terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Feliz Ano Novo!!!



Final de ano é tempo de festa e celebração, mas também de reflexão, de análise e de recomeços. Para trás fica um ano que agora acaba, e dele devemos guardar o bom e esquecer o menos bom.

Do sofrimento e das lágrimas guardemos apenas a certeza de que a elas sobrevivemos. 

Dos erros guardemos a aprendizagem; e das dificuldades guardemos o momento da superação.

Devemos sentir alegria e gratidão por mais um ano vivido, e apesar de tudo que tenha acontecido, o importante é que chegamos até aqui. E hoje somos mais experientes, mais fortes e mais sábios.

Agora é tempo de encher o coração de otimismo, esperança e sonhos, é tempo de recomeçar e renovar, pois um novo ano vai começar e devemos vivê-lo e aproveitá-lo ao máximo.

Agradeço tudo que me aconteceu no último ano e desejo que o próximo tenha ainda mais luz. Que não falte alegria a todas as pessoas, nem saúde, paz e amor. A felicidade é uma escolha e eu escolho sempre ser feliz.

Desejamos a todos os nossos amigos, leitores, seguidores, patrocinadores, aos membros da nossa diretoria, um FELIZ ANO NOVO, com muita paz. saúde e realizações..

Fonte APNEN Nova Odessa

Voluntários realizam o sonho de quem não pode correr a São Silvestre sozinho - Veja o vídeo.

Projeto Pernas de Aluguel leva pessoas com deficiência para participar de provas de rua. É o esporte como ferramenta de inclusão social.

Resultado de imagem para Projeto Pernas de Aluguel realiza o sonho de quem não pode correr sozinho
Projeto Pernas de Aluguel realiza o sonho de quem não pode correr sozinho

Na terça-feira (31), a tradicional prova de rua de São Paulo, a São Silvestre, vai receber atletas, anônimos e muitas pessoas fantasiadas de todas as formas. E, no meio de tanta gente, voluntários realizam o sonho de quem não pode correr sozinho.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A preparação e a concentração para o simples ato de ajudar alguém. Tão fácil quanto correr é se colocar à disposição para ser as pernas de uma outra pessoa.

O Dalton Machado faz parte do projeto Pernas de Aluguel, que, por meio de voluntários, leva pessoas com deficiência para participar de provas de rua. É o esporte como ferramenta de inclusão social.

“Não são todas as pessoas que têm o discernimento de estar incluso. Algumas não têm, infelizmente. Outras felizmente têm esse discernimento e o meu filho tinha o discernimento de tudo, do que era bonito, do que era feio, do que era bom”.

O Vítor morreu há um ano. Foi ele quem fez o pai gostar de esporte. Juntos, eles completaram quatro corridas de São Silvestre. Só que, sem o parceiro de vida e de provas, o Dalton entrou numa depressão profunda.

“Quando eu perdi meu filho, minha vida parecia que tinha acabado. Entrei numa depressão muito profunda. Larguei tudo. Não queria saber de mais nada, nem de viver”.

O vazio deixado pela morte do Vítor foi sendo preenchido aos poucos. Mas, para isso, o Dalton teve que voltar para as corridas de rua. Teve que voltar a ser a perna de aluguel de quem tanto precisa.

Agora, o Dalton corre ao lado do Marco Coppini para ajudar a conduzir o filho dele, o Marquinhos, que era um dos melhores amigos do Vítor.

“Ele já é parte da nossa família. A gente já conhece ele há tanto tempo que consideramos ele um familiar já”, contou Marquinhos.

“As pessoas saírem de casa para doar um pouco da sua perna para levar o meu filho, para poder acompanhar o papai no ritmo dele, eu creio que é empatia, está faltando empatia no mundo”, disse Marco.

Amizade e esporte foram a cura. Os três estão juntos em provas de rua, de montanha e até de obstáculos. E, em todas, eles terminam juntos, o Dalton feliz e o Marquinhos caminhando.

“O importante é que eu consigo manter meu filho em todas as corridas dentro de mim. Corro por ele e é ele quem me conduz”, diz Dalton.

Na terça-feira, lá no meio dos milhares de pessoas que vão participar da São Silvestre, estarão os Pernas de Aluguel, o Marco, o Marquinhos, o Dalton e - por que não? - o Vítor também.

Fonte: g1.globo.com

Estudantes criam veículo para cadeirantes irem à praia

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por: Só Notícia Boa

Estudantes do Instituto Federal do Rio Grande do Norte criaram um veículo adaptado para levar cadeirantes à praia. A ideia surgiu depois que eles souberam das dificuldades de um cadeirante da cidade de Natal para ir à praia.

O projeto do estudante Iago Souza ganhou o apoio da colega Maraysa Araújo e dos docentes Artur Salgado e João Teixeira.

A experiência do Crab foi apresentada em eventos no Brasil e no exterior e recebeu prêmios, na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, em São Paulo, e na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, no Rio Grande do Sul.

A invenção ainda levou o primeiro lugar na Infomatrix, feira realizada no México.

O veículo é bem diferente das cadeiras de rodas convencionais, sem aquelas rodas finas que logo afundam na areia.

Como

Ele tem seis rodinhas largas com um sistema de tração e o batizaram de Crab, palavra em inglês que significa caranguejo, numa referência à habilidade do animal de andar na areia.

A cadeira de rodas sobe na plataforma do Crab por uma rampa e é possível “dirigir” o veículo usando um controle remoto.

