sábado, 15 de dezembro de 2018

Nosso blog atinge a marca de 2.000.089 mil visualizações.

Nosso BLOG atingiu a marca de 2.000.089 mil visualizações,com 20041 matérias postada, tendo em media 7.500 visualizações por dia.



Atingir essa marca e muito gratificante para nos, saber que as matérias, informações relativas as Pessoas com Deficiências o nosso BLOG, esta sendo apreciado tanto no Brasil como em outros países como por exemplo: Estados Unidos, Região desconhecida, Alemanha, Rússia, Austrália,Romênia, Ucrânia, Portugal e França.

Somos muito gratos a todos os membros da nossa Diretoria, nossos, leitores, seguidores, patrocinadores e amigos.

Em 2019, esperamos atingir  a marca de 3.000.000 de visualizações 

Meu muito obrigado a todos.

Carlos Raugust

Fonte APNEN Nova Odessa.

Prefeitura de Oliveira diz que vai apurar denúncia de discriminação contra criança com síndrome de down em escola - Veja o vídeo

Menina de 6 anos não foi convidada para a própria formatura em escola municipal, segundo a família.

Por MGTV

Formatura de menina de 6 anos foi nesta quinta-feira (13) — Foto: Reprodução/TV Integração
Formatura de menina de 6 anos foi nesta quinta-feira (13) — Foto: Reprodução/TV Integração

A Prefeitura de Oliveira informou nesta quinta-feira (13) vai abrir um processo administrativo para investigar uma denúncia de discriminação contra uma criança de seis anos portadora de síndrome de down.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Segundo a família, a menina Izabela, estudante da Escola Municipal Cristo Redentor, não foi convidada para a própria formatura.

A Prefeitura informou que uma ata foi feita e providências serão avaliadas. 

“Nessa ata, colhemos depoimentos da professora, supervisora, entramos em contato também com a mãe para que ela se posicionasse, além da direção da escola, e imediatamente encaminhamos para o departamento pessoal, para instaurar o processo administrativo”, explica Andreia Pereira, secretária de comunicação da Prefeitura.

A suspeita de discriminação contra Izabela chegou ao conhecimento da família porque a mãe da menina só soube da formatura através de uma colega da escola da filha e percebeu que a criança não recebeu o convite.

Denúncia

Conforme relato da tia da criança, a família também descobriu que a menina era excluída dos preparativos para a festa.

“Uma colega de sala também contou para minha cunhada que a Izabela era retirada da sala na hora do ensaio da música e do juramento da formatura. A coleguinha disse que, nessa hora, que ela ficava do lado de fora com a monitora”, contou Cristiane Andrade.

Dos cerca de 500 alunos da Escola Municipal Cristo Redentor, 21 tem algum tipo de deficiência. A direção da escola admitiu o erro.

“Infelizmente foi um deslize, um erro mesmo da escola que ela não tenha recebido o convite. Mas em momento algum ela foi excluída da formatura, tanto que ela tem as fotos que tirou com a turminha dela, ela com a beca”, disse a diretora, Maria Helena Soares.

A formatura aconteceu nesta quinta-feira (13). E, mesmo após um convite pessoal, a família da garota preferiu não participar da festa.

“Tanto os pais da minha sobrinha, nós da família, os amigos e a população toda de Oliveira ficamos muito indignados porque a gente sabe da luta da Izabela. Nenhuma criança, em lugar nenhum do mundo, merece passar por isso”, lamenta Cristiane.

Fonte: g1.globo.com

Sarah Gordy se torna a primeira pessoa com síndrome de Down a receber um diploma honorário em uma Universidade no Reino Unido

A britânica é atriz e palestrante

Sarah Gordy (Foto: Reprodução Instagram)
Sarah Gordy (Foto: Reprodução Instagram)

A atriz e palestrante Sarah Gordy, 40, se tornou a primeira pessoa com Síndrome de Down a receber um diploma honorário de uma Universidade britânica. Ela foi considerada um modelo de inspiração para pessoa com dificuldades de aprendizado pelos seus trabalhos no teatro, filme e televisão. Sarah ficou mais conhecida no Reino Unido por estrelar na série de TV "Call the Midwife".

O prêmio lhe foi concedido pela Universidade de Nottingham. Em seu discurso, ela falou: "Se eu acreditasse em todas as coisas que pessoas disseram que eu não poderia fazer, eu não teria feito nada (dança, atuação, palestras). Não escute essas dúvidas. Acreditem em si mesmos." Sarah foi aplaudida de pé pelos seus colegas graduandos.

A mãe de Sarah, Jane Gordy, contou ao portal de notícias britânico BBC que as limitações da filha nunca a seguraram. "Até onde eu me lembro, Sarah sempre teve todas as experiências que pôde e se ela quer fazer algo, ela apenas o faz."

A atriz comentou que estava muito animada sobre a homenagem e que "as coisas estão mudando para pessoas com deficiências de aprendizado.

Goiânia recebe torneio internacional de tênis em cadeira de rodas

Foto: Ítalo Ramalho/Esporte Goiano

Por Ítalo Ramalho

Entre os dias 13 e 16 de dezembro a capital de Goiás será sede do Goiânia Open, Torneio Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas. A competição, que tem a chancela da Federação Internacional de Tênis (ITF) e da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), é de graduação Future tem 40 inscritos e os jogos serão realizados no Clube de Engenharia, com possibilidades de partidas nas academias Tennis Life e Go Winner.

