quarta-feira, 26 de junho de 2019

Cadela Hope ajuda no tratamento de pacientes de câncer no INCA, Rio - Veja o vídeo.

Oncologista Bianca Santana disse, durante entrevista ao RJ1, que o projeto de ter a cachorrinha no local foi idealizado há mais de 3 anos.

Por RJ1

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Ela ajuda no tratamento de pacientes com câncer no Inca

A cadela Hope tem ajudado no tratamento de muito pacientes com câncer na ala infantil do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro.

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A oncologista Bianca Santana disse, durante entrevista ao RJ1, que o projeto de ter a cachorrinha no local foi idealizado há mais de 3 anos, antes mesmo de o nascimento de Hope, que foi cria da fêmea e do macho mais dóceis de um canil selecionado.

"A Hope nasceu de uma gestação planejada. O canil cruzou a fêmea mais dócil com o macho mais dócil e selecionamos o filhote mais dócil. A partir daí, começamos o adestramento dela com apenas 2 meses de idade", revelou Bianca.

Ainda segundo a médica, não existe nenhuma contra-indicação no contato dos pacientes com o animal, e que muitos apresentam melhoras interagindo com o cão.

"Tive que comprovar que não muda infecção e que só tem benefícios para as crianças", avaliou a oncologista.

 Hope junto com pacientes do INCA — Foto: Reprodução/ TV Globo
Hope junto com pacientes do INCA — Foto: Reprodução/ TV Globo

O adestrador André Donza contou que Hope foi preparada para receber e dar carinho.

"Ela é muito tranquila porque ela lida com pacientes que têm alguma fragilidade. Não pode ser um cachorro agitado, tem que ser tranquilo", comentou ele, que também faz a higienização das patinhas e escova os dentes do animal para que ela possa frequentar o ambulatório pediátrico.

"Ela é linda e eu amo cachorro", brincou o menino Brian Orlando, de 6 anos, que faz tratamento no INCA.

Vitor Hugo é outra criança que frequenta o centro de tratamento. A mãe dele, Clarice Carielo, disse que nunca viu o filho tão alegre como no dia em que ele pôde interagir com a Hope.

"O pessoal está de parabéns porque é um projeto maravilhoso".

Fonte: g1.globo.com

Menina precisa conseguir vaga para hemodiálise para poder sair de UTI e voltar para casa, em Goiás

Segundo a família, Nikolly Marques Silva está bem, mas não pode deixar o hospital porque não recebeu encaminhamento para fazer o procedimento na rede pública.

Por Paula Resende, G1 GO

Nikolly Marques está há quase um mês internada em UTI do Hospital Materno Infantil, em Goiânia — Foto: Amanda Sara Moura Marques/Arquivo Pessoal
Nikolly Marques está há quase um mês internada em UTI do Hospital Materno Infantil, em Goiânia — Foto: Amanda Sara Moura Marques/Arquivo Pessoal

A família da Nikolly Marques Silva luta para conseguir sessões de hemodiálise para a menina na rede pública. Os pais só dependem desse encaminhamento para que a filha, que tem paralisia cerebral, deixe a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, e volte para casa.

“Ela só precisa da UTI porque precisa fazer hemodiálise. Ela já está há quase um mês no hospital, está agoniada, agitada”, conta a mãe, Amanda Sara Moura Marques.

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia afirmou, em nota, que "está na busca de vaga em um hospital que atenda o perfil da paciente".

Nikolly não consegue falar e tem os movimentos comprometidos por causa da paralisia. Ela mora com os pais em Bom Jardim de Goiás, a mais de 380 km de Goiânia, e veio para a capital em 30 de maio. Desde então, ela está internada no HMI.

“Ela não estava fazendo xixi e, na minha cidade, viram que ela precisava de diálise. Chegou aqui no Materno Infantil, foram colocar o cateter para hemodiálise, mas ela teve complicações, parada cardiorrespiratória e ficou entubada. Agora, está bem”, conta Amanda.

Nikolly Marques Silva precisa de uma vaga para fazer hemodiálise em Goiânia, Goiás — Foto: Amanda Sara Moura Marques/Arquivo pessoal
Nikolly Marques Silva precisa de uma vaga para fazer hemodiálise em Goiânia, Goiás — Foto: Amanda Sara Moura Marques/Arquivo pessoal

Assim que receber o encaminhamento, a família espera voltar para Bom Jesus de Goiás. Nikolly passará a vir para a capital três vezes por semana, no ônibus da prefeitura, para as sessões de hemodiálise.

Em nota, o Hospital Materno Infantil ressaltou que a paciente possui insuficiência renal crônica e necessita de hemodiálise. O HMI informou ainda que, enquanto a vaga não é liberada, a paciente recebe na unidade toda a assistência médica necessária e tem quadro estável.

Deficiente visual produz obras de artes com madeira sem enxergar absolutamente nada - veja o vídeo.

Jair de Moraes, de Cascavel, mostra sua superação ao realizar o seu trabalho

Por Redação, Estúdio C

Estúdio C / RPC
Deficiente visual produz obras de artes com madeira sem enxergar absolutamente nada

O Estúdio C foi até Cascavel, no interior do Paraná, para conhecer e mostrar para você a história de um artesão deficiente visual, seu Jair Moraes, que superou esta doença fazendo diversas obras de artes com madeira; confira na íntegra:

Conheça a história do Jair dos carrinhos

Clique AQUI para ver o vídeo.

