domingo, 18 de agosto de 2019

Barreira fecha acesso a bairro de Artur Nogueira e força moradores idosos e pessoas com deficiência a fazer retorno a 10 km - Veja o vídeo.

Retorno mais próximo fica em Cosmópolis. Moradores relatam que idosos e pessoas com deficiência não estão sendo atendidos no bairro.

Por EPTV 2

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Barreira de terra construída por concessionária fecha acesso a bairro de Artur Nogueira

Uma barreira de terra construída pela concessionária Rota das Bandeiras em uma estrada vicinal às margens da Rodovia Zeferino Vaz (SP-332), em Artur Nogueira (SP), causou transtorno para moradores do bairro Campos Sales. O acesso era a forma mais fácil dos moradores entrarem na área de chácaras e agora precisam fazer o retorno a 10 km de distância, na vizinha Cosmópolis (SP).

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Segundo os moradores do Campos Sales, o longo trajeto a ser percorrido por quem precisa ir até o bairro tem feito com que pessoas com deficiência não tenham os atendimentos que precisam. À EPTV, afiliada da Rede Globo, a moradora Maria das Dores Menezes relatou que, recentemente, conseguiu uma vaga para o filho na Apae de Artur Nogueira. Com o fechamento da estrada, porém, a instituição informou que não vai conseguir buscar o garoto em casa.

"Eles dizem que o acesso até aqui está difícil - e de fato está. Ao invés de progredir, ele (o Danilo) vai regredir, porque o aprendizado dele é lento. Leva um mês, dois meses para ele assimilar alguma coisa", conta.

Outro problema enfrentado pelos moradores desde a interdição é o prejuízo ao comércio local. "Muita gente de Artur Nogueira vinha comprar aqui. Com o fechamento do acesso, fica longe para eles (clientes) darem a volta até Cosmópolis, então caiu bem o movimento depois do fechamento", relata o comerciante Francisco Forner Neto, que trabalha há 21 anos às margens da Zeferino Vaz.

Quem mora na região também diz que a empresa que faz o recolhimento do lixo do bairro tem se recusado a prestar o serviço na região desde o início do bloqueio da estrada. Além disso, fornecedores têm se recusado a fazer entregas no local.

A barreira de terra construída pela concessionária tem cerca de 12 metros de comprimento. Segundo os moradores, essa não é a primeira vez que a concessionária fecha o caminho.

O que diz a Rota das Bandeiras

A concessionária Rota das Bandeiras explicou que o fechamento do acesso foi feito para garantir a segurança e evitar acidentes no local, já que a via é irregular. De acordo com a empresa, a regularização do acesso deve partir da administração municipal. A Prefeitura de Artur Nogueira garantiu que já entrou em contato com a concessionária para resolver o problema "o mais rápido possível".

Acesso mais próximo ao bairro fica em Cosmópolis (SP) — Foto: EPTV/Acervo
Acesso mais próximo ao bairro fica em Cosmópolis (SP) — Foto: EPTV/Acervo

Fonte: g1.globo.com

Garoto amputado por linha chilena conhece atletas de futebol adaptado - Veja o vídeo.

Gabriel Nascimento, que foi atingido há um mês após voltar de um treino em Betim, foi recepcionado por jogadores até da seleção brasileira

MINAS GERAIS Lucas Pavanelli, do R7, com Luciana Simões e Raquel Rocha, da Record TV Minas

Reprodução/RecordTV Minas
Gabriel se juntou ao time e deu pontapé inicial ao jogo de futebol para amputados
Gabriel se juntou ao time e deu pontapé inicial ao jogo de futebol para amputados

Um mês depois de ter sido atingido por uma linha chilena, o que resultou no amputamento de uma perna, Gabriel Nascimento, de 15 anos, conheceu atletas amadores e profissionais que disputam o futebol para amputados.

O garoto sonhava em ser jogador de futebol e voltava de um treino quando foi cortado por uma linha chilena que estava amarrada a um ônibus. Gabriel foi recepcionado pelos atletas da AMDA (Associação Mineira para Desporto de Amputados), vice campeões brasileiros em 2012 e 2015, como uma visita ilustre.

O Brasil tem, hoje, 21 equipes de futebol para amputados, uma modalidade de esporte adaptado que vem crescendo no país. A seleção brasileira de futebol de amputados é tetra campeã mundial, tri campeã da Copa América e campeã da Copa das Confederações. No último mundial em 2018, ficou em 3º lugar.

"Foi emocionante. É muito bom o futebol de amputados e logo logo vou estar aqui", vislumbrou Gabriel, que assistiu a uma partida do lado de fora da quadra. Ele está em processo de cicatrização e, dentro de um mês, deve colocar uma prótese.

Além de promover partidas e participar de campeonatos, a AMDA tem um objetivo claro, que o de fortalecer a inclusão de quem sofre algum acidente e precisa de amputar uma perna, como explica o representante da Associação de Esporte para Amputados, Tadeu Mitri.

"A gente tem a nossa modalidade que é de alta performance, que é profissional, mas temos nosso lado de inclusão também. A gente tira o deficiente de condições de tristeza pré-acometida por deficiência ou de uso de drogas ou de condições de acidente automobilístico, tiro, são muitos casos. São muitos Gabrieis na nossa associação."

E não é por falta de exemplos que Gabriel não deixará de seguir seu sonho de ser jogador de futebol. Breno, atleta da seleção brasileira de futebol de amputados joga no AMDA e deu dicas para o jovem.