O torneio em piso de saibro, que conta pontos para o ranking mundial de tênis em cadeira de rodas, será disputado em quatro categorias: Open, Quad, Feminino e Júnior. As duas primeiras se referem à disputa no masculino, divididas pela classificação funcional dos participantes, em que os atletas da Quad possuem mais restrições de movimento.

Foto: Ítalo Ramalho/Esporte Goiano

O Goiânia Open terá a participação dos principais atletas do país na modalidade, como o mineiro Daniel Rodrigues, número um do Brasil e 23 do mundo no ranking de simples na categoria open. O chileno Pablo Arraya, número 24 do mundo na categoria Quad, é um estrangeiro com participação confirmada no torneio.

Entre os goianos, o destaque fica por conta de Augusto Fernandes. Número dois do Brasil e 36 do mundo no ranking de simples da categoria Quad, o atleta goiano de 45 anos tem chances reais de atingir pontuação para disputar as Paralimpíadas de Tóquio, em 2020. Augusto é um dos principais nomes da competição e um dos responsáveis pela realização do evento em Goiânia.

– Tive a experiência de trabalhar no planejamento de acessibilidade dos jogos paraolímpicos do Rio de Janeiro e agora meu objetivo é ir para Tóquio para competir, como atleta. Fico feliz em ter contribuído para trazer esse torneio para Goiânia. Espero que possamos receber bem os competidores e que os goianos tenham bom desempenho – declarou.

Outro goiano de destaque na competição é Bruno Makey, de 29 anos. Número cinco do Brasil e 133 do mundo na categoria Open, o jogador também mira uma vaga nas Paralimpíadas de Tóquio. Felipe Ferreira e José Wesley, que participaram regularmente de competições nacionais em 2018, também chegam com força à competição.




Após 3 anos nos EUA, menino com doença rara será internado em hospital de SP na volta ao Brasil

União e família acertaram que Davi Miguel será acompanhado no Hospital Menino Jesus, em São Paulo. Mesmo após campanha e disputa judicial, ele não pôde passar por transplante em hospital de Miami.

Por Thaisa Figueiredo e Rodolfo Tiengo, G1 Ribeirão Preto e Franca

O menino Davi Miguel, de Franca (SP), se mudou para os EUA para tentar transplante contra doença rara — Foto: Jesimar Gama/ Arquivo pessoal
O menino Davi Miguel, de Franca (SP), se mudou para os EUA para tentar transplante contra doença rara — Foto: Jesimar Gama/ Arquivo pessoal

O menino Davi Miguel Gama, de 4 anos, passará a ser acompanhado no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, em São Paulo (SP), assim que retornar ao Brasil. A data da viagem, no entanto, ainda não foi marcada. O acordo foi firmado na Justiça Federal de Franca (SP) por representantes da família e da União.

Diagnosticada com a doença das microvilosidades intestinais, que impede a absorção de nutrientes dos alimentos pelo intestino, a criança passou três anos em Miami, nos EUA, depois que a  Justiça obrigou o governo federal a custear as despesas do tratamento e de um transplante.

Apesar disso, Davi Miguel não foi submetido ao procedimento porque foi considerado inapto pelos especialistas do centro médico americano.

Antes da decisão que condenou a União a pagar os custos, os pais, Jesimar e Dinea Gama, mobilizaram uma  campanha que arrecadou R$ 1,5 milhão e contou até mesmo com a ajuda de famosos.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que já solicitou a emissão de um laudo sobre as reais condições de saúde de Davi Miguel, no intuito de saber se ele poderá regressar ao Brasil em avião convencional ou se será necessário voltar em UTI aérea.

Família de Davi Miguel faz post em rede social sobre a volta ao Brasil — Foto: Reprodução/Facebook
Família de Davi Miguel faz post em rede social sobre a volta ao Brasil — Foto: Reprodução/Facebook

Sem transplante

Em 2015, Davi Miguel foi aceito no Jackson Memorial Hospital, único centro médico no mundo habilitado para o procedimento em crianças com peso entre 7 e 10 quilos. Porém, consta nos autos do processo que, ao ser submetido a uma avaliação pela equipe de especialistas em Miami, verificou-se que o menino não estava apto ao transplante.

A União apresentou nota técnica à Justiça sobre o resultado de nova análise, em junho de 2016. Ao G1, o juiz responsável pelo caso, Marcelo Duarte da Silva, da 3ª Vara Federal de Franca, informou que pediu esclarecimentos na época ao chefe do serviço de transplantes do hospital americano, o brasileiro Rodrigo Vianna, mas o magistrado que substituiu Silva em férias considerou que o assunto era alheio ao objeto da liminar concedida a favor da criança.

Desta forma, como nenhum recurso foi interposto à decisão, Davi Miguel e a família permaneceram em Miami.

Ao G1, o hospital informou, em novembro deste ano, que Davi Miguel nunca esteve na lista nacional de transplantes no país.

"Nossa equipe médica tem sido transparente com a família e o governo brasileiro a respeito do caso dele, enquanto continua a prover um tratamento de suporte de vida para Davi. O Jackson avalia a elegibilidade dos pacientes para serem listados para um transplante baseado em critérios financeiros, psicossociais, cirúrgicos e médicos. Davi infelizmente não é elegível para um transplante e nunca foi listado na lista nacional de transplante", explicou.

