sábado, 9 de fevereiro de 2019

Cientistas do MIT criam pílula de insulina para substituir injeção - Veja o vídeo

A cápsula, que tem o tamanho de um comprimido, libera a substância ao chegar no estômago e pode facilitar a vida de diabéticos do tipo 1.

Por Carolina Dantas, G1

Equipe liderada pelo MIT desenvolveu uma cápsula capaz de carregar insulina até o estômago do paciente — Foto:  Felice Frankel/MIT
Equipe liderada pelo MIT desenvolveu uma cápsula capaz de carregar insulina até o estômago do paciente — Foto: Felice Frankel/MIT

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) desenvolveram uma cápsula com insulina que, ao ser ingerida por via oral, libera a substância no estômago. Depois de anos de estudos, os diabéticos do tipo 1 estão mais perto de substituir as injeções diárias. Os resultados foram publicados pela "Science".


"Estamos realmente com esperança de que esse novo tipo de cápsula possa ajudar pacientes diabéticos e, talvez, qualquer pessoa que precise de terapias que só podem ser administradas por injeção", disse Robert Langer, professor do Instituto David H. Koch e membro do MIT.

O diabetes ocorre quando o pâncreas não produz insulina – hormônio que controla a glicose no sangue e fornece energia ao organismo – ou quando o corpo não consegue mais utilizar a insulina que produz. Para resolver isso, as injeções da substância são administradas na região do abdômen.

"O diabetes 1, diferente do tipo 2, tem uma deficiência absoluta de insulina", explica o endocrinologista Renato Zilli, do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

"Então, a pessoa acaba tomando de 5 a 7 picadas de agulha por dia. O grande problema que temos no tratamento da doença é ter a certeza absoluta da dose. Precisamos ter a certeza que o produto vai ser absorvido pelo corpo".

Ter uma pílula de insulina era um desafio para os bioengenheiros. A inspiração para a criação foi encontrada na tartaruga-leopardo. O animal, encontrado na África, tem um casco alto e íngreme, que permite que se apoie e se reposicione ao "rolar de costas".

Tartaruga-leopardo tem um casco que serviu de inspiração para os cientistas  — Foto: Katlyn R. Gerken/AP
Tartaruga-leopardo tem um casco que serviu de inspiração para os cientistas — Foto: Katlyn R. Gerken/AP

Os cientistas usaram esse modelo de casco para criar a cápsula – a ideia era copiar a capacidade de auto-orientação do animal para a pílula chegar até a parede do estômago. Dentro dela, uma agulha é presa a uma mola, que é protegida por um disco de açúcar. Quando ela é engolida pelo paciente, a água dissolve a parte açucarada e libera a mola. A agulha, que tem uma ponta feita de insulina, atinge a parede do estômago.

No começo dos estudos, os cientistas colocaram uma pequena quantidade: 300 microgramas de insulina. Gradualmente, conseguiram aumentar a dose para 5 miligramas, quantidade compatível com a necessidade de um paciente com diabetes tipo 1.

"O importante é que temos uma agulha em contato com o tecido quando a insulina é injetada", diz Alex Abramson, estudante de pós-graduação do MIT e principal autor da pesquisa.

Os testes foram feitos em ratos e suínos. Demora mais de uma semana para as cápsulas se moverem por todo o aparelho digestivo, mas o processo não causa danos aos tecidos dos animais. O processo foi considerado seguro. Depois que a cápsula faz o caminho, ela passa de forma inofensiva pelo corpo da pessoa – é feita de um material biodegradável e de componentes de aço inoxidável, totalmente eliminada nas fezes.

"A entrega oral de medicamentos é um grande desafio, especialmente para drogas proteicas. Há uma tremenda motivação em várias frentes para encontrar outras formas de distribuir as drogas sem usar agulha para aplicação", disse Samis Mitragotri, professor de engenharia química da Universidade da Califórnia, um dos envolvidos no assunto.

No Brasil, entre os anos de 2006 e 2016, o número de diabéticos aumentou 61,8% - a doença atinge 8,9% da população. Os dados são da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.

Fonte: g1.globo.com

Apesar de já existir lei que garanta tarifas mais baixas, Senado considera que o princípio não tem sido aplicado e vota alterações na Lei.

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A oferta obrigatória de planos mais baratos de telefonia celular a deficientes auditivos ou com dificuldade de fala é um dos itens da pauta da reunião desta quarta-feira, 11 de maio, da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática. Pelo Projeto de Lei do Senado (PLS) 238/08, de autoria do ex-senador Flávio Arns (PR), ficam assegurados às pessoas com deficiência que usam os serviços de mensagem de texto para se comunicar planos de serviços de telefonia a preços mais baixos.

A proposta será analisada em caráter terminativo (tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado). Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado.

A oferta do serviço de mensagens de texto já é garantida às pessoas com deficiência auditiva ou problemas na fala pela Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/00). Na Resolução 477, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que regulamenta o serviço de telefonia movel, há ainda a determinação de que as prestadoras deste serviço devem garanti-lo aos deficientes auditivos a preços razoáveis.

A norma, no entanto, não estaria sendo cumprida, o que levou à proposta de alteração da Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/97) para inclusão do benefício. O relator da proposta na comissão é o senador Paulo Paim (PT-RS), que deu parecer favorável à sua aprovação.

Fontes:Correio do Estado - www.fernandazago.com.br  - ´Imagem Internet/Ilustrativa



Aposentadoria especial para pessoas com deficiência pode ser aprovada, diz Lindbergh

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Iara Farias Borges / Agência Senado

O projeto de lei que garante aposentadoria especial às pessoas com deficiência vinculadas ao Regime Geral de Previdência Social (PLC 40/10) tem todas as condições para ser aprovado no Senado. A afirmação foi feita durante discussão da proposta nesta quinta-feira (5), na Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que também é relator da proposta na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Lindbergh disse esperar pela breve aprovação da proposta, de autoria do ex-deputado Leonardo Mattos, uma vez que já conversou com os segmentos envolvidos e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves. A reunião também tratou do Benefício de Prestação Continuada e da pensão por morte.

