sábado, 15 de setembro de 2018

Lábio leporino: você sabe o que é?

A má formação atinge 1 em cada 65 crianças no Brasil. E o que você, que não tem uma criança com essa condição em casa, tem a ver com o assunto? Muito! Entenda e saiba o que fazer

Por Lilian Kuhn

(Foto: Thinkstock)
Mãe segura recém-nascido no colo (Foto: Thinkstock)

De acordo com estudos recentes publicados pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP), 1 em cada 65 crianças nascem com a deformidade congênita no país. Mas, afinal, o que seria fissura labiopalatina - popularmente conhecida como lábio leporino, em referência aos lábios dos felinos?

A alteração, que pode provocar sequelas nas estruturas e funções da região orofacial, tais como respiração, sucção e fala, é uma má formação congênita que pode acontecer durante a gravidez. Os agentes causadores podem ser muitos, tais como: hereditariedade, fatores tóxicos-infecciosos, estresse, síndromes, radiação, carência alimentar e ingestão de drogas. Os tipos de fissuras – variações de extensão e localização (lábios, palato ou ambas partes) - estão relacionados a diferentes causas. Algumas delas, infelizmente, ainda não descobertas pela ciência mundial. Uma das indicações para prevenir, porém, é  a ingestão de ácido fólico durante a gestação.

A partir  da 18ª semana de gestação já é possível obter o diagnóstico da fissura por meio de ultrassonografia. Mas, infelizmente, as pesquisas mostram que mais de 75% dos pacientes só são diagnosticados após nascerem e, de acordo com os estudos, há uma relação direta com a condição financeira da família. Vale lembrar que existem hoje 28 centros especializados e ligados ao serviço público em todo o país e também iniciativas não - governamentais que auxiliam no tratamento e na inclusão de pessoas com fissura pelo país, como a ONG Operação Sorriso, que realiza de mutirões de cirurgias com profissionais voluntários em todo o país e o grupo virtual de apoio “As fissuradas”, que se materializou e virou um guia de orientação. Vale a pena conferir e garantir que a inclusão e a informação cheguem a todas famílias de crianças com sorrisos especiais.

Você sabia, por exemplo, que crianças aos 7 anos de idade falam errado podem ter como causa da alteração uma fissura escondida (ou seja, embaixo da mucosa)?. Portanto, é essencial que as informações sejam disseminadas para que o diagnóstico seja feito ainda na maternidade e a intervenção fonoaudiológica se inicie o quanto antes. E aí vem aquela pergunta de sempre: “Mas como uma fonoaudióloga vai tratar um bebê que ainda nem fala?”

Bem, a intervenção fonoaudiológica é mais extensa do que o (essencial) trabalho de adequação de fala e, nestes pacientes, envolve a melhora das funções de respiração, sucção e deglutição, que tendem a estar alteradas por causa da modificação nas estruturas ósseas e/ou musculares da face. Com a abertura nos lábios e/ou céu da boca, a pressão aérea intraoral não é suficiente para sugar o bico do seio materno e para equilibrar os ciclos [respirar-engolir], então o bebê e sua mãe precisam de ajuda para adequar o ritmo das mamadas, adaptar técnicas e, assim, garantir segurança e nutrição ao pequenino.

Com o passar do tempo, outros desafios podem acontecer: a mastigação, a produção de alguns sons da fala e a voz que parece “anasalada” (tem escape de ar pelo nariz) e essas pessoas acabam precisando de acompanhamento de um profissional de voz. Além disso, avaliações audiológicas periódicas são indicadas para garantir que não há problemas de audição causadas por otites (a alteração facial pode facilitar o acúmulo de secreção nos ouvidos).

Como em qualquer outro quadro, existem variações nas necessidades e no desempenho de cada pessoa, de acordo com a gravidade e do tamanho da fenda. Mas, via de regra, além do tratamento fonoaudiológico, cirurgias de correção, uso de aparelhos ortodônticos e acompanhamento da equipe multidisciplinar (psicólogos, otorrinolaringologistas, cirurgiões, dentistas, geneticistas) são essenciais para garantir o crescimento e desenvolvimento da criança. Como sempre relembro aqui: o diagnóstico adequado e a intervenção precoce permitirão um adequado desenvolvimento motor, emocional e linguístico.

  • E o que a sociedade “normal” tem a ver com isso? Vão aí 5 dicas simples:

  • Propagar informações (corretas) sempre que possível!

  • Olhar com naturalidade para as crianças com fissura

  • Evitar comentários do tipo “ele tem um probleminha na boca?” ou “nossa, ele consegue mamar?”

  • Oferecer apoio e acolhimento aos pais recém-diagnosticados

  • Considerar e garantir que o bebê com fissura seja capaz de interagir, brincar e ser estimulado como qualquer outro da sua idade.


                              Lilian Kuhn (Foto: Divulgação)
                                  Lilian Kuhn (Foto: Divulgação)
Lílian Kuhn é fonoaudióloga com especialização em Audiologia e Mestrado e Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem. Há mais de onze anos atende crianças e adultos com distúrbios de linguagem. Escreva para ela: redacaocrescer@gmail.com

Fonte: revistacrescer.globo.com

Mais de 90% dos cadeirantes já passaram por dificuldades no trabalho

Empresas devem cumprir a legislação e oferecer condições de acessibilidade para os deficientes

Mais de 90% dos cadeirantes já passaram por dificuldades no trabalho
Lei da Acessibilidade garante dos Cadeirantes nas empresas/ Foto: Arquivo Pessoal

MAYARA CLEMENTE Da Redação*

De acordo com pesquisa da Toyota Mobility Foundation, divulgada em agosto, 92% dos cadeirantes brasileiros enfrentam problemas no deslocamento até o trabalho e limitações nas tarefas profissionais que são oferecidas pelas empresas em virtude de suas deficiências.

