sábado, 3 de novembro de 2018

Mulheres com deficiência contam: fui contratada, mas a empresa me desprezou

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Simone Monteiro é deficiente visual monocular e trabalha como assistente de biblioteca

Beatriz Santos e Letícia Rós - Colaboração para Universa

Pessoas com deficiência ainda enfrentam dificuldades e preconceitos no acesso ao mercado de trabalho. Uma pesquisa de 2017, feita pela pela i.Social — consultoria especializada na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho – em parceria com a Catho, apontou que a maior parte das empresas contratam pessoas com deficiência com foco unicamente no cumprimento da Lei de Cotas, de 1991.

Dos profissionais de RH entrevistados, 60% declararam que pessoas com deficiência sofrem preconceito no ambiente de trabalho, seja proveniente de colegas, gestores ou até mesmo clientes. Estas mulheres sabem bem o é isso e contam suas experiências no mercado de trabalho.

“A deficiência física representa uma má qualificação de serviço”

“Nessa empresa que me discriminou, eu fiquei sete meses. Fui contratada como assistente administrativa e, quando eu cheguei, não tive suporte algum. Meu gerente não falava comigo e nem mesmo os outros colegas.A única pessoa que falou comigo foi a responsável pelo RH. Eu já tinha muita experiência na área administrava, mas, ainda assim, não recebia trabalho. Eu sentava na mesma baia que o meu chefe, mas ele apenas distribuía entre outras pessoas tarefas que poderia estar fazendo.

Eu ficava ociosa oito horas por dia. Em determinado momento, cansada de ficar sem fazer nada, eu comprei um curso e comecei a estudar para concurso público durante o trabalho. Mas eu sabia que não dava para levar essa situação por muito tempo, porque era constrangedor, e pedi demissão. Infelizmente, nas empresas pelas quais passei, a deficiência física representa uma má qualificação de serviço. O que eu faço, nunca vai ser o suficiente, sempre vão achar que tem alguém sem deficiência que faz melhor.” Simone Monteiro da Cunha, 46, assistente de biblioteca. É deficiente visual monocular.

“Eu era sempre enviada para cuidar do arquivo”

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“Eu trabalhei dois anos no RH de uma empresa e as tarefas eram divididas entre as funcionárias, mas não eram passadas para mim.Eu era sempre enviada para cuidar do arquivo, o que impedia que eu me desenvolvesse. Quando fui contratada, sabiam que eu não tinha experiência na área,mas me admitiram. Só que, no dia a dia, eu era assediada moralmente, gritavam comigo e me maltratavam de muitas formas.

A situação era tão ruim que muitas pessoas perceberam e denunciaram para o gerente, que ficava em outra cidade. A pessoa que mais me destratava, que era uma analista, foi dispensada durante as minhas férias.Mas eu acabei pedindo para sair pouco tempo depois, porque continuava sendo deixada de lado. Depois disso, fiquei cinco anos em outra empresa e, agora, estou desempregada.” Kelly Tavares Dias, 31, assistente administrativa. É deficiente auditiva.

“Ouvi minha chefe dizer que eu não precisava estar lá”

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                             Arquivo Pessoal

“Comecei a trabalhar em 2006, na área de RH, em uma empresa que não estava preparada para contratar PCDs, apenas estava sendo pressionada pela lei. Eu cheguei e ouvi minha chefe dizer,para outras pessoas, que eu não precisava estar lá, que eu podia ir embora. Mas eu comecei a procurar trabalho e acabei sendo direcionada para a seleção de outros PCDs.

Só que se não tinha atividade para mim, que dirá para os outros. Eu tive de insistir e aprender a buscar pessoas com deficiência para as vagas que abriam, ao identificar atividades que elas realmente poderiam desempenhar.Acabei ficando quatro anos nessa empresa e, desde então, já passei por outras quatro companhias, sempre em programas de inclusão, para evitar que aconteça com outros PCDs, o que aconteceu comigo. Eu acompanho as pessoas com deficiência dentro da empresa para verificar a adaptação dela e ajudo o gestor a lidar com esses profissionais.” Marília Gentili Pereira Rebelo, 34, analista de RH. Tem hemiparesia direita, paralisia cerebral que atinge o lado o lado direito.

“Se eu não fosse trabalhar, eles nem notavam”

“Fui contratada por uma multinacional. Eu seria uma ponte entre o RH, que ficava em outro estado, e o escritório de Minas Gerais, possibilitando que os empregados pudessem sanar comigo dúvidas sobre a relação de trabalho e sobre questões pontuais do cotidiano.

Eu também auxiliaria a empresa a ministrar treinamentos aos colaboradores, atender fiscalizações dos órgãos competentes, manter relações sindicais e auxiliar nas homologações, dando baixa na carteira profissional, por exemplo. Mas na prática, eu não fazia nada. Logo que entrei, fiquei dias ociosa apenas cumprindo horário.

Em determinado momento, algumas tarefas sem grande destaque me foram delegadas, mas logo fui deixada de lado de novo. Eu poderia ser útil se houvesse um acompanhamento efetivo da minha liderança, só que não ocorreu. Se eu não fosse trabalhar, eles nem notavam. Dois anos depois, fui demitida e hoje procuro emprego.” Vivian, 34, analista de RH. É deficiente física por uma escoliose com atrofia nas pernas, que exige o uso de muletas para locomoção.

O que diz a Associação Brasileira de Recursos Humanos

“A pessoa com deficiência é igual a qualquer funcionário, com os mesmos direitos e obrigações, considerando suas limitações físicas. O PCD também é um ativo da empresa, tem que gerar retorno para o negócio como qualquer colaborador. Compete a empresa criar um ambiente de relacionamento interpessoal para evitar constrangimentos e criar um ambiente físico que permita a acessibilidade. Os dirigentes da empresa devem passar para o RH a missão de criar políticas para integração e patrocinarem as ações. O deficiente que se sentir prejudicado pela empresa, pode recorrer ao setor de fiscalização do Ministério do Trabalho”, fala a conselheira da ABRH-SP, Fátima Farias.