A proposta de Mattos já foi aprovada na Câmara dos Deputados e nas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Na audiência desta quinta, o ex-deputado, que atualmente é vereador em Belo Horizonte, lembrou que a matéria ficou cinco anos na Câmara e já está no Senado há um ano. Na avaliação do senador Wellington Dias (PT-PI), mesmo que a matéria volte à Câmara em razão de alterações feitas pelo Senado, será rapidamente aprovada naquela Casa.

Uma das preocupações de Leonardo Mattos se refere à indefinição das categorias de deficientes. Esse ponto, informou a representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maria José de Freitas, está sendo discutido em minuta de proposta que vai sanar limitações do Decreto 6.214/07, que Regulamenta o Benefício de Prestação Continuada da assistência social devido à pessoa com deficiência e ao idoso.

Também a concessão do Benefício de Prestação Continuada depende do conceito de deficiência. Maria José de Freitas ressaltou que o critério adotado para concessão dos benefícios é o sugerido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que incorpora fatores sócio-ambientais para caracterizar as pessoas com deficiências.

A subprocuradora-geral do Trabalho Maria Aparecida Gugel observou que a legislação cria incapacidade para o trabalho não prevista na Constituição ou na Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Em sua opinião, as regras devem levar à reabilitação da saúde e acesso a próteses, assim como à habilitação ao trabalho.

Veja AQUI o resultado dessa reunião (arquivo formato PDF).

Fontes: BH Legal - www.fernandazago.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Diana Santos é psicóloga, trabalha e tem uma casa adaptada - Veja o vídeo.


Um problema neurológico tirou-lhe, aos seis meses, a possibilidade de andar. Sentada numa cadeira de rodas, Diana Santos teve uma infância muito feliz. No mundo mágico criado pela mãe, a menina acreditava fazer parte do universo das sereias, razão para não poder andar.

Era uma criança inteligente, bem-disposta e muito interventiva. Nos grupos de teatro da escola conseguia sempre papéis de destaque. «Transformavam a cadeira num trono», conta. Tinha muitos amigos, que adoravam empurrar a cadeira de rodas. Chegava a cobrar dez ou 20 escudos (o equivalente a cinco ou dez cêntimos) pelo privilégio de conduzirem a cadeira. «Era uma malfeitora», diz, sorrindo. Chegou a querer ser bailarina e quando a professora a aconselhou a pensar noutra coisa respondeu, zangada: «Se não puder ser bailarina quero ser cão!».

O primeiro embate com a realidade deu-se aos nove anos, quando esteve cinco meses internada no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Os pais depositaram imensa esperança numa cirurgia que talvez lhe permitisse andar. Não aconteceu. «Nesse momento percebi: “A minha condição vai ser esta”».Na escola não precisava de tratamento especial, apenas de mais 30 minutos para realizar os testes, porque escreve devagar. Ainda assim dependeu da boa vontade e sensibilidade dos outros, numa altura em que os direitos das pessoas com deficiência já estavam consagrados na lei, mas não eram exigidos, como é habitual agora. Habituou-se a enfrentar e superar barreiras físicas e preconceitos. Uma nova cadeira, eléctrica e pesadíssima, não de adaptava tanto às brincadeiras. Nem sempre era fácil acompanhar os amigos no recreio. Muitas vezes os desejos esbarravam nas opções que lhe reservavam. «A deficiência causa estranhezas e medos. Deparei-me com pessoas assustadas, sem saber o que fazer comigo. Porque eu fugia ao padrão comum», conta.

                            

Aos 16 anos, Diana decidiu abandonar a fisioterapia, que lhe ocupava uma hora e meia por dia. «Quero uma vida o mais normal possível e não estar sempre ligada a médicos. Foi uma escolha, mesmo que prejudicial», assume. As mãos perderam alguma funcionalidade. No futuro admite regressar à terapia. A seu favor teve sempre a grande facilidade de relacionamento. «Sei que tenho competências sociais: dou--me com todos, sou afável e conciliadora». A afinidade com as pessoas levou-a a escolher o curso de Psicologia. Entrou à primeira, na Faculdade de Psicologia de Lisboa. Acordava antes das cinco da manhã para enfrentar, com a mãe, a deslocação do Barreiro à Cidade Universitária, em Lisboa. À noite, ainda dava explicações, com que ajudava a economia familiar. Dormia três a quatro horas por noite.

«Penei um bocadinho», reconhece. «É engraçado como o preconceito começa mesmo na idade adulta. No início, os colegas tinham medo de fazer trabalhos de grupo comigo, achavam que ia sobrar mais para eles. E havia o mito urbano de que as pessoas com deficiência entram por quota», conta. Mas os amigos que fez na altura ficaram para a vida.

Diana Santos trabalha há oito anos como psicóloga na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), onde presta apoio aos colaboradores. O constrangimento inicial dos colegas foi rapidamente ultrapassado pela competência e traquejo em desvalorizar certas coisas. «Temos de fazer o nosso percurso e estamos aqui para trabalhar», diz. Hoje sente-se muito bem integrada e realizada profissionalmente. A SCML proporciona-lhe transporte adaptado e o edifício está preparado em termos de acessos. Também exerce psicologia numa clínica privada. Não sente que a cadeira a limite profissionalmente. «Sei que a minha condição física causa curiosidade, por isso compenso adaptando uma postura discreta», explica.


O ativismo entrou na sua vida durante a faculdade. Em 2013 descobriu o Movimento Vida Independente, assente no conceito revolucionário da assistência pessoal: pessoas contratadas para serem «os pés e as mãos» de pessoas com deficiência. Com outros amigos, fundou o Centro de Vida Independente (CVI), gerido apenas por pessoas com deficiência. O CVI participa na seleção dos participantes do projeto-piloto Vida Independente, da Câmara Municipal de Lisboa. Pela primeira vez em Portugal, cinco pessoas têm assistência pessoal suportada pela autarquia. Diana Santos é uma delas.

