sábado, 19 de outubro de 2019

Fanático pelo Palmeiras, menino com Síndrome de Down realiza sonho de conhecer ídolo Dudu - Veja o vídeo

Com apoio de torcedores, vídeo postado nas redes sociais pela família chegou até jogador do Verdão

Por Felipe Bolito* — Ribeirão Preto, SP

Resultado de imagem para Garoto com Síndrome de Down se emociona e manda recado para atacante Dudu do Palmeiras
Garoto com Síndrome de Down se emociona e manda recado para atacante Dudu do Palmeiras

Tudo começou com um vídeo (veja abaixo), postado nas redes sociais, que mostrava um garoto emocionado com a goleada do Palmeiras, seu time do coração, por 6 a 2, contra o CSA, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além da emoção pela vitória, o garoto também enviou um recado para seu ídolo, o atacante Dudu, um dos destaques da goleada.

Clique AQUI para ver o vídeo.

O vídeo logo viralizou e muitos torcedores palmeirenses começaram a marcar o atacante do Verdão nos comentários da publicação. A reação do jovem João Victor, de 10 anos, chegou até Dudu, que quis conhecer seu fã pessoalmente.

- Ele estava assistindo ao jogo do Palmeiras contra o CSA no momento do vídeo e ficou emocionado pela goleada do Palmeiras. Então resolvemos postar o vídeo nas redes sociais e minutos depois várias pessoas começaram a marcar o Dudu e ele respondeu. Foi inacreditável - revelou Diego Lima, irmão do garoto.

Dudu recebeu João Victor no CT do Palmeiras, em São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal
Dudu recebeu João Victor no CT do Palmeiras, em São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal

João Victor, que vive em Franca, a 399 km de São Paulo, é um palmeirense apaixonado. Acompanha todos os jogos do Verdão, tem o nome de Dudu na ponta da língua e se emociona a cada jogo da equipe. A paixão foi iniciada com incentivo da família.

- Sempre fui palmeirense e mesmo sendo de pai diferente, tentei passar para o João Victor esse meu amor pelo Palmeiras. Ele sempre gostou, sempre assistiu os jogos comigo e hoje em dia torcer se tornou uma coisa natural, bem dele mesmo - disse o irmão, que também explicou a idolatria por Dudu.

- Esse amor pelo Dudu surgiu com ele vendo os jogos. Pelo Dudu se destacar, o João sempre falava no nome dele. Para ele todo gol que saía era do Dudu. Muitas vezes ele fica em frente à televisão falando com o time e diz para tocar para o Dudu. Ele inclusive ganhou um boneco do Palmeiras e deu o nome de Dudu. Então ele sempre gostou muito dele.

O encontro entre João e Dudu ocorreu durante a última semana e foi todo organizado pelo jogador palmeirense. Além de encontrar o ídolo, o garoto e sua família conheceram o CT do clube e todo o elenco.

- Foi uma experiência única, não tem como descrever o sentimento de ver a felicidade do meu irmão quando aconteceu o encontro dele com o Dudu. Ele falou que foi um prazer conhecer o João Victor e receber ele no CT. Foi tudo muito rápido, chegamos até o CT, o Dudu já estava esperando a gente. Ele foi muito atencioso com todos nós e não tem preço que pague o sorriso do meu irmão, foi um sentimento único que só fortalece o sentimento que temos pelo Palmeiras.

Segundo Diego, o amor pelo Palmeiras tem melhorado a vida do seu irmão e ajudado cada vez mais no desenvolvimento do menino, além de facilitar o relacionamento dele com outras pessoas.

- O futebol é um esporte que proporciona amor, como esse do meu irmão pelo Palmeiras e pelo Dudu. Sem contar que o esporte na vida da criança ajuda a educar, faz aprender que a vitória é boa, mas a derrota também é importante. Sem dizer que é uma forma de inclusão e na vida do meu irmão vem sendo muito importante. Está aproximando ele das pessoas, faz com que ele tenha mais amizades e que todo mundo enxergue ele como qualquer outra pessoa.

                 João Victor realizou sonho de conhecer ídolo Dudu — Foto: Arquivo Pessoal
               João Victor realizou sonho de conhecer ídolo Dudu — Foto: Arquivo Pessoal

Menina de 5 anos com síndrome de Down sonha em ter a primeira festinha de aniversário, em Aparecida de Goiânia - Veja o vídeo

Família não tem condições de pagar uma festa para Alice, que nasceu com apenas 1,8 kg e passou 100 dias na UTI. 'Ela é nosso grande milagre diário', diz a mãe.

Por ´Thais Barbosa

Resultado de imagem para Menina de 5 anos com síndrome de Down sonha com 1ª festa de aniversário, em Goiás
Menina de 5 anos com síndrome de Down sonha com 1ª festa de aniversário, em Goiás

Uma família de Aparecida de Goiânia sonha em fazer a primeira festinha de aniversário para a filha, que vai completar seis anos de idade na próxima segunda-feira (21/10). Quando Alice Barros Fagundes nasceu, ainda no hospital, os pais descobriram que ela tinha síndrome de Down e também uma doença no coração.

Clique AQUI para ver o vídeo.

De acordo com mãe Katerine Angélica da Silva Barros, 28 anos, foram mais de 100 dias na UTI e algumas cirurgias.

"Ninguém espera que vai ter um filho especial. Quando ficamos sabendo, foi um choque, mas depois veio a alegria da superação. Com apenas 1,8 kg, a Alice venceu os dias na UTI e as cirurgias no coração", explica a mãe.

