sábado, 16 de março de 2019

Família de MG concentra um dos maiores números de pessoas com doença rara no mundo - vejam o vídeo.

Angioedema hereditário afeta 1 a cada 50 mil pessoas, mas 34 familiares foram diagnosticados em Carmo do Rio Claro.

Por EPTV 1 — Carmo do Rio Claro, MG

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Família do Sul de MG tem mais pessoas diagnosticadas com angioedema hereditário no mundo

Uma família de Carmo do Rio Claro, no Sul de MG, concentra um dos maiores números de pessoas diagnosticadas com angioedema hereditário no mundo. A doença é considerada rara e tem diagnóstico demorado. Além disso, os pacientes têm enfrentado problemas no tratamento e precisam entrar na Justiça para conseguir os medicamentos.

O angioedema hereditário é uma falha genética que atinge uma em cada 50 mil pessoas. Quem é portador da doença não produz a proteína C1. Sem ela, o organismo dispara a produção de bradicinina, que causa inchaços em varias partes do corpo, inclusive na garganta. Esse inchaço pode provocar até a morte da pessoa se ela não for atendida rapidamente.

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Angioedema hereditário afeta 1 a cada 50 mil pessoas — Foto: Reprodução/EPTV
Angioedema hereditário afeta 1 a cada 50 mil pessoas — Foto: Reprodução/EPTV

É o caso do aposentado Benedito Flauzino. Ele tem 79 anos e, por 60 deles, conviveu com dores e inchaços em várias partes do corpo. Além de passar pelos problemas, viu também o filho enfrentar a doença.

“Tomava remédio por rumo, não morria porque Deus não queria, porque ninguém sabia. Tomava remédio, passava, tornava a ficar ruim. Era essa luta”, conta.
O paciente tem 50% de chances de transmitir para os filhos. Mas Carmo do Rio Claro não segue essa estatística e a maior parte de uma família foi diagnosticada com a doença. Ao todo, são 34 pessoas.

“Se o filho pegar o gene da mãe, doente, ele vai ter. Se ele pegar o gene do pai, que não é doente, ele não vai ter. 50% de chance. E aqui em Carmo, duas pessoas tiveram mais ou menos nove filhos. Dois portadores tiveram nove filhos. E esses nove filhos, quase todos tiveram o angioedema, e tiveram filhos. [Por isso] a gente tem um número tão grande na cidade”, explica a médica Fernanda Nunes.

Benedito conviveu com a doença por 60 anos sem ser diagnosticado — Foto: Reprodução/EPTV
Benedito conviveu com a doença por 60 anos sem ser diagnosticado — Foto: Reprodução/EPTV

Início dos diagnósticos

A doença começou a ser revelada com a professora Débora Figueiredo. Dos 3 meses até os 20 anos de idade, ela sofreu com a doença sem ser diagnosticada. Débora chegou ser internada três vezes na UTI até que um médico cardiologista da cidade a encaminhou para o Hospital das Clinicas, em Ribeirão Preto (SP). Lá ela conheceu a doença.

A partir daí, os médicos pediram exames a toda família. Era tanta gente que eles precisaram ir até Carmo do Rio Claro e descobriram cinco gerações, com 34 pessoas, com a doença.

Só na família da Débora, ela, o pai e o irmão são portadores do gene. Depois de saber o que tem, a qualidade de vida mudou.

“Eu procuro ter uma estabilidade emocional, procuro fazer exercício, ter uma boa alimentação. Tomo meus medicamentos direitinho. Tudo que a médica me pede para fazer, eu faço regularmente da forma que ela fala”, conta a professora.

Com o mapeamento da família, a Maria Eduarda soube que era portadora da doença aos 9 anos. “Normalmente eu tenho mais crise no abdômen. Eu já tive várias crises. No começo, todo mês eu tinha uma crise. E eu já tive duas crises na garganta também”, conta.

Maria Eduarda (à esq) já sofreu com crises da doença — Foto: Reprodução/EPTV
Maria Eduarda (à esq) já sofreu com crises da doença — Foto: Reprodução/EPTV

Tratamento

A doença ainda é pouco conhecida pela comunidade médica. E com tantos diagnósticos em uma mesma família, o caso virou tese de doutorado. Há quase dois anos, os pacientes de Carmo do Rio Claro estão passando por um tratamento multidisciplinar para diminuir as crises da doença.

“O mais importante seria organizar a vida deles. Eles aprenderem sobre a doença, eles tratarem realmente. E quanto à ansiedade, que é um fator desencadeante das crises de angioedema”, diz a médica.

A médica também treinou profissionais da saúde da cidade para reconhecer as crises. E ainda tem o tratamento em casa. Uma dose do medicamento, por exemplo, pode reduzir o inchaço em 40 minutos.

Segundo médica, entender a doença é fundamental para os pacientes — Foto: Reprodução/EPTV
Segundo médica, entender a doença é fundamental para os pacientes — Foto: Reprodução/EPTV

Acesso aos medicamentos

Sem a medicação, no entanto, o desconforto do paciente pode durar dias. Mas aí vem o problema. Os medicamentos não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e cada ampola custa R$ 8,5 mil reais.

“Os pacientes com angioedema hereditário, eles precisam de medicamentos para tratamento das crises e para prevenção das crises. E esses medicamentos não são disponíveis pelo SUS. Então o grande desafio realmente realmente, atual, é o acesso dos pacientes a esses medicamento”, explica a médica e professora Luisa Karla de Paula Arruda.

