sábado, 20 de abril de 2019

Após lesão cervical no MMA, atleta volta ao esporte na natação paralímpica e chama a atenção do CPB

Ex-lutador Ludy Goulart contraria diagnóstico de paraplegia, aprende a nadar e chama desperta interesse do Comitê Paralímpico Brasileiro

Por Lucas Papel — Uberlândia, MG

          Foto: Arquivo pessoal/Ludy Goulart
            Após lesão cervical no MMA, atleta volta ao esporte na natação paralímpica e chama a atenção do CPB

No primeiro convite para voltar ao esporte pela natação paralímpica, o ex-lutador Ludy Goulart disse não. Porém, ele resolveu dar uma chance à nova oportunidade. E quase dois anos depois de uma grave lesão cervical em um evento de MMA, Ludy Goulart voltou em grande estilo: dois ouros na etapa centro-leste do Circuito Brasil de Natação e Atletismo, no início de abril, em Uberlândia. Em meio à rotina na academia em que dá aulas de luta, Ludy reaprendeu a nadar aos 29 anos e, de quebra, chamou a atenção do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Natural de Uberlândia, o mineiro, que lutava desde os quatro anos de idade, disputava o cinturão da categoria até 84 kg no CFC Fight, em Araguari, em maio de 2017,  quando se lesionou ao aplicar uma queda no adversário. 

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Imediatamente após cair, o lutador parou de reagir. O primeiro diagnóstico dos médicos indicou paraplegia, o que, depois, mudou para diplegia. Ele, no entanto, contrariou o diagnóstico de paraplegia.

Ludy Goulart segue como professor de artes marciais — Foto: Ludy Goulart/Arquivo Pessoal
Ludy Goulart segue como professor de artes marciais — Foto: Ludy Goulart/Arquivo Pessoal

Ludy explicou que tem grande parte dos movimentos do braço e bom controle do tronco e que a natação foi uma opção para voltar às competições. O convite partiu do técnico da natação paralímpica do clube, Alexandre Vieira, que também é treinador do Comitê Paralímpico Brasileiro.

A recuperação está um sucesso e contrariando o primeiro diagnóstico médico. Após um convite do técnico Alexandre Vieira, vi a oportunidade para voltar a competir e abracei a oportunidade. Voltei bem, porque conquistei dois outros, um nos 50m costas e outro nos 50m livre. O pessoal da natação paralímpica está bastante confiante em mim, porque na classe S2 tem poucos nadadores no Brasil – disse o atleta.

Por conta da grave lesão, Ludy teve que reaprender a nadar, e a primeira competição veio quase um ano depois de treinos com a equipe do Praia Clube. Alexandre Vieira, explicou que via potencial em Ludy Goulart por ser ex-atleta, mas conta que o lutador recusou o primeiro contato para a natação.

Eu não o conhecia, mas sabia do histórico da lesão, que ele tinha alguns movimentos. Entrei em contato pelo Instagram, a princípio ele falou que não. No outro dia falou que sim. Trocamos ideia e formalizamos algumas coisas. Ele começou do zero, apesar de saber nadar antes da lesão. Depois da lesão mudou muita coisa, e ele foi se adaptando. Hoje ele não faz parte da equipe de treinamento. Faz um aperfeiçoamento com a nossa comissão técnica e a expectativa é que até o final do ano ele faça parte – explicou Alexandre.

Alexandre Vieira (segundo à esquerda) explicou que Ludy segue aperfeiçoamento com comissão técnica do Praia — Foto: Ludy Goulart/Arquivo Pessoal
Alexandre Vieira (segundo à esquerda) explicou que Ludy segue aperfeiçoamento com comissão técnica do Praia — Foto: Ludy Goulart/Arquivo Pessoal

O processo de aprendizado, segundo Ludy, ainda é diário. Feliz pelo desempenho na primeira competição como atleta paralímpico, o nadador explicou que a meta passa a ser os índices para competições nacionais.

Pelo fato da minha lesão ser grave e alta, eu não nado de bruços, só de costas. Nado o livre também de costas. Ficamos 10 meses treinando, aprendendo a nadar. Por ser uma classe baixa, é um grau com muita dificuldade para aprender a nadar. O primeiro desafio foi esse, aprender a nadar para competir. Agora é bater os índices para disputar o Brasileiro. Tenho que diminuir o tempo e aumentar a velocidade. Temos tempo para isso – contou o Ludy.

O treinador Alexandre Vieira explicou também que Ludy desperta o interesse do CPB. De acordo com o treinador, há poucos nadadores jovens na classe S2, para atletas com lesão medular completa abaixo de C6, ou pólio comparado, ou paralisia cerebral quadriplégico grave com grande limitação dos membros superiores.

Na classe S2, os atletas estão muito velhos, não tem uma renovação. O Ludy é um cara novo, forte, e o CBT pretende fazer avaliações futuras com ele, principalmente pelo potencial físico. Ele ainda precisa pegar muita técnica – explicou Alexandre.