— Sofri um acidente na época e senti a mesma coisa que o Gabriel, que tinha sonho de ser jogador de futebol. Eu tive o mesmo pensamento, até conhecer a modalidade de futebol de amputado, que proporcionou que eu realizasse meu sonho.































Fonte: noticias.r7.com



Cientistas desenvolvem traje robótico que ajuda a correr e caminhar

Usada na cintura e nas coxas, veste pesa 5 quilos e auxilia a extensão da articulação do quadril

Versátil, o traje robótico apresentou bons resultados tanto na esteira, quanto em ambientes externos Foto: Wyss Institute at Harvard University
Versátil, o traje robótico apresentou bons resultados tanto na esteira, quanto em ambientes externos Foto: Wyss Institute at Harvard University

O GLOBO

RIO — Uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard (EUA), Nebraska (EUA) e Chung-Ang (Coréia do Sul) desenvolveu um traje robótico que pode ajudar pessoas em reabilitação a correr e andar . A novidade foi anunciada na edição desta sexta-feira da revista "Science". Até hoje, cientistas só haviam conseguido fabricar vestes que auxiliavam a caminhar ou trotar, mas nenhum equipamento jamais conseguiu as duas coisas de maneira eficiente.

Era muito difícil conciliar as duas atividades em um mesmo aparelho porque elas têm biomecânica fundamentalmente diferentes. A única coisa em comum é a extensão da articulação do quadril, que começa quando os pés tocam o chão e requer energia para levar o corpo adiante. O novo traje ajuda especificamente este movimento. Feito de componentes têxteis, a veste de cerca de 5 quilos é usada na cintura e nas coxas. Além disso, um pequeno sistema nas costas carrega um algorítimo que consegue identificar se o usuário está andando ou correndo.

Após testes realizados em esteiras, a equipe de pesquisadores demonstrou que o traje robótico reduz os custos metabólicos de andar em 9,3% e de correr em 4%.

Detalhes sobre o funcionamento do traje robótico que auxilia caminhada e corrida Foto: Science Magazine
Detalhes sobre o funcionamento do traje robótico que auxilia caminhada e corrida Foto: Science Magazine

"Nós estamos empolgados em ver que o aparelho também teve boa performance em subidas, em diferentes velocidades e durante testes em ambientes abertos, o que mostrou a versatilidade do sistema", afirmou Conor Walsh, líder do projeto, a uma publicação da universidade de Harvard. "Embora as reduções metabólicas encontradas sejam modestas, nosso estudo mostra que é possível ter um equipamento robótico portátil para mais de uma atividade, ajudando a pavimentar o caminho para que esse tipo de tecnologia se torne comum na vida das pessoas".

O traje foi desenvolvido para a Agência de Projetos de Pesquisa Avançadas em Defesa (DARPA, em inglês) e é o ápice de anos de pesquisa e de otimização de outros equipamentos desenvolvidos pela equipe. Uma versão anterior para as articulações do quadril e do tornozelo já havia sido fabricada, e uma versão médica do traje, focada em sobreviventes de acidentes vasculares cerebrais já está disponível nas lojas americanas e europeias.

Delegação brasileira entra na Vila dos Atletas para os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019


A delegação brasileira já ocupa parte da Vila dos Atletas dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. Parte da equipe chegou na manhã deste sábado, 17, à capital peruana, com representantes do atletismo, halterofilismo, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa e vôlei sentado, assim como alguns membros da equipe técnica e administrativa. A abertura dos Jogos Parapan-Americanos acontecerá no dia 23, no Estádio Nacional, e o evento se encerrará no dia 1º.

O Brasil será representado por 337 atletas. Ao todo, a delegação será composta por 513 pessoas. No domingo, 18, será a vez do basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô e natação seguirem viagem a Lima.

"A minha expectativa é a melhor possível. Quero jogar bem aqui em Lima, chegar ao lugar mais alto do pódio. Estou muito ansiosa para abrir a Vila dos Atletas e ver como serão as coisas. Estou confiante que será uma boa competição", disse a paulista Jennyfer Parinos, 23, que faturou a medalha de prata em simples há quatro anos, na edição de Toronto dos Jogos Parapan-Americanos.

"Eu estou bem ansioso, principalmente por causa da medalha no Mundial Júnior que eu conquistei no Cazaquistão, no mês passado. Espero repetir uma conquista e conseguir um lugar no pódio. Estou bem curioso para ver como está a estrutura, pois ouvi muitas coisas boas sobre o clima em Lima", disse o amazonense Lucas Manoel, de 17, um dos atletas mais jovens da equipe.

Neste domingo, 18, haverá os primeiros treinamentos dos brasileiros em Lima. A maioria dos esportes está concentrada na Villa Deportiva Nacional, chamada de Videna, na região central da cidade.

Esta é maior delegação brasileira na história de Parapans e todas as 17 modalidades terão representantes nacionais. O Brasil busca repetir o feito das três últimas edições dos Jogos continentais. Desde o Rio 2007, quando a competição passou a ser realizada na mesma sede dos Jogos Pan-Americanos (tal qual ocorre nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos), os atletas brasileiros não conhecem outro resultado que não seja o primeiro lugar no quadro geral de medalhas. Foi assim em 2007, em Guadalajara 2011 e em Toronto 2015. Neste último, foram obtidas 257 medalhas, das quais, 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze.

Confira abaixo a relação completa da divisão de embarque dos atletas brasileiros.

