sábado, 10 de novembro de 2018

Comissão aprova projeto de Eduardo Barbosa que propõe parâmetros adicionais para concessão do BPC


A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (31) o Projeto de Lei 9236/2017, do deputado federal Eduardo Barbosa, que propõe parâmetros adicionais para caracterização da situação de vulnerabilidade social, para fins de elegibilidade ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) pela pessoa idosa ou com deficiência.

O projeto modifica a Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS sugerindo que, para a concessão do BPC, o critério de aferição da renda mensal per capita familiar poderá ser ampliado para até ½ (meio) salário mínimo, na forma de escalas graduais, definidas em regulamento, de acordo com os seguintes fatores, combinados entre si ou isoladamente: o grau dos impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo; o nível de perda de autonomia do idoso ou da pessoa com deficiência consistente na dependência de terceiros para o desempenho de atividades básicas da vida diária (ABVD); o chamado gasto catastrófico, decorrente do sério comprometimento do orçamento do núcleo familiar com gastos com tratamentos médicos, fraldas, alimentos especiais e medicamentos; e as circunstâncias pessoais e ambientas e os fatores socioeconômicos e familiares que podem agravar as barreiras e os impedimentos à plena participação social do candidato ao benefício.

Critério de renda familiar

De acordo com Eduardo Barbosa, hoje o critério de renda familiar per capita para concessão do BPC é inferior a ¼ do salário mínimo, e o Supremo Tribunal Federal (STF) já apreciou recursos onde reconhece que esse critério está defasado. Também existe um número expressivo de ações civis públicas, muitas ajuizadas pelo Ministério Público Federal, no sentido de que o INSS, responsável pela avaliação da condição de miserabilidade e concessão do BPC, adote outros critérios na concessão da prestação financeira em questão.

“Com esse projeto esperamos acabar com a injusta situação que se instalou no país, em que somente aqueles com acesso a serviços de defesa perante o aparato jurisdicional tenham seus direitos reconhecidos, enquanto aqueles que, igualmente em condições de miserabilidade por diversos fatores socioeconômicos, por não possuírem esse acesso, permanecem em estado de total vulnerabilidade”, explicou o deputado.

O projeto ainda estabelece que o valor do BPC ou da aposentadoria de até um salário mínimo já concedido a idoso ou pessoa com deficiência do candidato ao benefício não será computado no cálculo da renda mensal bruta familiar. O projeto ainda irá tramitar nas Comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania, sendo conclusivo nas Comissões.

Eduardo Barbosa quer cadeira de roda motorizada com adaptação de condução para acompanhante


O deputado federal Eduardo Barbosa apresentou essa semana a Indicação nº 5622/2018 sugerindo ao Ministério da Saúde que incorpore a cadeira de rodas motorizada com adaptação de condução para acompanhante na tabela de órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, as pessoas com deficiência que não são capazes de conduzirem a cadeira de roda motorizada por si própria não têm direito a recebê-la. Mas, de acordo com o deputado Eduardo Barbosa, grande parte dos cuidadores são igualmente incapacitados a conduzir a cadeira manual, em razão das consequências do processo de envelhecimento.

“Diversos estudos publicados mostram que cuidadores de familiares com deficiência, em geral, não são jovens. Existe uma pesquisa que mostra que 81,9% dos cuidadores são mulheres com idade média de 50 anos. Alguns, porém, ultrapassam 70 anos. Por isso é importante que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC) no SUS promova a incorporação de cadeiras motorizadas com adaptação de condução para o acompanhante. Com isso, o cuidador terá controle absoluto da cadeira, com o mínimo de esforço e o máximo de segurança", explicou Eduardo Barbosa.

Indicação é uma proposição em que o Deputado sugere a outro Poder (Executivo ou Judiciário) a adoção de alguma providência (artigo 113 do Regimento Interno). Esse instrumento regimental difere do projeto de lei porque só pode propor a adoção de um procedimento. A indicação poderá sugerir, ainda, que outro Poder encaminhe à Câmara um projeto de lei sobre matéria de sua iniciativa exclusiva, ou seja, sobre assunto que só pode ser regulamentado se a iniciativa for daquele Poder.

Aprovado projeto de Eduardo Barbosa que reduz idade para a pessoa com deficiência ser considerada idosa


A Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) aprovou nesta quarta-feira (7) o Projeto de Lei 1118/11 apresentado pelo deputado federal Eduardo Barbosa que propõe a redução da idade para que a pessoa com deficiência venha a ser considerada idosa. O PL altera o Estatuto do Idoso.

O projeto do deputado Eduardo Barbosa estabelecia a idade igual ou superior a 45 anos para que a pessoa com deficiência fosse considerada idosa. A relatora da proposta na CSSF, deputada Carmen Zanotto, sugeriu alteração no texto para aumentar a idade para 50 anos.

Segundo o deputado, apesar dos avanços, a expectativa de vida das pessoas com deficiência não é idêntica à média daquelas sem deficiência. “Embora seja incontroverso que o envelhecimento não afete as pessoas da mesma forma, no caso das pessoas com deficiência, o processo acomete-as mais precocemente, seja por razões genéticas, por sobrecarga dos sistemas corporais, bem como pelas adversidades ambientais e sociais que enfrentam durante toda a sua vida, pois, via de regra, vivem em ambientes não inclusivos”, explicou.

Para Eduardo Barbosa, a alteração se fundamenta na necessidade iminente do Estado brasileiro garantir-lhes, na velhice, o acesso pleno aos direitos sociais básicos e uma qualidade de vida digna, em igualdade de condições com os demais cidadãos”, defendeu.

O deputado acredita que as políticas públicas, como são hoje, não conseguem suprir as necessidades e especificidades dessa população. “Tivemos avanços importantes na legislação, que hoje traz para nós um respaldo de vanguarda como em poucos países do mundo, em relação a esse segmento. No entanto, sabemos que políticas públicas são realizadas primeiro com vontade política e, segundo, com orçamento real”, afirmou.

O projeto ainda será analisado nas Comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, sendo conclusivo nas Comissões.

Seminário debate a revisão da Política Nacional de Educação Especial


A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, em conjunto com a Comissão de Educação, realizou nessa quarta-feira (7) o Seminário “Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva”. O encontro buscou avaliar a conveniência de revisar a referida Política e aprofundar as discussões sobre a minuta da nova Política Nacional, que está sob Consulta Pública com vistas à coleta de contribuições e sugestões do público em geral relativas à proposta de atualização da Política.

A minuta da proposta da Política Nacional de Educação Especial estará disponível, na íntegra, no Portal do Ministério da Educação (http://pnee.mec.gov.br/) até o dia 21 de novembro de 2018, para que sejam apresentadas sugestões.

Durante o evento, o secretário de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, Júlio Freitas, apresentou a proposta e destacou a necessidade da atualização da política, que data de 2008. “Precisamos abrir a discussão, ouvir a sociedade, o público da Educação Especial e todos que possam contribuir de forma qualitativa para a construção deste documento”, afirmou o secretário da Secadi, que também pediu maior atenção à formação dos professores. “Somente 5,4% dos professores que atuam na educação básica têm formação para Educação Especial. É um alerta que precisa ser feito se queremos inclusão de verdade. Não podemos tratar somente do acesso, mas buscar a qualidade da aprendizagem desse público”, afirmou.

