sábado, 8 de dezembro de 2018

17 alunos autistas de uma escola vão “trocar de gênero”

Professora denuncia que crianças estão sendo enganadas

por Jarbas Aragão

Aluna
Aluna (Foto: Stock picture)

Um número impressionante de alunos autistas de uma escola britânica está em processo de “mudança de gênero”. De acordo com uma professora que decidiu expor a situação, 17 adolescentes da instituição alegam ter “disforia de gênero”, um percentual muito além do que é detectado em outras escolas do país.

O caso é mantido em sigilo pelo departamento de educação local. Segundo contou a professora ao influente jornal Daily Mail, as crianças estão sendo “influenciadas” pelos colegas a se declararem com alguém do sexo oposto. Alguns dizem ter mudado muito após assistirem o vídeo de uma youtuber “trans” conhecida no país.

A professora, que falou sob condição de permanecer anônima, diz não concordar que crianças ​​com problemas de saúde mental sejam tratadas assim, pois são “facilmente enganadas” e passaram a acreditar que uma mudança de gênero as ajudaria a conviver com os problemas causados pelo autismo.

A fonte declarou temer que muitos dos alunos possam estar tomando drogas bloqueadoras da puberdade, que impedem o corpo de amadurecer. Ressaltou ainda que a escola não permitiu que ela conversasse com os pais e outros professores se um aluno alegasse ser transexual.

O Daily Mail já havia reportado que cerca de um terço dos menores de idade que recebiam tratamento no National Health System – equivalente ao SUS do Reino Unido – apresentavam traços de autismo.

Para a professora, o sistema escolar “engoliu” a isca de movimentos políticos em favor dos “direitos LGBT”, que usam a “falácia” de que uma criança poderia escolher seu gênero. Por isso, fecha os olhos para situações abusivas.

Ela conta ainda que os alunos mais velhos que já passaram pelos procedimentos de mudança de gênero “preparam” os estudantes mais jovens para seguirem o exemplo.

Imagem: Daily Mail
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“Escandaloso”

O deputado conservador David Davies parabenizou a professora por ter exposto o caso. “Eu fico feliz que esta professora nos disse o que já suspeitávamos que estavam acontecendo nas escolas. É horrível que as crianças sejam encorajadas por outros alunos a se identificarem como transgênero, particularmente se elas são autistas.

“Os pais não são informados sobre isso. Não temos como contestar esses alunos que estão convencidos por outros de que têm um problema muito provavelmente não têm. Tragicamente, o resultado final poderia ser procedimentos cirúrgicos irreversíveis. Isso é escandaloso.”

Estes 17 alunos estariam seguindo o exemplo de uma adolescente que deixou a escola e está planejando uma mastectomia dupla. A professora conta que a estudante, que nasceu mulher, passou a se identificar como não-binária – nem homem, nem mulher – em janeiro de 2014, aos 16 anos, dois anos depois de ter sido diagnosticada como autista.

Depois de consultar seus pais, a escola concordou em mudar o nome da aluna no registro para outro que fosse “neutro”. Seus professores também concordaram em usar pronomes masculinos e femininos, dependendo do sexo que o aluno se identificava naquele dia.

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Adolescentes recebem drogas bloqueadoras da puberdade para iniciar o processo de transição. (Imagem: Daily Mail)

“Aquela criança foi diagnosticada como autista aos 14 anos de idade e certamente não era transgênero – ela tinha sérios problemas de saúde mental. É uma tragédia que agora ela vai mutilar seu corpo”, lamentou a professora.



Menina que nasceu sem as mãos é bicampeã de caligrafia

Anaya Ellick - Bicampeã do concurso de caligrafia - Fotos: Greenbrier Christian Academy
Anaya Ellick - Bicampeã do concurso de caligrafia - Fotos: Greenbrier Christian Academy

Por: Só Notícia Boa

Veja a história de esforço, determinação e superação de Anaya Ellick, uma menina que não tem as duas mãos e mesmo assim venceu um concurso de caligrafia cursiva nos Estados Unidos.

Pela letra bonita, ela ganhou este ano o concurso ‘Nicholas Maxim para Excelência em Caligrafia Cursiva’.

Anaya venceu outros 50 estudantes de várias escolas americanas. Junto com o certificado de proficiência e um troféu, ela ganhou 1 mil dólares – pouco mais de 3,7 mil reais. A premiação foi em maio último.

Ela ganhou o concurso pela segunda vez: a primeira foi quando ela estava no 1º ano, em 2016.

Em 2012 o SóNotíciaBoa mostrou outro caso de menina que nasceu sem as duas mãos e também ganhou um concurso de caligrafia. Releia aqui.

Como

Muita gente se pergunta “como Anaya consegue?”

Ela segura o lápis com o braço direito e usa o esquerdo para firmar a folha sobre a mesa, com o cotovelo.

A menina cursa o terceiro ano do ensino fundamental, na cidade de Chesapeake, na Virgínia.

Ela é considerada pela professora Sarah Cannady um exemplo de superação para os colegas de turma, “e agora para todos nós”, diz.

“Eu disse apenas que, sim’, eu poderia fazer isso”, contou Anaya, em entrevista para a WVEC-TV.

Fotos: reprodução / Facebook
Fotos: reprodução / Facebook

Chama a atenção o fato de que Anaya poderia usar próteses, não só para escrever, mas para outras atividades também.

A mãe da menina, Bianca Middleton, explicou a escolha da filha de não usar próteses. “Em vez de ajudá-la, atrapalhavam. Ela não queria usar e começou a aprender muitas coisas sem elas, como escrever e desenhar”, afirmou.

O colégio Greenbrier Christian Academy, onde Anaya estuda, parabenizou a garota na sua página do Facebook:

“O merecido primeiro lugar de Anaya nos lembra o que a determinação e o trabalho duro podem alcançar. Estamos bastante orgulhosos dela e de suas realizações. Parabéns Anaya por sua conquista, você inspira a todos!”, diz a publicação.

