sábado, 22 de setembro de 2018

Sem tratamento de hemodiálise em Pinheiro, idosa morre após passar mal na porta de hospital no Maranhão - Veja o vídeo

Hilda Ferreira Barbosa, de 65 anos, morreu ao retornar para sua cidade depois de passar por tratamento em São Luís. Ela passou mal, foi ao hospital, mas não foi atendida.

Por G1 Maranhão — Pinheiro, MA

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Idosa morre sem receber atendimento na porta de um hospital no Maranhão

Uma idosa identificada como Hilda Ferreira Barbosa, de 65 anos, morreu na noite dessa quinta-feira (20), em frente ao Hospital Regional da Baixada Maranhense Dr. Jackson Lago, em Pinheiro, distante 87 km de São Luís. Segundo familiares, ela não foi atendida e a reclamação dos familiares é que houve omissão de socorro. A idosa morreu dentro do ônibus de pacientes, que fazem hemodiálise em São Luís.

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Assim como os outros passageiros do ônibus, dona Hilda morava em Pinheiro, mas tinha que fazer hemodiálise na capital do estado, pois na cidade já deveria ter sido inaugurado um Centro de Hemodiálise, mas as obras estão atrasadas. Isso obriga os pacientes a viajarem oito horas por dia, sendo três vezes por semana para fazer o tratamento.

Há dois meses dona Hilda participou de um protesto pedindo a conclusão das obras e a abertura do Centro de Hemodiálise em Pinheiro. Ela já demonstrava cansaço por conta das viagens e da dificuldade em conseguir tratamento.

"Eu estou muito cansada demais (...) eu só vou porque sou obrigada, porque se não fosse eu não ia... e quando chega uma hora dessas a gente tá morto de cansado", contou.

Dona Hilda participou de protesto pedindo a abertura de Centro de Hemodiálise em Pinheiro. — Foto: Reprodução/ TV Mirante
Dona Hilda participou de protesto pedindo a abertura de Centro de Hemodiálise em Pinheiro. — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Segundo outros pacientes que vinham no ônibus, no trajeto próximo a São Luís para Pinheiro, a idosa começou a passar mal. Neste momento foi feito um contato com o hospital em questão para que a idosa fosse atendida. O hospital não atende em urgência e emergência, mas é o mais equipado da cidade por se tratar de um hospital de alta complexidade. Ao chegar na porta do hospital, as pessoas que acompanharam o caso, dizem que a entrada da idosa não foi autorizada e, assim, ela morreu no local.

Em nota ao G1, a SES disse que a paciente foi orientada a não sair de São Luís, por recomendação médica. A nota contradiz ainda as testemunhas, pois a secretaria garante que "um médico da unidade entrou no microônibus para realizar o primeiro socorro, e, em seguida, a paciente foi submetida aos procedimentos clínicos exigidos neste caso, dentro do hospital".

Pacientes protestam pedindo abertura de Centro de Hemodiálise  — Foto: Reprodução/ TV Mirante
Pacientes protestam pedindo abertura de Centro de Hemodiálise — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Centros de hemodiálise
O problema dos Centros de Hemodiálise no Maranhão não foi resolvido até hoje. O governo havia reservado em 2014 quase R$ 7 milhões para a construção de sete novos Centros de Hemodiálise no estado.

A obra da clínica de Chapadinha deveria ter sido entregue em 2015 e, segundo o governador Flávio Dino (PCdoB), em entrevista à TV Mirante, começou a funcionar neste mês de setembro de 2018, mas o local onde deveria ser construído o centro de tratamento, continua apenas com uma placa e sem obras. Os outros centros também não foram entregues ainda.