O deputado federal Eduardo Barbosa, coautor do requerimento que propôs o debate, afirmou que o Seminário é um marco. “Precisamos, a partir desse Seminário, superar a disputa de poder na Educação Especial e na Educação Inclusiva. Todos nós estamos no mesmo barco, somos pessoas que têm histórias de vida, contribuições, acúmulos de conhecimento, experiência e sensibilidade. Somos pessoas do bem”, afirmou o deputado. Ele lembrou que são 35 anos de militância na área. Caminhando para o sétimo mandato parlamentar, o deputado diz ter orgulho da própria história e representatividade. “Sou de uma época em que não se tinha escolha em que tipo de escola estudar e os avanços não caíram do céu. E se hoje o Brasil tem uma legislação de ponta, foi por causa dessa militância”, ressaltou.

Participaram do Seminário integrantes do Conselho Nacional dos Secretários de educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), sistemas de ensino, além de especialistas, entidades da sociedade civil e técnicos do Ministério da Educação (MEC).

Convidados

A professora da UFRJ, Rosita Edler de Carvalho, fez uma contextualização histórica das políticas de educação especial já existentes no país e propôs que a cada 10 anos a política seja revista e atualizada. Já a pesquisadora e professora da Universidade Católica de Brasília, Erenice Soares de Carvalho, afirmou que a Consulta Pública é um indutor de participação coletiva. “Formulamos um documento indutor para que todos possam participar. Pela primeira vez a formulação de uma política de educação especial se realiza com o escrutínio da sociedade”, afirmou Erenice, que foi uma das consultoras que colaborou na elaboração do texto da minuta da nova política.

Miguel Chacon, professor do Departamento de Educação Especial da Unesp/Marília, afirmou que dois pontos primordiais que precisam ser atualizados na política: incluir as pessoas com altas habilidades e superdotação e priorizar as famílias das pessoas com deficiência. “Não são feitos trabalhos com as famílias. As escolas que têm que chamar a família para sua responsabilidade”, afirmou.

O Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Antonio Muniz da Silva, disse que o Conselho vai analisar o novo texto e fez um apelo ao MEC para que aguarde um posicionamento formal do Conade. Ele lamentou que o tempo da consulta pública seja tão curto.

Tanto o Presidente da Federação Nacional das Apaes, José Turozi, quanto o representante do Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das Pessoas com Deficiência (CRPD), Moises Bauer, defenderam a atualização da Política Nacional de Educação Especial.

Patrícia Neves Raposo, da Secadi, afirmou que a proposta foi construída a partir de muitas demandas, ouvindo as pessoas que constituem esse público em um movimento de avanço à legislação vigente. “A nossa perspectiva é avançar na inclusão que defenda a equidade da educação ao longo de toda a vida. Por isso precisamos agregar as contribuições da sociedade e de especialistas para que os estudantes tenham de fato sucesso na trajetória escolar”, explicou.

Em contraponto à revisão da política, a Procuradora do Ministério Público Federal, Eugenia Augusta Gonzaga, questionou do porque de haver financiamento para escolas especiais e não haver financiamento para as escolas comuns se prepararem para receber esses alunos especiais.

Lenir Santos, Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down e Conselheira do Conselho Nacional de Saúde, defende a escola inclusiva, pois acredita que a escola regular tem a obrigação de atender o aluno com deficiência. “Se a política não deu certo, temos que ver se o problema é a execução. Não defendemos a escola especial”, afirmou. Já a representante do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Ensino e Diferença da Unicamp, Meire Cavalcante, afirmou que o Laboratório foi impedido de participar do processo de elaboração da política. De acordo com a palestrante, tal impedimento se deu tão somente pelo fato do Laboratório não ter sido convidado para compor o grupo da Secadi.

A Conselheira do Conselho Nacional de Educação, Sueli Castro Menezes, informou que o Conselho Nacional de Educação fará uma audiência pública em conjunto com a Secadi para rever as novas diretrizes de acordo a politica que vai ser trabalhada após a Consulta Pública.

Consulta

A Consulta Pública para ouvir a população sobre a Política Nacional de Educação Especial fica aberta até o dia 21 de novembro e qualquer cidadão brasileiro pode participar, opinando sobre o documento e apresentando sugestões. Pessoas com deficiência visual podem ter acesso ao texto com o apoio dos aplicativos de leitura. Para as pessoas surdas, o documento foi todo traduzido na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Entre as novidades da proposta de atualização está a contemplação de forma mais objetiva os transtornos do espectro autista e a deficiência intelectual, as altas habilidades/superdotação, garantia da Educação Bilíngue, que adota a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua e a língua majoritária (Língua Portuguesa) na modalidade escrita, como segunda língua, entre outros. O aprendizado ao longo da vida (Lei nº 13.632, de 6 de março de 2018, que garante o direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida; o Projeto de Lei 5374/2016, de autoria do deputado federal Eduardo Barbosa, deu origem à lei sancionada) também aparece como princípio norteador da nova Política.

As contribuições ao texto deverão ser enviadas e fundamentadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico, disponibilizado do site do MEC:

Clique para ver a integra do documento: http://pnee.mec.gov.br/integra

Clique para participar da Consulta: http://pnee.mec.gov.br/orientacoes

Asces-Unita tem núcleo para inclusão social

Conheça mais sobre o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão Social

Asces-Unita tem núcleo para inclusão social

Por ASCES UNITA

O Núcleo de Acessibilidade e Inclusão – NACI – visa inserir na realidade acadêmica a pessoa com deficiência no que diz respeito a participação do indivíduo em quaisquer atividades promovidas tanto pelo curso quanto pela instituição, de forma a permitir a acessibilidade dentro das dependências da Asces-Unita.

A política de acessibilidade e inclusão para as pessoas com deficiência do Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita) é baseada nas orientações legais previstas de ordem federal e auxilia na redução de barreiras estruturais, atitudinais, programáticas, pedagógicas e de comunicações.

Assim, o NACI tem buscado promover ações para garantia do acesso pleno a pessoa com deficiência motora, visual, auditiva, intelectual e de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no convívio acadêmico/institucional.

Fonte: g1.globo.com

Curso de capacitação profissional para pessoas com deficiência abre inscrições em Campinas

O CIAPD oferece 11 modalidades de oficinas gratuitas voltadas à preparação para o mercado de trabalho. Interessados devem agendar uma visita ao centro.

Imagem: puc-campinas.edu.br
Resultado de imagem para Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD)

Por G1 Campinas e Região

O Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD), órgão vinculado à PUC - Campinas (SP), está com inscrições abertas para as onze modalidades de oficinas voltadas para preparar pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. 

Os cursos exploram as habilidades e competências dos alunos para disputar vagas mais complexas no mercado de trabalho.

Para participar, é necessário agendar uma visita ao centro, pelo telefone (19) 3343-7116. No encontro, os interessados serão apresentados ao processo e , participarão de uma triagem para o encaminhamento das atividades.