Post feito pela família em rede social afirma que Davi Miguel deixou fila de transplante nos EUA — Foto: Reprodução/Facebook
Post feito pela família em rede social afirma que Davi Miguel deixou fila de transplante nos EUA — Foto: Reprodução/Facebook

Apesar disso, postagens feitas pela família em redes sociais afirmam que o menino deixou a fila no fim de 2015. “Com essa posição médica, dobra o prazo estimado que ficaríamos aqui em Miami-EUA, tendo de aguardar o desenvolvimento do Davi e num prazo aproximado de 2 a 3 anos poderá ser indicado ao transplante novamente e retornar para a fila de espera do doador compatível.”

Segundo Guilherme Del Bianco de Oliveira, advogado da família, Davi Miguel viajou após declaração emitida pelo Jackson Memorial de que estaria apto a realizar o transplante.

“Qualquer informação quanto a seu quadro clínico à época e atualmente deve ser apurado com aqueles que detêm a competência técnica para tanto, sendo certo que as informações aqui esclarecidas são aquelas constantes dos autos”, informou.

No entanto, consta nos autos, segundo apuração do G1, que os médicos concordaram em recebê-lo com a ressalva de que, ao chegar a Miami, seria passado um segundo acesso para verificar a condição clínica do paciente de realizar ou não o transplante.

Ainda em 2015, Davi Miguel foi dispensado do hospital. Foi a primeira vez que o menino deixou uma unidade de saúde para ser cuidado em casa desde o diagnóstico. Até agora, os pais  nutriam a esperança de ver o filho operado nos EUA, mas a falta de evolução das condições clínicas, principalmente no que diz respeito ao sistema venoso da criança, foram determinantes para o caso.

Em fevereiro de 2018, o Ministério da Saúde encaminhou um e-mail à Justiça Federal para informar que o médico havia recomendado o retorno de Davi Miguel ao Brasil.

Davi Miguel viajou aos EUA em 2015 para transplante de intestino — Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Davi Miguel viajou aos EUA em 2015 para transplante de intestino — Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

De volta

Diante da inviabilidade do transplante, por ora, em razão da perda dos acessos venosos e da falta de perspectiva quanto à recuperação deles, a família e a União manifestaram interesse no retorno e ao prosseguimento do tratamento no Brasil.

A audiência de conciliação que definiu os trâmites da volta foi realizada no início de dezembro, em Franca. Em fevereiro, em meio ao conflito entre as partes, tendo em vista  a falta de pagamento da União pelas despesas com a nutrição parenteral, principal fonte de alimentação de Davi, o Ministério da Saúde comunicou à Justiça sobre a recomendação do médico Rodrigo Vianna para que o menino voltasse ao país.

O acordo firmado prevê que a União providencie e banque a logística da viagem até São Paulo (SP), onde Davi Miguel deverá ser internado no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, administrado pelo Hospital Sírio Libanês. A equipe deverá submetê-lo a exames e providenciar a compatibilização do tratamento para os protocolos nacionais, além de treinar a família para cuidar dos cateteres usados para a nutrição parenteral.

A segunda fase do retorno prevê a implementação do serviço de home care em Franca, onde Davi Miguel vai voltar a morar com os pais. Ele continuará a passar por consultas periódicas em São Paulo.

Todos os recursos são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e o tratamento está assegurado pelo período que Davi Miguel precisar, consta no ato ordinário sobre o acordo de conciliação.

O saldo remanescente da campanha feita pela família - o valor ainda será apurado - deverá ser utilizado para quitar despesas nos EUA, como aluguel e energia elétrica, além de ser usado nos cinco primeiros meses da família no Brasil. Ao todo, R$ 10 mil serão reservados para serem repassados aos pais durante cinco meses, tempo para readaptação. Caso seja insuficiente, a União deverá fazer a complementação.

Fonte: g1.globo.com

Família de menina com paralisia cerebral faz vaquinha para pagar procedimentos cirúrgicos

Isabela Pereira da Silva tem 9 anos e nasceu com mobilidade reduzida nas pernas. Família de Alumínio precisa de R$ 22 mil para realizar os procedimentos em um hospital de São Paulo.

Por Caroline Andrade, G1 Sorocaba e Jundiaí

                            Isabela tem paralisia cerebral e precisa realizar procedimentos cirúrgicos — Foto: Arquivo pessoal
Isabela tem paralisia cerebral e precisa realizar procedimentos cirúrgicos — Foto: Arquivo pessoal

Uma família de Alumínio (SP) está fazendo uma campanha para arrecadar dinheiro para pagar os procedimentos cirúrgicos de uma menina, de 9 anos, que tem paralisia cerebral e mobilidade reduzida nas pernas.

Isabela Pereira da Silva nasceu aos seis meses de gestação e, desde então, precisou passar por várias cirurgias, uma delas para colocar placas no fêmur, o osso da coxa.

O pai da menina, o mecânico Carlos Alberto Pereira da Silva, contou ao G1 que as últimas placas foram colocadas há mais de dois anos e, com o crescimento, já passou da hora de fazer a troca. Além disso, a menina também precisa fazer procedimentos nos joelhos, uma correção no pé e colocar alguns pinos na perna.

