sábado, 16 de fevereiro de 2019

Romário e Styvenson Valentim são eleitos presidente e vice da CAS

Geraldo Magela/Agência Senado
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) durante instalação dos trabalhos e eleição do presidente e vice-presidente para o biênio 2018/2019.  Mesa (E/D): presidente da CAS, senador Romário (Pode-RJ);  vice-presidente da CAS, senador Styvenson Valentim (Pode-RN).  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Os senadores Romário (E) e Styvenson Valentim (D) foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente, da Comissão de Assuntos Sociais

Da Redação

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) elegeu, por aclamação, nesta quinta-feira (14), os senadores Romário (Pode-RJ) e Styvenson Valentim (Pode-RN) para presidente e vice-presidente do colegiado no biênio 2019-2020. A reunião foi conduzida pelo integrante mais idoso, senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Militante das causas das pessoas com deficiência e de doenças raras, Romário garantiu que os temas continuarão a ser frequentes nos debates e nos projetos que passam pela CAS, mas frisou que os integrantes também precisarão discutir temas ligados aos povos indígenas e a questões de saúde e trabalhistas, assuntos em voga.

— Através dessa comissão, vamos poder ajudar o povo brasileiro e melhorar a qualidade de vida das pessoas — disse.

Estimulado pela senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), Romário manifestou o desejo de manter a subcomissão de doenças raras em funcionamento, e sugeriu que a parlamentar a presida.

Idosos

Vice-presidente eleito, Styvenson também lembrou que a comissão não poderá deixar de discutir a situação dos idosos brasileiros, especialmente no contexto da reforma da Previdência.

— Falamos de medicina, das necessidades especiais, das crianças, do esporte, mas não podemos esquecer da população que vai ser pauta com a reforma da Previdência, dos idosos. Estamos envelhecendo, então vamos envelhecer com qualidade de vida, vamos deixar registrado que essas pessoas não vão ficar esquecidas — garantiu.

A próxima reunião do colegiado ficou agendada para o dia 20, a partir das 9h.

Atribuições

Compete à Comissão de Assuntos Sociais opinar sobre proposições que tratem de relações de trabalho, organização do sistema nacional de emprego, exigências para o exercício de profissões, seguridade social, previdência social, população indígena e assistência social.

A comissão também trata de proteção e defesa da saúde; condições e requisitos para remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa, tratamento e coleta de sangue humano e seus derivados; produção, controle e fiscalização de medicamentos; saneamento, inspeção e fiscalização de alimentos e competências do Sistema Único de Saúde (SUS).

A CAS possui 21 integrantes titulares e igual número de suplentes.

Primeiro diploma em braille é entregue a estudante em Pernambuco

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação


Por: Diário de Pernambuco

Anos de batalhas e renúncias. Para qualquer concluinte de um curso de graduação como Direito, esta é uma realidade que se pode até chamar de usual, comum. Quando se passa por todo este processo, durante cinco anos, sendo portador de deficiência visual, o final exitoso pode, e deve, ser comemorado com ainda mais ênfase. E foi assim para Marília Lordsleem de Mendonça.

Uma data para ficar na história e na memória: colação de grau da turma 2018.2 da Universidade Católica de Pernambuco, Centro de Convenções, 30 de janeiro de 2019, 19h. Na ocasião, Marília foi a única concluinte, até então, no estado, a receber o primeiro diploma em braille de uma instituição de ensino superior de Pernambuco. E é com um misto de alegria e tranquilidade que esta pernambucana de sobrenome inglês por parte de mãe, de 25 de idade, recebe a honraria.

“Achei uma excelente iniciativa. É bom para que o deficiente saiba, por si mesmo, o que tem escrito no diploma. É diferente de pegar um papel e esperar que outros digam para você o que está lá.”, afirma. Marília fala do alto de uma vivência em que esta possibilidade nem sempre existiu, ao longo da sua vida.

Foram muitos os desafios para conquistar seu sonho. Ter acesso ao conteúdo das aulas, por exemplo, exigia todo um complexo sistema de logística. Ela precisava esperar que alguém tirasse fotos do quadro e enviasse para o seu WhatsApp. No celular, ela possui um sistema chamado voice over, que funciona como leitor de tela. O problema é que o sistema não lê imagem e era preciso esperar que alguém lesse o conteúdo da foto para que ela pudesse ter acesso a ele.

Outra dificuldade, superada com a ajuda de familiares, mestres e colegas, era o deslocamento entre as salas de aula. Nada que, entretanto, pudesse arrefecer a vontade de quem já nasceu com deficiência visual, em ambos os olhos, mas que nunca se deixou abater na busca pelos sonhos, que foram mudando de direcionamento ao longo da vida.

O Pró-reitor de Graduação e Extensão da Universidade Católica de Pernambuco, Degislando Nóbrega, conta que a iniciativa de oferecer o diploma em braille é, na verdade, além do ato em si, o coroamento de toda a caminhada da estudante. “Marília não poderia chegar a esta conclusão com êxito, sem antecedentes, sem o favorecimento de muitos quanto à questão da acessibilidade. Sua família, bem como colegas, professores e toda a estrutura da universidade”.

Deficiente visual assume coordenação na Secretaria de Direitos Humanos do Jaboatão

A advogada foi recebida pelo prefeito Anderson Ferreira. Foto: Matheus Britto/Divulgação.
A advogada foi recebida pelo prefeito Anderson Ferreira. Foto: Matheus Britto/Divulgação.