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Ludy Goulart sofreu lesão cervical em evento de MMA em Minas Gerais

Nova rotina

No dia 21 de maio, Ludy completa dois anos da grave lesão. Desde então, uma rotina diária de fisioterapia e exercícios adaptados. Nas piscinas, treino três vezes por semana. Dia a dia que o ex-lutador aprendeu a lidar e tenta tirar o máximo proveito possível. Sem deixar de lado o MMA, Ludy disse que mantém as aulas de artes marciais e a equipe de competição.

Ludy Goulart desperta interesse do circuito paralímpico — Foto: Arquivo pessoal/Ludy Goulart
Ludy Goulart desperta interesse do circuito paralímpico — Foto: Arquivo pessoal/Ludy Goulart

No meio social estou convivendo normal, não tive dificuldades. Faço fisioterapia de domingo a domingo desde a lesão, não parei nem um dia. Para os exercícios físicos, criamos adaptações por eu não ter pegada nas mãos, como uso de ganchos para fazer musculação, caneleira para fazer exercícios nos braços, por exemplo. Mas não deixei o MMA de forma alguma. Tenho minha academia, meus atletas de competição e equipe. Continuo dando aula de MMA, muay thai e jiu-jitsu – encerrou Ludy, que como profissional no meio-médio, teve nove lutar e sete vitórias, cinco delas por finalização.

Shopping de Campinas oferece sessão especial de cinema para crianças com autismo

Durante a exibição do filme, a sala ficará com as luzes acesas e som mais baixo.

Por G1 Campinas e Região

Filme é exibido no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (SP). — Foto: Luciano Calafiori/G1
Filme é exibido no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (SP). — Foto: Luciano Calafiori/G1

O Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (SP), oferece uma sessão especial de cinema para crianças com Transtorno do Espectro Autista, o autismo, com entrada gratuita neste sábado (20), às 11h. Acompanhantes pagam meia-entrada.

Durante toda a exibição do filme, a sala ficará com as luzes acesas e o som mais baixo do que o usual. De acordo com a organização, o público também pode interagir à vontade. O evento faz parte das atividades do mês de conscientização do TEA.

O filme escolhido é a animação "Parque dos Sonhos", que narra a aventura da jovem otimista e sonhadora June, que encontra escondido na floresta um parque de diversões chamado Wonderland.

Mais informações podem ser obtidas pelo site, ou pelo telefone (11) 99994-6721.

Cadeirante participará de maratona de subida pela primeira vez com ajuda de condutor

Com apoio do projeto social Pernas Solidárias, Jonas de Melo será guiado por Cleiton Tamazzia pelos 25K na Serra do Rio do Rastro

Por Globoesporte.com — Santa Catarina

Cleiton e Jonas Guerreiro já correram outras provas juntos — Foto: Divulgação Mizuno Uphill Marathon
Cleiton e Jonas Guerreiro já correram outras provas juntos — Foto: Divulgação Mizuno Uphill Marathon

A maior e mais cobiçada maratona de subida do Brasil, terá uma presença ilustre no próximo dia 31 de agosto, na Serra do Rio Rastro, em Santa Catarina. O cadeirante Jonas de Melo, que completará 18 anos no próximo dia 24 de maio, vai participar dos 25km junto com o condutor Cleiton Tamazzia. A parceria, que marca a 7° edição da Uphill Marathon, tem o apoio do projeto social Pernas Solidárias para que Jonas seja mais um ninja runner.

Guerreiro Jonas, como é conhecido, é natural de Joinville e nasceu prematuro aos sete meses. Por conta da antecedência, Jonas veio ao mundo com paralisia cerebral, seguida da síndrome de Pierre Robin (anomalia congênita rara, caracterizada por mandíbula diminuída, retração da língua e obstrução das vias aéreas superiores) e de uma fissura palatina. Após anos de fisioterapia e o diagnóstico de dezenas de médicos confirmando que jamais andaria, o menino não desistiu do sonho de praticar um esporte como a corrida ou o futebol, suas duas paixões.

Aos 14 anos, mesmo com suas pernas tortas, Jonas começou a arriscar pequenos passos sozinho, se escorando nas paredes de casa e travando uma verdadeira batalha individual. Logo, seus pais o levaram ao Dr. Cunha, ortopedista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, que descobriu o quadril invertido de Jonas e deu um parecer otimista. Ele indicava a possibilidade de andar e até de correr um dia, mas para isso, várias cirurgias seriam necessárias.

Conseguimos realizar as cirurgias em 2018. O Jonas passou por quinze procedimentos nos membros inferiores, foi um sucesso, não tem mais as perninhas tortinhas e atualmente está na fase de fortalecimento muscular. Ele adora estar na rua, fazer amizade, gosta de esportes em que vai conhecer pessoas, então ele sempre adorou corrida e futebol. A dona do local onde ele faz equoterapia indicou o Pernas Solidárias, disse que seria uma experiência legal para o Jonas e me passou o telefone do Cleiton. Assim tudo começou - explica Alexandre, pai de Jonas.