Dia 18 (domingo) - basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô e natação.
Dia 19 (segunda-feira) - atletismo.
Dia 20 (terça-feira) - atletismo, natação, tênis em cadeira de rodas e tiro esportivo.
Dia 21 (quarta-feira) - ciclismo.
Dia 23 (sexta-feira) - bocha, ciclismo, parabadminton, parataekwondo.

sábado, 17 de agosto de 2019

Maior causa de cegueira, glaucoma avança com envelhecimento da população

Imagem: iStock
iStock

BBC News Renata Turbiani

Principal causa de perda irreversível da visão, o glaucoma afetará 80 milhões de pessoas em 2020 e 111,5 milhões em 2040, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, há escassez de informações confiáveis e atualizadas sobre a prevalência da doença, que neste ano é o tema central da campanha Abril Marrom, cujo objetivo é prevenir e combater os diversos tipos de cegueira.

"O que sabemos é que nos últimos anos tem havido mais casos por causa do envelhecimento da população e por se fazer mais diagnóstico hoje do que no passado", diz Nara Gravina Ogata, especialista em glaucoma infantil e adulto pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

O que é o glaucoma?

É uma enfermidade crônica e degenerativa do nervo óptico (estrutura que envia as imagens do olho para o cérebro), normalmente associada ao aumento da pressão intraocular - essa medida indica a tensão no interior do olho e tem valor médio de 16 mmHg, mas até 21 mmHg ainda é considerada dentro do limite da normalidade.

Ele provoca um estreitamento do campo visual, fazendo com que a pessoa perca progressivamente a visão periférica. Nara explica que, na maioria dos casos, é assintomático.

"É uma doença bem silenciosa.Se instala e vai progredindo lentamente, durante meses ou anos, sem a pessoa perceber. O problema é que, quando recebe o diagnóstico, o nervo óptico costuma estar bem danificado e a visão periférica já muito comprometida", afirma.

Quem é acometido pela doença?

A patologia tem origens variadas, sendo a genética uma das mais relevantes. Para se ter uma ideia, filhos de portadores de glaucoma têm de 6 a 10 vezes mais chance de desenvolvê-lo.

Idade avançada também eleva os riscos. No geral, a incidência aumenta a partir dos 40 anos, chegando a 7,5% aos 80, assim como o uso de colírios com corticoide de forma indiscriminada e sem acompanhamento médico, já que eles podem causar aumento da pressão intraocular.

A atenção ainda deve ser redobrada em diabéticos, cardiopatas, vítimas de trauma ou lesão (por exemplo, uma bolada ou cotovelada no olho) e pessoas de etnia africana ou asiática.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da doença é três vezes maior e a chance de cegueira seis vezes maior em latinos e afrodescendentes em relação aos caucasianos.

Quais os tipos de glaucoma?

São vários os tipos de glaucoma. O mais comum é o primário de ângulo aberto, que representa cerca de 80% dos diagnósticos. Ele é assintomático e atinge pessoas a partir de 40 anos.

Neste caso, a pressão intraocular sobe lentamente devido ao mau funcionando do ângulo de drenagem do olho, responsável pela saída do líquido ocular (humor aquoso). Via de regra, a perda de visão começa nos extremos do campo visual e, se não for tratada corretamente, acaba por comprometer toda a visão.

O primário de ângulo fechado, com maior incidência em asiáticos e portadores de hipermetropia, ocorre quando o ângulo de saída do humor aquoso é bloqueado, geralmente pela íris, e o fluído não consegue ser drenado.

No geral, provoca aumento súbito da pressão intraocular, e o paciente pode ter dor forte nos olhos e na cabeça e ficar com a visão turva.

O glaucoma congênito se dá quando a criança nasce com uma má formação no sistema de drenagem do fluído do olho. Seus sintomas incluem olhos sem brilho e de coloração azulada, lacrimejamento, fotofobia e aumento do tamanho do globo ocular. Pode se manifestar logo após o nascimento ou na infância.

"Este é um tipo pouco frequente, mas é fundamental o diagnóstico precoce para tratamento imediato", pontua Wilma Lelis Barboza, oftalmologista membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).

E ela acrescenta: "O teste do olhinho (reflexo vermelho), obrigatório em algumas cidades, é a oportunidade perfeita para o pediatra avaliar possíveis doenças oculares em recém-nascidos".

Outro tipo de glaucoma é o de pressão normal. Diferentemente dos demais, neste ocorre dano ao nervo óptico mesmo sem a elevação da pressão intraocular. Suas causas são desconhecidas, mas sabe-se que tem uma associação com problemas vasculares.

Há ainda o secundário, desencadeado por fatores externos, como inflamação, trauma e uso de colírios de corticoide por tempo prolongado sem indicação e acompanhamento médico; o pigmentar, causado pela oclusão do ângulo de drenagem do olho por pigmento que se solta da íris, e o pseudoesfoliativo, provocado pela obstrução do sistema de drenagem do humor aquoso por depósitos fibrilares anormais.

Como é feito o diagnóstico?

Como a maioria dos casos é do tipo assintomático, o diagnóstico da doença se dá na consulta oftalmológica de rotina. Nesta ocasião, informa a médica Nara Gravina Ogata, é imprescindível que seja feita a medição da pressão intraocular e o exame de fundo de olho, para analisar o estado e o funcionamento do nervo óptico.

"Dependendo do caso, também podem ser necessários mais alguns testes, como campimetria computadorizada (avalia os defeitos do campo visual), paquimetria ultrassônica (mede a espessura da córnea), tomografia de coerência óptica (verifica as estruturas da retina e do nervo óptico) e retinografia (checa possíveis alterações no fundo do olho)", complementa.