Primeira formanda de Pernambuco a receber o diploma em braille, a advogada Marília de Mendonça assumiu, nessa quinta-feira (14), a coordenação do Segmento da Pessoa com Deficiência da Secretaria Executiva de Direitos Humanos de Jaboatão dos Guararapes. O convite foi feito diretamente pelo prefeito da cidade, Anderson Ferreira.

"Ela já venceu vários obstáculos, provando toda sua capacidade. Agora, chega para dar uma grande contribuição a nossa gestão. Nos últimos dois anos, criamos diversas oportunidades de inclusão, com a perspectiva de garantir o empoderamento de pessoas com deficiência. Nossa convicção é de que não existe barreira que impeça alguém de alcançar objetivos", afirmou o prefeito de Jaboatão.

"É um novo desafio. Já atuei nas áreas de direitos humanos, com crianças e adolescentes, e também na área da saúde. Na Prefeitura do Jaboatão, terei a oportunidade de trabalhar para garantir que as políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência avancem ainda mais", disse Marília.

Alunos do Ensino Fundamental assistem aulas de Libras em escola de Cariacica

Usada por mais de 5 milhões de pessoas, e reconhecida como o segundo idioma do país, a Língua Brasileira de Sinais é utilizada para se comunicar com pessoas com deficiência auditiva

Foto: Divulgação
Alunos do Ensino Fundamental assistem aulas de Libras em escola de Cariacica

Por COC Lusiadas

Os dedinhos ainda são pequenos, mas os gestos que eles representam têm um significado muito maior: o da inclusão. Cerca de 50 alunos com idades entre 7 e 8 anos, das séries iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Lusíadas, em Cariacica, se divertiram durante uma aula básica de Libras (Língua Brasileira de Sinais), reconhecida em 2002 como a segunda língua oficial do Brasil.

Usada como forma de se comunicar com pessoas com deficiência auditiva, estima-se que atualmente no país mais de 5 milhões de cidadãos façam uso da linguagem de sinais. É por esse conjunto de códigos, que compreende gestos, expressões, leitura labial e até mesmo estrutura gramatical própria, que surdos e mudos se comunicam com o restante das pessoas.

De acordo com a coordenadora pedagógica do Colégio Lusíadas, Mirian Neto, as aulas de Libras fizeram parte das ações do “Projeto Valores e Cidadania”, desempenhado pela escola com os estudantes. Cada turma do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental da escola recebeu uma aula sobre linguagem de sinais.

                 Professora e aluna fazem sinal que representa "eu te amo" em libras — Foto: Divulgação
Professora e aluna fazem sinal que representa "eu te amo" em libras — Foto: Divulgação

“Entendemos que estimular a responsabilidade social contribui para o exercício da cidadania dos nossos pequenos. Eles já entendem e mostram interesse em conhecer outras realidades fora do mundo deles e que, se dermos a nossa contribuição, poderemos, pelo menos, amenizar as ‘diferenças’”, afirma Mirian.

Cidadania

A estudante de Pedagogia Rhoana Pereira foi quem deu as aulas de Libras para os pequenos. Estagiária na escola há dois anos, além de ensinar o básico da linguagem de sinais, ela também passou aos alunos várias noções de cidadania e empatia.

“Procurei explicar para as crianças a dificuldade que o surdo tem em se comunicar com os ouvintes, mas que nós, quanto ouvintes, podemos quebrar essa barreira. Um ponto importante é que, além de ser trabalhado o conhecimento sobre os sinais da Libras, também trabalhei a cidadania e consciência sobre a importância de saber se comunicar com um surdo”, afirma.

O primeiro contato de Rhoana com a Libras foi na infância, quando aos 10 anos aprendeu o alfabeto manual. Anos depois, já no Ensino Médio, ela teve contato com uma colega de escola que era surda, e que se comunicava com o auxílio da intérprete que a acompanhava durante as aulas.

“A partir daí, comecei a me interessar em aprender mais, pois me incomodava depender de alguém para me comunicar com uma colega. Em 2015, fiz o curso na Escola Oral Auditiva de Vitória, desde então, comecei a ter mais contato com a comunidade surda e a conhecer suas dificuldades no dia a dia, inclusive nas escolas, pela falta de profissionais que tivessem o mínimo conhecimento da Libras para ajudá-los”, afirma.

Aprendizado

De acordo com Rhoana, na faixa etária dos estudantes do Ensino Fundamental o processo de aprendizagem é mais fácil e, como as crianças estão se desenvolvendo, a aquisição do conhecimento ocorre de forma mais leve. Cada turma recebeu uma aula, e já se estuda a realização de novos encontros.

“Foi maravilhosa, além do esperado, por ser uma língua desconhecida pela maioria deles, mas todos ficaram encantados e saíram da escola no fim do dia sinalizando para os pais. Durante a semana ainda recebi o feedback dos pais, falando sobre animação das crianças em casa, a maioria relatou que os alunos ensinaram para a família”, comemora a profissional.


Barbie ganha versão inclusiva. Uma das bonecas têm prótese na perna e outra é cadeirante

As novidades fazem parte da linha Barbie Fashionistas 2019

Barbie fashionistas 2019 (Foto: Mattel)
Barbie fashionistas 2019 (Foto: Divulgação)

Por Crescer online

Criada há 60 anos, a Barbie já fez parte da infância de muitas gerações. Nesta semana, a Mattel, marca que fabrica a boneca, anunciou o lançamento de sua nova coleção, Barbie Fashionistas 2019, com uma característica que chamou a atenção de muita gente: a inclusão. A linha traz, entre outros modelos, uma Barbie cadeirante e outra com uma prótese na perna.