Estudo usa amostra de sangue para detectar autismo em crianças

Pesquisadores nos EUA querem desenvolver exame de sangue a partir da técnica. Cientista brasileiro acredita que mais testes precisam ser feitos.

Por Tatiana Coelho, G1

Exame de sangue é testado com sucesso para diagnóstico do transtorno do espectro autista — Foto: Rensselaer/ Divulgação
Exame de sangue é testado com sucesso para diagnóstico do transtorno do espectro autista — Foto: Rensselaer/ Divulgação

Um estudo confimou o sucesso em detectar com precisão se uma criança tem transtorno do espectro autista (TEA) usando uma amostra de sangue.

Realizado pelo Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York, o estudo foi publicado na edição de junho da revista científica "Bioengineering & Translational Medicine". O estudo foi feito um ano depois de os pesquisadores publicarem seu trabalho em um estudo similar anterior.

Em entrevista ao G1, Juergen Hahn, principal autor do estudo, professor e chefe do Departamento de Engenharia Biomédica do Instituto Politécnico de Rensselaer disse que o sucesso desta nova tentativa é um passo muito importante e necessário para o desenvolvimento de um exame de sangue que possa apoiar o diagnóstico do transtorno de espectro autista.

"Claramente, mais trabalho precisa ser feito antes que um teste comercial esteja disponível, mas esse trabalho é um marco importante", disse.

Atualmente, o diagnóstico de crianças com autismo não é uma tarefa simples, já que depende apenas de observações clínicas.

É geralmente reconhecido por médicos e pesquisadores que o diagnóstico precoce leva a melhores resultados à medida que as crianças se envolvem em atividades de desenvolvimento precocemente, e um diagnóstico é possível aos 18-24 meses de idade. No entanto, sem exames que possam apontar com precisão o diagnóstico, a maioria das crianças não é diagnosticada até os 4 anos de idade nos EUA.

"Quanto mais cedo o transtorno do espectro autista for diagnosticado, mais cedo é possível iniciar intervenções precoces, tais como serviços de educação especial, terapia ocupacional, terapia da fala, etc. É geralmente reconhecido que a intervenção precoce nestes casos leva a melhores resultados a longo prazo", explica Hahn.

O estudo

O primeiro estudo desenvolveu um algoritmo que faz uso de concentrações de componentes no sangue para prever se ele veio de uma criança com transtorno do espectro austista (TEA) ou de uma criança em desenvolvimento típico.

Já o segundo usou este algoritmo em 154 crianças com autismo. O objetivo era verificar se o que foi desenvolvido no primeiro estudo funcionaria com outras crianças.

"Os resultados são muito promissores, já que conseguimos fazer previsões precisas em 88% dos casos deste segundo estudo", diz Hahn.

O próximo passo é a realização de novos teste clínicos e levar um teste ao mercado, mas para que um exame de sangue esteja disponível para os pacientes ainda leva tempo: "É difícil estimar quanto tempo isso levaria, mas meu melhor palpite é que isso poderia acontecer em cinco anos".

Cautela

Para Alysson Muotri, pesquisador brasileiro da Universidade da Califórnia, ainda é preciso cautela em relação a este novo estudo. Alysson acredita que o número de crianças testadas ainda não é suficiente. "O maior problema está no número de pessoas testadas. Para atingir um poder estatístico nesse caso, o estudo teria que ser feito com mais de 100 mil crianças e não com pouco mais de uma centena como no artigo".

Ele, que também estuda o autismo, acha que o desenvolvimento de um exame de sangue para o diagnóstico do autismo seria um grande avanço. "O impacto seria enorme, pois um tratamento precoce para o TEA está associado a uma melhor trajetória clínica. Quanto mais cedo a intervenção, melhor a independência do autista", avalia.

Minicérebros são usados para testar novos tratamentos no laboratório — Foto: Tismoo/Divulgação
Minicérebros são usados para testar novos tratamentos no laboratório — Foto: Tismoo/Divulgação

Em seu laboratório, Muotri e sua equipe buscam entender as causas do autismo e buscar formas de reverter as alterações causadas pelo TEA, sejam genéticas ou neuronais. Para isso, um dos estudos realizados por eles envolve o desenvolvimento de minicérebros autistas para o teste de possíveis tratamentos.

Os minicérebros são estruturas celulares miniaturizadas criadas a partir de células-tronco que reproduzem, em parte, a estrutura e funcionalidade do cérebro humano em desenvolvimento.

"Estamos criando uma coleção de minicérebros autistas, carregando diversas alterações genéticas. Usamos esses minicérebros para testar novos tratamentos. Esperamos descobrir vias comuns e tambem únicas que possam ser passiveis de reversão farmacológica", diz.

Em seu trabalho mais recente, Muotri desenvolveu minicérebros contendo material genético de Neandertais. A ideia é tentar descobrir como surgiu a capacidade de raciocínio de nossa espécie. O novo estudo também pode contribuir para os estudos sobre autismo.

Uma das linhas de pesquisa de Muotri busca entender as origens evolucionárias do cérebro social humano, que são as redes nervosas responsáveis pela socialização, fala, etc. Áreas que apresentam alterações em crianças dentro do espectro autista.

"Ao estudar o cérebro neandertal, queremos saber quais foram as forças seletivas que modificaram o DNA do homem moderno para que se tornasse mais social. Esse tipo de pesquisa busca entender quais as vias moleculares que atuam no cérebro social, podendo eventualmente ser útil para o desenvolvimento de medicamentos que auxiliam os autistas nessa parte", explica.

Fonte: g1.globo.com

Crianças morrem no Iêmen com bloqueio de ajuda humanitária, diz Unicef

'Temos indícios de que hoje, no Iêmen, a cada 10 minutos uma criança de menos de 5 anos está morrendo de doenças evitáveis e de desnutrição grave', disse Geert Cappelaere, diretor da agência da ONU no Oriente Médio.

Por Reuters

Criança sub-nutrida é atendida em hospital no Iêmen. — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah
Criança sub-nutrida é atendida em hospital no Iêmen. — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah

As crianças iemenitas estão morrendo de fome e doenças enquanto caminhões com suprimentos de ajuda estão bloqueados no porto, deixando equipes médicas e mães desesperados implorando para que os agentes humanitários façam mais, disse uma autoridade de alto escalão da Organização das Nações Unidas (ONU).