Greenbrier Christian Academy is proud to announce third grader Anaya Ellick has won the Nicholas Maxim Special Award for Excellence in Cursive! Anaya previously won the Nicholas Maxim Award for Excellence in Manuscript Penmanship as a first grader in 2016 and has claimed the title again with her outstanding cursive writing. What makes Anaya’s achievement as a National Handwriting Champion so special is Anaya was born without hands and does not use prosthetics. In order to ...
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Cettrans orienta sobre acessibilidade nos terminais de transbordo

Ação foi desenvolvida no Terminal Sudoeste,no Bairro Santa Cruz


A Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) realizou na manhã de hoje (7) outra ação de orientação com os representantes da Adefica (Associação dos Deficientes Físicos de Cascavel) e Acadevi (Associação Cascavelense de Deficientes Visuais) referente à acessibilidade nos novos terminais de transbordo que em breve serão inaugurados, desta vez no Terminal Sudoeste, localizado na Avenida Tito Muffato no bairro Santa Cruz.

Os representantes de cada associação foram orientados quanto ao embarque e desembarque nos novos ônibus, os quais possuem as portas do lado esquerdo do veículo, também fizeram uma breve avaliação sobre os acessos e o piso tátil.

Segundo um representante, os novos terminais garantem aos deficientes físicos e visuais maior segurança e conforto na hora do embarque e desembarque, "muitas vezes não temos um acompanhante para nos guiar, por isso a importância desta ação antes da inauguração, buscando um transitar mais seguro e de qualidade".

A Cettrans busca proporcionar condições adequadas para que todos, dentro de suas limitações, possam realizar suas atividades de forma independente, confortável, com segurança e dignidade.

Fonte: catve.com

Acessibilidade é desafio para deficientes em todo o país

Segundo especialistas, a legislação brasileira sobre o tema é excelente, mas não houve, nos últimos anos, efetivação dos direitos dessa parcela da população

Por Thais Leitão, da Agência Brasil

Mão na cadeira de rodas
Mão na cadeira de rodas: na maioria dos casos, ocorre desrespeito a um dos direitos mais básicos, o de ir e vir (Jos van Galen/Stock.Xchng/)

Brasília – Os direitos das pessoas com deficiência finalmente estão chegando aos meios de comunicação e sendo integrados ao discurso do Estado, mas as mudanças concretas de efetivação de cidadania ainda ocorrem de maneira lenta, diz a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos de Pessoas com Deficiência (IBDD), Teresa d’Amaral. Segundo ela, a legislação brasileira sobre o tema é excelente, mas não houve, nos últimos anos, efetivação dos direitos dessa parcela da população.

“Isso significa, entre outras coisas, falta de acessibilidade nos transportes públicos, nos prédios públicos e privados de uso coletivo, em restaurantes, em universidades, em hotéis e em espaços públicos, em geral.” Teresa ressalta que a questão da acessibilidade é a que mais chama a atenção quando se fala em pessoas com deficiência, porque, na maioria dos casos, ocorre desrespeito “a um dos direitos mais básicos, o de ir e vir”. “Esse direito praticamente não existe para pessoas com deficiência na maioria das cidades brasileiras”, lamenta.

A superintendente do IBDD lembra que, embora a fabricação de ônibus sem acessibilidade no país seja proibida desde 2008, há demora na renovação da frota e os equipamentos são subutilizados. “Muitas vezes, falta a chave [para acionar a estrutura que garante a cadeirantes o acesso em ônibus]. Quando se tem a chave, o equipamento está quebrado, ou o motorista não sabe muito bem como usá-lo. Quando se consegue tudo isso, o ônibus está cheio, e as pessoas não têm paciência de esperar que o cadeirante suba, porque já demorou demais para encontrar tudo.”

De acordo com Teresa, essas “dificuldades diárias” são encontradas em “praticamente todos os meios de transporte”. Ela defende uma atuação mais efetiva do Estado, mas também uma mobilização mais intensa da sociedade, que precisa compreender que os direitos das pessoas com deficiência não são “regalias”.

A estudante Viviane Aleluia, de 25 anos, tem paralisia cerebral leve e diz que “coleciona” relatos de desrespeitos a seus direitos na jornada diária nos transportes públicos. Em um dos episódios, Viviane não conseguiu sentar nos bancos reservados a deficientes físicos, que já estavam ocupados, e acabou prendendo o pé no vão entre o vagão e a plataforma em uma das estações de metrô no Rio de Janeiro.

“Como não tinha lugar e ninguém cedeu o seu, eu fiquei em pé ao lado da porta. Em uma das estações, fui empurrada pela multidão que tentava sair do vagão, caí e minha perna esquerda ficou presa. Acabei com um hematoma no local”, conta Viviane.

Para discutir o desenvolvimento de políticas públicas efetivas para esses brasileiros, começa hoje (3), em Brasília, a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que marca o o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, instituído em 1992 pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O tema do evento, que vai até quinta-feira (6), é Um Olhar Através da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência: Novas Perspectivas e Desafios. Cerca de 2 mil pessoas de todos os estados brasileiros deverão participar dos quatro dias de debates sobre educação, esporte, trabalho, reabilitação profissional, acessibilidade e saúde, entre outros temas.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o governo pretende apresentar na conferência um balanço do Plano Viver sem Limites, lançado em novembro do ano passado. A iniciativa, que inclui ações nas áreas de acessibilidade, educação, assistência social, trabalho e saúde, tem previstos investimentos de R$ 7,6 bilhões até 2014.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira.

Cientistas defendem que recém-nascidos passem por teste de DNA para doenças

Empresa do governo britânico conclui mapeamento de 100 mil genomas de pacientes e identifica doenças raras e câncer

O Globo

O teste do pezinho, capaz de detectar algumas doenças congênitas, pode ser substituído pelo mapeamento genético, muito mais amplo e preciso Foto: Dan McCoy / Rainbow/Science Faction/Corbis
O teste do pezinho, capaz de detectar algumas doenças congênitas, pode ser substituído pelo mapeamento genético, muito mais amplo e preciso Foto: Dan McCoy / Rainbow/Science Faction/Corbis

RIO - No berçário do futuro, o teste do pezinho, capaz de diagnosticar algumas doenças congênitas em recém-nascidos, será substituído pelo sequenciamento genético: a partir de uma amostra de saliva do bebê, será possível detectar o risco de desenvolver milhares de doenças, inclusive vários tipos de câncer, tratando-as o quanto antes.

Essa é a expectativa dos cientistas britânicos que concluíram nesta semana o Projeto 100.000 Genomas, que sequenciou o DNA de 85 mil pessoas atendidas pelo NHS (o sistema de saúde pública da Inglaterra), entre pacientes com doenças raras e câncer e seus familiares. O total de 100 mil genomas foi atingido porque os pacientes com câncer tiveram também o DNA de seus tumores mapeados.