A presidente da Associação Desportiva para Deficientes, Eliane Miada, 47, aponta que a maioria das empresas só contratam pessoas com deficiência por causa das cotas (a lei n° 10.098, de Dezembro de 2000, também conhecida como Lei da Acessibilidade, obriga que as empresas tenham um percentual de vagas destinadas aos deficientes). “O que percebemos é que as empresas utilizam os mecanismos da legislação para prorrogar cada vez mais a contratação”.

Por exemplo, é comum a Associação receber cartas registradas de empresas, informando que estão selecionando pessoas com deficiência, entretanto quando ligam no local verificam a existência de uma série de restrições. “Percebemos uma maior procura das empresas quando estão passando por alguma fiscalização do Ministério do Trabalho”, afirma.

O jornalista e palestrante Ronaldo Denardo, 43, é cadeirante há 21 anos, após um acidente de carro em que sofreu lesão medular. Ele trabalhou durante dois anos em uma empresa de tecnologia. O piso da empresa era todo de carpete, o que dificultava o deslocamento. Além disso, o banheiro não era adaptado para cadeirantes e nem grande o suficiente para a locomoção da cadeira. “Eu, na verdade, preferia até evitar de ir ao banheiro, inclusive controlava minha ingestão de líquidos para utilizar o banheiro só em casa”. Ronaldo lidava de forma relativamente “natural” com os problemas, afinal, precisava trabalhar. “Não tinha muito o que fazer, às vezes a gente acaba aceitando as coisas por conta de uma contrapartida”.

A presidente da Associação comenta que todo trabalhador com deficiência deve ter as mesmas condições que qualquer funcionário sem deficiência. “Ele precisa ter acesso para ir e vir, e circular de forma autônoma em um ambiente sem barreiras físicas”.

A auxiliar administrativa Marcia Alves Sampaio, 52, tem sequela de uma paralisia infantil. Ela trabalhou durante 6 anos como entregadora de exames e foi nessa ocasião que enfrentou diversas dificuldade. A cadeirante precisava pegar caixas de arquivo, que eram pesadas e ficavam em armários altos. “Eu tinha que fazer um esforço enorme. Normalmente as caixas despencavam, colocava tudo no colo e, com uma mão, empurrava a cadeira e, com a outra, segurava a caixa”. Marcia chegou a comentar o ocorrido com a chefia, mas, um mês depois, foi demitida. Ela entrou com processo judicial e a segunda audiência está marcada para outubro. “Ser cadeirante é muito difícil, você está em uma vaga que te pertence e as pessoas não te respeitam profissionalmente”, afirma.

Fonte: metodista.br

Empresas pouco se adaptam às necessidades de pessoas com deficiência

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     Neivaldo e Adelino falaram de salários menores e espaço inadequado de trabalho

O mundo empresarial ainda é pouco consciente sobre as necessidades de pessoas com deficiência (PD). Muitas empresas não providenciam infraestrutura adequada para passagem de uma cadeira de rodas, por exemplo, e outras preferem contratar funcionários com deficiências menores, apenas para cumprir a Lei de Cotas de 1991. Pior ainda, cadeirantes, surdos, limítrofes intelectuais, deficientes visuais não são valorizados pela competência porque ainda há um entendimento de que são inválidos.

“O ambiente de trabalho é que é deficiente, com falta de rampas e sinalização, além de posição inadequada de equipamentos para trabalhar. Somos pessoas e profissionais como qualquer outro”, protesta Adelino Ozores, jornalista e formado em Direito, cadeirante fundador do Instituto Entre Rodas, que falou na Semana de Inclusão da Universidade Metodista de São Paulo na noite de 20 de setembro sobre “Inclusão no Mercado de Trabalho”.

Também o consultor empresarial e professor de Matemática Neivaldo Augusto Zovico, que nasceu surdo, queixou-se da discriminação das empresas entre as próprias pessoas com deficiência, principalmente em relação aos surdos. Por usar a língua de sinais, o surdo demanda um intérprete de Libras, seja contratado ou alguém treinado nos próprios quadros da empresa, o que é visto como custo extra.

“A empresa deve se organizar antes de receber um surdo, que precisa de explicações específicas para executar as tarefas. Se orientado, o surdo é capaz de fazer tudo, só não atende telefone. É até mais eficiente, porque concentra-se no trabalho e não fica com conversas paralelas. Mas por não contar com um intérprete, que o ajude a se relacionar no ambiente de trabalho, acaba deixado de lado”, lamentou Neivaldo, ao dizer que as contratações são na maioria de surdos oralizados, que fazem leitura labial.

Tanto Neivaldo Zovico como Adelino Ozores acham que uma peça chave para a afirmação dos direitos das PD são os Departamentos de Recursos Humanos, que deveriam estar mais bem preparados para realizar contratações com base na competência. Eles dizem que o RH “contrata a deficiência, não a pessoa profissional, porque a multa é alta”. Com isso, PD acabam ocupando geralmente vagas de auxiliares e sem perspectivas de ascender em um plano de cargos e carreiras.