Confira todas as modalidades oferecidas

  • Empregabilidade
  • Empreendedorismo
  • Jogos e Modalidades Esportivas
  • Treinamento de Habilidades Profissionais
  • Acompanhamento e Orientação de Carreira
  • Projeto de Vida;
  • Orientação de Pais e/ou Responsáveis
  • Geração de Renda
  • Acessibilidade Cultural e Qualidade de Vida
  • Uso de Tecnologias
  • Busca de Oportunidade.

Fonte: g1.globo.com

Pesquisadores transplantam células-tronco para cérebro para tratar Parkinson

Um paciente homem com cerca de 50 anos será monitorado nos próximos dois anos no Japão.

Por France Presse

Cientistas do Japão estudam tratamento contra o Parkinson com a ajuda de células-tronco — Foto: Sabine van Erp/Pixabay
Cientistas do Japão estudam tratamento contra o Parkinson com a ajuda de células-tronco — Foto: Sabine van Erp/Pixabay

Pesquisadores japoneses disseram nesta sexta-feira (9) que transplantaram células-tronco para o cérebro de um paciente, em um ensaio inovador que busca curar o mal de Parkinson.

A equipe de pesquisadores da Universidade de Kyoto injetou células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) – que têm o potencial de se desenvolver em qualquer célula do corpo – no cérebro de um paciente homem de cerca de 50 anos, informou a universidade em um comunicado à imprensa.

O homem ficou estável depois da operação, que foi realizada no mês passado, e agora será monitorado por dois anos, acrescentou a universidade.

Os pesquisadores injetaram 2,4 milhões de células iPS no lado esquerdo do cérebro do paciente, em uma operação que durou cerca de três horas.

Se nenhum problema for observado nos próximos seis meses, eles irão implantar mais 2,4 milhões de células no lado direito.

As células iPS de doadores saudáveis foram desenvolvidas em precursores de células cerebrais produtoras de dopamina, que não estão mais presentes em pessoas com mal de Parkinson.

A operação aconteceu depois que a universidade anunciou em julho que realizaria o estudo com sete participantes de entre 50 e 69 anos.

Este é o primeiro estudo envolvendo o implante de células-tronco no cérebro para curar o mal de Parkinson.

Agradeço aos pacientes por participarem do teste com coragem e determinação
— Jun Takahashi, professor da Universidade de Kyoto

O mal de Parkinson é um distúrbio neurológico crônico degenerativo que afeta o sistema motor do corpo, muitas vezes causando tremores e outras dificuldades no movimento.

Em todo o mundo, cerca de 10 milhões de pessoas são afetadas pela doença, de acordo com a Fundação da Doença de Parkinson.

As terapias atualmente disponíveis "melhoram os sintomas sem retardar ou interromper a progressão da doença", diz a fundação.

O ensaio com humanos chega após um teste anterior envolvendo macacos.

Pesquisadores anunciaram no ano passado que primatas com sintomas de Parkinson recuperaram uma mobilidade significativa depois que células iPS foram inseridas em seus cérebros.

Eles também confirmaram que as células iPS não se transformaram em tumores durante os dois anos após o implante.

As células iPS são criadas estimulando células maduras e já especializadas, para que voltem ao estado juvenil – basicamente clonagem sem a necessidade de um embrião.

As células podem ser transformadas em uma variedade de tipos de células, e seu uso é um setor-chave da pesquisa médica.

Fonte: g1.globo.com

Neglicenciado, vírus 'primo' do HIV pode causar leucemia e paralisia COMENTE

Reprodução/Twitter
A gravidade das doenças que o HTLV pode causar é inversamente proporcional ao investimento em pesquisas sobre o vírus, que até agora não tem cura, nem tratamento
A gravidade das doenças que o HTLV pode causar é inversamente proporcional ao investimento em pesquisas sobre o vírus, que até agora não tem cura, nem tratamento

Alex Tajra Do UOL, em São Paulo

Vírus linfotrópico da célula T humana. O nome complexo é simplificado com uma sigla: HTLV, um vírus da família do HIV que pode desencadear paralisia nas pernas e leucemia em até 5% dos pacientes infectados.

A gravidade das doenças que pode causar, porém, é inversamente proporcional ao investimento em pesquisas para o tratamento do vírus. Descoberto em 1980, ainda pouco se sabe sobre ele. Tampouco há cura.

Diante da falta de perspectiva dos pacientes, pesquisadores e estudiosos do vírus tentam chamar a atenção para o problema criando o Dia Mundial do HTLV, celebrado pela primeira vez neste sábado (10).

"Mesmo tendo sido descoberto antes do HIV, as pesquisas [para o HTLV] avançaram pouco nesses quase quarenta anos. Conseguimos progredir no controle do HIV, mas a pesquisa em relação ao HTLV ficou estagnada,e nenhum país conseguiu desenvolver um antirretroviral para combatê-lo", diz a infectologista Júlia Fonseca de Morais, que coordena um projeta de extensão em HTLV na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

O HTLV é da família dos retrovírus, o que significa que ele estabelece um vínculo com nossas células. Em outras palavras: além de se hospedar no nosso organismo, ele se acopla às fitas do nosso DNA, dificultando o combate. O vírus tem duas versões, o HTLV I e o HTLV II, sendo o primeiro o responsável pelas doenças.

A transmissão se dá pelas mesmas vias do vírus da Aids, sendo a principal delas a relação sexual desprotegida. O HTLV também pode ser difundido pelo compartilhamento de seringas e pela transmissão vertical, quando a mãe passa o vírus para o filho durante a gestação. Os riscos de contágio aumentam com o aleitamento materno.

"A diferença genética é pequena, mas há uma grande diferença clínica entre os dois tipos de vírus. Até hoje não foi comprovado que o tipo II do HTLV tenha qualquer doença associada", explica Morais. "Em relação à transmissão,quando identificamos uma gestante com o vírus, indicamos que ela não amamente o recém-nascido por conta da alta probabilidade de contaminação".

'Primo' do HIV e baixo risco

A história do vírus tem paralelos com a descoberta da Aids pelos cientistas na década de 1980. O HTLV, no entanto, foi revelado um pouco antes do seu 'primo', o HIV. Observou-se pela primeira vez no Japão em 1977 e, três anos depois, havia sido isolado pelos estudiosos. O vírus da Aids até foi chamado de HTLV III antes de ser pesquisado a fundo.

Mas os medicamentos utilizados no tratamento contra o HIV não fazem efeito contra o HTLV. Em suma, não há cura, e todos os tratamentos utilizados nos pacientes são paliativos. Os riscos para quem porta o vírus, no entanto, são baixos, já que 95% dos portadores não têm sintomas ou doenças associadas.

"A maioria das pessoas que tem o vírus nasce e morre sem saber que tem. Os que sabem descobrem quando vão doar sangue ou doar órgãos, mas quem não faz isso acaba não tendo conhecimento", explica a infectologista.

E por quê poucos pacientes desenvolvem? Morais é enfática: "Não sabemos, por isso precisamos de mais pesquisas e mais financiamento para entender melhor como o vírus funciona. Não só em relação ao porquê dessa porcentagem baixa, mas também para desenvolver remédios para combater o vírus".

