíduos no auge da fase adulta, que convivem com a doença.

Causas
Que o envelhecimento do corpo leva, espontaneamente, ao desgaste do disco intervertebral a maioria já sabe. Mas existem outros fatores que podem antecipar seu surgimento, como revela o ortopedista Fernando Arturo: “movimentação repetitiva, sedentarismo, sobrecarga por excesso de peso ou de atividade física de alto impacto são algumas das razões mais comuns dessa patologia precoce”, atesta o médico.

Essas causas fazem com que o disco desidrate, perca o material gelatinoso do interior e acaba diminuindo a sua altura. “A capa de fibra que envolve o disco fica mais rígida e menos resistente, apresentando pontos de fraqueza. Quando uma dessas regiões se torna incapaz de conter a pressão do disco, a parede se rompe e ocorre um escape do material, o que causa compressão do nervo vizinho e provoca dor, que pode refletir para as pernas ou braços, dependendo do tipo de hérnia”, ressalta o especialista.

Tratamentos
Existem vários procedimentos minimamente invasivos conhecidos como intradiscais. “Essas técnicas devem ser realizadas pelo médico especialista em coluna, que introduz uma câmera guiada por Raio-X em tempo real. A ideia é avaliar precisamente o estado em que se encontra e recomendar a maneira mais adequada para cada caso”, explica Arturo. Normalmente, para fazer a análise, o especialista leva em conta o tipo de hérnia, a localização e as condições físicas do paciente.

O exercício físico também pode ser um excelente aliado, sendo capaz de reforçar a musculatura e a estrutura óssea dos pacientes. Vale ressaltar que sua realização deve ser orientada e acompanhada por um profissional de Educação Física que apontará quais movimentos não prejudicam a saúde do paciente. O método de longo prazo deve ser incorporado ao estilo de vida, o que nem sempre se torna fácil de encaixar na rotina. Isso pode ser associado ainda ao uso de alguns medicamentos visando hidratar o disco.

“Os quadros graves que não respondem bem aos tratamentos, precisam de intervenção cirúrgica. Nessas situações, a cirurgia endoscópica pode ser uma opção não invasiva, que apresenta ótimos resultados”, enfatiza o médico. Esse cenário corresponde apenas a 5% dos casos.

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Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.






Kit para inclusão de crianças migrantes e refugiadas

Conjunto de propostas desenvolvidas por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra realça aspetos ligados à interculturalidade e ao respeito pela diversidade. Ferramenta inovadora tem sugestões para trabalhar a inclusão de crianças migrantes e refugiadas nas escolas e na comunidade.


por Sara R. Oliveira

É um kit com um conjunto de sugestões para o desenvolvimento a vários níveis, de uma forma integrada e global, de crianças migrante e refugiadas. Para aplicar nas salas de aula, escolas e comunidade. Por professores, pais, responsáveis educativos, tutores, famílias, sociedade. São propostas de atividades desenvolvidas e testadas por especialistas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, no âmbito do estudo Lend a Hand (Dar a Mão) - Programa de Inclusão Social nas Escolas para Crianças Migrantes e Refugiadas. Além da Universidade de Coimbra, participam nesta investigação, financiada pela União Europeia através do programa Erasmus+, as universidades de Gazi na Turquia e de Florença em Itália.

Promover o diálogo intercultural, introduzir a componente lúdica para explorar vários aspetos, por vezes esquecidos, como o respeito pela diversidade - linguística, cultural, gastronómica, religiosa -, envolver social e emocionalmente, e prevenir o bullying ou outros tipos de exclusão, são alguns dos caminhos propostos. É um kit que trabalha diversas componentes: o estreitamento da relação da escola com a comunidade e com a família, a formação de professores e respetiva preparação para a interculturalidade, a importância de um intérprete e de especialistas como psicólogos, a adequação de currículos para a aprendizagem da língua, a aproximação aos hábitos de vida, valores e costumes. Em nome de uma verdadeira inclusão.

Olhar para várias direções. Partilhar conhecimentos, boas práticas e recursos para que as escolas dignifiquem a diferença e apoiem os professores, tutores, estudantes e famílias na prevenção do abandono precoce ou fracasso escolar. Os tutores são voluntários e devem ser criteriosamente preparados e acompanhados. “O objetivo é promover o diálogo intercultural, respeitando os direitos de todos e a diversidade de heranças e de projetos de vida”, adianta Ana Cristina Almeida, coordenadora da equipa portuguesa envolvida no projeto.