Em edições anteriores, a boneca já teve modelos com vários tons de pele, cores de olho e diferentes tipos de corpo e cabelo. A ação é um passo importante para diminuir o estigma em torno de deficiências físicas, abrindo espaço para que os pequenos possam conversar sobre o assunto e encarar o tema com mais naturalidade.

"Este ano, incluímos no portfólio de Barbie bonecas com deficiências físicas para representar melhor as pessoas e o mundo que as crianças veem ao seu redor. Nosso compromisso com a diversidade e a inclusão é um componente essencial de nosso processo de design", conta Kim Culmore, Vice-Presidente de Design da Barbie, na Mattel.

Junto das bonecas, a nova expansão trará uma rampa de acessibilidade para a cadeira de rodas, que poderá ser utilizada na famosa Casa dos Sonhos da Barbie, tornando a experiência ainda mais didática.

Para confeccionar as bonecas, a empresa contatou ativistas e designers. A ideia era que tanto a prótese quanto a cadeira de rodas fossem as mais apuradas possíveis. "Existem muitos tipos de cadeiras de rodas, essa foi modelada a partir do design de uma cadeira desenhada para um indivíduo que tem uma deficiência física permanente", declarou a Mattel.

O lançamento das novas bonecas da linha Barbie Fashionistas está previsto para junho deste ano. . (Preço sugerido: R$ 89,99 – Barbie Fashionista, R$ 149,99 – Barbie com cadeira de rodas).



Inspeções do trabalho no AP levaram à contratação de 42 pessoas com deficiência em 2018

Fiscalizações avaliam se empresas cumprem ou não a cota mínima de contratações de PcD.

Por G1 AP — Macapá

Amapá teve contratação de 42 pessoas com deficiência após inspeções do Trabalho em 2018 — Foto:  Ricardo Giusti/PMPA
Amapá teve contratação de 42 pessoas com deficiência após inspeções do Trabalho em 2018 — Foto: Ricardo Giusti/PMPA

A atuação do extinto  Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), atual Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, em 2018 no Amapá levou à contratação de 42 Pessoas com Deficiência (PcD) e reabilitados. Os empregos formais foram gerados após 10 inspeções realizadas no ano passado.

Em 2017, o MTE identificou 40 contratações após as inspeções realizadas no estado. Em comparação ao ano anterior, 2018 teve uma leve melhoria no desempenho de inserção de trabalhadores no mercado. Apesar de algumas não seguirem as leis, as empresas não receberam autos de infração pelo não preenchimento da cota para PcD e reabilitados nem em 2017, nem em 2018.

Nas inspeções, os fiscais do Trabalho visitam empreendimentos a fim de verificar o cumprimento da lei federal nº 8.213/91, conhecida como “Lei de Cotas”. O texto prevê que empresas com mais de 100 funcionários tenham no quadro de empregados pelo menos 2% de PcD, tanto física quanto intelectual.

O Ministério da Economia detalha que esse percentual obrigatório aumenta de acordo com a quantidade de trabalhadores, chegando a 5% para empresas com mais de 1 mil funcionários.

No serviço público, outra lei regulamenta a “Lei de Cotas”: a lei nº 8.112/90 determina que seja reservado até 20% das vagas de concurso público para PcD.

O Amapá foi o estado com o menor número de contratações da região no ano passado. Pará foi o estado do Norte que teve o melhor desempenho, inserindo 534 PcD no mercado de trabalho. Confira os números por estado na região Norte:

Pará – 534 contratados
Amazonas – 425 contratados
Rondônia – 270 contratados
Tocantins – 123 contratados
Acre – 88 contratados
Roraima – 63 contratados
Amapá – 42 contratados

As inspeções acontecem mediante consultas aos sistemas do Ministério do Trabalho com base nas informações apresentadas pelas empresas através da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Sobre o número de vistorias, o auditor-chefe da Seção de Inspeção do Trabalho, Marcos Marinho, detalha que são fixadas metas, a nível nacional, de acordo com o número de auditores em cada regional.

O Amapá conta com o trabalho de apenas sete auditores, que realizam várias atividades; mas voltada para a fiscalização do cumprimento da lei de cotas, há somente um auditor, o Marinho. Por isso, a meta amapaense é menor em relação aos outros estados do país.

"A estratégia da Secretaria de Inspeção do Trabalho é focar no acerto e evitar um alto volume de fiscalizações em estabelecimentos que estão em situação regular. Portanto, apenas os estabelecimentos em situação irregular são notificados. Para isso, vamos utilizar cada vez mais as informações já disponíveis para selecionar melhor as empresas", detalhou Marinho.

O auditor-chefe da Seção de Inspeção do Trabalho reafirma que, apesar do número pequeno de inspeções, o trabalho busca ser o mais otimizado possível para que seja mantido o cumprimento da lei de cotas para essas pessoas que são segregadas quando o assunto é emprego.

"Esse trabalho é importante porque promove inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Segundo as estatísticas, apenas empresas com mais de 100 empregados contratam essas pessoas. Se não fosse a lei e a fiscalização, elas não teriam nenhuma oportunidade no mercado de trabalho formal", declarou Marinho.

Observando outras regiões, São Paulo foi o estado que mais contratou PcD no país em 2018, com 133.481 trabalhadores. Em seguida, vieram Minas Gerais (45.225), Rio de Janeiro (36.906), Rio Grande do Sul (32.719) e Paraná (30.222).

Recorde brasileiro

Apesar do baixo desempenho no Amapá, a contratação de pessoas com deficiência pelo país bateu recorde e foi a maior em 16 anos, segundo o Ministério da Economia: foram 11,4 mil inspeções que levaram à contratação de 46,9 mil PcD em 2018, tanto de empregados formais (44.782) quanto de aprendizes (2.118).