O Brasil tem hoje 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, ou 24% da população. Pela lei de cotas de 1991, às PD devem ser reservadas 2% das vagas em empresas a partir de 100 funcionários, nível que chega a 5% para organizações com mais de mil colaboradores. A convenção da ONU que define os direitos das PD foi adotada pelo Brasil em 2009 e ratificada em 2016, quando entrou em vigor a LBI (Lei Brasileira de Inclusão).

Adelino Ozores também criticou em sua palestra que, apesar de o Brasil ter subscrito a CIF-OMS (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, da Organização Mundial da Saúde), as empresas ainda admitem pelo critério de doenças fixadas pelo CID (Código Internacional de Doenças).

Equidade, não igualdade

Muito além da igualdade, os direitos humanos deveriam buscar a equidade social para pessoas com deficiência, no entender da professora Virgínia Marino, que falou na abertura da Semana de Inclusão da Metodista, na noite de 19 de setembro. Ela abordou o tema “Direitos Humanos e Inclusão” e, segundo entende, a igualdade acaba nivelando diferentes etnias, raças, gêneros e deficiências diferentes, enquanto a equidade pressupõe dar mais para os que precisam mais.

“A grande maioria das PD no Brasil é pobre e muito dependente de direitos, daí a importância da cobertura universal de políticas públicas de educação, saúde e assistência social. Direitos Humanos não compõem uma lei, mas são instrumento de conversação para a humanidade. Sem eles, tudo seria pior. Temos, porém, que trabalhar na expectativa da equidade social, como cotas raciais e para deficientes. É preciso dar acesso aos menos favorecidos”, enfatizou Virgínia, que já foi gestora de políticas públicas em São Bernardo e hoje é docente na educação básica.

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Virgínia: cotas dão acesso aos menos favorecidos

Ela lembrou que a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU data de 1948, após a 2ª Guerra Mundial, por isso é algo recente, em construção, sobretudo a inclusão da PD na agenda social das nações. Foi uma conquista após muitas demandas sobretudo pelo direito ao trabalho, a partir da explosão de pessoas mutiladas com as várias guerras do século 20. No Brasil é tema é mais contemporâneo ainda: a Convenção dos Direitos da PD entrou em vigor apenas em 2006.

“45,6 milhões de brasileiros com alguma deficiência é muita gente! E eles não querem só acesso à escola por meio de cotas. É preciso uma visão holística em políticas públicas que integre essas pessoas sociologicamente, economicamente e culturalmente também”, acentuou a educadora.

A coordenadora da Assessoria de Inclusão da Metodista, Nayane Cardoso Moraes, lamentou que ainda hoje haja rótulos para a deficiência como incapaz, defeituoso etc. Disse ser preciso refletir sobre a verdadeira inclusão, pois o que se pratica é a integração, que acolhe PDs, mas não sua real interação no meio social. Ela receia que a nova lei trabalhista, que amplia a terceirização de atividades das empresas, repasse para as terceirizadas a cota de PDs, diminuindo mais as possibilidades de emprego.

Mobilidade urbana vai além de solucionar o caos no trânsito


Embora seja a solução mais incensada atualmente, a bicicleta é apenas uma das saídas para resolver ou amenizar o trânsito caótico que importuna a vida de 10 entre 10 moradores das grandes cidades. A mobilidade contempla um leque bem maior de ações, pois deve harmonizar equipamentos urbanos como calçadas, arquitetura, praças, pedestres, carros, arborização, ciclovias e mesmo espaço para skatistas.

“Mobilidade é mais abrangente que tráfego de veículos. A rua é de todo mundo e temos que conviver bem com a totalidade do ecossistema urbano. As calçadas estão intransitáveis para nós, imagine para os cadeirantes”, provocou o professor Luiz Silvério Silva, da Faculdade de Administração e Economia e coordenador da Cátedra de Gestão de Cidades da Universidade Metodista.

O tema pautou o 4º Colóquio da Cátedra, que a cada semestre promove debate e reflexão sobre temas relevantes da vida urbana. A Mobilidade Urbana foi levada para os três campi da Metodista nesta semana e reuniu turmas de cursos variados.

Governos vêm resolvendo pela metade o problema do caos no trânsito das grandes cidades, que foram pensadas para o carro. O modelo atual é de consumo de petróleo, de estímulo ao usuário de veículo automotor, “fazendo com que bicicletas fiquem para segundo plano, como se fosse coisa de pobre”, definiu a professora do Núcleo de Formação Cidadã, Márcia Velasques. “Nas pequenas cidades do interior, a bicicleta é o meio mais comum de transporte. A inversão ocorreu nas grandes cidades”, citou, lembrando do desgaste físico e emocional cada vez maior de se enfrentar congestionamentos infindáveis, o custo monetário do trânsito e a escassez de espaços disponíveis para estacionar.

No vídeo de abertura do evento, reportagem exibiu que jovens norte-americanos já colocam o celular à frente do primeiro carro como desejo de consumo, enquanto na Itália vendem-se mais bicicletas que automóveis pela primeira vez em meio século. “Todos voltam da Europa encantados com a modernidade das ciclovias, mas se um prefeito reserva uma faixa para bikes na frente de casa, muitos protestam”, comparou professor Luiz Silvério.