O projeto, iniciado em 2012, foi conduzido pela Genomics England, empresa criada pelo Ministério da Saúde do Reino Unido. Entre os voluntários que tiveram seu genoma mapeado, 4.000 detectaram doenças raras pela primeira vez; outros 5.000 foram diagnosticados com câncer e puderam receber tratamentos mais específicos.

Atualmente, fazemos o teste do pezinho para detectar nove doenças. Há potencial para investigar muitas mais. A detecção precoce de algumas condições genéticas pode mudar a vida de uma criança — afirmou Mark Caulfield, cientista chefe da Genomics England, em uma entrevista coletiva.

O avanço das tecnologias de mapeamento genético abre novas possibilidades para a saúde pública. O sequenciamento do primeiro genoma humano, concluído em 2003, consumiu 13 anos de trabalho e 2 bilhões de libras. Hoje é possível fazer a mesma coisa em 30 minutos, por um preço entre 500 e 600 libras. Segundo a BBC, o próximo passo do projeto é mapear um milhão de genomas no Reino Unido nos próximos cinco anos.

Este é um marco imenso na nossa missão de prover assistência realmente personalizada para ajudar os pacientes a viver vidas mais longas, saudáveis e felizes — afirmou Matt Hancock, secretário de Saúde do Reino Unido. — Estou muito excitado com o potencial que o sequenciamento genético tem de levar à criação de uma nova geração de tratamentos e ao diagnóstico precoce de doenças, permitindo que os pacientes assumam o controle de sua própria saúde.

Mais de 20 mil ainda não se inscreveram para Benefício de Prestação Continuada, no AM

Prazo de inscrição de programa para pessoas com deficiência e idosos é dia 29 de dezembro. Caso o registro não seja renovado, o benefício será bloqueado.

Por G1 AM

Prazo para os idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vai até dia 29 de dezembro — Foto: MDS/Divulgação
Prazo para os idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vai até dia 29 de dezembro — Foto: MDS/Divulgação

O número de idosos e pessoas com deficiência inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ainda é baixo. O prazo de inscrição é dia 29 de dezembro. Caso o registro não seja renovado, o benefício será bloqueado.

O decreto 8.805, de 7 de julho de 2016, torna obrigatória a inscrição dos beneficiários e requerentes. Após essa data, as famílias que não estiverem cadastradas perderão o benefício.

O BPC é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais, que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família.

O Sistema de Registro Mensal de Atendimentos (SNAS/BPC), aponta que atualmente 52.446 mil famílias recebem o BPC em Manaus, porém apenas 31.016 estão inscritos no CadÚnico e 21.430 ainda precisam se inscrever. O quantitativo representa 41% das famílias beneficiadas.

Ações

Serão feitos chamamentos nas mídias institucionais da Prefeitura de Manaus, além da divulgação por material gráfico nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Cozinhas Comunitárias.

“Faremos também articulações com as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que trabalham com o público do BPC, para que o esclarecimento seja difundido para esses beneficiários, além de busca ativa nos bairros e horário especial de atendimento”, concluiu a subsecretária Operacional e de Assistência Social da Semasc, Jane Mara Moraes.

Inscrição e Atualização

Para se cadastrar, o Responsável Familiar deve ter mais de 16 anos, residir com o beneficiário e procurar o Cras de sua área de abrangência. O endereço pode ser acessado pelo link da secretaria.

Outra opção é a sede da Semasc, localizada na avenida Ayrão com avenida Ferreira Pena, s/nº, Centro, além da Subcentral do CadÚnico, no Shopping Phelippe Daou, na avenida Camapuã, bairro Jorge Teixeira, na zona Leste.

O atendimento em todos os equipamentos socioassistenciais do órgão é de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Horário Especial

Para oferecer mais comodidade aos beneficiários, a Semasc montou um cronograma de atendimento com horário especial. Algumas unidades do órgão funcionarão aos sábados. Nesses dias o atendimento se dará das 8h às 12h.

No próximo sábado, 8, estarão em atendimento a sede da Semasc, Subcentral do CadÚnico, Cras do bairro Cidade Nova e Cras Prourbis no Jorge Teixeira. Já nos dias 22 e 29 de dezembro, estarão em atendimento a sede da Semasc, Subcentral do CadÚnico e todos os Cras.

Documentação

Para a realização do cadastro ou atualização são necessários os documentos do responsável e de todos que moram na residência: Carteira de Identidade, CPF, Título de Eleitor, Certidão de Casamento, Certidão de Nascimento, Carteira de Trabalho e Comprovante de Residência.

Importante destacar que o número de CPF de todos os membros familiares deve ser registrado no CadÚnico para permitir a identificação do beneficiário e de sua família no momento da avaliação do benefício pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Fonte: g1.globo.com

"Imagine um almoço de família onde não há lugar para o nosso filho à mesa" - Veja o vídeo.

Francisco era um bebé lindo, louro e de olhos azuis. Aos três meses foi-lhe diagnosticada uma doença congénita - traqueomalácia - que lhe provocava dificuldade em respirar, tinha de dormir sentado e exigia tratamentos diários severos.

Francisco hoje frequenta a Escola de Artes António Arroio, em Lisboa.

Joana era enfermeira e começou a perceber que havia um atraso no desenvolvimento global do filho, já tinha dois outros filhos e sabia como era. Aos quatro, cinco e seis meses não fazia coisas que um bebé deveria fazer.

Clique AQUI para ver o vídeo.

No início pensou que isso poderia estar relacionado com a doença, mas aos dez meses, quando o filho ainda não se sentava, ela já tinha recorrido a vários médicos para lhe confirmarem aquilo de que suspeitava, que o Francisco era um bebé diferente.

E o diagnóstico chegou. Francisco tinha nascido com uma multideficiência que se traduzia num atraso no desenvolvimento global. Não se sabia porquê. "Foram feitos todos os testes genéticos e de hereditariedade à procura de uma identificação, mas nunca se conseguiu. O diagnóstico acaba por ser inconclusivo. Mas descobrimos que não é caso único, há muitos assim", explica.