O primeiro protótipo em escala real foi produzido e, duas vezes por ano, faz demonstrações na orla de Natal para levar cadeirantes até a faixa de areia próxima ao mar.

O Crab tem capacidade para transportar uma cadeira de até oitenta quilos. A bateria é alimentada por energia solar e chega a durar sete horas.

Autonomia

Um dos idealizadores do projeto de acessibilidade, o diretor de Inovação Tecnológica do campus Natal-Zona Norte do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, João Teixeira, diz que o grande mérito do Crab é devolver a autonomia para quem tem dificuldade de locomoção.

“Demonstra a expansão do mundo dos cadeirantes. Eles têm dificuldade de locomoção, de ter acesso a lugares, algo que deveria ser um direito garantido. É necessário que haja políticas públicas que possibilitem levá-los a lugares onde há dificuldade de acesso, como é o caso da praia”, disse Teixeira.

O garoto João Gabriel Andrade, de 8 anos, participou do projeto desde o início e já foi à praia duas vezes usando o Crab.

A mãe, Juliana Andrade de Castro, conta que o filho ficou encantado.

“O projeto é fantástico. O carro ajudou, porque são os pés dele. Para ele foi maravilhoso e, pra mim, mais ainda. Ele inclusive conseguiu controlar o carro, então ficou encantado”, relatou.

A experiência foi muito diferente de outro passeio que eles fizeram à praia, que terminou com os pais carregando o menino e a cadeira de rodas.

“Tentei uma vez e quase morro. Andei dois metros e tivemos que colocar a cadeira num braço e ele no outro. É impossível andar com a cadeira na areia fofa”, disse. Para ela, o ideal é que um número maior de crianças, também de outros estados, pudesse ter acesso ao Crab.

Futuro

A meta agora é expandir a iniciativa e levar o Crab a outras praias do País.

O diretor João Teixeira conta que a equipe vai buscar parcerias ou mesmo transferir tecnologia para que mais unidades do veículo sejam produzidas.

“Esperamos ter o apoio de instituições, do governo, para que a gente possa desenvolver esse veículo em maior quantidade e disponibilizar nas praias do Brasil”, explicou.

Com informações do Agora RN

Riachuelo lança coleção inclusiva: À La Garçonne - Veja os vídeos.

cole%25C3%25A7%25C3%25A3o-riachuelo-1024x501

No dia 2 de dezembro, a Riachuelo lançou sua primeira linha inclusiva, tendo na passarela modelos que representam a diversidade humana. Ela já está presente em 65 lojas físicas brasileiras e na loja on-line, com entrega para todo o Brasil.
Então, é hora de comemorar, porque uma grande barreira foi ultrapassada. Finalmente, uma loja de departamento terá roupas adequadas a pessoas com deficiência!

Rompendo padrões

A linha é uma parceria entre À La Garçonne, Barbie e Riachuelo, sob a direção criativa de Alexandre Herchcovitch, um dos estilistas mais importantes do país.

É uma moda sem gênero, que mistura referências diversas. Os tamanhos vão do PP ao 3G, e parte da coleção tem peças adaptadas para pessoas com deficiência – como bainhas ajustáveis, botões magnéticos e fechos com cordões de elástico ou velcro macio, pensados para facilitar o processo de vestir sem alterar o design da peça.

Como vocês verão pelas fotos e vídeos, estão mandando super bem na campanha! As roupas estão lindas, e os modelos esbanjando charme. Entre as estrelas estão Sabrina Sato, Fernando Fernandes, Paola Antonini, Izabelle Marques, Paloma Barbiezinha e Rebeca Barreto.

Barbie presente!

A Barbie, uma das parceiras da coleção, comemorou 60 anos em 2019 e quer ser vista como aquela que quebra barreiras, após já ter sido criticada pela imagem padronizada e massificada.

Por isso, em 2019 reapareceu a Barbie cadeirante, que havia sido descontinuada há anos. Assim também apareceram outras bonecas fora do padrão, com cabelos de cores diferentes, mais baixinhas, mais gordas, negras e por aí vai. Agora a marca quer reforçar a ideia de que é possível ser o que você quiser.

Segundo está registrado no site da Riachuelo, “Ao longo de seis décadas, ela já teve mais de 200 carreiras, muitas das quais eram consideradas tipicamente masculinas – bombeira, piloto de avião, jogadora de futebol e engenheira robótica são só algumas delas. A Barbie astronauta, lançada em 1965, pisou na Lua antes mesmo do primeiro homem a alcançar o feito. Quando a Barbie cirurgiã foi lançada, em 1973, apenas 9% dos médicos dos EUA eram mulheres. Com tons de pele, belezas e corpos cada vez mais plurais, a Barbie reflete hoje as conquistas das mulheres. Mais do que isso, ela celebra as diferenças, como um símbolo das múltiplas possibilidades.”

O que eu achei

Fiquei felicíssima quando vi, no final de novembro, as primeiras imagens no Instagram da estilista e modelo cadeirante Izabelle Marques e na da estilista Silvana Louro, da Equal Moda Inclusiva.

Todos que acompanhamos o desenvolvimento da moda inclusiva não víamos a hora de vê-la adentrar as lojas de departamento. Com isso, o preço cai e o acesso do público fica facilitado, uma vez que esse tipo de loja está presente em cidades de portes diversos.

As peças são bonitas, com uma pegada moderna, mas resta saber se são de fato funcionais. No site da Riachuelo, consta que apenas uma loja de Belo Horizonte oferece a coleção. Espero ter condições de ir até lá o mais breve possível para testar as roupas e contar pra você!