Desde 2003, foram contratadas mais de 448 mil pessoas com deficiência e reabilitados em todo o país, em decorrência de operações de fiscais do Trabalho. O recorde anterior de ações e contratações havia acontecido em 2014, quando houve quase 11 mil inspeções e 42,6 mil PcD foram incluídas no mercado de trabalho por força da fiscalização.

Para o Ministério da Economia, muitos contratantes preferem não fazerem as adequações necessárias para incluir o trabalhador com deficiência. O órgão também reforça que é necessária uma mudança de atitude nas empresas, para que enxerguem os talentos e capacidades dessas pessoas e que também faça as adequações nos locais de trabalho, o que é obrigatório por lei.

O Ministério da Economia também afirmou esta semana que, este ano, os fiscais do Trabalho vão verificar não apenas o cumprimento da cota mínima de contratações, mas também vão avaliar a acessibilidade nos ambientes de trabalho.

Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação começa no dia 23, em São Paulo

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

A etapa regional de São Paulo do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação será nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista. Ao todo, 778 competidores estão inscritos no evento que abre o calendário nacional das modalidades. No próximo fim de semana, serão 492 corredores, arremessadores e lançadores, mais 286 nadadores em busca da classificação para as etapas nacionais.

São Paulo será a primeira parada das fases regionais do Circuito Loterias Caixa na temporada. Em março, serão realizadas as fases Norte-Nordeste, em João Pessoa (PB), do dia 15 a 17, e Centro-Leste, nos dias 30 e 31, em Uberlândia (MG). Curitiba (PR) receberá a última fase, Rio-Sul, de 12 a 14 de abril.

Os atletas que alcançarem os índices estabelecidos pelo departamento técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) garantem participação nas etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa. A terceira fase nacional receberá a denominação de Campeonato Brasileiro, em setembro e outubro, reunindo os melhores do ano. As três competições serão realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Entre os competidores da etapa de São Paulo do Circuito Loterias Caixa está o medalhista paralímpico Yohansson Nascimento bronze nos 100m, da classe T47, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e ouro nos 200m e prata nos 400m, pela classe T45, em Londres 2012. Já na piscina, estará Phelipe Rodrigues, que conquistou a medalha de prata nos 50m livre e bronze nos 100m livre, pela classe S10, nos Jogos do Rio 2016 e prata também nos 100m livre da classe S10, nos Jogos de 2012.

”A Regional São Paulo marca exatamente o início da nossa temporada. Logo em seguida, teremos a outras regionais. A nossa expectativa é a melhor possível, porque estamos em ano de Jogos Parapan-Americanos e Mundial de atletismo e de natação. O nosso calendário nacional depende desses grandes eventos internacionais para nos avaliarmos. Então, as competições nacionais são a base seletiva para a convocação das nossas Seleções“, comentou Alberto Martins, diretor-técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

O Circuito Loterias Caixa também contempla as disputas do halterofilismo, que nesta temporada fará duas de suas quatro etapas nacionais juntamente com as regionais de atletismo e natação. O calendário reserva para março, em João Pessoa, Paraíba, a estreia dos halterofilistas no Circuito. Após a fase Rio-Sul, em Curitiba, Paraná, a modalidade realizará, no CT Paralímpico, em São Paulo, a terceira etapa nacional e, em novembro, o Campeonato Brasileiro.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a etapa regional São Paulo do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigirem-se à sala de imprensa do Centro de Treinamento Paralímpico para identificação.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais serão separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 23 e 24 de fevereiro
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5 - ao lado do São Paulo Expo

Programação*
Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação - Etapa Regional São Paulo
Sábado (23/2) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (24/2) - 8h às 12h
*Sujeita a alterações

Copa do Mundo de Tiro Esportivo de Al Ain começa neste sábado, 16

Antonio Teixeira/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

Começa neste sábado, 16, a etapa de Al Ain da Copa Mundo de tiro esportivo, nos Emirados Árabes Unidos. A competição segue até domingo, 24. Ao todo, estão inscritos 220 atiradores, de 47 países.

Esta é a segunda competição do período classificatório para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 da modalidade. A primeira foi o Campeonato Mundial, em novembro de 2018. Nesta etapa da Copa do Mundo, será uma vaga por prova/classe. Caso o primeiro colocado já possua a vaga, esta vai para o segundo colocado e assim sucessivamente.

O Brasil ainda não possui atletas classificados para os Jogos Paralímpicos. Os brasileiros nesta competição são: Alexandre Galgani, Beatriz Dias da Cunha, Bruno Stov Kiefer, Carlos Garletti, Eloisa Miranda e Geraldo Von Rosenthal.

Outros dois eventos compõem o período qualificatório: o Mundial de Tiro Esportivo, em outubro, na Austrália, e uma etapa da Copa do Mundo, em 2020.

Em 2019, o tiro esportivo fará sua estreia em Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru, em agosto. O Brasil já possui seis atletas classificados: Alexandre Galgani, Carlos Garletti, Geraldo Rosenthal, Marcelo Hyroshi, Sérgio Vida e Ricardo Gomes.

Secretária visita Rede Lucy Montoro Sorocaba no interior de São Paulo

Imagem: Secretária Célia Leão com Deputada Estadual Maria Lucia Amary e equipe da Rede Lucy Montoro Sorocaba

Na manhã desta quinta-feira, 14 de fevereiro, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Célia Leão, visitou a Rede de Reabilitação Lucy Montoro na região de Sorocaba, interior paulista, localizada no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).

