sábado, 2 de fevereiro de 2019

Estudo identifica padrões de gênero na recorrência de autismo entre irmãos

Risco é maior em menino caçula de menina diagnosticada com transtorno

Cesar Baima



Menina brinca com blocos de letras: estudo mostra que profissionais devem investigar ativamente se irmãos de crianças diagnosticadas com distúrbio também têm problemas
Foto: Shutterstock.com/Olena Chukhil
Menina brinca com blocos de letras: estudo mostra que profissionais devem investigar ativamente se irmãos de crianças diagnosticadas com distúrbio também têm problemas Foto: Shutterstock.com/Olena Chukhil

RIO - Os transtornos do espectro autista (TEA) são fruto de uma mistura de fatores genéticos, preponderantes, e gatilhos ambientais ainda pouco compreendida, numa ideia que é reforçada por observações de que, se um casal tem um filho ou filha com o problema, é maior a chance de uma segunda criança também o desenvolver. E embora também se observe que meninos são muito mais suscetíveis ao autismo do que meninas, numa proporção de quatro casos entre eles para cada um nelas, as razões por trás desta diferença são outro mistério.

Diante disso, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, EUA, decidiram calcular estes riscos cruzados, isto é, se o gênero do primogênito diagnosticado com autismo de alguma forma se traduz em uma maior ou menor chance de que seu irmão ou irmã também tenha algum transtorno do tipo. Para tanto, eles analisaram informações de mais de oito anos de pedidos de reembolsos feitos por clientes de uma grande empresa americana de seguro de saúde, verificando que esta chance é significativamente maior quando o filho mais velho autista é uma menina e o caçula, um menino.

— Nossos resultados nos dão um bom grau de confiança para medir o risco de recorrência do autismo nas famílias afetadas baseados no gênero da criança — resume Nathan Palmer, primeiro autor do estudo, publicado ontem no periódico científico “Jama Pediatrics”, e instrutor de informática biomédica da Escola de Medicina de Harvard. — É importante podermos dar a pais preocupados que têm um filho com a condição alguma ideia do que podem esperar de seu próximo filho. Esta informação é crítica dado como ficamos melhores em detectar a doença cada vez mais cedo na vida (da criança).

Quase 1,6 milhão de pares de irmãos

Ao todo, os pesquisadores identificaram quase 1,6 milhão de pares de irmãos nos dados da empresa, ou cerca de 3,2 milhões de crianças. Destas, aproximadamente 39,5 mil em 37,5 mil famílias foram diagnosticadas com TEA, numa incidência de 1,25%, em linha com as estimativas atuais. O mesmo se deu quando as crianças com autismo foram separadas por gênero, com uma razão de 4,10 meninos com o distúrbio para cada menina.

Mas para avaliar a influência do gênero do primogênito na chance de uma segunda criança também ter o problema, os cientistas se focaram em pouco mais de 21 mil famílias com dois filhos em que a criança mais velha foi diagnosticada com algum tipo de TEA. Os cálculos mostraram que os pares menina-menino são os que apresentam maior risco de recorrência do transtorno, com 16,7% do filho mais novo ser autista se sua irmã mais velha é. Em seguida vêm os pares menino-menino, com 12,9%, depois os menina-menina, com 7,6% e, por último, os menino-menino, com 4,2%. Os pesquisadores alertam, no entanto, que como este estudo também é observacional não é possível identificar qualquer tipo de causalidade para a ocorrência do distúrbio e que, apesar dos riscos, ele ainda é relativamente raro mesmo nas famílias com histórico da doença.

— Mesmo no grupo de maior risco, meninos com irmã mais velha autista, as chances são de cinco para uma de que a criança não seja afetada — lembra Palmer.

        
        Fonte: Jama Pediatrics

Segundo Clay Brites, neuropediatra do Instituto Neurosaber, embora o estudo tenha em grande parte se limitado a confirmar noções prévias sobre o transtorno, como sua incidência e o fato de afetar mais meninos, ele serve como um alerta para psiquiatras, psicólogos, pediatras, professores e outros profissionais que lidam com crianças “investigarem ativamente” irmãos das diagnosticadas com autismo para saber se também têm algum problema.


— Toda vez que virmos um autista numa família, devemos verificar se algum de seus irmãos também tem algum sintoma — defende. — Não devemos ficar esperando os pais se queixarem, pois uma intervenção mais precoce traz uma maior possibilidade de mudarmos significativamente a evolução do problema. Quanto mais cedo, mais permeável o cérebro da criança é a essas intervenções contra atrasos no desenvolvimento, distúrbios de comportamento e outros problemas.

Jornalista de RR faz vaquinha online para custear tratamento de doença rara nas pernas

Narayana Moura, 28, sofre de artrogripose múltipla congênita e da doença do neurônio motor. Meta é arrecada R$ 16 mil.

Por G1 RR — Boa Vista

              Narayana Moura faz o tratamento o Hospital Sarah Kubitschek desde os dois meses de idade — Foto: Narayana Moura/Arquivo pessoal
Narayana Moura faz o tratamento o Hospital Sarah Kubitschek desde os dois meses de idade — Foto: Narayana Moura/Arquivo pessoal

A jornalista Narayana da Silva Moura, de 28 anos decidiu criar uma vaquinha online para ajudar a custear o tratamento de uma doença rara que ela sofre nas pernas chamada de artrogripose múltipla congênita. Com dois dias de campanha, ela arrecadou R$ 125 até esta sexta-feira (1º). A meta é chegar aos R$ 16 mil.

Ao G1 ela disse que deve solicitar o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) ainda no final deste mês, mas caso ele não seja concedido, o valor estipulado na vaquinha deve suprir parte das necessidades.

"Visto que não temos mais casa de apoio para nos hospedarmos, nem motorista para nos levar ao hospital, e talvez nem o TFD, estipulei R$ 16 mil. Contudo até hoje o TFD nunca falhou, mas é melhor estar prevenida. Caso falhe e não saia, posso comprar as passagens para mim e minha acompanhante", disse.

Narayana conta que o tratamento da doença começou quando ela ainda era um bebê, aos dois meses de idade, no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, onde mantém a terapia até hoje. Além da artrogripose múltipla, ela também sofre da doença do neurônio motor, que pode deixá-la tetraplégica com o passar do anos.