Espero que faça bastante sucesso, para que cada vez mais vejamos modelos com deficiência nas passarelas e roupas inclusivas nas araras das lojas!

A-la-gar%25C3%25A7onne-1024x742
Print da loja virtual mostra a modelo cadeirante Rebeca Barreto.







segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Paraibana supera dificuldades da paralisia cerebral com a pintura

Germana Costa, de 52 anos, também é atleta e dançarina. Ela é usuária da APAE de Campina Grande há 26 anos.

Por Iara Alves, G1 PB

Paraibana supera paralisia cerebral através da pintura: “Pinto com carinho, com amor” — Foto: Iara Alves/G1
Paraibana supera paralisia cerebral através da pintura: “Pinto com carinho, com amor” — Foto: Iara Alves/G1

“Gosto de pintar paisagens. Eu me sinto dentro da pintura”. É assim que Germana Costa, de 52 anos, dá asas à imaginação e vive em um universo que é só dela. Diagnosticada com paralisia cerebral na infância, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, ela desenvolveu aptidões artísticas na juventude e transformou o próprio cotidiano através da arte.

As telas pintadas por Germana mostram lugares e situações em que ela já esteve ou gostaria de estar. Com o pincel na mão, ela esquece do mundo real e dá cor a uma vida mais bonita.

“Eu gosto de pintar coisas de natureza. Quando pinto, vou esquecendo das coisas. O tempo passa e eu nem vejo”, explicou.

Mas nem sempre ela teve afinidade com a pintura. O receio impediu que ela vivesse essa paixão por algum tempo. “Eu tinha medo de pegar no pincel e na tinta para não borrar”, contou.

Germana transformou o medo de errar em traços firmes. O amor pela atividade era tanto, que as telas que deviam ficar prontas em um mês, eram concluídas em uma semana. Em 30 anos de pintura, ela deu vida a pelo menos 30 quadros, que estão por todo o Brasil e até em países como França e Estados Unidos.

A artista não gosta de rotina. Por isso, não repete as telas e alterna a pintura com o talento que possui com as artes plásticas. O principal ingrediente para o sucesso das peças produzidas por ela é o afeto que ela coloca no que faz. “Gosto de fazer tudo e pinto com carinho, com amor”, declarou.

Germana em evento realizado na APAE, em Campina Grande — Foto: APAE/Divulgação
Germana em evento realizado na APAE, em Campina Grande — Foto: APAE/Divulgação

‘Lutei muito para ela chegar onde está’, diz a mãe da artista

A mãe de Germana é presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campina Grande (APAE-CG), onde a filha desenvolve a maior parte das atividades há 26 anos. Maria Conceição Costa é membro do local há cerca de 37 anos, quando a instituição foi fundada.

As palavras não são suficientes para expressar como ela se sente ao testemunhar o desenvolvimento da filha. A emoção transpareceu no rosto de quem enfrentou uma vida de obstáculos dia após dia.

“Eu me sinto muito feliz. Lutei muito para ela chegar onde está. Não tinha tratamento especializado aqui quando ela nasceu e os médicos nem souberam dizer o que ela tinha. Mas eu ajudei minha mãe a criar meus irmãos e via que minha filha tinha algo de diferente. Quando eu descobri que era paralisia cerebral ela tinha 10 anos de idade”, lembrou.

Orgulho é a palavra que define parte do misto de sentimentos que ela viveu ao longo dos 52 anos de vida de Germana. “Aqui [na APAE] ela faz de tudo um pouco. Dança, pinta, é artista plástica e é também atleta. Ela dança um bolero para ninguém colocar defeito. Participou até de um festival de dança”, contou.

Germana coleciona medalhas de ouro e prata, que conquistou competindo nas Olimpíadas Especiais das Apaes, disputando nas modalidades de caminhada e arremesso de pelota.

“O fato de vê-la feliz e realizada não tem preço. Aqui ela se encontra”, declarou.

Germana durante festa junina realizada na APAE, em Campina Grande — Foto: APAE/Divulgação
Germana durante festa junina realizada na APAE, em Campina Grande — Foto: APAE/Divulgação

Germana quer terminar o ensino médio e se graduar em arte

Germana parou de estudar na 1ª série do ensino médio. A mãe dela compartilhou as experiências negativas que a filha teve na escola. Ela sofreu bullying e desenvolveu síndrome do pânico por causa disso.

Os sonhos dela apenas adormeceram, mas acordaram com sede de vitória. Germana disse que pretende concluir o ensino médio e cursar graduação em arte. Atualmente, nenhuma universidade de Campina Grande oferece o curso, mas ela é paciente e não se importa em esperar.

APAE de Campina Grande sobrevive de doações

As despesas mensais da APAE de Campina Grande somam cerca de R$ 100 mil. A instituição sobrevive de doações da comunidade para atender gratuitamente, pelo menos, 400 usuários.

No local, são oferecidos atendimentos clínicos e educacionais. Na parte clínica há as especialidades de fonoaudiologia, psicologia e fisioterapia. Já a escola, oferece a conclusão do ensino fundamental.

Conceição explicou que a associação funciona como uma grande família e que ninguém consegue se afastar de lá. “Nas férias, eles [usuários] separam a farda no cantinho para virem para a APAE”, finalizou.

Fonte: g1.globo.com


Copo adaptado inventado por pai para filha com paralisia cerebral ajuda moradores com necessidades em Floreal - veja o vídeo.

