sábado, 20 de outubro de 2018

Comitê Paralímpico Internacional alerta Tóquio sobre falta de hotéis e transportes acessíveis

CEO da entidade criticou a falta de quartos acessíveis para cadeirantes

Foto: Divulgação
Comitê Paralímpico Internacional alerta Tóquio sobre falta de hotéis e transportes acessíveis

Ainda faltam 23 meses para o início dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, mas o Comitê Paralímpico Internacional já está preocupado com um aspecto importante do evento: acomodações. Em uma entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (19), o CEO da entidade, Xavier Gonzales, criticou a falta de acomodações e transportes acessíveis para cadeirantes na capital japonesa.

- Assim como em todas as edições dos Jogos, existem problemas que exigem um planejamento mais detalhado, mas estamos confiantes que estamos seguindo na direção correta - disse Gonzales, que também afirmou que será difícil que Tóquio entre a melhor edição de todos os tempos do evento.

A expectativa é que 4.400 atletas paralímpicos compitam em Tóquio, 1.800 deles em cadeiras de roda. A resposta da cidade veio em forma de uma leia que obriga todo hotel com mais de 50 quartos a oferecer acomodações acessíveis. Ainda assim, o Comitê Paralímpico Internacional acredita que não haverão instalações suficientes até o começo da competição.



Jailson e Deyverson doam camisas para ajudar tratamento de garoto com paralisia cerebral em São José - Veja o vídeo

Ex-jogadores como Marcelinho Carioca e Aloísio Chulapa também ajudam na campanha

Por GloboEsporte.com — São José dos Campos,SP

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Deyverson e Jailson doam camisas do Palmeiras para ajudar no tratamento de criança

Clique AQUI para ver o vídeo.

A história de Enzo Phillipo, de dois anos, emocionou o goleiro Jailson e o atacante Deyverson, do Palmeiras. O garoto de dois anos nasceu saudável, mas sofreu uma paralisia cerebral que o impediu de andar. Para ajudar a criança, os dois jogadores doaram camisas autografadas para serem rifadas e ajudar no tratamento.

Jailson doa camiseta a Enzo  — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal
Jailson doa camiseta a Enzo — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Recentemente, Jailson, que também mora em São José dos Campos, fez uma visita até a casa de Enzo, conhecendo seus pais e entendendo melhor sobre a luta da família.

- O Jailson e o Deyverson são os maiores apoiadores. O Jaílson veio conhecer o Enzo, disse que a história mexeu bastante com ele. Na verdade, eu tenho um amigo em comum com o Jaílson, que já havia dado uma camiseta. Ele fez a rifa e me entregou o dinheiro. Então, eu mandei uma mensagem por Instagram ao Jaílson e ele se prontificou a vir conhecer o Enzo, até para saber se era verdade ou mentira. Ele veio com a esposa, ficaram tocados pela história - afirmou Marcela Prado.

O atacante Deyverson também doou uma camiseta à família. Marcela afirma querer conhecer o atleta palmeirense. Além dele, o ex-jogador do Corinthians, Marcelinho Carioca, também decidiu ajudar na campanha.

- Fizemos uma campanha e o Deyverson mandou uma camiseta para rifa para a cadeira do meu filho, que custa 12 mil reais. O Marcelinho está apoiando também, tem uma camiseta que ele entregou para a gente. Inclusive, já é nosso segundo encontro com o Marcelinho - disse.

Marcelinho Carioca doa camisa para Enzo — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal
Marcelinho Carioca doa camisa para Enzo — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

A camiseta de Deyverson já foi rifada e arrecadou R$ 2 mil. Marcela espera por outra camiseta do atacante para ajudar na campanha. A de Jailson é a próxima: serão 300 nomes vendidos a R$ 15. Marcela explica a situação do garoto, que também tem uma corrida para arrecadar fundos para seu tratamento.

- A gente luta para pagar as terapias que são feitas para segurar o tronco e o pescoço. Se ele sentar, ele tem chance de andar. Também fizemos uma corrida, chamada "Corre Enzo", para o tratamento. Essa semana tem rifa da camisa do Jaílson - contou.

Além de Jailson, Deyverson e Marcelinho Carioca, outras celebridades como Xande de Pilares, Dudu Nobre e Salgadinho ajudaram na campanha. O dia a dia do tratamento da criança é contada em uma rede social (clique aqui).

TJPB decide que Governo deve pagar 60% da conta de energia da casa de criança com microcefalia

Criança é portadora de microcefalia e paralisia cerebral. Além disso, os pais da paciente são hipossuficientes.

Por G1 PB

Risco de microcefalia foi identificado nos primeiros três meses de gestação — Foto: Divulgação
Risco de microcefalia foi identificado nos primeiros três meses de gestação — Foto: Divulgação

O Estado da Paraíba vai ter que arcar com o pagamento de 60% do valor da fatura de energia elétrica da residência onde mora uma criança portadora de microcefalia e paralisia cerebral, que necessita de tratamento médico através da Oxigenoterapia. De acordo com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), o procedimento consome muita energia e os pais da paciente são hipossuficientes.

Para o recebimento do benefício, a mãe da criança deve comunicar e de forma comprovado, o valor da conta mensal ao Juízo de 1º Grau, até que seja realizada uma perícia, para aferir a variação de energia relacionada com a terapia.

A decisão foi da Primeira Câmara Cível do TJPB. O Estado da Paraíba recorreu da decisão de 1º grau e o relator da matéria, desembargador José Ricardo Porto, proveu parcialmente o recurso, apenas para ressalvar a necessidade de comunicação do valor da conta mensal. De acordo com o relatório, o tratamento médico é necessário, sob pena de piora drástica na saúde da criança.