"O vírus mais cancerogênico"

O HTLV está associado a várias doenças, desde as degenerativas até as hematológicas (aquelas relacionadas ao sistema hematopoético, tecidos e órgãos responsáveis pela proliferação, maturação e destruição das células do sangue).As mais graves são a leucemia e a mielopatia associada ao HTLV – doença neurodegenerativa que pode paralisar progressivamente o movimento das pernas.

No caso da leucemia, ou câncer no sangue, o desencadeamento está atrelado a uma característica específica do vírus. "O HTLV é o vírus mais cancerogênico que existe. Ele possui genes que fragilizam o controle que as células exercem sobre a nossa genética. Dessa forma, a célula fica mais propensa a se transformar em cancerígena e se replicar sem qualquer regulamentação", explica a infectologista Júlia Fonseca de Morais.

Já me relação à mielopatia, a questão é mais complexa e ainda pouco decifrada pelos pesquisadores. Os movimentos do nosso corpo acontecem por conta de uma ligação do nosso cérebro com a medula espinhal, que serve como 'canal' para comandar o corpo. Os médicos acreditam que o HTLV pode criar uma infecção na medula, e que a reação do nosso organismo pode ser a responsável pela paralisação das pernas.

"Sabemos, hoje, que essa infecção é combatida de forma violenta pelo sistema imunológico, mas não exatamente o porquê esse combate pode gerar mielopatia. A principal hipótese é que esse combate é tão forte que acaba destruindo os tecidos da medula, e isso acaba gerando a paralisia nas pernas. Mas são só hipóteses, por conta da ausência dessas informações que não conseguimos realizar um tratamento eficiente", argumenta Morais.

Atualmente, apenas alguns estados mantêm pesquisas recorrentes em relação ao vírus HTLV, a maioria financiados ou com parcerias com a iniciativa privada. A questão é que houve um aumento significativo das doenças sexualmente transmissíveis, e o HTLV segue essa linha. Por isso a importância de investimento maciço nas pesquisas em relação ao vírus, antes que o problema deságue na saúde pública e, consequentemente, no SUS (Sistema Único de Saúde).

Infecção em usuários de lente de contato pode causar cegueira e até perda do globo ocular

Kaell Braga é um dos brasileiros afetados pela ceratite por Acanthamoeba; ele lutou dois anos contra a doença e chegou a fazer transplante de córnea

SAÚDE por BBC NEWS BRASIL

Getty Images / BBC NEWS BRASIL
Ceratite por Acanthamoeba é causada por protozoário encontrado na água
Ceratite por Acanthamoeba é causada por protozoário encontrado na água

Em 2016, em um dia de jogo do seu time do coração, o Atlético Mineiro, pela Copa Libertadores da América, o engenheiro Kaell Braga, de 37 anos, repetiu uma ação muito comum no seu dia a dia: colocar as lentes de contato.

Só que daquela vez ele não teve o cuidado adequado - em vez de usar os produtos certos para desinfecção, optou pela água da torneira.

A partir daí, foram mais de dois anos de luta contra uma doença rara e gravíssima, a ceratite por Acanthamoeba, infecção crônica da córnea causada pelo protozoário parasita Acanthamoeba spp.

"Antes disto acontecer, eu estava sentindo um desconforto no olho esquerdo. Fui ao hospital e a oftalmologista que me atendeu disse que se tratava de um defeito epitelial na camada mais externa do tecido corneano, que eu acredito ter sido causado em uma brincadeira com a minha filha", relembra.

A médica o orientou, então, a usar uma pomada durante cinco dias e ficar sem a lente neste período. Porém, apenas três dias depois, na data da partida do seu clube, ele, com os ingressos já comprados, decidiu não seguir uma parte das recomendações, e trocou os óculos de grau pela lente de contato.

"O desconforto que eu sentia antes piorou, e meu olho também começou a lacrimejar. Voltei a passar a pomada porque achei que era o mesmo problema, mas dessa vez o tratamento não surtiu efeito. Retornei ao hospital e, depois de duas consultas, me encaminharam para um especialista em córnea", recorda.

Getty Images/ BBC NEWS BRASIL
Infecção crônica da córnea é causada pelo protozoário parasita Acanthamoeba
Infecção crônica da córnea é causada pelo protozoário parasita Acanthamoeba

Em junho de 2016, ele recebeu o difícil diagnóstico, resultado justamente daquela - aparentemente inofensiva - lavagem da lente. O que acontece é que a Acanthamoeba spp. está disseminada no ambiente, especialmente na água, seja ela doce ou salgada e, não se sabe ainda o porquê, "gosta" de lentes de contato.

O tratamento de Braga foi feito, inicialmente, com o uso de cinco colírios diferentes, que deviam ser pingados quase de hora em hora, inclusive de madrugada.

"Minha visão foi totalmente afetada, eu não enxergava nada e também sentia uma dor absurda no olho. Tive de me afastar do trabalho por um tempo."

Após alguns meses, ele até conseguiu se curar da ceratite, porém, o uso prolongado de medicamentos tão potentes acabou prejudicando seriamente sua córnea. Foram inúmeras as tentativas para recuperá-la, como o uso de soro autólogo, feito a partir do seu próprio sangue, e implante de membrana amniótica.

Nada disso resolveu, e a solução final foi o transplante de córnea. A cirurgia ocorreu em março deste ano e, com ela, por ora, ele conseguiu recuperar um pouco da visão - sua acuidade visual atual é, na terminologia médica, de 20/50 - parcial -, o que já é um bom índice para o seu caso.

O engenheiro ainda teve de fazer uma operação para tratar a catarata, mais uma decorrência da Acanthamoeba spp. Por conta destes dois procedimentos, ele ficou sete meses de licença.

"Agora já consigo fazer atividades básicas e até dirigir. Também voltei ao trabalho. Minha vida, finalmente, começa a voltar ao normal", comemora.

Kaell Braga/Arquivo Pessoal / BBC NEWS BRASIL
Imagem de paciente que teve os dois olhos acometidos por doença e ficou completamente cego Causas e números
Imagem de paciente que teve os dois olhos acometidos por doença e ficou completamente cego Causas e números

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da ceratite por Acanthamoeba são se expor à água, seja de chuveiro, mar, banheira, jacuzzi e piscina, usando lente de contato, em especial a do tipo gelatinosa. Vale enfatizar que, como o parasita gosta de viver neste ambiente, qualquer pingo pode representar uma ameaça. O descuido com a higiene das mãos no manejo das lentes também ajuda na sua propensão.

Apesar de rara, a doença tem preocupado cada vez mais os especialistas, e isso no mundo todo. O último alarme foi relatado recentemente no British Journal Ophthalmology, publicação científica inglesa. Analisando dados no intervalo de 1984 a 2017, os pesquisadores descobriram um surto no país entre 2011 e 2017.

A literatura médica indica que os casos foram mais frequentes na década de 1980 nos Estados Unidos e na Inglaterra. No Brasil, os primeiros apareceram há cerca de 30 anos.

"Hoje, atendemos de dois a três pacientes por semana, o que é um número muito alto", afirma Denise de Freitas, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e professora do Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

BBC
'Minha vida, finalmente, começa a voltar ao normal', comemora Kaell, que pouco a pouco recupera sua visão
'Minha vida, finalmente, começa a voltar ao normal', comemora Kaell, que pouco a pouco recupera sua visão

De acordo com a especialista, a infecção por Acanthamoeba spp. tem um potencial devastador, e é a pior que a pessoa pode pegar nos olhos. "Ela é tão violenta que pode levar à perda do globo ocular", afirma.