Copo possui pequeno furo responsável por controlar a saída do líquido e um corte que facilita o apoio no rosto.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

Pai inventa copo para ajudar filha com paralisia em Floreal — Foto: Reprodução/TV TEM
Pai inventa copo para ajudar filha com paralisia em Floreal — Foto: Reprodução/TV TEM

A invenção de um pai para ajudar a filha com paralisia cerebral está mudando a vida de outras pessoas que também possuem necessidades especiais. Luiz Américo Muniz criou um copo para evitar que Terezinha de Cássia, de 54 anos, engasgasse ao tomar qualquer tipo de líquido.

Clique AQUI para ver o vídeo.

De acordo com o aposentado, que é morador de Floreal (SP), a filha foi diagnosticada com a doença aos seis meses de vida e passou a viver sob cuidados dele e da mulher. Ele conta que a ideia de criar o copo surgiu depois da filha se consultar com uma fonoaudióloga.

Resultado de imagem para Morador de Floreal cria copo para ajudar filha com necessidades especiais
Morador de Floreal cria copo para ajudar filha com necessidades especiais

“Na consulta, a médica pediu para adaptar um copo. Perguntei se eu podia inventar um. Ela se assustou e perguntou se eu era capaz. Então respondi que, se Deus quisesse, eu seria", afirma Luiz.

Após colocar o projeto no papel, o aposentado enviou o desenho para uma pequena fábrica da cidade que produziu o copo com um pequeno furo responsável por controlar a saída do líquido e um corte que facilita o apoio no rosto.

Projeto foi desenhado e idealizado pelo aposentado em Floreal — Foto: Reprodução/TV TEM
Projeto foi desenhado e idealizado pelo aposentado em Floreal — Foto: Reprodução/TV TEM

Atualmente, a invenção de Luiz está sendo usada em entidades de outras cidades da região noroeste paulista. Cerca de 150 pessoas receberam de graça o copo criado pelo aposentado.

“Ele ajudou muito. Auxilia na parte motora, tem um volume reduzido, o que ajuda a criança a ingerir uma quantidade menor, e o corte do copo é importante para a posição certa da cabeça”, diz a fisioterapeuta Lorena Muzeti, que trabalha em uma das instituições que receberam o copo.

Outras pessoas tamém foram beneficiadas com a invenção do homem — Foto: TV TEM/Reprodução
Outras pessoas tamém foram beneficiadas com a invenção do homem — Foto: TV TEM/Reprodução

Fonte: g1.globo.com

Projeto para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida retorna à praia de Ondina

Ação retorna no dia 4 de janeiro de 2020 e segue até 15 de fevereiro, das 8h às 12h.

Por G1 BA

Projeto para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida retorna à praia de Ondina — Foto: Divulgação
Projeto para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida retorna à praia de Ondina — Foto: Divulgação

O projeto "Para Praia", que promove banho de mar assistido para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida, vai retornar à praia de Ondina, em Salvador, no dia 4 de janeiro 2020 e segue até 15 de fevereiro, nos horários das 8h às 12h.

Após uma temporada de visitas pelas praias da capital baiana, o projeto realiza a 7ª edição com o retorno para a praia oficial da ação, em Ondina. A temporada de Verão 2020 será encerrada, nos dias 29 de fevereiro e 01 de março, em uma das praias da orla de Camaçari.

O projeto é organizado pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (SECIS), com o apoio da Cetrel e da Escola Bahiana de Medicina.

Projeto

Há seis anos, o Para Praia ampliou o banho de mar, o principal lazer de verão dos baianos, para deficientes físicos e pessoas com pouca mobilidade. Em cadeiras anfíbias e acessórios flutuantes, o banho é promovido com a total assistência de professores e alunos dos cursos de fisioterapia, medicina, biomedicina, enfermagem e educação física da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, além de voluntários de outras instituições de ensino.

O projeto acontece em praias já estruturadas, a exemplo de Ondina, ou nas escolhidas pela produção, equipadas com pistas e rampas de acessos e banheiros especiais. Os banhistas são recebidos com lounges em tendas que protegem do sol, chuveirão para banhos refrescantes de água doce e áreas recreativas para práticas de esportes adaptados.

Fonte: g1.globo.com

'Praia Acessível' ganha novas cadeiras anfíbias para pessoas com mobilidade reduzida

Serviço oferecido pela Prefeitura de Santos, no litoral paulista, permite que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tenham acesso seguro ao mar durante o fim de semana.

Por G1 Santos

                           'Praia Acessível' recebe duas novas cadeiras para levar pessoas com mobilidade reduzida ao mar, em Santos. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos
'Praia Acessível' recebe duas novas cadeiras para levar pessoas com mobilidade reduzida ao mar, em Santos. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

O Programa Praia Acessível, da Prefeitura de Santos, no litoral paulista, recebeu neste sábado (28) duas novas cadeiras anfíbias, que possibilitam o banho de mar às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O serviço é gratuito e não precisa de agendamento prévio para utilização.

Segundo divulgado pela prefeitura, dentre as principais novidades dos novos equipamentos, as novas cadeiras possuem quatro flutuadores: dois laterais, um dianteiro e um traseiro. As entradas e saídas da cadeira estão mais simples, pois os flutuadores laterais, que apoiam os braços, são removíveis e a pessoa é transferida horizontalmente.