                       Jonas Guerreiro com suas próteses — Foto: Divulgação Mizuno Uphill Marathon
Jonas Guerreiro com suas próteses — Foto: Divulgação Mizuno Uphill Marathon

Além de corredor, Cleiton Tamazzia é o idealizador do projeto social Pernas Solidárias, que nasceu em 2015, sem fins lucrativos, com o objetivo de incluir socialmente os cadeirantes no mundo das corridas de rua. Por meio dele, corredores voluntários conduzem triciclos adaptados, transportando pessoas que não podem andar. Com o contato estabelecido, uma grande amizade foi criada entre Jonas e Cleiton, que passaram a participar juntos de vários eventos do esporte de velocidade. Cleiton, que também é de Joinville e já havia se pré-inscrito na corrida, contou com a sorte para ganhar uma das vagas para a maratona através do sorteio oficial. Com isso, efetivou sua inscrição e não pensou duas vezes antes de convidar o Guerreiro Jonas para a aventura na Serra do Rio do Rastro.

Não imaginava que fosse correr a Uphill com um cadeirante, era um propósito meu competir nesse evento, mas quando fui sorteado senti no coração que o certo a se fazer seria convidar o Jonas. Meu sonho é vê-lo correndo a Uphill com as próprias pernas. Meu convite foi também para incentivar ele e os pais, para mostrar que ele é capaz e que vai sim conseguir andar e correr sem ajuda de ninguém um dia - revela Cleiton.

                      Cleiton e Jonas vão correr após serem sorteados para participar da prova — Foto: Divulgação Mizuno Uphill Marathon
Cleiton e Jonas vão correr após serem sorteados para participar da prova — Foto: Divulgação Mizuno Uphill Marathon

Mãe denuncia vizinho à polícia por estuprar filha com deficiência mental em Pederneiras

Segundo a Polícia Militar, a calcinha da vítima foi apreendida e passará por perícia. Além disso, foi registrado um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável.


A mãe de uma jovem de 22 anos com deficiência mental denunciou o vizinho à polícia por estupro na tarde de quarta-feira (17), no Bairro Cidade Nova, em Pederneiras (SP). O suspeito do crime não foi localizado.

Segundo boletim de ocorrência, a mãe contou que chegou em casa e achou que a filha estava estranha. Quando perguntou o que tinha acontecido, a vítima respondeu que tinha sido estuprada pelo vizinho.

A mãe a levou para a Santa Casa de Itápolis (SP) e a encaminharam ao exame de corpo de delito. Os policiais foram acionados e enviaram uma viatura até o local onde a vítima estava sendo atendida.

Segundo a equipe da Polícia Militar, a calcinha da jovem foi apreendida e passará por perícia. Um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável foi registrado.

Nadador com deficiência dá exemplo de superação e é ovacionado pelo público - Veja o vídeo

Itamar Saulo da Silva, de 31 anos, é aplaudido por torcedores durante festival de natação, em São José dos Campos, interior de São Paulo

Por GloboEsporte.com — São José dos Campos, SP

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Nadador com deficiência dá exemplo de superação e é ovacionado por torcida

Um nadador com deficiência deu um exemplo de superação na manhã do último domingo, 14, e foi ovacionado pela torcida que acompanhava a prova durante um festival de natação, em São José dos Campos, interior de São Paulo.

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Itamar Saulo da Silva, de 31 anos, tem deficiência motora desde que nasceu. A natação, além de ser importante para a saúde, é para ele um hobby. Ele participa de competições há cinco anos, mas esta foi a primeira vez que foi ovacionado pelo público.

– Fiquei emocionado na piscina ao ouvir as pessoas me aplaudindo e gritando meu nome. Todo este incentivo me ajudou a completar a prova. Faço natação e participo de competições há cinco anos, mas foi a primeira vez que isto aconteceu. Fiquei muito feliz. O que aconteceu neste domingo vai me motivar ainda mais para continuar vivendo e nadando – disse Itamar em entrevista à prefeitura de São José dos Campos.

Itamar Saulo Silva foi ovacionado pelo público ao dar exemplo de superação — Foto: Claudio Vieira/PMSJC
Itamar Saulo Silva foi ovacionado pelo público ao dar exemplo de superação — Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Itamar é morador do bairro Taquari, zona norte de São José dos Campos, e faz natação há quatro anos no centro poliesportivo do Alto da Ponte. Esse festival de natação, organizado pela prefeitura de São José dos Campos, reuniu cerca de 300 atletas das regiões norte e centro do município. São nadadores de cinco unidades esportivas, das categorias pré-mirim até a de mais de 70 anos, no masculino e no feminino.

Homem é preso por suspeita de abuso sexual em sobrinha com deficiência mental, em Passos, MG - Veja o vídeo.

Família filmou abusos e fez denúncia à polícia, que realizou a prisão nesta quarta-feira (17).

Por G1 Sul de Minas — Passos, MG

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Homem é preso por suspeita de estuprar sobrinha com deficiência mental, em Passos

Um homem foi preso por suspeita de ter abusado sexualmente da sobrinha deficiente mental em Passos (MG). Ele foi detido nesta quarta-feira (17), mas o crime teria acontecido no dia 31 de março, quando a família filmou o abusou e denunciou à polícia.