Ao recorrer da decisão, a Fazenda Estadual sustentou, em preliminar, a sua ilegitimidade passiva, por compreender ser atribuição do município a prestação do serviço. Afirmou, ainda, não haver respaldo legal da decisão do 1º grau, uma vez que, para casos como esse, existe o Programa de Tarifa Social de Energia Elétrica, que fixa uma tarifa especial para beneficiar um grupo específico de clientes, reduzindo o valor da conta de luz.

O Estado da Paraíba disse, ainda, não competir ao Poder Judiciário determinar ao Executivo os critérios para custeio de fatura de energia elétrica para a população de baixa renda, asseverando violação ao princípio da separação dos poderes, bem como a vedação em realizar despesa que exceda o crédito orçamentário anual.

Ao analisar a preliminar de ilegitimidade Ricardo Porto citou posição firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que o tratamento médico adequado aos necessitados se insere no rol dos deveres do Estado.

No mérito, o relator observou que a energia elétrica é indispensável ao funcionamento dos equipamentos a serem utilizados no tratamento da criança e, como a família não tem condições financeiras para arcar com a fatura com o consumo adicional, cabe ao Estado suportar o ônus, tendo em vista o seu dever de assegurar a todos o direito à saúde.

Fonte: g1.globo.com

Grande São Paulo ganha parque passarela e elevador no coração da Mata Atlântica

Conheça o Parque Ecológico Imigrantes, que já está pronto e inaugura ainda em 2018

POR REDAÇÃO; FOTOS REPRODUÇÃO

Parque Ecológico Imigrantes (Foto: Divulgação )

Um novo parque às margens da Rodovia dos Imigrantes, na Grande São Paulo, promete ganhar o coração do público com seu projeto, seus conceitos e com a possibilidade de convivência com a natureza. É o Parque Ecológico Imigrantes, que será inaugurado no dia 29 de novembro.

Com custo de R$ 14 milhões e recurso da Fundação Kunito Miyasaka, ele teve como base a sustentabilidade, a acessibilidade e a inclusão social.

Parque Ecológico Imigrantes (Foto: Divulgação )

Além da engenharia convencional, a construção do parque contou com a aplicação de conceitos e técnicas de bioconstrução — ou seja, levaram em conta a preservação das características naturais do espaço e o reaproveitamento dos materiais disponíveis.

Na prática, isso se traduziu com manejo florestal, respeito à topografia e numeração de espécies durante o replantio. O espaço também promete cinco torres de energia eólica e nuclear.

Parque Ecológico Imigrantes (Foto: Divulgação )

Outro grande destaque da novidade é a inclusão de pessoas com deficiência. Além dos espaços acessíveis, as atividades de ecoturismo, esporte e aventuras permitem uma maior integração com o espaço. Para isso, dois elevadores e um funicular viabilizam o passeio de pessoas com mobilidade reduzida ao topo da mata. São 45 m de altura para uma vista de tirar o fôlego.

Parque Ecológico Imigrantes (Foto: Divulgação )

Além disso, outras cinco trilhas (inicialmente sem acessibilidade), três lagos artificiais e um programa de museologia estarão disponíveis para o desfrute dos visitantes. Programe a visita!

Parque Ecológico Imigrantes (Foto: Divulgação )

Deficiência x Mercado trabalho

Batalha pela inclusão


Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press
Ludmila Reis Brito Lopes, procuradora do Trabalho

Falta muito para que as pessoas com deficiência tenham plena inserção no mundo profissional. Autoridades trabalhistas esperam que supervisão mais severa com relação à lei de cotas, nova norma que obriga empresas terceirizadas a cumprirem a legislação e fiscalização da acessibilidade nos ambientes corporativos (que deve começar entre 2019 e 2020) virem o jogo

Falta muito para que as pessoas com deficiência tenham plena inserção no mundo profissional. Autoridades trabalhistas esperam que supervisão mais severa com relação à lei de cotas, nova norma que obriga empresas terceirizadas a cumprirem a legislação e fiscalização da acessibilidade nos ambientes corporativos (que deve começar entre 2019 e 2020) virem o jogo

Apesar de haver inegáveis avanços, o mercado de trabalho ainda é muito excludente para pessoas com deficiência. A conclusão é de audiência promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), reunindo representantes de órgãos da administração federal, empresas, associações e trabalhadores para discutir a inclusão no mundo profissional. É consenso entre especialistas que isso não acontece por falta de legislação: o Brasil tem normas muito avançadas, mas falta cumprir de fato o que elas preveem. As transgressões aos direitos das pessoas com deficiência vêm tanto de empregadores, por exemplo, ao arranjarem maneiras para não cumprir a lei de cotas ou por praticarem discriminação, quanto do próprio Estado, que não garante ambientes acessíveis nem fiscaliza severamente todas as instâncias da sociedade em busca disso. A procuradora do trabalho Ludmila Reis Brito Lopes chama a atenção para a importância de sensibilizar todos os setores para a questão, motivo pelo qual organizou a audiência pública no MPT.

