sábado, 19 de janeiro de 2019

Prazo de 8 meses é dado pela Justiça Federal para IFPA Santarém resolver problemas de acessibilidade

Liminar atende pedido do MPF, que, desde 2015, negocia melhorias para que instituição cumpra o dever de facilitar o acesso de pessoas com deficiência.

Por G1 Santarém — Pará

IFPA em Santarém tem prazo de 8 meses para fazer melhorias de acessibilidade no prédio — Foto: Ascom IFPA/Divulgação
IFPA em Santarém tem prazo de 8 meses para fazer melhorias de acessibilidade no prédio — Foto: Ascom IFPA/Divulgação

O Instituto Federal do Pará (IFPA) tem prazo de 8 meses para melhorar e assegurar o direito de acessibilidade às pessoas com deficiência na unidade de Santarém, no oeste do Pará. A liminar da Justiça Federal atendeu pedido de 2015, do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com acordo a liminar, antes da melhoria, em 4 meses, a instituição deve apresentar um projeto arquitetônico e urbanístico de reforma para atender as adequações necessárias.

Confira a íntegra da decisão judicial e da ação judicial

As mudanças devem obedecer normas técnicas, depois que vistorias e pareceres, tanto do próprio IFPA quanto do MPF, constataram problemas nas rampas de acesso (inclinação elevada e corrimãos inadequados), no elevador exclusivo para pessoas com necessidades especiais e a ausência de piso tátil e sinalização em braile para pessoas com baixa visão ou sem visão.

Ainda conforme a Justiça Federal, o IFPA admite os problemas e informou que as adequações estavam previstas mas não foram realizadas por restrições orçamentárias. O G1 entrou em contato com o IFPA e aguarda resposta.

Para o juiz Érico Freitas Pinheiro, mesmo com as limitações impostas pela Emenda Constitucional nº 95, de 15 de dezembro de 2016 (a chamada emenda do teto de gastos), os problemas de acessibilidade do IFPA são conhecidos desde 2015 e já houve tempo para adoção de providências e para um planejamento que resolva as inadequações, “mediante remanejamento de seu orçamento e eventuais cortes de gastos”.

Promover a acessibilidade em prédios públicos é de competência da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, garantindo a proteção às pessoas com deficiência prevista na Constituição brasileira. Existe ainda um dispositivo constitucional específico para o respeito a esse direito em instituições de ensino.

O Brasil também é signatário da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, desde 2009 e, em 2015, foi promulgada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que prevê como fundamentais os direitos à mobilidade e à acessibilidade.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante após síndrome rara, bióloga treina seu próprio cão de assistência para ajudá-la: 'Parte do meu corpo' - Vejam o vídeo

Juliana Barbosa Russini descobriu síndrome de Ehlers Danlos e precisou sair da capital paulista para morar em Sarapuí, interior de SP. Pesquisadora, ela adestrou em oito meses uma labradora para facilitar seu dia a dia.

Por Paola Patriarca, G1 Itapetininga e Região

Bióloga Juliana Russini com sua cachorra de serviço Luara — Foto: Mike Adas/TV TEM
Bióloga Juliana Russini com sua cachorra de serviço Luara — Foto: Mike Adas/TV TEM

Apaixonada por animais, a bióloga paulistana Juliana Barbosa Russini decidiu que queria investir em pesquisas sobre comportamento animal. Contudo, o que ela não imaginava era que essa paixão e seus estudos iriam ajudá-la no futuro.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Em 2013, Juliana foi diagnosticada com a síndrome de Ehlers Danlos, considerada rara e que afeta o tecido conjuntivo, principalmente a pele, as articulações e as paredes dos vasos sanguíneos.

A bióloga, que fazia pesquisas na Universidade de São Paulo (USP) sobre aranhas, foi parar em uma cadeira de rodas e precisou se mudar para Sarapuí, interior de São Paulo, onde a família tem um sítio.

Os médicos, então, indicaram um cão de serviço, conhecido também como cão de assistência que faz tarefas para a pessoa com deficiência e que aumentam a independência.

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Cadeirante após síndrome rara, bióloga treina seu próprio cão de assistência

“Eu sempre tive uns barulhos engraçados no ombro e tirava meu braço fora do lugar. Quando saía doía bastante e foi se tornando frequente. Recebi diagnóstico de frouxidão e fiz até cirurgia. Continuei com a vida normal e até pegava peso no zoológico que trabalhei", diz.

"Foi anos depois que descobri a síndrome, que ainda é mistério para muitos médicos. Sinto muita dor em tudo e por isso virei cadeirante. Então, me indicaram um cão de serviço”, conta a paulistana.

Juliana Russini adestrou sua própria cachorra de assistência — Foto: Mike Adas/TV TEM
Juliana Russini adestrou sua própria cachorra de assistência — Foto: Mike Adas/TV TEM

Juliana diz que o cão de assistência é pouco conhecido no Brasil e o custo é alto parar ter um animal adestrado. Por isso, decidiu usar suas pesquisas sobre comportamento animal e adestrar seu próprio cão para ter ajuda diária. Ela comprou uma labradora e foi então Luara passou a fazer parte de sua vida.

“Hoje ouvirmos falar em cães guias para deficientes visuais e que pela lei são permitidos a ter acesso em quase qualquer lugar. O que ainda é desconhecido de muitos são os outros tipos de animais de assistência", afirma.