A visita técnica tem como objetivo conhecer as instalações da unidade recém-inaugurada, que, em sete meses, já conta com 631 atendimentos ambulatoriais, 5.428 atendimentos não médicos, 37 atendimentos de OPM - Órtese, Prótese e Materiais e 66 grupos que atendem 139 pacientes em atividades educativas.

Segundo a Secretária Célia Leão, a unidade é um destaque na área de reabilitação, “essa é uma unidade de primeiro mundo, equipamentos e profissionais de com excelência, a Rede atende com muita qualidade para todas as pessoas”.

Célia destacou durante a visita que a ideia central é que as unidades da Rede possam atender as outras deficiências. “O mote é trazer todas as deficiências para serem atendidas aqui”, finalizou.

A Rede Lucy Montoro Sorocaba conta também com uma área específica que atende crianças e adolescentes de até 15 anos, nas seguintes condições: cegueira e baixa visão, cataratas congênitas, transtornos da coroide e da retina, glaucoma, transtornos do nervo óptico, vias ópticas e atrofia óptica.

Segundo dados do IBGE 2010, Sorocaba conta com aproximadamente 644 mil habitantes dos quais 126 mil são pessoas com deficiência.

A Rede de Reabilitação Lucy Montoro é a primeira instituição brasileira a conquistar a acreditação da Commission on Accredition of Rehabilitation Facilities (CARF). Criada em 2008, a rede conta atualmente com 19 unidades em funcionamento em todo o Estado que realizam mais de 100 mil atendimentos por mês.

Além da visita ao centro de reabilitação, a Secretária seguiu para Salto de Pirapora, cidade vizinha a Sorocaba para conhecer o programa Cão-guia no Instituto Magnus. O objetivo do programa é atender a demanda de pessoas com deficiência visual, que no país somam aproximadamente 7 milhões de pessoas.

Imagem: Secretária Célia Leão com Deputada Maria Lucia Amary e representantes do Instituto Magnus

A Secretária destacou a importância da ação realizada pelo Instituto, “podemos perceber o cuidado com as pessoas cegas, a competência e trabalho, além do cuidado com os animais”. Ela enfatizou, “os olhos de um cão-guia não são só os olhos do cego, são os olhos para se enxergar o futuro e o horizonte”.

Também participou da visita às cidades, a Deputada Estadual Maria Lucia Amary, que tem um trabalho voltado às pessoas com deficiência da região.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A APNEN realiza COMPRA e a DOAÇÃO de uma Cadeira de Rodas, e uma Cadeira de Banho







A APNEN realizou ontem, a COMPRA e a DOAÇÃO de uma Cadeira de Rodas, e uma Cadeira de Banho para um morador do Jardim do ÉDEN, essas cadeiras foram adquiridas na Cirúrgica Cillos e teve um custo de R$ 569,00.

Parabenizamos a todos os membros da nossa diretoria por mais essa conquista.

Fonte: APNEN de Nova Odessa

Esta clínica veterinária ajudando uma menina com seu gato "Pet" é a coisa mais doce que você verá hoje

Cortesia de Susie Efigenio

Por Jen McGuire

Algumas crianças são mais apegadas aos seus bichos de pelúcia do que os pais percebem. Quero dizer, eu tinha uma baleia assassina recheada que poderia ter sido casualmente pendurada na minha cama no meu quarto até que eu tinha 15 anos e minha mãe me fez dar a minha prima. Isso foi bom, eu estava totalmente frio sobre isso. Mas às vezes, quando uma menina tem pouco menos de 15 anos, ela pode precisar de uma pequena ajuda para garantir que seus bichinhos de pelúcia estejam se sentindo bem. E é aí que entram médicos incríveis e empáticos. Esta clínica veterinária ajudou uma menina com seu gato "de estimação" , porque os heróis nem sempre usam capas. (Somente quando eles voam)

A Clínica Veterinária da Pioneer em Moses Lake, Washington, teve um dia interessante na sexta-feira. Parece que entre os cães e gatos e até as águias americanas que eles cuidaram nas últimas semanas, havia um tipo muito diferente de criatura peluda trazida por uma garotinha que tinha preocupações específicas próprias. A jovem Jazmine estava preocupada que seu gato Donnie não estivesse se sentindo bem com seu vigor habitual, e pediu a sua mãe que ligasse para o veterinário para ver se havia algo que pudessem fazer. Eles marcaram uma hora para Donnie entrar, o que foi um pedido bastante fácil, porque Donnie é um gato de pelúcia e, portanto, bastante portátil.

                      Cortesia de Susie Efigenio
                         

Como Clínica Veterinária Pioneer compartilhou em um post em sua página no Facebook:

Tivemos uma menina maravilhosa que veio nos visitar ontem. Seis anos de idade Jazmine, que tem necessidades especiais, estava extremamente preocupado com seu gato de pelúcia "Donnie". Sua mãe nos ligou e marcou uma consulta para ela ser vista pelo Dr. Maier.

O Dr. Maier aparentemente deu uma olhada em Donnie, uma "fêmea, ponto de foca, gato doméstico de pêlo curto", e diagnosticou-a com uma "pequena laceração no pé direito".

                       Cortesia de Susie Efigenio
                          

A equipe decidiu que um curativo ajudaria Donnie e começou a administrar o tratamento recomendado.

Diagnóstico final?

Em casa de cuidados: dar-lhe amor extra e afagos até que ela esteja melhor

Após um exame minucioso e uma bandagem rápida, "Donnie" deve se recuperar totalmente!