Além de ter os piores prognósticos, os pacientes mais gravemente afetados (cerca de um quarto do total) acabam com menos de 25% de visão ou ficam cegos após um tratamento prolongado - pode durar até 10 meses. No geral, 25% dos casos requerem transplantes de córnea. Há ainda situações em que se faz necessário retirar o globo ocular e substituí-lo por prótese de acrílico e olho de vidro.

Os Estados Unidos e a Inglaterra preconizam que há mais chances de sucesso quando a infecção começa a ser tratada nas primeiras duas semanas.

"O problema é que no Brasil as pessoas procuram os médicos depois de dois meses, então o início do uso de medicamentos é tardio", diz Denise.

Sintomas e prevenção

Os sintomas da ceratite por Acanthamoeba, que, normalmente, afeta a população jovem e economicamente ativa, são traiçoeiros, começando com desconforto, ardência, coceira, fotofobia e lacrimejamento em apenas um ou nos dois olhos, o que faz com que seja facilmente confundida com outras doenças oculares.

"Só que aos poucos a situação vai piorando e, uma vez instalada a infecção, causa dor intensa. Com isso, o indivíduo não consegue comer, dormir, trabalhar... é um sofrimento imenso", destaca a professora da EPM/Unifesp.

Keila Monteiro de Carvalho, professora titular de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas (FMC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), comenta que o diagnóstico é difícil e os tratamentos disponíveis são longos e não totalmente eficazes - ele é feito com o uso de colírios, e alguns não existem no Brasil, tendo de ser importados da Europa ou dos Estados Unidos, e antibióticos.

"O tratamento leva meses e há possibilidade de recidiva. Infelizmente, o transplante de córnea continua sendo a última solução em caso de infecção grave. Espera-se que a conclusão recente do genoma da Acanthamoeba spp. agilize a identificação de novos alvos farmacológicos (locais na estrutura do agente infeccioso em que os medidamentos podem atuar)."

É importante salientar que esse tipo de infecção ainda pode trazer outras consequências, como glaucoma, catarata, inflamação da esclera e da retina, queda da pálpebra e cegueira. A depressão é mais uma decorrência comum.

Para evitar a ceratite por Acanthamoeba, o mais importante é não se expor à água quando estiver com lente de contato e ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora da colocação.

Keila recomenda ainda descartar a solução de desinfecção de lentes usada diariamente, limpá-las com solução nova todos os dias, trocar os estojos a cada três meses e substituir as lentes nos períodos determinados pelo fabricante.

"Sem dúvida, a visita frequente ao oftalmologista também é fundamental", finaliza.

SporTV transmitirá a final da Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 no domingo, 11

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Por CPB

A final da Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 - Série A terá transmissão ao vivo pelo SporTV 2. O canal exibirá a decisão do principal evento nacional da temporada no domingo, 11, a partir das 11h. O duelo que consagrará o campeão brasileiro da modalidade acontecerá na Arena Multiuso do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A transmissão faz parte das iniciativas do Selo Brasil Paralímpico - parceria institucional entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e o Grupo Globo.

Esta será a segunda vez que o duelo decisivo do campeonato passará no canal a cabo. No ano passado, a Associação Gaúcha de Futsal para Cegos, Agafuc, de Canoas, no Rio Grande do Sul sagrou-se campeã nacional ao vencer o Cedemac-MA por 2 a 0, em partida disputada em no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras, em Salvador (BA). O principal jogador da Agafuc é Ricardinho, tricampeão paralímpico pela Seleção (Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016) e considerado o melhor jogador do mundo em 2006 e em 2014.

A competição é recheada de estrelas do esporte. O baiano Jefinho é outro atleta que já foi considerado o melhor do mundo (2010) e que estará em quadra, representando o Instituto de Cegos da Bahia (ICB-BA). A base da Seleção nacional toda atua no país. A equipe conquistou o pentacampeonato mundial em junho, em Madri, na Espanha. Além deles, atletas de Espanha, Turquia, Paraguai, Argentina, Chile e Colômbia têm representantes na Copa Loterias Caixa.

A tabela completa e os detalhes da competição podem ser acompanhados no site da Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Visuais: http://cbdv.org.br/evento/copa-loterias-caixa-de-futebol-de-5-serie-1

A cobertura será mais uma iniciativa que decorre da criação do Selo Brasil Paralímpico - parceria firmada entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e o Grupo Globo que, entre outras ações, prevê a transmissão de eventos paralímpicos. O primeiro evento transmitido foi a decisão da Copa Loterias Caixa do ano passado, entre AGAFUC-RS e CEDEMAC-MA. Ainda neste ano, mais duas transmissões estão previstas. No dia 12 de dezembro, os destaques do ano serão homenageados no Prêmio Paralímpicos 2018. Já no dia 14, a final do Campeonato Brasileiro de Vôlei Sentado encerrará o calendário nacional do esporte paralímpico nesta temporada.

Serviço
Final da Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 – Série A 2018
Data: 11 de novembro
Horário: 11h
Local: Centro de Treinamento Paralímpico - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5 – São Paulo (SP)

Entrada Franca

Fonte:cpb.org.br

Paralimpíadas Escolares 2018 contarão com participação de 110 voluntários

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Por CPB

A 12ª edição das Paralimpíadas Escolares contará com a participação de 110 voluntários na força de trabalho. O evento acontecerá de 20 a 23 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Um desses voluntários é a paulista Lina de Souza, 50 anos, amputada de membros inferior e superior esquerdo. Ela já participou como voluntária dos Jogos Universitários, em maio, também no CT Paralímpico.

“O trabalho voluntário me faz bem, me faz crescer e aprender com os jovens. Amo o que faço, sou feliz por saber que alguém sorriu com um gesto meu”, disse Lina, que é atleta da natação.

Lina sofreu um acidente de trem aos 17 anos e, dez anos depois, conheceu o paradesporto, que a ajudou a superar o trauma das amputações. Ela já praticou remo, atletismo, vela, surf, golfe, além da natação.

As Paralimpíadas Escolares são organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) através da equipe de Coordenação do Desporto Escolar. Ao todo, mais de 400 inscrições foram registradas para voluntariado. Os critérios para escolha foram a disponibilidade para participar de todos as atividades do evento, ter idade igual ou maior a 20 anos, e preferencialmente por pessoas da área da saúde.

Os voluntários selecionados terão direito a hospedagem, traslado para o local de competição (CT Paralímpico), a alimentação e a duas camisas do evento.

Mais de 1.200 alunos estão inscritos, de 24 Estados e do Distrito Federal. Serão ofertadas 11 modalidades neste ano: atletismo, bocha, basquete em cadeira de rodas (formato 3x3), futebol de 5 (para cegos), futebol de 7 (para paralisados cerebrais), goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.

Fonte: cpb.org.br

CPB abre votação para 'Atleta da Galera' do Prêmio Paralímpicos, nesta sexta-feira, 9

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Por CPB

A pouco mais de um mês para o Prêmio Paralímpicos 2018, a mais importante premiação do Movimento Paralímpico nacional, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) abre nesta sexta-feira, 9, a votação popular para “Atleta da Galera”. Neste ano, o evento acontecerá pela primeira vez no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, no dia 12 de dezembro.