De acordo com Katerine, antes da Alice nascer, ela só ouvia falar de milagre e hoje ela mora com um.

"A Alice é o nosso grande milagre diário. Ela preenche todos os cômodos da casa com a sua alegria e autenticidade", diz.

Quando nasceu, Alice Fagundes pesava só 1,8 kg e passou mais de 100 dias na UTI — Foto: Arquivo Pessoal
Quando nasceu, Alice Fagundes pesava só 1,8 kg e passou mais de 100 dias na UTI — Foto: Arquivo Pessoal

A mãe pondera que nem tudo são flores: "As pessoas olham torto pra gente porque não entendem que ela vai ao extremo da alegria e da tristeza muito rapidamente. Fala alto, grita, chora, também quer abraçar todo mundo e fazer carinho. É uma montanha-russa".

Na casa, apenas o pai da Alice, o pintor Valdeon Fagundes, 35 anos, está trabalhando. Katerine Angélica se dedica a cuidar das filhas. Além de Alice, o casal tem uma filha de sete anos, Amanda Fagundes.

"Eu tentei trabalhar para ajudar nas despesas, mas não deu certo porque a Alice exige muita atenção. O salário do meu esposo dá apenas para as despesas".

Mesmo assim, a família sonha em dar uma festinha de aniversário para a menina. "Todo ano eu falo que vamos celebrar a vida da Alice e todas as conquistas que ela já teve, mas sempre estamos bem apertados", disse Katerine.

O pintor Valdeon Fagundes, a esposa Katerine Angélica e as filhas durante passeio — Foto: Arquivo Pessoal
O pintor Valdeon Fagundes, a esposa Katerine Angélica e as filhas durante passeio — Foto: Arquivo Pessoal

A mãe explica que menina fica pedindo uma festinha e cantando parabéns toda hora. "Com seis anos ela já entende que é o aniversário dela. Quero que ela perceba o quanto é especial e importante para nós, emociona a mãe.

Amor pelos Minions

A diferença de idade contribui para que as duas irmãs brinquem muito juntas. Dançar e andar de skate são as brincadeiras preferidas.

"Enquanto as outras meninas gostam de princesas, a Alice e a Amanda gostam dos Minions e de andar de skate. Os gostos da Alice são bem diferentes e fogem do padrão, conta a mãe".

A festinha com o tema do Minions seria um sonho para a menina que ama ver e danças as músicas do desenho animado. "Ela sempre fala que vai ganhar uma festinha do Minions pra dançar e pular muito. Sei que será inesquecível", vislumbra a mãe.

Alice Fagundes adora brincar de skate, em Aparecida de Goiânia.  — Foto: Thais Barbosa / TV Anhanguera
Alice Fagundes adora brincar de skate, em Aparecida de Goiânia. — Foto: Thais Barbosa / TV Anhanguera

Fonte: g1.globo.com

Juiz em Uberlândia dá nova sentença sobre autorização de pais para cultivo de maconha no tratamento do filho

A decisão confirma liminar concedida em novembro de 2018; criança sofre de paralisia cerebral e Síndrome de West. Na última terça-feira (15), a Anvisa adiou a decisão sobre a permissão do cultivo de cannabis para fins medicinais no Brasil.

Por Carol Rodrigues, G1 Triângulo e Alto Paranaíba

Resultado de imagem para Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair óleo de cânhamo
Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair óleo de cânhamo — Foto: Kimzy Nanney/Unsplash

Após quase um ano, um casal de Uberlândia teve uma decisão da Justiça confirmada para o cultivo de cannabis sativa de forma artesanal para tratamento do filho, que sofre de paralisia cerebral e Síndrome de West. A decisão, que ratifica (valida) a liminar concedida em novembro de 2018, é do juiz da 3ª Vara Criminal de Uberlândia, Antônio José Pêcego.

Os nomes das partes foram preservados, uma vez que o processo tramita em segredo de justiça, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Anvisa

Na última terça-feira (15), o Bem Estar noticiou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a decisão sobre a permissão do cultivo de cannabis para fins medicinais no Brasil, após pedido de vista por parte de dois diretores.

Confirmação de decisão após 1 ano

Ainda sobre a decisão, o magistrado de Uberlândia determinou que as autoridades policiais e agentes se abstenham, até decisão contrária, de investigar, repreender, apreender e destruir sementes, plantas e insumos destinados à fabricação do óleo de cânhamo para uso exclusivo do paciente.

Na decisão, o juiz ressaltou que o relatório médico do neurologista infantil aponta que o paciente apresenta um quadro de grande desafio terapêutico e de difícil controle, com 50 ataques epiléticos ao dia, o que a impede de se alimentar.

Outro relatório registra que o paciente não respondeu aos tratamentos convencionais, sendo indicada a introdução do óleo de cânhamo. Após a introdução da medicação, o paciente apresentou melhora importantíssima das crises, porém a família não tem condições financeiras para arcar com o tratamento de alto custo.

O magistrado salientou, também, que deve-se viabilizar ao paciente o direito de usufruir do direito fundamental de viver com dignidade. Contudo, deverá ser monitorada com regularidade a necessidade de o paciente continuar a ser medicado com a substância, por meio de declarações semestrais da neurologista infantil que o assiste.

No mesmo sentido, Pêcego determinou que a Vigilância Sanitária fiscalize o plantio e cultivo artesanal por parte dos pais da criança, bem como noticie formalmente os órgãos de segurança pública em caso de desvio de conduta na finalidade do plantio e cultivo autorizado judicialmente.