Geert Cappelaere, diretor de Oriente Médio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), descreveu cenas "de partir o coração" de crianças em hospitais na cidade portuária de Hodeidah e na capital Sanaa, ambas controladas por insurgentes houthis.

"Temos indícios de que hoje, no Iêmen, a cada 10 minutos uma criança de menos de 5 anos está morrendo de doenças evitáveis e de desnutrição grave", disse ele à Reuters de Hodeidah.

Segundo a ONU, cerca de 14 milhões de pessoas, ou metade da população do Iêmen, podem estar à beira de um surto de fome em breve.

Já existem 1,8 milhão de crianças iemenitas desnutridas, mais de 400 mil delas sofrendo de desnutrição grave, uma enfermidade que as deixa em estado esquelético e correndo risco de morte, disse Cappelaere.

"Mas há mais. Muitas crianças estão morrendo de doenças evitáveis por vacinas. Hoje não mais do que 40% das crianças de todo o Iêmen estão sendo vacinadas."

Sarampo, cólera e difteria podem ser mortais para crianças, especialmente as de menos de 5 anos, e são exacerbados pela desnutrição.

"Por causa desta guerra brutal, por causa de obstáculos e obstruções sendo criados, infelizmente não é possível fazer mais", afirmou Cappelaere.

"Podemos ainda não estar no nível de um surto de fome, mas não deveríamos esperar até termos declarado um surto de fome para reagir e pressionar as partes do conflito a acabar com esta guerra insensata."

Martin Griffiths, enviado da ONU, pretende convocar conversas de paz neste mês com o objetivo de um cessar-fogo na guerra de três anos e meio, na qual se enfrentam o governo iemenita apoiado por uma coalizão liderada pelos sauditas e os insurgentes houthis aliados do Irã.

No momento em que Cappelaere falava as forças da coalizão se preparavam para um ataque em Hodeidah.

Sete caminhões de equipamentos médicos e remédios que podem salvar vidas estão aguardando liberação no porto de Hodeidah há duas semanas desde que foram descarregados, disse Cappelaere.

Enfermeiro pesa menina desnutrida no Iêmen — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah
Enfermeiro pesa menina desnutrida no Iêmen — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah

Fonte: g1.globo.com

Ex-Corinthians ficou tetraplégico e relembra ajuda de Neto, Luxa e Vampeta

Arquivo Pessoal

Gustavo Setti e Vanderlei Lima Do UOL, em São Paulo

Tudo mudou na vida de Adil em setembro de 2000. Foi quando ele sofreu um grave acidente de carro e ficou tetraplégico. Ele evoluiu muito desde então, voltou a caminhar, mas não se esquece de quem o ajudou na época. O ex-jogador do Corinthians é grato a nomes como Neto, Vanderlei Luxemburgo, Vampeta e Luizão.

O acidente aconteceu próximo a Rio Pomba, que fica a 250km de Belo Horizonte, quando Adil estava no banco do passageiro de um BMW,que bateu em uma árvore durante forte chuva. O ponta ficou cerca de quatro meses internado e grande parte do tempo sem movimentos.

"Eu estava já com 35 anos e me preparando pra encerrar a minha carreira e ingressar como auxiliar e posteriormente treinador, mas veio o acidente e não deu. O meu ex-sogro perdeu o controle e colidiu numa curva com uma árvore que estava do meu lado, então eu tive uma lesão medular instantânea, na C-5 e C-6, e eu fiquei tetraplégico imediatamente", disse em entrevista ao UOL Esporte.

A ajuda de outras personalidades do futebol veio rápida, e Adil listou alguns nomes. "O Vampeta estava na Itália e ligou de lá para saber se eu precisava de alguma ajuda financeira, o próprio Luizão também, que, apesar de serem jogadores com quem eu não joguei, a gente tinha muita afinidade. O Neto foi o primeiro jogador a chegar no hospital quando eu sofri o acidente. Ele morava em São Paulo, pegou o avião e veio me visitar. O Dr. Joaquim Grava ligava muito para mim, e o Vanderlei Luxemburgo estava sempre com o Dr. Joaquim. O Luxemburgo ligava e dava uma força", contou.

Atualmente com 53 anos, o ex-jogador vive em São João Nepomuceno (MG), é independente, anda com muletas e dirige para onde quiser. Ele não esquece as pessoas que o ajudaram, mas acredita que a própria força foi o mais importante para conseguir se recuperar.

"Como diz o Dr. Joaquim Grava, os títulos que faltaram na minha carreira acabei ganhando na recuperação. As pessoas que me ajudaram foram super importante, mas o maior objetivo veio de mim realmente.Eu aguentei a pressão, vivenciei pessoas revoltadas no hospital, e eu estava sempre sorrindo, sempre alegre e sempre com a vontade de viver. Isso foi o maior combustível que eu acabei adquirindo. A minha marca sempre foi o sorriso , a disposição e a correria", explicou.

Melhor momento da carreira foi no Corinthians

Adil defendeu 28 clubes ao longo da carreira, mas não tem dúvidas ao dizer que o melhor momento foi vestindo a camisa do Corinthians. Ele chegou a disputar três títulos pelo clube, o Paulista de 1993, o Torneio Rio-São Paulo de 1993 e o Brasileiro de 1994, mas acabou com o vice em todos. Para o ex-jogador, isso não é um problema.

"Foi o Corinthians que me proporcionou esse reconhecimento nacional e a oportunidade de participar na decisão dos títulos. Apesar de eu ter jogado no Cruzeiro e no Grêmio, ter jogado em um time de massa como o Corinthians foi o diferencial. Foi a camisa, o entusiasmo do torcedor e a entrega que me marcaram muito.".

Williams Aguiar/Sport Club do Recife
Adil diz que não guarda mágoa de Nelsinho

A decisão do título do Paulista de 1993, porém, ainda deixa dúvidas na cabeça de Adil. Afinal, ele não sabe depois de 25 anos o motivo de ter sido substituído por Tupãzinho pelo técnico Nelsinho Baptista.