                     Cortesia de Susie Efigenio
                        

Como a mãe de Jazmine, Susie Efigenio, explicou a Romper, sua filhinha, que está no espectro do autismo, ficou preocupada com Donnie por vários dias. Quando ela entrou na Clínica Veterinária da Pioneer para ver se eles se importariam em dar uma olhada, eles concordaram "sem hesitação". Efigenio disse a Romper que sua filha estava "cheia de alegria" quando o médico levou tempo para ver Donnie (que aparentemente havia sido arranhada por sua boneca Brooklyn). Ela também disse que a experiência foi positiva para uma menina que está sempre "superando minhas expectativas":

Essa experiência lhe trouxe muita alegria e a ajudou a se sentir melhor com a pata de Donnie. Ela tem tomado conta de Donnie e Donnie está se sentindo extremamente melhor desde a visita.

                  Cortesia de Susie Efigenio
                     

Ensinar nossos filhos a cuidar de seus animais de estimação é importante. Isso os ajuda a entender a empatia, a bondade, o conceito de que outras pessoas e coisas no mundo importam além de si mesmas.

Tenho a sensação de que o jovem Jazmine não precisará de muita ajuda nesta área se ela se importar tanto com seus bichinhos de pelúcia.

Fique bom logo, Donnie.

Comunicóloga é a primeira cadeirante eleita rainha do bloco afro Muzenza na Bahia: 'Plena' - Vejam os videos

Josy Brasil, como é conhecida, tem 33 anos e ficou paraplégica em 2017, após acidente de carro em Milão.

Por Jony Torres e Fernanda Luna, TV Bahia

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Josy Brasil é escolhida 'Muzembela' 2019; cadeirante vai representar o bloco no carnaval

A comunicóloga Josimare Cristo Reis, de 33 anos, é a primeira cadeirante eleita rainha do bloco afro baiano Muzenza. A final do concurso foi realizado na noite de quarta-feira (130, na Praça Tereza Batista, no Pelourinho, m Salvador.

Clique AQUI para ver os vídeos.

Josy Brasil, como é conhecida a nova rainha,  também se inscreveu no concurso que elege a Deusa do Ébano, do bloco Ilê Aiyê. Ela não chegou à etapa final, mas entrou para a história por ser a primeira candidata cadeirante a concorrer ao título de rainha do Ilê.

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Veja a coroação da rainha do bloco afro Muzenza

Segundo os organizadores do bloco Muzenza, além da beleza, os jurados levaram em conta a simpatia, a elegância, a apresentação no palco, a fantasia e a dança apresentada pela comunicóloga.

"É um momento de inclusão do Muzenza. Eu quando vi essa menina em uma entrevista, ela dizendo que o sonho dela era ser rainha de um bloco afro. Eu disse que no meu coração: 'já é'", disse um dos organizadores do concurso.

Josy Brasil foi eleita a "Muzembela" — Foto: Reprodução/TV Bahia
Josy Brasil foi eleita a "Muzembela" — Foto: Reprodução/TV Bahia

Josy, natural da cidade de Alagoinhas, a 120 km de Salvador, foi morar na Itália com 19 anos após um conselho da tia, que vive na Alemanha. No país europeu, ela se formou em comunicação, trabalhou e abriu a própria agência de eventos. Durante a final do concurso de rainha do Muzenza, Josy revelou que está grávida.

"Plena 100%, e mais plena ainda porque estou esperando um ser maravilhoso aqui dentro. Eu estou super feliz. É um ano mágico para mim", revelou Josy, emocionada.

Além da escolha da "Muzembela", o evento contou com a tradicional percussão do grupo afro e convidados, como a banda Motumbá e Levi Lima, do grupo Jammil. A cantora Daniela Mercury também que fez uma participação e cantou a música vencedora do Festival do Muzenza de 1990, "Suingue da cor".

Fonte: g1.globo.com

Pessoas com deficiência podem se inscrever até o dia 20 de fevereiro para assistir aos desfiles na Sapucaí

Ainda restam algumas vagas para os dias 1° e 9 de março, para a frisa do setor 13 do Sambódromo.

Por G1 Rio

Público durante desfiles na Sapucaí — Foto: Reprodução/TV Globo
Público durante desfiles na Sapucaí — Foto: Reprodução/TV Globo

Pessoas com deficiência têm até o dia 20 de fevereiro para se inscrever para assistir aos desfiles na Sapucaí. Ainda restam algumas vagas para os dias 1° e 9 de março, para a frisa do setor 13 do Sambódromo.

As inscrições são realizadas pela Prefeitura do Rio, através da Subsecretaria da Pessoa com Deficiência, em parceria com a RioTur. Para realizar a inscrição é necessário apresentar o laudo médico e um documento de identificação com foto. Cada pessoa com deficiência tem direito a um acompanhante.

A inscrição presencial será realizada até o dia 20 de fevereiro (ou até durarem os convites), somente em dias úteis, na Avenida Presidente Vargas, 1997 – 2° andar, das 9h às 14h. Esse ano o público também pôde realizar a inscrição online. Quem optou por essa opção, pode retirar o convite na mesma data e horário da inscrição presencial.

No dia do desfile, só será permitida entrada com convite e documento de identificação com foto da pessoa com deficiência. Cadeirantes poderão escolher um dia do grupo de acesso e dois dias do grupo especial, incluindo o desfile das campeãs, para assistir. Pessoas com outras deficiências poderão escolher um dia do grupo de acesso e um dia do grupo especial, incluindo o desfile das campeãs. Essa escolha deverá ser feita no ato de inscrição.