O público terá a oportunidade de escolher seu atleta preferido, pela internet, em duas fases. A primeira será de 9 a 20 de novembro, por meio de formulário. (acesse aqui).

Serão computados votos em atletas das seguintes modalidades paralímpicas: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rugby em cadeira de rodas, taekwondo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo e vôlei sentado - e em atletas de esportes paralímpicos de neve.

Para o voto ter validade, deve-se informar o nome e sobrenome do atleta escolhido e o esporte que ele pratica. Não serão considerados apelidos, abreviações, tampouco a citação das provas em que compete (por ex: 100m, 200m borboleta). Cada torcedor só poderá votar uma vez. Além disso, é importante frisar que comentários, curtidas e compartilhamentos na postagem da enquete não serão considerados na apuração, apenas os votos feitos dentro da pesquisa. A segunda fase, com os três mais votados, acontecerá de 28 de novembro a 12 de dezembro.

Na edição de 2017, as duas fases de votação somaram aproximadamente 30 mil votos, e André Rocha, do atletismo, venceu com 60,31% dos votos.

Além do melhor atleta de cada modalidade, o Prêmio Paralímpicos 2018 entregará o Prêmio Aldo Miccolis, que homenageia pessoas que dedicaram sua vida ao esporte paralímpico, o Prêmio Personalidade Paralímpica, a quem contribuiu para o movimento na temporada, além das premiações dos técnicos de modalidades individuais e coletivas.

A cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2018 terá transmissão ao vivo pelo SporTV.

Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

APNEN Promove a 1ª Palestra sobre: "Direitos da Pessoa com Deficiência".

Você é o nosso convidado, venha participar e traga a sua família.

"ENTRADA FRANCA"



Fonte: Apnen - Nova Odessa.

Cadeirante ganha na Justiça liminar para garantir acessibilidade em ônibus urbanos em Juiz de Fora

Assim que a empresa for notificada, ela terá que pagar multa de R$ 1 mil cada vez que descumprir as determinações. Settra e Via-JF enviaram posicionamento ao MGTV.

Por MGTV

Resultado de imagem para Família do estudante gravou vídeos flagrando os problemas nas rampas dos ônibus urbanos em Juiz de Fora
Família do estudante gravou vídeos flagrando os problemas nas rampas dos ônibus urbanos em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Integração

O estudante Victor Araújo conseguiu na Justiça uma liminar para garantir a acessibilidade dele ao transporte coletivo em Juiz de Fora. Ele é cadeirante e, por diversas vezes, tem problemas para embarque e desembarque nos ônibus que atendem o Bairro Jóquei Clube I, onde mora com a família.

A produção do MGTV entrou em contato com a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) e o Consórcio “Via-JF”, responsável pela Linha 701 – Jóquei Clube. A Settra informou que tem 100% dos veículos da frota adaptados. A Via-JF disse que ainda não recebeu a liminar. 

De acordo com o jovem, mesmo com a decisão favorável, os problemas continuam e a família dele fez diversos vídeos flagrando os problemas nos usos das rampas nos ônibus urbanos. As falhas recorrentes prejudicam e atrasam as viagens que ele precisa fazer para estudar ou realizar tratamentos médicos e fisioterapêuticos.

O estudante tem 18 anos e, desde os nove, utiliza uma cadeira de rodas para se deslocar por causa de uma distrofia muscular. O equipamento usado por ele é moderno, motorizado e pesa quase 100 quilos, o que dificulta para contar com a ajuda de outras pessoas no caso do não funcionamento adequado das rampas nos coletivos.

Com os problemas recorrentes, a família dele procurou uma advogada, que entrou na Justiça e obteve uma liminar favorável para garantir ao jovem o direito constitucional de ir e vir utilizando o transporte público. Assim que a empresa for notificada, ela terá que pagar multa de R$ 1 mil cada vez que descumprir as determinações.

Posicionamentos

A Settra informou, através de nota, que a frota do transporte coletivo tem 100% dos veículos adaptados, mas como são equipamentos mecânicos podem apresentar defeitos. A responsabilidade de manter os elevadores em funcionamento é dos consórcios e, quando identificado problema, os ônibus são recolhidos para manutenção.

O Consórcio “Via-JF”, responsável pela Linha 701 informou que faz uma manutenção preventiva criteriosa nos elevadores da frota e declarou que todos os cobradores são treinados para operar os elevadores quando são contratados e também passam por cursos de reciclagem. O consórcio disse que não recebeu nenhuma liminar judicial.

Fonte: g1.globo.com

Professores da Ufam com deficiência auditiva são premiados por orientação em pesquisas científicas no AM

Pesquisa de dois professores com deficiência auditiva é marco no curso de Letras-Libras.

Por G1 AM

Professor Fábio Tadeu  e sua aluna Ana Francisca foram agraciados com menção honrosa no Congresso de Iniciação Científica (Conic) — Foto: Divulgação/Ufam
Professor Fábio Tadeu e sua aluna Ana Francisca foram agraciados com menção honrosa no Congresso de Iniciação Científica (Conic) — Foto: Divulgação/Ufam

Com seis docentes efetivos com deficiência auditiva, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) avança ao abrigar pesquisas científicas orientadas por dois deles. A atuação dos dois professores como orientadores de trabalhos no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) é um marco na trajetória do curso de Letras – Libras da Instituição.

Sob a orientação da professora Joana Stoller, o estudante Crisoney de Brito Gomes realizou pesquisa intitulada “Semântica na educação básica no contexto da Língua Brasileira de Sinais no ensino de língua materna."

O professor Fábio Stoller orientou as alunas Larissa Dantas de Lima e Ana Francisca Ferreira da Silva, acadêmicas do curso de Letras-Libras, que desenvolveram respectivamente as pesquisas “Falsos cognatos a partir de uma análise fonológica e suas implicações semânticas entre Língua de Sinais Americana - ASL e Língua Brasileira de Sinais – Libras” e “Cartilha sinalizada: temática de saúde sobre Outubro Rosa e Novembro Azul."

"Avançar na pesquisa acadêmico-científica relacionada à Língua Brasileira de Sinais é de suma relevância para a região, pois esse esforço contribui para a formação do discente-pesquisador no âmbito da Licenciatura abrigada na Faculdade de Letras da Ufam." diz a professora Joana Stoller, que já desenvolve uma série de projetos nas áreas de ensino e extensão

A discente Ana Francisca e o seu orientador Fábio Stoller foram parabenizados com menção honrosa no Congresso de Iniciação Científica (Conic), cuja premiação ocorreu no último dia 30 de outubro.

Fonte: g1.globo.com

Projeto que ensina bodyboarding à pessoas com deficiência realizará evento neste sábado

Sétima edição da feijoada do Projeto Estrelas do Mar acontecerá na praia da Aruana

Por GloboEsporte.com — Aracaju

Projeto dá aulas de bodyboarding para pessoas com deficiência — Foto: Divulgação/Projeto Estrelas do Mar
Projeto dá aulas de bodyboarding para pessoas com deficiência — Foto: Divulgação/Projeto Estrelas do Mar

Neste sábado o projeto Estrelas do Mar realizará a sétima edição de uma feijoada que serve para arrecadar dinheiro, que ajudará na manutenção das atividades com pessoas com deficiência. A ideia também é atrair novos voluntários para o projeto que iniciou em junho de 2011.