"Em 1993, foram jogadas 37 partidas no Paulista, e eu joguei 36. No primeiro jogo da final, eu fui muito bem e ganhamos por 1 a 0, gol do Viola. Mas no jogo final, o Nelsinho Baptista me tira com 15 minutos, e eu, sinceramente, não sei até hoje o que aconteceu. Na hora que eu estou saindo, o Mazinho desce pela direita, a bola sobra para o Evair e vai para o Zinho, que fez o gol de pé direito", relembrou.

Apesar disso, o ex-ponta esquerda não guarda mágoas do treinador. Os dois chegaram a se encontrar em um almoço anos atrás, e Adil garante que tudo ficou bem.

"Eu era recém-casado na época e tinha um filho. Se ele me pegasse um ano atrás, eu tinha dado nele, mas na hora pensei no meu filho e na minha carreira, mas foi uma coisa que me chateou. Depois, ninguém comentou mais nada e logo em seguida surgiu a proposta do Grêmio, que era muito vantajosa financeiramente para mim. Há alguns anos, eu acabei encontrando o Nelsinho em um almoço de fim de ano, e o tratei com a maior tranquilidade e educação. Lógico que época eu fiquei magoado por tudo que eu tinha feito durante o Paulista de 93, mas não adianta a gente guardar rancor", falou.

O ex-jogador chegou a trabalhar com futebol após o fim da carreira, mas agora celebra a vida e a saúde em São João Nepomuceno. "Um amigo me convidou para gerenciar o Sobradinho-DF e depois estive no Tupi de Juiz de Fora também como gerente de futebol. Eu não quero ser rico. Quero ser rico de saúde e quero poder deixar algum legado com a experiencia que eu passei. Aquilo que eu vivenciei é o mais importante para mim", disse Adil.

Inovação marca o segundo dia do VI Congresso Paradesportivo Internacional

Daniel Zappe / CPB / MPIX
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Por CPB

No seu segundo dia, o Congresso Paradesportivo Internacional tratou do tema das inovações tecnológicas, com a participação do Dr. Rory A. Cooper, ex-atleta paralímpico, medalha de bronze nos Jogos de Seul e renomado doutor em bioengenharia, fundador do laboratório de pesquisa em engenharia humana na Universidade de Pittsburgh. Participaram também da mesa Dr. Cleudmar Amaral, professor titular da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia e Dr. Peter Kuhn, presidente da ABOTEC (Associação Brasileira de Ortopedia Técnica).

Dr. Cooper, que havia apresentado seus estudos de coletas de dados no esporte paralímpico na noite de abertura do evento, na quinta-feira, dia 1º, mostrou nesta sexta-feira, 2, como a tecnologia de adaptação traz experiências positivas que antes não era possível para pessoas com deficiência. Um dos exemplos é a cadeira de rodas pneumática, que permite que o usuário entre em piscinas e praias, por exemplo. Projetos deste tipo abrem possibilidades para que novos esportes possam fazer parte do cenário do paradesporto. Dr. Cleudmar apresentou novidades em equipamentos esportivos, como cadeiras de exercício próprias para cadeirantes e regulamentação de temperatura do corpo como auxílio na performance esportiva inédita. Já o Dr. Peter Kuhn contou como a tecnologia influência no mercado de próteses de uso comum e esportivas, com simulações de articulações cada vez mais próximas de um corpo orgânico.

“Tem duas mensagens-chave que trouxemos na apresentação: a inclusão, todos temos o nosso papel e todos devemos contribuir, afinal, vivemos todos na mesma sociedade e pessoas com ou sem deficiência devem ter oportunidades iguais. A outra mensagem é que esporte é esporte. Se você gosta de futebol, vai adorar o futebol paralímpico, como o atletismo, o basquete e as demais modalidades. A competição, os atletas, tudo é igualmente incrível!”, comenta Dr. Rory Cooper.

A programação do evento ainda conta com a Dr. Edgar Morya, coordenador de pesquisas do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS) do Instituto Santos Dumont (ISD), referência em neuroreabilitação, neurociência, neuroengenharia, neurofisiologia, eletrofisiologia, controle motor, psicofísica e acoplamento sensório-motor, e participação do professor Hadi Rezaei, ex-atleta e atual técnico de vôlei sentado da seleção do Irã com seis ouros em Jogos Paralímpicos.

O evento, um dos maiores sobre inovações científicas e tecnológicas no paradesporto, conta com mais de 1.700 inscritos conta com 29 atrações até o dia 4 de novembro, divididos entre minicursos, mesas redondas, bate-papo com especialistas e conferências, além de 235 projetos científicos inscritos. O Congresso é organizado pela Academia Paralímpica Brasileira (APB), braço educativo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Para conferir a programação completa, acesse o site oficial do Congresso: http://www.cpb.org.br/congressoparadesportivo/

Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Mãe vende bombons em Anápolis para tentar juntar dinheiro e pagar exame do filho que tem problema renal - Veja o vídeo

Davi Miguel, de 3 anos, está na fila de transplante e precisa fazer avaliação em SP para ver se está apto a receber novo órgão assim que houver disponibilidade. Exame custa R$ 5 mil.

Por Sílvio Túlio, G1 GO

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Família luta para conseguir tratamento para menino com doença rara nos rins, em Anápolis

Uma família de Anápolis, a 55 km de Goiânia, luta para arrecadar dinheiro e pagar um exame para um garoto, de apenas 3 anos. O pequeno Davi Miguel tem problemas renais e está na fila para o transplante. Antes, porém, ele precisa ser avaliado em São Paulo para ver se possui condições de fazer o procedimento. Por isso, a mãe do garoto, Jéssica Lorrane Ferreira de Souza começou a fabricar e vender bombons tentando juntar os R$ 5 mil necessários para o exame.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Jéssica conta que já conseguiu, via SUS, as passagens e hospedagem para ela e o filho. O dinheiro que ela busca seria para pagar o exame, que já está marcado para o dia 2 de janeiro, além das despesas da mãe dela, que vai acompanhá-la para ajudar a cuidar do garoto.