“A gente não quer ter que acionar ninguém judicialmente. O que a gente quer é que as empresas entendam a importância da inclusão, mas inclusão verdadeira e não apenas contratar para cumprir cota, até mandando a pessoa ficar em casa. Se não, não se cumpre o objetivo de inserção no mercado de trabalho para garantir cidadania”, aponta. “Cumprir a cota é pouco, no máximo 5%, algo irrisório. Mas nem elas estão sendo cumpridas. Para cada vaga em potencial, tem 10 pessoas com deficiência desempregadas”, critica. O que agrava o problema é a resistência das companhias, que procuram subterfúgios para se livrar da obrigação. “Dizem que estão tentando contratar, mas não conseguem porque não aparece ninguém ou porque não acharam gente qualificada. É um faz de conta.” A encenação se repete nos mais diversos setores. “Muitas colocam anúncios em veículos de comunicação só para dizer que estão tentando e colocam até número de telefone falso”, condena. Nessas situações, o MPT pode instaurar inquérito civil, termo de ajuste de conduta e, se for o caso, ação civil pública. “Muitas vezes, o Judiciário aceita essa documentação que chamamos de antianúncios. É uma barreira a vencer”, relata.

Em meio a tantas dificuldades, Fernanda Maria Pessoa di Cavalcanti, auditora-fiscal do trabalho, comemora melhorias nos índices de inserção. “A crise trouxe muitos efeitos, mas o desemprego entre pessoas com deficiência não aumentou”, afirma. Apesar de o número absoluto de pessoas com deficiência empregadas ter aumentado, elas permaneceram representando menos de 1% da população brasileira ocupada entre 2007 e 2016, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho (saiba mais em Numeralha). Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), chama a atenção para a estagnação. “O mercado de trabalho ainda é muito difícil. A gente está num patamar de seis anos atrás. Houve melhora por um tempo, depois caiu. O desemprego só não aumentou porque, se a empresa demitir uma pessoa com deficiência, precisa contratar outra com o mesmo perfil.” Ela acredita que a crise e a falta de uma fiscalização mais severa estão entre os motivos para a queda.

Existe uma defasagem muito grande entre o cumprimento da cota e a realidade. Arranja-se muita desculpa para não preencher a reserva”, diz. “A verdade é que, infelizmente, ainda é muito difícil uma empresa contratar sem ser para cumprir a cota”, lamenta. Chefe da Divisão de Inclusão do Ministério do Trabalho, Fernanda concorda. “As empresas ainda olham esse tipo de admissão como despesa e não como investimento. É uma mudança de pensamento muito difícil, mas possível. Depois que a gente fiscaliza e as companhias fazem um bom projeto de inclusão, as diretorias se surpreendem com a melhoria de produtividade”, observa. Para ter bons resultados, faz-se necessário qualificar os departamentos de RH e todas as chefias. “É preciso mostrar o que é inclusão e explicar que não é caridade. Todo o movimento é por direitos: as pessoas com deficiência querem trabalhar e contribuir”, defende. “93% das pessoas com deficiência que trabalham o fazem por causa da cota, porque as empresas são obrigadas. Num país cheio de desigualdades, o importante é garantir a inserção, mesmo que, num primeiro momento, como número, porque a convivência fará o resto.”

Mudança
A Instrução normativa nº 5/2017 do Ministério do Planejamento, de outubro do ano passado, determina que as empresas prestadoras de serviço tenham pessoas com deficiência em seus quadros. Essa exigência constará nos editais de licitação e será motivo para eliminação de pregões na esfera federal. Para a procuradora do trabalho Ludmila Reis Brito Lopes, trata-se de uma vitória. “Antes, cumprir a cota era como se fosse um bônus ou fator de desempate. Agora, a que descumprir não ganhará o contrato”, diz.

Um desafio é fazer com que as empresas prestadoras de vigilância se adéquem. “Por volta de 85% dos vigilantes no DF prestam serviço para órgãos públicos. As academias (que preparam profissionais para atuar na área), muitas vezes, são da própria empresa e barram a pessoa com deficiência ali, no curso.” Teresa, do IBDD, repreende a atitude.“É possível cumprir a lei em todos os setores. Uma empresa de segurança, por exemplo, também tem funções de escritório”, rebate.

A mudança vai começar!

Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press
Maria Aparecida Gugel, subprocuradora geral do Trabalho

A acessibilidade plena é fundamental para garantir a inclusão de pessoas com deficiência. Hoje, pode parecer utopia, mas a boa notícia é que esse elemento começará a ser fiscalizado em todos os ambientes, forçando mudanças. Todos os empregadores precisarão se adaptar. Caso contrário, estarão sujeitos a multas e outras sanções e podem chegar a ser responsabilizados pelo crime de discriminação. Os ministérios do Trabalho e Público do Trabalho estão se preparando para isso. “Os auditores passarão por um curso de acessibilidade e começarão a fazer essa fiscalização sistematicamente entre 2019 e 2020”, afirma Fernanda Maria Pessoa di Cavalcanti, auditora-fiscal do trabalho. Será uma ação inédita, pois, até o momento, apenas iniciativas estaduais isoladas trataram do assunto. “A empresa que descumprir as normas de acessibilidade será autuada, o que envolve multa de 10 vezes o maior salário pago por ela. Além disso, impedir o acesso pode causar até prisão”, destaca.