Para isso, a família criou uma campanha na internet a fim de arrecadar os R$ 22 mil necessários para as cirurgias.

O pai explica que a menina sempre passou por tratamento na rede particular de saúde e que o convênio cobre a internação, mas não a equipe de médicos necessária e os procedimentos.

             Pai da menina vai pedir demissão do emprego se não arrecadar o valor necessário na campanha  — Foto: Arquivo pessoal
Pai da menina vai pedir demissão do emprego se não arrecadar o valor necessário na campanha — Foto: Arquivo pessoal

As cirurgias já estão marcadas para janeiro em um hospital de São Paulo. Carlos diz que, se não conseguir arrecadar o dinheiro através da campanha, vai pedir demissão do emprego e usar o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

"De um jeito ou de outro, nós vamos conseguir, se Deus quiser, mas não dá para ficar esperando. Já passou o tempo de fazer esses procedimentos", conta.

De acordo com o mecânico, com o crescimento de Isabela nos últimos anos, as placas que estão nas pernas saíram do lugar, o que tem causado muitas dores e atrapalhado o dia a dia da menina, que não consegue mais andar durante muito tempo com o andador.

"Nós estamos pedindo doação de qualquer valor. É para melhorar a qualidade de vida dela e para que ela não sinta mais dor", completa.

Para ajudar basta entrar no entrar no link da vaquinha ou fazer o depósito na conta de Carlos Alberto Pereira da Silva:

Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 2178
Operação: 013
Conta poupança: 00029754-9

Fonte: g1.globo.com

Deficientes visuais terão aulas gratuitas de canoa havaiana em Niterói, RJ - Veja o vídeo.

Projeto foi criado por instrutor e apoiado por órgãos da cidade. Inscrições para a primeira turma terminam nesta sexta-feira (10).

Por Bruno Albernaz, G1 Rio

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Projeto ensina deficientes visuais a remar em Niterói

A partir do dia 17 de agosto, deficientes visuais de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, poderão praticar, de maneira gratuita, uma modalidade esportiva que exige concentração, espírito de equipe e integração com a natureza: canoa havaiana. As inscrições para a formação da primeira turma vão até esta sexta-feira (10).

Clique AQUI para ver o vídeo.

A ideia de integração dos deficientes visuais com os demais alunos partiu do empresário e instrutor Douglas Moura, que procurou os órgãos responsáveis para colocar em prática o projeto. A Coordenadoria de Acessibilidade da Prefeitura de Niterói e a Associação Fluminense de Amparo aos Cegos abraçaram a iniciativa e já realizaram aulas experimentais.

“Essa ideia surgiu há muito tempo, quando eu comecei a remar. Eu tinha um professor que falava assim para mim: 'remar é mais do que ver. É sentir a canoa.' Ali, nasceu a minha ideia do projeto, que ficou guardado na gaveta até eu conhecer um aluno que trabalha na Secretaria de Acessibilidade de Niterói. Ele fez todo o 'link' entre nosso projeto e a prefeitura”, explicou o instrutor.

Profissionais auxiliam os deficientes visuais a maneira correta de remar na canoa. — Foto: Miguel Folco / G1
Profissionais auxiliam os deficientes visuais a maneira correta de remar na canoa. — Foto: Miguel Folco / G1

O G1 acompanhou a terceira aula experimental de canoa havaiana com os deficientes visuais, na orla de Icaraí, Zona Sul de Niterói. A coordenadora-geral da Coordenadoria de Acessibilidade da Prefeitura de Niterói, Simone de Melo Capella, explica que o projeto passa pela fase experimental antes do início oficial das atividades.

"A ideia é transformar Niterói em um município com esportes adaptados", revela a secretária de Acessibilidade.

"Como é uma coisa nova no município, vamos realizar aulas experimentais. Precisamos vivenciar a modalidade para depois sentar e escrever o projeto. A ideia é transformar Niterói em um município com esportes adaptados. A gente quis vivenciar e sentir mesmo que eles. Com isso, podemos criar os objetivos e a metodologia. Nossa primeira aula foi no dia 24 de junho, um feriado do município, e foi impressionante. Agora estamos passando para o papel tudo aquilo que vivenciamos junto com eles."

Três alunos com deficiência visual participaram da terceira aula experimental do projeto. Por ser um esporte coletivo, o instrutor destaca a importância da sincronia durante a remada.

"A grande dificuldade foi criar uma metodologia. E aí, como faríamos a adaptação da pessoa dentro da canoa? Quais os cuidados tomar? A canoa é uma embarcação grande e que, sem a sincronia, não conseguimos fazer ela andar. Usamos um tambor, para marcar o ritmo, ou as palmas", conta o idealizador do projeto.

Deficiente visual comemora a participação no esporte — Foto: Reprodução / Tv Globo
Deficiente visual comemora a participação no esporte — Foto: Reprodução / Tv Globo

"É um aprendizado muito bom para mim. Nunca imaginei que fosse praticar um esporte desses. Independentemente de qualquer deficiência, e quem falar que não pode, por causa da deficiência, praticar qualquer esporte, eu digo que pode sim. Todos são capazes de fazer qualquer coisa, seja lá o que for", diz Luzia Ramos.