No dia 25 de Abril de 2016, "engoliu" todos os medos e conquistou a maior vitória da vida. Mudou-se para uma casa adaptada na Bela Vista, em Lisboa. A habitação é ampla, permitindo-lhe circular à vontade com a cadeira de rodas. Os móveis e sanitários estão ajustados às necessidades. A porta da rua, estores e iluminação funcionam automaticamente. «Foi o dia da minha liberdade. Esta casa e o apoio das assistentes pessoais permitem-me uma vida muito autônoma. A vida que eu quero». Duas assistentes pessoais ajudam Diana, de manhã e à noite, na higiene pessoal. Dão apoio a preparar refeições e na manutenção da casa. No emprego, outra assistente ajuda nas idas à casa de banho e tarefas manuais. «Este apoio ajudou-me a perceber como sou enquanto pessoa. Custava-me que os meus pais, amigos ou um namorado tivessem de abdicar das vidas pessoais para me ajudarem. Com uma assistente pessoal já não sinto que é abusivo». Diana Santos adora ir a casa dos pais como visita. «É tão bom ser amada como filha e não ser alvo de cuidados».

Licenciou-se – é psicóloga, trabalha, tem uma casa. Vai ao cinema, teatro e concertos. Adora viajar. A história de Diana Santos não é representativa da maioria das pessoas com deficiência em Portugal, para quem a vida é muito mais difícil. Mas Diana reconhece que muitas conquistas se devem a mérito próprio, sobretudo à resiliência. «Se nos deixamos vencer pelo medo, o fracasso está logo ali à porta. Não podemos deixar que o medo nos "amarre as rodas"».

Diana Santos sempre quis ser mãe. Hoje é um sonho concretizável. Também deseja comprar um automóvel adaptado, que a torne independente dos transportes públicos. Em Janeiro assume a presidência do CVI. «Quero continuar muito ativa e lutar para que a assistência pessoal seja um direito de todos e não apenas de um grupo de privilegiados como eu hoje sou».




Fontes: Sauda - tetraplegicos.blogspot.com

Jovem halterofilista conquista ouro e bronze na Copa do Mundo de Dubai

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Por CPB

A mineira Lara Aparecida, 15 anos, da categoria até 41kg, ergueu 73kg e faturou a medalha de ouro da categoria júnior no primeiro dia da Copa do Mundo de halterofilismo, etapa de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A marca também lhe rendeu o bronze entre na categoria adulto. A competição segue até a próxima terça-feira, 12, e tem transmissão ao vivo pelo Facebook do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A brasileira dividiu o pódio júnior com a vice-campeã Tursynay Kabyl, do Cazaquistão, que ergueu 61kg, e a terceira colocada Kseniia Tokar, da Ucrânia, que suspendeu 60kg. Já o pódio adulto, foi composto pela campeã Noura Baddour, da Síria, que levantou 82kg, a vice-campeã foi Samira Guerioua, da Argélia, por suspender 78kg.

Mineira de Uberlândia, Lara nasceu com má formação congênita e começou no halterofilismo aos 10 anos. Em 2018, participou do Campeonato Europeu, na França, no qual faturou o ouro após levantar 65kg.

Outros três brasileiros também medalharam nesta sexta-feira, 8. Marcos Terentino, da categoria até 54kg, suspendeu 98kg e conquistou o ouro na categoria júnior. O amazonense Lucas dos Santos, da categoria até 49kg, levantou 118kg e faturou o bronze na categoria júnior. Já João Maria França, também da categoria até 49kg, ergueu 144kg e ganhou o bronze na categoria adulto.

A Copa do Mundo de Dubai conta com 241 halterofilistas inscritos de 39 países. O Brasil está representado por 17 atletas, entre eles o medalhista paralímpico nos Jogos Rio 2016, o baiano Evânio Rodrigues (na categoria até 88kg), e a recordista continental e Mundial na categoria júnior (até 20 anos), a paulista Mariana D'Andrea (até 67kg), de 20 anos. Este é o primeiro desafio da equipe nacional nesta temporada, que tem grandes eventos como o Campeonato Mundial, em julho, no Cazaquistão, e os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, em agosto.

Brasil terá cota máxima de atletas no ciclismo no Parapan de Lima 2019

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Por CPB

A União Ciclística Internacional (UCI, em inglês) divulgou nesta sexta-feira, 8, a cota de atletas que cada país poderá levar aos Jogos Parapan-Americanos de Lima, que acontecerão entre os dias 23 de agosto e 1º de setembro, no Peru. O Brasil conseguiu a alocação máxima de vagas e terá 12 compeditores - sete vagas masculinas e cinco femininas.

A confirmação foi feita após a divulgação da lista final de ranqueamento da entidade internacional, feito de acordo com os resultados obtidos por cada país na última temporada. O Brasil posicionou-se ao lado de potências da modalidade, como os Estados Unidos e a Colômbia, que também terão direito a 12 vagas para Lima 2019.

"É com grande alegria que a gente recebe estas 12 vagas - quase o dobro do que recebemos para Toronto, quando tínhamos sete atletas. A gente trabalhou bastante para aumentar o número de praticantes, participantes no paraciclismo. Quando criamos o planejamento técnico para este ciclo, uma das metas principais era aumentar o numero de atletas com classificação no ranking, melhorar o ranking do Brasil entre as nações. Então é satisfatório ver que obtivemos a cota máxima. É fruto de um trabalho que temos conseguido realizar e mostrar para os atletas a importância de estar sempre em alto nível", disse Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, coordenador-técnico do paraciclismo na Confederação Brasileira.

Vale ressaltar que nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, há quatro anos, o Brasil contou com uma delegação de sete atletas . A equipe voltou ao país com quatro pódios - sendo duas medalhas de ouro, uma prata e uma de bronze.

Seleção Brasileira de esgrima em CR embarca para Copa do Mundo de Sharjah

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Por CPB

A delegação brasileira embarca nesta sexta-feira, 8, para Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, onde sete brasileiros disputarão a Copa do Mundo de Esgrima em Cadeira de Rodas. O evento, que vale pontos no ranking mundial classificatório para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, ocorrerá de 10 a 16 de fevereiro.