Com tantos prédios e construções antigas, reformas serão necessárias. “Pouquíssimas empresas são 100% acessíveis. Como país, a gente tem um nível de acessibilidade muito ruim. Acredito que a fiscalização ajudará a mudar o jogo.” E os gestores públicos não ficarão de fora. “A Lei Brasileira de Inclusão transformou em crime de responsabilidade não oferecer acessibilidade nas cidades, nas ruas, nas calçadas, no transporte público, nas escolas…” Teresa Costa d’Amaral, do IBDD, destaca o papel do estado nesse processo. “No caso da acessibilidade dos prédios públicos e particulares, a legislação prevê que isso é obrigação da prefeitura também, que não deve conceder alvará de funcionamento para quem descumprir”, destaca. “A Lei Brasileira de Inclusão não dissocia a natureza da deficiência (se é física, sensorial, intelectual) do ambiente e, para falar de mercado de trabalho, a gente tem de falar de acessibilidade, que envolve adaptação, mas também atitude, e é elemento fundamental para que as pessoas com deficiência vivam plenamente”, defende Maria Aparecida Gugel, subprocuradora geral do Trabalho.

"Ainda estamos muito longe de ter espaços totalmente acessíveis, nas ruas, nos órgãos públicas, nas empresas. Uma das ferramentas para essa lei ser cumprida é a fiscalização, que o O MPT e o MT terão de fazer. Nossos olhos estão voltados para isso”, garante. “A fórmula do pesquisador Marcelo Medeiros mostra que deficiência é igual a impedimento vezes ambiente. Se o ambiente for zero (ou seja, plenamente acessível), a deficiência não vai aparecer. Agora, se a pessoa tem um impedimento, mesmo que mínimo, e entra num espaço de dificuldade 5 (ou seja, inacessível), a deficiência aparece”, esclarece. “Um local obstruído com barreiras e preconceito não permite ao trabalhador com deficiência mostrar que é produtivo e eficiente”, observa Maria Aparecida, que é membro-colaborador do Grupo de Pessoas com Deficiência do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). E é importante lembrar que a adaptação vai muito além dos espaços físicos: envolve avisos sonoros e intérpretes de libras por exemplo. “O cego poderá se locomover com ou sem cão guia e apoio; o surdo será atendido em libras numa recepção”, aponta. Os sites também precisarão ser reformulados, oferecendo libras, audiodescrição, janela close caption e, o principal, conteúdos adaptados.

Inserção

Marília Lima/Esp. CB/D.A Press
Rampas e outras adaptações permitem que Vinicius trabalhe sem impedimentos

O bacharel em direito Vinicius Veloso, 23 anos, terminou a faculdade, custeada pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), no fim do ano passado. “Enquanto finalizava minha monografia, participei de alguns processos seletivos e estava certo de que viraria problema social”, lembra ele, que tem atrofia muscular espinhal, doença degenerativa, e usa cadeira de rodas. O cenário mudou quando o jovem recebeu uma ligação do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), oferecendo uma vaga de estágio. “Eu expliquei que estava me formando, então me chamaram para uma oportunidade efetiva, dentro da reserva de cotas”, relata. “Essa lei é que facilita um pouco as coisas, porque é mais difícil um empregador se interessar quando percebe que você tem deficiência, isso causa repulsa”, diz.

“Quando você é contratado, também é um pouco diferente no começo, o povo não quer passar tanto trabalho para você por achar que não conseguirá”, percebe. “Em todas as minhas experiências, de estágio e outras, eu tinha de mostrar que dava conta. Quando veem que sou capaz, aí, sim, deslancho”, relata. Atualmente, Vinicius se prepara para fazer o Exame de Ordem. Trabalhando com carteira assinada desde 11 de janeiro, ele atua no setor de telemarketing, gerenciando o contato com empresas parceiras, e se sente satisfeito de poder atuar num ambiente adaptado em que pode se locomover tranquilamente usando rampas, por exemplo.

Aprendizagem

Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press
Elis e Eri trabalham numa rede de fast-food

Elis Morais da Silva, 26 anos, e Eri Johnson Manoel Gonçalves Santana, 19, trabalham numa rede de fast-food. O contrato veio por meio de uma instituição mediadora, que promove capacitações. Sem esse apoio, eles acreditam que seria muito mais difícil entrar no mercado de trabalho. “Tive muita dificuldade para arranjar emprego sozinha”, relata Elis, que é assistente de restaurante e tem deficit de atenção e discalculia. A jovem trabalhou numa imobiliária, também por intermédio de uma instituição especializada.

A deficiência de Eri (membro inferior esquerdo com tendão curto) é sequela de um episódio de violência doméstica. A limitação física não é visível logo de cara. A experiência do primeiro emprego, como jovem aprendiz atuando como ajudante no salão, para ele, tem sido transformadora. “Estou achando incrível. É sempre bom aprender coisas novas”, afirma o morador do Recanto das Emas que sonha em estudar educação física.

Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press

Eri reconhece, porém, que é difícil encontrar oportunidades de inclusão. “Achar emprego não está fácil nem para as pessoas normais, então para a gente é mais complicado ainda. Mas nós não podemos desistir.” Elis acredita que falta conscientização sobre o potencial das pessoas com deficiência. “Nós temos capacitação, determinação, coragem, altruísmo, autoestima, tudo... Não somos uma coisa de lado, somos pessoas capazes. Os empregadores têm de ver isso e dar uma chance”, insiste a moradora do Guará, que deseja fazer faculdade de fotografia.

Cíntia Legendre, coordenadora do Instituto Brasileiro Pró Educação, Trabalho e Desenvolvimento (Isbet) em Brasília, observa que a barreira por parte de recrutadores é real. “Existem muitos empregadores que discriminam, mas de forma velada. Em geral, quando encaminhamos candidatos com deficiência, a empresa reprova e pede para não mandarmos mais gente com esse perfil”, relata. A instituição que ela representa atua em Brasília há 10 anos, período em que promoveu a inserção de 3,5 mil jovens aprendizes. Para vencer os obstáculos, Cíntia procura conscientizar as empresas, mostrando que as pessoas com deficiência têm condições de serem até melhores do que outros colaboradores. “Tudo que elas precisam é de oportunidade!”


