sábado, 22 de dezembro de 2018

Desejamos um FELIZ NATAL a você e seus familiares.

A Diretoria da APNEN deseja aos nossos seguidores, leitores, amigos a você e os seus familiares, um FELIZ NATAL



Fonte: APNEN Nova Odessa

Buenos Aires acessível: ótimo destino para pessoas com deficiência

Buenos Aires é uma das capitais mais acessíveis para pessoas com deficiência na América Latina. Destino disponibiliza guia turístico com localidades acessíveis, mapas táteis e guia de boas práticas para profissionais do turismo.


A cidade de Buenos Aires é uma das mais acessíveis quando o assunto são pessoas com deficiência. Teatros com recursos de acessibilidade, como audiodescrição para pessoas com deficiência visual, aro magnético para pessoas com deficiência auditiva, rampas por toda a cidade, banheiros adaptados e maquetes táteis são alguns dos recursos disponibilizados pela cidade. Essas características tornam o local um dos mais avançados nesse quesito na América Latina.

Um dos maiores compromissos assumidos pelo governo local foi o de tornar todas as esquinas 100% acessíveis para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida até o final de 2018. Para tanto, é necessária a criação de rampas de acesso que permitam uma maior locomoção desse público pela cidade. A iniciativa também beneficia idosos e os pais com carrinho de bebê.

Durante 2016, Buenos Aires construiu 7.838 novas rampas. Em 2017 e 2018, o objetivo é construir um total de 8.425. Nos cinco primeiros meses de 2018, já foram 1.745 lugares que se tornaram acessíveis. Hoje o município já tem 70% das esquinas com acessibilidade para pessoas com deficiência. Além disso, o governo reduziu o desnível entre as rampas e as estradas para conseguir uma melhor continuidade.

La Boca é o único bairro onde não é possível a instalação de novas rampas, devido à diferença na altura do caminho e da estrada. Todas essas iniciativas visam cumprir metas específicas da Agenda de Desenvolvimento Sustentável, de tornar cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, além de fornecer acesso universal a áreas verdes e espaços públicos seguros, inclusivos e acessíveis até 2030.

Muito além de espaços físicos acessíveis

O entendimento das autoridades de Buenos Aires sobre acessibilidade é amplo e não inclui só a criação de espaços físicos acessíveis. O objetivo é desenvolver e promover políticas públicas que contemplem o desenho universal, ou seja, com acessibilidade para todos os públicos, não somente para pessoas com deficiência. Isso significa desde incluir outros idiomas (inglês, português, língua de sinais argentina, entre outras) até contemplar o acesso das pessoas com deficiências aos diversos espaços da cidade.

Para concretizar esse objetivo, uma das ações desenvolvidas foi a criação de um guia turístico acessível disponível de forma pública para todos os interessados. A responsabilidade de redigir o documento foi da Comissão para a Plena Participação e Inclusão da Pessoa com Deficiência (Copidis) e da entidade de turismo de Buenos Aires.

O guia pode ser baixado no site do governo da cidade e inclui todas as informações de acessibilidade das atrações turísticas. Com ele você pode saber se há rampas, banheiros acessíveis, audiodescrição ou audioguia nos museus e teatros, visita guiada, entre outros recursos e facilidades.

Para ajudar na localização, a última versão do documento é dividida em nove circuitos. São eles: San Nicolás / Casco Histórico, San Telmo / La Boca, Recoleta / Retiro, Puerto Madero / Balvanera, Palermo / Belgrano, La Plata, Bahía Blanca e Mar del Plata. É um verdadeiro guia informacional para os turistas com deficiência.

Cada atração possui diferentes níveis de acessibilidade. O arquivo também pode ser acessado em formato de audiodescrição e língua de sinais argentina (LSA). O governo de Buenos Aires também desenvolveu um aplicativo para sinalizar locais acessíveis, chamado de BA Accesible.


Mapas táteis

Outro recurso disponibilizado pela cidade de Buenos Aires aos turistas com deficiência são os mapas táteis. Para ter acesso, é necessário se dirigir ao centro de atenção ao turista de Palermo e Recoleta e ao Museu da Casa Rosada. Essas maquetes em 3D orientam a pessoa com deficiência visual no espaço por meio do sistema braille, relevo de superfícies específicas e texturas.

Guia de boas práticas aos profissionais do setor de turismo

Para finalizar, o governo de Buenos Aires possui um guia de boas práticas para quem trabalha direta ou indiretamente com atividades relacionadas ao turismo. O objetivo é oferecer uma ferramenta para capacitar os profissionais no atendimento e inclusão de pessoas com deficiência, para que elas possam desfrutar de qualquer experiência turística.

O documento inclui informações sobre o que é um destino turístico acessível e quais são os tipos de deficiência, bem como a melhor forma de ajudar em cada uma delas. Também possui instruções legais e informações sobre quais recursos de acessibilidade são obrigatórios. Entre as orientações gerais dadas pelo guia estão:
  • Perguntar à pessoa se ela precisa de ajuda e, se sim, qual a melhor forma de fazer isso;

  • Dirigir-se sempre à pessoa com deficiência, não ao acompanhante;

  1. Não superproteger;

  • Não usar palavras como “aqui” e “ali”. Em vez disso, usar “direita”, “esquerda”, “para frente”, “para trás”, “para cima” e “para baixo”.

Acessibilidade no voo

Se você deseja viajar para Buenos Aires e possui algum tipo de deficiência, saiba que existem algumas companhias que operam voos para este destino, como a Avianca. Todas as empresas são obrigadas a oferecer acessibilidade e todos os serviços em condição de igualdade com outros passageiros. Esse dever é assegurado pela Resolução 280/2013, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A norma trata dos passageiros que precisam de atendimento especial. São eles:
  • Pessoas com deficiência;

  • Pessoas com idade igual ou superior a 60 anos;

  • Gestantes;

  • Lactantes;

  • Pessoas acompanhadas por criança de colo;

  • Pessoas com mobilidade reduzida que tenham limitação na sua autonomia como passageiro.