“Os objetivos são efetivar, de facto, a inclusão social a partir da escola, querendo isto significar a real e autêntica facilitação das aprendizagens diversas em diferentes planos: académico (não exclusivamente no domínio cognitivo), socio-afetivo, instrumental e de adaptação ao meio, de identidade cultural, autonomia, etc., não só dos estudantes e famílias imigrantes, mas também das populações locais, emigrantes, migrantes de segunda geração, e de todos que, por algum motivo, beneficiem de adaptações específicas do seu currículo”, acrescenta.

É um trabalho que implica envolvimento e participação ativa das crianças, familiares e outros agentes educativos ou facilitadores de integração na sociedade. “As propostas não se coadunam com o modelo tradicional de ensino, mas aproximam-se de uma abordagem de aprendizagem baseada em problemas ou em projeto, ainda que num momento de ‘iniciação’ se opte por apresentar sugestões mais dirigidas para aquisição de conhecimentos e competências básicas de comunicação e domínio linguístico”. Propostas passíveis de uma monitorização e sem a exigência da sequencialidade de conteúdos. As pessoas são o mais importante. As sugestões são um auxiliar, “um ponto de partida para que cada ‘comunidade de aprendizagem’ potencie os seus recursos, talentos e competências”.

A ideia é que as atividades não se esgotem numa sala de aula, mas que permitam a progressão no domínio dos conhecimentos, ao ritmo das aprendizagens das crianças. O tutor tem então o papel de orientação, mais do que instrução, aliado à descoberta e problematização. Segundo Ana Cristina Almeida, as propostas pensam no apetrechamento linguístico e cognitivo, mas sem esquecer ou descurar outros aspetos, o motor, o social, o afetivo, bem como as interações na escola com extensões à família e à comunidade.

“Sugere-se que partindo das necessidades do momento, da curiosidade espontânea das crianças ou da sua ignição, seja, a partir de contextos lúdicos, de expressão ‘livre’ ou artística ou da situação experiencial, dentro ou fora da sala/escola, se construa socialmente o currículo, apelando ao sensorial, ao estético, à criatividade e ao pensamento crítico, isto é, explorando o ‘projeto’ nas múltiplas inteligências”, refere Ana Cristina Almeida.

Boas-vindas, sinalética de fácil leitura

Uma sugestão do kit é a preparação da escola para a receção dos novos alunos. Dar as boas-vindas. Receber as crianças e as suas famílias, apresentar a escola nos seus espaços, regulamento, projetos e disponibilizar informação importante e detalhada usando sinalética de fácil leitura visual e de compreensão. A identificação da escola, quantos estudantes tem, sua localização no mapa da freguesia, indicações relativas aos transportes de acesso. Poderá ser criado um código de orientação através do uso de setas, cores, símbolos, para indicar a direção para as salas de aula, ginásio, cantina, recreio, casas de banho, laboratórios, biblioteca. Explicar quem pode dar uma ajuda na escola, na direção, no serviço de psicologia e de orientação, entre os funcionários, também é importante.

“As pessoas na escola devem estar preparadas para se apresentarem e explicarem ou demonstrarem qual o seu papel, onde o desempenham e como podem ser contactadas. Nesta altura pode ainda clarificar-se a existência (já habitual ou emergência do programa) de tutores: pares-tutores, seja de alunos, seja de famílias, acentuando o caráter comunitário e colaborativo, também entre professores e técnicos. Caso os programas de pares-tutores sejam já praticados ou sejam preparados tendo em vista a facilitação da integração, as crianças são apresentadas a seus colegas e explica-se o seu papel de guia e auxílio”.

Os professores devem prestar atenção à qualidade das relações com as famílias de estudantes imigrantes, através de reuniões regulares, maior coordenação entre atividades formais e não formais. São algumas das formas possíveis para “reduzir o risco de abandono escolar precoce, a pobreza e a exclusão social, os custos para a sociedade, relativamente aos talentos perdidos e as despesas públicas relacionadas com os sistemas sociais, de saúde e até mesmo de justiça”. “O conhecimento de diferentes culturas pode contribuir, igualmente, para o bem-estar psicológico dos estudantes, particularmente dos imigrantes, bem como o grau em que as escolas e as comunidades locais, nos países anfitriões, os apoiam para lidar com os obstáculos que enfrentam para ter sucesso na escola e integrar-se na sociedade”, sublinha a responsável.