Esporte: Mais de 2 mil pessoas participam das atividades oferecidas em Itupeva

Cidade também oferece mais de 20 opções de modalidades esportivas.

Por Prefeitura de Itupeva

Atividades são desenvolvidas nas praças esportivas, planejadas de forma para minimizar as dificuldades de acesso e otimizar os espaços e recursos humanos — Foto: Prefeitura de Itupeva/Divulgação
Atividades são desenvolvidas nas praças esportivas, planejadas de forma para minimizar as dificuldades de acesso e otimizar os espaços e recursos humanos — Foto: Prefeitura de Itupeva/Divulgação

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de crianças, adolescentes, adultos e idosos, a Prefeitura de Itupeva através da Secretaria de Esportes e Lazer, organiza e desenvolve programas relacionados a atividades física, esportiva e de lazer, direcionados a inclusão social.

As atividades são desenvolvidas nas praças esportivas, planejadas de forma para minimizar as dificuldades de acesso e otimizar os espaços e recursos humanos, garantindo dessa forma a plena participação de todas as pessoas.

Itupeva conta hoje, com 10 centros esportivos, 5 quadras poliesportivas, 12 academias ao ar livre e 17 parques infantis, locais instalados estrategicamente em diversos pontos do município, no qual recebem diariamente milhares de pessoas.

A cidade também oferece mais de 20 opções de modalidades esportivas, atividades que beneficiam cerca de 2 mil pessoas semanalmente, com idade que partem dos 6 anos e vão até os idosos acima de 60 anos.

Por meio das aulas do programa Programa Esporte Para Todos (PEPT), a Prefeitura de Itupeva trabalha garantindo a inclusão social através de espaços para prática esportiva e implantação de atividades físicas adaptadas para pessoas com todos os tipos deficiências.

Fonte: g1.globo.com

Detran-RJ fará mutirão para identificação civil de pessoas com deficiência

Posto Detran Largo do Machado: órgão fará mutirão de atendimento especial
Posto Detran Largo do Machado: órgão fará mutirão de atendimento especial Foto: Custódio Coimbra

Extra

Na próxima sexta-feira, dia 28, o Detran-RJ vai fazer um mutirão de atendimento para identificação civil de pessoas com deficiência. O serviço estará disponível 110 unidades do órgão em todo o estado e haverá distribuição de senhas. Segundo o órgão, esse tipo de mobilização vai acontecer a cada trimestre. Por isso, outras duas datas já foram marcadas: 27 de setembro e 27 de dezembro.
Para obter o documento de identificação, será preciso levar um laudo médico com até 180 dias de validade. O atestado deve ser claro e em letra legível. Este tipo de mutirão é uma ação que complementa o recém-criado programa de identificação em domicílio.
Além disso, durante o mutirão, serão oferecidas 40 vagas para interessados em ter aulas gratuitas de direção no programa Cidadania sobre Rodas. Neste caso, a inscrição deve ser feita em 18 unidades de Habilitação do Detran-RJ. Confira os endereços.
Haverá ainda 30 oportunidades para quem quiser fazer o curso Mecânica sob Medida para Surdos. As aulas serão ministradas na Escola Pública de Trânsito do Detran, no Centro do Rio.



Menino especial é expulso do cinema por rir demais e mãe desabafa

O menino tem uma forma rara de nanismo e foi expulso de uma sessão do filme Dumbo por rir demais

Este menino especial foi expulso do cinema por rir demais
Este menino especial foi expulso do cinema por rir demais

Um menino especial de apenas três anos e sua mãe foram expulsos do cinema. O motivo? O pequeno Jonathan Daly riu duas vezes durante a sessão do filme Dumbo! A mãe da criança, que sofre com uma forma rara de nanismo, desabafou sobre a situação em suas redes sociais.

Jennifer Daly fez um post sobre como a expulsão dela e de seu filho da sessão de cinema aconteceu e o post viralizou. O caso ocorreu em um cinema em Illinois nos Estados Unidos. Confira o relato da mãe a seguir:

“Não é fácil ir para o cinema com o Jonathan por causa do tanque de oxigênio dele e de sua bolsa de alimentação parenteral. Mas ele e o irmão queriam tanto assistir ao Dumbo que nós fomos. Em um determinado momento do filme, meu filho deu duas risadas que não duraram mais do que 20 segundos cada uma. Ele estava amando o filme e riu! Então, menos de dez minutos depois, a gerente do cinema chegou e disse que estavam reclamando do barulho de um bebê chorando. Eu expliquei que não era um bebê chorando, mas sim meu filho dando risada. E que ele riu duas vezes.

Então, a gerente me disse que eu precisava deixar a sessão de cinema imediatamente. Eu fiquei horrorizada, eu nunca havia sido expulsa de nada na minha vida. E agora estava sendo expulsa de uma sessão de cinema infantil porque meu filho com necessidades especiais deu risada!