"Os cães de assistência são essenciais na vida de uma pessoa com deficiência, e a falta de centros de treinamento e de leis que abranjam estes cães dificulta muito a aquisição. Não é fácil e nem barato conseguir. Então, resolvi eu mesmo treinar."

Luara é labradora e foi adestrada para facilitar o dia a dia de Juliana — Foto: Mike Adas/TV TEM
Luara é labradora e foi adestrada para facilitar o dia a dia de Juliana — Foto: Mike Adas/TV TEM

Adestramento

A bióloga começou os treinamentos ainda no apartamento que morava em São Paulo. Ela conta que todo o adestramento durou cerca de oito meses.


“Para o cão o adestramento precisa ser divertido, ser encarado como uma brincadeira. O adestramento ideal é onde cão e adestrador se divertem juntos. A escolha dos comandos de um cão de serviço vai depender muito de o que o assistido pelo cão necessita. Comecei treinamento ela no banheiro, no quarto e depois fazendo a socicialização com pessoas e até outros animais”, conta.

Juliana chegou a gravar um ‘diário’ na web sobre os treinamentos. Para ela, em nenhum momento pensou em desistir.

“Não pensei em abandonar. Sabia que ia dar certo. Estava focando em estudar e treinar a Luara para me ajudar. Uma coisa que quis treinar bastante ela era em relação ao rabo. Porque se uma pessoa pisar ou mexer, ela poderia avançar. Então, fiz um treinamento para que isso não acontecesse”, conta.

Juliana adestrou Luara para ajudá-la depois que virou cadeirante — Foto: Mike Adas/TV TEMJuliana adestrou Luara para ajudá-la depois que virou cadeirante — Foto: Mike Adas/TV TEM

Ainda de acordo com a bióloga, ela também adestrou a labradora para situações que precisaria.

“Ela ajuda a levar minha cadeira e me dá mais independência. Chegou até a saber a bater a pata no interruptor de lâmpada. Eu me sinto mais livre. Se vou ao shopping e quero ver uma loja, eu vou no meu tempo e ela junto. Posso entrar em vários lugares com mais tranquilidade e andar na rua. Ela é parte do meu corpo”, diz.



Para a mãe de Juliana, a Luara faz parte da família.

“Quando soubemos da doença tivemos que mudar totalmente nossa rotina. Saímos de São Paulo e fomos para o interior. E a Luara foi uma grande ajuda. Quando a Juliana disse que ia treiná-la, não duvidei que ia conseguir. Sabia que ia dar certo”, diz.

Luara acompanha a bióloga Juliana Russini praticamente 24 horas — Foto: Mike Adas/TV TEM
Luara acompanha a bióloga Juliana Russini praticamente 24 horas — Foto: Mike Adas/TV TEM

24 horas?

A cachorra Luara, da raça labrador, foi adestrada pela dona para ser cão de serviço — Foto: Arquivo Pessoal/Juliana Russini
A cachorra Luara, da raça labrador, foi adestrada pela dona para ser cão de serviço — Foto: Arquivo Pessoal/Juliana Russini

A bióloga explica que adestrou a cachorra para se comportar como ‘cão de serviço’ quando colocasse a roupa, onde são colocados documentos que mostram a indicação médica da importância do animal, caso algum estabelecimento questione.

“Se ela ser 24 horas ficaria estressada. Precisa ter o momento como cachorra mesmo, que faz travessuras. Claro que está sempre atenta comigo. Mas quando chego em casa e tiro a roupa, ela é outra cachorra”, diz.

Luara acompanha a bióloga durante passeios em shopping e restaurantes — Foto: Paola Patriarca/G1
Luara acompanha a bióloga durante passeios em shopping e restaurantes — Foto: Paola Patriarca/G1

Segundo Juliana, os cães de assistências costumam ficar com a pessoa por oito anos. Luara já está com 6.

“Fico pensando em relação a esses dois anos que faltam. Eu vou ter que treinar outro, mas a Luara já é minha companheira. Não tem como. Ela é parte de mim e da família”, ressalta.

Juliana Russini era pesquisadora de comportamento animal, quando descobriu síndrome rara — Foto: Mike Adas/TV TEM
Juliana Russini era pesquisadora de comportamento animal, quando descobriu síndrome rara — Foto: Mike Adas/TV TEM

Luara foi adestrada ainda filhote pela bióloga Juliana Russini — Foto: Arquivo Pessoal/Juliana Russini
Luara foi adestrada ainda filhote pela bióloga Juliana Russini — Foto: Arquivo Pessoal/Juliana Russini

Fonte: g1.globo.com

Após acordo, empresa terá que reformar abrigo para crianças e pessoas com transtornos mentais

Construtora do Amapá era alvo de duas ações do Ministério Público do Trabalho, que foram suspensas. Obra pode aumentar a capacidade de atendimento da Casa da Hospitalidade.

Por Fabiana Figueiredo, G1 AP — Macapá

Casa da Hospitalidade, em Santana, será beneficiada com obra após acordo — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Casa da Hospitalidade, em Santana, será beneficiada com obra após acordo — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

A Casa da Hospitalidade, cujo abrigo atende crianças e pessoas com transtornos mentais, em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, vai receber uma reforma. A obra, que pode aumentar a capacidade de atendimento do local, é resultado de um acordo feito entre a empresa Direcional Engenharia S/A e o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Amapá.