O evento, que conta sempre com uma edição por ano, será realizado na praia de Aruana, próximo à AABB, no Solarium Bar e Restaurante, a partir das 12 horas e vai até às 18h. O projeto tem à frente dois policiais militares, sendo que um deles é parente do bodyboarder Ailton Kostela, que foi assassinado em 2010 ao tentar evitar que um jovem fosse assaltado.

Kostela tinha o sonho de um dia criar uma escola para ensinar a modalidade e, em homenagem, o primo dele implantou o Estrelas do Mar com a capitã Anne Bastos para dar aulas para crianças, jovens e adultos com deficiência. O projeto que começou com apenas oito alunos, hoje tem cerca de 100.

Cabo Byron Virgílio e capitã Anne Bastos estão à frente do projeto Estrelas do Mar — Foto: Divulgação/Projeto Estrelas do Mar
Cabo Byron Virgílio e capitã Anne Bastos estão à frente do projeto Estrelas do Mar — Foto: Divulgação/Projeto Estrelas do Mar

- A feijoada é o evento muito importante para continuidade das ações do projeto Estrelas do Mar no próximo ano. Atualmente contamos com cerca de 100 jovens com síndrome de down, paralisia, deficiência física e visual, entre outras deficiências, que todos os sábados pela manhã recebem instruções de bodyboarding. Temos cerca de 90 voluntários que apoiam a iniciativa ao longo destes sete anos de trajetória inclusiva e nossa intenção é de sempre continuar vendo o desenvolvimento destes jovens - afirmou o primo de Kostela e coordenador do projeto Estrelas do Mar, cabo Byron Virgílio dos Santos Silva.

Ingressos e atrações

Quem quiser contribuir já pode comprar o ingresso através da solicitação pelo WhatsApp do projeto: (79) 99912-9102, ou ainda através da Loja Litoral 655 no Shopping Jardins. O valor de cada bilhete é de 25 reais. Além da feijoada, haverá quatro shows: Som di Preto, Quinto Round, Os Faranis e Ronise Ramos agitarão o evento.

Em busca de qualidade de vida, Laís Souza se muda para o ES, onde segue com a sua recuperação

Ex-ginasta se mudou para estado, onde vive uma vida mais simples e segue com a sua recuperação após o acidente

Por Caíque Verli, da CBN Vitória — Vila Velha, ES

Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta
Em busca de qualidade de vida, Laís Souza se muda para o ES, onde segue com a sua recuperação


É em um condomínio de frente para a praia de Itaparica, em Vila Velha, que a ex-ginasta Laís Souza constrói sua família, junto da mulher, que é capixaba, do cachorro Stunt e do gato Baguera. Aos 29 anos, e faltando menos de um mês para "trintar", Laís revela que desfruta nas terras capixabas de uma qualidade de vida que não tinha em São Paulo, com mais simplicidade e mais tempo para fazer o que lhe dá prazer: ir à praia, passear quase todo fim de tarde com o Stunt, sair para se divertir com os amigos e a companheira... Com tudo isso, Laís acabou se apaixonando pelo Estado.

- Eu, Laís, mudei também. Nas cidades maiores, as pessoas estão muito daquela fome de 'ah, quero ter o melhor carro, quero ter a melhor roupa'. E eu estou em busca de uma coisa diferente. (...) Não quero nunca mais ficar juntando coisa, comprando coisa, empilhando objetos que nunca mais vou usar - afirma a ex-ginasta, que mora no Espírito Santo desde o início do ano.

Laís, que competiu em duas Olimpíadas (Atenas, em 2004, e em Pequim, em 2018), recebeu a reportagem da rádio CBN Vitória no condomínio onde reside para falar sobre a mudança dela para o Estado, a carreira, a recuperação após o acidente em um treino de esqui que a deixou tetraplégica e o desejo de aumentar a família com um filho.

Confira a entrevista na íntegra

Por que você resolveu se mudar para Vila Velha?
- Já vinha antes, mas resolvi me mudar. Um ponto é porque me apaixonei muito pelo Estado, pela orla e as pessoas me receberam com um carinho muito grande, elas têm me abraçado muito aqui. E vim também porque minha mulher é daqui. Juntou a fome com a vontade de comer.

Essa mudança já estava sendo planejada ou foi algo instantâneo?
- Vinha planejando a mudança há um tempo e aí eu acho que eu simplesmente vim. Morava em São Paulo, na capital e em Ribeirão Preto, onde nasci. Vários pontos me fizeram apaixonar por aqui. Um é a praia, outro é a qualidade de vida mesmo.. Só de não perder aquele tempo doido no trânsito faz toda a diferença. Comecei a enxergar algumas coisas com outro olhar, diferente do que estava vendo as pessoas passarem em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Acho que não foi só simplesmente me mudar, foi uma mudança de vida mesmo. Eu, Laís, acabei mudando algumas coisas.

Quais seriam essas mudanças pessoais?
- Nas cidades maiores, as pessoas estão muito com aquela fome de 'ah, quero ter o melhor carro, quero ter a melhor roupa'. E eu estou em busca de uma coisa diferente.

Seu padrão de vida mudou aqui no Estado?
- Mudou, mas acho que foi mais eu mesmo, de poder, por exemplo cozinhar em casa. Inclusive, me apaixonei pela moqueca capixaba. Não quero nunca mais ficar igual uma maluca juntando coisa, comprando coisa, empilhando objetos que nunca mais vou usar. Na praia, com o meu cachorro, tenho um gato também, me sinto muito mais feliz.

Perdeu um pouco esse lado consumista, então?
- Com certeza. Estou mudando a direção do meu dinheiro, estou juntando mais para poder gastar com as coisas que eu realmente tenho prazer.

Quais são seus planos no Espírito Santo para o futuro?
- Acabei ficando muito preocupada com meu futuro, pensando lá na frente como iria ser. Estou nova, vou trintar (risos). Ou seja, estou velha, mas estou nova, mais ainda tenho muita coisa a passar, tenho as minhas dificuldades no particular. Sei que lá na frente vai estar mais difícil ainda, mais pesado ainda. Sou jovem, tenho todo um gasto. Hoje eu procuro levar uma frase que minha mulher fala muito para mim: 'Lá (Laís), não é o que se gasta, é o que se guarda'. Tenho olhado com muito mais carinho para o meu futuro mesmo, para que lá na frente não falte.

O que você mais gosta de fazer aqui no Estado? Quais lugares você visitou?
- Ainda tenho muito o que conhecer. O pouco que eu vi foi mais aqui para o lado da orla mesmo, acabei me apaixonando muito pela orla de Vila Velha toda. Vitória é muito legal também. Fui visitar Alfredo Chaves, fui visitar Pedra Azul. Acho que tudo que tem muita natureza eu gosto muito e, principalmente, quando eu posso levar meu cachorro.