"Foi um processo duro"

Chorou muito. Sentiu imensa tristeza, revolta nunca. "Ainda hoje choro, porque às vezes é desesperante estar sempre a lutar para mostrar à sociedade que são pessoas com direitos e deveres", diz. Na altura "foi um choque, apesar de estar à espera, não estava confirmado e havia uma esperança". Mas depois do choque inicial a aceitação foi imediata. "É evidente que com uma tristeza enorme, embora fosse enfermeira, não tinha noção do que era este mundo da deficiência, e é um mundo novo, uma experiência nova nas nossas vidas."

Francisco nasceu de termo e de cesariana, a multideficiência não era visível nem possível de ser percebida à nascença. Joana Santiago Pinto e o marido, Luís, tinham outros dois filhos, Jaime e Luís, um com mais seis anos e o outro com mais cinco do que Francisco. "O processo foi duro e difícil, mas sempre com espírito muito positivo. Eu e o meu marido pensámos logo da mesma maneira: vamos para a frente. É o caminho", conta, com a energia e a a garra que a caracterizam.

Já lá vão 20 anos. Francisco continua a ser "um menino lindo", diz embevecida, "não conheço ninguém mais feliz do que ele. É bem-disposto, tem um sentido de humor incrível, porque pensa e raciocina, é inteligente, mas há ali qualquer coisa naquele cérebro que não o deixa mostrar essa faceta. É um miúdo cheio de ternura, bondade..." As palavras vão-lhe escapando à medida que conta passo a passo o caminho que já percorreram até aqui.

O primeiro foi voltar aos médicos, a mais exames, à fase em que era preciso agir rapidamente para "responder às suas necessidades enquanto bebé para o desenvolver. Começou logo a fazer estimulação e terapias. Tudo foi acontecendo de forma muito positiva, mas com momentos de grande dificuldade", relembra. Joana e o marido foram a França consultar outros médicos, fazer testes genéticos e de hereditariedade, "mas nada apontou nesse sentido. Preocupava-me em saber se haveria alguma a que os meus outros filhos tivessem de estar atentos quando quisessem construir as suas famílias."

O resto não importava. Saber ao certo qual era a doença ou a síndrome "deixou de me interessar. Era preciso concentrar-me nele e nas suas necessidades", argumenta.

"Os irmãos eram pequenos e também precisavam muito da nossa ajuda, mas foram espetaculares e nunca fizeram perguntas, aceitaram o irmão, nunca o rejeitaram nem o esconderam. Levavam-no para todo o lado, os amigos iam lá a casa e nunca deixaram que a deficiência se interpusesse entre eles."

Esse foi o exemplo que Joana e o marido procuraram dar. "Ter um filho assim nunca nos inibiu de fazer o que quer que fosse", afirma. "Se era preciso irmos à rua, ele também ia. Fazia tudo connosco e foi essa a aprendizagem que os meus outros filhos tiveram.

Francisco explica à mãe o trabalho que está a fazer.

"Um caminho nem sempre compreendido ou aceite por outros, até pela própria família ou pelos amigos. Joana conta, sem mágoa, que viveu muitas situações, que "doeram tanto". Mas diz que isso só aconteceu por "pura ignorância, não acredito que tivesse sido por maldade, eram família e sei que hoje adoram o meu filho e têm um carinho enorme por ele, mas na altura houve quem se tivesse afastado, penso que terá sido por não saber lidar com a situação. Outros nem se metiam, nunca perguntaram se precisávamos de ajuda. No início chocava-me imenso. Deixava-me triste. Hoje compreendo."

"A desmistificação da deficiência parte de nós, de quem está envolvido. Se a naturalidade partir de nós, as outras pessoas também serão mais naturais", diz Joana, que aconselha a quem está perante uma situação destas que "pergunte o que quiser. As pessoas têm o direito de perguntar e os pais o dever de responder. As pessoas têm de se sentir livres para questionar e perceber as situações, confrontar as mães, os pais, sobre o que o filho tem. Não é fingir que não se vê, que não se percebe que se consegue ajudar ou mudar alguma coisa no mundo da deficiência".

Classes sociais mais altas vivem de estereótipos, ter na família deficiência não fica bem

Joana, que deixou a profissão de enfermagem há três anos para se dedicar a tempo inteiro à associação e academia que criou para ajudar pais e jovens com deficiência, aprendeu com a vida que, "quanto mais informação as pessoas têm e mais inclusivas deveriam ser, menos o são também."

"Quanto mais alta é a classe social, pior. Foi uma coisa que aprendi. As classes sociais mais modestas são muito mais acolhedoras, muito mais família. As mais altas vivem de estereótipos, de fachada e de padrões. E ter um padrão de deficiência na família não calha nada bem. Não é bonito, não é convencional."

Porquê? A resposta surge disparada: "A deficiência não faz parte da sociedade, há muitos estereótipos do que é normal, saudável, perfeito. Tudo o que se consegue em relação a direitos tem sido tudo imposto, por exemplo as quotas de trabalho e a educação inclusiva nas escolas."

Joana fala da luta que travou ao longo dos anos para que Francisco frequentasse uma escola regular e pudesse interagir com todas as crianças e jovens, com ou sem deficiência. A ponto de, "quando ele tinha 2 anos andava no colégio dos irmãos, uma das professoras me dizer: no próximo ano serei diretora, pense no que vai fazer com ele porque aqui não pode continuar. Arranjei outra, vinha todos os dias do Estoril para Lisboa, mas com aquela professora ele também não ficava".

Mas este caminho de dificuldades, como lhe chama, não acabou com a chegada à primária. "Em reuniões de pais tive de ouvir que o meu filho não era bem-vindo naquela turma, com outros pais a dizerem-me que os filhos poderiam ser prejudicados porque o Francisco precisava de muita atenção."

A olaria é da áreas de que mais gosta, se não for mesmo a sua preferida.

Ouviu e aprendeu a lidar com estas situações. Ela e o marido sempre deram o exemplo aos outros filhos de que o irmão, apesar de diferente, era igual. Tinha direitos mas também deveres e obrigações. "O Francisco tem uma diferença, mas teve a mesma educação do que os meus outros filhos. É uma criança educada." Portanto, decidiu também que o caminho a seguir era o de explicar aos outros pais como poderia ser bom para os filhos brincarem com uma criança como ele. "As pessoas com deficiência intelectual são genuínas, fantásticas, não aprendem maldades ou a mentira. São puras, integralmente boas, não conhecem o mal. E isso é viver num mundo espetacular e giro de conhecer."