Qualquer pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida pode utilizar a cadeira anfíbia gratuitamente. Para isso, o interessado precisa ir à tenda do Programa Praia Acessível, que fica ao lado do canal 3, em frente à Avenida Washington Luiz. O serviço funciona durante o ano todo aos sábados e domingos, das 9h às 15h. As cadeiras anfíbias suportam pessoas com até 150 quilos e os banhos de mar tem tempo máximo de duração de 20 minutos.

Projeto Empresto Minhas Pernas

A partir do dia 4 de janeiro até o fim do mês, a tenda do Programa Praia Acessível abrigará ainda o Projeto Empresto Minhas Pernas, que disponibiliza gratuitamente triciclos, canoa, bicicleta petra, bike família, hand bike, prancha de surf e instrumentos para stand up paddle, para pessoas de diferentes idades e condições, não apenas pessoas com deficiência.

Fonte: g1.globo.com

ELA: nova injeção bloqueia progressão e salva função motora

Stephen Hawking - Fotos: Pixabay e divulgação
Stephen Hawking - Fotos: Pixabay e divulgação

Por: Só Notícia Boa

Pesquisadores dos EUA desenvolveram uma injeção que pode ser um marco no tratamento contra a ELA – esclerose lateral amiotrófica – doença que matou, entre outros, o físico Stephen Hawking, aos 76 anos, em 2018. (foto acima)

A injeção, aplicada em ratos, foi criada na Universidade da Califórnia, em San Diego, é capaz de bloquear a progressão da doença – se for aplicada depois do surgimento dos sintomas – e também pode evitar que a ELA se instale, se for aplicada antes dos primeiros sinais da doença.

Ela usa um silenciador genético transmitido por vírus para deter a ELA. A boa nova foi publicada na semana passada na revista científica Nature Medicine e na MedicalXprex

“A administração subpial espinhal de AAV9 permite o silenciamento generalizado de genes e bloqueia a degeneração de motoneurônios na ELA”, diz o título da reportagem em inglês.

A ELA é uma doença degenerativa que leva a perda progressiva do controle muscular. Afeta a capacidade de falar, comer, mover e até de respirar. Atualmente não há cura.

A Injeção

A nova injeção foi testada em ratos. Ela carrega o shRNA, uma molécula artificial de RNA capaz de silenciar um gene mutante SOD1.

Ele foi aplicada na medula espinhal de ratos carregando a mutação antes, ou logo após o aparecimento dos primeiros sintomas de ELA.

Resultados

A injeção foi administrada abaixo da pia-máter, uma delicada membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal.

Em ratos com sintomas do tipo ELA, a injeção bloqueou a progressão da doença e também a degeneração dos neurônios motores. Não houve efeitos negativos.

Em cobaias sem os sintomas da doença, ela correspondeu à proteção quase completa dos neurônios motores e outras células dos animais.

“No momento, essa abordagem fornece a terapia mais potente já demonstrada em modelos de ratos com ELA no gene mutado SOD1”, disse o principal autor do estudo, Martin Marsala, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de San Diego.

Próximos passos

Os cientistas acreditam que a injeção provavelmente também será eficaz no tratamento de outras formas hereditárias de ELA, ou outros distúrbios neurodegenerativos da coluna vertebral.

Os pesquisadores já testaram a segurança da injeção em animais maiores, como porcos, com medulas espinhais mais parecidas com as de seres humanos.

No entanto, mais estudos são necessários para determinar a melhor e mais eficaz dose nesses casos. Esse é um passo crucial em direção ao teste clínico da injeção.

Com informações da Nature Medicine e Hypescience

Filme sobre Jesus em linguagem de sinais deve alcançar mais de 70 milhões de surdos

Piloto do filme, idealizado pela Deaf Missions em parceria com a Mission Network News, foi vista pela primeira vez este mês

Filme sobre Jesus em linguagem de sinais deve alcançar mais de 70 milhões de surdos

A Deaf Missions (Missões Surdas), uma organização global que trabalha para espalhar a Palavra de Deus entre os surdos, anunciou planos de produzir um filme sobre o nascimento, ministério, morte e ressurreição de Jesus na linguagem de sinais.

Segundo a organização, o filme entregará o Evangelho a cerca de 70 milhões de surdos em todo o mundo.

O filme sobre Jesus completo ainda está sendo desenvolvido, diz a organização.

O piloto mostra às pessoas como será o filme completo depois de concluído. É também o primeiro passo na produção de um filme que oferece aos surdos a chance de encontrar Jesus através da linguagem de sinais.

"A linguagem do coração está relacionada à identidade de uma pessoa. Para uma pessoa ver algo em sua linguagem do coração, que realmente irá capturar seu coração, e eles sentirão, essa pessoa sentirá como 'Oh meu Deus, eles estão realmente se comunicando comigo. Esta é a minha língua'”, declara Chad Entinger, da Deaf Missions, enquanto se comunica através de um tradutor, conforme relatado pelo Mission Network News.

O Mission Network News explicou que muitos surdos assumem que o Deus trino é apenas para ouvir as pessoas.

Filme sobre Jesus em linguagem de sinais. (Foto: Reprodução/Deaf Missions/MNN)

Esse sentimento existe por causa das inúmeras quantidades de recursos que as igrejas tendem a colocar no trabalho do ministério para ouvir as pessoas, explica a fonte de notícias.

“Esta tradução de filme desafia esse conceito e é um investimento no ministério e no discipulado de surdos. Também comunica à comunidade de surdos que eles são importantes não apenas para os cristãos, mas para Deus”, relatou o Mission Network News.

"Acreditamos realmente que Deus pode e usará o filme em linguagem de sinais para alcançar pessoas surdas", disse Entinger.