Outro passo para a mudança é preparar os candidatos e aumentar a autoestima deles, muito afetada por repetidos casos de discriminação. Jacira Alves Barbosa, instrutora de aprendizagem no Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), percebe as mesmas dificuldades. “Existe a mentalidade de que os deficientes (que ainda são minoria no mercado) não são capazes. Poucos empregadores acreditam nesse potencial. Mas os que contratam e dão uma chance, ao longo da convivência, percebem que eles são excelentes e se arrependem de não ter contratado antes”, diz a pedagoga e arte-educadora, com curso de educação inclusiva e atendimento educacional especializado.

Regulação
A Constituição Federal prevê a reserva de vagas em cargos e empregos públicos (detalhada na Lei nº 8.112/1990) e proíbe discriminação no mercado de trabalho (com relação a cargos, salários e qualquer outro aspecto). A Lei nº 8.213/1991 determina que empresas com 100 ou mais funcionários devem ocupar de 2% a 5% dos cargos com pessoas com deficiência. Outros direitos são esmiuçados na Lei nº 13.146/2015, que é o próprio Estatuto da Pessoa com Deficiência ou Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, e uma série de outras leis e decretos que podem ser conferidos no link: www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/legislacao.

Números
Confira os números totais de trabalhadores e de trabalhadores com deficiência, além da relação percentual entre eles

2007
Pessoas empregadas
37,6 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
348,8 mil, o que representa 0,93% do total

2008
Pessoas empregadas
39,4 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
323,2 mil, o que representa 0,82% do total

2009
Pessoas empregadas
41,2 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
288,5 mil, o que representa 0,70% do total

2010
Pessoas empregadas
44 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
306 mil, o que representa 0,69% do total

2011
Pessoas empregadas
46,3 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
325,2 mil, o que representa 0,70% do total

2012
Pessoas empregadas
47,4 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
330,2 mil, o que representa 0,70% do total

2013
Pessoas empregadas
48,9 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
357,7 mil, o que representa 0,73% do total

2014
Pessoas empregadas
49,6 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
381,3 mil, o que representa 0,77% do total

2015
Pessoas empregadas
48 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
403,2 mil, o que representa 0,84% do total

2016
Pessoas empregadas
46 milhões

Pessoas com deficiência empregadas
418,5 mil, o que representa 0,91% do total

No Distrito Federal

2015
Pessoas empregadas
1,2 milhão

Pessoas com deficiência empregadas
11.624, o que representa 0,91% do total

2016
Pessoas empregadas
1,2 milhão

Pessoas com deficiência empregadas
14.166, o que representa 1,1% do total

Fontes: Rais / Ministério do Trabalho 

Palavra de especialista

Legislação bonita, mas não praticada

A acessibilidade está regulamentada há muito tempo, o problema agora é implementar e fiscalizar. Outro passo extremamente necessário é fiscalizar o cumprimento da cota por grandes empresas. São as duas questões prioritárias para garantir o respeito à legislação e a cidadania da pessoa com deficiência. E uma está relacionada com a outra: a primeira dificuldade que uma empresa coloca na hora de contratar é ter de adaptar o ambiente. Mas, uma vez que os lugares forem acessíveis, será uma barreira a menos. Tudo isso passa pela necessidade de conscientizar as empresas, mostrando que fazer essas mudanças não é tão difícil assim e que, no fim das contas, são alterações boas para todo mundo, não só para o deficiente, mas também para o idoso, quem empurra um carrinho, quem quebrou uma perna. Para isso, campanhas públicas são extremamente necessárias de modo a desconstruir mitos, como o de que um empregado com deficiência pede folga para ir ao médico toda hora. O Brasil tem uma das legislações mais inclusivas, mas, infelizmente, ficamos só nas leis. Para sair do papel, é preciso que haja um movimento da sociedade e do estado, que ainda é muito omisso nessa área.

Teresa Costa d’Amaral, historiadora, mestre em comunicação social e superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), instituição com 15 colaboradores, que tem 400 empregados trabalhando em empresas públicas por meio de terceirização

Fontes:  correiobraziliense.com.br

Participação das pessoas com deficiência na atividade política é uma necessidade

As pessoas com deficiência, uma parte substancial da população, continuam a confrontar-se com inúmeros obstáculos sendo-lhes dificultado ou mesmo impedido o exercício de uma cidadania ativa.

Deputado Jorge Falcato
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A possibilidade de todos os cidadãos participarem ativamente na vida política é um princípio básico de qualquer sociedade democrática.

Impedir ou limitar esse direito à participação é próprio de ditaduras e regimes autoritários.

Regimes que de certeza todos repudiamos. No entanto, o que verificamos é que em países que todos consideramos democráticos não está assegurado às pessoas com deficiência o direito à participação na vida política. As pessoas com deficiência, uma parte substancial da população, continuam a confrontar-se com inúmeros obstáculos sendo-lhes dificultado ou mesmo impedido o exercício de uma cidadania ativa.

Antes de mais, devo dizer que considero que a participação das pessoas com deficiência na atividade política não é só um direito mas também uma necessidade e um dever.