A Justiça da Infância e da Juventude, a Secretaria de Vigilância Sanitária e as autoridades das polícias Militar e Civil estaduais e federais devem ser informadas da decisão.

Autorização do cultivo de maconha

Em 2018, o juiz da 3ª Vara Criminal de Uberlândia, Antônio José Pêcego concedeu habeas corpus preventivo em favor do casal para que eles pudessem continuar produção artesanal da cannabis. O pedido foi apresentado em razão da péssima qualidade de vida do garoto, que chegou a sofrer mais de 100 ataques epiléticos em um único dia.

No pedido, que teve a concordância do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os pais relatam que o filho estava sendo tratado com outro medicamento, que causava graves efeitos colaterais, como o quadro de vida vegetativa que levava o menino a dormir cerca de 20 horas por dia.

A família alegou, ainda, que, por causa da letargia, a criança perdeu a capacidade de deglutição, passando a se alimentar somente por meio de sonda. Além disso, o menino passou vários períodos internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Na época, o casal também afirmou que percebeu melhoras no filho após três semanas do uso do medicamento feito com a maconha. Segundo eles, a criança passou a responder a estímulos visuais e auditivos, movimentar braços e pernas e não teve mais episódios de crises convulsivas. No período de consumo, também não houve mais necessidade de internação hospitalar.

Fonte: g1.globo.com

SPFW levou acessibilidade aos desfiles do Projeto Estufa

Os comentários de Lilian Pacce, Érika Palomino e Dario Caldas serão transmitidos como audiodescrição para pessoas com deficiência visual e demais interessados

REDAÇÃO VOGUE

Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)
Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), realiza um projeto pioneiro que levará recursos de acessibilidade comunicacional, Libras e audiodescrição, aos desfiles do Projeto Estufa do SPFW – São Paulo Fashion Week, de 15 a 17 de outubro, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera.

O objetivo é fazer com que o maior evento de moda do Brasil e mais importante da América Latina, na cidade mais cultural do país, seja acessível às pessoas com deficiência auditiva e visual, além da acessibilidade arquitetônica.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) já leva acessibilidade ao Carnaval da cidade de São Paulo, com o Projeto “Samba com as mãos”, também fez com que a última edição da Virada Cultural fosse a mais inclusiva da história da cidade, com mais de 70 palcos com tradução para Libras, e recentemente fez a primeira edição do “Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência”, onde disponibilizou recursos de Libras e audiodescrição em várias atrações culturais espalhadas pela cidade.

“É a primeira vez que um evento como esse receberá tradução em Libras e audiodescrição. Temos certeza de que a repercussão da ação no Projeto Estufa fará com que, no futuro, todos os desfiles tenham os recursos de acessibilidade necessários”, declara Cid Torquato, Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência.

Para tornar o evento acessível foram escolhidos comentaristas ligados à moda, Lilian Pacce, Érika Palomino e Dario Caldas. Seus comentários serão transmitidos como audiodescrição para pessoas com deficiência visual e demais interessados, por meio de aplicativo para smartphone e tablet, com apoio da Ktalise e Mais Diferenças, bem como interpretados em Libras durante os desfiles.

Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)
Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)


Professora se dedica ao ensino de crianças e adolescentes com deficiência, em Campina Grande - Veja o vídeo.

Luciana Rodrigues tem formação em Libras e Braille; ela leciona na rede municipal de ensino.

Por Waléria Assunção, TV Paraíba

Professora tem formação em Libras e Braille — Foto: TV Paraíba/Reprodução
Professora tem formação em Libras e Braille — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Vinte e oito anos da vida de Luciana Rodrigues foram dedicados à sala de aula. A professora ensina em uma escola municipal, localizada no bairro Estação Velha, em Campina Grande. O turno da tarde é dedicado ao ensino de crianças e adolescentes com deficiência.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A educadora possui formação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para se comunicar com alunos surdos e em Braille, para auxiliar no processo de aprendizagem de estudantes com deficiência visual.

“É especial realmente. Eu gosto muito do que faço. É a minha vida", contou Luciana, que não conteve a emoção.

“Eu estou vendo o avanço deles e me sinto muito gratificada”, destacou Luciana. A dedicação dela faz com que os alunos vençam as próprias limitações nos estudos.

Os pais dos alunos reconhecem a dedicação da professora. “Me sinto muito realizada. Vejo os cuidados dos professores daqui, especialmente em Luciana, que tem dedicado tempo e amor”, declarou Rávila Georgia.

Ensinar a ler e escrever foi a profissão que Luciana escolheu por amor. Sentimento percebido pelos gestos, no olhar e nas palavras de quem ensina e de quem aprende.

Fonte: g1.globo.com

Três mil pacientes farão tratamento com maconha medicinal na França - Veja o vídeo.

Maioria dos deputados franceses foi a favor de projeto piloto para financiar tratamentos com cannabis terapêutica.

Por RFI

Resultado de imagem para Cannabis como remédio: quais os riscos e benefícios da planta?


Cannabis como remédio: quais os riscos e benefícios da planta?

A França dá um passo adiante para legalizar a maconha medicinal e o assunto é abordado pelo jornal Libération desta sexta-feira (18). Há dois dias, deputados franceses se manifestaram majoritariamente a favor da autorização de um projeto piloto para financiar o tratamento com a cannabis terapêutica a três mil pacientes.

Clique AQUI para ver o vídeo

Nesta fase inicial do teste, participarão indivíduos que sofrem de dores neuropáticas, com alguns tipos de epilepsia, câncer, esclerose e com outras doenças do sistema nervoso central. A lei de financiamento para que o medicamento seja reembolsado pela seguridade social francesa deve ser promulgada no final deste ano. Já o primeiro grupo de participantes começará a receber o tratamento com a cannabis medicinal a partir do primeiro semestre de 2020.