O MPT suspendeu duas ações civis públicas contra a construtora que foi notificada por descumprir direitos trabalhistas relacionados à segurança e saúde dos colaboradores. O G1 solicitou um posicionamento da empresa durante quatro dias, mas até a última atualização desta matéria não conseguiu retorno.

Para suspender as duas ações, o MPT e a construtora assinaram o acordo homologado no dia 8 de janeiro pela 8ª Vara do Trabalho de Macapá. No documento a empresa se comprometeu em adotar 32 medidas de segurança e saúde nos locais de trabalho no Amapá e no Pará, e também em executar a reforma em um dos prédios do abrigo.

Entre os termos estão definidas que a construtora não vai prorrogar a jornada além de duas horas diárias, sem qualquer justificativa legal; concederá, no mínimo, 11 horas de descanso entre duas jornadas de trabalho; fornecerá de graça aos empregados equipamento de proteção individual; colocará alarme acoplado ao câmbio nos equipamentos que operam em marcha ré, entre outros.

Abrigo atende crianças, portadores de deficiência física e pessoas com transtornos mentais — Foto: Rede Amazônica/Reprodução
Abrigo atende crianças, portadores de deficiência física e pessoas com transtornos mentais — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

A coordenadora da Casa da Hospitalidade, Lene Pacheco, informou que a empresa já fez uma vistoria no local onde acontecerá a obra.

O acordo também detalha o que a obra precisa contemplar: acabamento, com reparos nos revestimentos e pinturas; instalações, com substituição do cabeamento das instalações elétricas, tomadas e interruptores defeituosos; cobertura, com substituição de todas as telhas; reformar completamente as passarelas de passeio; paisagismo, com ajustes na grama das áreas externas; e revitalização da área de lazer, que possui quiosques e piscina.

A construtora deverá concluir as obras na sede da associação em até oito meses, segundo o MPT. A obra acontece em um prédio desativado do abrigo, onde eram atendidas pessoas com transtornos mentais.

Nas ações civis públicas, também são réus outras duas empresas. O MPT informou que está em processo de negociação de acordos com elas.

Abrigo

A Casa da Hospitalidade presta assistência básica para crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade pessoal e social. Há pessoas com distúrbios psicomotores, deficiências auditivas, visuais e transtornos mentais. A associação também funciona com regime de acolhimento provisório ou de longa permanência.

Atualmente são atendidas no local 75 pessoas, com idades entre 0 e 69 anos. A instituição é filantrópica, sendo coordenada pela Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência, que conta com apoio de doações e funciona com ajuda de voluntários e técnicos da educação.

O abrigo funciona na Avenida José de Anchieta, n° 360, bairro Hospitalidade, em Santana.

Fonte: g1.globo.com

Falta de acessibilidade e manutenção em ônibus geram constrangimentos a cadeirantes - Veja o vídeo.

Reclamações em São Carlos (SP) envolvem problemas com as rampas que não funcionam e motoristas que passam sem parar nos pontos.

Por EPTV1

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Ônibus de São Carlos têm problemas de acessibilidade para pessoas com deficiência

Deficientes de São Carlos (SP) reclamam do descaso e problemas de acessibilidade no transporte coletivo. Um dos problemas são as rampas que não funcionam ou param de funcionar durante o trajeto. Outra situação que incomoda são os motoristas que passam sem parar ao ver os cadeirantes.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A Suzantur, empresa que opera o transporte público na cidade, informou que possui frota adaptada com rampa para cadeirantes, além de oferecer a linha Porta a Porta que atende a cadeirantes e pessoas portadores de necessidades especiais.

Segundo a empresa, em casos específicos de problemas mecânicos ou operacionais, a reclamação deve ser feita pelo telefone (16) 3363-3115.

Em nota, a prefeitura de São Carlos informou que a Suzantur opera sem contrato e por isso não tem meios legais para fazer a fiscalização efetiva. A administração municipal afirmou que está elaborando um edital para contratação de uma nova empresa.

Constrangimento

O aposentado Anderson Luiz dos Santos é deficiente e depende do transporte público. Ele contou que já perdeu muitos compromissos devido a problemas no coletivo. Em dezembro do ano passado, ele não conseguiu seguir viagem porque ficou preso dentro do ônibus durante 45 minutos porque o elevador da rampa de acesso quebrou.

“É uma falta de respeito, em outra cidade você não vê isso acontecendo, aqui é normal, mas não era para ser. Quando não quebra na subida, quebra para descer”, disse o aposentado.

A mulher do aposentado, a dona de casa Renata Aparecida Silva, gravou a situação, pois ficou revoltada com o descaso. “Não tinha como descer, então a gente ficou 45 minutos preso no ônibus esperando o mecânico”, contou.

Segundo a dona de casa, os passageiros ficaram nervosos com a situação. "A revolta foi maior porque o motorista simplesmente disse que não podia fazer nada se o ônibus não tem manutenção. É muito descaso nessa cidade”.