Jornalista acompanhada da mãe durante o tratamento — Foto: Narayana Moura/Arquivo pessoal
Jornalista acompanhada da mãe durante o tratamento — Foto: Narayana Moura/Arquivo pessoal

Nos primeiros anos, o procedimento era realizado a cada seis meses e depois de adulta passou a ser realizado um vez por ano. Por conta do cansaço causado pelo tratamento, a última vez que ela esteve no hospital foi em 2016.

"Assim que nasci até os meus 5 anos o meu pai bancou o tratamento, eram idas e vindas constantes entre Boa Vista e Brasília. Até que fomos morar em Brasília de vez em 1995 e lá ficamos até 2005. Em 2006 foi o meu primeiro retorno e já foi por TFD, e desde lá tem sido assim", relatou.

Os interessados em ajudar a jornalista, podem contribuir com qualquer quantia em dinheiro por meio da vaquinha online. O doadores irão concorrer a um perfume importado.

Também são aceitas doações através de depósitos a partir de R$ 25, no banco Bradesco, agência: 2084, conta: 4267- 6.

Fonte: g1.globo.com

Deputado que toma posse no RJ foi sócio de clínica condenada por erro médico - Veja o vídeo.

Falha no parto causou paralisia cerebral em recém-nascido há 15 anos. Família espera até hoje o pagamento de indenização determinada pela justiça.

Por Paulo Mário Martins e Eliane Maria, RJ1

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Família espera há 15 anos indenização por erro médico em clínica que era de deputado

Um dos deputados que toma posse na Alerj nesta sexta-feira (1º) Doutor Deodalto, do DEM. Ele vai para o terceiro mandato e no currículo carrega também a experiência como médico e como sócio de uma maternidade. A unidade foi condenada por erro médico.

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Uma falha na hora do parto, que impôs a uma criança recém-nascida uma pena cruel: passar a vida inteira sobre uma cama. O filho de Roberta Gomes da Silva, o Cauã, sofreu paralisia cerebral durante o parto, na Casa de Saúde e Maternidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A angústia é diária e já dura 14 anos.

“Agora, ele depende 24 horas de oxigênio, depende de vários medicamentos, nebulização, aparelhos. Ele não anda. Ele é acamado 24 horas, não tem condições de andar”, disse a mãe.

Uma perícia apontou que houve erro médico.

“Assim que ele nasceu, para mim, ele já estava até morto, porque quando eu olhei para o lado, a minha pressão baixou muito, e eu vi, ele estava totalmente preto. Não tinha um oxigênio, um cilindro, pequeno que fosse, não tinha. Levaram ele direto para uma incubadora, com uma lâmpada de cozinha de 60, sem oxigênio”, conta Roberta.

Até hoje, a família não recebeu a indenização, nem a pensão de dois salários mínimos, determinadas pela Justiça.

Na época do parto de Cauã, o diretor e um dos sócios do hospital onde aconteceu o erro médico era justamente quem atualmente deveria defender os interesses dos cidadãos. O deputado estadual pelo DEM Doutor Deodalto é médico e obstetra.

“É inadmissível que um médico, uma pessoa que tem que ter amor, uma pessoa que tem que ter apreço pelo ser humano, a gente não pode entender que um deputado, que a gente até procura, muitas vezes, para intervir, nesses casos, esteja se esquivando. É impossível que uma maternidade, uma casa de saúde, seja penhorada a parte financeira dela e não tenha um real”, disse o advogado da família José Henrique Machado.

Relatório do Coaf aponta movimentação em conta conjunta

Enquanto a Justiça não encontra o dinheiro para pagar a indenização nem a ajuda para o Cauã nas contas dos sócios da clínica, um relatório do Coaf apontou detalhes da movimentação na conta conjunta de Doutor Deodalto e da mulher dele, Márcia Regina Lagos Reis.

De acordo com o documento, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, Márcia Regina movimentou mais de R$ 6,7 milhões na conta. O Coaf diz que ela é criadora de bovinos, e tem renda mensal de quase R$ 17 mil.

Nesse período, só em saques em espécie, a mulher de Doutor Deodalto sacou mais de R$ 620 mil, em várias agências. O órgão que fiscaliza movimentações financeiras suspeitas também identificou duas transferências para o marido de uma assessora parlamentar do deputado.

Em uma dessas transferências, Márcia Regina depositou mais de R$ 540 mil reais na conta de Diogo Teixeira Dias de Oliveira. Na outra, depositou mais R$ 480 mil.

Nesse período, a família de Cauã passou por dificuldades, segundo Roberta.

“Fiquei endividada. Em 2016, perdi cartão de crédito, fiquei devendo cinco meses de aluguel. Eu me apertei muito, paguei um plano de saúde, entrei com uma liminar também para conseguir o home care, para manter ele, senão ele ia ficar dentro do hospital dos servidores”, contou a mãe de Cauã.

O RJTV conversou com o deputado.

“Hoje eu não sou mais sócio do hospital, presto serviço para o hospital. Não tenho nada a ver com esse caso. Eu era diretor-médico e sócio. Quando você vende a empresa, você vende com tudo, com os processos passivos, ativos, enfim, tudo que existe no hospital. A pessoa que compra, ela inclusive sabia desse processo”, disse o deputado, afirmando que sua responsabilidade em relação à indenização pelo erro médico é “nenhuma, zero”.

Roberta não se conforma com a situação.

“Já me perguntei várias vezes: será que eu vou ter que levar meu filho com a maca, com o cilindro de um 1,20 m, para dentro do fórum, para ver se alguém se comove? Porque até hoje não foi feito nada. Ou por que eu sou pobre, e, ele, deputado estadual?” Indagou a mãe de Cauã.

Sobre a movimentação financeira de sua esposa Márcia Reis, o Doutor Deodato disse que nunca teve conta conjunta com ela e que as transferências feitas para a conta do servidor Diogo Teixeira de Oliveira são relativas à movimentação anual, para despesas de custeio, pagamentos de fornecedores, entre outros, da maternidade em Belford Roxo, onde Diogo também trabalha.

O Tribunal de Justiça do Rio disse que, no dia 18 de janeiro, o juiz determinou, mais uma vez, que a Casa de Saúde e Maternidade de Belford Roxo pague a indenização à família do Cauã. Até agora a decisão não foi cumprida.