Foi muito difícil deixar o cinema por causa da cadeira de roda do meu filho, seu tubo de oxigênio e bolsa de alimentação parenteral. Quando eu consegui deixar a sessão, eu chorei de raiva. Eu não chorava tanto assim há muito tempo.

Eu então olhei para a gerente e disse: ‘Você está de brincadeira comigo? Meu filho não fez nada de errado, ele só sorriu duas vezes!’. A gerente então chegou a perguntar se eu poderia voltar outro dia para outra sessão, eles nos dariam os ingressos. Mas eu trabalho em tempo integral para mim é muito difícil encontrar tempo e, como já tinha dito, é um grande desafio levar meu filho para o cinema.

Ela ainda chegou a oferecer um brinquedo para o meu filho, como se isso fosse compensar algo! Como que você explica para o seu filho que ele foi expulso do cinema por que estava simplesmente rindo?! Naquela sessão o celular de alguém já tinha tocado por pelo menos um minuto. Outra pessoa estava filmando o filme com o celular e nada aconteceu com essas pessoas. Só eu e meu filhos fomos expulsos e ainda por causa de uma risada! Isso é discriminação!”.

A mãe desabafou após seu menino ter sido expulso do cinema
Esta mãe desabafou após seu menino ter sido expulso do cinema por rir demais

Fonte: bebemamae.com

Pessoa com deficiência: Veja como emitir a carteira de identidade diferenciada

Carteira de identidade diferenciada e crachá descritivo


O QUE É?

Modalidade gratuita de carteira de identidade civil, destinada a pessoas com deficiência.

Esta carteira de identidade civil contém impressa, no campo observação, a indicação “Pessoa com Deficiência”, e acompanha a emissão de um Crachá que descreve informações sobre a saúde do identificado: Código Internacional de Doença – CID (obrigatório), indicação de alergias (opcional), utilização de remédios de uso contínuo (opcional) e contato (opcional), para utilização nos casos de emergência.

Este serviço foi instituído pela Lei Estadual nº 7.821, de 20 de dezembro de 2017, com o objetivo de conferir à pessoa com deficiência maior independência e proteção em casos de abordagem policial e ocorrência de sinistros, e regulamentado através da PORTARIA PRES-DETRAN/RJ Nº 5.374 de 18 de maio de 2018

QUEM PODE SOLICITAR?

A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual.

REGRAS GERAIS:
  • O serviço está disponível para 1ª via e 2ª via;

  • Ao solicitar a Carteira de Identidade Diferenciada o cidadão estará automaticamente solicitando o Crachá;

  • Na Carteira de Identidade Diferenciada será incluída a inscrição “Pessoa com Deficiência’’, além dos dados constantes na Carteira de Identidade;

  • A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual, porém sua solicitação é opcional;

  • Os procedimentos para obtenção são idênticos aos estabelecidos para a Carteira de Identidade atualmente emitida, de acordo com o tipo de via solicitada;

  • O cidadão estará isento do pagamento da taxa (DUDA) para 2ª via apenas quando for solicitada a carteira diferenciada. Não havendo interesse em fazer constar a inscrição “Pessoa com Deficiência” na carteira de identidade civil, consultar os serviços 1ª via ou 2ª via, conforme o caso;

  • O Crachá será um documento adicional com a especificação do tipo de deficiência, CID (Código Internacional da Doença), descrição de remédios de uso contínuo, descrição de tipos de alergia e contatos;

  • A Carteira de Identidade Diferenciada é válida em todo território nacional.

Estudante recolhe cadeiras de rodas de segunda mão pra quem precisa

Foto: Project Embrace
Foto: Project Embrace

Por: Só Notícia Boa

Um estudante universitário resgata equipamentos médicos abandonados, de segunda mão e doa para quem precisa.

O jovem indiano Mohan Sudabattula hoje coordena o Projeto Embrace que funciona entre EUA e Índia.

Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que coleta muletas de segunda mão, cadeiras de rodas, aparelhos ortopédicos, andadores, fundas e equipamentos de reabilitação para reutilização.

O estudante de 23 anos e sua equipe de voluntários coletam os equipamentos vasculhando as prateleiras empoeiradas de brechós e aceitando doações.

Depois que os equipamentos são limpos e reformados, o grupo a envia para instalações médicas desfavorecidas em todo o mundo.

Inspiração

A inspiração do jovem veio de quando ele estudava na Universidade de Utah e, simultaneamente, se voluntariava no departamento de próteses de um hospital próximo.

As próteses não podem ser reutilizadas porque são especificamente adaptadas a cada paciente, mas Sudabattula não pôde deixar de se perguntar se poderia resgatar outro equipamento médico do lixo.

Numa viagem que fez à Índia com seus pais em 2006, ele observou que os jovens não tinham acesso a equipamentos médicos e criavam cadeiras de rodas improvisadas com móveis de jardim e rodas de bicicleta.

Dez anos depois, Sudabattula retornou ao mesmo orfanato para poder doar dúzias de cadeiras de rodas e muletas – todas elas cortesia do Projeto Embrace.

Doação

Desde o lançamento da organização sem fins lucrativos em 2016, o grupo doou mais de 900 dispositivos médicos reformados para hospitais de baixa renda na Índia e nos Estados Unidos.