Vale salientar que pessoas a partir de 40 anos e quem tem histórico familiar de glaucoma precisa procurar o oftalmologista com mais frequência. Na avaliação, serão ponderados os fatores de risco e determinada a periodicidade das visitas.

Quais as opções de tratamento?

Uma vez diagnosticado o glaucoma, o tratamento se dá com base no seu tipo e estágio. Wilma Lelis Barboza, da SBG, enfatiza que ele não tem cura, mas, sim, controle.

"É uma doença crônica e progressiva, e o objetivo do tratamento, qualquer que seja ele, é estabilizá-la, mas ele não fará com que o paciente recupere a visão perdida. De toda forma, mesmo os casos avançados, quando há perda importante da visão, precisam ser tratados de forma regular, a fim de evitar a cegueira", assegura.

As terapias são feitas com procedimentos clínicos, cirúrgicos ou a combinação dos dois. No início da doença, normalmente recomenda-se a aplicação diária de colírios específicos.

Entre os mais usuais estão: análogos da prostaglandina (travoprosta, bimatoprosta e latanoprosta), beta bloqueadores (maleato de timolol), inibidores da anidrase carbônica (cloridrato de dorzolamida) e agonistas de receptores adrenérgicos (tartarato de brimonidina). Eles podem ser usados separadamente ou combinados.

Em algumas situações também se faz necessário o uso de laser. As primeiras etapas do glaucoma de ângulo fechado, por exemplo, são realizadas dessa forma. A cirurgia, por sua vez, é indicada em cerca de 10% dos casos e no glaucoma congênito.

Segundo a presidente da SBG, a adesão ao tratamento, que é contínuo e sem duração pré-determinada, é importantíssima para o seu sucesso. "Por não perceberem a evolução da doença, muitos pacientes tendem a negligenciar a administração dos remédios", completa.

Estudos recentes sobre glaucoma

Recentemente, especialistas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia promoveram dois estudos sobre os impactos do glaucoma na condução de veículos, a fim de verificar se o comprometimento visual provocado pela enfermidade aumenta o risco de acidentes.

No primeiro, foi avaliado o impacto do crowding (aglomeração) - fenômeno no qual os objetos se misturam quando apresentados muito próximos, dificultando a visualização - nos glaucomatosos.

"O crowding estabelece um limite fundamental para as capacidades da visão periférica e é essencial para explicar o desempenho em uma ampla gama de tarefas diárias", explica Nara, uma das autoras do trabalho.

"E, devido aos efeitos do glaucoma justamente na visão periférica, hipotetizamos que a perda neural na doença levaria a implicações mais fortes do apinhamento visual, o que foi confirmado", acrescenta.

Ao final da experiência, publicada na edição de fevereiro do jornal Investigative Ophthalmology & Visual Science (IOVS), da The Association for Research in Vision and Ophthalmology (Arvo), constatou-se que os que têm a enfermidade, mesmo em estágios iniciais, apresentam dificuldade maior em discriminar os itens.

O outro estudo do Conselho Brasileiro de Oftalmologia avaliou a habilidade de dividir a atenção ao dirigir e falar ao celular, cena muito comum no dia a dia, apesar de proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O intuito foi verificar a performance de portadores de glaucoma nesta situação.

A conclusão foi de que o tempo de reação a estímulos visuais periféricos é significativamente pior entre os pacientes com glaucoma. Durante o uso do celular, foi de 1,86 segundos, contra 1,14 segundos dos motoristas com olhos saudáveis.

De acordo com Nara, quem tem a doença não está proibido de guiar um automóvel, porém, precisa ser alertado de que os riscos de acidentes são maiores e, junto com o médico, decidir se é melhorar parar ou continuar com essa atividade.

Este trabalho do Conselho Brasileiro de Oftalmologia foi apresentado no último congresso da Sociedade Americana de Glaucoma, em Nova York, nos Estados Unidos, e publicado este mês na revista científica Jama, da American Medical Association (AMA).

Jovem com paralisia cerebral se forma em enfermagem em MT e diz que driblou o preconceito

Bruna Mikaelle Salapata, de 24 anos, tem paralisia cerebral se formou em enfermagem pela Unemat.

Por Yago Oliveira*, G1 MT * Sob a supervisão de Pollyana Araújo

Bruna colou grau — Foto: Bruna Mikaelle Salapata/Arquivo pessoal
Bruna colou grau — Foto: Bruna Mikaelle Salapata/Arquivo pessoal

Uma jovem de 24 anos que tem paralisia cerebral se formou em enfermagem pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Bruna Mikaelle Salapata colou grau no último dia 8. Ela contou que sofreu preconceito porque as pessoas não compreendiam a condição física dela.

O curso de enfermagem tem duração regular institucional de cinco anos. A formanda iniciou os estudos em meados de 2013. Ficou um ano sem estudar devido a problemas de saúde, entre 2015 e 2016. A colação de grau foi em agosto deste ano.

Bruna disse ao G1 que sofreu preconceito e que algumas pessoas não a respeitavam e não a ajudavam, apesar da limitação física dela, aparente pelo uso de muletas e mobilidade reduzida.

“Eu já caí várias vezes no chão no ponto de ônibus, na fila, porque as pessoas me empurravam. E mesmo eu caída no chão não me ajudavam mesmo assim, algumas. Eu ouvia que eu podia esperar na fila, pois já teriam que me ceder lugar no ônibus. Infelizmente, não entendiam o meu problema”, contou.