Problema do Centro de Hemodiálise ainda não foi resolvido no Maranhão — Foto: Reprodução/ TV Mirante
Problema do Centro de Hemodiálise ainda não foi resolvido no Maranhão — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Em 2016, uma liminar da justiça determinou que o Governo do Estado entregasse a clínica de Chapadinha em um prazo de um ano sob pena de multa de 10 mil reais por dia. Até o fim de 2017, a multa já passava de R$ 1 milhão. Para esta obra específica, o Ministério Público do Maranhão investiga o uso R$ 2 milhões e 400 mil que haviam sido liberados para a obra da clínica em Chapadinha em um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Sobre a construção do centro de hemodiálise, a secretaria, por meio de nota, não fala nada a respeito, mas diz que o serviço de hemodiálise de Pinheiro será inaugurado ainda em setembro dentro do Hospital Macrorregional, assim como vem funcionando em Chapadinha. A nota diz ainda que Balsas será o próximo município a contar com o serviço, mas não apresenta mais detalhes.

As dificuldades de quem precisa deste tratamento semanal já foram tratadas em reportagens no Jornal Hoje e no Jornal Nacional.

 O governo reservou em 2014 quase R$ 7 milhões para a construção de sete novos centros de hemodiálise no estado. — Foto: Reprodução/ TV Mirante
O governo reservou em 2014 quase R$ 7 milhões para a construção de sete novos centros de hemodiálise no estado. — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Veja a nota completa da SES
"A Secretaria de Estado da Saúde (SES) lamenta a morte da paciente que estava em tratamento em São Luís e informa que a mesma foi orientada a permanecer na capital por recomendação médica. A SES esclarece, ainda, que:
1. A equipe do Hospital Macrorregional de Pinheiro prestou toda a assistência à paciente. Inclusive, um médico da unidade entrou no microônibus para realizar o primeiro socorro, e, em seguida, a paciente foi submetida aos procedimentos clínicos exigidos neste caso, dentro do hospital;

2. O serviço de hemodiálise de Pinheiro será inaugurado ainda em setembro e funcionará dentro do Hospital Macrorregional;

3. Como parte da expansão do serviço de hemodiálise no interior do estado, deu-se início ao atendimento dos pacientes crônicos renais na cidade de Chapadinha esta semana e, em janeiro, o município de Balsas também contará com o serviço."

Fonte: g1.globo.com

Desempregados, pais de bebê com paralisia cerebral aguardam há 8 meses por benefício após INSS perder documentos na BA - Veja o vídeo

Casal solicitou cobertura em janeiro, mas documentação sumiu no órgão e foi preciso começar pedido do zero, em abril. Agora, benefício foi liberado, mas só vai ser pago o retroativo após a segunda entrada. Família informou que irá recorrer.

Por G1 BA

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Família luta para conseguir benefício no INSS para tratar bebê com paralisia

Os pais de uma bebê que tem paralisia cerebral aguardam há 8 meses por um benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para a menina, em Salvador. O casal está desempregado e depende do dinheiro para manter o tratamento da filha em casa.

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A pequena Sophia, de 10 meses, deixou o hospital onde nasceu há cerca de um mês e, desde então, os gastos aumentaram. Entre eles, está o consumo de energia elétrica, que mantém ligados os equipamentos necessários para a vida e bem-estar da menina.

Entre eles, estão aparelhos que ajudam na respiração da bebê, que são três no total, e o ar-condicionado, que deixa o clima favorável para ela.

Aparelhos que mantém respiração — Foto: Reprodução/TV Bahia
Aparelhos que mantém respiração — Foto: Reprodução/TV Bahia

"Sophia é uma criança que depende de equipamentos que são essenciais para a saúde dela. Como, no caso, o aspirador. Porque ela não consegue expectorar a secreção, que normalmente nós conseguimos. Aí, precisa para poder retirar essa secreção dela. O oximetro, no caso, a gente tem para poder acompanhar como está a saturação e a frequência de Sophia, os sinais vitais. E o concentrador, porque Sophia depende de oxigênio para ela poder ter uma saturação adequada", explicou a enfermeira Polyana Valois.

Com isso, no primeiro mês de Sophia em casa, a conta de energia elétrica da família saltou de R$ 130 para quase R$ 800.