No mês passado, voluntários do Project Embrace fizeram sua segunda viagem à fronteira entre o estado de Utah e o Arizona para que pudessem doar dezenas de cadeiras de rodas e andadores para um hospital rural da nação Navajo.

“Muitas vezes, quando se trata de inovação e design em saúde, as pessoas tendem a não participar de conversas profissionais porque não se sentem qualificadas o suficiente para contribuir com a discussão”, disse Sudabattula.

“Isso é irônico porque o acesso à assistência médica (e à inovação em saúde) afeta a todos – naturalmente, todos devem se envolver.

“Fundar uma causa em que todos se sintam bem vindos para contribuir pela saúde será sempre a maior decisão que já tomei como estudante.”

Foto: projeto Embrace
Foto: projeto Embrace

Foto: Embrace
Foto: Embrace


A cada dia uma pequena vitória: a vida com microcefalia

Há quatro anos, o vírus zika se espalhou por regiões brasileiras. Milhares de crianças nasceram com uma síndrome que gera malformação na cabeça. Aos poucos, as mães aprendem a viver com a situação.

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Imóvel, Adrian está deitado nos braços da mãe. Ele já tem 3 anos e 7 meses, mas só aprendeu a chorar agora. "É o caso mais grave que tem de microcefalia. Além da artrogripose, ele tem uma lordose na coluna." A infecção com o vírus zika, que a mãe contraiu durante a gravidez, foi a culpada.

No final de 2015, as notícias vindas do Brasil sobre os bebês nascidos com a cabeça pequena rodaram o mundo. Em poucos meses, cerca de 3 mil crianças nasceram com microcefalia, a maioria delas no Nordeste. Os médicos culpam o vírus zika, que ataca o cérebro dos fetos. Quanto mais cedo a mãe for infectada durante a gravidez, mais graves seriam os danos à criança.

Daiane, de 24 anos, vive no interior do estado de Sergipe. Para os tratamentos de Adrian, ela tem que ir para a capital Aracaju, onde há especialistas para as crianças com microcefalia. Adrian recebe uma pensão vitalícia do estado, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário mínimo. É normalmente o suficiente apenas para as fraldas e alimentação, dada à criança por meio de uma sonda.

A vida da Daiane gira em torno do filho quase 24 horas por dia. "Adrian é minha prioridade, não posso trabalhar, estudar, parei meus estudos." Talvez em algum momento ela queira um segundo filho, mas ainda não consegue pensar tão longe. Nem para ela nem para Adrian. "Eu não penso tanto no futuro, vou ser sincera. O futuro só a Deus pertence. Só penso no hoje e no que posso fazer pelo meu filho hoje."

As mães são aconselhadas a não pensar no futuro dos filhos, diz a pediatra Ana Jovina Barreto Bispo, do Hospital Universitário. Hoje é difícil dizer quanto tempo e em que condições essas crianças viverão.

"A gente não tem possibilidade de estas crianças terem independência no futuro. Elas vão ser dependentes sempre, e a grande maioria numa dependência extrema", afirma a médica.

No entanto, diz ela, a situação está sendo "melhor do que o esperado". Desde o pico da epidemia, em 2016, quase não houve casos novos. Mas, infelizmente, também não houve quase nenhuma surpresa positiva.

"A maioria está se desenvolvendo dentro do que se espera de um neuropata grave. Mas a gente tem duas crianças que caminham, e a gente tem crianças que estão começando a falar, que demonstram entendimento. Mas a grande maioria é muito afetada."

Em termos concretos, isso significa: "São crianças com um comprometimento neurológico muito intenso, que não têm nenhuma movimentação, que nem sequer rastejam. Onde são colocadas, ficam, sem buscar objetos, sem levar objetos à boca."

Então tudo depende das mães. A pediatra conta que algumas tiveram problemas no início para aceitar a situação e durante meses não apareciam com a criança para o tratamento. Mas agora muitas estão voltando para a clínica.

"A gente passou por todas as fases, aquela do diagnóstico inicial, a do luto, da dificuldade de aceitação, aquela fase do cansaço quando se acha que não tem mais nada para fazer, que não tem mais o que investir. E agora elas estão mais tranquilas", diz a médica.

As famílias de baixa renda recebem o diagnóstico de microcefalia de forma particularmente difícil, diz Mylena Amaral Melo, gerente dos Centros Especializados em Reabilitação da Prefeitura de Aracaju (CER II).

Das 27 crianças da área metropolitana de Aracaju que recebem ali tratamento gratuito de fisioterapeutas, neurologistas, ortopedistas, fonoaudiólogos e psicólogos, 90% provêm de famílias pobres, sendo a maioria das mães solteiras e desempregadas. As famílias mais ricas, por outro lado, levam seus filhos para clínicas particulares.

Muitos maridos não resistiram à situação, diz Valmira de Jesus Aragão, ela própria mãe de uma menina com microcefalia. "Eu conheço casos em que, depois que foi descoberto o diagnóstico da crianças, os pais simplesmente foram embora."