A mãe explica que o exame vai diagnosticar se Davi Miguel sofre da Síndrome de Shu, que poderia ser a causadora da insuficiência renal. O resultado sai em 45 dias após a realização. Se confirmado, a criança terá de tomar uma medicação de alto custo.

"Se realmente ele tiver essa síndrome, ele não pode fazer o transplante sem tomar uma medicação de alto custo, porque se ele fizer o transplante tendo essa síndrome e não estiver tomando esse medicamento, ele perde o novo rim transplantado. Então hoje o Davi depende desse exame para fazer o transplante renal", explica.

Davi Miguel, de 3 anos, tem problemas renais e precisa de um transplante — Foto: TV Anhanguera/Reprodução
Davi Miguel, de 3 anos, tem problemas renais e precisa de um transplante — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Essa medicação custa R$ 35 mil a dose, sendo que é necessária uma a cada 14 dias, ou seja, um gasto de R$ 70 mil mensais. No entanto, segundo a mãe, o remédio é disponibilizado pela rede pública.

Se o menino tiver a síndrome, ele precisa tomar a medicação de forma ininterrupta até realizar o transplante.

Diálise diária

O problema renal de Davi Miguel foi descoberto quando ele tinha 1 ano e meio. Desde então, Jéssica deixou o emprego de operadora de caixa para cuidar exclusivamente do filho. Por mês, ela gasta cerca de R$ 500 com medicação.

O garoto realiza sessões diárias de diálise que duram 10h cada uma. O procedimento é realizado à noite, em casa, por meio de uma máquina cedida pela rede pública a ela.

"Ele tem um cateter na barriga. O procedimento é necessário para tirar o líquido que o corpo dele retém por que não consegue eliminar na urina. Sem isso, ele corre risco de morrer", conta.

Fonte: g1.globo.com

Palestra em Bauru aborda projeto de acessibilidade de parques para crianças com deficiência - Veja o vídeo.

Projeto conta com a ajuda das autoridades para implantar brinquedos adaptados em parquinhos públicos e será apresentado na palestra "Direito à saúde para a pessoa com deficiência e planos de saúde", que começa às 19h.

Por G1 Bauru e Marília

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Projeto Lia, em prol de pessoas com deficiência, faz palestra nesta quinta em Bauru

O projeto LIA (Lazer, Inclusão e Acessibilidade) será lançado em Bauru (SP) nesta quinta-feira (1º). O evento de abertura será realizado no anfiteatro da OAB, às 19h, com a palestra "Direito à saúde para a pessoa com deficiência e planos de saúde" realizada pelo advogado Eduardo Jannone e o juiz Renato Siqueira de Pretto.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A entrada é gratuita. Além da palestra, também faz parte do lançamento do projeto o "1º Piquenique Inclusivo de Bauru", que será realizado no dia 8 de dezembro, das 8h às 12h no Parque Vitória Régia.

Mais informações podem ser adquiridas pelo email projetoliabauru@gmail.com ou pelo WhatsApp (14) 98117-9806.

O projeto

O Projeto LIA é um movimento nacional de pessoas querem difundir a importância da inclusão também na diversão. Ele conta com a ajuda das autoridades para implantar brinquedos adaptados em parquinhos públicos.

O objetivo é despertar o olhar sobre a diversidade, lembrando que isso vai além de equipamentos adaptados, ou uma simples brincadeira. Detalhes como estes que possibilitam uma reflexão sobre a igualdade nas diferenças, vislumbrando a construção de uma sociedade muito mais inclusiva.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirantes criam grupo de dança do ventre para falar de empoderamento à mulheres com deficiência em MS - Vejam os vídeos

Dançarinas contam que reação mais comum do público masculino é o estranhamento, porque são provocados a entender a dança do ventre com "uma sensualidade diferente".

Por Jaqueline Naujorks e Ricardo Freitas, G1MS — Campo Grande

Dançarinas cadeirantes criam grupo de dança do ventre para inspirar outras mulheres com deficiência a entenderem sua sensualidade — Foto: Mirella Ballatore/Arquivo pessoal
Dançarinas cadeirantes criam grupo de dança do ventre para inspirar outras mulheres com deficiência a entenderem sua sensualidade — Foto: Mirella Ballatore/Arquivo pessoal

Na garagem de uma casa do bairro Nova Lima em Campo Grande (MS), 3 mulheres estão reunidas para o ensaio de dança do ventre. Nos movimentos, a leveza característica, a delicadeza das mãos, mas a coreografia deste grupo é diferente: aqui, nenhuma dançarina moverá o ventre.

Clique AQUI para ver os videos.

As 3 bailarinas neste ensaio são cadeirantes. Ao todo, o grupo "Dança do Ventre Sem Limites" tem 5 integrantes, todas com algum tipo de deficiência. Mirella Ballatore Tosta, uma das idealizadoras do projeto, conta que a ideia surgiu para falar de empoderamento à mulher com deficiência:

"A dança do ventre tem um estereótipo, a questão da sensualidade da mulher, de expor o corpo, que tem que ser bonito, e não é nada disso. A dança do ventre é a dança da alma. Apesar de estarmos em uma cadeira de rodas, a gente esquece isso quando está dançando, ali está nossa alma, livre", relata.

Mirella Ballatore dança para mostrar que as mulheres com deficiência podem desenvolver a atividade que desejarem — Foto: Jaqueline Naujorks/G1MS
Mirella Ballatore dança para mostrar que as mulheres com deficiência podem desenvolver a atividade que desejarem — Foto: Jaqueline Naujorks/G1MS

"Queremos mostrar para a mulher com deficiência que ela pode, sim, fazer dança do ventre, ou qualquer outra dança que goste. Ela pode ser sensual, se arrumar, se maquiar, usar um figurino, ela pode ser o que ela quiser."

A dona de casa Suzana Vieira, perdeu o movimento das pernas em um acidente há 10 anos. Ela foi atropelada por uma motocicleta. Para ela, que ao contrário das duas colegas, já andou, dançar traz sentimentos fortes: "Envolve autoestima, é uma emoção muito grande, uma realização".