Para conseguir os remédios, é preciso recorrer à Justiça.

“Nós temos a associação, que é a FAG, que é a associação de amigos, e nós montamos o processo. A cada final de atendimento, nós nos unimos no consultório, a doutora faz o relatório, mandamos toda a documentação de cada paciente e aí faz o processo para eles adquirirem o medicamento”, conta a enfermeira Deborah Silva.

Acesso aos medicamentos é desafio para os pacientes — Foto: Reprodução/EPTV
Acesso aos medicamentos é desafio para os pacientes — Foto: Reprodução/EPTV

O que diz o Ministério da Saúde

Procurado pela EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, o Ministério da Saúde disse que, quando o medicamento não faz parte dos remédios já oferecidos pelo Sistema Único de Saúde, é preciso um processo avaliativo antes da inclusão. Passado por esse procedimento, o medicamento pode sim ser incluído na carta de medicamentos do SUS.

Fonte: g1.globo.com


Mãe teme que filho Autista seja linchado por se vestir de cosplay em Montes Claros

Adolescente se fantasia de personagens de animes como forma de enfrentar o autismo; ele foi flagrado próximo a uma escola e passou a receber ameaças nas redes sociais.

Por Valdivan Veloso, G1 Grande Minas

       Thiago foi flagrado em frente a escola onde estuda — Foto: Arquivo Pessoal
Thiago foi flagrado em frente a escola onde estuda — Foto: Arquivo Pessoal

"Ele está recebendo áudios de pessoas o ameaçando. Dizem que se o encontrarem vão linchá-lo. Estou com medo de acontecer algo com ele". Este é o relato de Maria Nilza Rodrigues, mãe de Thiago Rodrigues soares, um adolescente de 16 anos que se espelha em personagens de animes, como forma de enfrentar o autismo.

Na quarta-feira (13) Thiago Rodrigues foi flagrado em frente à escola Estadual Augusta Valle, no Bairro Interlagos, em Montes Claros, fantasiado de um personagem de um anime com o qual ele quer se apresentar em um evento no dia 28 de março. Após o flagrante, fotos e vídeos do adolescente começaram a circular na internet fazendo ligação ao atentado na Escola Raul Brasil, em Suzano.

"As pessoas me ligaram falando que ele estava lá na escola fantasiado e usando uma máscara de caveira. Perguntaram se eu sabia da tragédia em Suzano, mas nós não tínhamos conhecimento ainda. Após eu receber a ligação, é que vi na internet o caso lá. Mas o Thiago foi coincidência, pois ele participa há muito tempo em eventos de cosplay", explica a mãe do adolescente.

Segundo a Polícia Militar, funcionários da escola acionaram a Patrulha Escolar para averiguar a situação, pois vários pais e alunos estavam receosos em frequentar o ambiente escolar. "Nesta sexta-feira (15), estive na escola e também na casa do estudante. Conversamos com a mãe e verificamos que realmente ele não está relacionado a nenhuma situação de risco. É um adolescente que já atua nestes eventos e, inclusive, a espada que ele usa junto a fantasia é de cano de PVC, e ele anda com estas roupas antes mesmo da tragédia em São Paulo", explica o cabo Levir Santos Farias.

                                  Thiago participa em eventos de cosplay na cidade — Foto: Thiago Rodrigues/Arquivo Pessoal
Thiago participa em eventos de cosplay na cidade — Foto: Thiago Rodrigues/Arquivo Pessoal

Ainda segundo a mãe do adolescente, a Escola Estadual Augusta Valle pediu que o estudante não frequentasse as aulas até que uma reunião do Conselho Estudantil definisse se ele continuaria na instituição de ensino.

"Eles me orientaram a não deixá-lo nem sair de casa, devido ao risco. Na segunda-feira (18) terá uma reunião onde será definido se ele pode continuar a frequentar as aulas. Esta situação tem nos deixado bastante ansiosos. Entendemos a preocupação dos pais mas, neste caso, o Thiago foi inocente sem intenção de ferir ninguém. Nesta sexta tive que dar um medicamento para ele dormir".

O G1 procurou a escola e, segundo a diretora Raquel Freitas, a orientação de manter Thiago em casa é para segurança dele. "Ele é menino muito tranquilo, inteligente, tem uma professora de apoio dentro da sala de aula. No dia [que ele estava fantasiado] ele nem chegou a entrar na escola, e muito menos ameaçou ou agrediu alguém. Estamos pensando na segurança dele", disse.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante cai em trilhos do Metrô em Brasília e sofre traumatismo craniano

Acidente foi por volta das 10h, na estação Metropolitana. Vítima foi levada ao hospital de Ceilândia.

Por Gabriel Luiz, G1 DF

Metrô do Distrito Federal — Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Metrô do Distrito Federal — Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Um cadeirante de 58 anos caiu nos trilhos do Metrô na manhã desta sexta-feira (15), no Distrito Federal. O acidente foi por volta das 10h, na estação Metropolitana, em Taguatinga. Ele deslocou o ombro e sofreu traumatismo craniano grave.

Segundo os bombeiros, ele foi atendido e transportado ao Hospital Regional de Ceilândia. O estado dele é instável.

O cadeirante estava tentando embarcar no trem indo "de ré". No entanto, a porta já tinha fechado, e o trem deu partida sem o passageiro, que caiu às margens da via.