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"Uma moça do núcleo familiar viu o rapaz com a mão dentro do short da vítima e alertou aos demais membros da família, que deliberaram para um deles se esconder dentro de um carro e, dali de dentro do carro, ele fez cinco vídeos, de cerca de 40 minutos juntando todos, com essas imagens, onde o autor, por diversas vezes, abusa sexualmente da moça", explica o delegado Danilo Gustavo Silva Costa.

A mulher, que tem 37 anos, tem deficiência mental grave e não teria condições de responder aos abusos. Ele disse não se lembrar do que aconteceu.

"Ele alega que faz uso de medicamentos controlados e, uma vez nessa festa, juntou medicamento com bebida alcoólica e não se lembra de nada que aconteceu", afirma o delegado.

O homem, de 58 anos, foi preso em casa e deve responder pelo crime de estupro de vulnerável. Ele foi encaminhado para o Presídio de Passos.

Farmácia Popular: usuários relatam problemas na distribuição de medicamentos

Clientes reclamam da dificuldade em conseguir remédios do programa federal. Ministério da Saúde alega instabilidades "pontuais" na dispensação

   Foto: JL Rosa
   A professora Maria Melo vem encontrando barreiras para receber remédios antidiabéticos

Mesmo recorrendo a uma forma de apoio para garantir a própria saúde, usuários do programa federal “Aqui Tem Farmácia Popular” encontram dificuldades na aquisição de medicamentos em Fortaleza. Criado em 2004, o programa federal tem a proposta de distribuir medicamentos básicos considerados essenciais gratuitamente, ou vendê-los com até 90% de desconto, por intermédio de farmácias privadas conveniadas. São oferecidos remédios para hipertensão, diabetes e asma, e para controle de colesterol, rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas e anticoncepcionais.

A professora Maria Melo, 57, dá viagens perdidas a diferentes farmácias há aproximadamente um mês. Como desculpa para os pedidos malsucedidos, geralmente, escuta dos atendentes que “o sistema está fora do ar”. “Fica fora um dia ou dois, ou por algumas horas. Como não posso ficar esperando, acabo comprando a medicação que é um direito meu receber”, afirma, referindo-se às quatro caixas mensais de um antidiabético que utiliza no tratamento.

A medicação, de uso contínuo, custa entre R$ 7 e R$ 10 a caixa. “Acredito que tenha muita gente passando pela mesma situação. Embora seja barato, nem sempre a pessoa tem condições de comprar”, observa a professora. “Eu receberia durante seis meses, que é a validade da receita, mas até agora estou há um mês sem receber”.

A dificuldade se soma à redução de farmácias credenciadas ao Programa, que, até 2017, também possuía unidades próprias. Em novembro daquele ano, a Farmácia Popular do Centro de Fortaleza encerrou as atividades, sendo a terceira e última da Capital a fechar as portas. À época, a justificativa do Governo Federal era que os custos anuais de manutenção, em torno de R$ 100 milhões no País, seriam empenhados na aquisição de mais remédios, por meio de repasses para os Estados e Municípios.

Pontual

De acordo com o diretor do Sindicato do Comércio Varejista dos Produtos Farmacêuticos do Estado do Ceará (Sincofarma), Maurício Filizola, houve inconsistências devido ao sistema operacional que foi mudado, e especificamente a dispensação de anticoncepcionais foi prejudicada.

“Nas grandes redes, onde há muitas filiais, o problema demora mais a ser resolvido”, explica. No entanto, em outras, a distribuição está funcionando, apenas com a inconsistência de dispensação dos anticoncepcionais. “O restante todo está ok”, assevera. Em nota, o Ministério da Saúde informou que o problema se deve a uma “instabilidade pontual” verificada em algumas unidades. Conforme a Pasta, a situação já foi regularizada com a nova versão do sistema que traz melhorias na segurança de acesso.

A instabilidade ocorreu quando houve a migração da estrutura do programa, iniciada em dezembro de 2018, por incompatibilidades com os sistemas operacionais das drogarias que dispensam os medicamentos.

O Ministério orienta que qualquer instabilidade deve ser informada pelo gestor da unidade ao órgão, por e-mail. Já ao usuário, recomenda que, caso a unidade deixe de ofertar os medicamentos que fazem parte da relação do Programa, deve ser feita denúncia por meio dos canais de Ouvidoria, como o Disque Saúde, por meio do telefone 136. “O Ministério da Saúde realiza constantemente auditorias para evitar fraudes”, completa. Só no ano passado, 1.914 estabelecimentos foram descredenciados em todo o Brasil.

Funcionamento

Por último, a Pasta destaca que não houve redução nos repasses para o “Aqui Tem Farmácia Popular”. A previsão de orçamento para este ano, de R$ 2,6 bilhões, é igual ao valor de 2018, quando foi reajustado o ressarcimento para as farmácias credenciadas. “A readequação de preços ocorreu para eliminar distorções de valores de produtos pagos pelo Governo Federal que, em alguns casos, chegavam a custar mais de 200% acima do mercado. Os reajustes para mais ou para menos não impactaram no preço final ao usuário”, finaliza.