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Apresentação do grupo de dança do ventre formado por mulheres com deficiência em MS

Suzana conta que, durante as apresentações, as reações são diversas, especialmente do público masculino. Para ela, os homens são provocados a entender a dança do ventre com uma "sensualidade diferente", que vai muito além da imagem que a maioria relaciona com a arte.

"Tem o proconceito ali também. Nós muitas vezes notamos nas pessoas aquela expressão que parece dizer 'O que elas pensam que estão fazendo aí, dançando de cadeira de rodas, será que elas acham que podem se comparar a uma mulher que dança mexendo o quadril?', mas isso para mim não importa. Estou ali fazendo o melhor, se você aplaudir e agradecer, para mim já está bom."

                                     Suzana Vieira perdeu o movimento das pernas há 10 anos e conta que dançar, hoje, traz uma emoção muito forte — Foto: Jaqueline Naujorks/G1MS
Suzana Vieira perdeu o movimento das pernas há 10 anos e conta que dançar, hoje, traz uma emoção muito forte — Foto: Jaqueline Naujorks/G1MS

Ana Lucia Serpa é paratleta, e sempre gostou de dançar, mas nunca havia tentado essa modalidade: "Eu imaginava que era uma dança sensual, e me perguntava, como eu poderia dançar com esse 'corpinho'? Mas aprendi que isso não faz diferença, a dança do ventre vem lá de dentro, é isso que você mostra para as pessoas."

Para ela, as apresentações oferecem ao público uma mensagem mais profunda do que a dança além das limitações físicas: "Hoje quando nós nos apresentamos, não são simplesmente 3 cadeirantes que chegam para dançar. São 3 mulheres que ensaiam, que se arrumam, que pagam preço de roupa e que estão ali para oferecer alguma coisa para quem está assistindo".

"A cadeira de rodas não prende, ela liberta. A cadeira traz a mobilidade a quem não anda. Nós mostramos que a mulher, mesmo sentando em uma cadeira de rodas, ela é sensual, ela tem relacionamentos. Nós apenas não andamos, mas sentimos como qualquer uma.

Mirella, Suzana e Ana Lucia: "A cadeira não limita, ela liberta quem não anda", diz a paratleta — Foto: Jaqueline Naujorks/G1MS
Mirella, Suzana e Ana Lucia: "A cadeira não limita, ela liberta quem não anda", diz a paratleta — Foto: Jaqueline Naujorks/G1MS

"A cadeira não nos limita. O que nos limita é um degrau"

Suzana conta que, nas apresentações, o grande problema do grupo ainda é a acessibilidade. Das vezes que apresentaram-se, poucas vezes foi em cima de um palco:

"Quase nunca conseguimos subir ao palco, eles não são adaptados. Na maioria das vezes nós temos que dançar embaixo, no chão. Quando os placos têm rampa, e podemos dançar lá em cima, nos sentimos como princesas."

Ana Lúcia declara que o que limita as dançarinas - e os deficientes físicos - não é a cadeira de rodas: "A cadeira não nos limita. O que nos limita é um degrau".

No ensaio, assim que começa a coreografia, a mudança na expressão das bailarinas é visível. Mesmo sem o grupo completo, em uma apresentação apenas para a equipe do G1, o sorriso das dançarinas é contagiante. Veja o vídeo:

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Cadeirantes que fazem dança do ventre ensaiam em casa e mostram a alegria de praticar

"Não é fácil você se expor"

As dançarinas não pagam nada pelas aulas, os ensaios acontecem toda quarta-feira na casa das alunas, cada semana em uma. Nesses encontros elas conversam, dividem seus desafios, fazem uma espécie de terapia de grupo. A professora, Lisa Lima, é voluntária. Ela é terapeuta ocupacional e monta as coreografias adaptando passos de acordo com as limitações de cada uma:

"Quando se fala em dança do ventre, as pessoas já pensam logo em quadril. Aqui, a cadeira delas é o quadril. A dança é um mosaico, tem braços, mãos, pescoço, expressão facial. É um desafio muito grande, porque a dança para elas envolve algo muito maior", declara a professora.

Mirella, que é presidente da Associação para Mulheres com Deficiência de Campo Grande, conta que a ideia do projeto é fazer apresentações em bairros, locais em que mulheres com deficiência possam estar, muitas vezes sem saber que têm a chance de praticar a dança.

"Não é fácil você se arrumar, se maquiar, e se expor, mostrando a dança como ela é para nós, mas queremos provar que é possível. Todas as mulheres têm a sua beleza, nosso papel é ressaltar que a mulher deficiente também tem a sua, e pode dançar, se quiser. Ela pode tudo", finaliza.

Fonte: g1.globo.com

Projeto 'Pernas Solidárias' em SC leva cadeirantes para corridas de rua - Veja o vídeo.

Com a ajuda de doações, as cadeiras de rodas foram substituídas por triciclos, que proporcionam melhor desempenho nas provas.

Por NSC TV

Acacio Mueller e Rafael participam do projeto e de corridas de rua — Foto: Reprodução/ NSC TV
Acacio Mueller e Rafael participam do projeto e de corridas de rua — Foto: Reprodução/ NSC TV

A sensação de liberdade foi resgatada por Eduardo Luiz Gonçalves, 37 anos, que tem atrofia muscular espinhal (AME) e desde os 15 anos não podia mais praticar atividade física como fazia na infância. Desde o ano passado, quando ele conheceu o projeto "Pernas Solidárias", que leva os cadeirantes e quem não pode praticar atividade para as corridas de rua, não parou de participar das provas e comemorar a emoção.

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"É um sentimento de liberdade, não vejo ninguém me empurrando, me vejo correndo com minhas próprias pernas", explica Gonçalves.

A proposta iniciou com o corredor Cleiton Luiz Tamazia, que em 2014 começou a correr na busca de qualidade de vida. "A partir dessas corridas eu comecei a conseguir alguns pódios, algumas conquistas e eu tinha um primo meu que ele ficava muito feliz em relação a isso. Foi de onde surgiu a ideia de fazer um convite a ele pra ele poder correr junto comigo", lembra.