O Metrô informou que o Corpo de Segurança Operacional da companhia prestou pronto atendimento ao cadeirante. Durante o resgate, os trilhos precisaram ser desenergizados.

"O Metrô-DF lamenta o acidente, informa que está prestando toda a assistência ao usuário e apurando as causas."

Fonte: g1.globo.com

Azul abre 150 vagas de emprego para pessoas com deficiência em seis aeroportos e área administrativa

Interessados devem cadastrar os currículos no banco de vagas no site da companhia aérea.

Por G1 Campinas e Região

Companhia aérea Azul abre 150 vagas de emprego em seis aeroportos — Foto: Gianfranco Panda Beting / Divulgação Azul
Companhia aérea Azul abre 150 vagas de emprego em seis aeroportos — Foto: Gianfranco Panda Beting / Divulgação Azul

A companhia aérea Azul está com 150 vagas abertas para pessoas com deficiência (PCD) na região metropolitana de São Paulo, Barueri (SP) e nos aeroportos de Guarulhos (SP), Congonhas (SP), Confins (MG), Recife (PE), Belém (PA) e Campinas (SP), cidade em que a empresa possui maior área de atuação, e onde é localizado o Aeroporto Internacional de Viracopos.

Em São Paulo e Barueri, as vagas serão ocupadas nas áreas administrativas.

Já em Minas Gerais, os candidatos irão atuar no atendimento às demandas dos clientes, além da posição de agente e auxiliar de aeroporto, atendendo no check in, embarque e desembarque.

Entre as outras oportunidades também estão vagas para call center.

Os interessados devem  cadastrar os currículos no banco de dados presente no site da companhia. A Azul também disponibiliza aos candidatos o e-mail rhdiversidade@voeazul.com.br , em caso de dúvidas.

Fonte: g1.globo.com

Personal autista abre academia para pessoas com deficiência intelectual - Vejam o vídeo

Imagem: Reprodução/WTSP
Reprodução/WTSP
Mark Fleming, personal trainer que fundou uma academia para pessoas com autismo

Do BOL, em São Paulo

Muita gente tem dificuldade para se animar a ir à academia, e isso pode ser ainda pior para pessoas que têm autismo. Pensando nisso, o personal trainer Mark Fleming abriu uma academia para quem, como ele, sofre com transtornos do espectro do autismo, segundo reportagem da CNN.

Fleming, que se formou em educação física e é especialista em ciência do exercício físico, disse que percebeu a necessidade de um espaço como este ao ser voluntário durante a Special Olympics, evento esportivo para portadores de deficiências intelectuais. Durante a competição, ele afirmou que ouviu muitas reclamações de atletas que diziam não ter academias preparadas para recebê-los.

Incomodado com isso, o profissional passou três anos atuando exclusivamente como personal trainer para pessoas com autismo, mas decidiu ir além e preparar um espaço único para receber pessoas com deficiências intelectuais. "Vê-los ficando saudáveis é incrível! Quanto mais saudáveis, mais chances eles têm de viver suas vidas da melhor maneira possível", explicou Fleming.

Assista a uma reportagem (em inglês), da emissora WTSP, apresentando a academia de Mark Fleming, que fica na Flórida.



Jovens judocas disputam Copa Antônio Tenório antes do Grand Prix neste sábado

Leandro Martins/MPIX/CPB
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Por CPB

Antes dos judocas adultos entrarem em ação no Grand Prix de Judô Paralímpico, neste sábado, 16, os atletas iniciantes disputarão a Copa Antônio Tenório. Seis alunos do Centro de Formação em esportes paralímpicos, projeto do CPB que promove a iniciação esportiva de crianças com deficiência, participarão da competição que leva o nome do medalhista paralímpico Antônio Tenório.

Uma das judocas do Centro de Formação é Adriele Soares, de 12 anos, que tem baixa visão devido à toxoplasmose e pratica a modalidade há menos de um ano. A moradora de Diadema é um dos 49 inscritos no evento, que permite competidores a partir dos 10 anos.

“Meu coração já está batendo forte, porque é minha primeira competição. Foi muito importante para mim conhecer o esporte. Antes de participar do projeto do CPB eu não tinha contato com outras crianças com deficiência e estou adorando esta experiência”, relatou Adriele, que está na faixa azul.

O Grand Prix de Judô abrirá a temporada 2019 da modalidade. São esperados 152 atletas de 18 Estados, do Distrito Federal e da Ângola. Eles lutarão no tatame do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, neste sábado, 16 (programação abaixo).

A campeã mundial Alana Maldonado e a medalhista de bronze Meg Emmerich estão confirmadas no evento. Elas e outros atletas da Seleção Brasileira abrilhantam ainda mais as disputas pelo pódio.

As finais do Grand Prix de Judô serão transmitidas ao vivo na página do Comitê Paralímpico Brasileiro no facebook, a partir das 16h.

Serviço
Grand Prix de Judô Paralímpico e Copa Antônio Tenório
Data: 16 de março de 2019
Horários:
  • Abertura da Copa Antônio Tenório: 8h30
  • Competição: 9h
  • Premiação: 12h
  • Abertura do Grand Prix de Judô Paralímpico: 13h
  • Competição: 13h30
  • Premiação: 17h

Local: Centro de Treinamento Paralímpico
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5 – Vila Guarani/SP

Entrada franca

Seleção de rúgbi em CR encerra II fase de treinamento com foco no Parapan de Lima

ABCR
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Por CPB

A Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas realizou nesta semana, de 11 a 15 de março, a II fase de treinamento no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Ao todo, participaram desta fase 12 atletas. Nesta semana, os esportistas treinaram jogadas com foco nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em agosto, visando os principais adversários do Brasil na competição: Estados Unidos, Canadá e Colômbia.