Mas dentro de portas e na própria família viveu e sentiu o que não queria, atos e gestos pequenos que se tornavam "mágoas tão grandes". "Imagine uma tarde de convívio com amigos em que às tantas percebe que o seu filho anda a ser chutado de um lado para o outro porque não têm paciência para ele. Ou num almoço de família não haver lugar para ele à mesa, ou no Natal receber um presente aberto e já sem pilhas, por acharem que ele nem ia reparar. Foram coisas que doeram tanto..." Hoje, reforça, "percebo que uma pessoa não faz isto por mal, faz por não ter noção do que é viver uma situação destas".

A barreira deixava de ser a deficiência para ser a própria sociedade, com os estereótipos de perfeição ou do que é normal. "Quanto maiores forem as barreiras a este nível, maior é a incapacidade e a dificuldade de a pessoa se integrar. Se começarmos por abolir estas barreiras, mais fácil será a inclusão e as oportunidades que poderemos dar a estas pessoas", defende.

Lê mal, mas vai ao YouTube e consegue tudo sobre música clássica e fado

Hoje com 20 anos e depois de tanta luta pela integração de Francisco, Joana sabe que não pode ter a certeza de que ele um dia terá um lugar no mercado de trabalho, que poderá desenvolver uma função, ou ter a certeza do que lhe vai acontecer no futuro quando ela e o pai um dia faltarem. Sabe que tem mais dois filhos, um com 27 anos e outro com 26, há dois anos o meu mais velho disse-lhe: "Mãe, não se preocupe, eu sei que tenho um irmão que vai precisar muito do meu apoio e estou cá para isso, não o vou abandonar."

Sabe que "vem de dentro. Só aos 13 anos, quando o mais velho deu um testemunho para um livro sobre o irmão, é que fiquei a saber o que ele pensava, quando vi chorei, ele dizia coisas que nunca nos tinha dito a nós. É extraordinário crescerem com esta realidade e terem aceitado com muita naturalidade, muito amor e carinho a situação do irmão".

Apesar de todas as terapias, "algumas fantásticas, não tenho dúvidas", Francisco mantém dificuldades motoras, as suas competências de autonomia são poucas. "Tem pouca motricidade fina, não consegue cortar um bife ou comer sozinho, temos de lhe preparar a refeição. Não toma banho sozinho, é descoordenado e não é capaz de o fazer, mas já se vai vestindo com ajuda. Isto quer dizer que no caso dele o processo motor tem sido muito mais lento do que o intelectual."

Mas Francisco vai surpreendendo, "ele acaba por revelar às vezes mais competências do que aquelas que acho que tem". Algumas desenvolve motivado pelos seus interesses. "Lê muito mal, mas chega ao computador, vai ao YouTube e na hora consegue tudo o que quer investigar sobre música clássica e fado, duas coisas que adora."

Andou sempre na escola regular, embora nunca tenha feito escolaridade, fez sempre o que eram os currículos específicos individuais (CEI). Teve algumas retenções. Neste momento está a fazer o percurso equiparado ao 11.º ano, "numa escola extraordinária, nunca vi nada assim, um exemplo de inclusão".

Na sala de aula apresenta as colegas. Joana é a que está ao seu lado. "Ele consegue cativar-nos."

A escola que é exclusiva na inclusividade

Francisco vem todos os dias do Estoril para Lisboa logo de manhã. Anda na Escola de Artes António Arroio, "não é que ele gostasse muito de artes, mas eu sabia da política de inclusão da escola e decidi inscrevê-lo".

Está ali há dois anos e "nota-se uma diferença imensa nele. O estar num meio social normal tem sido fundamental. Fechar estes jovens em centros onde só existem pessoas com deficiência não é a solução, não os desenvolve e pode fazê-los regredir", defende.

Na escola, Francisco não é autónomo, está na turma e tem sempre alguém a acompanhá-lo. O apoio dos outros é grande. A escola incute esse espírito nos alunos, há sempre alguns que são responsáveis por ele. Têm de o orientar, ajudá-lo a chegar às salas, a almoçar, etc.

É na sala de aula de olaria que o encontramos. De volta de uma peça feita por ele. Assim que nos vê acompanhados pela mãe, ri-se. Quer deixar logo o que tem em mãos, à frente na bancada tem um colega, e apresenta-o: "É o Xavier", sempre a rir, foca-se na máquina fotográfica." Onde é que compro uma máquina fotográfica?

Os professores dizem que o mais importante é ele já ser capaz de decidir sobre o trabalho del

"A professora Mariana diz que a sua chegada à escola foi um exercício para todos, para ele e para os professores. Tiveram de o conhecer, houve muitas coisas que se foram experimentando. Tiveram inclusive de "cronometrar o tempo de concentração" para o integrar melhor nas tarefas. Na aula de cerâmica, uma das preferidas, tem o apoio-base de três professores. No ano passado, de mês e meio em mês e meio mudavam e "foi muito interessante porque cada um tinha uma abordagem diferente e ele ia respondendo", conta Mariana.

Para esta professora, não é só importante o que ele já é capaz de fazer, é importante a maturidade que tem vindo a atingir. "Não é só a tarefa, mas o perceber que o trabalho é seu, sentir-se feliz e orgulhoso e é isso que nós queremos com todos os alunos. Não é só ensinar, é o fazer e perceber que eu fiz isto, e está muito bonito, ou falhei, o que também é importante."

No meio de bancadas e armários com potes de engobe, tintas e barro, a turma vai desenvolvendo o trabalho que estava a fazer. Em ruído, música clássica, Francisco adora, mas não é por causa dele, "é habitual". Francisco passa para a sala seguinte, para a roda de olaria, onde trabalha o barro. O objetivo é fazer peças que depois tem de levar ao forno, pintar, etc. É esse processo que ele já aprendeu. "Há poucos dias fez umas peças e eu perguntei-lhe se eram taças para chá, ele disse que sim. E eu questionei-o de novo: não achas que são grandes? Ao que ele me respondeu: não, eu decidi que são taças de chá. E esta atitude já é muito importante", conta a professora Mariana.