Como está sua recuperação aqui no Espírito Santo. Consegue fazer toda a reabilitação no Estado?
- Estou tentando trazer tudo para cá, mudar aquela estrutura para cá. Estou conseguindo devagar. Hoje meu treinamento, em parte, tem sido no condomínio da minha casa mesmo. Faço minhas sessões de fisioterapia normalmente.

               Laís Souza usando ortho walk, acompanhada do seu cão e o do seu gato — Foto: Arquivo Pessoal
Laís Souza usando ortho walk, acompanhada do seu cão e o do seu gato — Foto: Arquivo Pessoal

E o seu trabalho, com as palestras que você dá em todo o Brasil, como ficou depois que se mudou?
- Continuo com as minhas viagens, tem muita palestra lá para o lado de São Paulo, para o Rio de Janeiro. Espero que com muito carinho consiga trazer para cá também o meu recado de vida. Não sou a melhor pessoa para falar e tudo, mas hoje eu acho que o que me ergue é o marketing, minha propaganda. Pode ser que eu seja a melhor figura para passar o recado de um cadeirante, ou do atleta, de superação para as empresas. Trazendo para cá pode ser que eu consiga ajudar e o capixaba, principalmente, me ajudar também.

Como é sua rotina aqui?
- Gosto muito, muito, muito de uma praia. A minha rotina está parecida com o que era antes. Na maioria dos dias, trabalho pela manhã. Na minha casa, respondendo todos os meus e-mails, montando as palestras, pensando no que eu posso passar para a frente, levar o maior carinho possível. Sempre acabo aprendendo demais com as pessoas durante as viagens. No final do dia, saio com meu cachorro ou saio para comer alguma coisa. Consegui essa conquista de deixar meu dia da forma que eu quiser. O dia fica mais confortável para mim e não muito cansativo. Consigo dar muita atenção para o meu treino e o meu treino hoje está sendo bem pesado até, acabo ficando umas duas, três horas, dependendo do treinamento que eu faço. Gosto de fazer muitos treinamentos na praia também, porque não fico fechada em quatro paredes e acabo olhando a praia, as pessoas, parece que meu cérebro manda um recado diferente para o corpo, para os exercícios.

Laís Souza curte a praia de Vila Velha com o seu cão Stunt — Foto: Arquivo Pessoal
Laís Souza curte a praia de Vila Velha com o seu cão Stunt — Foto: Arquivo Pessoal

Já expressou o desejo de ter filhos. Você e sua mulher pensam em adoção ou inseminação?
- Tenho muita vontade de adotar, tenho vontade de ter meu filho. Pode ser que esse sonho venha acontecer. Nem sei se minha mulher vai concordar comigo, mas estava pensando da gente se unir mesmo, se casar de alguma forma, no final de de 2019 ou começo de 2020 e aí sim pensar em ter filhos.

Na biografia que você escreveu no seu site, você fala que passou a focar em mini-vitórias após o acidente. Quais são as suas mini-vitórias hoje?
- Hoje, minhas mini-vitórias são estar saudável, conseguir trabalhar, passar para frente esse pouco que eu conheci, que eu vi. Não gosto de levantar nenhuma bandeira, do tipo 'sou cadeirante, sou gay'ou qualquer coisa assim, mas essas são as mini-vitórias: todo dia acordar, estar bem, treinar, passar o dia. Falava das mini-vitórias dentro do hospital porque cada momento estava com uma coisa. Tive febres, melhorei. Fiz traqueostomia, consegui passar por cima. Hoje dentro do meu treinamento, desde ganhar uma sensibilidade, perceber um movimento novo ou saber que estou com o tronco mais forte, eu chamo de mini-vitórias. Estou juntando dinheiro para poder comprar uma cadeira nova para talvez ter uma mobilidade sozinha, mais independente, conseguir levar a cadeira. Sei lá, não sei o que consigo com o queixo ou uma adaptação com o ombro, que é o único movimento que tenho hoje. Sigo atrás dessas pequenas vitórias do dia-a-dia.

Você disse que não gosta de levantar bandeira...
- Acho que eu não sirvo para isso, de jeito nenhum. Eu passo por isso: sou cadeirante, sou mulher e sou gay. Sou muitas coisas, muitos preconceitos que tenho que passar por isso. Nunca apontaram o dedo para mim e falaram. Óbvio que no começo, quando descobriram minha sexualidade, acabou sendo mais importante que meu próprio acidente. Foi quando eu fiquei muito puta porque as pessoas ficavam rotulando e colocando uma coisa que não tem importância nenhuma para outra: o sexo, se eu gosto de mulher ou homem, se é uma vagina ou um pênis. Não mede o que a pessoa é.

O tratamento consome muito do seu orçamento?
- Algumas particularidades. Tenho as pessoas que trabalham para mim, até um detalhe que as pessoas não percebem que é fazer xixi, eu pago para fazer xixi, tenho meus remédios. O bolo todo vai juntando e dá um mensal muito alto. Estou procurando olhar para as minhas finanças com muito carinho. Antes eu pensava em ir para um restaurante, hoje penso duas vezes antes de ir e prefiro comer em casa e gastar menos. Hoje sinto uma dificuldade muito grande de fazer as minhas viagens, de não ter lugares adaptados, dificuldade de entrar em um avião. Essas pequenas coisas têm um desgaste muito grande que futuramente eu posso parar ou pelo menos acalmar.

Como você avalia a questão da acessibilidade no Estado para cadeirante, particularmente em Vila Velha, cidade onde você mora?
- Em alguns lugares com certeza tenho dificuldade. Tem um hospital aqui em Vila Velha que tem uma rampa gigante e teve uma vez que eu fui e o acesso foi bem difícil. Acabei entrando lá por trás, onde tinha lixo e entrava outras coisas. Essas pequenas mudanças precisam acontecer. Quando cheguei aqui, percebi que tem poucas vagas para deficiente. Falam que a frota de ônibus está adaptada, mas o problema não é o ônibus. É chegar até lá: tem buraco, tem calçada não adaptada, uma rampa que tem de um lado, mas do outro não, um poste no meio da rampa. Isso acontece muito: detalhes que quem tem o movimento das pernas, não percebe. Quando andava, nunca iria perceber.

Seus projetos são ligados ao Esporte?
- Não muito. O que eu sou ligada ao Esporte é através das minhas amigas, sempre vou ser apaixonada por ginástica e pelo esqui que eu treinei por anos, mas hoje estou com outros pensamentos.

Como avalia extinção do Ministério dos Esportes, anunciada pelo Governo eleito?
- Não sei, não estou nada por dentro. Não sei como está caminhando agora o esporte. Tenho um outro olhar para minha vida. O que eu posso falar é o que eu passei , o que eu vivi. A dificuldade que eu vivi mais foi em relação à atenção para a base, o treinamento de base, o psicológico do atleta. Isso tudo eu passei.

Qual mensagem de motivação você gostaria de deixar?
- Cara, a melhor mensagem acho que é que as coisas precisam ser feitas com carinho, com amor. Sabe quando as coisas levam seu nome? A gente tem que prezar pelo nosso nome. A partir do momento que eu passo em um lugar e fiz algo com carinho, ele vai ser lembrado daquela forma. Tem que ser pensado com o carinho, com paciência, para o outro, com amor e seriedade.