  • Pessoas com mobilidade reduzida.


Justiça obriga governo a manter auxílio a idosos e pessoas com deficiência

Ação protocolada pela Defensoria Pública foi acatada e um plano terá que ser desenvolvido para o recadastramento dos beneficiários

Por Jennifer Ann Thomas

Idosos aguardando na fila para o recadastramento de aposentados e pensionistas com mais de 90 anos, no posto de atendimento do INSS do bairro de Copacabana - 07/11/2003
Idosos aguardando na fila para o recadastramento de aposentados e pensionistas com mais de 90 anos (Guito Moreto/Agencia O Globo/Dedoc)

Uma decisão publicada nesta quarta-feira, 19, pela Justiça Federal de São Paulo determinou que o governo não interrompa o pagamento dos benefícios assistenciais de prestação continuada, o BCP, por falta de cadastro no CadÚnico até 31 de dezembro deste ano.

Especificamente com relação a idosos e pessoas com deficiência, cerca de 40% daqueles que têm direito ao pagamento não foram recadastrados no sistema. Um decreto de 2016 estipulou o dia 31 de dezembro deste ano como limite para regularizar a situação no CadÚnico, mas a divulgação da nova regra foi insuficiente e não houve esforço para atender às necessidades desse público específico.

Na segunda-feira, 17, a Defensoria Pública da União ajuizou uma Ação Civil Pública para suspender o efeito de cortar o benefício. De acordo com a DPU, o Ministério de Desenvolvimento Social prestou informações sobre as políticas adotadas para a divulgação do novo cadastro que comprovam a concentração dos esforços em poucas cidades e a delegação da responsabilidade para os municípios, pelo envio de ofícios e modelos de divulgação, sem qualquer acompanhamento e supervisão da divulgação.

Na ação, a defensoria pediu que fosse concedida uma medida liminar com efeito em todo o território nacional até a elaboração de um plano efetivo de publicidade e informação, e que leve em conta as peculiaridades dos beneficiários.

Na decisão, a juíza federal substituta Eliana Rita Maia Di Pierro afirmou ter ficado suficientemente demonstrada a ineficácia dos meios de divulgação, informação e convocação dos beneficiários do BPC. “Assim, entendo que o não deferimento do pedido liminar em questão pode causar sérios danos aos beneficiários do BPC, tendo como justificativa para a suspensão de seus benefícios uma situação que não foi criada por eles”, afirmou a juíza.

Adolescente com síndrome de Down salva a vida a duas meninas

    

Quando vai à praia, provavelmente fica de olho nos seus filhos. Mas é apenas uma questão de segundos para a corrente tirar uma pessoa de terra firme.

Quando uma mãe viu a sua filha de 10 anos a ser levada pelas ondas perto da praia de Sabaudia, em Itália, ela entrou em pânico. Felizmente, um adolescente viu toda a cena e foi capaz de reagir rapidamente.

Valerio Catoia, um adolescente de 17 anos com síndrome de Down, viu a menina de 10 anos e outra menina de 14 anos serem levadas pela corrente. Elas gritaram por socorro e Valerio não esperou nem um segundo para ajudá-las.

Valerio e o pai saltaram à água e foram até às duas meninas. O pai ajudou a menina de 14 anos e Valerio foi resgatar a menina de 10 anos.

Normalmente, não é recomendado que as pessoas tentem ser heróis em tais situações. É muito perigoso ser levado pelas ondas, por isso é melhor deixar os salva-vidas fazê-lo. Mas Valerio nada desde os três anos de idade e até competiu na esperança de ir aos Jogos Paralímpicos. Além disso, Valerio havia recebido treino em primeiros socorros. Ele sabia o que fazer e como reagir nessa emergência.

Quando Valerio trouxe a menina de 10 anos sã e salva na praia, a mãe pegou a filha nos seus braços. Ela nunca agradeceu a Valerio. Mas o ato de heroísmo do jovem adolescente Síndrome de Down não passou despercebido.

O ex-primeiro ministro Matteo Renzi disse que a Itália como um todo está orgulhosa do que o adolescente fez. O ministro do desporto do país até premiou Valerio com o prêmio “Campeão da Solidariedade Italiana” e uma medalha e placa comemorativa.

Alunos do Ensino Fundamental assistem aulas de Libras em escola de Cariacica

Usada por mais de 5 milhões de pessoas, e reconhecida como o segundo idioma do país, a Língua Brasileira de Sinais é utilizada para se comunicar com pessoas com deficiência auditiva

Por COC Lusiadas

Divulgação
Alunos do Ensino Fundamental assistem aulas de Libras em escola de Cariacica

Os dedinhos ainda são pequenos, mas os gestos que eles representam têm um significado muito maior: o da inclusão. Cerca de 50 alunos com idades entre 7 e 8 anos, das séries iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Lusíadas, em Cariacica, se divertiram durante uma aula básica de Libras (Língua Brasileira de Sinais), reconhecida em 2002 como a segunda língua oficial do Brasil.

Usada como forma de se comunicar com pessoas com deficiência auditiva, estima-se que atualmente no país mais de 5 milhões de cidadãos façam uso da linguagem de sinais. É por esse conjunto de códigos, que compreende gestos, expressões, leitura labial e até mesmo estrutura gramatical própria, que surdos e mudos se comunicam com o restante das pessoas.

De acordo com a coordenadora pedagógica do Colégio Lusíadas, Mirian Neto, as aulas de Libras fizeram parte das ações do “Projeto Valores e Cidadania”, desempenhado pela escola com os estudantes. Cada turma do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental da escola recebeu uma aula sobre linguagem de sinais.