O RJTV não conseguiu contato com a atual direção da clínica. Mas o deputado Doutor Deodato, que continua prestando serviços para o hospital, disse que a maternidade vai pagar o que deve depois que receber um repasse de R$ 2 milhões da Prefeitura de Belford Roxo.

Cauã completa 15 anos esse ano. São 15 anos esperando essa indenização.

Fonte: g1.globo.com

Empresa cria passeio a Machu Picchu com acesso para cadeirantes

Viajantes interessados podem ir sozinhos – companhia garante transporte e acompanhamento no local. Preço inicial do roteiro é de US$ 900 (cerca de R$ 3,6 mil).

Por G1

Viagem a Machu Picchu, por ser no topo de uma montanha, se torna difícil para cadeirantes — Foto: Wheel the World/Reprodução
Viagem a Machu Picchu, por ser no topo de uma montanha, se torna difícil para cadeirantes — Foto: Wheel the World/Reprodução

Machu Picchu fica localizada no topo de uma montanha – mais de 2 mil metros acima do nível do mar. O passeio é bastante procurado na América do Sul, mas é uma viagem de difícil acesso para cadeirantes. Uma empresa especializada criou alternativas e passou a oferecer um roteiro para pessoas com deficiência. O preço inicial é de US$ 990 (cerca de R$ 3,6 mil).

A agência "Wheel the World" precisou estudar o lugar e até lançou um documentário sobre a exploração. Um de seus fundadores, Alvaro Silberstein, tem deficiência - e defende o interesse em levar cadeirantes para todos os cantos do mundo. Além de Machu Picchu, a companhia também desenvolveu outros roteiros acessíveis, incluindo familiares e acompanhantes.

A viagem

No SITE da empresa, há uma descrição de como funciona a viagem até a cidade histórica do Peru. A visita é totalmente guiada, em inglês ou espanhol, com permissão para crianças com mais de 8 anos. Estão incluídos no preço o transporte adaptado entre os locais, equipamentos necessários para acesso do visitante, e ajudantes. Por isso, o cadeirante que quiser viajar sozinho também pode ir apenas com a ajuda da agência.

Existem duas opções de viagem para o país. A primeira vai até Machu Picchu e dura um único dia. A segunda inclui Cusco, localizada a mais de 3 mil metros acima do nível do mar, e a permanência é de três a seis dias.

Dificuldades

Em entrevista à CNN, o outro fundador da empresa, Camilo Navarro, disse que ser "acessível não significa que é inclusivo".

"Existem um bilhão de pessoas com deficiências no mundo. Mas não havia uma empresa de viagens dedicada a essas pessoas", disse.

Segundo ele, a companhia teve vários problemas antes de conseguir implementar esses roteiros. Os viajantes usam uma cadeira de rodas especial, fornecida pela agência, com um custo alto. Ela é mais leve, tem uma roda na frente e duas na parte de trás - como um carrinho de mão. Mas é necessário ter sempre um ajudante para conseguir se transportar entre os lugares.

"Às vezes recebemos ligações de parques nacionais convidando a nossa empresa a explorar o lugar", diz Navarro. Ele diz que não é simples na maior parte das vezes. Muitas vezes os locais não podem ser modificados com uma rampa, por exemplo. "Acessibilidade é questão de ser criativo", completou à emissora americana.

Tubarão faz 40! Clodoaldo Silva celebra data com novo visual, revela projetos e chegada de filha - Veja o vídeo

Ex-nadador e multimedalhista paralímpico, Clodoaldo Silva chega aos 40 anos espalhando alegria e defendendo a inclusão da pessoa com necessidades especiais; há 15 anos, nos Jogos de Atenas, o "Tubarão Paralímpico" cravou seu nome na história do esporte

Por Bruna Gosling — Rio de Janeiro, RJ

Clodoaldo Silva, no Estádio Aquático da Rio 2016, última competição antes da aposentadoria  — Foto: André Durão
Clodoaldo Silva, no Estádio Aquático da Rio 2016, última competição antes da aposentadoria — Foto: André Durão

O nascimento da filha caçula, Ana Cristina, no fim de 2018 deu aquela energia a mais que Clodoaldo Silva precisava para encarar com garra e brilho nos olhos um ano que promete muitas novidades. O ponto de partida é hoje, dia 01º de fevereiro, quando o eterno "Tubarão Paralímpico" completa 40 anos. Uma data significativa para o ex-nadador que se aposentou após os Jogos Paralímpicos do Rio em 2016. Até o visual ganhou uma repaginada! Nas redes sociais, Clodoaldo mostrou o momento em que depilou a barba, ao som do chorinho ainda tímido de Ana Cristina, irmã de Anita, hoje com 7 anos.

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Estou muito feliz com os meus 40 anos. Nem nos meus maiores sonhos eu pensava que chegaria com a experiência que tenho e com o reconhecimento que as pessoas dão pra mim hoje. Eu tenho orgulho também de ter contribuído para que o esporte paralímpico do Brasil se tornasse mais conhecido após os Jogos de 2004, em Atenas. - avaliou o ex-nadador que, em cinco edições de Jogos Paralímpicos, conquistou 14 medalhas (6 ouros, 6 pratas e 2 bronze). Só na Grécia, foram 6 ouros e 1 prata.

O ano de 2019 promete ser agitado para o ex-atleta. Um dos projetos que Clodoaldo quer pôr em prática nos próximos meses é voltado para crianças e adolescentes. O "Clodoaldo Silva na sua escola" tem o objetivo de ministrar palestras em instituições de ensino, nas quais ele falará também da importância da inclusão, igualdade nos direitos e acessibilidade. Ele tem também feito alguns trabalhos em empresas voltados para o incentivo de contratação das pessoas com deficiência.

Clodoaldo Silva posa para foto com uma fã mirim, admirada pelas medalhas do ex-nadador   — Foto: Arquivo Pessoal
Clodoaldo Silva posa para foto com uma fã mirim, admirada pelas medalhas do ex-nadador — Foto: Arquivo Pessoal

Eu tenho muitos fãs que são jovens, adolescentes e crianças e o futuro do nosso país estará com eles. Temos que dar valor para a educação e falar de inclusão para as crianças desde muito cedo - afirmou Clodoaldo.