O ideal é haver famílias tutoras para orientar e auxiliar as novas famílias na adaptação ao contexto ou do contexto, como prevenção de condições de bem-estar, menu com respeito pelas restrições alimentares, autorização de recolhimento em local para orações, cuidados de privacidade no uso das casas de banho e vestiários, permissão de indumentária específica. Sempre que necessário, a visita e apresentação da escola deve ser feita com um tradutor ou mediador social. “É desejável que haja espaços e tempos de partilha, onde alunos e famílias se sintam bem acolhidos e participantes nas atividades (em determinadas atividades, como ciclos interculturais)”.

Há, porém, que separar as águas. “É importante não confundir diálogo intercultural com aculturação. Cada criança, jovem ou adulto tem uma experiência prévia, conhecimentos, gostos e interesses (além de preceitos de comportamento, receios, desconhecimento de regras locais, de conceitos, da língua, etc.). Os hábitos, habilidades e aprendizagens prévias devem ser notadas e criadas oportunidades de concertação de relações de comunicação e de cooperação. Fundamentalmente há que aceitar, respeitar e integrar a diversidade no quotidiano e nas metodologias pedagógicas para facilitação das aprendizagens e incentivo do gosto em aprender”.

Análise das necessidades

É um kit inovador uma vez que, salienta a coordenadora portuguesa, reúne diversos contributos e incide a sua intervenção “na consistência das intenções, cumprimento de pressupostos, abordagens, estratégias de ativação de capacidades e avaliação formativa, com extensões práticas na vida quotidiana, em continuidade de relações das crianças com professores, com tutores/conselheiros, com pares-tutores, com as famílias e comunidade envolvente, numa perspetiva de abertura e dinâmica relacional contínua e transformadora, prioritária ou desejavelmente autorregulatória”.

Houve um trabalho prévio, uma análise de necessidades sentidas ou percebidas pelos professores, agentes educativos e outros profissionais, consultados através de um questionário e por grupos de foco realizados nos três países implicados diretamente no projeto. Dessa análise resultaram recomendações para um plano de ação estratégica ao nível das políticas educativas, como é o caso do kit. Além disso, foi também identificada em que medida as escolas e os profissionais estão preparados para receber crianças migrantes e refugiadas e promoverem a sua inclusão, quais as necessidades sentidas ou identificadas para promover esse desígnio. Daí resultou um relatório e recomendações em jeito de plano estratégico dirigido a decisores políticos, focando aspetos a cuidar.

As escolas precisam de várias condições para promover a inclusão social de crianças migrantes e refugiadas: recursos ou serviços de tradução e interpretação; formação sobre diversidade cultural e como trabalhar com crianças portuguesas e refugiadas; mediadores linguísticos na sala de aula; ensino da língua portuguesa aos pais de crianças imigrantes; serviço de apoio para crianças recém-chegadas, incluindo experiências em planeamento escolar com uma abordagem intercultural, apoio adicional às crianças relativamente às necessidades sociais, emocionais e comportamentais; um programa de desenvolvimento de suporte linguístico profissional para professores; serviços de apoio psicológico para pais e professores relativamente a problemas relacionados com essa inclusão social; um centro de informação para os pais em relação a percursos educativos, à escolha da escola, procedimentos de inscrição e transferência, vias de contacto com escolas e professores, acompanhamento em casa.

A entidade proponente foi a Universidade de Gazi. A Turquia tem tido uma questão delicada nas mãos, ou seja, a dificuldade de acolher muitas famílias migrantes. “Na sequência do êxodo da Síria, muitas crianças cujas famílias são requerentes de asilo e se movimentam para a Europa procuram proteção sob o estatuto de refugiado, levando a equacionar como lidar com a amplitude deste fenómeno, promover competências para uma sã convivência e participação, promissoras de sucesso das pessoas e da sociedade nos planos económico, social, de desenvolvimento, e prevenção de riscos (de abandono precoce ou insucesso escolar, mas também de riscos sociais, de saúde e outros)”, lembra Ana Cristina Almeida.