Carlos Henrique de Oliveira, professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista, chegou a incluir o transporte aquático no leque de diversidades contempladas pela mobilidade urbana. Segundo ele, São Paulo e em particular o Grande ABC são banhados por grande rede hídrica que facilitaria seu uso para deslocamentos internos.

Mortes em alta

Professor Carlos Oliveira citou dados do Laboratório de Estudos Ambientais da USP (Universidade de São Paulo) segundo os quais têm aumentado as mortes por doenças cardiorrespiratórias (asma e ataque cardíaco, por exemplo) em decorrência da poluição atmosférica. Saíram de 2,5 mil mortes em 2009 para 4,6 mil em 2014.

Professor Luiz Silvério reforça que a mudança de cultura é demorada, mas benéfica. Começa pela implantação de ciclofaixas (para uso em fins de semana), depois depois trabalhar a mudança de comportamento dos usuários e incentivar o uso de ciclovias já estabelecidas. “Nenhuma cidade inverteu essa ordem. Nova York levou sete anos para implantar a cultura da bicicleta”, exemplificou.

Inter TV RJ recebe entidades que defendem os direitos das pessoas com deficiência

Representantes explicaram sobre as suas lutas, propostas e a forma correta de se dirigir a eles.

Por Larissa Vilarinho, Inter TV RJ , Cabo Frio - *Estagiário sob a supervisão de Ariane Marques.

Seis representantes explicaram sobre suas lutas para a equipe da Inter TV  — Foto: Inter TV/ Divulgação
Seis representantes explicaram sobre suas lutas para a equipe da Inter TV — Foto: Inter TV/ Divulgação

A Inter TV RJ recebeu nesta terça-feira (11) entidades que defendem os direitos das pessoas com deficiência. O encontro foi na sede da emissora em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, com a participação da equipe do jornalismo.

Durante a conversa, seis representantes explicaram sobre as suas lutas, propostas e a forma correta de se dirigir a eles.

O assunto será pauta também na telinha da Inter TV na próxima semana quando é comemorado a Semana Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Equipe do jornalismo da emissora participou da reunião  — Foto: Inter TV/ Divulgação
Equipe do jornalismo da emissora participou da reunião — Foto: Inter TV/ Divulgação


Inseparáveis, garoto "cria" bicicleta para andar com primo cadeirante - Veja o vídeo

Reprodução/YouTube
Inseparáveis, Lisandro e o seu primo, Simón, em um passeio de bicicleta
Inseparáveis, Lisandro e o seu primo, Simón, em um passeio de bicicleta

Do BOL, em São Paulo

Simón, de 10 anos, não via em graça em pedalar pelas ruas de Laboulaye, na província de Córdoba, na Argentina, sem a companhia do seu primo, Lisandro, 11, que nasceu com espinha bífida - quando a espinha dorsal e a medula espinhal não se desenvolvem adequadamente. Para se locomover, Lisandro precisa de uma cadeira de rodas.

Pensando em um jeito de tornar possível o passeio de bicicleta em dupla, Simón teve a ideia de adaptar a sua "magrela". Para isso, ele contou com a ajuda do ferreiro Ariel Birche.

"Você pode criar isso pra gente?", lembrou Birche, que foi abordado por Simón com uma foto que encontrou na internet. "Era uma foto de uma bicicleta com uma cadeira de rodas presa ao lado, o que achei um pouco perigoso. Então, pedi para que me deixassem pensar", contou o ferreiro em entrevista para o jornal Lavoz.

"Também recorri a internet e procurei outras opções. Fui até ferros velhos e consegui aproveitar tudo que encontrei", completou Birche.

A bicicleta adaptada, então, saiu do papel. O modelo ainda não está totalmente pronto, mas os garotos já colocaram em prática a fase de testes, pedalando em parques e ruas seguras.



Evento em Copacabana integra atletas paralímpicos do Instituto Superar e o público em oficinas sensoriais e esportivas

Crédito: Divulgação
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Vôlei sentado é uma das atividades do Festival da Diversidade Superar, que integra atletas paralímpicos e o público em Copacabana

Sábado é dia de praia no Rio! E o dia 15 de setembro promete ser ainda mais especial em Copacabana, que recebe oficinas sensoriais e esportivas na 6ª edição do Festival da Diversidade Superar. As atividades acontecem no Posto 6, das 8h às 11h, e qualquer um pode participar sem pagar nada!

À frente do evento, o Instituto Superar, que trabalha o desenvolvimento humano da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida através do esporte paralímpico e da educação, promove uma integração dos seus alunos e atletas com o público durante toda a manhã. O objetivo é um só e muito importante: valorizar as diferenças e abrir o olhar para o pluralismo de ideias.

Passeio às cegas, vôlei sentado, caminhada e roda com técnicas de respiração estão na programação do Festival da Diversidade Superar. Durante toda a manhã, quem quiser também pode conferir glicemia e pressão arterial.

Sobre o Instituto Superar

O Instituto Superar trabalha para permitir que seus alunos e atletas conquistem a independência e a autonomia social. Com 11 anos de atuação e sede no Rio de Janeiro, onde atualmente atende a 80 pessoas, a instituição também está presente em São Paulo e Minas Gerais. As modalidades oferecidas são vôlei sentado, atletismo, natação e futebol adaptado e bocha. A participação de atletas em competições nacionais e internacionais já rendeu diversas medalhas.