O lançamento do Instituto Clodoaldo Silva também está na lista de prioridades. A ideia é desenvolver projetos próprios de educação, inclusão, esporte e acessibilidade. O ciclo de atividades será fechado com o lançamento do seu livro em fevereiro de 2020.

Clodoaldo Silva dá palestra para crianças — Foto: Arquivo Pessoal
Clodoaldo Silva dá palestra para crianças — Foto: Arquivo Pessoal

Agora eu vou me dedicar a outros projetos e vou investir muito em comunicação, iniciarei um trabalho totalmente voltado para a inclusão das pessoas com deficiência. Então eu pretendo utilizar a minha imagem para levantar a bandeira da acessibilidade e em prol de políticas públicas efetivas para essa parcela da sociedade. Avançamos muito, mas precisamos de muito mais para que nós, deficientes, estejamos em pé de igualdade com as pessoas ditas "normais". - projetou Clodoaldo.

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Clodoaldo Silva e Daniel Dias

Maior medalhista paralímpico entre os homens na natação, com 24 pódios nos Jogos, Daniel Dias também deixou mensagem de parabéns para Clodoaldo, a quem chamou de "minha inspiração".

TJ-AL decide que qualquer pessoa com deficiência tem direito a transporte público gratuito

Decisão reconheceu que lei municipal de Maceió que restringia a gratuidade no transporte a pessoas com deficiência é parcialmente inconstitucional.

Por G1 AL

Ação da Defensoria Pública questionava lei municipal de 2015, que restringia gratuidade nos ônibus a pessoas com deficiência — Foto: Jonathan Lins/G1
Ação da Defensoria Pública questionava lei municipal de 2015, que restringia gratuidade nos ônibus a pessoas com deficiência — Foto: Jonathan Lins/G1

O pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu nesta semana que qualquer pessoa com deficiência tem direito a andar de ônibus de graça em Maceió. A sentença foi proferida após ação da Defensoria Pública de Alagoas que questionava uma lei municipal por limitar a gratuidade a pessoas com deficiência e doenças incapacitantes.

Após a lei entrar em vigor, segundo a Defensoria, pessoas que já recebiam o benefício perderam o direito à gratuidade, e isso atingiu diretamente a população carente. O relator da processo, Desembargador Fábio Bittencourt, votou a favor da ação da Defensoria Pública.

A reportagem do G1 entrou em contato com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), e por meio de nota afirmou que só vai se pronunciar sobre o assunto após ser notificada da decisão.

Na fundamentação de seu voto ele explicou que os parágrafos únicos dos artigos 2º e 14º da lei estabeleciam uma restrição inexistente na lei municipal n.º 4.635/1997, que já previa a gratuidade no transporte coletivo urbano para essas pessoas.

Segundo o relator, a lei atual, de 2015, excluiria pessoas que já tinham o benefício, caso a deficiência ou doença específica não estivesse contida na lista da nova lei.

Além disso, com a sentença não há mais a necessidade da renovação anual do benefício nos casos em que a doença é irreversível; do limite máximo mensal de passagens pelo benefício e nem da redução do limite máximo da renda familiar do beneficiado, de quatro para dois salários mínimos.

Em sua decisão o desembargador explicou que "a restrição ao direito à gratuidade no transporte coletivo público aos portadores de deficiência e de doenças incapacitantes viola o princípio da proibição do retrocesso social e, por consequência, o direito à saúde (...)".

De acordo com informações da assessoria do TJ, qualquer pessoa que comprove ter deficiência e procure fazer o cadastro junto à Transpal, terá direito a gratuidade da passagem no transporte público de Maceió.

Fonte: g1.globo.com

Pernambucano com paralisia cerebral se forma em ciência da computação - Veja o vídeo.

Mexendo apenas os dedos da mão esquerda, Marcelino Oliveira estuda e também domina partidas de futebol no videogame.

Por Luna Markman, TV Globo

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Superação: jovem com paralisia cerebral se forma em ciências da computação

Desafio e superação são as palavras que definem a trajetória do pernambucano Marcelino Oliveira, de 27 anos. Com paralisia cerebral, ele acaba de se formar em ciência da computação na Faculdade dos Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A realização é um sonho pessoal e um orgulho para a família.

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Marcelino nasceu com paralisia, não anda e tem pouca coordenação motora, mas não tem dificuldade para aprender coisas novas. Mexendo apenas os dedos da mão esquerda, ele estuda e também domina partidas de futebol no videogame, o que adora fazer no seu tempo livre.

Depois que terminou o ensino médio, Marcelino decidiu que queria ingressar na universidade. A nova fase foi bem recebida pelos pais, que morava em Olinda e se mudou para o Recife para ficar mais perto da faculdade do filho.

"Aquela caminhada todos os dias, de levar ele até a faculdade, de pedir ajuda onde fosse necessário lá foi muito importante para nós, foi um ponto de apoio muito grande", conta a mãe do jovem, a professora aposentada Maria Zilda de Oliveira.

Marcelino Oliveira se formou em ciências da computação — Foto: Reprodução/TV Globo
Marcelino Oliveira se formou em ciências da computação — Foto: Reprodução/TV Globo

Como ele não articula bem as palavras e não digita com rapidez, a faculdade disponibilizou um intérprete para ajudá-lo. As avaliações eram feitas em casa e ele nunca ficou em recuperação. Foram quatro anos de aulas e de estágio até, finalmente, chegar o grande dia da colação de grau.

"A vida de Marcelino é movida a desafios. Uma sequência de desafios. Fomos por etapas, ele topando e eu incentivando 'nós vamos vencer, vamos chegar lá'. E nós chegamos. É uma realização para nós também, que tínhamos como objetivo o sucesso dele. Ele está caminhando, está alcançando e é uma realização total para toda a família", afirma o pai do jovem, o advogado Marcos Tavares de Oliveira.

Mas engana-se quem pensa que Marcelino vai parar por aí. O próximo passo já está traçado: cursar a pós-graduação no Porto Digital, a maior empresa de tecnologia do estado.