Entre os brasileiros está o medalhista paralímpico Jovane Guissone que conquistou o ouro na espada, nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

Esta será a primeira copa do mundo da temporada, que conta com uma das competições mais relevantes do ciclo, os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. A próxima será em março, em Pisa, na Itália. Em maio, a Copa do Mundo de Esgrima em Cadeira de Rodas será em São Paulo. Já no segundo semestre, ocorrerão outras duas: em julho, em Varsóvia, na Polônia, e em novembro, em Amsterdã, na Holanda.

Confira a lista de brasileiros que participam da Copa do Mundo de Sharjah:

Alex Souza
Carminha Oliveira
Fabiana Soares
Jovane Guissone
Moacir Ribeiro
Mônica Santos
Vanderson Chaves

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Dezessete brasileiros participam de Copa do Mundo de Dubai de halterofilismo

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Por CPB

Começa nesta sexta-feira, 8, a Copa do Mundo de halterofilismo, etapa de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A competição conta com 241 atletas inscritos de 39 países. As disputas seguem até terça-feira, 12. A Copa do Mundo de Dubai é uma das mais tradicionais competições da modalidade, por se tratar de uma das mais prestigiadas pelas potências internacionais do halterofilismo, como Nigéria e Egito, que juntos subiram 19 vezes ao pódio nos Jogos Paralímpicos do Rio. Ambas os países estão confirmados no evento.

Já o Brasil será representado por 17 atletas, entre eles o medalhista paralímpico nos Jogos Rio 2016, o baiano Evânio Rodrigues (na categoria até 88kg), e a recordista continental e Mundial na categoria júnior (até 20 anos), a paulista Mariana D'Andrea (até 67kg), de 20 anos. Este é o primeiro desafio da equipe nacional nesta temporada, que tem grandes eventos como o Campeonato Mundial, em julho, no Cazaquistão, e os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, em agosto.

A competição terá transmissão ao vivo pelo Facebook do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

“Esta é a etapa mais forte da Copa do Mundo, tradicionalmente, com potências da modalidade. É a que mais se aproxima do Mundial. É a oportunidade de os atletas somarem pontos no ranking mundial e MQS (índice mínimo qualificatório) ou até melhorarem suas marcas pessoais”, disse Felipe Dias, coordenador técnico do halterofilismo CPB.

Para garantir vaga nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, além da participação no Campeonato Regional das Américas, na Colômbia, em dezembro do ano passado, os atletas precisam figurar entre os quatro primeiros do ranking continental no masculino, e até o segundo lugar no feminino, ambos por categoria de peso corporal.

No fim do ano passado, o Brasil foi bicampeão do Campeonato Regional das Américas, na Colômbia, com 26 medalhas, competição obrigatória para conquista de vaga nos Jogos Parapan-Americanos.

Programação dos brasileiros na Copa do Mundo de Dubai

08/02 (Sexta-feira): Maria Rizonaide (-41 kg), Lara de Lima (-41 kg), João Maria França (-49 kg), Lucas Manoel (-49 kg) e Bruno Carra (-54 kg) e Marco Gabriel (-54 kg).

09/02 (Sábado): Maria Luzineide (-50 kg) e Heleno Victor (-65 kg).

10/02 (Domingo): Mariana D'Andrea (-67 kg), Ezequiel Correa (-72 kg) e Vinícius de Freitas (-80 kg).

11/02 (Segunda-feira): Evânio da Silva (-88 kg) e João Pedro Santos (-88 kg).

12/02 (Terça-feira): Maria Rita de Oliveira (-86 kg), Tayana Medeiros (-86 kg), Márcia de Menezes (+86 kg) e Mateus Silva (-107 kg).

Patrocínios
O halterofilismo paralímpico brasileiro tem patrocínio das Loterias Caixa.

Time São Paulo
A atleta Mariana D'Andrea é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e seis atletas-guia de dez modalidades.

Professora que adotou indígena com Síndrome de Down surdo-mudo em MT diz que aprende com o filho todos os dias

Antônio, que está com 13 anos, nasceu em uma comunidade indígena da etnia Cinta Larga e foi entregue pelos pais para a Funai. Se continuasse na aldeia, ele poderia ser sacrificado por causa da deficiência.

Por G1 MT

Antônio está com 12 anos de idade e vive em Cuiabá com a família — Foto: Beatriz Mello/ Arquivo pessoal
Antônio está com 12 anos de idade e vive em Cuiabá com a família — Foto: Beatriz Mello/ Arquivo pessoal

A psicopedagoga Beatriz Mello, de 62 anos, que adotou um bebê indígena com Síndrome de Down surdo-mudo, em 2006, em Cuiabá, afirmou que aprende com o filho todos os dias e que ele inspira a família a ver o melhor da vida. Antônio Paulo Kaban Cinta Larga Mello, hoje com 13 anos, nasceu em uma comunidade da etnia Cinta Larga e seria sacrificado por ter a síndrome.

À época, Antônio era o 12º filho de um casal de índios que vivia na aldeia localizada na zona rural de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá. Com medo de ver o filho ser sacrificado, o casal o entregou à Fundação Nacional do Índio (Funai), que o colocou para adoção.

“Tínhamos toda a documentação necessária dos pais dele que, oficialmente, o entregaram para a adoção. No entanto, houve contestação e quiseram abrir uma jurisprudência, pois ele era uma criança indígena”, contou.

Beatriz disse que passou quatro anos tentando fazer um acordo com a Justiça para conseguir oficializar a adoção do filho.

“Foi muito complicado, gastei muito com advogado para conseguir oficializar, mas tudo isso valeu a pena. Aprendemos com ele todos os dias”, pontuou.

Beatriz com o filho  — Foto: Beatriz Mello/ Arquivo pessoal
Beatriz com o filho — Foto: Beatriz Mello/ Arquivo pessoal

Além das dificuldades para a adoção, nesse mesmo período, Beatriz lutou pela vida do filho, que tinha problemas respiratórios e, aos 4 anos, o rim e o fígado dele apresentaram problemas.