                  Professora e aluna fazem sinal que representa "eu te amo" em libras — Foto: Divulgação
Professora e aluna fazem sinal que representa "eu te amo" em libras — Foto: Divulgação

“Entendemos que estimular a responsabilidade social contribui para o exercício da cidadania dos nossos pequenos. Eles já entendem e mostram interesse em conhecer outras realidades fora do mundo deles e que, se dermos a nossa contribuição, poderemos, pelo menos, amenizar as ‘diferenças’”, afirma Mirian.

Cidadania

A estudante de Pedagogia Rhoana Pereira foi quem deu as aulas de Libras para os pequenos. Estagiária na escola há dois anos, além de ensinar o básico da linguagem de sinais, ela também passou aos alunos várias noções de cidadania e empatia.

“Procurei explicar para as crianças a dificuldade que o surdo tem em se comunicar com os ouvintes, mas que nós, quanto ouvintes, podemos quebrar essa barreira. Um ponto importante é que, além de ser trabalhado o conhecimento sobre os sinais da Libras, também trabalhei a cidadania e consciência sobre a importância de saber se comunicar com um surdo”, afirma.

O primeiro contato de Rhoana com a Libras foi na infância, quando aos 10 anos aprendeu o alfabeto manual. Anos depois, já no Ensino Médio, ela teve contato com uma colega de escola que era surda, e que se comunicava com o auxílio da intérprete que a acompanhava durante as aulas.

“A partir daí, comecei a me interessar em aprender mais, pois me incomodava depender de alguém para me comunicar com uma colega. Em 2015, fiz o curso na Escola Oral Auditiva de Vitória, desde então, comecei a ter mais contato com a comunidade surda e a conhecer suas dificuldades no dia a dia, inclusive nas escolas, pela falta de profissionais que tivessem o mínimo conhecimento da Libras para ajudá-los”, afirma.

Aprendizado

De acordo com Rhoana, na faixa etária dos estudantes do Ensino Fundamental o processo de aprendizagem é mais fácil e, como as crianças estão se desenvolvendo, a aquisição do conhecimento ocorre de forma mais leve. Cada turma recebeu uma aula, e já se estuda a realização de novos encontros.

“Foi maravilhosa, além do esperado, por ser uma língua desconhecida pela maioria deles, mas todos ficaram encantados e saíram da escola no fim do dia sinalizando para os pais. Durante a semana ainda recebi o feedback dos pais, falando sobre animação das crianças em casa, a maioria relatou que os alunos ensinaram para a família”, comemora a profissional.

Fonte: g1.globo.com

Pessoas com deficiência de Canindé tomam primeiro banho de mar em Fortaleza

O grupo é formado por alunos atendidos pelo projeto Práticas Corporais Inclusivas, no campus de Canindé do Instituto Federal do Ceará (IFCE).

Por Sâmia Martins, G1 CE

Grupo de deficientes foi de Canindé até Fortaleza para tomar o primeiro banho nas águas salgadas do oceano. — Foto: Natinho Rodrigues
Grupo de deficientes foi de Canindé até Fortaleza para tomar o primeiro banho nas águas salgadas do oceano. — Foto: Natinho Rodrigues

Da felicidade, fez som. Francisco de Assis Freitas Lima, de 45 anos, não poupou o grito ao sair do mar. Ele fez parte do grupo de sete alunos com deficiências motoras e múltipla, atendidos pelo projeto Práticas Corporais Inclusivas, no campus de Canindé do Instituto Federal do Ceará (IFCE), que percorreu os 118 km entre Canindé e Fortaleza, até a Praia de Iracema, na manhã da última quinta-feira (20), para tomar o primeiro banho nas águas salgadas do oceano.

A ansiedade foi tamanha que, desde as duas horas da madrugada, não dormiu mais. Segundo a cunhada, Ana Maria do Nascimento, que o acompanha na maioria dos momentos, Francisco de Assis gosta de ficar "bem preparado" para passear. "Só em ele imaginar que está saindo, que vai se divertir, já é a alegria em pessoa", comenta.

Preparação que Elisângela Lopes da Silva, de 37 anos, também teve ao comprar seu primeiro biquíni para o primeiro mergulho no mar. O sorriso que não saía dos lábios já evidenciava a satisfação, sem necessidade de perguntas. "Foi maravilhoso. É uma experiência que eu nunca vou esquecer. Por mim, eu nunca sairia do mar", relata.

Das sete pessoas com deficiência presentes, dois já tinham visto o mar mas não avançaram para além das barracas. Os outros cinco nunca tinham visto a praia pessoalmente.

Iniciativa

A viagem contou com a presença de cinco profissionais do IFCE, incluindo as professoras de educação física e responsáveis pelo projeto, Thaidys Monte e Samara Moura, e mais duas turmas de licenciatura do Curso de Educação Física, com 40 alunos no total. Para Thaidys Monte, a experiência a partir dessa excursão é fundamental para a aprendizagem dos graduandos.

"Uma coisa é eles verem na teoria como é, com devem pegar uma cadeira de rodas, como ela trava e destrava. Outra coisa coisa é eles vivenciarem na prática, como foi todo o transporte da saída de Canindé para cá e como acionar o elevador do ônibus, por exemplo", analisa.

Ângela Maria, de 23 anos, monitora do Práticas Corporais Inclusivas há pouco mais de um ano, qualifica o projeto como "muito gratificante" e "maravilhoso". A estudante ressalta os avanços observados nos atendidos ao longo do tempo. "Eu descobri que se você der asas eles podem ir muito longe. Por exemplo, hoje em dia, tem muitos que ficam sozinhos dentro da piscina, não precisa de um monitor segurando, eles já nadam sozinhos".