A matéria destaca que, em janeiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs rever a classificação da cannabis como droga e reconhecer as propriedades medicinais da planta. Na França, um decreto de 2013 já havia concedido a autorização para que alguns medicamentos para o tratamento da esclerose usassem a substância em sua composição, mas os produtos jamais chegaram às farmácias por falta de um acordo sobre o preço final.

Médicos já podem receitar cannabis terapêutica

O jornal ressalta que na França "é comum que pacientes comprem maconha ilegalmente. Outros atravessam as fronteiras e adquirem a erva medicinal fora do país, graças a uma receita que médicos franceses podem fornecer".

O autor do projeto de lei que pode legalizar a maconha medicinal na França é o deputado Olivier Véran, do partido governista A República em Marcha. Entrevistado pelo jornal, ele lembra que esse tipo de tratamento já é até mesmo autorizado pela Agência Nacional do Medicamento.

O deputado centrista é neurologista e, para propor o projeto, se inspirou no caso de um paciente de 30 anos, que não conseguia mais trabalhar, apresentava forte risco de suicídio e tomava morfina. Após três meses realizando um tratamento com a maconha medicinal, o homem deixou de lado os medicamentos alopáticos e pôde retomar sua vida profissional.

Apesar de otimista, Véran sabe que há um longo caminho a ser percorrido. Um comitê liderado pelo psiquiatra Nicolas Authier, especialista em dependência química, terá a missão de liderar uma equipe que vai selecionar medicamentos que serão utilizados no experimento. Fazem do grupo parte profissionais encarregados de informar o público sobre o que é a cannabis medicinal e qual sua função terapêutica.

O deputado autor da iniciativa comemora o avanço. Segundo ele, apesar das diferentes opiniões que os franceses têm sobre a maconha, é preciso um consenso nacional sobre os fins medicinais da substância. O projeto de lei será analisado em segunda leitura pela Assembleia Nacional francesa na próxima semana.

Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair o canabidiol — Foto: Kimzy Nanney/Unsplash

Fonte: g1.globo.com

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Morre bebê que teve dinheiro de tratamento desviado pelo pai

O caso ficou conhecido depois dos pais organizaram uma vaquinha para arrecadar dinheiro para o tratamento do garoto que sofria de atrofia muscular espinhal

Por: Redação

Crédito: Reprodução/Facebook
bebê dinheiro tratamento pai morreu
Morre bebê que teve dinheiro de tratamento desviado pelo pai

O pequeno João Miguel, diagnosticado com atrofia muscular espinhal (AME), morreu na manhã desta quinta-feiram 17. O bebê tinha acabado de completar 2 anos de idade no último dia 5.

O caso da criança ficou conhecido depois que os pais organizaram uma vaquinha para arrecadar dinheiro para custear o tratamento do garoto. Por causa da doença degenerativa, que causa perda dos neurônios motores, João Miguel precisava tomar uma medicação cuja caixa custava R$ 375 mil.

De acordo com a advogada da família, o menino passou mal na madrugada desta quinta-feira. A mãe, então, levou a criança até Belo Horizonte, onde tem atendimento de referência. Ele chegou a ser internado no Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), localizado no Bairro Santa Efigênia, Região Leste da capital, mas morreu.

“A mãe está muito abalada e não consegue explicar direito o que aconteceu. Toda a situação é muito triste”, contou a advogada, Vanessa Reis.

Moradores da cidade de Conselheiro Lafaiete, a 100 km de Belo Horizonte, e até mesmo a Polícia Civil se mobilizaram para arrecadar dinheiro e promover campanhas para custear o tratamento do menino.

No entanto, o pai do garoto, Matheus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, sacou cerca de R$ 1 milhão do dinheiro arrecadado e fugiu para a Bahia. Ele foi preso após ser encontrado pela Polícia Civil vivendo ostentando luxos, morando em um apart-hotel em Salvador cerca de três meses depois.

Alves foi indiciado pelos crimes de estelionato, apropriação e desvio de valores de pessoa portadora de deficiência, abandono material e falsa comunicação de crime

Cadeirante e com paralisia cerebral, criança realiza sonho ao pedir para pular amarelinha na Apae; veja o vídeo

Menina de 7 anos emocionou a todos no momento em que chegou na sala e falou do sonho. Usando colete especial, pela primeira vez ela levantou da cadeira e brincou de amarelinha.

Por Graziela Rezende, G1 MS

            Menina disse que sonho dela era pular amarelinha e terapeutas se mobilizaram para ajudá-la — Foto: Apae-MS/Divulgação
Menina disse que sonho dela era pular amarelinha e terapeutas se mobilizaram para ajudá-la — Foto: Apae-MS/Divulgação

A sala da terapia ocupacional estava pronta para receber as crianças, com mensagens, bolas no teto e chão, além de cesta de basquete na parede, piscina de bolinhas, caixas com areia ou flocos de arroz e brincadeiras como amarelinha. Tudo preparado para comemorar, durante todo o mês, o Dia das Crianças com cerca de 400 pacientes que passam pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Campo Grande. Mas, foi o pedido da pequena Ana Clara Rodrigues, de 7 anos, que emocionou a todos.

Clique AQUI para ver o vídeo.