A produção deve levar pelo menos três anos, possivelmente quatro anos. O vídeo piloto é o ponto de partida para este projeto.

Os planos de captação de recursos estão em andamento para concluir a captação dos recursos financeiros completos necessários para as fases de pré-produção, produção e pós-produção deste projeto.

Ministério de Surdos

Entinger assina que o Filme de Jesus tem muitos laços com a tradução da Bíblia, especialmente a tradução da Bíblia para as línguas de sinais.

Ainda existem países inteiros que não tiveram a oportunidade de iniciar traduções da Bíblia para suas línguas de sinais locais. Entinger espera que o filme de Jesus ajude a conectar as pessoas e dê a elas um ponto de partida para seus esforços de tradução também.

"Então a comunidade de surdos pode ficar empolgada e verá o impacto do filme de Jesus em suas próprias línguas de sinais. As pessoas que estiveram envolvidas na produção desse filme em seu próprio idioma desenvolverão habilidades e confiança adicionais a partir dessa experiência, para depois mudarem para esta tradução da Bíblia”, diz Entinger.

Além de pedir apoio financeiro para o filme, a Deaf Missions também está pedindo às pessoas que orem por esse projeto.

“Ore por pessoas que virão e se envolverão com a produção. É um projeto realmente grande. E isso exigirá criatividade, muito tempo, muita energia para tornar esse sucesso", explica Entinger.

“Ore também pelo financiamento do projeto. Peça a Deus para atender às necessidades deste projeto. Por fim, ore a Deus para usar esse projeto para se revelar à comunidade de surdos em maior escala e para equipar outras pessoas”, finalizou.

App ajuda pessoas com deficiência visual a usarem o computador

Ferramenta permite que usuário acesse a internet ou use qualquer software ouvindo o que está escrito na tela e usando comandos no teclado

Divulgação
Fernando Botelho é deficiente visual e fundador da empresa F123 Consultoria
Fernando Botelho é deficiente visual e fundador da empresa F123 Consultoria

TECNOLOGIA E CIÊNCIA - Da Agência Brasil

Um aplicativo gratuito está melhorando a vida de milhares de deficientes visuais que utilizam computadores e outros dispositivos tecnológicos, como smartphones e tablets. Produzido pela empresa F123 Consultoria, um sintetizador de voz, batizado de Letícia, reproduz uma voz feminina em português e pode ser usado em praticamente todos os tipos de leitores de tela e sistemas operacionais de tecnologia assistiva.

Para fazer uso de um computador, o deficiente visual utiliza o chamado leitor de tela, um programa que converte o texto exibido em tela em um discurso sintetizado em voz, permitindo que o usuário navegue na internet ou use qualquer software ouvindo o que está escrito no monitor e usando comandos no teclado para executar qualquer tipo de operação. Cada leitor de tela possui um sintetizador de voz associado, e é justamente essa nova opção de voz que foi criada pela F123. O projeto foi um dos primeiros, no Brasil, a serem patrocinados pela Expo Dubai 2020, evento que reunirá milhões de pessoas no ano que vem para celebrar conquistas humanas, sob o tema “Conectando Mentes, Criando o Futuro”.

"A gente queria uma voz que fosse de boa qualidade, que não fosse muito robótica, como são as principais vozes disponíveis em português, e que funcionasse em diferentes plataformas, já que a maioria funciona apenas no sistema Windows ou apenas no [sistema operacional] Android e por aí vai. A nossa voz pode ser disponibilizada em várias plataformas e sistemas operacionais, como Windows, Linux e Android", explica Fernando Botelho, fundador da F123 e um dos criadores da voz Letícia.

Botelho é deficiente visual e fundou a F123, há 12 anos, com o objetivo de desenvolver tecnologias que ajudem a dar mais competitividade às pessoas cegas, nas mais diversas áreas de atuação. A empresa se enquadra no conceito de negócio social, no qual são utilizadas técnicas modernas com missão social ou ambiental e todo o lucro é reinvestido na própria causa. "A gente viu a chamada que a Expo fez. Eles estavam em busca de projetos sociais e ambientais, e fomos o primeiro projeto brasileiro a receber apoio".

Escolha do nome

Com os recursos da Expo Dubai, o projeto começou a ser colocado em prática há cerca de dois anos. Um concurso nacional elegeu a voz que serviria de base para a formatação do sintetizador Letícia. A escolha, que contou com a participação de milhares de pessoas em todo o país, se deu por meio de uma votação pública na internet, e chegou ao nome da cantora, compositora e atriz Sara Bentes, que também é deficiente visual.

"Foram mais de 30 horas de gravação em estúdio. Foram lidas mais de 3.300 frases, que têm que ser foneticamente balanceadas, já que o sintetizador precisa ser treinado em uma diversidade fonética grande, para que possa ser capaz de construir qualquer frase em português", explica Fernando Botelho.

Tecnicamente, a voz de Sara não é a mesma de Letícia, por se tratar de um programa de computador, mas o nome foi inspirado na própria artista. Sara Bentes é, na verdade, Sara Letícia Bentes. O nome do meio, que não é o nome de trabalho utilizado por Sara, serviu como uma homenagem à cantora e, ao mesmo tempo, serve para distinguir o sintetizador da voz original usada como base.

Vantagens

Segundo os fabricantes, o sintetizador de voz Letícia tem a capacidade de ajudar mais de 500 mil pessoas dentro e fora do Brasil. A versatilidade da tecnologia é uma das principais características apontadas pelos usuários que aprovam o aplicativo. É o caso do programador Ângelo Beck, que chegou a participar da equipe de testadores do software. Atualmente, ele utiliza a Letícia em um dos dos seus notebooks e também no celular.