Portugal é um país de longa tradição migratória e considerado referência pelos parceiros turcos na inovação educacional, particularmente no que respeita à inclusão escolar. Por outro lado, sendo Itália outro país com afinidades nestas questões, foram então pensados produtos para uma efetiva inclusão de crianças e jovens migrantes e refugiados. “Entre estes produtos antecipou-se o desenvolvimento de currículos e kits de atividades de apoio para a aprendizagem da língua e escolarização, mas também para a orientação e aconselhamento das famílias e da comunidade, a partir da escola, no sentido da sua participação ativa, integração, autonomia e capacitação”, revela.

Escolas amigas da inclusão

O projeto termina no final deste mês de agosto. Haverá uma conferência de encerramento e reunião de parceiros em Ancara, Turquia, onde deverão surgir pistas para a divulgação do trabalho. No âmbito do projeto foi criada uma rede internacional de escolas amigas da inclusão de crianças migrantes e refugiadas, onde são e irão ser partilhadas informações e boas práticas experimentadas por diferentes escolas ou centros educativos. Qualquer escola que promova a inclusão pode inscrever-se na rede (http://www.lendahandproject.com/pt/portugal/). Os produtos ficarão disponíveis no site do projeto (http://www.lendahandproject.com/pt/pagina-inicial/).

A equipa portuguesa tem mantido aberto o diálogo, designadamente com a Direção-Geral de Educação e o Alto Comissariado para as Migrações, no sentido de dar continuidade a este trabalho. “Para efeitos de teste, importa estudar que abordagens, de que modo, junto de quem, quando se revelam mais eficientes e profícuas, de modo a chegarmos a um modelo (multinível, cremos) de implementação de estratégias promotoras de inclusão”. O kit já está à disposição das escolas com quem se manteve uma proximidade ao longo do desenvolvimento do projeto e ficará disponível para as escolas que se interessem por esta questão. “Entretanto, aguardamos o fecho desta etapa de conceção para dar continuidade a este trabalho, na medida do possível com o apoio da tutela, a quem pedimos uma apreciação crítica e um parecer com recomendações que aglutinaremos na divulgação”.

“Mais do que a disponibilização do kit, cremos ser relevante o acompanhamento da sua implementação, das adaptações, sendo a nossa vocação a de estudar os processos facilitadores da inclusão”, refere a coordenadora do projeto em Portugal que agradece a colaboração de agrupamentos de escolas e escolas especialmente em Coimbra), professores, a Associação Peaceful Parallel que recebe famílias de refugiados em Coimbra, parceiros municipais, entidades diversas que cuidam dos direitos, da saúde, burocracia, aspetos legais concorrentes com o apoio educativo.

Informações: lendahand1618@gmail.com



Atletas da Seleção Brasileira são destaques no GP Infraero de Judô Para Cegos

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Atletas da Seleção Brasileira são destaques no GP Infraero de Judô Para Cegos
Legenda: As medalhistas da categoria pesado feminino no pódio de premiação.

A Arena da Juventude, palco dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, recebeu nesta sexta-feira, 7, 158 judocas de todas as regiões do país para a disputa do Grand Prix Infraero de Judô Para Cegos. O evento foi disputado nas categorias adulto e iniciante, este último leva o nome de Copa Infraero – Antônio Tenório.

Diversos atletas da seleção brasileira estiveram na competição e foram destaques. Na categoria ligeiro feminino, para atletas até 48kg, a medalhista de prata dos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004 e Pequim 2008, Karla Cardoso (CEIBC-RJ), foi a campeã. Assim como Maria Núbea Lins (REAÇÃO-RJ) na divisão até 57kg e Meg Emmerich (IRM-PR) que venceu no pesado.

As disputas femininas tiveram ainda Larissa Silva (CFCP-PA), ouro no meio-leve (-52kg), Benilce Lourenço (ISMAC-MS), campeã da categoria até 63kg e Renatta molina (CESEC-SP) na disputa dos médios.

No masculino as disputas foram acirradas. Thiego Silva (AEPA-PA) e Roberto Paixão (RJ) fizeram a final do ligeiro com vitória do atleta paraense. No divisão de cima, para atletas até 66kg, Mayco Rodrigues (ADVEG-GO) ficou com o ouro. O campeão da categoria até 73kg foi Denis Rosa (CESEC-SP), enquanto Harlley Arruda, da mesma associação, venceu no 81kg. O título dos médios foi conquistado por Arthur Silva (ADEVIRN-RN). Já nas categorias com pesos superiores, Robson Souza (ASDEVRON-RO) levou no até 100kg e Alexandre Silva faturou o ouro no pesado.