Grupo de Acesso:

  • Sexta-feira (1°) – Unidos da Ponte, Alegria da Zona Sul, Acadêmicos da Rocinha, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos de Padre Miguel, Inocentes de Belford Roxo e Acadêmicos do Sossego.
  • Sábado (2) – Unidos de Bangu, Renascer de Jacarepaguá, Estácio de Sá, Unidos do Porto da Pedra, Império da Tijuca e Acadêmicos do Cubango.

Grupo Especial:

  • Domingo (3) - Império Serrano, Viradouro, Grande Rio, Salgueiro, Beija-flor, Imperatriz e Unidos da Tijuca.
  • Segunda (4) – São Clemente, Vila Isabel, Portela, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti, Mangueira e Mocidade.


Serviço:

Inscrição para entrega gratuita de ingressos para o carnaval 2019.

Data para inscrição presencial e retirada dos convites: 11 a 20 de fevereiro.

Local: CIAD Mestre Candeia - Avenida Presidente Vargas, 1997 – 2° andar.

Horário: das 9h às 14h.

Fonte: g1.globo.com

MPF pede que Receita Federal torne programa do imposto de renda acessível a pessoas com deficiência

Ministério Público Federal quer que a Receita Federal torne o Programa Gerador da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física acessível às pessoas com deficiência. Foto: Alexandre Cassiano

Ministério Público Federal quer que a Receita Federal torne o Programa Gerador da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física acessível às pessoas com deficiência.


Extra

O Ministério Público Federal (MPF) quer que a Receita Federal torne o Programa Gerador da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física acessível às pessoas com deficiência. A ação foi ajuizada em em Caxias do Sul (RS). O pedido é que a alteração seja feita antes do início do prazo de entrega da declaração de 2019. Mas, caso o prazo já tenha iniciado quando houver análise do mérito, o MPF pede que seja concedido um prazo adicional às pessoas com deficiência correspondente a tantos quanto forem os dias de atraso na conclusão da adaptação do programa.

O processo relata dificuldades enfrentadas por contribuinte com deficiência visual no momento da realização da declaração, em razão do sistema eletrônico da Receita Federal não oferecer condições mínimas de acessibilidade. O inquérito foi instaurado a partir de documentação remetida pelo Ministério Público do Estado do RS.

A Receita Federal admitiu a necessidade de adequar seu programa, porém ponderou que a aprovação e implantação das demandas dependerá de disponibilidade orçamentária, sem menção de prazos para a conclusão das adequações necessárias. Sendo assim, devido à não apresentação de medidas efetivas com datas concretas para a resolução do problema, acrescido da proximidade o início da declaração deste ano, o MPF resolveu fazer o pedido judicial para o pronto atendimento da demanda.

Para o superintendente-adjunto da Receita Federal na 10ª Região Fiscal, Ademir Gomes de Oliveira, é difícil que a alteração no programa — produzido desde outubro — fique pronta antes do início do prazo de entrega da declaração de 2019:

— A gente acata decisões judiciais. Com certeza, se não conseguirmos, vamos dar o prazo necessário para que os deficientes realizem a declaração.

Mãe comemora a 2ª formatura de filho com Down: ‘Superamos o preconceito’

Jovem curitibano concluiu a segunda graduação em Educação Física.Rapaz relata situações de preconceito na época da faculdade.

Adriana Justi Do G1 PR

Roseli (Foto: Arquivo pessoal)
Roseli e o filho na colação de grau de Licenciatura em Educação Física (Foto: Arquivo pessoal)

A secretária Roseli Mancini comemora a segunda formatura do filho, João Vitor, que tem Síndrome de Down. No último sábado (19), ele colou grau no curso de Licenciatura em Educação Física, e em 2009 ele concluiu o bacharelado na mesma área. "Ele nasceu em São Paulo e quando completou dois meses de vida viemos morar em Curitiba. Aí começou nossa caminhada. Sem conhecer nada da cidade, fomos a procura de um tratamento, nos indicaram a Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE). Hoje, depois de tanta luta, podemos comemorar e deixar para trás muitos 'nãos' e além de tudo, superamos o preconceito”.

João Vitor tem 25 anos e explicou, em entrevista ao G1, na manhã desta quinta-feira (24), que os preconceitos foram vários e relatou alguns casos. "Eu lembro bem de um caso que ocorreu na primeira faculdade. Estávamos em uma aula de atletismo e eu estava fazendo um movimento errado, e, ao invés da professora me corrigir, ela falou: "deixa ele". Eu fiquei muito decepcionado e me perguntei porque ela teria agido daquela forma. Também não entendi que tipo de metodologia ela usava. Eu esperava que ela me ajudasse. Bastava ela ter me corrigido".

Resultado de imagem para João Vitor tem 25 anos e passou no vestibular na primeira tentativa
João Vitor tem 25 anos e passou no vestibular na primeira tentativa (Foto: Arquivo pessoal)

Em outro caso relatado pelo jovem, o preconceito, segundo ele, veio de uma das colegas de classe. "Por parte dos colegas eu sempre tive que provar que era eu que fazia os trabalhos e os deveres. E um dia, uma das colegas falou que ela tinha feito o trabalho sozinha, sendo que eu também havia participado. Na verdade (...), ela me deixou tão pra baixo e deprimido que não tive reação na hora. Com isso, eu preferi sempre fazer os trabalhos e deveres sozinho".