Fonte: g1.globo.com

Em Portugal; Médias e grandes empresas obrigadas a contratar pessoas com deficiência

A nova legislação põe em prática um novo sistema de quotas de emprego para pessoas com deficiência. As empresas que não cumpram este regime ficam sujeitas a uma contraordenação grave.


A contratação de pessoas com deficiência é obrigatória a partir desta sexta-feira para as empresas públicas e privadas de média e grande dimensão, que terão de contratar entre 1% a 2% de trabalhadores com incapacidade.

A nova legislação foi publicada em Diário da República no dia 10 de janeiro e entra em vigor esta sexta-feira, pondo em prática um novo sistema de quotas de emprego para pessoas com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, que obriga as empresas com mais de 75 empregados a cumprir quotas sempre que quiserem contratar um novo trabalhador. No caso das empresas médias com um número igual ou superior a 75 empregados, estas devem contratar pelo menos 1% de trabalhadores com deficiência, enquanto as empresas de grande dimensão estão obrigadas a contratar pelo menos 2%.

Para conseguirem cumprir a nova legislação, está previsto um período de transição de cinco anos para as empresas com um número de trabalhadores entre os 75 e os 100 funcionários, e de quatro anos para as entidades com mais de 100 empregados. “Com vista ao cumprimento faseado das quotas, as entidades empregadoras devem garantir que, em cada ano civil, pelo menos 1% das contratações anuais seja destinada a pessoas com deficiência”, lê-se na legislação.

As entidades empregadoras que durante o período de transição passem a ser empresas médias ou grandes, com 75 ou mais trabalhadores, têm direito a mais dois anos para conseguirem concretizar o cumprimento das quotas. As empresas que não cumpram o regime de quotas ficam sujeitas a uma contraordenação grave, enquanto as que não cumpram os requisitos em matéria de apoios técnicos ou de adaptação do posto de trabalho incorrem numa contraordenação leve.

Podem ser excecionadas deste regime, as empresas que comprovem a impossibilidade da sua efetiva aplicação no respetivo posto de trabalho ou as que atestem que não existe um número suficiente de candidatos com deficiência inscritos nos serviços de emprego e que reúnam os requisitos necessários para preencher os postos de trabalho. O emprego é um dos principais problemas entre as pessoas com deficiência e um estudo recente, da autoria do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH), veio mostrar que o desemprego aumentou 24% entre 2011 e 2017, em contraciclo com a restante população nacional.

Os dados são do relatório “Pessoas com Deficiência em Portugal — Indicadores de Direitos Humanos 2018”, divulgado em meados de dezembro do ano passado, e mostram que em 2017 havia 12.911 pessoas com deficiência inscritas nos centros de emprego, sendo que apenas 11% conseguiram um emprego. O relatório revela que as pessoas com deficiência grave são as que registam as menores taxas de emprego em Portugal, que se situa nos 35,6%, contra os 73,2% entre as pessoas sem deficiência.

Por outro lado, e em relação a 2016, as pessoas com deficiência representavam apenas 0,51% dos recursos humanos das empresas com mais de 10 trabalhadores, sendo que 71% destas pessoas tinham um grau de incapacidade moderado. Na administração pública, o rácio de trabalhadores com deficiência chegou aos 2,42% em 2017.

Novo regime de quotas acolhido por associações, empresas e sindicatos

As quotas de emprego para pessoas com deficiências, cujo regime se aplica a partir desta sexta-feira são acolhidas por associações do setor, empresas e pelos sindicatos, que assinalam que podia ter-se ido ainda mais longe.

José Reis, da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes, disse à agência Lusa que “valeu a pena a persistência das associações”, que conseguiram que “ao fim de 14 anos” a lei fosse regulamentada. Mas este tempo de espera instalou “alguma descrença” entre os deficientes, mesmo que o novo regime crie “alguma expectativa”. Ao mesmo tempo, admite que “vai ter que haver muita vontade das partes” para que resulte.

“Não é de um dia para o outro que vai mudar tudo, mas estamos a avançar”, assinalou, defendendo que para além do novo regime, é preciso “aproximar as pessoas com deficiência que procuram emprego de quem as pode recrutar”. As empresas que cumpram as suas obrigações devem ter benefícios, entende a Confederação, começando com “majorações nas candidaturas a fundos públicos”. A partir desta sexta-feira, as empresas públicas e privadas de média e grande dimensão passam a estar obrigadas a contratar entre 1% e 2% de pessoas com deficiência.

De acordo com o novo regime, que estabelece o sistema de quotas de emprego para pessoas com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, todas as empresas, sejam públicas ou privadas, de média ou grande dimensão, passam a estar obrigadas a cumprir quotas. No caso das empresas médias com um número igual ou superior a 75 empregados, estas devem contratar pelo menos 1% de trabalhadores com deficiência, enquanto as empresas de grande dimensão estão obrigadas a contratar pelo menos 2%.

António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial Portuguesa, disse à agência Lusa que é impossível antecipar que impactos o novo regime terá para as empresas, sublinhando que “a realidade de cada uma é diferente”. Começa a aplicar-se num contexto em que os empresários estão cientes das “responsabilidades sociais a atender” e da necessidade de a cultura das empresas ser solidária. “Muitas já têm essa postura e atitude, é uma prática que já existe”, afirmou, salientando que aplicar este regime “por imposição é algo que tem que ser acautelado”.

Para António Saraiva, que salienta que a sua opinião não vincula a Confederação, era preferível que “fosse mais uma orientação, um caminho no sentido da auto-regulação”. No entanto, reconhece que “muitas vezes, a sociedade só reage com estímulos desta natureza”. O sindicalista Fernando Gomes, da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), reconhece que para essas empresas estarão mais bem colocadas para acolherem o novo regime e “em condições de adaptar as suas estruturas de funcionamento”.

Outras necessidades são um reforço dos meios da Autoridade para as Condições de Trabalho para conseguir fiscalizar a aplicação do novo regime, em que se preveem contraordenações para as empresas que não cumprirem, e “apoios para as empresas em condições para adaptarem postos de trabalho”, defendeu. Mas trata-se de um passo positivo em relação a propostas anteriores em que “só se punha as pessoas no teletrabalho, a trabalhar em casa, isoladas”.