Anderson ficou preso quase 45 minutos dentro do ônibus porque a rampa quebrou e não conseguiu descer — Foto: Arquivo Pessoal
Anderson ficou preso quase 45 minutos dentro do ônibus porque a rampa quebrou e não conseguiu descer — Foto: Arquivo Pessoal

Falta de manutenção

A adolescente Vitória Wendy Alves, de 14 anos, também sofre quando precisa usar o transporte público. “Na maioria das vezes não consigo ir ou porque a rampa está quebrada, ou acontece alguma coisa que acaba não dando para a gente ir, por exemplo, quando o motorista do ônibus vê que é cadeirante e passa reto”, relatou a jovem.

De acordo com a dona de casa Joice de Fátima, mãe da Vitória, em um dos ônibus não teve como prender o cinto de segurança porque estava sem trava e foi necessário amarrar o cinto nas ferragens para a cadeira de rodas não sair do lugar..

Joice contou que são vários problemas que dificultam o transporte dos cadeirantes. “No bairro tem só um horário de ônibus, as carteiras são bloqueadas porque a câmera não reconhece a minha foto, a foto dela porque está na cadeira de rodas, então fica retida a carteirinha por 30 dias e a gente paga uma multa de dez passagens para desbloquear e se bloquear novamente fica retida por um ano”, disse.

Mãe da Vitória precisou amarrar o cinto de segurança nas ferragens, pois estava sem a trava — Foto: Arquivo Pessoal
Mãe da Vitória precisou amarrar o cinto de segurança nas ferragens, pois estava sem a trava — Foto: Arquivo Pessoal

Quem não é deficiente, também fica indignado com a situação. O técnico em iluminação Luiz Donizetti Pereira é vizinho da Vitória e do Anderson e não aguenta ver o descaso com os cadeirantes.

“A pessoa não tem condições de se locomover, de andar e eles pegam e colocam um ônibus que não tem condição com problema na rampa para rodar. A gente fica chateado com um negócio desses”, disse o técnico em iluminação.

Luiz fica indignado ao ver o descaso do transporte coletivo em São Carlos com os vizinhos cadeirantes — Foto: Nilson Porcel/EPTV
Luiz fica indignado ao ver o descaso do transporte coletivo em São Carlos com os vizinhos cadeirantes — Foto: Nilson Porcel/EPTV

Sistema Porta a Porta

A presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aline Droppe Bravo, disse que o problema é antigo e que além das rampas quebradas e do problema da carteirinha bloqueada há outros transtornos.

“O sistema Porta a Porta via agendamento também é falho de acordo com a reclamação das pessoas com deficiência. Hoje, já não é possível mais usar esse sistema para lazer, além de existir o problema de que se tem uma limitação no agendamento. Então se você tiver duas consultas você não consegue realizar o agendamento duas vezes em um dia”, contou Aline.

De acordo com ela, foi organizada uma reunião para tentar resolver os problemas, mas o representante da Suzantur não apareceu. “Nós gostaríamos de pontuar os problemas que estão ocorrendo e que a empresa nos oferecesse uma solução”.

Fonte: g1.globo.com

Marcelo Yuka, fundador do grupo O Rappa, morre aos 53 anos

Músico morreu nesta sexta-feira (18), próximo da meia noite, após um AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico)

MÚSICA - Mariana Ghirello, Do R7

Divulgação
Marcelo Yuka morreu nesta sexta (18), aos 53 anos
Marcelo Yuka morreu nesta sexta (18), aos 53 anos

Marcelo Yuka, fundador do grupo O Rappa, morreu nesta sexta-feira (18), aos 53 anos. O músico sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e estava internado desde o dia 2 de janeiro, no hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Ele morreu às 23h40, em decorrência de um AVC isquêmico, segundo informou o próprio hospital.

Yuka completou 53 anos no último 31 de dezembro. O músico, que nasceu Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, no Rio de Janeiro, atuava em uma ONG que incentivava a pesquisa de com células-tronco. Em agosto do ano passado, ele havia sofrido um AVC (acidente vascular cerebral).

Ainda em 1993, Yuka ajudou a fundar O Rappa. Na banda, sempre com letras politizadas e de forte cunho social, ele ficou até 2001. Entre suas músicas mais conhecidas estão Pescador de Ilusões, A Feira e Minha Alma e O que sobrou do Céu.

Em novembro de 2000, o músico foi baleado em um assalto que o deixou paraplégico e o impossibilitou de tocar bateria. Ainda assim, ele procurou novos caminhos e criou o F.UR.T.O. Como ele próprio costumava a dizer, o “F.UR.T.O era maior do que o Rappa poderia lhe oferecer”.

Em 2012, Yuka foi candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro pelo PSOL e ficou em segundo lugar.

Atletas antecipam retorno ao CT e miram Mundiais e Parapan de Lima

Daniel Zappe/CPB/MPIX.
Imagem

Por CPB Sex

As Seleções de atletismo e natação terão uma temporada agitada com seus respectivos Mundiais e os Jogos Parapan-Americanos de Lima. Por este motivo, as coordenações-técnicas decidiram antecipar o início dos treinos focados nas competições deste ano. Nesta semana, as duas equipes já estiveram no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, a fim de acelerar o processo de preparação para 2019.

Em novembro, após os Campeonatos Brasileiros, os atletas que integram o centro de referência de cada modalidade tiveram férias antecipadas. No retorno, entraram no período de base – fase de treinamento para aprimoração de técnica e capacidade aeróbia. Os nadadores já estão no segundo bloco de treinos, no qual trabalham a força. No atletismo, esta fase se iniciará em fevereiro.