Hoje o projeto contempla 30 adultos com deficiências motoras, visual e múltipla, sendo 15 da Associação das Pessoas que lutam pela inclusão do Deficiente (APLID) e 15 da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), ambas do município de Canindé. Apenas membros da APLID conseguiram ir à praia desta vez.

O banho de mar foi possibilitado peloprograma Praia Acessível, vinculado à Secretaria Municipal do Turismo de Fortaleza (Setfor). Com ele, pessoas com deficiências físicas, motoras ou dificuldades de locomoção conseguem assistência para entrar no mar.

Fonte: g1.globo.com

Pessoas com deficiência terão acessibilidade às produções audiovisuais nos cinemas

Imagem Internet/Ilustrativa
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Daniel Susumura dos Santos

A 14ª Vara Federal Cível de São Paulo/SP determinou que a União Federal e a Ancine – Agência Nacional de Cinema apresentem providências para viabilizar a acessibilidade de pessoas com deficiência visual e auditiva às produções audiovisuais (nacionais ou estrangeiras destinadas ao mercado interno), através de legendas abertas, legendas descritivas na forma Closed Caption e janela com intérprete de Libras.

A decisão em caráter liminar estabelece o prazo de 30 dias corridos para que os réus apresentem um cronograma progressivo para o início do período de testes de equipamentos, a partir 1/1/2019, além das complementações necessárias para a plena execução prevista no art. 44, 6º, da Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Já a implementação total dos propósitos da legislação deverá estar pronta, abrangendo salas de cinema de todo o país, a partir de 1/3/2019. O descumprimento da decisão implicará no pagamento de multa de R$ 10 mil por dia de atraso.

O Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, apresentou dados estatísticos relevantes sobre o quantitativo de pessoas (por faixa etária, com maior ou menor grau de deficiência) que seriam beneficiadas com as medidas postuladas. O pedido pleiteava ainda a obrigatoriedade aos réus na fiscalização às empresas do setor.

A União, a Ancine e diversas empresas do setor se manifestaram na ação. Após audiência de conciliação, realizada em maio, foi concedido prazo de 30 dias para que as partes apresentassem medidas concretas a serem implementadas, acompanhadas de cronograma para a implantação.

Na decisão, o juiz federal José Carlos Francisco ressalta a urgência demonstrada pela exclusão prolongada e excessiva ao acesso de pessoas com deficiência às obras audiovisuais, que são os destinatários finais da inclusão proposta pela Lei. “É exatamente o caso dos autos, porque a cominação entre destinatários finais (pessoas com deficiência) e o objeto (inclusão ou acessibilidade em exibições de cinemas) não poderia ter sido submetida à vacância de 48 meses, claramente excessiva”, afirmou.(SRQ)

Processo: 0096601-82.2016.4.03.6100 – íntegra da decisão

Seção de Produção de Texto e Atendimento à Imprensa – SUTI
Núcleo de Comunicação Social – NUCS

Justiça Federal de 1º Grau em São Paulo
visite o nosso site: www.jfsp.jus.br

Fonte: jornaldiadia.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Menina com Down recusada em 4 escolas particulares celebra formatura em escola pública

Com sorriso doce e olhar valente, a pequena Valentina venceu o preconceito!

Por Redação RPA

menina down recusada escolas particulares formatura escola pública

A pequena Valentina, 6 anos, acaba de se formar no ensino infantil em uma escola pública, depois de ser rejeitada em quatro escolas particulares.

Valentina tem síndrome de Dow e algumas particularidade, como dificuldade para andar e se alimentar. Sua mãe, Rita Arena, quase desistiu da colocar Valentina na escola devido ao preconceito.


Mas Rita conta que não é bem isso o que acontece na prática. Valentina foi recusada em quatro escolas particulares, em Taubaté (SP), onde a família mora.

                         menina down recusada escolas particulares formatura escola pública
                      Rita e a pequena Vava – lindeza!

Rita coordena um grupo de apoio com outras mães e pais de filhos especiais e as histórias de rejeição são parecidas. “É muito triste a gente ter que passar por isso. Eu mesma quase fiquei desacreditada [na lei] e quase não levei a Vava para a escola.”

menina down recusada escolas particulares formatura escola pública

“Quando chegava na porta das escolas, o pessoal devia pensar ‘nossa, tem Down, não anda, não come, usa fralda’. Foram quatro negativas muito tristes, até que eu achei a escola municipal. Eu fui muito acolhida”, afirma Rita, que administra a página Família Down Taubaté e Reg. no Instagram.

menina down recusada escolas particulares formatura escola pública
Rita coordena um grupo de pais de filhos especiais

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Rita e Valentina encontraram acolhimento na EMEI Maria Pereira Santiago. Foram recebidas de abraços abertos pela diretora Shirlei Cândido e professoras como a Amanda Maciel. Amanda foi professora de Valentina por dois anos e contou sobre a inclusão da aluna.

menina down recusada escolas particulares formatura escola pública
A diretora Shirlei abriu as portas da EMEI Maria Pereira Santiago para Rita e Valentina

“Já conhecia a síndrome de Down. Busquei mais informações e fiz jogos e atividades para atender às necessidades dela. Este ano foi um novo desafio. Pedimos para que ela ficasse mais um ano comigo. Então, fiquei responsável por integrá-la à turma nova, com colegas que não a conheciam. Conscientizei os alunos sobre o tema da inclusão, mostrei as capacidades dos alunos especiais e seus direitos com uma abordagem lúdica”, lembra Amanda.

                                            menina down recusada escolas particulares formatura escola pública
                                      Amanda e Valentina na sua formatura

“Conscientes também de que ao longo da sua vida escolar e acadêmica poderão encontrar outros colegas com diferentes necessidades especiais. Um dos objetivos do projeto era prepará-los para apoiar, aceitar e lutar pela causa, começando pela educação infantil, que é a estrutura de toda a base escolar.”