Bruna, com a mãe — Foto: Bruna Mikaelle Salapata/Arquivo pessoal
Bruna, com a mãe — Foto: Bruna Mikaelle Salapata/Arquivo pessoal

Marlene Salapata, mãe de Bruna, contou que descobriu a doença da filha quando ela tinha um ano e meio de idade. A paralisia cerebral comprometeu a mobilidade. Ela não tem coordenação nos membros inferiores, nas pernas. A causa foi uma complicação durante a gestação.

A mãe disse que, aos seis meses de gravidez, a bolsa rompeu e Bruna ficou 72 horas sem oxigenação no cérebro, o que comprometeu a saúde da filha. Com quatro anos de idade, Bruna realizou a primeira cirurgia e, desde então, faz acompanhamento médico e uso frequente de medicamentos.

“No início foi difícil, pois não aceitavam a condição de saúde dela. Mas sempre a incentivamos. Dizíamos para seguir em frente e continuar no caminho, pois iria conseguir”, relatou Marlene, ao contar que a filha teve muitas dificuldades e sofreu preconceito tanto na rua quanto na instituição de ensino.

A coordenadora do curso de enfermagem, Daniela do Carmo Oliveira Mendes, disse que a aluna sempre foi dedicada e interessada. Os professores tinham um apreço por Bruna e que a turma compreendia a atenção dada à ela. A faculdade tem protocolos de acessibilidade e que, segundo ela, foram cumpridos com zelo.

Bruna e a turma da faculdade — Foto: Bruna Mikaelle Salapata/Arquivo pessoal
Bruna e a turma da faculdade — Foto: Bruna Mikaelle Salapata/Arquivo pessoal

Daniela explicou que a aluna teve todo o apoio pedagógico do curso e da instituição e também dos acadêmicos. Impressionava o incentivo dos colegas para os compromissos acadêmicos e para o deslocamento até as unidades de saúde para a realização de estágios supervisionados, pois se preocupavam com ela.

“A reflexão que a vivência diária nos trouxe, apesar de todas as dificuldades demandadas pelas limitações físicas, foi de que vale a pena. A oferta de uma educação superior inclusiva, gratuita e participativa contribui bastante para formação de profissionais competentes, éticos e compromissados com a consolidação de uma sociedade mais humana e democrática”, disse Daniela.

Bruna contou que teve diversas dificuldades que comprometeram a aprendizagem dela durante o curso, mas que nunca desistiu e conseguiu continuar. Nas aulas práticas e no estágio supervisionado tinha que ficar de pé e sentia muitas dores, mas ficava em sala de aula e até estendia o horário para terminar o que foi proposto pelos professores.

Ela relatou que os professores adaptaram alguns exercícios práticos para que conseguisse realizar. Como passagem de sonda, o preparo de medicamentos e a administração de remédios, entre outros ofícios da função de enfermagem.

A mãe disse que, na maioria das vezes, após o término das aulas, a filha tinha que ir para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tomar injeção para aliviar as dores que sentia no quadril. Bruna está aguardando uma cirurgia que deve ser feita em São Paulo.

Bruna disse que foi uma experiência maravilhosa concluir o curso, mas que a ficha ainda não caiu. O sonho agora é trabalhar na função, pois existe preconceito no mercado de trabalho e entre pacientes, buscar especialização e ampliar o conhecimento com mestrado e doutorado.

Durante a entrevista, Bruna se diz muito feliz com a conquista pessoal. Ela disse que sente gratidão a todos que contribuíram para a realização de um sonho, mas que em especial dedicava o diploma a mãe, Marlene Salapata, as professoras Thalise Hattori, Pollyanna de Siqueira Queiroz e Priscila Mendes.

Aos amigos e colegas de curso, Edsel Pereira, Jessica Kayane, Jeniffer Marcielly, Renato Furtado e Gabriela Souza.

“Espero inspirar outras pessoas com deficiência a lutarem pelos seus sonhos e a vencerem o preconceito, pois temos apenas uma limitação e somos capazes de fazer e ser quem a gente desejar. A maior limitação está na mente humana em não aceitar as pessoas como elas são de verdade”, manifestou Bruna.

Atualmente, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem 69 alunos com algum tipo de necessidade especial.

Fonte: g1.globo.com

‘Ter um aluno com Síndrome de Down me ajudou a evoluir’+ Veja o vídeo

                    

por Paty Moraes Nobre*

No dia 22 de agosto, chega aos cinemas brasileiros o filme italiano “Dafne”, sobre a vida de uma jovem com Síndrome de Down após a morte da mãe. O longa, estrelado por Carolina Raspanti, de Federico Bondi, acaba de ter o trailer divulgado, mas já venceu o Prêmio da Crítica na última edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Na tela, Carolina interpreta muitas passagens de sua vida real como Down. A independência da personagem, e da própria atriz, depende muito das habilidades física e emocional que ela desenvolve.

História da vida real

Assim como Carolina, David Ricardo, de 36 anos, com Síndrome de Down. Em um relato emocionante, a mãe do jovem, Helena Melo, narra as dificuldades diárias do filho. Para ela, o acompanhamento de um personal trainer é fundamental para a vida do rapaz – e não apenas para o corpo dele.