“Nos primeiros anos de vida, ele dependia de home care, mas atualmente vive muito bem. Melhorou muito os problemas respiratórios. Ele é proativo e sempre está à disposição para nos ajudar”, contou.

Segundo Beatriz, há três anos, ela foi informada que os pais biológicos gostariam de conhecê-lo. “Eu disse que não havia problema, mas eles nunca apareceram”, relatou.

Apesar de saber que não é filho biológico de Beatriz e que é indígena, Antônio convive bem com a família adotiva.

“Ele sabe que é índio e para ele tudo é natural, ele é compreensivo. Tenho mais três filhos e uma neta, todos se dão muito bem. São carinhosos e se amam muito”, ressaltou.

Antônio se comunica por meio da Libras — Foto: Beatriz Mello/ Arquivo pessoal
Antônio se comunica por meio da Libras — Foto: Beatriz Mello/ Arquivo pessoal

A comunicação

Aos 7 anos, Antônio começou a usar aparelho auditivo para conseguir se comunicar melhor, mas não conseguiu se adaptar a linguagem verbal.

Foi então que ele começou a fazer um curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). “Raramente, ele usa o aparelho, pois o barulho o incomoda”, disse.

Por se comunicar apenas em Libras e conviver em um meio social no qual a linguagem cotidiana é verbal, a comunicação de Antônio ficou limitada, segundo Beatriz.

“Quando criança, era tranquilo, mas agora ele fica muito irritado, pois quer expressar seus sentimentos e não consegue. Então, resolvemos fazer a matrícula dele em uma escola para surdos para que possa evoluir a comunicação em Libras”, contou.

O preconceito

Antônio estudou em escola particular quando criança e depois passou para uma escola pública para ser melhor acolhido, mas não conseguiu fazer amizade, segundo a mãe.

“No início foi tranquilo, mas, a partir dos 7 anos, começaram a tratar ele com indiferença. Ele fica muito isolado, pois ninguém fala em libras”, ressaltou.

Beatriz contou que o preconceito sempre começa pelos adultos. “É difícil viver com isso. Ficamos chateados, pois os pais começam a falar para as crianças sair de perto com medo de se machucarem, mas ele é muito carinhoso, nunca tive problemas com isso”, relatou.

Fonte: g1.globo.com

Mostra sobre luta das pessoas com deficiência fica exposta até fim de fevereiro em Limeira

Exposição pode ser visitada na Gruta da Paz e a entrada é gratuita.

Painéis da mostra 'Memorial da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência' estão expostos em Limeira — Foto: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Painéis da mostra 'Memorial da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência' estão expostos em Limeira — Foto: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Por G1 Piracicaba e Região

A exposição “Memorial da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência” pode ser visitada até o fim de fevereiro, na Gruta da Paz, em Limeira (SP). A mostra aborda a luta de pessoas com deficiência e fica aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 14h. O evento é gratuito.

De acordo com os organizadores, a exposição é a adaptação de um acervo permanente exposto no Memorial da Inclusão de São Paulo (SP) e o objetivo é incentivar discussões sobre as pessoas com deficiência, como a luta contra o preconceito e o respeito à diversidade.

A Gruta da Paz fica na Praça Toledo de Barros, na Rua Carlos Gomes, no Centro de Limeira.

Serviço
  • O que: Exposição “Memorial da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência”
  • Quando: até 28 de fevereiro. Segunda a sexta, das 9h às 16h. Sábado, das 9h às 14h
  • Onde: Gruta da Paz. Praça Toledo de Barros. Centro. Limeira (SP)
  • Quanto: Gratuito


Fonte: g1.globo.com

Mara Gabrilli assina primeiras emendas: "Minha missão é ajudar vulneráveis"

Imagem: Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

Gustavo Frank Da Universa

Nesta quinta-feira (7), Mara Gabrilli usou seu Twitter para anunciar a assinatura de suas primeiras emendas como senadora, que são propostas às medidas provisórias relacionadas a questões previdenciárias das pessoas com deficiência.

Na rede social, a representante do estado de São Paulo no Senado publicou uma foto em que aparece "garantindo que nenhum direito conquistado seja violado", como ela mesma descreveu ao postar a imagem.

"Eu me sinto orgulhosa porque essa é minha obrigação. Eu acabei desenvolvendo uma intimidade para lidar com público mais vulnerável. Idoso, pessoas discriminadas e com deficiência que vivem em situação difícil no Brasil. Chega uma MP dessas na minha frente, eu não consigo não ler por meio desse olhar. Essa é minha missão, porque é muito fácil esquecer dessas pessoas", contou a senadora à Universa.

"Nossa preocupação é que quem recebe isso é para sobreviver e comer"

Mara afirmou ainda que repudia a medida de quebrar o sigilo bancário e o médico desses indivíduos e reforça a intenção de "acreditar na população" -- sendo esse o teor de suas propostas à Medida Provisória 871/2019.

"É uma afronta você quebrar o sigilo bancário para fazer essas verificações. Temos que acreditar no nosso povo. E pensar em uma forma de fiscalizar melhor do que isso. São pessoas muito humildes. Nossa preocupação é que quem recebe isso é para sobreviver e comer. São as pessoas mais vulneráveis. É uma rigidez muito grande, um crime de colarinho branco. Crime de corrupção", opina.

"A rede social ultimamente tem condicionado meu mandato"

Por fim, a senadora fala sobre como o uso das redes sociais têm sido importante para o seu papel na política, criando um contato mais próximo com a população que demanda por melhorias.

"Quando eu era vereadora não era assim. De 2007 a 2010. Foi quando eu me tornei deputada que as redes sociais viraram minha porta principal para receber demanda. São eles que me avisam. Muita coisa que chega para mim antes por meio da população. Depos disso, vou me aprofundar, apurar. Ver o que está acontecendo, de fato. A rede social ultimamente tem condicionado meu mandato".