Chegou, então, o dia da formatura de Vava! A menina entrou na cerimônia caminhando com a ajuda de um andador cor de rosa, feito com canos de PVC. Presente de um voluntário da EMEI Maria Pereira Santiago, a pedido de Amanda, e que trazia os nomes das professoras e colegas de Valentina.

menina down recusada escolas particulares formatura escola pública

“Foi o que mais me emocionou. Ver ela andar sozinha, vencendo a timidez. Não teve como segurar [a emoção] e não foi só a gente, mas a escola inteira chorando. Porque foram muitas vitórias durante todo esse processo. Vitória alimentar, vitória contra a timidez, da questão da autonomia. Foram muitas vitórias, mas essa foi demais!”, ressalta Rita.

menina down recusada escolas particulares formatura escola pública

Segundo a professora Amanda, faltam palavras para expressar o que sentiu naquele momento. Mas ela diz que a saudade de Vava já era grande, pois viu a menina evoluir bastante no tempo em que estiveram juntas.

“Valentina evoluiu muito ao longo desses dois anos. Ela é uma criança incrível, nunca desiste dos seus desafios. Nunca está triste e nunca chora. Não fiz mais por ela do que ela fez por mim. Ela me ensinou muito mais do que eu ensinei pra ela. Jamais esquecerei do seu sorriso doce e seu olhar valente.” 

Ano que vem, Valentina vai cursar o 1º ano do ensino fundamental, em uma escola da rede municipal de Taubaté.

Direito educacional e o processo de inclusão

Já se encontra à venda o livro do advogado e professor Gonzalo Lopez. O livro pode ser adquirido diretamente na editora Lumen Juris e em outras livrarias.

Por Izabel de Loureiro Maior”

                             Imagem: Lumen Juris
                                 Uma fileira de livros e um martelo de julgamento.

“Com o livro “Direito Educacional e o Processo de Inclusão: normas e diálogos para entender a escola do século XXI”, recebemos a visão atualizada, que vem chancelada pela aprovação de sua dissertação de mestrado apresentada à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esta obra é fruto de pesquisa, de atuação como consultor, professor, gestor educacional e advogado, no qual o autor aprofundou os argumentos para o imprescindível diálogo da escola de hoje. Consolidar o sistema educacional inclusivo deixou de ser uma proposta para alunos com deficiência, pois educação de qualidade lança mão de recursos político-pedagógicos, tecnológicos, e tem o sujeito singular, com ou sem deficiência, como sua escolha para romper com as barreiras e conformismos do passado.

Entre vários pontos importantes, chamou minha atenção no livro de Gonzalo Lopez o quanto foi rica a disputa presente na ADI 5357, movida tão logo a LBI foi sancionada em 2015, na tentativa de desobrigar o sistema educacional privado tornar-se inclusivo. O debate no STF, a participação dos grupos de interesse e a decisão de mérito pelo Plenário esclareceram questionamentos sobre a própria constitucionalidade Convenção e da educação inclusiva.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Mini-influenciadora digital com síndrome de Down faz sucesso nas redes sociais

A pequena Maria Rita, 4, faz lindas poses, desfila diferentes looks e mostra que pode fazer tudo o que quiser! "Não há diferenças. É só um cromossomo a mais, um cromossomo extra. Temos muito mais semelhanças do que diferenças", diz a mãe, em entrevista exclusiva a CRESCER

Por Sabrina Ongaratto

Maria Rita,4, além de fazer ballet, é modelo e influenciadora digital (Foto: Arquivo pessoal)
Maria Rita,4, além de fazer ballet, é modelo e influenciadora digital (Foto: Arquivo pessoal)

Quando Gabriel, filho único da pedagoga Francielle Sevilheri, 32, e do marido, Silvio, completou 4 anos, eles decidiram que era hora de ter o segundo. "Foi uma gravidez muito planejada, o Gabriel pedia muito uma irmã", conta. Mas em pouco tempo, a felicidade deu lugar ao medo e a muitas incertezas. "Com quase 14 semanas, fiz o exame de translucência nucal e deu uma alteração. Foi terrível, meu mundo caiu", lembra Francielle.

"Levei o resultado para meu obstetra e ele nos propôs fazer outro exame. Caso desse positivo, ele sugeriu que eu fizesse um aborto. Saímos de lá arrasados. Ele disse que minha gestação poderia não chegar até o final", diz. O casal, então, optou por trocar de obstetra e levar a gestação adiante. "O novo médico foi maravilhoso! Me deu todo o apoio e carinho de que eu precisava naquela época. Mesmo assim, foi uma gravidez muito difícil. Eu não queria tirar foto, fazer envoxal... tudo por causa do medo", disse ela. "Eu não tinha contato com ninguém com síndrome de Down. As únicas informações que eu tinha eram do tempo da faculdade e da internet", explica.

A hora do parto finalmente chegou e não foi nada fácil para a família. "Maria Rita teve uma complicação e precisou passar por uma cirurgia no esôfago com apenas 20 horas de vida. Era uma cirugia de grande porte, mas, graças a Deus, foi tudo bem. Ela é uma lutadora desde a barriga", afirma a mãe. Mesmo assim, os primeiros dias foram de muitas incertezas. "Você vive o luto do filho perfeito, idealizado, dentro dos padrões da sociedade. A gente demora um pouco para absorver todas as informações, principalmente por que a síndrome pode acarretar outras má-formações. Para a mãe, que está vivendo aquele momento, é muito complicado. Entrei em um início de depressão pós-parto, tinha medo de contar para as pessoas e elas não aceitarem a Maria Rita. Tinha medo do preconceito que ela fosse enfrentar quando crescesse", desabafa a mãe.