Todo o planejamento de treinos está focado nos respectivos Mundiais das modalidades e no Parapan. Os nadadores serão os primeiros a enfrentarem o principal desafio do ano. De 29 de julho e 4 de agosto, na cidade de Kuching, na Malásia, acontecerá o Mundial de Natação de 2019. Já o atletismo disputará os Jogos Parapan-Americanos de Lima, de 23 de agosto a 1º de setembro, antes do Mundial, que está marcado para 7 a 15 de novembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A pouco mais de um ano para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, o Brasil busca o tetracampeonato (Rio 2007, Guadalajara 2011, Toronto 2015) geral da principal competição das Américas. Na edição de Toronto 2015, foram conquistadas 257 medalhas (sendo 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze). A natação foi a modalidade que mais faturou medalhas, 104 no total, sendo 38 de ouro. Já o atletismo ficou em segundo com 80, sendo 34 ouros.

Os esportistas usarão o Open Loterias Caixa de Atletismo e Natação, em abril, no CT Paralímpico, como preparação. Esta competição compõe os principais circuitos internacionais do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês): o Grand Prix de atletismo e a World Series de natação.

Fonte: cpb.org.br

Impressora portátil de etiquetas Braille Vrailler - Veja o vídeo.

Impressora portátil de etiquetas Braille Vrailler

por Ricardo Shimosakai

Impressora portátil de etiquetas Braille. A Startup Vrailler Inc. anunciou que está levantando fundos através de uma campanha de crowdfunding no Kickstarter para concluir o desenvolvimento da Vrailler, sua revolucionária tecnologia de impressão de etiquetas Braille. A empresa decidiu levantar $ 10.000 no Kickstarter para concluir o desenvolvimento e produzir o primeiro lote de sua última invenção que vai mudar a educação em Braille.

A Vrailler é uma impressora de etiquetas braille de mão projetada para superar outros produtos similares no mercado. Ao incorporar a composição padrão de células em braille de 6 pontos, os usuários podem facilmente compor palavras em Braille e imprimi-las. Além disso, enquanto outros fabricantes de etiquetas Braille são apenas para o inglês Braille, o Vrailler suporta várias linguagens em Braille. Para a conveniência daqueles que querem aprender Braille, a Vrailler Inc. incluirá um guia em Braille.

Cada conjunto de Vrailler vem com um corpo principal composto por três lousas, pinos em Braille, pinças, etiquetas adesivas e um cubo de prensa. O Vrailler é fácil de usar. Simplesmente insira os pinos Braille no slate para criar o texto desejado, coloque o adesivo no alto da placa, prenda o corpo principal e passe o corpo pelo cubo da impressora uma ou duas vezes. Para criar várias cópias, os usuários podem substituir a etiqueta impressa por uma nova e passar a lousa pelo cubo da impressora mais uma vez.

                                     

A Vrailler Inc. é uma empresa de empreendimentos sociais que visa unir a comunidade com deficiência visual ao resto da sociedade. No início, examinamos quais grupos de pessoas precisavam de ajuda de fora de sua própria comunidade. Descobrimos que os deficientes visuais eram os mais vulneráveis ​​e, portanto, nossa equipe criou o Vrailler. Através deste produto, esperamos que as pessoas em torno das pessoas com deficiência visual possam obter as habilidades e informações necessárias para poder ter empatia com elas.

O Vrailler é perfeito para pessoas interessadas em aprender Braille, pessoas com amigos ou familiares com deficiências visuais, escolas com programas de educação especial e para empresas com funcionários ou clientes com deficiência visual.

O Vrailler está agora disponível no Kickstarter, com preços iniciais a partir de US $ 35. Após a campanha, a Vrailler Inc. prevê que a fabricação e a entrega sejam cumpridas até abril de 2019. Quaisquer influenciadores ou jornalistas interessados ​​em receber uma amostra e revisar o Vrailler são incentivados a enviar uma consulta por meio de sua página do Kickstarter.



‘Fui na boca de fumo’: a luta de mães de autistas para que os filhos recebam maconha medicinal - Vejam os vídeos

O uso terapêutico da cannabis é a única forma de alívio para milhares de pacientes brasileiros, dos quais uma parcela expressiva é de portadores de autismo. Mães e familiares enfrentam uma verdadeira batalha para conseguirem o medicamento. Saiba mais sobre o tema na reportagem de Gabriela Bandeira para o Portal Singularidades.

flavia taboada ‘Fui na boca de fumo’: a luta de mães de autistas para que os filhos recebam maconha medicinal
#PraCegoVer: fotografia (capa) em meio primeiro plano de Flávia Taboada usando óculos escuros e abraçando seu filho que está à sua frente; o garoto, sorridente, usa uma camiseta cavada vermelha onde pode-se ler escrito em branco “Quebrando as regras”; ao fundo, vemos um linda gramado com algumas flores e plantas. Créditos da foto: arquivo pessoal.

“Fui na boca de fumo, comprei a maconha e fiz uma manteiga. Comecei a dar para ele por conta própria. Ele tinha seis anos”, conta Flávia Taboada, que há cinco anos trava uma luta para tratar o filho com maconha medicinal no Brasil.