"Ela ficou lá e quando eu fui buscá-la estava diferente, extasiada. Ela falou: mãe, eu pulei amarelinha. Depois, me mandaram o vídeo, mas, eu não consegui nem ver direito, a gente nem acredita. Para uma mãe, ver um filho realizando um sonho é incrível e eu agradeci a eles demais. Os sonhos dela são pequenos diante a que as crianças fazem, é algo simples, porém, para ela é uma superação", afirmou ao G1 a dona de casa Ana Raquel Rodrigues Nojosa, de 28 anos.

Segundo Ana Raquel, a filha faz tratamento no local há quase 5 anos. Neste período, comentou com a mãe que queria brincar de pega-pega, esconde-esconde e dançar balé. "Para ela, com certeza este foi um sonho realizado. Foi a primeira vez que ela ficou em pé e a primeira vez que pulou amarelinha. Eu tenho esperança e sei que ela pode realizar todos estes sonhos", comentou, emocionada.

A terapeuta ocupacional Lilianthea Lopes Oliveira Viegas, de 45 anos, que há 4 atua no local, diz que presenciou o momento em que Ana Clara fez o pedido. "Ela viu a amarelinha assim que chegou e falou para uma terapeuta que o sonho era pular amarelinha. Depois, falou para outra e todo mundo se mobilizou para realizar o sonho dela. Foi uma emoção muito grande. Ela pulava e falava que estava nervosa. Nós a tiramos da cadeira de roda e usamos um colete de sustentação", explicou.

                  Menina faz tratamento e quando viu sala decorada contou do sonho em pular amarelinha — Foto: Apae-MS/Divulgação
Menina faz tratamento e quando viu sala decorada contou do sonho em pular amarelinha — Foto: Apae-MS/Divulgação

O supervisor de terapia ocupacional, Alexandre Lopes de Oliveira, de 36 anos, filmou a cena. "Nós estávamos em uma roda e foi algo que pegou todo mundo de surpresa. Em seguida, fizemos as adaptações e começamos a fazer a sequência e ela pulava e ficava cada vez mais feliz. Foi uma alegria imensa testemunhar tudo isto e embora ela tenha a parte motora comprometida, o cognitivo não e deu pra perceber que é algo que ela sempre quis", disse.

De acordo com a Apae, Ana Clara possui paralisia cerebral e paraplegia espástica. Na ocasião, ela usou um colete de apoio terapêutico para tratamento de crianças com dificuldades motoras, oferecendo suporte ao corpo, ajudando a se mover de forma mais natural e harmoniosa, conforme explicou a terapeuta dela, Thaina Ferreira.

Sala de terapia ocupacional está decorada este mês para as crianças participarem de atividades recreativas — Foto: Apae-MS/Divulgação
Sala de terapia ocupacional está decorada este mês para as crianças participarem de atividades recreativas — Foto: Apae-MS/Divulgação

Fonte: g1.globo.com

Pai desce escada de quase 10 metros com filha cadeirante para menina participar de festas em escola no AC - Veja o vídeo.

Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que a partir desta semana seria dado início a obra de reforma da rampa de acesso à entrada da escola e, em seguida, será construído o acesso à quadra de esportes.

Por Alcinete Gadelha e Aline Nascimento, G1 AC — Rio Branco

                    Pai e filha descem escada de acesso à quadra de escola — Foto: Reprodução
            Pai e filha descem escada de acesso à quadra de escola — Foto: Reprodução

A falta de acessibilidade à quadra da Escola Francisco Salgado Filho, em Rio Branco, faz com que o autônomo Ruymar Batista tenha que enfrentar o perigo e descer uma escada de pelo menos 10 metros com a filha, Camile Gabriele Nogueira, de 8 anos, para que ela possa participar das festividades na instituição.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Ao G1, a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que a equipe de gestão, juntamente com um dos engenheiros da SEE, estive na escola, no último dia 10, e esclareceu que a partir desta semana seria dado início a obra de reforma da rampa de acesso à entrada da escola e, em seguida, será construído o acesso à quadra de esportes.

Em uma das últimas atividades realizadas na quadra da escola, para comemorar o Dia das Crianças, o pai compartilhou um vídeo no qual ele aparece descendo os degraus com a filha, que tem paralisia cerebral. Nas imagens, ainda sem perceber o risco que corre, a menina sorri e se diverte.

"Lá só tem uma escada que está totalmente deteriorada e foi a escola mesmo quem fez. Se tiver alguma atividade na escola, que seja na quadra, minha filha não pode participar", contou o pai.

Em 2018, a estudante Camile emocionou pais e alunos ao dançar quadrilha junina em uma cadeira de rodas com os colegas de turma. Já em 2019, ela precisa descer um lance de escadas sob risco de cair.

A menina estuda há quase dois anos na escola e, segundo Batista, toda vez que tem evento na quadra é o mesmo sacrifício.

"Se eu quiser que ela participe, tenho que levar", lamenta.

O pai falou ainda que não pensa em mudar Camile de escola porque esta é próxima à casa onde mora e é mais fácil para deixar e buscar a filha.

Batista disse que a escada tem 10 metros e já conversou com a direção da escola e que vários pedidos foram feitos à Secretaria de Educação. Além disso, ele reclama que precisa parar o carro praticamente no meio da rua por falta de estacionamento.

"A escola não tem recurso para construir uma rampa. A coordenação já reclamou com a secretaria, mas, eles não se manifestam. O ano já está acabando e minha filha fica excluída, quando têm as atividades lá é uma dificuldade", desabafou.