Fonte: universa.uol.com.br

Fibromialgia: os desafios de uma doença invisível

Sentir dores intensas por todo o corpo e ainda lidar com a desconfiança de quem não entende os sintomas


por Priscila Torres*

O duplo desafio é constantemente narrado entre pessoas diagnosticadas com fibromialgia, uma dor crônica caracterizada por se disseminar por várias partes do corpo e provocar fadiga, distúrbios de sono e episódios depressivos.

“No começo é bem difícil de você mesmo aceitar a doença, e também é ruim porque as pessoas acham que você está fazendo corpo mole”, descreve o servidor público e músico Hélvio Sodré, de 33 anos, 10 deles debaixo do diagnóstico da fibromialgia.

Por ser silenciosa, não detectável em exames laboratoriais e não causar qualquer transformação externa na pessoa, muitas vezes a fibromialgia é vista como um transtorno apenas psicológico. “Como boa parte dos pacientes sofre muito porque tem dor crônica, eles acabam sendo imputados como doentes psicológicos, o que não é verdade. Eles sentem dor mesmo”, reforça o reumatologista e coordenador da Comissão de Dor, Fibromialgia e outras Síndromes de Partes Moles, da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), José Eduardo Martinez.

Apesar de nem todos os pacientes com fibromialgia apresentarem depressão, o médico destaca a existência de uma relação entre as doenças. “A dor crônica leva à depressão e a depressão leva à dor crônica. Hoje a gente considera a depressão como fator agravante de quem tem fibromialgia”, explica o reumatologista.

A origem da doença ainda não é totalmente conhecida. Contudo, já foi constatado que os fibromiálgicos apresentam alterações no sistema nervoso para o controle da dor. “A predisposição genética é uma das possíveis explicações, mas também há uma relação com estresse. Pacientes que têm uma vida em que foram submetidos a um número maior de fatores estressores têm tendência a ter mais dor”, argumenta José Eduardo.

No caso de Hélvio, as dores começaram embaixo da escápula esquerda. “Começou do nada, até imaginei que fosse uma dor muscular por ter dormido de mau jeito. Tentei fazer fisioterapia, massagem, acupuntura, mas não passava, e ela começou a irradiar para outros lugares no corpo”, relembra.

“Normalmente existem dois caminhos que levam as pessoas a ter dor no corpo”, avalia José Eduardo. “Ou a pessoa já tem alguma doença que gera dor, como um problema de ombro, ou uma doença reumática, e na não resolução dessa dor localizada, ela acaba, ao longo do tempo, se generalizando. Outro caminho é o estresse crônico, que leva a tensão muscular, que gera dores musculares, o que acaba culminando em uma dor fora de controle e generalizada”, aponta.

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Dor Crônica, do Ministério da Saúde, dados norte-americanos mostram que 31% da população têm alguma dor crônica, acarretando incapacidade total ou parcial em 75% dos casos. A fibromialgia acomete mais as mulheres na faixa etária de 30 a 55 anos, mas existem alguns casos em pessoas mais velhas, crianças e adolescentes. Por isso, a sociedade alerta para a importância de os pais observarem sintomas como dor desproporcional a lesões ou excesso de fadiga. A SBR calcula que, no Brasil, a doença afete cerca de 3% da população.

Diagnóstico e tratamento

Com a dor persistente, Hélvio Sodré procurou um reumatologista. Por meio de um exame em que o paciente deve manifestar dor em ao menos 11 dos 18 locais esperados de pontos musculares dolorosos, e a partir da exclusão de outras condições clínicas, como doenças reumáticas e distúrbios primários do sono, finalmente ele acabou diagnosticado com a fibromialgia.

“Tive muitos problemas no trabalho, precisei entrar com licenças médicas. Isso é muito ruim no seu processo de vencer as crises, mas o primeiro passo é entender que você tem essa condição e que é possível ter qualidade de vida mesmo com a doença”, opina Hélvio. Para ele, a melhor saída encontrada foi por meio da prática de exercícios físicos – a principal recomendação médica para o tratamento da fibromialgia.

O desafio era, então, encontrar um exercício que aliasse prazer à melhora no quadro de saúde. “No início eu deixava um pouco de lado, aí a minha saúde oscilava muito”, admite o servidor público, que chegou a fazer natação, musculação e exercícios aeróbicos na academia, antes de descobrir uma atividade de que realmente gostava. “Desde 2010 eu acompanhava canais de lutas. Sempre tive um fascínio muito grande, mas não me julgava em condições de praticar, me achava limitado pela fibromialgia”, conta.

Só depois de ganhar mais confiança e força muscular na musculação, Hélvio resolveu se aventurar em uma aula de muay thai. “Decidi ir no meu ritmo. Expliquei a minha condição para o professor e ele falou que tinha outros alunos com fibromialgia e que conseguiram um bom resultado. Comecei devagar, fui conhecendo os limites do meu corpo e ganhando segurança”, relembra. “Foi bom para a minha autoestima, saber que a doença não me limita a praticar o esporte”, afirma.

“Sem dúvida praticar exercícios físicos é a intervenção mais importante e mais efetiva que a literatura mostrou no tratamento da fibromialgia. É importante e efetiva porque o exercício físico diminui a dor, melhora a depressão, a ansiedade, o sono e a fadiga, que são componentes importantíssimos da fibromialgia”, destaca o reumatologista da SBR. “O paciente com fibromialgia tem que começar com uma atividade leve e progredir lentamente”, reforça.

Em relação a medicamentos, o PCDT de dores crônicas indica o uso de relaxantes musculares apenas por curtos períodos de tempo, em casos de dor aguda, sendo desaconselhado o uso contínuo. Em geral, a doença é tratada com o uso de antidepressivos. Além disso, com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, foram institucionalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) a homeopatia, as plantas medicinais e fitoterápicos, a medicina tradicional chinesa/acupuntura, a medicina antroposófica e o termalismo social-crenoterapia. Essas terapias, associadas aos tratamentos convencionais, ajudam a minimizar os efeitos colaterais, trazendo maior qualidade de vida ao paciente durante o tratamento e ajudando-o a apresentar resultados positivos.