A primeira aula

A primeira aula experimental do projeto, segundo o instrutor Douglas, foi realizada com o objetivo de fazer uma troca de sentidos e experiências. Alunos com a totalidade da visão tiveram a experiência de remar com os olhos vendados, com a narração dos deficientes visuais do que era sentido durante o trajeto.

"Nosso primeiro projeto foi uma troca de sentidos. Nós queríamos colocar nossos alunos misturados com os deficientes visuais. Quando começamos a remar, fomos narrando o que estávamos vendo para eles. E na volta, invertemos. Vendamos os alunos, e deficientes visuais foram contando o que estavam sentido", explicou Douglas.

Douglas lidera o projeto que oferece aulas gratuitas de canoa havaiana para deficientes visuais — Foto: Miguel Folco / G1
Douglas lidera o projeto que oferece aulas gratuitas de canoa havaiana para deficientes visuais — Foto: Miguel Folco / G1

Inscrições

De acordo com a Secretaria de Acessibilidade, na primeira fase do projeto, serão disponibilizadas 15 vagas. As inscrições acontecem até sexta-feira (10) na Coordenadoria de Acessibilidade, na Praça Fonseca Ramos s/n 5º andar, no Centro de Niterói. O telefone para contato é o (21) 2613-6610.

As primeiras aulas oficiais começam dia 17 de agosto das 8h às 10h, na Praia de Icaraí, Zona Sul de Niterói. Nesse início do projeto, as aulas acontecerão quinzenalmente, até o projeto estar todo estruturado e ser inserido no Núcleo de Esporte Adaptado.

Segundo a coordenadora-geral da Coordenadoria de Acessibilidade da Prefeitura de Niterói, após a estruturação total do projeto, outras novas vagas surgirão.

Os interessados devem levar atestado médico, xerox do comprovante de residência, RG e CPF.

Projeto que realiza aulas gratuitas para deficientes visuais começa em Agosto — Foto: Miguel Folco / G1
Projeto que realiza aulas gratuitas para deficientes visuais começa em Agosto — Foto: Miguel Folco / G1

Fonte: g1.globo.com

Atleta que viaja de bicicleta para arrecadar dinheiro para deficientes chega a Joinville - Veja o vídeo.

Pepe Fiamoncini começou a aventura no dia 1º de outubro. A ideia é conseguir juntar R$ 30 mil para doar a duas instituições.

Por NSC TV

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Atleta de SC viaja três estados de bicicleta com projeto para pessoas com deficiência

Um atleta está há dois meses viajando com o propósito de ajudar pessoas com deficiência a praticar esportes. Pepe Fiamoncini já passou por 22 cidades do litoral de Santa Catarina, inclusive Florianópolis, e agora está em Joinville. A aventura começou no dia 1º de outubro, no Rio de Janeiro, e a meta é percorrer três estados. Ao todo, o percurso chega a 3 mil quilômetros.

Clique AQUI para ver o vídeo.

"Eu percebi que a gente reclama muito do que está faltando na gente e a gente não agradece o que a gente tem. Então pra gente estar vivo, em pé, praticando esporte... a gente não agradece. E aí eu quis proporcionar isso para pessoas que não podiam pedalar, não podiam praticar qualquer tipo de atividade física", disse.

Ele deixou a vida no mercado financeiro para se dedicar ao esporte. O Projeto Pedale Por Aqueles Que Ainda Não Podem foi criado pelo atleta. A meta é arrecadar R$ 30 mil que serão doados a duas instituições do Rio de Janeiro e São Paulo. “As duas instituições são bem voltadas ao esporte”, disse Fiamoncini.

Nas cidades, ele chega com a bicicleta num local de movimento, conversa com as pessoas, divulga o projeto e pede a colaboração. E a comunidade está se mostrando solidaria. Em Joinville, além de conhecer a história do atleta, a pensionista Cleusa Ferreira fez questão de ajudar.

“Eu trabalhei muito tempo como cuidadora, cuidava de deficiente físico. Então a gente vê a dificuldade deles, né?", disse.

“Muito bonito, está de parabéns. Ah, se tivessem, mais pessoas fazendo algo assim, né?”, elogiou a dona de casa Idezia Moreira Silveira.

De Joinville, o atleta segue para Garuva e, depois, para as cidades do interior do Paraná. A ideia é terminar o trajeto no dia 24 de dezembro, quando ele deve chegar ao Rio de Janeiro.

“Eu acho que o sentimento que eu podia resumir é gratidão. E felicidade. Uma felicidade imensa de poder compartilhar com as pessoas a minha experiência, tanto meus desafios, e eu estar superando meus desafios”, disse.

Fonte: g1.globo.com

Com craque-cartola, futebol de amputados quer reconhecimento

Vice de federação, atacante Rogerinho é astro da seleção junto com zagueiro Marcelo; time brasileiro é tricampeão mundial e ficou em 3º na Copa 2018

Carla Canteras, do R7

Reprodução Facebook
A seleção brasileira foi terceira colocada no Mundial do México, em novembro
A seleção brasileira foi terceira colocada no Mundial do México, em novembro

A história bem-sucedida entre o Brasil e o futebol não é marcada apenas pelos cinco títulos mundiais da seleção masculina ou pelas seis vezes em que Marta foi escolhida a melhor do mundo.