Nos dias 9 e 10 de setembro, quatro atletas da Seleção Brasileira estão em Atyrau, no Cazaquistão, para a disputa da Copa do Mundo IBSA. Rebeca Silva, Antônio Tenório e Wilians Araújo competem no domingo, enquanto Lucia Araújo entra no tatame no dia seguinte. O Brasil foi para a competição com o apoio da Infraero, patrocinadora oficial da modalidade.

Fonte:cbdv.org.br

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Família faz 'pastelada' em Campo Grande para comprar cadeira de rodas especial para criança que tem paralisia cerebral e escoliose na coluna

A cadeira, conforme a família, não está disponível na rede pública de atendimento; Seu uso é urgente e vai possibilitar com que ele convida melhor com os problemas que enfrenta, melhorando sua qualidade de vida.

Por G1 MS

Gustavo Borges, de 10 anos, precisa de uma cadeira de rodas especial e, por isso, amigos e familiares estão promovendo uma pastelada beneficente (Foto: Arquivo pessoal/Gustavo Borges)
Gustavo Borges, de 10 anos, precisa de uma cadeira de rodas especial e, por isso, amigos e familiares estão promovendo uma pastelada beneficente (Foto: Arquivo pessoal/Gustavo Borges)

Um grupo de amigos de Campo Grande promove no dia 29 de setembro uma “Pastelada Beneficente”. O objetivo é arrecadar recursos para comprar uma cadeira de rodas especial para Gustavo Borges, de 10 anos.

A criança tem paralisia cerebral e sofre com uma escoliose na coluna e uma luxação no quadril. A cadeira, conforme a família, não está disponível na rede pública de atendimento. Seu uso é urgente e vai possibilitar com que ele convida melhor com os problemas que enfrenta, melhorando sua qualidade de vida.

Na organização do evento beneficente, os amigos do Gustavo pedem a doação de ingredientes para o preparo do prato como: carne, massa de pastel, óleo, guardanapos, papel toalha, milho verde, azeitonas, sal, cebola e tomate e/ou o comparecimento no dia da “Pastelada”.

A pastelada será promovida a partir das 13h, na rua Sagres, quadra 11, lote 1, no residencial Botafogo – Pioneiros. Os pasteis serão comercializados aos preços de R$ 4, uma unidade, e R$ 10, três unidades.

Segundo os amigos do Gustavo, também podem ser feitas doações diretamente para a família para a compra da cadeira de rodas especial. Os donativos podem ser depositados na conta do pai da criança, Adolfo Tadeu Bareiro Filho, agência: 5307-4, conta: 0300111-3, no banco Bradesco.

Mais informações sobre como contribuir para o evento ou fazer doações podem ser obtidas com Leia Borges, no telefone 67 99342-5442.

Fonte: g1.globo.com

MPF pede na Justiça passe livre interestadual a pessoas carentes com doenças graves

Portadores de doenças como HIV, câncer e esquizofrenia têm direito à gratuidade, que não é concedida atualmente, entendem os procuradores; governo diz cumprir decreto sobre deficientes.

Por G1SP

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O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública para garantir o direito de pessoas com deficiência e portadores de doenças graves ao passe livre interestadual seja respeitado.

Segundo o MPF, a gratuidade, assegurada por lei aos comprovadamente carentes, vem sendo restringida pelo Ministério dos Transportes aos beneficiários os portadores de doenças graves, como esquizofrenia, HIV e câncer.

O MPF requer que o governo reconheça a definição mais ampla de pessoa com deficiência e não recuse a concessão de passe livre no sistema de transporte coletivo interestadual.

A ação busca medidas que a Justiça determine com âmbito nacional e que as agências reguladoras do setor de transportes terrestres, aquaviários e aviação civil fiscalizem o cumprimento. O MPF quer ainda que a União seja condenada a pagar pelo menos R$ 1 milhão pelos danos morais coletivos já causados ao descumprir a regra.

O pedido nasce a partir de um inquérito instaurado em 2018 para apurar a eventual interpretação equivocada e limitada da legislação por parte do Ministério dos Transportes. A pasta diz que "utiliza unicamente os parâmetros contidos no Decreto nº 3.298/99, que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência".