Se defendemos o modelo social de deficiência, um modelo que se baseia nos direitos humanos, e acreditamos que a deficiência é uma construção social e que a exclusão a que estamos sujeitos resulta da forma como se organiza a sociedade, a única solução que temos para melhorar as condições de vida das pessoas com deficiência é através da alteração da sociedade, da promoção de alterações sociais e isso só se alcança através da intervenção política

Por isso, quando falamos de participação política temos de começar por falar de nós e da necessidade de aumentar a participação e politizar o ativismo das pessoas com deficiência.

Para que exista um aumento da participação das pessoas com deficiência, para além da eliminação de obstáculos e práticas negativas de que falarei mais adiante, será necessário, na minha opinião, termos consciência da situação de opressão e discriminação social em que vivemos. É dessa consciência que nasce a vontade de agir e participar na ação política.

Para atingir este objetivo será necessário acabar com efeitos nefastos e paralisantes do paternalismo e das políticas assistencialistas a que estão sujeitas muitas pessoas com deficiência.

No entanto, todos sabemos que não basta o desejo de participar, é necessário ter condições para o fazer.

Quando falamos na participação política é frequente restringirmos à oportunidade de exercer o direito de voto. Mas a participação política é e terá de ser muito mais do que isso.

É poder participar nos movimentos cívicos, nas associações de pessoas com deficiência, nos partidos. É ser envolvido pelos governos na discussão das políticas que nos afetam. É ter acesso à informação. É haver transportes e um meio ambiente acessível.

É mesmo muito mais do que conseguir meter um boletim de voto numa urna, como é referido, aliás, no artº 29º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com deficiência, que recordo foi subscrita pela União Europeia já lá vão 11 anos, os Estados partes não só têm de assegurar todas as condições necessárias ao exercício do direito de voto, mas também promover “activamente um ambiente em que as pessoas com deficiência possam participar efectiva e plenamente na condução dos assuntos públicos, sem discriminação e em condições de igualdade com os demais e encorajar a sua participação nos assuntos públicos”

São muitos os obstáculos a remover para que este artigo da Convenção se torne realidade.

Embora a maioria dos estados que integram a união europeia tenham ratificado esta convenção, 21 dos 28 estados mantinham ainda em 2014 algumas restrições jurídicas ao direito de voto. O principal problema prende‑se com a negação do direito de eleger ou ser eleito a pessoas privadas de capacidade jurídica. Na maioria dos Estados-Membros, uma pessoa que é alvo de uma decisão privativa da sua capacidade jurídica fica automaticamente impedida de votar. Uma clara violação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Também ao nível da acessibilidade nem tudo está bem. Embora a maioria dos estados disponham de normas em matéria de acessibilidade e cerca de metade até tem normas sobre a acessibilidade das secções de voto, continuam a existir demasiadas situações em que não são asseguradas condições de acessibilidade que assegurem o direito da pessoa com deficiência a votar autonomamente. É ainda de referir que as normas existentes são na sua maioria dirigidas às pessoas com deficiência motora esquecendo as necessidades de pessoas com outro tipo de deficiência.

O acesso à informação, condição indispensável para qualquer pessoa se envolver, é particularmente difícil para as pessoas surdas, mas também as pessoas cegas têm dificuldade na navegação na internet dado o incumprimento das normas de acessibilidade existentes, ou ainda as pessoas com algum perfil neurocognitivo atipico / divergente a quem não é facultada informação acessível que cumpra as regras da leitura fácil, por ex. Sem acesso à informação é impossível haver uma participação esclarecida ou, mesmo, motivação para a participação.

Neste caso as responsabilidades não são unicamente dos estados ou das empresas de comunicação social. Os partidos políticos, que são os principais emissores da comunicação política, têm de ter a preocupação de prever não só a acessibilidade aos materiais e ações de campanha, mas também criar as condições necessárias às pessoas com deficiência para participarem na definição das políticas que propõem e na militância partidária.

O envolvimento das pessoas com deficiência na definição das políticas nacionais e europeias é fundamental e também decorre dos compromissos assumidos pelos estados e pela união europeia ao ratificarem a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. É uma obrigação do poder político ouvir as organizações representativas na definição de políticas que afetem as pessoas com deficiência. Não só ouvir. A opinião destas organizações tem de se refletir nas políticas em análise.

O velho slogan “nada sobre nós sem nós” não pode ser só uma frase bonita, tem de ter consequências práticas.

Intervenção na conferência do GUE/NGL: “Direitos Humanos: uma realidade para todas as pessoas com deficiência?”, realizada em 17 de outubro de 2018 no Parlamento Europeu.

Seleção Brasileira de Judô Paralímpico é convocada para o Mundial 2018

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Seleção Brasileira de Judô Paralímpico é convocada para o Mundial 2018
Legenda: Lúcia Araújo já faturou quatro medalhas este ano.

A Seleção Brasileira de Judô Paralímpico contará com 15 atletas na disputa do Campeonato Mundial IBSA da modalidade que acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro, na cidade de Odivelas, Portugal. Este é quinto e mais importante desafio do Brasil no ano.

Das 13 categorias (sete masculinas e seis femininas), o Brasil será representado em 12 – apenas a divisão até 52kg não terá uma judoca brasileira. Por outro lado, em três delas serão dois brasileiros na disputa. Confira abaixo a lista completa peso por peso.