"A gente quer dar um mínimo de conforto para ela. Eu quero deixar o ar-condicionado ligado. Para isso, eu preciso pagar energia para ela ter um ar-condicionado ligado. Ontem, mesmo, quando eu vi a conta de luz, foi a primeira coisa que eu pensei foi desligar o ar-condicionado e deixar só à noite. Minha filha passou mal", contou Josis Sacramento, mãe de Sophia

Conta de luz custa quase R$ 800 — Foto: Reprodução/TV Bahia
Conta de luz custa quase R$ 800 — Foto: Reprodução/TV Bahia

Os pais da pequena deram entrada no benefício em janeiro deste ano, mas a documentação pedida para a liberação do pagamento foi perdida pelo INSS. O casal só ficou sabendo disso em abril. No mesmo mês, eles fizeram um novo pedido.

"Perderam as documentações que o advogado deu entrada. Ele teve que dar nova entrada no mês de abril", contou Vinícius de Oliveira, pai.

A solicitação foi atendida neste mês pelo INSS, que deferiu o benefício. Contudo, o advogado da família informou que o órgão considerou apenas o mês de abril para o pagamento do retroativo. A família ainda não recebeu o dinheiro. Eles irão recorrer e pedir o retroativos dos outros meses.

"O benefício vai ser pago somente a partir de abril, retroativo. O que a gente vai fazer agora é entrar com uma ação judicial com a Justiça Federal, solicitando o benefício de janeiro até abril, que ficou sem cobertura. E também uma indenização por danos materiais, pela demora e pelo erro também da agência, por perder os documentos", contou o advogado Thiago Mascarenhas.

Pais lutam para cuidar de Sophia — Foto: Reprodução/TV Bahia
Pais lutam para cuidar de Sophia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Os pais da menina comemoram o benefício. "[Emoção] de felicidade. Saber que eu vou poder dar para minha filha uma vida digna", disse a mãe. "Eu estava, justamente, em uma situação que eu não sabia o que fazer, colocando a mão na cabeça, ligando para um e para outro, pedindo emprego. Mas, graças a Deus, essa notícia foi uma notícia que veio acalmar meu coração. Porque, com ele, eu posso direcionar ele para minha filha", falou o pai.

A reportagem procurou o INSS para se posicionar sobre o assunto, mas não conseguiu contato até esta publicação.

Cuidados

Equipe acompanha bebê em casa  — Foto: Reprodução/TV Bahia
Equipe acompanha bebê em casa — Foto: Reprodução/TV Bahia

A pequena Sophia é cuidada em casa pelos pais. O casal recebeu treinamento técnico para saber como lidar com os equipamentos que mantém a respiração da menina. Ela precisa ser monitorada 24h por dia.

"Sophia precisa de mim exclusivamente. Eu tenho que aspirar. Se ela chorar muito, ela trava o tórax, no que ela trava o tórax, ela para de respirar. Se não for rápida, eu perco minha filha em questão de segundos", disse a mãe de Sophia.

À reportagem, o pai da menina também comentou os cuidados que tem com ela. "A cada dia, a cada momento, a cada fase, a cada intercorrência, que eu já tive que reanimar minha filha, eu vou ter que fazer isso. Graças a Deus pela preparação que eu recebi do hospital e soube lidar com aquela preparação", contou o pai.

Além disso, pelo menos três vezes por semana, o tratamento em casa é feito por uma fisioterapeuta, uma fonoaudióloga e uma médica do Hospital Martagão Gesteira. A equipe home care acompanha o quadro da pequena.

Sophia precisa de cuidados 24h — Foto: Reprodução/TV Bahia
Sophia precisa de cuidados 24h — Foto: Reprodução/TV Bahia

Fonte: g1.globo.com


Adolescente que teve paralisia cerebral se desenvolve na música e divide palco com Zé Neto e Cristiano - Veja o vídeo

Hiasmyn Kyren Carvalho, de 15 anos, parou de ter crises de convulsão depois que começou a cantar. Ela luta para obter melhorias na associação onde ela é atendida desde os seis meses de vida.

Por Murillo Velasco, G1 GO

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Adolescente que teve paralisia cerebral canta com Zé Neto e Cristiano

A estudante Hiasmyn Kyren Carvalho, de 15 anos, foi diagnosticada com paralisia cerebral quando nasceu, mas fez da música a principal aliada no desenvolvimento dela e na superação das crises de convulsão, em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. A adolescente chegou a dividir palco com a dupla Zé Neto e Cristiano e afirma que, há três anos, não teve nenhuma crise convulsiva.