O decreto considera como pessoa com deficiência apenas quem possui de deficiência física, auditiva, visual e mental elencadas na lei, não incluindo portadores de moléstias graves.

Fonte: g1.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Direitos das Pessoas com Deficiência: Saiba quais são

Imagem Internet/Ilustrativa
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A Constituição Brasileira, a mais importante definidora dos princípios e regras básicas da sociedade, prevê – entre diversas outras garantias – o direito à dignidade de todo cidadão brasileiro. Para igualar as condições de conforto obtenção desta garantia, foi necessário implementar uma série de direitos das pessoas com deficiência.

Na prática, os direitos das pessoas com deficiência buscam apenas a equalização das condições dos cidadãos, ou seja: através das leis, suprimir o máximo possível das desvantagens existentes para deficientes físicos em diversos aspectos da sociedade.

Confira quais são os principais direitos das pessoas com deficiência:

Transporte
Pessoas com deficiência possuem direito à gratuidade ou descontos relevantes em transportes públicos. As regras exatas para o benefício dependem do estado e da cidade onde a pessoa mora, mas sua existência é obrigatória.

Além do desconto nos transportes, é necessário que os meios de transporte urbanos e interurbanos (ônibus, metrôs, trens e aviões) sejam capazes de atender adequadamente aos passageiros com mobilidade reduzida sem que estes passem por algum tipo de constrangimento.

Há, também a reserva de vagas especiais e adequadas no transporte público, e a reserva de vagas com espaço e posicionamento adequados em estacionamentos públicos e comerciais. Para ter acesso às vagas de forma legítima, é necessário passar pelo cadastramento no Sistema Nacional de Trânsito.

Trabalho
Em concursos públicos, seja em esfera federal, estadual ou municipal, está entre os direitos das pessoas com deficiência ter a reserva de, no mínimo, 5% das vagas para si. Também é um direito da pessoa com deficiência cumprir carga horária reduzida em seu serviço, sem ser prejudicada por isso, desde que seja comprovado por um médico qualificado que o cumprimento do carga horária regurar desgaste sua saúde.

No âmbito privado, empresas com mais de 100 funcionários devem reservar de 2% a 5% (no mínimo) de todas as suas vagas para trabalhadores que apresentem algum tipo de deficiência, como medida de equalização do mercado de trabalho, de acordo com a quantidade de funcionários que tiver.

A recusa de um cargo de trabalho a uma pessoa com deficiência sem justificativa válida senão a deficiência é crime, que gera multa à empresa.

Isenções de Impostos e Taxas
Para produtos, adaptações e serviços onde a deficiência da pessoa indicar uma maior necessidade de compra, diversos impostos podem ser isentos, com o intuito de se equalizar os gastos necessários das pessoas com deficiência.

É o caso de carros e adaptações automobilísticas para pessoas com mobilidade reduzida, onde a lei exige que o veículo esteja devidamente adequado para aquele cidadão. Neste caso, há uma série de isenções que facilitam o acesso da pessoa a estes itens e serviços, assim como sobre o próprio valor do carro, sabendo-se que haverá um gasto superior daquele cidadão em relação a quem não possui nenhum tipo de deficiência.

Educação
Na área da educação, há direitos para pessoas com deficiência semelhantes ao cenário das vagas em concursos públicos: ao menos 5% do total de vagas deve ser destinado a pessoas com deficiência em universidades e institutos de ensino superior públicos.

Não há uma definição obrigatória de cotas para instituições privadas, mas há a regulamentação nos programas governamentias de auxílio aos estudantes.

Prioridade de Atendimento
Entre os direitos das pessoas com deficiência mais conhecidos, está a prioridade de atendimento. É obrigação de locais de acesso público dar tratamento diferenciado a pessoas com deficiência, incluindo a prioridade no atendimento, e a adaptação das instalações para uma passagem em condições equilitárias pelo local.

Isto inclui a disponibilização de assentos, mobiliário adequado para pessoas com deficiência realizarem suas tarefas sem constrangimento e capacidade de comunicação adequada (com disponibilização de guias em relevo no chão e intérpretes da Libras, por exemplo).

Fonte: direitosbrasil.com - Imagem Internet/Ilustrativa