"Mas fomos do luto à luta. Eu digo que a síndrome de Down cobre o bebê com um manto quando você recebe a notícia. Depois, você vai puxando e vendo que, por debaixo daquele manto, tem um bebê normal, que mama, chora e ri como os outros. A grande diferença é que a criança com Down precisa de mais estímulos e um pouco mais de paciência", explica a mãe. "Sempre falamos que ela é capaz de fazer tudo. Pode ser que demore um pouco mais, mas ela aprende", diz.

"Hoje, se eu tivesse toda essa informação e vivência, eu não teria derrubado uma lágrima, e é isso que eu quero mostar para as pessoas. As informações que chegavam para mim era que ela só sentaria aos 3 anos de idade, que ela não sairia da fralda, não comeria sozinha e demoraria muito para andar. Ela se sentou aos 5 meses e andou com 1 ano e 2 meses. Se a Maria é capaz, se ela se desenvolveu bem, todas as crianças são capazes", afirma Francielle.

Silvio e Francielle com os filhos Gabriel, 8, e Maria Rita, 4 (Foto: Arquivo pessoal)
Silvio e Francielle com os filhos Gabriel, 8, e Maria Rita, 4 (Foto: Arquivo pessoal)

Mini-influencer e garota propaganda

Graças aos pais, a autoestima de Maria Rita vai muito bem, obrigada. A menina, que mora com a família em Maringá, no Paraná, tornou-se a garota propaganda da cidade. "Surgiram convites para publicidade. Inclusive, um dos maiores shoppings de Maringá a chamou para ser a estrela da campanha de Natal. Ela ama", conta a mãe, que no dia 21 de março deste ano - Dia Internacional da síndrome de Down - presenteou a filha com uma conta no Instagram. "Fiz a conta como um diário para retratar o dia a dia dela e mostrar para as pessoas que a síndrome é apenas um cromosso a mais", afirmou.

Por meio das redes sociais, Francielle costuma receber mensagens de outras mães. "Uma mãe disse que não queria mais viver desde de que recebeu o diágnostico. O bebê tinha apenas 40 dias e ela não conseguia cuidar da criança. Ela disse que depois de conhecer a Maria, percebeu que o filho dela poderia ter uma vida normal", conta. Em poucos meses, Maria Rita ganhou mais de 13 mil seguidores. No entanto, um problema com a conta acabou zerando a quantidade de seguidores e todas as publicações. "Eu expliquei o que aconteceu. Ela ouviu e não disse nada. Dias depois, ela falou que estava triste porque o Instagram da Maria estava no zero e me pediu para fazer outro. Recomeçamos", lembra a mãe.

Hoje, a rotina de Maria Rita é agitada, como a de qualquer outra criança da idade dela. Ela faz tratamento com uma fonoaudióloga, vai à escola — na rede municipal, onde os professores são preparados para inclusão — e faz balé. "Ela não nota (que tem síndrome de Down), é muito nova ainda. De vez em quando, ainda me bate um medo do futuro, penso em quando eu não estiver aqui, mas aí lembro que estou preparando-a para o mundo, para a vida", finaliza.

Maria Rita, 4, é espontânea, alegre e ama tirar fotos (Foto: Arquivo pessoal)
Maria Rita, 4, é espontânea, alegre e ama tirar fotos (Foto: Arquivo pessoal)

Menino com síndrome de Down convida PM para aniversário e ganha farda de presente, no DF - Veja o vídeo.

'Ele sempre pediu uma roupa de policial, mas a gente não tinha condições de comprar', diz pai. Pietro também ganhou um passeio de viatura.

Por G1 DF

Pietro veste a farda que ganhou da PM e faz o sinal de continência. O menino realizou o sonho de ter uma roupa de policial. — Foto: Arquivo pessoal
Pietro veste a farda que ganhou da PM e faz o sinal de continência. O menino realizou o sonho de ter uma roupa de policial. — Foto: Arquivo pessoal

Pietro mora em São Sebastião, no Distrito Federal, e é fã da Polícia Militar. Na última terça-feira (18), quando completou oito anos, ele ganhou um bolo decorado com o símbolo da PM, uma mesa enfeitada com pequenas viaturas e convidados ilustres: os PMs que trabalham na região.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Para completar a surpresa, o menino que tem síndrome de down ganhou dos PMs um passeio de viatura e uma farda. Segundo o pai de Pietro, Romário Leal, foi a realização de um sonho.

“Ele sempre pediu uma roupa de policial, mas a gente não tinha condições de comprar."

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Menino com síndrome de Down ganha festa de aniversário com o tema da Polícia Militar no DF

Na hora dos parabéns a mesa estava rodeada de policiais de verdade, e no centro, o soldado Pietro.

Segundo Romário, a admiração do filho pela Polícia Militar começou quando o menino tinha três anos. "Ele ficava fascinado ao ver os PMs e as viaturas", lembrou.

“Ninguém forçou o Pietro a gostar da polícia, foi algo automático dele”.

Agora o menino não para de repetir que, quando crescer, quer ser policial militar, disse o pai.

Pietro, que tem síndrome de Down, ganha uma festa surpresa com o tema "Polícia Militar".  — Foto: Arquivo pessoal
Pietro, que tem síndrome de Down, ganha uma festa surpresa com o tema "Polícia Militar". — Foto: Arquivo pessoal

Fonte: g1.globo.com

Irmãos cadeirantes perdem perua em incêndio e amigos se unem para comprar nova em Araras - Veja o vídeo

Sem o veículo, eles demoram até três horas para ir ao trabalho com transporte público.

Por G1 São Carlos e Araraquara

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Colegas fazem campanha para comprar perua para família com cadeirantes em Araras

O esforço e a solidariedade de amigos de Araras (SP) ajudou três irmãos cadeirantes que perderam a perua que os transportava em um incêndio. Sem o veículo, eles levam horas para ir ao trabalho e voltar para casa.