E ela não está sozinha. Nos últimos anos, centenas de familiares têm descoberto a utilidade da planta para o tratamento de pessoas com autismo. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 4801 pessoas foram autorizadas a importar canabidiol (CBD) para cerca de 70 doenças diferentes desde 2015. O maior número de autorizações é para epilepsia e o segundo para pacientes autistas, que já representam 10% do uso legal de CBD no país.

Em 2018, o número de autorizações para tratar autismo aumentou 225% – é a patologia com maior aumento no número de autorizações de importação no período. O total de pessoas autorizadas a importar canabidiol para autismo aumentou de 159 em 2017, para 517. Estudos já realizados confirmam algumas melhoras no desenvolvimento cognitivo , mas infelizmente, a importação ainda é difícil para muitas famílias. O alto custo e a burocracia fazem com que muitos desistam do tratamento ou optem por métodos não convencionais e ilegais.

A escolha de Flávia, por exemplo, é reflexo da dificuldade para conseguir médicos que prescrevam o óleo no país. Para mostrar a dificuldade de famílias de classe mais baixa que buscam pelo tratamento, ela me pede que use seu nome real nesta reportagem. “As pessoas precisam ver pelo que passamos”, declara.

Tratamento ilegal

Apesar de saber que a situação não era ideal, Flávia persistiu com o tratamento independente por três meses. Nesse tempo, comprava a droga e produzia em casa a manteiga que dava para o filho duas vezes ao dia.

O primeiro contato dela com o uso terapêutico da maconha medicinal foi num documentário que assistiu no YouTube em 2013 e mostra avanços no tratamento de autistas severos. Depois de assistir ao filme, ela buscou médicos que pudessem prescrever o óleo para tratamento, mas só obteve respostas negativas.



Após medicar o filho por conta própria, conheceu outra mãe, que a ajudou a conseguir o óleo por meio de uma rede que fabrica o produto clandestinamente no Brasil. Um frasco de 60 ml custa R$ 470 e dura, em média, dois meses e meio.

“Existe uma rede secreta no Brasil todo, onde nós, mães, contamos com esses ‘anjos’ que se arriscam todos os dias para produzir um óleo artesanal para nossos filhos”, relata.

Ela explica que o produto fabricado precisa seguir uma série de procedimentos para que o produto seja eficaz e não cause problemas aos pacientes, uma vez que os óleos produzidos podem ser concentrados em canabidiol (CBD) e/ou tetrahidrocanabinol (THC). Diferentes proporções destas substâncias podem resultar em um produto final totalmente diferente.

Opinião de especialista

Ainda assim, o neurocientista Renato Malcher, especialista no tema e autor do livro ‘Maconha, cérebro e saúde’, avalia que as condições continuam não sendo totalmente ideais. “Provavelmente, existem linhagens de Cannabis no Brasil com variações muito grandes de proporção de CBD e THC. Mesmo quando se usa, por exemplo, uma variedade que tem muito CBD, você não pode ter certeza de quanto THC tem ali”, diz.

Segundo ele, essa situação pode trazer riscos aos pacientes autistas. “Em geral, esse efeito pode ser sempre positivo, se a quantidade de THC não for muito alta. Se tiver muito THC e pouco CBD, o paciente pode sofrer ansiedade e ter algum tipo de ataque psicótico. Claro que muitos pacientes usam óleo artesanal e nunca têm problema. Mas é um risco que existe”, pontua.

Mudanças notadas

Graça Maduro iniciou o tratamento com óleo de Canabidiol na filha Caroline mesmo sem autorização da Anvisa para importação. No início, ela adquiria o óleo por meio da mesma associação que Flávia.

“O psiquiatra dela é muito aberto a toda e qualquer alternativa que surge para melhorar a qualidade de vida dela e acompanha tudo”, relata.

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#PraCegoVer: fotografia em primeiro plano e ambiente aberto de Caroline sorrindo e segurando uma boneca junto a sua mãe, Graça Maduro, também sorridentes; ao fundo pode-se ver um muro branco manchado de preto. Créditos: arquivo pessoal.

Para ela, melhorias já podem ser notadas no comportamento da menina desde o início do tratamento com o óleo de CBD da associação, que apelidou de ‘gotinha mágica’. Além disso, afirma que, com o medicamento, a filha se torna mais falante, centrada e tranquila.

Neste vídeo caseiro, a mãe comemora algumas mudanças de comportamento já notadas..

De acordo com Graça, Carola já teve reações negativas a óleos com extrato de THC. “Preciso sempre me certificar de que os óleos que vem têm menos THC e mais CBD. Só por isso, o número de fornecedores já diminui”, diz ela, que conta que o teste para saber a proporção de THC era feito pelo psiquiatra. O valor pago por cada frasco é de R$ 400, e a duração é de 45 dias.
Ela conseguiu autorização da Anvisa em setembro de 2018, mas disse à reportagem que não havia feito a importação, porque ainda tem o óleo enviado pela associação.

Diferença entre CBD e THC

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#PraCegoVer: fotografia de um frasco de cor âmbar com conta-gotas verde e as pontas dos dedos da mão que o segura, no primeiro plano, e várias plantas de maconha ao fundo desfocado.

Dependendo da variedade da planta que se utiliza para fazê-los, óleos de maconha medicinal vendidos no Brasil e fora dele podem ser concentrados com duas substâncias: canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC).