"Trabalhos de raciocínio, foi uma das fases de treinamento mais produtivas em relação a estratégia de raciocínio de jogo, tempo de relógio. No começo eles sentiram um pouco de dificuldade, mas depois foram pegando o ritmo, se adaptando. Estudamos as Seleções que vamos enfrentar no Parapan para poder explorar as falhas deles", disse Ana Ramkrapes, téncica da Seleção Brasileira de Rúgbi.

A comissão técnica pretende testar novos atletas nas próximas fases de treinamento para testar composições diferenciadas da equipe antes de convocar os jogadores que representarão o Brasil na principal competição das Américas. Os Jogos Parapan-Americanos de Lima valerão vaga direta na modalidade para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

"Os atletas estão muito comprometidos e os técnicos terão dor de cabeça pra escolher os 12 que irão disputar o Parapan, são muitos atletas de extrema qualidade", declarou Rafael Hoffmann, que participou do Parapan de Toronto 2015 e Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Além do Parapan, os atletas terão outros dois grandes eventos, específicos da modalidade, neste ano: a Metro Cup, na Polônia, em julho, e o evento teste dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, no Japão, em outubro.

Fonte: www.cpb.org.br

Mesa-tenistas brasileiros conquistam duas pratas no Aberto Paralímpico da Itália

Roberto Castro/rededoesporte.gov.br
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Por CPB

O Brasil conquistou cinco medalhas nesta sexta-feira (15), no torneio individual do Aberto Paralímpico da Itália, em Lignano. Os grandes destaques foram Danielle Rauen (classe 9 feminino) e Israel Stroh (classe 7 masculino), que garantiram medalhas de prata, perdendo a decisão para os dois favoritos de suas respectivas classes.

Outros três brasileiros conquistaram medalhas de bronze, caindo nas semifinais do torneio: Guilherme Costa (classe 2 masculino), Jennyfer Parinos (classe 9 feminino) e Paulo Salmin (classe 7 masculino). Salmin fez um dos jogos mais emocionantes do torneio, perdendo para o inglês campeão paralímpico William Bailey, por 3 a 2 (10/12, 11/3, 3/11, 11/4 e 11/13).

Bailey derrotou Israel Stroh na decisão, pelo mesmo placar (11/6, 6/11, 11/7, 8/11 e 11/3). O britânico foi o mesmo adversário que o superou na final dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

“Dessa vez, ainda não consegui ganhar. Queria ter sido campeão, até pela rivalidade que se criou no Rio. Mas temos que saber que as etapas estão sendo cumpridas, passo a passo. Tanto eu como o Paulo perdemos por 3 a 2. A gente sabe que tem condições de chegar entre os Top-3 do mundo. Sabíamos disso e acreditamos ainda mais agora. A meta é chegar em Tóquio como candidatos reais a uma medalha”, avisa Stroh.

Danielle Rauen teve novamente a polonesa Karolina Pek, principal adversária em competições internacionais, como a pedra no caminho. Depois de superar a colega de equipe Jennyfer Parinos na semifinal, por 3 a 0 (11/4, 11/7 e 11/7), ela acabou derrotada na decisão, por 3 a 1 (4/11, 11/5, 5/11 e 8/11).

“Foi uma competição suada, com jogos difíceis no grupo e muitas partidas em um curto espaço de tempo. Mas estou muito feliz, pois consegui impor meu jogo e consegui fazer as jogadas que planejei para o momento. Na final contra a polonesa, perdi por 3 a 1, mas estou contente com o que realizei na partida. É uma jogadora muito rápida, com as bolas fortes, joga a Liga Polonesa entre os olímpicos, então as bolas delas encaixam mais. Porém, consegui anular algumas jogadas dela e fazer um excelente confronto”, analisa Danielle, que acredita estar evoluindo na questão mental:

“O que me ajudou muito aqui foi trabalhar a cabeça. E meu principal objetivo aqui foi jogar feliz, sem me pressionar, e com calma. Agora temos a competição por equipes e vamos dar mais um gás para trazer outra medalha para o Brasil”, avisa.

Guilherme Costa, o terceiro medalhista de bronze do Brasil, foi derrotado na semifinal pelo sul-coreano Soo Yong Cha, por 3 a 1 (12/10, 9/11, 2/11 e 5/11). Aloísio Lima (classe 1 masculino) caiu nas quartas de final para o italiano Federico Falco, por 3 a 1 (21/23, 4/11, 15/17 e 3/11). Na mesma fase, Welder Knaf (classe 3 masculino) foi batido pelo alemão Thomas Bruchle, por 3 a 1 (8/11, 9/11, 12/10 e 8/11).

*Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

CPB promoverá II Seminário Internacional Paralímpico Escolar, em Aracaju

Marcello Zambrana/MPIX/CPB
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Por CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) promoverá, por meio da Academia Paralímpica, entre os dias 18 a 21 de julho, o Seminário Internacional Paralímpico Escolar 2019. O evento será realizado na Universidade Tiradentes (UNIT), na cidade de Aracaju, Sergipe.