“Como todos aqueles que têm a síndrome, David é hipotônico, tem hiperflexibilidade articular, pouco equilíbrio e, além de tudo, era muito preguiçoso. Se não estimulado, ele engorda e, aí, qualquer estímulo fica mais difícil. David, além da síndrome, nasceu cardiopata, teve 42 pneumonias e precisava de muita estimulação constantemente. Ele cresceu fazendo exercícios, como natação. Depois, teve que ser submetido a um transplante renal. Na época, interrompeu toda carga de atividade física devido aos remédios imunossupressores. David chegou a pesar 89kg, foi assustador”, conta ela, que buscou um treinador para acompanhar o filho.

O professor amigo

Contratado pela família, o personal trainer Marcelo Santana foi muito além do papel de treinador físico. “O trabalho do professor Marcelo foi muito, digamos, lúdico e com muita paciência. O David começou a entender os movimentos e a fazê-los com muita seriedade e contentamento. A musculação melhorou muito a postura do David, que, depois, passou a andar na esteira, sempre com o professor Marcelo investindo nele, mudando os exercícios para conseguir uma performance melhor cada dia”, lembra ela.

Segundo a mãe, os benefícios para as pessoas com Síndrome de Down são inegáveis. “Quando um trabalho é bem feito e o profissional é competente e empenhado em melhorar o lado emocional e afetivo do aluno, pode dar um excelente resultado para a pessoa com Down. O exercício físico ajudou e ajuda muito David no seu dia-a-dia. O exercício físico, mais estímulo e cumplicidade do professor com o aluno, deram muito certo na vida do meu filho. Hoje, tenho um campeão graças à insistência e ao carinho do Marcelo Santana. Muito obrigada, professor”, finaliza a mãe.

Marcelo entende as melhorias observadas. “Cada vez mais, vou entendendo alguns princípios sobre prescrição de treinos e o que mais me chama atenção é a Individualidade Biológica. Ter um aluno com S. D (Síndrome de Down) me ajudou a evoluir, não somente como profissional, mas, principalmente, como ser humano. Nesses anos, tive várias conversas com a família do David, em especial, com sua mãe. Ela me ensinou que a criação do David foi rica em estímulos, ou seja, ele sempre teve atividades para agregar na evolução física e mental”, analisa Marcelo.
                  
A independência

O profissional explica que compreendeu que não se tratava de treinar com “diferenças” e, sim, com uma periodização normal como qualquer aluno necessita para criar vários estímulos e não permitir adaptações ou zona de conforto. “Nesses 11 anos de treinos, alcançamos resultados incríveis, não só na estética, mas no lado cognitivo, com assimilação de movimentos. Chegamos ao ponto de ele realizar o treino sozinho (somente com supervisão)”, comemora.

Mais do que um aluno

De acordo com Marcelo Santana, uma dica para quem tem o “privilégio” de ter um aluno com Síndrome de Down é tratá-lo sem diferenças, manter uma aula com alto astral e, principalmente, rica tecnicamente. “Eu não ganhei um aluno, o David se tornou um irmão para vida toda”, conclui o professor.

Paty Moraes Nobre*
Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da Exame Vip, da Editora Abril, e coordenadora das plataformas Mulheres da Pan e Revista Guia SP, da Jovem Pan.

Músico de Leme lança 1º disco com dez clipes traduzidos em Libras

Murilo Jacintho faz show gratuito no Sesc Araraquara (SP) nesta sexta-feira (16) às 20h.

Por Fabio Rodrigues, G1 São Carlos e Araraquara

Músico produziu dez videoclipes em Leme — Foto: Reprodução
Músico produziu dez videoclipes em Leme — Foto: Reprodução

Canções traduzidas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para promover a inclusão e a acessibilidade cultural de pessoas com deficiência auditiva. Essa é a ideia do cantor de Leme (SP) Murilo Jacintho que lançou seu primeiro disco e produziu dez videoclipes, nove deles já disponível no YouTube, com a língua de sinais.

O álbum autoral "Tropical Desespero" do músico e compositor lemense reúne uma mistura de ritmos latinos com narrativas de amor e histórias do cotidiano. O cantor se apresenta de graça nesta sexta-feira (16) no Sesc Araraquara, às 20h, e no Teatro Estadual de Araras no domingo (18) no mesmo horário.

O investimento para a produção do disco, videoclipes e divulgação dos shows veio por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. Jacintho escreveu projeto com a proposta de acessibilidade e conseguiu R$ 80 mil para concretizar o trabalho.

Música acessível

Música de Leme canta profissionalmente há 4 anos — Foto: Gabriela Araujo
Música de Leme canta profissionalmente há 4 anos — Foto: Gabriela Araujo

A ideia para a produção da música acessível em vídeo foi colocar a intérprete no centro da tela, como protagonista. "Pensei: se a pessoa gostar de uma música, ela pode querer ouvir o disco todo. Então decidimos fazer isso em todos os clipes", disse o músico de 28 anos ao G1.

A produção dos videoclipes foi feita em Leme com a ajuda de uma intérprete da capital e a consultoria de uma pessoa com deficiência auditiva. As gravações ocorreram em cenários específicos retratados nas letras das músicas, como uma quadra de futebol e o estacionamento de um supermercado.

“São locais que de alguma maneira fizeram parte da minha infância, como o supermercado que o meu pai trabalhava, a rua que eu passava pra ir à escola, a quadra que eu jogava bola”, disse o músico.

Os dez clipes foram gravados em maio deste ano e a estreia do primeiro foi em junho. Em setembro, Jacintho lança o último da série.