Para utilizar o Programa Farmácia Popular, o cidadão deve comparecer a um estabelecimento credenciado portando documento oficial com foto, número do CPF e receita médica dentro do prazo de validade (365 para anticoncepcionais e 180 dias para os demais medicamentos ou fraldas geriátricas), tanto do SUS quanto particular. A receita deve conter carimbo e assinatura do médico, endereço do estabelecimento de saúde, data da prescrição, nome e endereço do paciente.

Lazer, turismo e o Cateterismo Intermitente. Live do projeto Viver Com Incontinência - Veja o vídeo.

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por Ricardo Shimosakai

O projeto Viver Com Incontinência convidou Ricardo Shimosakai para fazer uma transmissão ao vivo, também conhecida como live, pela página do facebook e depois disponibilizada no canal do YouTube. A idéia foi bater um papo falando sobre as dificuldades e soluções referentes à prática do cateterismo em situações de lazer e turismo.

Para quem possui incontinência urinária, essa é uma das maiores dificuldades quando se pensa em sair de casa por um período razoavelmente longo. A média de intervalo para a realização do cateterismo é de 4 horas, então dependendo da atividade a ser realizada, como shows, vôos, jantares entre outros, ir ao banheiro para esvaziar a bexiga será necessário.
Para estar preparado, é sempre bom ter material suficiente para o período que vai ficar fora de casa, mas é bem melhor você ter uma quantidade reserva, pois algumas vezes aquilo que você planejou pode demorar um pouco mais. Ou até mesmo, depois de um show com seus amigos, eles resolveram ir comer fora, e daí você precisa estar preparado.
Em algumas situações, você pode não encontrar um banheiro para fazer o cateterismo. E nem todos os banheiros são acessíveis para cadeira de rodas. Geralmente mulheres ou pessoas que dependem de auxílio para fazer o cateterismo encontram mais dificuldade.
“É claro que não é a coisa mais indicada, mas é uma questão de ‘sobrevivência’, mas quando não tem um banheiro, peço ou procuro um espaço reservado, pois não preciso exatamente de um vaso sanitário, faço o cateterismo sentado na minha cadeira de rodas e desprezando a urina em uma garrafinha. Em casos mais extremos, onde nem um espaço reservado eu consegui, eu paro num lugar mais calmo ou encosto num canto, e coloco um pano ou o agasalho que sempre levo comigo e faço o procedimento. Ninguém consegue ver nada, a não ser um movimento por debaixo do pano”, conta Ricardo Shimosakai.
Para ajudar, ainda existem outros recursos como remédios que ajudam a reter a urina na bexiga e fraldas ou absorventes. Além de controlar a ingestão de água em determinadas situações. Mas isso deve ser feito de forma moderada, pois o corpo precisa de líquido para estar saudável.
Mas tenha a consciência de que o cateterismo é como um procedimento médico, que pela conveniência acaba sendo feito pelo próprio paciente. Mas então, todos os cuidados de higiene e realização do procedimento devem ser orientados por um profissional da saúde. Além disso, essas orientações devem ser respeitadas e seguidas, caso contrário infecções e a perda da qualidade de vida serão consequências.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Ensino domiciliar: entenda o que diz o projeto de lei

Proposta para regulamentar a educação domiciliar no Brasil depende apenas de aprovação do Congresso. Enquanto isso, especialistas debatem prós e contras do método de ensino

Por Sabrina Ongaratto

Cuidado ao ajudar seu filho na lição de casa: tente não transmitir medo (Foto: Thinkstock)
Os dois lados do ensino domiciliar (Foto: Thinkstock)

Há poucos dias, o presidente Jair Bolsonaro assinou o projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no Brasil. A proposta cria regras para quem opta por educar os filhos em casa. No entanto, para se transformar em lei, o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias. Enquanto isso, o assunto gera polêmica e debates entre especialistas e a própria população.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a educação domiciliar "é uma modalidade de ensino em que pais ou tutores responsáveis assumem o papel de professores. Assim, o processo de aprendizagem acontece fora de uma escola". O projeto de lei assinado na última quinta-feira (11), altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente - e a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

“O fenômeno homeschooling, ou seja, o da educação domiciliar, é realidade no Brasil. Há famílias que optam por educar seus filhos em casa; no entanto, não há lei que estabeleça quais são as diretrizes básicas para que esse direito seja exercido. Hoje, muitos pais que optam por esse tipo de aprendizado são denunciados e, inclusive, condenados judicialmente a matricular seus filhos na escola. O termo é justamente esse, pois as famílias são ‘condenadas a matricular os filhos em até tantos dias’, caso contrário, elas correm o risco de, por exemplo, perder a guarda da criança”, explica o secretário adjunto da Secretaria Nacional da Família, Pedro Hollanda, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O QUE DIZ O PROJETO DE LEI?

Segundo o projeto encaminhado ao Crongresso, para que as crianças possam ser educadas dessa forma, elas precisam, em primeiro lugar, ser cadastradas no Ministério da Educação e, posteriormente, passar por um processo de avaliação. “As famílias terão de fazer um cadastro via plataforma, na internet, na qual elas vão inserir uma série de informações relativas à criança, como idade, vínculo com a criança, certidão criminal, plano pedagógico individual, caderneta de vacinação atualizada, enfim, documentos que já estão previstos no texto da lei e que visam dar mais segurança para a sociedade como um todo”, pontua o secretário.