O Seminário é direcionado a profissionais e alunos de educação física, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e profissionais em geral que atuam na iniciação da prática paradesportiva. O objetivo é disponibilizar conhecimentos especializados a profissionais de instituições de ensino que não sejam envolvidos com o alto rendimento do esporte paralímpico.

Os trabalhos podem ser enviados até o dia 15 de maio. A divulgação dos projetos aceitos e as respectivas formas de apresentação ocorrerá no dia 31 de maio.

A primeira edição do Seminário Internacional Paralímpico Escolar foi realizado em julho de 2017, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. O evento contou com a participação de mais de 200 professores de 24 Estados e do exterior que discutiram diversos aspectos do desporto paralímpico em nível escolar.


Futebol de 5 inicia preparação por defesa do tricampeonato Parapan-Americano

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
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Por CPB

A Seleção Brasileira de futebol de 5, para cegos, realizou a I fase de treinamentos no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, de 11 a 15 de março, e durante a estadia na capital paulista, os jogadores foram submetidos a testes e avaliações elaborados pela comissão técnica e a equipe de ciência do esporte do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para uma melhor preparação para os Jogos Parapan-Americanos de Lima, em agosto.

Participaram desta fase as Seleções principal e sub 23. As equipes realizaram testes de força cinética, salto e resistência no próprio CT Paralímpico e na UNIFESP. "Os testes são muito importantes para a gente montar o planejamento de treino físico para os atletas fazerem em suas respectivas cidades, para quando chegarem nas fases já estarem preparados e podermos fazer treinos de bola, jogos", explicou Fábio Souza, técnico da Seleção Brasileira principal de futebol de 5.

O próximo período de treinamento será em abril, de 7 a 16. Ao todo, serão realizadas cinco fases de treino antes dos Jogos Parapan-Americanos de Lima, todas no CT Paralímpico. No Peru, o Brasil defenderá o tricampeonato (Rio 2007, Guadalajara 2011 e Toronto 2015) da principal competição das Américas.

No mês de junho, de 4 a 9, o Brasil disputará a primeira competição internacional desta temporada, o Campeonato das Américas IBSA 2019. O evento acontecerá no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, e será um dos torneios classificatórios para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Anfitrião, o Brasil assegurou um lugar na Terra do Sol Nascente no ano passado, quando conquistou o pentacampeonato Mundial, na Espanha.

Consumidor com deficiência no Dia Mundial do Consumidor - Vejam o vídeo

Consumidor com deficiência no Dia Mundial do Consumidor

por Ricardo Shimosakai

Dia 15 de março é o Dia Mundial do Consumidor. No Brasil o comércio costuma estender e oferecer uma semana inteira de “homenagem”, mas que é na verdade uma estratégia do comércio para vender mais. Nada contra, eu e os consumidores agradecemos.

Porém, o comércio ainda não sabe atender bem o consumidor com deficiência. Na verdade, muitos nem sabem que ele existe, ou alguns sabem mas preferem desprezá-lo ao invés de investir e se adequar para conquistar esse público.
O único segmento que eu vejo trabalhando melhor nessa questão, é o mercado automobilístico. Praticamente todas montadoras de carros já criaram programas específicos para auxiliar a pessoa com deficiência na compra do carro 0km com isenção. Toda concessionária destaca um funcionário para atender esse comprador, entregando tabelas informativas específicas, praticamente um atendimento personalizado.
A maioria também já adequou seu estabelecimento com rampas, elevadores e banheiros acessíveis. São as maiores anunciadoras em revistas específicas do segmento, como a Revista Reação, e os maiores expositores em eventos voltados à acessibilidade como a Reatech. Tudo isso porque dá resultado, senão eles já teriam parado faz tempo, mas pelo contrário, investem cada vez mais.


A legislação brasileira garante vários itens para a pessoa com deficiência como consumidor, porém ainda há muito o que avançar. Na verdade a maior força para que isso avance, não são as leis, mas o próprio consumidor. O comércio não liga para leis, até que a multa chegue, e muitas vezes não chega. Eles estão interessados em vender, em ganhar dinheiro e ter seu comércio conhecido.

Então se perceberem que, por exemplo, vários cadeirantes quiseram entrar em sua loja, mas não conseguiram por causa de um degrau, eles vão dar um jeito para arrumar isso, pois não querem perder o consumidor. E isso só acontece quando o próprio consumidor com deficiência chama a atenção, pede para falar com o responsável da loja, e mostra que aquela dificuldade é o motivo porque ele não irá fazer a compra no local. Sem essa atitude, o comércio não fica sabendo do problema, e dai não toma providências para resolvê-lo.

Atualmente o comércio virtual é enorme, enorme também são os consumidores com deficiência, e teoricamente isso ajudaria muito esse público, pois eliminaria a necessidade de deslocamento, que para alguns é difícil, e seu produto seria entregue em casa. Mas o site do comércio é uma loja, e da mesma forma precisa ser acessível, e nesta modalidade de vendas, quem mais sofre são as pessoas com deficiência visual.