"No celular, eu estou gostando demais porque, além das mensagens de textos, o aplicativo lê aquelas figurinhas emojis. É a única voz que faz isso no Brasil a contento. Antes, eu recebia mensagens com aquelas figurinhas e as vozes simplesmente não liam. Eu sabia que tinha uma mensagem ali, no caso, um emoji, mas as vozes não liam. E a voz da Letícia é a primeira que conheço que faz a leitura desses emojis, então isso já mudou totalmente a minha comunicação, porque agora eu mesmo posso escolher as figurinhas e mandar para as pessoas", relata.

Além de ser uma voz com característica mais humanizada e menos robótica, o sintetizador Letícia funciona bem em praticamente qualquer dispositivo e em todos os sistemas operacionais. "Eles conseguiram criar uma voz rodar tanto num computador mais moderno quanto num celular mais antigo", afirma Ângelo Beck.

Deficiente visual desde os 21 anos, por causa do agravamento de um glaucoma congênito, Ângelo Beck tem hoje 38 anos e utiliza a voz Letícia para desenvolver uma de seus principais atividades além da programação. Ele é artista e faz móveis infantis em miniatura desenhando a partir do próprio computador, utilizando vetores em um software específico. Os trabalhos são depois impressos em dispositivos a laser e Ângelo monta peça por peça para criar cada um dos móveis, como guarda-roupas, poltronas e mesas, que encantam principalmente as crianças, mas são capazes de encher os olhos de qualquer adulto pela qualidade e delicadeza do resultado.

“Eu uso a minha criatividade para desenhar e tento imaginar o móvel pronto. As crianças gostam muito e é recompensador transformar os meus desenhos em realidade”, conta.

Novas vozes

Na F123, o próximo desafio é criar novos sintetizadores de voz, inclusive uma voz infantil para auxiliar no desenvolvimento de crianças cegas. Segundo Fernando Botelho, também está nos planos o desenvolvimento de aplicativos em outros idiomas, principalmente de regiões mais esquecidas pelo resto do mundo.

"Estamos conversando com potenciais apoiadores para fazer novas vozes em outros idiomas. Existem muitos idiomas pelo mundo afora que não têm bons sintetizadores. É uma tecnologia bastante complexa e muitas empresas não estão interessadas em desenvolver esse aplicativo em idiomas que só são falados em países da África, por exemplo".

Tecnologia (não) inclusivas

Apesar de invenções como a Letícia sinalizarem um avanço na qualidade de vida e na igualdade de oportunidades para deficientes visuais, a realidade dessas pessoas, em um mundo cada vez mais tecnológico, não é fácil. O programador Ãngelo Beck explica, por exemplo, como passou a ser mais difícil operar uma simples máquina de lavar roupas ou um aparelho microondas. "Hoje em dia, não encontro mais uma máquina com controle simples, que você pode girar e definir a escolha. No caso dos microondas, costumam tem um painel livre, sem auto-relevo".

Até mesmo um caixa eletrônico, sob o argumento de ser mais tecnológico, passou a não incluir mais pessoas com deficiência visual. "Antigamente, rodava uma gravação em áudio, tipo 'digite sua senha', mas hoje em dia tem uma tela de LCD e não consigo operar o caixa porque ele não tem sintetizador de voz. Não é falta de tecnologia disponível, é falta de pensar um produto levando em consideração um desenho universal, acessível", critica.

Projeto de Lei Complementar oportuniza filmes legendados todos os dias para surdos

Bento Gonçalves é o segundo município do Estado a contar com uma lei municipal que obriga as salas de cinema a garantirem uma sessão, no mínimo, por dia, com filmes legendados.

                             Def%2BAuditiva

RIO GRANDE DO SUL – O município de Bento Gonçalves deu mais um passo visando a inclusão do público com deficiência auditiva à sociedade. Agora, os surdos terão a oportunidade de contar com, no mínimo, uma sessão por dia nas salas de cinema com filmes legendados, obrigação que foi imposta pelo projeto de Lei Complementar da Lei Municipal nº 313, sancionado pelo prefeito Guilherme Pasin em dezembro.

A Lei Complementar, de autoria do vereador Idasir dos Santos, foi um pedido da Associação de Surdos de Bento Gonçalves que, segundo sua presidente, Daniela Flamia, esteve lutando há 15 anos pelas legendas nos filmes nas salas de cinema. “Decidimos fazer esse projeto tendo em vista que temos um número expressivo de jovens adolescentes surdos que gostam de cinema, mas que não tinham como participar em função de que os filmes não eram legendados”, explica o vereador.

O projeto visa a obrigação das salas de cinema do município a passar, no mínimo, uma sessão com filmes legendados para atender o público surdo de Bento Gonçalves e região. Salienta-se no artigo 75, parágrafo V, que, em caso de conter mais de um estabelecimento no município, os horários dos filmes com legenda não poderão coincidir. “O projeto é extremamente importante, independentemente do número de surdos na cidade e que gostem de cinema. Se tiver um que goste e que tem a oportunidade de participar, de assistir os filmes através deste projeto, já terá valido a pena”, ressalta Idasir.