Fontes: Catraca Livre - fernandazago.com.br

'Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade' celebra o Dia Nacional do Teatro Acessível

Crédito: Juliana Rocha/Divulgação
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Teatro acessível: grupo ‘Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade’ faz apresentação gratuita no Teatro Ipanema

Viva o Dia Nacional do Teatro Acessível! Referência internacional em inclusão, a ONG Escola de Gente comemora a data pela primeira vez no Rio com uma apresentação do grupo “Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade”, marcada para o dia 19 de setembro, às 19h, no Teatro Ipanema. E você pode comemorar junto sem pagar nada para assistir!

No espetáculo são disponibilizados oito recursos de acessibilidade, como intérprete da Língua de sinais brasileira (Libras), fones para áudiodescrição e material de comunicação em braile e formatos digitais.

A intenção do evento é fomentar o debate sobre o Teatro Acessível. A causa se tornou lei em 2017, a partir do trabalho pioneiro, inovador e sistemático da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão na realização de oficinas e espetáculos 100% inclusivos.

Fundada pela jornalista e escritora Claudia Werneck, a ONG iniciou a formação e execução de projetos culturais em 2003 com a criação do grupo “Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade” pela atriz Tatá Werneck.

De lá para cá, mais de 100 mil pessoas das cinco regiões do Brasil já assistiram a companhia. Em 2015, a iniciativa foi reconhecida no escritório das Nações Unidas em Viena, na Áustria, como uma das mais inovadoras experiências em direitos de pessoas com deficiência do mundo.

Fontes: Catraca Livre - fernandazago.com.br

Cientistas descobrem composto que imobiliza célula do câncer e impede metástase

Estudo testou nova estratégia contra o espalhamento de tumores pelo organismo; em vez de matar a célula, pesquisadores primeiro impediram que elas se movimentassem.

Por G1

O cientista Raymond Bergan e equipe em laboratório no Instituto OHSU Knight Cancer, no estado de Óregon (EUA)  — Foto: Kristyna Wentz-Graff/OHSU
O cientista Raymond Bergan e equipe em laboratório no Instituto OHSU Knight Cancer, no estado de Óregon (EUA) — Foto: Kristyna Wentz-Graff/OHSU

Uma nova pesquisa publicada na revista "Nature Communications" nesta sexta-feira (22) abre novos caminhos para impedir que o câncer se espalhe para outras áreas do organismo. Em estratégia inédita, cientistas "congelaram" a célula cancerígena para que ela não se movimentasse.

Trata-se de uma mudança de perspectiva na luta contra o câncer, dizem os cientistas. Isso porque atualmente os esforços têm se concentrado mais em matar o tumor na maior parte das pesquisas em oncologia.

Os testes foram feitos com a molécula KBU2046, composto que inibiu o movimento de células do câncer em quatro diferentes tipos de células do câncer humanas: câncer de mama, próstata, colorretal e pulmão.

"O movimento é a chave. Se as células cancerígenas se espalharem por todo o seu corpo, elas vão tirar sua vida. Podemos tratar, mas esse movimento vai tirar sua vida", diz em nota Raymond Bergan, professor de oncologia médica no Instituto OHSU Knight Cancer (EUA).

"Estamos estudando uma maneira completamente diferente de tratar o câncer", conclui Bergan.

O cientista explica que ele e a sua equipe fizeram diversos estudos na química para pensar um composto que só inibiria o movimento de células do câncer -- e não tivesse nenhum outro efeito em células saudáveis.

Terapia tem o objetivo de imobilizar a célula para que ela seja incapaz de atingir outros órgãos no organismo — Foto: Pixabay/Creative Commons/Qimono
Terapia tem o objetivo de imobilizar a célula para que ela seja incapaz de atingir outros órgãos no organismo — Foto: Pixabay/Creative Commons/Qimono

Substância bloqueia proteína associada ao movimento

Bergan cita ainda que o laboratório de Karl Scheidt, professor de química e farmacologia da Universidade de Northwestern, foi o responsável por pensar em novos compostos que pudessem impedir a motilidade de tumores. O desafio era encontrar substâncias com poucos efeitos colaterais.

"Começamos com uma substância química que impedia as células de se moverem. Depois, sintetizamos o composto várias vezes para que ele fizesse um trabalho perfeito de parar as células sem efeitos colaterais", diz Karl Scheidt, em nota.

Scheidt explica que o KBU2046 se liga a proteínas das células de forma específica para somente impedir o movimento. Não há outra ação sobre as estruturas celulares, o que diminui os efeitos colaterais e a toxicidade. "Levamos anos para descobrir", comemora, em nota.

Pesquisadores almejam que a droga possa ser administrada em cânceres iniciais para diminuir ao máximo que o tumor se espalhe para o resto do corpo e o paciente tenha um tumor intratável no futuro.

Cientistas estimam que serão necessários dois anos e US$ 5 milhões para que os primeiros testes sejam realizados em seres humanos.

Fonte: g1.globo.com

Comitê Paralímpico Internacional define 23 modalidades candidatas a Paris 2024

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Por CPB

O Conselho de Administração do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) definiu as 23 modalidades que passaram para a próxima etapa de avaliação para inclusão no programa esportivo dos Jogos Paralímpicos Paris 2024.

Em reunião em Madri, na Espanha, nos dias 10 e 11 de setembro, a direção da entidade também decidiu não aprovar a inclusão do para-bobsleigh nos Jogos Paralímpico de Inverno de Pequim 2022, já que a modalidade não cumpriu os critérios de admissão.