A estratégia para o tratamento ideal da dor crônica é uma abordagem multidisciplinar com a combinação de modalidades de tratamentos não farmacológico e farmacológico. O tratamento deve ser elaborado, em discussão com o paciente, de acordo com a intensidade da sua dor, funcionalidade e suas características, sendo importante também levar em consideração as questões biopsicossociais e culturais. A dor crônica é um estado de saúde persistente que modifica a vida. O objetivo do seu tratamento é o controle, e não a eliminação.

A Coordenação-Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde realizou um levantamento no ano passado, junto aos estados que possuem hospitais habilitados em oncologia, e localizou 13 estados (AC, AL, BA, ES, MA, MG, MT, RO, RR, RS, SC, SP e TO) com centros da dor que atendem pelo SUS. Dos 27 estados, somente o Amazonas e o Piauí não contam com centros da dor pelo SUS ou privado.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia disponibiliza uma cartilha com informações sobre a fibromialgia. Para fazer o download, clique aqui: http://bit.ly/2kZOc0S

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

Fontes: Blog da Saúde - artritereumatoide.blog.br

( Em Portugal ) Paralisia cerebral em crianças tem vindo a diminuir

A incidência da paralisia cerebral aos cinco anos de idade tem vindo a diminuir desde 2001, situando-se em 1,05 casos por mil nados vivos em Portugal em 2010. Em 2001, a taxa era de 2,01 por mil bebés.

Foto: Arquivo Global Imagens
Relatório analisa incidência da paralisia cerebral durante 10 anos

Dina Margato

Nos 10 anos estudados, a média de incidência da paralisia cerebral é de 1,55 casos por mil nados vivos em Portugal, segundo o relatório "Paralisia Cerebral em Portugal no Século XXI". Considerando não só os nados vivos em Portugal, mas as crianças residentes, ou seja, que nasceram no estrangeiro, o valor sobe para 1,65 casos por mil habitantes. Numa década, somam-se 1657 casos.

Na síntese de Daniel Virella, "33% dirão respeito a problemas complexos e graves e 40% a casos leves, cujos danos podem ser perturbações motoras, dificuldade de visão, que, podem não interferir na autonomia". O estudo também contempla os casos provocados por doença posterior ao nascimento e acidentes, uma vez que avaliação é realizada aos cinco anos. Este conjunto de situações corresponde a cerca de 10%.

A declínio da incidência da paralisia cerebral (PC) aos cinco anos deve-se fundamentalmente à redução de risco de PC nos prematuros, explica Daniel Virella e Teresa Folha, outra das responsáveis pelo relatório. E porque é que isto está a acontecer? "A sociedade e a saúde da mulher hoje também é melhor, as condições pré-gravidez são melhores, os cuidados durante a gravidez melhoraram; no parto e pós parto, os cuidados neonatais também mudaram". De qualquer modo, ressalva o especialista, "ainda não tínhamos nesta altura passado pela crise económica de 2008. Vai ser interessante perceber o que se terá passado nos anos seguintes".

O estudo permite ainda perceber que o fator risco para PC é maior para filhos de mães mais velhas, que muitas vezes recorrem a procriação medicamente assistida, de que resulta também muitas vezes conceção de gémeos. "A causa é multifatorial. Mas uma gravidez tardia tem maior probabilidade de se associar à prematuridade, à gravidez de gémeos, e aos nascimentos de baixo peso", afirma Daniel Virella.

Um bebé prematuro tem 7 vezes mais possibilidade de ter paralisia cerebral

"Um bebé prematuro tem 7 vezes mais possibilidade de ter PC e uma criança gémea 3 ou 4 vezes mais probabilidade de risco exponencial", explica o especialista. Daniel Virrela alerta ainda para uma possível subnotificação dos casos, o que acontece sobretudo para os considerados leves.

Teresa Folha aproveita para esclarecer que estamos a falar de lesões cerebrais que provocam danos motores, nem sempre implicando défices cognitivos."Cerca de metade têm um nível cognitivo normal", diz. "Podem ter um problema de motricidade numa perna, numa mão".

Por regiões, as áreas metropolitanas do Porto e Lisboa registaram 277 e 681 casos (respetivamente) e 130 crianças nasceram noutros países. Num análise mais fina consegue perceber-se que, no Norte, há uma maior proporção de crianças com PC nascidas após técnicas de apoio à procriação.

"É muito importante perceber onde estão os casos para podermos planear o apoio e atuar da melhor forma", afirma Teresa Folha.

CASE cria retroescavadeira para pessoas com mobilidade reduzida

Marca inova com máquina de construção para profissionais com limitações físicas

Com o lançamento da retroescavadeira conceito 580N Accessibility, a CASE Construction Equipment, marca da CNH Industrial, inova mais uma vez no segmento. A marca, líder em vendas de retroescavadeiras, foi a inventora do modelo em 1957 nos Estados Unidos e a primeira a trazê-la ao país, se tornou sinônimo do produto.

No Brasil, as retroescavadeiras ainda representam uma fatia muito grande de todo o mercado de máquinas de construção. O ponto forte da retroescavadeira é sua versatilidade. Ela integra dois implementos: uma carregadeira na dianteira e uma escavadeira na parte de trás, daí a origem do seu nome. Além disso, por ser uma máquina de pneus com dimensões reduzidas, consegue se locomover com agilidade na obra, em terrenos acidentados e até nas cidades.

Por causa dessas características, a retroescavadeira é usada em construções residenciais e não residenciais, obras de infraestrutura, indústria, saneamento, agricultura e mineração.

O novo modelo de retroescavadeira da CASE mostra que a marca continua à frente, buscando soluções que visam aumentar a segurança, produtividade e inclusão no ambiente de trabalho.

Inclusão no mercado de trabalho – Dois pontos norteiam o trabalho da CASE ao desenvolver a retroescavadeira conceito 580N Accessibility: a inserção de pessoas com mobilidade reduzida no mercado de trabalho e o aumento da expectativa de vida do trabalhador brasileiro, que demanda melhores condições para o dia a dia no canteiro de obras.