“É precisa uma mudança cultural mais do que uma lei, e contratar trabalhadores com base nas suas capacidades”, defendeu, mesmo em setores em que os deficientes têm tido “pouca empregabilidade”.
Na hotelaria, por exemplo, Fernando Gomes afirma que “não faz sentido que não haja pessoas com deficiência, com a eliminação dos balcões, a atender clientes”. Fernando Gomes salienta que o preconceito existe e que “quando vão duas pessoas a uma entrevista de emprego, se uma for uma pessoa com deficiência, fica logo em desvantagem”.

Mesmo no universo sindical, a CGTP está agora a “começar a trabalhar para [as pessoas com deficiência] se sentirem mais representadas pelos sindicatos”, uma vez que a prática é recorrerem a associações específicas de deficientes para reclamarem os seus direitos. Lina Lopes, responsável pela área da igualdade na União Geral dos Trabalhadores (UGT), disse à Lusa que o novo regime “fica muito aquém do que se podia fazer”, sublinhando que a meta de contratação de 1% de pessoas com deficiência para empresas com 75 trabalhadores significa “0,75%, ou seja, uma pessoa”.

Mas a UGT “congratula-se com tudo o que se faça para incluir” e considera “bom que exista uma lei em que se obrigue a incluir”, sublinha. A dirigente sindical considera que o processo de adaptação das empresas às quotas “não vai ser complicado”, sublinhando que já há muitas empresas, universidades e entidades públicas que já se moveram para não excluir e contratar pessoas com deficiência.

O período de transição, entre quatro e cinco anos, “é longo demais”, assinala, indicando que “só em 2020 é que [o novo regime] começará a ter algumas consequências”. O caminho da sociedade portuguesa, antevê, é que “qualquer dia se olhe apenas para trabalhadores” e não para pessoas com deficiência que trabalham. As empresas podem conseguir exceções a este regime, desde que comprovem a impossibilidade da sua efetiva aplicação no respetivo posto de trabalho ou atestem que não existe um número suficiente de candidatos com deficiência inscritos nos serviços de emprego e que reúnam os requisitos necessários para preencher os postos de trabalho.

Fontes: Observador - tetraplegicos.blogspot.com

Maurício de Sousa fala sobre André, personagem autista da Turma da Monica: ‘Serve para muita gente entender melhor o autismo’

André aparece no gibi ‘Um amiguinho diferente’ (foto: divulgação/Turma da Monica)

por GABRIELA BANDEIRA

“Serve para muita gente entender melhor o autismo e suas diversas manifestações”, explica Maurício de Sousa sobre André, da Turma da Monica. No Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, o escritor fala sobre o personagem, que está no espectro autista.

Criado em 2003 para integrar uma campanha da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA), o personagem apareceu no gibi ‘Um amiguinho diferente’. A apresentação vem depois que Magali inclui na turma sua nova amiga Lucila, que conta a todos que o irmão é autista.

Apesar de não ser um personagem frequente nas aventuras de Monica e seus amigos, André participou de campanhas de inclusão social e ajudou muitas famílias, e crianças, a conhecer melhor sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo Maurício, a criação de um personagem assim exige ainda mais cuidados.

“Temos todo cuidado quando resolvemos abordar temas mais complexos. Procuramos sempre pesquisar e procurar técnicos no assunto para não passarmos informações erradas. Por isso a recepção das crianças e educadores é sempre positiva”, diz.

                  Maurício de Sousa: desenho de menino sorrindo
Personagem foi criado por Maurício de Sousa em 2003 (foto: divulgação/Turma da Monica)

Maurício de Sousa e André

Quem conhece o escritor, sabe que duas de suas personagens mais famosas, Monica e Magali, foram inspiradas em suas filhas. Por isso, a informação de que André teria sido inspirado em um sobrinho neto de Maurício foi recebida sem estranhamento pela maioria das pessoas.

Maurício conversou com especialistas para criar personagens (foto: divulgação/Maurício de Sousa)

No entanto, de acordo com ele, a notícia é falsa. O personagem na verdade tomou forma depois que o escritor conversou com especialistas que tinham convivência com autistas e fez algumas pesquisas sobre o tema.

Depois de aparecer na revista em quadrinhos ‘Um amiguinho diferente’, André ainda estrelou algumas campanhas, como o ‘Saiba mais’, sobre inclusão social.

Inclusão

                       
‘Saiba Mais’ traz histórias com personagens com deficiências e limitações (foto: divulgação/Turma da Monica)

Além de André, outros personagens com deficiências ou limitações integram a história sobre inclusão.

Para Maurício, a escolha de inserir esses personagens nos gibis vem da necessidade de ensinar crianças a entender e lidar melhor com as diferenças. “A turma da Mônica é um grupo de personagens que vivem e agem como crianças normais. Como nossos filhos ou conhecidos. E todos nós temos amigos com algum tipo de deficiência. Num convívio harmônico e dinâmico. Aprendemos as regras da inclusão aí.

“Consequentemente não poderíamos deixar de apresentar, no universo dos nossos personagens, amiguinhos da turma que também tivessem necessidades especiais. Até acho que demorei muito para perceber esse vazio nas nossas histórias”, conclui.

                    
            Capa do gibi ‘Um Amiguinho Diferente’ (foto: divulgação/Turma da Monica)

Seleção Brasileira de natação viaja a Portugal para período de treinamentos

   Leandro Martins/CPB/Mpix

Por CPB

A Seleção Brasileira de natação paralímpica embarca neste sábado, 2, para Rio Maior, em Portugal, para um período de treinamento visando à melhor preparação dos atletas para a obtenção dos índices para o Campeonato Mundial da modalidade e para os Jogos Parapan-Americano de Lima - os dois principais objetivos da temporada.

Ao todo, 13 atletas utilizarão a estrutura do Complexo Desportivo de Rio Maior por 15 dias. Lá a equipe fará treino na piscina, academia e recuperação muscular. Nomes como Daniel Dias e Talisson Glock, medalhistas mundiais e nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, estarão presentes.

“Com as férias antecipadas da equipe, o ritmo de treinamento está forte, terminamos a décima semana de treinamento desta temporada e já estamos no bloco de
força. Lá em Rio Maior os atletas ficarão 100% focados, sem se preocuparem com as atribuições do dia a dia, trânsito”, disse o técnico-chefe da Seleção, Leonardo Tomasello.