Valmira criou um grupo do Whatsapp com 56 mães afetadas, em que elas ajudam umas às outras. Sua filha, Ana Clara, é tratada duas vezes por semana no CER II. A família também investe sua pequena renda em terapia intensiva em uma clínica particular. Ana Clara agora consegue dizer "mãe" e "não". Em comparação com outras crianças, ela está indo bem, acredita Valmira.

Agora a menina de três anos deve começar a ir à escola para entrar em contato com outras crianças. Mas como não consegue se sentar sozinha, Ana Clara precisa de uma cadeira de rodas especial, que custa R$ 4.207. Valmira vende cremes e xampus nos corredores do hospital enquanto a filha recebe tratamento.

O dinheiro também está em falta no SUS, onde todos são tratados gratuitamente. Pelo menos em teoria. Na prática, a decisão de continuar os programas caros para crianças com microcefalia significa economizar dinheiro em outros lugares, diz o secretário adjunto da Saúde de Aracaju, Carlos Noronha.

Como ginecologista e obstetra, ele vivenciou a epidemia de microcefalia em 2015 e 2016 em primeira mão. Agora na prefeitura, ele vê o dilema em que o SUS, cronicamente subfinanciado, se encontra. Cada tratamento por especialistas médicos custa entre R$ 80 e R$ 90, de acordo com Noronha. Por sessão. "A gente agora foca bem na prevenção, para evitar que tenha um surto novamente", diz.

Por isso, a luta contra o mosquito Aedes aegypti é válida. Porque além da febre amarela e da dengue, ele também é responsável pela transmissão do zika. O vírus ainda está ativo, alertaram as autoridades sanitárias brasileiras há poucos dias, e portanto, o risco de contrai-lo e dar à luz uma criança com microcefalia persiste.

OMS: 75% das pessoas com epilepsia estão sem tratamento em países de baixa renda

Em países de baixa renda, 75% das pessoas que vivem com epilepsia não recebem tratamento adequado, revelou nesta quinta-feira (20) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em novo relatório sobre a doença, a agência da ONU aponta que a falta de acesso à terapia pode aumentar o risco de morte prematura e condenar indivíduos com epilepsia a uma vida permeada por estigma.

A jovem Filomena, de oito anos, tem epilepsia. Num centro de reabilitação psicossocial, em Maputo, em Moçambique, a menina e sua mãe colorem desenhos. Foto: UNICEF/Amminadab Jean
A jovem Filomena, de oito anos, tem epilepsia. Num centro de reabilitação psicossocial, em Maputo, em Moçambique, a menina e sua mãe colorem desenhos. Foto: UNICEF/Amminadab Jean

Em países de baixa renda, 75% das pessoas que vivem com epilepsia não recebem tratamento adequado, revelou nesta quinta-feira (20) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em novo relatório sobre a doença, a agência da ONU aponta que a falta de acesso à terapia pode aumentar o risco de morte prematura e condenar indivíduos com epilepsia a uma vida permeada por estigma.

“A lacuna no tratamento para a epilepsia é inaceitavelmente alta, uma vez que sabemos que 70% das pessoas com a doença podem ficar livres de crises ao terem acesso a medicamentos que podem custar apenas cinco dólares por ano e ser administrados na atenção primária de saúde”, afirma Tarun Dua, do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS.

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns no mundo, afetando quase 50 milhões de pessoas. É uma condição caracterizada por uma atividade elétrica anormal do cérebro — o que causa convulsões ou comportamento e sensações incomuns. A doença também pode levar à perda de consciência.

A epilepsia pode se desenvolver em pessoas de todas as idades, com um número maior de incidência entre crianças e pessoas com mais de 60 anos. A patologia tem consequências neurológicas, cognitivas, psicológicas e sociais.

Morte prematura é três vezes maior entre pessoas com epilepsia

O risco de morte prematura entre pessoas com epilepsia é até três vezes maior do que entre a população em geral. Em países de baixa e média renda, a taxa de morte prematura entre indivíduos com esse problema de saúde é significativamente maior do que nas nações de renda alta.

As razões que explicam a mortalidade prematura acentuada estão provavelmente associadas à falta de acesso aos serviços de saúde quando as convulsões são duradouras ou ocorrem sem período de recuperação. A OMS também aponta para as chamadas causas evitáveis, como afogamento, ferimentos na cabeça e queimaduras.

Aproximadamente metade das pessoas adultas com epilepsia tem pelo menos outro problema de saúde. Os mais comuns são depressão e ansiedade — 23% dos adultos com epilepsia apresentarão depressão clínica ao longo da sua vida e 20% sofrerão com ansiedade. Condições de saúde mental como essas podem piorar as convulsões e reduzir a qualidade de vida.

A agência da ONU afirma ainda que de 30 a 40% das crianças com epilepsia enfrentam dificuldades de desenvolvimento e aprendizagem.

Os dados fazem parte da publicação Epilepsy, a public health imperative (Epilepsia, um imperativo de saúde pública, em tradução para o português), elaborada pela OMS em parceria com ONGs especializadas, com o Bureau Internacional para a Epilepsia e com a Liga Internacional contra Epilepsia.