"Não tinha contato com a Libras e para mim foi inovador. Desde então tem sido incrível, tenho lido muitas críticas positivas sobre o fato de o público portador de deficiência conseguir identificar e poder interpretar aquilo que está sendo falando na música", contou.

Jacintho faz show gratuito em Araraquara e Araras neste fim de semana — Foto: Gabriela Araujo
Jacintho faz show gratuito em Araraquara e Araras neste fim de semana — Foto: Gabriela Araujo

Shows

Jacintho canta profissionalmente há quatro anos. Antes, fazia shows independentes. A primeira apresentação do disco autoral foi no Centro Cultural São Paulo, na última sexta-feira, com a participação da banda Francisco el Hombre, conhecida por tocar em festivais como Lollapalooza no Brasil e Vive Latino no México.

O repertório reúne influências que vão do flamenco, baião, cumbia e salsa, a inspirações do reggaeton e funk, mesclando uma leitura pop.

Além de Araras e Araraquara, o músico fará shows em Leme, Porto Ferreira e Campinas.

Fonte: g1.globo.com

Com consulta sobre canabidiol perto do fim, governo sinaliza posição contra plantio - Veja o vídeo.

Consulta pública sobre liberação do cultivo da maconha no Brasil já recebeu mais de 430 contribuições. Em entrevista à rádio CBN, ministro Onyx Lorenzoni disse que governo é favorável à importação do canabidiol, mas não à legalização do plantio.

Por G1

Anvisa está em processo de avaliação sobre o plantio da 'Cannabis sativa' no Brasil para fins medicinais e científicos — Foto: Reuters
Anvisa está em processo de avaliação sobre o plantio da 'Cannabis sativa' no Brasil para fins medicinais e científicos — Foto: Reuters

Já são mais de 430 as contribuições enviadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a proposta de liberar o cultivo da planta de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e científicos. Embora a Anvisa tenha aprovado em junho duas propostas com indicações para regulamentar o plantio de maconha no país, o governo federal sinalizou posição contrária.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Em entrevista à rádio CBN nesta sexta-feira (16), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, declarou que o governo do presidente Jair Bolsonaro não é contrário à importação do canabidiol nem à sua formulação em medicamentos ou tratamentos de saúde no Brasil.

O canabidiol é uma das substâncias presentes na maconha, já bastante usada no tratamento de várias doenças. Ele deixou de ser proibido no Brasil em 2015.

Porém, segundo Lorenzoni, permitir o plantio da maconha no país pode "abrir as portas para a legalização das drogas".

"O governo não tem nenhum problema com o medicamento. Nosso problema é abrir a porta para a liberação de drogas no Brasil. O plantio para uso medicinal abre essa porta. Isso não queremos permitir." - Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, em entrevista à CBN

As duas propostas preliminares da Anvisa foram aprovadas em votação unânime pelos quatro diretores da área técnica da agência, após reunião colegiada. O passo seguinte foi a abertura de uma consulta pública sobre o tema, cujo prazo termina na segunda-feira (19). Depois da avaliação das respostas, os diretores devem voltar a se reunir e apresentar o seu parecer final.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

A primeira proposta é para uma resolução que regulamenta os requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da cannabis para fins medicinais e científicos. Já a segunda é uma proposta de resolução para definir procedimentos específicos para registro e monitoramento de medicamentos à base de Cannabis sativa ou seus derivados e análogos sintéticos.

Entretanto, a regulamentação do plantio dependeria de um aval do governo federal.

Lorenzoni afirma que a administração Bolsonaro não é contrária à desburocratização e a uma redução da taxação sobre produtos de canabidiol.

"Hoje, o governo está no caminho de facilitar que os laboratórios brasileiros tragam para cá o canabidiol sintetizado fora do Brasil", disse Lorenzoni. Segundo o ministro, o governo não pretende emitir uma Media Provisória (MP) sobre esse assunto e gostaria que a questão fosse resolvida "nos próximos 30 dias".

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Cannabis como remédio: quais os riscos e benefícios da planta?

Fonte: g1.globo.com

Shopping lança espaço para estimular convívio social de crianças autistas

Foto: Divulgação
shopping espaço convívio social crianças autistas

Redação RPA

Um espaço para incluir pessoas autistas! É neste domingo (18) o lançamento da Casa Azul, no Partage Shopping São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Fruto de uma parceria com o projeto Espaço Autista, loja Caçula e o Partage Shopping, a Casa Azul realzará ações durante o ano todo visando desenvolver habilidades, tanto de crianças que se encontram dentro do Transtorno do Especto Autista (TEA) quanto de pais, cuidadores e professores que convivem com essa realidade.

Das 14h às 16h, será realizado um circuito sensorial, dividido em cinco momentos: visual, sonoro, tátil, olfativo e gustativo. A atividade tem como propósito estimular o desenvolvimento dos sentidos em crianças que se encontram dentro do espectro autista, visto que estas costumam ter alterações em seu processamento sensorial. Este circuito, dependendo de qual seja a alteração sensorial do indivíduo, irá proporcionar uma busca sensorial e a auto regulação. Esta atividade também funcionará no dia 25 de agosto, no mesmo horário.

Já no dia 25, das 13h às 14h, será desenvolvido um workshop de material adaptados, que consiste em uma aula prática para a confecção de materiais estruturados de ensino para indivíduos que se encontram dentro do TEA. Esta atividade é voltada para pais, cuidadores e professores.

As atividades realizadas na Casa Azul têm como objetivo incluir os indivíduos, principalmente crianças, que se encontram dentro do Transtorno do Espectro Autista nos ambientes de convívio da sociedade. Sendo assim, as atividades são abertas para todos que desejam participar.