ATLETACATEGORIAASSOCIAÇÃO
Giulia dos Santos Pereira48kgCESEC-SP
Karla Ferreira Cardoso48kgCEIBC-RJ
Maria Nubea dos Santos Lins57kgINS. REAÇÃO-RJ
Lucia Da Silva Teixeira Araújo63kgCESEC-SP
Alana Martins Maldonado70kgAMEI-SP
Rebeca Souza Silva+70kgAPADV-SP
Meg Rodrigues Vitorino Emmerich+70kgIRM-PR
Thiego Marques da Silva60kgAEPA-PA
Gabriel Nascimento Silva66kgCEIBC-RJ
Luan Simões Pimentel73kgISMAC-MS
Denis Aparecido Rosa73kgCESEC-SP
Harlley Damião Pereira Arruda81kgCESEC-SP
Arthur Cavalcante da Silva90kgADEVIRN-RN
Antônio Tenório da Silva100kgCESEC-SP
Wilians Silva Araújo+100kgCEIBC-RJ
 
Comissão Técnica
 
NOMEFUNÇÃO
Kelvin Gyulo BakosChefe de Delegação
Alexandre de Almeida GarciaTécnico
Jaime Roberto BragançaTécnico
Roger Alves da FonsecaPreparador Físico
Marcos Augusto da Costa VitulloFisioterapeuta
Gabriel Alves Santos AmorimComunicação

Os resultados dos brasileiros em 2018 até o momento foram positivos. Nas quatro competições realizadas o Brasil arrematou 22 medalhas, sendo dez de ouro, sete de prata e cinco de bronze, destaque para Lúcia Araújo, que contribuiu com um pódio em cada evento.

Além da paulista, outros quatro judocas vão chegar com boas credenciais para o Mundial. Antônio Tenório, Alana Maldonado e Rebeca Silva lideram o ranking em suas respectivas categorias, e Wilians Araújo, que já esteve no posto de primeiro colocado, agora aparece em segundo.

A competição vale pontos preciosos para o Ranking Mundial que garantirá vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Portanto, o atleta que obtiver um bom resultado ficará mais perto da vaga na edição do evento mais importante do paradesporto.

Patrocínio e apoio ao esporte

Com o patrocínio da Infraero desde 2009, o judô paralímpico brasileiro conta com recursos oriundos desta parceria, fundamentais na execução das fases de treinamento, realização das duas etapas do Grand Prix, intercâmbios dos atletas da seleção, contratação de profissionais para a equipe multidisciplinar, além de atender outros projetos importantes para o crescimento da modalidade no país.

Fonte: cbdv.org.br

CT Paralímpico recebe Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 - Série B 2018

Foto: Tadeu Casqueira/CBD
CT Paralímpico recebe Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 - Série B 2018
Legenda: Jogadores da ABDV-DF levantaram o troféu de campeão regional.

A Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 – Série B começa na próxima terça-feira, 23, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, com oito equipes na expectativa de chegarem ao título da segunda competição mais importante do país e ficarem com uma das duas vagas na primeira divisão do ano que vem.

A oitava edição traz representantes de seis estados mais o Distrito Federal. As participantes conseguiram a vaga através das etapas regionais realizadas entre Março e Julho. Do Centro- Norte chegam ABDV-DF e ISMAC-MS. As duas equipes se destacaram e decidiram o título, com final feliz para os candangos.

O time de Brasília, inclusive, foi o único a levantar o troféu de campeão entre os classificados, fator que deixa a equipe motivada para alcançar os objetivos dentro da competição, como diz o técnico Marcelo Ottoline.

“O título regional motiva os atletas para esse novo desafio, foi uma conquista inédita. Por diversas vezes batemos na trave e até brincávamos entre nós que não era possível um time ganhar tantos vices e nenhum título. Então o regional nos colocou num patamar acima, nos devolveu uma autoconfiança que às vezes se perdia no meio do caminho”, destacou o treinador.

Outras quatro equipes garantiram a vaga no Regional Sul-Sudeste. O campeonato credenciou os paulistas CESEC-SP e CADEVI-SP, além de ASDEFIPEL-RS e MAESTRO-PR. Completam a lista de participantes da Série B ADESUL-CE e ESCEMA-MA, as representantes nordestinas.

As delegações chegam em São Paulo na próxima segunda-feira, 22, e no mesmo dia haverá o sorteio dos grupos e a definição da tabela dos jogos (clique para conferir os horários). Todas as partidas serão transmitidas pelas rádios parceiras da CBDV. Confira os links abaixo.
 
 
Serviço
Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 – Série B
Data: 23 a 27 de outubro de 2018
Horário: 9h, 10h30, 14h e 15h30 (23 e 24/10); 8h15, 9h45, 14h e 15h30 (25/10); 9h e 10h30 (26/10); e 8h30 e 10h (27/10).
Local: Centro de Treinamento Paralímpico
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km11,5, Vila Guarani – São Paulo/SP

Fonte: cbdv.org.br

Catia Oliveira garante primeira medalha no Mundial de Tênis de Mesa

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Por CPB

Aos 27 anos, a paulista Catia Oliveira escreveu, nesta sexta-feira, 19, na cidade de Celje, na Eslovênia, seu nome na história do tênis de mesa paralímpico nacional ao se tornar a primeira atleta do país a se classificar para uma final em um Campeonato Mundial individual da modalidade.

Depois de vencer a russa Nadejda Pushpasheva, atual número 3 do mundo na classe 02, por 3 a 0, com parciais de 11/4, 11/7 e 11/9, na manhã desta sexta-feira em Celje e se classificar para a semifinal, Catia, 6ª do ranking, mediu forças com a italiana Giada Rossi, vice-líder do ranking mundial e medalha de bronze no Rio 2016.