Estigma é uma constante

Na avaliação de Martin Brodie, presidente do Bureau Internacional, “o estigma associado à epilepsia é um dos principais fatores que impedem as pessoas de procurar tratamento”.

“Muitas crianças com essa condição não vão à escola e os adultos têm o trabalho, o direito de dirigir e até de se casar negados. Essas violações dos direitos humanos enfrentadas por pessoas com epilepsia precisam ter fim.”

A OMS defende que a resposta de saúde pública à doença inclua campanhas de informação pública nas escolas, nos locais de trabalho e na comunidade em geral — para reduzir o estigma — e o estabelecimento de leis para prevenir a discriminação e as violações dos direitos humanos

Tratamento na atenção primária

O relatório também mostra que, quando existe vontade política, o diagnóstico e o tratamento da epilepsia podem ser integrados com sucesso à atenção primária de saúde. Programas-piloto criados em Gana, Moçambique, Mianmar e Vietnã, como parte de uma iniciativa da OMS, levaram a um aumento considerável no acesso aos serviços para identificar e tratar a doença. Os projetos levaram tratamento para 6,5 milhões de pessoas.

“Nós sabemos como reduzir a lacuna de tratamento da epilepsia. Agora, a ação de introdução das medidas necessárias para fazer a diferença precisa ser acelerada”, enfatiza Samuel Wiebe, presidente da Liga Internacional contra Epilepsia.

“Garantir o fornecimento ininterrupto e o acesso aos medicamentos anticonvulsivantes é uma das maiores prioridades, assim como a capacitação de profissionais de saúde não especialistas que trabalham em centros de atenção primária.”

OMS: 25% dos casos de epilepsia podem ser prevenidos
Entre as causas da epilepsia, estão lesões no momento do nascimento, lesões cerebrais traumáticas, infecções cerebrais como meningite ou encefalite e acidente vascular cerebral. Estima-se que 25% dos casos dessa doença neurológica possam ser prevenidos.

Intervenções eficazes para prevenir o problema podem ser implementadas como parte de programas mais amplos de saúde pública. Entre esses programas, estão os serviços de saúde materna e neonatal, as áreas de controle de doenças transmissíveis, de prevenção de lesões e de saúde cardiovascular.

A OMS elenca uma série de medidas que podem ajudar a prevenir a epilepsia:
  • Triagem de complicações na gravidez e a presença de assistentes de parto capacitados(as) para prevenir lesões no nascimento;

  • Imunização contra a pneumonia e a meningite;

  • Programas de controle da malária em áreas endêmicas;

  • Iniciativas para reduzir lesões no trânsito, violência e quedas;

  • Intervenções na saúde e na comunidade para prevenir hipertensão, diabetes, obesidade e consumo de tabaco.

OMS em prol da saúde mental

A saúde do cérebro é uma área prioritária de trabalho para a OMS, devido ao considerável número de mortes e de casos de incapacidade causados por transtornos neurológicos.

O principal mecanismos de atuação da OMS é o Mental Health Gap Action Programme (Programa de Ação para as Lacunas de Saúde Mental, em tradução livre para o português). A iniciativa treina profissionais não especializados para que possam oferecer suporte de primeira linha nas áreas de transtornos mentais, neurológicos e abuso de substâncias.

A OMS dá apoio aos seus Estados-membros para que a saúde do cérebro seja incorporada a políticas e planos relevantes de saúde pública. Com isso, países podem melhorar a gestão dos transtornos neurológicos por meio de modelos de atendimento integrados à atenção primária de saúde.

Acesse o relatório da OMS na íntegra clicando aqui.

Fonte:  nacoesunidas.org

Inclusão de dados sobre autismo no censo está na pauta do Plenário

Roque de Sá/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.  À bancada, em pronunciamento, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP).  Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Informações são necessárias para o aperfeiçoamento de políticas públicas para população com autismo, sustenta Mara Gabrilli, relatora do projeto

Da Redação

O Plenário do Senado pode votar nesta terça-feira (25) um projeto que determina a inclusão, nos censos demográficos, de informações específicas sobre pessoas com autismo. O PLC 139/2018 busca fornecer dados para embasar políticas públicas voltadas às pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

O TEA resulta de uma desordem no desenvolvimento cerebral. Engloba o autismo e a Síndrome de Asperger, além de outros transtornos, e acarreta modificações na capacidade de comunicação, na interação social e no comportamento. Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo tenham autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil. Porém, até hoje nenhum levantamento oficial foi feito no país para identificar essa população.

O projeto, da deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), altera a Lei 7.853, de 1989, para que seja obrigatório que os censos populacionais do país incluam “especificidades inerentes ao autismo”. De acordo com a autora, esses dados são necessários para a implantação mais efetiva de políticas públicas.

Para a relatora, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), a experiência dos últimos anos tem demonstrado como é compensador para a sociedade o reconhecimento das pessoas com deficiência como cidadãos, com pleno acesso a seus direitos civis e constitucionais. As políticas públicas, no entanto, precisam de aperfeiçoamento, que passa diretamente pelo conhecimento científico a respeito do grupo, a ser produzido a partir dos censos, sustenta Mara.