Muitos sites não contemplam o que se chama de acessibilidade web. São normas para que o site esteja adequado para que através de softwares de leitores de tela, consigam navegar com facilidade. Além de imagens e vídeos descritos, caso possuam. Uma amiga cega contou que tem muita dificuldade em comprar passagens aéreas pela internet, pois nenhuma companhia aérea possui um site acessível.
Eu como cadeirante, tenho dificuldade em comprar roupas, pois muitos lugares não tem um provador acessível. Alguns tem, mas é somente um espaço maior para entrar sua cadeira, e vários te um posicionamento do espelho muito ruim. Quando eu quero experimentar uma calça, o problema é muito maior, pois se não há um espaço para que eu possa me transferir, e tirar e colocar a calça com conforto e segurança, prefiro nem passar pela tortura de fazer isso sentado na minha própria cadeira de rodas.
Agora um exercício para você. Imagine que você vai fazer um passeio pelo shopping, para olhar as vitrines, mas um detalhe, você é cego. Como percorrer pelos corredores e apreciar os produtos expostos? Sem contar que todas as estratégias comerciais são totalmente visuais, como as faixas de liquidação, cartazes de campanhas de natal, onde fazem sorteios de carros, programações extras como exposições a apresentações musicais, tudo isso é promovido através de impressos.
Dizem que vender é uma arte, e que um bom vendedor tem um poder de convencimento muito grande. Mas acredito que todo esse poder de nada vale, quando ele se depara com um consumidor surdo, e que não consegue trabalhar sua persuasão da forma que ele entenda, através da língua de sinais. Alguns surdos são alfabetizados, e sabem ler, outros são oralizados e conseguem compreender e ler seus lábios, mas não é a mesma coisa. É como tentar vender para um estrangeiro, que não compreende o nosso idioma.
Então vale a reflexão, de todo o jogo entre consumidor e comércio, para que no final todos saiam ganhando. Agora para descontrair, uma pequena história engraçada. Certa vez eu fui comprar um tênis, lembrando que eu sou um cadeirante. O vendedor veio em minha direção e começou a soltar todo aquele texto decorado para tentar me convencer a comprar um tênis mais caro. Ele começou a insistir numa qualidade do produto, que era um tipo de amortecedor que fica no calcanhar e deixa a corrida ou caminhada muito mais confortável, e por isso valia super a pena compra-lo. Depois de insistir algumas vezes nessa “qualidade” resolvi chamar a atenção e dizer que isso de nada me servia, porque eu não caminho! Como dizem aquela expressão, ele não sabia onde enfiar a cara…

sexta-feira, 15 de março de 2019

Proposta susta decreto que exclui de concurso público prova adaptada a pessoa com deficiência

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre o conteúdo de normas aplicáveis aos passageiros com deficiência, no serviço de transporte aéreo. Dep. Mara Gabrilli (PSDB - SP)
Gabrilli: O objetivo maior é evitar que um quadro de inconstitucionalidade, ilegalidade, discriminação e injustiça atinja o expressivo contingente das pessoas com deficiência

Reportagem - Ralph Machado - Edição - Marcia Becker

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1064/18 pretende sustar o Decreto 9.546/18. que altera norma anterior para excluir a previsão, em concursos públicos, de adaptação das provas físicas para candidatos com deficiência. O decreto estabelece ainda que os critérios de aprovação para candidatos com deficiência poderão seguir, conforme edital, os mesmos aplicados aos demais participantes do certame.

Segundo os autores do projeto, os parlamentares do PSDB Mara Gabrilli (SP) e Eduardo Barbosa (MG), essa norma fere frontalmente dispositivos da Constituição,  da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto 6.949/09) e da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI - Lei 13.146/15).

Na proposta, os deputados sustentam que é necessário “restabelecer a observância das disposições constitucionais, convencionais e legais acerca da garantia de adaptação razoável para candidatos com deficiência em concursos públicos, independentemente do tipo de prova, curso de formação, estágio probatório ou contrato de experiência a que venha a ser submetido”.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Escolares poderão ter acesso prioritário a próteses e órteses

Prefeitura de Sorocaba
Aluno especial em escola municipal de Sorocaba.

Da Redação

Projeto de lei apresentado pela senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) estabelece prioridade às pessoas em idade escolar no acesso a órteses, próteses e tecnologias assistivas, e, dentre estas, preferencialmente as crianças na primeira infância. O projeto tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Ao justificar o PL 1224/2019, a senadora argumenta por “medidas no campo da saúde para dar mais efetividade à legislação da educação. Ela assinala o dispositivo da Constituição que estabelece como um dos princípios do ensino a igualdade de condições para o acesso à escola. Segundo estatística citada por Mara Gabrilli, em 2014 havia cerca de 140 mil crianças e jovens fora da escola devido a deficiência.

“Concedida essa prioridade, mais crianças terão acesso mais célere a próteses, órteses e outras tecnologias assistivas, e não mais se afastarão das escolas”, afirmou.

O projeto aguarda o recebimento de emendas na CDH. O texto também será examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), cuja decisão é terminativa: se aprovado, e não houver recurso de Plenário, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.


Cadeira de rodas prende em esteira rolante e provoca correria na Estação Paulista do Metrô

Onze passageiros tiveram ferimentos leves durante tumulto. Polícia foi chamada e ficou na entrada na Rua da Consolação.