Serviço

Casa Azul – Circuito Sensorial

Data: 18/08 e 25/08

Horário: das 14h às 16h

Local: 2º piso do Partage Shopping São Gonçalo

Entrada gratuita

Casa Azul – Workshop de Materiais Adaptados

Data: 25/08

Horário: das 13h às 16h

Local: 2º piso do Partage Shopping São Gonçalo

Entrada gratuita

Seleção de parabadminton embarca para Mundial na Suíça nesta sexta, 16



Nesta sexta-feira, 16, a Seleção Brasileira de parabadminton embarca para Basileia, na Suíça, onde irá disputar o Campeonato Mundial da modalidade entre os dias 20 e 25 de agosto. A competição, que se inicia no dia 20 e segue até 25, é a mais importante na classificação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. A equipe brasileira é composta por 8 atletas.

O parabadminton brasileiro só possui uma medalha em Mundial. A atleta Cinthya da Silva Oliveira faturou o bronze na edição de 2015, na Inglaterra. "A nossa expectativa é conquistar mais de uma medalha e superar o número do Mundial de 2015", afirma o coordenador da modalidade na Confederação Brasileira de Badminton, Artur Nogueira.

Entretanto, o Mundial não é a única competição importante da temporada. Logo após, a Seleção irá para Lima, no Peru, para disputar os Jogos Parapan-Americanos. A modalidade será uma das estreantes no programa dos Jogos, juntamente com o parataekwondo e tiro esportivo. As disputas na capital peruana começam no dia 29.

Segundo o coordenador da modalidade, "emendar" uma competição na outra será um grande desafio: "Vai ser bem difícil. Os atletas irão chegar em Lima dois dias antes do início dos jogos, com uma diferença de fuso horário de sete horas. Mas pretendemos superar todos esses obstáculos."

Confira a Seleção convocada para o Mundial:

Abinaécia Maria da Silva
Cintya da Silva Oliveira
Eduardo Regis de Oliveira
Júlio César Godoy
Leonardo Arthur Zuffo
Marcelo Alves Conceição
Rogério Júnior Xavier de Souza
Vitor Gonçalves Tavares

Cadeiras de praia para crianças com mobilidade reduzida

Equipamentos disponíveis nas praias do Marreco e de Leça da Palmeira.

Cadeiras de praia para crianças com mobilidade reduzida

por Leça da Palmeira

Em 2019, Matosinhos ostenta a Bandeira “Praia Acessível” em oito praias, dez anos depois do início da implementação deste programa no concelho e no país.

As praias de Agudela, Angeiras-Sul, Cabo do Mundo, Leça da Palmeira, Marreco, Memória, Pedras do Corgo e Quebrada, permitem a deslocação de cidadãos de mobilidade reduzida na areia e o acesso a banhos, através de uma cadeira anfíbia (tiralô).

Atualmente, as cadeiras de praia disponíveis são adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida, em idade adulta (peso até 130 kg). A Câmara Municipal de Matosinhos quis ir mais longe nesta matéria. Assim, numa parceria com a  Associação More Moving Moments (MMM), foram colocadas duas cadeiras, nas praias do Marreco e de Leça da Palmeira, destinadas especificamente a crianças entre os 27 e os 40 kg, permitindo-lhes deslocar-se na areia sem dificuldade e ter fácil acesso à água.

No futuro, esta solução poderá ser replicada em outras praias do concelho.

Cadeiras de praia para crianças com mobilidade reduzida


Primeiros atletas brasileiros embarcam para Lima, no Peru, para disputar os Jogos Parapan-Americanos


Foto: Alê Cabral/CPB
Foto: Alê Cabral/CPB

Os primeiros integrantes da delegação brasileira que participará dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 embarcam para a capital peruana neste sábado, 17. A cerimônia de abertura do evento será realizada na próxima sexta-feira, 23, e as disputas seguem até o dia 1º de setembro. O Brasil será representado por 337 atletas. Ao todo, a delegação será composta por 513 pessoas.

Representantes do atletismo, halterofilismo, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa e vôlei sentado iniciam a viagem para a capital peruana, assim como alguns membros da equipe técnica e administrativa.

O embarque para a principal competição das Américas será dividido em seis dias a partir deste sábado, 17. No domingo, 18, será a vez do basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô e natação seguirem viagem.

Esta é maior delegação brasileira na história de Parapans e as 17 modalidades terão representantes. O Brasil busca repetir o feito das três últimas edições dos Jogos continentais. Desde 2007, quando a competição passou a ser realizada na mesma sede dos Jogos Pan-Americanos (tal qual ocorre nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos), os atletas brasileiros não conhecem outro resultado que não seja o primeiro lugar no quadro geral de medalhas. Foi assim no Rio 2007, em Guadalajara 2011 e Toronto 2015. Neste último, conquistamos 257 medalhas, das quais, 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze.

Confira abaixo a relação completa da divisão de embarque dos atletas brasileiros.

Dia 17 (sábado) - halterofilismo, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa e vôlei sentado.
Dia 18 (domingo) - basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô e natação.
Dia 19 (segunda-feira) - atletismo.
Dia 20 (terça-feira) - atletismo, natação, tênis em cadeira de rodas e tiro esportivo.
Dia 21 (quarta-feira) - ciclismo.
Dia 23 (sexta-feira) - bocha, ciclismo, parabadminton, parataekwondo.