Fonte:  g1.globo.com

"Nossas cidades ainda precisam evoluir muito em acessibilidade", defende Lais Souza

Palestrante do Casa Vogue Experience 2019, a ex-atleta olímpica compartilha alguns dos desafios da rotina de uma cadeirante e os desejos por uma casa 100% acessível

POR AMANDA SEQUIN 

                        FOTO CAMILA CORNELSEN/REVISTA GLAMOUR
                            

“Aos 25 anos tetraplégica, nunca imaginaria que aprenderia duas coisas. 1) Eu seria independente. Deus me deu a oportunidade de continuar a trabalhar e me sustentar, realizar, sonhar. 2) Eu seria dependente igual todos são, ninguém cresce e vive sozinho.” É com essa frase que Lais Souza – Lalika, para os mais chegados – recebeu cerca 133 mil curtidas em seu Instagram, no último dia 10 de outubro, ao postar uma foto em pé. Lais foi ginasta da seleção brasileira, conquistando quatro olimpíadas e mais de cinco mundiais. Anos depois, ela foi se aventurar como atleta de ski aéreo, mas sofreu um grave acidente em 2014 que resultou na tetraplegia.

Aos 30 anos, voltar a andar é um de seus sonhos, e um aparelho chamado OrthoWalk permite que ela fique em pé e vivencie novamente essa experiência. “Com ele eu resgato a minha autoestima. Tenho essa memória, de ter o olho no olho, que eu acabo perdendo ao ficar na cadeira”, conta a ex-atleta em entrevista exclusiva à Casa Vogue. Desde o acidente, Lais continua batalhando por resultados, faz inúmeras fisioterapias e vive em Vila Velha, no Espírito Santo, em uma casa alugada.

“Fiz algumas adaptações na casa, mas não muitas. Retirei o box do banheiro para facilitar meu acesso, mudei a altura do balcão para conseguir encaixar a minha cadeira-de-rodas e comprei uma cama de casal regulável, que me permite levantar um pouco os pés”, conta a jovem. Mudanças mais específicas serão no futuro, quando realizar o sonho de comprar um lar só para ela e para a noiva Paula Alencar, com quem se casará em janeiro do ano que vem.

Ter uma casa acessível e equipamentos tecnológicos e com design são elementos essenciais para quem, assim como Lais, tem nenhuma ou pouca locomoção e necessita de ajuda diária. Esses quesitos, no entanto, também pesam no bolso. “Um dos grandes problemas desse nosso Brasil maluco é que você não encontra, por exemplo, um carro grande pra receber a sua cadeira lá dentro, com espaço. Ou é muito caro ou você tem que fazer uma adaptação que custa de 30 a 50 mil reais”, explica.

A forma como as cidades foram projetadas também não são gentis aos cadeirantes e chegar até o ponto de ônibus é sempre uma surpresa. “O caminho até lá, você ter que andar pela rua, entre os carros.. É complicado. Porque normalmente as calçadas tem muitos buracos e você acaba correndo esse perigo. Nossas cidades precisam evoluir muito ainda em acessibilidade. A nossa cadeira também quebra muito facilmente. Além de pagarmos caro no conserto, ela demora para ficar pronta. A sorte é que eu tenho mais oportunidade que a maioria dos brasileiros”, acrescenta.

A jovem, que atualmente está cursando História, conta que há tempos vêm "namorando" uma cadeira que só é fabricada nos Estados Unidos e que lembra muito os patinetes elétricos usados por seguranças em shoppings. “Por mais que eu não tenha movimento nos braços, consigo fazer leves movimento de tronco, então poderia dirigi-la”. O preço, no entanto, é salgado: custa em média U$ 18 mil – equivalente a quase R$ 75 mil. Além do valor, outra dificuldade está em chegar até o país, já que a passagem e um cuidador em tempo integral sairiam caros.

"Cada dia é uma barreira que a gente vai encarando, não só eu, mas todos os brasileiros. Você tem que passar por cima do psicológico, há julgamentos. Mas a gente vai seguindo pra não deixar a peteca cair e continuar sorrindo.", revela Lais

Lais Souza hoje atua como palestrante e estará, inclusive, no Casa Vogue Experience – evento realizado pela Casa Vogue em São Paulo entre os dias 23 e 27 de outubro. Ela se juntará a Mauricio Arruda, arquiteto do programa Decora (GNT), e às cadeirantes Tabata Contri e Cândida Oliveira, que tiveram suas casas adaptadas pelo apresentador e contarão suas histórias na palestra “Casa Adaptada”, no dia 22, às 11h30.

Casa Vogue Experience 2019

Quando: de 22 a 27 de outubro
Onde: Rua Groelândia, 1785, no Jardim Europa, São Paulo. Estação de metrô mais próxima: Fradique Coutinho.
Quanto: 1º lote a partir de R$ 80 reais por dia (inteira) ou R$ 325 o passaporte completo para os seis dias.


Lilian Pacce faz narração descritiva para deficientes visuais durante SPFW

Esta edição do evento leva acessibilidade aos desfiles do Projeto Estufa

REDAÇÃO VOGUE

Lilian Pacce durante desfile da SPFW (Foto: @leofaria)
Lilian Pacce durante desfile da SPFW (Foto: @leofaria)

Muito se fala sobre inclusão na moda, mas esta edição do SPFW prova que o conceito pode e deve ser expandido para bem além do que os olhos podem ver: em uma iniciativa inédita na moda, os desfiles do Projeto Estufa nesta semana de moda terão narração descritiva para deficientes visuais, feita por jornalistas convidados. Ontem foi a vez de @lilianpacce que protagonizou uma cena linda que comprova: podemos sempre fazer mais.