A Lei Complementar é fruto da luta da Associação de Surdos de Bento Gonçalves que lutou pela causa, sobretudo através da campanha “Legenda para quem não ouve, mas se emociona”. “Infelizmente não tem lei federal que obrigue 100% de legendas no Brasil. O projeto de Lei de Bento tem grande importância pois temos bastante surdos aqui na cidade e merecem serem respeitados e garantidos na acessibilidade. Além disso, ajudará também os idosos que perdem audição com o passar de idade”, afirma a presidente da entidade.

Segundo a proprietária da Movie Arte, rede de salas de cinema de Bento Gonçalves localizadas no L’América Shopping e no Shopping Bento, Roberta Gorniski, há seis anos (e há três anos no Shopping Bento) a gestão que administra os espaços tem programado sessões com filmes na versão dublada e legendada, sempre que disponibilizados para os cinemas.

Além de aprovar o projeto de Lei Complementar, a rede já cumpre os requisitos previstos na Lei de Acessibilidade. “No último mês de julho, adquirimos equipamentos homologados com tradução em libras e áudio descrição l, aprovados pela ANCINE (Agência Nacional do Cinema), fornecido pelo mesmo fabricante dos equipamentos adquiridos pelas grandes redes. Esses equipamentos estão instalados no Shopping Bento e, a partir de janeiro, serão adquiridos para todas as salas da nossa rede”, explica Roberta.

Apesar de estar previsto na Lei Municipal, Roberta salienta que os filmes nacionais ainda não são disponibilizados na versão legendada pelas produtoras. “Os cinemas não editam e não legendam filmes, eles devem vir com essa opção da distribuidora, o que ainda não acontece. Assim que, as produtoras e distribuidoras se adequarem nessa questão, a rede Movie Arte de Cinemas novamente buscará se adequar às normas de acessibilidade, buscando garantir o acesso de todos também aos filmes nacionais”, comenta.

Apesar de os filmes nacionais não possuírem legenda na tela, no Shopping Bento, a sala de cinema exibe esses filmes com o equipamento de acessibilidade, com tradução em libras para duas pessoas por sessão.

Todos os filmes disponibilizados com a versão legendada pelas distribuidoras são exibidos nas primeiras semanas em cartaz de forma alternada no L’América Shopping e no Shopping Bento, quando exibidos nos dois cinemas. A rede também oferece sessões legendadas em horários alternados a cada semana de qualquer filme, a fim de dar oportunidade a todos. “Quando o filme está em final de carreira, ou seja, somente uma sessão em cartaz ou que já esteja na quarta semana, ou ainda quando entram novas estreias, mantemos somente uma sessão na versão dublada, pois não há procura e não temos como manter sessões zeradas de público”, explica a diretora.

Para conferir as sessões legendadas, dubladas, com tradução em libras e áudio descrição, basta acessar o site www.moviearte.com.br, ou as redes sociais dos cinemas, ou ainda entrar em contato nos nossos telefones disponíveis no site.

O filme “Minha Mãe é Uma Peça 3″, que terá sua estreia nos cinemas no dia 26 de dezembro, será exibido com tradução em Libras no Shopping Bento.

ANAC reconhece a atuação de pilotos surdos na aviação do Brasil

ANAC reconhece a atuação de pilotos surdos na aviação do Brasil


Há algum tempo estamos acompanhando a luta do João Avião, o primeiro piloto surdo do Brasil. Ele fundou a Associação Nacional de Aviação de Surdos (ANAS), a primeira na América do Sul, para que pilotos surdos ganhassem visibilidade e pudessem operar voos comerciais no Brasil. Desde sua fundação, projetos foram apresentados para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e até para órgãos internacionais como a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Projetos estes que não são apenas voltados para beneficiar os pilotos surdos, mas também para garantir a saúde auditiva e direitos do piloto ouvinte.

Dados tantos esforços, uma grande conquista já pode ser comemorada! No dia 04 de dezembro de 2019 foram publicadas duas emendas a regulamentos da ANAC, que passaram a permitir a atuação de pilotos surdos na aviação civil brasileira! Assinadas pelo presidente da Agência, José Ricardo Botelho, elas alteram os regulamentos RBAC-61 e o RBAC-67 que abordam questões sobre licenças, habilitações e exames médicos para os pilotos do Brasil.

Antes do primeiro voo, o profissional deverá ser submetido e aprovado em um exame prático especial por modelo de aeronave, para verificação da capacidade do candidato em reconhecer a perda de potência ou falha de motor e emergências com um trem de pouso retrátil.

O piloto surdo não poderá atuar em aeroportos controlados ou internacionais e também com o transporte remunerado de passageiros. No entanto, eles poderão atuar nos voos em que aeronaves não necessitem do uso de rádios para comunicações bilaterais, e em sua licença e certificados deverão conter a observação: “Não válido para voos que requeiram a utilização de rádio comunicação”. Isso significa que eles poderão atuar em áreas em que o uso desse tipo de equipamento nas aeronaves não seja necessário, trabalhando, por exemplo, como Piloto Agrícola, o que antes não era permitido.

Essas alterações, que podem parecer pequenas, mas que representam um grande avanço da aviação brasileira, devem ser celebrada por todos nós. E a luta não para por aí! João está batalhando para que os pilotos possam ser reconhecidos na aviação em todos os países do mundo, tendo permissão e liberação como profissionais.

A gente já deu primeiro passo aqui no Brasil! E quem sabe não poderemos ver mais surdos ocupando lugares que antes não tinham espaço ou em que pessoas acreditavam que eles não seriam capazes. Ainda existe muita exclusão, mas conquistas como essa aquecem nossos corações e nos fazem refletir que a mudança depende de nós.