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Hisamyn Kyren é atendida desde os seis meses de vida pela Associação Pestalozzi, na cidade, que presta assistência a mais de 100 alunos com algum tipo de deficiência. Ela luta para conseguir ampliar a unidade, para que mais pessoas possam ser beneficiadas. Aos 6 meses de vida ela começou a fisioterapia na unidade, o que ela avalia ter melhorado a coordenação e os movimentos do corpo.

"Melhorei bastante em questão de movimento, em questão da autoestima também, porque antes, quando eu era criança, eu andava praticamente torta. Eu entrei aqui e vi que aquilo ia melhorar para mim", revelou.

A adolescente foi diagnosticada com paralisia cerebral aos 3 meses de vida. Desde então, a família sempre viveu em alerta, já que a menina tinha paradas cardiorrespiratórias e crises de convulsão constantes. Ao longo dos últimos anos, após ela ser iniciada na música e a prender a cantar, todos os sintomas foram suprimidos.

"Ela é muito determinada, muito esforçada. Tem uma visão de futuro que ela quer o que ela deseja", afirma a professora Leila Oliveira.

A gratidão de Hiasmyn à associação é tão grande, que no seu aniversário de 15 anos, em abril deste ano, arrecadou dinheiro para comprar dois notebooks para a instituição.

Hiasmyn e a dupla Zé Neto e Cristiano durante show em Bela Vista de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Hiasmyn e a dupla Zé Neto e Cristiano durante show em Bela Vista de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Cura com a música
A mãe dela, a professora Edelita Carvalho, fala que à medida em que a filha foi mergulhando no universo da música, todos os problemas de saúde relacionados à paralisia cerebral foram parando de se manifestarem.

"A música foi substituindo as crises convulsivas. Ela foi, cada vez mais, se apaixonando pela música e as crises, graças a Deus foram cessando. Hoje ela está com 15 anos de idade e já têm três anos que ela não tem crise convulsiva. Uma criança que nasceu com paralisia cerebral, conseguir cantar da forma como ela canta. Eu acredito que a missão dela está ligada a isto.”

“A bandeira que ela defende, da pessoa com deficiência, que pode ultrapassar limites, que pode alcançar objetivos, que pode sim sonhar, pode se concretizar estes sonhos", disse a mãe.

A avó dela, Valdevina Gonçalves de Oliveira, afirma que o sonho de ser cantora já permeia a família há três gerações. Ela afirma que não conseguiu ser cantora, o sonho passou para a filha, que acabou não conseguindo e, agora, ela acredita que Hiasmyn concretizou o desejo familiar.

"Isso aí é uma inspiração que veio desde o meu tempo, porque eu também queria ser uma cantora, mas eu não tive oportunidade. A Edelita também a mesma coisa, mas eu não dei conta de ajudá-la, e agora Hiasmyn, a mãe dela disse 'mãe, já é a terceira geração, será que vai ser igual nós duas', e eu falei 'vamos ver o que a gente pode fazer. A gente dá o maior apoio para ela porque, para nós, esta menina viveu de novo”, disse a avó.

A professora Layla Nogari, que dá aulas de música para a adolescente, conta que aprende mais do que ensina.

"A facilidade que ela tem em memorizar e aprender a melodia. A Hiasmyn pegou uma música que saiu ontem, hoje ela já sabe a letra, sabe tudo. Ela chega e fala 'tia Leyla, a senhora está aprendendo comigo as músicas né?'. Aí eu falo 'as novas, sim'”, disse.

Hiasmyn e a família dela, em Bela Vista de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Hiasmyn e a família dela, em Bela Vista de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Fonte: g1.globo.com

Operação fiscaliza segurança e acessibilidade na balsa de Cabedelo, PB

Ação foi realizada nesta sexta-feira (21), em alusão ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência.