Portanto, além de documentos pessoais, os responsáveis legais pela criança deverão apresentar um plano pedagógico individual, que precisa ser atualizado anualmente. Além disso, o texto destaca que "caberá aos pais ou aos responsáveis legais, durante o processo de ensino e de aprendizagem, monitorar de forma permanente o desenvolvimento do estudante, conforme as diretrizes nacionais curriculares".

“As avaliações vão ocorrer anualmente com possibilidade de recuperação, já a partir de 2020. É uma avaliação que ocorre como no ambiente escolar, ou seja, desde o segundo ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio. É o princípio da isonomia [igualdade] entre o estudante da escola e aquele que aprende com a educação domiciliar”, explica o secretário.

Além disso, as regras definem que, caso o aluno seja reprovado na avaliação anual por dois anos consecutivos ou três anos não consecutivos; não compareça e não justifique a falta na avaliação anual; e o cadastro anual não seja renovado, os pais ou os responsáveis legais perderão o exercício do direito à opção pela educação domiciliar.

O LADO BOM DA NOVA LEI

"O homeschooling surgiu nos Estados Unidos nos anos 1970 e, por aqui, ganha maior expressão na década de 1990", diz a educadora Luiza Christov, colunista da CRESCER e professora do Instituto de Artes da UNESP e da Casa Tombada (SP). Atualmente, a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) estima que 7,5 mil famílias ou cerca de 15 mil estudantes pratiquem o ensino domiciliar no Brasil. Em comparação, foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica do país, segundo o Censo Escolar 2018, do MEC.
Apesar do método ser permitido, autorizado ou regulamentado em mais de 60 países, o debate sobre seus impactos positivos e negativos dividem opiniões. Para a educadora, o alto custo para diplomar essas pessoas fora do ambiente escolar será pago pela população. "Colocar essa lei em prática, requer um processo sofisticado de avaliação, e isso custará caro. Um país com 7 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza não pode ser dar a esse luxo. No fim, o povo brasileiro vai pagar para avaliar e diplomar esses estudantes", defende.
Para ela, além de gerar um alto custo aos cofres públicos, o ensino domiciliar vai impulsionar o surgimento de grupos despreparados de estudos. "Na prática, isso vai fazer com que surjam diversas escolas fora do controle do currículo. Como resultado, teremos milhares de pequenas comunidades privadas. É um precedente para fragmentar e deixar ao gosto e à vontade de grupos ideológicos. Por que, então, temos um currículo nacional?", provoca.

O LADO RUIM DA EDUCAÇÃO DOMICILIAR

Por outro lado, o educador Nigel Winnard, diretor da Escola Americana do Rio de Janeiro - e que já passou por escolas de ensino fundamental e médio em todo o mundo, como Sudão, Bahrein e Filipinas -, acredita que "o mais importante é que todas as crianças tenham acesso a formas eficazes de aprendizagem". Segundo ele, seja na escola ou em casa, o método deve permitir que o estudante desenvolva seu potencial e o capacite para contribuir positivamente à sociedade.

"Para muitas famílias, isso é melhor alcançado dentro de um ambiente organizacional. No entanto, há circunstâncias em que a educação em casa pode oferecer um caminho de aprendizado mais apropriado para os alunos para os quais ambientes mais tradicionais podem ser limitantes. E os pais não deveriam ter o direito de escolher qual a melhor forma para a jornada educacional de seus filhos? O que importa não é a forma de educação, mas sim se ela resulta em um aprendizado efetivo que desenvolve o potencial de cada criança e capacita-as a serem contribuintes positivos para a sociedade", finaliza.

João Pedro sobrevive à doença rara, conhece Ceni e emociona elenco do Fortaleza antes de final

Torcedor encontra comandante do Fortaleza, canta com elenco e emociona jogadores em visita ao CT do Fortaleza

Por Beatriz Carvalho e Caio Ricard — Fortaleza, CE

Foto:Thiago Gadelha / Agência Diário
João Pedro sobrevive à doença rara, conhece Ceni e emociona elenco do Fortaleza antes de final

João Pedro Bezerra não sabia exatamente o que estava fazendo naquele lugar. Reconheceu o escudo do time do coração, as cores branco, azul e vermelho e até uns rostinhos conhecidos. Mas não sabia as surpresas que o aguardavam. A mãe sorria, não se aguentou de felicidade... O padrasto olhava com gosto. E João? João ria, contava histórias e encantava a todos que chegavam perto, atraindo uma plateia para si.

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Plateia esta formada pelos jogadores do Fortaleza, que tentam o título estadual contra o Ceará no domingo, pelo técnico Rogério Ceni e por quem faz o clube no CT de Maracanaú. João, que tem mielomeningocele, uma má formação congênita na coluna vertebral, é estrela, luz, força e alegria. E contagia.