De acordo com Malcher, o produto importado de outros países é concentrado em CBD, com pouca quantidade de THC. Já aqueles vendidos clandestinamente no Brasil podem receber altas doses de THC.

“Chamamos de ‘óleo’ os extratos produzidos a partir de variações diferentes de plantas de Cannabis. Esses extratos contém vários componentes diferentes da planta, que são os componentes bioativos. Assim, os canabinoides são solúveis em óleos. Esses extratos, normalmente, são vendidos em alguma preparação, ou concentrado ou diluído em azeite, óleo de coco ou algum outro tipo de óleo.

Dependendo da planta da qual é feita o extrato, a proporção de Canabidiol para THC varia. Extratos que são usados no Brasil atualmente para o tratamento de epilepsia contêm uma quantidade limitada de THC. Isso não é por causa da qualidade médica em si. Os extratos que são vendidos importados para uso compassivo, obedecem uma lei dos EUA que permite exportar, no máximo, 0,3% de THC.

Por isso, se consolidou o uso de extratos ricos em Canabidiol, com muito pouco THC para epilepsia”, explica.

Além disso, diz que a substância usada para fabricação desses óleos interfere na recepção do paciente. “Alguns pacientes respondem melhor a extratos assim do que aqueles que possuam um pouco mais de THC. Enquanto outros respondem melhor com extratos que possuem mais THC”, completa.

Estudos sobre a maconha medicinal

De acordo com Malcher, o óleo ideal usado em pacientes autistas é uma mistura de proporções de CBD com THC. Ele ressalta uma medida que tem sido usada para o tratamento em Israel.

“Temos uma pesquisa observacional, feita com o óleo em proporção de um para 75, ou seja, 1 THC para cada 75 CBD para autismo e os resultados são bons. Eu acredito que a proporção de um para 20 têm resultado melhor, conforme minha impressão durante uma visita que fiz ao Centro de Pesquisa de Israel, que usa essa proporção. Lá, me contaram que para os sintomas do autismo o canabidiol puro não funciona. O que funciona é essa mistura de CBD com THC”, explica.


lazy placeholder ‘Fui na boca de fumo’: a luta de mães de autistas para que os filhos recebam maconha medicinal
#PraCegoVer: fotografia em primeiro plano de Renato Malcher sentado a uma mesa e olhando para o lado, enquanto fala ao microfone.

Ele também atua na Ama-me (Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal), instituição criada para auxiliar pais de possíveis pacientes a conseguir autorização da Anvisa para importação do óleo de canabidiol em tratamentos, como consultor na coordenação médico-científica.

“Como pai de autista, me associei a essa instituição e ela me ajudou no procedimento de obter autorização da Anvisa para importar óleo pra tratar o meu filho. Me mantenho próximo servindo como consultor quando precisam de informação”, conta.

Uma mãe na luta para a descriminalização da maconha medicinal

Vera Duma é mãe do David, de 18 anos. É, também, uma das mulheres que está à frente da luta para descriminalização do uso da maconha medicinal em autistas no Brasil.

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“É uma luta que abraço em função do autismo, do meu filho, e de todas as outras crianças, jovens e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Enfim, todos que vejo que têm um resultado muito bom com isso”, afirma.

Ao lado de outras mulheres, participou de uma audiência no Congresso Nacional, realizada em 2017 Na época, confessa que tinha estudado pouco sobre o tema, mas foi para defender os direitos dos autistas e de famílias que podem fazer o tratamento.

“Ninguém iria representar a causa autista. Então, fui para falar sobre a questão do autista severo. Eles também são possíveis pacientes para utilização dessa medicação”, afirma.



sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Obras paradas de rampas de acessibilidade prejudicam população de Jaguariúna - Veja o vídeo

Prefeitura não terminou o serviço no bairro Jardim Santo Antônio. Morador, que já caiu em um buraco, terminou uma das rampas por conta.

Por EPTV 1

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Prefeitura de Jaguariúna não termina obra de acessibilidade em calçadas

Obras paradas de rampas de acessibilidade prejudica moradores do Jardim Santo Antônio, em Jaguariúna (SP), há pelo menos um ano. Telespectadores enviaram imagens à EPTV, afiliada da TV Globo, para mostrar que a Prefeitura abriu recortes na calçada para construir os acessos a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, mas não terminou o serviço, o que deixou os locais abandonados, com acúmulo de lixo e entulho, além do risco à população.

Clique AQUI para ver o vídeo

Os moradores da casa em frente a uma dos recortes abertos pela Prefeitura terminaram a obra por conta própria e concretaram a rampa. O vendedor Luís Rodolfo Jóia Torres afirmou que já caiu no buraco e rompeu os ligamentos do tornozelo. A família fez vários pedidos à Prefeitura, mas não foi atendida.

"Ficou mais de um ano com um buraco aberto. A gente terminou por conta porque a gente não aguentava mais. Eu rompi o ligamento, o mês passado uma senhora também caiu. Não tinha mais condição", afirmou.

Os buracos abertos estão espalhados por todas as ruas do bairro. Em uma das vias, o mato ficou tão alto que cobriu a obra da rampa. A aposentada Maria Fonchini fazia caminhadas pelo bairro todos os dias com a mãe, mas teve de interromper o exercício pelo risco de cair nas crateras espalhadas pelas vias.