O Mundial de Natação ainda não tem local definido. O evento estava previsto para o fim do mês de julho, em Kuching, na Malásia. No entanto, problemas políticos fizeram com que o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) buscasse uma nova sede. Em seguida, no fim de agosto, será a vez do Parapan, em Lima, no Peru.

“O nosso objetivo é que os atletas estejam 100% preparados fisicamente para que alcancem as marcas pedidas para as competições internacionais durante o Open, em abril”, completou Leonardo.

O Open Loterias Caixa acontecerá de 23 a 28 de abril, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, e compõe o World Series – circuito de competições internacionais organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês).

Confira aqui a convocação desta semana de treinamento.

Fruto do Centro de Formação, jovem do atletismo participa do Camping Escolar

   Daniel Zappe/MPIX/CPB


Por CPB

O Camping Escolar Paralímpico proporciona a jovens atletas, de 12 a 17 anos, a experiência de uma fase de treinamento de alto rendimento. A primeira etapa da edição de 2019 termina na próxima terça-feira, 5, e conta com a participação de 101 esportistas. Entre eles está Gabriel Gomes, que pratica atletismo há menos de um ano. O paulista é fruto do Centro de Formação Esportiva, que oferece iniciação em oito esportes adaptados. Os dois projetos são realizados no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

As aulas do Centro de Formação Esportiva – Esportes Paralímpicos tiveram início em abril de 2018. Foi por meio desde projeto do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que Gabriel Gomes, 13 anos, começou a praticar esporte. O atleta tem baixa visão devido a um retinoblastoma bilateral e chamou a atenção do professor de atletismo, que o convidou para participar da turma de aperfeiçoamento do Centro de Formação.

Logo depois, ele foi selecionado para integrar a delegação de São Paulo nas Paralimpíadas Escolares. A competição nacional ocorreu em novembro de 2018, no CT Paralímpico. Na ocasião, Gabriel conquistou três medalhas de ouro: lançamento de pelota, pela classe F12, e nas provas de 60m e 150m, pela classe T12. Foi a partir do seu desempenho nas Paralimpíadas Escolares, que Gabriel e os outros atletas foram selecionados para participarem do Camping Escolar Paralímpico.

“Essa experiência é incrível. Estou aprendendo muita coisa nova. De degrau em degrau eu vou alcançar meu sonho de ir para os Jogos Paralímpicos. Desde que eu entrei no CPB só melhorei minhas marcas”, relatou Gabriel Gomes, que é morador de Osasco, na Grande São Paulo.

Durante os nove dias do Camping Escolar Paralímpico, os jovens passarão por testes e avaliações, treinos especializados para melhorar sua performance, além de palestras com técnicos do CPB. A segunda fase de treinamento da edição 2019 será de 25 junho a 3 de julho, também no CT Paralímpico. Os mesmos participantes retornarão para a próximo etapa para que haja um acompanhamento dos seus rendimentos.

Esta é a segunda edição do Camping Escolar Paralímpico, cujos 101 participantes representam 21 Estados e o Distrito Federal. Este ano, o projeto contempla as 11 modalidades que foram disputadas nas Paralimpíadas Escolares 2018: atletismo, bocha, basquete em cadeira de rodas, futebol de 5 (para cegos), futebol de 7 (para paralisados cerebrais), goalball, judô, natação, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa e vôlei sentado.

O Centro de Formação Esportiva – Esportes Paralímpicos

O Centro de Formação Esportiva retomará suas atividades na próxima segunda-feira, 4 de fevereiro, e tem como objetivo promover a experimentação de oito modalidades paralímpicas: atletismo, bocha, futebol de 5, goalball, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado. O projeto finalizou o último ano com 330 alunos frequentes e quer atender 500 estudantes.

Podem participar deste projeto crianças com deficiência física, visual ou intelectual, de 10 a 17 anos, residentes na cidade de São Paulo ou municípios vizinhos e que estejam matriculadas em rede de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail formacaoesportivaparalimpica@cpb.org.br, contendo a ficha de inscrição ou pessoalmente no CT Paralímpico (Rodovia dos Imigrantes, km 11.5, São Paulo), com o departamento de Coordenação de Esporte Escolar.

Centro de Tecnologia e Inovação oferece cursos para pessoas com e sem deficiência

Imagem: jovens em volta de mesa utilizam computador, há uma instrutora em pé, ao lado de um dos jovens

O Centro de Tecnologia e Inovação – CTI, ação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, realiza uma série de cursos, palestras e workshops pensando na independência e empoderamento da pessoa com deficiência.

Desde 2014, o espaço tem como principal objetivo promover o protagonismo das pessoas com deficiência. Também é possível visitar um showroom com exposição de equipamentos e recursos tecnológicos para pessoas com deficiência, como máquina braile, ampliadores de tela, utensílios para facilitar o dia a dia, áudio livros, entre outros.

O foco do CTI envolve as pessoas com deficiência, os profissionais e as pessoas que lidam diretamente com esse público.

Entre os cursos realizados pelo Centro destacam-se: Preparação para o Mundo do Trabalho, Libras, Moda Inclusiva e Manutenção de Cadeira de Rodas. Os quatro, cada um com seu objetivo específico, visam colocar a pessoa com deficiência em foco e trazê-los para mais perto do mercado de trabalho.

O Centro de Tecbnologia e Inclusão fica na Rodovia dos Imigrantes Km 11,5, no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, em São Paulo, Capital.


Artistas que pintam com a boca e os pés realizam oficina no Memorial da Inclusão

   Imagem: crianças participam de oficina e pintam com os pés

Nesta quarta-feira, 30 de janeiro, o Memorial da Inclusão, ação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo ficou ainda mais colorido. Uma oficina de pintura com dois artistas que pintam com a boca e os pés aconteceu no espaço durante toda a tarde.

Cerca de 15 crianças que fazem parte do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS – Palmeiras e seus familiares participaram da oficina realizada por Gonçalo Borges e Daniel Ferreira.

Ambos artistas integram a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 quando Erich Stegmann reuniu um pequeno grupo de artistas com deficiência física de 8 países europeus com o objetivo de trabalharem com arte. Atualmente, a Associação está presente em mais de 70 países, e no Brasil conta com 53 artistas.