O objetivo é fazer com que o maior evento de moda do Brasil e mais importante da América Latina, na cidade mais cultural do país, seja acessível às pessoas com deficiência auditiva e visual, além da acessibilidade arquitetônica.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) já leva acessibilidade ao Carnaval da cidade de São Paulo, com o Projeto “Samba com as mãos”, também fez com que a última edição da Virada Cultural fosse a mais inclusiva da história da cidade, com mais de 70 palcos com tradução para Libras, e recentemente fez a primeira edição do “Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência”, onde disponibilizou recursos de Libras e audiodescrição em várias atrações culturais espalhadas pela cidade.

“É a primeira vez que um evento como esse receberá tradução em Libras e audiodescrição. Temos certeza de que a repercussão da ação no Projeto Estufa fará com que, no futuro, todos os desfiles tenham os recursos de acessibilidade necessários”, declara Cid Torquato, Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência.

Para tornar o evento acessível foram escolhidos comentaristas ligados à moda, Lilian Pacce, Érika Palomino e Dario Caldas. Seus comentários serão transmitidos como audiodescrição para pessoas com deficiência visual e demais interessados, por meio de aplicativo para smartphone e tablet, com apoio da Ktalise e Mais Diferenças, bem como interpretados em Libras durante os desfiles.

Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)
Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)

Serviço: Projeto Estufa – SPFW
Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras – Parque do Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral s/n)
Programação Acessível com Libras e Audiodescrição

Dia 15/10 (Terça)
15h: Desfile Korshi
15h15: Desfile Ão

Dia 16 (Quarta)
14h: Desfile Victor Hugo Mattos
14h15: Desfile MIPINTA

Dia 17 (Quinta)
14h: Desfile Aluf
14h15: Desfile Lucas Leão

Cursos de qualificação para pessoas com deficiência estão com inscrições abertas em Rio Preto - Veja o vídeo

Serão oferecidas 60 vagas para quatro cursos. Inscrições são feitas pelo telefone da instituição.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

Inscrições para cursos gratuitos para pessoas com deficiência estão abertas — Foto: Reprodução/TV TEM
Inscrições para cursos gratuitos para pessoas com deficiência estão abertas — Foto: Reprodução/TV TEM

Estão abertas as inscrições para cursos para pessoas com deficiência em São José do Rio Preto (SP). Os cursos são oferecidos pela Associação Espírita Aeluz de Rio Preto, em parceria com uma empresa.

Clique AQUI para ver o vídeo.

São 60 vagas para aulas de informática, de auxiliar administrativo para PCD, cursos de Libras e de auxiliar de inclusão. Os cursos darão certificado.

Qualquer pessoa que tenha alguma deficiência e tenha mais de 18 anos pode se inscrever. Todo o curso e todo material usado são gratuitos.

Neste sábado (19) tem workshop para dar orientação jurídica para as pessoas com deficiência e para as empresas que precisam por lei destinar parte das vagas para PCD. Para mais informações é só ligar na associação: (17) 3219-8325.

Fonte: g1.globo.com

Justiça autoriza homem com epilepsia a plantar maconha em casa em Juiz de Fora

Determinação ocorreu após a Anvisa adiar a decisão sobre a permissão do cultivo de Cannabis para fins medicinais no Brasil.

Por Fellype Alberto, G1 Zona da Mata

Maconha: pesquisa realizada nos EUA mostrou que 18% conhecem pessoalmente alguém que utiliza a droga com fins medicinais — Foto: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=209807
Maconha: pesquisa realizada nos EUA mostrou que 18% conhecem pessoalmente alguém que utiliza a droga com fins medicinais — Foto: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=209807

Um homem, de 44 anos, conseguiu nesta terça-feira (15) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o direito de plantar Cannabis Sativa em casa em Juiz de Fora. Ele tem epilepsia e a decisão o permite o cultivo, uso e posse da maconha em quantidade necessária para produção do óleo usado no tratamento.

Na liminar da 8ª Câmara Criminal, o desembargador Dirceu Walace Baroni determina que o plantio deve ser feito exclusivamente na casa dele e para fins medicinais, sem fornecimento para qualquer outra pessoa, independente de por qual razão. O uso também deve ser feito exclusivamente através do óleo extraído da maconha.

A liminar impede, portanto, que as autoridades policiais realizem apreensão ou destruição do material desde que este esteja na residência dele.

O documento registra ainda que, “o paciente não responde bem aos medicamentos convencionais já receitados e que a ausência de tratamento efetivo pode gerar crises epilépticas com risco de queda com traumatismo craniano, ‘queda da língua’ com asfixia, risco de acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e risco de morte”.

O paciente tem desde 2015 a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o medicamento do Real Scientific Hemp Oil (RSHO) 24%, produzido nos Estados Unidos. Como o produto era muito caro, ele ingressou com uma ação contra o Estado, exigindo o fornecimento contínuo do remédio, que o fez por apenas seis meses.

A decisão favorável ao paciente de Juiz de Fora é a quarta em Minas Gerais e a 45ª em todo o Brasil. No Estado, também têm direito ao cultivo de maconha para fins medicinais uma família em Uberlândia, outra em Belo Horizonte e também em Conselheiro Lafaiete.

O advogado dele, Leonardo Moreira Lima, explicou em entrevista ao G1 que a decisão é provisória, mas destacou a importância de ser a primeira neste sentido na cidade.

"A liminar ainda pode ser revista, mas representa uma importante vitória para o paciente, que necessita deste tratamento para conseguir continuar a viver e com a dignidade que a pessoa merece", explicou.

Ele ainda esclareceu ao G1 que novos procedimentos ainda precisam ser realizados até que o processo seja julgado e a decisão passe a ter caráter definitivo.