Uma campanha arrecadou fundos e conseguiu comprar uma Kombi nova, que está esperando documentação para ser usada.

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Perua de família de cadeirantes de Araras pegou fogo — Foto: Reprodução/EPTV
Perua de família de cadeirantes de Araras pegou fogo — Foto: Reprodução/EPTV

Três horas para chegar em faculdade

O veículo ficou destruído após pegar fogo em novembro. Desde então, os irmãos Cleber Inácio, José e Matheus Martins, que têm uma doença muscular, passaram a depender do transporte público, o que causa transtornos na rotina.

Com o ônibus, só para irem à universidade onde trabalham como técnicos em informática, Cleber e José demoram quase três horas.

Os irmãos eram levados na perua pelo pai José Inácio Martins, que trabalha como jardineiro na mesma universidade.

Todos iam e voltavam juntos para o trabalho, mas agora, no fim do expediente, Inácio vai embora de bicicleta e os filhos percorrem dois quilômetros até um ponto de ônibus, onde há mais opções de trajetos. A noiva de Cléber os acompanha.

Colegas fazem campanha para comprar perua para família com cadeirantes em Araras — Foto: Reprodução/EPTV
Colegas fazem campanha para comprar perua para família com cadeirantes em Araras — Foto: Reprodução/EPTV

Eles ainda têm que esperar por dois ônibus, já que o veículo só leva um cadeirante. “Se ônibus chega e tem outro cadeirante tem que esperar o próximo”, contou José.

Também pode ocorrer de o ônibus apresentar problemas na plataforma que leva o cadeirante até o interior do ônibus, o que causa mais demora ainda no caminho para casa. No dia da reportagem, em um ônibus a plataforma não abriu e no outro o motorista teve que forçá-la para que ela descesse.

Questionado, o serviço municipal de Transporte Coletivo de Araras (TCA) informou que todos os dias pela manhã são feitas vistorias nos ônibus e que, por alguns dias, houve problemas nas rampas por causa de um funcionário, mas ele foi afastado e o tudo foi resolvido.

Campanha

Colegas fazem campanha para comprar perua para família com cadeirantes em Araras — Foto: Reprodução/EPTV
Colegas fazem campanha para comprar perua para família com cadeirantes em Araras — Foto: Reprodução/EPTV

Vendo a situação da família com três cadeirantes e sem nenhuma condição de comprar outro veículo, amigos do trabalho se mobilizaram pelas redes sociais para arrecadar dinheiro.

“Dia de chuva eles tomam chuva, o ônibus é complicado, então ficamos bem sensibilizados, porque nos preocupamos com eles”, disse a auxiliar contábil Cristina Oliveira.

Eles também lançaram uma rifa que teve 2 mil números vendidos em uma semana. “A ideia sempre foi comprar a perua para suprir essa necessidade que ele tem com o transporte dos meninos. Um Natal”, comentou o administrador do campus, José Luiz Theodoro.

Fonte: g1.globo.com

Crianças com deficiência recebem presentes do Papai Noel dos Correios em escola de Teresina - Veja o vídeo.

Todos os 364 alunos, entre eles 28 crianças com deficiência, receberam presentes doados por professores e funcionários da escola e pelas pessoas que adotaram as cartinhas enviadas para o Papai Noel.

Por Lorena Linhares* e Andrê Nascimento, G1 PI - *Lorena Linhares, estagiária sob supervisão de Andrê Nascimento

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Papai Noel dos Correios faz entrega de presente em escola da Zona Sul de Teresina

As crianças da Escola Municipal Parque Piauí, Zona Sul de Teresina, receberam a visita do Papai Noel dos Correios. Ao todo, 364 alunos, entre eles 28 crianças com deficiência, receberam os presentes enviados pelas pessoas que adotaram as cartinhas enviadas para o famoso endereço no Polo Norte, além de doações dos funcionários e professores.

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O bom velhinho chegou à escola por volta das 10h desta quinta-feira (20), sob os gritos animados das crianças. Os presentes levados pelo Papai Noel eram destinados às crianças que enviaram suas cartinhas, mas através dos esforços da equipe profissional da escola, todos os alunos foram presenteados.

364 alunos da Escola Municipal Parque Piauí, na Zona Sul de Teresina, receberam presentes do Papai Noel — Foto: Lorena Linhares/ G1 PI
Crianças com deficiência receberam presentes do Papai Noel dos Correios em escola municipal de Teresina — Foto: Lorena Linhares/ G1 PI

“Nós, da equipe da escola, os professores, os nossos familiares, fizemos uma verdadeira força-tarefa para que todos os alunos fossem contemplados”, contou a pedagoga Mara Andreia de Araújo.

A escola atende a 28 crianças com deficiência, e que também ganharam presentes. “Quando uma criança recebe um presente, já é um momento de grande alegria. Imagine uma criança que tem dificuldades na leitura, alguma deficiência física ou mental? A alegria é triplicada, faz aumentar a autoestima delas”, disse a pedagoga Mara Andreia.

364 alunos da Escola Municipal Parque Piauí, na Zona Sul de Teresina, receberam presentes do Papai Noel — Foto: Lorena Linhares/ G1 PI

Por baixo da barba branca e do gorro vermelho, o servidor público Gilvan Cardoso não escondeu a satisfação de mais uma vez entregar os presentes. Há 28 anos ele veste a roupa do Papai Noel para trazer alegria às crianças durante o natal. “É um trabalho que eu faço por amor. É um sonho que eu tinha criança”, disse.