Em 2015, ocorreu a primeira corrida acompanhado do primo Rodrigo, que ficou paraplégico depois de um acidente de moto. "Foi com uma cadeira de roda simples. Com 200 metros de prova, a rodinha da frente quebrou, mas isso não foi empecilho para que a gente não terminasse a prova e desse um saborzinho especial nesta conquista.Vi nele a emoção e a alegria que ele sentia, e senti no coração de passar isso para outras pessoas", disse.

Com a ajuda de doações, as cadeiras de rodas foram substituídas por triciclos, que proporcionam melhor desempenho nas provas.

A iniciativa chamou a atenção de outras pessoas, como ocorreu com a Lúcia Helena Soares, que é mãe do Matheus, de 17 anos, com paralisia cerebral, decidiu envolver o filho e começaram as corridas em 2 abril de 2017.

"Foi um momento muito especial, a gente viu o envolvimento dele, a energia dele. O desenvolvimento neuropsicomotor dele desenvolveu bastante. Então eu pensei vamos estar fazendo algo para envolver ele pra que isso melhore cada vez mais", disse.

A emoção também envolveu Acacio Mueller, que é pai do Rafael, de 5 anos, que tem artrogripose congênita, uma síndrome que causa a limitação dos movimentos das articulações.

"Eu vi a Lúcia correndo com o Matheus e achei linda aquela cena. Conversei com ela e três semanas depois estava correndo com meu filho", afirma Mueller.

Além de Joinville, começou a ser realizado em outras cidades do estado. Em Barra Velha, Fernanda Santos, que é mãe da Manuela, de 5 anos, com microcefalia e, levou o projeto para a cidade.

"É um sentimento tão bom, nos faz tão bem, que também quis proporcionar para outras mães", afirma.

Fonte: g1.globo.com

Casal pode se divorciar para ter condições de cuidar da saúde da filha

ELES AINDA SE AMAM, MAS ESSE CAMINHO PARECE SER O MELHOR PARA A FAMÍLIA. ENTENDA

Redação Pais&Filhos

(Foto: Divulgação WFAA)
casaldivorcio


Esses dois estão dispostos a fazer tudo o que for possível – e impossível – para que seus filhos estejam bem e tenham qualidade de vida. Esse casal do Texas está encarando problemas de saúde de sua filha e para passar por isso da melhor maneira possível, estão considerando se divorciar. Leia a história deles para entender o que está acontecendo.

Quando Maria e Jake Grey, um casal da cidade de Sanger, no Texas, fizeram seus votos de casamento nove anos atrás eles realmente disseram que apenas a morte iria separar eles. Mas seus problemas começaram quando sua filha de seis anos, Brighton, foi diagnosticada desde o nascimento com uma rara síndrome cromossômica, a Síndrome de Wolf-Hirschhorn. Apesar de terem plano de sáude, os Grey pagam em média 15 mil dólares por ano com os custos de saúde de sua filha – e é por isso que eles estão pensando em se divorciar.

Jake, um veterano do exército e pai de duas crianças, contou à afiliada de ABC News, a WFAA, que ele não pode mais gastar mais de 30% de seu salário de 40 mil dólares com as despesas médicas de sua filha. Por enquanto, o divórcio é a opção mais plausível para o casal.

“Nós lutamos e lutamos contra isso, e eu não sei, acho que agora chegamos em um ponto em que sentimos que essa é uma possibilidade real”, ele disse.

Por causa do diagnóstico de Brighton, ela provavelmente precisará de cuidados por tempo integral para o resto de sua vida. De acordo com a WFAA, ela tem “deficiência auditiva e visual, convulsões, problemas cardíacos e renais e mais coisas”. Por causa do salário de Jake, a família não pode se qualificar para participar do Medicaid, um programa de saúde social dos EUA para famílias e indivíduos de baixa renda, o que os deixa com poucas opções. Como uma mãe solteira, desempregada e com dois filhos, Maria seria capaz de dar à Brighton os cuidados para se qualificar para o Medicaid – embora Jake não se sinta bem com essa escolha.

“Eu sinto que isso é moralmente errado e acho também que é algo muito conflitante para mim, porque eu acho que o que está acontecendo com a gente é moralmente errado”, disse Jake.

Mas quando as necessidades aparecem, os Grey farão qualquer coisa para que sua filha tenha uma qualidade de vida decente. “Nós prometemos para nós mesmo e para ela que faríamos qualquer coisa para tornar a vida dela, pelo tempo que ela estiver conosco, a melhor possível”, Maria contou.

Os Grey não desejam para ninguém o que eles estão passando e ainda esperam por outra solução. “Ter que escolher entre seu casamento e sua filha é algo muito estranho de lidar” disse Jake, que ainda completou que não conseguiria imaginar passar por tudo isso com outra pessoa ao lado dele.


Brasileiros criam pulseira que ajuda pais deficientes auditivos a saber quando o filho está chorando

O PRODUTO FOI DESENVOLVIDO PELO INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA

Redação Pais&Filhos

(Foto: iStock)
A pulseira chama SILENCE (Foto: iStock)

Para muitos pais é normal ouvir o choro dos filhos e ver o que está acontecendo, como um reflexo natural. Porém, há pais com deficiência auditiva que não podem escutar os filhos para saber se algo está certo ou errado.

Pensando nisso, os alunos de Design do Instituto Mauá de Tecnologia desenvolveram uma pulseira batizada de SILENCE. Ela foi desenvolvida como objetivo ajudar pais com deficiência auditiva a perceber quando o filho está chorando.

São duas pulseiras, uma que fica com a criança e outra com os pais, conectadas via bluetooth. A pulseira do bebê possui um microfone que capta a frequência exata do choro e transmite para a pulseira dos pais. Este sinal é traduzido em ondas vibratórias, capazes de acorda-los caso estejam dormindo ou simplesmente avisa-los.