"As autoridades coatoras prestarão suas informações sobre o caso, e, após parecer da Procuradoria de Justiça, o relator e os demais desembargadores julgarão o mérito do pedido de habeas corpus e então será confirmado se o paciente terá o direito definitivo de plantar a maconha para uso medicinal e tratamento da sua doença", completou.

Anvisa adia decisão sobre cultivo de maconha medicinal

Nesta terça-feira (15),  a Anvisa adiou a decisão sobre a permissão do cultivo de Cannabis para fins medicinais no Brasil , após pedido de vista por parte de dois diretores.

Antônio Barra pediu mais tempo para analisar o processo referente ao cultivo e Fernando Mendes sobre o processo referente ao registro e monitoramento de medicamentos produzidos à base da planta.

Durante a reunião foram apresentadas duas minutas de Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) que passaram por consultas públicas entre 21 de junho e 19 de agosto deste ano.

Uma das propostas é focada nos requisitos técnicos para o cultivo industrial e controlado da Cannabis medicinal por empresas autorizadas ou por instituições de pesquisa. A outra trata do procedimento específico para o registro de medicamentos.

Fonte: g1.globo.com


Agricultor cadeirante quadruplica produção leiteira

O agricultor é um dos responsáveis por tirar o leite das 75 vacas em lactação, que produzem 3 mil litros de leite ao dia

Por: EMATER

Imagem créditos: Emater-RS
Resultado de imagem para Agricultor cadeirante quadruplica produção leiteira

A tarde de 23 de novembro de 2003 era como muitas outras para a família Birck, da Linha São Jacó, em Estrela. A primavera com cara de verão prenunciava o calor, enquanto Paulo Birck, na época com 23 anos, se preparava para puxar a última carga de esterco do dia. No reboque do trator, cerca de sete toneladas de cama de aviário eram levadas de um ponto a outro da propriedade, em que também moram os pais e dois irmãos. Em meio a um aclive, o eixo do reboque cedeu. Quando Birck colocou o macaco hidráulico para tentar resolver o problema, o acidente: o macaco quebrou e o peso de todo o reboque prendeu as pernas do agricultor.

Foram em torno de 25 minutos até que os bombeiros e o guincho aparecessem para o socorro. Birck estava consciente e, nesse meio tempo, já imaginava que algo grave pudesse acontecer. Eu já não sentia dor, não sentia nada da cintura pra baixo. No hospital foram exatamente 30 dias na UTI e duas cirurgias nas vértebras, que não impediram o jovem de ficar paraplégico. Como muitas vezes acontece nesses casos, foi necessário um tipo de recomeço. A gente acaba enxergando a vida e tudo que nos rodeia de outra forma, avalia. É um processo de adaptação, em que cada pequena conquista é celebrada, completa.

Quem vê o estágio em que a propriedade da família se encontra, percebe que não há nenhuma barreira no fato de Birck fazer tudo o que faz, estando em cima de uma cadeira de rodas. Com veículos adaptados, sala de ordenha com acessibilidade e maquinário com tecnologia que facilita a realização das atividades, o agricultor é um dos responsáveis por tirar o leite das 75 vacas em lactação, que produzem 3 mil litros de leite ao dia, além de ser o gestor da propriedade, fazendo anotações em cadernos de campo, controlando entradas e saídas, cuidando das finanças e fazendo toda a parte burocrática de papelada.

É desse modo, com tudo às claras, que Paulo trabalha ao lado do pai, que também é Paulo, e da mãe, Glaci, além dos irmãos Pedro e Martina e do cunhado Henrique. Sinceramente eu não sei como seria se eu não tivesse sofrido o acidente, pondera. Mas de lá para cá resolvi estudar, terminei o ensino médio em 2003, fiz um tecnólogo na área de agricultura familiar e sustentabilidade e enveredei mais para essa área de pensar a propriedade, de planejar, comenta. Não por acaso, com o apoio de projetos de crédito da Emater/RS-Ascar, a produção leiteira deu um salto de 500 para os 2 mil litros diários atuais. E nisso entra desde o melhoramento genético, passando pela criação correta das terneiras, até chegar à dieta do rebanho e os cuidados com a higiene, explica.

Ativo desde sempre, Paulinho, como é conhecido, não deixou de atuar na comunidade. Como liderança sindical regional chegou a ir a Brasília de ônibus, poucos meses depois do acidente. Não deixou de participar dos eventos da comunidade, dos churrascos de domingo. Trabalhou na indústria, onde obteve uma boa experiência. Foi vereador. Pratica basquete com uma equipe de cadeirantes de Lajeado. Faz canoagem. Joga bocha. Pratica tiro em uma sociedade italiana. Conhece outras pessoas, tem compromissos. Nunca tive depressão ou precisei de psicólogo, reforça. O que tive foi o apoio da minha família, que nunca teve vergonha de mim, e dos amigos, especialmente os do movimento sindical, lembra.

Com determinação, Birck garante que todo o dia é um dia de aprendizado. Não gosto que as pessoas me tratem de forma diferente, ou que me cedam lugar nos locais públicos só porque estou em uma cadeira de rodas, salienta. Vou ao banco, ando de carro, pago boletos, me movimento como todos, reflete. Sobre o futuro, pensa em tornar a propriedade cada dia mais profissional, com melhorias, que sempre são colocadas na mesa para apreciação familiar. É essa união, somada as outras coisas que fazem a nossa existência ter sentido, que nos fazem seguir em frente todos os dias, revela, com ares de palestrante. Algo que, nas horas vagas, Paulinho também é.