Para Gilvan, a entrega dos presentes nas escolas de Teresina traz um caráter pedagógico para o projeto, no sentido de motivar às crianças com relação aos estudos. “É trazer um incentivo para que as crianças continuem a estudar, a respeitar seus pais e professores, porque são eles os nossos cidadãos do futuro”, disse o Papai Noel.

Fonte: g1.globo.com

A odisseia de uma criança com deficiência para ir à escola na Indonésia

Garoto sonha em fazer faculdade e se tornar bombeiro, médico ou astronauta.

Por France Presse

Criança com deficiência usa sandálias para proteger as mãos e conseguir chegar à escola, na Indonésia — Foto: CANTIGIE NUR FERDINAND / AFP
Criança com deficiência usa sandálias para proteger as mãos e conseguir chegar à escola, na Indonésia — Foto: CANTIGIE NUR FERDINAND / AFP

Um menino de 8 anos, que sofre uma deficiência física severa, ficou famoso na Indonésia por percorrer seis quilômetros de um caminho de condições precárias para poder ir à escola – todos os dias.

Mukhlis Abdul Holik, que não pode ficar de pé, percorre uma distância de cerca de seis quilômetros até a escola rastejando ou caminhando em suas mãos, que ele protege com sandálias. Os pés deformados e as pernas curtas não permitem que ele alcance mais do que a altura do quadril de seus colegas de classe.

Menino indonésio com deficiência brinca com outras crianças no caminho para a escola — Foto: CANTIGIE NUR FERDINAND / AFP
Menino indonésio com deficiência brinca com outras crianças no caminho para a escola — Foto: CANTIGIE NUR FERDINAND / AFP

Apesar da deficiência, ele consegue atravessar os mesmos caminhos pedregosos e passar pela mesma ponte de madeira que as outras crianças para chegar ao colégio, no oeste da ilha de Java, acompanhado por sua mãe.

"A estrada é íngreme, mas todo dia ele chega lá", explica Pipin, sua mãe, que, como muitos indonésios, tem apenas um nome.

"Quando temos dinheiro ele pega um moto-táxi, mas quando temos dificuldades, ele precisa se arrastar. Mas nunca reclama, faça chuva ou faça sol vai à escola", acrescenta.

Caminho para a escola é bastante irregular — Foto: CANTIGIE NUR FERDINAND / AFP
Caminho para a escola é bastante irregular — Foto: CANTIGIE NUR FERDINAND / AFP

Encontro com presidente

A façanha do garoto atraiu atenção no país de 260 milhões de habitantes e possibilitou um encontro no início deste mês com o presidente Joko Widodo, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

"Quando nos conhecemos, perguntei a Abdul se ele queria alguma coisa", explicou o presidente em um comunicado. "Pensei que ele iria pedir um presente, mas ele apenas disse que queria ir para a faculdade", acrescentou.

"Quero ser bombeiro, médico ou astronauta", disse a criança à AFP.

Fonte: g1.globo.com

Santa Casa no RS recebe aparelho inédito que ajuda doente a andar de novo - Veja o vídeo.

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Luciano Nagel - Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

Pacientes do Hospital Santa Casa de Porto Alegre são os primeiros da América Latina a ter ajuda de um aparelho de reabilitação robótica para voltar a caminhar. Disponível para atendimentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o equipamento Erigo ajuda pessoas quem tem problemas neurológicos ou sofreu acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo, a se recuperar de forma mais rápida.

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A tecnologia está disponível no hospital desde o mês passado e já foi testada em cinco pacientes.

"Na oitava sessão, já me sentia 70% melhor", diz o aposentado Emílio Schneider, 50, que sofre de neuropatia motora. O problema dificulta movimentos - e o equipamento ajuda a recuperá-los.

"A sensação de caminhar e ficar e pé para quem não consegue é um avanço muito grande. As pessoas têm de imediato a percepção do resultado do tratamento. Eles (pacientes) ficam muito satisfeitos", disse ao UOL o coordenador de fisioterapia do hospital, Rodrigo Plentz.

O aparelho funciona como uma maca na vertical, que dá apoio ao paciente e o coloca em pé. Ao mesmo tempo, simula movimentos de caminhada e envia estímulos elétricos aos músculos, ajudando na contração dos membros inferiores.

Imagem: Santa Casa / Divulgação
Santa Casa / Divulgação
Aparelho dá suporte e estímulo para paciente voltar a caminhar

Fisioterapeutas vieram da Espanha para treinar os profissionais do hospital gaúcho.

"Estamos acostumados a fazer reabilitação nos pacientes e usar eletroestimulação, mas a associação desta prancha ortostática que estimula a movimentação dos membros inferiores por meio da eletroestimulação nos deu um resultado satisfatório e superior em vários aspectos, principalmente no controle motor precoce", disse Plentz.

Segundo o profissional, além de ganhos na mobilidade, o aparelho "melhora a musculatura, o coração, os pulmões e o sistema nervoso central. Tudo isto está interligado".

O aparelho é utilizado em pacientes que não estejam em estado considerado grave, mas tenham dificuldades de locomoção. A ideia é antecipar a volta à caminhada também em pacientes que fizeram grandes cirurgias -- o que os profissionais chamam de reabilitação precoce.

Da Suíça

O aparelho custou cerca de R$ 400 mil e foi comprado com recursos do Fundo Nacional do Idoso, que dá descontos em imposto para pessoas físicas ou jurídicas que fazem doações para esse fim.

"O equipamento veio da Suíça e é o primeiro a ser utilizado no Brasil e na América Latina. Somos pioneiros na importação desta tecnologia. Estamos em fase de experimentação com os pacientes", disse Plentz.

Ele calcula que o aparelho reduza em 30% o tempo de internação, já que, ao promover a caminhada precoce, acelera a evolução do paciente. Com menos tempo internado, o paciente também consome menos remédios e gasta menos recursos do hospital.