Por Bom Dia SP

Movimentação na Estação Paulista da Linha 4-Amarela do Metrô — Foto: TV Globo/Reprodução
Movimentação na Estação Paulista da Linha 4-Amarela do Metrô — Foto: TV Globo/Reprodução

A Polícia Militar foi acionada para a Estação Paulista da Linha 4-Amarela do Metrô na manhã desta quinta-feira (14). Nas redes sociais, passageiros relataram correria e confusão dentro da estação nas esteiras rolantes que ligam a Estação Paulista da Linha 4-Amarela e a Estação Consolação da Linha 2-Verde. Vinte passageiros receberam atendimento, 11 com ferimentos leves e 9 com crise nervosa.

A assessoria da Via Quattro, que administra a Linha 4-Amarela do Metrô, disse que uma cadeira de rodas de uma pessoa ficou presa na esteira e quando prendeu fez um barulho grande. Muitos usuários acharam que poderia ser tiro e houve correria dentro da estação.

O tumulto ocorreu por volta das 7h. A concessionária informa que realizou o atendimento aos usuários.

Dos 11 passageiros que tiveram ferimentos leves, cinco foram encaminhados para os hospitais da Lapa, Bandeirantes e Santa Casa.

Viaturas da PM se posicionam na entrada da Estação Paulista do Metrô — Foto: TV Globo/Reprodução
Viaturas da PM se posicionam na entrada da Estação Paulista do Metrô — Foto: TV Globo/Reprodução


Biblioteca Pública de Tupã possui acervo para deficientes visuais

Mais de 300 exemplares em Braille estão disponíveis.

Por Prefeitura de Tupã

Acervo em Braille para deficientes visuais está disponível na Biblioteca Municipal de Tupã — Foto: Prefeitura de Tupã/Divulgação
Acervo em Braille para deficientes visuais está disponível na Biblioteca Municipal de Tupã — Foto: Prefeitura de Tupã/Divulgação

A Biblioteca Municipal Professor Tobias Rodrigues, em Tupã, mantém um acervo dedicado especialmente às pessoas que possuem deficiência visual. São mais de 300 exemplares, entre 100 obras literárias adaptadas a linguagem do Braille e outros títulos que ganharam versão por áudio.

O espaço foi criado em 2014, por meio de doações da população e da fundação “Dorina Nowil para Cegos”. Atualmente, o acervo é composto por obras clássicas de escritores estrangeiros e nacionais, proporcionando assim, o contato com a leitura para todas as idades.

De acordo com os bibliotecários Tarciso Vieira Mendes e Valetina Teresinha Machado, o empréstimo dos livros segue a mesma regra estabelecida para o restante do acervo da biblioteca. Portanto, cada usuário (já cadastrado na biblioteca) pode levar até três itens, entre livros, CD’s e DVD’s, em empréstimo de sete dias. Os usuários podem renovar o empréstimo se estiver dentro do prazo e caso o material não estiver reservado à outra pessoa. Para facilitar o acesso, estas obras são mantidas no saguão da biblioteca.

O Secretário Municipal de Cultura, Renato Gonzalez, comentou a inclusão na Cultura, destacando o acervo. “A inclusão social é fundamental em todos os setores da sociedade e isso não é diferente na Cultura. Este acervo é uma das formas de tornar mais abrangente e viável o acesso da população à informação, ao conhecimento e a leitura”, enfatizou Renato.

Conheça a Biblioteca Municipal
Criada e mantida pela prefeitura, a Biblioteca Municipal de Tupã “Professor Tobias Rodrigues” possui acervo de mais de 40 mil livros, composto por variados temas: literatura brasileira, estrangeira, trilogias e sagas completas, contos e romances de renomados autores e ainda livros acadêmicos.

Todas as obras são acessíveis aos mais de nove mil usuários cadastrados, que podem levar para casa até três livros de cada vez ou, ainda, aproveitar a própria biblioteca, que possui diversas áreas dedicadas à leitura no espaço. Além disso, no saguão, existe uma vitrine com os principais jornais e revistas brasileiras e do município.

Para se tornar usuário da biblioteca e realizar o empréstimo das obras, basta comparecer ao local munido de documento com foto e comprovante de residência. Aos menores de 16 anos é exigida a presença do responsável legal. O horário de atendimento é das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira, na Avenida Tamoios, 1685.

Serviços
Mais informações sobre a Biblioteca Municipal de Tupã e demais equipamentos da Secretaria e projetos culturais da Prefeitura de Tupã, estão disponíveis na página oficial da Secretaria no Facebook: “Secretaria Municipal de Cultura de Tupã”, e no Instagram: @secretariadeculturatupa.


Jovem que ficou tetraplégica após 'jacaré' diz não entender o acidente

Karina está fazendo fisioterapia diariamente para recuperar movimentos. Jovem ficou tetraplégica após tentar pegar uma onda sem o auxílio de prancha no litoral de SP.

Por Andressa Barboza, G1 Santos

              Karina Neustadter Castellanos sofreu acidente em Ilhabela (SP) — Foto: Arquivo Pessoal
Karina Neustadter Castellanos sofreu acidente em Ilhabela (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

"Tenho esperança de voltar a andar, não quero ficar nessa cama". O desabafo é da jovem de 24 anos que ficou tetraplégica após pegar um 'jacarézinho' em uma praia no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo G1, Karina Neustadter Castellanos já começou o tratamento para tentar recuperar os movimentos e diz que '"não dá pra entender" o acidente.

Karina é de Santos, no litoral de São Paulo, e se acidentou após pegar uma onda sem o uso de pranchas, manobra conhecida como 'jacarézinho', em uma praia de Ilhabela, no litoral norte. Ela perdeu os movimentos após um tombo brusco que ocasionaram a lesão. Em entrevista ao G1, ela relatou, pela primeira vez, como foi o acidente.