Por G1 PB

Operação focou nos itens de acessibilidade na empresa que realiza as travessias de pedestres e carros de Cabedelo para Lucena — Foto: Procon/Divulgação
Operação focou nos itens de acessibilidade na empresa que realiza as travessias de pedestres e carros de Cabedelo para Lucena — Foto: Procon/Divulgação

O Procon de Cabedelo, em parceria com a Defesa Civil, Vigilâncias Sanitária e Ambiental e Secretarias de Infraestrutura e Segurança realizou, nesta sexta-feira (21), uma operação ligada ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. A ação, que foi acompanhada por integrantes da Associação de Mães, Pais e Pessoas com Deficiência de Cabedelo (Amapedec), focou nos itens de acessibilidade na empresa que realiza as travessias de pedestres e carros de Cabedelo para Lucena.

"Foram constatadas algumas irregularidades, a exemplo da ausência de sinalização em braille, falta de banheiros com as adaptações necessárias, área reservada para estacionar o carro durante o transporte, entre outras. Solicitamos, da empresa, a sinalização da área de embarque e desembarque de pedestres, com afixação de placas indicativas, além do treinamento adequado dos funcionários para que prestem o devido auxílio aos idosos e deficientes usuários do serviço”, ressaltou o secretário do Procon, Francinaldo de Oliveira.

O G1 tentou contato com a empresa alvo da operação, mas as ligações não foram atendidas.

A operação teve por objetivo garantir os direitos e a segurança dos consumidores, em especial, as necessidades ligadas aos idosos e às pessoas com deficiência, usuários da Balsa de Cabedelo.

Na ocasião, foram inspecionados os equipamentos de acessibilidade na balsa, lancha e nos seus respectivos locais de espera, a exemplo de sinalização vertical e horizontal, adequações e condições de banheiros e demais instalações físicas. No tocante à segurança, foram verificados o acesso dos usuários aos coletes salva-vidas e extintores e ainda as condições de acesso e segurança do píer e da rampa dos referidos transportes.

As inadequações e irregularidades constatadas no píer da Lancha e nas rampas de acesso ao Ferryboat serão encaminhadas aos órgãos competentes do Governo Estado e da Marinha do Brasil, para que seja realizada uma reunião com a Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan-PB), Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PB) e Capitania dos Portos.

O Procon Cabedelo informou, ainda, que vai intensificar esse tipo de inspeção, já que se aproxima a alta estação.

Fonte: g1.globo.com


Setor público é o que menos preenche cota de vagas para pessoas com deficiência

Apenas 11% das oportunidades foram ocupadas; média geral é de 48%. País comemora nesta sexta-feira (21) o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Por Marta Cavallini, G1

Pessoas com deficiência em evento da Defensoria Pública da União (DPU), em Brasília — Foto: Divulgação/DPU
Pessoas com deficiência em evento da Defensoria Pública da União (DPU), em Brasília — Foto: Divulgação/DPU

Neste Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, dados do Ministério do Trabalho mostram que a administração pública foi o setor que menos cumpriu o preenchimento da reserva de vagas de emprego para as pessoas com deficiência em 2017. Apenas 11% das oportunidades foram ocupadas (2,3 mil do total de 21,8 mil vagas).

Na média geral, que engloba também os empregadores privados, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, das 756.125 vagas reservadas para os deficientes no ano passado, 48% foram ocupadas.

No caso do setor privado, a porcentagem de ocupação também é de menos da metade do total: 49% das 699 mil vagas. Nas empresas públicas e sociedades de economia mista, como a Petrobras e o Banco do Brasil, 44% das 35,7 mil vagas foram preenchidas.

As informações foram obtidas com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e o Censo Demográfico 2010 do IBGE.

A Lei 8213/91 determina que empresas de 100 funcionários ou mais incluam de 2% a 5% dos cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiências habilitadas na seguinte proporção:

  • até 200 empregados: 2%
  • de 201 a 500 empregados: 3%
  • de 501 a 1.000 empregados: 4%
  • de 1.001 em diante: 5%


Contratação por obrigação
Segundo o levantamento do ministério, 93% dos deficientes foram contratados porque os empregadores foram obrigados pela lei a preencher a reserva de vagas. Somente 7% das pessoas com deficiência conseguiram emprego porque os empregadores contrataram sem levar em conta a obrigação de seguir a lei 8213/91.