“O Estado e a sociedade passarão a dispor de conhecimentos confiáveis sobre as condições e as demandas das pessoas com autismo, distribuídas que estão por todo o território nacional”, diz a relatora. Ela apresentou emenda para ajustar a redação da proposta, para que as pesquisas feitas a partir de 2019 (e não de 2018, como previa o texto original) contenham as questões direcionadas a essa população.

Construções

Também está na pauta o PLC 26/2018, que assegura a permanência de edificações comerciais e residenciais já erguidas à margem de rodovias federais e ferrovias, ainda que a lei em vigor proíba a existência de construções em uma faixa de 15 metros de cada lado de estradas ou trilhos.

Atualmente a Lei de Parcelamento do Solo Urbano (Lei 6.766, de 1979) proíbe a existência de construções em uma faixa de 15 metros de cada lado de estradas e ferrovias e de águas correntes (mar, rios, riachos) e dormentes (lagos, lagoas). O projeto, além de assegurar o direito de permanência das edificações, dispensa a observação dessa margem de segurança nos trechos rodoviários ou ferroviários que atravessem perímetro urbano ou áreas urbanizadas que possam ser incluídas nesse perímetro.

Outro projeto que pode ser votado é o PLC 122/2018, que define regras para a produção e a venda de queijos artesanais. O texto busca reduzir a burocracia para que o produtor rural possa vender sua produção no mercado interno e externo, caso ele atenda às exigências internacionais.

Desburocratização

Além dos projetos de lei, algumas propostas de emenda à Constituição estão na ordem do dia, uma delas aguardando a votação em segundo turno. A PEC da Desburocratização (PEC 57/2016) busca simplificar as exigências fiscais e tributárias dirigidas a microempresas e empresas de pequeno porte, especialmente em municípios menores. O texto foi aprovado em primeiro turno no dia 7 de maio.

Ministério celebra mudança na Lei Maria da Penha, que torna obrigatório informar se a vítima tem deficiência

Ministério celebra mudança na Lei Maria da Penha, que torna obrigatório informar se a vítima tem deficiência

Com o objetivo de tornar obrigatória a informação sobre a condição de pessoa com deficiência da mulher vítima de agressão doméstica ou familiar, o Governo Federal sancionou a Lei nº 13.836/19. Divulgada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (05), a publicação acrescenta dispositivo ao artigo 12 da Lei nº 11.340/06 (Lei Maria da Penha).

A nova norma prevê, ainda, que no registro policial deve constar se a violência sofrida resultou em sequela, deixando a vítima com algum tipo de deficiência ou com agravamento de deficiência preexistente.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) celebra a alteração. “A medida exemplifica a transversalidade das ações do ministério, já que reúne as pautas da mulher e da pessoa com deficiência. A alteração na Lei também representa o compromisso do governo Bolsonaro com as políticas públicas de combate à violência e valorização do segmento feminino, contribuindo para o fortalecimento das mulheres em todo o Brasil”, afirma a ministra Damares Alves.

Para a secretária nacional de Políticas para as Mulheres do MMFDH, Cristiane Britto, a medida representa um avanço para o segmento feminino. “A coleta de dados é fundamental para a construção de políticas direcionadas. Esperamos também que a informação seja utilizada pela Justiça no momento da aplicação da pena”, enfatiza Cristiane Britto.

A proposta de mudança na Lei Maria da Penha é de autoria de Roseane Estrela, a Rosinha da ADEFAL, atual secretária adjunta de Políticas para as Mulheres e ex-deputada federal.

"Na manhã desta quarta-feira, recebi com muita alegria e emoção a informação sobre a medida do presidente Bolsonaro, que torna obrigatória a informação sobre a condição de pessoa com deficiência da vítima de agressão. Desde 2014 já tratava desse assunto. Apresentei o Projeto de Lei 7.048/2014 trazendo esta reivindicação ao Congresso em Brasília”, comemorou Rosinha.

Neste contexto, a secretária adjunta reafirmou seu compromisso, enquanto gestora da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM/MMFDH). “Trabalharei ainda mais para a aplicabilidade desta medida primordial para a obtenção de dados, com o objetivo de elaborar políticas públicas de proteção à mulher com deficiência. Agora vamos poder saber quantas Marias da Penha existem no nosso país e prestar um atendimento especializado para essas mulheres", ressaltou.

Acessibilidade

O diretor de Políticas Temáticas da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNDPD) do ministério, Paulo Vieira, destaca que a nova norma visa transformar realidades. “É fundamental para garantir a acessibilidade das vítimas de violência com deficiência na hora de registrar a denúncia e assim receberem o apoio necessário durante todo o processo”, completou.

Família

O secretário adjunto da Secretaria Nacional da Família (SNF/MMFDH), Pedro Hollanda, enfatiza que a lei sancionada ajuda a preencher uma lacuna importante na análise das denúncias. "A falta de dados confiáveis sobre as agressões sofridas por pessoas com deficiência em nosso país, em especial as mulheres, impede o planejamento de políticas eficazes de combate à violência contra os mais vulneráveis”, disse o gestor.