João Pedro e Osvaldo — Foto: Thiago Gadelha
João Pedro e Osvaldo — Foto: Thiago Gadelha

O olhar inocente de criança e o riso fácil carregam um história bem grande de alguém tão pequeno em estatura, mas gigante em coração. Desde a barriga da mãe, Márcia Bezerra, as estatísticas estavam contra João. Foi diagnosticado aos quatro meses de existência com a doença.

- Desde o momento da gravidez já soube das necessidades dele, aos quatro meses de gestação. Os médicos pediam que eu tirasse ele. Eu fui a única que acreditou. Foram várias cirurgias, vários tempos de UTI, quarto... Foi difícil, mas graças a Deus estamos aqui - conta a mãe.

Márcia decidiu lutar pelo filho. Manteve a gravidez. João nasceu com paralisia nos membros inferiores e com a coluna exposta. Assim que veio ao mundo, teve a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) como primeira casa, onde passou longos oito meses. E era só o início da luta da dupla Márcia e João. A mãe improvisou uma UTI em casa e manteve o filho sob cuidados médicos. Durante seis anos, a rotina do menino resumia-se basicamente a permanecer em casa. As pessoas com quem tinha contato eram os familiares mais próximos. Tudo para evitar infecções.

- Foram momentos difíceis, mas sempre pedia a Deus para me iluminar. Deus falava o tempo todo para mim: acredite, ele vai ser um guerreiro. E hoje estou aqui para contar a história, ele é um guerreiro - relata.

Em busca de uma melhor qualidade de vida para o menino, Márcia decidiu buscar um tratamento em Curitiba há dois anos. Conseguiu uma cirurgia para João Pedro. Hoje ele tem 16 pinos nas costas para segurar a coluna, uma simpatia cativante, em papo esperto, uma risada carinhosa e um coração tricolor.

João Pedro, elenco do Fortaleza — Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário
João Pedro, elenco do Fortaleza — Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário

Visita ilustre

A paixão pelo Fortaleza foi incentivada pelo padastro, Eduardo Gomes. João acompanha o Tricolor em casa, pela televisão e repete os lances vendo os vídeos na internet. O amor e admiração pelos jogadores e por Rogério Ceni foram consequência disso. Na partida contra o Vitória, pelo Nordestão, a realização de um sonho. Entrou em campo com o goleiro do Leão, Marcelo Boeck.

jovem torcedor do Fortaleza teve a chance de acompanhar um treino do time na quarta-feira (17). Visitou o Centro de Treinamento, em Maracanaú. Ganhou o coração dos jogadores, entrevistou os ídolos, cornetou e até apostou no time com Felipe Alves titular.

O garoto ganhou luvas de Max Wallef, terceiro goleiro do Leão — Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário
O garoto ganhou luvas de Max Wallef, terceiro goleiro do Leão — Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário

O olho de João Lucas brilhou quando encontrou os três arqueiros do Leão: Felipe Alves, Max Wallef, e o ídolo do acesso à Série B e Série A, Marcelo Boeck. Passou recomendações, tirou foto, mostrou as luvinhas de goleiro e os adereços do Fortaleza e ainda ganhou do terceiro goleiro do Leão, Max, as luvas de goleiro. Luvas grandes, que sobram nas pequenas mãos de João, mas que com certeza ficarão nelas por muito tempo, como uma recordação da visita.

Teve também doçura e conversa para os outros jogadores. Marlon e Júnior Santos responderam às muitas perguntas do menino, Osvaldo ganhou homenagem e Quintero até arranhou um português para agradecer o carinho. O treino na academia foi completamente parado. Parado para ouvir João. No início um silêncio tomou conta para que o canto do menino fosse ouvido. Depois o som de corações tricolores ressoou, como do menino.

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Torcedor ilustre encontra elenco do Fortaleza e canta com time, em CT do Tricolor

- Ele é um exemplo de vida. Deus compensou toda dificuldade dele com uma inteligência. A gente vê isso claramente. No meio de nós, serve de uma motivação muito grande, porque temos a oportunidade de dar alegria muito grande a um menino de nove anos que sofreu tanto na vida - comentou Marcelo Boeck.
Mas um reencontro especial aguardava o garoto. A ideia de rever Rogério Ceni fazia o coração de João Pedro acelerar e as palavras ficarem emboladas na boca. Estava aflito. Será que Ceni viria? Será que ouviria o que ele tinha a dizer? Na entrada do campo do CT, o menino esperava até que o técnico apareceu, ao longe. João Pedro não gaguejou, não ficou sem voz, muito pelo contrário, gritou. Gritou por Ceni e recebeu um abraço do ídolo. Trocou palavras com o treinador que seguia apressado para o treino. No final, uma constatação: era o melhor dia da sua vida, estava tudo maravilhoso.

                    João Pedro encontrou Rogério Ceni no CT do Fortaleza, minutos antes do treino do elenco começar — Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário
João Pedro encontrou Rogério Ceni no CT do Fortaleza, minutos antes do treino do elenco começar — Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário

João Pedro levou força e leveza para o Fortaleza em uma semana decisiva para o time. Personificou a força, alegria, diversão, inocência e fé. Afinal, é um milagre. Um guerreiro que desde cedo lutou como gente grande e que, mesmo tão menino, reconhece a graça que é estar no mundo. E aproveita a vida da melhor forma possível: com muita alegria.