Na administração pública, 60% dos empregadores (807) não contrataram nenhum deficiente dentro das cotas obrigatórias, 24% preencheram apenas 25% das vagas e 5% deles preencheram 100% das vagas reservadas. Os concursos públicos, que são o principal ingresso dentro dos órgãos públicos, devem por lei reservar pelo menos 5% das vagas para as pessoas com deficiência.

No caso dos empregadores da iniciativa privada (33,7 mil), 31% deles não contrataram nenhum deficiente, e 22% preencheram 100% das cotas. Na média geral, levando em conta também as empresas públicas, no total de 34,8 mil empregadores, 32% não contrataram nenhuma pessoa com deficiência em 2017 e 21% preencheram 100% da reserva de vagas.

Proporção de contratação por tipo de PCD
Dados de 2017
Física: 47,64 %Auditiva: 19,23 %Visual: 13,73 %Mental/Intelectual: 8,56 %Múltipla: 1,61 %Reabilitado: 9,24 %
Física
47,64 %
Fonte: Ministério do Trabalho

Os empregadores com 201 a 500 e de 501 a 1.000 empregados conseguiram preencher metade das vagas reservadas. Já as empresas com 100 a 200 funcionários conseguiram ocupar 40% das vagas, e as com mais de 1.000 empregados, 47% das cotas.

No último Censo Demográfico, de 2010, 45,6 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência, seja do tipo visual, auditiva, motora ou mental/intelectual, representando 23,9% da população brasileira – 25,8 milhões são mulheres e 19,8 milhões são homens.

Contratação por setores
Os setores de eletricidade e gás, indústrias da transformação e educação são os que mais cumprem as cotas para deficientes.

Percentual de vagas preenchidas dentro das cotas
10010035351001005757100100606010010062621001004949100100323210010059591001004949100100373710010043431001005858100100434310010042421001002424100100121210010060601001004545100100595910010048481001003333Agricultura, pecuáriaInd extrativasInd transformaçãoEletricidade e gásÁgua, esgotoConstruçãoComércioTransporteAlojamento e alimentaçãoInf e comunicaçãoAtividades financeirasAtividades imobiliáriasAtiv profissionaisAtiv administrativasAdm PúblicaEducaçãoSaúde humanaArtes, cultura, esporteOutras ativ de serviçosOrg internacionais0100255075125
Eletricidade e gás
62
Fonte: Ministério do Trabalho

Veja a porcentagem de vagas preenchidas dentro das cotas:

  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 35%
  • Indústrias Extrativas: 57%
  • Indústrias da transformação: 60%
  • Eletricidade e gás: 62%
  • Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação: 49%
  • Construção: 32%
  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 59%
  • Transporte, armazenagem e correio: 49%
  • Alojamento e alimentação: 37%
  • Informação e comunicação: 43%
  • Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: 58%
  • Atividades imobiliárias: 43%
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas: 42%
  • Atividades administrativas e serviços complementares: 24%
  • Administração Pública, defesa e seguridade social: 12%
  • Educação: 60%
  • Saúde humana e serviços sociais: 45%
  • Artes, cultura, esporte e Recreação: 59%
  • Outras atividades de serviços: 48%
  • Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais: 33%

Fiscalização

De acordo com o Ministério do Trabalho, foram efetuadas 9.658 fiscalizações no ano passado, que geraram 2.567 autos de infração e 426 termos de compromisso. Essas operações incluíram 34,4 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho, uma média de 3,6 por ação.

A multa para a empresa que descumprir a lei varia entre R$ 2.331,32 e R$ 233.130,50, de acordo com o número total de empregados e com o número de vagas para pessoas com deficiência em aberto.

A fiscalização da lei de reserva de vagas para pessoas com deficiência é feita por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os empregadores que não cumprem as cotas obrigatórias são punidos com multa. Mas eles têm 90 dias antes de serem autuados para cumprir a lei.

Fonte: g1.globo.com