As categorias paralímpicas também têm capítulos empolgantes. A seleção brasileira de amputados foi tetracampeã do mundo (em 1989, 1999, 2001 e2005) e neste ano, na Copa do Mundo, realizada no México, em novembro, ficou com a terceira posição.

Astros da seleção

O sucesso atual é explicado por dois personagens importantes: o atacante Rogerinho, ou R9, e o zagueiro Marcelo, que jogam no Corinthians e são titulares na seleção. A história de vida dos dois é bem diferente, mas o amor e a empolgação pelo esporte são parecidos.

Rogerinho, de 36 anos, nasceu com um problema de má-formação congênita e tem uma das pernas bem menor que a outra. Desde criança, jogava bola com os amigos da rua e da escola. Mas tinha a frustração de não conseguir participar de campeonatos.

Diego Silva/divulgação Corinthians-Mogi
Rogerinho joga futebol desde criança
Rogerinho joga futebol desde criança

“Eu nasci assim. Jogava bola na rua, porém era o único deficiente. Usava muletas e, quando chegava os campeonatos, não podia jogar. Só treinava com eles e me chateava”, explicou Rogerinho.

Quando conheceu o esporte paralímpico, o atacante começou no vôlei. Logo foi para o futebol e entrou para o time de São Vicente em 2007. Mas o seu caminho para seleção brasileira foi rápido. Em 2009, virou titular e não saiu mais, sendo tricampeão da Copa América (2009, 2013 e 2015), vice-campeão sul-americano (2017) e campeão da Copa das Confederações (2016).

Com mais de 500 gols marcados na carreira, hoje a vida de Rogerinho é toda voltada para a modalidade. Em Mogi das Cruzes (62 km de São Paulo), ele fundou um projeto que ajuda 38 pessoas com deficiência.

“Cerca de 80% das pessoas que fazem parte do projeto sofreram acidente de moto. Outros, são doenças. É bacana você chegar em um cara recém-amputado e mostrar para ele o esporte. Mostrar que a vida continua... Não tem troféu nenhum que pague essa recompensa”, comemorou Rogerinho.

Diego Silva/divulgação Corinthians-Mogi
Marcelo, do Corinthians, perdeu a perna aos 26 anos
Marcelo, do Corinthians, perdeu a perna aos 26 anos

‘Tudo menos futebol’

A história do zagueirão Marcelo, de 43 anos, também tem ligação com o futebol desde criança. Mas ele teve de reaprender a modalidade.

Com 26 anos, Marcelo jogava futsal na várzea. Mas, após um erro médico, acabou perdendo a perna esquerda depois de levar uma pancada atuando.

“Levei um chute, que acabou entupindo minha artéria. O procedimento médico foi errado. Minha perna foi engessada e comprimiu ainda mais a artéria, que depois se rompeu. Nesse rompimento, entrou uma bactéria na minha corrente sanguínea e tive de amputar”, contou Marcelo.

Somente em 2009, Marcelo procurou outro esporte, que poderia ser qualquer um, menos futebol. Mas, na prática, o esporte voltou à vida dele e traçou caminhos impensados.

“Queria qualquer outra coisa. Foi me apresentado o atletismo, a natação e eu gostei. Mas estava com uma micose no pé e demorei seis meses para resolver. Quando resolvi o problema, cortaram a verba da natação e eu conheci o futebol. Estou até hoje.”

Não tem como ser diferente, já que entrar no gramado novamente trouxe para Marcelo muito mais do que só o prazer de praticar um esporte.

“Quando a bola rola, esquecemos que somos deficientes. Ainda mais para mim. Era para eu ter morrido. Fui desenganado pelos médicos. Agora sou jogador da seleção”.

Dificuldades financeiras

Ser jogador da seleção e viajar o mundo não significa que os jogadores da seleção paralímpica vivam do esporte. Os jogadores, muitas vezes, têm uma ajuda de custo dos patrocinadores, que não chega a pagar todas as contas. Assim, eles têm de colocar dinheiro do próprio bolso.

Rogerinho trabalha no setor administrativo de uma loja de materiais elétricos de um primo e é vice-presidente da Associação Brasileira de Esportes para Amputados. Algumas vezes, ele não coloca dinheiro só para pagar as próprias contas.

“Como dirigente, tenho também a responsabilidade de não deixar que nenhum jogador coloque a mão no bolso para defender a seleção. Então, vamos atrás de patrocínio e vendemos rifas. Se precisar, inteiramos o dinheiro”, conta Rogerinho.

Já Marcelo é autônomo e, quando viaja para defender o Brasil, não trabalha e não recebe.

“Em novembro [mês do Mundial no México], acabei deixando minhas contas pra trás. O cobrador ligou e perguntou: por que você não pagou? Porque estava defendendo o meu país”, afirmou o zagueiro.

Diego Silva/divulgação Corinthians-Mogi
Os braços são muito exigidos no futebol de amputados
Os braços são muito exigidos no futebol de amputados

Diferença para o futebol

A grande diferença entre o futebol de amputados e a modalidade convencional é a corrida. “Corremos com os braços e não com as pernas. Toda a nossa velocidade é com os braços. Dói ombro, cotovelo. Só com muita musculação e academia para aguentar a dor”, explicou Marcelo.