Após uma revisão completa das aplicações de 28 modalidades para a inclusão em Paris 2024, as 23 escolhidas passarão para a próxima etapa. As modalidades selecionadas foram as 22 que estavam no programa dos Jogos de Tóquio 2020, juntamente com o Futebol de 7 para paralisados cerebrais, que estava no programa de 2016, mas não estará em 2020.

As modalidades tiveram até o dia 9 de julho para mandarem as aplicações, com informações detalhadas sobre governança, regras e regulamentos de cada esporte, cumprimento e atividades do programa antidoping, alcance mundial, programa quadrienal de competição e procedimentos para garantir o bem-estar dos atletas. O cumprimento do Código de Classificação também foi avaliado e o IPC considerou os custos e a complexidade das operações no Comitê Organizador de Paris 2024, em consonância com a Agenda Olímpica 2020 e a Nova Norma.

Golfe, karatê, dança, futebol em cadeira de rodas e vela não serão inclusos nos Jogos de Paris, já que não cumpriram os critérios de inclusão em algumas áreas.

Após a decisão do Conselho, o IPC agora dará um feedback às 23 modalidades selecionadas e pedirá outras informações até o dia 3 de dezembro. O Conselho Diretor do IPC decidirá sobre o programa esportivo final de Paris 2024 em janeiro. Um feedback também será dado aos cinco esportes que foram eliminados.

Andrew Parsons, presidente do IPC, disse: “Gostaria de parabenizar os 23 esportes que alcançaram a próxima etapa do processo de inclusão nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Ao mesmo tempo, gostaria de dar as minhas comiserações àquelas modalidades que não prosseguirão. Espero que as federações internacionais levem em consideração o feedback que lhes demos e tenham certeza de que o IPC continuará trabalhando com elas no desenvolvimento contínuo de seus esportes."

“Depois de analisar todas as aplicações, ficou claro que o nível da competição, em 2024, será maior do que nunca, com todas as modalidades em progresso desde a última vez que realizamos esta ação, há quatro anos atrás para os Jogos de Tóquio."

“Queremos que os Jogos Paralímpicos de Paris 2024 exibam os melhores esportes e com um apelo global mais forte. Após a análise das informações adicionais que recebemos das federações internacionais, tomaremos nossa decisão final sobre o número de modalidades e quais delas serão incluídas, uma vez que tenhamos total concordância do COI e do Comitê Organizador de Paris 2024. ”

A decisão do IPC de não incluir o para-bobsleigh nos Jogos Paralímpicos de 2022, em Pequim, se deu após a modalidade não ter cumprido um dos requisitos mínimos estabelecidos pelo Conselho Diretor do IPC, em setembro de 2016. Quando o IPC aprovou provisoriamente a inclusão da modalidade, foi dito que 12 nações de pelo menos três regiões deveriam participar regularmente nas temporadas de 2016/17 e 2017/18. Mas a modalidade ficou aquém deste requisito.”

"Eu sei que muitos atletas ficarão decepcionados com esta decisão, mas a verdade é que o bobsleigh, apesar de seu desenvolvimento contínuo, não cumpriu os critérios de inclusão nos Jogos Paralímpicos de Inverno", disse Parsons.

"Esperamos que o esporte continue a se desenvolver nos próximos anos para que esteja em uma posição mais forte para a inclusão no programa esportivo dos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026."

Durante a reunião, a Diretoria aprovou provisoriamente o Comitê Paralímpico Nacional de Malta como membro do IPC, aguardando ratificação pela Assembleia Geral do IPC em 2019, em Bonn, Alemanha.

Em relação ao Conselho de Atletas do IPC, a Diretoria aprovou que o jogador de bocha singapurense Nurulasyiqah Mohammad Taha e o atleta de atletismo sul-coreano Suk Man Hong - dois membros cooptados - poderiam ter seus mandatos estendidos por mais dois anos. A nomeação da Natalie du Toit, da África do Sul, como terceiro membro cooptado do Conselho, foi aprovada.

Chelsey Gotell, presidente do Conselho de Atletas do IPC, disse: “Como parte de nosso compromisso de garantir a representação de atletas de cada uma das regiões no Conselho de Atletas do IPC, estou muito satisfeito que a Diretoria tenha concordado com a recondução de dois membros cooptados, e também um novo."

“Natalie du Toit é uma das atletas mais conceituadas da África para competir nos Jogos Paralímpicos e trará ao Conselho uma vasta experiência e conhecimento. Como chefe da Confederação Sul-Africana de Esportes e da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico e membro da Comissão Consultiva de Atletas da Federação dos Jogos da Commonwealth, ela está bem posicionada para representar os pontos de vista da comunidade de atletas.”

Nesta reunião em Madri, que atraiu mais de 200 pessoas de mais de 100 membros do IPC, o Conselho Diretor do IPC discutiu os principais resultados das discussões e as próximas etapas relacionadas à criação do Plano Estratégico do IPC 2019-2023. Os próximos passos em relação à Revisão da Governança do IPC também foram acordados. O Conselho Diretor do IPC se reunirá novamente em janeiro de 2019.