“É uma solução que permitirá a inclusão de pessoas com necessidades especiais no segmento de construção. Pela primeira vez, esses profissionais com privação dos membros inferiores poderão ser operadoras de máquinas rodoviárias”, afirma Maurício Moraes, gerente de Marketing da CASE para a América Latina.

Esta máquina abre mais uma alternativa de trabalho para pessoas com deficiência

De acordo com o gerente, esta é uma aposta pioneira da marca com criação totalmente brasileira. “Realizamos pesquisas nos diversos mercados de todo o mundo e não encontramos soluções de acessibilidade estruturadas para este tipo de aplicação, por isso, desenvolvemos uma solução nacional, alinhada às nossas estratégias de futuro e sustentabilidade”, esclarece Moraes.

A 580N Accessibility tem as mesmas funções e configurações que o modelo sem o recurso de acessibilidade, explica Moraes. A principal modificação é a plataforma de elevação, capaz de permitir o transbordo da cadeira de rodas para o assento desta plataforma.

A ergonomia e o espaço interno se mantêm, principalmente porque a plataforma de elevação ficará posicionada externamente à cabine, justamente para garantir a operação de máquina em qualquer condição. As dimensões externas da máquina também serão preservadas.

Um joystick é usado para movimentar e introduzir o operador na cabine da máquina até a posição de transbordo para o assento. Também houve o reposicionamento de suportes de mão e dispositivos para permitir uma nova dinâmica de operação.

Os comandos de aceleração e freio, por exemplo, foram transferidos de pedais para as mãos, permitindo a integração da máquina ao operador. “Essa é uma das opções para os comandos da máquina conceito, mas claro que demandas diferenciadas estão sendo estudadas até chegarmos ao modelo padrão”, completa Moraes.

Outra vantagem do modelo é que, por ser totalmente inclusiva, ela também pode ser operada por profissionais sem necessidades especiais.

A CASE Construction Equipment – Comercializa e dá suporte a uma linha completa de equipamentos de construção ao redor do mundo, detentora de um portfólio completo de escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás-carregadeiras, tratores de esteira, mini carregadeiras e retroescavadeiras, inclusive a CASE foi a fabricante da primeira retroescavadeira em 1957. Por meio dos revendedores CASE, os clientes têm acesso a um verdadeiro parceiro comercial com equipamentos de classe mundial, líderes de mercado, com suporte de pós-vendas, garantia de qualidade e financiamento flexível.

A CASE é uma marca da CNH industrial NV, líder mundial em bens de capital listada na New York Stock Exchange (NYSE: CNHI) e no Mercato Telematico Azionario da Borsa Italiana (MI: CNHI). Mais informações sobre a CNH industrial podem ser encontradas online em www.cnhind.com.

Sueca recebe primeiro implante de "mão biônica" do mundo - Veja o vídeo.

Equipamento foi desenvolvido em projeto liderado por italiano

Mão biônica desenvolvida pelo projeto DeTOP (Foto: Divulgação/DeTOP)
MÃO BIÔNICA DESENVOLVIDA PELO PROJETO DETOP (FOTO: DIVULGAÇÃO/DETOP)

Pela primeira vez no mundo, especialistas implantaram, de modo permanente, uma prótese para mão sensível ao toque e que reconhece objetos, semelhante a natural, em uma sueca de 45 anos de idade. A intervenção cirúrgica foi realizada no Hospital Universitário Sahlgrenska, em Gotemburgo, pelos especialistas Richard Brenemark e Paolo Sassu. A expectativa é de que em poucas semanas a paciente possa usar a "mão biônica" diariamente.

O equipamento foi desenvolvido graças ao projeto europeu "DeTOP", liderado por Christian Cipriani, da Escola Superior Sant'Anna de Pisa, na Itália, que conta com a ajuda de especialistas do Politécnico de Lausanne, na Suíça, além de pesquisadores da Universidade de Freiburg, na Alemanha. A mulher, que teve sua mão amputada em 2002, participa de um programa de reabilitação, para recuperar a força nos músculos do antebraço, e de realidade virtual, para aprender a controlar a mão robótica.

"Graças a esta interface homem-máquina tão precisa e graças à habilidade e sensibilidade da mão artificial, nós esperamos que a alguns meses a mulher reconquiste funcionalidades motoras e perceptivas muito semelhantes as de uma mão natural", observou Cipriani.


Nos ossos do antebraço da mulher foram implantadas estruturas de titânio como uma ponte entre os ossos e as terminações nervosas de um lado e a mão robótica do outro. Graças a 16 eletrodos inseridos nos músculos, foi possível estabelecer uma ligação direta entre a prótese e o sistema nervoso. Desta forma, a mão robótica pode ser controlada de uma forma mais eficiente, além de permitir restaurar o sentido do tato.

O projeto do implante foi financiado pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020. As universidades suecas de Lund e Gotemburgo, a britânica de Essex, o Centro Suíço para Eletrônica e Microtecnologia, a Universidade Campus Bio também estão participando do projeto.

Além delas, há a contribuição da Universidade Biomédica de Roma, o Centro de Prótese do Instituto Nacional de Seguro contra Acidentes de Trabalho (Inail) e do Instituto Ortopédico Rizzoli de Bolonha. Segundo Cipriani, o grupo já está trabalhando para realizar outras duas intervenções similares na Itália e na Suécia.


Empregabilidade e inserção profissional de pessoas com deficiência é tema de audiência entre Secretárias


Imagem: Secretária Célia Leão ao centro da imagem, ao seu lado a Secretária Patrícia Ellen e demais participantes

Na tarde desta quinta-feira, 07 de fevereiro, as Secretárias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Célia Leão, e de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen da Silva, se reuniram na sede da Secretaria para discutir ações para inserção profissional das pessoas com deficiência.

A ideia central da reunião entre as duas Secretárias foi a de criar ações e parcerias efetivas na área de empregabilidade. A ideia é fortalecer a geração de emprego para as pessoas com deficiência.

Entre as propostas, foi discutida a oportunidade de criar uma parceria para fomentar ações importantes junto ao novo formato do Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência – PADEF, programa que visa promover a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e conscientizar o empresariado.