MEMORIAL DA INCLUSÃO

Inaugurado no dia 3 de dezembro de 2009, o Memorial da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência tem o propósito de reunir em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências.

Projeto inclui mudos e gagos entre pessoas com deficiência

O projeto do senador Antonio Carlos Valadares acompanha a Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens da Organização Mundial da Saúde

Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto do senador Antonio Carlos Valadares, um homem de 75 anos, branco e calvo, com óculos e um chapéu panamá durante sessão no Senado Nacional
O projeto do senador Antonio Carlos Valadares acompanha a Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens da Organização Mundial da Saúde

Um projeto de lei do Senado (PLS 311/2018) prevê que mudos e gagos podem ser considerados pessoas com deficiência. O texto inclui as dificuldades de comunicação e expressão no rol de impedimentos que podem obstruir a participação plena e efetiva do cidadão na sociedade em igualdade de condições.

O PLS muda o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). A lei em vigor considera com deficiência a pessoa com impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. O projeto do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) acompanha a Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens (CIF), aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 2001, o documento considera a gagueira como uma deficiência.

“A pessoa com mudez ou gagueira passa por sérios obstáculos na vida cotidiana. Ela tem prejuízos especialmente pela dificuldade de interagir durante situações como entrevistas de emprego, quando a empresa não está preparada para lidar com a questão. As dificuldades se tornam maiores quanto mais profunda for a disfluência da fala”, argumenta Valadares.

O PLS 311/2018 aguarda a publicação de relatório na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). De lá, a matéria segue para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Médica de Brasília é condenada por causar sequelas em bebê durante parto domiciliar

Equipe de parto foi condenada por lesão corporal grave e falsidade ideológica. Pena da médica foi fixada em 6 anos e 5 meses de prisão, em regime semiaberto.

Por G1 DF

Mão bebê recém-nascido — Foto: Edmundo Gomide/UFTM
Mão bebê recém-nascido — Foto: Edmundo Gomide/UFTM

A Justiça de Brasília condenou por lesão corporal grave e falsidade ideológica a médica Caren Vanessa Cupertino, acusada de negligência durante um parto domiciliar em 2014. A criança ficou com sequelas neurológicas e debilidade permanente. Ainda cabe recurso.

A pena foi fixada em 6 anos e 5 meses de prisão, em regime semiaberto. A obstetra terá de pagar R$ 150 mil por danos morais. A pena por falsidade ideológica é porque, segundo a acusação, ela usou informações falsas no prontuário da criança.

A defesa da médica disse que "recebeu com absoluta surpresa a notícia da condenação de Caren Vanessa Cupertino". O advogado Pedro Ivo Veloso alega que a obstetra seguiu todos os protocolos e afirmou que vai recorrer da decisão.

Segundo o processo, a mãe da criança contratou a obstetra para o pré-natal e o parto domiciliar de seu primeiro filho. A equipe também era composta por uma doula e uma enfermeira obstétrica – que também foram condenadas por lesão corporal gravíssima.

De acordo com relato da mãe, mesmo ao entrar em trabalho de parte, ela ficou um dia esperando pela médica e pela doula que, ao ser procurada, se limitou a dizer que aquilo era "um falso trabalho de parto". A orientação foi para que ela tomasse um remédio e tentasse dormir. Só no dia seguinte, quando a criança já começou a nascer, a médica chegou ao local.

“O bebê estava com os membros superiores e inferiores para fora e com a cabeça presa no canal vaginal. O cordão umbilical indicava falta de oxigenação. A criança nasceu em condições críticas, desacordada e hipotônica”, informou o Ministério Público.

O processo relata ainda que a equipe orientou o casal a dizer que planejavam ter o bebê no hospital, mas que nasceu acidentalmente em casa. A justificativa era porque "os profissionais da equipe hospitalar teriam preconceito com parto humanizado domiciliar, e, por essa razão, deixariam de prestar um atendimento adequado ao bebê".

“Na unidade, a obstetra não relatou as reais condições do nascimento e mentiu sobre o horário do parto. Tal ação dificultou o diagnóstico preciso da criança e inviabilizou o tratamento adequado. Para o MP, essa atitude demonstrou a intenção de minorar a sua responsabilidade.”

Apesar de ter ido a UTI, o bebê ficou com sequelas neurológicas, apresenta atraso de desenvolvimento e "epilepsia secundária a encefalopatia hipóxico-isquêmica'.

Outras denúncias

A médica também é ré em outros processos. Em um deles, ela é acusada de provocar a morte de um bebê também em 2014. De acordo com a ação, a médica foi "omissa" e, por isso, "contribuiu de forma decisiva" para o óbito da criança durante o parto em uma maternidade da rede privada do DF.

Em 2017, a obstetra foi denunciada por homicídio culposo por "agir de forma omissa e contribuir para a morte de um bebê", segundo o MP.

O caso aconteceu em julho, quando Caren atendia uma gestante durante um parto domiciliar. Conforme consta na acusação, a médica realizou a ausculta dos batimentos cardíacos do feto a cada hora, "mesmo com a recomendação de que o exame seja feito com intervalos de 15 a 30 minutos". Logo depois, a médica teria dito que não estava conseguindo auscultar os batimentos do bebê e disse que ele devia ter aspirado mecônio. "Assim a gestante deveria procurar um hospital para uma cesariana. Mas a criança também nasceu sem sinais vitais nesse caso.

O que diz a defesa

"Foi com absoluta surpresa que a defesa recebeu a notícia da condenação de Caren Vanessa Cupertino. Caren é uma médica com incontestável qualificação técnica e que segue todos os protocolos técnicos de sua área, como fez também com a paciente em questão. A defesa, assim como Caren, lamentam profundamente o sofrimento pelo qual passou a família. Todavia, ao longo do processo, ficou evidente que a conduta médica de Caren seguiu todos os protocolos, não sendo possível lhe atribuir qualquer erro, muito menos que tenha dado causa a lesão no recém nascido. Ao contrário, foi o atendimento médico prestado por Caren que salvou a vida do recém nascido, o que é incontroverso. Desse modo, a defesa vai apelar da sentença e tem absoluta convicção de que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios irá modificar a sentença, com a consequente absolvição de Caren."

Fonte: g1.globo.com