A pulseira ajuda os pais surdos a perceberem o choro do filho (Foto: Divulgação)
A pulseira ajuda os pais surdos a perceberem o choro do filho (Foto: Divulgação)

Além de alertar os pais do choro, há funções como GPS e sincronização de dados do bebê para os pediatras. Artur Guiguer, Luiz Henrique Ferreira e Mateus Camargo foram os alunos que produziram a pulseira que será apresentada no evento Eureka 2018.

Brasil disputa torneio de rúgbi em cadeira de rodas na Alemanha

Alexandre Urch/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

A Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas disputa a partir desta sexta-feira, 2, o Autumn Classification Tournament. A competição conta com a participação de três países: Alemanha, França e Brasil.

O formato do evento prevê disputas de todos contra todos, ida e volta, cada equipe se enfrenta duas vezes. A Seleção usará esse campeonato como preparação para o Parapan-Americano de Lima 2019, este por sua vez valerá vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

“A expectativa é de realizarmos um ótimo jogo na estreia. Realizamos um jogo-treino contra a Alemanha neste período de preparação e a equipe correspondeu positivamente. Estamos muito confiantes”, comentou o presidente da Associação Brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas (ABRC), Luiz Claudio Pereira.

A comissão técnica convocou dois novos atletas, Gabriel (Gladiadores/PR) e Tássio (BSB QUAD RUGBY) e os observará durante as disputas.

Em dezembro, a equipe brasileira realizará a última fase de treinamento da temporada, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Confira os atletas convocados para a competição:

Gilson Junior – 0.5
Julierme de Souza – 0.5
José Raul Guenther – 1.0
Guilherme Camargo – 1.5
Rafael Hoffmann – 2.0
José Higino – 2.0
Alexandre Taniguchi – 2.5
Alexandre Giuriato – 3.0
Gabriel Feitosa – 3.5
Tássio Araujo – 3.5

Fonte: cpb.org.br

Etapa Final da Copa Brasil Triathlon acontece neste sábado, 3, em Brasília

Marcelo Regua/MPIX/CPB
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Por CPB

Após a realização de oito etapas, os triatletas mais rápidos do país entram em ação neste sábado, 3, para disputa da Final da Copa Brasil Triathlon, em Brasília (DF). A competição será na distância sprint (750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida).

Além da definição dos campeões da temporada, os atletas somam pontos importantes no ranking nacional que irá classificar para a disputa da Grande Final do Campeonato Mundial em Lausanne, na Suíça, prevista para setembro de 2019.

Os principais atletas da Seleção Brasileira como Carlinhos Viana (PTS5), Jorge Fonseca (PTS4) e Fernando Aranha (PTWC), estão confirmados e competem em casa após bons resultados na Copa do Mundo de Triathlon Paralímpico em Saratosa (EUA).

Time São Paulo

O atleta Carlos Viana é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

*Com informações da Confederação Brasileira de Triatlo (CBTri)

Fonte: cpb.org.br

Abertura do Congresso Paradesportivo Internacional será nesta quinta-feira, 1º

Divulgação / CPB
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Por CPB

Começa nesta quinta-feira, dia 1º, a sexta edição do Congresso Paradesportivo Internacional, um dos maiores eventos sobre inovações científicas e tecnológicas no paradesporto, organizado pela Academia Paralímpica Brasileira (APB), braço educativo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O evento, realizado até o domingo, 4, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, conta com mais de 1.700 inscritos que terão acesso a 29 atrações até o dia 4 de novembro, divididos entre minicursos, mesas redondas, bate-papo com especialistas e conferências, além de 235 projetos científicos inscritos. A cerimônia de abertura será a partir das 19h no CT Paralímpico.

Desde o início desta semana, diversos acadêmicos participam de cursos sobre modalidades paralímpicas. Um dos mais concorridos é o parabadminton. A professora de Educação Física Aline Miranda Strapasson ministra as aulas nesta edição com uma turma de 139 alunos. “Na primeira parte do curso apresento dinâmicas, atividades de apresentação e questionamentos dos alunos. É muito legal o interesse deles em descobrir o badminton e suas motivações para oportunizar o ensinamento da modalidade. No congresso consigo ver o aumento de interesse pelo esporte paralímpico e a inclusão pelo esporte”, comenta Aline, em sua quinta participação no congresso, desde que iniciou-se no esporte adaptado, em 1997.

“O badminton me chamou mais a atenção pela facilidade em adaptação, tanto de estrutura quanto por tipo de deficiência. A didática do curso mostra a importância de se ter um objetivo pedagógico e executar as etapas antes de entrar para o jogo”, comenta o participante Maurício Gomes Cortes, 60 anos, aluno do curso de Educação Física, que veio da cidade de Campos dos Goytacazes, a 735km do CT Paralímpico, para aprender sobre as modalidades paralímpicas.

A programação do evento conta com renomados especialistas esportivos, doutores e professores do paradesporto nacional, como Dr. Edgar Morya, coordenador de pesquisas do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS) do Instituto Santos Dumont (ISD), referência em neuroreabilitação, neurociência, neuroengenharia, neurofisiologia, eletrofisiologia, controle motor, psicofísica e acoplamento sensório-motor, e participações internacionais como Dr. Rory A. Cooper (EUA), ex-atleta paralímpico, medalha de bronze no revezamento 4x400m nos Jogos de Seul e fundador do laboratório de pesquisa em engenharia humana na Universidade de Pittsburgh, e o Prof. Hadi Rezaei, ex-atleta e atual técnico de vôlei sentado da seleção do Irã com seis ouros em Jogos Paralímpicos.

“Proporcionamos a capacitação em frequência regular a profissionais de Educação Física e demais disciplinas, pelo intermédio do bem-sucedido trabalho desenvolvido pela Academia Paralímpica Brasileira. Este departamento do Comitê Paralímpico Brasileiro foi o responsável pela realização dos cinco Congressos Paradesportivos Internacionais anteriormente realizados – sempre com notável êxito. Desta feita, não será diferente”, comenta Mizael Conrado, presidente do CPB.

Para conferir a programação completa, acesse o site oficial do Congresso: http://www.cpb.org.br/congressoparadesportivo/

Fonte: cpb.org.br