A partida foi emocionante e fez a torcida brasileira na Eslovênia, composta apenas por atletas e membros da comissão técnica, sofrer. Depois de um começo muito forte, em que venceu os dois primeiros sets por 11/7, Catia parecia que já estava com a vaga para a decisão garantida. Mas a italiana não se rendeu facilmente.

Nos dois sets seguintes, Giada Rossi se impôs, mudou sua tática e triunfou com facilidade, vencendo as duas parciais por 11/6 e 11/5. O momento parecia todo da rival, mas Catia Oliveira soube controlar a ansiedade.

"Depois que eu perdi o quarto set, respirei fundo e falei para mim mesma: 'Não cheguei tão perto para perder esse jogo'", contou a mesatensita, que há 11 anos sofreu um acidente de carro que a tirou os movimentos da perna.

Com essa determinação em mente, Catia voltou para o quinto set com a mesma postura dos dois primeiros. Rapidamente ela abriu 5/0, administrou a vantagem para chegar a 9/3 e, então, fechou a partida em 11/4.

"Eu nem sei o que falar. Não estou acreditando", disse a brasileira, emocionada, ao final do duelo contra a italiana. "Eu só queria aproveitar para agradecer à minha família, a todos na seleção brasileira, à minha equipe em Bauru, e em especial à Tainá, que mora comigo em Bauru e que cuida de tudo na minha carreira. Queria agradecer também ao Adilson, meu técnico em Bauru, que infelizmente não pode vir, e ao Paulo Molitor, que fez um trabalho sensacional e que me ajudou muito a chegar a essa final", enumerou Catia.

Na decisão, neste sábado, 20, às 12h15, no horário local (7h15 de Brasília), Catia Oliveira terá pela frente mais uma vez a coreana Su Yeon Seo. Número 1 do mundo, foi prata em simples e bronze por equipes no Rio 2016, a adversária tem no currículo três medalhas em Mundiais: prata em simples em 2014 e bronze por equipes em 2013 e 2014.

A partida será uma revanche do primeiro jogo pela fase de grupos do Mundial da Eslovênia, quando a coreana venceu a brasileira, na última quarta-feira, 17, por 3 a 1, com parciais de 11/8, 8/11, 11/6 e 11/5.

Brasil para nas quartas

Quando Catia avançou à semfinal, o Brasil garantiu sua primeira medalha no Mundial da Eslovênia, já que na competição não existe a disputa de bronze e as duas atletas que perdem nas semifinais faturam o bronze.

A Seleção Brasileira tinha mais quatro chances de chegar ao pódio, uma vez que quatro atletas estavam nas quartas de final: Bruna Alexandre, Paulo Salmin, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos. Entretanto, nenhum deles conseguiu triunfar.

Pela classe 09, para atletas andantes com pequeno comprometimento de mobilidade, Danielle Rauen enfrentou a polonesa Karolina Pek, número 2 do mundo e a mesma jogadora que já havia vencido Rauen na decisão do bronze individual nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A rival venceu por 3 a 1, com parciais de 11/9, 11/4, 7/11 e 11/8.

"Só entrei no jogo no terceiro set, que foi quando eu fiz a tática que eu queria. Depois disso, o jogo foi decidido no detalhe", analisou Danielle. "Mas acontece. Joguei bem, é meu primeiro Mundial e eu saio daqui feliz por ter jogado de igual para igual com as melhores do mundo. Agora é treinar muito para, no próximo, eu estar melhor", continuou a mesatenista.

Também pela classe 09, Jennyfer Parinos perdeu por 3 a 1 para a chinesa Meng Liu, ouro em simples no Rio 2016 e atual número 4 do mundo. A rival venceu de virada por 8/11, 11/5, 11/8 e 11/7.

Pela classe 07, para atletas andantes com comprometimento nas pernas, Paulo Salmin duelou contra o chinês Shuo Yan, e perdeu por 3 a 1, com parciais de 11/9, 9/11, 11/9 e 11/4. "Foram três sets com vantagem mínima com o número 1 do mundo e de uma escola muito tradicional que é a chinesa. Saio com uma sensação de que poderia ter sido melhor, mas feliz por ver que o trabalho está sendo bem desenvolvido", disse Salmin.

Por último, Bruna Alexandre, número 2 do mundo na classe 10, para jogadores com deficiências motoras leves ou amputação de membros superiores, enfrentou Shiau Wen Tian, de Taipei. A rival venceu por 3 a 1, com parciais de 9/11, 11/5, 11/5 e 11/6. "Eu nunca tinha jogado contra ela e senti muita dificuldade", afirmou Bruna. "Ela jogou bem e se surpreendeu bastante. O jogo estava muito desconfortável para mim", continuou.

Indagada sobre os planos para os próximos dois anos visando aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, Bruna foi direta: "Meu plano agora é só emagrecer", afirmou.

Ela reconheceu que está acima do peso e disse que o objetivo é perder 15 quilos até Tóquio 2020. "Antes do Rio, eu perdi 10 quilos em um mês. Foi uma dieta muito pesada, só a base de ovo, batata doce e frango. Mas eu me sentia fraca, passava mal nos treinos", lembrou Bruna. "Mas é muito importante estar magrinha, pois a gente se mexe melhor. A Confederação está me cobrando isso e eles estão certos", encerrou a mesatenista.

Time São Paulo
Os atletas Bruna Alexandre, Catia Oliveira, Danielle Rauen, Israel Stroh, Jennyfer Parinos e Paulo Salmin são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

*Com informações do Ministério do Esporte

Fonte:cpb.org.br