"Tropeçar a gente tropeça, porque o pé não ajuda. Precisava arrumar para a gente conseguir andar direito, né?", disse a idosa.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Jaguariúna afirmou que paralisou as obras e rescindiu o contrato com a empresa responsável pela construção das rampas porque ela "não cumpriu o combinado". Segundo a administração, o projeto precisou ser refeito.

O Executivo ainda disse que prepara uma nova licitação para contratar outra empresa e deve retomar a obra em 90 dias.

Fonte: g1.globo.com

Ônibus obstrui acesso de cadeirantes e atrapalha pedestres na Zona Oeste

Foto: Foto de leitor

Ao terminar sua rota e chegar à rodoviária de Campo Grande, o motorista da empresa Jabour, da linha da linha 864 (Campo Grande - Bangu), resolveu parar o veículo... bem em cima da faixa de pedestres — e em frente à rampa de cadeirantes.

Um leitor da coluna, indignado, foi tirar satisfação com o moço — que já tinha desembarcado e aguardava ser chamado pelo despachante para entrar na plataforma.

A resposta dá uma boa ideia da frequência com que a irregularidade acontece.

"É assim mesmo. Aqui, a gente para onde der".


Deficiente físico é agredido com pedrada na cabeça no Recife

Segundo a Polícia Civil, uma mulher foi autuada em flagrante por tentativa de assassinato. Atendida em UPA, vítima teve que ser transferida para hospital.

Por G1 PE

Avenida Conselheiro Aguiar fica em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife  — Foto: Reprodução/Google Street View
Avenida Conselheiro Aguiar fica em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Uma mulher foi presa em flagrante, na madrugada desta quinta-feira (17), depois de agredir com uma pedrada na cabeça um deficiente físico, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A Polícia Civil autuou Maria da Paz da Silva, de 24 anos, por tentativa de assassinato.

Segundo a PM, o homem agredido se locomove em uma cadeira de rodas. A agressora, de acordo com a Polícia Civil, será levada para audiência de custódia.

A PM informou que a agressão ocorreu por volta das 2h30, em frente a um supermercado localizado na Avenida Conselheiro Aguiar, uma das mais importantes do bairro.

Segundo o subcomandante do 19º Batalhão da Polícia Militar, Eliel Tomáz, fato aconteceu durante uma briga entre moradores de rua.

A vítima, conhecida como Tiago Cadeirante, de 41 anos, foi socorrida por uma equipe da PM. Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionada para a ocorrência.

O homem recebeu os primeiros-socorros na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, na mesma região da cidade. Por causa da gravidade dos ferimentos, teve que ser transferido, por volta das 8h, para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central da capital.

Ainda segundo a UPA, o homem ferido deu entrada às 3h40. Ele estava alcoolizado e sonolento, porém consciente.

Tiago presentava um ferimento na cabeça e estava vomitando. Na ficha de entrada na UPA consta que ele é morador de rua.

Fonte: g1.globo.com

Teresina tem 308 semáforos e apenas 30 dispõem de alertas sonoros para deficientes visuais - Veja o vídeo

Trinta semáforos dispõem dos recursos sonoros, que corresponde a somente 11% do total.

Por PITV 1

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Maioria dos semáforos de Teresina não possuem alerta sonoro

Com 308 semáforos, somente 30 possuem sinais sonoros para pessoas com deficiência visual em Teresina. Na hora de atravessar um sinal, a dificuldade é enorme para quem necessita dos recursos. A Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (Strans) informou que está trabalhando para implantar o dispositivo nas principais vias da cidade.

Clique AQUI para ver o vídeo

Mais de 500 afiliados da Associação dos Cegos de Teresina sofrem com esses obstáculos, sem mencionar outras pessoas que não fazem parte da instituição. Adailton Pacheco sofre diariamente a falta dos sinais.

“Quando você vai pra região Sudeste, Zona Norte, Sul e Leste, e quando se distancia um pouco dos corredores exclusivos dos ônibus, as pessoas com deficiência visual sentem ainda muita necessidade de instalações de sinais sonoros”, disse Adailton, que é presidente da Associação dos Cegos do Piauí.

Teresina tem apenas 30 semaforos com sinais sonoros — Foto: Reprodução/TV Clube

Há pouco tempo foram colocados sinais sonoros em alguns semáforos de Teresina, principalmente próximos das estações de passageiros, devido mudanças que aconteceram no trânsito com a implementação do Sistema Inthegra. Mas a quantidade é pouca, só representa 11% do total.

De acordo com José Falcão, diretor da Strans, todas as estações têm o acesso facilitado e garante o funcionamento tanto dos sinais existentes, quanto o que serão instalados.

“Diante disso, estaremos ampliando para outros pontos. Anteriormente tínhamos 12 sinais exclusivos para pedestres, onde nem todos contavam com esse dispositivo. Hoje, todos os sinais exclusivos para pedestres contam com o dispositivo somando os 35”, falou.

A SDU informou que vai ser feita uma avaliação dos locais com a possibilidade de implantação de piso tático. Comunicou ainda que já está programada a implantação rampas de acesso ao canteiro central tanto nos semáforos próximos da Associação dos Cegos, quanto no bairro Cristo Rei. A Strans disse que existe um projeto de instalação de sinais sonoros na Avenida Frei Serafim, mas que não têm previsão do início das obras.

Fonte: g1.globo.com