"Meu namorado tinha saído do mar mas, como a água estava muito boa, eu decidi ficar mais um pouco. Ele foi pegar nossas coisas e, quando vi ele voltando, fui pegar impulso na onda para sair da água. Tomei um 'caldo', girei na onda. Minha nuca bateu no chão, na areia, e meu queixo bateu no meu colo. Senti um choque muito forte e, na hora, já não sentia as minhas pernas", relembra.

               Karina Neustadter Castellanos já começou tratamento para recuperar os movimentos — Foto: Arquivo Pessoal
Karina Neustadter Castellanos já começou tratamento para recuperar os movimentos — Foto: Arquivo Pessoal

Karina disse que tentava mexer os braços, levantar para sair da água, mas não conseguia por falta de forças. O namorado da jovem viu o acidente e fez o resgate. Em um hospital de referência em São José dos Campos, foi constatada a fratura na vértebra C6 e a tetraplegia. Desde então, ela diz que a vida tem sido hospitais e tratamento.

"Fico me perguntando como isso aconteceu. Eu nasci na praia. Morava em Santos, sempre me vi no mar. Já surfei com prancha, mergulhei em mar forte e com ressaca. Não dá pra entender o porquê naquela praia aconteceu isso", conta.

Quase dois meses após o acidente, a jovem faz fisioterapia em casa diariamente e, ainda, está fazendo tratamento também no Centro de Reabilitação Lucy Montoro, em Santos, onde se recupera na casa dos avós.

"Tenho esperança de voltar a andar. Não quero ficar nessa cama. Tem dias que eu estou bem, mais animada, tem dias que fico um pouco triste. É difícil ficar [na cama] aqui todo dia, o dia inteiro, não é fácil. Mas, quero me recuperar. Estou nessa cama mas vou voltar a andar", afirma.

Karina Neustadter Castellanos ficou tetraplégica após pegar 'jacarézinho' em onda no litoral de SP — Foto: Arquivo Pessoal
Karina Neustadter Castellanos ficou tetraplégica após pegar 'jacarézinho' em onda no litoral de SP — Foto: Arquivo Pessoal

Lesão
Karina foi diagnosticada com uma fratura na vértebra C6, na região do pescoço, o que a deixou tetraplégica. Em 2 de fevereiro, ela foi submetida a uma cirurgia, onde recebeu uma placa de titânio para reverter a lesão. Ela também teve o pulmão e o diafragma atingidos, o que resultou em dificuldade na fala.

Segundo o Centro de Reabilitação Lucy Montoro Santos, em 2018, 50% dos pacientes vítimas de acidentes causados por quedas em piscina, cachoeira e água rasa sofreram lesão medular com o comprometimento do movimento de todos os membros. Lesões como a da Karina podem ser completas ou parciais, o que vai definir a possível recuperação dos movimentos.

Após ser internada, Karina chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, sedada e entubada. Hoje, toda a família se mobiliza para a recuperação, incluindo a mãe, que mudou-se para Santos para cuidar da filha.

‘Sobre Rodas’ é filme bonito, mas pouco explorado - Vejam o vídeo

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Cena do filme Sobre Rodas

Lucas (Cauã Martins) é um garoto de 13 anos que volta à escola depois de um ano para enfrentar uma nova realidade após sofrer um acidente de carro. Afinal, agora ele está confinado à uma cadeira de rodas. Tendo que lidar com suas novas restrições, ele acaba por se tornar amigo de Laís (Lara Boldorini), uma garota de sua sala que está em busca do pai que a abandonou. Mesmo sem saber, ela precisa de um companheiro de viagem ao seu lado, e é isso que faz a amizade dos dois se desenvolver tão rapidamente.


Com premissa simples e narrativa leve, Sobre Rodas vai muito além de expor as dificuldades que um personagem tetraplégico passa durante a sua vida. Na verdade, a proposta do diretor Mauro D’Addio é justamente normalizar a deficiência física, sem menosprezá-la. Ainda que Lucas não seja mais capaz de jogar futebol, isso não o impede de ser um amigo leal e aventureiro.

O título Sobre Rodas, de primeira, engana o espectador que pouco sabe sobre o filme. Afinal, parece ser apenas sobre a cadeira de rodas do protagonista. Todavia, as rodas que o diretor fala dizem respeito também às da bicicleta que Laís pedala. São as rodas que permitem que os dois jovens consigam realizar essa jornada que acontece no meio do sertão, com belíssimas paisagens.

O elenco é formado quase apenas de estreantes e, por vezes, as conversas parecem um script completo, tirando o público daquela imersão no filme. As crianças não são ruins, porém ainda têm um longo caminho a percorrer dentro do universo da atuação. Mesmo os atores mais velhos, como as mães de Lucas e Laís parecem um pouco forçada, não utilizando de frases que seriam ditas no dia a dia.

Sobre Rodas é um filme bonitinho, porém com pouco aprofundamento. Com menos de 90 minutos de duração, o diretor poderia ter explorado mais alguns aspectos, trazendo um filme com mais conteúdo e menos sessão da tarde. No entanto, é um longa agradável de se assistir e fácil de ser digerido.

Fontes: Ser Lesado - www.fernandazago.com.br