É a atitude dele em relação ao seu trabalho. "Eu gosto da Mariana", diz Francisco a rir. O professor Fernando vai-lhe dizendo: "Olha para a tua peça, agora tens de fazer aquela parte do fundo, tens de colocar na vertical, lembras-te?" E Francisco faz, apesar de mudar constantemente de assunto. "Já está bom, estou farto", responde ao professor. "Não, mais um bocadinho de força. Queres fazer aquela textura que fizeste há bocado na outra peça? Lembras-te? Pega com força no garfo e começa a enrolar..." A peça rola na roda da olaria. E já está. Depois dali, vai a secar ao forno e é pintada.

Ele consegue cativar-nos, aprendemos imenso

A professora Elsa aparece na sala e confirma que a roda foi uma ótima aposta, que agora tem de treinar mais, em casa ou numa oficina.

Neste ano já tem o nome numa série de peças, recentemente teve de apresentar o projeto das taças de chá ao diretor do Museu de Cerâmica. "Com ajuda, mas tem de o fazer como os outros", explica a professora Inês, de educação especial.

Na sala de aula, apresenta as colegas, Joana, Sara, Carolina, Sofia e Violeta. Joana chama-lhe a atenção. "Temos de fazer que trabalhe connosco. Temos de interagir, mas ele consegue cativar-nos, aprendemos imenso com ele", conta Joana.

Muitas vezes é ele que lhes traz as notícias do dia. "Então, quando há greves, sobretudo de transportes, ele sabe sempre tudo", confirma a colega, de 18 anos, que o conhece há dois. Por isso, diz, "ele acaba por ser muito autónomo também, quando quer estar sozinho está sozinho".

A professora Elsa informa que ele vai fazer neste ano formação em contexto de trabalho (FCT) e que terá uma prova de aptidão no final. A prova talvez fique para o próximo ano, "a não ser que ele ainda nos surpreenda mais neste ano", diz.

"Ele acaba por ser muito autónomo", dizem os colegas.

Não há toques, à hora certa os alunos saem das aulas para o intervalo. Os professores também, no corredor o diretor da escola, professor Rui Madeira, não tem dúvidas de que "é uma escola exclusiva na inclusividade. Temos uma tradição grande no trabalho com realidades diversas, por exemplo no ensino de alunos surdos".

Quando a escolaridade passou do 9.º para o 12.º ano, a escola percebeu que teria uma palavra a dizer na integração de alunos que estavam a sair das escolas de referência e que não tinham para onde ir. Hoje, dos 1270 alunos, 166 estão referenciados, a maioria com síndrome de Asperger, autismo, alguns com dislexia e três com dificuldades motoras, em cadeira de rodas.

Os currículos de cada um são adaptados às disciplinas e às suas necessidades, o ano curricular é dividido, para não haver sobrecarga nem peso para os alunos, o que poderia ser contraproducente. No final, a escola dá dupla certificação, secundário ou na área profissional.

Mas, afinal, o sucesso da inclusão nesta escola parece não ter segredo. Basta trabalhar em equipa, professores, alunos, assistentes operacionais, etc. Talvez a sensibilidade das artes como linguagem universal ajude na comunicação.


Hidrocefalia associada à síndrome congênita causada por zika

Uma pesquisa que descreve 24 casos de crianças nascidas no Brasil com hidrocefalia por síndrome congênita do vírus Zika

por Alessandra De Souza*


Uma pesquisa que descreve 24 casos de crianças nascidas no Brasil com hidrocefalia por síndrome congênita do vírus Zika entre outubro e novembro de 2015, liderada pela Dra. Vanessa van der Linden, neuropediatra reconhecida por ter sido a primeira a alertar sobre a microcefalia no país, foi publicada esta semana no periódico JAMA Neurology. [1]

A hidrocefalia é uma complicação tratável, porém potencialmente fatal, que ainda não havia sido descrita na síndrome congênita pelo vírus Zika.

“Outras infecções, como o citomegalovírus ou a toxoplasmose têm relação com a hidrocefalia, mas geralmente é logo após o nascimento, disse ao Medscape a Dra. Vanessa. “Uma das surpresas foi a apresentação da hidrocefalia de início tardio”, afirmou.

Os casos mais precoces foram registrados aos três ou quatro meses de idade, um com 10 meses, e a maioria com um a dois anos de idade. Houve crianças que não tinham sinal de hidrocefalia na ressonância inicial, e que após alguns meses começaram a apresentar a dilatação ventricular. “Essas crianças estão com três anos agora. Não tivemos mais nenhum caso a partir dos dois anos de idade”, ressaltou a Dra. Vanessa.

A pesquisa

O trabalho, que teve participação de médicos de outros hospitais brasileiros e de várias universidades nacionais e internacionais, descreveu, de forma retrospectiva, as características clínicas e os achados dos exames imagem dos 24 pacientes com síndrome congênita do vírus Zika que evoluíram com hidrocefalia.

A coorte multicêntrica teve 308 pacientes com síndrome congênita causada pelo vírus Zika, mas outras 24 crianças entre 3 e 18 meses entraram no estudo com diagnóstico clínico e laboratorial de síndrome congênita do vírus Zika. Essas crianças apresentaram sinais e sintomas clínicos ou tiveram achados aos exames de imagem sugestivos de hidrocefalia, além da confirmação de hipertensão intracraniana idiopática durante os procedimentos de derivação ventrículo-peritoneal.

Os pacientes, nascidos entre outubro e novembro de 2015 foram acompanhados até meados de 2017 na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), em Recife e no Hospital Infantil Albert Sabin, em Fortaleza, dois centros de referência para a síndrome congênita da zika no Brasil.

No momento do diagnóstico de hidrocefalia, apenas 14 dos 24 pacientes (58%) tinham sinais e sintomas sugestivos de hidrocefalia, como agravamento das convulsões, vômitos, irritabilidade e/ou aumento súbito do percentil do perímetro cefálico.

Trinta e três porcento das crianças apresentaram sinais e sintomas neurológicos inespecíficos de hidrocefalia. O agravamento das convulsões foi o sinal mais frequente (13 pacientes, 54%). Dois pacientes (8%) não tinham sinais clínicos de hidrocefalia, mas tiveram redução do volume cerebral na repetição dos exames de imagem.

Os achados geraram novas perguntas, muitas ainda sem resposta. A Dra. Vanessa destacou que, a “hidrocefalia tem várias causas, mas um fato que chamou a atenção durante a pesquisa foi que 75% dos pacientes tinham defeito importante da fossa posterior, com características que sugeriam malformação de Dandy Walker. Pode ser que em alguns casos essa malformação esteja relacionada com a hidrocefalia, mas eu tive pacientes com essa malformação posterior que não tiveram hidrocefalia”.