*Com informações de Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês)

Fonte: cpb.org.br

Festival Paralímpico terá presença de medalhistas, no próximo sábado, 22

Buda Mendes/CPB
Imagem

Por CPB

Uma vasta gama de medalhistas paralímpicos e mundiais abrilhantará no próximo sábado, 22, o Festival Paralímpico. A principal celebração ao Dia do Atleta Paralímpico, festejado em 22 de setembro, contará com lendas do esporte adaptado, como as velocistas Ádria Santos e Terezinha Guilhermina. O megaevento ocorrerá em 48 cidades, em todos os Estados do país e no Distrito Federal, e promoverá a experimentação de modalidades a cerca de 7.200 crianças, com faixa etária de 10 a 17 anos. A programação oferecerá três esportes por sede, das 8h30 às 11h. O evento é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Donas de 21 medalhas no atletismo em Jogos Paralímpicos, as mineiras Ádria Santos e Terezinha Guilhermina estarão, respectivamente, nos núcleos de Joinville (SC) e Palmas (TO) do Festival. João Pessoa (PB) terá, por sua vez, a presença do paraibano Petrúcio Ferreira - atual campeão paralímpico e recordista mundial nas provas de velocidade. A natação também terá suas representantes. Medalhista parapan-americana, a fluminense Camille Rodrigues estará no Rio de Janeiro, enquanto a mineira Patrícia Santos, que já foi a pódios mundiais e paralímpicos, estará em Vitória (ES).

"O Festival Paralímpico será uma grande oportunidade de tornar o esporte para pessoa com deficiência mais conhecido. É uma injeção de ânimo para o futuro, já que crianças com deficiência vão ter o primeiro contato com o paradesporto e, certamente, chegarão a conquistas ainda maiores no futuro. É um privilégio ser homenageada e este é, sem dúvida, um sólido passo para a sequência do esporte paralímpico brasileiro", disse Terezinha Guilhermina.

A organização do Festival nas sedes é feita pela coordenação de desporto escolar do CPB. Foi mobilizada uma força de trabalho de cerca de 2.500 pessoas, entre profissionais de Educação Física e voluntários, que conduzirão a programação. Estarão à disposição esportes como atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, parabadminton e parataekwondo e tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, vôlei sentado.

Confira abaixo a relação completa das sedes do evento e as respectivas modalidades ofertadas. A participação é livre e gratuita para as crianças. Dúvidas poderão ser esclarecidas por meio do e-mail festivalparalimpico@cpb.org.br.

O CPB desenvolverá ainda outras atividades para celebrar o Dia do Atleta Paralímpico (22 de setembro). No SESC Vila Mariana, de 18 a 23 de setembro, haverá a Arena Paralímpica, onde estará disponível a experimentação de cinco modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5 e tênis de mesa. Os usuários do metrô paulistano ainda poderão desfrutar, até o dia 1º de outubro, de uma exposição de fotos na estação Higienópolis-Mackenzie, da linha 4-Amarela.

Lista das sedes do Festival Paralímpico

Acre
Cidade: Rio Branco
Centro de Iniciação ao Esporte - CIE - Aeroporto Velho
Modalidades: Atletismo, bocha e futebol de 7

Alagoas
Cidade: Maceió
Centro de Desporto Recreação Profa Cleonice de Barros - CDR/ CEPA
Modalidades: Basquete em cadeira de rodas, bocha e vôlei sentado

Amapá
Cidade: Macapá
SESI Macapá
Modalidades: Atletismo, Bocha e Goalball

Amazonas
Cidade: Manaus
Mini Vila Olimpica do Colorado
Modalidades: Atletismo, futebol de 5 e goalball

Bahia
Cidade: Salvador
Universidade Federal da Bahia UFBA
Modalidades: Atletismo, futebol de 5 e vôlei sentado

Cidade: Vera Cruz
Colégio Municipal de Vera Cruz
Modalidades: Atletismo, futebol de 5 e vôlei sentado

Ceará
Cidade: Fortaleza
Centro de Formação Olímpica - Arena Castelão
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e judô

Espírito Santo
Cidade: Vitória
Centro de Treinamento Jaime Navarro de Carvalho
Modalidades: Basquete em cadeira de rodas, bocha e goalball

Cidade: Colatina
Centro Universitário do E.S - UNESC
Modalidades: Atletismo, bocha e goalball

Distrito Federal
Cidade: Brasília
Centro Integrado de Educação Física- CIEF
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e bocha

Goiás
Cidade: Goiânia
ESEFFEGO - UEG
Modalidades: Atletismo, badminton e vôlei sentado

Cidade: Anápolis
Ginásio Internacional Newton de Faria
Modalidades: Atletismo, goalball e vôlei sentado

Maranhão
Cidade: São Luís
Universidade Federal do Maranhão
Modalidades: Atletismo, judô e tênis de mesa

Minas Gerais
Cidade: Belo Horizonte
Complexo Esportivo PUC Minas
Modalidades: Atletismo, bocha e futebol de 5

Cidade: Varginha
Campus II – Rodovia BR 491 (Varginha - Elói Mendes) Km 232
Modalidades: Atletismo, goalball e tênis de mesa

Cidade: Uberlândia
Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia
Modalidades: Bocha, goalball e vôlei sentado

Mato Grosso do Sul
Cidade: Campo Grande
Espaço Cultural e Poliesportivo Unigran (Badminton e vôlei sentado)
Pátio da Unigran (Goalball)

Cidade: Dourados
Clube Indaiá
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e bocha

Mato Grosso
Cidade: Cuiabá
Complexo Ginásio Dom Aquino
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e futebol de 5

Pará
Cidade: Belém
Universidade Estadual do Pará
Modalidades: Atletismo, bocha e goalball