Algumas regras também são adaptadas. Confira as principais diferenças

                        Arte R7
                           





Comissão aprova isenção de IPI para produtos de tecnologia assistiva

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre o conteúdo de normas aplicáveis aos passageiros com deficiência, no serviço de transporte aéreo. Dep. Mara Gabrilli (PSDB - SP)
Mara Gabrilli: "Essa tributação traz retrocesso na área social"

Reportagem – Ralph Machado - Edição – Natalia Doederlein

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara aprovou o Projeto de Lei 10425/18, do deputado Lindomar Garçon (PRB-RO), que pretende conceder isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação (II), caso não haja similar nacional, sobre produtos de tecnologia assistiva destinados às pessoas com deficiência.

A proposta foi aprovada na forma de substitutivo apresentado pela relatora, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). Ela promoveu ajustes no texto e ampliou o escopo da isenção, incluindo partes e peças empregadas na adaptação ou no reparo dos produtos de tecnologia assistiva desonerados. “Assim, facilitamos, além da aquisição, a manutenção do equipamento adquirido”, disse.

Entre os produtos que podem ser abrangidos pela futura lei estão aqueles com recursos facilitadores para pessoas com deficiência visual, deficit auditivo e surdez e as cadeiras de rodas motorizadas, as adaptações para veículos, as órteses e as próteses, entre outros.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:



Campeonato Brasileiro de Bocha começa nesta sexta-feira, 14, no CT Paralímpico

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico recebe a partir desta sexta-feira, 14, o Campeonato Brasileiro de Bocha 2018 que será disputado nas categorias individuais, pares e equipe.

A competição de pares e equipes terá 71 atletas representando suas regiões nas categorias BC3, BC4 e equipes BC1/BC2. A rodada final acontecerá no sábado, 15, às 9h. Após a final, começam os jogos das quatro categorias individuais: BC1, BC2, BC3 e BC4. Esta competição é por clubes e nesta edição serão 75 atletas de 36 clubes. As vagas para o Campeonato Brasileiro foram conquistadas nos campeonatos regionais.

No domingo, 16, acontecerá a final individual, às 17h. Nesta competição, serão realizados "Bocha Challenge" - jogo de desafio de bocha que tem como objetivo derrubar o maior número de pinos que o atleta conseguir, com apenas três bolas. Estas partidas acontecerão entre a semifinal e a final, no domingo.

Os medalhistas paralímpicos Dirceu Pinto, Maciel Santos, Evani Calado participam deste evento.

O Campeonato Brasileiro encerra o calendário da modalidade deste ano. Confira aqui a tabela de jogos.

*Com informações da Associação Nacional de Desporto para Deficiente

Fonte: cpb.org.br

Sesi-SP é bicampeão brasileiro de vôlei sentado em partida disputada em SP

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Por CPB

A equipe do Sesi-SP venceu o Vasco da Gama-RJ por 3 sets a 2 na grande final do Campeonato Brasileiro Masculino de Voleibol Sentado – Série Ouro, nesta sexta-feira, 14, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo e sagrou-se bicampeão. A partida que chegou ao tie-break teve transmissão ao vivo pelo SporTV 2.

O Sesi venceu o primeiro set por 25 a 18. No segundo set, o Vasco reagiu e empatou a partida ao vencer por 25 a 15. No terceiro set, melhor para os paulistas com 25 a 13. A equipe do Sesi saiu na frente na quarta parcial, mas os vascaínos viraram o placar e encerraram o set com 26 a 24. Com a partida empatada em 2 a 2, o Sesi mostrou a sua superioridade e liquidou a fatura por 15 a 11.

“Foi um campeonato bem disputado, tinham quatro equipes muito bem preparadas. Nós viemos para defender o título e sabíamos que a partir da semifinal os jogos seriam mais difíceis. O Vasco tem uma boa estrutura lá no Rio e fizeram um bom jogo, digno de final de Brasileiro, mas nós fomos superiores em alguns aspectos e levamos a melhor “, disse o jogador do Sesi Renato Leite.

Durante o intervalo entre o segundo e terceiro set, a Federação Internacional de Vôlei Sentado entregou à vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Naíse Pedrosa, a placa de homenagem que elege o CT como um dos centros de referência mundial da modalidade.

A transmissão da final do Campeonato Brasileiro de Vôlei foi mais uma iniciativa do Selo Brasil Paralímpico - parceria firmada entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Grupo Globo que, entre outras ações, prevê a transmissão de eventos paralímpicos.

Fonte: cpb.org.br

Vencedores do VII Prêmio Ações Inclusivas são revelados após debate sobre suas experiências

   Billy Saga recebeu diploma de "Personalidade do Ano 2018" por seu engajamento social

A cerimônia de premiação da 7ª edição do Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência aconteceu na sede da Secretaria, na capital paulista, em 12 de dezembro de 2018, e reuniu mais de 500 representantes de várias regiões do Estado de São Paulo, na torcida pela conquista do Prêmio.

A premiação foi antecedida de momento que oportunizou debate sobre as áreas que prevaleceram entre as instituições inscritas: esporte, saúde, emprego, educação e direitos, com o intuito de efetivamente promover troca de experiências e relatos entre si.

Os participantes, reunidos em grupos temáticos, debateram sobre suas experiências baseados nos seguintes eixos: facilidades, avanços, retrocessos e barreiras. Sobre as dificuldades encontradas, esse tópico dividia-se em dois: venceram? Como? Ao final de um período de discussão, todos voltaram ao auditório e um porta-voz do grupo apresentou o resultado das discussões.