Alessandra De Souza*
Membro da Biored Brasil, Parceira do Projeto de Gastronomia na Promoção da Sáude/UFRJ, Colunista Voluntária do blog Artrite Reumatoide, RecomeçARRJ e DIISC. ​Coordenadora de comunicação e Membro do Comitê Científico da ALEMDII. Farmacêutica, Mestre em Biociências Nucleares, Digital Influencer e mãe da Sophia. Ter doença de Crohn mais a espondiloartrite associada motivou-me a criar o blog Farmale para compartilhar informações sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais.



















Brasil leva quatro medalhas na abertura do Regional das Américas do Halterofilismo

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Por CPB

A equipe brasileira de halterofilismo paralímpico conquistou quatro medalhas no primeiro dia de competições do Regional das Américas, que está sendo disputado em Bogotá, na Colômbia. A competição teve início nesta quinta-feira, 6, e se estenderá até domingo, 9. Foram três primeiros lugares para o Brasil e um bronze, com direito a uma quebra de recorde das Américas. Vale ressaltar que o evento é passagem obrigatória para quem almeja classificar-se aos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e aos Jogos de Tóquio 2020.

O responsável pela marca histórica foi João França Júnior. Ele ergueu 141kg, estabeleceu o novo recorde continental da categoria até 49kg e ficou com o ouro. "Eu me sinto muito contente, pois foi uma competição muito difícil. A pressão era muito grande, por ter tido meus primeiros dois levantamentos invalidados. Foi muito difícil, mas eu estava tranquilo pois havia trabalhado exatamente para este resultado. Estou muito feliz por todo o trabalho ter sido recompensado", disse.

Entre os adultos, o segundo ouro brasileiro veio com Maria Rizonaide, campeã entre as mulheres com até 45kg, com a marca de 79kg. Quem também subiu ao lugar mais alto do pódio foi Lara Lima, que venceu entre as atletas júnior da divisão até 41kg ao levantar a barra com 75kg. Lucas dos Santos completou as conquistas do Brasil ao erguer 112kg e ficar com o bronze júnior na categoria até 49kg.

O Brasil estará representado por 26 atletas na Colômbia - a maior delegação já levada pelo país a um evento internacional. Entre eles, estão o baiano Evânio Rodrigues, prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e o paulista Bruno Carra, prata nos Jogos Parapan-Americanos de 2011 e 2015. Ainda estarão presentes a paulista Mariana D’Andrea e a paranaense Marcia Menezes, ambas medalhistas mundiais.

O Brasil ainda defende o título de país campeão do Regional das Américas, que conquistou em 2015, na Cidade do México, na primeira edição da competição. No início de 2018, o Brasil também participou do Regional Europeu, para que os atletas pudessem pegar mais experiência e também participassem da primeira competição que contaria pontos para o ranking paralímpico da modalidade.

Esta competição encerra a temporada da Seleção Brasileira de halterofilismo do ano. Em 2019, os atletas competirão, em fevereiro, uma Copa Mundo, em Dubai, o Campeonato Mundial, no Cazaquistão, em julho, e os Jogos Parapan-Americanos de Lima, em agosto.

Fonte: cpb.org.br

Edênia Garcia participará da Comic Con Experience 2018, em São Paulo

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Por CPB

Nesta quinta-feira, 6, teve início em São Paulo a Comic Con Experience 2018, o maior evento de cultura pop da América Latina. E no auditório Prime, alguns heróis da vida real terão a chance de contar a sua história de vida. Um dos convidados será a nadadora paralímpica Edênia Garcia. A nadadora marcará presença no sábado, 8, das 15h às 15h45, qunado terá a chance de conversar com o público presente.

"Quando recebi o convite do Érico Borgo, fiquei super feliz! Sou fã da cultura pop há alguns anos e achei incrível poder compartilhar minha história com o público da CCXP”, comentou Edênia. “Quero inovar na CCXP, falar da minha vida pessoal, não somente dos grandes feitos no esporte! Será um momento épico!”, completou.

Diretor de conteúdo e um dos fundadores do Omelete Co., empresa realizadora da CCXP, Érico Borgo comentou sobre a escolha da atleta paralímpica para o evento.

“Quando conheci a Edenia e a ouvi falando, na hora tive a certeza de que ela deveria mostrar para as pessoas na CCXP como a determinação é um fator fundamental na origem de qualquer super-herói ou heroína.”

“Nas HQs, o super-herói ganha uma vantagem e parte para fazer coisas notáveis. E no mundo real, muitas pessoas com deficiência, mesmo com obstáculos, também conseguem fazer as mesmas coisas notáveis”, completou Érico Borgo.

Edênia nasceu com polineuropatia sensitiva motora, doença progressiva que prejudica o movimento dos braços e pernas. No entanto, só descobriu o problema aos 7 anos. Incentivada pelos pais, a atleta escolheu a natação para tratar da patologia e viu que tinha potencial para ser atleta profissional. Começou a competir em 2001 e tem três medalhas paralímpicas no currículo.

Fonte: cpb.org.br

Conheça os finalistas do 'Atleta da Galera' do Prêmio Paralímpicos 2018

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Por CPB

André Rocha, Evellyn Garrido e Igor Barcelos são os três finalistas do Atleta da Galera, categoria escolhida por meio do voto popular no Prêmio Paralímpicos 2018. Saiba mais sobre o perfil de cada um deles.