Torcedor com doença rara é convidado pelo Corinthians para final contra o São Paulo na Arena - Vejam os vídeos.

João Pedro da Costa mora em Bauru, interior de São Paulo, e viralizou com vídeo em que se emociona na classificação nos pênaltis contra o Santos; ele irá ao estádio pela primeira vez

Por Emilio Botta — Bauru, SP


                      Foto: Marinês da Costa/Arquivo Pessoal
                          Torcedor com doença rara é convidado pelo Corinthians para final contra o São Paulo na Arena

O torcedor João Pedro da Costa, de 14 anos, foi convidado pelo Corinthians e pelo lateral Danilo Avelar a assistir à final contra o São Paulo, no próximo domingo, às 16h, na Arena Corinthians. A partida terá transmissão ao vivo pela TV Globo e Tempo Real pelo GloboEsporte.com.

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O jovem torcedor viralizou nas redes sociais após ter um vídeo compartilhado por amigos em que se emociona com a classificação do Corinthians à final após decisão nos pênaltis contra o Santos. O vídeo chamou a atenção de Danilo Avelar e de outros jogadores do elenco, que fizeram o "meio de campo" para o garoto assistir a um jogo pela primeira vez no estádio, a convite do Corinthians.

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Torcedor do Corinthians viraliza após se emocionar com classificação à final do Paulistão

João Pedro, que mora em Bauru, interior de São Paulo, tem epidermólise bolhosa distrófica, uma doença rara onde o organismo não produz a quantidade suficiente de colágeno para a manutenção das camadas da pele. Com isso, qualquer toque no corpo gera pequenas lesões e feridas, que podem demorar anos para cicatrizar.

Como a doença não tem cura, João precisa passar por tratamento paliativo que custa em torno de R$ 20 mil mensais. Servidora pública, Marinês da Costa, mãe de João, tem renda mensal de R$ 1,3 mil e conta com a ajuda de doações para tratar o filho.

Ainda na maternidade, a família chegou a ser avisada que o garoto não resistiria aos ferimentos e que poderia morrer a qualquer momento. Mas João contrariou todos os prognósticos médicos e, mesmo diante de todas as dificuldades, não vê a hora de realizar o grande sonho da vida: conhecer a Arena Corinthians e assistir a um jogo entre os torcedores.

Não consigo explicar a paixão pelo Corinthians, é algo que sinto desde pequeno. Só sei que amo, acho que vai ser 3 a 0 para o Corinthians em Itaquera – disse João.

– Não é sempre que olho o Twitter, mas vi as mensagens de pessoas fazendo campanha para levar o João Pedro conhecer a Arena. O vídeo me comoveu, é algo sincero de alguém torcendo e com amor puro pelo Corinthians. Quando vi, logo mandei mensagens e a partir daí peguei informações para entender a logística. O Corinthians entrou em ação e acredito que vai ser um dia bastante especial – explica Danilo Avelar, em contato com o GloboEsporte.com.

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João Pedro fala sobre convite do Corinthians para assistir final do Paulistão

Para estar presente na Arena Corinthians para a decisão do Campeonato Paulista, João Pedro passou por um médico que emitiu um atestado em que libera o garoto para acompanhar a partida. A preocupação da família e do clube era sobre possíveis atritos físicos gerados em um ambiente que deve receber mais de 40 mil pessoas.

João Pedro será acompanhado pelo estafe do Corinthians e por duas irmãs, que ficarão responsáveis por sua segurança no deslocamento dentro da arena.

Bebê de 10 meses é diagnosticada com doença rara em Blumenau e comunidade se mobiliza

Pai está com menina em hospital em Curitiba e mãe trabalha na farmácia da família em SC. Ela precisa de ao menos quatro doses de medicamento para estabilizar doença.

Por NSC TV

                   Menina Antonella foi diagnosticada com AME — Foto: AME Antonella/Arquivo Pessoal
Menina Antonella foi diagnosticada com AME — Foto: AME Antonella/Arquivo Pessoal

Um bebê de 10 meses foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo 1 e a família luta para conseguir cuidar da menina. Nas redes sociais, foi feita uma mobilização para realizar o tratamento de Antonella.

Aos oito meses, a família de Blumenau, no Vale do Itajaí, começou a perceber que ela não se desenvolvia como as outras crianças. A mãe procurou ajuda e descobriu o diagnóstico. AME é uma doença degenerativa que resulta em fraqueza muscular progressiva e atrofia.

                   Mãe acompanha tratamento da filha diagnosticada com AME — Foto: AME Antonella/Arquivo Pessoal
Mãe acompanha tratamento da filha diagnosticada com AME — Foto: AME Antonella/Arquivo Pessoal

No dia 11 de março, a menina foi internada no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O pai Juliano Garcia Moro está com ela no hospital, enquanto a mãe Evelize Cunha trabalha na farmácia da família em Blumenau.

Para o tratamento de Antonella, é preciso ao menos quatro doses do medicamento Spinraza (nusinersen), com custo de R$ 300 mil cada. O remédio ajuda a estabilizar a doença.