A mãe contou que o filho ficou na APAE até os dois anos e meio. “Quando percebi que lá não havia mais nada a acrescentar na vida do meu filho, tomei a decisão de colocá-lo em uma escola regular. E deu super certo (...), no início fui criticada por muitas pessoas pela minha ousadia, mas hoje posso comemorar o resultado - meu filho já têm duas faculdades”.

Ele passou no vestibular na primeira tentativa e concluiu o Bacharelado em Educação Física na Universidade Tuiuti, em julho de 2009. Em seguida, entrou no curso de licenciatura na mesma área e concluiu no final do ano passado. “Quando chegou o dia da colação de grau, mais uma vez, foi uma emoção sem igual, uma vitória indescritível”, confessou a mãe.

Roseli aconselha os pais que também têm filhos com Síndrome de Down e explica que o princípio de tudo é encarar a situação com normalidade. "Penso que os pais com filhos especiais, em primeiro lugar devem eles próprios não ter preconceitos, pois, muitas vezes, inconscientemente, eles têm, e isto dificulta o relacionamento com o externo. Devem acima de tudo optar por escolas regulares, sem medo do preconceito, pois só do lado de crianças normais, com parâmetros normais, os filhos poderão evoluir".

Quero fazer a diferença e abrir as portas para dar mais qualidade de vida para esse público"
João Vitor, educador físico com Síndrome de Down

"Estou feliz. Meu maior sonho a partir de agora é abrir uma academia voltada para o público com necessidades especiais, como eu, ou dar aula em escolas. Percebo que essas pessoas precisam de incentivo e de boa expressão corporal, coisas que foram essenciais na minha vida até agora. Por isso, quero fazer a diferença e abrir as portas para tentar dar mais qualidade de vida para esse público", acrescentou João.

Roseli contou também que João Vitor já encaminhou alguns currículos para tentar um espaço no mercado de trabalho, mas afirmou que ele enfrenta barreiras diariamente. “O problema é que ainda existe muito preconceito. Mas não perdemos a esperança, estamos aguardando uma chance”, concluiu.

Fonte: g1.globo.com

Lei obriga uso do símbolo do autismo nos caixas prioritários em Porto Alegre

Rede Super da Praia, do Litoral, já adota o símbolo nas placas.

Por Giane Guerra

As placas de atendimento prioritário terão o símbolo do autismo também em Porto Alegre. Entrou em vigor a lei que obriga o uso da imagem do laço formado por peças de quebra-cabeça por estabelecimentos públicos e privados. Segundo o texto, vale para supermercados, bancos, farmácias, bares, restaurantes, lojas e outros similares de uso público.

O projeto de lei tinha sido aprovado ainda em 2018 pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Como não houve sanção ou veto pela prefeitura, foi promulgado agora pela presidente do legislativo, Mônica Leal, e publicado no Diário Oficial.

O prazo de adaptação é de 12 meses para locais já em funcionamento. Para estabelecimentos novos, a obrigatoriedade é imediata.

Também foi promulgada pela vereadora e publicada no Diário Oficial, uma lei que cria o Programa Censo de Inclusão de Autistas. O objetivo é identificar a quantidade e o perfil socioeconômico das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) em Porto Alegre, que serão usados para criação do Cadastro de Inclusão. Será emitida uma carteira do autista para pessoas com TEA, que trará informações como o grau da deficiência.

Quem já adotou e a importância

Ainda em janeiro, a coluna Acerto de Contas abordou bastante o uso do símbolo do autismo no comércio. Citou a iniciativa do Super da Praia, rede de supermercados do Litoral, que colocou o desenho nas placas dos caixas de atendimento prioritário.

— Acrescentar o símbolo foi simples e estamos impressionados com a repercussão. Não sabíamos que a situação atingia tanta gente. Há pessoas de outras cidades ligando para vir nas lojas. São, por exemplo, cuidadores que relatam não poder deixar as crianças em casa e têm receio de levá-las junto para fazer compras — conta o empresário.

O símbolo é um laço formado por peças de quebra-cabeça. Faz uma menção à complexidade e ao enigma que o autismo ainda representa para a ciência. No Super da Praia, o laço colorido agora está ao lado dos símbolos de gestantes, pessoas com criança de colo, clientes com mais de 60 anos e pessoas com deficiência.

Segundo o diretor-presidente da rede, Cesion Pereira, a medida foi tomada logo após tomar conhecimento de uma situação que ocorreu na fila de pagamento. Um cliente reclamou da mãe que estava com uma criança no caixa prioritário, ela explicou que o menino tinha autismo, mas o homem ainda teria ficado incomodado. Mãe de Leonam Semeler, de nove anos, Maiara Semeler conta como foi:

— O senhor pediu para eu me retirar porque era um caixa para idosos. Eu disse que meu filho era autista e que tinha direito. Ainda assim, o homem ficou resmungando. Fui falar com a direção do supermercado porque sei que a empresa recebe bem, sou cliente há muito tempo, e pedi que colocassem o símbolo do autismo no caixa. Prontamente, eles colocaram o sinal e eu fiquei muito feliz.

Em tese, autistas são considerados por lei como pessoas com deficiência. Então, são beneficiados já pelo sinal de deficiência nos espaços de atendimento preferencial. No entanto, o símbolo do autismo é importante para que as pessoas reflitam que a criança ou adulto naquela fila pode ter autismo, já que é uma doença difícil de ser percebida. E, claro, pensem antes de criticar.

— O autismo não tem cara e é chato ficar justificando para as pessoas que meu filho é autista — desabafa Maiara Semeler.

Uma leitora que se identificou apenas como Denise mandou relatos semelhantes para a coluna. Disse, inclusive, que a filha autista usa uma camista com os dizeres "Eu tenho autismo".