Conheça André Rocha, um dos finalistas do Atleta da Galera 2018


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André Rocha, 41 anos, atleta do arremesso de peso e do lançamento de disco, é um dos finalistas do Atleta da Galera, categoria escolhida por meio do voto popular no Prêmio Paralímpicos 2018. O atleta de Taubaté (SP), foi o vencedor desta premiação em 2017, quando concorreu com Verônica Hipólito e Brendow Christian.
Em 2018, André, da classe F53, foi ouro no arremesso de peso e no lançamento de disco, em abril, no Open Internacional Loterias Caixa de São Paulo. Em junho, ele repetiu o feito, na Alemanha, no arremesso de peso, e foi prata no lançamento de disco. Em competições nacionais, em junho, ele também foi ouro nas duas provas, no Circuito Nacional Loterias Caixa, em São Paulo.
“Fecho o ano agora como primeiro no ranking mundial no arremesso de peso e do lançamento de disco, e para coroar esse feito, espero conseguir o prêmio de Atleta da Galera. Por tudo que a gente tem feito este ano, os resultados e todas as dificuldades que a gente passou, acho que mereço esta premiação.”
Aos 29 anos, durante uma ocorrência de perseguição a pé, André, que era policial militar, sofreu a queda de um muro e ficou paraplégico. Como sempre praticou esporte, ele quis voltar assim que se recuperou de uma depressão pós-acidente. Em 2013, conheceu um programa de esporte da prefeitura e iniciou no atletismo. Em 2018, ele teve que passar por uma cirurgia de troca de seu marca-passo medular, o que fez com que ficasse afastado das pistas por um período. Mesmo assim, ele bateu o recorde mundial no arremesso, durante o Grand Prix de Berlim (ALE), em junho deste ano.
A cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2018 acontece na quarta-feira, 12, às 20h (horário de Brasília), e contará com a transmissão ao vivo pelo SporTV. O festejo, que encerra o ano do esporte adaptado brasileiro, manterá este ano todas as categorias premiadas nos anos anteriores, incluindo os já tradicionais Prêmio Aldo Miccolis, que homenageia pessoas que dedicaram sua vida ao esporte paralímpico, o Prêmio Personalidade Paralímpica, para quem contribuiu para o movimento na temporada, além das premiações dos técnicos de modalidade individuais e coletivas. Um competidor de cada uma das 25 modalidade também será lembrado pelo destaque nesta temporada.

Conheça Evellyn Garrido, uma das finalistas do Atleta da Galera 2018


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A atleta da natação Evellyn Garrido é uma das finalistas do Atleta da Galera, categoria escolhida por meio do voto popular no Prêmio Paralímpicos 2018. Com apenas 20 anos, ela concorre pela primeira vez o prêmio, após ter participado dos Jogos Paralímpicos Universitários, em maio.
Desde 2015, Evellyn, que é de São Paulo (SP) e representa o clube CIEDEF, participa de competições nacionais e melhora seus tempos a cada temporada na classe S6. Neste ano, ela teve a oportunidade de representar o Brasil pela primeira vez, durante os Jogos Universitários.
“Estar entre as finalistas foi uma grande surpresa e fiquei até um pouco assustada. Hoje, nem eu ou a CIEDEF temos um patrocinador. Ganhar esse prêmio traria para mim uma visibilidade maior para conseguir um patrocínio e melhorar meu desempenho.”
Sempre ligada ao esporte, Evellyn entrou na natação aos três anos como forma de tratamento para a bronquite. Aos 11, durante uma apresentação de ginástica artística, ela sofreu um AVC, que paralisou parte de seu corpo. Foi durante uma feira voltada para pessoas com deficiência que Evellyn conheceu o paradesporto, quando Clodoaldo Silva, também atleta da natação, a incentivou a voltar a nadar.
A cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2018 acontece na quarta-feira, 12, às 20h (horário de Brasília), e contará com a transmissão ao vivo pelo SporTV. O festejo, que encerra o ano do esporte adaptado brasileiro, manterá este ano todas as categorias premiadas nos anos anteriores, incluindo os já tradicionais Prêmio Aldo Miccolis, que homenageia pessoas que dedicaram sua vida ao esporte paralímpico, o Prêmio Personalidade Paralímpica, para quem contribuiu para o movimento na temporada, além das premiações dos técnicos de modalidade individuais e coletivas. Um competidor de cada uma das 25 modalidade também será lembrado pelo destaque nesta temporada.

Conheça Igor Barcelos, um dos finalistas do Atleta da Galera 2018


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Igor Barcelos, 30 anos, atleta da bocha, é um dos finalistas do Atleta da Galera, categoria escolhida por meio do voto popular no Prêmio Paralímpicos 2018. Na modalidade desde 2017, foi convocado pela Seleção Brasileira pela primeira vez este ano, para o Bisfed Regional Open São Paulo, em maio.
Da classe BC1, Igor é de Niterói (RJ) e representa a ANDEF. Na competição internacional da Bisfed que participou este ano, ele conquistou a medalha de ouro na disputa por equipes. Antes do Open Regional, o atleta tinha sido convocado para uma das semanas de treinamento da Seleção de bocha, no CT Paralímpico, em São Paulo.
“Apesar de a bocha não ser tão popular, é o esporte paralímpico mais inclusivo. Por mais severa que a deficiência seja, tenho certeza que há grandes chances de conseguir jogar bocha. Nesse pouco tempo praticando, vi a quantidade de pessoas que o esporte ajuda. Então, acredito que ganhando o prêmio, a bocha poderá ser mais divulgada e ganhará maior visibilidade.”

Igor nasceu com paralisia cerebral devido à falta de oxigênio no parto e foi assistindo os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 na TV que ele conheceu a bocha. 
A cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2018 acontece na quarta-feira, 12, às 20h (horário de Brasília), e contará com a transmissão ao vivo pelo SporTV. O festejo, que encerra o ano do esporte adaptado brasileiro, manterá este ano todas as categorias premiadas nos anos anteriores, incluindo os já tradicionais Prêmio Aldo Miccolis, que homenageia pessoas que dedicaram sua vida ao esporte paralímpico, o Prêmio Personalidade Paralímpica, para quem contribuiu para o movimento na temporada, além das premiações dos técnicos de modalidade individuais e coletivas. Um competidor de cada uma das 25 modalidade também será lembrado pelo destaque nesta temporada.
A votação está em andamento e a escolha pode ser feita aqui.

A cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2018 acontece na quarta-feira, 12, às 20h (horário de Brasília), e contará com a transmissão ao vivo pelo SporTV. O festejo, que encerra o ano do esporte adaptado brasileiro, manterá este ano todas as categorias premiadas nos anos anteriores, incluindo os já tradicionais Prêmio Aldo Miccolis, que homenageia pessoas que dedicaram sua vida ao esporte paralímpico, o Prêmio Personalidade Paralímpica, para quem contribuiu para o movimento na temporada, além das premiações dos técnicos de modalidade individuais e coletivas. Um competidor de cada uma das 25 modalidade também será lembrado pelo destaque nesta temporada.

Fonte: cpb.org.br