Cidade: Marabá
Centro de Convenções Leonildo Rocha
Modalidades: Bocha, judô e tênis de mesa

Paraíba
Cidade: João Pessoa
Vila Olímpica Parayba
Modalidades: Atletismo, bocha e goalball

Cidade: Campina Grande
DELC – Departamento de Esporte Lazer e Cultura – Petrônio Colégio e Curso
Modalidades: Atletismo, bocha e parataekwondo

Paraná
Cidade: Curitiba
Centro Esportivo Oswaldo Cruz
Modalidades: Atletismo, bocha e parataekwondo

Cidade: Cascavel
Completo Esportivo Ciro Nardi
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e bocha

Cidade: Maringá
Ginásio de Esporte Valdir Pinheiro (bocha e vôlei sentado)
Estádio Willie Davids (atletismo)

Cidade: Pontal do Paraná
Associação Banestado
Modalidades: Atletismo, bocha e tênis de mesa

Pernambuco
Cidade: Recife
Centro de Esportes e Lazer Santos Dumont
Modalidades: Atletismo, badminton e bocha

Piauí
Cidade: Teresina
Setor de Esportes da UFPI
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e bocha

Rio de Janeiro
Cidade: Rio de Janeiro
Club de Regatas Vasco da Gama
Modalidades: Futebol de 7, judô e vôlei sentado

Rio Grande do Norte
Cidade: Natal
UNI RN
Modalidades: Atletismo, bocha e goalball

Rio Grande do Sul
Cidade: Santo Ângelo
URI Santo Ângelo e Ginásio Marcelo Mimoso
Modalidades: Goalball, tênis de mesa e vôlei sentado

Cidade: Porto Alegre
Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE)
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e goalball

Cidade: Gravataí
Ginásio Aldeião
Modalidades: Atletismo, goalball e vôlei sentado

Rondônia
Cidade: Porto Velho
Ginásio Cláudio Coutinho (bocha e tênis de mesa)
Estádio Aluízio Ferreira (atletismo)

Roraima
Cidade: Boa Vista
Instituto Federal de Roraima
Modalidades: Bocha, goalball e vôlei sentado

Santa Catarina
Cidade: Itajaí
Centreventos Gov. Luiz Henrique da Silveira
Modalidades: Bocha, judô e tênis em cadeira de rodas

Cidade: Joinville
Centro de Convenções Edmundo Doubrawa
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e bocha

Cidade: Lajes
Ginásio Ivo Silveira (vôlei sentado)
Colégio Industrial (bocha)
Estádio Vidal Ramos Junior (atletismo)

Cidade: Blumenau
Uniasselvi
Modalidades: Bocha, futebol de 7 e tênis de mesa

Cidade: Florianopólis
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Modalidades: Atletismo, bocha e goalball

São Paulo
Cidade: São Paulo
Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro
Modalidades: Atletismo, goalball e vôlei sentado

Cidade: São José do Rio Preto
Centro Regional Eventos
Modalidades: Atletismo, basquete em cadeira de rodas e bocha

Cidade: Suzano
SESI Suzano
Modalidades: Bocha, goalball e vôlei sentado

Cidade: Campinas
Unicamp
Modalidades: Atletismo, judô e tênis em cadeira de rodas

Cidade: Itu
SESI - ITU
Modalidades: Atletismo, bocha e goalball

Sergipe
Cidade: Aracaju
Ginásio de esportes UFS (Universidade Federal de Sergipe)
Modalidades: Atletismo, parabadminton e vôlei sentado

Tocantins
Cidade: Palmas
Universidade Federal do Tocantins
Modalidades: Atletismo, bocha e tênis de mesa

Fonte: cpb.org.br

Dupla brasileira conquista bicampeonato mundial de remo na Bulgária

Detlev Seyb/MyRowingPhoto.com
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Por CPB

A dupla brasileira formada por Diana Barcelos e Jairo Klug tornou-se bicampeã mundial de remo, na prova PR3 Mix 2x. O Campeonato Mundial da modalidade acontece em Plovdiv, na Bulgária, desde o último domingo dia 9. Esta sexta-feira, 14, foi o primeiro dia de finais da competição.

Os brasileiros finalizaram a prova com 7min30s82 e faturaram a medalha de ouro. A dupla austríaca ficou em segundo lugar (7min42s68) e os russos em terceiro (7min49s93). Na edição do Mundial de 2014, em Sarasota, Diana e Jairo sagraram-se campeões com o tempo de 7min28s.

Neste primeiro dia de finais, Michel Pessanha (PR2 M1x) ficou em quinto lugar na final com o tempo de 9min04s34. Na versão feminina da prova, Josiane Lima também terminou na quinta posição com 10min45s18. Os atletas competirão juntos a final na dupla PR2 Mix2x, neste sábado, 15.

O evento conta com a presença de 77 atletas, de 31 países, e se estenderá até o dia 16 de setembro. Os países confirmados são: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bielorrússia, Brasil, Canadá, Coreia, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, México, Nigéria, Noruega, Paraguai, Polônia, Rússia, Sri Lanka, Suécia, Tunísia e Ucrânia.

O Mundial da modalidade acontece anualmente. No ano passado, o evento foi sediado em Sarasota, Estados Unidos. O calendário nacional da modalidade ainda reserva para dezembro, de 6 a 12, o Campeonato Brasileiro de Remo Paralímpico.

Fonte: cpb.org.br