As principais barreiras que dificultaram o percurso das ações inclusivas implementadas no estado de São Paulo foram o aspecto financeiro/patrocínio e o desconhecimento das peculiaridades de cada deficiência. Nesse âmbito, a falta de informação sobre as deficiências dificulta a inclusão nos campos da educação, trabalho e exercício da cidadania.

O Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência foi criado em 2010, pelo Governo do Estado de São Paulo para reconhecer as melhores práticas para pessoas com deficiência mantidas pelas organizações governamentais e não governamentais. O intuito principal é conhecer os programas, projetos e ações, e disseminar essas iniciativas estimulando a inclusão social.

   Auditório da Secretaria lotado e torcida inclusiva animada: esse foi o espírito do Prêmio 2018

Na cerimônia de premiação de 2018, a Secretária de Estado Dra. Linamara Rizzo Battistella falou sobre a importância da premiação. “Parabéns pelas ações inclusivas, que esse exemplo de vocês, de trabalho, de premiação, seja um bom exemplo para toda sociedade. Vamos continuar juntos, vamos continuar trabalhando pela inclusão de todas as pessoas com deficiência em nossa sociedade”, destacou.

A cerimônia de premiação contou com a performance da Cia. de Dança Humaniza, do município de Campinas, que executou números com dançarinas com deficiência física e síndrome de Down. Também trouxe o Coral de Libras, formado por estudantes de Pedagogia, também de Campinas, sob a coordenação de Keyla Ferrari, da Cia. de Dança Humaniza.

VENCEDORES

O Prêmio esse ano foi fechado a novas ações e aberto apenas a quem já participou das edições anteriores e foi classificado como FINALISTA. O objetivo é permitir que sejam conhecidas a trajetória, desdobramento, crescimento, desafios e conquistas das ações premiadas anteriormente.

   Vencedores de 2018 ganharam troféu

Em 2018, foram registradas 150 inscrições, para as categorias governamental e não governamental. Dessas, 10 foram finalistas e apenas uma foi a grande vencedora, em cada categoria. As práticas inscritas foram avaliadas pela Secretaria e submetidas à uma Comissão Julgadora, formada por personalidades de renome que atuam na área. Neste ano, os jurados convidados foram:
Dr. André Tadeu Sugawara, médico fisiatra da Rede de Reabilitação Lucy Montoro; Aracélia Costa, superintendente da Apae de São Paulo; Cid Torquato, secretário municipal da pessoa com deficiência de São Paulo; Chico Pirata, ativista e conselheiro dos direitos das pessoas com deficiência; e Lúcia França, presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.

Outra novidade deste ano: houve escolha da TORCIDA INCLUSIVA mais animada, um reconhecimento que a Secretaria quis dar às instituições que reunirão seus colaboradores e atendidos para prestigiar as ações inclusivas apresentadas. “É um dia festivo e o compromisso com a inclusão exige tempo, dedicação e presença. O esforço animado de comparecer à “Festa da Inclusão” foi também reconhecido”, afirmou a coordenadora do Prêmio, Maria Isabel da Silva. Nessa categoria o vencedor foi a torcida animada do município de Jundiaí, que estava representada pelo prefeito Luiz Fernando Machado.

Na categoria “Não Governamental”, a prática inclusiva vencedora foi Viver e Conviver do CIAAG – Centro De Inclusão e Apoio ao Autista De Guarulhos, a primeira e única instituição no município que atende exclusivamente crianças e pré-adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O PEAMA - Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas, da Prefeitura de Jundiaí foi a grande vencedora na categoria “Governamental”. A ação consiste em democratizar o acesso utilizando o esporte como ferramenta de inclusão por meio da oferta de diversas práticas esportivas. Na ocasião, a torcida da ação recebeu também o Prêmio Torcida Inclusiva, uma novidade dessa edição do Prêmio Ações Inclusivas.

Billy Saga, rapper com uma trajetória de duas décadas de dedicação ao rap, publicitário, artista plástico, presidente da ONG Movimento Superação e consultor da ONG Mais Diferenças, foi homenageado e recebeu destaque por sua atuação em defesa dos direitos e inclusão das pessoas com deficiência.

Abaixo, as ações finalistas de 2018:

Ações Inclusivas Governamentais:
- A Inserção Educacional do Aluno Com Disfagia - Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo
- Tecnologia Assistiva Como Meio de Inclusão Social – Prefeitura de Barueri – Barueri
- Programa de Educação Inclusiva, Educando e Aprendendo na Diversidade – Prefeitura Municipal de Itatiba
- Peama - Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas - Unidade de Gestão de Esportes da Prefeitura de Jundiaí
- Memorial Para Todos – Memorial da Resistência – São Paulo

Ações Inclusivas Não-Governamentais:
- Programa de Autodefensoria – APAE de SP – São Paulo
- Transformando Material Reciclável em Moeda Social – ADEFILP – Lençóis Paulista
- Cia de Dança Humaniza – CEDAI - Centro de Dança Integrado – Campinas
- Viver E Conviver – CIAAG - Centro de Inclusão e Apoio ao Autista de Guarulhos – Guarulhos
- Práticas Adaptadas Interiores e Exteriores – APAE de Bertioga - Bertioga