Seleções de goalball treinam no Centro Paraolímpico com foco no Mundial de jovens e Parapan de Lima

Ale Cabral/CPB
Ale Cabral/CPB

Três Seleções brasileiras de goalball reúnem-se no Centro Paraolímpico Caixa, em São Paulo, para treinamentos até a próxima segunda-feira, 1º de julho. As equipes principais masculina e feminina, e a Seleção masculina de jovens buscam se preparar para as competições importantes da temporada, em agosto: os Jogos Parapan-Americanos, em Lima, e o Mundial de Jovens, que acontece na Austrália.

Dos sete convocados para a Seleção de jovens de goalball, quatro treinam em conjunto com os jovens do Camping Escolar Paralímpico. Os outros três treinam com o time principal. Brian Araújo, de 16 anos, é aluno do Centro de Formação Esportiva do Centro Paraolímpico e foi um dos convocados e competirá no Mundial de Jovens.

"Estar com a Seleção principal é o sonho de qualquer atleta, em qualquer modalidade. Os jogadores da Seleção são muito experientes, têm muitos anos de goalball e é muito bom estar aprendendo. É uma vivência para o resto da vida e quero aproveitar muito. Estou tomando coragem para pedir uma camisa para o Parazinho", comenta aos risos o paulistano que foi diagnosticado com a doença de Stargardt aos sete anos de idade. A doença prejudica principalmente o centro do campo de visão, tendo menos impacto na visão periférica, o que classifica Brian como B3.

O jogador conheceu a modalidade apenas no ano passado, quando começou a treinar no Centro de Formação. Logo de cara, se encantou com a modalidade. Sobre o Mundial de jovens, ele comenta que as expectativas estão altas: "Eu participei do Campeonato Paulista, Brasileiro e das Paralimpíadas Escolares. Então essa vai ser a minha primeira experiência internacional e eu estou muito ansioso!"

Já as equipes principais treinam com foco nos Jogos Parapan-Americanos, que também serão no mês de agosto. "O nosso foco principal é a conquista do bicampeonato do Parapan. A nossa estratégia vem sendo desenvolvida desde janeiro, com a participação da Seleção do torneio no Japão, no Malmo Cup agora em maio, e a realização de seis fases de treinamento, avaliando as atletas nos aspectos técnicos, táticos, físicos e psicológicos até a formação final da equipe", afirmou Dailton Ferreira, técnico da Seleção feminina.

Alessandro Tosim, que comanda o time masculino, conta que após o Malmo Cup, algumas ações estão sendo adaptadas: "Estamos tentando corrigir algumas falhas defensivas que aconteceram na nossa equipe e potencializar o que foi bastante eficaz na competição, como bolas de profundidade que a gente bateu e converteu em gols".

terça-feira, 25 de junho de 2019

Pacientes são afetados por falta de medicamentos para doenças raras e crônicas na Riofarmes - veja o vídeo.

Remédios para doenças raras que custam mais de R$ 1 mil e que deveriam ser oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde estão em falta nos estoques da unidade há meses.

Por Guilherme Peixoto, Bom Dia Rio

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Pacientes reclamam da falta de medicamentos na Riofarmes

Remédios de alto custo para doenças raras e crônicas disponibilizados pela Riofarmes, a farmácia estadual de medicamentos especiais, estão em falta nos estoques da unidade. Pacientes que dependem das medicações têm aguardado meses para conseguir acesso às doses.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Pelo menos três medicamentos estão em falta na Riofarmes: o Entecavir, que trata da hepatite B, e que custa mais de R$ 1 mil a caixa; o Hydrea, no tratamento de anemia, e que custa mais de R$ 250; e o penicilamina, para o tratamento da doença de Wilson, que custa cerca de R$ 500.

Na busca pelos remédios, pacientes passam horas na porta da farmácia, na Cidade Nova, no Centro do Rio, mas não conseguem acesso às caixas. Marco Vinícius, de 25 anos, é portador da doença de Wilson e precisa do medicamento penicilamina, que está em falta há mais de um mês.

A família pede doações para conseguir o remédio e manter o quadro de saúde do jovem, que já melhorou, para que não volte a piorar. "Hoje, nós vivemos de doações. Quando os remédios de outros pacientes sobram, eles doam para o meu irmão", informa o familiar de Marco.

A mesma situação se repete com a paciente Mirian Marques, que tem anemia falciforme e precisa do remédio Hydrea para viver. Ela diz que o medicamento está em falta na Riofarmes há mais de 2 meses e que precisa comprar o remédio, que deveria ser distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

"Toda semana eu ligo, ligo e ligo, e eles dizem que não tem previsão de quando o remédio vai estar disponível. É angustiante", lamenta Mirian.

Em nota, a Superintendência de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria Estadual de Saúde informou que o Ministério da Saúde autorizou a substituição do remédio Entecavir por outros, como o Tenofovir ou pela Lamivudina, até que seja concluída a compra da medicação.

Ainda segundo a nota, estes medicamentos já estão disponíveis nos polos de distribuição e, para a retirada, basta que o médico faça a alteração do remédio no laudo de solicitação.

Já sobre a falta do medicamento Hidroxiureia (Hydrea), a secretaria informou que ele estará disponível nos polos de dispensação a partir de quarta-feira (26), e que a compra do Penicilamina está em processo de licitação.

Fonte: g1.globo.com